Coletiva - Fase de transição é estendida por 2 semanas e horário das 6h às 21h para comércios 20210705

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Coletiva - Fase de transição é estendida por 2 semanas e horário das 6h às 21h para comércios 20210705

Local: Capital – Data: Maio 07/05/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, muito obrigado aos jornalistas que comparecem pessoalmente, agradeço também cinegrafistas e fotógrafos que aqui estão, no Palácio dos Bandeirantes, nesta fria tarde de outono de sexta-feira, 7 de maio. E a você, que está aí acompanhando pelas emissoras, TV Cultura, Record News, CNN News, GloboNews, BandNews e os portais do UOL e do SBT. Muito obrigado por estarem participando e acompanhando esta coletiva de imprensa. Hoje abrimos com uma boa informação, uma medida positiva e que vem no esteio dos resultados que, gradualmente, estamos conquistando, com a ajuda das pessoas, que estão observando as orientações do Plano São Paulo e do Governo do Estado de São Paulo e, principalmente, do Centro de Contingência, dos médicos e profissionais da ciência, que nos assessoram. O Governo de São Paulo prorroga, por mais duas semanas, a fase de transição do Plano São Paulo, porém com a extensão, com a ampliação do horário de funcionamento do comércio e de restaurantes, até as 21h. E amplia também para 30% a ocupação destes espaços de lojas, de shoppings, de restaurantes, estabelecimentos de alimentos em todo o estado de São Paulo. Esta fase de transição do Plano São Paulo será prorrogada por mais duas semanas, de amanhã, sábado 8 de maio, véspera do dia das mães, até o dia 23 de maio, domingo. Repito: Com a alteração da faixa horária, que agora estabelecimentos comerciais e estabelecimentos de alimentação poderão funcionar até as 21h, já a partir de amanhã, sábado, dia 8, e com a ocupação que antes era de 25%, agora vai a 30%. Houve uma queda acentuada dos números de internações e óbitos, os índices que medem a epidemia foram estabilizados, porém, num patamar ainda elevado. Por isso, o cenário, de acordo com o Centro de Contingência do Covid-19, seus médicos e seus cientistas, que o integram, são 21 membros, recomendam agirmos com responsabilidade, com cautela e realizando uma abertura gradual e segura da nossa economia, para evitar qualquer novo pico da pandemia de Covid-19, aqui no Estado de São Paulo. E assim, seguiremos fazendo, respeitando a medicina, respeitando a ciência e respeitando também o direito ao trabalho, o direito à evolução da nossa economia, porém, de forma segura. Sobre isto, falarão Paulo Menezes e João Gabardo, ambos do Centro de Contingência do Covid-19, Dr. Paulo é o coordenador-geral e Dr. João Gabardo é o seu coordenador executivo. E a eles passo a palavra neste momento.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador, boa tarde a todos. Realmente, nós já estamos completando três semanas de fase de transição, uma fase de retomada de atividades não essenciais, com muito cuidado, com muitas precauções. E, ao longo dessas três semanas, nós acompanhamos, no Centro de Contingência, muito atentamente os números dos nossos indicadores principais, todos os dias. Houve até, no meio da semana, uma questão, se estaríamos tendo um novo aumento de casos ou não. Isso não se confirma, ao final da semana, como eu coloquei na quarta-feira, que seria necessário aguardar os próximos dias. Hoje, nós vamos, o secretário Jean daqui a pouco vai mostrar os dados sobre isso, mostrando que, de fato, nós estamos nessa estabilização muito importante. Nós temos reduções... Se nós compararmos o pico dessa onda de cerca de um mês atrás, com a situação atual, nós temos uma evolução muito importante, por exemplo, de redução de mais de 30% no número diário de óbitos e de pessoas internadas. E uma redução também importante no número de casos diários. Além disso, nós temos visto o avanço, também vai ser mostrado posteriormente, da cobertura vacinal, especialmente dos grupos mais vulneráveis, o que traz e já está trazendo, felizmente, um impacto muito grande nos casos mais graves, reduzindo então, contribuindo para a redução das internações e da perda de vidas. Desta forma, entendendo que a sociedade também tem várias outras necessidades, o Centro de Contingência recomendou a extensão dessa fase de transição, que permite com que as atividades econômicas possam ocorrer de forma bastante controlada e segura. Vamos acompanhar essas próximas duas semanas, com a expectativa de que teremos uma situação ainda bem mais positiva ao final desse novo período. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo. Vamos agora ao João Gabardo e, após o Gabardo, Patrícia Ellen ainda no mesmo tema. Com você, Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde a todos. Eu quero só reforçar o que o Dr. Paulo acrescentou, falando um pouco mais sobre um dos indicadores importantes, que serve como um balizamento para o Centro de Contingência, para a nossa tomada de decisão, que é a ocupação dos leitos, e explicar um pouquinho o que acontece com essa taxa de ocupação dos leitos. Se nós olharmos hoje, o Estado de São Paulo está com 78% de ocupação dos leitos. No entanto, eu até pediria para colocar um slide, que eu tinha solicitado, quando nós analisamos a nossa capacidade máxima, o momento em que nós tivemos o maior número de leitos, que foi no dia 7 de abril, nós tínhamos 14.453 leitos. O que acontece quando a demanda por pacientes nos hospitais diminui, como é o momento que nós estamos passando, nesse momento, nessa fase agora de transição? Os hospitais privados, principalmente a rede privada, e os hospitais filantrópicos, eles não podem ficar com esse leito desocupado. É uma coisa óbvia. Existe uma demanda por outras especialidades médicas, necessitando desses leitos. O hospital não pode ter toda uma equipe contratada de médicos, enfermeiros, e esse leito ficar ocioso. Então, quando a demanda por internação reduz, há uma movimentação quase que automática de utilização desses leitos para as outras especialidades, reduzindo então o número de leitos para Covid. Então, o que acontece? Nós temos uma redução do número de pacientes, e aparentemente a nossa ocupação permanece alta, mas essa taxa de ocupação permanece alta porque há uma redução no número de leitos destinados a Covid. Ah, mas se depois nós tivermos um aumento do número de casos? Se nós tivermos um aumento do número de casos, esses leitos também voltarão a ser utilizados para Covid, quando for necessário. Vejam, nós tínhamos 14.453, hoje nós estamos com 12.823 leitos. E a redução, ela se dá na rede privada, vejam só, de 4.469, hoje nós estamos com 3.405. Então, houve uma redução de 1.064 leitos na rede privada. A rede filantrópica, que também tem essa mesma situação, os hospitais filantrópicos, eles recebem quando o paciente está internado, quando o paciente está sendo atendido no hospital. Eles não podem ficar com toda a equipe contratada e o leito vazio. Ocorrendo a diminuição na demanda, esse leito é ocupado por outras especialidades. Então, nós temos, na rede filantrópica, uma redução de 622 leitos. Isso não acontece na rede pública. Na rede pública, a gente consegue manter os leitos para o atendimento de Covid, tanto na rede estadual como na rede municipal. Analisando esses dados de hoje, o Estado de São Paulo tem uma taxa de ocupação, se nós usarmos como critério a nossa capacidade máxima, nós estamos hoje com uma ocupação de 70% dos leitos, 70%. E a taxa de ocupação da Grande São Paulo, 62%. Então, isso nos dá segurança, nos dá tranquilidade para que a gente possa avançar, gradualmente, lentamente, mas com segurança. E é isso que nós estamos hoje apresentando, uma pequena, um pequeno aumento na taxa, na ocupação dos vários setores econômicos, shoppings, restaurantes, de 25% pra 30% na taxa de ocupação, e uma ampliação no horário de atendimento, que estava restrito até as 20h e que passa até as 21h, que a secretária Patrícia vai apresentar oportunamente. