Coletiva - Governo anuncia verba emergencial de R$ 20 mi para recuperar danos das enchentes 20201402

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Coletiva - Governo anuncia verba emergencial de R$ 20 mi para recuperar danos das enchentes

Local: Capital - Data: Fevereiro 14/02/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde. Muito obrigado pela presença dos jornalistas que aqui estão, repórteres, jornalistas, editores, cientistas, fotógrafos, muito obrigado pela presença. Nós temos três temas na coletiva de hoje, mas antes eu queria anunciar as pessoas que aqui estão à disposição de vocês para responderem perguntas, os que estão aqui à mesa, e por falta de espaço, os que estão aqui logo à frente, que também ficarão à disposição. Aqui ao nosso lado, Rodrigo Garcia, vice-governador e secretário de governo do estado de São Paulo; Patrícia Ellen, secretária de estado de Desenvolvimento Econômico; Júlio Serson, secretário de Relações Internacionais; General Campos, secretário de estado de Segurança Pública; Coronel Walter Nyakas, secretário-chefe da Casa Militar, e secretário também da Defesa Civil; Mauro Ricardo, secretário do governo municipal, representando aqui o prefeito Bruno Covas; Alexandre Modonezi, secretário municipal das subprefeituras da capital de São Paulo; Vitor Ale, secretário municipal de obras da Prefeitura de São Paulo. Obrigado, Vitor, pela sua presença. Do governo do estado, também aqui à disposição e presentes, Marcos Penido, vou pedir só para levar o braço, porque vocês estão de costas ali para os jornalistas, Secretário de estado de Infraestrutura e Meio Ambiente; José Henrique Germann, secretário de estado da Saúde; João Octaviano, secretário de estado de Logística e Transportes; Marco Vinholi, secretário de estado de Desenvolvimento Regional; Alexandre Baldy, secretário de estado de Transportes Metropolitanos; Coronel Nivaldo, secretário de estado de Administração Penitenciária; Coronel Camilo, secretário executivo da Polícia Militar do estado de São Paulo; Youssef Chahin, secretário executivo da Polícia Civil; Coronel José Roberto, secretário municipal de Segurança Urbana; Coronel Salles, Comandante geral da Polícia Militar do estado de São Paulo; Coronel Max Mena, Comandante do Corpo de Bombeiro do estado de São Paulo, aqui também presente. Registro também a presença do deputado Wellington Moura, nosso vice-líder na Assembleia Legislativa do estado de São Paulo, que está aqui presente conosco. Wellington, muitíssimo obrigado. Espero não ter esquecido ninguém, se tiver me passa aqui para eu poder registrar. Nós temos hoje três temas para apresentar, dialogar e ouvir as perguntas dos jornalistas, o primeiro tema é das chuvas que se abateram sobre o estado de São Paulo, nestes últimos dias, nesta semana, período em que o vice-governador aqui ao meu lado, e secretário de governo, Rodrigo Garcia, tendo assumido o governo de São Paulo, conduziu os trabalhos da Polícia Militar, Polícia Civil, da Defesa Civil, na articulação junto com a prefeitura da capital de São Paulo, onde o efeito das chuvas foi bastante grande, assim como nas demais cidades da região metropolitana, litoral e do interior do estado de São Paulo. Esse é o primeiro tema. O segundo é o Carnaval, a operação do Carnaval Mais Seguro, na capital de São Paulo, principalmente, mas complementarmente também em outras cidades do estado, onde o Carnaval vai reunir milhares de pessoas, é o caso específico de Santos, o prefeito de Santos está aqui conosco, não sei se está aqui na sala, mas ele está aqui no Palácio, com o qual também fizemos uma reunião, será o terceiro maior movimento de turistas do ponto de vista de Carnaval do país, um crescimento muito expressivo, principalmente nos últimos três anos. E o terceiro tema é o balanço da missão Emirados, a missão que o governo do estado de São Paulo, a missão econômica, do qual retornamos ontem à tarde de Dubai, e ontem mesmo eu vim direto do aeroporto para cá, para a reunião com a Defesa Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiro. Então vamos ao primeiro tema, que é o balanço das chuvas que se abateram sobre São Paulo, a primeira informação