Coletiva - Estado e Prefeitura de SP vão investir R$300 mi de Fundo Municipal contra COVID-19 20200405

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - Estado e Prefeitura de SP vão investir R$300 mi de Fundo Municipal contra COVID-19

Local: Capital - Data: Maio 04/05/2020

Soundcloud

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, muito obrigado pela presença de todos. Hoje, segunda-feira, quatro de maio, vamos iniciar mais uma coletiva de imprensa, aqui no Palácio dos Bandeirantes, tratando do coronavírus, na coletiva de hoje participam o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, secretário de sa&uacu te;de e integrante do comitê de saúde, do centro de contingência do Covid-19, secretário José Henrique Germann, Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, Marcos Penito, secretário de infraestrutura e meio ambiente, e o Dr. Paulo Menezes, integrante do comitê de saúde, do centro de contingência do Covid-19. Quero agradecer a presença de jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, agradecer a transmissão ao vivo e direto aqui do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, da TV Cultura, da TV Band News, da Rede Brasil, da TV Alesp, da TV Jovem Pan e da Record News. E os flashs da TV Globo, Globo News, TV Record, SBT, Rede TV, CNN, TV Bandeirantes, Rádio Bandeirantes, Rádio Band News e CBN. A todos muito obrigado. Antes do início das informações, algumas mensagens, como sempre fazemos aqui nas nossas coletivas. Neste &uacute ;ltimo final de semana, o Brasil, mais uma vez, assistiu estarrecido manifestação de milicianos ideológicos, que, em várias cidades do país, fizeram manifestações, carreatas, buzinaços, soltaram rojões, proferiram palavrões e agressões a várias pessoas, líderes da política, líderes de comunidades e, principalmente, profissionais de saúde, que em Brasília faziam uma manifestação pacífica, foram agredidos com xingamentos, socos e pontapés, e o mesmo ocorreu ontem, em Brasília, mais uma vez, em frente ao Palácio do Planalto, com jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas de veículos de comunicação, em especial um fotógrafo do Jornal do Estado de São Paulo, que foi covardemente agredido. Eu queria registrar aqui, como governador do Estado de São Paulo, eleito com 11 milh&otil de;es de votos, e como cidadão e brasileiro que sou, o repúdio a esses milicianos, fantasiados de patriotas, que desrespeitam a vida, promovem o ódio, estimulam agressões e empregam agressões contra profissionais de saúde e jornalistas. Vocês não representam os verdadeiros patriotas deste país, e não representam o sentimento majoritário dos brasileiros. Vocês representam o ódio, a incapacidade de compreender a situação difícil e dramática que estamos passando no Brasil, neste momento. Nós não aplaudimos a imoralidade, nós condenamos, como condenamos também qualquer atentado contra a democracia em nosso país. Confrontar a democracia no Brasil é aplaudir a ditadura, é estimular um pensamento único, sem contestação, e disso os brasileiros de bem não têm saudade. Aqui em São Paulo, repudiamos o ódio e respeitamos o trabalho dos profissionais de saúde, todos eles, indistintamente, e respeitamos também indistintamente o trabalho da imprensa, com toda liberdade que tem para reproduzir informações e críticas a quem quer que seja. Por isso, aqui fazemos duas homenagens, simbolicamente, aos profissionais da saúde, e aos profissionais da imprensa. Da saúde, a enfermeira Cátia Cesária, do Hospital Regional de Sorocaba, aqui do interior de São Paulo, recebe, neste ato, um buquê de flores, representando a homenagem do Governo de São Paulo aos profissionais de saúde. Cátia, onde está a enfermaria Cátia? Vou pedir a gentileza que você se levante, a Regina faz a entrega a você, homenageando, neste ato, Cátia, todos os profissionais, enfermeiras, como você, paramédicos, médicos, aqueles que também conduzem ambulâncias, ajudam na manutenção e na estruturação do sistema de saúde nos hospitais, nas UBS's, nas AME's, nas AMA's, em todas as instituições públicas e privadas que, na saúde, estão ajudando a defender vidas, muito obrigado, em seu nome, Cátia, nós homenageamos todos aqueles que, em todo Brasil, não apenas em São Paulo, cumprem o dever de salvar vidas. Lamentamos muito as agressões que foram feitas em Brasília neste final de semana. E também a imprensa brasileira, eu tenho repetidas vezes dito aqui que a imprensa brasileira vive o seu melhor momento na história, reproduzindo com precisão informações que ajudam a salvar vidas e ajudam a informar corretamente a opinião pública brasileira, majoritariamente os veículos de comunicação, de mídia eletrônica, m ídia impressa, mídia digital, tem tido um comportamento correto e adequado ao informar os brasileiros aquilo que eles podem e devem fazer, defendendo o isolamento social, defendendo também a pluralidade de opiniões, mas de maneira sensata, equilibrada e correta. Em homenagem aos jornalistas, nós oferecemos a Daniela Salerno, da TV Record, igualmente homenageando os jornalistas que, constantemente, aqui, vem ao Palácio dos Bandeirantes, e que participam virtualmente também a nossa homenagem, a Daniela recebe agora, em nome de todos os jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos que estão aqui, Daniela, você representa, neste momento, a imprensa brasileira.

[Aplausos].

