Coletiva - Entrega de 95 novos leitos para dependentes químicos do Instituto Bairral de Psiquiatria - 20122507

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva na Entrega de 95 novos leitos para dependentes químicos do Instituto Bairral de Psiquiatria

Local: Itapira - Data: 25/07/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, hoje é um dia muito importante. Eu acho que é o primeiro contrato do governo no Brasil para o atendimento em comunidade terapêutica, 100% pago pelo governo, gratuitamente para a população que precisa. Nós estamos contratando 80 leitos em comunidade terapêutica, é um projeto de vanguarda. Aqui são 110 alqueires de terra, terá agricultura, horta, pomar, leite, área de mata, profissionalização, técnica agrícola, turismo ecológico, enfim, uma visão integral da visão da saúde mental. Nós temos 200 leitos com o Américo Bairral, uma instituição de 1937, uma grande expertise que a partir desse ano, com a USP, passou a ter residência médica e psiquiatria. Desses 200 leitos nós já tínhamos 105 leitos no hospital na cidade, contratamos 15 leitos só para gestantes, 15 leitos só para mulheres grávidas, porque isso demanda um cuidado especial, porque em razão da questão do feto, do neném, e 80 leitos na comunidade terapêutica. Nós tínhamos até o ano passado 242 leitos para tratamento de álcool e droga, já temos hoje 441 leitos, e iremos para 700 leitos, só para álcool e droga, fora a saúde mental. Então, uma visão que vai desde a prevenção primária, como era a proibição de venda e consumo de bebida alcoólica por menor de 18 anos, trabalho grande junto ao comércio, supermercados, bares, restaurantes, para proibir a venda e o consumo, prevenção. De outro lado, tratamento ambulatorial através dos CAISM, com equipes multiprofissionais e internação para casos que são recomendados. E aqui, o trabalho pioneiro através de comunidade terapêutica, que ela é mais demorada, é um período mais longo para casos mais necessários, mais difíceis, que envolvem questões sociais, familiares ou reincidência, e que eu tenho certeza vai ter bom resultado. Então, um grande passo no atendimento aos pacientes de dependência química, seja álcool, seja droga.


REPÓRTER: Com relação à inauguração que o senhor vai fazer logo mais em Valinhos, o senhor poderia falar um pouco dela?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Em Valinhos nós estamos procurando apoiar todas as Santas Casas de Misericórdia que os hospitais filantrópicos estão passando por grandes dificuldades, porque a tabela do SUS não é corrigida já há vários anos, então hoje ela cobre praticamente metade do custo. Santas Casas, nem todas têm um número de convênio alto para poder cobrir esse déficit. Nós estamos apoiando, apoiamos aqui a Santa Casa de Itatiba, Santa Casa de Amparo e hoje vamos inaugurar lá em Valinhos a ampliação da Santa Casa, a reforma, novos equipamentos que o Governo do Estado repassou o recurso através da Secretaria de Saúde. Nós temos dois apoios às Santas Casas: um é o custeio, que chama Pró-Santa Casa. A gente passa todo o mês uma verba, depende do tamanho da Santa Casa e dos pacientes que ela atende e da complexidade, e o outro para investimento. Aí é uma reforma, a compra de um equipamento, a ampliação, mas sempre procurando ajudar as entidades filantrópicas. Aliás, o Américo Bairral é um exemplo. Vai fazer 75 anos e é uma entidade filantrópica, não é? Que é uma entidade do chamado terceiro setor. Melhor parceiro que o governo pode ter é a sociedade civil organizada, são as entidades do terceiro setor. E queria destacar aqui a presença da ciência, do mundo acadêmico, da universidade, o professor Ronaldo Laranjeira, que é da UNIFESP, um especialista nessa área, uma autoridade no país e no exterior, e a boa pareceria com uma instituição da credibilidade, da responsabilidade do Américo Bairral.


REPÓRTER: Governador, duas questões. Essa iniciativa existe em outros projetos de comunidades rurais no estado?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós temos em Guaratinguetá a Fazenda Nova Esperança, lá do Frei Hans, mas ela não tem contrato com o estado e custeio. Então eu diria que contratado, conveniado, acho que é a primeira do estado e talvez do país como comunidade terapêutica, fazendo um convênio, atendimento gratuito e pago pelo governo.


REPÓRTER: Esta unidade está atendendo só o sexo masculino. Existe alguma intenção de também atender às mulheres e as grávidas?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: As grávidas já estão sendo atendidas, só que é na cidade. Então nós temos 500… perdão, 15 leitos, temos dez leitos no Lacan, lá em São Bernardo, agora 15 leitos no Américo Bairral. Então já são 25 leitos só para gestantes, aí é na cidade. Aqui na comunidade terapêutica começou com os homens, mas eu tenho a impressão que eles podem detalhar melhor que também possa ter as mulheres. Eu tenho a impressão que o número de pacientes é mais do sexo masculino…


REPÓRTER: Demanda…


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A demanda maior é do sexo masculino.


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Essa mais especializada, que são as mulheres; e mais urgentes, que são mulheres grávidas, meninas grávidas, né, então nós já temos esses dois programas lá em São Paulo, em São Bernardo do Campo e aqui no Bairral. Em qualquer lugar de São Paulo que tenha uma grávida, adolescente ou não, ela já vai ser assistida, pode ficar meses aqui no Bairral. Mas eu acho que uma comunidade terapêutica para mulheres, isso pode ser feito. Eu acho que talvez… Aqui nós temos uma área de 110 alqueires, que é uma área enorme. Então, a partir dessa experiência aqui, com o passar do tempo, se nós tivermos sucesso, [ininteligível] podemos ampliar para mulheres, eu acho que essa é uma tendência.