foi o segundo maior volume de chuva em 24 horas nos últimos 37 anos, só houve um caso onde o volume de chuvas foi maior, e isso foi registrado em 1983, com 121 milímetros de concentração, contra 114 milímetros de volume de chuva concentradamente em 24 horas, na madrugada de domingo, dia 9, para segunda-feira, dia 10. Até o momento foram contabilizados 408 desabrigados, 1.528 pessoas desalojadas, e lamentavelmente sete mortes no estado de São Paulo. Nós aproveitamos aqui a oportunidade para registrar a nossa solidariedade aos familiares dessas sete pessoas que vieram a falecer nesses dias, por circunstâncias das chuvas em São Paulo, sendo quatro em Botucatu, uma em Marília, uma em Araçariguama, e uma em Cabreúva, aqui no interior de São Paulo. Não houve nenhuma morte na capital, nem região metropolitana, mas lamentamos da mesma maneira as sete mortes que ocorreram em cidades aqui do interior do estado de São Paulo. Ontem mesmo em reunião com a Defesa Civil, eu anunciei, postei nas redes sociais, nós liberamos R$ 20 milhões para o atendimento às cidades que foram mais atingidas pelas chuvas durante este período, na região metropolitana e no interior do estado de São Paulo, além das outras iniciativas de ordem estruturante, que estão sendo adotadas, no caso da capital, pelo prefeito Bruno Covas e a sua equipe, com apoio do governo do estado, e em outras cidades com a ação do governo do estado, juntamente com os prefeitos destas cidades. Eu passo a palavra agora ao Rodrigo Garcia, o Rodrigo faz aqui o seu depoimento, ele gerenciou, aliás, muitíssimo bem no período em que eu estava nessa missão nos Emirados Árabes, a na sequência, o Walter Nyakas, o nosso secretário da Casa Militar e da Defesa Civil, faz a sua apresentação, e aí abrimos às perguntas, sempre com a participação da prefeitura da cidade de São Paulo. Rodrigo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, rapidamente, governador, a nossa madrugada de segunda-feira começou às 4h50min da manhã, quando percebemos que o volume de chuvas era muito grande. Conversando com a Defesa Civil dali 40 minutos conversando com o governador que estava lá em Dubai, na sequência, com o prefeito Bruno Covas, e às 6h da manhã todas as equipes já estavam mobilizadas, atentas, e procurando orientar as ações da Defesa Civil integradas do estado com as da prefeitura, principalmente com o objetivo de evitar tragédias maiores, enfim, evitar mortes, e evitar feridos físicos, e a Defesa Civil trabalhou muito bem. A região metropolitana de São Paulo, apesar dos episódios ali em Osasco, de escorregamento, não teve vítimas, e a preocupação inicial foi essa. A segunda preocupação a integração das atividades, para que a gente pudesse rapidamente voltar à normalidade na região metropolitana de São Paulo e no interior, e também as prefeituras e a equipe do governo trabalhou de maneira muito integrada, e durante esse período de dois longos dias, muito diálogo com o governador que estava em missão de trabalho, e com o prefeito aqui da capital, para que a gente pudesse minimizar esses estragos. Então estamos, enfim, cada vez mais convictos de que essas ações integradas e a priorização e a hierarquia das ações de governo, elas são fundamentais para que a gente minimize a tragédia em um momento tão difícil com que São Paulo passou. Então foi mais um aprendizado, enfim, ao lado da nossa equipe, da importância dessa integração, enfim, e dessa força tarefa. São Paulo cada vez mais está resiliente a esse tipo de ação, as mudanças climáticas estão aí no mundo todo, enfim, pegando as grandes cidades muito de surpresa, o que ocorreu em São Paulo aconteceu nas grandes capitais do mundo, e cada vez mais o estado procurando medidas mitigatórias para que a gente evite momentos como esse, difícil enfrentar a natureza em uma cidade metropolitana como São Paulo, mas procurando minimizar esses estragos, e sempre preservando vidas, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo. A apresentação do Walter Nyakas, nosso Coronel, ela será compartilhada pelo Mauro Ricardo, como secretário de governo, em nome da Prefeitura da cidade de São Paulo, e do Bruno Covas. Nyakas.

