Coletiva - Enfermeira que teve COVID-19 no início da pandemia é a primeira vacinada em Santos 20212001

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Coletiva - Enfermeira que teve COVID-19 no início da pandemia é a primeira vacinada em Santos 20212001

Local: Santos - Data: Janeiro 20/01/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Antes de anunciar brevemente as pessoas que estão aqui conosco nesta manhã, iniciarmos a coletiva, quero dar uma boa notícia hoje pra todos vocês aqui em Santos, Paulo Barbosa, prefeito Rogério, neste exato momento nós ultrapassamos 13 mil pessoas vacinadas em São Paulo. [aplausos].

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: às dez horas e 30 minutos, é o estado do país com o maior número de vacinados, e sempre, obviamente, profissionais de saúde, são 13 mil, mais de 13 mil profissionais de saúde já vacinados em São Paulo, e a vacinação continua em bom ritmo em todo o Estado de São Paulo e, ao longo dos próximos dias também nós iremos atender a totalidade dos municípios e das unidades de saúde. Rogério Santos, o novo prefeito de Santos, obrigado por estar aqui ao nosso lado, a Renata Bravo, vice-prefeita de Santos, muito obrigado, Renata, também a você, ao Paulo Barbosa, ex-prefeito de Santos, que nos acompanha, ao Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional, obrigado por você estar aqui ao nosso lado, a Dra. Regiane de Paula, a Dra. Regiane que está aqui, ela é coordenadora, tá aqui ao meu lado esquerdo, é coordenadora geral de toda a vacinação no Estado de São Paulo, essa linda moça que está aqui, há mais de 20 anos atuando na Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, responsável por todo programa, coordenação de todo programa de vacinação do nosso estado. Wilson Pedroso, secretário do Governo de São Paulo, vereador Adilson Júnior, que é o presidente da Câmara Municipal aqui de Santos, a quem agradeço em nome de todos os demais vereadores e vereadoras, Paulo Correia, meu querido e bom amigo, deputado estadual, muito obrigado por estar aqui, acompanhado pelo seu pai, Caio França, também deputado estadual, obrigado, Caio, por estar aqui. Paulinho Barbosa já citei, uma alegria estar ao seu lado, hoje é o dia da vida, da vacina, é dia de lembrar também do nosso peixe, do nosso Santos. [aplausos].

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Se Deus quiser vai pra Dubai, pra disputar o mundial. Desculpa fazer esse pequeno comercial aqui do nosso Santos. Ana Paula [ininteligível], presidente do instituto social, hospital alemão Oswaldo Cruz, aqui conosco, obrigado Ana Paula, Erminda [ininteligível], que é diretora geral do complexo hospitalar dos estivadores, muito obrigada, Erminda, Adriano [ininteligível], secretário municipal de saúde aqui de Santos, obrigado Adriano por estar aqui me ajudando a proteger vidas aqui em Santos e na região. Queria registrar aqui a presença da Cintia Luci, a Cintia, que aqui está, essa linda moça também, ela é diretora do Instituto Butantan, ela representa aqui os profissionais, o corpo técnico e científico do Butantan, e o Dr. Dimas Covas, e ela é de Santos. [aplausos].

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ela tá muito orgulhosa, Paulinho, de estar aqui hoje, como alguém que nasceu aqui em Santos e que, lá no Butantan, ajudou a viabilizar a única vacina que temos no Brasil neste momento, ajudando a salvar vidas de milhões de pessoas. Paula Covas, diretora regional de saúde, DRS 4, Paula, obrigado, Solange Freitas, que está aqui também, e eu queria fazer, mais uma vez, um agradecimento a todo corpo técnico e clínico, e administrativo deste hospital, em especial os profissionais de enfermagem, os profissionais médicos, mas também aqueles que atuam na limpeza, na manutenção, na conservação e na segurança, todos na linha de frente. E obrigado também ao Mauro Haddad, que é da agência metropolitana aqui [ininteligível] em Santos. Bem, nós temos quatro perguntas, começando com o Mateus Crossi, do SBT, depois nós vamos pra TV Tribuna, depois Rádio Saudade e concluímos com o Jornal A Tribuna. Mateus Crossi, do SBT, está aqui, sua câmera é aquela, bom dia, obrigado pela presença, sua pergunta, por favor.

