Coletiva - Estado de SP tem queda de mortes por coronavírus pela segunda semana consecutiva 20202408

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Coletiva - Estado de SP tem queda de mortes por coronavírus pela segunda semana consecutiva 20202408

Local: Capital - Data: Agosto 24/08/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Muito obrigado pela presença, jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, amigos, secretários que estão aqui ao meu lado. Feliz de retornar à coletiva presencialmente, já superado o isolamento de 10 dias a que me submeti durante o período em que contraí a Covid -19. Agora, totalmente recuperado e também imunizado. Na coletiva que hoje, nós temos aqui ao meu lado Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, o Dr. José Medina, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, Dr. João Gabardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19, e como convidado especial o Walter Ioshi, presidente da Junta Comercial do Estado de São Paulo. Quero, sim, começar agradecendo as manifestações de solidariedade que recebi ao longo desses 10 dias, as muitas orações, mensagens que foram dirigidas a mim, à minha esposa, à minha família, incluindo as flores, os terços, as imagens de santas, que recebi em minha casa. Queria agradecer também a todo o secretariado do Estado de São Paulo, e em especial ao Rodrigo Garcia, vice-governador, que, durante a minha ausência, esteve aqui coordenando estas coletivas de imprensa, assim como aos demais integrantes do Governo de São Paulo. Tenho muito orgulho de ter uma equipe, um time que trabalha junto e que participa ativamente de todas as decisões do Governo do Estado. Aqui, não temos um governo centralizado e dependente do governador. Ao contrário, é um governo compartilhado, e uma das razões do nosso êxito está exatamente nessa atitude descentralizadora e de delegação de responsabilidades. Tenho que agradecer também ao Dr. David Uip, meu médico, já há quase 30 anos, que integra o nosso Centro de Contingência do Covid-19, foi o seu primeiro coordenador, pelo acompanhamento cuidadoso que el e e médicos do Hospital Sírio-Libanês tiveram comigo, com a minha esposa, durante esse período do isolamento. Eu continuo acreditando na ciência, na saúde e na medicina. Mas também queria deixar aqui a minha solidariedade às pessoas que ainda estão em tratamento pela Covid-19, e meus sinceros sentimentos aos familiares que perderam entes queridos para o vírus. A todos, a minha sincera solidariedade, sobretudo agora que já fui vítima e conheci de perto, ao lado da minha esposa, os riscos e as ameaças da Covid-19. Mas quero também fazer aqui um registro de solidariedade, de solidariedade ao repórter do jornal O Globo, que ontem foi fisicamente ameaçado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. O repórter Daniel Gullino foi ameaçado pelo presidente da República, d e que gostaria de esmurrá-lo, portanto, agredi-lo. Quero registrar, a ele, ao Daniel Gullino, aos veículos de comunicação, ao jornal O Globo, especificamente, mas a todos os veículos de comunicação e a todos os jornalistas brasileiros que, mais uma vez, foram ameaçados, e desta feita ameaçados verbalmente pelo presidente da República do Brasil. Eu não me lembro, ao longo da minha existência, de nenhum presidente da República que tenha dito isso frontalmente a um jornalista, que gostaria de agredi-lo e esmurrá-lo, fisicamente. É uma posição lamentável e triste para alguém que ocupa a Presidência da República do Brasil. Lembrei também de uma menção feita pela ministra Carmen Lúcia, pessoa pela qual tenho especial admiração, ela que é juíza do Supremo Tribunal Federal, quando ela, num histórico voto, derrubou a censura e disse que o cala a boca já morreu. A Constituição garante, garante a liberdade de expressão, garante a democracia, garante a liberdade de imprensa. Presidente Jair Bolsonaro, como governador do Estado de São Paulo, eleito pelo voto popular, como o senhor foi, eu tenho a obrigação de lhe dizer, como filho de um deputado cassado pelo Golpe Militar de 1964, vítima portanto da ditadura militar neste país, que nem o senhor, nem ninguém vai afrontar a democracia do Brasil, vai amedrontar ou emparedar jornalistas ou veículos de comunicação sérios do nosso país. A democracia, presidente Bolsonaro, é mais forte que o senhor. Ela já resistiu, em tempos recentes, a outras ameaças, e resistirá ao senhor também, com seu &iacute ;mpeto de flertar com o autoritarismo. São Paulo e eu, em especial, estarei sempre ao lado da democracia, da verdade e da liberdade de imprensa. E como eu, presidente Bolsonaro, milhões de outros democratas também saberão defender a democracia e saberão cobrar do senhor as informações que ontem o senhor, além de negar e emudecer, ainda ameaçou quem lhe perguntou. Aqui em São Paulo, respeitamos a imprensa, respeitamos os jornalistas e respeitamos a democracia, eu e todos os secretários deste governo. Tenho também que lamentar que, no pronunciamento feito pelo presidente da República, ele não tenha feito uma única citação sequer às vítimas da Covid-19, nenhuma citação sequer para lamentar a perda de milhares de vidas e nem àqueles que continuam em tratamento, acometidos pela Covid. Que falta de compaixão, presidente Bo lsonaro. Eu tenho a impressão que o senhor ama apenas a si próprio e aos seus filhos, e despreza a vida e os brasileiros que o elegeram. Agora, sobre a saúde e a economia em São Paulo. Tivemos mais uma semana... É uma boa notícia. Tivemos mais uma semana de redução no número de óbitos da Covid-19 no Estado de São Paulo, o que demonstra que o Plano São Paulo, as autoridades de saúde e aqueles que atuam na saúde pública e privada vêm cumprindo a sua função e o seu dever de salvar vidas. São Paulo foi e continua sendo o epicentro da pandemia no Brasil, mas as medidas que estamos adotando aqui no Plano São Paulo têm permitido o atendimento a todos que precisam. Ninguém ficou sem atendimento em São Paulo. A queda no número de casos, a queda n o número de óbitos, nos conforta, porque estamos falando em vidas, vidas que estão sendo poupadas. Mas repito o que já disse aqui na semana que antecedeu à minha infecção pela Covid-19: Não é hora de celebrarmos, não é hora de comemorarmos nada. É hora e o momento de ainda nos mantermos dedicados e firmes no combate ao Corona Vírus e no atendimento aqueles que, infelizmente, estejam infectados, e