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabardo. E agora com você, Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Muito obrigada, governador. Muito importante mostrar que esse resultado do esforço de todos tem valido muito a pena. Nós conseguimos ter essa estabilização, primeiro uma redução muito importante das internações, dos casos e óbitos, e tivemos uma redução muito expressiva, mantivemos essa desaceleração neste momento. Nós mostramos algumas vezes o gráfico de desaceleração, nessa última semana nós estamos com desaceleração também de internações de enfermaria, internações em UTI, a desaceleração em enfermaria de 0,73%, e UTI de 0,42%. Então, reduzindo, essa é a média diária de redução que nós estamos apresentando nessa última semana, o que nos dá o conforto por um lado e a responsabilidade, dado o patamar ainda elevado, de manter essa gestão segura da pandemia, com então agora a fase de transição estendida pelas próximas duas semanas, do dia 8 de maio ao dia 23 de maio, lembrando que os ajustes de regras passam a valer a partir de amanhã, sábado, dia 8, como está aqui na tela. E na próxima página, quais são as regras vigentes nesse momento. Então, o que nós temos, dado o patamar elevado, a extensão da fase de transição. Mas, ao mesmo tempo, como houve essa estabilidade, essa conquista muito importante, um novo passo aqui com um novo voto de confiança, para podermos dar outro passo importante na retomada de atividades econômicas, com a extensão de uma hora do funcionamento do comércio, do serviço, de todas as atividades. Então, nós temos a duração agora até as 21h, para todas as atividades descritas, comerciais, religiosas, restaurantes e similares, salões de beleza, barbearia, atividades culturais, sociais, eventos culturais e eventos sociais, academias. Então, pra todos eles, vale esse novo regramento, e também a ocupação agora passa para 30% em todos os estabelecimentos. A nova vigência do toque de recolher é das 21h às 6h da manhã, com teletrabalho para atividades administrativas não essenciais. Esse ponto é bem importante, porque é uma diferença, nessa fase de transição, com relação às próximas etapas, essa regra de serviços não essenciais administrativos, que se mantenha o teletrabalho e o escalonamento do horário de entrada e saída das atividades de comércio, serviços e indústrias, para que tenhamos a responsabilidade de fazer a nossa parte na redução das aglomerações, evitar aglomerações e, sobretudo, nos momentos de deslocamento dos trabalhadores. Nós temos o Dia das Mães no domingo, então esse é um momento importante para que tenhamos uma retomada do comércio, que possamos lembrar das nossas mães, dos nossos familiares, dos nossos filhos, mas lembrando que o melhor presente para o Dias das Mães é que todos estejam seguros e com saúde. Então, ainda estamos numa etapa importante de vacinação, então, para evitarmos aglomerações. Falo como mãe, como filha. Agradeço, governador, minha mãe foi vacinada ontem, inclusive. Foi, talvez, um dos momentos mais emocionantes desde o início dessa pandemia. Agradeço a todos os profissionais de saúde. Foi realmente um momento especial ver minha mãe sendo vacinada. Eu brinquei com ela que a minha mãe sempre me levou para ser vacinada, e dessa vez eu achei que eu ia levar ela, mas não, ela foi lá com uma mochila enorme, com uma cesta básica para doar, e foi muito bonito vê-la dizendo: Estou aqui para ser vacinada e retribuir, ajudando quem mais precisa. Então, agradeço a todas as mães e lembro que o nosso papel, nesse momento, é manter o nosso esforço, para que possamos sair dessa pandemia, com muita vida, com muita energia, para fazermos a nossa retomada econômica. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Ainda sobre o tema, apresentado ali, podemos colocar o último slide? Antes de passar ao próximo tema. Isso. Apenas para lembrar que parques estaduais e municipais, mas eu quero lembrar que hoje nós vamos inaugurar às 18h da tarde a iluminação da nova ciclovia do Rio Pinheiros. E essa ciclovia já nos seus 13 km iniciais com iluminação inteligente, iluminação de LED, e ela estará operando a partir de amanhã, para quem como eu gosta de pedalar, até às 21h, com iluminação, câmeras de segurança e os seguranças também da Polícia Militar do estado de São Paulo pedalando pela nova ciclovia do Rio Pinheiros. Que, repito, hoje à noite recebera a sua nova iluminação. E, portanto, a partir de amanhã, quem quiser pedalar à noite, pode, desde que use máscara e obedeça também aos critérios de não aglomeração nessa ciclovia do Rio Pinheiros. Aproveito para dizer, Patrícia, que eu também vou me vacinar, hoje à tarde estarei recebendo a vacina no braço, e agradecendo pela vacina. Vamos agora falando em vacinação, vamos anunciar a vacinação das pessoas com deficiência e comorbidades, entre 50 e 54 anos, que começa no dia 14 de maio. Esse grupo não estava na programação de vacinação dos grupos já anunciados. Nós vamos iniciar essa vacina para as pessoas com deficiência permanente, e comorbidades, na faixa etária entre 50 e 54 anos. Na próxima sexta-feira, dia 14 de maio, o público estimado em 865 mil pessoas. A nossa coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, doutora Regiane de Paula, aqui ao meu lado, trará detalhes a vocês nesse momento, dessa nova fase da vacinação em São Paulo, assim como do vacinômetro e o ranking de aplicação das duas doses da vacina. Ou seja, a vacinação completa em São Paulo. Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde, a todos e todas. Então nós no dia 14 de maio iniciamos a vacinação de pessoas com deficiência permanente, em Benefício de Prestação Continuada - BPC, e pessoas com comorbidades de 50 a 54 anos, totalizando nessa faixa etária 865 mil pessoas. Então incluímos, já temos 55 a 59, e agora também 50 a 54 anos. Quais são as comorbidades? Então é muito importante que a gente coloque quais são as comorbidades, e todos aqueles que estão na faixa dos 50 a 59 anos, devem ter essas comorbidades elencadas pelo Ministério da Saúde. No caso das doenças cardiovasculares, eu não vou falar todas, vocês têm o slide aí para que possa fotografar. E no caso das doenças crônicas também. Lembrando que nós também estamos falando dos critérios para a vacinação de gestantes e puérperas com comorbidades. Então o slide anterior também vale para essas gestantes e puérperas com comorbidades. Então gestantes com comorbidades a partir de 18 anos de idade em qualquer dificuldade gestacional. Puérperas também com comorbidades a partir de 18 anos de idade, e até com 45 dias após o parto. O que é necessário? Comprovar o estado gestacional, carteira de acompanhamento, pré-natal ou laudo médico. E no caso das puérperas, apresentar a declaração de nascimento das crianças, isso é o suficiente para àquelas que já tiveram o seu bebê e estão dentro dos 45 dias. Apresentar o comprovante da condição de risco por meio de exames, receitas, relatório médico ou prescrição médica. Pessoas com comorbidades, também é necessário apresentar o comprovante da condição de risco por meio de exames, receitas, relatórios médicos ou a prescrição médica. E como eu já tinha dito anteriormente, as pessoas que já estão cadastradas em uma Unidade Básica de Saúde e fazem o seu acompanhamento médico na Unidade Básica de Saúde, o cadastro que ela tem na unidade já é o suficiente para que ela possa ser vacinada nessa mesma unidade. Pessoas com deficiência permanente, apresentar o comprovante de recebimento do Benefício de Prestação Continuada, da assistência social. E aí eu gostaria de mostrar para vocês, o que é muito importante, governador, o ranking, na verdade, de aplicação de doses. O que isso nos traz? E por que a gente está trazendo isso nesse momento? Nós estamos em um momento em que nós temos a primeira dose sendo aplicada, e também a segunda dose aplicada. Então quando a gente olha para as duas doses aplicadas, é nesse momento em que a pessoa, nós chamamos quem está com o seu esquema vacinal completo, ela tem a sua imunidade completada, e aí 15 dias depois você tem realmente a certeza de que essa pessoa está imunizada. Então para isso eu trouxe esse ranking onde a gente mostra que o estado de São Paulo tem o pessoal de D1 mais D2, ou seja, das duas doses aplicadas, de 10,11%. E aí eu trago os dez primeiros, governador, para que a gente possa ter uma ideia, de como está esse índice, o índice de São Paulo é de 10,11%, e a média nacional é de 8,19%. E aqui eu vou fazer novamente um apelo, quando a gente fala da primeira e da segunda dose, e da necessidade de se tomar a segunda dose, todos aqueles que não foram à uma unidade básica procurar a segunda dose não estão imunizados, precisamos que as pessoas se imunizem. Então a gente traz aqui um ranking por regional e saúde, das pessoas que não tomaram a segunda fosse da Fiocruz, e que não tomaram a segunda dose do Butantã. Quando a gente olha para isso, 400 mil pessoas não completaram seu esquema vacinal. Então é muito importante que as pessoas que não buscaram, e aqui eu vou fazer um parêntese, quando a gente fala da vacina principalmente da Fiocruz, a gente tem que lembrar que são 12 semanas. Então, muitas vezes, as pessoas se esquecem dessas 12 semanas, eu tomei a primeira dose, a vida está corrida, milhões de coisas acontecendo, e estou em trabalho remoto, enfim. A gente está vivendo um momento diferente da nossa rotina de vida, e, muitas vezes, eu esqueço. Então eu faço um apelo para quem não tomou a segunda dose, que volte à unidade básica e complete o seu esquema vacinal. Era isso, governador, muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Nós temos o vacinômetro também, não temos?

