Coletiva - Estado autoriza abertura de estabelecimentos por 8 horas na fase amarela do Plano SP 20201908

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Coletiva - Estado autoriza abertura de estabelecimentos por 8 horas na fase amarela do Plano SP 20201908

Local: Capital - Data: Agosto 19/08/2020

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RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, pessoal, muito boa tarde, a todos. Sejam todos muito bem-vindos à mais uma coletiva de imprensa do governo do estado de São Paulo. Agradecer a imprensa de todos os jornalistas, cinegrafistas que participam da coletiva de hoje. Cumprimentar a nossa equipe de trabalho. Reafirmar mais uma ve z que o nosso governador João Doria cumpre o seu isolamento social na sua residência, e de lá dando as orientações, participando virtualmente das nossas reuniões aqui do Palácio dos Bandeirantes. E falando no governador João Doria, quero convidá-lo, portanto, para que ele virtualmente possa aqui deixar a sua mensagem. Com a palavra, nosso governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Queria cumprimentar os jornalistas, cinegrafistas, e fotógrafos que estão presencialmente, e os que estão virtualmente. Deixar também meu abraço à Patrícia Ellen, Flávio Amary, Marco Vinholi, Jean Gorinchteyn, Vinícius Lummertz, secretários que estão aí ao seu lado. E também o José Medina, e o João Gabbardo, que integram o nosso comitê de saúde. Hoje é o meu oitavo dia na quarentena, são dez dias a recomendaç&at ilde;o médica, continuo assintomático, Bia também, felizmente. Mas resguardado e protegido. E participando de todas as reuniões virtuais que já estavam marcadas anteriormente, assim como de entrevistas, encontros e conferências que tem ocupado, Rodrigo, em média, 12 horas do meu dia, estou praticamente trabalhando no mesmo volume de horas que trabalhava presencialmente aí no Palácio dos Bandeirantes. Queria recomendar sempre, para que você que está nos assistindo pela TV Cultura ao vivo nesse momento, para que se proteja, proteja os seus familiares, proteja os seus amigos. Use máscara quando sair de casa, faça o distanciamento social de pelo menos, 1,5 metros, lave as suas mãos, e adote as medidas sanitárias preventivas. E, Rodrigo, fazer aqui uma mensagem às pessoas que como eu tem mais de 60 anos, e estão no grupo de risco, à essas pessoas, principalm ente as mães e as avós com mais de 60 anos, que não só se protejam, como protejam também os seus familiares. E usem as redes sociais para disseminar a proteção, a compaixão, o amparo e o resguardo. Rodrigo e Patrícia, as mulheres são as que mais defendem o isolamento, o distanciamento social, e o uso de máscara aqui em São Paulo. Então a elas eu dirijo o meu muito obrigado. Obrigado a você, mãe, obrigado a você, avó, que luta para proteger a sua vida, a vida dos seus familiares, do seu marido, dos seus filhos, dos seus netos, dos seus amigos, dos seus vizinhos, a vocês a nossa homenagem. Às mulheres, Patrícia, que defendem e protegem a vida e a existência, a elas eu dedico hoje a minha participação aqui na abertura dessa coletiva. E volto com você, Rodrigo Garcia.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador. E reforçando uma mensagem importante, o uso de máscara já faz parte do cotidiano das pessoas aqui em São Paulo, diferente de outros países, e até outros estados, a gente percebe que o paulista de São Paulo, o brasileiro de São Paulo, ele incorporou o uso de máscara, e isso tem sido fundamental no combate à pandemia. Na coletiva de hoje nós temos dois anúncios importantes, o primeiro deles é que o governo de S&ati lde;o Paulo amplia através de um decreto publicado agora na próxima sexta-feira, de seis para oito horas o horário de funcionamento para estabelecimentos comerciais e de serviços para as regiões que estejam na fase amarela do plano São Paulo. Então a partir de sexta-feira, shoppings, restaurantes, comércio de rua, escritórios e outras atividades comerciais, poderão ampliar de seis para oito horas o seu horário de funcionamento. A medida vale para as regiões que estejam na fase amarela, do plano São Paulo, e os empresários poderão escolher se adota uma jornada contínua, ou uma jornada fracionada durante o dia, respeitado o limite das oito horas. Esta medida, esse aperfeiçoamento foi aprovado pelo nosso centro de contingência aqui, liderado agora pelo doutor Medina. Eu lembro que mesmo com essa autorização feita através do decreto do governo de São Paulo, os prefeitos tem autonomia para aplicar a medida e decidir se a mudança será adotada, e em que momento ela deve ser adotada nas suas cidades, lembrando aí também do papel das prefeituras. Portanto, pelo governo de São Paulo, pelo centro de contingência, municípios que estão na fase amarela poderão ter o seu horário de comércio e de serviços ampliados de seis para oito horas, e a critério de cada um, o fracionamento da abertura desses estabelecimentos. E a segunda informação da coletiva de hoje, é sobre educação, o governo também publicará um decreto agora nessa semana, definindo os critérios objetivos para a volta opcional às aulas. Lembrando também o papel e autonomia das prefeituras, com base nas suas vigilâncias sanitárias locais, para a definição de normas m ais restritivas. Mas o estado nessa semana publica esse último decreto, que dá as normas gerais para a volta opcional das aulas, conforme já estabelecido pelo nosso plano São Paulo, lembrando sempre o papel complementar das prefeituras nesse processo. Portanto, uma atuação conjunta, que tem sido cada vez mais reforçada pela atuação aqui pelo nosso secretário Marco Vinholi, com o relacionamento dos municípios. E para detalhar um pouco mais esses dois anúncios de hoje, eu passo a palavra para a nossa secretária Patrícia Ellen, que vai falar um pouco sobre o plano São Paulo, essas mudanças no plano São Paulo, e também na sequência para o nosso secretário Flávio Amary, que foi o responsável por dialogar com alguns desses setores econômicos que estão sendo atendidos no dia de hoje. Então, Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Cumprimentar também o governador João Doria. E agradecer o esforço de todos aqui, houve muitos pleitos setoriais, com muito detalhamento de análise, trazendo também resultados dos protocolos que estão sendo aplicados. Em especial o centro de contingência que avaliou todo esse trabalho, e aqui sob a liderança do coordenador doutor Medina, junto também com o secretário Jean, que fizeram um trabalho muito diligente e respons ável para esse retorno. Alguns pontos aqui, aspectos essenciais que o centro de contingência nos pediu para reforçar também dado o momento da pandemia que estamos. Estamos com mais de 86% da população em etapa aqui de flexibilização. Então há uma retomada significativa de atividades, mas precisamos lembrar, como o governador João Doria já disse em sua fala inicial, que pessoas consideradas como grupo de risco, e principalmente aqui as acima de 60 anos, e portadores de doenças crônicas, devem permanecer em isolamento social, desempenhando apenas as atividades essenciais ou serviços de trabalho remoto. E reforçando também que o uso da máscara no estado de São Paulo é obrigatório. Nós estamos nesse momento de transição, onde a contribuição de todos nós é ainda mais relevante, e fa&ccedil ;o novamente, reforçando aqui o pedido do governador João Doria, um apelo às mulheres, para que nós aqui façamos com insistência esse papel de lembrar o papel de todos, o uso de máscaras, o controle do distanciamento social, isolamento quando possível, mas sempre aqui seguindo os protocolos de higiene e proteção. Na próxima página, um outro ponto bem importante, trazido pelo centro de contingência, é o resultado que nós estamos tendo em São Paulo, não repetindo aqui cenas de horror, que nós vimos em outros estados, e também em outros países, com relação às aglomerações. E isso está dando resultado exatamente pela limitação do horário de funcionamento até 22h. Óbvio que temos outras coisas, inclusive fiscalização, papel da vigilância sanit&aacut e;ria estadual e municipal. Mas além disso, esse horário tem sido muito importante, e está sendo estendido também para a fase verde. Então com essa atualização, as medidas vigentes para a fase verde, incluem agora também o horário de funcionamento até às 22h. Além disso, como mencionado, já uma série de pleitos foram trazidos com relação à fase amarela, principalmente relacionados à extensão do horário, e que com os resultados positivos tidos até agora, vão ser aqui detalhados pelo secretário Flávio Amary. Eu queria também passar mais um lembrete, para que possamos sair desse platô no estado, com relação à internação e óbitos, precisamos além de seguir os protocolos, praticar o trabalho de triagem, testagem e isolamento de contatos. Nós estam os hoje com 189 municípios, que aderiram voluntariamente a esse programa, com as novas tecnologias. Hoje temos reunião do conselho municipalista, com a liderança do secretário Vinholi, e secretário Jean, e estamos aqui fazendo um pedido para que mais municípios façam essa adesão, para que possamos avançar ainda mais nesse processo de isolamento de contatos, e acelerarmos a saída do platô no estado de São Paulo. Muito obrigada, governador.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Agora para complementação do secretário Flávio Amary, que dialogou com os diversos setores da economia paulista sobre esses pleitos.