aqueles que precisam de tratamento nas unidades de saúde públicas e privadas. Nós não podemos deixar de usar máscaras, obedecer ao distanciamento social, seguir as regras de higiene pessoal, lavando as mãos, utilizando álcool gel e tendo cuidado no manuseio de alimentos e produtos. Só venceremos a pandemia com a vacina. Enquanto não tivermos a vacina, precisaremos ter resiliência, paciência, fé e disciplina. Hoje, nas informações: Renovando o que acabo de mencionar, o número de óbitos em São Paulo, no Estado de São Paulo, caiu pela segunda vez consecutiva. Na última semana, o estado teve uma queda de 9% no número de óbitos, na comparação com a semana anterior. Foram 152 mortes a menos, passando de 1.764, no período de 9 a 15 de agosto, para 1.612, na semana de 16 a 22 de agosto. A diminuição no número de óbitos foi registrada em todas as regiões do Estado de São Paulo, no mesmo período. Na capital de São Paulo, houve uma queda de 19%, na Grande São Paulo, queda de 12%, e no interior do Estado de São Paulo, queda de 6%. São, de fato, conforme já mencionei, bons sinais, que nos fortalecem no enfrentamento da pandemia, mas que registramos com ext rema prudência. Na economia, a segunda informação de hoje. O Governo do Estado de São Paulo determinou, a partir de amanhã, dia 25 de agosto, a isenção, por 60 dias, no pagamento para as tarifas de aberturas de novas empresas. A medida é válida por 60 dias e, repito, começando amanhã, dia 25 de agosto, e válida até o dia 23 de outubro. Essa é mais uma ação do Governo de São Paulo, de estímulo à retomada da atividade econômica, sobretudo nos micro e pequenos empreendedores no nosso estado. Desde o início da pandemia, vocês sabem, o Governo do Estado de São Paulo liberou R$ 720 milhões de microcrédito para micro e pequenos empreendedores, através do Banco do Povo e do Banco Desenvolve SP. Isso ajudou a milhares de pequenos e m icroempreendedores a sobreviverem nesses cinco meses, e eu espero, pelos próximos meses também. Agora, adotamos a medida de isentar o pagamento da abertura de empresas, para permitir um estímulo adicional a que esses micro e pequenos empreendedores possam retomar as suas iniciativas ou partir para a atividade empreendedora. No mês de julho, essa é uma boa notícia, o Estado de São Paulo bateu recorde, com 21.788 empresas abertas no estado. É um recorde histórico, e vocês verão isto na apresentação que a Patrícia Ellen e o Walter Ioshi farão na sequência. É um bom sinal, é um sinal de que, gradualmente, a economia de São Paulo está se recuperando. E volto a lembrar: São Paulo representa 36% da economia brasileira. Se recuperarmos a economia de São Paulo, estaremos ajudando a recuperar a economia do Brasil. Empreender é um grande desafio, é um estímulo, mas é sobretudo a esperança de que as pessoas sejam donas do seu próprio destino. E o Governo do Estado de São Paulo acredita e está confiante nessa possibilidade. Muito obrigado, vamos agora, pela ordem, começando pela Saúde, lembrando que temos dois grandes temas, Saúde e Economia. E pela Saúde, fala o Dr. Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, seja bem-vindo, agora presencialmente. É sempre muita alegria o seu retorno. Secretários, a todos uma boa tarde. Estamos na 35ª semana epidemiológica, 86% dos municípios estão na fase amarela do Plano São Paulo. Houve um respeito ao distanciamento social nesse final de semana em 46% em todo o estado, 47% no município, lembrando-se que há média de 43% em outros dias, mesmo com temperaturas mais elevadas. O engajamento da população permitiu e permite a melhora desses índices e colaboraram com as nossas flexibilizações, especialmente a flexibilização do Plano São Paulo, sempre baseado na ciência, pra fazê-lo de forma gradual e segura. Uma boa notícia, como o próprio governador já revelou, tivemos queda do número de óbitos no estado, na segunda semana consecutiva. Tivemos 9% de queda no estado, com 152 óbitos a menos do que na semana anterior. A queda na capital foi de 19%, representando 96 óbitos a menos, também em relação à semana anterior, e considerando o interior e o litoral, a queda foi de 4%, também com aproximadamente 53 óbitos a menos do que a semana epidemiólogica anterior. Isso reforça o objetivo do Plano São Paulo em salvar vidas. Estamos nos mantendo por três semanas consecutivas com taxas de ocupação em até 6 0%. Nós, hoje, na grande São Paulo, 53,7% e no estado, 55,6% com queda também nas internações e UTI. Nós tivemos no estado uma queda de 7%, 9% n o município, 3% no interior e litoral. Isso demonstra o controle da pandemia no nosso estado. Por favor, o primeiro dia positivo. Hoje, em São Paulo contabilizam 756.480 casos óbitos: 28.505. E como disse, as taxas de ocupação inferiores... e observem que nós já estamos mantendo taxas inferiores a 57%, algo que já em acontecendo como disse há algumas semanas. Próximo, por favor. Foram 2.351 novos casos com diagnósticos estabelecidos, 62% deles através da realização do RTPCR. Próximo. Observem. Isso é um dado que mostra claramente o impacto da redução do número de casos no estado, mesmo e a despeito da maior testagem, e essa é a maior testagem que &eacute ; feita no Brasil. Nós temos 86%, desculpa, 86 testes pra cada cem mil habitantes, mostrando um percentual de testagem similar ao que nós temos em países como a Alemanha que é um dos maiores países a realizar testagem para a Covid do mundo. Próximo. Novas internações do estado de São Paulo em queda clara. Próximo, por gentileza. E novos óbitos no estado de São Paulo também em descenso em relação a semanas anteriores. Próximo, por favor. No caso para município de São Paulo, também tivemos um descenso importante. Observem que nós já saímos do platô no município de São Paulo há algumas semanas, e o estado de São Paulo nós já podemos dizer essa saída já há duas semanas, mostrando o descenso de internações, bem como o de óbitos. Próx imo. Reforçando aqui o número de novas internações no município de São Paulo, também em queda bastante significativa. Próximo. E as projeções estabelecidas para o período se mostraram estáveis ou dentro das metas projetadas em modelos matemáticos tanto para o número de casos. Próximo. Bem como para o número de óbitos no estado de São Paulo. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Vamos agora, ainda no tema da saúde com José Osmar Medina, nosso coordenador do Centro de Contingência do Covid-19. Medina.

