Coletiva - Governo anuncia investimento de R$ 100 milhões da Fapesp para Amazônia 20210111

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Coletiva - Governo anuncia investimento de R$ 100 milhões da Fapesp para Amazônia 20210111

Local: Glasgow – Data: Novembro 01/11/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bem, pessoal, boa noite, obrigado pela presença a todos que estão pela primeira vez, agradeço a presença também dos meus colegas jornalistas, temos aqui a presença de alguns convidados e queria começar apresentando aqui a mesa, com a Patrícia Ellen, nossa secretária de desenvolvimento de ciência e tecnologia, Patrícia tem a responsabilidade direta sobre as universidades, as quatro universidades de São Paulo, tem sobre a FAPESP, a Fundação de Amparo a Pesquisa de Ciência e Tecnologia, sua presença aqui na Cop. Também, vários dos programas que envolvem investimentos ambientais passam pela secretaria de desenvolvimento econômico, inclusive o que nós anunciamos hoje aqui e daqui a pouco nós voltaremos a falar que é o Fundo Amazônico com R$ 100 milhões via a FAPESP, sobre isso falaremos na sequência. Logo ao lado dela, o secretário de meio ambiente, Marcos Penido, responsável por essa área ambiental no estado de São Paulo, os programas todos que envolvem a proteção ambiental, incluindo as ações diretas da Sabesp, cujo presidente está aqui, o professor Benedito Braga que foi presidente do Conselho Mundial de Águas, Organização das Nações Unidas e hoje nos dignifica como presidente da Sabesp, terceira maior empresa de saneamento do mundo. Ao seu lado, a Patrícia Iglesias, que é presidente da Cetesb, Patrícia, vem da academia, vem de Universidade de São Paulo e também secretária do meio ambiente do governo Geraldo Alckmin e hoje ela preside a Setesb, que é a maior companhia de tecnologia, engenharia e avaliação ambiental da América Latina, não apenas do Brasil. E o Márcio Rea, que é presidente da Emae, nosso representante de energia que também está aqui, ambos debaixo desse guarda-chuva da secretaria de meio ambiente e infraestrutura sob comando do Marcos Penido. Aqui ao meu lado o Júlio Serson, secretário de relações internacionais que acompanha essa viagem tendo acompanhado também a viagem anterior, de Dubai, que falaremos na sequência onde fizemos a missão empresarial para o Brasil, em Dubai, missão empresarial com duas vertentes, uma com pavilhão do Brasil, onde fizemos a São Paulo Week, sob coordenação do Gustavo Junqueira que está aqui atrás, Gustavo é o nosso presidente da São Paulo, uma das agências de fomento e incentivo e ex-secretário de agricultura e abastecimento, aqui à esquerda nós temos o Eduardo Treme, o Treme é o secretário executivo em meio ambiente, foi o que coordenou toda a nossa pauta aqui na Cop 26, a pauta a qual nós já cumprimos e a pauta que vamos cumprir indo até o final da Cúpula do Clima e a sua esquerda, direita de vocês, está secretário de abastecimento também, importante a presença dado o fato de que nós anunciamos aqui algumas medidas e algumas iniciativas ligadas ao agro, com agro legal, programa que integra o agro ao meio ambiente, o meio ambiente ao agro e o programa de reflorestamento que envolve também transversalmente o agro que chama-se Refloresta São Paulo, que e o maior programa de reflorestamento do Brasil nesse momento, 1 milhão e meio de hectares de árvores nativas da Mata Atlântica sendo replantadas em São Paulo, num investimento de R$ 1 bilhão desse que repito é o maior programa de reflorestamento em execução no momento no Brasil. Também abrirei as perguntas aqui mencionando a vocês que todas as nossas ações no plano ambiental em São Paulo são feitas de maneira transversal, não é apenas responsabilidade da secretaria de meio ambiente, é responsabilidade do governo e as questões ambientais são tratadas como uma questão de estado e não uma questão de governo e muito menos uma questão pontual, momentânea, circunstancial, eleitoral, política e muito menos ideológica, é o compromisso do estado de São Paulo com o governo que protege, ampara e respeita o meio ambiente e que portanto todas as áreas de governo são transversalmente vinculadas a esses programas, que também avara a presença dos secretários que eu acabo de apresentar aqui a vocês. Nós viemos a Cop para reafirmar o que já tínhamos feito em Madri, ou seja, o nosso compromisso com Paris, com o Acordo de Paris, naquela oportunidade a Patrícia que aqui está, o professor Benedito Braga também e o Marcos Penido nosso secretário de meio ambiente reafirmaram na Cop Madri o compromisso e agora voltamos a fazer isso de uma forma mais intensa, e por que mais intensa? Dadas às circunstâncias do país nesse momento o Brasil infelizmente se tornou uma má referência mundial em questões ambientais, não só nessas, mas nessas em destaque a partir da realização dessa Cúpula do Clima, é importante que nós pudéssemos aqui reafirmar compromisso que já tínhamos feito na Cop de Madri, e para ficar ainda mais claro, traz aqui oportunidade, nem de oportunismo eleitoral e nem político e sim um compromisso de São Paulo desde janeiro de 2019 com cenas ambientais, São Paulo é o único estado que ampliou a sua cobertura vegetal, a sua cobertura vegetal nativa em 3%, nesses quase 3 anos de governo, dando sequência ao momento que teve, sete anos anteriores de 2%, tanto os sete anos de governo que nos antecederam, obviamente 2% nós aplaudo imos e reconhecemos isso e nós ampliamos em 3 anos ampliamos em mais 3% totalizando 