Coletiva - Estado atualiza ranking de cidades que mais vacinam contra o coronavírus 20212202

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Coletiva - Estado atualiza ranking de cidades que mais vacinam contra o coronavírus 20212202

Local: Capital - Data: Fevereiro 22/02/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Obrigado pela presença, jornalistas que estão aqui no Palácio dos Bandeirantes, cinegrafistas, fotógrafos, obrigado aos jornalistas que virtualmente nos acompanham aqui, por imagens ao vivo da TV Cultural, da Record News e da Band News. Participam da coletiva de imprensa de hoje Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo; Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico; Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional; Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã; Regiane de Paula, coordenadora geral do programa de imunização do estado de São Paulo; E os coordenadores do centro de contingência do COVID-19, seu coordenador geral, Paulo Meneses, e seu coordenador executivo João Gabbardo. Antes das notícias de hoje, são boas notícias, eu queria fazer aqui dois registros, são duas datas simbólicas, mas importante que possamos relembrar que amanhã o Butantã completa 120 anos de existência, 120 anos ajudando a vida, o orgulho do estado de São Paulo, o orgulho para o Brasil. O reconhecimento científico do Instituto Butantã vai além-fronteiras, o Butantã é reconhecido como instituição de grande seriedade na produção de imunizantes, na produção de vacinas em todo o mundo, e essa é uma razão que merece um registro especial na tarde de hoje. Também cabe um registro, que no dia 26 de fevereiro, portanto, na próxima sexta-feira, nós teremos um ano desde o primeiro caso de COVID-19 constatado aqui em São Paulo, no Hospital Sírio Libanês no dia 26 de fevereiro de 2020. Isso nos lembra que um ano depois ainda estamos em luta contra a COVID-19, isso exige mobilização da sociedade civil, da ciência, dos meios de comunicação, da população de forma geral. Ainda temos um longo período pela frente para vencer a pandemia. Para isso precisamos que essa mobilização envolva cada pessoa, cada família, cada conjunto da sociedade. Primeiro sempre usando máscaras. Segundo, fazendo distanciamento social. Terceiro, os hábitos de higiene, principalmente de higiene das mãos, lavar as mãos, e utilização de álcool em gel constantemente, isso ajuda e isso previne, obviamente seguir o programa de vacinação, e que as pessoas todas se vacinem e entendam que a vacina salva. E aqui começo a primeira boa notícia de hoje, que amanhã o Instituto Butantã e o governo de São Paulo começam a entregar para o Ministério da Saúde 3,400 milhões de doses da vacina do Butantã. Repito, amanhã, dia 23, o governo do estado de São Paulo e o Instituto Butantã começaram a entregar para o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, mais 3,400 milhões de doses da vacina do Butantã. Serão lotes diários de 426 mil doses da vacina entregues para o Ministério da Saúde em São Paulo. Hoje em reunião com o presidente do Instituto Butantã, Dimas Covas, na manhã de hoje, solicitei o empenho total para que possamos, se possível, aumentar ainda mais o número de doses disponíveis para o Ministério da Saúde, aumentando ainda mais o tempo de trabalho e o número de profissionais no Instituto Butantã. E amanhã pela manhã, às 9h30min estaremos no Instituto Butantã acompanhando a entrega dessas doses de vacina para o Ministério da Saúde, para o atendimento de todo o Brasil. E o Ministério da Saúde fará a logística para o encaminhamento da vacina aos demais estados brasileiros, e também aos municípios que integram cada um dos estados e do Distrito Federal. Segunda boa notícia, emprego, empregabilidade, razão primordial para recuperação econômica e distribuição de renda no Brasil, o governo de São Paulo lança o Programa Bolsa Trabalho, com 100 mil vagas, 100 mil vagas de emprego e de oportunidades de trabalho no programa denominado Bolsa Emprego, com remuneração de até R$ 450 por mês. Trinta mil vagas serão abertas agora já a partir da próxima semana, a partir de 1 de março, e outras 70 mil já a partir de 1 de maio. A secretária de Desenvolvimento Econômico do estado de São Paulo, Patrícia Ellen, dará mais detalhes sobre esse programa denominado Bolsa Trabalho. Terceira boa notícia, e eu fico feliz em poder oferecer boas e concretas notícias sobre a evolução da saúde, sobre empregabilidade e desenvolvimento econômico, sem perder o senso de realidade, e obviamente sempre com os pés no chão. É a vacinação, São Paulo ultrapassou 2 milhões de vacinados, um número extraordinário. São Paulo ultrapassou essa marca, vocês verão hoje o número exato com o resultado das 13h de hoje, e com mais de 1,634 milhão de pessoas vacinadas com a primeira dose, 383 mil vacinadas com a segunda dose, e pessoas que já completaram a sua imunização, entre profissionais e trabalhadores de saúde, e as pessoas de mais idade. Apenas como referência, um destaque, se São Paulo fosse um país ele estaria em nono lugar no mundo, como o que mais aplicou vacinas em números absolutos. E sobre este tema, e também sobre o ranking dos dez municípios que mais vacinaram em São Paulo, a doutora Regiane de Paula, responsável pelo Programa Estadual de Imunização, apresentará mais detalhes. E por último, a semana epidemiológica, com o doutor Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do estado de São Paulo, com os números até o presente momento, e também com os alertas de atenção para que todos aqui em São Paulo estejam atentos, nós não vencemos a pandemia, ainda estamos em luta para vencê-la, e não é apenas a vacina que vencerá, serão os dados pessoais no uso de máscara, no distanciamento social, na higiene das mãos, e nos cuidados conosco, com nossos familiares e nossos amigos. Vamos então começando com o primeiro tema do emprego, peço que a Patrícia Ellen, secretária do Desenvolvimento Econômico, faça a apresentação desse novo projeto, e o que ele representa de positivo para a população desempregada no estado de São Paulo. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Muito obrigada, governador. Com muita alegria que eu estou aqui hoje com o senhor lançando esse programa. E é um programa que teve uma semente há mais de 20 anos atrás, com o governador Mário Covas, e quando ele foi questionado sobre distribuição de renda ele disse que: "O Brasil é um país de extremos, por um tempo se disse que era preciso crescer para depois distribuir o bolo, outros diziam em sustenta o que se tenha o que comer, e pouco importa se o bolo será feito depressa ou devagar. O que eu acho é que o bolo deve ser feito e comigo concomitantemente". Essa foi a frase do governador naquela época. Infelizmente com a pandemia, 20 anos depois a gente está vivendo em uma situação muito parecida, uns dizendo que a gente tem que crescer antes de distribuir, outros dizendo que a gente tem que distribuir independente de ter recursos ou não. E eu te agradeço por estar fazendo o trabalho do E, São Paulo sai na frente de novo como exemplo, porque São Paulo cresce, e São Paulo distribui. E São Paulo dá dignidade para a população. As pessoas não querem só o dinheiro nesse momento de crise, as pessoas querem trabalhar, as pessoas querem estudar e querem ter uma oportunidade após o término do auxílio. Esse programa hoje traz exatamente isso, ele traz essa dignidade para a população. O Bolsa Trabalho é a nova versão de um programa que foi criado há 20 anos atrás, agora mais completo, mais robusto e no momento de maior dificuldade que a nossa população de São Paulo, do Brasil e do mundo, já enfrentou nas últimas décadas. O Bolsa Trabalho, na próxima página, ele surge com 100 mil posições de trabalho no programa em 2021, esses beneficiários terão acesso à uma bolsa, terão acesso à qualificação profissional, e terão acesso a trabalho, serviços públicos que estão necessitados de pessoas nesse momento. Nós temos um programa com auxílio que vai até cinco meses, porque é um período mínimo que as pessoas precisam para exatamente se reestruturarem, com a qualificação profissional, com o retorno da dignidade, para que elas possam sair desse programa com muito mais possibilidade de terem acesso a emprego e renda. E como são pessoas que vivem com outras pessoas em suas casas, essa renda vai impactar toda a família. Então para cada pessoa que receber, pelo menos, em média quatro pessoas serão impactadas. Então nós estamos falando de um programa que vai transformar a vida de pelo menos, 0,5 milhão de brasileiros de São Paulo. Na próxima página nós trazemos como que será esse impacto. Esse programa reinventado está agora sendo discutido com os líderes da Assembleia Legislativa, líder Carlão Pignatari, está levando hoje para a Assembleia Legislativa, para que possamos submeter à lei até o final dessa semana para aprovação. Esse projeto tem alguns elementos muito importantes, o nosso modelo atual, de Bolsa Trabalho, tem um valor de R$ 330, nós vimos que é importante aumentar esse valor, então o nosso pleito para a Assembleia Legislativa é uma lei que permita que essa bolsa suba para R$ 450, por até cinco meses, com meio período de trabalho, como já funciona hoje. Com a capacitação profissional sendo feita em formato online ou presencial. E com a expansão da possibilidade de prefeituras e órgãos públicos poderem ampliar essas bolsas. E o último ponto, que talvez seja o primeiro, que nós vimos em uma iniciativa muito importante da Prefeitura de São Paulo, que é trazer os pais e as mães para participarem da retomada das aulas. Eu tive o privilégio hoje de manhã de acompanhar aí uma Etec, uma escola técnica do estado de São Paulo, o retorno dos alunos para a escola, o brilho nos olhos deles é indescritível, mas nós sabemos da preocupação das famílias, como querem fazer parte daquele processo. Se tivesse uma mãe ali apoiando na escola, nas tarefas administrativas que os professores estão precisando de ajuda, ela veria que os filhos estão seguros na escola com os devidos protocolos, como eu, como mãe vi hoje. Esse programa com o novo pedido na ALEPS contempla também essa participação das famílias nos programas na Secretaria de Educação e do Centro Paula Souza, para apoiar no acompanhamento dos protocolos durante a retomada das aulas nesse período de pandemia. Na próxima página nós temos aqui já o auxílio imediato, porque o tempo urge, a lei será submetida para a Assembleia Legislativa, mas enquanto isso nós já iniciamos imediatamente o pagamento de bolsas-auxílio de R$ 210 para todos os que estão cursando Via Rápida. Nós temos adultos e jovens hoje em busca de empregos, que estão fazendo os nossos cursos técnicos nas Etecs, os cursos técnicos profissionalizantes, e muitos deles hoje não têm condições de pagar seu transporte, de pagar sua alimentação. Para que eles não desistam desse curso, porque hoje um em cada três já sai empregado, nós estamos apoiando imediatamente com essa bolsa de R$ 210, a partir da semana que vem, os candidatos ao auxílio são alunos frequentes, após dez dias de aula, que tem que comprovar que estão em dificuldades financeiras. E o pagamento é imediato, com a senha eletrônica eles podem sacar o recurso em qualquer caixa eletrônico 24 horas. Esse trabalho começa imediatamente, a lei com o novo programa também vai para a Assembleia Legislativa essa semana. E nós pedimos para a população de São Paulo que não desista, não desista do curso, porque aqui nós vamos sim crescer, ter a retomada econômica, e distribuir o bolo para a população, vamos passar juntos por esse período. A crise da pandemia com a vacina vai se amainar, mas nós vamos continuar de mãos dadas com a população para a retomada econômica, porque é um período de recuperação de muito tempo, e nós estaremos juntos nessa jornada para que São Paulo seja também referência em retomada econômica, mas distribuição de oportunidades e de dignidade para a população. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Agora vamos ao tema da vacinação, da vacina e da vacinação, com a doutora Regiane de Paula, que é a coordenadora geral do PEI - Programa Estadual de Imunização. Ela dará os números atualizados do vacinômetro, também o ranking dos dez municípios que mais estão vacinando aqui no estado de São Paulo. E logo na sequência ouviremos o doutor Dimas Covas, sobre a nova entrega de vacinas amanhã em São Paulo, no Butantã, para o Ministério da Saúde. Doutora Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde, a todos. Eu gostaria que vocês colocassem o vacinômetro... então, nesse momento, atualizado ao 12:55 nós temos pessoas vacinadas no Estado de São Paulo 2.033.582 pessoas já vacinadas, sendo que de primeira dose 1.642.810, e de segunda dose 390.772. Como o governador já citou, em números absolutos no Brasil, é o estado que mais vacina. Então, é muito importante que a gente coloque isso, como ele mesmo diz, se nós fôssemos um país, estaríamos em nono lugar de todos os países que mais vacinaram até o momento. Os municípios têm agido de forma muito rápida, muito ágil pra essa vacinação, e mais que isso, além de vacinar, a importância do registro e eu reitero aqui a importância do registro no vacinômetro, por isso, no VaciVida, desculpa, na plataforma VaciVida, por isso que quando a gente tem esse registro, e a vacinação, a gente pode olhar pra esses dez municípios do Estado de São Paulo, com mais pessoas vacinadas, proporcionalmente a sua respectiva população, e municípios com mais de 100 mil habitantes, São Caetano do Sul, Santos, Botucatu, Catanduva, Barretos, Araraquara, Presidente Prudente, Bauru, Marília e São José do Rio Preto, sendo que a proporcionalidade do estado é de 3,65% até o dia de hoje. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Regiane. E agora Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, sobre a nova entrega de vacinas para o Ministério da Saúde, a partir de amanhã, dia 23.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador, como previsto, amanhã nós iniciamos a entrega da produção que nós iniciamos com a chegada do primeiro lote de matéria prima da China, esta entrega será num quantitativo de 426 mil, em média, doses por dia e, portanto, devemos, nos próximos oito dias, entregar três milhões e 400 mil doses minimamente. Amanhã nós teremos números atualizados, governador, na reunião, amanhã, de 9:30, eu espero que esses números possam ser positivamente afetados pelas medidas, né, que o senhor tem nos orientado, em termos de funcionamento da fábrica. Então, espero que amanhã a gente possa ter notícias positivas em relação a esses três milhões e 400 mil doses. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dimas Covas. Agora, com a semana epidemiológica, com o Dr. Jean Gorinchteyn, secretário da saúde do Estado de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos, estamos na oitava semana epidemiológica do ano de 2021, São Paulo continua em quarentena. Estamos ampliando leitos, tanto de unidades de terapia intensiva, quanto de enfermarias, distribuindo respiradores e respiradores emergenciais para serem utilizados nos prontos-socorros, enquanto os pacientes aguardam vagas nos leitos de UTI e, como vocês viram a pouco no vacinômetro, também estamos vacinando. Mas temos que continuar a seguir as normas e os ritos sanitários, o controle da pandemia passa pelo seguimento das normas, como distanciamento entre as pessoas, a utilização das máscaras, a higienização das mãos e o evitar das aglomerações, independente das cepas mutantes ou não, a transmissão ocorre exatamente pelo fato de não estar ocorrendo a obediência a essas normas, regiões que mantém-se seguidoras das normas também protegem a vida e, dessa maneira, assistência à saúde, garantindo que não haja uma demanda sobrecarregada no número de pacientes pra cada uma das regiões. Nós sabemos que quando diminui a circulação de pessoas, eu diminuo a circulação do vírus e, dessa maneira, eu também diminuo o número de pessoas que vêm a adoecer. Nós temos que ter uma especial atenção em algumas regiões do estado, principalmente aquelas que estão no faseamento vermelho, e no faseamento laranja do Plano São Paulo, para que não haja um impacto ainda maior do sistema de saúde, sejam vigilantes, cobrem posturas austeras e colaboração de toda população, pra que, dessa forma, possamos garantir assistência à vida. Essa semana, o número da saúde merece atenção maior do que as últimas semanas que nós apresentamos, o comparativo entre a sexta e sétima semana epidemiológica revelou um incremento em 5,6% do número de internações, a gente sempre reforça que o número de internações mostra o quanto existe a circulação intensa do vírus naquela região, isso impactando no número de pessoas doentes, e doentes graves, merecendo o seu acolhimento na própria UTI. A despeito disso, tivemos uma queda, que nós vamos mostrar depois do número de casos e de óbitos, mas que merecem algumas considerações. Ultrapassamos, aqui, a taxa de ocupação revela 67,9% no estado, na grande São Paulo 67,8%, e eu quero que vocês atentem a esse dado, nós temos 6.288 pacientes internados nas UTIs, importante lembrar, esse dado é um dado que nós temos até às 10:30 da manhã desta segunda-feira, mas nós havíamos, lá em julho de 2020, naquela primeira onda, na maior ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva, atingindo 6.257, portanto, ultrapassamos o numerário da história da pandemia no nosso país, fazendo com que a atenção esteja ainda maior, principalmente pelo contato aumentado que nós temos observado, principalmente em algumas regiões do estado. Hoje, nós temos computados 1.978.477 casos, infelizmente 57.842 pessoas perderam as suas vidas. Próximo, por favor. Em número de casos, nós tivemos uma queda de 9,5%, mas lembramos que tanto casos quanto óbitos, podem tratar-se de casos ainda não computados, que se mantiveram retesados ainda na rede e que podem ser reportados ao longo dessa próxima semana, como ao longo da próxima semana vindoura. Próximo. Número de internações, como disse, com um incremento importante do número de casos, e é importante nós lembrarmos que essa cifra mostrava exatamente as internações que aconteciam entra a 21ª e a 22ª semana epidemiológica lá de maio, quando nós começávamos a ter uma ascensão do número de casos e, especialmente, do número de internações. Próximo. Aqui a queda de 5,5 nos novos óbitos, com a mesma consideração que nós fizemos em relação aos novos casos. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Antes de iniciarmos as perguntas, aproveitando pra anunciar que na próxima sexta-feira, dia 26/02, a Secretaria de Saúde, o Governo do Estado de São Paulo, o Instituto Butantan e o Programa Estadual de Imunização vão anunciar as novas etapas de faixas etárias para imunização no Estado de São Paulo, será anunciado na próxima sexta-feira, nesta mesma coletiva de imprensa, em detalhes, pela Dra. Regiane de Paula, que é coordenadora geral do programa de imunização do Estado de São Paulo. Vamos agora às perguntas, eu vou aqui elencar pela ordem os que estão inscritos, começando pela Rádio e TV Bandeirantes, na sequência o Jornal La Nación, da Argentina, em seguida o Jornal A Tribuna, de Santos, no litoral de São Paulo, e na sequência também a Rádio e TV Jovem Pan, a TV Record, a TV Globo, Globo News, TV Cultura e o Portal UOL. Começamos, portanto, com a Rádio e TV Bandeirantes, Rádio Band News, Rádio Bandeirantes e TV Bandeirantes, e TV Band News, com a Maira Di Giaimo. Maira, boa tarde, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

