Coletiva - Estado libera recurso para Hospital Santa Marcelina - 20120912

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Estado libera R$ 5 milhões para Hospital Santa Marcelina

Local: Capital - Data: 09/12/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: [ininteligível] Vamos lá nos Jardins, aí lota, não é? É mais distante, domingão, o pessoal... Olha, uma alegria hoje estarmos aqui no Hospital Santa Marcelina, o maior hospital da zona leste de São Paulo, uma região de mais de 4 milhões de habitantes. Um hospital de referência para toda zona leste de São Paulo e assinamos hoje, aqui, autorização liberando R$ 5 milhões para a construção do novo pronto-socorro do Hospital Santa Marcelina, que vai ser o hospital da Copa. Ele vai ser referência para a abertura da Copa do Mundo e, independente da Copa, vai beneficiar toda a região. Então, liberamos R$ 5 milhões, será um prédio novo, de 3 andares, o mais moderno, atendendo com mais rapidez, com UTI dentro do pronto-socorro, leito de observação dentro do pronto-socorro. Enfim, uma emergência muito bem feita para atender a população. A obra começa já em janeiro, feita pelas Irmãs Marcelinas, será feita. E a gente espera, em 15 meses, ela estar pronta. E nós também já adiantamos que nós vamos ajudar nos equipamentos e já vamos liberando recursos para comprar os equipamentos, para entregar antes da abertura da Copa do Mundo aqui as obras. Então é um grande benefício para a região. E estamos estudando também, falei com o professor Giovanni Cerri, que nós precisamos ter cursos preparatórios mais fortes para emergência, formação médica de enfermagem, a gente ter um preparo grande dos profissionais para emergência. Porque, quem que fica em pronto-socorro de madrugada, sábado, domingo, feriados? Os mais jovens. Aí, adquiri um pouco de experiência, já sai. Então, nós precisamos preparar profissionais, como tem o Canadá, outros países do mundo, que são especialistas em emergência. É uma especialidade médica, não uma passagem, mas uma especialidade, onde você exige grande experiência e rapidez na ação.

REPÓRTER: Mas isso vai ser uma matéria na faculdade?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Então, isso vai ser...

REPÓRTER: Vai ser um curso específico?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, depois de formado. O Santa Marcelina já tinha curso técnico de enfermagem, enfermagem alto padrão, nutrição, fisioterapia, vários cursos. Agora tem Faculdade de Medicina. Depois a gente pode estudar uma maneira, isso é após médico, depois de médico você ter profissionais que se dedicam. Um que eu conheço é o Birolini... O Mario, não é? Dario Birolini, que é um professor, um craque, um dos melhores cirurgiões de São Paulo, da USP e que continua no pronto-socorro. Você chega lá de noite, está lá o Dr. Dario Birolini, mas é raro isso. Isso é muito raro. Então, você ter realmente pessoas que sejam especialistas em emergência, como especialidade, para não só no início da careira, mas se dedicarem a isso. E formar profissionais para essa área. REPÓRTER: Precisamente, isso faria parte da Faculdade aqui de Santa Marcelina? Existe...

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Podemos fazer com a Santa Marcelina, podemos fazer com entidades, até, de outros países, enfim, mas reforçar a questão da emergência médica.

REPÓRTER: Governador, quanto a falta de médicos, um dos principais problemas também do Santa Marcelina. Há algum planejamento para isso?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, a falta de médico é um pouco geral, tanto é que o Hospital Santa Marcelina já vai iniciar agora o segundo vestibular e formação de médico generalista, quer dizer, médico realmente voltado ao Programa de Saúde da Família, que melhore a resolutividade do atendimento primário na área de saúde. No caso do estado, nós esperamos que vote essa semana o projeto de lei que estabelece a carreira do médico. Nossa carreira vai ser melhor até do que muita na iniciativa privada. Acho que nós não vamos ter problema de falta de médico.

REPÓRTER: Mudar de assunto, governador? Pode?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Pode.

REPÓRTER: Vamos falar de segurança. Essa madrugada, foram... Duas pessoas morreram carbonizadas dentro de um ônibus, que foi incendiado por moradores ali do Parque do Chaves, em protesto, possivelmente, contra a morte de supostos criminosos pela polícia militar. Toda essa crise aí, de morte de policiais e de criminosos, agora já está atingindo a população, como no caso desses dois passageiros do ônibus. Eu queria que o senhor [ininteligível] sobre isso, por favor.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, a Polícia está trabalhando 24 horas. Dois criminosos já foram presos, desse caso, dois criminosos já foram presos. A medida que dois já foram presos, os outros também serão.