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Temos, temos o vacinômetro.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então vamos ver quanto estamos nesse exato momento, às 12h57min, 13.107.800 milhões de vacinados no estado de São Paulo, 13.107.800 milhões de vacinados em São Paulo, sendo na primeira dose, 8.383.328 milhões, na segunda dose, com esquema vacinal completo, 4.724.472 milhões, até às 12h57min de hoje. Regiane, muito obrigado. Antes de prosseguirmos com a intervenção do secretário de Saúde, a Patrícia Ellen quer chamar a atenção à uma pequena correção no slide que foi exibido anteriormente, e aqui nós temos o slide com a informação correta, e a Patrícia vai explicar qual é.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Havia um erro no toque de recolher, que o horário tradicional era das 20h às 5h da manhã, fica das 21h às 5h da manhã. Então não muda o horário de término do toque de recolher, até porque, essa hora extra na manhã é muito importante para evitar congestionamentos e também aglomerações no transporte, e esse é o slide correto, quem já havia fotografado anterior, peço que utilizem esse como referência. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Portanto, volta lá o slide por favor, mais uma vez, esse slide. A correção está ali na antepenúltima linha inferior, o toque de recolher, depois das 21h até às 5h da manhã. No slide anterior indicava 6h da manhã. E é 5h, pelas razões já expostas aqui pela Patrícia. E antes de passar a você, Jean Gorinchteyn, quero agradecer também os portais que estão com transmissão ao vivo nesse momento, aqui do Palácio dos Bandeirantes, os portais do G1, do Terra, do Poder 360, do Estadão, Cidade On, e também do UOL. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. São Paulo agora na sua décima oitava semana epidemiológica, contabiliza 2.984.182 milhões de casos, infelizmente 99.989 mil pessoas perderam as suas vidas. Os dados que nos refecem exatamente o fato de nós termos uma taxa de ocupação no nosso estado que tem 78,3% no estado, e na grande São Paulo, 76,3%. Nós tínhamos, como sempre reforçamos, no dia 1 agora de abril, um total aí de ocupação de quase 93%, quando na oportunidade nós tínhamos 13.120 mil pessoas internadas, infelizmente hoje nós temos 10.060 mil pessoas internadas. O número reduziu, foram quase 3 mil pacientes a menos, ocupando os leitos das Unidades de Terapia Intensiva, o que permitiram essa remobilização para outras doenças, mas que em alguma necessidade, são rapidamente mobilizados para o acolhimento e o atendimento da COVID-19. Nós temos que olhar que esse número ainda é um número bastante elevado em relação ao que nós tínhamos no pico da primeira onda, lá na vigésima nona semana do ano de 2020, que acontecia em julho, que nós tínhamos aí a ocupação máxima de 6.500 pacientes. Portanto, nós estamos mantendo essa fase de transição expandida, e sempre nos atentando para os dados da saúde, garantindo que estejamos dando segurança para a população, mas também pedindo para que a população entenda a necessidade de manutenção de todas as regras sanitárias, evitando as aglomerações, fazendo o distanciamento, e se utilizando das máscaras. Próximo por favor. Nós essa semana epidemiológica, que ainda não se encerrou, ela acaba amanhã, mas já nos dá a segurança em relação ao número de dados, ela passa a apresentar uma queda de 10,8% no total de casos, redução de 0,4% no número de internações, e 13,5% no número de óbitos. Portanto, estamos mantendo os três índices em queda, e é isso que nós precisamos estar atentos e vigilantes. Mas aí é uma pactuação do governo de estado com a própria sociedade, para que nós possamos estar progredindo de uma forma gradual, porém segura a todos. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Agora vamos iniciar as perguntas, e começamos com a Rádio e TV Bandeirantes, com a Maira Djaimo, na sequência, com a TV Bloomberg, e também o portal Bloomberg, TV Globo, Globo News, SBT, portal UOL e a Rádio CBN. Então, Maira, boa tarde, bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