5% o aumento da via estado e é o único estado que alcançou esse resultado em todo o país, por hora, não há desmatamento em São Paulo, nenhuma espécie, nenhuma ordem, nós temos uma vigilância ambiental muito grande e tecnológica e conduzida pela Polícia Militar do estado de São Paulo, com auxílio de tecnologia, uso de satélites e drones e evidentemente ações em terra mediante qualquer tipo de suspeita ou qualquer denúncia que seja feita e obviamente a secretaria de meio ambiente também de maneira integrada com a secretaria de segurança pública realiza esses programas de proteção ambiental de maneira que lá nós não temos nenhum tipo de programa de agressão à natureza, agora pouco uma reunião que antecedeu lá antes, com presidente da Única que aqui estava, estava não na condição de presidente da Única mas sim o conselho que ele participa, ele mesmo fez uma afirmativa importante, aqui em São Paulo nós não temos programas de desmatamento e nem iniciativas que pretendem fazer isso, porque o combate é imediato, antes mesmo de ocorrer a presença policial e a presença da polícia ambiental evita que isso possa acontecer, o fato é que nós não tivemos nenhum ganho ambiental, provocado evidentemente fora as questões de ordem natural ou além de haver em qualquer parte do mundo, mas um atitude deslealdade de crime ambiental isso não ocorreu em São Paulo, também, além dessa do Refloresta São Paulo, que nós lançamos aqui após esse programa vigoroso de 1 milhão e meio de hectares de plantio de árvores nativas, nós reafirmamos aqui também, dois compromissos, o compromisso do agro legal que foi construído pela nossa área de agricultura e abastecimento, sob liderança do Itamar Borges e transversalmente com a participação de todos, na área do meio ambiente, com o Penido onde depois de um longo e produtivo diálogo com setores do agronegócio que representam 22% da economia de São Paulo, chegamos a um bom entendimento com acordo que permitiu o respeito aos protocolos ambientais e o respeito também ao crescimento da atividade econômica notadamente da área do agro negócio sem nenhum tipo de agressão ou nenhum tipo de confronto com o setor do agro negócio. E o segundo ponto que nós reafirmamos aqui que é também o nosso compromisso com a região Amazônica embora não seja o bioma de São Paulo, o bioma de São Paulo todos sabem é o bioma da Mata Atlântica, mas São Paulo é parte do Brasil então nós destinamos R$ 100 milhões para que a FAPESP Fundação de Amparo à Pesquisa Ciência e Tecnologia do estado de São Paulo, destinasse R$ 100 milhões aos programas de pesquisa e desenvolvimento e proteção ambiental na região Amazônica não apenas no estado do Amazonas, mas a região Amazônica como um todo, iniciativa pioneira é um passo importante ainda que o valor possa não ser considerado muito mas são R$ 100 milhões para iniciar um programa que já foi deflagrado agora na semana passada para via pesquisa ampliar a proteção da Floresta Amazônica. Esse fundo poderá crescer até R$ 500 milhões com participação do setor privado, sobre isso também a Patrícia Ellen estará à disposição de vocês para responder e também temos aprovado há quatro anos exatamente 30 dias ICMS ambiental, na Assembleia Legislativa do estado de São Paulo, primeiro estado a ter parte do imposto no ICMS sobre circulação de mercadorias destinado ao meio ambiente, repetindo de imposto, não é novo é utilização do imposto já cobrado com a parcela destinada ao meio ambiente nas áreas mais vulneráveis, nas áreas que podem, precisam de proteção ou que poderiam estar que agora com esses recurso não se sentirão protegidas e amparadas, mas recursos que serão destinados ao municípios voltadamente a duas regiões do estado, Vale do Ribeira, no Sul Litoral do estado de São Paulo e o Vale do Paranapanema, duas áreas onde prioridade não são as únicas mas prioritariamente a aplicação desses recursos do ICMS vai garantir a proteção ambiental mas vai retirar também a educação ambiental, programa de educação, a rede pública de ensino estadual e municipal, programas que garantem o fluxo para o turismo ambiental, turismo ajuda a proteger as reservas ambientais, porque aqueles [falha no áudio] que ambiental são pessoas que apreciam e respeitam o meio ambiente a evolução controlada do turismo ambiental para geração de emprego, para geração de oportunidades e proteção a população que vive nessas regiões, e concluindo também, com a proteção aqueles que dependem de renda para continuarem vivendo nessas regiões e vivendo protegendo os mananciais e protegendo as árvores e não as possuindo, é como se nós tivemos daqui criando um pagamento sobre serviços ambientais só que quem assume essa responsabilidade é o próprio governo, garantindo que populações quilombolas e indígenas especialmente na região Sul do estado, Vale do Ribeira agora denominado como Vale do Futuro, possam estar amparados por oportunidade de renda e não desprovidos de renda e consequentemente com isso estimulados, por terceiros a fazer qualquer [...] ambiental. E o mesmo vale para Paranapanema, embora outra realidade para estarem protegidos e terem a garantia mínima de renda para que sobreviver ao lado de suas famílias, protegendo o meio ambiente e não atacando o meio ambiente. Feito o briefing, perdão por ter alongado um pouquinho, vamos perguntas, e todos estarão disponíveis para responder. Começando por você Sônia da TV Bandeirante. Sônia está aqui representando a televisão, a rádio, e o sistema bandeirantes de comunicação, bem-vinda Sônia.