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Lamentavelmente, o Brasil alcançou, neste final de semana, mais de 100 mil casos de vítimas de coronavírus, nós tivemos também muitos óbitos, e estamos enfrentando a fase mais dura e mais difícil desta pandemia, que será objeto da manifestação dos representantes da saúde nesta coletiva. Mas Bruno Covas e eu, representando também outros prefeitos, prefeitas, governadores, e uma governadora, aquilo que estados e municípios têm feito para proteger vidas, n ão fosse isso, nós teríamos, hoje, aqui em São Paulo, dez vezes mais mortes do que o volume de óbitos obtidos até o presente momento. Uma triste constatação, mas se não tivéssemos feito o isolamento desde 24 de março, a previsão é de que, apenas em São Paulo, teríamos hoje mais de 26 mil mortes, salvamos e ajudamos a salvar a vida de milhares de brasileiros aqui em São Paulo, outros prefeitos e governadores, em outros estados brasileiros, vêm fazendo o mesmo, e agindo de forma correta, e suportando pressões e violências. Na capital de São Paulo e na grande São Paulo, infelizmente, não temos tido bons números, como vocês observarão na apresentação de hoje, mas nós continuamos a confiar e a pedir a população do Estado de São Paulo e, principalmente, da região metropolitana e da capital, para que protejam as suas vidas e fiquem em casa, não queiram reproduzir em São Paulo as cenas dramáticas que vimos nestes últimos dias na capital do Amazonas, em Manaus, com colapso da saúde, não obstante todo o esforço do prefeito da capital do Amazonas, Artur Virgílio Neto, e do governador do Estado do Amazonas, Wilson Lima, tentando proteger e tentando salvar vidas, mas o colapso alcançou a capital do Amazonas, não queremos vivenciar essa experiência aqui em São Paulo, e transmitimos a nossa solidariedade aos amazônicos, aos que vivem no Estado do Amazonas, e principalmente aos que vivem na sua capital, Manaus. Países com governos responsáveis vêm obtendo bons resultados, e alguns começam, gradualmente, de forma segura e faseadamente, a diminuir as restrições, mas em São Paulo, volto a mencionar, nós s ó faremos aquilo que a ciência e a medicina determinarem, aqui não há pressão empresarial, econômica, ideológica, partidária, política e nem achismos, nós não agimos por achismo, nós agimos baseado na ciência e continuaremos a seguir esta orientação. Agora, as informações. O Governo do Estado de São Paulo publica decreto amanhã, terça-feira, cinco de maio, tornando obrigatório o uso de máscaras em todo o Estado de São Paulo, por todos os cidadãos que estiverem caminhando ou andando, ou se dirigindo a qualquer local no Estado de São Paulo, medida que passa a vigorar a partir do dia 7 de maio. Repito, o governo do estado de São Paulo decreta amanhã, 5 de maio, a obrigatoriedade no uso de máscaras em todo o estado de São Paulo, a partir do dia 7 de maio. A regulamentaç&atild e;o sobre eventuais punições aos que desobedecerem à esta medida será de responsabilidade das prefeituras. Lembrando que nós já tornamos obrigatório na semana passada, e valendo a partir de hoje, dia 4, seguindo o modelo adotado pelo prefeito Bruno Covas, a obrigatoriedade no uso de máscaras em todos os meios de transporte público e privados, agora estendemos isso à toda a população com o objetivo de proteger, os brasileiros de São Paulo, para que estando protegidos tenham menos possibilidade de estarem infectados, obviamente de irem a óbito. Portanto, é uma obrigatoriedade, mas eu tenho certeza de que você, cidadã, você cidadão, que está nos acompanhando neste momento, terá a responsabilidade de ao usar a sua máscara, e recomendar que outros membros da sua família também utilizem esta máscara, você estará defendendo a sua vida, a vida dos seus familiares, a vida dos seus amigos e dos seus vizinhos. Segundo informe, o governo do estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo vão investir a partir de agora R$ 300 milhões do Fundo Municipal de Saneamento para o combate ao Coronavírus. Esses R$ 300 milhões provém do Fundo Municipal dos rendimentos da Sabesp, obtidos a partir da exploração dos serviços de abastecimento de água e esgoto aqui na cidade de São Paulo. Originalmente esses recursos são destinados para as ações de saneamento e infraestrutura, mas neste momento, dada a prioridade da saúde, serão integralmente redirecionados para a saúde pública na capital de São Paulo, para proteger vidas. Terceiro informe, quero agradecer, hoje fizemos a sétima reunião do comitê empresarial solidário, que &e acute; composto por 362 empresas, apenas nesta manhã alcançamos mais R$ 77,7 milhões em dinheiro, produtos e serviços, totalizando R$ 577,7 milhões em recursos para o atendimento à saúde, à proteção social, à educação e segurança pública com doações integralmente feitas pelo setor privado. Muito obrigado a todas as empresas, empresários, empresarias, que estão sendo solidários neste comitê, ao longo dessas últimas sete semanas. Vocês estão dando um bom exemplo de solidariedade e apoio a quem mais precisa. Finalizando, índice de isolamento, o índice de isolamento no estado de São Paulo, ontem, 3 de maio, domingo, foi de 59%. Na cidade de São Paulo, a capital de São Paulo, foi de 58%. Vamos agora informar a lista das 20 cidades que no estado de São Paulo melhor respeitaram o isolamento social, os dados das cidades são do dia 2 de maio, sábado. Foram as campeãs em isolamento, cidades que graças aos seus prefeitos e prefeitas, às suas comunidades, e os seus habitantes, respeitaram corretamente a orientação da saúde e da medicina, e obtiveram índices elevados de isolamento. São Sebastião, foi mais uma vez a cidade campeã, 69% de isolamento; Ubatuba, 67%; Lorena e Cruzeiro, 64%; Ribeirão Pires, Caraguatatuba, Itanhaém, 62%; São Vicente, Pindamonhangaba e Cajamar, 61% de isolamento; Itaquaquecetuba, Mairiporã, Ibiúna e Bebedouro, 60% de isolamento; Itapecerica da Serra, Sertãozinho, Poá, Caieiras, Caçapava e Pirassununga, 59% de isolamento. E os piores índices. Os piores índices, infelizmente, foram Sorocaba, Jundiaí e Americana, com 50%. Eu estou aqui excluindo a capital de São Pau lo, que não teve os índices adequados, mas falando das cidades do interior do estado. Assis, Itapeva, Sumaré, Itatiba, Piracicaba, Santa Barbara do Oeste, e Barueri, 49%; Marília, 48%. Eu estou me referindo aqui às cidades que tiveram índices ruins, são as 20 cidades com os piores índices de isolamento no estado, isso serve de alerta para a população dessas cidades, e também para o conjunto de prefeitas e prefeitos, e de lideranças dessas cidades, para que se mobilizem, para que os seus índices sejam acima de 50%. Complementando, Matão, 47%; Ribeirão Preto, 47%; São José do Rio Preto, 46%; O mesmo índice de Bauru, de Araraquara. Agora Limeira, 45%; Araçatuba, 44%; Presidente Prudente, 44%; E Catanduva, 44%. Todas essas cidades precisam melhorar os seus índices, principalmente se desejarem ter algum tipo de flexibilização, n ão havendo o índice superior a 50%, já por este item, as cidades estarão automaticamente excluídas de qualquer flexibilização. E por quê? Porque nós não desejamos mais vítimas, não desejamos mais pessoas infectadas, e não desejamos, obviamente, mais óbitos no estado de São Paulo. É possível melhorar? Claro que é possível, com a consciência de cada cidadão, principalmente capitaneado por mulheres, para que as mães, as avós, as figuras femininas que tem ajudado nesta pandemia, resguardando o isolamento, estimulem e convençam outras pessoas a fazerem o mesmo. Vai passar, mais uma vez eu quero dizer que vai passar, mas todos nós precisamos ajudar. E agora eu peço a palavra da Saúde, doutor Paulo Menezes, é do comitê de saúde, antes da intervenção do Bruno Covas, vai exibir de forma editada, o vídeo é um vídeo de oito minutos, mas nós vamos fazê-lo em quatro minutos, o trabalho do pesquisador brasileiro, o Maurício Feo de Carvalho, que vive na Suíça. Ele é engenheiro, formado pelo Centro Federal de Ensino Técnico, do Rio de Janeiro, nós, com a sua autorização, divulgamos nas redes sociais, na última sexta-feira, um vídeo, um trabalho brilhante que ele realizou e publicou digitalmente na Suíça, compartilhou conosco, e com a sua autorização nós compartilhamos também digitalmente aqui em São Paulo. E agora de forma ainda mais pública, o doutor Paulo Menezes, que está aqui ao nosso lado como representante do comitê de saúde, fará de forma sintética esta apresentação. Doutor Paulo.

