Coletiva - Estado vacina jovens no Dia da Esperança, que marca término de imunização dos adultos 20211608

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Coletiva - Estado vacina jovens no Dia da Esperança, que marca término de imunização dos adultos 20211608

Local: Capital – Data: Agosto 16/08/2021

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Mais uma vez, bom dia, nesta segunda-feira, segunda-feira da esperança. Hoje é o dia da esperança. Mas vamos começar o dia da esperança dando notícias sobre nova entrega de vacinas ao PNI, ao Programa Nacional de Imunização, ao Ministério da Saúde. São mais 4 milhões de doses nesses dois caminhões, que vocês estão vendo aqui, que vão ser encaminhadas imediatamente para o Ministério da Saúde. Agora, são 72.850.000 doses da vacina do Butantan entregues para os brasileiros, através do Programa Nacional de Imunização. Até o final de agosto, serão 100 milhões de doses da vacina do Butantan, a vacina da vida, a vacina que está salvando milhões de brasileiros em todo o país. Então, meus parabéns a você, Dimas Covas, e toda a equipe do Butantan, por estarmos antecipando a entrega das vacinas, o senso de urgência, o senso de respeito pela vida, pela ciência, pela medicina, pelas pessoas. 72.850.000 doses entregues até hoje, e nos próximos dias, até 31 de agosto, 100 milhões de doses da vacina do Butantan estarão sendo entregues. Nós aqui, em São Paulo, o governo do estado, a Secretaria da Saúde, o Instituto Butantan, acreditamos que a vida tem pressa e cada vida vale, cada dia é importante. Aqui, nós não seguramos vacinas, nós entregamos e aplicamos vacinas. Segundo ponto muito importante é que nós, hoje, completamos, no estado, completaremos, no estado de São Paulo, até o final do dia 98% de todas as pessoas com mais de 18 anos, estarão vacinadas, pelo menos com a primeira dose da vacina aqui no estado de São Paulo, todas as vacinas. E eu quero aqui reiterar que todas as vacinas são boas vacinas, todas as vacinas aprovadas pela Anvisa são boas vacinas. E estaremos completando a aplicação da primeira dose a todos os adultos com mais de 18 anos. Hoje, portanto, é o dia da esperança. Na próxima quarta-feira, iniciaremos a vacinação de jovens, na faixa de 17 a 11 anos. Hoje aqui nós vacinamos quatro meninas da rede pública de ensino, quatro jovens, com o nome de Esperança. Todas elas, com 18 anos de idade, e a representação do respeito pela vida, pela existência, por todas as pessoas, independentemente da sua idade, mas, acima de tudo, Mônica Calazans, com esperança no coração. Por isso que nós convidamos quatro jovens, que receberam dos seus pais o nome de Esperança. Aqui ao nosso lado, além da Mônica Calazans, primeira brasileira a receber a vacina no braço, no dia 17 de janeiro deste ano, às 15h09, temos também a Regiane de Paula, que é a nossa coordenadora do PEI, Programa Estadual de Imunização, e, ao lado aqui à minha direita, esquerda de vocês, Dimas Covas, presidente, cientista e presidente do Instituto Butantan, e o médico infectologista Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. E hoje é o dia da esperança, é o dia em que o estado de São Paulo praticamente conclui a vacinação de todos os adultos com mais de 18 anos em todo o estado de São Paulo. Esse número será superior a 98%. Aqui na capital, nós já temos 99% da população vacinada, por isso aqui faço um apelo também para todos os adultos, com mais de 18 anos, que ainda não tomaram a vacina. Por favor, aproveitem o dia de hoje para tomar a sua dose da sua vacina, seja ela qual for a vacina disponível no posto de saúde da sua cidade. Tome a vacina. E a nossa expectativa é ultrapassar 98% de pessoas com a vacina aplicada. O estado de São Paulo, com um volume de doses já aplicada, se tornou equivalente a um país líder na aplicação da primeira dose da vacina. Quero registrar aqui que o volume de vacinas já aplicadas, mais de 44 milhões de pessoas recebendo a primeira dose da vacina, colocou São Paulo à frente de países como a Inglaterra e Israel, duas referências de vacinação no plano mundial, o que nos torna ainda mais orgulhosos do esforço que estamos fazendo de vacinação, aqui no estado de São Paulo. E eu quero também registrar que este excepcional resultado, nós devemos, e muito, ao esforço do Instituto Butantan, com a entrega das suas vacinas, ao esforço dos secretários e secretárias de saúde dos 645 municípios do estado de São Paulo, ao secretário da Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, à Regiane de Paula e toda a sua equipe do PEI, Programa Estadual de Imunização, a enfermeiras, médicos, os profissionais da linha de frente que nos ajudaram a conseguir este extraordinário resultado no calendário de vacinação, o que coloca São Paulo na vanguarda