Coletiva - Estado de SP tem 467 cidades sem óbitos por COVID-19 na última semana 20210610

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Coletiva - Estado de SP tem 467 cidades sem óbitos por COVID-19 na última semana 20210610

Local: Capital – Data: Outubro 06/10/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bem, boa tarde. Muito obrigado, pela presença dos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, aos que estão nos acompanhando em casa também, uma boa tarde, a todos. Vamos dar início à nossa coletiva de imprensa, hoje aqui repletos de boas notícias, boas notícias na área da saúde, da vacinação, na redução de casos, na redução de internações, e felizmente, a redução também de óbitos aqui no estado de São Paulo. A primeira boa notícia, a vacinação chega hoje no estado de São Paulo, a 60% de toda a população já imunizada, superando, inclusive os índices dos Estados Unidos e da Europa. São Paulo alcançou nesta data, 60% da sua população, totalmente vacinada, com duas doses ou aquela vacina de dose única. Além de liderar o ranking nacional, seja com duas doses, seja com uma dose, o estado de São Paulo está à frente neste momento, dos Estados Unidos, e do continente europeu, em relação ao percentual de pessoas totalmente vacinadas. Segundo dados da plataforma [Ininteligível], da Universidade de Oxford, na Inglaterra, que mede as taxas de vacinação em todo o mundo, o índice de 60%, que São Paulo alcançou no dia de ontem, supera os 55% dos Estados Unidos, e os 52% da média geral dos 50 países do continente europeu. É uma vitória da ciência, uma vitória da saúde, uma vitória da vida. Outra boa notícia, 72% das cidades do estado de São Paulo, não tiveram nenhuma morte por COVID-19 na última semana, esse é um dado muito significativo, que nos traz enorme alegria, do total, um total de 467 municípios do estado de São Paulo, o que representa sete de cada dez cidades do estado, não registrou nenhum óbito por COVID-19, na última semana. O resultado reflete o impacto positivo do avanço da vacinação em São Paulo, que assumiu a liderança no ranking como o estado que mais vacina no Brasil, São Paulo tem 645 municípios, dos quais 467 não tiveram um único caso de COVID-19 nos últimos sete dias. Terceira boa notícia, São Paulo bate recorde de aplicação de doses da chamada vacina de reforço, com o início da imunização dos profissionais de saúde, mais uma boa notícia, de um total de 122 mil doses em um único dia, o estado de São Paulo bateu ontem o recorde de aplicação da chamada dose de reforço, ou também conhecida como a terceira dose, eu me refiro aqui especificamente à essa situação, à dose de reforço ou a terceira dose. Iniciado em setembro, com os idosos, o estado de São Paulo começou na última segunda-feira, 4 de setembro, a aplicação... Perdão, começou no dia 4 de setembro, a aplicação da dose de reforço também em trabalhadores da saúde. Temos aqui hoje, a enfermeira Mônica Calazans, a primeira brasileira vacinada no país, no dia 17 de janeiro, às 15h10min, e ela vai tomar aqui agora a sua dose de reforço, da vacina Coronavac, e também ao seu lado, o secretário da saúde Jean Gorinchteyn, ambos serão vacinados agora pela enfermeira Jéssica, Jéssica, muito obrigado, a Jéssica está aqui, participando nesse momento, e que vai agora aplicar a vacina na Mônica Calazans, e na sequência ao Jean Gorinchteyn. Vocês vão ver as imagens agora, da Mônica Calazans, já aqui sentada, preparando o seu braço para receber a terceira dose da vacina Coronavac nesse momento. Nós estamos em transmissão ao vivo pela TV Cultura, pela CNN News, pela Record News, e também pela Band News, além dos portais do Jornal O Estado de São Paulo, UOL, que transmitem ao vivo nesse momento, muito obrigado pelo prestígio de estarem aqui transmitindo. Mônica recebe a sua carteira de vacinação, da terceira dose, ela é azul, como vocês percebem, a faixa é diferenciada, não é a faixa verde, no alto dessa ficha, que a Mônica Calazans, a enfermeira do Brasil está mostrando para vocês. E agora nós vamos convidar o Jean Gorinchteyn, para tomar a sua dose da vacina, e uma surpresa, quem vai aplicar a dose da vacina no Jean Gorinchteyn, nesse caso, não será a Jéssica, será Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Dimas, cuidado para não dar a vacina contra a raiva, hein! É a Coronavac. Enquanto isso, apenas para lembrar, o pessoal, a boa notícia que eu dei em relação aos municípios, 467 municípios, apenas para relembrar, isso significa 72% de todos os municípios do estado de São Paulo, sem nenhum caso de COVID-19, nós temos 645 municípios, 467 que não tiveram nenhum caso, felizmente, nenhum óbito por COVID-19, isso é um fato a ser destacado. Muito bem, Jean Gorinchteyn já tomou também a sua dose da vacina, obrigado, professor Dimas Covas. Sobre esses temas, essas três boas notícias, na sequência nós teremos a Regiane de Paula, que é coordenadora do centro de vacinação, o PEI - Programa Estadual de Imunização, com comentários dos doutores Paulo Meneses e João Gabbardo, são os coordenadores do Comitê de Saúde aqui em São Paulo. A quarta e penúltima informação, médicos do Hospital Emílio Ribas, defendem a aplicação da vacina Coronavac como dose de reforço, por isso estão aqui como convidados especiais, na coletiva de hoje, os médicos infectologistas, Jamal Suleiman, e Jacques Stambuk, a quem agradeço pela presença, ambos estão aqui, estão na linha de frente no tratamento contra a COVID-19, eles são do Hospital Emílio Ribas, o maior hospital especializado em doenças infectocontagiosas de toda a América Latina, e eles vão falar sobre a eficácia da aplicação da Coronavac, como dose adicional, a chamada terceira dose da vacina em idosos, e profissionais de saúde. E concluindo, nós teremos as informações, outras boas notícias, os dados gerais, sobre o controle da pandemia em São Paulo, com o doutor Jean Gorinchteyn. Então vamos agora, na sequência, com as três excepcionais notícias que nós pudemos oferecer hoje, à população do estado de São Paulo, com a doutora Regiane de Paula, coordenadora geral do PEI - Programa Estadual de Imunização.