Coletiva - Fórum Melhores Práticas em Segurança Viária 20161808

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Fórum Melhores Práticas em Segurança Viária

Local: [[]] - Data:Agosto 18/08/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Estamos dando mais um passo no trabalho de rodovias seguras, de redução de mortalidade no trânsito. Esse é um desafio mundial, no mundo inteiro a primeira causa de mortalidade é coração e grandes vasos, a segunda causa, câncer, e a terceira não é doença, é causa externa. E a principal causa externa é acidente rodoviário: carro, moto, atropelamento. Em São Paulo, tivemos o ano passado mais de 6.000 mortes no estado de São Paulo, de acidente rodoviário, e começamos um grande trabalho para, até 2020, reduzir para a metade. Tem o Infosiga, é tudo transparente. Amanhã, dia 19, todo dia 19 é publicado o mês anterior. Então nós sabemos onde foram o s acidentes, o horário, quem foi acidentado, a causa do acidente, onde foi moto, onde foi atropelamento, e aí vamos agir, e agimos imediatamente para trabalhar para evitar. Então, no caso, por exemplo: Pegamos primeiro as 15 cidades com maior número de acidentes e fizemos convênios com essas prefeituras, dizendo: Olha, aqui precisa fazer uma ciclovia. Aqui precisa pôr um semáforo. Aqui precisa fazer calçada. Aqui precisa iluminar melhor. E passamos o recurso para os municípios. Encerrada a eleição, que agora não pode fazer convênio, nós já listamos mais de 24 municípios. Então, além dos 15 primeiros, agora mais 24 municípios, R$ 22 milhões para ação dentro das cidades. E nas rodovias, o DR também faz parte do Infosiga, vai identificando os problemas, as concessionárias também, todas elas fiscalizadas pela Artesp, e a gente verifica uma redução importante. Então, no primeiro semestre, foi 8% a menos de morte, 233 mortes a menos em acidente rodoviário. Uma queda de 25% no número de acidentes, 30,853 acidentes a menos, nesse primeiro semestre, comparado com o ano passado. E queda de 17% de pedestres mortos, 150 mortes a menos. Estamos lançando uma campanha de prevenção, abordando o tema, conscientizando as pessoas, e assinamos hoje com Together for Safer Roads, uma organização internacional, mais uma parceria, um seminário o dia todo hoje com as melhores práticas do mundo todo de segurança no trânsito. E agradecer a enorme participação do setor privado, de entidades do setor produtivo, que estão conosco participando ativamente neste trabalho.

REPÓRTER: Governador, foram milhares de pessoas que tiveram, pessoas que morreram no trânsito, principalmente atropeladas por pessoas que estavam embriagadas. Dizem que uma importante mudança seria a da lei para retirar o índice mínimo do bafômetro. O que o senhor acha disso? O senhor acha que isso é uma mudança importante? O Estado acha...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, essa é uma decisão técnica, que eu vou até pedir ao Dr. Saulo, que é o coordenador desse trabalho, que analise. Nós já temos, no Brasil, um dos menores índices, não é? Quer dizer, nós já temos, no caso do bafômetro, o índice já é um dos menores do mundo. Mas, de repente, pode até zerar. Pedir para fazer uma análise, não é, tem que ser uma decisão bastante técnica. Nós temos aí os melhores especialistas, consultores, vamos avaliar.

REPÓRTER: Governador, os senhores apresentaram dado que mostra que 94% dos acidentes são causados por falha humana, e vocês prometem bater firme nessa questão. Quais são as medidas que vão ser feitas, no que toca especificamente esse tema da conscientização?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, são cinco pilares, não é? O primeiro deles é a gestão da questão da segurança no trânsito. Porque nós, para fazer um planejamento e ser eficaz nesse trabalho, você precisa ter dados. Então o Infosiga é isso, ele permite e ele torna transparente todos os dados. Então nós estamos com um banco de dados. Então, primeiro, gestão. Depois, conscientização, escolas, campanhas, não é? Depois, rodovias seguras. Nós já temos as melhores rodovias do Brasil, queremos ter também as mais seguras do Brasil. Depois, a própria máquina, as motocicletas, os carros, não é, você ter uma ação também na indústria. Sinalização, campanhas, fiscalização, são várias ações simultâneas.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Campanha de mídia, internet.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Campanha de mídia, internet. 94%, infelizmente, falha humana.