MAIRA DI GIAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos, eu queria falar sobre o interior de São Paulo, hoje a gente conversou com o prefeito de Araraquara, na Rádio Bandeirantes, e as medidas por lá do lockdown estão ainda mais severas, e ele disse, inclusive, que há outras cidades do interior que estão com esse risco também de colapso no sistema de saúde. Então, eu queria perguntar pros senhores, principalmente pro centro de contingência, que acompanha esses números de perto, quais cidades que estão numa situação mais complicada nesse momento, e se a recomendação é, como fez o prefeito de Araraquara, adotar um lockdown nesses casos? E só pra confirmar uma informação, em relação à distribuição de novas doses aqui em São Paulo, já a partir das que serão entregues amanhã, já começa a distribuição pras cidades, quando que começa isso? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Vamos começando pela última pergunta, eu vou pedir a Dra. Regiane que possa responder, se necessário com comentário do Dimas Covas, e na sequência a sua primeira pergunta com o Paulo Menezes e João Gabardo, respectivamente, coordenador geral e coordenador executivo do centro de contingência do Covid-19. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO DE SÃO PAULO: É, Maira, veja, assim que o Butantan fizer entrega das vacinas para o centro de distribuição e logísticas, nós vamos anunciar, na sexta-feira, quais serão as novas etapas da vacinação, mas toda a nossa distribuição e logística, ela já tá muito bem acordada, então, o que no começo da campanha nós prevíamos colocar em 645 municípios em cinco dias as doses das vacinas, hoje é possível que a gente faça isso em menos tempo, contando com os grupos de vigilância epidemiológica e a agilidade também dos municípios. Então, em tendo vacinas, nós poderemos fazer esse abastecimento aos municípios e, na sexta-feira, anunciar quais serão essas novas faixas etárias a serem vacinadas. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Vamos, então, com Paulo Menezes, coordenador geral do centro de contingência, e na sequência com João Gabardo, coordenador executivo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador, boa tarde. O centro de contingência está acompanhando intensamente a situação não só no interior, mas em todo o estado, em cada região, e, realmente, algumas regiões do interior apresentam uma situação bem mais preocupante e difícil que as demais, especialmente relacionadas à taxa de ocupação de UTIs, mas também às taxas de transmissão, que são indicadas através da incidência de casos novos e de internações por 100 mil habitantes. Alguns municípios, como é o caso de Araraquara, tem intensificado medidas de restrição, além do que o Plano São Paulo coloca, o vermelho coloca restrições, e alguns municípios têm, inclusive, sido mais drásticos em relação a isso, essas medidas, de fato, elas devem auxiliar na redução da transmissão, na medida em que a transmissão, ela ocorre principalmente no momento em que pessoas se encontram e, principalmente, pessoas se encontram em situações de falta de proteção, principalmente distanciamento e uso de máscaras. O centro de contingência está discutindo se são necessárias medidas complementares, discutiu a semana passada, continuamos discutindo e, possivelmente, teremos algumas recomendações em breve, ao longo dessa semana, complementando o que já vem sendo feito pelo Plano São Paulo e pelo Governo de São Paulo. Não sei se meu colega Gabardo quer complementar.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Sim, Maira, nos preocupa muito essa situação do interior do estado, muitas regiões com um número muito crescente de casos, de internação, muito alto de ocupação de leitos, e até pedi pra preparar um slide com uma informação que nós temos agora, até atualizando ao que o secretário Jean falou, porque esse dado só ficou pronto agora, vejam que a gente tem tratado da ocupação de leitos de UTI, que nas últimas quatro, cinco semanas havia uma redução, na última semana nós tivemos um crescimento na ocupação, mas nos chama muito atenção que o número de pacientes internados, ele tem se mantido alto, bem mais alto do que nós tínhamos no início da pandemia, e agora, no dia de hoje, nós chegamos a 410 pacientes internados e a nossa média máxima tinha sido 6.250. Isso pode significar que mesmo que não tenha ocorrido um aumento tão significativo de novos casos na UTI, a permanência desses pacientes na UTI tem sido maior. Por isso que nós temos um número de pacientes internados bem acima daquela expectativa que quando analisamos o dado de novas internações. O que é que pode significar não ter um acréscimo tão grande de novas internações, mas ter um acréscimo tão significativo de pacientes internados? Gravidade. Isso pode significar que os pacientes estão internando numa condição mais grave e que exige um tempo maior de utilização dos equipamentos de UTI. Então, essa é a preocupação. O centro de contingência apresentou hoje ao governo, governador, algumas recomendações, são recomendações extraordinárias, recomendações além daquilo que está previsto no Plano São Paulo, então, o governo está fazendo a análise dessas recomendações, preparando os atos do ponto de vista jurídico e conforme foi anunciado pelo governador anteriormente, essas medidas serão anunciadas na quarta-feira para já começarem estar em vigor na sexta-feira. Então, essas são recomendações que obviamente vão tratar de redução da mobilidade, de redução da movimentação das pessoas e que é o que a gente pode fazer nesse momento para reduzir essa taxa de transmissibilidade. Independente de ser variante, não ser variante, esse vírus, a forma da gente reduzir a transmissibilidade é a mesma, é diminuir a possibilidade de contato entre as pessoas. Então, é nesse sentido que na quarta-feira serão anunciadas algumas medidas adicionais ao Plano São Paulo. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado aos nossos coordenadores do centro de contingência Covid-19, Dr. Paulos Menezes, Dr. João Gabbardo. Vamos agora a próxima pergunta. Muito obrigado Maira, também pela sua intervenção. Vamos agora online com o correspondente do jornal La Nacion aqui no Brasil, o jornalista Marcelo Souza. Marcelo, boa tarde, obrigado por estar aqui participando conosco. Você já está em tela, sua pergunta, por favor.