PAULO MENEZES, REPRESENTANTE DO COMITÊ DE SAÚDE: Muito obrigado, senhor governador. Esse vídeo ele é um vídeo extremamente didático, para que nós possamos entender a dinâmica da pandemia, como se dá o processo de transmissão do vírus, de pessoas à pessoa, e a velocidade que vai alcançando em termos de números de casos. Então primeiro descrita uma curva exponencial, ou seja, se eu tenho uma pessoa que transmite para duas pessoas, essas duas transmitem para quatro, para oito, e assim sucessivamente, de forma que se a gente olhar em uma escala e um gráfico o crescimento do número de casos, a gente vê aquela curva que vai virando em direção ao céu. Quando a gente ajusta, perdão, agora que eu vou então deixar passar o vídeo um pouco, para continuar meus comentários. Muito obrigado.

APRESENTAÇÃO DE VÍDEO: "Eu sou Maurício Feo, o autor daquele vídeo das vitórias rédeas. E embora não seja epidemiologista, eu sou cientista de dados, e eu acho que a gente pode achar essa resposta analisando os dados da epidemia. No último vídeo, 25 dias atrás, eu disse assim: "Mas eu sei que o início de toda epidemia se inicia exponencialmente, diferente do caso das vitórias rédeas, a gente pode frear essa curva com medidas de mitigação, como lavar as mãos, distanciamento social e quarentena. M as será que no Brasil a curva de casos continua subindo exponencialmente, ou será que a gente conseguiu frear isso? Para verificar isso, primeiro a gente precisa entender o que é uma escala logarítmica. Esse gráfico aqui tem uma escala linear, significa que os números aumentam progressivamente, 25, 50, 75, 100. Em uma escala logarítmica, os dados são os mesmos, o que muda é apenas a escala, aqui os números aumentam exponencialmente em potências de dez, 1, 10, 100, 1.000, 10.0000, e assim por diante. E você pode verificar que os dados são os mesmos, então 25 de fevereiro foi o primeiro caso, até dia 29 de abril, com 79 mil. Na escala logarítmica é a mesma coisa. A grande utilidade dessa escala é que uma curva exponencial aqui seria visualizada como uma reta, e com isso, logo de cara, a gente já consegue ver que o Brasil não está mais seguindo uma curva exponencial perfeita. E se dermos um zoom no início da epidemia no Brasil, a gente vai ver que até os primeiros 1.500 casos a epidemia se comportaram de forma exponencial sim, se a gente pôr em escala logarítmica agora, a gente vai ver que ele segue bem próximo à uma reta perfeita. E agora se tirarmos o zoom e observarmos o gráfico completo, a gente pode observar que em determinado momento ela parou de seguir a curva exponencial representada por essa linha tracejada, e ela freou aqui, e começou a seguir uma outra tendência, uma outra linha. Depois de determinado momento, ela freou mais ainda, e passou a seguir uma linha ainda menos íngreme. Pra gente ter noção do que essas linhas representam numa escala linear, elas seriam essas projeções aqui. Então, no início, a curva estava seguindo essa projeção, ela parou e começou a segu ir essa, depois parou e começou a seguir essa verde. E isso é uma ótima notícia. Significa que, embora os casos ainda venham crescendo, eles não estão mais seguindo a mesma trajetória exponencial que estava antes. Em algum momento, ele começou a desacelerar. Isso certamente foi devido às diferenças medidas com atenção que diversos estados aplicados. No entanto, é bem difícil visualizar o resultado dessas medidas no gráfico, porque cada estado aplicou sua medida em um dia diferente. No entanto, teve uma medida que foi bastante relevante: quando São Paulo tinha 40% dos casos do Brasil todo, ele iniciou a quarentena, nesse dia aqui, dia 23 de março. E no gráfico, é bem fácil de visualizar, que foi também nesse dia que o número de casos no Brasil parou de seguir a projeção exponencial azul e começou a segui r essa projeção diferencial vermelha. E se isso tivesse acontecido ao acaso? Será ao menos plausível que, sem a quarentena de São Paulo [ininteligível] nesse dia, o número de casos do Brasil continuaria seguindo a linha tracejada azul? Certamente seria uma grande tragédia, mas será que dá para verificar isso? Bem, na ciência, quando a gente quer testar uma hipótese, a gente põe ela à prova. E pra isso eu fui atrás de um país cujo início da epidemia, nos primeiros casos, seguiram uma linha bem semelhante à do Brasil, mas, diferente de nós, eles não implementaram quarentena nenhuma durante toda essa linha tracejada. O que será que aconteceu? Bem, esse país é os Estados Unidos, ele está representado nesse gráfico pela linha roxa. Observe como, dos 100 casos até os 1.600, ele seguiu uma linha bem pr&o acute;xima à nossa linha pontilhada azul. E, depois da nossa implementação da quarentena, eles não implementaram nenhuma medida de contenção e o número de casos deles continuou subindo, bem próximo à linha azul. Isso seria uma ótima maneira de representar o que teria acontecido com o Brasil se nenhuma medida de contenção tivesse sido implementada, assim como foi nos Estados Unidos. E se diminuirmos a escala, podemos ver que quando a gente aqui só tem 79 mil casos, os Estados Unidos, no mesmo ponto, tinham 735 mil. Se nesse ponto aqui o sistema de saúde de várias capitais do Brasil já está saturando, imagina se tivessem 735 mil casos. Agora, voltando para o nosso gráfico em escala logarítmica. Dia 22 de março, o Estado de Nova Iorque, que, assim como São Paulo, era o estado com maior número de infectados no país, emit iu a ordem de que, a partir desse dia, todos os trabalhadores não essenciais deveriam fazer home office e trabalhar de casa. Só a partir desse momento os Estados Unidos conseguiu se desprender da curva pontilhada azul e começou a ter uma desaceleração na sua curva exponencial. E para piorar a situação, no Estado de Nova Iorque, entre jovens de 18 a 44 anos, embora apenas 0,7% dos casos confirmados vieram a óbito, um total de 11% deles necessitaram hospitalização. Isso é alarmante, porque o Brasil não tem essa capacidade hospitalar. Por isso, confiem na ciência, não duvidem da eficácia da quarentena. Pensem que, nessas últimas semanas, você não ficou preso em casa, você ficou a salvo em casa. E adicionalmente, você também está salvando vidas. E se esse vídeo for esclarecedor para você, eu peço que repasse adi ante, porque muita gente ainda precisa entender essas informações. Eu vou deixar todas as referências para os dados que eu usei nesse vídeo na descrição do vídeo no Youtube, e também um link para download da planilha com os dados e os gráficos que eu usei para fazer as imagens. E algumas ressalvas: a mensagem principal do vídeo é mostrar o que aconteceria sem a quarentena. Tem