Coletiva - Entrega do primeiro trem, de um lote de 65, para a CPTM 20160607

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Entrega do primeiro trem, de um lote de 65, para a CPTM

Local: [[]] - Data:Julho 06/07/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Clodaldo Pelissioni, secretário de estado do transporte metropolitano. Deputado João Caramez. O Paulo de Magalhães Bento Gonçalves, presidente da CPTM. Ailton Ribeiro, chefe-geral da estação aqui da Luz. Renato Meirelles, presidente da CAF. Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER). E dizer que hoje nós estamos entregando o primeiro trem de um conjunto de 65 trens. Cada trem tem oito carros, então serão 520 carros a mais, zero quilômetro, tecnologia de ponta, todos salão contínuo, câmeras de vídeo, mais segurança, maior motorização. Os trens antigos eram cada três carros, um motorizado, agora cada dois um é motorizado. Sistema de frenagem. Entregamos hoje o primeiro trem, oito carros aqui para linha 11 da CPTM. Linha 11 nós já praticamente fizemos estações novas com acessibilidade ampliadas. Em Suzano e em Itaquaquecetuba, em Ferraz de Vasconcelos e em Suzano. E agora em setembro vamos entregar Poá. Esses trens, a cada 15 dias chegará mais um. Os 35 trens até o final do ano que vem, foram quem venceu a licitação foi a CAF. E a Hyundai Ferrovias venceu a outra licitação, primeira vez que vem um grupo asiático, 30 trens, também até o final de 2017, começo de 18. O grande benefício: primeiro diminuir problemas na ferrovia, 70% das paralisações é o trem. Nós temos trem de 1957, por exemplo, na linha sete. Então nós vamos substituir estes trens mais antigos, que são os que quebram mais. Então deve diminuir, melhorar muito o desempenho da CPTM. Segundo, mais trens, então menos aperto, né? Mais trens acomoda melhor os usuários. E com mais trens, mais horários, também melhorando o usuário do nosso sistema de ferroviário. Então três grandes benefícios: diminui paralisação, porque 70% do problema é trem. Nós temos trem ainda de 1957. Segundo: diminui o aperto, porque vai ter mais trem e mais horários. Melhora a qualidade do serviço. O primeiro entregue hoje, o que há de mais moderno, série 8.500. Daqui 15 dias a gente entrega sem parar um trem a cada 15 dias. Ou seja, dois trens por mês, num total de 65 trens e 520 carros.

REPÓRTER: Governador, teve o assalto na Protege ontem...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Só ver se ainda tem mais alguma dúvida aí de trem. Ok?

REPÓRTER: Em relação à questão do transporte não governador. Só antes da Fernanda complementar, eu queria só fazer uma pergunta no campo da educação. A Universidade de São Paulo, ela até reconheceu uma matéria do Jornal Estado de São Paulo que fala a respeito disso, que terá um déficit que vai alcançar quase a casa do bilhão pra 2016. Em mais uma oportunidade eu ouvi o senhor dizer que é uma questão atrelada ao ICMS à queda de arrecadação. Não é hora então de pensar numa outra forma pra manter a excelência? Não só da USP, como das outras universidades públicas paulistas, uma outra forma de arrecadação?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, como elas são universidades públicas, elas dependem exclusivamente de dinheiro público. É um assunto da universidade debater, né? Se ela pode fazer parcerias, enfim, cabe a ela discutir. Agora, isso é transitório. As universidades têm uma grande reserva técnica. Que elas devem ter hoje depositado perto de R$ 3 bilhões. Então elas têm uma grande reserva técnica exatamente pra isso. O ICMS como nós no estado, o ICMS a economia cresce e aumenta a arrecadação. A economia cai diminui a arrecadação. Então isso faz parte, né? E elas têm autonomia financeira, administrativa e pedagógica. Em relação à questão de Ribeirão Preto, primeiro lamentar profundamente a morte do nosso policial rodoviário, inclusive, o segundo óbito que ainda vai ser identificado. Esse policial rodoviário morreu no cumprimento do seu dever. Todo apoio à sua família, nossa total solidariedade e nossos sentimentos. Segundo: a polícia está empenhada, falei ontem três vezes com o secretário, agora pela manhã, empenhada em prender esses assassinos, esses criminosos. E terceiro: as entidades de segurança, transportadoras de segurança, não podem ter fortunas verdadeira de dinheiros em local que não tenha uma super segurança. Você acaba expondo a risco a comunidade, vizinho, quem passa. Então conversei também com o ministro da Justiça, porque isso é parte da Polícia Federal, é o credenciamento das entidades de transporte de valores e dos... Todo aparelho de segurança que elas precisam ter. Mas o importante é que todo o nosso sentimento pela morte do nosso policial que tombou no cumprimento do seu dever. E o empenho total da polícia em prender essa quadrilha.

REPÓRTER: Governador, perdão, só voltando nessa parte do ministro da Justiça. Vocês conversaram para ter novas diretrizes de segurança nessas empresas?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Cabe à Polícia Federal, ela permitir ou não que as operadoras, as empresas de transporte de valores operem ou não. E fiscalizar e exigir o cumprimento. Você tem que ter porta à prova de balas, você tem que ter sistemas de tecnologia, você tem que ter uma série de cuidados necessários, tá bom?