MARCELO SOUZA, JORNALISTA DO JORNAL LA NACION: Boa tarde governador, boa tarde a todos. São Paulo atingiu a marca de 2 milhões de doses aplicadas, eu queria saber se o número está dentro da projeção esperada a um mês atrás quando começou a vacinação? Como é que esse ritmo de vacinação vai continuar nas próximas semanas? E, principalmente, quando começaremos a perceber o efeito de uma queda expressiva no número de mortes para a doença? Para quando vocês esperam esse efeito? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Marcelo. Foram duas perguntas em uma, conectadas, evidentemente, eu vou pedir a Dra. Rejane de Paula que é a nossa coordenadora do programa estadual de imunização que responda a primeira parte sobre a marca de 2 milhões e a projeção esperada a um mês atrás e qual a nossa expectativa, sobretudo se tivermos mais vacinas, além da vacina do Butantan. E na segunda parte com o Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Rejane.

REJANE DE PAULA, COORDENADOR DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada governador, obrigada Marcelo pela pergunta. São Paulo aplicou mais de 2 milhões de doses, de primeira dose, segunda dose. Nós já temos um contingente importante de pessoas vacinadas, receberam a sua segunda dose, portanto. E veja, o ritmo, ele depende muito dos municípios. Nós temos trabalhado fortemente com os municípios, não só aqui, a Secretaria do Estado de Saúde, mas a secretaria do secretário Vignoli que tem nos ajudado muito com isso também, para que a gente possa agilizar. Veja, nós estamos falando de uma campanha que é uma campanha nova e que tem um registro numa plataforma nominal. Então, sim, estamos num ritmo esperado, se nós tivéssemos mais vacinas, como o governador falou, provavelmente estaríamos ainda num ritmo mais acelerado, porque a capacidade no estado de São Paulo, tanto na sua compra de insumos, na sua logística, capacidade dos municípios em criarem estratégias de vacinação, realmente são excepcionais, mas precisamos de mais vacinas. Amanhã estaremos lá no Butantan, o governador anunciará então o quantitativo de doses e na sexta-feira poderemos dizer como avançaremos e qual será esse novo ritmo de vacinação. Então, teremos que aguardar até sexta-feira, mas eu posso te garantir e a todos que estão presentes e que nos assistem que estamos trabalhando fortemente junto aos municípios para que o ritmo, quando chegar a vacina e mais vacinas chegarem, seja sempre acelerado. Prontos nós estamos todo o tempo, o tempo todo. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigada Dra. Rejane. Na segunda parte da sua pergunta, Marcelo, sobre... eu registrei aqui, sobre o efeito positivo da vacina em termos de uma queda expressiva do número de mortes pela doença, eu vou pedir a resposta pelo cientista, professor Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bom, Marcelo, nós precisamos fazer algumas considerações para responder a sua pergunta. Em primeiro lugar, o efeito vacinal ótimo, ele acontece 45 dias, em média, após a primeira dose, portanto, não é um efeito imediato, isso é um primeiro ponto. O segundo ponto, a população que é mais atingida em termos de mortalidade é a população acima de 60 anos e que é a primeira faixa do programa nacional de imunização além dos profissionais de saúde. Considerando a faixa de idosos, né, quer dizer, nessa faixa nós temos em torno de 40 milhões de pessoas. Portanto, para que essas pessoas sejam completamente imunizadas nós precisaremos ter 80 milhões de doses, né, no caso da vacina do Butantan e um pouco menos quando se considera a vacina da AstraZeneca que, embora também tenha a necessidade da segunda dose, essa dose pode ser um pouco mais tardia. Então, a medida que nós vamos aproximando da vacinação desses 40 milhões de pessoas é que nós vamos começar a observar aqueda acentuada aí nas internações e na mortalidade. Seguramente isso pode ser possível a partir de abril, desde que esses números de pessoas imunizadas cresçam rapidamente. Quer dizer, quando completarmos com 80 milhões de doses essa população, aí sim, teremos uma redução considerável principalmente no número de óbitos, que é o que todos nós aguardamos ansiosamente. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dimas Covas. Muito obrigado Marcelo Souza. Agora, vamos, também virtual, com uma das editoras do jornal A Tribuna de Santos aqui no litoral de São Paulo, a jornalistas Tatiane Calixto. Tatiane, obrigado por estar aqui conosco nesta tarde. Você já está em tela, sua pergunta, por favor.

