Coletiva - Estado de SP registra queda de 93% de mortes por Covid-19 desde abril 20210311

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Coletiva - Estado de SP registra queda de 93% de mortes por Covid-19 desde abril 20210311

Local: Capital – Data: Novembro 03/11/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Muito obrigado, pela presença. Retomando aqui as nossas coletivas de imprensa, às quartas-feiras, na semana passada não fizemos, hoje temos boas notícias, começando sempre pela saúde, e boas notícias, especificamente na redução de casos, de internações, de óbitos e o avanço acelerado da vacinação em São Paulo. O primeiro ponto, com o avanço da vacinação, mortes por Covid-19, caem 93% em São Paulo, desde abril de 2020. Uma queda sensível, com o avanço da vacinação. A média de óbitos diários caiu 93% em São Paulo, entre 1 de abril e com 890 mortos, e o dia 2 de novembro, quando o número chegou a 62 óbitos. Ao longo deste mesmo período a proporção da população adulta do estado de São Paulo, com esquema vacinal completo saiu de 3,6%, em 1 de abril, para 88% no dia de hoje, 3 de novembro. Uma vitória da ciência, uma vitória da vacina, uma vitória da vida. Segundo ponto, São Paulo fecha o mês de outubro com o menor índice de mortes pela Covid-19, desde abril de 2020, também, outubro foi o mês com menor número de mortes por Covid-19 desde abril de 2020, no início da pandemia no Brasil. De acordo com os dados oficiais, São Paulo em abril do ano passado teve 2.239 mil mortes, e agora neste mês de outubro foram 2.192 mil pessoas que infelizmente perderam a vida para a Covid-19. Mas seguimos caindo, seguimos em queda, ao lado da tristeza das vidas que se perderam, esta é uma boa notícia. Terceiro ponto, peço atenção aos meus colegas jornalistas, porque São Paulo vai pedir hoje à ANVISA, que libere e autorize com urgência a vacinação para crianças de cinco a 11 anos. O governo do estado de São Paulo envia hoje um ofício à ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, solicitando que a ANVISA autorize com urgência o início do processo de vacinação de crianças de cinco a 11 anos. Lembrando que países como o Chile, a Argentina e a Colômbia já iniciaram a vacinação de crianças. Na manhã de hoje, membros da nossa equipe de saúde participaram de reunião técnica com profissionais do CONASS - Conselho Nacional de Secretários de Saúde, e a doutora Regiane de Paula, nossa coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, participou desta reunião. E sobre os três temas de vacinação, imunização, queda de internações, queda de óbitos, falarão a doutora Regiane de Paula, e na sequência, o doutor Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. E finalizando, a notícia sobre educação. A rede estadual de ensino de São Paulo definiu o seu calendário para o ano letivo de 2022, essa é uma notícia importante para pais e parentes de alunos, e os próprios alunos da rede pública de ensino em São Paulo, e de certa maneira ajuda a balizar também o calendário de outros estados do país. A Secretaria de Educação de São Paulo definiu o calendário letivo de 2022, para toda a rede estadual de ensino, as aulas no próximo ano terão início no dia 2 de fevereiro, com término no dia 23 de dezembro de 2022. Teremos finalmente um calendário completo, pleno, com crianças e adolescentes, no caso do estado de São Paulo, voltando a estudar, voltando a se alimentar, voltando a estarem protegidos e amparados pela rede pública de ensino, com mais de 5.300 mil escolas no estado de São Paulo. Isso se deve, repito, ao avanço da vacinação, São Paulo sempre defendeu que a vacina salva, poderíamos ter iniciado a vacinação antes, mas vamos trabalhar com o que temos hoje, os bons resultados da vacinação em São Paulo, e felizmente também em outras regiões do país, mas aqui destaco, é o estado que mais vacina, é o estado que mais avançou na vacinação de público adulto, mais avançou na vacinação de adolescentes, e mais avançou também na vacinação completa, no esquema vacinal completo, ou seja, com as duas doses da vacina. E sobre educação falará o secretário de Educação do estado de São Paulo, e ex-ministro da Educação, Rossieli Soares. Vamos então começando com o tema de saúde, e as boas notícias com a doutora Regiane de Paula, coordenadora geral do PEI - Programa Estadual de Imunização em São Paulo. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos e todas. O estado de São Paulo, no dia de hoje, já aplicou de doses, mais de 72 milhões de doses aplicadas. Estamos hoje com uma população acima de 18 anos, de 100,30% de doses aplicadas nessa população, 87,94% com esquema vacinal completo, da população acima de 18 anos. E o que é muito importante, da população em geral, 83,73% da população de 12 anos ou mais, já tomaram a sua primeira dose, sendo que 68,50% dessa população está com esquema vacinal completo. Somos, sem dúvida, o estado que mais vacina, o estado que tem trabalhado muito próximo aos 645 municípios. E o que nós precisamos lembrar, que é muito importante, é que quem não completou o seu esquema vacinal, volte à Unidade Básica de Saúde e tome a sua vacina. Hoje nós temos cerca de 5 milhões de pessoas que ainda não retornaram às Unidades Básicas de Saúde. É muito importante, os estudos todos mostram que quem tem apenas uma dose de vacina corre o risco, inclusive, de hospitalização pela Covid-19. Os números são excelentes, nós não podemos perder essa oportunidade de tomar a segunda dose. Então a minha solicitação fica a todos, olhem a sua carteira vacinal, independente da vacina que você tomou, procure a Unidade Básica de Saúde e faça então, e complete o seu esquema vacinal. A segunda questão é em relação ao que o governador falou, nós hoje participamos logo cedo de uma reunião com o CONASS, onde todos os estados estavam presentes, e é uma unanimidade de todos os estados a necessidade de fazer a vacinação da população de cinco a 11 anos. A ANVISA deve receber nos próximos dias uma solicitação também da Pfizer, para que ela possa aprovar essa vacina para essa população, da mesma forma que FDY e CDC já aprovaram nos Estados Unidos. Então o estado de São Paulo, mais uma vez se antecipa solicitando à ANVISA a urgência, para que a gente possa ter essa aprovação. E o que eu gostaria de lembrar é que em tendo essa aprovação, o estado de São Paulo tem total condição com 645 municípios para iniciar imediatamente a vacinação dessa população de cinco a 11 anos. Então nós só aguardamos um parecer favorável da ANVISA, para que a gente possa então iniciar também a vacinação desse público. E aí todos nós, sem dúvida nenhuma, teremos muito mais tranquilidade para um final de ano e o início de 2022 em um novo tempo, em uma forma diferente, para que a gente possa ter um pouco mais de sossego nos nossos corações, principalmente pais e mães, governador. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Ainda no tema saúde, vamos ouvir agora Jean Gorinchteyn, secretário, médico infectologista, e secretário da Saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Continuamos com índices de melhora na saúde, isso se deve à vacinação que acontece de forma ampla, sendo um fator de proteção da nossa população, permitindo que todas as atividades estejam já com 100% da sua ocupação já sem o distanciamento a partir agora, governador, do dia 1 de novembro. Nós estamos hoje com 25% na taxa de ocupação dos Unidades de Terapia Intensiva, em todo o estado, a grande São Paulo tem 34,9%. Lembrando que nós estamos reduzindo o número de leitos, desmobilizando esses leitos para o acolhimento e o atendimento de outras doenças que ficaram ali represadas para que nós pudéssemos dar atenção especial à própria Covid-19. Hoje nós temos internado 1.509 mil pacientes nas nossas Unidades de Terapia Intensiva, um número significativamente menor do que aquele encontrado no pico da primeira onda, são praticamente 11.700 mil pacientes a menos nos leitos das Unidades de Terapia Intensiva, dando então essa tranquilidade. Mas em nenhum momento deixando de lembrar que nós ainda temos a presença do vírus no nosso meio. Próximo, por favor. Nós temos a avaliação do número de casos, é importante que nós estejamos vendo que do pico dessa nossa segunda onda, nós tivemos uma queda de 91% desses casos, e estamos com números muito parecidos aqueles entre abril e maio do ano passado. Ou seja, bem antes do pico da primeira onda. Próximo, por favor. E quando nós olhamos o número de óbitos, nós também temos uma comparação desse pico da segunda onda com outubro, de 2021, e observamos uma queda significativa totalizando aí 93% de queda dessas cifras. E nós estamos com números exatamente inferiores aqueles de 2020. Isso mostra o controle da pandemia cada vez mais. Próximo, por favor. É importante lembrar que outros índices que nós temos usado semanalmente, nas semanas epidemiológicas, mostrando 26,7% de redução do número de casos, 7,5% do número de internações e os óbitos se mantiveram em queda na semana passada, e estão estabilizados nessa semana epidemiológica. E como a própria doutora Regiane comentou, existe uma grande esperança da comunidade científica para a vacinação de crianças de cinco a 11 anos, se nós queremos promover um controle adequado da pandemia, nós temos sim que vacinar toda a nossa população, incluindo esse público, só assim nós estaremos progredindo de uma forma muito mais segura no controle da circulação do vírus, e também impossibilitando o surgimento de novas variantes. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Agora sim vamos ao tema de educação, com o Rossieli Soares, secretário da Educação do estado de São Paulo. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador. Hoje dois temas importantes, a organização do calendário do ano letivo de 2022, para que a sociedade paulista saiba com antecedência, dia de abertura do ano letivo, férias e recessos. Vou falar sobre isso, obviamente falar um pouco sobre a volta às aulas. Eu queria começar, na verdade, falando sobre isso, hoje nós temos a volta às aulas sem distanciamento de 1 metro com obrigatoriedade, essa medida ela é fundamental, ela é fundamental, nós temos um bimestre praticamente inteiro, um dia faz diferença na vida dos alunos, e é incrível ver como hoje nós crescemos em atendimento, governador, e como as crianças, os jovens estavam carentes e necessitando realmente voltar. A gente tem sentido isso em todas as nossas escolas. A medida do decreto anterior já foi alterada com a questão da quarentena, então desde o fim da vigência da quarentena nós estendemos 1 metro durante o mês de outubro, apenas para fazer uma transição de comunicação com as nossas escolas, e a partir de agora em novembro não temos mais 1 metro com a obrigatoriedade, salvo exceção se houver algum atestado. E o balanço de hoje, até agora, é de que nós chegamos já, pelo menos, a 85%. Falo, pelo menos, porque nós ainda vamos coletando os dados não só hoje, mas durante os próximos dias, e obviamente a gente tem mais dois turnos aí de atendimento. Lembrando que nós estávamos girando entre 70% e 75%, então houve um crescimento bastante importante na nossa percepção, algumas imagens aí são de hoje mesmo, do dia de hoje, que a gente está trazendo aqui de duas escolas da Vânia Ferreri, lá de Jales, e lá de Salto, a nossa querida Cláudio Ribeiro da Silva, com nossos alunos não têm mais distanciamento, né? A gente ainda continua aconselhando as escolas a fazerem, obviamente, atividades em rodízio e tudo mais, dentro da escola, intervalo, mas com todo mundo dentro da escola. E essa é uma grande notícia, governador, que só se deu graças à vacinação. Se nós não tivéssemos chegado nesse nível de vacinação no nosso estado e no nosso país, graças à iniciativa das vacinas aqui iniciadas com o Butantan, em São Paulo, sob sua liderança, nós não teríamos chegado até aqui. E obviamente isso nos dá muita esperança para planejar o próximo ano. Pode passar. E aí, nós definimos o calendário letivo de 2022 para toda a rede estadual de ensino. Esse calendário, para deixar muito claro, ele não é vinculado para as escolas particulares, não é vinculado para a escolas municipais, cada uma das redes fazem e definem o seu calendário. Em geral, né, muitos municípios acabam acompanhando um calendário muito semelhante. O nosso calendário acaba sendo uma base que influencia bastante. A redes municipais... as redes privadas têm outro tipo de organização porque eles têm 30 dias de férias no meio do ano, nós não temos mais, né? É uma alteração que já vou mostrar, que nós anunciamos em 2019 com a pandemia, obviamente nós vamos ter um ano, se Deus quiser, no ano que vem conseguindo aplicar isso, governador, de fato, né? Então, as aulas começam no dia 2 de fevereiro e terminam novamente no dia 23 de fevereiro, assim como esse ano, por acaso está acabando não mesmo ano... no meu dia. Nós teremos os dois recessos ao final do primeiro e do terceiro bimestre e as férias de janeiro e de julho permanecem existindo da mesma maneira como foi no outro ano. E também são previstos dois períodos para recuperação nas férias. Então, anunciamos, já pode passar, que janeiro nós começamos, na verdade, lá em janeiro, este ano fazendo a recuperação em janeiro de 2022, sobre o ano letivo de 2021, para aqueles alunos que não estiverem com nota, não estiverem com entregue os trabalhos para que não sejam reprovados eles terão oportunidade, como nós fizemos o no ano passado de 150 mil alunos participando, também teremos em janeiro. E o ano letivo regular de 2022 começa no dia 2 de fevereiro, que cai numa quarta-feira, o recesso, o primeiro recesso é ali em abril, ao final do primeiro bimestre e nós temos também um recesso em outubro que justamente fecha com as duas semanas que são possibilidades de organização da escola, de descanso, de um break para os estudantes, para os nossos alunos e para nossas crianças. E férias escolares de 15 dias no mês de julho, como é uma obrigatoriedade nós mantivemos e também tendo o processo de recuperação como já fizemos esse ano, manteremos fazendo as recuperações que nós temos que fazer durante o ano letivo. Nós já fizemos esse ano e vamos permanecer fazendo no ano de 2022. Então, estas são... pode passar. Essas são as datas. Queria só salientar que a semana de estudos, intensos, né, que a gente continua fazendo a cada bimestre para gente recuperar as aprendizagens essenciais dos nossos estudantes para o percurso educacional continuará sendo feita nos próximos anos, e especialmente no próximo ano o calendário também já tem previsão de classes, conselhos de classe, as classes bimestrais, as reuniões de planejamento, isso é muito importante e o processo de formação. Então, por exemplo, para os profissionais começa na semana anterior, ainda em janeiro, um processo de formação para preparação do ano letivo e obviamente, com os estudantes, então, portanto no dia 2 de fevereiro. Pode passar. É isso, governador eu fico à disposição para perguntas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, então, Rossieli Soares. Vamos agora às perguntas. Pela ordem nós temos hoje aqui na sede do Palácio dos Bandeirantes, onde estamos realizando essa coletiva. Aliás, quero agradecer a transmissão ao vivo da TV Cultura, SBT News, Record News, Band News. Além dos portais do Estado de São Paulo e do UOL, que também transmitem ao vivo e o Cidade On. Temos a CNN Brasil, a TV Record, o TV, o UOL, TV Cultura, e finalizando a TV Globo, Globo News. Então, vamos começar com a CNN Brasil. Com você, Tainá Falcão. Boa tarde. Bem-vinda. Vou abaixar o microfone para você um pouquinho.