Coletiva - Entrega do 8º trem (da série 8.500) para a linha 7 - Rubi da CPTM 20163012

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Entrega do 8º trem (da série 8.500) para a linha 7 - Rubi da CPTM

Local: Capital - Data:Dezembro 30/12/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SP: Cumprimentar o Dr. Clodoaldo Pelissioni, nosso secretário de Estado dos Transportes Metropolitano, o Milton Frasson, presidente em exercício da CPTM, Renato Meirelles presidente da CAF no Brasil, fabricante do trem e o Odair Farias, que é o chefe da estação Luz aqui da CPTM. Nós estamos encerrando o ano entregando mais um trem novinho, zero-quilômetro, fizemos a maior encomenda da história do país, 65 trens. Cada trem tem oito carros, então, então são 520 carros novos, zero-quilômetro, hoje estamos entregando o oitavo, ele já começou a operar na linha sete, que é a linha que vai até Jundiaí, a linha sete é a que tem trens mais antigos, tem trens ainda da década da 50, 1958, então, esses trens da década de 50 serão retirados e nós teremos também mais trens. Isso dá mais horário, diminui superlotação e atende melhor o usuário. Cada trem que nós estamos entregando ele tem salão contínuo, a pessoa pode, com o trem andando ir do primeiro carro até o oitavo carro, dá muito mais segurança, farol de led, sistema de ar-condicionado, sinalização de abertura e fechamento de porta, câmeras de vigilância, linhas de monitoramento, enfim é o que há de mais moderno hoje e novos, zero-quilômetro. Então, o oitavo trem entregue ainda este ano, dia 30, e o ano que vem nós teremos tanto pela Hyundai, quanto pela CAF a entrega de dois trens por mês, então, teremos quatro trens novos por mês durante o ano de 2017.

REPÓRTER: Com relação as tarifas de trem, metrô. O senhor vai congelar mesmo a tarifa? Está confirmado isso? Não vai ter reajuste?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, agora no período da tarde, tanto o Governo do Estado quanto a Prefeitura Municipal vão definir essa questão das tarifas. Eu tinha dito ontem que nós faríamos o maior esforço para tentar manter o R$ 3,80, porque o R$ 3,80 é aquele que beneficia mais pessoas. No caso do metrô, ele responde por 50%, praticamente, dos usuários. No caso da CPTM, ele responde por mais de 60% dos usuários. Então, vamos aguardar agora no período da tarde, nós estamos procurando fazer junto com a Prefeitura, porque tem a questão metrô, trem e também pneus, não é, que é ônibus. Então vamos aguardar aí o período da tarde.

REPÓRTER: Mas sai ainda hoje, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Sai hoje. Sai hoje.

REPÓRTER: O que é que falta para definir, governador?

REPÓRTER: Nada, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, estão fechando os números. Estão fechando os números. É daqui mais três, quatro horas, vai ser anunciado.

REPÓRTER: Vai dizer que vai ter um reajuste abaixo da inflação?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Vamos aguardar. Está bom?

REPÓRTER: Os bilhetes mensais?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Vamos, vamos aguardar. Todo, todo...

REPÓRTER: … A suspensão de isenção que existe atualmente?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, tudo isso está sendo analisado, não é? Como é que a gente consegue ter, beneficia mais pessoas, beneficia quem mais precisa, evita, não é, de dar um reajuste num momento de dificuldade, de desemprego alto, de queda de salário. E ao mesmo tempo mantém a rigidez, saúde financeira das empresas. Está bom?

REPÓRTER: Governador, hoje foi publicado no Diário Oficial as metas fiscais, quais são as projeções para 2017?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SP: Olha, nós vamos trabalhar muito para termos um 2017 melhor, emprego e renda, porque é isso que interessa; porque não há ajuste fiscal se o Brasil não cresce, não tem como você aumentar a arrecadação se você não tem ao atividade econômica. Então, 2017 vai ser para nós o ano da parceria com o setor privado. Nós temos duas autoestradas que vão à licitação agora em março e abril. Investimentos aí, ao longo no período de concessão de mais de R$10 bilhões. Nós teremos cinco aeroportos de aviação executiva, duas linhas, a linha cinco e a linha 17 do metrô. Perdão, a linha cinco e a linha 15 do monotrilho também vão à concessão, seis áreas de ônibus em todo o estado de São Paulo, de pneus também para concessão, então, nós temos aí a PPP da habitação Fazenda Albor, um empreendimento de mais de dez mil unidades habitacionais, com indústria, comércio, logística e, então um esforço grande, esperamos que seja o ano das reformas, que elas ajudam a retomada do emprego no Brasil.

REPÓRTER: O senhor vai ter uma reunião hoje com o prefeito eleito, é isso? Para decidir...?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SP: Não, as equipes técnicas das secretarias de Transporte Metropolitano de estado e de Transporte do município.

REPÓRTER: No meio da crise esse provável aumento no subsídio do metrô e dos trens não pode prejudicar também a saúde financeira das empresas governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SP: Isso é que está sendo analisado, qual é o menor impacto para o usuário, para a população e que preserve os investimentos das empresas e o maior beneficiário, como é que a gente estabelece uma política tarifária que beneficie mais pessoas e aqueles que mais necessitam.