MATEUS CROSSI, REPÓRTER: Muito bom dia. A gente sabe que como governador do Estado de São Paulo, o senhor não tem obrigação de fornecer e se preocupar com todo Brasil, é óbvio que é uma situação crítica, né, mas já está sendo comentado que está complicado pra garantir a segunda dose, existe a possibilidade de quem tomou a primeira dose ficar sem ela? É esse o motivo da sua possível viagem para a China?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Mateus, muito obrigado pela pergunta, primeiro, nós estamos fornecendo todas as doses da vacina do Butantan que temos, foram seis milhões de doses fornecidas ao Ministério da Saúde, nós temos mais cinco milhões de doses disponíveis, aguardando autorização da Anvisa, e a Anvisa manifestou ontem que até sexta-feira desta semana deve aprovar o envasamento de mais seis milhões de doses do Butantan, esse é um procedimento, não há crítica nisso, este é um procedimento normal, a Anvisa prometeu liberar até sexta-feira desta semana, o Butantan tem capacidade de envasar um milhão de doses da vacina por dia, portanto, recebendo autorização hoje, ou amanhã, ou sexta-feira, no dia seguinte, ao final do segundo dia, já teremos um milhão de doses, e assim sucessivamente, até completar cinco milhões de doses da vacina do Butantan, da vacina CoronaVac, e vamos, obviamente, também disponibilizar a vacina para a vacinação de todos os brasileiros, isto se o Ministério da Saúde cumprir com o compromisso com o Instituto Butantan, que compromisso é esse? Quem compra a vacina, paga pela vacina, então isso é o procedimento normal, até agora o Instituto Butantan, é importante que se registre, não recebeu um centavo do Governo Federal, zero, zero, em nenhuma área, pra nenhuma atitude, pra nenhuma vacina, pra nenhum programa, zero, eu não estou aqui, ainda, criticando, eu estou só informando. E, obviamente, cabe aqui também um pleito, o pleito para a vacina Astrazeneca, nós somos favoráveis a várias vacinas, neste momento, o Brasil só tem uma vacina, que é a vacina do Butantan, e só temos porque houve um esforço, uma dedicação, uma perseverança do Governo de São Paulo e do Butantan pra termos essa vacina, que foi desqualificada, desdenhada, humilhada pelo presidente da República e nós aqui sempre mantivemos a nossa posição, ao lado da ciência e da vida, para garantir que a vacina era segura e eficaz, e a Anvisa cumpriu o seu papel de forma correta, quero registrar aqui, no domingo, ao classificar a vacina do Butantan como uma vacina segura e eficaz, e foi corroborada por inúmeros cientistas, independentes, que nada tem com a Anvisa, nada tem com o Governo de São Paulo, testemunhando que a vacina, de fato, é eficaz, agora, precisamos das vacinas e, curiosamente, também a vacina de Oxford, a vacina da Astrazeneca, também tem os insumos produzidos na China, a China, que é a nossa parceira em São Paulo, onde temos um escritório em Xangai, operando desde agosto do ano passado, a China, com a qual mantemos uma relação respeitosa, no plano econômico, no plano científico, respeitosa também no plano diplomático, hoje é quem tem os insumos para as duas únicas vacinas aprovadas no Brasil, então, aproveito pra fazer aqui um apelo ao Governo Federal, ao Ministério das Relações Exteriores e ao próprio presidente da República, tratem bem da China, respeitem a China, respeitem quem está produzindo insumos pra salvar vidas de brasileiros, não é hora de política, não é hora de ideologia, não é hora de avaliações partidárias ou de qualquer outra natureza, é hora da vida, é hora da vacina. Obrigado. Se necessário, irei, aliás, perdão, eu não respondi essa parte da sua pergunta, Mateus, eu já disse, dentro do grupo de secretários do Governo do Estado de São Paulo, nós temos hoje uma conversa com o embaixador da China em Brasília, que tem sido extremamente correto, eu queria fazer essa menção aqui, o embaixador [ininteligível], e assim como a consulesa da China em São Paulo, e também as autoridades chinesas em Pequim têm sido muito corretas conosco em São Paulo, sem contar o laboratório Sinovac, que é privado, ele não é um laboratório governamental, igualmente eles têm sido corretos conosco, eu tenho confiança de que continuarão sendo corretos e liberarão os insumos para a vacina do Butantan. E eu espero que o Governo Federal saiba diligenciar, negociar de forma diplomática, correta e respeitosa, pra que os insumos da vacina Astrazeneca possam ser encaminhados também à Fiocruz, e a Fiocruz possa fazer o envasamento da outra vacina, e aqui eu finalizo, Mateus, pedindo as vacinas, nós precisamos de mais vacinas, o Brasil não pode ficar dependendo apenas da vacina do Butantan, que é a única vacina que temos, e de novo, que temos porque nós fomos perseverantes aqui em São Paulo, de seguir o nosso caminho pra termos uma vacina brasileira, como é a vacina do Butantan, segura e eficaz, mas nós precisamos de mais vacinas para vacinar mais brasileiros e mais rapidamente. Mateus, muito obrigado. Agora TV Tribuna, Rodrigo Nateli, cadê você, Rodrigo? É a sua câmera essa? Tá bom. Rodrigo, bom dia, sua pergunta, por favor.