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Tá ótimo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem-vinda Tainá, boa tarde.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Boa tarde, a gente. Ainda falando sobre vacinas, eu queria uma atualização sobre o pedido de uso da CoronaVac em crianças, se vocês vão investir nisso, e uma atualização do secretário Jean Gorinchteyn, Dr. Gabbardo também, sobre o estudo das máscaras. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Tainá. Vamos começar, então, com o Dimas Covas, respondendo sobre a CoronaVac e na sequência, o João Gabbardo.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Boa tarde, Tainá. A CoronaVac é a vacina mais segura para uso em crianças e adolescentes na faixa de 3 a 17 anos. É a vacina que foi mais aplicada nessa população no mundo. Hoje já próximo de 70 milhões de crianças e adolescentes vacinadas com essa vacina. E ela aqui na América do Sul, já em uso no Chile desde setembro. Então, existe aí um perfil de segurança demonstrado e esses dados, eles têm sido oferecidos quase que online para a Anvisa à medida que eles são gerados. E nós solicitamos para essa semana uma nova reunião com a Anvisa para a revisão de dados que já chegaram, inclusive, essa semana. Então, nós estamos nesse processo e esperamos, sim, que haja um entendimento da Anvisa, que essa vacina que já tem o seu perfil de segurança demonstrado, principalmente para essa população, né? Que possa também autorizar o seu uso. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Agora, João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COMBATE AO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Bem, em relação à flexibilização do uso das máscaras, a posição do comitê científico do estado de São Paulo é que esse momento ainda não é seguro, adequado a liberação do uso das máscaras. Nós estamos exatamente numa transição importante em que não deve haver, não vai haver mais distanciamento mínimo. Os estádios de futebol vão poder receber as pessoas numa quantidade de acordo com a sua capacidade, sem distanciamento, várias atividades estão voltando à sua normalidade. Então, nós esperamos observar melhor essas questões, antes da liberação das máscaras. O comitê elaborou um conjunto com indicadores, que fundamentalmente são quatro indicadores. Três indicadores relacionados ao controle da pandemia, esses indicadores vão mostrar a circulação do vírus, nós vamos monitorar a circulação do vírus e nós vamos monitorar o número de pessoas que apresentam a doença na sua forma grave, que necessitam de internação hospitalar ou que eventualmente até possam ir a óbito. E também vamos monitorar um quarto indicador, que é o indicador relacionado à cobertura vacinal. Então, esses indicadores, quando nós atingirmos os quatro indicadores, o comitê científico encaminhará ao governo do estado a possibilidade, então, da liberação do uso das máscaras em ambientes abertos e sem aglomeração. Se vocês me perguntarem qual é a expectativa que nós temos e prazos, nós podemos dizer que se continuarmos com os indicadores caindo nesta mesma velocidade que foi apresentada pelo secretário Jean, é possível que até a última semana epidemiológica do mês de novembro nós estaremos atingindo a esses quatro indicadores, e desta forma, para o início do mesmo de dezembro é possível que haja a liberação do uso de máscaras em ambientes abertos e sem aglomeração. A cobertura vacinal que hoje está em 68,5%, quando nós relacionamos a vacina em toda a população de São Paulo, nós esperamos que ela atinja um percentual de 75%. Esse é um dos indicadores, um dos quatro indicadores que serão monitorados. O outros três relacionados ao número de pessoas que são identificadas como casos novos, para que a gente possa ver a circulação do vírus e indicadores de internação hospitalar e óbitos para nós relacionarmos à quantidade de casos graves vão estar ocorrendo no estado de São Paulo. Acho que era isso, governador. Obrigado pela pergunta.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Então, feita as duas respostas à Tainá Falcão, da CNN Brasil. Vamos agora à Angélica Sattler, da TV Record. Angélica, bem-vinda. Obrigado pela sua presença. Ajustar o microfone para você.

