Coletiva - Governo anuncia mais 400 escolas de Ensino Integral e triplica unidades no estado 20200511

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Coletiva - Governo anuncia mais 400 escolas de Ensino Integral e triplica unidades no estado 20200511

Local: Capital - Data: Novembro 05/11/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olá, boa tarde. Muito obrigado pela presença. Algum tempo que não nos víamos. Vamos dar início à mais uma coletiva de imprensa aqui no Palácio dos Bandeirantes, hoje com a presença nos púlpitos, dos secretários da Educação, Rossieli Soares; Da Segurança Pública, General João Campos; Do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Patrícia Ellen; da Saúde, Jean Gorinchteyn; E acompanhando também essa coletiva aqui no púlpito, o José Medina, coordenador do centro de contingência do COVID-19; João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã, e Adriana Flosi, vice-presidente da Junta Comercial do estado de São Paulo. Antes das informações, das novas informações a vocês, e atualização sobre a saúde, sobre a pandemia, uma mensagem, e é uma mensagem importante sobre a saúde. Existe, como todos estão acompanhando, uma nova dinâmica da pandemia no mundo, os Estados Unidos acabam de romper a barreira de 100 mil novos casos em um único dia, foram 107 mil casos registrados ontem na América. Como comparação, no pior momento, em julho deste ano, o Brasil teve 69 mil casos. Hoje o Brasil está com 17 mil casos por dia, na média móvel de sete dias. A Europa, como todos também estão acompanhando, está lidando com uma segunda onda, embora menos letal, mas nem por isso menos intensa do que a primeira onda, fortes medidas restritivas voltaram a ser adotadas por vários países europeus, notadamente a Alemanha, França, Itália, Espanha, Portugal e Grã-Bretanha. Aqui em São Paulo estamos no dia de hoje com indicadores que nos remetem ao primeiro instante da pandemia, entre março e abril, aqui em São Paulo a pandemia está sob controle, e graças ao plano São Paulo, temos reduzido o número de internações, infecções e felizmente óbitos. Porém, relatos recentes indicam que estão se intensificando casos de contaminação a partir de encontros sociais, e é preciso alertar as pessoas que nós temos que ter cuidado. As pessoas não sabiam onde haviam se contaminado, agora sabem, são almoços de família, reuniões em casas de amigo, visitas a parentes, rodas de conhecidos, balcão de bar, calçadões de praia, e algumas outras áreas onde as pessoas de forma descuidada tem se encontrado sem o uso de máscara, e sem a higienização das suas mãos. Relaxar as regras de distanciamento e uso de máscaras, promove e contribui para a contaminação, e com isso distância a nossa possibilidade de reduzir mais rapidamente o número de infectados, de internações e também de mortes. Para que no caso específico de São Paulo possamos avançar na fase verde, e seguir para a próxima fase, precisamos usar máscaras, você que está nos assistindo agora aqui pela TV Cultura, por favor, não saia da sua casa, do seu ambiente de trabalho sem usar a sua máscara, e usar corretamente, cobrindo o seu nariz e a sua boca. Se a sua máscara for reutilizável, como essa que eu estou usando, lave à noite, na sua casa, para poder reutilizá-la. E se for uma máscara descartável, pelo menos, duas vezes por dia você deve descartar a sua máscara e usar uma outra. Siga o distanciamento social de 1,5m, para uma ou mais pessoas. Use álcool em gel, e lave as suas mãos quantas vezes for possível. São medidas de higiene que ajudam a preservar a sua vida, a vida dos seus familiares, a vida dos seus amigos, vizinhos, e das demais pessoas. Deixo aqui um apelo, para que todos tenham consciência disso, não ouçam vozes, nem palavras, nem recomendações diferentes destas, o vírus ainda está presente no Brasil, ainda está presente no mundo. Portanto, siga a orientação da medicina e da ciência, use máscara sempre que sair do ambiente do seu trabalho ou da sua casa. Temos que manter toda a prudência possível até a chegada da vacina, e a imunização pelas vacinas. Agora vamos às informações de hoje, são três informações, além da atualização na saúde. Primeira informação na educação, que justifica a presença aqui do Rossieli Soares, ex-ministro da Educação, e secretário da Educação do estado de São Paulo. E é uma informação importante, a adesão de 400 novas escolas de ensino em tempo integral, crescendo 300% o número de escolas em ensino integral no estado de São Paulo, são 400 novas escolas que vão começar a funcionar a partir de fevereiro de 2021, em tempo integral. Com isso o número de unidades funcionando em tempo integral vai triplicar em São Paulo, vamos saltar de 364, em 2018, para 1.064, a partir de fevereiro próximo. Com este aumento de 300% no número de escolas, o ensino em tempo integral vai chegar a mais de 500 mil alunos, 0,5 milhão de alunos em 2021. É o maior número de alunos em ensino integral em um estado no Brasil, em números absolutos, será a partir de fevereiro, o estado com maior número de alunos em tempo integral. E vamos seguir dentro do objetivo de ter mais escolas e mais alunos em tempo integral no estado de São Paulo. Segunda informação, segurança pública, e para isso temos aqui a presença do General João Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo. O governo do estado comprou viaturas blindadas, as primeiras viaturas blindadas da história da Polícia Civil, e da Polícia Militar do estado de São Paulo, e também um fato inédito no Brasil, frotas de veículos blindados para a Polícia Civil e Polícia Militar do estado de São Paulo, cumprindo um compromisso de campanha. A exemplo da Polícia Militar do estado de São Paulo, a Polícia Civil também terá veículos blindados para garantir a segurança dos seus policiais, e a melhoria na eficiência da pronta-resposta nas ruas. O governo concluiu a compra de 105 veículos, são SUVs, blindados para a Polícia Civil, um investimento de R$ 23 milhões. Todos os veículos estarão disponíveis para a ação de policiamento a partir de março do ano que vem. Já a Polícia Militar, 70 veículos blindados da PM já estarão em operação agora em dezembro, já no início do próximo mês de dezembro, os primeiros 70 veículos blindados da Polícia Militar do estado de São Paulo. E asseguro também que a maioria expressivo de todas as compras de novos veículos para a Polícia Militar, para a Polícia Civil, serão veículos blindados, e todos eles testados previamente pela balística da Polícia Militar do estado de São Paulo. Isso é um fato, repito, inédito no país. Terceira e última informação, fala sobre economia com o empreendedorismo, São Paulo bate recorde na abertura de novas empresas em outubro de 2020, com a abertura de mais de 24.700 novas empresas em outubro deste ano no estado de São Paulo, mostrou aumento de 31% no volume de empresas abertas em relação ao mesmo mês do ano passado. É um novo recorde histórico. Esta é a terceira quebra seguida de recorde histórico de abertura de novas empresas em São Paulo, o que demonstra que a economia do estado de São Paulo está se recuperando. Nós, evidentemente temos que, no estado de São Paulo, destacar as notícias tristes da pandemia, mas não podemos deixar de destacar as boas notícias da recuperação econômica do estado de São Paulo, e este é um dado concreto e efetivo no aumento do número de registro de novas empresas em São Paulo. Recorde histórico, não é o recorde desses meses de pandemia a partir de março, é recorde na história da economia do estado de São Paulo. E seguindo com a mesma ordem dessas três informações, e na sequência as informações também da saúde, evidentemente, começamos com a educação, com o Rossieli Soares, secretário de Educação do estado de São Paulo, como todos sabem, ex-ministro da Educação do governo Michel Temer. Por favor, Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Bom dia, a todos. Essas são notícias muito importantes para o estado de São Paulo, essa é uma política cada vez mais consolidada no país, no Brasil, ainda temos uma discussão sobre ter escolas de tempo integral, e não apenas escolas que consigam dar acesso em lugares que avançaram muito na educação no mundo. Existe a escola que é em tempo integral de forma geral. Nós aqui estamos ainda avançando. Mas é importante que esse