Coletiva - Entrega de 160 moradias da CDHU 20140611

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Entrega de 160 moradias da CDHU

Local: Região de Santos - Data:Novembro 06/11/2014

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Alegria de estarmos aqui hoje de volta a Santos, Baixada Santista, entregando 160 apartamentos novinhos para famílias que não tinham casa própria, que estavam em áreas de palafita, submoradia, e numa boa parceria entre o governo federal, através do Ministério das Cidades, a Secretaria Nacional de Habitação, a Prefeitura de Santos, através do Prefeito Paulo Barbosa, e o governo do Estado através da CDHU. Colocamos aqui 30 mil por unidade. Estamos entregando hoje 160, novinhos, com toda qualidade, de um total de 680. Então, entregaremos mais 520 até agosto, e mais 1.120 até o final do ano que vem, totalizando aí 1.800 apartamentos, investimentos importantes que vão gerar emprego na região e possibilitar as famílias à casa própria. E famílias que mais necessitam, né, de renda menor. Grande investimento que tem importância social e importância econômica para região.

REPÓRTER: Governador o...

REPÓRTER: Como o senhor vê a cidade do Guarujá que já acionou a Sabesp judicialmente para que não falte água na temporada de verão?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, nós, a Sabesp, o governo do estado, fez 500 milhões de investimentos em saneamento só em água, fora o esgoto, fora o anda limpa, só em água foi meio bilhão investido. Um grande investimento em Mambú-Branco, que pega todo litoral sul, vem desde lá de Peruíbe até Praia Grande, então grande investimento em ampliação do abastecimento de água. E também no Guarujá na ampliação, praticamente uma estação de tratamento de água nova que é de Jurubatuba. Então, houve um investimento vultoso aqui na região no Mambú-Branco, litoral sul, e no Guarujá, Jurubatuba. Agora, é sempre importante a gente evitar desperdício e ter o uso racional da água. Então, essa campanha, ela é sempre importante. Oh, evitar desperdício, ter uso racional. Mas os investimentos foram muito significativos e eles já estão todos em operação.

REPÓRTER: O senhor vai diminuir a vasão da Billings para a Henry Borden?

REPÓRTER: Guarapiranga... O aumento da captação da rede de água de Guarapiranga, como é que vai funcionar? Porque os níveis também estão baixando nesta represa.

REPÓRTER: E, pergunto já também o seguinte: vai diminuir a vasão da Billings para a Henry Borden?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, não vai diminuir. Vai ser mantida, mantida a vasão de seis metros cúbicos por segundo. Então a vasão, ela é mantida, seis metros cúbicos por segundo, não tenho nenhuma alteração dessa vasão. E em Guarapiranga nós vamos fazer um investimento importante levando dois metros cúbicos por segundo de água de reuso. Hoje é o que há de mais moderno, você trata o esgoto, depois de tratar o esgoto você pega o efluente e faz uma outra filtração por membranas de tração física. para ter uma ideia o poro é de 0,035 micras, né, a metragem. E aí você devolve a água para o Guarapiranga. Além disso, o novo sistema para São Paulo, que é o sistema São Lourenço. O sistema São Lourenço está todinho em obra, nós vamos chegar a três mil trabalhadores. 80 quilômetros de distância trazendo de Juquitiba, do Rio São Lourenço, 6,4 metros cúbicos por segundo para São Paulo.

REPÓRTER: Governador, qual que é a situação dos rios na Baixada Santista?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Situação dos?

REPÓRTER: Dos rios, na Baixada Santista.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Rios. Olha, nós temos aqui... Nós já atravessamos o período seco, então nós passamos já o período pior. Na minha terra diz que nós chegamos ao período do sapo e que jacaré precisa por agasalho, né? Então nós chegamos ao período das águas, garantindo o abastecimento para população. Tivemos a maior seca dos últimos 84 anos, e onde é operado pela Sabesp, o abastecimento foi garantido à população. Acho que nós já passamos o período pior, estamos já no meio da primavera, as águas já voltando. No caso de São Paulo nem utilizamos ainda a segunda reserva técnica, e a população evitando o desperdício, porque a água é um bem finito, então a gente deve sempre evitar desperdício e ter uso racional da água.

REPÓRTER: Governador, essa água reutilizada, quando que as pessoas vão começar a utilizar essa água de reuso?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Isso deve levar um ano e meio. Deve levar um ano e meio, né? De terminar o projeto, executar as estações de produção de água de reuso, deve levar em torno de um ano e meio. Campinas talvez até faça antes, porque eles fizeram o entendimento, a Sanasa lá de Campinas com o aeroporto de Viracopos, talvez até seja antes. Mas no caso da Zona Sul de São Paulo ainda um ano e meio.

REPÓRTER: Governador, o senado aprovou um projeto de lei que alivia as contas públicas dos governos municipais e estaduais, o que quê isso pode ajudar o estado? E se não vai gerar mais dívidas.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, isso é muito importante, por quê? Qual era o indexador da dívida do estados? IGPDI mais seis. O IGPDI até esse momento ele está baixo, ele está menos de quatro, 3,8, mas ele sempre é mais alto que o IPCA. Então mantido o IGDPI mais seis e a mudança é para IPCA mais quatro é melhor, ou a Selic, a que for menor. O que quê isso alivia no curto prazo? Nada, absolutamente nada. Nós não vamos deixar de pagar um centavo a menos para o governo Federal.