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos e todas. A vacinação do estado de São Paulo ela caminha muito bem, é uma grande alegria que nós trazemos 60% da população do estado de São Paulo com esquema vacinal completo, o que representa 27,6 milhões de pessoas. Quando nós olhamos para outros países, nós podemos ver que os Estados Unidos, como 55,32%, a argentina, com 50,49%, México, 35,36%, o continente europeu, com 52,61%, Austrália, com 46,86%, e a Rússia, com 29,31%. Então o estado trabalha para que as pessoas retomem e tomem a sua segunda dose. É muito importante. Ontem nós tivemos estudos, tanto da Fiocruz, como do próprio Instituto Emílio Ribas, que demonstram que você tem mais hospitalização para as pessoas que não tomaram nenhuma dose, e também aquelas que não tomaram a segunda dose, que tem uma única dose de vacina. Então eu faço um apelo aqui a todos os que estão nos assistindo. 3,8 milhões de pessoas não retornaram para tomar a sua segunda dose, esse é um compromisso que você tem não somente com você, mas com as pessoas que estão na sua casa, seus vizinhos, além dos seus familiares, as pessoas que trabalham com você, e com toda a sociedade. Então retorne, tome a segunda dose da vacina, porque é muito importante que a gente complete o esquema vacinal. Temos excelentes números, mas para nós cada vida importa, e a gente está buscando cada um desses 3,8 milhões de pessoas junto com os municípios. Isso é muito importante para que a gente possa avançar, e voltar a um novo tempo. Próximo, por favor. Aqui o ranking de aplicação de doses, esquema vacinal completo, o estado de São Paulo então ele chega a 60% do seu esquema vacinal completo, e a fonte é o consórcio de veículo de imprensa, a partir dos dados das Secretarias Estaduais de Saúde. Em segundo lugar, Mato Grosso do Sul, com 58,76%, e em décimo lugar, o Rio Grande do Norte, com 41,75%. Então São Paulo já aplicou 27,5 milhões de doses, de segundas doses, completando então o seu esquema vacinal. Então esse é um ranking que, na verdade, ele serve para a gente mostrar para todos a importância da vacinação, aqui simplesmente é, vamos nos vacinar, não importa aonde, São Paulo consegue, todos precisamos conseguir no Brasil, para que a gente possa chegar, como eu disse, em um novo tempo. Próximo, por favor. Aqui é muito importante, porque a gente tem sido o tempo todo perguntado sobre a dose adicional, ou a terceira dose. Aqui é o caso dos trabalhadores de saúde, que começaram no dia 4 de outubro, e nós já abatemos com esses profissionais de saúde, rankings e dados importantes para a terceira dose. Então estamos vacinando também bastante com a terceira dose, os profissionais de saúde estão aderindo de forma homogênea à essa vacinação, e procurando as Unidades Básicas de Saúde dos 645 municípios. Então dia 4 de outubro nós começamos a vacinação, até o dia 10 de outubro, dos profissionais de 60 a 69 anos. Trabalhadores de saúde, entorno de 1 milhão de pessoas vão poder se vacinar, e sendo nessa primeira fase, idosos de 60 a 69 anos, em um número de 104 mil pessoas. Então a vacinação continua. Com a população que precisa tomar a segunda dose, com os adolescentes que nós já vacinamos quase 2,7 milhões de pessoas, com a terceira dose, dos trabalhadores de saúde, de 60 a 69 anos nessa primeira fase, e em seguida, porque completaram há seis meses. Lembrando sempre que por que a gente está trabalhando dessa maneira? Porque eu preciso ter completado há seis meses o esquema vacinal completo. Então eu vou olhar, quando eu completei seis meses, eu vou lá e tomo a minha vacina. Então esse processo ele é contínuo, ele é dinâmico e ele não para, por isso que no próximo slide a gente vai ver um novo calendário da dose adicional, que nós chamamos de fase dois, vacinados com a segunda dose em abril, então é essa a população que já pode tomar entre outubro e novembro a sua segunda, terceira dose, a sua dose adicional. Então esse público ele se inicia no dia 11/10, e vai até o dia 7 de novembro. Em uma população total de 2,7 milhões de pessoas. Essa é a segunda fase, ou seja, aqueles que se vacinaram em abril. Muitas pessoas, nas redes sociais, têm nos perguntado: "Mas eu tenho 80 anos, ou eu tenho 75 anos e mais, e posso tomar a vacina?". Se você completou os seis meses da segunda dose, você pode tomar a vacina. Então sempre estar atento à essa questão, não é só a sua idade, mas sim os seis meses da segunda dose. Esse é nosso novo calendário, e quando a gente vai agora então para o vacinômetro, nesse momento nós temos de doses aplicadas, 65.483.296 milhões de doses aplicadas, 99,14% da população adulta acima de 18 anos, no estado de São Paulo, com, pelo menos, uma dose. Acho que esse também é um grande motivo de se comemorar. 77,85% da população adulta de São Paulo, com esquema vacinal completo. Então quando a gente olha para a população de 18 anos ou mais, nós temos um valor ainda maior da cobertura vacinal, que é de 77,85%. Quando a gente olha para toda a população do estado de São Paulo, 82,54% da população de população de São Paulo tomou, pelo menos, uma dose, e 59,70%, aproximadamente 60%, nos próximos momentos, de esquema vacinal completo. E lembrando aqui que a dose adicional também está aqui, 799.239 mil pessoas até esse momento, tomaram o seu esquema vacinal, sua dose adicional. Então isso é muito importante, e a gente campanha empenhados e contando com todos para que retomem e tomem a sua vacina no seu prazo. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Eu queria sugerir que pudéssemos manter mais 30 segundinhos aqui a nossa tela do vacinômetro, para que os nossos colegas cinegrafistas possam captar essa imagem, e os que estão fazendo as suas fotografias também, para as mensagens via internet, pela importância que representa isso como estímulo às poucas pessoas que ainda, no caso do estado de São Paulo, ainda não aplicaram a sua primeira dose, e aquelas que ainda podem e devem aplicar a sua segunda dose nos postos de saúde aqui do estado de São Paulo. 65.483.296 milhões de doses da vacina, aplicadas até agora, é um número espetacularmente elevado, é o maior volume de vacinação aqui em toda América Latina, os dados são da Organização Mundial de Saúde, os dados de vacinação do Brasil e de São Paulo são encaminhados também diretamente para a Organização Mundial de Saúde, todos os dias, ao final do expediente no horário de Brasília. E nós temos então um excelente resultado. Para você que está em casa, que ainda não tomou a sua segunda dose, e já pode tomar, por favor, faça isso. E agora comentando ainda essas boas notícias que foram aqui apresentadas pela doutora Regiane, doutor Paulo Meneses, coordenador do nosso comitê científico do COVID-19. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Eu queria em primeiro lugar agradecer a sua liderança e a sua determinação para que o estado de São Paulo tenha conseguido chegar aonde nós estamos. Também acho importantíssimo reconhecer a colaboração e participação de toda a população, quando a gente vê que praticamente todas as pessoas que puderam ser vacinadas em função da sua faixa etária, ou da sua condição profissional, o fizeram, inclusive completando o esquema vacinal, isso mostra a confiança que todos tem nessa política de enfrentamento da pandemia que nós estamos trazendo aqui no estado de São Paulo. Também queria chamar a atenção para o fato de que todos sabem que a variante Delta hoje ela predomina, ela simplesmente suplantou a Variante Gama em poucos meses, e haviam previsões de que hoje nós estaríamos em uma situação muito difícil novamente. Mas felizmente não foi o que nós observamos. E eu trago aqui alguns dados para poder deixar isso mais claro, em março nós tivemos o pico de média móveis de internações, com mais de 3 mil internações por dia, novas, por dia, isso caiu mais de 80%, 84%, para ser mais exato, hoje nós estamos abaixo de 550 novas internações por dia, no estado de São Paulo. Também vocês talvez se recordem que eu sempre falo das taxas por 100 mil habitantes, no pico que nós tivemos no primeiro semestre, chegamos a ter mais de 500 casos por 100 mil habitantes por dia no estado de São Paulo. Hoje nós estamos abaixo de 50. Internações, nós tínhamos 100 internações por 100 mil habitantes, e hoje estamos com 18. Então isso mostra o avanço que nós temos conseguido, graças à todas as medidas que tem sido tomadas, tanto no sentido de ampliar a vacinação, eu fiquei muito feliz essa semana, de ver o estado de São Paulo na liderança do país, em termos de doses completas. E também das outras medidas, que tem sido seguida de forma muito eficiente por todos. Dessa forma, nós temos ainda um caminho pela frente, mas estamos avançando, e eu acho muito importante que todos façam a sua parte. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Meneses. Ainda na mesma sequência, a intervenção agora do João Gabbardo, o João Gabbardo que é o coordenador executivo desse Comitê de Saúde do estado de São Paulo. Lembrando a vocês, que estão nos assistindo aqui agora, e aos que estão presentes, o primeiro estado a criar um comitê de saúde foi o estado de São Paulo, no dia 28 de fevereiro de 2020, exatamente e precisamente o dia que tivemos o primeiro caso constatado de alguém com COVID-19, foi aqui em São Paulo. Na parte da manhã, no Hospital Albert Einstein, aqui ao lado da sede do governo do estado de São Paulo, no mesmo dia à tarde, já tínhamos o comitê formado, naquele momento, sob à direção do doutor David UIP, que até hoje segue integrando o nosso comitê de saúde. Com a palavra, João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu quero destacar dois números dessa apresentação, que acho que são muito relevantes, bastante significativos. Primeiro o fato de nós atingirmos 60% da população total do estado de São Paulo, 60% dessa população já está com a segunda dose, então mesmo que nós tenhamos hoje uma identificação da variante Delta, em mais de 90% dos casos, que são investigados, o efeito, a repercussão da variante Delta, no estado de São Paulo, é insignificante, e isso porque as pessoas estão com essa taxa elevada de imunização, e principalmente com segunda dose, 60%. O nosso monitoramento diário, mostra que mesmo a população de maior faixa etária, aqueles que usaram Coronavac lá no início da vacinação, mantém taxas de internação e óbito quase insignificante, um número muito pequeno. E o número de pessoas que estão internadas hoje ele, na sua grande maioria, esmagadora maioria, são pessoas que não completaram ainda a imunização. Mas o segundo número que eu queria destacar é o fato de nós estarmos hoje com 99% da população acima de 18 anos, já tendo tomado a primeira dose. O que significa isso? Que o número de pessoas que se nega a tomar a vacina no estado de São Paulo, é insignificante, provavelmente nós vamos atingir 100% das pessoas com mais de 18 anos, tendo tomado já a primeira dose, e por consequência vão tomar logo adiante a segunda dose. Então São Paulo mostra para o mundo que aqui esse movimento contra a vacina ele não é significativo, as pessoas estão dando uma resposta muito positiva em relação à vacina, confiando nas vacinas, todas as vacinas que foram aplicadas foram eficientes, foram eficazes, eu sempre destaco que a Coronavac foi a vacina que foi utilizada pela população de maior risco, os trabalhadores da saúde, em um momento em que a transmissibilidade era elevadíssima, as pessoas viviam com o vírus circulando em uma intensidade muito grande, foram protegidos e os trabalhadores da saúde, mesmo agora vão tomar a vacina de reforço, mas não houve aumento do número de internações e de casos graves nessa população. Assim como também não houve na população de 90 anos, 80 anos, 70 anos, que tomaram as duas doses da Coronavac. Isso, governador, mostra que o que foi feito no estado de São Paulo estava absolutamente correto, a aposta que o senhor fez na imunização tem esses resultados, que são inquestionáveis. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo. E, muito obrigado, a você, e Paulo Meneses também, pela cooperação que vem dando há tantos meses, desde o início da pandemia, e desde esse momento onde criamos e constituímos o Comitê de Saúde, Comitê Científico do estado de São Paulo. A colaboração de vocês ajudou e muito a salvar milhares de vidas. E agora falando em proteção, e proteção à vida, vamos ouvir dois dos mais importantes infectologistas do país, doutor Jamal Suleiman, que é médico infectologista do Hospital Emílio Ribas, frequência constante nos veículos de comunicação, inclusive nos que estão aqui hoje participando dessa coletiva. E na sequência, o doutos Jacques Sztajnbok, que é o chefe de UTI do Hospital Emílio Ribas, do complexo do Hospital de Clínicas em São Paulo, o maior complexo hospitalar de toda a nossa América Latina. Doutor Jamal.