RODRIGO NATELI, REPÓRTER: Bom dia, governador, bom dia a todos. Governador, a minha dúvida dá continuidade a pergunta do Mateus, em relação a essa falta do insumo pra produção da vacina, a gente sabe que o nível de vacinas disponíveis atualmente não é suficiente pra vacinar todo mundo desse primeiro grupo que envolve profissionais da saúde e uma parte da população mais idosa, como é que o governo pretende trabalhar, tentar equacionar essa conta, já que na vacina, você tem uma segunda dose aplicada 21 dias depois e uma prorrogação desse prazo pode, talvez, tirar o efeito da vacina, como é que tá sendo tratado pra evitar um possível desperdício da primeira dose?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rodrigo, não haverá desperdício, a Dra. Regiane vai ajudar nessa resposta, mas eu tenho que fazer uma consideração importante a você e aos seus colegas jornalistas, nós não somos o Ministério da Saúde, eu não sou o ministro da saúde e nem o presidente do Brasil, essa pergunta tem que ser dirigida ao presidente do Brasil e ao Ministério da Saúde também, estamos trabalhando e vamos continuar trabalhando para ampliar o número de vacinas do Butantan em São Paulo para colocar à disposição de todos os brasileiros do país, com muito cuidado, com muito planejamento e com bom entendimento também, com o fornecedor destes insumos, que é o laboratório Sinovac, com a autorização do Governo da China, e detalhe sobre a vacinação, sobretudo o tempo do número de dias, da sua importante pergunta, será respondida pela Dra. Regiane, que está aqui ao meu lado, Regiane de Paula.

REGIANE DE PAULA, DIRETORA DO CENTRO DE CONTROLE DE DOENÇAS INFECCIOSAS DA SECRETARIA DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, já no--

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Silêncio, por favor.

REGIANE DE PAULA, DIRETORA DO CENTRO DE CONTROLE DE DOENÇAS INFECCIOSAS DA SECRETARIA DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Os municípios que estão recebendo, nesse momento, a vacina, para os profissionais de saúde, indígenas e quilombolas, está assegurada a segunda dose, então, neste momento, não há problema nenhum em relação a isso, como eu conversei com o governador, os outros grupos, nós vamos depender, sim, do que o governador já vem comentando com toda imprensa, falando que é conforme a liberação da Anvisa ocorrer, nós vamos incluindo, então, os outros grupos, mas o Estado de São Paulo, enviando aos 645 municípios a vacina, que ela não tem perda, porque ela é mono dose, então eu não tenho perda como no frasco maior de dez doses, nós estamos garantindo que esses profissionais de saúde, indígenas, quilombolas, entre 21 a 28 dias, recebam as duas doses da vacina.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Rodrigo, você quer complementar?