MAIRA DJAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Bom, apesar de a gente não ter avançado para a fase laranja, a fase de transição hoje tem um horário bem ampliado, mais do que antigamente a gente tinha na laranja, na amarela, bastante circulação de pessoas. Eu queria perguntar se os especialistas do centro de contingência acreditam que a gente pode ter uma terceira onda? E o que pode ser feito para evitar isso nesse momento? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. Primeiro, bater na madeira aqui, tudo que a gente não quer é uma terceira onda de COVID-19, seja no Brasil, seja em São Paulo, ou seja em qualquer parte. Responderão pela ordem, João Gabbardo e Paulo Meneses. Gabbardo, e na sequência, Paulo Meneses.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Maira, nós temos trabalhado com dados objetos em relação ao acompanhamento da pandemia, os indicadores que nós temos hoje são de redução de novos casos, nas últimas semanas a redução das internações, e redução no número de óbitos. Nós não acreditamos que esses indicadores estejam apontando para uma tendência de uma terceira onda. Então nós temos que trabalhar objetivamente em cima dos dados que nós temos, não existe esse indicativo. Agora, todo cuidado é pouco, nós vamos continuar com as recomendações de redução de mobilidade, de distanciamento físico, cuidados com higienização, utilização de álcool em gel, o uso da máscara sempre. E pedindo às pessoas que se não precisarem sair, que elas permaneçam em casa, saiam somente quando houver necessidade. Essas recomendações persistem, essas recomendações ainda serão mantidas. O que nós temos a nosso favor nesse momento, aí eu venho insistindo nessa hipótese de que essa tenha sido a última vez que São Paulo tenha estado na fase vermelha, porque se nós conseguirmos manter esse controle durante mais três semanas, o número de pessoas vacinadas e com esse aumento que nós vamos ter na velocidade da vacinação, ela vão nos oferecer uma outra condição de imunidade, nós vamos ampliar de uma forma bastante intensa o número de pessoas que já estarão imunizadas, e com isso diminui o número de casos graves, de casos moderados, de internação hospitalar. Então nós trabalhamos com duas variáveis nesse momento. Uma, manter as medidas de restrição que a gente tem no plano São Paulo, e ao mesmo tempo esperando que o aumento na velocidade da imunização nos traga nas próximas semanas já o resultado que nós encontramos já nas faixas etárias mais elevadas, nós já temos dados mostrando redução do número de internações, redução do número de óbitos nas pessoas que já foram vacinadas. Então é importante agora que nós atingimos já 60 anos de idade, ampliar para as pessoas com comorbidades, pessoas com doenças crônicas, porque isso vai diminuir significativamente o risco de novas internações. E por consequência, o número de óbitos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Paulo Meneses, quer acrescentar alguma coisa? Está bem dito então. Ok. Antes de seguirmos para a próxima pergunta, também me dirigindo a você, Patrícia, e também aos que nos assiste e nos acompanham, e aos jornalistas que aqui estão, nós já, há cerca de dois meses iniciamos a campanha Vacina Contra à Fome, pedindo a todos que vão se vacinar, que, por favor, se puderem, levem, pelo menos, 1 kg de alimento não perecível, e entregue no seu posto de vacinação, seja na capital de São Paulo, grande São Paulo, litoral, ou interior do estado de São Paulo. E muitas pessoas como você, não só estão levando o alimento não perecível, como estão levando a cesta básica completa. É o que eu farei hoje junto com Bia, minha esposa, ela também será vacinada, nós vamos oferecer a cesta básica. Se você puder ajudar, ajude, pelo menos, com 1 kg de alimento não perecível, arroz, ou feijão, açúcar, farinha, ou o que você puder. Entre esses itens também o óleo e o macarrão são itens extremamente úteis para a população que tem limitações e dificuldades de alimentação nas faixas mais vulneráveis da população do estado de São Paulo, você pode ser solidário e levar isso ao posto de vacinação onde você estará sendo vacinado e salvo pela vacina. Agora vamos à Bloomberg, é uma pergunta online do André Romanini, que está conosco nesse momento, André, boa tarde, prazer em reencontrá-lo, ainda que virtualmente. Sua pergunta, por favor.