SÔNIA, REPÓRTER DA TV BANDEIRANTES: Muito obrigada. Eu gostaria de perguntar o seguinte. A economia verde já é uma pauta [...] conhece há muito tempo, ela deixou de ser algo dos ambientalistas e passou para sociedade. Esse tema ganhou mais força depois da pandemia. Então essa COP, o Brasil tá muito visado como centro, ele está muito visado nessa; é a segunda maior delegação. Como nós podemos fazer à lição de casa, essa é à pergunta, para que o Brasil chegue com mais moral nas próximas COPS? O está sendo feito nessa? O que Brasil, já que os olhos do mundo estão sempre voltados para Brasil, o falta para mostrar efetivamente para mundo essa agenda efetiva? Eu gostaria até do comentário da secretária.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Vou compartilhar com a Patrícia, e começo respondendo e a Patrícia Ellen responderá também. Falta [...] medidas erradas do Governo Federal, falta de compromisso ambiental. As agressões sofridas pela floresta amazônica, invasão de territórios indígenas. A falta desses recursos que estados não só da região norte do país, como estados que representa a federação nacional, entes federados, que são 27 estados possam praticar políticas ambientais. Isso não foi feito em nenhum momento, em 2 anos e dez meses. E essa responsabilidade cada estado. Eu fico feliz ao anunciar pela primeira vez temos 3 governadores aqui participando, isso nunca aconteceu. O número máximo participação, que já tem um tempo bastante grande foi de 4 governador. Agora nós temos três governadores, nós nos organizamos a partir da visão que não poderíamos aguardar mais atitudes que não ocorreram nesses dois anos e dez meses do Governo Federal, e que era nossa responsabilidade vir aqui para proteger a imagem do Brasil, e garantir que a entes federados, a governadores do estado, num país que é uma federação, que garantem proteção a ambiental no seus respectivos estados, todos esses assinaram, [outro idioma], para até 2050 zerarmos a emissão de carbono. São Paulo foi o primeiro estado a fazer isso. Na sequência outros 12 estados também fizeram. O exemplo inspira, e esse exemplo foi se multiplicando, e permitiu que os 13 governadores, na verdade todos os governadores e uma governadora pudessem estar aqui na COP para ratificação do compromisso, que evidentemente dialogarem com jornalistas, ambientalistas, entidade, associações, instituições e também com governos e a livre iniciativa demonstrando que há um compromisso sim do Brasil, do Brasil, vamos chamar assim, correto ambientalmente, e que defende e continuará defendendo o meio ambiente, independentemente das posições do Governo Federal. Patrícia

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Bom para completar a ação tem sido baseadas em pilares, investimento, ação na prática, união e o respeito. O Brasil tem o maior patrimônio ambiental do mundo. E o governo se esperava que governo não somente entendesse como investisse e mostrasse para mundo e resgatasse o orgulho do patrimônio que nós temos. O que aconteceu ineditamente é que governo e a iniciativa nacional e privada estão resgatando e ocupando esse espaço. O governador João Dória tem feito, o lançamento do Amazônia mais dez ele é simbólico, porque é um fundo para Amazônia e pela Amazônia. São Paulo já investia na Amazônia, FAPESP sozinha mais de 600 milhões reais nas últimas duas décadas em pesquisa, mas agora o que nós fazemos diferente? Quem definiu as prioridades de investimento são os nove estados da Amazônia legal. Segundo, o investimento de cem milhões era o primeiro aporte, mas a ideia com o investimento da iniciativa privada, e demais estados que puderem intervir, fundações e fundos [...] nacionais, e internacionais. E por isso a nossa expectativa é chegar no mínimo meio bilhão de reais. Outra pontuação na prática, nós temos o secretário Penido, quando a gente lança no mesmo evento, refloresta, o acordo ambiental, três aqui se comprometendo com isso, o secretário Penido pode dar detalhes, mas estamos fazendo na prática, o que nós estamos também esperando que outros façam. Para finalizar, a iniciativa social, o do governador João Dória se reuniu com jovens que são aqui imobilizados. E muitos deles uma situação triste que vieram através de outros países, com outras delegações, pedindo ajuda de São Paulo para que nós pudéssemos apoiá-los no processo de defesa do meio ambiente, e dos povos originários. O que o governador tem dito, não é somente proteger a vida vegetal da floresta, é proteger a vida humana. Nós temos que resgatar essa cultura, ancestralidade, e ao mesmo tempo proteger o meio ambiente. Lembrando que a proteção também dá dinheiro. A economia verde, a floresta em pé vale muito mais do que uma floresta derrubada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Patrícia, vamos agora ao Rodrigo Caetano da revista. Rodrigo, obrigado estar conosco, [...] bem-vindo, sua pergunta, por favor.