uma chance de os dados divulgados pelo Ministério estarem drasticamente errados, mas isso não invalida o ponto. E também se observa a mesma coisa em muitos exemplos europeus. A subnotificação, até um certo ponto, não afetaria a análise, mesmo porque o comparativo foi com os Estados Unidos, e lá também é bem subnotificado. E o segundo ponto é que é bem provável que tenha sido a quarentena de São Paulo especificamente que caus ou aquela mudança imediata na curva. Eu esperaria que essas medidas levassem alguns dias para surtir efeitos, então é mais provável que aquilo já tenha sido resultado da quarentena do Rio de Janeiro e de toda a política de distanciamento social e conscientização do povo, que já estava sendo posto em prática. Então, eu só não estou dizendo que quarentena é essa coisa mágica, que funciona em um dia. É um processo, e leva tempo. E por último, o objetivo do vídeo é informar e dar um olhar através dos dados. Eu não tenho competência para analisar todos os fatores que afetam essas curvas, então o fato da epidemia ter começado pelas classes mais ricas, por exemplo, eu não levo nada disso em conta. Então por favor tome minha análise como apenas educativa, e para coisas mais sérias vamos ouvi r os especialistas. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Dr. Paulo Menezes ficará à disposição, o Dr. Paulo é integrante do Comitê de Saúde, ele também é pesquisador e eu queria agradecer muito ao Maurício [ininteligível] pela cessão do direito de reprodução desse estudo, e chamar a atenção para uma frase que este pesquisador, este cientista brasileiro, que vive na Suíça, mencionou agora há pouco: você não ficou preso em sua casa, ficou salvo em sua casa. Este &eac ute; o conceito, este é o objetivo, é para isso que estamos trabalhando. Com a palavra, o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Eu queria começar pelo que já foi anunciado aqui pelo governador, que é a possibilidade agora do município utilizar os recursos do FMSAI, que é o Fundo Municipal de Saneamento, no combate ao Corona Vírus. A gente já tinha tido a autorização legislativa, dada pela Câmara Municipal, para poder utilizar esses recursos. Faltava agora a autorização do Governo do Estado de São Paulo, que é quem detém a Sabesp, que, por contrato, é obrigada a repass ar para esse fundo parte do que arrecada, aqui na cidade de São Paulo, para poder utilizar. São R$ 300 milhões, que, se utilizados, não vão comprometer nenhuma obra que está hoje sendo financiada pelo FMSAI. Então, isso não significa deslocar recursos que já estão sendo utilizados no FMSAI para o combate ao Corona Vírus. Eram recursos que não estavam carimbados e que agora, ao invés de serem utilizados para obras de infraestrutura, serão utilizados, se necessário, no combate ao Corona Vírus. Então a gente agradece mais uma vez à Câmara Municipal, que já tinha dado essa autorização, e agora ao Governo do Estado de São Paulo, que assina um aditivo ao contrato feito com a prefeitura, para que a gente possa utilizar esses R$ 300 milhões. No sábado, nós publicamos, aliás, perdão, sexta-feira, nós publicamos no Diário Oficial a Lei nº 17.340, que é fruto de um projeto de lei que foi apresentado por 53 dos 55 vereadores na Câmara Municipal, ou seja, um projeto de lei fruto de vários partidos políticos, que se somaram para apresentar medidas em relação ao combate ao Corona Vírus aqui na cidade de São Paulo. O projeto estabelece temas como a autorização para o uso de telemedicina na Rede Municipal de Saúde, a possibilidade já prevista na Legislação Federal, mas agora também prevista na Legislação Municipal, de requisição de leitos de UTI da rede privada. Nós inclusive já terminamos o levantamento do número de leitos: são 247 hospitais privados na cidade de São Paulo. Desses 247, nós temos 140 hospi tais que têm, ao total, 255 leitos. Então, portanto, são pequenos hospitais, que, somados, têm 255 leitos. Mas nós temos 107 desses 247 que têm, ao total, 3.970 leitos. São com esses hospitais que a gente tem priorizado a conversa. Como eu já mencionei aqui na semana passada, com dois deles nós já assinamos contrato para disponibilizar leitos de UTI para regulação municipal, o Hospital da Cruz Vermelha e o Hospital da Unisa. Então, isso já está sendo feito aqui na cidade de São Paulo, via contrato, pagamento por [ininteligível] público, R$ 2.100 por dia, por leito, pago pela Prefeitura de São Paulo, e, se for o caso, agora... A gente já tinha autorização dada pela Legislação Federal, e agora pela Legislação Municipal nós vamos poder requisitar esse leito e depois pagar, discutir o quanto que deve ser pago por ele. O projeto prevê também a possibilidade de hospedagem em hotéis para profissionais de saúde, para moradores em situação de rua com mais de 60 anos e para mulheres vítimas de violência doméstica. Ele prevê a normatização, distribuição de EPIs, máscaras, álcool em gel, para funcionários de estabelecimentos comerciais e de serviços e autônomos do cuidado de idosos, em casas de repouso e congêneres, ele prevê e possibilidade de estabelecimento de horário específico para atendimento de idosos em estabelecimentos como bancos, padarias, farmácias, supermercados. Ele prevê a criação do Selo Empresa Parceira da Cidade de São Paulo, que nós vamos conceder a todas as empresas que já estão colaborando e doando tanto alimento quanto recursos para a Prefeitura de São Paulo, ele prevê a prorrogação de prazos de licença de concursos municipais e validade de autorizações dadas pela prefeitura. Todas essas questões previstas nessa lei, sancionada na sexta-feira, serão regulamentadas em decreto que vai ser publicado no Diário Oficial de quarta-feira agora. Então, a gente já está trabalhando na regulamentação desde sexta-feira, quando isso foi publicado no Diário Oficial. Passamos o feriado tratando disso e a gente deve publicar esse decreto, que estabelece de que forma essa lei vai ser aqui na cidade de São Paulo na quarta-feira no diário oficial de quarta-feira. Eu queria aqui dizer que funcionou muito bem o serviço feito em nove CATs, Centro de Amparo ao Trabalhador, na cidade de São Paulo. Nós escolhemos nove para reabrir aqui na cidade três na zona norte, o CAT da Brasilândia, Jaçanã e Perus, três... dois na zona sul, o CAT da cidade Ademar e de Interlagos, três na zona leste, da Cidade Tiradentes, de Itaquera e Sapopemba e um na zona oeste, no Butantã. Esses nove CATs foram reabertos para atender à população que deseja tirar dúvida em relação ao auxílio emergencial anunciado pelo Governo Federal. O levantamento feito pela secretaria municipal de desenvolvimento econômico e