ANDRÉ ROMANINI, REPÓRTER: Boa tarde, governador e secretários. Se me permite, eu vou só alterar um pouco a pergunta que eu tinha escrito, porque já responderam grande parte dela na apresentação. O estado mantendo a fase de transição por mais duas semanas, mantém também aplicação de regras iguais para todo o território. Gostaria só de saber, por favor, se hoje existem regiões do antigo plano São Paulo que estaria na fase vermelha? Como o plano era posto antes. E se sim, se não seria melhor que ela tivesse mais restrições já impostas pelo estado? Mesmo tendo a opção de as prefeituras elevarem as restrições por si próprias? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, André. Eu vou dividir a resposta com a Patrícia Ellen, a nossa secretária de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, e também com o Marco Vinholi, nosso secretário de Desenvolvimento Regional, ambos aqui presentes na coletiva. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Esse é um dos pontos que o doutor Gabbardo apresentou, que é bem importante, que nós temos a classificação oficial com os leitos que estão disponibilizados agora para COVID-19, e os leitos referenciados. Se nós consideramos o momento de pico de leitos que nós tivemos agora há três, quatro semanas atrás, nós teríamos poucas regiões na fase vermelha. O que aconteceu é que houve uma disponibilização desses leitos para atender outras morbidades, e o que nós começamos a perceber é uma variação muito grande na ocupação com essa metodologia de utilizar somente os leitos disponíveis. E a fase de transição exatamente evita esse tipo de incentivo ruim, que nós percebemos que esses outros leitos precisam ser utilizados para atender urgência e emergência, e mantermos regiões no vermelho. Seria ruim porque elas iriam voltar a referenciar os leitos para COVID-19 para reduzir a ocupação. E nós precisamos exatamente utilizar da forma real. E é isso que a fase de transição está nos dando. Outro ponto que você citou que é importante, é que nós estamos fazendo essa classificação para o estado inteiro. Por que para o estado inteiro? Isso foi uma outra avaliação com o centro de contingência, que a variação regional ela nos ajudou no primeiro momento da pandemia, que havia uma heterogeneidade muito maior, agora com o processo de vacinação acontecendo no mesmo ritmo proporcionalmente em todo o estado, e com esse modelo utilizando o estado como um bloco como um todo, nós estamos vendo que as medidas restritivas estão sendo muito mais eficazes. Então por isso que se optou por essa classificação do estado. E lembrando que utilizando o leito referenciado, com o exemplo que o Doutor Gabbardo deu, a ocupação média do estado seria de 70%. Então já estaria preparado inclusive para avançar fases mais flexíveis do plano. Então essa fase está ajudando a gente a exatamente fazer esse controle, dosando as medidas de acordo com a necessidade da situação atual.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia, agora com você, Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Bom, nós tivemos uma melhora em todas as regiões do estado, a partir do dia 28/3, e isso foi se consolidando em uma média que nós temos hoje, como disse a Patrícia, em 78% na ocupação de leitos, mas utilizando o modelo de leitos referenciais, ou seja, aqueles leitos existentes e que podem entrar em funcionamento rapidamente na pandemia, o índice já é muito melhor. Tendo em vista isso, a gente tem algumas regiões um pouco acima, mas todas elas com uma melhora significativa e com a disponibilidade de leitos de UTI. Nós tivemos um grande avanço nessa construção e novos leitos de UTI, um aumento de mais de 140%, e isso foi consolidado ao longo desse período de pandemia. E na própria pergunta você registrou, essas regiões podem e devem, quando mais impactadas pela pandemia, aumentar as restrições, isso é uma prerrogativa dos municípios, e dentro disso eles devem agir.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Obrigado, Patrícia. André, muito obrigado pela sua participação. Vamos agora presencialmente, de volta aqui ao Palácio dos Bandeirantes, com a pergunta da Daniela Gemignani, da TV Globo, Globo News. Cadê você, Daniela? Está vindo, ela estava do outro lado, pode vir com calma, ajustar ali o microfone dela. Pronto. Desculpa, acho que peguei você desprevenida, ela estava do outro lado fazendo uma emissão exatamente para a Globo News. Daniela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIELA GEMIGNANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu gostaria de esclarecer também para o público entre 50 e 59 anos, se tem alguma previsão, alguma expectativa em relação à vacinação? E também só complementando a pergunta do colega que estava falando há pouco, sobre a questão da distribuição, porque algumas regiões ainda estariam na fase vermelha, e também porque essa fase nova de transição vai até às 21h, mas a fase laranja teoricamente iria até às 20h. A gente esquece então das características do antigo plano São Paulo, ele foi descaracterizado, como que fica em relação a isso? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, a Daniela com inteligência habitual, faz três perguntas em uma, mas nós vamos responder todas elas. Começando com o tema da vacinação, na quarta-feira da semana que vem nós anunciaremos as novas faixas de vacinação aqui no estado de São Paulo, sempre com a presença da doutora Regiane, e com a validação do PEI - Programa Estadual de Imunização, e do Programa Nacional de Imunizações. Portanto, na próxima quarta-feira, Daniela, nós já estaremos anunciando aqui novas faixas. No outro tema eu vou pedir à Patrícia Ellen que possa responder, e se Paulo Meneses desejar, complementar. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Essa fase de transição ela é uma fase de transição para os dois lados, nós mencionamos os municípios que poderiam estar na fase vermelha, mas como o secretário Vinholi mencionou, muitas regiões apresentaram melhora significativa, e já teriam indicadores equivalentes à fase amarela ou fase verde. E nós acreditamos que voltar a ter um tratamento muito heterogêneo da pandemia, com medidas restritivas muito diferentes nesse momento em que estamos, seria muito ruim, isso foi uma recomendação dada, inclusive pelo centro de contingência, nesse período manter um tratamento mais homogêneo em todo o estado. Mas lembrando que para endurecimento de medidas os prefeitos tem total autonomia para realização e aplicação de regras mais duras, se assim for necessário. Por outro lado, uma flexibilização acima do que nós temos hoje, nós acreditamos também que poderia impactar negativamente a pandemia nesse momento. Então essa foi uma forma de encontrar um caminho equilibrado, responsável, que está apresentando resultados muito bons, como o doutor Gabbardo mencionou, com a redução de casos de internações e de óbitos que estamos tendo recorrentemente. Agora essa hora adicional ela nos permite realizar sim um teste de qual que é o impacto real de uma hora. Mas lembrando que a ocupação é menor que a da fase laranja, a fase laranja nós já poderíamos avançar para 40% de ocupação, nós estamos agora com 30%. Na fase laranja a permissão de funcionamento de serviços administrativos também de uma forma presencial, aqui a manutenção do serviço remoto, e todo o trabalho de escalonamento de transportes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Daniela, obrigado. Vamos agora para o SBT, com Flávia Travassos. Flávia, boa tarde, para você também, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

FLÁVIA TRAVASSOS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu queria insistir nessa questão da flexibilização, nessa fase prorrogada aí de transição. Isso vai acontecer exatamente na véspera do Dia das Mães, a gente sabe que as pessoas vão para as ruas comprar presentes, enfim. Não existe um medo de que haja aglomeração em lojas de rua, em shoppings centers? O que o centro de contingência prevê? A gente sabe que o centro de contingência fez uma projeção do que ia diminuir a internação e de mortes. Se existe uma projeção do que pode acontecer agora com essas possíveis aglomerações? E também pedir, governador, por favor, para o senhor esclarecer essa questão do Vale do Silício, houve um evento hoje de manhã em que foi inaugurada essa faculdade aí com cursos de tecnologia. A gente queria saber um pouquinho mais de detalhes, por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Flávia. Foram duas perguntas. Na primeira eu vou pedir ao doutor Paulo Meneses que responda, mas eu quero deixar também aqui um sentimento a favor da vida, não a favor da morte, amanhã é véspera do Dia das Mães, domingo é Dia das Mães, é uma data muito importante, sentimentalmente, espiritualmente, tantas pessoas que já não tem mais sua mãe, como é o meu caso, mas é o momento de reflexão, de oração, e também de homenagem àquelas que são mães, ainda que não sejam, não componham mais parte da família, mas quem tem esposa, quem tem filhas, que já são mães, merecem ser homenageadas. Então vamos olhar também pelo lado do que representa uma data como essa, diante de um momento tão difícil, tão dramático como o que nós estamos vivendo aqui no Brasil. Não há o que estimar de morte, advindo disso, e sim o de vida, da fraternidade, do momento de você poder olhar nos olhos da sua mãe, se você tem o privilégio de tê-la ainda em vida, ou fazer uma oração, olhar uma fotografia, lembrar dela, e fazer disso um momento de emoção ao lado dos seus filhos, dos seus irmãos. Eu prefiro ter esse olhar. Mas sob o ponto de vista da saúde responde Paulo Meneses.