WALTER NYAKAS, SECRETÁRIO-CHEFE DA CASA MILITAR: Boa tarde, a todos. Boa tarde, governador. Passando de uma forma mais rápida, que o senhor já falou alguns dados. Então a chuva foi volumosa, nós temos um dado de 114 milímetros de chuva das 9h de domingo às 9h da segunda-feira. Esse volume histórico é muito alto, aqui para a capital, ali nós temos apontado alguns dos bairros que foram atingidos, principalmente os da região Norte, e nas proximidades da marginal Tietê e Pinheiros. É importante destacar que nessa gestão da crise, todas as secretarias de estado, juntamente com a prefeitura do município de São Paulo, e dos municípios atingidos, atuaram de uma forma bem célere para tentar solucionar a crise de uma melhor forma possível. O governador em exercício Rodrigo Garcia, esteve online com o governador João Doria, a todo momento, passando a situação aqui da emergência, e recebendo as orientações também do nosso governador. Para os senhores terem uma ideia, desde o início da nossa Operação Verão, de 1 de dezembro, 134 municípios foram atingidos por algum tipo de ocorrência relativo às chuvas, e nesse evento, 37 municípios foram atingidos. Nós tivemos aí a liberação, como o governador falou, de R$ 20 milhões para obras recuperativas nos municípios mais atingidos. Nessa emergência nós contamos com vistorias técnicas que foram realizadas pelo Instituto de Pesquisa Tecnológica, Instituto Geológico, principalmente em áreas de deslizamentos. O governador em exercício Rodrigo Garcia, sobrevoou e acompanhou junto com o secretário Marcos Penido, principalmente aqui na região da capital, região de Osasco também, região de Araçariguama, nós deslocamos a Botucatu, que foi um dos municípios mais afetados pelo interior. Região de Marília tivemos problemas, Porangaba, outros municípios também. Algumas estradas foram atingidas, de pronto, a Secretaria de Transporte junto com o DER e as concessionárias, iniciaram a recuperação de uma forma imediata, e também fizeram desvios para que não fosse interrompido nenhum fluxo de veículos nessas estradas que foram atingidas. Previsão de conclusão de obras, é o mais rápido possível, aí tem 30 dias em alguns locais, esses são os desvios com rotas alternativas que foram disponibilizadas à população. Marechal Rondon também. Aqui vale até um agradecimento ao Corpo de Bombeiro, à Polícia Militar, nos atendimentos que foram feitos à inúmeras pessoas que foram afetadas por essas enchentes. O efetivo aqui foi empregado, mais quase 15 mil homens diretamente envolvidos nessa ação. Em termos de ajuda humanitária, o governador, de imediato, determinou que atendêssemos todos esses municípios, mais de 20 toneladas foram encaminhadas para os municípios atingidos. A todo o momento, todos os secretários envolvidos, o governador em exercício também, com a imprensa, passando informação das nossas ações à população. No momento de pico tivemos quase 2.500 pessoas que saíram das suas residências, esse número tem abaixado, e elas estão retornando às residências. Aqui temos que fazer um destaque com relação à previsão meteorológica para os próximos dias, sabemos que nesse período nós temos essas chuvas de curta duração por vezes pancada, e uma atenção redobrada para domingo e segunda-feira, que as chuvas voltam a atingir a capital. Então todo o sistema de Defesa Civil está em alerta com relação a isso. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Coronel Nyakas, passo a palavra agora ao secretário Mauro Ricardo. Já que nesse programa de contingência nós estamos realizando conjuntamente, prefeitura da capital de São Paulo e governo do estado, obviamente também com as demais prefeituras das cidades que são potencialmente mais atingíveis pelas chuvas. Mauro.