REPÓRTER: Governador, o senhor falou das concessões, como é que está a situação da linha seis laranja, por exemplo, que é uma que é da iniciativa privada e foi paralisada.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SP: Essa já foi feita a PPP, nós estávamos rigorosamente em dia, com a contrapartida do estado, acontece que o BNDES que financiava a PPPista e deu o [ininteligível], o empréstimo point, R$ 800 milhões depois disse que não daria o empréstimo de longo prazo, é uma concessão da 60 anos, então parou. Nós estamos trabalhando, o Clodoaldo, eu também estou empenhado pessoalmente nisso, vamos tentar até março resolver isso, se resolver retoma a obra, se não resolver nós vamos ter que relicitar, lamentavelmente, não tem jeito, você não pode contratar outra empresa sem licitação, está sendo um grande empenho para que seja retomada a obra, o problema é da iniciativa privada, esse é o problema de PPP de concessão.

REPÓRTER: O senhor apresentou isso como uma solução para 2017, mas está havendo um problema na linha seis já.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SP: A linha seis nós temos um problema com o concessionário privado, o consórcio privado, estamos trabalhando para resolver o mais rápido possível.

REPÓRTER: E os trens, os trens deveriam ter sido entregues todos, esse ano não é? O senhor disse que vai ser entregues dois por mês, quatro por mês, é isso?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Isso.

REPÓRTER: Conclui toda a entrega dos três em 2017, ou fica para 2018?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Fica ainda, mas poucos trens, muito poucos para o início de 2018. A empresa está sendo multada, os trens vão ficar 10% mais barato, porque como houve o atraso, elas terão multa que é de 10%. Então nós vamos fazer até uma economia aí, e serão entregues dois por mês. No caso da Hyundai, ela montou uma fábrica nova em São Paulo, em Araraquara. Até justifica, São Paulo ganhou mais uma indústria ferroviária. Mas, dois por mês, são duas empresas, então, quatro trens por mês, todo mês, o ano que vem.

REPÓRTER: E a segurança vai ser reforçada depois do caso do ambulante que foi morto?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: O Dr. Clodoaldo pode detalhar um pouco mais sobre a questão interna. Está bom?

REPÓRTER: Como o senhor avalia a arrecadação desse período de crise esse ano?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, péssima, não é? Muito ruim. Esse mês de dezembro que nós achávamos que ia melhorar, está chegando quase um bilhão a perda de arrecadação, 970 milhões, falta o dia de hoje, vai cair mais um pouco, pode passar de R$1 bilhão. Então não houve melhora na arrecadação, evidentemente.

REPÓRTER: Isso tem um impacto no transporte?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Como?

REPÓRTER: Isso teve um impacto...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, isso tem impacto em todo o governo. É que nós, o ajuste fiscal em São Paulo, a gente não está fazendo agora, isso vem sendo feito há vários anos, apertamos esse ajuste para poder manter o investimento. Mas eu queria, tem alguém da Folha aqui?

REPÓRTER: Tem eu.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Você. Hoje houve, ontem houve uma indagação sobre a questão dos Conselhos das empresas. Eu vou assinar agora à tarde um novo decreto, fazendo duas mudanças. Uma realmente não deve, ninguém que seja dirigente partidário, participar de Conselho da empresa. Então, isso vai ser feito. A outra, nós também vamos fazer, mas eu confesso que há argumentos, prós e contras, de que parlamentares estejam licenciados, não possam participar do Conselho. Então, você imagina, o secretário da Agricultura, é um deputado federal que está licenciado, o Arnaldo Jardim. Ele não vai poder participar do Conselho da empresa que é subordinada a sua pasta. Então, é meio discutível isso, não é, se isso é bom ou é ruim. Mas, na dúvida, nós vamos seguir a legislação federal. Então, as duas mudanças vão ser feitas, agora à tarde, amanhã tem Diário Oficial, saem no Diário Oficial de amanhã.

REPÓRTER: Você fala em um bilhão de perda em que período?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Um mês.

REPÓRTER: Um mês. O mês de dezembro em comparação a 2016, 2015?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, comparado com a LOA. Você tem a Lei Orçamentária, então eu aprovo uma Lei Orçamentária, na Assembleia Legislativa, dizendo: “Eu vou arrecadar ‘X’ e vou gastar ‘X’”. Certo? Aí, o que é que acontece? A prática, a realidade é um bilhão a menos do que estava previsto na Lei Orçamentária. É o que nós fizemos no começo do ano, e essa é uma medida de boa gestão, é você contingenciar, e você vai liberando à medida que a arrecadação vai ocorrendo. Então nós não estamos tomando medida de última hora, nós já começamos em janeiro do ano, tomando todas as medidas de contingenciamento para não ser surpreendido aí com a questão da arrecadação.

REPÓRTER: Governador, mesmo o contingenciamento...

REPÓRTER: Balanço mostra que tem um déficit aqui de uns dois bilhões ainda que fica...


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, nós temos um superávit nos vamos encerrar o ano com um superávit aproximado de um bilhão e quinhentos milhões de reais, o estado tem um superávit, não tem déficit. Está bom?


REPÓRTER: Obrigado governador.