JAMAL SULEIMAN, MÉDICO INFECTOLOGISTA DO HOSPITAL EMÍLIO RIBAS: Boa tarde, governador João Doria. E obrigado pelo convite para participar dessa coletiva. Boa tarde, a todos e à todas. Eu gostaria de reforçar as falas anteriores, mostrando através de dados, irrefutáveis, do papel da vacina contra a COVID-19, na contenção da pandemia no estado de São Paulo. Esse trabalho ele foi realizado dentro do serviço de vigilância epidemiológica, e tem a coordenação da doutora Ana Freitas, e esse é um levantamento de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a famosa SRAG, de 1.172 mil casos de janeiro de 2021, até a primeira quinzena de setembro de 2021, esse recorte é importante porque na primeira fase a vacinação é, todo mundo deve se lembrar, abrangeu os sujeitos mais vulneráveis, a população da extrema faixa etária. E ela é predominantemente com a Coronavac. Destes, nove em cada dez internados não foram vacinados, então com vacina, a Síndrome Respiratória Aguda Grave, 138 casos. O que mais uma vez mostra, desde o começo, que a gente tem dito que o papel da vacina é proteger pessoas, todas, seguramente a não consegue, mas a gente consegue o máximo de proteção no máximo de indivíduos. Sem vacina, 1.034 mil. Nessa série nós tivemos 274 óbitos, então a Síndrome Respiratória Aguda Grave com desfecho óbito foi em 274 pessoas, destas, 237 não estavam vacinadas, 21 tinham recebido a primeira dose, e 16 as duas doses. Aqui há que se ter um tratamento estatístico para a gente avaliar o impacto disso. Mas de qualquer forma, esse número chapado do jeito que está, já mostra claramente o papel deste agente na contenção da pandemia. Mais uma vez, até para a gente reforçar o que foi dito anteriormente, é fundamental que as pessoas acorram aos serviços de saúde, agora com esses dados, eles têm se mostrado assim no mundo inteiro, quer dizer, não é uma prerrogativa desse serviço, desse estado ou dessa cidade, para que as pessoas acorram aos serviços de saúde para receber esses agentes imunizantes, o que inclui a dose de reforço nos indivíduos elegíveis para essa abordagem. Então para todo mundo que está nos assistindo, que leve isso em consideração, prestem o máximo de atenção nas informações das autoridades sanitárias, observem os critérios de elegibilidade, e busquem a imunização. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Jamal Suleiman, médico infectologista do Hospital Emílio Ribas, no complexo do Hospital de Clínicas. Agora vamos ouvir o doutor Jacques Sztajnbok, que é o chefe da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Emílio Ribas. Jacques.

JAQUES SZTAJNBOK, CHEFE DE UTI DO HOSPITAL EMÍLIO RIBAS: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu acho que depois da exposição de tantos números favoráveis, me resta pouco a falar sobre os números. Então o que eu vou fazer aqui é compartilhar com vocês um pouco da minha vivência, da minha experiência, como médico que está na linha de frente desde o início desse enfrentamento, como chefe da UTI do Hospital Emílio Ribas, nós somos a primeira unidade pública, a ter 100% de ocupação com um único diagnóstico COVID-19. Eram momentos muito ruins, em 2020, doutor Jamal, doutor Jean participou junto conosco desse drama que todos nós vivenciamos, e a gente na linha de frente sofreu de uma forma bastante especial todo esse impacto. De lá para cá, todos nós sofremos as influências da curva de aprendizado, muitas tecnologias, medicamentos, estratégias terapêuticas foram incorporadas ao nosso arsenal nesse momento. Mas nenhuma medida trouxe um impacto na redução de casos, e no aumento da sobrevida, que foi a vacinação. Então nesse momento nós temos uma das taxas mais baixas de ocupação de leitos hospitalares de terapia intensiva. E isso se dá, entre outros motivos, principalmente por conta da ampliação do programa de vacinação, de imunização, e com esses números maravilhosos que nós estamos vendo aí, com 60%, praticamente, da população do estado de São Paulo, contemplado com duas doses, e quase 100% dos maiores de 18 anos com, pelo menos, uma dose. Esse não é uma história que tem um término previsto, é um processo, assim, a gente vai e continua experimentando, e conhecendo a pandemia ao longo da sua evolução, e é por esse motivo que a gente está considerando falando em terceiras doses. O que é importante é você ter uma vigilância ativa, e uma buscativa para o conhecimento, que é o que a gente está vivenciando aqui. Aplicar terceira dose para a população vulnerável é reflexo disso, quer dizer, nós não estamos parados no tempo, talvez tenhamos que ter eventualmente uma terceira dose para outras populações vulneráveis mais para frente, eventualmente uma quarta, o importante é o processo que continue sempre aliado ao bom-senso, à ciência, e à melhor evidência científica disponível. Então eu acho que é isso que eu tenho para complementar, governador, eu agradeço a presença de todos. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jacques, depoimento bastante significativo, dado à condição de chefe da Unidade de Terapia Intensiva, que já viveu em um passo não tão remoto, circunstâncias dramáticas da ocupação plena dos leitos de UTI, e agora nós estamos com todos os leitos aqui no estado de São Paulo abaixo de 30%, em alguns casos, abaixo de 25%. Vamos agora complementando essa rodada de boas notícias, com o Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Esse é um momento muito especial, é um momento que eu reencontro dois grandes amigos que trabalham ainda na linha de frente, como eu, apesar de não estar nesse momento pelo cargo no Hospital Emílio Ribas, continuo atendendo no Hospital Albert Einstein. Então nós nos felicitamos porque nós vivemos momentos dramáticos da pandemia, nós vivemos momentos em que, muitas vezes, nós não conseguíamos fazer mais daquilo que era feito. E olhar esses números e saber que vacinar é um ato de proteção à vida, nós precisamos também agradecer não só o senhor pela sua coragem de ter sido o nosso líder, de entender a necessidade de vacinas, ouvindo a ciência, como poucos ouviram. E agradecer a população por acreditar, como sempre acreditou nas vacinas, e se manter em uso de máscaras. Foi isso que acabou fazendo com que todas aquelas expectativas de vários especialistas, expectativas essas catastróficas, não acontecessem