Coletiva - Entrega da Reforma e Ampliação da Santa Casa de Valinhos - 20122507

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva na Entrega da Reforma e Ampliação da Santa Casa de Valinhos

Local: Valinhos - Data: 25/07/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, duas boas notícias para região na área da saúde. A primeira o tratamento para dependentes químicos. Nós acabamos de inaugurar em Itapira mais 95 leitos para dependentes químicos de álcool e droga, 15 somente para gestante, 15 leitos só para mulheres grávidas com dependência química, e 80 leitos em comunidade terapêutica. Nós já temos 105 leitos na cidade, no Hospital Américo Bairral, agora 80 leitos na Fazenda Santa Carlota. É uma comunidade agrícola, será autossustentável, as casas todas já estão prontas. Houve investimento de R$ 1,2 milhão. E nós teremos 80 leitos. Comunidade terapêutica, aprendem agricultura, aprendem ecoturismo. A fazenda terá um bom apoio da Secretaria da Agricultura. Um trabalho pioneiro. Não é internação em hospital, mas é comunidade terapêutica e 100% financiada pelo Estado. Então apenas no Américo Bairral 200 leitos. E nós já chegamos agora a 442 leitos para a questão da drogadição. E aqui na Santa Casa de Valinhos, a comunidade tem participado. Nós fizemos, há alguns anos, a proposta de um para um, cada R$ 1 que a comunidade ajudasse, nós colocaríamos mais R$ 1. Agora nós estamos fazendo um para dois, cada R$ 1 que a comunidade ajudar, o Governo vai por mais R$ 2, para ajudar no custeio da Santa Casa. Aqui foi liberado R$ 1,2 milhão para reforma, ampliação, modernização do hospital. E até novembro fica pronta a ampliação do centro cirúrgico. E nós vamos entrar com todos os equipamentos para poder a Santa Casa, que é o único hospital que atende o SUS aqui na cidade e também atende outros municípios, possa prestar um serviço ainda melhor para a população.


REPÓRTER: [ininteligível] vive diversos problemas na área da saúde, o Estado estuda alguma medida para amenizar o problema?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós até criamos um programa chamado Pró-Santa Casa, então nós passamos os recursos para custeio, praticamente para todas as Santas Casas de Misericórdia, em proporção ao número de leitos e atendimento para o SU. Não é para obra e nem para o investimento, é só já ajudar no custeio. Vai desde a Santa Casa pequenininha lá de Lavrinhas até a Santa Casa de São Paulo, e temos ajudado também em obras, quando há a necessidade, como o caso aqui da Santa Casa de Valinhos. Agora, há duas questões importantes. Primeiro, uma importantíssima mudança demográfica no mundo, a população hoje vive muito mais, o Brasil não é mais um país jovem, é um país maduro, caminhando para ser idoso, e aí precisa ter mais recurso, 60% do financiamento da saúde era federal, e 40% Estados e municípios, hoje inverteu, 60% financiamento do SUS é município e Estado e apenas 40% federal. Então, essa retirada do Governo Federal do financiamento do SUS acabou levando uma situação grave, por que à medida que a tabela não é corrigida e todo ano os custos vão subindo vai ficando difícil as Santas Casas poderem atender, então há necessidade, isso é um problema do Brasil inteiro, a necessidade de corrigir a tabela do SUS e melhorar o teto, por exemplo, São Paulo estoura o teto, R$ 80 milhões por mês, quando a gente soma tudo que é serviço prestado, falta R$ 80 milhões, não pode nem mandar as notas, dá perto de R$ 1 bilhão extra-teto por ano, e os indicadores de saúde melhoraram, mortalidade infantil caindo, expectativa de vida média subindo, mas um grave problema de financiamento.

REPÓRTER: Governador, a questão de Segurança Pública, o prefeito de Valinhos cobrou a construção de uma base da Polícia Militar, isso será feito aqui? Já tem o terreno?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós...


REPÓRTER: Aproveitando [ininteligível] eu queria saber, nos últimos cinco anos, 45 policiais civis foram nomeados na região. [ininteligível] a gente vai ter mais gente da região? Porque a demanda exige...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, primeiro em relação a Valinhos, nós acabamos de ter a nomeação de mais de 900 investigadores e escrivães. Aqui para Valinhos vieram cinco investigadores. Aqui em Valinhos também nós vamos ter a construção do prédio da delegacia do município, que vai aglutinar o primeiro distrito policial e a Delegacia da Defesa da Mulher, R$ 1,2 milhão nós vamos liberar para fazer aqui o prédio da Polícia Civil. Vamos nomear... Nós estamos nomeando a semana que vem 200 delegados de polícia, homens e mulheres. Então, virá uma mulher para cá para Delegacia da Defesa da Mulher. Campinas, já começamos, vai começar agora a reforma do 9º Distrito Policial. Já está autorizado, liberado, vai reformar o 9º Distrito Policial, e vamos ter uma segunda delegacia seccional. A Prefeitura de Campinas doou o terreno, houve uma ação judicial, a PGE está entrando na semana que vem nesta ação em nome do Estado, para a gente rapidamente ter uma liminar e poder fazer a segunda seccional de Campinas. Nós nomeamos este ano 53 investigadores e 23 escrivães; dá 76 policiais civis a mais, teremos os 200 delegados, e já estamos abrindo um outro concurso para 500 escrivães e 800 investigadores. Nós vamos dar uma boa fortalecida na Polícia Civil.