PAULO MENESES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde, Flávia. Eu queria primeiro chamar a atenção, já foi colocado, mas eu acho que isso ajuda a gente a entender melhor qual é o cenário atual da pandemia. Vocês devem se lembrar que quando nós chegamos no pico dessa onda que nós estamos saindo, felizmente, nós chegamos a ter 500 casos por 100 mil habitantes, a cada 14 dias, como média do estado. Várias regiões naquele momento chegaram a ter uma incidência de casos novos acima de 800. Realmente foi um momento muito difícil. Hoje nós estamos com 388 casos por 100 mil, não há praticamente nenhuma região, tem uma região com pouquinho acima de 600 por 100 mil, e já temos duas regiões que estão próximas de 300 por 100 mil, sendo a Baixada Santista e a grande São Paulo, o que significa metade da população do estado já com essa incidência de praticamente 300 casos por 100 mil. Então o que eu quero dizer com isso é que o estado como um todo, realmente tem tido esse comportamento, e nós já completamos, como eu falei, três semanas de fase de transição. Se nós tivéssemos uma piora, como foi temido, foi colocado, foi perguntado há três semanas atrás, se nós não temíamos uma piora da situação com essa nova fase de transição, hoje nós estamos bastante seguros de que ela permitiu a retomada de várias atividades com a segurança necessária e é dessa forma que nós estamos vendo as próximas duas semanas. É lógico que sempre há riscos, nós pedimos para que as pessoas que queiram comprar um presente para a sua mãe, que queiram sair, que saiam com muito cuidado, com todas as medidas necessárias, evitando aglomerações. Por outro lado, acho extremamente positivo que nós possamos, pelo menos, uma parte das pessoas vai poder inclusive até, quem sabe, encontrar com sua mãe já devidamente vacinada há pelo menos, duas semanas da segunda dose, com um cenário que realmente a gente não tinha há meses atrás. Então eu acredito que nós estamos caminhando com segurança, o centro de contingência acompanha com muita atenção todos os dias, sempre a gente fica receoso de números negativos, mas inclusive eu vou lembrar novamente aqui hoje que quarta-feira aquele pequeno aumento de número de casos que foi observado, causou grande preocupação, e eu disse, vamos aguardar, porque o que importa é a tendência, é a constância, é a consistência dos dados ao longo do tempo. Então eu estou bastante seguro de que nós vamos continuar nessa direção. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Meneses. Flávia, vou responder à sua segunda pergunta, e obrigado, inclusive pela oportunidade, eu aproveitei aqui enquanto ouvia o doutor Paulo, e solicitei para termos aí no ponto os dois vídeos, do CITI e também do INTELI. Esse é um investimento que o governo do estado de São Paulo definiu através da pasta da Patrícia Ellen, que está aqui ao meu lado, desde janeiro, desde a nossa posse, janeiro de 2019, da implementação do CITI, do Centro Internacional de Inovação e Tecnologia aqui em São Paulo. E por que já no primeiro dia de governo? Porque eu já trouxe isso da Prefeitura de São Paulo, quando eu fui prefeito eu já gostaria de ter implantado onde é hoje o CEASA, o CEAGESP, o Centro de Inovação e Tecnologia, o Vale do Silício de São Paulo, exatamente ali. O CEAGESP não é nosso, é do Governo Federal, o Governo Federal não quis tomar a decisão, embora tenha anunciado, depois voltou atrás, e nós, dado a esse fato, prosseguimos com o projeto, porém com o IPT, e fizemos ali na área do IPT, portanto, anexo à USP, a Universidade de São Paulo, o Vale do Silício brasileiro, e que nós vamos mostrar para vocês agora nesse vídeo, e eu quero, de novo, agradecer, Flávia, porque isso é muito importante, um investimento privado, fundamentalmente privado, mais de R$ 1,200 bilhão nesse momento, dos quais, R$ 200 milhões anunciados hoje pelos acionistas do Banco BTG, André Steves, Lilian Steves, o Roberto Saluti, que ali vão implantar o INTELI, uma grande universidade de tecnologia e inovação, que já começa a funcionar a partir de fevereiro próximo, com mais de 1.300 mil alunos. É uma universidade de altíssima tecnologia, no padro do MTI de Boston/Estados Unidos, e que agora se implanta aqui em São Paulo no CITI, no Centro de Inovação e Tecnologia, onde temos o IPT. E vocês vão ver agora mais detalhes, eu acho que já temos os vídeos, então podemos exibir aqui.

APRESENTAÇÃO DE VÍDEO: "Este é o mais ambicioso projeto de ciência, pesquisa e negócios do Brasil. CITI - Centro Internacional de Tecnologia e Inovação, desafios e transformações que fazem o futuro acontecer agora. IPT - Open Experience, o ponto de encontro de empresas, startups, institutos e polos de pesquisa, integração de conhecimento e desenvolvimento. Sede brasileira do centro da quarta revolução industrial, hub global de criação e comprometimento de boas-práticas e inovações. Parceria com grandes nomes, um completo ecossistema técnico, instalações da GranBio, empresa de biotecnologia 100% brasileira, produção e tecnologia de etanol de segunda geração e nanocelulose. Empresas inovadoras de vários segmentos. CITI, o Vale do Silício do estado de São Paulo, criando oportunidades e atraindo capital de todo o Brasil e do mundo. Quando a ideia é ousada e inovadora, a gente faz acontecer. Governo de São Paulo, estado de respeito".

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Agora do INTELI, esse centro de ensino.

APRESENTAÇÃO DE VÍDEO: "[Ininteligível] jovens que vão liderar a transformação tecnológica no Brasil. Líderes do futuro buscam resolver as ineficiências do mundo através de conhecimento de fronteira, não tem medo de desafios complexos, eles são transformadores, para eles imaginamos uma faculdade diferente de ontem, reunimos educadores, empreendedores e especialistas para responder a seguinte pergunta, o que deve ter a escola que vai formar os líderes do futuro? Aqui estudantes desenvolvem projetos de impacto real na sociedade, juntos vamos liderar as mudanças que vão transformar comunidades e pessoas. Porque o futuro tem um Brasil inteiro pela frente, somos uma faculdade movida pela tecnologia, mas que acredita que a arte de transformar vai ser sempre humana. Somos o INTELI - Instituto de Tecnologia e Liderança".