REPÓRTER: Governador, nessa questão de trânsito, uma das grandes polêmicas, principalmente na capital, é a redução de velocidade. Como é que o senhor coloca? Que papel o senhor acha que a redução de velocidade tem para reduzir os acidentes?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: É importante, não só nas cidades, como nas rodovias, você ter, para cada padrão de autoestrada, você ter um limite, e esse limite ser obedecido. Então essa é uma outra questão. Não há dúvida que muitos acidentes graves envolvem alta velocidade.

REPÓRTER: Governador, o pilar do candidato à prefeitura de São Paulo pelo PSDB, João Dória, é justamente voltar o limite ao antigo, na Marginal. Então isso não vai de encontro...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, o que eu me referia? Que essa questão da velocidade, ela tem que ter um limite para cada tipo de autoestrada. Então aí é uma questão técnica, de você avaliar. Então aqui o limite pode ser 120 Km/h, aqui tem que ser 100 Km/h, aqui tem que ser 80 Km/h. Então não é uma questão, não tem nada a ver com políticas partidárias. Nós já estamos trabalhando já, há mais de um ano, e é um trabalho permanente, não é, que vai continuar aí, as metas devem ser atingidas até 2020.

REPÓRTER: Governador, mudando um pouco de assunto, a gente viu que aconteceram vários assaltos a empresas de transporte de valores. E agora tem um Projeto de Lei que visa a instalação dessas empresas fora do perímetro urbano. Na opinião do senhor, você acha que isso funciona, vai impedir a ação dos bandidos? Será que também falta mais policiamento próximo a essas empresas? O que você acha?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, primeiro dar uma notícia importante. No caso de Santo André, não houve, nenhum recurso foi retirado. Isso é importante, porque senão você realimenta essas quadrilhas, essas organizações criminosas. Foi frustrada a ação, não houve nenhuma, não levaram nenhum bem. Já tem nove presos, aliás uma boa competição, sete pelo Denarc e dois pelo Deic, então nove já presos da quadrilha, agora os demais também o serão. Uma outra boa notícia, no caso daquele assalto na baixada santista, três prisões já feitas essa noite, seis fuzis e outros armamentos, armamento pesado também apreendido. Então é prender as quadrilhas, essa é a tarefa, inteligência, tecnologia, empenho. Então, Santos, já três presos, foi assalto a uma empresa de valores, e aqui em Santo André, nove presos. Em relação à lei, é preciso aprofundar melhor, não é? A intenção é boa, agora é preciso verificar melhor. O que eu defendo, e vamos ter uma boa parceria com o Governo Federal, é o credenciamento dessas empresas. Porque para uma empresa dessa funcionar, ela precisa ser autorizada pela Polícia Federal. Então, o local está adequado? Todo o sistema de segurança é adequado? De outro lado, também, o transporte. Então eu acho que o principal agora é o que? É ter bastante critério na autorização das empresas e fiscalização sobre a atuação das empresas. E nós vamos colaborar com a Polícia Federal nesse trabalho.

REPÓRTER: O senhor já conversou com o ministro Alexandre de Moraes?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Conversei com ele, conversei pessoalmente, Dr. Mágino também, e ele vai ser um grande parceiro aí, junto à Polícia Federal.

REPÓRTER: E essa ideia de reutilizar armas que são apreendidas com bandidos. O senhor é favorável?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Eu sou favorável, porque nós não somos um país rico, nós somos um país que tem carência de recurso, que vive uma crise fiscal tremenda. Se não tiver problema de segurança, ótimo.

REPÓRTER: Nesses casos, governador, num primeiro momento, o estado negou a participação de facções, do PCC, nesses crimes, e ontem o [ininteligível] admitiu que...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, nós não descartamos nenhuma hipótese, nenhuma hipótese é descartada, mas também acho que nesse momento não dá para dizer que é facção A, B ou C. Não há nada descartado, o importante é prender os criminosos. Que às vezes uma quadrilha, esse pessoal tem uma capacidade de realizar crime, impressionante, então você tem vários em sequência, e duas, três quadrilhas, você prendeu, você minimiza o problema. Está bom?

REPÓRTER: Obrigada. Categoria 18 de agosto de 2016 [[]]