TATIANE CALIXTO, JORNALISTA DO JORNAL A TRIBUNA DE SANTOS: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Eu gostaria de saber como é que vai ficar aqui no estado de São Paulo a vacinação da gripe em meio a vacinação contra a Covid-19? E do ponto de vista de imunização, se existe alguma questão específica para quem já tomou a vacina contra a Covid e vai precisar ser imunizado contra a gripe?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Tatiane. Vou pedir ao Dr. Jean Gorenstein, médico, infectologista e secretário da Saúde do Estado de São Paulo que possa responder e, se necessário, com algum complemento da Dra. Rejane de Paula. Por favor.

JEAN GORENSTEIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Essa pergunta, ela é muito bem-vinda, uma vez que nós também vamos precisar proteger, imunizar a população, especialmente profissionais da área da saúde, assim como os idosos e portadores de doenças crônicas para a gripe. Dessa maneira, nós iniciaremos, muito possivelmente, no final de abril, como todos os anos nós o fazemos. Nós fizemos uma antecipação no ano passado e nesse ano, frente a grande circulação do vírus da grupe no nosso meio, o que obrigou a essa antecipação. Mas frente ao controle da epidemia especialmente voltada a gripe, a circulação do vírus da gripe, nós pudemos manter o calendário e dessa forma será feito. Nós temos que lembrar que as vacinas que nós temos disponíveis aqui são vacinas formuladas por vírus inativados, não são vírus vivos, que normalmente poderiam ser dados de forma concomitante. Porém, como nós temos uma vacina ainda experimental, nós deixaremos para aquelas pessoas que tomaram a sua dose de vacina hoje para Coronavírus ou para gripe, tenham um intervalo de pelo menos 15 dias, pelo menos de 15 dias, para tomarem compatível e referente a da gripe ou também de Covid, para que dessa forma não possa haver a presença de reações alérgicas eventualmente atribuídas a uma ou a outra. A gente tem a garantia de [ininteligível], a gente, então, dá um prazo entre uma dose e a outra.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rejane, por favor. Depois o João Gabbardo pediu aqui também.

REJANE DE PAULA, COORDENADOR DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Eu só gostaria, governador, de acrescentar a fala do nosso secretário, que hoje, 22 de fevereiro, até o momento nós não recebemos nenhum informe técnico, nada do programa nacional de imunização que referenda esse início de vacinação para março. Então, nós esperamos, aguardamos que o programa nacional de imunização, ele envie a nota técnica e aí sim, nós teremos um parâmetro para dizer, provavelmente começaremos em abril, mas aguardamos a nota técnica do Ministério da Saúde como sempre o fizemos, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rejane. Vamos agora com você.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Sim, eu gostaria de complementar, porque tem um aspecto importante que a vacina do Covid não inclui duas populações muito significativas em relação a Influenza, que são as crianças e as gestantes. Esses dois grupos populacionais não devem fazer a vacina Covid, porque nós não temos ainda os testes clínicos que autorizem a sua utilização, mas deixar o alerta para que a vacina da Influenza sim, elas devem serem realizadas nas crianças e nas gestantes porque são dois grupos prioritários em relação ao risco de ter essas outras formas de ter essas outras formas de doença respiratória aguda que não são por Covid e que já se faz há alguns anos, as crianças têm sido vacinadas sem nenhum problema e elas devem, então, manter a vacinação. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado João Gabbardo. Tatiane, muito obrigado pela sua participação. Continue acompanhando a nossa coletiva pelas imagens da TV Cultura. Vamos agora, presencialmente, para a Rádio Jovem Pan com a jornalista Carolina Abelin. Carolina, obrigado por estar aqui mais uma vez, boa tarde, sua pergunta por favor.

CAROLINA ABELIN, JORNALISTA DA RÁDIO JOVEM PAN: Boa tarde governador, secretários. Governador, o senhor disse sobre esse futuro anúncio da nova etapa da vacinação, voltando ao Coronavac, especificamente a Covid-19. Já é nessa nova orientação passada pelo Ministro Pazuello de aplicação da Coronavac sem reter estoque? Na sexta-feira, na última coletiva, eu recordo que a Rejane falou que isso só seria feito mediante um ofício vindo do Ministério da Saúde. Tem alguma novidade nesse sentido, se avançou nesse sentido? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa essa lembrança Carolina, parabéns. A resposta será dada pelo secretário da Saúde do Estado de São Paulo, mas eu quero antecipar. A resposta e não, nem o governo de São Paulo nem nenhum governador de estado recebeu essa comunicação formalmente, e nem o governador do Distrito Federal. No Fórum de Governadores comentamos nesse final de semana a necessidade. Obviamente, uma decisão como essa do Ministério da Saúde, ela não pode ser apenas verbalizada, ela tem que ser oficialmente comunicada aos governos estaduais, aos governadores e ao Conass, que é o Conselho Nacional de Secretários de Saúde do qual faz parte o nosso secretário Jean Gorenstein que nesse momento complementa a resposta a sua pergunta.