JOSÉ OSMAR MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde a todos. É só uma pequena recomendação do cotidiano que está relacionado ao frio. Durante esse período a aglomeração intradomiciliar aumenta, nessa aglomeração também existe a possibilidade de contágio. E o tempo de exposição físico entre as pessoas é maior e é recomendado, nessa situação, distanciamento consciente, muitas vezes dependendo da situação em que a pess oa se encontra, esse distanciamento pensado, algumas vezes até com utilização de máscara, além da higiene das mãos apropriadas. Então tem que lembrar da possibilidade de contágio intradomiciliar também, principalmente durante o inverno onde a aglomeração das pessoas é maior dentro do domicílio. É uma recomendação do cotidiano que é importante pra todos nós. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medinia. Agora, João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos que acompanham a entrevista coletiva. Acho que o fato mais relevante de hoje é essa confirmação dos números que apontam pra redução do número de casos e a redução do número de óbitos. Esses dados são bastante consistentes, nós já estávamos prevendo isso no transcorrer da semana passada. Ele mostra que o Plano São Paulo está se colocando em execução de forma gradua l, mas segura. Nós não precisamos retroceder em grande parte das transições que foram feitas nas regiões do estado de São Paulo. E essa redução mesmo com o aumento do número de testes da semana passada, até se for possível colocar o gráfico, mostrando que... da semana passada, semana 33 pra semana 34, nós tivemos uma redução de 32% no número de casos, 32% considerando o aumento de testagem que foi realizado. E se nós analisarmos as nossas médias móveis dessas últimas sete semanas, vocês vão identificar que nós estamos voltando a um patamar lá do início do mês de julho, em relação ao número de casos. Inobstante, o aumento da testagem. Em relação aos óbitos, que é o próximo, nós apresentamos uma redução de 9%, nossas m&eacut e;dias móveis que era de 244 chegou a 278, agora reduz para 250 de média de óbitos diários no estado de São Paulo. É um número ainda muito significativo, muito importante e que nós precisamos reduzir ainda mais, mas já aponta uma tendência de queda de uma forma bastante consistente. Esses 230 óbitos diários vocês podem verificar que nós não tínhamos encontrado um valor próximo a ele nas últimas sete, oito semanas de acompanhamento dos óbitos em São Paulo. Então é isso, governador, é a nossa certeza de que o plano está sendo aplicado de forma gradual, mas bastante segura em relação aos objetivos que nós tínhamos no início.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Vamos agora, ainda dentro dessa mesma linha, com boas notícias na capital, na grande São Paulo e também no interior, ouvir o secretário de desenvolvimento regional, Marco Vinholi. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Registrar aqui com a aplicação do Plano São Paulo, a melhora nos indicadores, melhora essa que vinha se dando na capital, na região metropolitana e que teve o acompanhamento do interior do estado nessa última quinzena. Nós tivemos um grande fato importante, e o Dr. Gabbardo já citava aqui, a queda, mesmo com o grande aumento de testagem do número de casos que já vinha acontecendo de forma muito contundente aqui na capital, a gen te teve mais de 50% de queda na capital nesse período, na região metropolitana, mas agora também no interior do estado com uma queda de 13,33% ao longo desse período. Então, são índices muito importantes que levam a uma queda na melhor taxa até hoje de ocupação desde o início da implementação do Plano São Paulo dos leitos de UTI. Se a gente tinha na sexta-feira, 56,8% de taxa de ocupação, nós atingimos agora 55,6%, portanto, 1,2 pontos reduzindo e melhorando ainda mais o índice de ocupação de leitos de UTI aqui no estado de São Paulo. Isso se deu ao longo desse processo com a queda da taxa de internação, mas também com um aumento muito forte do número de leitos de UTI no estado de São Paulo. Nós já distribuímos 3.900 respiradores até agora, 4 mil respiradores já chegaram aqui no estado de São Paulo e é algo que nós vamos abastecendo todo o estado de São Paulo ao longo desse período. Eu quero aqui por fim registrar a importância da união entre os gestores municipais, nós temos seis regiões que trabalham pra vir agora da fase laranja para a fase amarela, lembrando aqui que é na primeira atualização que nós não temos nenhuma região na fase vermelha, demonstrando aplicação do Plano São Paulo funcionando, mas agora também avançando com essas que estão na fase laranja. São José do Rio Preto que tinha uma ocupação acima de 75%, já atinge níveis inferiores, está em 74,5% agora e depende da sua evolução da pandemia pra poder avançar. Da mesma forma, Franca que ainda está um pouquinho superior do que os 75%, 75,8%, vai ter novos leitos na própria Santa Casa de Franca sendo implementados ao longo dessa quinzena. Então, um grande esforço pra que os prefeitos dessas seis regiões: São João da Boa Vista, Marília, Presidente Prudente, Rio Preto e Franca, possam imobilizar o isolamento social, a utilização de máscara. E que através da união entre eles possam melhorar a evolução da pandemia e avançar de fase também na sequência.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Agora, virando a página pra falarmos sobre economia, também a recuperação gradual da economia do estado de São Paulo com Patricia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia. Patrícia.

PATRICIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Queria também agradecer pelo seu exemplo em sua fala inicial. Nós estamos aqui nessa luta pra salvar vidas e proteger empregos, e um verdadeiro líder precisa dar o exemplo, incitar a agressão definitivamente não é um bom exemplo no momento que nós estamos. Nós precisamos de união, nós precisamos de resiliência. Agora, falando um pouco da mensagem que a nossa populaç&ati lde;o está passando, essa é a mensagem de união e de resiliência. O secretário Jean mencionou as taxas de isolamento que nós alcançamos nesse fim de semana, no sábado, e no domingo a taxa... acabei de receber, governador, foi de 50% no estado, 52% na capital. A do sábado, mencionada pelo secretário, foi elevada nos patamares de julho, dia 11 de julho foi o último número tão alto. Mostra que estão todos fazendo o seu esforço. E ao mesmo tempo também o esforço pra empreender, pra proteger empregos. Acabei de receber também nesse momento as informações do Cajet, e o estado de São Paulo, no mês de julho, fechou o primeiro mês com saldo positivo de empregos desde fevereiro. Um saldo de mais de 22 mil empregos gerados, saldo líquido de 22.967 empregos. E por que esse anúncio da junta comercial é tã o importante hoje? Mais da metade dos empregos gerados no nosso estado vêm dos nossos pequenos empreendedores. Empreender é resiliência. Empreender é esperança. Empreender é emprego. E o estado de São Paulo é o exemplo de empreendedorismo, é o exemplo de resiliência e é também a força motriz de geração de empregos do nosso país. A junta comercial é responsável hoje por mais de 40% de todo o movimento de registro de empresa do Brasil, 42% pra ser mais específica. Nós tivemos em julho, um recorde de abertura de empresas no nosso estado, registradas na junta comercial. Nós batemos o recorde do mesmo mês no ano passado. E é com iniciativas como a que está sendo lançada hoje que nós vamos apoiar, de fato, quem precisa. A junta comercial em julho também completou 130 anos, então tivemos um m& ecirc;s aqui com muito boas notícias. Em junho, nós consolidamos a integração de mais de 11 órgãos pra facilitar os registros de empresas, inclusive com a aderência da Prefeitura de São Paulo que sozinha é responsável por um terço dos registros do nosso estado. Então eu queria agradecer aqui a liderança do presidente Walter Ihoshi e da vice-presidente Adriana Flozi pra que juntos nós possamos seguir nessa retomada com responsabilidade e também com muita união e com resiliência. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patricia. Na sequência, no mesmo tema, vamos ouvir Walter Ihoshi, presidente da Junta Comercial do estado de São Paulo que confirma e apresenta os dados desta recuperação gradual da economia de São Paulo. Waltinho.