REPÓRTER: Nesse seu terceiro mandato, é a segundo vez que o governador está aqui na nossa cidade, o Itapira é com muito carinho pelo governador sempre esteve aqui e está hoje, terra do deputado Barros Munhoz. Itapira pode entender dessa forma um carinho especial por ela?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, eu tenho um grande carinho pela cidade, terra do nosso presidente da Assembleia Legislativa, eu quando fui prefeito, na década de 70, o Barros era prefeito aqui de Itapira, fomos colegas juntos, agora trabalhamos juntos para São Paulo, uma boa parceria entre o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa, então uma alegria voltar aqui à região, e bons frutos, boas notícia para uma área importante, como é saúde, hoje a primeira prioridade da população brasileira e em uma área, hoje, desafio no mundo, que era o problema de [ininteligível] e o problema da dependência química, é uma questão mundial hoje, e eu acho que nós estamos aqui fazendo o trabalho de vanguarda, oferecendo o serviço pioneiro que é a comunidade terapêutica incluída como tratamento para pacientes do estado, gratuitos junto com a instituição com 75 anos de experiência, como é o Américo Bairral.


REPÓRTER: Governador, a CAGED de junho mostra que São Paulo cresceu menos no emprego do que Brasil, o que o Governo do Estado está fazendo para tentar reverter esse número?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós temos a maior parque industrial do país, e deveremos ter esse ano um crescimento pequeno, governo dizia que o Brasil ia crescer 5%, reduziu para a 4, reduziu para 3, reduziu para a 2,5, hoje se fala em 1,8% o crescimento do PIB, e a indústria, crescimento negativo, quer dizer, a indústria é que mais está sofrendo, em razão da dificuldade, do fraco crescimento do PIB, mas temos boas notícias aí, só na área... eu ainda conversava agora a pouco com o pessoal da Scapex que é uma grande indústria aqui de Itapira, nós temos 4 fábricas hoje, 3 em construção em São Paulo, vai inaugurar agora na primeira semana de agosto, a grande fábrica da Toyota em Sorocaba com 11 fábricas juntas, são 11 sistemistas, depois vamos inaugurar a Hyundai em Piracicaba, está em obra a Chery fábrica de automóveis chinesa em Jacareí e ontem assinamos com a Comil, grande indústria de ônibus em Lorena, então 4 fábricas simultâneas só na indústria automobilística, fora as outras áreas. Mas não há dúvida, o setor mais afetado pela crise é a indústria, por que o Brasil ficou caro, é muito imposto, muito juros, muito cambio, muito ruim, então aumentaram as importações, e diminuiu a produção interna, a indústria tem dificuldade de competir, então aonde tem um parque industrial maior sofre mais, mas nós estamos mais otimistas com o segundo semestre, acho que o segundo semestre vai ser melhor.


REPÓRTER: Governador, com a relação ao anúncio do Ministério Público Federal do afastamento do comando da Polícia Militar, o que o senhor tem a dizer, quais as medida que pretende tomar em relação a isso?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, isso não faz o menor sentido a polícia está trabalhando, aliás, acabamos hoje, tem uma boa notícia que foi a prisão do criminoso que matou um policial na Baixada Santista, policial trabalhando interruptamente, acabei de verificar agora, por exemplo, Itapira, nós não tivemos esse ano nenhum caso de latrocínio, tivemos um único caso de homicídio; já vieram para cá mais três escrivães, um investigador, agora do último concurso, e estão chegando agora mais dois delegados, tivemos a formatura, sexta‑feira, de mais de 920 policiais e a polícia está empenhada, trabalhando, todo mundo se dedicando. Ora, é dever da polícia enfrentar o crime, todo dia, isso é guerra que tem que vencer batalha todos dias, e infelizmente criminosos fortemente armados, ontem, no Rio de Janeiro, uma policial foi assassinada com um tiro de fuzil, atravessou até o colete a prova de balas, agora, tráfico de arma é polícia de fronteira, tráfico de drogas é polícia de fronteira, nós produzimos, laranja, cana, café, soja, milho, não produzimos cocaína, como é que isso entra no país? Então é preciso ter uma ação mais articulada, tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, que são tarefas federais. A parte do estado, nós estamos aqui trabalhando 24 horas.


REPÓRTER: Em relação aos últimos incidentes envolvendo a PM, o Governo do Estado começa a rever os protocolos de formação dos policiais?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, esse trabalho sempre é feito e sempre precisa melhorar, nós temos 94 mil Policiais Militares, então alguém pode cometer um erro, alguém pode cometer um abuso, para isso tem a Corregedoria, veja que os policiais daquele caso do publicitário, eles foram presos imediatamente e eles estão presos, a polícia foi rápida, uma hora depois já estavam presos, preso e vão responder na corregedoria.


REPÓRTER: Só voltando, com relação a esse assunto, o senhor acha que é absurdo, mas pretende tomar alguma ação, alguma medida em relação a isso?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, nós não tivemos nenhuma notificação, nada disso, mas enfim, vamos verificar.