MAURO RICARDO, SECRETÁRIO DO GOVERNO MUNICIPAL: Bom, primeiramente eu queria saudar o governador, e saudar a todos aqui presentes. Dizer que infelizmente o Bruno Covas não pode comparecer, por problemas de saúde, mas incumbiu a mim, o Modonezi, ao Vitor e ao José Roberto, para que o representasse aqui, e informasse as ações que foram realizadas pela prefeitura, em conjunto com o governo do estado. E as ações não começaram agora, começaram desde o término do período chuvoso ainda de 2019, aonde nós limpamos todos os córregos da cidade, limpamos todos os piscinões da cidade. Todas as bocas de lobo foram limpas, sistema de drenagem, exatamente para prevenir o que eventualmente poderia ocorrer ainda no exercício de 2020. Mais do que isso, nós concluímos, o governo Doria e o governo Bruno, desde 2017, nós concluímos aí a expansão de mais oito piscinões, nós recebemos aí o governo com 24 piscinões, e ao longo desses três anos concluímos aí mais oito piscinões. Então são 32 piscinões implantados na cidade de São Paulo, o que ajudou de maneira significativa a ocorrência, ou ampliação do que ocorreu no dia 10 de fevereiro. E estamos ainda em um processo de construção, entregaremos esse ano mais cinco piscinões, e já iniciamos o processo de licitação para a construção de mais 15 piscinões na cidade de São Paulo. De tal forma que a gente minimize aí os efeitos do crescimento significativo dos índices pluviométricos, por conta de mudanças climáticas que estão ocorrendo, não aqui em São Paulo, no município de São Paulo, mas no mundo, se a gente observar o que está acontecendo no mundo, em cidades extremamente desenvolvidas, que estão sofrendo ou por queimadas, ou por enchentes, agora mesmo na Austrália nós tivemos queimadas enorme, e acabou a queimada e veio enchentes enormes ocorrendo na Austrália. Então é algo que ocorre no mundo, São Paulo não está imune à essa situação. Mas tão longo ocorreu o fato no dia 10 de fevereiro, nós implantamos rapidamente, por determinação do prefeito Bruno Covas, um comitê de crise, com a participação do governo do estado, e com a participação dos diversos órgãos na prefeitura, para que nós pudéssemos agir rapidamente, e foi exatamente isso que foi feito. Se vocês observarem, o evento ocorreu no dia 10, no dia 11 de manhã, tão logo houve a partir das 8h da noite, do dia anterior, a redução dos níveis de volume de água do Tietê e no Pinheiros, nós entramos já na parte da madrugada com 4.500 homens, e com equipamentos enormes, de tal forma que às 6h da manhã já estavam limpas, todas as marginais já estavam desobstruídas, e com tráfego tranquilo, reestabelecido. Então a capacidade hoje de atuação da prefeitura conjuntamente com o governo do estado, foi demonstrada nessa ação rápida que nós fizemos. Nós temos aí com 20 mil homens trabalhando em limpeza pública, na área de saúde, na área de assistência social, ajudando as pessoas que foram eventualmente acometidas por esse evento. E a parceria com o governo do estado foi fundamental, não só na questão da Defesa Civil, mas também na segurança pública, da mobilização, o vice-governador esteve inclusive lá na prefeitura, discutindo ações conjuntamente conosco, e definimos até uma ação que não estava inicialmente planejada, que foi a segurança dos veículos que ficaram impedidos de transitar ali nas marginais, e o Rodrigo Garcia imediatamente ligou para o secretário de Segurança, e determinou que fosse feita uma segurança ostensiva ali naquela área, de tal forma que evitasse roubo em veículos que estavam parados ali naquela região. Então eu quero realçar aqui que a parceria entre o governo do estado e a parceria com a prefeitura foi fundamental, para que nós pudéssemos adotar as ações preventivas, e as ações corretivas com a rapidez que ela foi efetivamente implantada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Mauro. Obrigado, Nyakas. Obrigado, Rodrigo. Vamos então agora às perguntas, neste primeiro tema, temos três veículos de comunicação, começando pelo Portal G1, Kleber Tomaz. Muito obrigado pela presença, sua pergunta, por favor, e a quem você à dirige.

KLEBER TOMAZ, PORTAL G1: Boa tarde, a todos presentes. Dirijo ao senhor, governador, mas também se algum representante da prefeitura quiser falar, mesmo não tendo ocorrido mortes aqui na capital, fiquem à vontade. Qual é o planejamento preventivo do governo de São Paulo para lidar com eventuais chuvas, né? E evitar que novas enchentes e mortes ocorram neste Carnaval?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Kleber, planejamento, organização e comunicação. Planejamento estruturando todas as secretarias, não apenas a Defesa Civil, Polícia Militar, portanto, segurança pública, mas todas as secretarias, por isso vários secretários estão aqui presentes nesta coletiva para que todos estejam nesta contingência preparados, primeiro para orientar, e aí vem o processo de comunicação, boa comunicação à opinião pública, ajuda e minimiza os efeitos de chuvas intensas no verão. Aí o terceiro aspecto, obras estruturantes, como a dos piscinões, foi mencionado pelo secretário Paulo Ricardo. Estamos fazendo junto com a prefeitura, no caso de São Paulo, mas também a região metropolitana de São Paulo, onde estamos fazendo o piscinão do Jaboticabal. Temos novos piscinões que vão ser executados também. Nós dependemos de recursos federais e entendemos que é um direito do Estado de São Paulo de solicitar e, de certa maneira, exigir também que o Governo Federal seja solidário a São Paulo. São Paulo é parte do Brasil, nós não somos um país independente, não é razoável que o Estado de São Paulo não tenha suporte e apoio quando precisa, em circunstâncias estruturantes, onde obras de piscinões, que são obras caras e longas, precisam de financiamento federal e da aplicação de recursos no âmbito federal. E por fim, um trabalho coordenado com os prefeitos, ações coordenadas entre prefeituras e o Governo do Estado funcionam melhor, articulam melhor, mobilizam melhor, defendem, protegem e dão assistência às pessoas que, circunstancialmente, sofrem consequências das chuvas. Então, o Governo do Estado de São Paulo é bastante mobilizador nesse sentido, e proativo, nós não esperamos o problema chegar para reagir, nós trabalhamos para prevenir e estarmos mobilizados diante de fatos que possam oferecer sofrimento à nossa população. Então, com isso... Quer fazer alguma observação? Ok. Então Kleber, muito obrigado pela pergunta. Modonezi, pois não. Foi o Kleber Tomaz, do Portal G1.

