Coletiva - Estado de SP conclui nesta semana estudo completo para agilizar vacinação 20201412

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Coletiva - Estado de SP conclui nesta semana estudo completo para agilizar vacinação 20201412

Local: Capital - Data: Dezembro 14/12/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Muito obrigado pela presença, hoje estamos realizando a coletiva de imprensa número 152, todas elas majoritariamente dedicadas à Covid-19, à saúde e à ciência. Participam da coletiva de hoje, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. José Osmar Medina, coordenador do centro de contingência do Covid-19. Dr. Paulo Menezes, membro integrante do centro de contingência do Covid-19. Jean Gorinchteyn, secretário da saúde. Nosso convidado especial, Carlos Lula, presidente do CONASS, Conselho Nacional de Secretários de Saúde e secretário de saúde do Estado do Maranhão. General João Campos, secretário de segurança pública do Estado de São Paulo. Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico do Estado de São Paulo. Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional. E João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do Covid-19. A todos eles, muito obrigado por estarem aqui conosco nesta manhã. Na mensagem inicial, a mensagem está focada na vacina, o Brasil ultrapassou 181 mil mortos e hoje são seis milhões e 900 mil infectados pela Covid-19, provavelmente hoje à noite estaremos ultrapassando sete milhões de brasileiros infectados pela Covid-19. Temos assistido nos últimos dias novos exemplos do negacionismo do Governo Federal e de extremistas também. Infelizmente, aqueles que até pouco tempo menosprezavam o vírus, classificando como gripezinha, resfriadozinho, agora passaram a criticar o esforço para vacinação dos brasileiros. São os mesmos que imaginavam que iriam resolver e sanar essa gravíssima crise de saúde do país com a cloroquina, ou até mesmo com histórico de atleta, há uma semana assistimos o início da vacinação na Inglaterra, no Reino Unido, hoje os Estados Unidos da América começaram a vacinar a sua população, e o governo brasileiro? O governo brasileiro ainda não tem um programa nacional de imunização com todas as vacinas disponíveis, quando eu digo todas, todas as vacinas disponíveis, incluindo a vacina do Butantan, e o governo brasileiro não tem sequer a data para começar a vacinação. O Brasil quer menos política e mais vacina, os brasileiros querem agilidade, querem as vacinas, querem a sua proteção e não aguentam mais viver em meio a uma pandemia que mata, hoje, mais de 600 brasileiros por dia. O Governo Federal precisa correr pela vida, por que insistir no marasmo? Por que insistir numa discussão política, ideológica? A quem interessa essa lentidão, que leva a vida de mais de 600 brasileiros todos os dias? Por que não iniciar a vacinação em janeiro, ao invés de março, como propôs o Ministério da Saúde recentemente? A nossa recomendação é pra que o Ministério da Saúde e o Palácio do Planalto acreditem nos cientistas, nos médicos, na ciência e na vida, e comecem a vacinar os brasileiros agora em janeiro, parem de menosprezar os mortos pela pandemia, respeitem a vida e respeitem também a memória daqueles que se foram, cada vida conta, quanto mais rápido vacinarmos, de forma segura e bem planejada, mais vidas serão salvas no Brasil, vamos vacinar já, imediatamente, começando agora em janeiro, é possível, com as vacinas que estiverem disponíveis, uma, duas, três, quatro, cinco vacinas, não importa a sua origem, não há ideologia em vacina, há vida, a corrida não é pela vacina, a corrida é pela vida. Das informações da coletiva de hoje. Primeiro, São Paulo atende comitê científico internacional e conclui o estudo final da Coronavac pra ganhar tempo no registro desta vacina, e sobre isso falará Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Os cientistas do Butantan, que, repito, completa no próximo mês de fevereiro, 120 anos de existência, e hoje é o maior produtor de vacinas do hemisfério sul do planeta, estes cientistas e os cientistas também do laboratório Sinovac, de Pequim, decidiram estrategicamente atender a recomendação do comitê científico internacional e concluir os estudos finais da fase três da vacina do Butantan nesta semana. O Butantan vai solicitar o registro da vacina na Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil, no próximo dia 23 de dezembro. Na prática, optar por registrar a vacina com estudo conclusivo, garantirá agilidade no pedido de reconhecimento desta vacina. A solicitação ocorrerá de forma simultânea, tanto na Anvisa brasileira, quanto no Nacional Medical Products Administration, agência chinesa de regulação de medicamentos, a Anvisa da China. A decisão de concluir o estudo ocorre após os cientistas terem sinalizado que o número mínimo necessário de 151 voluntários infectados já foi ultrapassado. Hoje, a fase três da vacina do Butantan já tem 170 voluntários infectados, incluindo os grupos vacinados e placebo. Registrar a vacina com o estudo conclusivo vai permitir maior confiabilidade na análise da eficácia da vacina, outro benefício será conquistar o registro definitivo da vacina em vários países do mundo. São Paulo espera obter o registro da vacina do Butantan até o final deste ano, e iniciar a vacinação em 25 de janeiro, conforme está programado, com autorização da Anvisa ou de órgão similar internacional. Desde quarta-feira da semana passada, como todos sabem, o Instituto Butantan já produziu um milhão de doses da vacina, e vai continuar a produzir novos lotes desta vacina para atender aos brasileiros de São Paulo e aos brasileiros de todo o país, nós disponibilizamos quatro milhões de doses desta vacina do Butantan, para que outros estados possam vacinar os seus profissionais de saúde, médicos, paramédicos e aqueles que atuam no setor público e privado, os heróis do Brasil, diante dessa gravíssima pandemia, aqueles que estão mais expostos ao vírus, e aqueles que ajudam a proteger e a defender vidas de milhões de brasileiros. Segunda informação de hoje, ela não está ligada à Covid, mas sim à segurança pública, o Governo