ANGÉLICA SATTLER, REPÓRTER: Obrigada, boa tarde a todos. Bom, gente, a capital registrou aí um óbito por dia nos últimos três dias e eu gostaria que vocês comentassem sobre esse caso, se isso já é um fato simbólico, alcançar esse número. E também como vocês veem a questão da flexibilização das regras, né? Se isso pode alterar esse cenário aqui na capital e consequentemente no estado, até a longo prazo, né, ou não, por causa do avanço na vacinação. É isso aí, obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Angélica. Eu começo a resposta depois passo ao Dr. Jean Gorinchteyn, nosso infectologista e secretário da saúde do estado de São Paulo. A resposta é sim, temos bons índices, e bons resultados, aliás, acumulados nas últimas nove semanas aqui em São Paulo. Qual a razão? A vacinação. Aquiles que nós defendemos desde setembro do ano passado, vacinar, vacinar, vacinar. Tristemente perdemos o momento de termos iniciado essa vacino já no início de dezembro do ano passado, mas para não ficarmos aqui resgatando um passado triste, vamos trabalhar sobre o presente alegre e produtivo da vacinação avançando em todo o país, e, especialmente em São Paulo, que, repito, é o estado que mais vacina no Brasil, mais vacina o público adulto, mais vacina adolescentes, mais vacina com as duas doses a sua população como um todo. E os resultados são esses que você pronunciou com alguns desses dados. E agora avançando ainda mais. Eu endosso a colocação feita aqui pelo João Gabbardo, que é o coordenador executivo do nosso Comitê de Saúde, que provavelmente já a partir de 1 de dezembro o uso máscara já será liberado ao ar livre aqui em São Paulo, mas de forma segura, absolutamente segura. Nós aqui não queremos dar um passo atrás, e sim passos adiante, passos seguros, passos que permitam às pessoas usufruírem de uma liberdade segura, sem riscos para que possam gradualmente voltar ao convívio e às suas atividades normais. E agora vamos na complementação com Jean Gorinchteyn. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Esse é um grande marco do controle da pandemia e bem como da progressão e do impacto da vacinação. A gente sabe que a vacina, ela protege contra formas graves, contra mortes e era esse o objetivo que nós sempre lutamos, especialmente governador João Doria para que tivéssemos a vacina o quanto antes para proteger a nossa população. Ter uma morte em três dias é muito, e muito diferente da tragédia que nós vivemos sanitária, com 1200 mortes em um dia, no pico da pandemia. Então, isso mostra, sim, o impacto da vacinação. Isso mostra, sim o controle da pandemia, mas a estado de São Paulo tem a responsabilidade de tomar atitudes, especialmente voltadas à flexibilização de uma forma lenta e gradual, foi assim que nós fizemos a ocupação dos espaços, inicialmente com 30% até o dia 14 de outubro, passamos para 50% até dia 31 de outubro. E a partir do dia 1 passamos a 100%, porém, com a obrigatoriedade do uso de máscaras, seja em ambientes externos, com ou sem aglomeração, seja nos ambientes internos. E é exatamente isso, progredindo com vacinação e mantendo essas regras de Vigilância Sanitária que dará a proteção à nossa popular. Nós não queremos progredir para ter que recuar, por isso a análise dos dados é absolutamente fundamental. E você perguntou em relação a novas variantes, todos os especialistas que nós teríamos em setembro, na primeira quinzena ainda de setembro uma tragédia sanitária, uma terceira onda e isso não aconteceu, e não aconteceu pela vacinação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Exatamente. Angélica, eu quero aproveitar para mencionar que cheguei hoje de manhã, às 6h, de Glasgow, onde participei da Cúpula do Clima, da COP, tendo vindo também da missão empresarial que fizemos a Dubai, por ocasião da Expo Dubai 2020. E São Paulo recebeu generosos elogios, não só de jornalistas estrangeiros, como também de representantes de países de outras nações, dado ao avanço que fizemos aqui no processo vacinal. São Paulo hoje é uma referência internacional em eficiência de vacinação. E eu fiquei muito orgulhoso, em nome do estado de São Paulo, em nome dos paulistas, em nome da ciência, da medicina, dos profissionais de saúde, daqueles que como eu acreditam que cada vida importa, com os elogios que recebemos, inclusive publicamente nesses dois locais, no Oriente Médio, em Dubai, e também Abu Dhabi, inclusive dos fundos soberanos com os quais nos reunimos, a questão da vacinação foi destacada, porque a correlação direta da recuperação da economia está vinculada à vacinação. E depois também em Glasgow, na Cúpula do Clima, recebemos elogios, inclusive de grandes autoridades internacionais, como o prefeito de Los Angeles, com o qual mantive uma longa conversação ontem pela manhã, no café da manhã, em Glasgow, na COP, onde ele elogiou e acompanhou o processo de vacinação de São Paulo, e fez um elogio extremamente lisonjeiro para nós, ele íntegra o Partido Democrata como prefeito da cidade de Los Angeles, uma das maiores cidades do mundo, e foi uma das pessoas que fez essa referência. Então aproveito aqui para deixar esse registro. Obrigado, Angélica. Agora vamos ao Fábio Diamante, tempos que não via você, Fábio, do SBT, prazer em reencontrar você aqui.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde. Obrigado, governador. Governador, eu queria fazer uma primeira pergunta, queria saber qual é a taxa de transmissão do vírus em São Paulo, tem um estudo divulgado hoje por uma Universidade de Londres, que mostra aí uma preocupação com a taxa no Brasil, ela estava em 0,68%, agora ela está em 1,04%, em tese a partir de 1% é contágio acelerado. Eu queria saber como está em São Paulo a taxa de transmissão. E se o senhor me permite, governador, uma segunda pergunta para o senhor, especificamente, de um outro tema, queria que o senhor falasse sobre a decisão da comissão de prévias do PSDB, que excluiu 92 prefeitos e vice-prefeitos da votação, e são prefeitos que apoiam a sua pré-candidatura à Presidência da República. Queria que o senhor comentasse, saber como é que o senhor vê essa derrota, se lhe preocupa. E se existe alguma forma de reverter essa decisão da comissão? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fábio, a primeira pergunta será respondida pelo Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, e a segunda pelo presidente do PSDB, e também secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: É importante sempre a gente usar essa taxa de transmissão como uma análise, e ela é sempre ideal que esteja abaixo de 1%. Nós estamos aqui com 0,8% sob a última análise que nós tivemos. Mas de toda forma estamos atentos a esse preceito. Lembrando que é um dos dados que são utilizados pelo comitê científico para avaliar exatamente essa retirada das máscaras. Então não é só a vacinação, mas é um compilado de informações que dão um resultado robusto e seguro para que qualquer ação estratégica do ponto de vista sanitário seja tomada para a proteção da nossa população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Agora na segunda pergunta, Marco Vinholi, que aqui está conosco, para a sua resposta. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Boa tarde, Fábio. Bom, esclarecer de maneira importante a decisão da comissão de prévias. Todos aqueles que tiveram inserção no sistema do TSE depois de 31 de maio, sejam de São Paulo, do Rio Grande do Sul, da Bahia, de qualquer estado do país, terão o mesmo procedimento. Portanto, algo que não impacta diretamente a campanha do governador João Doria, mas de todas as campanhas, tendo em vista que são centenas de filiações nesse cenário em diversos estados do país. Portanto, segue esse regramento da comissão de prévias, e aquele filiado que quiser participar do processo tem que peticionar ao presidente nacional do partido, Bruno Araújo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Então vamos agora ao Leonardo Martins, do Portal UOL. Obrigado, Fábio. Recomendar ao nosso pessoal, nas próximas, afastar um pouco mais as cadeiras, porque as dificuldades para as pessoas que estão atrás, chegarem aqui à frente no microfone. Desculpa, Leo. Boa tarde, bem-vindo.

LEONARDO MARTINS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Minha pergunta ao doutor Jean, ou Gabbardo também, acho que pode complementar. Eu gostaria de saber se a Prefeitura de São Paulo vai realizar um novo estudo sobre as máscaras também, essa discussão começou a tomar força em São Paulo, depois que outras capitais começaram a adotar a liberação em espaço aberto. Eu gostaria de saber se o comitê, ou a Secretaria de Saúde também, já que participa diretamente, tem sentido uma pressão não só política, mas social também, pela liberação das máscaras, e se isso influência também na hora de decidir, por outras capitais estarem abrindo mão dessa regra por hora. A outra pergunta é sobre a educação ao Rossieli Soares, para o senhor explicar porque a opção pelo recesso, além das férias que o senhor comentou, porque esses recessos foram adotados pela secretaria. É isso. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, você, Leo. Então começamos com o João Gabbardo, sobre a saúde, e na sequência com o Rossieli, educação. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COMBATE AO COVID-19: Bem, Leonardo, a nossa posição do comitê científico não está relacionada à flexibilização que pode ter acontecido em alguns locais, em outros locais, nós estamos trabalhando em cima dos indicadores, conforme eu expliquei na resposta anterior. Sobre pressão, eu posso dizer que nós temos uma pressão maior, a gente sempre uma pressão maior dos vários setores, atividades, pela própria manutenção da máscara, do que pela flexibilização da máscara. O que todos os setores se preocupam é em manter esse processo que nós estamos enfrentando nesse momento, de abertura gradativa, segura das diversas atividades, cada vez com uma presença maior de pessoas, mas sempre de forma segura. Então ninguém quer ter retrocesso, ninguém quer fazer como a Holanda está fazendo hoje, a Holanda hoje está voltando atrás, e passou a obrigar o uso de máscaras em várias situações, exatamente porque enfrentar um aumento bastante considerável do número de caso e do número de internações, e também aconteceu isso no Reino Unido. Nós não queremos fazer isso, então nós vamos continuar de forma segura, independente do que aconteceu ou o que acontece em outros locais, nós vamos continuar nos baseando nos nossos indicadores. E como falei anteriormente, atendendo até mesmo às sugestões dos setores, para que nós possamos manter o uso de máscaras por mais algum tempo, dando mais segurança nesse processo de retorno às atividades normais. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Governador, obrigado, Leonardo, pela pergunta. Bom, primeiro vale só destacar como é que era até 2019, tá, Leonardo? Até o ano de 2019 o estado costumava dar 30 dias de férias em julho, o que nós mudamos no calendário da rede estadual. Por que nós fizemos isso? Primeiro, porque os estudos mostram que longas paradas são extremamente prejudiciais para a educação, para o processo. Então, por exemplo, uma criança que está em fase de alfabetização ela está em um nível de processo, ela para por 30 dias esse processo, a retomada é muito, muito maior, o esforço para se retomar isso. Quando você tem pequenos breaks, você descomprime, que também é importante tanto para o nosso profissional, quanto para o estudante, para a organização da escola, quanto para obviamente a própria criança e para o adolescente. Por isso que nós quebramos as férias de 30 dias, e colocamos ao final de cada bimestre uma parada, então ao final do primeiro bimestre uma parada de uma semana. Descomprime para o estudante, esse lado emocional, esse lado de depois de ter passado. Também traz a possibilidade, como eu disse, a gente mantém as recuperações para quem precisa, então a gente pode ter atividades extras para os alunos que mais estão precisando. Terminamos o primeiro bimestre e identificamos para aqueles que precisam, atividade a mais pode ser uma solução sim, para aqueles que não precisam, descansa, e para os profissionais também é uma abertura de descompressão. Então a ciência está mostrando que longos períodos não é bom, mas uma distribuição melhor, e obviamente isso traz outros benefícios também, ao dar a possibilidade de os profissionais descansarem, até para que eles possam viajar, descansar, realmente, é uma boa oportunidade. Então é por isso, Leonardo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Rossieli. Leo, obrigado pelas perguntas. Vamos agora com a Maria Manso, da TV Cultura. Maria, demos moleza para você na semana passada, agora de volta à nossa normalidade aqui com as nossas coletivas. Bem-vinda.