FLÁVIO AMARY, SECRETÁRIO DE HABITAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador João Doria, que nos acompanha à distância. Desejando mais uma vez pronta recuperação, a você, e também à Bia Doria. O governador que tem trabalhado mesmo à distância, todos os dias, e com o mesmo ritmo de sempre. Também cumprimentar o nosso vice-governador Rodrigo Garcia, todos os jornalistas presentes. Embora seja secretário da Habitação, dentro do plano São Paulo, nós dividimos a interlocu&ccedil ;ão com vários setores, e coube a mim a interlocução com o setor do comércio, setor dos shoppings centers, e algumas outras atividades também econômicas. E dentro desses pleitos que foram colocados para nós desses setores, nós submetemos isso ao comitê de contingência, e aqui vale, como já colocado pela Patrícia, lembrar a importância e valorizar o trabalho feito pelo centro de contingência que ouve, avalia e pondera, e toma todas as decisões de acordo com a ciência, e também com os fatos que estão acontecendo, e a gente vai ao longo do tempo também fazendo alguns ajustes quando necessários, e quando os pleitos também são colocados a nós, alguns atendidos, outros não, e esse foi atendido pelo centro de contingência, mas uma interlocução que também contou com o apoio do secret&aacute ;rio Vinícius Lummertz, e também da própria Patrícia Ellen. Como colocado já no início pelo nosso vice-governador Rodrigo Garcia, ampliamos agora de seis para oito horas, que é uma notícia muito boa, uma notícia positiva para todos os setores da economia, que buscaram através desse pleito ampliar, diluindo um pouco mais as ocupações. Os setores que são atendidos são esses aqui na tela. Lembrando que isso vale para as regiões e os municípios que estão na fase amarela. Então os setores como shopping centers, toda a área de comércio, serviços, também os restaurantes com consumo local, salões de beleza e barbearias, as academias, enfim, e os eventos. Essas ações todas lembrando, como já colocado também, que ele pode ser de forma contínua ou fracionada, e pactuado isso também com as prefeituras. E lembrando, como já é a base do plano São Paulo, lembrando aqui que essas decisões também são tomadas em nível local, pelas próprias prefeituras, pactuando setor a setor, região a região, município a município, os horários que vão ser flexibilizados dentro dessas oito horas, que a partir de agora no plano São Paulo, publicando o decreto amanhã, e podendo valer a partir da próxima sexta-feira. Era isso que eu tinha para dizer, agradecer mais uma vez o centro de contingência, e a oportunidade de poder ter essa interlocução, e trazer uma notícia positiva dentro do plano São Paulo, para todas as atividades econômicas. Obrigado, Rodrigo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Flávio. Vamos agora ouvir o nosso secretário de Saúde, doutor Jean, com a atualização dos dados da saúde.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, que nos assiste remotamente, governador, secretários, todos aqui presentes. Estamos na trigésima quarta semana epidemiológica, o estado já se mantém em 86% da população na fase amarela do plano de flexibilização, São Paulo. Estamos e continuamos progredindo de forma lenta, as flexibilizações, sempre de forma absoluta, baseado na ciência e dados de pandemia para fazê-los. Garantindo dessa forma, a segurança de toda a população para a retomada das suas atividades. As taxas de óbito, e ocupação de leitos em Unidades de Terapia Intensiva, são acompanhadas, e vem se apresentando com cifras estáveis. Especialmente no estado, no município e no interior, já há várias semanas. Para você ter uma ideia, o estado já revelou essa semana em relação à semana anterior, uma redução de 6,7 óbitos, uma discreta elevação de internação de 0,6% no município, uma redução de óbitos em 8%, e uma diminuição das internações em 0,5%. O interior, queda na taxa de óbitos em 7%, e 3% na elevação no número de internações. Temos hoje taxas de ocupação de leitos em Unidades de Terapia Intensiva por todo o estado, menor do que 80%, e isso já vem o correndo há aproximadamente cinco semanas, especialmente mostrando uma ocupação, seja no estado, como na grande São Paulo, menor do que 60%. Nós tivemos 55% na grande São Paulo, e 57% em todo o estado. Lembro que não voltamos ao normal. Aliás, nem ao novo normal, que só é considerado na fase 5, na fase azul do Plano São Paulo. Estamos ainda no meio do caminho e temos consciência, todos, que, para que voltamos, temos, sim, a necessidade de uma vacina. O Instituto Butantan, ele prossegue na fase 3 dos testes da CoronaVac, da empresa chinesa Sinovac, coordenando, inspecionando de forma rigorosa os testes clínicos, nos 12 centros envolvidos nos seis estados brasileiros, totalizando os 9.000 voluntários em todo o Estado, ou todos os estudos, principalmente médicos e enfermeiros, que ali se inscreveram. Vários já receberam a segunda dose da vacina, sem que efeitos colaterais impedissem a continuidade do estudo, reforçando ainda mais a segurança da vacina, que já era evidenciada nos estudos clínicos de fase 2, bem como o sério acompanhamento dos estudos clínicos que têm sido instituídos, não só pelo Instituto Butantan, mas também por observadores internacionais, para que, dessa maneira, nós possamos retornar às nossas vidas, de forma normal e breve. Mas, mais do que isso, tenhamos a possibilidade de salvar vidas. Dando um esboço do que acontece hoje, São Paulo já contabiliza 721.377 casos, com 27.591 óbitos e, como lhes falei, a taxa de ocupação nas unidades de terapia intensiva abaixo de 60%, no estado, 57,2%, na Grande São Paulo, 55,2%. Próx imo, por gentileza. Dos 9.847 casos, 64% deles, por metodologia de RT-PCR, a identificação do vírus diretamente. Ou seja, nós temos o objetivo de testar. Hoje pela manhã, estivemos em conjunto com o professor Dimas Covas, do Butantan, fazendo ação numa das comunidades com alta prevalência do vírus, numa situação muito peculiar, em que as pessoas residem em pequenos cômodos e, com isso, a disseminação para as pessoas no seu entorno acaba sendo muito grande. Então, lá fizemos um programa, tanto de testagem, tanto na sorologia quanto para aqueles que tivessem sintomas leves, para que a gente pudesse fazer, assim como os países fizeram, na Europa, especialmente, a identificação e o bloqueio desses contactantes. Próximo, por favor. Aí, nós temos a projeção do número de casos e óbitos no Estado de S&atil de;o Paulo, para essa segunda quinzena, já. Está dentro dos propósitos de número ali cogitados. Próximo, por favor. Assim como também no número de óbitos, dados esses realizados até a data de hoje. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean. E para a última intervenção dessa parte inicial, Dr. José Osmar Medina, que é o coordenador do nosso Centro de Contingência.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador João Doria e vice-governador Rodrigo Garcia, e boa tarde a todos. A extensão do horário de funcionamento de comércio de seis para oito horas diárias está compatibilizada com a jornada mais habitual dos trabalhadores, que é de oito horas. Só lembrando que isso é bom tanto para o empregador como para o empregado. Só lembrando que essa é a extensão máxima admitida, para não descaracterizar os critérios para as atividades na f ase amarela e para evitar o retrocesso para a fase laranja. Para expandir mais o horário, só na fase verde, e a fase verde depende da melhora dos indicadores, que depende da dedicação de todos aos protocolos de cuidados. Então, vamos em rente, mas vamos manter agora esse limite de horário, que foi estabelecido pelo Comitê de Contingência, ontem, e agora qualquer tipo de mudança depende da melhora dos indicadores, para que nós alcancemos a fase denominada fase verde. Muito obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Medina. Vamos agora às perguntas. Primeira a fazer pergunta no dia de hoje é a Tainá Falcão, da CNN. Por favor, Tainá, sua pergunta.

