Coletiva - Entrega da Automotriz A-2 e demais equipamentos de manutenção da Estrada de Ferro Campos do Jordão - 20120106

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Entrega da Automotriz A-2 e demais equipamentos de manutenção da Estrada de Ferro Campos do Jordão

Local: Campos do Jordão - Data: 01/07/2012

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, nós estamos numa ferrovia histórica, 1924, Estrada de Ferro Campos do Jordão, uma verdadeira epopeia de Emilio Ribas, o grande sanitarista, e do engenheiro Vitor Godinho pra trazer os tuberculosos a Campos do Jordão no tempo em que não existia antibiótico e a única forma de as pessoas poderem prolongar a sua vida era virem pra um lugar alto, frio, como Campos do Jordão. E aqui, então, nós tínhamos dezenas de sanatórios. E o Emilio Ribas e o Vitor Godinho conceberam, então, a Estrada de Ferro Campos do Jordão com esse espírito humanitário. Hoje, as coisas, graças a Deus, evoluíram. A cidade, essa belíssima Estância Turística de Campos do Jordão, a tuberculose com os quimioterápicos e com o avanço da química, da medicina, dos antibióticos, praticamente é uma doença curável. Não há mais necessidade de cirurgia como se fazia no passado, as lobectomias. Também não há necessidade de internações, a não ser em casos graves. A rodovia foi feita. Aliás, nós estamos fazendo uma modernização, uma recuperação, melhorando muito a rodovia, ligando Taubaté até Campos do Jordão, e também de Pindamonhangaba até Piracuama. Ontem passei por ela, está inteirinha sendo refeita. Mas vamos investir muito na estrada de ferro, estrada turística, e para atender o transporte local. É o mais alto pico ferroviário do país, ferrovia totalmente eletrificada. E aqui está a memória importante da ferrovia no Brasil. Esse trem que nós vimos, essa automotriz, todas terão esse padrão, as que operam Pinda/Campos do Jordão, modernas, com segurança, sistema de frenagem. Então, investimentos nas novas automotrizes. E na memória, temos aqui uma ‘Maria fumaça’ de 1947 e temos também os carros antigos de madeira, que também serão preservados. E o conforto nas novas automotrizes para cadeirantes, pra pessoas com deficiência, com toda parte de conforto para os usuários. De outro lado, recuperação da ferrovia. Foram R$ 7 milhões de investimento ano passado, R$ 7 milhões esse ano, R$ 14 milhões de investimento em máquinas, esse caminhão que anda em cima do trilho, com munck, troca de dormentes, oficinas, retroescavadeira, enfim, a modernização da ferrovia, a sua recuperação. Nós queremos que seja um exemplo de recuperação a Estrada de Ferro Campos do Jordão, tanto da ferrovia, da parte elétrica, que é uma ferrovia totalmente eletrificada, então investimentos em infraestrutura e na modernização dos trens, e preservando a história, desde a ‘Maria fumaça’, que é o xodó, que é a menina dos olhos aqui, esses carros de madeira, eles permanecerão operando e com valor histórico. E também estamos trabalhando pra ter o museu da ferrovia aqui na região. Hoje, também inauguramos, agora, às 10h00, o novo prédio da Polícia Militar. Nós já tínhamos inaugurado no começo do ano o prédio da Polícia Civil, agora a Polícia Militar aqui em Campos, em prédio novo. Para a Operação Inverno temos aqui... Até o fim da Operação Inverno: helicóptero, mais de 80 viaturas e 500 policiais a mais até o final. Ontem foi aberto o Festival de Inverno de Campos do Jordão. É o mais importante festival de música clássica da América Latina. Mais de 130 bolsistas do Brasil e do mundo estudando, os melhores regentes do mundo, grandes artistas, como o pianista Nelson Freire, de renome internacional, mais de 70 espetáculos, concertos, 30 no Auditório Cláudio Santoro e 40 fora, em vários locais da cidade. Então, um grande ganho pra São Paulo. Queremos São Paulo um estado musical, uma rede de formação de músicos e formação de orquestras, unindo desde o Projeto Guri, que começa a iniciação musical, passando pelo conservatório de Tatuí, pela escola de música Tom Jobim, até as grandes orquestras sinfônicas, a principal, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Então, foi uma alegria. Ontem foi uma apresentação... A missa de Beethoven, mas quero lembrar que a missa de ontem não substitui a missa dominical de hoje. Ninguém está liberado da missa de hoje. Mas dizer da alegria de estarmos juntos aqui.


JORNALISTA: Posso trocar de assunto, governador?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Pode.


JORNALISTA: Na semana passada, houve muita polêmica em relação ao Jornal da Tarde, que divulgou uma ligação que havia feito para o secretário de Segurança Pública, e que estaria no jogo do Corinthians ao invés de estar aí acompanhando. Qual a manifestação do senhor, a opinião, o senhor sabia disso? Acha que seria necessária a presença dele aqui?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, na realidade, nós temos nos reunido diariamente com o secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto; com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberval; delegado-geral da Polícia, doutor Carneiro. Ele pediu autorização, se afastou praticamente um dia. Então não tem... Aliás, o Governo nem pagou, porque ele pediu afastamento por praticamente um dia. Hoje, Buenos Aires, você vai e volta rapidinho. Você com telefone, com fax, com tudo... Então, não tem nenhum prejuízo de natureza prática. A Polícia está trabalhando. O comandante-geral da Polícia Militar, que está aqui, porque nós acabamos de inaugurar o novo prédio da Companhia da Polícia Militar, pode fazer um resumo do número de criminosos presos, de fugitivos da Polícia recuperados. O que vem acontecendo? A Polícia foi pra cima do tráfico de droga. Esse é o fato. E pra cima das ‘biqueiras’. Aí o pessoal começa a querer desviar o foco. O que ganha um criminoso em tocar fogo no ônibus? Não ganha nada. Agora, o que acontece? Estão sentindo a força da Polícia sobre o tráfico e sobre as ‘biqueiras’. Então, aí começam a querer desviar a atenção fazendo esse tipo de procedimento criminoso. E a Polícia vai pra cima. O comandante-geral pode detalhar melhor pra vocês.


JORNALISTA: Como é que está o balanço dos ataques, governador, em São Paulo?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Ele vai dar uma palavrinha com vocês. Estão todos depois convidados para um café. O café de Campos do Jordão é brilhante. E eu estou pensando em requerer os direitos de Pindamonhangaba, porque Campos do Jordão pertenceu a Pinda. Tem um livro do Baltazar de Godoi Moreira chamado ‘E os campos do senhor Jordão foram Pindamonhangaba’. Eram as terras do Brigadeiro Jordão. Então nós estamos estudando a maneira de requerer os direitos aqui.