RODRIGO CAETANO, REPÓRTER DA REVISTA EXAME: Obrigado governador. Na verdade, eu queria fazer duas perguntas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Claro.

RODRIGO CAETANO, REPÓRTER DA REVISTA EXAME: Cultivar a questão do fundo, e entender como é essa relação com outros estados. A própria Patrícia colocou, há algum tipo de política em conjunto com os estados amazônicos. Segunda pergunta que eu gostaria de fazer, diz respeito ao etanol. O senhor mencionou [...] etanol me parece ser uma pauta importante no Brasil na COP, em função de colocar ou não o combustível como uma alternativa ao carro totalmente elétrico, a bateria. De que forma essa atividade essa área sucroalcooleira está negociando para que o etanol se torne uma opção viável na transição para o carro elétrico?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Rodrigo boas colocações. Sobre a Amazônia vou pedir para a Patrícia Ellen possa continuar a resposta, completando a questão do interior feita pela Sônia. E sobre etanol com Marcos Penido e também, com o Itamar Borges que está aqui ao nosso lado. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Nós estamos fazendo um fundo, de uma forma participativa, como sempre nós lançamos um edital. A FAPESP começar com esse aporte de cem milhões. E a contrapartida todas as fundações para pesquisa no Brasil podem participar. Nós já temos inclusive, um compromisso, que inicial, que é realizado de investimento de 20, 30 milhões de reais, pelo governador Helder Barbalho. Nós temos outras FAPS, que estão já fazendo seu levantamento de recursos. [...] e o senhor secretário Penido [...] a nossa ideia é captar recursos com fundos internacionais, e também, empresas que possam complementar no modelo de [...]. O fato do Governo Federal infelizmente não, [...] não quer dizer que não esteja fazendo o trabalho, os estados estão trabalhando nisso, e esse processo ele é feito através do edital, as prioridades foram definidas pelos nove estados da Amazônia legal, já são definidas por eles. E o aporte será realizado através dos critérios que vão ser publicados no edital. Até o final de novembro os governadores vão se encontrar para formalizar esse acordo em duas cidades na Amazônia, e o primeiro encontro realizado em Belém.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Patrícia, vamos então, para o segundo tema é o etanol. Começamos por aqui, com Penido, depois vamos ao Itamar Borges.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE: [...] dentro da temática do controle de emissões, o etanol ele cumpre extremamente o seu papel. Na cadeia inteira se for analisada ela [...] até consumo final, ele é responsável por menos emissão do que toda cadeia elétrica. Então, o etanol ele cumpre à sua missão e ele é no Brasil uma grande fonte de recursos. Precisamos entender que não podemos ter colocado uma solução em uma única caixa. Nós temos que ter várias opções. À solução do veículo híbrido, ele atende totalmente essas duas vertentes. E o etanol é fundamental para essa geração e para contribuir no controle emissão de gases de efeito estufa. Ele, inclusive, em desenvolvimento de tecnologia junto com FATESP e o setor da ciência, o etanol é, [...] na questão hidrogênio. Hidrogênio verde por causa da molécula, que ele tem a dupla molécula de hidrogênio que ele vai fazer muito bem o papel de dar o start e ligar energia. Então, etanol, ele passa a ser uma grande potência do sentido de gerar energia, e de combater a emissão dos gases do efeito estufa. Então, pensemos na eletrificação como uma solução, não como a solução. Precisamos ter essa soma de ações e o etanol já, à frente sendo uma grande solução no combate as emissões. Se pensarmos São Paulo já [...] 62% da energia, como uma energia renovável e temos que investir no setor.