REPÓRTER: Vamos lá. Bom, Dr. Medina, vou aproveitar o senhor também para a gente falar, já que você falou dessa expansão pra fase verde, dessa expectativa, enfim. Como é que está hoje? Como é que estão os números hoje? O que eles indicam? Essa semana, a gente... Deve haver alguma mudança de fase? Eu sei que é na sexta-feira, mas hoje, como é que a gente está?

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Por favor, Dr. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom, hoje os indicadores que tem hoje ainda não são suficientes pra definir, na sexta-feira, se vai ter alguma progressão ou as regiões que vão ter alguma regressão. Então, não dá pra eu te dar nenhuma informação agora, porque isso é dinâmico, de um dia para o outro, e nós não temos ainda esses dados, suficientes para indicar qual a área que vai progredir e qual a área que pode haver alguma regressão.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Quer fazer algum comentário, Dr. Gabbardo?

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Não, os dados desta semana estão muito positivos. Nesses primeiros quatro dias da semana, dessa semana epidemiológica, que começou no domingo, domingo, segunda, terça e quarta, a gente tem, em São Paulo, no Estado de São Paulo, uma redução de quase 30% no número de casos e uma redução em torno de 5% no número de óbitos. E esse número também é mais relevante ainda na capital. A capital apresenta, nesta semana epidemiol ógica, no comparativo dos quatro primeiros dias, uma redução de 35% no número de casos e de 25% no número de óbitos. Então, são dados que nos deixam bem otimistas em relação à próxima avaliação.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Gabbardo. Vamos agora à próxima pergunta, da Maria Manso, da TV Cultura.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Várias notícias estão circulando pela imprensa, e eu queria aproveitar então vocês para esclarecer, e a gente evitar fake news. O governador do Paraná disse que os russos que moram aqui no Brasil teriam sido contactados pelo Governo Russo, e que eles iriam mandar a vacina russa aqui para imunizar então cidadãos russos, que moram aqui no Brasil. Se vocês têm essa informação e o que vocês acham disso. É possível isso? Vir uma vacina de outro país para imunizar pessoas que moram no B rasil? O prefeito Crivella, do Rio de Janeiro, ele assinou também um acordo com os Estados Unidos, para começar a usar um kit-Covid aqui, nas pessoas que estão com a doença. Se vocês têm informação sobre isso, o que vocês acham. E por fim, vice-governador, o senhor falou que vai ser assinado o decreto com os protocolos para a área da educação. O senhor pode adiantar um pouco como são esses protocolos e quais foram os critérios de adoção, por favor?

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou pedir, nessa área da vacina, para que o Dr. Jean esclareça. Nós não temos nenhum tipo de informação oficial, da nossa Secretaria de Segurança, sobre esse contato com eventuais cidadãos russos que morem em São Paulo. Assim que tivermos e se tivermos, informaremos. Em relação ao restante, o Dr. Jean pode responder. E eu vou convidar o doutor, nosso secretário Rossieli, para falar um pouco dos detalhes dos protocolos de educação. Dr. Jean e, na sequência, o Rossieli.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria Manso, obrigado pela pergunta. É sempre importante que, seja uma vacina, seja alguma medicação, passem pela chancela e crivo da Agência Nacional de Vigilância, Anvisa. Ela se baseia exatamente nos dados, estudos clínicos, que possam trazer segurança, inclusive para fases adiantadas, como a fase 3, seja de uma vacina, seja de um medicamento. Tanto a questão relacionada à vacina russa quanto a questão desse medicamento que é proposto pela autoridade do R io de Janeiro, ela precisa ter essa chancela pela Agência Nacional de Vigilância, e estudos científicos que tragam segurança. Nós não podemos, de forma alguma, colocar a nossa população em risco para testes. Nós temos que trazer segurança, pra aí sim trazermos resultados para o combate da pandemia no nosso país.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Governador.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Por favor, Dr. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eu só queria complementar essa questão da vacina, para a população, as pessoas que moram no Brasil, de origem russa, que, independente de ter registro na Anvisa, qualquer medicamento, para ser importado para o país, ele tem que ser autorizado pela Anvisa. Então, é impossível, é inadmissível que uma vacina chegue diretamente de um país, para ser utilizada por pessoas, por brasileiros, sem que essa importação tenha sido autorizada pela Anvisa.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Importante esse esclarecimento. Vamos agora aos detalhes da área da educação, com Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador Rodrigo. Bom, primeiro, em relação aos protocolos, tudo aquilo que foi anunciado, tanto da primeira vez quanto com as atualizações, está mantido. Então, todos os protocolos da educação são os mesmos que trabalhamos no anúncio, há duas semanas. É o detalhamento do decreto, que sai amanhã, exatamente com as atualizações. O que traz? A possibilidade do reforço a partir do dia 8 de setembro, a possibilidad e da volta às aulas no dia 7 de outubro, desde que cumpridas as condicionalidades. Logicamente, respeitadas as questões da saúde, ou seja, os municípios, como já bem lembrado pelo governador, têm sim a possibilidade de fazer vetos, por questões de saúde, ou seja, do ponto de vista da Vigilância Sanitária. Mas toda a moldura, o processo desenhado pelo estado, está, logicamente, mantido. E caberá agora, na relação com cada um dos municípios, assim como funciona no Plano São Paulo, esta relação da permissão, a partir destas datas. Lembrando que os municípios não podem autorizar antes, nada, somente a partir destas datas. Eles não podem ser menos restritivos do que o Estado, eles podem ser mais restritivos do que o Estado. Esta é a lógica e por isso nós continuamos trabalhando, em conjunto com os munic&iacute ;pios e com os protocolos já anunciados pelo Estado nas últimas semanas.