ALEXANDRE MODONEZI, SECRETÁRIO MUNICIPAL DAS SUBPREFEITURAS DA CAPITAL DE SÃO PAULO: Bom dia, Kleber, bom dia a todos, bom dia, governador. A integração de vários trabalhos da prefeitura que resulta em não ocorrência de óbitos. Primeiro, o investimento grande, a gente passou o ano passado para R$ 1,5 bilhão em zeladoria, isso possibilitou que a gente conseguisse limpar os córregos, limpar os piscinões, fazer manutenção de todas as bombas e uma recuperação de todo o sistema de drenagem da cidade. Segundo, uma ação efetiva da Defesa Civil, que removeu mais de 10 mil pessoas em áreas de risco. Isso é que evita as mortes, a gente chegar antes nas áreas, e uma atualização no mapeamento da Defesa Civil. Outra, a gente tem um aplicativo, o SP+Segura, onde a população se cadastra e recebe informações no período de chuva, alertando a ela o risco naquela área em que ela está, e que ela deve sair daquela região porque ali pode ter um problema de risco de vida. Os relógios da cidade de São Paulo também emitem alertas à população, das áreas que podem ter alagamento, também sendo preventivo. Depois, uma parceria também grande com a secretaria do Marcos Penido, junto com o DAEE, junto com [ininteligível], que cuidam dos dois canais do Pinheiros. Essa parceria nos ajudou demais no momento de crise. Eu passei a madrugada falando com o Penido sobre as atuações, para que a gente conseguisse mitigar ao máximo aquilo que fosse acontecer na cidade. Essa integração de trabalho é que possibilitou que a gente não tivesse nenhuma ocorrência de morte na cidade de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Modonezi, obrigado, Kleber. A próxima pergunta é do jornal Folha de São Paulo, jornalista Artur Rodrigues. Artur, obrigado pela presença, boa tarde, a quem você dirige a sua pergunta e a pergunta, por favor.

ARTUR RODRIGUES, FOLHA DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Eu gostaria de perguntar para o senhor o seguinte. No ano passado, estavam previstos aí R$ 759 milhões para obras hídricas e manutenção, o nome da... Exatamente. E foram gastos R$ 300 milhões no governo estadual. A mesma coisa tem acontecido nos últimos anos, tanto no governo quanto na prefeitura. Eu queria saber por que esse dinheiro reservado para obras de drenagem, ele acaba não sendo gasto. E o senhor citou a questão de apoio, eu queria saber se, por exemplo, o dinheiro do Governo Federal para esse tipo de obra, que geralmente é incluído, não está chegando, por exemplo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Artur, obrigado, vou dividir a resposta com o Rodrigo Garcia e com o Marcos Penido, que é o nosso secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente. Do ponto de vista, nós temos um projeto conjunto com o Governo Federal, que é o piscinão de Jaboticabal, este sim já com recursos definidos pelo Governo Federal e financiados, não é fundo perdido, é um financiamento, para este piscinão, que vai ser o maior piscinão no Estado de São Paulo e que atende a região metropolitana, notadamente a região do grande ABC. Nesse sentido, sim. Agora, vamos solicitar mais, porque os piscinões representam estruturalmente a única forma efetiva de minimização dos efeitos de enchentes em São Paulo. Nenhum outro programa, evidentemente temos aí contenção de encostas, evitar construções irregulares, outras iniciativas, mas estruturalmente são os piscinões que vão minimizar. Não vão evitar completamente os problemas, é preciso ter noção da realidade e praticar a verdade, a opinião pública de São Paulo e brasileira. Os volumes, as mudanças climáticas no mundo, como disse o Mauro Ricardo, e no Brasil não está fora disso, impõem volumes de chuvas, que, mesmo com piscinões, mesmo com obras estruturantes, vão provocar efeitos negativos em várias regiões do país, não apenas em São Paulo. Agora passo ao Rodrigo, na sequência comentários do Marcos Penido.