no nosso estado, e pudéssemos ter esses números tão importantes, tão significativos. Hoje o estado de São Paulo tem uma taxa de ocupação em leitos de Unidades de Terapia Intensiva de 31,5%, na grande São Paulo, 39,15%, e não é porque nós tivemos mais casos na grande São Paulo, é porque houve uma desmobilização, mas pronunciada nessa nossa região, que inclui o município de São Paulo, para que nós pudéssemos acolher outras doenças. Aliás, a preocupação com outras doenças pelo governo do estado de São Paulo, fez com que ampliássemos recursos nas Santas Casas e filantrópicos, para que elas possam atender todos aqueles pacientes que ficaram aguardando a realização de exames, procedimentos cirúrgicos, para que possamos adequadamente atender a nossa população. Fora o próprio Corujão da Saúde, que se reiniciou e terá a chance nessa primeira fase, de acolher pacientes oncológicos, foram mais de 335 mil exames que ficaram aguardando, e são eles que terão sim a possibilidade de ajudar tantas pessoas a retomar a qualidade e o cuidado da sua saúde. Então São Paulo tem respeito, a saúde tem respeito à sua população. Para você ter uma ideia, o número de pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva, hoje, 2.244 mil, 1 de abril, não era uma mentira, 13.150 mil pessoas internadas, 13.150 mil. Portanto, quase 11 mil pacientes a menos internados. Isso é o resultado da vacinação, e esses dados eles são dados muito similares aqueles que nós tínhamos nomes de maio, junho de 2020, antes do surgimento do pico da primeira onda, onde nós tínhamos 6.500 mil pacientes internados. Próximo, por favor. Nós estamos hoje com uma redução de 17,6% do número de casos, no comparativo da trigésima nona com a trigésima oitava semana epidemiológica, as internações continuam em queda consecutiva, 0,9%, e o número de óbitos também em descenso de 2,8%. Próximo. Um dado extremamente importante, que já foi dito pelo governador, nós estamos há quatro semanas com queda no número de mortes em vários municípios, em várias cidades do estado de São Paulo, nós temos praticamente 180 municípios a menos, sendo comprometidos, nós tínhamos 276 que não apresentavam óbitos, e agora temos 467 cidades sem referência de mortes, nenhuma morte nessas regiões, mostrando sim o avanço da vacinação, e o controle da pandemia no nosso meio. Nós queremos muito mais, nós temos 645 municípios, portanto, nós temos sete em cada dez municípios com esse controle de mortes. Para isso, precisamos continuar a vacinar. Nós temos que reforçar que todas aquelas pessoas que não tomaram a segunda dose deverão fazê-lo, elas não estão adequadamente protegidas. Lembrando que nós antecipamos a segunda dose de Pfizer, alguns que fazem parte dessas 3,8 milhões de pessoas não se atentaram a isso, portanto, se atentem. E a terceira dose, essa dose de reforço aos trabalhadores da área da saúde, aos idosos, e também a todos aqueles que tem alguma alteração na sua imunidade vai garantir a sua proteção. E é isso que nós precisamos continuar fazendo, vacinar para preservar vida e voltar a nosso novo normal.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. E agora vamos às perguntas às perguntas dos jornalistas que aqui estão presentes, nós temos seis jornalistas, começando pelo SBT, com a repórter Flávia Travassos. Flávia, boa tarde. Bem-vinda, mais uma vez, sua pergunta, por favor.

FLÁVIA TRAVASSOR, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Queria perguntar, governador, sobre essa possibilidade que algumas cidades do estado já cogitam, no relaxamento quanto ao uso da máscara, perguntar para o comitê científico qual que é isso que isso representa, surgimento de novos casos, óbitos, e também novas variantes? E perguntar o que precisa acontecer para que o uso de máscara seja liberado, que as pessoas não precisem mais usar, qual é o requisito? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Flávia. Vou pedir exatamente ao doutor Paulo Meneses, citado por você, como coordenador do Centro Médico do nosso Comitê Científico, para proceder a resposta. Paulo Meneses.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde, Flávia. Essa é uma pergunta que está na boca de todo mundo, todos nós, acho que gostaríamos de fazer aquele gesto que nós víamos em outros lugares de poder retirar a máscara em vários países nós vemos os jornalistas fazendo isso em frente às câmeras. Mas a história mostrou que as coisas não são tão simples, e nesses lugares foi necessário que se voltasse atrás nessas determinações, nessas recomendações, e voltasse à utilização do uso de máscaras. Nós tivemos um grande avanço, como nós já mostramos, na situação epidemiológica, no número de pessoas com casos graves, e continuamos avançando. Também eu mencionei aqui já, que nós conseguimos enfrentar a variante Delta com bastante sucesso, ao meu ver, e acho que foi fundamental a contribuição dessa barreira. Dessa forma nós estamos avaliando a possibilidade no futuro, não nesse momento, hoje os números que o secretário Jean mostrou, apesar da melhora, eles indicam que nós ainda temos pessoas ficando com doença grave requerendo internação, ainda temos perda de vidas. E, portanto, hoje nós devemos continuar utilizando também essa proteção além da vacinação. É possível que em um futuro próximo, com a condição melhorando, nós tenhamos condição de progressivamente avaliar a possibilidade de liberação e, talvez, em algum momento, primeiramente em situações mais seguras, que é os espaços abertos. O Comitê Científico está discutindo isso, está discutindo com o governo, e quem sabe, em breve nós tenhamos alguma posição sobre essa questão. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Meneses. Flávia, obrigado pela pergunta. E queria aproveitar apenas para adicionar, evidentemente, todas as decisões aqui são amparadas pelo nosso comitê de saúde, pelos médicos, pelos infectologistas, mas estamos dentro de uma visão otimista em relação ao futuro próximo, e não pessimistas, os dados nos dão amparo a esse otimismo moderado, e foi exatamente isso que colocou o doutor Paulo Meneses nessas suas colocações. Estamos evoluindo bem, em queda a infecção, em queda a internação, em queda o número de óbitos, e em alta a vacinação, inclusive o esquema vacinal completo, com duas doses. Ainda é preciso ter cuidado, mas com um horizonte, eu diria até de curto prazo, bastante otimista em relação a São Paulo. Vamos agora ao Rassan Massud, ele é o correspondente no Brasil, da TV Al Jazira. Muito obrigado, por estar aqui presencialmente, a última vez foi virtualmente. Então, Rassan, muito obrigado. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