avanço se acelere, que nós teremos cada vez mais esse olhar, para que uma rede, como a São Paulo, e que o Brasil avance. Então pode passar, por favor, falando da expansão, acho que é importante lembrar os resultados desse ano do estado de São Paulo, foram muito importantes, foi o ano que nós mais crescemos no IDEB do ensino médio, estamos na liderança dos anos finais e dos anos iniciais na rede pública também. São resultados muito importantes que São Paulo alcançou. E para que a gente continue, vale destacar aqui, em questão de tempo integral, pode passar, é que o resultado quando comparado do tempo integral com o tempo regular, o tempo regular cresceu muito no estado de São Paulo, mas as escolas de tempo integral cresceram 32% a mais. E quando você compara o indicador do estado de São Paulo com as escolas de tempo integral, versus as escolas regulares, o crescimento, portanto, faz uma diferença muito grande. Por isso nós estamos priorizando colocar sempre escolas maiores para os alunos que mais precisam, essa tem sido uma diretriz fundamental. Nós queremos e estamos trabalhando para que isso seja uma discussão de crescimento constante, para que a rede de São Paulo nos próximos anos consiga chegar em um nível mais alto de tempo integral. Como o governador já salientou, já somos a maior rede, a partir de agora, em números absolutos, obviamente, em número de alunos, em número de escolas de tempo integral no Brasil. Pode passar. Aqui é só para vocês entenderem o crescimento ao longo dos anos, especialmente sexto ao nono e ensino médio, nós estamos chegando a 1.064 escolas, com esse avanço dessas 400, nós já tínhamos crescido 347 no ano passado, no nosso primeiro ano crescemos 53, feitos os ajustes e a todos os anos estamos sempre buscando nos reorganizar, estamos crescendo mais ainda, e vamos continuar em passos firmes, como disse, priorizando especialmente nesse momento o sexto ao nono, e ensino médio, mas crescendo firmemente nessa direção. Pode passar. Crescemos quatro vezes mais o número de alunos desde de 2019, quando assumimos para cá, nós tínhamos 4% da rede em tempo integral, nós estamos indo para 542 mil alunos, 15% da rede do estado de São Paulo, da rede estadual, passa a ser de tempo integral, 254 mil alunos somente nessa virada, a mais, do sexto ao nono e no ensino médio. É, certamente o maior crescimento do Brasil também. Pode passar. Algo importante é que a gente está cada vez mais, essa política estava concentrada em menos municípios, hoje nós estamos chegando já em mais 82 municípios novos, já temos, caro secretário Vinholi, que é uma demanda de muitos prefeitos, parlamentares do nosso estado, o crescimento pela rede em tempo integral, estamos chegando a 48% dos municípios do estado de São Paulo já com alguma escola de tempo integral. Esse é um número muito importante, porque também queremos que chegue a todos, independente do tamanho do município, independente de demais condições, temos que resolver e continuar avançando. Um destaque importante é que a gente está olhando, por exemplo, para a escola, ele disse, por exemplo, que em Heliópolis atende um público, que para a gente é super prioritário, ou, por exemplo, a Escola Raul Brasil, que também vai se tornar escola de tempo integral a partir do próximo anos. Lembrando que todas as escolas fizeram o processo de adesão, discussão com a comunidade, com professores, nas suas condições, e na discussão lá da comunidade, todo um processo foi criado, por isso que nós estamos falando aqui de uma adesão. Pode passar. Governador, agradeço, parabenizo, porque é um passo fundamental para que a gente melhore a educação no estado de São Paulo, que a gente traga mais educação integral para os nossos jovens, e especialmente após esse desafio da pandemia. Nós temos uma política que está sendo discutida, para que a gente melhore em inúmeras outras frentes, mas especialmente pós-pandemia, a preocupação com o aprendizado é gigantesco, e as escolas de tempo integral são um passo importante que a gente está buscando fazer nesse momento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Rossieli Soares. Falando sobre o tema da educação. Agora, o segundo tema de hoje, das três novas informações, é da Segurança Pública. Vamos ouvir General João Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Todos sabem que educação, saúde e segurança pública são três pilares principais, ao lado de proteção social, do Governo de São Paulo. General Campos.

JOÃO CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO: Sr. Governador, senhoras e senhores, boa tarde. Sr. Governador, grato pela oportunidade e grato também, em nome dos nossos policiais, por essa iniciativa, uma meta que nós iniciamos a sua consecução. Certamente estaremos até o final da gestão com mais viaturas, que é um equipamento fundamental para o policiamento e para o nosso trabalho. Notável, Sr. Governador, é que até agora, nesses 22 meses, o senhor entregou para as polícias 4.294 viaturas. Isso é um fato notável. E agora, 70 viaturas, um início, para a Polícia Militar, para a Tropa Especial, e 105 viaturas com proteção blindada para a Polícia Civil. Isso aumenta a qualidade do trabalho e protege os policiais, e assim o fazendo o senhor está os valorizando grandemente. Muitíssimo obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, General Campos, lembrando que mais 60 veículos blindados serão destinados também à Polícia Militar do Estado de São Paulo, total serão 130 veículos blindados para a PM nesta primeira compra, e 70 veículos blindados para a Polícia Civil do Estado de São Paulo. Lembro que também fizemos uma compra de quase 50 mil armas Glock, são as pistolas que a polícia americana utiliza, o FBI, a Polícia de Los Angeles, de Nova Iorque, de Chicago. São pistolas austríacas, que compramos em pregão internacional, e pagamos menos do que as pistolas fabricadas no Brasil. Nada contra a indústria nacional, mas tudo a favor de melhor qualidade e menor preço. Agora o tema é economia com empreendedorismo. Vamos ouvir a Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Nesse momento que todos nós estamos precisando de esperança, ter um dia onde temos anúncios concretos de um salto tão significativo na educação, também com o conforto da segurança para a população, temos mais um fator aqui de muita esperança e celebração, no Estado de São Paulo, que é esse novo recorde, em outubro, de abertura de novas empresas. Nós já havíamos registrado recordes no mês de agosto e no mês de setembro. E agora no mês de outubro, alcançamos o maior número de novas empresas registradas na Junta Comercial: 24.734 empresas. Esse é um número 31% acima do mesmo mês no ano passado, lembrando que no ano passado nós registramos o maior número da história da Junta Comercial de empresas abertas durante o ano. Esse número também, eu queria chamar a atenção que se trata de empresas um pouco maiores do que as MEIs. Nós estamos falando de SAs, LTDAs Eireles, que mostram um passo importante, que as MEIs estão não somente sobrevivendo e prosperando, mas passando para a próxima etapa, se transformando em empresas de um patamar mais elevado, empresas que empregam, que geram oportunidades para a população. Isso se dá graças não somente à coragem do governador João Doria, de isentar a tarifa de abertura de empresas por dois meses seguidos, numa iniciativa inédita no Brasil, mas também por um esforço conjunto, colaborativo, em equipe, não somente com a liderança da Jucesp, mas também com o Sebrae. Nós lançamos, em parceria, o programa empreenda rápido, que é o maior programa de empreendedorismo do Brasil hoje, e nesse programa nós apoiamos os empreendedores a se formalizarem, a se capacitarem, a terem acesso a crédito, porque nós precisamos que suas empresas prosperem. Cada empreendedor, cada empreendedora que prospera gera empregos e gera prosperidade para toda a população. Na próxima página, lembrando que esse número também se reflete no saldo líquido de empresas. Esse recorde impressiona ainda mais, porque nós estamos abrindo mais empresas nesse patamar e fechando menos empresas, apesar de todas as facilidades de processo e de agilidade de abertura e fechamento que foram implantadas na Junta Comercial. Nós tivemos um saldo líquido de 14 mil empresas, que representam aumento de 75% com relação ao mesmo período no ano passado, fruto do esforço de todos nós. Na próxima página, e aqui especialmente essa dispensa de pagamento da tarifa de abertura, uma campanha que se encerrou agora no dia 23 de outubro, mas mais importante, fruto da resiliência e do empreendedorismo dos cidadãos de São Paulo. Muito obrigada e vamos seguir todos juntos e comprometidos com a retomada do emprego e renda no Estado de São Paulo e no Brasil.