WALTER IHOSHI, PRESIDENTE DA JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Muito obrigado, governador, por todo o apoio. E como a nossa secretária Patricia Ellen, pelas orientações. Hoje nós estamos aqui com uma agenda muito positiva, eu quero iniciar rapidamente apresentando o primeiro gráfico que diz respeito à evolução da abertura de empresas no estado de São Paulo. Como vocês podem observar, no mês de abril nós tivemos comparado a abril do ano passado uma queda de 73%. Mas mês a mês, maio, junho e julho, n ós atingimos 21.788 empresas o que corresponde a um crescimento de 8% acima do mesmo mês do ano passado. Próximo, por favor. Aqui esse gráfico demonstra a evolução do saldo de aberturas e fechamentos, então é a diferença de abertura e fechamento de empresas, mostrando a evolução no mês de abril tivemos uma queda de 62%, aí evoluindo, maio, junho e julho, chegando a 10.773 empresas de saldo. O que corresponde a 9% superior em relação ao ano passado. Próximo, por favor. E aqui nós mostramos, dentro do mês de julho, essa é uma fotografia do mês de julho. A segmentação de empresas abertas no mês de julho, podemos ver aí o setor de comércio, 30%. A que comércio? Nós temos comércio atacadista, comércio varejista, veículos automotores e bicicletas. Atividades administrativas e ser viços complementares, 11.8; atividades profissionais científicas e técnicas, 11.6 e assim vai. Eu só queria aqui fazer uma observação para o 6.1 para o setor de construção. Esse setor que apresentou inicialmente uma queda, evoluiu para 6% e é um setor muito importante, um setor que gera muito emprego. E, finalmente, aqui do lado direito, são os tipos jurídicos das empresas abertas no mês de julho. Então, podemos ver que 62% são empresas limitadas, 20.3 empresas individuais que são as pequenas empresas, 16.5 Eirelis e onde está outros, 0.9, estão as empresas SA e cooperativas. [Próximo, por favor]. E aqui, como disse o governador, quero [ininteligível] hoje aqui esse esforço que o estado de São Paulo está fazendo, o governo do estado de São Paulo e também a Junta Comercial, a partir de amanhã nós e staremos dispensando a abertura, a tarifa da abertura de empresas por 60 dias. Então, 60 dias os empreendedores do estado de São Paulo poderão fazer as suas aberturas de forma totalmente isentas. O estado de São Paulo dá um passo adiante sendo o primeiro estado a adotar essa medida no Brasil. Quais os tipos de empresas, tipos jurídicos que estão contemplados nessas aberturas? As pequenas empresas, empresas individuais, as ilimitadas, as Eirelis e também as empresas SA, Sociedade Aberta, e também as sociedades cooperativas. [Próximo]. Acabou. Muito obrigado, quero muito agradecer aqui todo apoio do nosso governador, da secretária Patrícia, do vice-governador Rodrigo Garcia também, em todo o processo de modernização e transformação digital da Junta Comercial do Estado de São Paulo. No ano que vem teremos uma Junta 100% digital. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado Walter Ihoshi, presidente da Junta Comercial do Estado de São Paulo. Vamos agora às perguntas dos jornalistas. Hoje todas as questões serão feitas presencialmente. O primeiro, pela ordem, é a TV Globo, Globonews, na sequência a Rádio Jovem Pan, CNN, TV Cultura, SBT, Rádio Capital, Rede TV e o Portal IG. Começando então, com a TV Globo, Globonews, jornalista Willian Cury. Will, boa tarde, prazer em revê-lo, você trabalhou o final de semana diuturnamente. Imagino que você tenha recebido um extra, porque eu vi você de manhã, de tarde, de noite, sábado e domingo nas ruas frias de São Paulo. Will, sua pergunta, por favor.

WILLIAN CURY, JORNALISTA DA TV GLOBO E GLOBONEWS: Tudo bem gente, boa tarde, bem-vindo de volta, governador. Eu queria... a gente vu que agora a curva de mortes está caindo bastante aqui em São Paulo também e de casos mais ainda, uma tendência de queda. Em contrapartida tem se aumentado os testes. Eu queria saber também, na última semana, quanto que aumentou a testagem feita aqui no estado de São Paulo? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Will. Vou solicitar, então, ao Dr. Jean Gorinchteyn. Se houver algum comentário também do Gabbardo ou do Medina. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Willian, boa tarde, obrigado pela pergunta. Nós conseguimos aumentar a testagem para 14 mil testes pela rede pública, aumentamos testes pela nossa rede associada chegando a mais de 40 mil testes/dia, quer dizer, aquilo que nós fazíamos em março de mil testagens por dia, hoje chegamos a uma média de 42 mil testes por dia, podendo, em algumas ocasiões, até a ultrapassar essas cifras. Ou seja, a testagem é um fator fundamental para que a gente possa identificar quem são os pa cientes numa condição clínica muito mais tênue, leve, para que aí sim, junto com aquela plataforma que nós lançamos na semana passada, nós possamos rastrear os seus contactantes. Da mesma forma que nós isolamos, nós avaliamos essas pessoas no seu entorno. Isso dando uma garantia de bloqueio sem risco de progressão da doença.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Jean. Apenas... por gentileza Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 EM SÃO PAULO: William, é importante destacar, sempre que você aumenta o número de testes, o número de casos aumenta porque você faz mais diagnósticos. E o benefício subsequente, é como você fez mais diagnóstico, isolou as pessoas, isolou os contatos, depois começa a diminuir o número de casos. Então, nós já estamos na segunda fase, na primeira fase aumentou o número de testes, aumentou o número de diagnósticos, aumentou o número de casos, e agora nós já estamos no benefício de ter aumentado o número de testes, está diminuindo o número de casos porque as pessoas são isoladas e os contatos também são acompanhados.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Medina. E eu destaco também, Will, que São Paulo, hoje, com 86 testes por 100 mil habitantes tem o maior volume de testagem em toda a América Latina. Isso é uma conquista para São Paulo que ao longo desses meses fomos evoluindo, crescendo, ampliando e preparando e equipando também o Instituto Butantan para que nos ajudasse nisso e hoje São Paulo é um exemplo em testagem não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina. Will, obrigado pela sua pergunta. Vamos agora ao D aniel Lian da Rádio Jovem Pan. Daniel Lian é um dos mais ecléticos jornalistas do país. Eu também acompanhei você nesse final de semana, Daniel Lian. O Daniel Lian fez matérias sobre cotidiano, saúde, economia e ainda fez comentários do jogo do São Paulo ontem pela Rádio Jovem Pan. E tudo com enorme pertinência. Daniel Lian.