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rapidamente, governador, a própria Folha de São Paulo, Artur, fez matérias o ano passado, sobre o déficit orçamentário que o nosso governo recebeu do governo anterior em 2019. Nós tivemos um déficit, o ministro Meirelles em janeiro anunciou esse déficit, de R$ 10,5 bilhões no orçamento. O que na prática é isso? É dinheiro que estava no orçamento de mentira, que não existia, com despesa de verdade. Então, naturalmente, você teve uma redução drástica de investimento, porque existia lá uma previsão de arrecadação inexistente. Lá, por exemplo, previa-se a capitalização da Sabesp, a venda de imóveis, coisas que não ocorreram. Então, a redução foi, nós gastamos o dinheiro real que era possível gastar e que nós tínhamos naquela ocasião, que nesse ano será maior de investimento. Além disso, a falta de projetos, e aí Penido pode detalhar, inclusive os projetos que já estão prontos, que o governador vai demandar recursos federais e apoio do Governo Federal para esses projetos. Então, nós tínhamos um orçamento que não era real. Esses R$ 750 milhões descritos no orçamento de 2019 não existiam, nós investimos aquilo que existia, que eram os R$ 300 milhões, dentro dos projetos que nós tínhamos.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE: Perfeito, Rodrigo, exatamente isso. Na dotação estabelecida, além dessa questão da expectativa não realizada, nessa dotação também estavam recursos para água limpa, para estação de tratamento de esgoto e para as barragens de Pedreira e Amparo. Então, todo esse volume não era só para manutenção de drenagem. Os recursos para desassoreamento, que foram estabelecidos, foram utilizados inclusive acima um pouco do que estava dentro da dotação. E com relação a projetos, o projeto que recebemos, que foi de Franco da Rocha, foi concluída a obra e, por determinação do nosso governador, iniciamos todo o projeto para contratação do piscinão de Jaboticabal, fazendo no ano passado todo o dever de casa, para que pudéssemos fazer a licitação e obtenção de recursos junto ao Finisa [ininteligível] empréstimo junto à Caixa Econômica Federal, e essa licitação já teve a primeira fase encerrada e a habilitação iniciou, foi aberta na última terça-feira.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos passar agora... Mauro Ricardo quer fazer um comentário à pergunta do jornalista Artur Rodrigues. Mauro.

MAURO RICARDO, SECRETÁRIO DO GOVERNO MUNICIPAL: Bom, ano passado a prefeitura gastou R$ 680 milhões em ações de combate à enchente, sejam as ações de zeladoria ou as ações de construção civil [ininteligível] pudesse entregar inclusive, os cinco piscinões que foram entregues ainda em 2019. E neste ano, em 2020, nós já reservamos no orçamento R$ 800 milhões, que é um recorde em termos de aplicação de recursos nessa área. Demonstra a prioridade do prefeito Bruno Covas no controle de enchentes na cidade de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Mauro. E finalizando, Artur, eu vou a Brasília na semana que vem nós vamos protocolar uma solicitação ao Governo Federal de R$ 350 milhões para execução a fundo perdido de cinco piscinões aqui na região metropolitana do Estado de São Paulo, e tenho certeza que o Governo Federal não vai virar as costas aos brasileiros de São Paulo. Temos 46 milhões de brasileiros vivendo aqui nesse estado, é o estado que mais contribui com impostos para a União, é o estado que menos recebe como devolução do imposto que arrecada para o Governo Federal. Eu tenho certeza de que este governo terá a sensibilidade de atender ao pedido do Governo de São Paulo, que é para atender a população que aqui está e aqui reside. Vamos agora à última intervenção deste tema, das chuvas. É da Rádio Jovem Pan, jornalista Leonardo Martins. Leonardo, boa tarde, sua pergunta, por favor.