RASSAN MASSUD, REPÓRTER: Eu que agradeço. Muito obrigado, governador. Muito obrigado, por todas as informações sobre a questão de saúde no estado de São Paulo. Mas eu vou perguntar sobre depois esses efeitos econômicos da pandemia no estado de São Paulo, como no todo mundo, quero perguntar sobre a participação do estado de São Paulo no Expo 2020, em Dubai, quais são as expectativas para estado, e a importância também, depois de todos esses efeitos econômicos? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Rassan, obrigado. Faz sentido, bastante sentido, aliás, a sua pergunta, nós estamos em franco processo de recuperação econômica aqui no estado de São Paulo, é o estado também que mais cresce em geração de empregos, 713 mil novos empregos foram gerados em São Paulo, no período de 1 de janeiro a 31 de agosto. E os dados são do CAGED, vinculado ao Ministério do Trabalho. O estado de São Paulo tem hoje 36% de todos os empregos gerados no Brasil, foram gerados aqui no estado de São Paulo. A economia também cresce, de maneira inclusive consistente, a previsão de crescimento de acordo com a Fundação SEADE, do PIB, é de 7,5%, é o crescimento do PIB de São Paulo, se de fato ocorrer, conforme previsto, será o maior crescimento, Rassan, do PIB de São Paulo na história, nunca houve um crescimento desta ordem, me parece que o maior crescimento foi cerca de 7% há quase duas décadas. E agora estamos em um crescimento extremamente expressivo, bem acima da previsão do Brasil, o PIB brasileiro deve ser entorno de 5%, 5,1%, 5,2%, e São Paulo, 7,5%, de acordo com a Fundação SEADE. Isso nos obriga também a retomada do programa que fizemos em 2019, e iniciamos em 2020, até a chegada da pandemia, são os worldshows, que é a expressão que se utiliza para viagens internacionais de apresentação do conjunto de opções de investimentos em São Paulo, seja aquelas de desestatização, privatização, concessões e PPPs - Parcerias Público Privadas, seja também através de investimentos diretos na indústria, no comércio, no agronegócio, setor de serviços, a economia criativa, ciência, tecnologia, saúde e educação. Nós teremos uma comitiva de 50 empresários de São Paulo que irá a Dubai, aproveitando a realização da ExpoDubai, aonde nós teremos uma presença também com a semana de São Paulo, no Pavilhão do Brasil, vamos ter uma rodada de negócios tendo como interlocutores os fundos soberanos de Dubai, de Abu Dhabi, e também do Catar, igualmente bancos e investidores, grupos investidores que estarão presentes nessa oportunidade, nessa semana em Dubai, e estará lá conosco a Patrícia Ellen, a que passo a palavra nesse momento, que é a nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Como você sabe, Rassan, temos um escritório em Dubai, que foi aberto em fevereiro de 2020, como temos escritório também em Xangai/China, como temos na União Europeia, em Monique/Alemanha, como teremos agora para América do Norte no dia 2 de dezembro, que será a inauguração, também com uma missão empresarial de 50 empresas nos Estados Unidos. Mas aqui aproveitando essa oportunidade, vamos gerar mais bons negócios para São Paulo. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. A expectativa é gerar, Rassan, cerca de US$ 10 bilhões em investimentos para o Brasil, e no mínimo metade disso para o estado de São Paulo. É o maior evento internacional do mundo, com 190 países. E é um grande momento, e o governador João Doria tem liderado essa agenda, para mostrar ao mundo que São Paulo e os estados brasileiros se preocupam com o meio ambiente, respeitam os outros países, estão abertos para os outros países, como o Brasil sempre esteve, então resgatar essa abertura internacional, é muito importante para o modelo de desenvolvimento econômico, humano e ambiental. E nessa expectativa de gerar esses US$ 10 bilhões nós estamos levando a maior delegação que já levamos, além dos 50 empresários representados por 32 empresas, nós temos uma delegação de 100 artistas, que farão uma série de apresentações, levando a cultura de São Paulo e do Brasil, para o mundo. E nessa visita, além do trabalho da Expo, a gente tem uma agenda fora da Expo para mostrar as oportunidades de investimento no estado de São Paulo e no Brasil para o Oriente Médio e para todo o mundo. Então por isso a gente tem uma série de visitas ao [Ininteligível], por exemplo, a DMCC, que é o maior hub de commodities do mundo, a [Ininteligível], é uma das maiores incorporadoras do mundo também. Vamos ao [Ininteligível], que eu mencionei, que é o maior parque de inovação e pesquisa, e com esse objetivo de captar esses recursos, atrair os investimentos, também gerar mais exportações, principalmente para o agro de São Paulo e do Brasil, setor de proteína animal, sucos, frutas, muito bem representados na delegação. Também temos empresas de tecnologia, de saúde e instituições financeiras, as fintechs também tem uma abertura muito grande para estar nesse evento. E lembrar que o governador na sequência vai para a COP, são ali dois momentos muito importantes para a gente realmente reabrir as portas de São Paulo, e do Brasil, nesse momento de retomada econômica tão importante, nós vamos alcançar esse 7,5% de crescimento do PIB, e isso só acontece conectando os nossos investidores, os nossos empresários com o mundo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Obrigado, Rassan, pela pergunta. E antes de passar à Nani Cox, da Rádio Jovem Pan, se você já quiser ficar posicionada ali. Dizer do nosso otimismo, com a retomada econômica, geração de emprego, geração de riqueza, novos investimentos, e a retomada presencial também em eventos internacionais, que deflagraremos agora a partir do próximo dia 25 de outubro, com essa missão ao Oriente Médio, com 50 grupos empresariais aqui de São Paulo. É a vida voltando ao normal, trazendo esperança, trazendo paz e principalmente trazendo novos empregos, e o resgate para a economia de São Paulo. Vamos agora com você, Nani Cox, boa tarde. Sua pergunta, por favor, Nani.