JEAN GORENSTEIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Nós temos que entender que a vacinação é sobre égide do programa nacional de imunização do Ministério da Saúde. Qualquer mudança no direcionamento das vacinas deve ser comunicada ao ministério e autorizada por ele. A semana passada nós recebemos essa informação de forma oficiosa através da imprensa. Não recebemos nenhuma informação oficial. Dessa maneira, ao longo do final de semana e voltei a reiterar numa nova ligação com o presidente do Conass, Dr. Carlos Lula que estará expedindo um ofício ao ministério para que nós estejamos recebendo essa comunicação de forma absolutamente formal. Nós temos que lembrar de que além da utilização das doses, nós temos que manter a uma disseminação maior dessa variante, que se fala em maior transmissibilidade, onde a gente tem um adensamento maior, aqui na região metropolitana. E só pedir licença, governador, eu sei que o tema é saúde, mas o senhor poderia fazer um comentário sobre a reação dos mercados hoje à questão da Petrobras?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Emerson, vamos então ao primeiro tema, que é da saúde, com o João Gabardo, e vou pedir um comentário... Aliás, Paulo Menezes, perdão, com comentário do Jean Gorinchteyn. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Aqui, a questão... nós estamos acompanhando intensamente essa questão das variantes, e o mundo também está. Então, nós discutimos medidas que são medidas para o Estado de São Paulo, mas estamos vendo também como que o mundo tem discutido e pensado essa questão das variantes. Nós temos nos preocupado muito com a variante de Manaus, mas no mundo hoje existem outras variantes de preocupação, inclusive aqui no Brasil. A variante, por exemplo, do Reino Unido, são chamadas variantes de preocupação, porque elas podem, por exemplo, ser mais transmissíveis, podem ser eventualmente mais agressivas, e até existe a possibilidade que sejam variantes que sejam menos... a resposta à vacina não seja tão eficiente. Então, é uma discussão internacional. E o que tem sido proposto é exatamente como nós temos lidado com isso aqui no Estado de São Paulo. Em primeiro lugar, medidas de redução de transmissibilidade do vírus. E através do uso de máscaras, e aqui eu quero ressaltar que o Estado de São Paulo já tem essa determinação, através do decreto, a obrigatoriedade do uso de máscaras por toda a população, em qualquer ambiente que não seja o da sua residência, eventualmente até nós recomendamos dentro da residência, em algumas situações. Isso é algo que não tem sido feito dessa forma na maioria dos países inclusive. A questão do distanciamento, que também, ela é... Ou seja, as formas de impedir a transmissão das variantes são as mesmas que a gente tem para aquelas cepas que já vinham circulando anteriormente a essas novas variantes. Além disso, estamos organizando, junto com a Secretaria de Saúde e a sua Coordenadoria de Controle de Doenças, de Vigilância e Saúde, a ampliação da vigilância molecular, laboratorial, molecular, para identificação da transmissão dessas novas variantes, e eventualmente até a possibilidade de identificar novas variantes, porque elas podem ir surgindo ao longo desse processo de pandemia. E então, dessa forma, o Centro de Contingência acompanha e, como o colega Gabardo colocou, teremos aqui proximamente medidas complementares, visando a redução da transmissão, não só da variante mas de todas as cepas do SARS-CoV-2. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Em relação à Petrobras, um comentário, Emerson. Um intervencionismo desnecessário e condenável na Petrobras. O presidente Jair Bolsonaro se elegeu com o discurso liberal, com o discurso não intervencionista, aliás, discurso que foi praticado também pelo seu ministro da Fazenda. Mas foi só o discurso, na prática o que ele está fazendo é intervenções sucessivas na economia, no mercado e na principal estatal brasileira, que é a Petrobras. A reação está aí, na Bolsa de Valores, na B3, em São Paulo, uma queda acentuadíssima no valor da Petrobras, queda também nas ações internacionais da Petrobras na Bolsa de Nova Iorque, queda na credibilidade ainda maior do Brasil, porque desrespeita o princípio básico que é seguir o mercado, que as empresas cotadas em mercado sigam regras de mercado e não regras populistas ou regras de interesse eleitoral ou de ordem política. Lamento muito que o presidente Bolsonaro, mais uma vez, tenha confrontado o discurso que o elegeu com a prática que ele se mantém no poder.

Vamos agora a Daniela Gemniani, que é da TV Globo, GloboNews. Daniela, obrigado pela sua presença aqui, já agora no microfone. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu primeiro só gostaria de esclarecer uma dúvida que ficou em relação ao número de pessoas internadas nos leitos de UTI e esse recorde que foi batido, porque no primeiro slide está 6.288, mas são 6.410, é isso? E quando que... Foi em julho, mas a gente tem a data certinho de quando estávamos em 6.250? E só perguntar também, sobre as variantes, se a gente tem uma nova atualização no número, tanto das brasileiras quanto da variação britânica, obrigada. Variante britânica, né?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Ambas as questões serão respondidas por Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: O que nós temos, os dados inicialmente mostrados, 6.288, era até as 10h30 da manhã, foram atualizadas agora para 6.410, às 13h. Lembrando que esse era o máximo atingido na primeira onda, isso lá em julho de 2020, 6.257. Ainda mantemos a identificação das novas cepas no mesmo numerário, lembrando que nós temos ainda uma utilização ou uma atualização a ser feita ainda na data de hoje. Possivelmente, tenhamos novas informações ao longo do dia ou na manhã de amanhã. Lembramos que existem algumas cepas que foram identificadas, estão sendo reanalisadas e, dessa forma, serão notificadas à imprensa assim que recebermos esse numerário. São, portanto, 25 cepas que nós tivemos, nós tivemos, inicialmente, nove cepas que estavam, da P1, que era exatamente a cepa amazônica, 90... Nós tivemos, portanto, nove. Mais 12 na cidade de Araraquara, mais três que foram identificadas na cidade de Jaú e mais duas que foram identificadas aqui na capital, no município. Então, dessa maneira, nós estamos realmente aguardando que outros dados sejam aportados nas próximas horas e a imprensa será informada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn. Daniela, obrigado. Vamos agora para a TV Cultura, com a jornalista Maria Manso, é a penúltima intervenção desta tarde. Maria, boa tarde.