do Estado de São Paulo entrega as primeiras viaturas blindadas à Polícia Militar e também, na sequência, a Polícia Civil do Estado de São Paulo, a Polícia Militar recebe hoje o primeiro lote de viaturas blindadas de toda a sua história, são 20 viaturas Blazer blindadas e, ao todo, nós já compramos 175 viaturas, tanto para a Polícia Civil, quanto para a Polícia Militar do Estado de São Paulo, é um investimento superior a 30 milhões de reais e, sobre isso, vai falar o General João Campos, secretário de segurança pública do Estado de São Paulo. Os veículos blindados serão distribuídos para as unidades especializadas da Polícia Militar, como comando de policiamento de choque e os batalhões especiais da polícia, os BAEPs. No total serão 300 viaturas blindadas para a polícia de São Paulo até dezembro de 2021, sendo que até o início do ano que vem teremos 175 viaturas blindadas em operação na polícia do Estado de São Paulo. As viaturas blindadas vão garantir maior segurança aos policiais e eficiência na pronta resposta nas ruas de todo Estado de São Paulo, melhorando, assim, as condições de segurança para a população do nosso estado. Será a primeira polícia do Brasil a ter tamanha quantidade de veículos blindados a serviço dos seus policiais, a serviço da sua população. E, por último, sobre o centro de contingência do Covid-19. O centro de contingência do Covid-19, composto por 20 médicos, especialistas, infectologistas, pneumologistas, um orgulho para São Paulo, centro este que começou a operar no dia 26 de fevereiro deste ano, terá, a partir de hoje, o médico Paulo Menezes novamente na sua coordenação, ele realizou um trabalho excepcional meses atrás e agora sucede o Dr. José Osmar Medina, que comandou brilhantemente o centro de contingência por um longo período, numa das mais difíceis fases da Covid-19 em nosso país, e que continua, obviamente, a fazer parte do centro de contingência do Covid-19 aqui no Estado de São Paulo. Ao Dr. Paulo Menezes as boas-vindas, que seja bem-vinda e retorne a esta coordenação e os nossos cumprimentos ao Dr. José Medina, aliás, mais do que cumprimentos, os parabéns pelo brilhante trabalho que realizou na coordenação deste grupo, que onde ele prossegue contribuindo com a sua experiência, com o seu nome e com tudo aquilo que ele pode acumular de positivo ao longo destas semanas, agindo em defesa da vida em São Paulo e no Brasil. Muito obrigado, Medina. Vamos agora, na ordem dos temas que foram apresentados aqui, com o Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador, nós, hoje, temos esse anúncio importante, e eu começo dizendo que essa vacina que o Butantan desenvolve junto com a Sinovac é uma vacina mundial, não é uma vacina apenas para o Brasil, é uma vacina para o mundo, e isso, né, no bojo das declarações do governo chinês, que garantiu que essa vacina é um patrimônio do mundo, inclusive abdicando, né, de direitos patentários ou correspondentes. Então, governador, o Butantan assumiu o compromisso, junto com a Sinovac, de desenvolver essa vacina, isso é importante, este estudo clínico que nós realizamos é o estudo clínico que permitirá o registro dessa vacina no Brasil, na China e no mundo, e esse é o motivo da decisão estratégica que tomamos, né, no final da semana passada, junto com os representantes da Sinovac, de submeter o registro final da vacina, e não submeter os estudos intermediários com base na análise interina, isso por um motivo de que nós atingimos o número de infectados na coorte que está sendo estudada, na população que está sendo estudada, acima de 154 casos, né, bem acima de 154 casos, ou seja, atingimos a meta do estudo e, portanto, o estudo pode ser concluído e, com isso, obteremos todos os dados que permitem o registro e, principalmente, podemos solicitar à nossa Anvisa e ao órgão correspondente da China, não o uso da vacina, mas o registro do produto da vacina, que aí, sim, poderá ser disponibilizada a todos os países do mundo, né, que já encomendaram a vacina. E a responsabilidade nossa e da Sinovac, do Butantan, como representante dessa vacina na América Latina, é ter esse produto para disponibilizar pelo menos meio bilhão de doses no primeiro semestre do ano que vem, incluindo aí Brasil, os outros países da América Latina e os outros países do mundo, ao qual a Sinovac já está distribuindo. Então, esta é a notícia, governador, nós estamos cumprindo aqui essa missão junto com a Sinovac e vamos solicitar não o uso emergencial com base nos estudos intermediários, mas vamos solicitar o registro do produto, a vacina, nós vamos solicitar na próxima semana que seja registrada na nossa Anvisa e também no órgão correspondente na China. E aguardamos com ansiedade que os dois órgãos possam proceder não só à análise, mas inclusive à emissão desse registro o mais rapidamente possível. Com certeza, a China está ávida por receber esse pedido. Lá na China, essa vacina está sendo usada de forma emergencial. Com o registro, ela será definitivamente incorporada e poderá ser exportada para todos os países sem depender dessa autorização experimental e emergencial. Então, essa é uma decisão estratégica que tomamos, no sentido de agilizar a disponibilidade do produto. É a primeira vacina que terá os seus estudos clínicos concluídos, os demais estão sendo usados no esquema de uso emergencial, ainda dentro de estudos experimentais. Então, essa é a grande diferença, é a grande decisão estratégica que nós tomamos na semana passada, e que hoje nós anunciamos aqui, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dimas Covas. Vamos pedir agora a palavra do José Osmar Medina, o Dr. Medina, que ao longo dessas semanas coordenou o Centro de Contingência do Covid-19, e no plano executivo essa coordenação foi e continuará sendo de João Gabbardo. E o Dr. Medina segue atuando como um dos 20 membros desse comitê científico, o Centro de Contingência do Covid-19. E Medina, quero reafirmar aqui, como governador do Estado de São Paulo, um agradecimento e um reconhecimento pelo brilhante trabalho realizado, pelo esforço, pela dedicação, pelo tempo gratuito oferecido para salvar vidas em São Paulo e no Brasil. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde a todos, boa tarde, governador, muito obrigado pelas palavras e pela confiança que o senhor depositou, me proporcionando o exercício desse cargo, pelos últimos quatro meses, que eu solicitei na semana passada, que eu estava precisando de um descanso. A demanda é muito grande, tanto a demanda administrativa, a demanda intelectual desse cargo. E eu fui esticando, esticando a corda, por vocação, chegou num momento que você começa a perceber que patina um pouquinho, e é um momento de se afastar um pouco. E o governador recebeu com muita fidalguia, a Patrícia também com muita fidalguia, a Patrícia Ellen, que trabalha persistentemente, o vice-governador também, o Rodrigo Garcia, da mesma forma. Então eu saio, assim, extremamente gratificado por ter conseguido exercer toda a minha vocação durante esse período. Também agradeço aos colegas do Comitê, que fazer parte de um grupo assim tão seleto de pessoas, agradeço especialmente o secretário da Saúde, o Jean Gorinchteyn, Dimas Covas, que sempre me... Conversamos bastantes. O Gabbardo, que somos colegas o tempo todo. E eu quero agradecer especialmente, assim, um pequeno grupo de jovens parceiros, garimpados pela Patrícia Ellen, que é a Bárbara, que é arquiteta dos números e gráficos, o Fernando, a Júlia e o Vinícius, que é uma moçada do bem, que eles contestam tudo que eu falo, tudo que eu vou fazer eles contestam, mas eu já estou habituado, porque eles têm a mesma idade dos meus filhos. Eu queria também agradecer aos profissionais da saúde pela gentileza, cordialidade. saúde para todos, e eu continuo no grupo e continuo contribuindo da forma como for necessária para que nós possamos vencer essa pandemia aí. Muito obrigado mesmo, fico emocionado com a postura de todos aqui. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Medina. O Medina será nosso convidado especial para a reunião de secretariado desta sexta-feira, Medina, para que todos nós, secretários do Governo do Estado de São Paulo, possam homenagear você. Nessa sexta-feira, ratifico o convite para que você possa estar conosco, às 8h da manhã, nessa reunião de secretariado, para receber essa merecidíssima homenagem. E ouvir o Paulo Menezes, o Dr. Paulo Menezes, que volta à coordenação do Centro de Contingência do Covid-19, que ele já coordenou meses atrás, e do qual faz parte desde o início, desde o dia 26 de fevereiro deste ano. Dr. Paulo Menezes.

DR. PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador, boa tarde a todos. Eu quero primeiro agradecer a confiança. Esse convite pra mais uma vez exercer esse papel de coordenação me deixa muito honrado e com uma enorme responsabilidade. Responsabilidade porque a pandemia continua muito forte no mundo inteiro, e o Centro de Contingência tem um papel de grande importância no enfrentamento dessa pandemia no Estado de São Paulo, e que tem permitido todos os sucessos que nós tivemos até aqui. Eu quero dizer também que é uma tarefa agora ainda mais difícil, porque suceder ao Medina nesse papel vai ser... O nível de excelência do Centro de Contingência subiu com esse trabalho que o Medina realizou ao longo desses meses todos, então eu já tenho que começar a ser melhor do que o que eu pude realizar há meses atrás. Vai ser uma tarefa bastante trabalhosa, mas ao mesmo tempo é um prazer trabalhar com meus colegas, aqui ao lado também do Gabbardo, Dimas, secretário Jean, secretária Patrícia Vinholi e junto ao senhor. Então, estamos aqui para poder dar continuidade, com essa expectativa e esperança de que em 2021 nós vamos ter uma mudança radical na situação, graças à vacina e vacinas que vamos ter disponíveis. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Paulo Menezes. Bem-vindo mais uma vez a esta função e muito obrigado também, ao longo de todos esses meses, 10 meses de cooperação, assim como aos demais médicos. Eu sei que muitos estão nos assistindo aqui ao vivo neste momento pela TV Cultura, pela CNN, outras emissoras. Muito obrigado a cada um de vocês, eles e elas que integram este Centro de Contingência do Covid-19. E um agradecimento muito especial ao Dr. David Uip, que foi quem construiu, compôs e dirigiu o primeiro Centro de Contingência do Covid-19, do qual ele faz parte até o presente momento. Vamos agora, ainda no tema da saúde, com Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, médico, infectologista, no Instituto Emílio Ribas, e secretário da Saúde no Estado de São Paulo, para os números de hoje da Covid em São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Estamos na 51ª semana epidemiológica, ainda estamos em quarentena. Os índices da saúde, tanto casos, óbitos, como internações, sempre pautam e sempre pautarão todo o modelo e de seguimento do Plano São Paulo, sempre visando as estratégias e medidas que diminuam a circulação de pessoas e, com elas, o próprio vírus. Estamos atentos, estamos em ação e otimizamos, dessa forma, a disponibilização dos leitos de unidades de terapia intensiva, com a sua habilitação de cerca de 2.000 leitos. Assim como também ampliaremos, nos próximos dias, o número de leitos em enfermaria, como será divulgado nos próximos dias. Também intensificamos a vigilância sanitária em todo o estado. Ampliamos tanto o número de agentes, nós tínhamos 200 agentes e hoje temos 1.000 agentes em todo o estado, promovendo a fiscalização. Só pra se ter uma ideia, governador, neste final de semana, tivemos 3.700 inspeções, com 57 autuações. Foi um aumento de 31% nas autuações realizadas em todo o estado. As medidas que foram exigidas eram o impedimento das aglomerações, a atenção ao uso de máscara e o distanciamento entre as pessoas. Mesmo com tudo isso, precisamos ainda o apoio da população no seguimento e no respeito das regras sanitárias, mesma população que nos atendeu para garantir o sucesso do Plano São Paulo.

Em relação à semana epidemiológica anterior, governador, nós tivemos um aumento de 4% no número de casos, 5% no número de internações e 9% no número de óbitos, havendo uma ocupação em taxa de terapia intensiva, no Estado de São Paulo, de 59,8% no estado, 65,5% na Grande São Paulo.