RODRIGO NATELI, REPÓRTER: Não, era só pra tirar essa dúvida mesmo, é só pra confirmar mesmo, esse primeiro grupo, então, receberia a vacina, e as pessoas com mais de 75 ainda seria enviado pra esse grupo a primeira dose.

REGIANE DE PAULA, DIRETORA DO CENTRO DE CONTROLE DE DOENÇAS INFECCIOSAS DA SECRETARIA DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Nós estamos escalonando, conforme nós conseguimos mais vacinas, imediatamente, pelo programa estadual, alinhado com o programa nacional de imunização, nós incorporaremos as faixas etárias, começando pelos 75 anos e mais, essa é uma urgência e uma solicitação do governador, que está a frente de toda essa ação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rodrigo, pra complementar, volto a reafirmar o que disse ao Mateus agora a pouco, se necessário for, além do bom entendimento aqui com as autoridades chinesas no Brasil, o embaixador da China em Brasília, a consulesa da China em São Paulo, e as demais autoridades com as quais nos relacionamos, dado o fato de que São Paulo tem um escritório na China, em Xangai, operando desde agosto de 2019, se necessário for, eu irei à China para pleitear a liberação dos insumos, não apenas da vacina do Butantan, mas também para a vacina Astrazeneca, agora é a hora que temos que estar todos unidos, unidos em torno das vacinas, sem nenhuma prerrogativa pra um em detrimento de outro, precisamos de vacinas, vacinas para vacinar, proteger e salvar. Agora, vamos para o Humberto Perina, Rádio Saudade FM, cadê você, Humberto? Aqui. Humberto, bom dia.

HUMBERTO PERINA, REPÓRTER: Bom dia, governador, bom dia a todos. Governador, o Governo do Estado, o Butantan, vocês se anteciparam, conseguiram seis milhões de doses e agora estão tratando dos insumos aí, mais quase cinco milhões, mas a gente sabe que isso é insuficiente, vocês sabem muito bem disso, não bastasse isso, ainda tem o problema das seringas também, eu queria saber como é que o Governo do Estado tá se preparando para que essa campanha de vacinação não seja interrompida na metade, sabendo aí que o número de vacinas é bem pequeno, em relação a um universo, não só do país, do próprio Estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Humberto, obrigado pela pergunta, vou dividir com a Dra. Regiane, e nós só temos vacina, volto a enfatizar isso, porque São Paulo foi atrás da vacina e conseguiu viabilizar, imagine vocês se nós não tivéssemos feito o que fizemos, se tivéssemos seguido a orientação ou atendêssemos a forma hostil com que o presidente da República se referia a esta vacina, a mim, como governador, e ao próprio Instituto Butantan, hoje o Brasil não teria nenhuma vacina, o Brasil seria um mar de lamentações, de tristezas de infectados e de mortos, se nós não tivéssemos aqui a vacina do Butantan. Nós temos 11,5 milhões de doses aqui em solo brasileiro. Tão logo a Anvisa autorize o envase desses outros 5,5 milhões, nós o faremos, e o Butantan pode envasar um milhão de doses da vacina por dia, muito rapidamente, e com plena eficiência. Em relação à imunização em São Paulo, nos dá oportunidade também, Humberto, de dizer: aqui nós compramos seringas e agulhas em setembro deste ano. Por óbvio, nós já tínhamos identificado que teríamos que vacinar, que estávamos diante de uma pandemia e a necessidade de termos aqui a quantidade correta de seringas e vacinas. São Paulo tem 72 milhões de seringas e vacinas. Perdão, seringas e agulhas, assim como os equipamentos de proteção individual: máscaras, máscaras de acrílico, luvas, equipamentos complementares de proteção, insumos necessários para vacina, o álcool, o algodão, e o planejamento e a estruturação do programa estadual de vacinação. Desde setembro, nós temos isso pronto. E não precisamos pedir nenhum confisco de seringa e nem de agulha, e nem pedir socorro para termos seringa e agulha, porque nós planejamos. Diante de uma pandemia, o mínimo que se espera da saúde é que planeje, que os municípios, que os estados e, obviamente, o Governo Federal também planeje. O Governo Federal não planejou a vacinação, o resultado é essa situação dramática que estamos vivendo hoje, inclusive na logística. É só ver o que aconteceu ontem e anteontem, na logística de distribuição da vacina do Butantan para os estados. Mas eu não estou aqui para ampliar o campo da crítica que vocês, como jornalistas, já sabem as falhas onde estão, mas sim para defender o programa de vacinação aqui no Estado de São Paulo. Por isso, eu pedi à Dra. Regiane para tranquilizar vocês em relação às seringas, às agulhas, também a quantidade de vacinas que já temos e os insumos, que já compramos do laboratório Sinovac, e que aguardamos apenas autorização do governo chinês para processar a importação aérea, evidentemente, e com nova autorização da Anvisa, fazer o envase e distribuir a vacina em todo o Brasil. Dra. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO CONTROLE DE DOENÇAS: O governador, na verdade, já elucidou tudo. Eu só quero realmente reafirmar: o Estado de São Paulo, em setembro, começou a realizar o seu programa estadual de imunização. Nós temos todas as seringas e agulhas, como o governador falou, mais de 72 milhões de seringas e agulhas, todos os insumos necessários, e toda a logística, toda a logística foi programada, inclusive com segurança pública, para que nós pudéssemos enviar a todos os municípios as vacinas e os insumos também. Então, não há hoje nenhuma preocupação do Estado de São Paulo em ter falta desses insumos, porque nós trabalhamos incansavelmente sob orientação do governador para que isso acontecesse. Então, não há esse problema. A vacina, como eu já disse, que está chegando aos municípios, a dose 1 e a dose 2 está garantida, a segunda dose entre 21 a 28 dias. Então, nesse momento, temos mais. Se a gente parar pra pensar, eu fico emocionada, governador, porque no domingo, nós conseguimos que a Anvisa liberasse e dissesse: Esta é uma vacina segura. Nós começamos a vacinar no domingo, dia 17.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Em menos de 10 minutos depois de recebermos autorização.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO CONTROLE DE DOENÇAS: Hoje é dia 20 e nós temos mais de 13 mil profissionais da saúde vacinados. [aplausos]