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. E sobre esse tema, apenas para complementar, Flávia, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Bom, rapidamente, governador, acho que nós já sabemos que a nossa única saída dessa pandemia é através de vacinação em massa, investimento em vacinas, em ciência e tecnologia. Os países responsáveis do mundo têm aumentado o seu orçamento de ciência e tecnologia, infelizmente no Brasil, houve uma redução do orçamento de ciência e tecnologia nacional, para um terço do que era esse orçamento há dois anos atrás. A situação é preocupante, e São Paulo mais uma vez com a sua liderança fez o oposto, não somente assegurou que todo orçamento de ciência e tecnologia do estado fosse mantido, mas com a reforma administrativa haverá um aumento proporcional dos recursos públicos, e a complementação com recursos privados. Esse projeto é um momento histórico para o estado e para o Brasil, porque a iniciativa privada, através de um projeto filantrópico investe em um espaço público, R$ 200 milhões no Instituto de Tecnologia e Liderança, em uma área que está crescendo muito, que está empregando muito, e que sirva de exemplo para que outros empresários possam, outras famílias possam fazer investimentos parecidos, porque é dessa forma que nós vamos conseguir, de fato, ter um modelo de inovação aberta, bem-sucedido. E nós vimos aqui que o governador acabou de aumentar a nossa meta do IPT, porque ele tinha dado a meta do IPT de R$ 1 bilhão, nós estávamos felizes que nós já temos aqui uma pré-confirmação de quase R$ 800 milhões em doações que vão ser anunciadas nas próximas semanas. E agora temos a meta de R$ 1,2 bilhão. Já avisei os IPTanos aqui que nós vamos continuar trabalhando duro, para que o CITI seja sim o Vale do Silício brasileiro, e um exemplo de colaboração, de união, que nós estamos precisando muito no Brasil. Nós temos universidades de todas as regiões do país trabalhando juntas nesse projeto, empresas de todo o mundo, e especialistas também, internacionais, além desse investimento privado, através de uma instituição filantrópica. Então muito obrigada, governador. E que esse projeto sirva de exemplo para termos muitos mais nos próximos anos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. E cumprimentar mais uma vez o André Steves, a sua esposa Lilian, o Roberto Salut, é um investimento a fundo perdido, Flávia, de R$ 200 milhões para implementação dessa universidade de tecnologia dentro do CITI, do Centro Internacional de Tecnologia e Inovação. Que era o nosso desejo desse o tempo da Prefeitura de São Paulo, era termos um MTI brasileiro aqui dentro do nosso Vale do Silício urbano. Então a grande conquista para São Paulo e para o Brasil. Vamos agora ao Lucas Teixeira, do portal UOL. Lucas, boa tarde, bem-vindo, sua pergunta, por favor.

LUCAS TEIXEIRA, REPÓRTER: Boa tarde. Tudo bem, governador, secretários? Seguinte, só para deixar claro, então o plano por agora, do plano São Paulo é manter uma coesão entre o estado inteiro, não mais ficar dividindo. Eu vou para a minha pergunta. Tá vindo o inverno, já tamo começando a ficar com frio, e no primeiro inverno, infelizmente estamos no segundo inverno da pandemia, havia essa preocupação com o aumento de doenças respiratórias, aglomeração em locais fechados, porque, enfim, tá frio lá fora, isso existe em São Paulo. Como é que o centro vê isso agora? Como foi no inverno passado? Há uma preocupação? Vocês estão olhando isso como uma preocupação? E em segundo, se podia das uma mensagem para as pessoas que pretendem ver suas mães, fala-se muito que vacina não é passaporte, você tem que manter tomando os cuidados. Então quem vai ver a mãe, quem vai ver a avó que já estão vacinados, quais são os cuidados que devem ser tomados da mesma forma? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Obrigado, Lucas. Obrigado inclusive por esse espírito não só de bom jornalista que você é, mas de bom brasileiro também, quem se preocupa com as outras pessoas tem bom sentimento. Os egoístas, normalmente não tem bom sentimento. Então, Jean Gorinchteyn, você como médico infectologista, além de secretário de Saúde, do estado de São Paulo, pode responder às duas perguntas do Lucas Teixeira, do UOL.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: No ano passado nós tivemos uma queda muito importante de outras viroses respiratórias, que não de COVID-19, especialmente nessa época de outono e inverno. Isso se deu tanto pela vacinação, mas especialmente pelo fato de as pessoas continuarem fazendo uso das máscaras evitado aglomeração. Então é muito importante que nesse momento as pessoas ainda continuem lembrando que apesar desses números terem melhorado, apesar dessa fase de transição estendida, vir acontecendo nos permitindo usufruir de serviços e ofertas de produtos, para que nós possamos até fazer o seu consumo, nós temos que entender que nós temos que manter todos os cuidados e regramentos que nós víamos mantendo ao longo de toda a pandemia, evitar aglomeração, usar a máscara, higienizar as mãos. E para aqueles que já estão nas campanhas de vacinação para a Gripe, que assim o façam, uma vez que nós também temos a prevalência de outros vírus, como disse, respiratórios, como o próprio vírus da Gripe, e a nossa campanha vacinal está e encontra-se em curso. quando nós falamos agora do encontro do Dia das Mães, é muito importante que as pessoas tenham cuidados, o primeiro cuidado é que procurem ainda evitar esses encontros que acabam acontecendo das próprias casas. Nós tínhamos muita preocupação com o que acontecia fora, de as pessoas irem até ao supermercado, irem até um estabelecimento comercial, mas a maioria dos pacientes que acabavam internando eram aqueles que se contaminavam dentro das suas próprias casa, sejam por filhos, por netos que não seguiam os rituais, ou por simples visitas que as pessoas recebiam em casa, mas é só um casal de amigos, ou mais duas outras pessoas, além daquelas que já estão dentro da casa, que também aparentemente se comportam frente ao COVID-19, mas dessa forma acabaram sendo cenários de risco. E é exatamente essa a nossa preocupação, que as pessoas evitem fazer as aglomerações em casa, nas visitações se elas ainda puderem ser feitas em ambientes abertos, arejados e ventilados, evitando essas grandes aglomerações, especialmente os almoços, as alimentações. Porque é natural que nesse momento as pessoas se aproximem mais e sem máscara. Então tenham essa atenção. E quando estiverem saindo para adquirir presentes para as suas mães, que procurem ser breves, definam aquilo que querem, e o façam de uma forma bastante rápida para evitar exatamente momentos em que possa acontecer um acúmulo maior de pessoas em determinada região. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. O João Gabbardo, Lucas, quer fazer uma pequena complementação ainda nesse mesmo tema. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eu acho que é importante essa preocupação que o Lucas apresentou, no ano passado nós tivemos efetivamente, Lucas, uma redução nessas doenças respiratórias agudas, tanto que nas UTIs pediátricas nós tivemos uma ociosidade muito grande, porque quase nós não tivemos, diferente de todos os anos anteriores, crianças com situações graves de doença respiratória aguda. Mas no ano passado a gente conseguiu vacinar uma taxa, um percentual da população, das faixas prioritárias, muito elevado, esse ano eu estou muito preocupado, e por isso esse meu alerta, porque até ontem nós tínhamos vacinado, no país, apenas 8% dos grupos prioritários para a vacina da gripe, apenas 8%. Claro que esse ano nós temos um complicador, que são esses prazos de 15 dias, entre a vacina do Covid e a vacina da gripe, mas eu queria reforçar esta solicitação, para que as pessoas, tão logo possam fazer a vacina da gripe, que procurem, se imunizem, porque isso diminui muito o número de pessoas que ficam doentes, e que também vão ir para os hospitais, também vão ocupar os leitos de UTI, não por Covid, mas por outras doenças respiratórias. E essa taxa de 8%, ela é muito pequena e é muito preocupante. Então, o alerta, para que todos, tão logo completem os 15 dias de intervalo entre a vacina do Covid, façam a vacina da gripe, Influenza.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Bem esclarecido, Lucas, mais uma vez, muito obrigado. Vamos agora à última pergunta, que é Vitória Abel, da Rádio CBN. Vitória, bem-vinda, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