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Acho que duas mensagens importantes, Maria. Primeiro, esse compartilhamento de responsabilidade com os municípios. Desde o primeiro dia, o Plano São Paulo tem essa previsão. Não é só uma previsão legal, do ponto de vista da Vigilância Sanitária, mas é uma decisão do nosso governo nesse compartilhamento e na administração conjunta dessa pandemia. E o último esclarecimento, em relação à vacina, Dr. Gabardo fala com a autoridade de quem já foi secretário executivo do Ministério da Saúde e conhece em detalhes como funciona, do ponto de vista legal, a questão da imunização de pessoas, dentro do território brasileiro. Vamos à terceira pergunta, que é do Fábio Diamante, do SBT. Sua pergunta, Fábio.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu queria fazer uma pergunta pra área da saúde, e também para o secretário Rossieli, em relação ao inquérito sorológico que a prefeitura divulgou ontem, em São Paulo, sobre os testes nos alunos da rede municipal. O resultado, ele chama a nossa atenção pelo problema do retorno para essas aulas optativas, de reforço. Segundo a prefeitura, é de que uma alta taxa dos alunos são assintomáticos. Eles usam o termo de que os alunos seriam transmissores silenciosos do vírus, e entendem que isso seria muito grave. A Vigilância Sanitária Municipal diz que, certamente, esse é um panorama que não deve se alterar até o fim do ano. Eu queria saber o quanto essa informação, para os médicos, ela é importante, e ela põe em risco o retorno às aulas. O setor inclusive quer saber por que para a cidade de São Paulo não serve e para outras servem. O que difere as crianças de São Paulo das de Campinas? Qual é o risco diferente? E uma dúvida, se o secretário Rossieli puder explicar pra gente: Quando a prefeitura de São Paulo, por exemplo, estabelece que as escolas não vão abrir, as escolas estaduais estão incluídas, porque elas estão no município? E isso vale, por exemplo, para outubro? Quando o governo autorizar: as escolas podem voltar. Se a prefeitura disser não, a rede pública estad ual não abre? E eu queria saber como é que o governo pode gerir uma situação dessa. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boas perguntas, Fábio. A primeira delas, nós precisamos excepcionalizar a situação, por exemplo, da Prefeitura de São Paulo, né? Ela tem um sistema de mobilidade urbana diferente do resto do estado. Aqui nós temos trens, metrôs, e um volume de pessoas que, naturalmente, você olha o inquérito soroepidemiológico, você olha a situação da epidemia em São Paulo e você olha como as pessoas também se deslocam numa megal&oac ute;pole como São Paulo. Então está aí talvez a principal diferença entre a capital de São Paulo e outras cidades do interior, grandes, mas longe da dimensão que é a capital de São Paulo. Por isso, quando a cidade de São Paulo fez os inquéritos e teve um juízo de valor próprio sobre o desafio que é a volta às aulas. Desde o início, nós estamos colocando que esse é, sem dúvida nenhuma, o principal desafio, e com todo o cuidado, com toda a responsabilidade do Governo João Doria tem tratado desse tema. Eu quero que o Dr. Jean esclareça do ponto de vista da saúde, né, essa questão da transmissão do vírus e o Rossieli em relação à abertura das escolas estaduais em municípios que, por ventura, a seu critério, embasado na sua vigilância sanitária, pretende m não abrir as aulas ou as escolas num momento em que elas podem fazer isso pelo Plano São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fábio, obrigado pela pergunta, eu acho que nós temos que avaliar alguns aspectos, aspecto número um é que nós já sabemos que as crianças transmitem menos, principalmente por serem mais assintomáticas. Então, isso é um dado que nós já temos de base, mas o que é importante, esses testes, essas investigações, elas mostram um outro aspecto, a dinâmica da pandemia em cada uma das regiões, este foi o fruto do trabalho que n&oacute ;s fomos fazer hoje na região da Brasilândia. Nós sabemos que regiões muito mais carentes, o distanciamento, aglomeração, ela acaba sendo muito maior, uma vez que as pessoas não se utilizam das máscaras com a mesma atuação que são feitas em outros centros, isso é um dado de realidade, isso circula mais o vírus. Então, o objetivo, simplesmente, é identificar a circulação em cada uma das regiões, criar estratégias de monitoragem e de acompanhamento e de orientação para aquela população e, mais do que isso, inquéritos sorológicos, que nós já estamos desenhando, junto com o secretário Rossieli, no sentido de nós podermos também efetuar a testagem, tanto em profissionais da área da educação, sejam professores, educadores, administrativo, bem como naquela s crianças, pra que a gente possa estabelecer pra cada uma das regiões qual é uma estratégia adicional àquelas medidas sanitárias bastante rígidas, que estão sendo adotadas em cada aparelho educacional, ou seja, em cada uma das escolas. Portanto, o Plano São Paulo progride, ele se faz dando, exatamente, esse pacto com os municípios entenderem a sua realidade e precisarem agir de uma forma mais contumaz ou não.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir o comentário do Dr. Medina sobre a questão da saúde, depois Dr. Rossieli.