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Regiane. Vou pedir inclusive, a propósito, Humberto, só pra complementar, e aí vamos pra última pergunta do Jornal A Tribuna, também do ponto de vista digital, todo o esforço na preparação digital, no atendimento às pessoas, porque os brasileiros estão acessando o site Vacine Já. É 'vacine' ou 'vacina' já?

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO CONTROLE DE DOENÇAS: Vacina Já.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perdão, Vacina Já, para se informarem e se cadastrarem. Já temos mais de um milhão de pessoas cadastradas no site, mesmo com as fake news, desses negacionistas, extremistas, terraplanistas, que tentam confundir a população. Mesmo assim, a população, confiando, já fez o seu cadastramento mais de um milhão de pessoas, então também no plano digital de informação, vou pedir uma palavra sua para que vocês saibam como, ao planejar, você cria condições de facilitar o acesso à vacina e melhorar a confiança, também, em relação à vacina. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO CONTROLE DE DOENÇAS: É claro, sem dúvida. Nós programamos tudo. Não pensamos em como seria ou poderia ser o programa nacional de imunização, e sim o programa estadual de imunização. Então, desde a carteira de vacinação, que estou pedindo pra pegar, que é a carteira, uma carteira de vacinação antifraude... É essa aqui, olha. Ela é uma carteira de vacinação antifraude, e atrás ela tem um QR Code. Esse QR Code, ele vai encaminhar ao site do Poupatempo Digital, e vocês terão a oportunidade de ter a sua carteira vacinal digital, no seu celular, no seu tablet. Além disso... Claro. Além disso, além da carteira, que nós também pensamos, todo o sistema de informação, ele é online e nominal. Portanto, a cada hora, o Estado de São Paulo sabe e a população pode acessar quantas pessoas foram vacinadas, quantos profissionais de saúde foram vacinados, e assim caminharemos por todo o tempo que nós trabalharemos. Esse site, ele tem interoperabilidade com o Ministério da Saúde. Hoje, o Ministério da Saúde, ainda não tem um sistema formado, está tentando capacitar profissionais. Ele entrou ontem, às 21h, no ar, mas ele ainda não está funcionando, e o Estado de São Paulo tem um sistema online funcionando, todo o tempo da vacinação.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: REPÓRTER: Obrigado... Pode manter... Nós vamos agora... Perdão, perdão, pessoal. Nós fizemos uma combinação e nós vamos... Desculpe, nós vamos segui-la. Matheus [ininteligível], do Jornal A Tribuna. Matheus, bom dia. Passar o microfone pra ele. Matheus, por favor. Está ligado. REPÓRTER: Bom dia, governador. O senhor mencionou no início da entrevista que o Governo Federal ainda não pagou R$ 1 para o Governo Estadual sobre as doses. Disse também que não é presidente, não é ministro da Saúde, mas que negociaria com os chineses a entrega de mais insumos, para a Astrazenica também. A pergunta: A gente tinha seis milhões de doses, e aí, quando o Governo Federal assumiu a redistribuição, foi repassado 4,5 milhões e a gente ficou com 1,5 milhão, por isso a dúvida dos colegas com relação à previsão e a aplicação das doses. O cronograma, como foi dito, foi pensado em setembro, pelo Governo do Estado. O cronograma, ele vai ser seguido? Dia 8, vamos vacinar idosos? Como que está essa previsão? Já se diz da vacina avançar para 2022, existe essa possibilidade?