mundial. Nós antecipamos em dois meses o que seria o prazo, até outubro, para que a primeira dose da vacina pudesse estar no braço de todos os paulistas, todos os brasileiros que residem aqui no nosso estado, e os estrangeiros também. Quero agradecer também à toda a população do estado de São Paulo, todos que compreenderam a importância da vacina, a necessidade de terem a vacina no braço, e a compreenderem que só a vacina salva, só a vacina protege. Seja qual for a variante, é a vacina que imuniza você e protege você. E eu dou aqui o meu exemplo: Infelizmente, fui infectado duas vezes com a Covid-19. Na primeira vez, tive pequenos sintomas, tive cansaço nos três primeiros dias da quarentena. Da segunda vez, não tive absolutamente nada. E, de acordo com o Dr. David Uip, Jean Gorinchteyn, médico infectologista, como você, eu não tive nada porque tomei as duas doses da vacina, e tomei as duas doses da vacina do Butantan. Isso me imunizou e me protegeu. A vacina protege, a vacina garante a sua existência. Eu sou testemunha viva disso. Dr. David Uip tem mais de 1.220 pacientes, segundo ele me disse. Apenas um foi infectado duas vezes, circunstancialmente fui eu. Mas, nessa circunstância também, ele... e eu reafirmo o que ele mencionou, eu fui salvo, obviamente, pela vacina, pelas duas doses que tomei e pelo bom atendimento que também tive por parte da medicina. Quero registrar que, a partir desta quarta-feira, nós iniciaremos a vacinação dos jovens, na faixa etária de 11 a 17 anos, em todo o estado de São Paulo, em todas as secretarias de Saúde dos 645 municípios. Há alguns municípios que solicitaram autorização e receberam para iniciar hoje a vacinação dos jovens, nessa faixa de 11 a 17 anos, porque já cumpriram o processo vacinal dos adultos com mais de 18 anos. Como nós aqui temos senso de urgência e respeito pela vida, nós obviamente autorizamos que alguns municípios, que já completaram seu processo vacinal, pudessem iniciar hoje, segunda-feira, o atendimento com a vacina para os jovens de 11 a 17 anos. Só fazendo uma correção, 12 a 17 anos. Obrigado, Regiane. E também quero, ao encerrar essa intervenção, continuar recomendando às pessoas que continuem usando máscaras, máscaras continuam sendo obrigatórias e continuarão sendo, não há nenhuma deliberação para a não utilização de máscaras. Ao contrário, há recomendação médica para o uso de máscaras, ainda ao longo dos próximos meses, assim como, se possível, o distanciamento, e permanentemente o uso de álcool em gel para a limpeza das suas mãos. E deixar aqui também, embora seja o dia da esperança, o dia da vitória, mas também deixar aqui o meu registro de solidariedade a tantas pessoas, milhares de pessoas que perderam seus parentes, 570 mil brasileiros perderam suas vidas, ao longo desses meses, e muitas famílias foram dilaceradas por uma circunstância da tristeza de perderem os seus entes queridos. A todos eles, a nossa solidariedade. Bem, vamos agora às perguntas. Nós temos quatro perguntas, começando com a Tainá Falcão, da CNN. Tainá, muito obrigado por estar aqui conosco nessa manhã. Bom dia, sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER DA CNN: Bom dia a todos. Governador, eu vou voltar no impasse com o Ministério da Saúde. Houve uma manifestação recente do ministro, chamando a postura do governo de São Paulo de judicializar a questão como litigância, de má fé, e fez até uma provocação ao estado, sobre o andamento da vacinação por aqui versus a falta de doses, né? O ministro, enfim, tem mantido uma postura muito rígida em relação a esse assunto, de que não vai recuar, a respeito dos cálculos que eles fazem. E aí eu queria entender qual é o real impacto da não entrega dessas 228 mil doses para São Paulo. São Paulo fica deficitário se essas doses não chegarem, ou se o Supremo entender que o Ministério da Saúde tem razão nessa história? Existe também um plano B para haver uma compensação dessas doses que podem não serem compensadas ao estado?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, vou dividir a resposta com Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, e com a Regiane de Paula, nossa coordenadora geral do PEI - Programa Estadual de Imunização. Mas quero lamentar a posição do ministro da Saúde, infelizmente o ministro Marcelo Queiroga foi contaminado com o bolsonarovírus, ou seja, perdeu a razão, perdeu o sentido, perdeu aquilo que ele aprendeu, e pelo qual fez um juramento, defender a vida, lamentavelmente hoje ele defende o bolsonarismo, e o bolsonarismo nega a vida, e não protege a vida. Lamento que o ministro da Saúde tenha assumido essa postura. E ele responderá à justiça, portanto, quem fará a julgamento final não será ele, nem eu, será o Supremo Tribunal Federal. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: São Paulo precisa de planejamento, como qualquer estado, o nosso planejamento ele requer no mínimo 40 dias para que nós possamos distribuir vacinas para os 645 municípios do estado. E dessa forma, o nosso programa de vacinação ganhou essa celeridade pelo respeito, pelo respeito que nós temos à vida. Se nesse governo nós nos fizéssemos valer de má-fé, o governador João Doria não teria pedido para a Sinovac fazer a antecipação de doses, e doses prontas, só nessa primeira quinzena de agosto, São Paulo recebeu para entregar para o Ministério da Saúde, para o Programa Nacional de Imunizações, 8 milhões de doses de vacinas prontas, para que o prazo fosse antecipado do contrato de setembro, 30 de setembro, para 30 de agosto. Porque aqui se entende que vacinar é a única forma que nós vamos ter na preservação da vida, e no impacto e no controle da pandemia. Quando nós recebemos as doses, São Paulo não pega doses do Butantan, São Paulo recebe doses do Butantan, doses essas que são dadas, o quantitativo é informado pelo ministério, nós entendemos que essas vacinas que aqui estão são do ministério, portanto, doutor Dimas e a sua equipe respeitam essa composição. Então se recebemos a mais, ministro, recebemos porque o seu ministério assim informou, e nós não recebemos a mais. Nós temos um quantitativo que sempre recebemos por sermos um estado mais rico do ponto de vista demográfico, nós temos uma população que somos 46 milhões de pessoas, aqui se tem um maior número de profissionais da área da saúde, aqui se tem o maior número de idosos. Então é natural que tenhamos recebido mais quantitativos ao longo desse momento. Mas nesse momento temos muito mais jovens. Para que nós possamos continuar a vacinar, nós precisamos de vacina. Eu imagino que o senhor agora é um neófito na política pública, mas aqui nós já fazemos política pública há muito tempo, eu trabalho no Emílio Ribas há 27 anos, fazendo gerenciamento de Zika, Dengue, Chicungunha, AIDS, Gripe, Febre Amarela. A doutora Regiane, há 18 anos voltada nessa área de ação, principalmente no controle de doenças e nas estratégias vacinais, trabalhou no seu ministério durante dez anos, nós não somos levianos, nós somos responsáveis. Por isso a judicialização. É um direito do estado, é um dever nosso de estado proteger a nossa população, e nós estamos e iremos continuar lutando. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia, governador. Bom dia, a todos e todas. É uma questão como o próprio secretário e o governador colocou, de metodologia. Veja, há 45 dias nós planejamos para chegar no dia de hoje, então o que nós precisamos e queremos do Ministério da Saúde, que ele continue cumprindo com a metodologia que foi estipulada, e por isso a ação do Supremo Tribunal Federal, não é possível nos 45 minutos do segundo tempo, se mudar a metodologia que foi utilizada durante mais de 60 pautas, mais de 60 entregas de vacina. E a gente aguarda que o Ministério da Saúde assim o faça. Então nós estamos trabalhando com o planejamento para assegurar à toda a população do estado de São Paulo, em tempo oportuno e urgente, nós falamos de urgência, nós falamos de uma pandemia, não é o momento para discussões desse sentido, principalmente no campo político, nós somos técnicos aqui, e precisamos que isso seja respeitado pelo Ministério da Saúde. Obrigada, governador. Do que vai acontecer com a metodologia, claro que eles têm que garantir a segunda dose da vacina, não há como mudar a metodologia para a segunda dose, então toda a primeira dose que nós já recebemos, nós precisamos da segunda dose para que a gente possa completar o esquema vacinal da população do estado de São Paulo, e vamos sim ajustar e ver o nosso planejamento, como vamos trabalhar. Mas a gente espera que a gente possa recuperar aquilo que está já judicializado no Supremo Tribunal Federal. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Apenas para complementar, Tainá, suprimir doses da vacina da Pfizer, cuja o único comprador no Brasil é o Ministério da Saúde, e suprimir com isso o direito às pessoas de receberem a segunda dose da vacina que tomaram no braço na primeira dose, é crime. Eu volto a repetir, suprimir o direito de pessoas que tomaram a primeira dose, no caso a vacina da Pfizer, aqui em São Paulo, por uma deliberação equivocada, por uma deliberação não justificada, é crime, você não permite que a pessoa complete o seu processo vacinal, pessoas que não completam o processo vacinal, ainda estão expostas ao vírus, e estão expostas ao risco de morte. É isso que está fazendo o Ministério da Saúde com São Paulo. Por isso nós judicializamos e por isso confiamos no julgamento do Supremo Tribunal Federal. Vamos agora à Maria Manso, da TV Cultura, Maria, mais uma vez, bom dia.