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, a todos. Com relação às máscaras, a gente tem observado já que as pessoas estão relaxando, imagens divulgadas na mídia da 25 de março aglomerada, do estádio com lotação máxima, os torcedores também já sem máscara. O que vocês pretendem fazer para que nesse último mês que seja, as pessoas ainda mantenham esse uso exatamente para não provocar uma explosão de contágio? Em relação à vacinação das crianças, segundo a ANVISA, quem tem que pedir essa autorização para uso da Pfizer, é a fabricante, de que maneira esse ofício do estado vocês acreditam que pode ajudar a acelerar essa autorização?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, vamos à resposta com o Jean Gorinchteyn, e também com o João Gabbardo, em relação às máscaras, mas eu quero apenas lembrar aos que estão nos assistindo, nos ouvindo, nos acompanhando aqui, ao vivo, pelas emissoras que estão transmitindo, aos que também pela internet nos acompanham, e aos colegas jornalistas que aqui estão, a máscara ainda é obrigatório por lei em São Paulo, até o dia 31 de dezembro, aquela pessoa que não estiver usando máscara, além de colocar em risco a sua saúde, a saúde da sua família, coloca em risco a saúde dos seus amigos, dos seus vizinhos, de outras pessoas. E é passível também de multa, é tudo que nós não desejamos é que as pessoas desobedeçam a aquilo que estão funcionando bem, para a proteção da própria pessoa, dos seus familiares, das pessoas que ela mais gosta, e que estão vivas graças ao esforço que o governo do estado de São Paulo tem feito, ao lado da saúde, dos profissionais de saúde, como um todo, e dos cientistas, para vacinar e proteger. Portanto, até o final deste mês de novembro, quando possivelmente poderemos ter a liberação do uso de máscaras a partir de 1 de dezembro, eu digo possivelmente porque ainda vamos acompanhar as duas próximas semanas, a evolução positivamente, como temos observado, muito provavelmente a partir de 1 de dezembro. Aí sim as pessoas poderão ao sair, não usar máscaras, até lá use a sua máscara, proteja a sua vida, a vida das pessoas que você ama, a vida das pessoas que você gosta, e em respeito também às outras pessoas que convivem com você. Jean Gorinchteyn e João Gabbardo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Existe um decreto governamental que obriga a utilização das máscaras no estado de São Paulo, passível de multa. Nós estaremos revendo através de todos esses índices, tano taxa de transmissão, taxa de internação, de mortes e também de vacinação, para que nós possamos aí sim flexibilizar de forma gradual, lenta e progressiva a utilização de máscaras especialmente em ambientes externos, sem a aglomeração. Quando então passaremos para ambientes externos com aglomeração, para aí entrarmos em ambientes internos. Os dois exemplos, tanto de aglomerações em comércio de rua, quanto estádios de futebol, são duas situações em que há despeito de serem ambientes externos, mantém-se com aglomeração importante. É significativo que as pessoas tenham essa percepção de risco, porque nós ainda temos a circulação do vírus no nosso meio, vacina e máscara são as duas únicas formas que temos de proteger e controlar a nossa população, garantir dessa forma saúde e a vida das pessoas. Com relação à questão da vacinação de crianças, nós esperamos sensibilizar não só a Pfizer, como a própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária, da necessidade urgente, premente, em controlar a pandemia no nosso país. Outros países já vêm utilizando a vacinação para esse público na faixa de três a 11 anos, garantindo dessa forma a proteção desse grupo, bem como a redução da circulação de vírus, e a possibilidade de surgimento de novas variantes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COMBATE AO COVID-19: Bem, eu queria lembrar em relação a esses dois exemplos, estádio de futebol e o comércio de rua. Em relação ao estádio de futebol nós temos um compromisso com a própria Federação Paulista de Futebol, em que eles assumiram conosco a meta de ter o uso de máscara como uma obrigação, aquelas pessoas que não estiverem completamente vacinadas devem apresentar testes negativos para ingresso. E o que ninguém deseja é que nessas duas semanas que faltam, três semanas, nós tenhamos um retrocesso, porque se as pessoas passarem a não usar máscaras, e nós tivermos um aumento da circulação do vírus, essa previsão que nós temos de até o final do mês de novembro poder flexibilizar o uso de máscaras, pode ficar prejudicada. Então São Paulo sempre durante toda a pandeia, teve uma resposta muito positiva da população em relação ao uso de máscaras, quem viaja ou quem visitou outros estados tem convicção de que a população de São Paulo aderiu de uma forma muito forte o uso das máscaras, o número de pessoas que não usam máscaras, ou não usavam máscaras muito pequena em relação à população geral. Então a gente espera que as pessoas continuem por mais um período pequeno de tempo atendendo a essa convocação de todos nós para que continuem utilizando as máscaras, principalmente nesses locais onde há a possibilidade de aumento da transmissão, para que a gente não tenha frustrada as previsões de em pouco tempo poder liberar de forma segura o uso das máscaras em ambientes externos, abertos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Maria Manso, obrigado então pelas perguntas. Vamos agora finalizando com a Daniella Gemignani da TV Globo, GloboNews. Dani, bem-vinda.