ITAMAR BORGES, SECRETÁRIO DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO: Rodrigo, além de ser um combustível limpo, e já ter o [...] no Brasil, você citou agora, eu tenho tratado [...] permanentemente lento [...] movimento buscar [...] cada vez mais. Que o elétrico venha nessa linha. Não só na esfera estadual. Mas eu queria pedir, além de ser São Paulo ser o maior produtor etanol, de açúcar e álcool do Brasil no mundo, e aí eu queria também dizer um outro ponto, que é importante destacar no início. O Brasil, São Paulo salvou o Brasil em Dubai, que o governador disse aqui dentro do contexto do evento, [Ininteligível] das empresas, de mostrar o potencial. E o que o governador João Doria [Ininteligível] é isso. Eu falo que o agro tem sido protagonista [Ininteligível] de forma pioneira em uma COP. Por quê? Porque aqui o agro de São Paulo, liderado pelo governador João Doria, tem trazido o maior programa de reflorestamento que seja de conhecimento de todos nós, e está aqui a S.O.S Mata atlântica, existente no mundo formalmente, com 1,5 milhão de habitantes. Tanto eles, tanto os 800 mil habitantes, quanto os 700 do refloresta, serão executados pelo produtor rural, pelo agro, na agricultura. Hoje a Patrícia soma com isso lançamento aqui do Amazonas Mais Dez, e eu agrego isso, e falei agora pouco com ela, que os institutos de pesquisas da agricultura, são institutos específicos, vão todos se habilitarem nesse programa que o governador João Doria disponibiliza, para um dos quatro pilares que foi lançado lá no Amazonas Mais Dez, que é do desenvolvimento da [Ininteligível] economia, que é estimular o agro com ciência, com inovação, lá na Amazônia, através do nosso instituto de pesquisa. Isso fará um pouco desse contexto, que acho que contribui para mostrar que o agro, que sempre foi visto, e que aqui fora do Brasil tem sido visto como arranhada a imagem do Brasil, o governador João Doria tem usado a COP como usou Dubai, para mostrar que o agro de São Paulo é sustentável, que o governo de São Paulo respeita o meio ambiente, e que traz o agro para ser protagonista aqui na COP.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Camargo [Ininteligível].

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Posso fazer um comentário?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Pode, claro, queria só que você falasse alto, porque está sendo gravado o áudio.

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: É importante comentar que nós tivemos todo um trabalho voluntário com esse setor do etanol, inclusive com a eliminação da queima da palha da cana. Então isso hoje, desde 2007, significou menos 160 mil ônibus circulando no ambiente urbano. Então é uma agenda muito forte de redução de emissões. E é isso que São Paulo tem levado, porque o etanol ele muito mais do que sendo brasileiro, o etanol é paulista, é isso que São Paulo tem levado para outros países. Nós tivemos a missão na China, em Dubai, levando essa possibilidade para que outros países também tenham, quando eles são, na verdade, países que podem fazer o cultivo da cana, essa possibilidade também no uso do etanol. Então, não faz com que o elétrico, que depois tem as baterias, e que você tem que fazer uma gestão também desses, da bateria, da origem da energia, é o uso também do etanol, como um combustível realmente fantástico, com reduções de até 70%, em relação, às emissões da gasolina e o diesel.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia [Ininteligível]. Obrigado, Camargo. Nós vamos agora, aliás, só para lembrar, lá na missão empresarial em Dubai, [Ininteligível], e nos fundos soberanos, nós estamos em Abu Dhabi, portanto, nos Emirados Árabes, representados aqui na COP, inclusive, [Ininteligível] grande aqui. Eles têm [Ininteligível] também com o meio ambiente, questionaram porque o Brasil, enfim, não adotava esses compromissos, do ponto de vista da nação, do país como um todo. Nós fizemos a defesa, e que três estados brasileiros, por liderança de São Paulo, em vista de volume de protocolos ambientais, sim, respeitaram. Ou seja, é um duelo, vamos ter que ficar duelando durante vários e vários dias com vários e vários interlocutores para mostrar que o Brasil não é só o Brasil do Governo Federal que despreza e se distância do meio ambiente, há um Brasil daqueles que respeitam o meio ambiente, respeitam protocolos, protocolos ambientais, e que querem fazer o Race to Zero ser efetivamente [Ininteligível] com a redução de emissões. Agora nós vamos para uma pergunta que foi solicitada pelo Vitor [Ininteligível], da Revista Veja, acho que a Letícia vai fazer, tem duas perguntas de dois jornalistas que não conseguiram chegar aqui, e que mandaram as perguntas, embora esteja aqui na COP, o Vitor [Ininteligível] da Revista Veja.