MARIA MANSO, REPÓRTER DA TV CULTURA: Bom dia. Bom dia, a todos. À despeito desse Dia da Esperança, várias prefeituras aqui do ABC puxaram o freio de mão e acharam melhor não aumentar a flexibilização a partir de amanhã. Como é que o senhor vê essa decisão?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Com naturalidade e com respeito, aliás, o plano São Paulo estabeleceu desde o início que as prefeituras localmente podem tomar decisões de manter a circunstância atual, ou até fortalecer as decisões limitativas, não podem afrouxar. Portanto, está dentro da regra, e absolutamente dentro da expectativa, cada prefeitura toma a sua decisão, e as decisões que foram tomadas foram acertadas e serão respeitadas. Vamos agora ao Maicon Mendes, da Rádio Jovem Pan. Maicon, bom dia, mais uma vez.

MAICON MENDES, REPÓRTER DA JOVEM PAN: Bom dia, governador. TV Jovem Pan.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rádio e TV Jovem Pan.

MAICON MENDES, REPÓRTER DA JOVEM PAN: Isso. Governador, voltando ao tema do ministério Queiroga, ele voltou a te criticar dizendo que a antecipação dessas vacinações em São Paulo são marketing, e também isso atrasa a vacinação de outras pessoas. E o senhor voltou a falar sobre a judicialização dessas vacinas, que vai até o final com isso. E o ministro recentemente ele guardou algumas vacinas aqui no centro de distribuição em Guarulhos, na capital...

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Se puder trocar o microfone melhor, pessoal. Desculpe, Maicon.

MAICON MENDES, REPÓRTER DA JOVEM PAN: Tudo bem, vou refazer a pergunta.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ele vai trazer de volta o seu microfone, até em respeito aos telespectadores, seguidores, internautas e ouvintes da Jovem Pan. Rádio e TV.

MAICON MENDES, REPÓRTER DA JOVEM PAN: Governador, voltando à pergunta, o ministro Queiroga disse que a antecipação da vacinação em São Paulo seria marketing do governo do estado de São Paulo, e com isso também outras pessoas deixam de vacinar, porque não segue o Programa Nacional de Imunizações, ele voltou a falar isso várias vezes. Recentemente o centro de distribuição em Guarulhos, na grande São Paulo, tinha quase 11 milhões de vacinas, inclusive para a segunda dose, ele chegou a argumentar dizendo que faltavam os órgãos reguladores liberarem essas vacinas, depois a ANVISA soltou uma nota, até foi um pedido nosso, a ANVISA disse que não tinha nenhum tipo de restrição com relação à essas vacinas. Além disso, como que o senhor encara essa guerra política de vacina entre o Ministério da Saúde, o governo do estado de São Paulo, cada hora um fala uma coisa, e cada fica com esse processo judicial, é o STF que vai decidir. Eu só queria complementar a informação, e essas estudantes que vão receber a vacinação, alguns com comorbidades. Como que vai funcionar? Vai ter que apresentar esse comprovante, como que vai ser? Queria que o senhor explicasse isso para a gente, até para quem está em casa acompanhando. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maicon, vou começar com a primeira pergunta que foi longa, e a segunda dos jovens, a doutora Regiane responderá. E é importante porque é prestação de serviço. Aliás, vocês estão aqui, entre outras razões, para prestar serviços. Eu lamento mais uma vez a postura do ministro da Saúde, e repito, o ministro da Saúde agora tem o bolsonarovírus, e está contaminado pelo vírus do Bolsonaro, ou seja, se tornou, mesmo sendo ministro da Saúde, um adepto do negacionismo. Ora, criticar São Paulo porque nós aceleramos a vacinação, é de um ridículo atroz, para não dizer trágico, vindo de um médico e de um min da Saúde, criticar o fato de termos aqui acelerado a vacinação, nós compramos 4 milhões de doses com os recursos do governo do estado de São Paulo exatamente para fazer isso, acelerar a vacinação. Não precisamos suprimir nenhuma dose sequer das vacinas que temos entregue, inclusive com o tempo recorde e antecipando, para todos os brasileiros. Ministro, cumpra o seu papel, seja decente, seja honesto, cumpra a sua promessa feita, o seu juramento, como um bom médico, defenda a vida e não o bolsonarismo. Quem tem a fama, e faz jus a ela, de ser um negacionista é o seu chefe, Jair Messias Bolsonaro, que se tornou o maior negacionista reconhecido mundialmente, por não oferecer à sua população, à população do seu país, o acolhimento, a vacina e o respeito. E o ministro lamentavelmente hoje perfila ao lado dessa mesma postura. É lamentável, é o quarto ministro da Saúde de um governo negacionista. E você mesmo, Maicon, deu na sua pergunta, a resposta à essa postura absolutamente condenável do ministro da Saúde. São Paulo vai continuar acelerando a sua vacinação, São Paulo vai continuar entregando vacinas como estamos fazendo hoje, São Paulo vai antecipar em 30 dias a entrega das 100 milhões de doses da vacina, e São Paulo não esquece em nenhum depósito, 7,700 milhões de doses da vacina, como o Ministério da Saúde esqueceu, e que foi desmentido pela ANVISA, porque ele dizia que precisava de autorização dos órgãos reguladores. Só há um órgão regulador, além do próprio Ministério da Saúde, que é a ANVISA, e a ANVISA desmentiu o ministro da Saúde. Portanto, a qualificação de alguém que mente, que foge à verdade, e que lamentavelmente estimula o negacionismo com a ausência de vacinas, para proceder a vacinação no Brasil é o ministro da Saúde. São Paulo continua e continuará, ao lado da ciência e ao lado da vida. Aqui quem promove a ignorância não é São Paulo, é o Governo Federal, e a ignorância mata, enquanto a ciência salva. Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Maicon, pela pergunta. A partir de hoje nós fazemos o Dia da Esperança, é um marco histórico muito importante para o estado de São Paulo, onde nós estamos vacinando acima de 18 anos, todos aqueles que tem o direito de tomar a vacina. Portanto, a solicitação do governador, do secretário, todos aqueles procurem a Unidade Básica de Saúde, façam sua vacina, é muito importante vacinar. A partir do dia 18 nós vamos trabalhar então com os adolescentes de 12 a 17 anos, com comorbidades, deficiências, gestantes e puérperas. E isso é necessário sim a comprovação. Mas é muito importante também deixar claro aqui que cada município ele tenha uma estrutura e uma estratégia própria. Então como o governador também disse, alguns municípios inclusive já anteciparam a vacinação desses adolescentes com comorbidades, estamos seguindo os critérios do PEI - Programa Estadual de Imunização. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Maicon, obrigado pelas perguntas. Vamos agora concluindo com o Felipe Mancuso, da TV Globo e Globo News. Felipe, muito obrigado. Bom dia, mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