DANIELLA GEMIGNANI, REPÓRTER: Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde para você.

DANIELLA GEMIGNANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Estou até pegando a minha cola aqui para a gente... para fazer a minha pergunta.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pode pegar a sua colinha eletrônica.

DANIELLA GEMIGNANI, REPÓRTER: Pois é. Para eu entender um pouquinho melhor quais são esses indicadores, que vocês já especificaram, mas aonde a gente quer chegar, porque a cobertura vacinal ficou claro, 75% da população com as duas doses. Circulação do vírus, hoje está em 0,8. Quanto que a gente tem que chegar? Número de mortes, qual que é o patamar que tem que estar? É uma pergunta bem objetiva mesmo. E o número de pessoas que apresentam um quadro grave, qual também é esse indicador, até para a gente poder junto monitorar aí ao longo das próximas duas semanas. E entender então se a gente tem essa previsão de data de 1º de dezembro, que inclusive caia em uma quarta-feira, dia de coletiva, né? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniella. Olha, depois do seu correio eletrônico, vamos as respostas com a Regiane de Paula e com comentários também do João Gabbardo. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO DE SÃO PAULO: Em relação a vacinação, 75% de segunda dose, esquema vacinal completo de toda a população. Então esse é o patamar que nós aguardamos até o final de novembro. Então entenda, esse patamar é um dos indicadores, a vacinação. Os outros indicadores, eles estão sendo trabalhados pelo Comitê de Contingência e pelo secretário. Então o governador deve passar então essa fala para que eles possam... Mas a vacinação é muito clara, 75% de toda a população vacinada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COMBATE AO COVID-19: Bem, os outros indicadores... Vamos lá. Trabalhar com o indicador que nos mostra a circulação do vírus, que é a identificação de novos casos. Nós chegamos a ter no pior momento da pandemia quase 18 mil casos diários de pessoas com diagnóstico de Covid. Hoje nós estamos com um número próximo de 800. Entendemos, e o Comitê Científico entende, que esse número já é um número adequado e já atingiu a meta estabelecida, que era ficar com menos de 1.100 casos diários em uma média móvel de sete dias. Em relação ao número de internações, nós já tivemos no pior momento 4 mil internações diárias. Hoje nós estamos trabalhando com um número abaixo de 400 internações como média móvel. E nós temos como indicador ficarmos abaixo de 300 internações para atingir esta meta. Número de óbitos, o pior momento nós tivemos 800 óbitos em números redondos, 800 óbitos por dia como média das semanas epidemiológicas. Hoje nós estamos com 62, 63 casos de óbitos diários na média móvel. Estamos prevendo ficar abaixo de 50. Então esses são os indicadores, ficar abaixo de 1.100 casos novos, ficar abaixo de 300 internações diárias, ficar abaixo de 50 óbitos diários, tudo isso como média móvel. Além deste indicador relacionado a cobertura vacinal, que é ter 75% da população de São Paulo com vacinação completa, com o esquema completo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo. Queria agradecer a você Daniella Gemignani, da TV Globo, GloboNews, a todos os demais jornalistas que aqui vieram. Muito obrigado. Aos que estão nos acompanhando virtualmente aqui também muito obrigado por estarem sintonizados, a você que nos acompanha pelas imagens do SBT, SBT News, da TV Cultura, das demais emissoras e também através do Portal UOL. Fiquem bem. Fiquem protegidos. Por favor, usem as suas máscaras ao saírem nos seus ambientes de trabalho, ao saírem de suas casas. Isto ainda é obrigatório. É obrigatório para defender e proteger a sua vida e a vida dos seus familiares e das pessoas com as quais você mantém uma relação afetiva, de amor e de bom convívio. Obrigado a todos. Em breve estaremos aqui novamente com uma próxima coletiva. Fiquem bem. Fiquem com Deus. Fiquem protegidos. Muito obrigado a todos.