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Vou pedir apenas para voltar ao último slide que nós exibimos aqui. Temos como colocar? Não, o penúltimo, perdão, isso. Queria chamar a atenção de vocês que os números, a partir de julho, revelam sempre já um saldo positivo em número de empresas abertas em São Paulo. São Paulo é o estado que comanda, puxa a economia brasileira. E a partir de julho já passamos a ter saldo positivo, mais empresas abertas do que fechadas, e um crescimento mais acentuado, como podem observar, nos meses de setembro e outubro. Dados da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, dados fornecidos pelo Banco Central, indicam que a economia de São Paulo, de junho até o mês de outubro, cresceu a média de 3,4%, crescimento positivo na média de julho a outubro, o que é uma ótima notícia, já que nós rodamos aqui 36% da economia do país, roda a partir de São Paulo. São Paulo indo bem, nós ajudamos o Brasil a ir bem. Com essa complementação, pode tirar o slide. Agora, vamos para os números da saúde, com Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo, com a atualização dos números do Covid-19. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Estamos na 45ª semana epidemiológica. No dia de hoje, a média móvel semanal apresentou 85 óbitos. Lembrando que na semana anterior, isso avaliando o mesmo período, nós tivemos já índices menores do que 100, e nessas, ou melhor, nessa semana, os índices ainda se mantiveram em queda mais pronunciada. Quer dizer, esse índice, menor do que 90, foi aquele similar ao obtido na última semana de abril. Portanto um número bastante expressivo. Mantivemos a tendência de queda em todos os outros índices da pandemia do nosso estado, e comparando os dados de domingo a quinta dessa semana, em relação ao mesmo período da semana anterior, nós tivemos queda de 14% no número de internações, 50% também no número de casos. Lembrando que nós também testamos mais. Isso é um sinal do controle da pandemia. No último final de semana, governador, nós tivemos atingido a marca de 1 milhão de pacientes com Covid curados no nosso estado. Quer dizer, esse é o resultado, tanto da ampliação do número de leitos, também dos respiradores, que permitiram que nenhum munícipe deixasse de ser atendido, deixasse de receber uma assistência médica qualificada. Mas a despeito desses dados bastante significativos, temos que reforçar: a quarentena continua. Precisamos estar atentos e vigilantes aos rituais sanitários, para que não estejamos expostos a risco. Temos, sim, que usar máscara, temos que evitar as aglomerações e cumprimentos. Os cumprimentos, como abraços e apertos de mão continuam proibidos, e não é isso que nós temos visto. As pessoas já estão se aproximando mais, e com elas também o próprio vírus. O normal só irá acontecer com vacina. Aliás, vacinas, quanto mais vacinas mais poderemos imunizar os nossos brasileiros. Os nossos estudos, governador, para a Coronavac, estão bastante adiantados, vêm confirmando a segurança apresentada nas fases anteriores, tanto na fase 1 quanto na fase 2, com mínimos efeitos colaterais, como dor no local da aplicação, uma febre baixa, e de nenhuma forma nenhum estudo, ou esta fase de estudo, foi interrompida pela presença de algum evento adverso grave. Estamos também ampliando o número de hospitais, especialmente aqui na periferia do município de São Paulo, são mais quatro hospitais que estão sendo convocados para ofertar voluntários na área da medicina, para que, dessa forma, nós possamos atingir o mais rápido possível a abertura dos resultados desse estudo, fase 3. Primeiro slide, por favor. Em São Paulo hoje, dados de hoje, nós tivemos 1.125.936 casos. Infelizmente, 39.717 pessoas perderam a vida e, como disse, com casos recuperados, mais de 1.023.885 casos foram recuperados. Próximo, por favor. Nós tivemos a projeção do número de casos agora, para a primeira semana de novembro, abaixo das estatísticas. Nós projetávamos 1.170.000 casos, nós estamos com 1.125.936 casos. Próximo, por favor. E em relação à projeção de óbitos, ele também se mostra abaixo daquelas projeções, uma vez que nós tínhamos uma projeção mínima de 41.000 casos e nós estamos com 39.717 casos. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Vamos agora às perguntas. Eu vou elencar aqui os veículos de comunicação, que já fizeram a sua inscrição, e na sequência chamá-los para as perguntas. Começamos com a Rádio Bandeirantes. Na sequência, Folha de São Paulo online, TV Cultura presencial, Agência... Online também, Agência de Notícias Brasil Árabe, presencialmente a Rádio Capital, online a revista Mañana, da Argentina, e presencialmente, TV Globo, GloboNews. Então vamos, começando com você, Maira, Rádio Bandeirantes, mais uma vez, bem-vinda, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Bom, minhas perguntas são relacionadas à vacina. Eu queria saber se tem expectativa de convocar novos voluntários, além dos 13 mil que já estavam aprovados ali pela Anvisa. Também queria saber se, assim que a matéria prima chegar aqui no Brasil, da China, já começa a produção imediatamente, ou se precisa ainda de alguma aprovação. E se está havendo alguma conversa com o governo chinês para acompanhar essa liberação, se é normal essa demora e se está sendo acompanhado isso aí de perto com eles. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. Vou pedir ao Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, evidentemente, para responder às suas perguntas. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador. Bom, Maira, em relação à primeira pergunta, o objetivo é ainda manter os 13 mil. Não será necessário nesse momento a ampliação. Nós temos já alguns dados, que são muito animadores e esses dados indicam que a incidência de infecção na coorte já de mais de 9 mil voluntários vacinados, ela é em torno de 2%. E portanto, aplicando essa regra, nós teremos já potencialmente 180 pessoas, dentro da coorte de vacinados, com infecção ou em vias de adquirir a infecção. Portanto, isso indica que a população escolhida foi a população correta e, portanto, os dados de eficácia podem aparecer a qualquer momento. Com relação à matéria prima, sim, chegando a matéria prima, a parte de produção do Butantan está pronta, a parte de controle de qualidade já desenvolvida, chegando a matéria prima inicia-se a produção. O Butantan tem uma capacidade de produzir 1 milhão de vacinas por dia, especificamente dessa vacina, e portanto rapidamente nós teremos aí o quantitativo de doses já previamente anunciado, de 40 milhões de doses. Existe acompanhamento, sim, o Estado de São Paulo tem um escritório em Xangai, um escritório do Investe SP, e o nosso representante tem acompanhado pessoalmente todas as atividades, não só na Sinovac, como também acompanhado toda a movimentação da burocracia chinesa. Estamos aguardando autorização para exportação, do Ministério do Comércio Exterior da China, e esperamos que isso aconteça muito rapidamente. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Vou pedir apenas uma breve complementação por parte do nosso secretário da Saúde, Maira, o Jean Gorinchteyn, que, como você sabe, é médico infectologista do Hospital das Clínicas, do Instituto Emílio Ribas. Apenas uma pequena complementação.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: É importante, sempre que nós ressaltamos que, desses trabalhos, a gente atinja a possibilidade de análise da eficácia, nós temos aí um grupo que faça ou que faz uso da própria vacina, mas nós temos também o outro braço, que são aqueles que recebem o produto incólume, que é o placebo, que não tem o efeito da vacina. Então, isso é importante que nós estejamos avaliando, porque essa análise desse grupo que tomou a vacina vai reforçar o quanto nós temos uma vacina que tem o seu caráter de proteção. Isso vai dar exatamente essa chancela do quanto uma vacina tem a capacidade de fazer aquilo que ela se propõe, que é de proteção contra um agente específico.