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu queria pedir que vocês comentassem um assunto que está sendo muito falado nas redes sociais, que também já virou caso de polícia, que são as vacinas de vento. O Governo do Estado está tomando providências em relação aos maus profissionais de saúde, que estão desviando doses de vacina e não aplicando as vacinas, principalmente nos idosos, como a gente tem visto? Por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, vou pedir à Dra. Regiane e ao Dr. Jean Gorinchteyn que respondam à sua pergunta.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador. Obrigada, Maria, pela pergunta. Primeiro, eu gostaria de lembrar que isso são casos isolados. O que vem acontecendo, e os registros que vêm acontecendo são de casos isolados e sim, estão sendo investigados. Inclusive, o governador, ele fez um decreto, no dia 12, dizendo que tem que ser tudo apurado, e a responsabilização, inclusive financeira, por esse decreto, tanto do agente público que fez essa vacina, como daquele que está envolvido em toda essa cadeia. Então, veja, de vacinação, claro. Então veja, nós estamos apurando, sim, nós estamos criando também na Secretaria de Saúde, através de uma resolução do secretário, um comitê, que deve ser inter-secretarial, para que a gente possa acompanhar isso. E além disso, o Ministério Público Estadual também tem acompanhado, então estamos muito atentos, o programa todo, Secretaria de Estado de Saúde e o Governo do Estado de São Paulo, está muito atento, inclusive fazendo um contato direto com os municípios. Mas repito: são casos isolados. O que a gente solicita à população? Que, no momento da vacinação, verifiquem a vacina, o lote, a aspiração, que são condutas de todos os dias, não só de uma campanha, mas sim de uma sala de vacinação. E a aplicação da vacina. O idoso, ele nunca vai sozinho, ele sempre vai acompanhado de alguém, um filho, um amigo, um cuidador [ininteligível] todas essas normas, que nós já executamos no programa estadual de imunização, e que é norma do programa nacional, sejam cumpridas. Então, a gente pede para que também a população fique atenta. Mas qualquer desvio será apurado, por ordem do governador e também por uma resolução do secretário, que sairá nos próximos dias. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Todas as condutas com relação a qualquer vacinação, especialmente essa, onde cada vacina vale, serão apuradas. Desde aqueles que furam a fila, então quem deu a vacina, quem recebeu a vacina, quem intermediou essa realização, assim como aqueles que não aplicam a vacina conforme o definido. Tanto o Ministério Público está envolvido, e lembramos que essa vacina é patrimônio do Ministério da Saúde, então o Ministério Público Federal está envolvido, os conselhos de classe, especialmente o Coren, já entrou com medidas cautelares, disciplinares, contra esses profissionais, assim como todas as secretarias municipais que tiveram algum agente desviando a sua conduta, foram imediatamente afastados das suas funções. Isso é a garantia de que cada dose será adequadamente dada, no braço de todo brasileiro.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean, obrigado, Regiane, obrigado, Maria Manso. Vamos agora para a última pergunta, que é a do jornalista Leonardo Martins, do Portal UOL. Leonardo, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Minha pergunta é sobre a cidade de Guarulhos, mas que, se analisados os casos, a lógica do que acontece lá também pode acontecer em outras cidades, e está acontecendo. Guarulhos é o segundo maior número de mortes no Estado de São Paulo, mas é apenas a 8ª colocada em número de casos. A pergunta é se faltam testes nas cidades ou o vírus que ronda por lá, ele é mais letal do que o que ronda na capital? É isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não. Vou pedir ao Jean Gorinchteyn que responda e, eventualmente, com comentário de um dos nossos coordenadores do Centro de Contingência do Covid-19. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Todas as vezes que são analisadas as mortalidades, e isso é feito pela Secretaria de Estado da Saúde todos os dias, o que se deseja é saber qual é a taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva, assim como qual foi a assistência dada. Então nós temos: Foi dado o melhor? E a assistência? Foi uma assistência qualificada? Então, dessa maneira, nós conseguimos aferir o que a Secretaria de Estado pode fazer, como fez em alguns municípios, fazendo não só ampliação do número de leitos, oferta de respiradores, inclusive os respiradores emergenciais, que são colocados principalmente nas unidades de pronto-atendimento, enquanto aguarda vaga em unidades de terapia intensiva, assim como todas as possibilidades de darmos assistência para aqueles médicos e fisioterapeutas, através da nossa tele UTI, que é feita pelo Instituto do Coração. Ou seja: ampliamos número de leitos, fornecemos atenção, especialmente aos respiradores, mas também melhoramos a qualidade de assistência a vários municípios. Então, importante, que muitas vezes não é a cepa que tem essa característica de virulência, é a circulação dela numa população que, muitas vezes, deixa de atender solicitações dos seus gestores, e a assistência, o impacto de morte muitas vezes está relacionado ao retardo na procura de assistência médica e a própria assistência médica, que pode estar comprometida em sua qualidade.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Leonardo, a resposta do nosso infectologista e também secretário de Saúde foi absolutamente completa, não há necessidade de haver nenhum comentário extra por parte do Centro de Contingência, ele foi pleno na resposta. Portanto, com isso encerramos a coletiva de imprensa de hoje. Quero convidar os jornalistas que aqui estão e os que nos assistem remotamente pela TV Cultura neste momento para estarem amanhã, se puderem, estarem amanhã às 9h30 da manhã, no Instituto Butantan, aqui em São Paulo, acompanhando a saída de mais 3,4 milhões da vacina do Butantan, doses que serão, em lotes, conforme já mencionado, entregues para o Ministério da Saúde, e o Ministério da Saúde, por sua vez, também em lotes e em etapas fará o encaminhamento das vacinas para os estados brasileiros e o Distrito Federal.

A todos que aqui estão, tenham uma boa tarde, voltaremos a nos encontrar amanhã e também na quarta-feira, no mesmo horário. Você, que nos assiste pela TV Cultura, boa tarde. Continue usando máscara ao sair do seu ambiente de trabalho ou do seu ambiente residencial, lave as mãos, se proteja e não participe de aglomerações. Uma boa tarde então. Até amanhã.