VITÓRIA ABEL, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Minha pergunta é para o Dr. Dimas. Saindo um pouco do tema do Plano São Paulo, sobre a Butanvac. Queria um esclarecimento, doutor. Ontem, diversas informações foram ditas sobre a questão do envase. Foi paralisado o envase da Coronavac ou não foi paralisado? Daí eu queria um esclarecimento: Quanto que tem de insumos ainda no Brasil para o envase dessa vacina e quanto de insumo está parado lá na China, esperando autorização para saída? E se essa autorização depende exclusivamente do Ministério das Relações Exteriores. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vitória. Ambas as perguntas serão respondidas pelo Dimas Covas. Eu entendo que você fala Butanvac e Coronavac, interpretando... Confere?

REPÓRTER: Eu falei errado. É a Coronavac.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Coronavac, ok.

REPÓRTER: É, que é os insumos que estão travados para virem para cá. Perdão.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem. Mas o Dimas também pode dar boas notícias sobre a Butanvac. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador. Começando pela Coronavac. Quando você diz, paralisado, significa o seguinte: que o IFA, que estava disponível, ele foi processado na primeira fase, que é o envase, e ele continua no controle de qualidade, até a liberação. Então, isso, sim, as vacinas ainda estão em processo e serão liberadas até o dia 14. Isso, do ponto de vista da produção. Com relação à nova partida de matéria prima da China, nós temos uma previsão confirmada de 4 mil litros, mas não temos a data definida ainda, que deve chegar, no máximo, esperamos, até o dia 18 desse mês. Então, essa é a situação do momento. Com relação à Butanvac, o governador deu a deixa, nós já estamos em processo de fabricação de 6 milhões de doses, quer dizer, já inoculamos o que corresponde a 6 milhões de doses. Inoculamos 3 milhões de ovos. E essa produção continua. Obviamente que ela também tem um processo, porque isso ainda é uma produção em risco. Tudo isso vai depender, lá na frente, da autorização da própria vacina. Mas nós estamos produzindo nesse momento 6 milhões de doses. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Pode... Vitória, pode usar o microfone. Você tem uma complementação? Fique à vontade.

REPÓRTER: Perdão, só porque eu queria saber o número de insumos que estão aqui no Brasil ainda. Zerou então já? O número de insumos, aqui no Brasil, do IFA, zerou já? Aqui no Brasil? Já está zerado?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Sim, na realidade os 3 mil que chegaram, eles já estão em processo e serão entregues, até... Em termos de vacina, até o dia 14.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós temos... É importante esclarecer, Vitória, temos vacinas ainda a entregar na próxima semana, e entregaremos. Se não me falha a memória, na segunda-feira temos uma entrega, e depois na quarta ou quinta, é isso, Dimas?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Na semana que vem, 3 milhões de doses, e na outra, no dia 14, mais 1 milhão.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, e aguardando a liberação pelo governo da China de mais insumos para produção de mais vacinas, e esperando também que, em Brasília, esqueçam um pouco de falar bobagem e se concentrem no que é necessário, e parem de agredir a China, os chineses e o governo da China. Bem, ao final, eu queria convidar o secretário Rossieli Soares, nosso secretário de Educação, que aqui está, Rossieli, se puder pegar o microfone. Porque, ainda que fora da coletiva, mas recebi aqui, de uma jornalista e um jornalista, que nos acompanham, me mandaram mensagem aqui pelo Whatsapp, pedindo informações sobre as escolas, sobre o funcionamento das escolas. Pode vir mais pra cá, fica mais fácil para as câmeras. Isso. Sobre horário de funcionamento e o percentual de funcionamento das escolas públicas e privadas. Então, eu aproveito para pedir, como eu entendo que isso é relevante, estou pedindo ao Rossieli a gentileza de poder informar.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador, boa tarde a todos. As regras principais permanecem as mesmas, até 35% de presença dentro das escolas, em funcionamento de rodízio podem ir todos os alunos, cada escola define a sua. Obviamente, continuando com as metodologias de ensino híbrido, isso para todas as redes públicas e privadas. E única coisa que poderá ter uma alteração, dependendo da estratégia da rede, é nessa mudança do horário, das 8h da noite, eventualmente o ensino noturno também acompanhar esta mudança para 9h, que é o que deverá acontecer, por exemplo, com a rede estadual, que estava tendo aula apenas até as 20h. Poderá passar então a ter aula até as 21h. Continuamos trabalhando com prioridade, a escola é um ambiente seguro e estaremos divulgando em breve aqui os dados da educação. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli, obrigado aos dois jornalistas que mandaram aqui as perguntas. Foi bom, importante para poder esclarecer a todos que estão nos acompanhando aqui presencialmente, os que estão virtualmente, principalmente os que nos acompanham aqui ao vivo neste momento, pela TV Cultura e pela Record News, que seguem ao vivo aqui. No final desta nossa coletiva, eu quero desejar a todos que nos acompanham, sobretudo aos que estão aqui presencialmente, a vocês... Temos mais mulheres jornalistas do que homens, felizmente, mas também os homens que estão operando aqui as câmeras de televisão e as câmeras fotográficas, e os técnicos também estão aqui atrás, todos vocês, minhas colegas e meus colegas que estão aqui nessa linha da coletiva, para que tenham um feliz Dia das Mães. Aos que têm mãe, abracem, beijem, com os devidos cuidados, a sua mãe, protejam a sua mãe. Espero que ela já esteja vacinada e, se possível, com as duas vacinas, e, se possível, com as vacinas do Butantan ou qualquer vacina aprovada pela Anvisa, para que estejam imunizadas e protegidas. Mas vou seguir aqui também a recomendação já feita pelo João Gabardo, para que evite aglomerações, mesmo sendo uma data importante. Tenha cuidado, tenha cautela, use máscara e tenha, principalmente, compaixão para com a sua mãe e o seu pai. Eles precisam estar protegidos. Se você se protege, você protege também a sua família. Muito obrigado, boa tarde, feliz Dia das Mães.