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Bem, Maira, obrigado pelas perguntas. Vamos agora para uma pergunta online, da Folha de São Paulo, a jornalista Isabela Palhares. Vamos colocá-la em tela. Já em tela, Isabela, boa tarde, obrigado por participar. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, obrigada. Governador, o senhor falou que São Paulo é o estado que vai ter o maior número de matrículas em tempo integral, mas São Paulo também é o estado mais rico e com a maior rede de ensino pública aí do país. Com esse anúncio, o estado vai chegar a ter um quinto das escolas, das 5.000, com matrículas nessa modalidade. O senhor acha que, nesse ritmo, vai ser possível cumprir nos próximos três anos aí a meta do Plano Nacional de Educação, pra gente ter metade das escolas nessa modalidade de tempo integral? E queria também perguntar para o secretário Rossieli. O senhor disse que as escolas que vão receber o programa são escolas em áreas mais vulneráveis. Quais foram os critérios para selecionar essas escolas? São escolas que, nos últimos anos, não conseguiram bater as metas do Ideb? São escolas com alunos mais pobres?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Isabela, obrigado pelas duas perguntas. Vou pedir ao nosso secretário Rossieli Soares para responder as duas, mas temos um objetivo, eu quero apenas mencionar, na qualidade de governador, que educação, conforme já mencionei, saúde, segurança pública e proteção social são as prioridades do nosso governo, e escola de tempo integral foi um projeto que nós, logo na primeira semana, apresentamos como uma das propostas prioritárias da educação. Portanto, vamos continuar acelerando na implantação de mais escolas em tempo integral. Mas sobre isso vai dar a resposta a você o próprio secretário da Educação Rossieli Soares.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Isabela, obrigado pela pergunta. Primeiro, isso é uma prioridade pra nós, né? Em pouquíssimo tempo, triplicar o número de escolas de tempo integral, em menos de três anos de governo, pra gente, isso é uma marca importante. Nós aqui no Estado de São Paulo temos priorizado, sim, e vamos continuar priorizando a transformação das escolas em tempo integral. Inclusive, vamos cumprir o plano nacional no número de matrículas, com certeza, no número de escolas a gente vai depender. Lembrando, porque a relação de número de escolas versus o número de matrículas, ela não é exatamente algo que a gente está perseguindo. Nossa prioridade é transformar escolas maiores, por isso atender mais estudantes. O número de escolas, eu poderia cumprir transformando pequenas escolinhas, e não necessariamente esse seja o caminho, inclusive por uma questão de custo. Por isso a nossa prioridade é atender o maior número de estudantes no Estado de São Paulo, assim como a gente, inclusive historicamente eu persigo isso, com o então ministro Mendonça Filho, criamos o programa do ensino médio em tempo integral, onde o Brasil saltou no número de escolas de tempo integral. E hoje, São Paulo acelera muito mais do que a média dos outros. Nós estamos olhando, sim, para termos mais escolas de tempo integral. São Paulo pode ter mais escolas de tempo integral, pode e vai. Este programa, a cada ano, como a gente está buscando acelerar, discutir com a rede, numa construção, é fundamental. Isabela, em relação aos critérios, obviamente nós priorizamos as escolas que estão com os alunos mais vulneráveis, seja no aspecto de aprendizagem ou seja, inclusive, na situação de vulnerabilidade social propriamente dita das famílias, nas escolas maiores e nas escolas que desejam e que podem. Muitas vezes tem uma escola que a gente quer muito, mas naquele lugar ainda não temos condição de transformar a escola em tempo integral, porque a demanda de estudantes naquela região não nos permite fazer uma transformação. Então, é um conjunto de critérios, que são observados pela Secretaria de Educação, mas sempre priorizando aqueles que mais precisam. Nós estamos próximos de cumprir algumas metas, como disse, das matrículas, mas nós não queremos fazer uma transformação de qualquer forma, somente para as escolas que estão em região de menor vulnerabilidade. Nós estamos priorizando sempre que possível essas escolas, e fica o recado: No próximo ano, vamos avançar ainda mais.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Isabela, muito obrigado. Queria aproveitar para acrescentar, primeiro declarar aqui publicamente que sou leitor das suas matérias e me impressiona também o seu profundo conhecimento sobre educação. Portanto, levamos com muita seriedade o trabalho que você desenvolve no seu jornalismo na Folha de São Paulo, é uma referência. E quero aproveitar para dizer que São Paulo tem, na educação, sob a liderança do ex-ministro Rossieli Soares, também do Haroldo Corrêa, que é o nosso secretário executivo e foi secretário de Educação do Governo do Espírito Santo, assim como da professora Raquel, que foi secretária de Educação no Governo de Goiás, ambos no último governo que antecede o atual, nos dão uma estruturação, ao lado de professores, mestres e colaboradores da Secretaria da Educação, um rumo certo. Portanto, vamos seguir de forma acelerada na ampliação de escolas de tempo integral, e mantendo a liderança do Ideb, que recuperamos depois de sete anos. Obrigado mais uma vez a você, Isabela, pela sua participação. Pois não, Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Só queria fazer um complemento, governador, porque a nossa meta, inclusive, enquanto governo, era chegarmos a mil escolas de tempo integral ao final do governo, ao final da nossa gestão, inclusive por determinação do governador João Doria, que a busca era mais do que triplicar as escolas em tempo integral. Nós já estamos alcançando esta meta para 2021 e, dentro do possível, vamos avançar e alargar ainda mais, porque essa é uma política fundamental de transformação, e vamos deixar um plano de 10 a 15 anos para que a rede estadual do Estado de São Paulo seja 100% em tempo integral. E essa é uma política que não pode ser de um governo, tem que ser de outros. A gente já começou essa transformação antes, nós estamos acelerando justamente porque São Paulo tem que ter, sim, condições de priorizar isso, Isabela. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E finalizando, Isabela, estava fazendo uma consulta aqui. Eu queria fazer um registro também aos membros do Conselho de Gestão de Educação. São todos voluntários, ninguém recebe nada, são todos colaboradores voluntários, sob a presidência do Mozart Santos, que foi secretário de Educação do Estado de Pernambuco e fez uma transformação na educação daquele estado. Em nome dele, quero agradecer todos os membros do Conselho de Educação, destacadamente a Viviane Senna, que também integra esse conselho. São pessoas que trabalham sem remuneração e nos ajudam a seguir o caminho correto na educação em São Paulo. Isabela, mais uma vez, muito obrigado, continue nos acompanhando. Vamos tirá-la agora aqui de tela. Vamos para uma pergunta presencial, com você, Maria Manso. Hoje você já está aí, prontinha, ao lado do microfone. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu queria um pouco mais de informações, Coronel, sobre... General. Sobre essas viaturas blindadas. Onde elas vão atuar, em que tipo de operação, se elas vão ter uma aplicação específica e como é que vocês vão escolher as áreas para onde enviar essas viaturas. E governador, o senhor abriu a entrevista coletiva falando da preocupação do aumento da transmissão da Covid-19 em encontros sociais. Por enquanto o senhor fez um pedido, para que as pessoas moderem e usem máscara. Se esse pedido não surtir efeito, o senhor e o Comitê de Contingência pensam em adotar medidas mais restritivas? Por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria. São duas perguntas, primeira sobre segurança pública, eu vou aqui fazer uma brincadeirinha com você. Chamar um general de coronel é o caminho, você já sabe de onde, né? Jamais... Então, vou pedir ao... Brincadeira, é um lapso, acontece, imagina. Vou pedir ao General Campos pra responder e, na sequência, sobre o tema da Covid, que você perguntou. General Campos.