JOSÉ OSMAR MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Só lembrando que esse inquérito sorológico é uma fotografia do passado, são todas as crianças que, de alguma forma, tiveram contágio ou que tiveram o contato com o vírus nesses últimos meses e que agora, esse teste sorológico mostra esse resultado, sobre aquilo que foi publicado agora, certamente esse não é o único indicador que a prefeitura tá utilizando pra decidir sobre o retorno das aulas ou não, esse é ape nas um deles, nem sei se é o mais importante, mas esse reflete o que aconteceu com essas crianças ao longo desses meses todos. Então, teve um percentual das crianças que teve o contágio da doença, não manifestou e hoje elas estão positivas, com a sorologia positiva, e vão manter esse resultado por um número de tempo muito grande, então, se for usar só esse critério, não volta as aulas nunca, possivelmente tá se utilizando outros critérios junto com esse pra decidir sobre a volta das aulas ou não.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Medina. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Bom, vamos lá, a decisão do município, se baseada na vigilância sanitária, em razões sanitárias justificadas, logicamente também valerá para as escolas estaduais, ponto, esse é o que a gente tá fazendo do Plano São Paulo, o estado pode liberar a abertura de um shopping e o município dizer: Mas aqui, no meu município, por razões epidemiológicas locais, eu não abro. Mesma coisa servirá, lo gicamente, para o sistema educacional como um todo. Então, não é na razão educacional, mas sim na razão de saúde, sim, servirá para as aulas, para as escolas estaduais no município de São Paulo ou em outros municípios, desde que devidamente justificadas, logicamente do ponto de vista da saúde. Esse é um ponto. Em relação, inclusive, ao anúncio do prefeito Bruno Covas, só pra deixar muito claro, ele não falou, não foi anunciado pelo município nada sobre o retorno de outubro, foi apenas a proibição para o mês de setembro, que não era o retorno às aulas, era o retorno da recuperação pra possibilidade de apoiar os alunos que mais precisavam. Então, era um atendimento extra, especialmente pra diminuir a desigualdade, que é importante, mas, logicamente, proteger é mais importante, c omo o Dr. Medina salientou, logicamente tem muitos indicadores e diferentes características que precisam ser consideradas nisso, o sistema de transporte público da cidade de São Paulo é muito diferente de um sistema de transporte de uma cidade menor, então, teremos condições e balizadores da saúde diferenciados neste caso.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Essa sintonia com as prefeituras, Fábio, é sempre um grande desafio, né, e queria ouvir um comentário do nosso secretário Vinholi, que é o responsável por isso aqui no governo.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, Fábio. Bom, nós sempre fizemos aqui uma grande parceria com os municípios, com a sociedade civil, né, o avanço na implementação do Plano São Paulo se deu nesse formato e, da mesma forma, agora, com a educação, o regramento diz que os municípios podem ser mais restritivos e devem, quando tem ali uma situação epidemiológica mais aguda no seu território, portanto, essa autonomia, essa gestão dos municípios vai ser fundamental também quanto à questão da educação. E daí é fundamental dizer que não são as crianças que são diferentes, no caso de São Paulo e dos municípios do interior, mas sim a característica daquele município, a situação da epidemia no município, tudo que envolve, naquele território, a questão da educação também. Então é, da mesma forma que nós fizemos até agora essa construção conjunta, tendo os municípios essa autonomia mais restritiva.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Vamos agora à quarta pergunta, que é da Joice, da RedeTV.