REPÓRTER: O senhor disse de que queimaram o ônibus?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Exatamente. Exatamente. Então, dois criminosos, deste ato gravíssimo, já estão presos e, através desses dois, nós vamos prender os demais. Eu quero destacar aqui o esforço que está fazendo a Secretaria de Segurança Pública, o Dr. Grello, toda a equipe, Coronel Meira, todo mundo, primeiro de polícia na rua, policiamento ostensivo, preventivo; nós estamos com o máximo possível de operação saturação, polícia na rua para proteger a população; depois, investigação, inteligência e investigação. Veja que, às vezes, não tem tanto destaque, mas muitos criminosos, chefes de quadrilha, estão sendo um a um presos. Então, ação muito... E depois, a integração das polícias. Polícia Civil, investigativa; Polícia Militar, ostensiva, preventiva, repressiva; e Polícia Científica, toda a parte de perícia. E aproximação da sociedade civil. A polícia é segurança, mas reduzir violência é uma tarefa de todos, não é só da polícia. Então, o envolvimento e a participação da sociedade civil. E a gente já começa a verificar os primeiros resultados. Quer dizer, os indicadores já começam a melhorar. Aliás, São Paulo tem um bom trabalho. Nós éramos o 25º estado mais violento do Brasil, com 14 mil homicídios por ano, e viemos para o 2º estado mais seguro do país, com 10 homicídios por 100 mil habitantes. E queremos reduzir mais. Agora, essa é uma tarefa permanente, do dia a dia.

REPÓRTER: Essa queima de ônibus, Governador, ela seria uma... Contra a morte de supostos criminosos pela Polícia Militar. E ontem também a gente teve um PM que... Teve um caso isolado, que queimou um motociclista, com combustível e Cigarro, atitude dos PMs?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós temos 100 mil policiais, só militares, fora Civil e Científica. E temos uma Corregedoria firme. Este caso foi preso na hora, pelos próprios colegas de trabalho e por ordem da sua superiora, do trabalho policial. Então, é imediata a ação da polícia. E quero destacar o aspecto positivo, que você tem milhares de policiais, todo dia, 24 horas na rua, prendendo criminosos, apreendendo droga, protegendo a população. Então, acho que estamos no rumo correto, de um trabalho sério, responsável, que não tem mágica, mas que vai trazer resultado.

REPÓRTER : Só para encerrar, Governador, só...

REPÓRTER : Amanhã, Governador, anuncia o planejamento contra as enchentes, queria que o senhor antecipasse [ininteligível].

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, posso antecipar, sim, um pouco. Nós finalmente quase chegamos à batimetria original da calha do Tietê. Então, quando houve o rebaixamento da calha do Tietê, em 2005, nós atingimos, então, o objetivo que era alargar a calha, aprofundar a calha, inclusive dinamitando jazidas, pedras, e aprofundamos a calha. Agora, voltamos à batimetria original. Então, a possibilidade do Tietê sair da calha, ela existe, mas é muito pequena. Quer dizer, aumentou muito a segurança e quando o Tietê tem maior capacidade de escoamento, de armazenamento de água, você ajuda toda a cidade, porque o Tietê é o ralo, todos os rios desaguam nele: Aricanduva, Cabuçu, Pinheiros, todos eles, Pirajuçara. Todos vão indiretamente para o Tietê. Então, amanhã nós estaremos prestando contas lá, da limpeza da calha do Tietê e do Pinheiros, foram mais de 6 milhões de metros cúbicos de sujeira, de lama, que foram retirados, melhorou muito o enfrentamento da questão das enchentes e, às vezes, a Marginal, ela alaga sem o Tietê transbordar, porque a Marginal quando vem embaixo das pontes, ela mergulha, a Marginal fica mais baixa embaixo da ponte, para passar caminhão e, aí, é um ponto mais baixo que o rio. Então, fecha a Marginal sem que o rio tenha transbordado. Então, nós estamos fazendo por baixo das marginais os “polders”; são diques que evitam que a água do Tietê vá para dentro da Marginal e tiram a água da Marginal, da chuva, e bombeia para o Tietê. Então, nós estamos já, o primeiro dos diques, já está com 80% pronto. Então, são praticamente 6 diques e “polders” que vão proteger a Marginal, a calha já chegando na batimetria inicial. Eu diria que o Tietê está bem preparado para as chuvas. Nunca se pode dizer que não vá acontecer, mas a possibilidade de nós atravessarmos o verão sem maiores problemas na calha do Tietê, que é a responsabilidade do estado, é muito boa. E ajuda a macrodrenagem da região metropolitana. O Tamanduateí deságua no Tietê, o Tietê está limpo, ajuda a puxar a água do Tamanduateí. Cabuçu deságua no Tietê, então você ajuda o Cabuçu. Você está beneficiando Guarulhos, beneficiando o ABC, beneficiando São Paulo, beneficiando a região. E os demais piscinões, nós assumimos a limpeza e parte elétrica, de bomba, dos 30 piscinões.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Assumimos tudo, porque uma cidade limpava, a outra não limpava, um não tinha dinheiro. Então, hoje, todos os piscinões do estado, a manutenção é feita pelo DAE, pelo estado. Então, estão todos limpinhos, preparados, parte elétrica, e para as enchentes. E estamos construindo novos piscinões.

REPÓRTER: O custo, aumentou o custo, logicamente com o estado assumindo esse compromisso. O senhor tem ideia?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu posso dar detalhes... Pega lá... Passa para ela. Está bom.

REPÓRTER: Obrigada.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Abração.