JOÃO CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO: Governador, grato, grato, Maria, pela pergunta. Uma viatura com proteção blindada é uma viatura que exige o desenvolvimento, aquilo que nós chamamos de um modo de operação ou doutrina, como utilizamos. Nós colocaremos essas viaturas inicialmente nas tropas especiais. Tropa especial, no caso da Polícia Militar, a tropa de choque, são cinco batalhões, e a tropa especial da Polícia Civil, junto ao departamento de Operações Policiais Estratégicas, o Dope. Com o treinamento, logicamente, com o desenvolvimento desse modo de operação, a partir daí nós iremos difundindo às outras unidades. Grato pela pergunta.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, General Campos. Maria, eu vou dividir com o Jean Gorinchteyn e vou pedir também ao nosso João Gabardo para contribuir na resposta. Toda nossa... Aliás, Gabardo e Medina. Toda a ação do Governo do Estado de São Paulo, desde março, ela é pautada pelo Comitê de Contingência. Você tem participado aqui de todas as coletivas de imprensa, essa é a 140ª coletiva de imprensa, você não faltou a nenhuma, você sabe que o Governo de São Paulo pauta todas as suas ações amparado na ciência e na medicina. Eles é que nos dizem o que devemos fazer, como devemos fazer e quando devemos fazer. Então, neste momento, é cautela, nós estamos na fase de orientação às pessoas para que tenham cautela e sigam os procedimentos de cautela: uso de máscara, distanciamento social, 1,5 metro em relação a uma ou mais pessoas, uso do álcool em gel, leve com você na sua bolsa ou no seu bolso, lave as mãos e evite aglomerações. Não é hora. Nós já sabemos que não teremos réveillon no Brasil, ou festa de ano novo. Por quê? Porque ainda temos a Covid, não é hora de fazer festa. Depois da vacina, aí sim, todos vacinados, poderemos festejar, carnaval, eventos, futebol, convívio, almoço, jantares, churrasco, pizza. Agora não, nós ainda estamos numa pandemia e vejam o que aconteceu na Europa. Se tiverem alguma dúvida, basta olhar os números dos Estados Unidos e da Europa. Nós não queremos que isso volte a acontecer aqui no Brasil e especialmente aqui em São Paulo. Então, Jean Gorinchteyn, Gabardo e Medina se desejar, por favor.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: O Plano São Paulo sempre se baseou nos índices da saúde: número de casos, número de óbitos, número de internações. O que nós temos observado hoje é que, naturalmente, com 76% da nossa população de São Paulo na fase verde, com essas flexibilizações totalmente estruturadas e graduadas, baseadas nesses índices, nos dão a tranquilidade de dizer: estamos com os índices dentro da segurança. Caindo esses índices, como eu falei. Só que o que nós temos observado é que as pessoas acabam se sentindo muito mais à vontade, exatamente porque alguns serviços e setores passaram a funcionar, fazendo com que essas pessoas, se sentindo à vontade, acabam deixando de usar máscara em algumas situações, acabam cumprimentando seus familiares em abraços, numa reunião que acontece, muitas vezes até fora das suas residências, e dessa maneira é um cenário de risco. Nós não podemos esquecer que nós estamos no meio da nossa pandemia. Nós ainda estamos em quarentena. Então, todos os rituais sanitários devem ser seguidos. As pessoas perderam o medo que elas tinham no passado. No passado faziam: Opa, nem me dá a mão. Hoje as pessoas acabam, algumas das vezes, estendendo a mão. Isso é um cenário de risco. Temos que ter atenção. Para nós, da saúde, como gestores de saúde, vamos nos amparar nos índices. Se nós tivermos alguma necessidade de flexibilizar ou retroceder, como está na própria nomenclatura do Plano São Paulo, isso irá acontecer.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Gabbardo, João Gabardo, apenas para lembrar, os jornalistas aqui já sabem mas quem está nos assistindo aqui ao vivo, foi secretário executivo do Ministério da Saúde na gestão do ex-ministro Luís Henrique Mandetta, foi também secretário da Saúde do seu estado natal, o Rio Grande do Sul, e hoje é o nosso coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19, o Comitê de Saúde do Estado de São Paulo. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde governador, boa tarde a todos que acompanham a coletiva. A pergunta da Maria Manso é extremamente importante. Claro que nós estamos todos com os olhos voltados para o que está acontecendo na Europa. E eu, vocês são testemunhas disso, eu vinha sempre dizendo que o que estava acontecendo na Europa era um aumento na transmissão do vírus para as pessoas mais jovens, para as pessoas sadias, e que isso não estava sendo acompanhado de um aumento do número de internações e nem no aumento no número de óbitos. Essa não é mais a situação atual. Nas últimas duas semanas, nós tivemos uma mudança significativa no quadro epidemiológico da Europa. Para vocês terem ideia, a França, que no final de julho, início de agosto, tinha uma média de 50 óbitos por semana, na última semana teve 2.025 óbitos. O Reino Unidos, que vinha tendo uma média no período de final de início de agosto, de 80 óbitos por semana, na última semana teve 1.658 óbitos. Os hospitais na França estão sobrecarregados e a França já começa a fazer transferência de pacientes de uma região para outra região. E acaba de fazer um acordo com a Alemanha para poder transferir pacientes da França para serem tratados na Alemanha. As medidas são bastante duras na França. As pessoas só podem sair de casa para atividades essenciais, como trabalhar, como encontrar alimentos, ir à escola, as escolas todas estão abertas, com exceção do ensino superior. E para fazer exercícios, as pessoas têm 1h por dia para sair e fazer exercícios. Fora isso, devem permanecer em casa. Uma recomendação para as crianças, que mudou. As crianças tinham recomendação de usar máscaras a partir de 11 anos, a recomendação hoje é a partir de seis anos, devem usar máscaras. Então, mesmo que os nossos dados, indicadores do Estado de São Paulo, não apontem para essa tendência, nós devemos ficar mais cautelosos. O Centro de Contingência deve ser mais cauteloso a partir de agora, nas flexibilizações que possam ser feitas. Nós precisamos olhar melhor, identificar o que está acontecendo, para que nós não sejamos pegos de surpresa no Estado de São Paulo e no Brasil. Nós temos a capacidade de atendimento, em São Paulo, mesmo durante o primeiro período, mais dramático da pandemia, ninguém ficou sem assistência, mas os cuidados devem ser redobrados a partir de agora.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador, muito obrigado pela pergunta. Todas essas pandemias, sempre são, têm bastante mistério, bastante mistério e incerteza, que tem que ser administrada à medida que elas vão aparecendo. E está acontecendo no Hemisfério Norte, em todos os países do Hemisfério Norte, alguns, que tiveram pico muito acentuado estão tendo um outro pico, e tem alguns países, como a Rússia, como os Estados Unidos, que tiveram o crescimento da doença na forma de um platô, depois tiveram um pico em cima desse platô. Então isso é uma incerteza, que nós não esperávamos, e que vem acontecendo e que vai sendo administrada, da forma como vem sendo administrado o Plano São Paulo. Então, se aqui acontecer alguma coisa semelhante, vão ser colocadas as restrições que são colocadas normalmente em cada uma das fases. Vai haver uma regressão de fase na região onde isso acontecer. Aqui no Brasil, não tem essa... Nós não estamos vivendo o inverno, então a maior parte dos fatores de risco que nós administramos, ou das variáveis que acontecem aqui no Brasil, são relacionadas ao comportamento, ou que são controláveis. Nós temos um número de feriado muito grande, tem a campanha eleitoral, que tem um movimento de corpo a corpo muito