FELIPE, MANCUSO DA TV GLOBO: Bom dia. Bom dia, para todo mundo. Eu queria saber em que pé que está o pedido que o Butantan fez para conseguir autorização da mudança na bula da Coronavac, a gente sabe que a Pfizer já tem essa autorização, e o Butantan está pleiteando isso também. Tem algum indicativo de que sai essa semana? Eu queria essas informações, por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela pergunta, Felipe. Será respondida pelo Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Felipe, a informação que eu tenho é que a análise técnica do processo terminou na sexta-feira, e que nesse momento ele está na diretoria colegiada. Portanto, deve sair essa semana essa decisão. Estamos aguardando ansiosamente, porque isso pode mudar o panorama aí de aplicação de vacinas nos próximos meses.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado.

FELIPE, MANCUSO DA TV GLOBO: De três a 17 a do Butantan, né? De três a 17 anos?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: De três a 17 anos, certamente

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Felipe, muito obrigado pela pergunta. Antes de concluir eu queria convidar a primeira brasileira que recebeu no braço a vacina do Butantan, no dia 17 de janeiro, às 15h9min, a Mônica Calazans, que está aqui ao nosso lado. É importante que vocês possam ouvir o depoimento de alguém da linha de frente, a Mônica aqui representa milhões de médicos, enfermeiros, profissionais de saúde, profissionais que atendem à saúde, em todo o Brasil, para compreender a dimensão do que é respeitar a vida, respeitar a ciência, e respeitar a vacinação em todos os brasileiros. Mônica.