Aproveito ainda agradecer, professor Medina, pelo brilhante papel no Centro de Contingência e apoio à Secretaria de Estado da Saúde e parabenizar o retorno do professor Paulo Menezes, como se diria: um bom filho à casa torna.

Nesse slide, nós temos os dados de hoje do Covid no Estado de São Paulo. Nós temos 1.337.016 casos, 44.050 pessoas infelizmente perderam a vida pelo Covid-19. Próximo. A taxa de ocupação, esse slide, ele é um alerta para que as pessoas estejam atentas às medidas sanitárias e não acreditem que a Covid ficou no passado. Ela não só não ficou no passado, como ela está bem presente no nosso meio. No dia 7/11 nós tínhamos uma taxa de ocupação no Estado de São Paulo por volta de 40%. Hoje, dia 12/12, nós tivemos 59% das taxas de ocupação nas unidades de terapia intensiva. Próximo. Tivemos como média diária de novas internações um aumento, da 49ª para a 50ª semana, tivemos o incremento de 5%, mas se formos analisar o que aconteceu entre a 45ª e a 50ª semana, tivemos um aumento quase de 42%. Próximo. No número de óbitos, o aumento acabou sendo da 49ª para a 50ª semana, de 9%. Próximo. E o número de casos, como disse, 5% nessas últimas semanas. Portanto, atenção: a vigilância, as regras sanitárias, elas se fazem muito importantes. Todos nós temos um amigo, um parente que recentemente fez um diagnóstico de Covid, portanto o vírus está cada vez mais próximo de nós. Sair e se manter com responsabilidade é fundamental. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Jean Gorinchteyn. Antes de passar à próxima intervenção, hoje pela manhã, bem cedo, eu estive no bairro de Guaianases, Zona Leste aqui do Estado de São Paulo, e fiquei infelizmente muito triste de ver a quantidade de pessoas circulando por este bairro, sem máscara. Eu volto a pedir às pessoas que nos acompanham aqui, assistindo à TV Cultura e outras emissoras, por favor, usem máscaras. Não há nada neste momento, enquanto não tivermos a vacina, que possa nos proteger, senão a máscara. Não é razoável as pessoas andarem, saírem de casa sem máscara, como eu vi hoje pela manhã, neste bairro densamente habitado aqui na capital de São Paulo, na Zona Leste. Por favor, usem máscara. A máscara salva a sua vida e ajuda a salvar a vida das outras pessoas também.

Bem, hoje estamos muito felizes com a visita do Dr. Carlos Lula, que é presidente do Conass, o Conselho Nacional de Secretários da Saúde, que tem tido uma atuação muito importante sob a sua liderança, ele que também é secretário de Saúde do governo do Estado do Maranhão, do governador Flávio Dino, e que tem tido o esforço de coordenação do Conass, e principalmente a coragem do posicionamento do conselho que reúne todos os secretários de Saúde dos 27 estados brasileiros. Com a palavra, o Dr. Carlos Lula.

CARLOS LULA, PRESIDENTE DO CONASS: Meu muito bom dia a todas, meu muito bom dia a todos. Queria de início cumprimentar o Exmo. Sr. Governador João Doria. Em nome do governador do meu estado, Flávio Dino, agradecer muito o convite para estar aqui hoje. Mas queria também fazê-lo em nome do secretário Jean, que afinal de contas hoje vou falar aqui não em meu nome, não em nome do Estado do Maranhão, mas em nome de todos os secretários de estado do país, pois falo em nome do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde. E estamos de fato deveras preocupados, governador. Todos os secretários de Saúde do país têm um único objetivo: imunizar o quanto antes toda a população brasileira. Não é razoável que se aceite qualquer atraso, qualquer paralização não justificada para se indicar de pronto a imunização de todo o país. E falamos isso com convicção, porque todos nós, os 27 secretários, defendem o Plano Nacional de Imunização, que é uma conquista sólida e solidificada da sociedade brasileira. Desde 1975, o Plano Nacional de Imunização existe, e ele se tornou um orgulho para o Brasil e para o SUS. O Brasil, durante anos, deu exemplo ao mundo de como se deve fazer uma campanha de imunização. E não é possível que, nesse momento, no enfrentamento da pandemia, a gente vacile. Há a necessidade premente de incorporar ao PNI todas as vacinas consideradas eficazes e seguras, mas mais do que incorporar, a gente no contexto pandêmico, tem de entender que é preciso ter velocidade e agilidade, cada dia que perdermos em razão da não incorporação da vacina, por esse ou aquele motivo, são vidas que perderemos. Desde o início da pandemia já se demonstrou que a ausência de uma coordenação nacional gera terríveis resultados, e o que os secretários de todo o país querem pedir, ou querem salientar, é que é necessário que haja uma coordenação nacional de enfrentamento da COVID-19, e mais do que isso, também nesse momento é preciso que haja uma coordenação nacional, que deixemos de lado qualquer tipo de disputa política, que deixemos de lado qualquer tipo de animosidade para pensar em cuidar das pessoas, em cuidar da vida das pessoas. Para que possamos o quanto antes incorporar todas as vacinas ao PNI. Para que o PNI possa, de fato, dar uma resposta, e termos não março como horizonte, mas por que não janeiro? Ter janeiro como horizonte para iniciar a vacinação de toda a população brasileira. O CONASS, portanto, governador, se coloca aqui como mediador também, para qualquer tipo de rusga, animosidade ou divergência que haja entre o governo do estado de São Paulo e o Ministério da Saúde, o que o CONASS pretende, e o que o CONASS quer é mediar esse conflito, para que possamos o quanto antes iniciar a imunização de todos nós. O objetivo afinal de contas é um só, imunizar e garantir imunização de toda a sociedade brasileira ainda em 2021. Menos que isso não é possível, não é razoável, não é aceitável. Que o CONASS possa, juntamente com o governo do estado de São Paulo, juntamente com o Ministério da Saúde, coordenar esse esforço, que, afinal de contas o que se quer? Para que um eventual movimento equivocado por parte do ministério, não gere ainda mais iniquidades. Nos preocupa, eventualmente, uma vinda desarrazoada de pessoas ao estado de São Paulo, ou ainda caravanas que já começam a falar, vamos ao estado de São Paulo nos vacinar. São Paulo não pode sofrer as consequências de ter agido de maneira correta, a gente precisa coordenar isso nacionalmente. E esse enfrentamento que tem que se dar a partir do diálogo, a partir da coordenação, que pode passar por CONASS ou CONASSEMS, a gente se coloca à disposição para mediar, para que a gente possa o quanto antes ter o mesmo horizonte, que eu tenho certeza que é o de Vossa Excelência, que é cuidar da vida das pessoas, e livrar o Brasil da pandemia. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutor Carlos Lula, que é o presidente do CONASS - Conselho Nacional de Secretários de Saúde, e também secretário de Saúde do estado do Maranhão. Lula, muito obrigado mais uma vez, por estar aqui entre nós, e pelo seu depoimento. Vamos agora finalizando, com o tema da segurança pública, com o General Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: DO EST Senhor governador, senhoras e senhores, boa tarde. Um dia muito importante para a segurança pública do estado de São Paulo, no nosso programa de metas, a segurança pública, senhor governador, tem 62 metas, uma delas especifica a aquisição de viaturas blindadas para proteger os nossos policiais, e elas estão aí, as primeiras 20 estão na frente deste Palácio, as outras 50 chegando muito brevemente, e as outras 105 no início do próximo ano, na primeira metade do próximo ano. Por isso, senhor governador, a nossa gratidão, porque protegendo mais os nossos policiais, nós estamos protegendo também, e mais, a população de São Paulo. Vamos aos slides, por favor. Aí estão os dados, as primeiras 70 viaturas para a Polícia Militar, um investimento de quase R$ 11 milhões. As 20 estão aí, elas serão entregues inicialmente para a tropa do choque, aqui está o Coronel Rogério, seu comandante. E também para as tropas especiais, nós temos viaturas que está à frente desse Palácio, que já estão destinadas ao 14º BAEP, de Sorocaba, que já está em plena utilização. As outras 105 irão para a Polícia Civil, com previsão de entrega no segundo trimestre do ano que vem. O seguinte, então um total de 175 viaturas Trailblazer, da General Motors, entregues à polícia, e até dezembro do ano que vem nós teremos 300 viaturas blindadas. E não pararemos por aí, seguiremos 2022 também adquirindo essas viaturas para proteger mais os nossos policiais. Seguinte, vamos ao vídeo. Uma coisa que o sistema de segurança pública, e as polícias fazem muito bem, é testar os equipamentos que compram. Senhor governador, eu sou o porta-voz da gratidão das polícias de São Paulo. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, General Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo. Quero aproveitar, General, para cumprimentar o Coronel Camilo, secretário executivo da Polícia Militar, aqui presente entre nós. Youssef Chaim, secretário executivo da Polícia Civil, também aqui presente. Coronel Alencar, Comandante Geral da Polícia Militar do estado de São Paulo. Rui Ferraz, delegado geral da Polícia Civil do estado de São Paulo. Obrigado, Rui. Bem, vamos agora às perguntas, pela ordem os veículos de comunicação que solicitaram a palavra para realizarem suas perguntas, são: a Rádio Bandeirantes e Rádio Band News; a TV Cultura; a correspondente do The Wall Street Journal, no Brasil; a Record TV; a TV e Rádio Jovem Pan; a CNN/Brasil, e a TV Globo, Globo News. Começando então com você, Maira, da Rádio Bandeirantes e Band News FM. Com você, Maira.

MAIRA, REPÓRTER: Bom, boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Antes da minha pergunta, só um esclarecimento, o Butantã então não vai solicitar o uso emergencial da vacina? Só para esclarecer. Eu queria entender por que não coordenar as ações simultaneamente, então divulgar a eficácia na data prevista, e pedir o uso emergencial, e em paralelo continuar os estudos para pedir o registro? Não seria mais seguro para conseguir garantir o início da vacinação no dia 25? E se o senhor permite, só para mudar um pouquinho de assunto sobre a entrega das viaturas. Eu queria saber se essas viaturas vão ser usadas também na Cracolândia? Onde recentemente a gente viu ali o arrastão, se vão ser usadas também? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. Nós vamos responder, vou pedir aos meus colegas jornalistas uma pergunta por veículo de comunicação. Mas vamos começando com a resposta dada pelo Instituto Butantã, com o Dimas Covas, e na sequência, General Campos, na sua segunda questão. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Maira, volto a repetir, essa vacina é uma vacina mundial, e o compromisso do Butantã é contribuir com o resultado do estudo clínico. Quer dizer, o fato de ser uma vacina mundial, implica que outros países estão tão ávidos pela vacina, e pelos resultados, como o Brasil. E essa decisão de terminar o estudo, é exatamente para poder permitir o registro do produto. Ou seja, o registro do produto é completamente diferente de uma autorização para uso emergencial. O uso emergencial se faz em bases experimentais, quer dizer, ele não é um produto, ele tem que ser tratado como se fosse um estudo experimental, e que aí você precisa obedecer às normas decorrentes desse estudo. O produto não, é uma vacina, é um produto que pode ser disponibilizado para uso em massa, obedecido aí os critérios das salas de vacinação do Brasil e do mundo. Então essa é a decisão, uma decisão estratégica, que foi tomada junto com os nossos parceiros, e dada a nossa responsabilidade, e já que temos os dados para concluir o estudo, isso é muito mais interessante do que solicitar apenas o uso emergencial. Queremos ter o produto, e que esse produto fique disponível para Brasil, para a China, para a Indonésia, para a Turquia, para o Chile, para a Argentina, e para todos os outros países que estão incorporando essa vacina. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Maira, a sua segunda pergunta, General Campos.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maira, sempre atuamos em conjunto em operações interagências. Você citou especificamente o caso da Nova Luz, ali nós atuamos diariamente, com mais de 100 policiais em apoio à Guarda Civil Metropolitana. É um trabalho que vem sendo muito bem-feito, e feito já há um bom tempo. Com relação à distribuição das viaturas, temos viaturas distribuídas a um batalhão da área central. Temos viaturas distribuídas a um batalhão da área Leste. Temos viaturas distribuídas ao comando do choque, e por enquanto viaturas distribuídas a um dos batalhões especiais do interior.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, então, obrigado General Campos. Maira, obrigado pelas suas perguntas. Vamos agora à Maria Manso, da TV Cultura. Boa tarde, obrigado pela sua presença, como sempre, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPOTER: Boa tarde. Doutor Dimas, o senhor não tem receio que entregando os resultados no dia 23, às vésperas dos feriados de final de ano, isso seja uma justificativa para o atraso da resposta da ANVISA, e da agência chinesa? E eu sei que eu vou pagar multa, eu pago, tudo bem. Mas durante esse final de semana a gente recebeu muitos apelos de cientistas, inclusive da doutora Maiana Zats, preocupada com o corte de verbas na FAPESP. O que o senhor tem a dizer sobre isso? Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, vou começar pela segunda, e a primeira pergunta será respondida, evidentemente, pelo doutor Dimas Covas. Não haverá nenhuma redução de valor no orçamento da FAPESP. Volto a repetir o que eu já tenho dito nas últimas três semanas, mas para tranquilizar a ciência e a medicina no estado de São Paulo, no Brasil, o governo do estado de São Paulo acredita, apoia e continuará a fazê-lo, para que a ciência continue produzindo bons resultados em defesa da vida, da eficiência e da evolução tecnológica. Portanto, nenhum recurso será subtraído da FAPESP no próximo ano, ou nos próximos anos. Então fica claro, é a palavra do governador, qualquer outra informação ela não é procedente. Eu lamento que as pessoas continuem acreditando em informações que não são as corretas, a correta é, a FAPESP, a ciência e a pesquisa não terão nenhuma redução de investimento no ano que vem, em São Paulo. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Maria, entenda que nós estamos solicitando o registro definitivo da vacina, quer dizer, não é um registro provisório, não é como, por exemplo, hoje que foi anunciada pela terceira vez, por uma vacina russa, resultados de eficaz. Quer dizer, a cada momento se dá a notícia de um valor de eficácia, porque são resultados preliminares. Não, nós optamos por encerrar e ter o resultado final da eficácia, que permita o registro do produto. Então cumprimos uma parte importante, não vamos ficar na dependência de oferecer um segundo conjunto de documentos, porque esse será o dado definitivo em relação à essa vacina. E, portanto, isso vai agilizar, certamente, o processo. Cumprimos a nossa parte, e esperamos que as agências regulatórias do Brasil, e da Rússia, da China, desculpe, as duas agências, a do Brasil e a da China, também cumpram a sua obrigação de registrar esse produto o mais rapidamente possível, visto que estamos no meio da pandemia. Todos precisam dessa vacina, não é uma questão de criar mecanismos burocráticos, se nós temos os dados definitivos, se nós temos os dados de eficácia, os dados de segurança, esperamos que haja esse registro o mais rapidamente possível.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria Manso, muito obrigado. Vamos agora a Samanta Person, que é a correspondente no Brasil do The Wall Street Jornal, dos Estados Unidos, Samanta, muito obrigado por estar participando, aliás, mais uma vez, da coletiva de imprensa, você já está em tela, sua pergunta, por favor.

SAMANTA PERSON, REPÓRTER: Muito obrigada, boa tarde a todos. Governador, por favor, o senhor disse que o estado vai começar a vacinar no dia 25 de janeiro, mas quando espera que todos no estado sejam vacinados? E, por favor, só queria pedir um esclarecimento também do Butantan, é certo, então, que já acabou a etapa final da fase três e agora só falta analisar, pra calcular o resultado? O que vai acontecer essa semana? Não entendi essa parte. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Claro, Samanta, é um esclarecimento. Sobre a vacinação, eu vou pedir ao Dr. João Gabbardo. Mas, antes, vamos ao esclarecimento, que é mais simples, com o Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Exatamente, né, nós temos já os números suficientes pra concluir o estudo clínico, quer dizer, com essa resposta, né, nós podemos encerrar essa fase do estudo e proceder o fechamento, né, o fechamento significa, podemos já voltar, né, a vacinar aqueles que receberam o placebo, que é um ponto importante, né, e isso é possível à medida que você encerra o estudo. E, ao mesmo tempo, né, isso permite às agências regulatórias uma análise, né, já definitiva, quer dizer, ela não precisa emitir, né, uma autorização apenas de uso, ela vai ter o registro do produto e todos os elementos que permitam essa análise.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas. Sobre a vacinação, Samanta, como você sabe, João Gabbardo, o Dr. João Gabbardo foi secretário da saúde do Estado do Rio Grande do Sul, e foi secretário executivo do Ministério da Saúde na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta, e há dez meses que é o nosso coordenador executivo do centro de contingência do Covid-19. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, a todos que acompanham a coletiva, o programa estadual de imunizações, Samanta, ele prevê a disponibilização da vacina pra toda população, obviamente que vão ser obedecidos os critérios da pesquisa da fase três que, por exemplo, não indicam a vacinação pra pessoas com menos de 18 anos, e nem para gestantes. Então, esses dois, esses dois grupos não receberão a vacina neste momento, a não ser que haja, no futuro, alguma alteração em relação a essas orientações. Evidentemente que nós vamos começar com grupos prioritários, está definido, os grupos prioritários são nove milhões de pessoas, são os trabalhadores da área da saúde, são as populações ribeirinhas, quilombolas e população indígena e os idosos, porque são, esse é o contingente, esse é o grupo que tem ocasionado uma pressão sobre o sistema de saúde, então, quando a gente fala em determinadas atividades, que poderiam ou não ser contempladas nessa fase inicial do plano, a resposta é: Todas as profissões, todas as atividades já estarão sendo atendidas na primeira fase, dentro do critério da faixa etária, então, todos que cumprirem com o critério da faixa etária, sejam pessoas com comorbidades, sejam pessoas com doenças crônicas, sejam pessoas que exercem atividade que tem uma maior exposição, serão atendidos já na primeira fase, com o transcorrer das próximas etapas, nós vamos estendendo a vacinação pro conjunto da população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, João Gabbardo. Samanta, muito obrigado pela sua participação, pela pergunta. Vamos agora com a TV Globo, Globo News, o Gabriel Prado, ele pediu uma mudança com a concordância dos demais jornalistas, pra não atrapalhar a sua entrada ao vivo aqui da nossa coletiva. Gabriel, boa tarde, sua pergunta, por favor.