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Matheus, vamos responder por partes. Alguém pode pegar o microfone, por favor? Parte eu respondo, parte a Dra. Regiane. Nós temos o plano estadual de imunização, ainda bem que temos, porque aqui nós planejamos para termos seringas, agulhas, insumos, as vacinas, a estrutura, caminhões refrigerados, equipamentos necessários para a preservação. Cada dose de uma vacina salva uma vida, nós não podemos perder nenhuma vacina. Fizemos, iniciamos a campanha pública em televisão, em rádio, em forma digital, para orientar a população de São Paulo, desde domingo. Domingo à noite já tínhamos a campanha no ar, você mesmo assistiu na televisão Tribuna, do grupo A Tribuna. Também tomamos as providências para ter um site operante, funcional, de fácil acesso e instrutivo para as pessoas, independentemente de serem profissionais de saúde. Capacitamos mais de 18.000 profissionais para o programa de vacinação, desde setembro do ano passado. Hoje, os profissionais estão capacitados, temos 5.000 pontos de vacina prontos para aplicação da vacina e outros 5.000 para a segunda etapa, totalizando 10.000 pontos para aplicação da vacina. Temos 11,5 milhões de vacinas em solo brasileiro, compradas com dinheiro do contribuinte de São Paulo, investimento do governo de São Paulo, através do Instituto Butantan. Temos mais 36 milhões, 35 milhões de doses encomendadas, para um total de 46 milhões de doses, nessa primeira leva de vacinas encomendadas ao laboratório Sinovac, na China. Estamos aguardando autorização do governo chinês para o embarque do insumo da vacina, para que ela possa ser processada pelo Butantan, e repito, o Butantan tem capacidade para processar o envasamento de um milhão de doses da vacina por dia. Adicionalmente, encomendamos mais 15 milhões de doses à Sinovac, para receber no próximo mês de março, totalizando 62 milhões de vacinas no total. E ainda oferecemos para o Governo Federal a possibilidade de adquirir mais 40 milhões de doses, diretamente para o laboratório Sinovac, coisa que o Ministério da Saúde ainda não fez, esta opção. E aí, antes de passar à Dra. Regiane, cabe aqui mais uma vez a pergunta: Onde estão as outras vacinas? Onde estão as milhões de vacinas que o Ministério da Saúde prometeu para os brasileiros? Onde está a vacina Astrazenica, desenvolvida com o seríssimo Instituto Fiocruz e o seríssimo laboratório britânico Astrazenica? Nós não temos a vacina aqui, nós não temos. A única vacina que nós temos é a do Butantan, e repito, pela perseverança do governo de São Paulo e o enfrentamento do governo de São Paulo em relação ao Governo Federal, governo claramente negacionista, que despreza a vida e não tem interesse em atender rápida e eficientemente à sua população. Cobrem também do Governo Federal o papel que cabe ao Governo Federal no programa nacional de imunização. Mas São Paulo está e continuará solidária ao Brasil e aos brasileiros. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO CONTROLE DE DOENÇAS: O programa estadual de imunização adequou as suas datas ao programa nacional de imunização. Como o governador falou, [ininteligível] de doses, nós ficamos, na verdade, com 1.357.000 doses. Mas isso não é problema, nós estamos garantindo a primeira dose dos profissionais de saúde em todo o Estado de São Paulo, dos quilombolas e dos indígenas. Em seguida, chegando mais vacinas, iremos vacinar assim, sucessivamente. O que cai é a data provável, que era antes, porque nós tínhamos no nosso PEI todas as datas e tínhamos uma previsão de nove milhões de doses de vacina. Incorporamos, todo o Brasil hoje recebe, graça à medida do Butantan, graça ao esforço do governador, graça a todo o trabalho de que foi feito e está sendo realizado por esse estado, todos os brasileiros hoje têm vacina em seus municípios. São mais de 5.500 municípios que recebem hoje, estão recebendo a vacina do Butantan. Então, nós precisamos entender que é necessário, sim, que, conforme mais doses cheguem, nós vamos continuar vacinando, mas a gente vai ter um escalonamento, um espaçamento, porque nós precisamos usar vacinas não só para o Estado de São Paulo, mas para todos os brasileiros.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane.