trabalho mostra que algo em torno de 500 mil paulistanos que têm acesso, que têm direito a esse auxílio, dos 2 milhões e 200 mil ainda não conseguiram fazer o registro no aplicativo disponibilizado pela Caixa Econômica Federal no dia 7 de abril. Nós entendemos 1400 pessoas que tiveram o serviço agendado pelo 156, pessoas que foram lá sem agendamento não foram atendidas. A Caixa Econômica divulgou na última seman a que de cada cinco pessoas que se dirigem à Caixa Econômica buscando esse auxílio apenas uma tem direito. Então, onde nós estamos tirando dúvida dessa população e ajudando às pessoas a se contrastarem, reduzindo o número de pessoa que vão às agências da Caixa Econômica Federal e também estamos numa ação conjunta do PSF, do Programa de Saúde da Família, e da GCM, da guarda metropolitana, ajudando a organizar as filas nas caixas econômicas aqui da cidade de São Paulo. Então, ajudamos em relação à organização das filas e retirando parte desse público, que agora está sendo atendido nesses nove CATs a partir do agendamento feito no 156. E queria, antes de terminar, fazer aqui uma apresentação mostrando a evolução da doença e como ela tem e comportad o, em especial na periferia. Semanalmente o número de mortos, tanto confirmados, quanto suspeitos, vocês vêm que cabeça na zona central da cidade, mas vai aumentando muito o número de pessoas na periferia, Brasilândia, Grajaú, Sapopemba, Cidade Tiradentes, enfim, mostrando o quanto que isso está se disseminando na periferia da cidade de São Paulo, tem até um outro mapa que eu não sei se está disponibilizado aí, que a gente conseguiu mostrar o quanto que isso também se centra nas áreas em que temos favelas na cidade de São Paulo, tem um outro além dessa apresentação. Está aí? Não? Então, depois a gente disponibiliza para vocês esse material. Enfim, toda a atenção do poder público exatamente com a população em situação de maior vulnerabilidade. É essa popula&cc edil;ão que tem utilizado os hospitais municipais de campanha. Aliás, chegamos a praticamente mil pessoas que já tiveram alta e já foram curadas nos dois hospitais municipais de campanha. O hospital municipal de campanha do Anhembi e hospitais municipal de campanha do Pacaembu, mostrando o acerto que foi a construção desses leitos, somando-se, inclusive aos leitos já disponibilizado pelo estado, 268, se eu não me engano, no hospital municipal do hospital estadual de campanha do Ibirapuera, ou seja, atender a população, inclusive, a população que não tinha espaço para ser atendida, que é a população de não tinha... que tinha sintomas leves, que a recomendação inicial é que elas voltassem para casa e só se tivesse agravamento elas deveriam voltar a procurar a rede pública de saúde. O que gente percebeu que em mu itos casos, em 24, em 48 horas isso logo se agravava e dificultava a tratamento dessas pessoas. Então, agora gente consegue inclusive, atender aquelas pessoas que apresentam sintoma leve. E queria ao terminar, ratificar aquilo que já foi dito em várias coletivas, a solicitação para que as pessoas permaneçam dentro da casa, o vídeo aqui mostra o quanto que essa quarentena protegeu e fez com que a gente não explodisse ainda mais o número de mortos. Se não tivesse sido a quarentena aqui na cidade de São Paulo, no estado de São Paulo, a teria tido mais de 10 vezes o número de mortos que a gente já teve aqui na cidade de São Paulo. Então, a gente mais uma vez, solicita à população que faça sua parte, nós estamos fazendo a nós, ampliando o número de leitos, mas nós vamos dar conta se a população n&atil de;o fizer sua parte, usando máscara e ficando casa. Muito obrigado, bom dia a todos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefiro, Bruno cassa. Vamos agora à saúde, os números da saúde com o secretário da saúde, integrante do comitê de saúde, Dr. José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador. Boa tarde a todos. Vamos trazer os dados mais recentes. Brasil ultrapassou os 100 mil casos, né? E 7.025 óbitos. São Paulo, 31.772 casos e 2.627 óbitos. Vejam que nós passamos perto de 8.500 pacientes internados, sejam aqueles que estão confirmados ou suspeitos em regime de UTI ou em regime de enfermaria. E a nossa taxa de ocupação para de ontem para hoje no estado para leitos de UTI é 67,9% e na grande São Paulo praticamente 89%. N& oacute;s temos também no Ibirapuera que é o hospital de campanha que foi inaugurado a semana passada e iniciou suas atividades no dia 1. Temos internado lá 45 pacientes que vieram de outras cidades. O sistema de testagem está em ordem não temos fila para teste no estado. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. José Henrique Germann. Queria alertar às emissoras de televisão que estão fazendo transmissão ao vivo que hoje a nossa coletiva retardará dez minutos, portanto, terminar às 13h 40, aproximadamente. Vamos iniciar presencialmente com a jornalista Daniela Salerno, da TV Record. Daniela, boa tarde. Obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Primeiro, queria agradecer por representar a imprensa. Governador, eu tenho uma pergunta em relação ao orçamento novamente. Se o substantivo foi aprovado agora no Senado, com algumas modificações se o substitutivo for aprovado hoje pela Câmara segue para a sanção, os estados começam a receber aí, brevemente a primeira parcela. Uma parte é para a assistência social. Queria saber se a governo de São Paulo estuda ampliar programas assistenciais, vou dar o exemplo do Merenda em Casa, qu e tem um valor muito baixo por mês para as famílias de baixa renda, de situação de vulnerabilidade, são 55 por mês por família, isso dá uma média de dois reais apenas por dia, o que é muito baixo para pessoas que não estão trabalhando também. Então, queria entender será verba uma vez vindo, se o governo pretende ampliar esse tipo de programa para essas pessoas do estado. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Vou dividir a resposta com a secretária Patrícia Ellen, secretaria desenvolvimento econômico. Primeiro, a nossa posição é favorável ao substantivo, ou seja, a Projeto de Lei que foi aprovado no Senado federal, ainda que não tenha sido o ideal, foi a possível e nós reconhecemos isso. E agora vai a Câmara Federal para a ratificação ou eventualmente alguma outra modificação. Mas no conceito geral, o projeto foi bom para todos os estados, obviame nte nós não fazemos a defesa apenas de São Paulo, mas de todos os estados. O projeto que estava sendo desenhado não era muito, é muito ruim para São Paulo, Rio de Janeiro e outros estados do Sul e do Sudeste. Houve uma mobilização e essa mobilização de senadores colocou dentro de um patamar mais justo o projeto. Isso significa mais recursos principalmente para a proteção da saúde e também do plano social. O programa Merenda em Casa foi um programa pioneiro, foi o primeiro estado do país a lançar esta programa, com a destinação de 55 reais par aluno, por mês, isso vale bem entendido se uma família tem dois filhos na rede pública e está dentro deste patamar, recebe 110 reais, se tiver três filhos, acresce mais 55 reais. Temos tido também um bom volume de doações em recursos do setor privado, como oco rreu pela manhã na reunião do comitê empresarial solidário aqui em São Paulo. E a complementação, a pergunta da jornalista Daniela Salerno, será feita pela Patrícia Ellen. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Então, reforçando a importância desse recurso porque vem exatamente a atender um grande rombo que nós temos nos estados com relo alto à arrecadação de ISMS e ISS. Com essa perda econômica, nós precisamos desse recurso e o compromisso é exatamente priorizar ações voltadas ao combate ao coronavírus, o Covid-19, que é a grande emergência que estamos trabalhando hoje também. Esse trabalh o de alocação orçamentária está feito pela secretaria de governo, vice-governador Rodrigo Garcia, em parceria com o Henrique Meirelles, com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e também com a saúde. Então, vamos fazer exatamente o plano. Com relação à Merenda em Casa, especificamente, nós já temos inclusive, o programa adicional que está sendo feita em parceria com o setor privado, uma parte significativa das ações que estão sendo coletadas em dinheiro, especificamente, já foram coletados 12 milhões adicionais, que estão complementando o merenda em casa, pra famílias de maior vulnerabilidade, exatamente para que eles recebam mais recursos, lembrando que desde a última atualização, nós tivemos mais 77.7 milhões de recursos em doações, e o recorde também de dep&oacut e;sito no fundo social, e a prioridade a alocação desse recurso é proteção social pra quem mais precisa de ajuda, pra ficar à salvo em casa, e a forma que isso tá sendo feito é: Recurso financeiro, através dessa compensação, estamos fazendo também com cestas básicas, porque as pessoas precisam se alimentar, isso é o mais urgente, cestas de higiene, pra que possam se proteger nesse momento tão difícil, e estamos também apoiando e fazendo nós mesmos iniciativas de microcrédito, queria lembrar que aqui o Estado de São Paulo, sozinho, nesses últimos meses, aportou no Banco do Povo um volume equivalente ao aporte total dos últimos 22 anos, então, essas são as quatro medidas que estão sendo feitas, de proteção aos mais vulneráveis, de imediato, e que a gente vai, exatamente, estudar por e sse ângulo econômico, qual o percentual de alocação será feito dessas iniciativas, mas o mais importante é pra saúde, e a gente viu aqui o desafio que nós já estamos tendo com um sistema de saúde tão sobrecarregado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Patrícia Ellen. Daniela Salerno, da TV Record, obrigado pela sua pergunta. Vamos agora a TV Cultura, jornalista Maria Manso. Maria, onde você está? Aqui. Obrigado, boa tarde, pela sua... Obrigado pela sua presença, sua pergunta, por gentileza.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. A gente vem observando que quase na mesma velocidade de reprodução do vírus, as manifestações de pessoas que são contra o isolamento, que ainda não acreditam na gravidade da doença, essas manifestações também vêm aumentando, em quantidade e em violência, na sexta-feira eu presenciei uma manifestação em frente ao recém inaugurado Hospital de Campanha do Ibirapuera, no código brasileiro de trânsito é proibido o uso intermitente, por exemplo, de buz inas, o que essas manifestações usam com frequência. Quando em frente a hospitais e escolas, duplamente penalizado, por três pontos, inclusive, na carteira de habilitação, lá naquela manifestação de sexta-feira, havia policiais militares e havia agentes de trânsito, que tem autorização pra anotar essas infrações. Então, eu pergunto, aquelas placas daqueles veículos foram anotadas? Isso seria uma maneira de reduzir esse tipo de manifestação?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, jornalista Maria Manso, vou dividir a resposta, evidentemente, com o Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, apenas esclarecendo previamente, mas não fugindo da resposta, que nós não somos contra manifestações, manifestações fazem parte do direito democrático de todos, porém há limites pra isso, a utilização de áreas frontais ou próximas aos hospitais, como você lembrou, é contra a lei, porque, evidentemente, prejud ica o trabalho de assistência a pessoas que estão ali sendo atendidas, isso com manifestação ou sem manifestação, é uma ilegalidade e deve ser combatido. Mas, em relação a manifestações, a posição do Governo de São Paulo, e certamente do Bruno também, não é de coibi-las, mas de disciplina-las no sentimento de que não pode agredir pessoas, não pode fazer xingamentos às pessoas, isso não é uma forma democrática de se manifestar, e muito menos prejudicar o funcionamento, acesso e o funcionamento de áreas hospitalares, seja na capital de São Paulo, seja em qualquer outra região do Estado de São Paulo. E agora eu passo ao Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Primeiro, também concordar com o governador, da mesma forma que essas pessoas podem protestar pra que a terra seja declarada plana e não redonda, elas podem protestar pra que... Achando que o vírus não mata. Então, elas têm todo direito de fazer isso. Segundo, o erro muito grande da CET, de não ter penalizado, já determinei que se coloque placas de trânsito, proibindo buzina naquele local, e também já determinei que isso não volte a ocorrer, não é o local adequado pra se faze r uma manifestação com buzina, ao lado de um hospital.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Obrigado, Maria Manso. Mesma orientação, do ponto de vista de apoiar os profissionais da CET, pela Polícia Militar, tá aqui o nosso secretário de segurança pública, General Campos, já recebeu a sua orientação também, para todos os hospitais de campanha, não há alegação de que, por ser Pacaembu, Anhembi ou Ibirapuera, se justifique a utilização de buzinas, rojões ou carros de som, não po de, e haverá uma ação mais rigorosa da prefeitura, como mencionou o prefeito, e também do Governo do Estado, através da Polícia Militar. Vamos agora a uma pergunta não presencial, é do Leandro Gouvêa, da Rádio CBN, que está online, Leandro, você já está em tela, boa tarde, sua pergunta, por gentileza.