grande também. Nós estamos perto das festas de Natal, que têm bastante confraternização, têm uma atividade de comércio bem acentuada. Então, nós vamos ter que tomar cuidado com essas situações, que são controláveis, utilizando máscaras, utilizando distanciamento, utilizando álcool gel, higiene das mãos. E eu sempre recomendo, eu insisto bastante nisso, como o governador falou, desses eventos sociais, a maioria do contágio que acontece hoje em dia, ele acontece nos encontros sociais, a maioria dentro das famílias. Então, por isso que eu insisto, até a maioria das pessoas acha estranho, como é que eu posso recomendar que alguém use máscara em casa, junto com a família. Então, sempre que você tiver alguma possibilidade de risco, de alguma pessoa que está transitando na comunidade, e que vem pra casa, e que tem pessoas dentro de casa que têm alta morbidade ou outras comorbidades, é razoável utilizar mesmo em casa, máscara e distanciamento social. Então, essas são as recomendações que nós insistimos bastante para que as pessoas gerenciem o cuidado. Então, distanciamento e uso da máscara sejam gerenciados em função do risco que está presente naquele momento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Maria, antes de convidarmos o próximo jornalista, na verdade a próxima jornalista, queria aproveitar também essa sua pergunta para recomendar especialmente às mulheres. As mulheres são as maiores e melhores guardiãs dos cuidados com a pandemia. Pesquisas indicam claramente que mães, avós, as mulheres, sobretudo com mais de 25 anos, são aquelas que não só se protegem mais como orientam na proteção da sua família. Então, faço aqui um apelo a essas mulheres, mães, avós, as pessoas adultas do sexo feminino, que defendem a proteção, o distanciamento, o uso de máscara, e defendem também a vacina, que por favor orientem os demais membros da sua família, especialmente os jovens, para terem cuidado, zelo, cautela, até a chegada da vacina. Maria, mais uma vez, muito obrigado. Vamos agora a uma pergunta online, é da Agência de Notícias Brasil Árabe e a sua correspondente, Bruna Garcia. Vamos colocar a Bruna agora aqui em tela. Já em tela, Bruna, boa tarde, prazer em revê-la. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, Sr. Governador, prazer em revê-lo também. Eu gostaria de saber como estão as atividades do escritório da Investe SP em Dubai, inaugurado em fevereiro, que o senhor foi lá inclusive. Eu gostaria de saber como ele está atuando durante a pandemia, se ele parou em algum momento, como está sendo esse procedimento por lá, e se tem novidades, novas empresas paulistas fazendo negócios lá, novos investimentos árabes aqui, principalmente na área de infraestrutura, que foi uma área que o senhor comentou bastante na época, e se o escritório está atuando também com outros países do Golfo Árabe. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Bruna, pela pergunta. Ela vem a propósito. Nós inauguramos esse escritório em fevereiro deste ano, fevereiro de 2020, antes do início da pandemia, para a promoção bilateral do comércio, não apenas com os Emirados Árabes, mas também com o Omã, o Kuwait, a Arábia Saudita, o Oriente Médio de forma geral, e os países do norte da África. E o escritório tem operado sistematicamente nesse sentido, com excelentes resultados. Quero ressaltar que o escritório não fechou, não parou, assim como o nosso escritório em Xangai. Apenas seguimos a orientação sanitária dos dois países e dos dois governos, mas continuamente o escritório continuou produzindo bons resultados, principalmente para a exportação de produtos manufaturados e os produtos do agro também, de São Paulo para o Oriente Médio. Aproveito para antecipar a você, Bruna, que em outubro nós estaremos numa missão aos Emirados Árabes, a Dubai e Abu Dhabi, com cerca de 50 empresários brasileiros, um número um pouco maior do que foi aquela missão de agosto... Perdão, a missão de fevereiro deste ano, onde teremos encontros bilaterais com investidores do médio oriente e com os principais fundos de investimentos, tanto de Dubai como de Abu Dhabi. Como você sabe, quatro dos maiores fundos de investimentos do mundo, quatro entre os dez maiores do mundo estão situados em Dubai e Abu Dhabi. Teremos reuniões virtuais, desde já, agora até 15 de dezembro, e presencialmente em outubro do ano que vem. E para completar, já que você fez uma questão dirigida à ação internacional, em junho do próximo ano, vamos inaugurar o terceiro escritório da Investe SP, do Governo do Estado de São Paulo, sempre com financiamento privado, em Munique, na Alemanha, será o nosso escritório de operação na Europa. Também aproveito aqui para embalar... Você vê que a sua pergunta gerou várias boas respostas. Se houver a vitória de Joe Biden nos Estados Unidos, o Governo do Estado de São Paulo vai abrir um escritório na América, no ano que vem. Também uma informação em primeira mão aos jornalistas que aqui estão, e também para você, Bruna. Vamos agora tirá-la aqui de tela, continue aqui acompanhando a coletiva. Vamos agora a uma pergunta presencial, da jornalista Carla Mota, da Rádio Capital. Carla, prazer em revê-la. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Meus questionamentos são todos hoje na área da educação. Primeiro, secretário, nessa semana o senhor falou que as férias de janeiro estavam mantidas. Eu queria saber se houve alguma mudança aí depois desse anúncio da aprovação automática. Outro questionamento também é se, no ano que vem, a Secretaria pretende aí convocar novos professores, incluindo aí os professores eventuais, para poder suprir aí a demanda, já que a gente vai ter reforço, tem novos alunos chegando, e também tem aí a criação do quarto ano, que por sinal teve uma grande procura. E pra fechar, a gente, desde o dia 8 de setembro, teve aí várias escolas abertas. Eu queria saber se tem algum balanço de algum caso de Covid, eu queria saber se a Secretaria tem esse dado pra trazer pra gente. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carla. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carla, pelas perguntas, e por priorizar a educação. Bom, vamos lá. Em relação às férias, está mantido o nosso cronograma, é sim respeitar as férias dos nossos profissionais. É muito importante, foi um ano, está sendo um ano muito desafiador pra todos os profissionais da educação, então nós estamos mantendo sim o calendário deste ano e programando o calendário do ano que vem, onde as aulas certamente começarão na primeira semana, no máximo, de fevereiro. Teremos uma semana de planejamento, que será fundamental, uma semana de preparação de atribuição, ou seja, a lotação, atribuição dos professores, e duas semanas de férias absolutas, e as outras duas semanas no meio do ano. Em breve, vamos divulgar os detalhes do calendário. Em relação à aprovação, inclusive do conselho, é uma aprovação da resolução, que a gente deve homologar nos próximos dias, aprovação automática vírgula, né? O aluno precisa entregar determinadas atividades mínimas para compensar o número, o percentual de aulas. Mas no quesito aprendizagem, obviamente, por estarmos num ano muito diferente, temos esse trabalho, mas não impacta as férias. Contudo, como a aprendizagem é uma grande preocupação de forma geral ao que a gente está passando, Carla, nós vamos ter atividades, sim, em janeiro, oferecidas para as escolas, que vão estar apresentando seus planos, inclusive para ajudar especialmente os alunos do terceiro ano, que terão Enem, terão vestibular, terão uma série de desafios que estão postos, fazendo atividades extras para os que desejarem. E para isso, sim, teremos contratação de professores, de horas-extras, de professores eventuais, de uma série de formatos, que nós já começamos a fazer. Lembrando que hoje nós já estamos, à medida que a escola apresenta um plano de recuperação de atividades extras, nós já estamos fazendo isso, desde agora, com as nossas escolas. Então, estamos sim convocando novos professores a todo instante, e certamente para o ano que vem também estaremos fazendo. Em relação aos casos, Carla, nós temos monitorado, desde o dia 8 de setembro, e acho que uma grande lição importante que a gente tem feito é o acompanhamento de contactantes, o quão importante é isso. Inclusive para entender se a transmissão existe, se ela se dá, em que ambiente, né? Nós não temos nenhum caso até hoje de transmissão dentro da escola. Nós, os casos que houveram, foram sempre isolados e foram casos de dentro de casa, da família ou de algum outro ambiente, não de dentro da escola, até o momento. Continuamos o monitoramento, porque é muito importante, continuamos com todos os cuidados, e obviamente monitorando caso a caso, pessoa a pessoa que vai estar nas nossas escolas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Rossieli. Jean Gorinchteyn quer complementar, Carla Mota, a resposta, por favor.