MÔNICA CALAZANS, ENFERMEIRA: Muito obrigado, governador. Bom dia. Bom dia, a todos. Bom, o que eu entendo de tudo isso, que nós tivemos dois dias de esperança, dia 17 de janeiro e hoje. O que eu tenho a dizer é que eu estou muito feliz em saber que todos os brasileiros estão sendo vacinados, graças ao dia 17 de janeiro, que foi o pontapé inicial para que a gente pudesse sobreviver à essa situação toda que estamos vivendo. Mudou muito, mudou bastante, todos nós agora temos a esperança, que realmente nós vamos vencer essa doença, nós vamos vencer essa pandemia. Eu não me envolvo nessa questão política, não perco tempo com isso, mas importante para mim é que nós temos vacina. Há um ano e meio atrás nós não tínhamos esperança nenhuma, e pessoas morrendo, hoje não, hoje nós temos vacina, e várias vacinas. E eu digo para todo mundo, não importa qual a vacina, chega no Posto de Saúde e o que tiver toma vacina, e lembre de tomar a segunda dose. Isso que é o importante, porque só assim a gente vai conseguir fechar esse ciclo. Acreditem, gente, acreditem na vacina. Eu sou exemplo vivo de tudo isso, eu estou bem, eu tomei a vacina no dia 17, depois no dia 12 de janeiro, e eu estou bem, então acreditem na vacina. Não acreditem em fake news, não acreditem, nós estamos aqui, nós, profissionais de saúde, todos empenhados para que as ações que estão sendo feitas, sejam realizadas. E está dando certo, quer queira, quer não, acreditem ou não, está dando certo. E isso é que importa, porque eu acreditei que 17 de janeiro nós estivéssemos tão adiantados como nós estamos, eu achei que a gente em agosto não ia conseguir vacinar tanta gente, conseguimos, então acreditem. Até o fim do ano, se Deus quiser, e graças à vacina, nós vamos retornar à nossa vida normal. Lembrando, enquanto isso não acontecer, evitem aglomerações, continue usando máscara, e qualquer dúvida que as pessoas tiverem, procurem as entidades sanitárias certas, corretas, para que façam a coisa acontecer. Então, gente, eu só tenho que dizer, acreditem na vacina. Só isso. Obrigada, bom dia. Lembrando um detalhe, eu como profissional de saúde, eu quero agradecer a todos os profissionais de saúde empenhados, para que tudo isso tivesse acontecendo, todos os profissionais. Esse final de semana teve ações para que a vacina acontecesse, e eu faço parte de um grupo, e eles me passam como é que foi a ação, então foi assim, 100% de adesão. Então isso quer dizer que as pessoas continuam acreditando. E outra, o Butantan totalmente empenhado, um instituto com mais de 100 anos de credibilidade, não tem o que se discutir, é pura credibilidade, é só acreditar, e o governo de São Paulo, quem sou eu para falar, todo empenhado no que está acontecendo. Eu acredito que se não fosse o nosso governo de São Paulo a gente não estaria nesse dia 17 de mais uma esperança. É isso que eu tenho para falar. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Mônica Calazans. E agora há o encerramento da nossa coletiva, obrigado, de novo. Teremos hoje uma coletiva de imprensa, no Palácio dos Bandeirantes, com outro tema, que é da Fórmula 1, alguns de vocês certamente estarão lá. Mas antes disso, eu vou pedir ao Dimas Covas e à Mônica Calazans, como hoje é aniversário da nossa princesa da vacinação, que é a Regiane de Paula, ela vai receber a sua seringa para celebrar o seu aniversário no dia de hoje. Esse foi um gesto bem-humorado para comemorar o seu aniversário, Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ah, sim, está pedindo para você ir ali. Isso, aqui. Vai lá, Mônica, se você puder, vai a Mônica, isso, pronto, e o Dimas também. Pronto. Aí vocês... Parabéns pelo seu aniversário. Vamos dar uma salva de palmas para a Regiane, ela e toda a sua equipe, com esse recorde, aliás, recorde após recorde essa semana, em vacinação, o maior número de pessoas vacinadas em um dia, no Brasil, 700... Quantas fora, Regiane? 713 mil. Aliás, mais um recadinho para o ministro da Saúde, aprenda a vacinar, ministro, vem aqui para São Paulo para saber como é que se vacinam 713 mil pessoas em um único dia. Obrigado, bom dia, a todos. Boa semana.