JOICE, REPÓRTER: Boa tarde a todos. A gente fala muito sobre as medidas restritivas pra comércio, bares, restaurantes, pra evitar aglomeração, a volta às aulas tem sido discutida com frequência, o governador falou a pouco sobre trens e metrôs. Eu gostaria de saber se há algum plano específico pra evitar aglomeração nos trens, algumas linhas já estão lotadas, principalmente no horário de pico, com passageiro cara a cara, três, quatro palmos de distância. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Joice. Naturalmente, o desafio do transporte coletivo em massa, ele foi em todo o mundo, né, o que mundo adotou, seja Europa, Estados Unidos e a própria Ásia, né, mesmo no momento aonde você tinha uma circulação menor de pessoas, você deixava o sistema com a sua capacidade total, né, isso gerou até um déficit financeiro em todas as companhias de mobilidade do mundo inteiro, inclusive, nesse momento, o Congresso Nacional discute o apoio financeiro aos municípios e estados que tiveram esse déficit, justamente por buscar, atendendo as vigilâncias sanitárias e a orientação do distanciamento social, manter a maior oferta possível. Agora, é natural que o próprio nome do transporte disse, é um transporte de massa, então, nesse ponto, apesar de manter 100% da capacidade de operação de metrôs, trens e ônibus, né, nós sempre contamos muito com o bom senso da comunidade, né, o uso de máscara, o cuidado no embarque e no desembarque, e até nas aglomerações, né? Esse é um desafio colocado e é um desafio permanente, né, então, o que cabe ao governo, nesse momento, é dar a maior oferta possível, né, de assentos, seja em trens, seja em ônibus, pra que você evite as aglomerações, e existem esforços complementares das prefeituras, muitas das prefeituras, São Paulo é o caso, trocaram os turnos entre shoppings e comércios de rua, pra que você tivesse um fracionamento no volume de pessoas nos transportes coletivos, e é uma atenção permanente, nós estamos reforçando a higienização do transporte coletivo aqui em São Paulo, dobramos o número de limpeza nesse transporte coletivo, enfim, fazendo todo esforço e contando também com o bom senso da nossa população. Vamos agora à quinta pergunta, que é da Eduarda Esteves do Portal IG. Eduarda, por favor, a sua pergunta.

EDUARDA ESTEVES, REPÓRTER: Olá, boa tarde. Pacote de ajustes fiscais do governo, enviado à Alesp, diz que as universidades públicas e a Fapesp devem transferir para os cofres do governo qualquer superávit financeiro ao final de cada ano. Alguns pesquisadores já falam que a medida pode gerar um prejuízo de cerca de um bilhão no orçamento da USP, da UNESP e da UniCamp, gostaria de saber se essa não é uma medida arriscada para a pesquisa e a ciência no Brasil, principalmente em meio a uma pandemia. Obrigada.< /p>

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, Eduarda, obrigado pela pergunta, né, o Governo de São Paulo, o governador João Doria reafirma o seu compromisso com o sistema universitário paulista, com a autonomia das universidades, com a autonomia da Fapesp. Naturalmente, no momento em que você discute uma reforma administrativa, e ela é discutida no âmbito de uma pandemia, que gera uma crise econômica sem precedentes, você tem a obrigação de fazer uma melhor gestão financeira de recursos do estado, que, afinal de contas, todos esses recursos são recursos do contribuinte paulista, o que a pandemia gera? Ela gera às vezes sobra de recurso em determinados setores, e falta de recursos em outros setores. Então, o objetivo do projeto é não mexer com o orçamento dessas instituições, os orçamentos deste ano, do ano que vem e seguintes estão previstos, os 9,57 pras universidades, 1% pra Fapesp, mas avaliar as sobras orçamentárias que eles já acumularam e eventuais novas sobras orçamentárias pra que o estado possa fazer melhor utilização disso, né, então, é isso que tá colocado, todo respeito à autonomia, né, o governo já reafirmou isso várias vezes, e nós estamos discutindo agora, o que é natural numa democracia, no âmbito do projeto de lei na Assembleia, alternativas pra que e ssa intenção do estado fique ainda mais claro na redação do projeto de lei, e dialogando com as universidades, com o sistema de ciência, pra mostrar o problema que nós estamos vivendo e também, junto com eles, encontrar essa solução. Então, reafirmo aqui, em nome do governador João Doria, o compromisso com a ciência, reafirmo que nós não estamos lidando com orçamento, o orçamento está mantido pra essas instituições, o que existe é uma discussão sobre as sobras orçamentárias e financeiras dessas instituições, para, principalmente, nesse momento de pandemia, você poder fazer frente às despesas do estado. É isso. Vamos agora à sexta pergunta, que é do Felipe Pereira, do Portal Uol.