REPÓRTER: Posso só comentar, governador?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sim.

REPÓRTER: A questão de 2022, que eu perguntei. Hoje já se fala da vacina avançar, a vacinação avançar para 2022. Existe essa--

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Matheus, essa pergunta que você tem que dirigir ao Ministério da Saúde, quem cuida do programa nacional de imunização é o Ministério da Saúde. Foi o Ministério da Saúde que atestou, informou e exaltou que teríamos dois milhões de doses da vacina Astrazenica vinda da Índia. Quem fez o espetáculo de levar um avião adesivado, logotipado, para o Aeroporto de Guararapes, no Recife, para voar até a Índia para buscar a vacina, não fomos nós, foi o Governo Federal. E o que aconteceu? Nada, nem o avião decolou nem a vacina chegou. Não fomos nós que prometemos 300 milhões de vacinas, foi o ministro da Saúde. São Paulo, o Brasil, São Paulo, teremos 300 milhões de doses de vacina [ininteligível] e da Astrazenica, vacina de Oxford. Temos 300 milhões de vacinas [ininteligível] e a vacina de Oxford? Não temos, só temos a vacina do Butantan, e volto a repetir: Só temos a vacina do Butantan porque nós trabalhamos aqui, intensamente, e com recurso dos contribuintes de São Paulo, pra termos a vacina. [aplausos]

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então cabe essa sua pergunta, que é legítima e, obviamente, correta, ao Ministério da Saúde, para que informe. Por que não temos mais vacinas? Não tendo mais vacinas, obviamente, se estenderá o período de vacinação, isso é natural. Mas repito: cabe ao Ministério da Saúde do Brasil responder aos brasileiros por que não temos vacinas. Aliás, não temos vacinas, não temos seringas, não temos agulhas, e temos milhões de testes que foram inutilizados porque foram esquecidos num depósito do Ministério da Saúde, no Aeroporto de Guarulhos. É muito triste a situação do Brasil, mas como nós todos somos resilientes, vocês, que estão aqui, jornalistas, profissionais de saúde, os profissionais de área pública, que aqui estão, nós vamos continuar resistindo e lutando, lutando pela vida, pela vacina e pela verdade. Muito obrigado a todos, tenham um bom dia [ininteligível]. [aplausos]