NANI COX, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Bom, queria aproveitar então essa questão que a gente está abordando de máscaras, e perguntar para a equipe de saúde o que acham dessa possibilidade de se comemorar uma festa de Ano Novo, de Carnaval, enfim, que já é mais complicado de ter um controle de público? Mas como que vê isso? Até porque, o ano novo já está um pouquinho mais perto. E aproveitar, governador, pedir um comentário a respeito da CPI da Prevent, que deve ser voltado esse pedido para abertura hoje na ALESP, tem alguns deputados aí que devem tentar obstruir. Mas enfim, um comentário do senhor a respeito disso. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Nani. Antes de passar ao João Gabbardo, como coordenador executivo do nosso Comitê de Saúde, para a sua primeira pergunta, apenas dizer, nós respeitamos a decisão independente e soberana da Assembleia Legislativa do estado de São Paulo. É um Poder independente, nós respeitamos a Assembleia Legislativa, e a sua decisão. A decisão que for tomada majoritariamente pelos parlamentares será a decisão que o governo do estado de São Paulo respeitará. Agora, João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bem, Nani, esse assunto das máscaras o doutor Paulo já falou anteriormente, esse tema está sendo discutido pelo comitê científico, e nós daríamos uma posição definitiva para o governo do estado nos próximos dias. Então nesse momento não temos condições de fazer qualquer tipo de antecipação sobre quando e de que forma será liberado. Então nós vamos aguardar ainda a decisão do comitê para poder fazer o anúncio à toda população de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bem, obrigado, Gabbardo. Obrigado, Nani. Agora vamos com Maria Manso, da TV Cultura, na sequência, com o Portal Metrópoles, e concluindo com a TV Globo, Globo News. Maria Manso, boa tarde. Bem-vinda, como sempre. Sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu queria falar sobre a Coronavac, o Ministério da Saúde declarou que só vai voltar a fazer novos contratos para a compra da Coronavac com a liberação definitiva da ANVISA. O Butantan já está providenciando isso, e como é que o senhor viu essa declaração, doutor Dimas?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Obrigado, governador. Obrigado, Maria. Eu vejo como uma escolha pessoal capitaneada pelo ministro Queiroga. Por que eu vejo dessa maneira? A Coronavac, a vacina mais produzida no mundo, 2 bilhões de doses produzidas até semana passada. Coronavac, a vacina mais usada no mundo, 1,8 bilhão de doses aplicadas no mundo. Coronavac, a vacina mais segura entre todas as que estão sendo utilizadas, para indivíduos adultos, para crianças e adolescentes. Para crianças e adolescentes a vacina mais utilizada no mundo, 60 milhões de crianças e adolescentes já vacinadas com essa vacina. Coronavac, a vacina que tem uma elevada eficiência demonstrada em inúmeros estudos, no Brasil e em outros países. Portanto, aí mais um ponto, Coronavac, a vacina que é produzida aqui no Instituto Butantan, que é o maior produtor de vacinas do Brasil e da América Latina, maior fornecedor de vacinas para o Ministério da Saúde. Portanto, quando eu reúno todos esses elementos e vejo a declaração do ministro, a conclusão é inescapável, o ministro fez uma opção, ele optou em não adquirir a Coronavac, acho que isso responde a sua pergunta. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Dimas Covas. Obrigado, Maria Manso. Vamos agora à penúltima pergunta, que é da Indara Freitas, do Portal Metrópoles. Indara, boa tarde. Bem-vinda, como sempre. Sua pergunta, por favor.

INDARA FREITAS, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu queria saber se há previsão de abrir a terceira dose, dose de reforço, para outros públicos? Ou, se, por enquanto vai ser só idosos acima de 60 anos, profissionais de saúde imunossuprimidos? E quais seriam esses públicos se houver esse plano? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado. Eu vou pedir à doutora Regiane de Paula, que é a coordenadora do nosso PEI - Programa Estadual de Imunização, que possa responder à pergunta da jornalista Indara Freitas, do Portal Metrópole.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador. Obrigada, Indara. Nesse momento nós estamos focando em vacinar com a terceira dose as pessoas com 60 anos e mais, e os trabalhadores da saúde. Toda quinta-feira, às 19h, nós temos uma reunião com o governador, secretário Jean Gorinchteyn, o Comitê Científico, e novos temas podem ser debatidos, e nós vamos avaliando momento a momento. Mas por enquanto nós temos muito ainda a fazer, e estamos fazendo em um ritmo acelerado, se tivermos novidades, em breve comunicaremos para vocês. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Regiane. Indara, obrigado. Vamos agora à última intervenção de hoje, a última pergunta, que é da Daniella Gemignani, da TV Globo, Globo News. Dani, boa tarde, mais uma vez.