DANIEL LIAN, JORNALISTA DA RÁDIO JOVEM PAN: Bom dia governador, bom dia a todos. Bom retorno governador. Eu gostaria de perguntar sobre essa questão da ação anunciada hoje, houve o fechamento de diversas empresas durante esse período da pandemia, muitas ainda estão em dificuldades, eu gostaria de saber, com essa isenção, os senhores citaram aí que mais de 21 mil já foram abertas nesse período, qual que é a estimativa em relação ao impulso, se há algum percentual que vocês projetam?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela pergunta, Daniel Lian. Eu vou dividir a resposta, evidentemente com o Walter Ihoshi que é o presidente da Junta, mas boas notícias primeiro. Estamos abrindo mais empresas do que fechando. Em São Paulo, hoje, já abrimos empresas em até dois dias, um prazo recorde e a nossa meta é um dia, abrir em 24 horas que é o padrão da China. Lembrando que quando eu assumi a prefeitura de São Paulo, você se lembra, eram 126 dias para você abrir uma empresa aqui em São Paulo, hoje abrimos em 48 horas. E com a decisão de não cobrar taxas pelos próximos 60 dias, o valor varia entre 75 a R$ 300, o Walter Ihoshi pode confirmar se seu estou certo em relação a esses números também, para um microempreendedor faz diferença, além de velocidade e presteza no atendimento. E sobre expectativa fala Walter Ihoshi presidente da Junta.

WALTER IHOSHI, PRESIDENTE DA JUCESP: Obrigado governador. Só queria primeiro pontuar que em 2019 o estado de São Paulo teve o recorde de abertura de empresas dos últimos 20 anos, somando mais de 200 mil empresas dentro do ano de 2019. Tivemos também um número muito importante que foi mostrado agora, no mês de julho, foi acima da expectativa. O que nós queremos com essa ação é manter esse ritmo acelerado de crescimento e de abertura de empresas, sobretudo, dando oportunidade para aqueles empreendedores resilientes que estão se reinventando para pod er criar seus novos negócios. Obrigado governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Walter Ihoshi. Daniel Lian, mais uma vez muito, obrigado. Vamos agora para Tainá Falcão. A Tainá, além de boa jornalista - hoje eu estou inspirado, eu vou pedir perdão a vocês- uma das mais elegantes jornalistas da televisão brasileira, Tainá.

TAINÁ FALCÃO, JORNALISTA DA CNN: Obrigado. Bem-vindo governador. Eu vou direcionar minha pergunta para a saúde, acredito que o secretário pode me ajudar, tem a ver com a educação também. Um levantamento que me chamou atenção hoje na Folha de São Paulo de que 40% dos professores de todo o Brasil estão em grupos de risco, ainda assim, 16 das 27 Unidades da Federação não souberam dizer qual é esse percentual e São Paulo também não respondeu, disse que está sendo feito um levantamento. Eu queria saber em que pé que está esse levantamento e quando que a gente vai ter o resultado?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, obrigado pela pergunta. Jean Gorenstein, se desejar, com algum comentário ou do Gabbardo ou do Medina. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito bem Tainá. Obrigado pela pergunta. Importante a gente lembrar que todas as vezes que a gente vai fazer retomadas a gente precisa avaliar quem são a população de risco não só de faixa etária como também de doenças, de comorbidades. Isso está sendo levantado pelos departamentos de RH das várias secretarias. A gente está tendo o mesmo problema não só na saúde, não só na educação, mas também no sistema de segurança, porque nós precisando retomar essas atividades. Nós temos, no estado de São Paulo, mais de 250 mil funcionários que estão afastados exatamente por essas condições, ou por comorbidades, ou por idade, então, nós precisamos avaliar de que forma essas pessoas vão ser incorporadas, principalmente em que situação. Serão avaliadas não só no ponto de vista clínico, laboratorial através das testagens e das orientações. Então, isso tem sido feito como pauta de reunião da Secretaria de Estado da Saúde, Segurança e Educação para que a gente, de forma plena, consiga saber o percentual de cada um nessas condições. Lembro que tanto educação quanto saúde representam nessa somatória, 80% desses 254 mil funcionários que estão afastados.< /span>

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Jean, Obrigado Tainá Falcão. Vamos agora a Maria Manso. Maria Manso também uma das mais questionadoras jornalistas que eu conheço. Maria, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, JORNALISTA DA TV CULTURA: Boa tarde, bem-vindo de volta governador. Eu queria até, se o senhor pudesse comentar o que é que muda na cabeça de uma pessoa depois de contrair do Covid-19 no meio de uma pandemia como essa? E continuando no assunto da educação, a gente tem visto o esforço tanto da prefeitura quanto do estado, fazendo inquéritos sorológicos com alunos, com professores, todos os protocolos, mas, em paralelo, a despeito também das decisões judiciais, algumas escolas particulares estão tentando driblar as restriç&otild e;es. A gente recebeu, inclusive, um material bem detalhado de uma escola particular de Santana de Parnaíba aqui na Grande São Paulo chamando os alunos para voltarem hoje, não para aulas, o que eles chamam de atividades recreativas e recomendam, inclusive, que os pais não mandem os alunos com uniforme também para não caracterizar volta às aulas, mas que eles estão também recebendo de volta as crianças e os jovens. O que é que vocês dizem sobre isso, o que é possível fazer e que orientação dar para os pais?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, grato pelas duas perguntas. A segunda, sobre educação, Dr. Jean Gorenstein vai responder. A primeira, é muito interessante, apesar de assintomático desde o início, eu não tive nenhum sintoma desde que testei positivo para a Covid, mas psicologicamente há um impacto e eu tenho que reconhecer, é o impacto de que algo pode ocorrer. Então, o seu comportamento psicológico não é o mesmo de alguém não infectado ou o que eu terei a partir de agora, como alguém que já está imunizado. Mas durante os 10 dias eu sempre tinha em mente e no coração, primeiro o agradecimento por não estar assintomático, assim como Bia e assim como meus filhos, mas a preocupação dada ao fato de que muitos amigos. Maria, ainda estão em tratamento e alguns amigos muito próximos, em Unidades de Terapia Intensiva. Pessoas com idade muito inferior a minha, mas que padecem ainda no atendimento em UTIs aqui em São Paulo. E além disso, me lembrei muito de amigos que eu perdi ao longo desses cinco meses. Isso não só me entristecia a lembrança desses amigos, como me preocupava também. Soube conduzir isso sempre de uma maneira altiva, com o belo atendimento do Dr. David Uip e a equipe do Sírio Libanês, a solidariedade da minha família, mas a preocupação da minha mente, mas o coração sempre muit o elevado. E agora mais elevado ainda na determinação de ajudar as pessoas a ficarem distantes da pandemia ainda que na circunstância do meu caso de ter sido assintomático nesses 10 dias. Vamos agora a segunda questão que você fez sobre educação com o Dr. Jean Gorinchteyn. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Maria Manso, obrigado pela pergunta. É importante que o Plano São Paulo seja considerado um plano que tem respeito a vida e faz as suas flexibilizações de forma gradual e segura, não colocando qualquer cidadão em risco, em risco de vida. Quando existe uma proposição para retorno escolar, existe uma perspectiva de retorno para 7 de outubro, mas ela também estará baseada em índices que foram estipulados e considerados. Quatorze dias nós teríamos que ter 80% dos municípios acima, na fase três, ou seja, na fase amarela e nos outros 14 dias nós precisaríamos 100% dos municípios, nós não temos esses índices ainda. Então, nós continuamos tratando como expectativa, patenteio não temos essa consideração de segurança. A partir do momento que tivermos existe um outro aspecto que é validado, não só a questão da segurança no aparelhamento dentro da cada uma das escolas com todas as regras sanitárias e mais do que isso, né, nós teremos a testagem obrigatória, tanto de grupos a mostrar isso, professores, quanto de alunos, dando segurança a todos, quanto aqueles que vão trabalhar, tanto aqueles que colocam seus filhos para irem à escola, como aqueles que ficam na suas casas, tios, avós, os próprios pais. Então, esse é preceito que o Plano São Paulo [ininteligível] estabelecido pelo governo do estado de São Paulo. Não podemos aceitar que eventualmente uma ou outra instituição coloque em risco os seus alunos, os seus funcionários e o própria população.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Maria Amanso obrigado pelas perguntas. Vamos agora ao SBT, com o Fábio Diamante. O Fábio também um aplicadíssimo jornalista do SBT, recentemente comentei isso, inclusive, com os nossos jornalistas aqui na equipe de comunicação. Fábio, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa no dia, governador. Boa tarde a todos. Eu queria fazer duas perguntas, uma para o Comitê de Saúde, que eu queria saber se foi interrompido de fato aquele aumento da média móvel dos mortos da capital paulista. A gente chegou a conversar em relação à semana retrasada que havia um aumento. A gente até chegou a conversar no fim da coletiva que isso não estava muito bem explicado ainda, o centro não tinha conseguido entender o que estava acontecendo. Eu queria saber se isso está interrompido. Uma segunda perg unta, governador, se o senhor me permite, fora do tema, o secretário de transportes metropolitanos, Alexandre Baldy, virou réu, na sexta?feira, por corrupção, na justiça federal nos Rio de Janeiro. Ele pediu afastamento por 30 dias, a gente sabe disso. Queria saber, esse período já está chegando ao fim, queria saber se o senhor já tomou alguma decisão em relação ele, se ele se mantém no governo depois mesmo como réu na justiça federal. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio, pelas perguntas. Vamos começar com a saúde. Vou passar ao nosso Medina, com comentários do Gabbardo sobre a aumento da média.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR ESTADUAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO CORONA VÍRUS: O número de óbitos na cidade de São Paulo vem recrescendo gradativamente e a média móvel das duas semanas também.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO-EXECUTIVO ESTADUAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COMBATE AO CORONA VÍRUS: Nessas últimas semana, a capital teve um resulto bastante satisfatório. Houve uma redução de 50% do número de casos quando na sua comparamos com a semana 34, com a semana 33. A cidade de São Paulo reduziu 50% o número de casos confirmados, e a cidade de São Paulo, conforme o secretário Jean já tinha falado anteriormente, teve uma redução de 19% do número de óbitos na comparação da semana epidemiológica 34 com a 33. Realmente nós tínhamos tido em semanas anteriores um aumento desse número de óbitos, mas que foi nesta última semana totalmente superado, uma redução bastante significativa dos óbitos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Fábio Diamante, em relação à primeira questão quero ressaltar que as colocações e as acusações sobre o secretário de transporte metropolitanos, Alexandre Baldy, nada tem a ver com o governo do estado de São Paulo e a sua atuação, que ao longo deste período foi impecável, foi correta, foi transparente e bem-sucedida. Em relação à decisão do governo do estado, vamos aguardar até o próximo dia 30, que é a data de solicitação da solicita do secretário Alexandre Baldy e antes do dia 30 nós nos manifestamos. Vamos agora à Carla Motta, da Rádio Capital. Carla também, incansável jornalista na Rádio Capital. Acho que ela é Eduardo Esteves, que também fará pergunta aqui, participaram de todas as coletivas ou praticamente, lembrando que essa a 114 coletiva do Palácio dos Bandeirantes. Carla, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

CARLA MOTTA, REPÓRTER: Boa tarde, seja bem-vindo, governador. Eu tenho duas questões, uma na área da saúde. É muito com esse dado que vocês divulgaram aqui hoje, segunda semana seguida na queda do número de mortos, é muito cedo para afirmar que o pior já passou? Nessa área da economia, gostaria de saber a que vocês atribuem esse... esse aumento de vagas abertas em julho aí? Porque a gente lembra que tem as medidas, mas tem também um grande número de pessoas que estão querendo sair da informalidade. Então, eu queri a saber a que vocês atribuem esse aumento? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Carla. A saúde eu vou pedir a resposta aqui do nosso Medina, com comentários do Jean Goldstein e economia da Patrícia Ellen e, se necessário, com comentários do Walter Ihoshi. Então, por favor, Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR ESTADUAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO CORONA VÍRUS: Carolina, muito obrigado pela pergunta. É bastante... é motivo de comemoração tem o fato de estar melhorando, mas é muito cedo para comemorar. É muito cedo para comemorar esse resultado porque isso ainda nós estamos num processo de redução do número de caso, redução no número internações, redução no número de óbitos, e mesmo depois quando nós alcançarmos o objetivo que é um n úmero baixo de número de casos e de óbitos, nós vemos que continuar com esses cuidados, manter o uso de máscara, manter o distanciamento para que não ocorra um segundo, como está acontecendo na Europa. Então, nós temos que comemorar que o resultado está melhorando, mas não podemos afrouxar de forma nenhuma, mesmo depois que ele esteja num resultado bem satisfatório permanecer ainda por um período para garantir que esse resultado seja sustentado. Então, vamos comemorar, mas com bastante cuidado, assim, para que isso não signifique que as pessoas comecem a afrouxar nos seus cuidados.