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Pra te dar um balanço atual de quanto nós tivemos no estado, foram 16 casos, como o próprio secretário Rossieli comentou, isolados. Quer dizer, nós não tivemos, inclusive, a necessidade de fazer alguma intervenção em alguma escola, como por exemplo o fechamento. Isso não foi de forma alguma necessário.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: ... a tréplica aqui. Não, só porque, como ele trouxe o número de casos aqui, a gente observa que, inclusive, como a gente testou, inclusive, alunos que não estão frequentando a escola. Parte desses alunos inclusive nem frequentaram a escola, mas a gente também está monitorando para entender naquela testagem. Então, realmente nós não tivemos nenhum tipo de caso de transmissão desde 8 de setembro dentro das nossas escolas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Carla, muito obrigado pelas perguntas. Vamos agora à penúltima intervenção, ela é online, da correspondente da revista Mañana, da revista argentina Mañana, a jornalista Cecilia [ininteligível], Cecilia [ininteligível], vamos colocá-la aqui em tela, prazer em revê-la. Boa tarde, su pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, Sr. Governador João Doria, boa tarde a todos os que acompanham essa coletiva de imprensa. Aqui de Buenos Aires, eu gostaria de fazer uma pergunta sobre a região. Como poderiam os líderes políticos e econômicos gerar maiores consensos público-privados para o benefício do Brasil, da Argentina e da região? E também gostaria de saber [ininteligível] qual será o impacto das eleições dos Estados Unidos na região.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Cecilia, muito obrigado pelas suas perguntas, são duas. Em relação ao Mercosul, e especificamente a Argentina, São Paulo trata com a seriedade necessária. A Argentina é um dos cinco maiores parceiros comerciais do Estado de São Paulo, tem um comércio bilateral intenso e bastante fortalecido, sobretudo na indústria automobilística e no setor de agronegócios, mas também em tecnologia e outros bens manufaturados. Nosso objetivo é ampliar ainda mais e intensificar as relações bilaterais, comerciais, com a Argentina e com os demais países que integram o Mercosul. Em relação ao tema dos Estados Unidos, evidentemente vamos aguardar o resultado das eleições, mas antecipo que, se eleito for, Joe Biden terá uma outra visão em relação ao continente latino-americano, com toda a segurança, com toda a certeza, e de forma mais integradora, ao meu ver. Será bom para a Argentina, bom para o Mercosul e, espero, bom para o Brasil. Para São Paulo, eu antecipo a você, não tenho nenhuma dúvida de que será muito bom. Estados Unidos da América é um parceiro importante, é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, segundo maior parceiro comercial do Estado de São Paulo. Poderemos, com a confirmação da eleição de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos, fortalecer ainda mais esta relação e, ao mesmo tempo, retirar esse estigma de contrariedade em relação à China. Tenho a convicção também que o Governo Americano, obviamente, dentro da sua política econômica, da sua política diplomática, num novo governo, terá uma visão diferente em relação à China do que tem o atual presidente Donald Trump. E isso também, ao meu ver, será contributivo na harmonização das relações com o Mercosul. Então, Cecilia, muchas gracias por su pergunta...

REPÓRTER: Gracias, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos agora tirá-la aqui de tela, continue nos acompanhando, porque vamos para a última pergunta de hoje, que é do jornalista Willian Kury, da TV Globo, GloboNews. Will, boa tarde, prazer em tê-lo aqui conosco, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Tenho duas perguntas. Primeira em relação às vacinas. O Butantan está pronto para produzir 1 milhão de doses de vacina por dia, só que ainda está parado, no trâmite lá na China ainda, para importação. E pra conseguir ter 46 milhões de doses até o fim do ano, 6 milhões chegam prontas, outras 40 milhões para serem produzidas aqui, até o dia 20 desse mês teria que chegar a matéria prima. Eu queria saber qual é a expectativa, o que está acontecendo e quanto as vacinas devem chegar, e se os 6 milhões de doses iniciais, que viriam prontas e deveriam ter chegado já na segunda-feira, se elas chegaram ou se também vão chegar junto com a matéria prima para a produção das 40 milhões de doses da Coronavac. A minha segunda pergunta é em relação a essa manifestação de preocupação do Governo pelo que tem acontecido na Europa, como a segunda onda, e com a possibilidade de ocorrer algo parecido aqui, se não tomar as medidas de precaução. Os números aqui estão ainda em queda, mas assim como estava também na Europa. Eu queria saber se a maior preocupação do governo aqui em São Paulo e no Brasil é justamente com o Natal, que as famílias se reúnem, comem na mesma mesa, trocam abraços e presentes também. Eu queria saber se essa é a data mais crítica na visão das autoridades, obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will. Vamos, são duas perguntas. Até estranhei que foram duas só hoje, normalmente o Will vem com três, quatro, hoje ele foi modesto, veio com duas. Não vai pedir gol no domingo, né, Will? Bem, vamos começando com o tema da vacina, obviamente com o Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Vi que o Dimas anotou as perguntas que você fez e ele poderá responder neste momento.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Will, na realidade sim, as doses prontas que correspondem às 6 milhões, juntamente com a matéria prima, formaram um único processo lá na China. E quando eles forem autorizados pelas autoridades chinesas, nós traremos o conjunto dessas vacinas de forma escalonada. A logística já está contratada, estamos apenas aguardando essa liberação das autoridades chinesas. Chegando a vacina, ainda em novembro, a matéria prima, chegando ainda em novembro, nós, como eu mencionei, iniciamos imediatamente essa produção e vamos tentar agilizar ao máximo essa produção, para termos as 40 milhões de doses, que serão produzidas aqui no Butantan, prontas até janeiro, até o começo de janeiro. Ou seja, vamos fazer todo o esforço para manter o cronograma inicial, embora tenha ocorrido aí um atraso já de mais de 20 dias na programação original, mas nós vamos fazer todo o possível para manter esse cronograma. Obviamente que o fato de você ter as vacinas não significa que elas poderão ser usadas. Nós vamos ter aí a necessidade do registro, que é um outro processo junto à Anvisa.