REPÓRTER: [ininteligível]


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, a distribuição ainda não foi feita. Ela é sempre técnica, a distribuição. A Polícia sempre procura colocar, ela não é política. Aliás, a gente tem um certo cuidado porque, muitas vezes, é criado muito distrito, muita delegacia especializada sem muito critério técnico. Aí você pulveriza muito os recursos humanos, fica com equipes incompletas, e o resultado não é tão bom. Então, nós estamos fazendo uma reengenharia para ter estruturas mais agrupadas, equipes completas, cobrando resultados, fazendo mais investigação, e tendo melhor eficiência para população.


REPÓRTER: Governador, no caso de São Paulo, os números divulgados hoje da violência em [ininteligível] aponta que alguns crimes continuam crescendo a violência. A estratégia do Governo é aumento do efetivo pra conter essa escalada ou não?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós vamos ter no fim do dia a divulgação do mês de junho. São Paulo é o único Estado do Brasil que divulga mensalmente. Então, todo dia 25, você divulga o mês anterior, então o mês de junho vai ser divulgado hoje, no dia 25 de julho, ele é divulgado por tipo de crime, por cidade, por distrito policial, tudo colocado na internet com absoluta transparência. O indicador não é para rankeamento, o indicador é para orientar a ação policial, você sabe o dia que acontece o crime, o horário, o local, ele orienta o planejamento e ação da Polícia para evitar o crime e para prender criminosos.


REPÓRTER: Governador, esse aumento dos números da violência, o Governo tem uma estratégia já pra conter, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Vamos aguardar a divulgação.


REPÓRTER: Governador, [ininteligível] aqui na região recentemente teve ataques a ônibus em Campinas, quatro ônibus foram incendiados, e a questão dos caixas eletrônicos ainda é um problema comum, o Estado estuda alguma ação pra combater esse tipo de problema aqui na região, [ininteligível]?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o que é importante? Você sempre vai ter no mundo inteiro criminoso procurando roubar, procurando ter ação criminosa, o que não pode ter é impunidade. Então, esses casos já foram identificados e já foram presos, aliás, nós já prendemos esse ano, em seis meses, mais que o ano passado inteirinho. Então, a polícia está trabalhando e trabalhando sem parar. Aliás, hoje foi preso um criminoso na baixada santista que matou um policial, então ninguém fica impune, a casa cai, demora um dia, dois, mas acaba prendendo os criminosos. E mais polícia na rua, acabamos de ter a formatura de 920 policiais militares, agora mais 200 delegados, e fiquei feliz porque o Ministério da Justiça publicou o número de mortes no Brasil de jovens, e São Paulo, a cidade de São Paulo, embora a terceira maior do mundo, percentualmente foi a cidade que mais reduziu morte de jovens, no Brasil. Aliás, o Estado de São Paulo que era há 10 anos o 5º estado mais violento do país hoje é o 25º, e a cidade de São Paulo é a 26ª entre as 27 capitais. Agora, queria destacar duas coisas. Primeiro, trafico de droga. Nós produzimos cana, laranja, soja, milho, nós não produzimos cocaína. Aonde é que está a polícia de fronteira com essa cocaína vindo da Bolívia? Nós não temos armas aqui. Acabou de ser morta ontem uma policial no Rio de Janeiro com um tiro de fuzil, perfurou até o colete a prova de bala. Aonde é que tá o controle das fronteiras do trafico de arma? Então há que se analisar. Há um princípio em medicina que diz: suprima a causa que o efeito cessa. Nós agimos na ponta, nós agimos lá na biqueira do tráfico de droga, lá na ponta. Agora, precisa agir na fronteira, precisa coibir a entrada de droga no país e coibir a entrada de armamento contrabandeado no país. Essa é uma questão importante que vale para o país inteiro, não só para São Paulo.


REPÓRTER: Acha que a violência pode voltar a crescer na capital?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não acredito, não acredito.


REPÓRTER: Sobre o pedágio quanto ao trânsito aqui na região [ininteligível] recentemente, cujo ele é opcional. Ele vai ser obrigatório [ininteligível].