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: Boa tarde, governador, agradecer a colega, Daniela Salerno, que me cedeu o espaço, porque quando o jornal tá no ar, a gente tá ao vivo, a gente fica com a corda no pescoço, em nove minutos, a gente vai entrar no Jornal Hoje. Governador, eu gostaria de saber se a Anvisa, eventualmente, não aprovar, demorar pra aprovar, ou não se manifestar a tempo da data de 25 de janeiro, e se também a justiça não se manifestasse num eventual recurso impetrado pelo Governo de São Paulo, o senhor alteraria essa data postergando a vacinação pra mais pra frente? Ou o senhor manteria a vacinação a partir de 25 de janeiro, iniciando um trabalho paralelo e aí fora do escopo de vacinação pelo Ministério da Saúde? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gabriel, eu estou mais otimista do que você, portanto, estamos confiantes de que há tempo suficiente para que a Anvisa proceda a sua análise e conceda a autorização para a utilização da vacina do Butantan, Coronavac, estou otimista também com a agência de vigilância sanitária chinesa na emissão da sua autorização nos próximos dias, e estou convencido também de que nós precisamos agilizar a vacina, ou seja, não é razoável, diante de uma circunstância onde perdemos mais de 700 vidas todos os dias, que nós não tenhamos a vacinação o mais breve possível, com uma vacina, com duas vacinas, com três, com quatro, com cinco, o governo não pode fazer a opção por uma vacina em detrimento de outras, ou escolher vacinas, todas as que forem disponibilizadas pelos laboratórios internacionais, especificamente pelo Instituto Butantan, que é a vacina do Brasil, ela deve ser, sim, adotada, deve ser aprovada, dentro dos critérios científicos, e colocada à disposição da imunização de todos os brasileiros, o que nós precisamos é compreender que não estamos numa corrida política, não estamos numa corrida pelas vacinas, estamos numa corrida pela vida, cada dia que passa são mais vidas que se perdem no Brasil. Gabriel, obrigado pela sua pergunta, quer complementar, Dimas? Quer fazer alguma complementação, como presidente do Instituto Butantan? Pergunta do Gabriel Prado.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Sim, Gabriel, volto a dizer, o mundo aguarda essa vacina, né, o Brasil e o mundo, e esperamos muito que a nossa Anvisa, aqui do Brasil, e a correspondente, a Anvisa chinesa, né, compreendam isso e trabalhem 24/7 pra liberar esse produto, isso é importante, 24/7 é um bom número, independente de termos Natal ou Ano Novo, né, nesse período.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E, finalizo, antes de convidar a próxima pergunta, Gabriel, entendo que diante de uma pandemia, diante de uma circunstância, de um país que já perdeu, ao longo desses meses, 181 mil vidas, de quase 700 mortes por dia, se há uma coisa que a Anvisa não deve, nesse momento, é tirar férias, compreendamos que é razoável imaginar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária vai trabalhar durante o período do Natal e do Ano Novo, eu não vejo razão, diante de uma circunstância, de uma pandemia, de uma tragédia no país, que servidores da Anvisa, simplesmente, saiam, fechem a porta e voltem depois do dia cinco de janeiro, compreendo que é um sacrifício grande, mas eles sabem a importância do sacrifício deles para salvarem vidas no Brasil. Vamos agora a Daniela Salerno, da Record TV, Dani, obrigado por você ter cedido a sua posição ao Gabriel Prado, da TV Globo. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, parece que quanto mais próximo a vacina chega, seja Coronavac ou outras, uma série de categorias começam a se mobilizar pra estar no grupo prioritário, então, a gente já teve promotores, aqui em São Paulo, tentando fazer essa mobilização, alegando atendimento ao público, e agora professores também, preocupados com o retorno ou não às aulas, também pensando em uma mobilização, talvez até entrando na justiça pra garantir prioridade. Então, minha pergunta é: Esse calendário pode ser alterado? Continua profissionais de saúde, todos aqueles que vocês já mencionaram, ou isso pode ser alterado, dependendo aí da categoria? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, obrigado. Primeiro, pra ser justo, o Ministério Público, através do chefe do Ministério Público, o promotor Mário [ininteligível], negou aquela colocação que foi feita por alguns promotores públicos e não pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, ele agiu com bom senso, com presteza, no mesmo dia em que a notícia saiu, ele, como chefe do Ministério Público, negou. E nós temos o PEI, o plano estadual de imunização, elaborado desde outubro deste ano, com cuidado, com zelo, com planejamento, e dedicado a seguir a orientação daqueles profissionais que cuidam de imunização aqui em São Paulo há cinco décadas, os que estão, pelo menos, nos últimos 20 anos fazendo isso aqui em São Paulo, com 46 milhões de habitantes, portanto, conhecem profundamente dos programas de imunização. E estão fazendo isso de forma cuidadosa e zelosa. Evidentemente que todo cuidado pode exigir algum reparo, alguma orientação, alguma complementação. O que nós não aceitaremos é pressão, de nenhuma área, de nenhum setor, de nenhum segmento. Orientação, sugestão, observação construtivas são bem-vindas, obviamente, mesmo para aqueles que já conhecem o sistema de imunização e o fazem com denodo, com eficiência há tantos anos. Agora, o que o governo não aceita, e muito menos o setor de saúde, é pressão. O Jean Gorinchteyn complementará a resposta. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós temos a programação do dia 25 de janeiro iniciarmos o programa estadual de imunização. Está muito claro nessa fase quem são os grupos que são eleitos, são exatamente aqueles com idade superior, igual ou superior a 60 anos, são os profissionais da área da saúde, indígenas e quilombolas. Nós entendemos que essa é a população mais vulnerável, e especialmente os idosos representam 77% das mortes que acontecem por COVID-19. Então essa será a primeira fase, que não terá o seu calendário alterado. Por outro aspecto, nós temos as outras fases, e nós estamos com as nossas Câmaras técnicas dentro da Secretaria de estado da Saúde definindo quem será aquele grupo que será também inserido.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn. Daniela, só para complementar, meu respeito aos professores da rede pública, rede privada de ensino, eu fui professor da rede privada, mas estudei em escola pública aqui em São Paulo. Assim como aos gestores, e aos trabalhadores da rede de ensino também. Eles entenderão contemplados, estão no programa de imunização do estado de São Paulo. Vamos agora à Nanny Cox. Nanny, boa tarde, bem-vinda. A Nanny é da Rádio Jovem Pan. Sua pergunta, por favor, Nanny.