REPÓRTER: Não existe legislação então que determine uma quantia que possa ser guardada nesses locais?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, existe. E aí o que nós queremos? Um rigor grande no credenciamento, na autorização e na fiscalização. Não só dos locais, mas também do trajeto. Às vezes você transporta um volume grande de recurso numa rodovia, e é necessário ter um comboio, dependendo do tamanho do valor que você leve.

REPÓRTER: Sobre os trens governador, o senhor disse que a maioria das falhas é devido aos próprios trens, mas normalmente, a informação que a gente têm, é problema no sistema de alimentação, invasão de trilhos. Tem uma série de outras situações que provocam esse incômodo aí quase que diariamente.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: É verdade, não é uma causa só, são inúmeras causas. Agora, 70% das paralisações é o trem. O problema é o equipamento. E nós temos ainda trens de 1957, que com esses 65 novos trens, 520 carros, nós vamos tirar esses mais antigos que são os que dão mais problema, que estão na linha sete. Então esses primeiros dois agora, esse de hoje e o próximo daqui 15 dias, vem pra linha 11, que é a das mais movimentadas. Depois o terceiro em diante vai pra linha sete. Mas toda região, toda região metropolitana vai ser beneficiada.

REPÓRTER: É a linha sete que está em estudo pra ser privatizada?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A linha sete é a que vai pra Jundiaí. Nós temos um estudo de um trem intercidades. Que é um trem de média velocidade. Porque o trem da CPTM, ele é parador, né? Ele vai parando de pouquinho em pouquinho porque ele é urbano e metropolitano. O trem intercidades, nós nunca acreditamos no trem bala, pelo custo, não é que não seja bom, ele é ótimo, só que é um custo muito alto. Nós sempre defendemos um trem de média velocidade aproveitando o espaço ao lado do trem de carga. Aí o governo federal dizia: “Não, mas não cabe, porque eu quero no futuro dobrar a linha do trem de carga”. E nós provamos que cabe, dá pra dobrar a linha do trem de carga e ter duas linhas do trem de média velocidade. Se isso realmente nós fecharmos com o governo federal, nós faremos uma PPP. E nesta PPP a linha sete pode entrar, mas isso tudo ainda são estudos.

REPÓRTER: Governador, mais uma questão sobre segurança. Mil homens de São Paulo vão para o Rio reforçar a segurança durante a Olimpíada. Não vai fazer falta aqui no estado, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A sua pergunta é importante e nos permite aqui um esclarecimento. Nós ajudamos o Brasil, porque a Olimpíada é o Brasil que sedia. Ajudamos o Rio de Janeiro, que está passando por um momento de dificuldade. E não terá nenhum problema pra São Paulo. Porque nós contrataremos neste período a Dejem. Então aqueles policiais que forem fazer a segurança serão substituídos pela Dejem. Nós temos 92 mil policiais militares, então a gente cobre com a Dejem. E vamos ganhar em equipamentos, viaturas, vários equipamentos da área federal. Então é um ganha ganha. A gente ajuda o Brasil nesse momento da Olimpíada, ajuda o estado do Rio de Janeiro, população de São Paulo não terá um policial a menos, porque a Dejem vai cobrir, nós vamos pagar a Dejem, mas em compensação nós vamos ter um grande apoio do governo federal, do Ministério da Justiça em viaturas, equipamentos, armamento, coletes, enfim, então é uma reciprocidade aí. O que deve sempre prevalecer na república federativa, né, de um ajudar o outro.

REPÓRTER: Também na área da segurança houve a prisão preventiva dos policiais envolvidos na morte daquele universitário. Eu gostaria que o senhor comentasse essa decisão da justiça e se há alguma orientação pra polícia, tendo em vista esses dois casos recentes de carros em fuga.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha a orientação, a polícia é muito bem treinada, né? Ela é bastante bem treinada. Escola de soldados, escola de oficiais, e tem uma corregedoria. Então você tem todo o rigor no procedimento e tem um trabalho de corregedoria pra apuração. Vamos aguardar, tá bom?

REPÓRTER: Governador, as unidades gestoras do Bom Prato estão reivindicando aumento de subsidio (ininteligível 00:01:52) colapso financeiro. Qual a avaliação do governo do estado? Vai aumentar o subsidio, vai aumentar o preço para o consumidor?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:Olha, nós em outubro demos um reajuste de 10%, não faz nem um ano ainda, porque foi em outubro do ano passado. Nós estamos em julho, então não completou nem um ano. Agora é óbvio que alguns alimentos o aumento foi impressionante. Você pegar o feijão carioca, chegou a quase 100%. Então claro que há necessidade, nós vamos avaliar. Agora não nesse momento, porque nós demos o reajuste foi em outubro, de 10%, então vamos esperar chegar aí outubro. Mas está bem equacionado. E o que houve também é que houve um aumento de demanda, então o número de refeições fornecidas cresceu também. A gente paga por refeição. Mas claro que aperta mais também, tá bom?

REPÓRTER: Obrigada governador. Categoria 06 de julho de 2016 [[]]