LEANDRO GOUVÊA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Semana passada, o secretário José Henrique Germann disse que pacientes da grande São Paulo começariam a ser transferidos pras cidades do interior, por causa do atraso na chegada de equipamentos aqui a grande São Paulo, como respiradores, né? Eu queria saber se essas transferências já começaram a ser feitas, quantas foram realizadas, e pra quais cidades, principalmente. E se tem previsão pra chegada desses equipamentos aqui a grande São Paulo. Uma outra questão, o colunista Paulo Jardim publicou sobre mais uma ameaça ao senhor, e pra sua família, por meio do Instagram da primeira dama, queria saber quais que foram as circunstâncias dessas ameaças, as providências tomadas também em relação a essa nova ameaça e a outras que já foram feitas, né, inclusive numa manifestação na Avenida Paulista, recentemente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Leandro Gouvêa, da Rádio CBN. Começo pela segunda parte da sua pergunta, e depois o Dr. José Henrique Germann responderá a primeira parte. Nós tomamos medidas, primeiro de ordem policial, encaminhando o Instagram da pessoa, infelizmente uma mulher, que fez essa ameaça de morte a mim, a minha esposa e aos meus três filhos, e fez isso no Instagram, então, foi encaminhado a Polícia Civil, nós temos um departamento específico de investigação de cri mes digitais, ou que utilizam meios digitais para ameaças, para a devida investigação, e eu determinei também a um advogado criminalista, de ordem pessoal, Dr. Fernando José da Costa, que aplicasse, através de uma medida judicial, aquilo que é cabível na lei, diante desta ameaça. E assim agirei em todas as outras ameaças que viermos a receber, é inconcebível, Leandro, jornalistas, e aqueles que nos acompanham aqui, que pelas redes sociais, pessoas extremadas utilizem o WhatsApp, Instagram ou qualquer outra forma de comunicação para ameaçar as pessoas de agressão e de morte. É lamentável que isso esteja ocorrendo no Brasil e não acontece só comigo, tem ocorrido também com outras pessoas que, como eu, tem a responsabilidade de orientar o isolamento social, e fazer aquilo que a medicina nos orienta a fazer. E agora o secretári o José Henrique Germann, secretário da saúde, responde a primeira pergunta do jornalista Leandro Gouvêa, da Rádio CBN.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, Gouvêa. Boa tarde. Então, nesse sentido, aconteceu o seguinte, a lotação de leitos é algo muito dinâmico, vamos chamar assim, este final de semana, a cidade de Bauru tinha um número acima das demais cidades, e nós tivemos que acolher nesse sentido. O número, você falou em número, o número de transferências que nós fizemos da capital para o interior, desde o dia 15 de abril, está aqui, foram 15 pacientes. Então, por diversas razões, que o CROSS, que é a nossa central de regulação, coloca um paciente em um lugar ou outro. Obviamente que se na cidade, aqui na grande São Paulo, nós tivermos uma elevação do número da ocupação dos leitos, aqui na região, obviamente que nós vamos ter que nos valer dos leitos do interior, que tem uma ocupação, hoje, em UTI, de 67%. Quanto a questão dos respiradores, eles já estão no transporte, vindo para o Brasil, acreditamos que na quinta-feira esses respiradores estarão aqui.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário José Henrique Germann. Obrigado também, Leandro Gouvêa, da Rádio CBN. Vamos agora a uma próxima pergunta, que é presencial, é da Band News TV, jornalista Pablo Ribeiro, Pablo, obrigado, mais uma vez, pela sua presença. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

PABLO RIBEIRO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Governador, no vídeo que a gente observou no início da coletiva, o pesquisador falava da importância de que outros estados também tomem medidas como São Paulo, no entanto, no mês de maio, nós começaremos a ver flexibilização em alguns locais. O senhor acha que será necessário colocar, por exemplo, a polícia para controlar a entrada e saída nas divisas do estado, se outros estados flexibilizarem as suas, o seu isolamento? E com relação a resp iradores, e também de leitos, eu queria perguntar ao secretário de saúde sobre o Ministério Público, que abriu inquérito para investigar a compra de respiradores pelo Estado de São Paulo, gostaria que o senhor falasse sobre isso, e hoje, o que é mais difícil, a instalação de leitos ou a compra de equipamentos, como respiradores, por exemplo? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Pablo Ribeiro, da Band News TV. Começo na primeira resposta. Neste momento, não há o protocolo de isolamento do estado, neste momento, eu queria dizer que a dinâmica do coronavírus exige análise diária, e sempre o amparo da ciência e da saúde, e eu tenho certeza que outros governadores, eu tenho falado com vários diariamente, nós temos o grupo do fórum de governadores, temos o COSUD também, que é consórcio Sul, Sudeste, onde estão exatamente as nossas fronteiras aqui mais próximas, e há sempre um bom entendimento entre todos os governadores. Não creio que haverá um afrouxamento irresponsável em outros estados, colocando em risco, primeiro, a população dos brasileiros desses estados, e depois a população dos estados vizinhos, não apenas de São Paulo. Mas nesse momento não faz parte dos nossos protocolos. Mas eu quero ressalvar uma vez mais que isto neste momento. Se houver alguma situação de descontrole, que exija proteção da saúde e da vida dos brasileiros de São Paulo, poderemos estudar essa iniciativa, mas ela não faz parte, nesse momento, dos nossos protocolos. E a sua segunda pergunta, passo ao Dr. José Henrique Germann, que aliás já fez uma explicação sobre isso, mas nada mais justo do que explicar novamente.< /span>

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: A pergunta específica de o que é mais difícil, se é instalar um leito ou colocar o respirador num leito, ainda é mais difícil colocar o respirador em um leito pronto. Esta concorrência é de nível mundial, e nós temos todas as dificuldades, como outros países têm, no mercado desta natureza, onde a produção principal é da China, um país que está se recuperando muito rapidamente, mas ainda em recuperação . E a sua produção ainda não atingiu exatamente aquilo que ele produzia anteriormente. O que o Ministério Público coloca é a questão da urgência do preço. O que nós precisamos e ainda vamos precisar é de agilidade. Nós temos que ter agilidade para a colocação de um respirador num determinado leito, e essa agilidade custa. O mercado responde a esta agilidade com aumento de preço e foi assim que nós nos defendemos, entendeu? Nós precisamos, antes de tudo, salvar vidas. Depois a gente responde todas as questões relacionadas a isso e justifica por que nós tivemos que tomar essas atitudes.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Obrigado, secretário José Henrique Germann. Pablo Ribeiro, obrigado pela sua pergunta e pela presença. Vamos a uma nova pergunta presencial, é da CNN, jornalista Marcela Rahal. Marcela, boa tarde, obrigado mais uma vez pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Olá, boa tarde, boa tarde a todos. Eu queria perguntar primeiro para o prefeito, como é que vai funcionar a fiscalização obrigatória do uso de máscaras, se vai ter algum tipo de punição, de multa. E também eu gostaria de perguntar sobre a taxa de ocupação das UTIs, dos leitos de UTI, que já chegam a quase 90%, se só a abertura de novos leitos e mesmo as pessoas obedecendo mais o isolamento social, isso já é suficiente, ou se teremos de ter o endurecimento da quarentena aqui em São Paulo. Obrigad a.