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós primeiro implantamos na rodovia Jundiaí - Itatiba. Teve a aprovação de mais de 90%. Agora a SP-75, que é a Santos Dumont, Sorocaba até Campinas, passando por Indaiatuba, também opcional. A terceira vai ser Jaguariúna, Pedreira, Amparo; a SP-95. Só estamos resolver um problema jurídico, ter autorização para já assinar e implantar. Isso vai ajudar muito, porque aquelas pessoas que moram perto de praça de pedágio, bairro, cidades e que usam um trecho pequeno da rodovia e pagam tarifa cheia, tem uma forte redução. Exemplo: Indaiatuba. E depois nós vamos implantar em outras rodovias. Por enquanto, totalmente voluntário. Quem não quiser não precisa aderir e o chip é de graça. Ninguém paga pelo chip, ninguém paga para trocar do carro, ninguém paga pra renovar, não tem tarifa de manutenção. É o modelo pré-pago, então esse é o modelo inicial. Depois nós vamos estudar como expandi-lo para o estado inteiro. Mas, por enquanto, ficará na região de Campinas. Já implantado com sucesso, Jundiaí - Itatiba, Sorocaba - Campinas e a próxima Jaguariúna - Pedreira.


REPÓRTER: Quando vai ser Jaguariúna-Pedreira?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Se a Justiça liberar, que é um processo judicial semana que vem, 15 dias implanta, não temos nenhuma dificuldade.


REPÓRTER: Jaguariúna e Campinas, [ininteligível].


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Como?


REPÓRTER: A 95 é [ininteligível] 340.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Ah, perdão, perdão. Ele me corrigindo aqui. SP-340 a de Jaguariúna.


REPÓRTER: Vai ser cobrado pra todo mundo, hoje é opcional...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não há nenhuma decisão ainda, nós vamos avaliar caso a caso. O que é que nós queremos? Nós queremos um sistema justo, que a pessoa que usa um trecho pequeno não pague uma tarifa cheia. E isso nós estamos conseguindo, já foi feito a partir de Jundiaí - Itatiba, agora na Santos Dumont, e a próxima será a SP – 340.


REPÓRTER: O senhor falou que por enquanto não vai ser cobrado…


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não tem nenhuma decisão de implantá-lo de forma compulsória.


REPÓRTER: O estado encomendou um estudo para a FIPE para avaliar [ininteligível] financeiro das concessionárias. Esse estudo deveria ser entregue no final do ano passado. Por que é que ele não foi entregue? E tem expectativa de ser entregue?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Esse estudo já foi entregue, ele está em análise pela Artesp, e mais questão de semanas nós vamos anunciar o resultado dos estudos e análise dos 12 contratos antigos, tá bom?


REPÓRTER: Neste momento, a reforma recebeu um aporte de R$ 670 mil do governo do estado. O governador está aqui comigo. Governador, muito boa tarde.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Boa tarde. Quero cumprimentá-lo, cumprimentar a todos os ouvintes da CBN, dizer que é uma grande alegria. Nós já estivemos agora pela manhã em Itabira, onde demos início a Primeira Comunidade Terapêutica para tratamento de drogados, de álcool e droga do país, totalmente financiada pelo estado. São 80 leitos, e mais 15 leitos só para gestantes e mulheres grávidas também com dependência química. Então 95 leitos, nós já tínhamos um contrato de 105 leitos, então 200 leitos no Américo Bairral, uma instituição de 75 anos que tem inclusive residência médica em psiquiatria, uma expertise na área para atender a região na área de saúde mental, especialmente drogados, não é? Droga, álcool e droga. E aqui em Valinhos, a Santa Casa de Misericórdia, que está sendo modernizada, ampliada, reformada nós estamos inaugurando aqui uma ala nova, e ao mesmo tempo já liberamos os recursos para o equipamento, foco, mesas cirúrgicas, equipamentos de mais duas salas de cirurgia aqui para Valinhos. Aliás, quero cumprimentar uma Santa Casa fazendo 50 anos, se renovando, e com forte apoio da comunidade. Eu tinha lançado da outra vez, em 2005, um para um, cada R$ 1,00 que a comunidade arrecadasse, nós púnhamos mais R$ 1,00 do governo. Agora lançamos um pra dois. Cada R$ 1,00 que a comunidade arrecadar, nós pomos R$ 2,00.


REPÓRTER: Governador, muito obrigado.


REPÓRTER: O Ponto a Ponto em área urbana?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O Ponto a Ponto, ele é opcional. Então ninguém é obrigado a ter. Qual o objetivo do Ponto a Ponto? É baratear o preço do pedágio. Em Indaiatuba, população do lado da praça, percorria um trecho pequeno, pagava R$ 10,50; agora com o Ponto a Ponto paga pelo trecho percorrido, reduz 60% o valor. Então, o objetivo é reduzir o preço. Aliás, é só perguntar para onde foi implantado Jundiaí - Itatiba, 90 e tantos por cento da população gostou, e o chip é de graça, ninguém paga nada. A mesma coisa na Santos Dumont, na SP – 75, e a próxima deve ser SP – 340; Jaguariúna é para reduzir o valor para fazer justiça para quem utiliza um trecho pequeno, pagar um valor pequeno.


REPÓRTE: Governador, só mais uma pergunta, governador…


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Obrigado.