LETÍCIA, REPÓRTER: A do Vitor é a seguinte: "O governo de São Paulo tenta divulgar no exterior a sua agenda em relação ao meio ambiente, mas [Ininteligível] imagem do Brasil [Ininteligível] da pauta [Ininteligível] Governo Federal. Qual o limiar e o posicionamento para as eleições do ano que vem, como alternativa à gestão de Bolsonaro, e a apresentação de resultados da gestão ambiental, por parte do governo do estado de São Paulo?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: [Ininteligível] na resposta anterior, [Ininteligível] gravando para poder mandar [Ininteligível], não só São Paulo, mas São Paulo [Ininteligível] respeito ambiental, e dá uma demonstração de que nós somos uma Federação, [Ininteligível] Brasil não aceita esse distanciamento, o desprezo e os ataques ambientais, [Ininteligível], e o outro Brasil que respeita os protocolos ambientais. São Paulo é um exemplo disso, nós ampliamos, Vitor, em 3% a nossa cobertura vegetal nativa, em três anos de governo. Criamos o ICMS ambiental, implantamos agora o maior programa de recuperação denominado Refloresta, de recuperação de plantio de árvores nativas em todo o estado de São Paulo, R$ 1 bilhão de investimento para os próximos dois anos, para realizar [Ininteligível], se possível até ampliar com a participação do setor privado também. Criamos o Agro Legal, um marco estabelecido como entendimento feito com o setor do agronegócio, mas também vale para o setor de indústria, para permitir a perfeita convivência entre o meio ambiente e o desenvolvimento econômico de parte a parte. E fizemos também um programa inovador, destinando R$ 100 milhões através da FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa e à Ciência, vinculada ao governo de São Paulo, para um fundo amazônico, para o Amazonas Mais Dez, para os dez estados da região amazônica, com o objetivo de garantir com isso o início de um processo de pesquisa para a proteção ambiental, essa região perdeu praticamente todos os fundos internacionais, notadamente os fundos europeus e japoneses, diante das agressões que a Floresta Amazônica sofreu nos anos de 2019, 2020, até o início de 2021, e nós com isso queremos repor, ou, pelo menos, iniciar a reposição desses fundos, e servir como exemplo para que outras instituições nacionais e internacionais façam o mesmo. E a nossa disposição, Vitor, é poder chegar até R$ 0,5 bilhão, até com R$ 500 milhões, com ações conjuntas com o setor privado, e que isso nós entendemos. Lembrando que, Vitor, em São Paulo, por ocasião da pandemia, nós conseguimos formar um fundo de R$ 2,107 bilhões em investimentos privados para o combate à pandemia, Vitor, R$ 2,107 bilhões, sendo que desses, R$ 200 milhões estão sendo investidos na nova fábrica de vacina do Butantan, na sede do Butantan. Além de outros programas rigorosos que envolveram investimentos como a compra de respiradores, de medicamentos para a redução das UTIs, nas Unidades de Terapia Intensiva, [Ininteligível] e medicamentos para o período da pandemia. Portanto, nós estamos também bastante convencidos de que é possível ampliar no prazo de 18 a 24 meses, esse fundo de R$ 100 milhões, para R$ 500 milhões. E se necessário for, o governo do estado de São Paulo investirá na mesma parte, para cada R$ 1, ou para cada R$ 100 milhões que o setor privado investir na região amazônica, o governo do estado de São Paulo investirá o mesmo, parte a parte. Portanto, são iniciativas que garantem que nós podemos evoluir, apesar das circunstâncias do Governo Federal, com uma política ambiental correta e justa. Então obrigado, Vitor, você está recebendo aí as imagens e a gravação também. E agora antes do Leandro [Ininteligível], que está aqui conosco, temos também o Lucas [Ininteligível], que é correspondentes da Agência [Ininteligível], italiana, que tem está presente, mas deixou uma pergunta para ser feita aqui, e vai ser gravada pela Letícia, encaminhada a ele, vamos à pergunta então do Lucas.

LETÍCIA, REPÓRTER: Governador, o que o senhor acha da ausência do Presidente Jair Bolsonaro na COP26?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: [Ininteligível]. Seria uma presença inútil, essa é a realidade, absolutamente inútil, não contribuiria para nada, exceto, para convulsionar ainda mais o ambiente da Cúpula do Clima. Já uma circunstância bastante negativa, hoje ao Brasil, [Ininteligível] sem a presença do Presidente Jair Bolsonaro. Imagina com a presença do Presidente Jair Bolsonaro, seria a conflagração absoluta de protestos, de toda ordem, não só de ambientalistas, mas também de governos que refutam esse posicionamento de descompromisso ambiental, de falta de respeito com as duas práticas ambientais, lamentavelmente o Presidente Jair Bolsonaro tem sido protagonista. Mas eu queria aproveitar essa pergunta, Lucas, para ouvir aqui um representante de uma instituição ambiental, do terceiro setor, com total independência, que é a S.O.S Mata atlântica, na figura do Mário Mantovani, que é o superintendente da S.O.S Mata atlântica, que está aqui conosco. Vou pedir a você, Mário, se você puder vir aqui, de frente aqui para todos, que daí você consegue falar.

MÁRIO MANTOVANI, SUPERINTENDENTE DA S.O.S MATA ATLÂNTICA: Desculpa, atrasei porque nós tivemos uma coletiva de imprensa antes de vir para cá, e com a sociedade civil, [Ininteligível]. E relatamos exatamente isso, só o fato de não atrapalhar já ajuda muito. Então não seria bem um momento importante a presença do Presidente que é negacionista, e ele não está fazendo isso agora, o Presidente já antes da campanha dizia que não ia fazer trabalhos com o meio ambiente, deu provas disso, desmontou tudo que a gente tinha. E vamos ter mais uma coisa, governador, tem R$ 1,5 bilhão parado, de investimento, E é o dinheiro que o Ricardo Sales tentou sequestrar a Amazônia e pedir resgate e deu tudo errado e hoje está gastando aí quase R$ 600 milhões para fazer operação para o exército porque os sinais que o governo manda hoje são sinais de que podem destruir, então é um programa seriíssimo, pena que o Gustavo Junqueira lembro bem também da dificuldade que a gente tem agora com o próprio poder que vem sabotando até a tributação do código florestal não implementando e a gente vai fazer isso em São Paulo, com o PRA que vai dar que a gente consiga o cadastro ambiental rural para que a gente consiga fazer a restauração, então esse governo, o Brasil seria um momento péssimo aqui eu acho que cada crise tem uma boa resposta, e esse momento com os governos [ininteligível] com o prefeito nós estamos tendo muito mais [ininteligível]então, está muito interessante e acho que a gente vai ter aqui grandes oportunidades principalmente para o governo [ininteligível]e São Paulo fez uma lição de casa, os números que São Paulo traz são substantivos, vão fazer a diferença, hoje foi impressionante quando a apresentação que você fez lá junto com o governador, demonstrou essa disposição, nós vamos assumir esse país que está sem governo e está desgovernado e sem futuros e sem perspectiva, já deu provas disso. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Mantovani, Mário Mantovani, superintendente da SOS Mata Atlântica. Lucas, respostas dadas a sua pergunta. E agora para finalizar ao Leandro Estrela da Rádio Bandeirantes e a Rádio Band News eu até me permito fazer uma correção Leandro porque eu classifiquei a TV Bandeirantes coloquei também como rádio, na verdade ela está, mas na imagem, TV Bandeirantes, Band News e TV Terra Viva. A rádio também?