FELIPE PEREIRA, REPÓRTER: Bom dia a todos. Eu queria fazer duas perguntas. A primeira é se nesse aumento, na criação [ininteligível], se houve algum estudo de impacto da atividade econômica disso, e também pra gerar empregos. E a outra pergunta que eu gostaria de fazer, o Dr. Dimas Covas declarou hoje que quem já teve contato com o vírus não deve ser, receber a vacina quando ela for disponibilizada. Eu queria saber se já está sendo discutida uma política de como vai ser a vacinação, quando isso acontecer. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Felipe, a primeira pergunta é que eu não entendi. Desculpe.

FELIPE PEREIRA, REPÓRTER: Desculpa. Eu queria saber se houve uma... Se sabe-se qual que vai ser o impacto na atividade econômica nessa retomada e também se foi dito pelos setores a criação de empregos, se empregos serão criados com essa ampliação de seis pra oito horas.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ah, ok. Na ampliação de horário, né? Depois eu quero também um comentário da Patrícia sobre a questão da ciência e tecnologia, como secretária de desenvolvimento econômico, na sequência, eu vou pedir pro Vinícius Lummertz falar um pouco sobre esse estudo de emprego de seis e oito horas e esclarecer sobre a venda também de ingressos pra atividades, viu, Vinícius? E, por último, a vacina, em relação à sa úde. Então, Patrícia, pra complementar em relação à questão do orçamento das universidades, que tá a cargo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, ela faz um trabalho de apoio e coordenação com as universidades, exatamente porque elas são autônomas, são autônomas financeiramente, administrativamente, pedagogicamente, mas o que nós fizemos, e muito pela iniciativa dos reitores, existe um órgão que chama [ininteligível], que é o órgão que junta, é um conselho que junta os reitores das tr& ecirc;s universidades estaduais com a participação, a minha participação e também do secretário Rossieli, e nós nos reunimos regularmente pra trabalharmos juntos em iniciativas em prol da ciência, da tecnologia e melhoria de práticas entre as universidades. Mas eu queria reforçar, Felipe, a autonomia das universidades e o compromisso do Governo do Estado com ciência e tecnologia, inclusive alguns exemplos importantes, nós estamos trabalhando com esta reforma exatamente pra não faltar recursos pra pagamento de salários, principalmente pra professores, pesquisadores e servidores públicos, que estão na base do Governo do Estado, e que ajudam quem mais precisa. Além disso, temos vários programas que, inclusive, são muito mais importantes hoje com a pandemia pra ajudar as pessoas mais necessitadas. Então, essas são as prioridades dessa r eforma, ter um governo mais eficiente pra poder ajudar quem mais precisa. E um outro ponto importante, o orçamento das universidades e da Fapesp não só foi garantido, como nós estamos inclusive adicionando orçamento adicional, porque não era o suficiente o que tínhamos pra lidar com a pandemia, né, eu queria lembrar que está sendo feita hoje uma captação de recursos de 160 milhões pra financiar a fábrica do Butantan, pra investimento na vacina, e o governador João Doria pessoalmente liderou um esforço pra captação de quase um bilhão de reais com a iniciativa privada, pra que esses recursos também apoiassem durante a pandemia e uma parte deles foi exatamente pra investimento em tecnologia. Esse programa de monitoramento, isolamento de contato, que está sendo realizado, foi completamente doado o serviço, né, então, s&o acute; nessa conta que eu coloquei aqui, com esses exemplos, foi quase um bilhão e 200 milhões a mais pra esse investimento adicional que nós precisamos nesse momento tão importante e grande parte dele em ciência e tecnologia. Muito obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Vamos ao Vinícius para a análise de impacto econômico aí no emprego da ampliação de seis para oito horas no funcionamento na fase amarela.