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, marcela Rahal, da CNN. Ambas as perguntas podem ser respondidas pelo Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Também até dia 6, um dia antes de começar a valer isso no Estado de São Paulo, a ideia é definir aqui na cidade de São Paulo se essa fiscalização vai ser feita pela GCM ou pelos fiscais das subprefeituras, se a multa vai ser aplicada sobre as pessoas ou sobre os estabelecimentos que permitem a entrada sem as máscaras. Então, toda essa regulamentação, até o dia 6, a gente deve soltar, para adaptar de que forma essa obrigatoriedade vai ser fiscalizada aqui na cidade de São Pa ulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Marcela Rahal, da CNN, obrigado pela sua pergunta. Vamos agora a uma pergunta não presencial, online, do jornal A Tribuna de Santos, jornalista Tatiane Calisto, que já está em tela. Tatiane, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. E a minha pergunta é a seguinte: algumas localidades já estudam implantar o lockdown. Queria saber se o Governo do Estado avalia essa possibilidade, de uma forma geral ou em alguma localidade específica, ou essa é uma questão descartada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Neste momento, não está no protocolo, mas volto a dizer: quem determina isso é sempre o Comitê de Saúde. Esta é uma alternativa que poderá ser considerada se houver circunstâncias que assim o exijam. Tudo que for necessário para salvar vidas e proteger as pessoas, nós não teremos nenhuma hesitação de adotar em São Paulo. Mas só faremos isso amparados na decisão do Comitê de Saúde. Neste exato momento, lockdown não está sendo an alisado, mas volto a repetir, como fiz numa pergunta anterior, Tatiane, neste momento. Dado ao fato de que estamos numa evolução acelerada desta pandemia, isso poderá ser reanalisado nos próximos dias. E sempre com muita transparência nós comunicaremos aqui, nas coletivas de imprensa, ou nas coletivas de imprensa que a área de Saúde realiza, todas as terças e quintas-feiras, aqui mesmo no Palácio dos Bandeirantes. Tatiane, muito obrigado pela sua pergunta. Vamos agora à penúltima pergunta, presencial, é do jornalista Fábio Diamante, do SBT. Fábio, muito obrigado pela presença, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, obrigado. Boa tarde, governador, prefeito. Eu queria fazer uma pergunta para o prefeito, e também para o governador, um pouco pela questão política, mas que está diretamente ligada ao combate da pandemia. Não passa um final de semana que a gente não veja o presidente da República tomando uma série de atitudes questionáveis em relação aos ataques à democracia, mas também que atrapalham o combate à pandemia. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do partido dos senhores, já se posicionou n esse sentido, em falar em afastamento, impeachment do presidente, e outros setores políticos. Eu queria saber dos senhores se apenas repudiar as atitudes do presidente é suficiente. Qual é a opinião dos senhores sobre essa discussão de um eventual impeachment do presidente, ou de investigação sobre os atos dele, ou se os senhores entendem que esse é um momento inadequado para falar sobre isso? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fábio, essa é uma pergunta bem fácil e, por ser fácil, eu passo ao Bruno Covas para começar essa sua resposta a essa pergunta, aliás, ao conjunto de perguntas, não foi uma só, mas um conjunto de perguntas. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Eu, em primeiro lugar, mais uma vez, lamento esse tipo de atitude. Não contribui para o que é o problema número um do Brasil neste momento, que é o combate ao Corona Vírus. Da mesma forma que a prefeitura e o estado têm trabalhado conjuntamente, a gente espera poder trabalhar conjuntamente prefeitura, estado e União. O resultado seria ainda melhor do que esses apresentados, se a gente tivesse uma parceria ainda mais estreita com o Governo Federal. Agora, o meu papel neste momento é o papel de defender a cidade desta pandemia. Eu deixo à bancada do PSDB na Câmara dos Deputados e no Senado qualquer relação e discussão em relação a impeachment ou qualquer coisa nesse sentido, porque não cabe a mim agora, como prefeito da cidade de São Paulo, também no meio do que é a prioridade número um, focar energia em combater o presidente da República. Eu acho que cada um tem o seu papel. Eu estou no meu e cabe à bancada do PSDB, do Congresso Nacional, tratar desse tema com muito mais propriedade do que o prefeito de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Fábio Diamante, Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, é o presidente de honra do PSDB, portanto ele fala com a autoridade de ter sido presidente da República duas vezes e também como presidente de honra do PSDB, tendo sido também senador da República, e portanto um homem com experiência e uma vida ilibada, e uma trajetória de vida que ampara qualquer das suas opiniões. É no âmbito legislativo, e aí vem a minha concordância com o prefeito Bruno Covas, tanto na Câmara quanto no Senado, que qualquer medida relativa a este fato deve ser analisada, avaliada e proposta. Nós já temos mais de 30 projetos ou propostas de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, protocolados na Câmara Federal. Portanto, cabe à Câmara e, na sequência, o Senado, fazer essa avaliação. Bruno Covas e eu, e acredito que também outros prefeitos e governadores, estamos focados no tema da saúde, proteger vidas, proteger pessoas, atender e respeitar a ciência, como temos feito em São Paulo. E assim continuaremos. O debate político é o debate que o presidente Bolsonaro gosta de fazer e, lamentavelmente, vem promovendo isso todos os finais de semana, de forma errática e, ao meu ver, irresponsável. Agora, sobre impeachment, afastamento, renúncia, este é um tema que cabe aos parlamentares que estão no Cong resso Nacional. Vamos à última pergunta, do jornalista Willian Cury, 13h35. Willian Cury, da TV Globo e GloboNews. Will, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Tudo bem? Boa tarde. Minha pergunta agora é para o prefeito Bruno Covas. Comentou que a prefeitura conversa com 107 grandes hospitais particulares que concentram quase 4.000 leitos. E já fechou acordo com dois, e espera agora tentar requisitar mais leitos para a rede pública de saúde. Eu queria saber: com esses dois que já foi feito o acordo, o contrato assinado, quantos leitos que eles já vão ceder para a rede pública e quanto que a prefeitura espera acrescentar na rede hospitalar? Obrigado.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Pedir aqui ao secretário Edson Aparecido que possa complementar. Só deixar claro que, na verdade, esses acordos são acordos. A requisição, a gente chega, quando não há acordo, aí a gente requisita, obriga a pessoa a receber a pessoa no seu leito e depois discute o valor. Então são duas questões diferentes. Nesses dois casos, não houve requisição, houve um acordo feito com a prefeitura do pagamento de R$ 2.100 por dia por leito disponibilizado, e os hospitais que não queiram conversar, e havendo necessidade, aí a gente pode fazer a requisição. Com relação aos números dos hospitais, o secretário Edson Aparecido pode complementar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Com a palavra, o secretário de Saúde do município de São Paulo, Edson Aparecido.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE: Bom, nós imaginamos, nesse levantamento que foi feito pela Secretaria Municipal, de que a gente possa fazer um acordo e chegarmos a um número em torno de 20% desses leitos de UTI, algo em torno de 800 novos leitos poderiam então ser negociados, nos valores que aqui o prefeito já mencionou, de R$ 2.100. Fizemos inicialmente já o acordo com a Cruz Vermelha, foram 20 leitos de UTI inicial e 40 leitos de enfermaria. Nós vamos ampliar esses 20 leitos para mais 20 leitos de UTI com a Cruz Vermelha. E no caso da Unisa, s&atild e;o 60 leitos de enfermaria. É um sistema de retaguarda ao Hospital de Parelheiros e ao Hospital do M'Boi Mirim, que são dois hospitais que estão sendo ocupados por pacientes com Covid-19. O Hospital da Unisa fica no Capão Redondo, e ele então vai ter essa característica de leitos de enfermaria.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Edson Aparecido, muito obrigado Willian Cury, pela pergunta e pela presença também aqui. Quero mencionar que amanhã às 12h30 nós teremos a coletiva de imprensa da área de saúde, como já se tornou frequente desde a semana retrasada, com a participação do Dr. David Uip, Dr. José Henrique Germann e outros membros do Comitê de Saúde. Nós voltaremos aqui na próxima quarta-feira, às 12h30. E finalizo, a você que está n os assistindo, nos ouvindo, nos acompanhando, que lembre da frase que foi dita aqui pelo Maurício Fel (F): Você não ficou preso na sua casa, você ficou salvo na sua casa, portanto salve a sua vida, salve a vida da sua família, salve a vida das pessoas que você gosta, salve a vida dos seus vizinhos, salve a vida de outros brasileiros, que, como você, querem viver. Portanto, fiquem em casa. Muito obrigado, uma boa tarde a todos.