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Também. JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: É multi funções, então, faz tudo, então foi ela que me corrigiu, eu estava tentando lembrar aqui, então, Leandro Estrela da Rádio Band News.

LEANDRO ESTRELA, RÁDIO BAND NEWS: Quero falar das questões políticas porque num mundo cada vez mais exigindo sustentabilidade a gente sabe que isso é muito na prática como a secretária disse nas buscas dos fundo, eu queria, que como vocês, enquanto governo do estado traz um paralelo frente a outros internacionais na busca desses fundos internacionais que são para todos, para quem chega a força de cada player. Eu queria entender como o governo se coloca e como ele se enxerga com esse potencial em busca desses fundos para implementação desses planos nesse mundo que exige cada vez mais projetos sustentáveis.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Boa questão, eu vou dividir a resposta com o Eduardo está aqui o nosso secretário executivo de meio ambiente, soma-se com o secretário de relações internacionais com a Patrícia Ellen, a nossa secretária de desenvolvimento econômico serão respostas curtas, mas complementares à boa formulação que você fez e eu faço um comentário ao final, Trani, Eduardo Trani, nosso secretário executivo de meio ambiente.

EDUARDO TRANI, SECRETÁRIO EXECUTIVO DE MEIO AMBIENTE: Em relação governador, ao trabalho que nós estamos fazendo eu acho que primeiro, certamente é a ideia de criar o consórcio do Brasil Verde, juntamente com a perspectiva muito oportuna e de recurso que normalmente tem ido só o Governo Federal [ininteligível], e essa iniciativa que o governador teve e demais governadores está para terminar, eu acho que esse é um passo muito próspero para que a gente possa ter, além disso nós temos trabalhado multilaterais apresentando uma carteira de projetos sobretudo nesses temas que nós já discutimos hoje em relação [ininteligível], eu acho que é uma grande carência para esse grande programa de instalação ecológica que nós queremos fazer até 2050, com meio milhão, então, há várias linhas tanto no sentido quanto nas parcerias internacionais, como eu disse, vários recursos parados no Amazonas e nós vamos lá e estamos todos colocando com condições uma estratégia de aumentar a carteira de projetos internacionais sobretudo [ininteligível] e também de outros setores tecnológicos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: [ininteligível].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Rapidamente, governador, muito objetiva, nenhuma conversa, seja com o setor público, seja com o setor privado começa sem se tocar na questão ambiental, perguntas que mais nós ouvimos nesses dias, inclusive em Dubai onde tivemos com o vice-governador, [ininteligível] adiar [ininteligível] que é qual é a política ambiental do estado de São Paulo, como é que vocês lidam com as questões ambientais? A partir dessa explicação começa o interesse ou não por investimentos no país ou no estado ou na entidade subnacional, então, isso nós temos em mente, essa mensagem que o governador Doria passa para nós, para todo o secretariado, infelizmente a nível internacional, entre aspas, infelizmente nós estamos ocupando um espaço que até não deveria ser nosso, por falta total de habilidade e de ação do Governo Federal. Eu passava com o governador na feira, observando alguns estandes e para a nossa agradável surpresa o ex-embaixador da Inglaterra no, Brasil, próximo ao governo do estado de São Paulo, um senhor de origem inglesa, de origem indiana fazia uma apresentação, eu parei para ouvir alguns minutos sobre a questão da água, a questão que o Braga conhece muito bem, então a diplomacia, os recursos dos investimentos estão sim diretamente ligados, proporcionalmente ligados à questão ambiental.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bem, obrigado Júnior. E concluindo, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA: Nós precisamos de recurso para recurso curiosamente, então, São Paulo, governador João Doria nos últimos dois anos aumentou investimento em pesquisa tecnologia e inovação em 40%, hoje se nós somamos orçamento das nossas universidades, da FAPESP, e só o principal instituto de pesquisa, o IPT, nós temos um orçamento de R$ 17 bilhões por ano, é o maior orçamento do Brasil e um dos maiores do ano garantido anualmente isso não é regra em grande parte dos países desenvolvidos, eles investem em pesquisa e tecnologia, mas não dessa forma garantida como nós estamos fazendo e que ampliou 40% durante a pandemia. O que o governador nos pediu é que essa coinvestimento e aí que a oportunidade de