DANIELLA GEMIGNANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu vou insistir na questão das máscaras, e porque eu acho que a pergunta da Nani, pelo menos, minha percepção, ela não perguntou exatamente sobre as máscaras, ela perguntou sobre fim de ano e Carnaval, até porque, o Lolla, por exemplo, que o senhor já disse que teria no ano que vem, o planejamento destas festas, independentemente do uso obrigatório de máscara ou não. Então só para retomar um pouco da pergunta da Nani. E aí insistir na questão da máscara, uma coisa bem objetiva, assim, futuro próximo a gente pode considerar o que, ainda em 2021, para 2022? E a prefeitura adotou critérios, estão estudando critérios concretos, por exemplo, 90% de imunização, baixar 100% dos idosos com a dose de reforço. O comitê já tem essas métricas, o que vai se basear para tomar essa decisão? Obrigada. Foi uma pergunta só, a primeira foi só esclarecimento da Nani, tá?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Tá bom. Daniella, eu vou pedir à doutora Regiane, e também ao doutor Paulo Meneses, ambos, para responderem. Mas quero lembrar que no próximo dia 18 de outubro nós teremos aqui uma coletiva de imprensa, um dos temas dessa coletiva será exatamente a deliberação sobre máscaras, qual o critério e quais os períodos. Nós temos amanhã, como disse a doutora Regiane, a reunião do PEI - Programa Estadual de Imunização, nós teremos a presença de integrantes do comitê de saúde, como sempre, e também do secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido. E aí adotaremos a decisão que for expressada pelo comitê de saúde, e pelo PEI - Programa Estadual de Imunização, e vamos anunciar no próximo dia 18. Então com você, agora, Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador. Em relação à vacinação, nós estamos caminhando muito bem, 60% da população de todo o estado já vacinado, quando a gente olha para a população da primeira dose, acima de 18 anos, 99%. Então nós temos que olhar para esses dados de vacinação, e com outros critérios para que a gente possa avaliar juntamente com o comitê científico qual será as melhores tomadas de atitude, e qual o momento para isso. Nós temos trabalhado junto com o doutor Paulo, doutor Gabbardo, todos eles, olhando como uma das diretrizes a vacinação, mas ela não é a única, critérios epidemiológicos são muito importantes, e nós estamos trabalhando com esses critérios também. Então amanhã na reunião do PEI - Programa Estadual de Imunização nós teremos uma discussão com a equipe até intersecretarias, provavelmente inclusive a secretária Patrícia Ellen também estará presente, e a gente conversará e terá mais novidades em relação a isso. E nesse futuro quem pode dizer um pouquinho, acho que é o doutor Paulo, sobre os temas que a gente vem debatendo, tanto no PEI - Programa Estadual de Imunização, junto com o Comitê Científico. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutora Regiane. Doutor Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Daniella, sem dúvida, que o primeiro critério é a cobertura vacinal, e nós caminhamos muito bem, felizmente, rapidamente, e devemos atingir esses números de praticamente 100% de vacinação completa para adultos, nas próximas duas semanas, os adolescentes devem receber a segunda dose até o final do ano, de forma que a cobertura da população and muito rapidamente, e esse é um dos critérios que vai ser levado em consideração, mas a perspectiva é boa. A outra é dos indicadores da pandemia, nós estamos vendo sim uma melhora progressiva dos indicadores, nós esperamos que isso continue a acontecer, e também vamos levar em conta esses aspectos. Eu quero chamar a atenção para que você colou também a questão dos grandes eventos abertos, nós entendemos que ainda não é momento de discutir os grandes eventos abertos, porque não há nenhum controle. E aqui eu estou trazendo a condição para os grandes eventos com controle de público. E quero chamar a atenção para os critérios que são fundamentais para que nós possamos ter a volta desses grandes eventos com segurança. O primeiro deles, sem dúvida, é a vacinação completa, então quem quiser frequentar um grande evento a partir desse mês, Futebol começou a ter público novamente, até novembro deve ter já não mais uma restrição de proporção de ocupação. As pessoas precisam ter o esquema vacinal completo para poder ter acesso a esses grandes eventos. Se não tiverem esse esquema completo, precisam ter, pelo menos, a primeira dose e um teste negativo. Aquelas pessoas que não tomaram a primeira dose porque razões diversas, a não ter acesso, do sentido da faixa etária, elas não vão conseguir frequentar esses grandes eventos. Então a outra condição que eu acho que é fundamental, é que o uso de máscaras vai continuar sendo obrigatória nessas situações. Então nós estamos discutindo aqui a possibilidade de o uso de máscaras em condições muito favoráveis, especialmente aonde a transmissão é baixa em ambientes externos, e eventualmente nas próximas semanas, ser considerado como algo que pode ser opcional. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Paulo Meneses. E ainda nesse tema, Dani, eu pedi à Patrícia Ellen para que pudesse fazer uma intervenção, e vou pedir que vocês recoloquem aqui esse slide, vou chamar atenção dos meus colegas cinegrafistas, porque vale a pena também posicionarem, porque isso interessa muito a trabalhadores, produtores, realizadores, artistas, desportistas, os que praticam esporte, os que fazem atividade de lazer, porque são informações precisas e calendarizadas também na retomada de públicos em eventos. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. E exatamente reforçar esse ponto, para o setor de eventos é muito importante essa retomada, era uma expectativa que já se tinha de como é que seria o trabalho aqui, o passo-a-passo, essa resolução vai ser publicada pela saúde em Diário Oficial amanhã. Então nós estamos vendo aqui em primeira mão a permissão de capacidade, ela é muito importante para guiar também todos os protocolos que os municípios estão fazendo. Então até o dia 15 de novembro, 30% de público, do dia 16 ao dia 31, 50%, e do dia 1 de novembro, está ali a parte de novembro, só queria especificar, a partir do dia 1 de novembro, 100% de ocupação. O ponto do esquema vacinal também é importante, eu queria destacar que algumas pessoas manifestaram dificuldade de frisar o cartão do Conect SUS, mas o cartão do Poupa Tempo Digital está disponível, funciona muito bem, e vai ser aceito em todos esses eventos também. Então existem as duas opções, se houver atraso na atualização da versão do SUS, pode-se utilizar o do Poupa Tempo, que é o que temos aqui na Secretaria de Saúde. Lembrando que o uso de máscaras nessa etapa continua obrigatório, a recomendação do distanciamento, e o protocolo aqui do uso do álcool em gel também. O setor de esporte, cultura e lazer. Hoje nós temos essa reunião, como a doutora Regiane mencionou, com o setor de eventos. E queria lembrar que todos eles estão muito conscientes fazendo a sua parte. E é importante que a população que frequente esses espaços, esses eventos, também respeite os protocolos, nós estamos nesse momento de ótimo controle da pandemia, ótimo avanço da vacinação. Agora foi uma combinação da vacinação e também do respeito dos protocolos pela população que nos fez chegar nesse momento. E o pedido inclusive do próprio setor, que foi um setor tão impactado pela pandemia, que a gente possa só dar passo para frente, e por isso que é importante que continuemos fazendo a nossa parte também. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Dani, muito obrigado, pela pergunta. Quero agradecer aos jornalistas, às jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, os técnicos também, a todos que aqui comparecem nessa coletiva. E a você que está em casa, nos acompanhando, ou no seu trabalho, no seu escritório, continue utilizando máscaras ao sair do ambiente onde você se encontra, e respeitando as normas sanitárias. Estamos melhorando, a perspectiva é muito boa em relação a São Paulo, nas próximas semanas com certeza teremos boas e melhores notícias. Esperança, fé e confiança, nós estamos vencendo a pandemia. Muito obrigado, a todos. Uma boa tarde.