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Dimas. Sobre a segunda pergunta, Will, eu vou iniciar a resposta, mas vou pedir também ao Gabardo e ao Medina para complementarem. Mas tomando como referência o que tenho acompanhado das reuniões do Comitê de Contingência do Covid-19, a maior preocupação não é o Natal, é o final do ano, são as chamadas festas de final de ano, ou réveillon, como se adotou aqui numa nomenclatura francesa, para celebração da virada do ano. Este é o momento de maior preocupação, onde aglomerações não são recomendáveis, de forma alguma, nem em praias, nem em campo, nem em festas, nem em clubes, em nenhuma outra área. Volto a repetir, nós temos que cuidar da nossa saúde, proteger a vida dos nossos filhos, dos nossos pais, dos nossos avós. Teremos, após a vacina, Will, a oportunidade de celebrar, comemorar, abraçar, beijar, compartilhar, cantar, conviver, celebrar a vida. Neste momento, nós ainda estamos na pandemia. Será um risco enorme se as pessoas não tiverem cautela e cuidado em usar máscaras, manterem o distanciamento social, utilizarem álcool em gel, lavarem as suas mãos e entenderem que, depois da vacina, provavelmente a partir de maio e junho, com o Brasil todo imunizado, poderemos celebrar, sim, o carnaval, o ano novo, ainda que com outra nomenclatura, com uma outra temática, mas com a alegria e a satisfação de que poderemos abraçar e beijar sem riscos de contaminar e nem prejudicar a vida e a existência de ninguém. Mas como eu sigo a ciência, quem fala agora é a ciência, com João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Willian, a situação da Europa é muito diferente da situação do Brasil. A epidemia, ela obedece um calendário que está relacionado ao inverno, relacionado ao frio. Na Europa, que já tinha controlado a pandemia, iniciou o inverno e aí esse é o período em que a transmissão da doença ocorre com mais facilidade. Nós não estamos entrando no inverno, pelo contrário, estamos entrando no verão. Segundo, nós ainda não saímos do nosso platô, estamos numa curva descendente, mas nós não temos a epidemia controlada ainda no Brasil, o que já tinha acontecido na Europa. Então, o que se espera é que a população tenha o maior cuidado possível, porque quando se diz que a transmissão ocorre dentro do domicílio e que, em função disso, não adianta fazer distanciamento, não adianta deixar de ter movimentação entre a população, isso é um equívoco, porque a transmissão que ocorre dentro do domicílio, ela ocorre porque alguém foi contaminado fora do domicílio, e é isso que vem acontecendo na Europa. As pessoas mais jovens, que estavam voltando às atividades normais, e que normalmente não têm casos graves, não precisam ir para o hospital, elas terminam se contaminando e, mais adianta, vai contaminar dentro da sua casa um familiar. Por isso que essas festividades do final do ano preocupam, porque é um período em que as pessoas se reúnem, há um contato maior por um tempo maior, uma proximidade maior, e aumenta bastante o risco da transmissibilidade. Portanto, o Brasil é diferente da situação da Europa? Sim, agora, os cuidados que nós devemos ter devem ser redobrados em relação a todas essas recomendações que foram agora elencadas pelo governador de distanciamento social, uso de máscara, sempre que possível, sempre que sair, até mesmo dentro de casa, e um alerta importante: As pessoas que estiverem sintomáticas, independente de terem feito o exame, independente de ter confirmado se é Covid ou não, se apresentar sintoma respiratório, deve imediatamente restringir a possibilidade, impedir a possibilidade de contato com outras pessoas. Isso não significa que ela não deva procurar atendimento médico, ela pode ir na unidade sanitária, ela pode procurar o seu médico para consultar, mas deve evitar ao máximo pegar o transporte coletivo, ir num lugar de aglomeração, ir no trabalho ou ir na escola. Essa é uma recomendação para quem tem sintoma. Nós não devemos em hipótese alguma deixar de atender. É isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Agora vamos ouvir o Dr. José Medina, Will.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Então, o Grupo de Contingência e o Comitê de Saúde estão mantendo o alerta em relação a essa possibilidade, que nós consideramos que não é uma possibilidade tão grande, mas nós estamos mantendo reserva de leitos nas unidades de terapia intensiva, a desmobilização de leitos está sendo muito lenta, muito controlada. Nós também estamos oferecendo mais testes para a população, para conseguir fazer com que o diagnóstico e a possibilidade de isolamento das pessoas sejam mais efetivos. E nós estamos monitorando, ao invés de monitorar os 17 departamentos regionais de saúde, nós estamos monitorando dentro de cada DRS a região de saúde, o que nós algumas vezes chamamos de microrregião. Então, o invés de monitorar os 17 departamentos de saúde, tem 63 regiões de saúde que nós estamos começando a estudar, para identificar focos nessas regiões, e até mesmo depois começar a monitorar no município, se tiver um foco nesse município, em função do decréscimo de casos que está tendo agora, que fica mais difícil você analisar numa região tão grande. E ontem nós tivemos uma reunião no município de São Paulo, com a equipe liderada pelo secretário Edson Aparecido, que é uma equipe com muito entusiasmo, que envolve a Vigilância Sanitária e os agentes de saúde, e eles monitoram aqui na cidade 165 mil pessoas que tiveram a doença ou que estão na vigência de uma doença, da doença agora, que podem, que são pessoas que podem se tornar infectantes. Então, essa situação, esse modelo que está sendo feito na cidade de São Paulo, nós vamos propor em alguns outros municípios também, onde aparecer um surto, onde nós tivermos que fazer um controle mais cirúrgico, assim, mais de perto da pandemia.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Medina. Will, queria agradecer sobretudo essa segunda pergunta, porque ela ajuda muito na orientação às pessoas e à opinião pública de forma geral. E renovar aqui o agradecimento à imprensa, ao longo de todo esse período. São praticamente sete meses e meio, quase oito meses de coletivas de imprensa, 140 coletivas hoje, e perguntas como essa, colocações como a que você acaba de fazer ajudam a conscientizar e orientar a população, nas cautelas, nos cuidados, especialmente os mais jovens. Os mais jovens, eu sei e reconheço, é duro, é difícil usar máscara, fazer distanciamento, usar álcool em gel, lavar as mãos. É o contrário daquilo que a juventude brasileira sempre teve como princípio da fraternidade, da amorosidade, do envolvimento, da capacidade de fazer amigos e conviver com amigos. Mas nós estamos diante de uma pandemia, que já vitimou milhares de pessoas e infectou mais de 1 milhão de pessoas no Brasil. Precisamos ter cautela e cuidado. Estamos passando pela última fase, a última etapa, até a chegada da vacina. Falta pouco. Com a chegada da vacina e a imunização, nós estaremos a salvo e vivos, para podermos celebrar, comemorar, abraçar, sorrir, desfrutar a vida e celebrar a existência. Mas até lá, cautela, muita cautela. Então, muito obrigado a todos. Espero que tenham um bom final de semana, estou desejando isso antecipadamente, não teremos coletiva de imprensa às sextas-feiras como normalmente tínhamos. Agora são duas coletivas por semana, segundas e quintas-feiras. Então, voltaremos a nos encontrar aqui na próxima segunda-feira, no mesmo horário, ou seja, 12h45. Por favor, aos que estão nos assistindo ainda nesse momento, use a sua máscara ao sair de casa, ao sair do trabalho ou do seu escritório, álcool em gel, leve o seu tubinho de álcool em gel no seu bolso ou na sua bolsa, lave as mãos e sempre que possível faça o distanciamento social de 1,5 metro em relação e uma ou mais pessoas. Fiquem com Deus, se protejam, muito obrigado, boa tarde.