atração de recurso. Em todos os nossos editais mais recentes, é que a liderança do professor Zago na FAPESP de desenhar editais que trazem coinvestimentos de grandes empresas, e outras universidades nacionais e internacionais, então, cada real investido se potencializou em muitos casos, o fundo nosso, a cada real nós conseguimos captar R$ 5 a mais, então, isso é muito importante, recursos atraem recursos. O segundo ponto já foi mencionado pelos demais, mas eu gostaria de destacar que é o compromisso com o meio ambiente que se traduz na real governança e na prática, então, São Paulo ganhou esse respeito internacional para que nós possamos atrair o recurso. E o final eu acho que o ponto da Amazônia, quando nós falamos é uma responsabilidade de São Paulo, Amazônia é uma responsabilidade de todos, não há uma discussão na Cop que não se debata a Amazônia, quando falamos de crise hídrica, quando falamos de todos desafios de aquecimento global, não há como ter uma solução que não passe pelos biomas do Brasil, nesse sentido o Brasil tem os maiores ativos, a biodiversidade ambiental e a nossa diversidade humana, é o país mais miscigenado e já passou da hora da gente ter orgulho disso e valorizar isso e é isso que o governo de São Paulo está fazendo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Patrícia, e aí concluindo Leandro, o Governo Federal na semana passada penalizou o orçamento Ministério Público da ciência e da Tecnologia o Ministro Márcio Pontes que, aliás, estava em Dubai, retirando sumariamente R$ 600 milhões do seu pequeno orçamento para pesquisa científica deixando realmente o Ministério sem nada, no dia seguinte nós retiramos R$ 1 bilhão para as universidades, no dia seguinte, isso foi terça-feira pela manhã que teve esse anúncio, no dia seguinte, nós destinamos R$ 1 bilhão do orçamento de São Paulo, para pesquisa científica adicionais aos R$ 16 bilhões que nós já tínhamos adicionado compondo esses R$ 17 bilhões que a Patrícia Ellen se referiu. Isso por respeito à pesquisa, respeito à ciência e respeito à necessidade da evolução desses investimentos em pesquisa não apenas em São Paulo, no Brasil, é a responsabilidade de São Paulo, [ininteligível] federativa, nós vivemos num país, São Paulo não é uma ilha independente do país, e nós temos que cumprir o nosso dever a nossa obrigação a lei fronteira e mais R$ 1 bilhão nos permitiu, por exemplo, de usar R$ 6 milhões desse R$ 1 bilhão para o fundo Amazonas Mais Dez, com iniciativa para 'startar' esses programas de pesquisa na região Amazônica que lá, obviamente pelo Ministério da Ciência e da Tecnologia foram cortados, foram suprimidos completamente e vamos continuar apostando na ciência, na pesquisa, na inovação tecnológica, para defender o meio ambiente, para proteger a ciência e proteger a vida, foi isso que fizemos durante o período da pandemia, investimos mais de R$ 4 bilhões na proteção dos 46 milhões de brasileiros que vivem em São Paulo, foi o estado que mais [ininteligível] a maior cidade do mundo em vacinação é a cidade de São Paulo, completou 100% da sua vacinação para o público adulto com mais de 18 anos e o estado de São Paulo, com 87% da sua população adulta já no seu processo vacinal completo, mais do que a Grã-Betanha, mais do que os Estados Unidos, mais do que a França, mais do que a Itália, mais do que a Alemanha. Um orgulho para nós termos realizado isso, por quê? Primeiro o investimento que fizemos comprando mais vacinas, segundo porque o SUS funciona, isso é um dos poucos exemplos onde o Brasil é referência internacional, muito machucados no atual governo, mas bem estruturado no âmbito federativo, então, com mais de 5 mil pontos de vacinas e com uma consciência contrariando aquilo que se esperava, os brasileiros de São Paulo foram se vacinar, tantos os quanto mais recentemente os jovens de 12 a 17 anos, e o resultado é esse, é o estado que mais vacina no Brasil, que mais vacinou, que vai completar primeiro 100% do seu processo vacinal com doses de 12 anos pra cima e o estado que está abrindo a economia com toda a segurança, tanto isso faz diferença em São Paulo se respeita a ciência, em São Paulo se respeita a vida, com isso nós concluímos a nossa coletiva, Leandro. Eu que agradeço a todos que puderam estar aqui presencialmente, aos que mandaram as suas perguntas e estão recebendo pelas notícias suas respostas, quero convidar vocês para um jantar, aqui ao lado, no restaurante aqui ao lado, todos são nossos convidados, evidentemente se puderem estar conosco o jantar será servido imediatamente, desejo que tenham logo após o jantar, uma boa noite, bom descanso e amanhã um ótimo dia. Muito obrigado a todos.