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Importante, Carla, que as pessoas, elas lembrem que à medida que as flexibilizações estão acontecendo, baseado nesses índices de segurança do Plano São Paulo, nós ainda estamos no meio do caminho. Nós ainda temos uma grande estrada. Reforçando, que a outra forma que nós voltaremos àquele normal será quando nós tivermos uma vacina e a nossa população brasileira devidamente prolongo ida e imunizada. E enquanto isso, nós temos que manter todas aquelas regras de distanciamento pessoal, do uso de máscaras, da utilização do álcool gel, porque só dessa maneira nós conseguiremos especialmente no nosso estado, manter o controle da pandemia.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Agora voltando para a economia, na pergunta feita pela Fernanda Motta, da Rádio Capital, responde Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Bom, são três fatores diferentes, nós vimos e presenciamos julho, especificamente, houve uma retomada clara das atividades econômicas que nós percebemos também acompanhando o faturamento das empresas, estamos fazendo um estudo em parceria com a Secretaria da Fazenda, com o IPT para acompanhamento em tempo real das notas físicos eletrônicas e já vimos que em julho o patamar de faturamento das empresas começou a retomar e est&aacute ; em níveis parecidos com os mesmos períodos do ano passado. Temos um déficit dos meses anteriores, que é o que nós dá, inclusive, o desafio orçamentário público aqui tempo, mas, certamente houve essa retomada que também trouxe uma retomada da confiança, nos investidores e empreendedores e que está surtindo efeito também na aberta dessa empresas que foram citadas aqui. Lembrando que as empresas aqui, não inclui MEI, são empresas com faturamento acima de 81 mil reais ao ano. Também tivemos um julho um número muito expressivo de abertura MEIs, com mais 50 mil novas MEIs ali no saldo positivo. Nós sabemos também que houve a criação de novos negócios, muitos negócios online, negócio aqui com a pandemia foram impulsionados e nós percebemos isso também no tipo de empresa que foi aberta, mas eu n&atilde ;o queria deixar de mencionar também essa questão específica das MEIs, porque ali têm um grupo de pessoas que passaram a empreender porque precisaram e para elas nós estamos trabalhando em duas frentes específicas, uma em parceria com o Sebrae, que é o programa Empreenda Rápido, para apoiar esses empreendedores a se profissionalizarem, se qualificarem e se formalizarem e nós temos também um outro trabalho que governador João Doria mencionou que é o trabalho de microcrédito, para apoiar para os empreendedores a melhor política econômica é a capital de giro. Então, é esse apoio que nós estamos fazendo para que eles sobrevivam pós-pandemia com negócios mais eficientes, mais produtivos, e que possam prosperar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia, pelos seus comentários, Walter Ihoshi. Tudo bem? Ok. Então, Carla Motta, mais uma vez, obrigado pela sua pergunta, pelas suas, perguntas, perdão. Vamos à penúltima intervenção de hoje que ideia Rede TV, da Carolina Riguengo, também dedicado ao jornalista. A Carolina, acho que dessas 114 coletivas, posso estar enganado, mas mais da metade eu sei que você esteve de conosco participando também. Então, obrigado, boa tarde, e a sua pergunta, por favor.

CAROLINA, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Seja bem-vindo de volta, governador. A minha pergunta é sobre a questão dos empreendedores, essa isenção, além de darem isenção pelos próximos 60 dias, o que será feito para que essas pessoas que tem o desejo, mas não tem capital, possam tirar essa aplicação de onde? Que tipo de investimento? E também com relação a como é que eles vão se manter? Porque se para aqueles que já tinham alguma dificuldade antes da pandemia, agora vai ficar um pouco mais com plicado, tem que ter novas estratégias. Então o que vocês estão preparando para esse pessoal se manter? Queria saber também com o pessoal da saúde, já que estamos com números melhores, já podemos ter uma previsão de quando entraremos na fase verde? E por último, eu queria também ouvir a opinião de vocês sobre o caso confirmado em Hong Kong, de uma pessoa que teve COVID-19 e está contaminada novamente. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO SÃO PAULO: Obrigado, Carolina. São três perguntas, vamos começar com economia, sobre empreendedorismo, e a questão específica de capital, e disponibilidade de capital com Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE ÃO PAULO: Obrigada, Governador. Carolina, o trabalho fundamental que está sendo feito agora é enxergar toda a jornada do empreendedor. Esse programa em parceria com o Sebrae, Empreenda Rápido, ele atua em seis alavancas que são diferentes, que são as seis principais necessidades dos empreendedores, que nos reportaram, que precisam de ajuda nesses pontos, através de pesquisas realizadas em parceria com o Sebrae. A primeira qualificação empreendedora, para que eles aprendam a gerir suas empresas. A segunda é qualificação técnica, dependendo da área, eles vão precisar melhorar o entendimento daquele setor. A terceira é acesso a mercado, inclusive esse é um ponto que tem crescido muito a demanda, em especial, se potencializou na pandemia, porque a pessoa começa a empreender, é fácil ela vender para o vizinho, para um amigo, mas escalar a venda daquele produto ou serviço precisa de uma ajuda. Então em parceria com o Sebrae, foi lançado também o acesso a mercado através de plataformas online, com tarifas diferenciadas. A quarta alavanca é desburocratização, então uma delas, a própria isenção de abertura de empresas é um grande passo nisso, além disso tem todo um apoio à formalização dos empreendedores. A quinta é apoio em apoio na inovaç&atil de;o em tecnologia, para que os empreendedores possam inovar, aprender a modernizar suas empresas, aí é uma série de programas que nós fizemos em parceria com o Sebrae, com outros parceiros também. E a mais importante de todas, que foi mencionada, estamos destacando aqui diariamente, é esse apoio no acesso a microcrédito. Há duas semanas atrás nós anunciamos um aporte adicional de R$ 70 milhões no Banco do Povo. E eu queria lembrar que esse ano o aporte total realizado no Banco do Povo, juntamente, inclusive com o Sebrae, que nós temos outros R$ 50 milhões em parceria com o Sebrae disponíveis nesse momento, foi o maior aporte em toda a história do Banco do Povo, em 22 anos nós fizemos um aporte total em um ano, que equivale a todo aporte que foi feito até então. E esse é o grande foco agora, apoiar os empreendedores com essas seis dimens&otilde ;es que foram pedidos específicos dos nossos empreendedores de São Paulo, essa ajuda nesse processo inteiro, que culmina no crédito, mas que passa por todas essas alavancas que eu mencionei agora.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Na saúde, sobre as fases, Carolina, vou pedir ao nosso Gabbardo, que possa responder, se o Medina quiser fazer algum comentário na segunda questão formulada pela Carolina Riguengo. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Pois não. Olha, a gente não tem feito antecipações em relação às mudanças de fase, esses dados são dados objetivos, que são trazidos através dos indicadores, então fica muito difícil de fazer prognóstico sobre previsão de mudança de fase, porque se cria uma expectativa e depois a frustração por não ocorrer a possibilidade daquela transição de fase é muito negativa. Então n&oac ute;s preferimos acompanhar os indicadores, e em um momento oportuno, quando tiver cumprido com todos os requisitos, e agora a gente tem dois requisitos adicionais para a mudança, para a chegada na fase verde, que é o limite mínimo de óbitos e limite mínimo de internações. As regiões que tiverem cumprindo com esses requisitos passarão para a fase verde. Não dá para fazer uma previsão de enquanto tempo isso poderá ocorrer. Mas nós estamos muito próximos, estamos próximos, acho que o estado como um todo, ele tem tido um movimento quase que uniforme, se nós voltarmos um pouquinho, lá para a segunda fase nossa de avaliação das regiões, nós tínhamos o estado todo em laranja, nós não tínhamos nada, era zero o nosso percentual em amarelo, gradativamente esse percentual de amarelo foi crescendo, hoje n&o acute;s estamos com 88%. Então de uma forma gradual, de uma forma lenta, mas bastante segura, nós estamos progredindo. Em breve teremos algumas regiões que cumprirão com os requisitos e poderão passar pela fase verde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 EM SÃO PAULO: Obrigado, Carolina, pela pergunta. Mais uma vez, sobre a questão de Hong Kong, tem mais de 25 milhões de pessoas que foram contaminadas, ou que adquiriram o COVID-19 no mundo todo, sempre aparece a notícia de um ou outro lugar da possibilidade de ter uma reinfecção. Nenhuma vez ela foi comprovada, do ponto de vista técnico, a maioria das vezes é um fragmento viral que persiste. E no exame que é feito ele pode ser detectado, independente de a pessoa ter a doença ou não, ou ela tem algum outro tipo de doença, e por acaso esse vírus está presenta lá. Agora, do ponto de vista matemático, é pouco provável que isso tenha uma importância muito grande, porque se em25 milhões de pessoas esse é o único caso que está sendo descrito, documentado, ou que pode ser, é muito provável que isso não tenha nenhuma importância do ponto de vista epidemiológico.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. E um final, um comentário final, Carolina, do Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carolina, conforme foi dito pelo professor Medina, isso tem pouca significância no que tange ao número de casos que possam eventualmente ter uma condição como essa. Mas o Hospital de Clínicas inaugurou na semana passada o ambulatório que cuida especificamente disso, já tem matriculados quatro pacientes, dois deles da área da saúde, que estão sendo investigados para serem avaliados se são realmente portadores de outros vírus respiratórios, ou do pr&oacu te;prio COVID-19. Mas a sua avaliação imunológica também está sendo avaliada. Com essa análise muito mais científica, talvez a gente consiga ter dados que nos deem algum respaldo ainda maior.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Carolina, mais uma vez, muito obrigado. Vamos agora à última intervenção, da jornalista Eduarda Steves, do IG, do Portal IG, também incansável. Eu acho que a Eduarda, se não participou de 114 coletivas, está muito próxima de ter participado de todas elas aqui. Muito obrigado. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

EDUARDA STEVES, REPÓRTER: Obrigada, governador. Seja bem-vindo. O governador cobrou a divisão dos R$ 2 bilhões previsto na medida provisória do Governo Federal para a vacina produzida pela Fiocruz. O pedido quer que essa verba também seja dividida com o Instituto Butantã, para a produção da Coronavac. Gostaria de saber como é que está esse diálogo com o Governo Federal? E se há alguma expectativa de que essa verba seja realmente repartida? Se há algum prejuízo, caso isso não aconteça também. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduarda. Essa eu mesmo respondo, se alguém da saúde desejar fazer algum comentário, mas eu conduzi isso pessoalmente junto com o doutor Dimas Covas, que aliás, está em Brasília neste momento tratando deste assunto com o ministro interino da saúde, Eduardo Pazuello, e também junto à ANVISA, está visitando também hoje o Presidente da ANVISA. O nosso pleito não foi para dividir o recurso destinado à Fiocruz, nós respeitamos a Fiocruz, e entendem os como acertada a decisão do investimento em Manguinhos, na Fiocruz, para que ela possa estar preparada para produzir a vacina de Oxford, e multiplicar a sua capacidade de produção. O que nós solicitamos foi o mesmo recurso, na mesma quantidade, R$ 1,9 bilhão para o Instituto Butantã, para que tenha e cumpra a mesma finalidade com a Coronavac, a vacina do Butantã, com o Laboratório Sinovac, da China, para multiplicar a sua capacidade de produção, e a disponibilidade disso para o sistema SUS - Sistema Único de Saúde de todo o país, gratuitamente, para imunização da população. Para atender 210 milhões de habitantes, Eduarda, é fundamental que tenhamos mais do que uma vacina, e nós entendemos dessa maneira. E São Paulo, eu já repeti várias vezes aqui, nós não politizamos vacina, como não politizamo s a COVID-19. Então não há nenhuma razão para, tendo recursos, e o Ministério da Saúde dispõe deste recurso, de não oferecer o mesmo valor, a mesma quantia, para a mesma finalidade específica para o Instituto Butantã. É o que trata neste momento em Brasília, o doutor Dimas Covas, que lá está hoje desde cedo, tratando deste assunto. Os ofícios foram encaminhados na quarta-feira da semana passada, e protocolado no Ministério da Saúde. Eu desejo sinceramente que o ministro Eduardo Pazuello e a sua equipe atendam esta demanda de forma correta, diligente e republicana. Muito obrigado, eu queria agradecer mais uma vez a presença de todos. Estou feliz de retornar aqui às nossas coletivas, ao convívio com vocês. Na quarta-feira estarei de volta também junto com secretários de estado, em mais uma coletiva de imprensa. S&atilde ;o 13h50min, muito obrigado a todos que participaram também, assistindo pela TV Cultura, e por outras emissoras das suas casas. Por favor, não deixem de usar a máscara, eu mesmo imunizado não deixarei de utilizar, entendendo que é um exemplo que tenho que oferecer à população do estado de São Paulo. Faça o distanciamento social, 1,5 metros, quando sair da sua casa, quando for ao supermercado, à farmácia, ao mercado, ou for pegar a sua condução, o seu transporte, tenham o devido cuidado e faça esse distanciamento social de 1,5 metros. Use álcool em gel, sempre que possível, e lave as mãos também com água e sabão. Um outro cuidado, uma recomendação que me foi dada de forma muito explícita pelo doutor David Uip, em relação à embalagens que você recebe na sua casa, use, se possíve l, luvas, antes de abrir embalagens, ou passe álcool em gel imediatamente após a utilização da embalagem, seja da onde for. São pequenos cuidados que ajudam a preservar a sua saúde, a sua vida e a vida da sua família. Muito obrigado. Uma boa tarde, a todos. Boa semana.