NANNY COX, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, para todo mundo. Em novembro o Doutor Dimas tinha comentado que iniciar os testes em grávidas, idosos e crianças. Eu queria saber se isso já está em andamento, ou se há uma previsão? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Nanny. Doutor Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Nanny, isso são testes de segurança, isso não tem relação com a eficácia. Os testes de segurança em idosos, em crianças, em idosos já foi concluído na China, aqui no Brasil nós iniciaremos um braço desse teste em idosos proximamente. Da mesma forma que faremos em grávidas. E em crianças está em andamento um teste de segurança, na China já, vindo para o terceiro mês. Então esse conjunto de testes eles agregam o perfil de segurança da vacina nesses grupos, isso não tem a ver com a questão da eficácia. Quer dizer, são questões separadas, a segurança já foi demonstrada para o grupo acima de 18 anos, e deve ser demonstrada também para esse grupo de crianças e grávidas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, doutor Dimas Covas. Nanny Cox, muito obrigado pela sua intervenção. Vamos agora à última participação de hoje, que é da CNN/Brasil, com a jornalista Tainá Falcão. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Vou fazer uma pergunta, prometo, mas eu quero duas respostas, do doutor Dimas e do secretário Carlos Lula, por favor. Bom, o fórum de governadores, sob à liderança do governador Wellington Dias, do Piauí, informou hoje à CNN de que pretende levar em uma próxima reunião com o Ministério da Saúde, a articulação para que o Ministério da Saúde promova uma articulação entre o Instituto Butantã e a Fiocruz, para agilizar a produção de vacinas, e ampliar o número de vacinas produzidas para o primeiro semestre. Eu queria saber, doutor Dimas, vocês já sentaram à mesa para conversar com a Fiocruz a respeito disso? E também de que forma isso se daria?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Tainá. Portanto, Dimas Covas, e na sequência Carlos Lula, que é o presidente do CONASS - Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Tainá, não houve nenhuma conversa nesse sentido, estamos absolutamente abertos, queremos contribuir. De forma objetiva ofertamos até 100 milhões de doses ao nossos Ministério da Saúde, até o mês de maio. Então temos condições sim de ampliar a oferta, mesmo porque já foi feito isso. E podemos trabalhar há qualquer momento junto com a Fiocruz, e junto com outros fornecedores de vacina, para tentar prover o país das doses necessárias, que serão seguramente acima de 300 milhões de doses para o ano que vem.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Dimas. Agora Carlos Lula, que é o presidente do CONASS. Lula.

CARLOS LULA, PRESIDENTE DO CONASS - CONSELHO NACIONAL DE SECRETÁRIOS DE SAÚDE: Bom dia, Tainá. Todo o esforço no sentido de permitir esse diálogo, e mais do que isso, permitir que a gente amplie a nossa capacidade de oferta, ela é importante. E o fundamental é exatamente isso, o esforço do governador Wellington vai no sentido correto, que a gente possa ter uma coordenação nacional do plano de imunização. Que a gente tem uma capacidade de produção muito alta no Brasil, muito elevada, a gente não tem como desconsiderar, tanto o Butantã, quanto a Fiocruz. Então se a gente consegue unir esses esforços em um sentido só, de coordenar imunização, e a gente conseguir imunizar no menor tempo possível a maior parcela de brasileiros, eu acho que esse é o caminho que a gente deve trilhar.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Tainá Falcão, da CNN/Brasil. Obrigado, Carlos Lula, presidente do CONASS - Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Ele representa 27 secretários de Saúde dos estados brasileiros. Nós estamos aqui encerrando essa coletiva de número 152, agradecendo aos jornalistas, cientistas, fotógrafos, técnicos, aos convidados especiais que aqui vieram. Aos que estão nos assistindo pela CNN/Brasil, e pela TV Cultura, ao vivo aqui do Palácio dos Bandeirantes em São Paulo, por favor, usem máscara, façam o distanciamento social, não aceitem convites para aglomerações, não fiquem de pé do lado de fora de bares ou restaurantes, no caso específico do estado de São Paulo, lembrem que o horário limite de funcionamento de bares é às 20h, depois eles têm por lei que fecharem as suas portas. Restaurantes poderão operar até às 22h, porém respeitando a lei de que serviços de bebida podem ser feitos apenas até às 20h. São medidas preventivas que ajudam você a salvar a sua vida, a vida da sua família, a vida dos seus amigos, a vida de mais pessoas. E que venham as vacinas. Muito obrigado, boa tarde, a todos.