REPÓRTER: Governador.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Nada, nada, nada. No que quê isso tem impacto? No médio prazo tem, porque o contrato foi assinado em 1997, por 30 anos, quando chegar em 2027 você teria ainda um saldo a pagar, você não estaria zerado. Esse resquício da dívida, esse saldo, ele reduz com essa mudança, 52 bilhões de reais. Então, o estado de São Paulo, não agora, mas lá em 2027 terá uma dívida 52 bilhões de reais a menos com essa mudança de cálculo. Então não é há curto prazo, não tem nenhum efeito imediato, mas ela é importante no médio prazo no saneamento financeiro do Estado.

REPÓRTER: Governador, a gente está chegando à temporada, você sabe que tem vários casos de assaltos nas rodovias. Queria que o senhor falasse em medidas de segurança, especificamente pela Baixada. Inclusive nessa noite de ontem a gente teve uma professora que foi baleada na rodovia Anchieta numa tentativa de assalto. Já existe algum planejamento para que a segurança seja maior na temporada principalmente?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, nós tivemos aqui duas medidas que independem da temporada, que não é Operação Verão. Uma a Atividade Delegada, então com a prefeitura, especialmente Santos, mas com as prefeituras que assinaram o convênio um aumento de policiamento nas ruas. A outra medida foi a Dejem, isso vai chegar a quase 900 policiais participando da Dejem, é a jornada extra do policial militar. Então nós contratamos mais uma jornada, pagamos a mais R$1.500 R$1.600 por mês, e você tem maior policiamento na rua. Então Atividade Delegada, Dejem. Vamos ter formatura agora o mês que vem de mais 1.800 soldados, hoje ele tem policiamento maior, e Operação Verão. Vem para cá 1.862 policiais a mais, 134 viaturas. Começa na segunda quinzena de dezembro e vai até após o carnaval, no final de fevereiro. Então, medidas permanentes, aumento de efetivo com contratação de novos policiais, aumento de jornada com atividade delegada e com a Dejem, e Operação Verão, reforço das policias, viaturas aqui para região.

REPÓRTER: O objetivo total é 1862 mais 1862?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Exatamente, a Operação Verão, teremos aqui 1862 policiais militares.

REPÓRTER: [Ininteligível- 00: 14].

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não entendi.

REPÓRTER: [Ininteligível- 00: 21].

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Água e esgoto?

REPÓRTER: Isso.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Água e esgoto nós já falamos, esgoto, a nossa meta é universalizar o saneamento básico no interior de São Paulo, até 2015, agora, comecinho do ano, até abril do ano que vem nós teremos todo o interior de São Paulo operado pela Sabesp, cidades 300%, 100% de água tratada, 100% de esgoto coletado, 100% de esgoto tratado. O litoral de São Paulo, 2016, todas as cidades 300%, água e esgoto coletado e tratado, e a região metropolitana de São Paulo, 2019. São Paulo vai ser o primeiro estado brasileiro a universalizar o saneamento básico. A questão específica da seca, ela pegou uma faixa, pegou Noroeste de São Paulo, por isso pegou Cantareira, e pegou o Sul de Minas Gerais, o Triângulo Mineiro, foi bem uma faixa de seca. Esse ano não choveu nada praticamente, mas isso já está praticamente acabando, e nós conseguimos enfrentar com o bônus, dando estímulo financeiro para evitar desperdício, para o uso racional da água, 80% da população aderiu com obras, esse mês de novembro nós vamos entregar mais um metro cúbico por segundo do Guarapiranga, nós tirávamos do Cantareira 33 metros cúbicos por segundo, hoje tiramos 19, vamos tirar 18 o mês que vem, está ficando menos dependente do Cantareira e o novo sistema que é o São Lourenço, vem água lá de Juquitiba, lá do Rio São Lourenço da represa da França, então obras importantes feitas com rapidez e eficiência.

REPÓRTER: Essa do São Lourenço começa a abastecer quando?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: São Lourenço é 2017, nós acertamos com o consórcio para ter uma antecipação de 3, 4 meses, mas a obra está num bom ritmo, toda ela licenciada do ponto de vista ambiental.

REPÓRTER: O Guarani há possibilidade de o Estado pensar nessa possibilidade de licitação?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: O aquífero Guarani é um dos maiores aquíferos do mundo, ele pega São Paulo, Paraguai, parte da Argentina, só que no caso de São Paulo, ele começa de Botucatu para lá, para o Oeste, então você tem, se você fizer um poço, você vai ter aquífero em Guarani, Ribeirão Preto, Araçatuba, Botucatu, mas não aqui na metrópole, aqui na cidade que ela está fora do aquífero Guarani e muito alta, então, o aquífero Guarani é uma, você poderia tirar água do aquífero Guarani e trazer para São Paulo, eu acho que o melhor é tirar do aquífero Guarani, e há um estudo sendo feito, e levar para a região do PCJ que é Campinas, Piracicaba, Capivari e Jundiaí, e aí alivia o Cantareira, mas para São Paulo é muito longe, energia.

REPÓRTER: Tem a opção de tirar o sal da água?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Então, esse é um outro estudo, só que você tem o custo de tirar o sal e energia elétrica para pegar água daqui e levar lá em cima, 700 metros de altura. Todas as hipóteses estão sendo estudadas, todas. A primeira... E tem um plano chamado Macro Metrópole que tem os cronogramas, as obras. Eu fiquei muito feliz com o pronunciamento do presidente da ANA, do Vicente Andreu, que é um homem da área e conhece a área quando ele falou que é favorável e que deve ser feito a interligação das represas do Atibainha com o Jaguari, porque aí você dobra a capacidade de reservação de 1 bilhão para 2,1 bilhões de litros de água, é bom para São Paulo e é bom para o Rio de Janeiro, que você aumenta sua capacidade de reservação.

REPÓRTER: Obrigada.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Um cafezinho. Região de Santos