VINICIUS LUMMERTZ, SECRETÁRIO DE TURISMO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador Rodrigo. Saudação ao governador João Doria e a todos presentes da imprensa, colegas. Nós começamos esse ano com uma previsão de cerca de 47 milhões de viagens. Nós havíamos crescido 5,3% no ano passado, na economia do turismo e gerado 50 mil empregos no ano passado, fruto do trabalho do São Paulo pra Todos, das campanhas, das parcerias com a iniciativa privada. A projeção atual pro final do ano, moderada, é de cerca de 30 milhõ es de viagens, sendo que 21 milhões aproximadamente dentro de São Paulo. Com o crescimento maior na Baixada Santista que cai nesse momento de 8 milhões pra 6 milhões, nesta previsão, mas com um crescimento maior do que São Paulo. Por quê? São Paulo vai deixar de ter 20 milhões de turistas de fora, nesta previsão vai ter 8 milhões, internacionais de 2,5 milhões pra 870 mil. O impacto no emprego até o momento que não é definitivo, veja que no ano passado nós geramos 50 mil postos de trabalho. Esse ano nós estamos com uma perda acumulada de 120 mil. E a dimensão do turismo é a dimensão da viagem, é do deslocamento. Por isso é importante essa graduação da abertura. Primeiro foram os restaurantes, por exemplo, antes já tinha... havia os shopping centers que abriram e se permite agora o período noturno, e hoje de seis a oito horas uma nova expansão. Mas além disso, entendendo que o turismo é fluxo, nós podemos recuperar desses 120 mil empregos, possivelmente a metade disso esse ano, porque não são perdas definitivas. E o ticket médio do turismo ele é diferente das outras economias. Trata-se de haver confiança na saúde para que uma família que não vai viajar esse ano para o exterior, possivelmente não viaje para outro lugar do Brasil, viaje em São Paulo, que é o que está acontecendo, né? E esse ticket é recuperado com rapidez. Importante também entender que como é fluxo, shoppings e galerias, turismo de compras, tudo isso ajuda no fluxo. Comércios e serviços. Os restaurantes, oito horas. Dentro dos cuidados e da manutenção da lógica da saúde. Nós estamos vendo o que está acontecend o na Europa e nós estamos vendo que aqueles países que estão indo com mais responsabilidade não estão tendo que voltar atrás, né, e regiões, inclusive. Academias, salões de beleza que ficou aqui sobre encargos do Sérgio Sá Leitão, nessa tríade aqui que nós fazemos com o secretário Amary. Eventos e convenções sentados, assuntos sociais, casamentos, tudo está permitido na fase quatro semanas, amarelo. Tudo isso tem a ver com o turismo, que o casamento traz a gente do interior pra capital, de outro estado e assim sucessivamente. E também me lembrou aqui o governador Rodrigo Garcia dessa mudança na questão da compra dos ingressos, permite-se agora em bilheteria. Nós esperamos, governador, que com o sucesso dessa operação nós possamos ter a fase verde, e aí a recuperação aqui é r& aacute;pida, o turismo é o que mais sofreu, mas é o que mais recupera pelo ticket, pelo ativo, né? A formação do capital bruto está lá, os equipamentos estão lá. Eu não vou aqui entrar em mais detalhes, mas a expectativa é que nós possamos recuperar metade desses empregos pelo menos esse ano e a outra metade no primeiro semestre do ano que vem, e aí sim daí em diante voltar pro crescimento de empregos no turismo do estado de São Paulo. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinicius. Vamos ao Dr. Jean para uma resposta na área da saúde.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Felipe, com relação à questão de quem toma e quem não toma a vacina, especialmente no âmbito de ter tido a Covid, a gente lembra que as pessoas que tiveram Covid, desenvolveram aquilo que nós chamamos imunidade, a proteção natural através do que nós chamamos de vírus selvagem, aquele que circula no nosso meio. Portanto, elas não seriam pessoas elegíveis pra receber porque elas não têm esta necessidade. Quem necessitará s&atil de;o aquelas pessoas que não tiveram exposição e para tanto precisam estar imunizadas através da vacina, que essa é uma forma muito mais segura com impactos muito menores, inclusive em relação à vida.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Vamos então a última pergunta que é do William Cury, da TV Globo, Globo News.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde, gente. Eu vou complementar a pergunta do Felipe Pereira, eu quero saber os impactos previstos na saúde com a ampliação do horário de funcionamento dos estabelecimentos na fase amarela, se há algum estudo em relação a isso pra saber se terá ou não impacto nos números da Covid aqui em São Paulo. A outra pergunta é em relação a visitas em hospitais. Tem hospitais públicos como M'Boi Mirim e hospitais privados como o Samaritano permitindo a visita a pacientes com o novo Coronav írus. Eu queria saber se houve alguma mudança de protocolo em relação a isso nas diretrizes do governo de São Paulo. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir pro nosso presidente do Centro de Contingência falar especificamente sobre essa ampliação do horário, se o Dr. Gabbardo quiser complementar, e depois o Dr. Jean sobre o horário de visita em hospitais e a permissão.

JOSÉ OSMAR MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Bom, William, a expansão de seis pra oito horas ela tem... pode acontecer duas coisas, uma que dispersa as pessoas, então em vez de concentrar todas as pessoas que vão pro comércio em seis horas, elas ficam diluídas num horário maior, e outra também pode ser que isso seja um convite pra mais pessoas saírem de casa e irem para o comércio. Nós nesse momento, achamos que era seguro considerando os indicadores que nós temos agora, compatibilizar o h orário de funcionamento do comércio com a jornada de trabalho mais frequente dos trabalhadores pra que isso pudesse ser melhor adequado. Nós vamos analisar isso no decorrer desses próximos... daqui 15 ou 30 dias, se houve algum impacto, mas a esperança nossa... a expectativa nossa é que isso seja uma medida razoável e que não vai trazer grande impacto desde que seja mantido o limite de 22 horas pra funcionamento de bares e restaurantes. Tanto na fase amarela como na fase verde que é a partir das 22h, onde a possibilidade de contágio do caso do tipo de atividade que existe com exposição muito grande é maior. Na nossa análise o impacto desse aumento ele... ele pode ter tanto um benefício por dispersar mais as pessoas, aglomerar menos, e também pode ter algum movimento maior de pessoas que são... pelo fato de ter duas horas a mais em relação, cert amente, convidadas pra saírem mais do isolamento, mas é difícil analisar qual das duas que vai prevalecer, nós vamos observar isso durante esse período.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO : Dr. Gabbardo quer complementar? Não. Então, agora o Dr. Jean para a resposta sobre as visitas nos hospitais.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: William, obrigado pela pergunta. Visando à humanização do tratamento, especialmente do paciente com Covid que ocorre em alguns casos, períodos muito prolongados dentro de ambientes hospitalares, alguns hospitais segundo todos os ritos de segurança, de normas técnicas, de técnicas sanit&aacu te;rias destituídas e instituídas, acabam então fazendo com que a visita seja permitida desde que algumas condições sejam colocadas. Por exemplo, essa visita não poderia ser feita por criança, por idosos, por portadores de alguma doença crônica, assim como a utilização dos EPIs que nós chamamos de máscaras, protetor facial, o próprio uso do avental, assim como a manutenção dessas pessoas com distanciamento de dois metros dos leitos. Isso visa trazer uma humanização, uma atenção e minimizando os impactos não só da dor e o sofrimento da doença,

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO : Obrigado, Dr. Jean. Quero agradecer mais uma vez em nome do Governo de São Paulo a presença de todos, dos jornalistas e até a próxima sexta-feira. Muito obrigado.