LEONARDO MARTINS, RÁDIO JOVEM PAN: Boa tarde, governador, boa tarde a todos os secretários. Governador, a primeira pergunta na verdade é para saber, de maneira propositiva, o que tanto o Governo Municipal e Estadual tem a fazer depois dessas chuvas, não é? Falando especificamente das Marginais Tietê e Pinheiros. Somente em Pinheiros essa chuva comprometeu até à CEAGESP, aliás, eles reclamaram por falta de ajuda...

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tietê.

LEONARDO MARTINS, RÁDIO JOVEM PAN: O Tietê, perdão. E eu gostaria de saber se o governo estuda, prefeitura também, a instalação de alarmes ou algumas outras medidas de prevenção a esses alagamentos que comprometeram aí várias partes das marginais? A segunda questão, creio que o senhor, governador, tenha lido sobre isso, o Coronel Salles também, um cavalo da Polícia Militar de São Paulo morreu na Praça da República depois de pisar em um bueiro que estaria energizado. A gente está chegando próximo do Carnaval, e principalmente naquela região da Praça da República, muitos blocos de carnaval passam por ali, tem muitas pessoas. No carnaval do ano passado, de 2018, inclusive, um estudante faleceu encostando em um poste ali na Consolação. Um morador de rua, com as chuvas, também foi eletrocutado em janeiro deste ano. Eu gostaria de saber qual o posicionamento do governo e da prefeitura sobre esse caso? E o que será feito no Carnaval para prevenir acidentes com postes elétricos, há uma orientação à população sobre isso? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos em duas partes. No segundo tema, responde a Prefeitura de São Paulo, esse é um tema municipal, nós evidentemente lamentamos a morte, principalmente de pessoas, mas também de um animal. Mas isso o Mauro Ricardo e o Modonezi podem responder. Sobre alarmes de alagamentos, vou pedir ao nosso Penido que faça uma observação, mas também é uma ação conjugada com a prefeitura do município de São Paulo. E aí fala o Penido, e na sequência o Modonezi pode falar sobre os dois temas.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE: Com relação aos avisos, eles já são feitos pela Defesa Civil, que inclusive incrementou nas televisões, nas barras das televisões, através de SMS, a população é avisada, é alertada, não só pela Defesa Civil do estado, mas também pela Defesa Civil do município que faz esses serviços de uma maneira através das redes sociais, aonde há uma maior penetração, do que um alarme localizado em uma cidade da dimensão como São Paulo.

ALEXANDRE MODONEZI, SECRETÁRIO MUNICIPAL DAS SUBPREFEITURAS DA CAPITAL DE SÃO PAULO: Leonardo, bom dia. Como eu havia falado, a população pode baixar o aplicativo da São Paulo Mais Segura, ela recebe mensagem e conforme as chuvas vão evoluindo, aumentando e diminuindo, ela é informada disso. Essa ação tem sido a mais efetiva, como bem colocou o secretário Penido, através aí dos aplicativos a gente consegue atingir o maior número de pessoas. Além de um trabalho feito em conjunto da Defesa Civil do município de São Paulo, com a Polícia Militar, principalmente com o Corpo de Bombeiro, aonde quando a gente tem qualquer tipo de ocorrência, existe uma ação conjunta rápida na região. Toda vez que você tem uma ação com uma chuva que pode ter desmoronamento, alguma coisa, mas a melhor forma de você combater é primeiro prevenir e retirar as pessoas, isso tem sido feito. E a segunda é ter informação para que as pessoas consigam sair de lá. Também existe um mapeamento feito de líderes comunitários que recebem essas informações e que passam a agir dentro das suas comunidades. Com relação à energização, nós estamos fazendo uma fiscalização e emissão de laudo dos 45 mil postes metálicos da cidade de São Paulo. A caixa em questão aonde infelizmente o animal acabou sendo eletrocutado, é uma caixa da ENEEL, não é uma caixa da cidade de São Paulo. Está aberta agora para uma investigação para a gente descobrir porque essa caixa estava energizada e esse foi desencapado. Hoje nós estamos fazendo todas as noites, nos principais eixos do Carnaval, fechando com as equipes de logradouro, nós estamos fechando os buracos das calçadas removendo pedra, tirando qualquer tipo de lixo que é deixado nas ruas, e a gente faz isso muito próximo do período dos carnavais, porque acabam tendo sujeira, se a gente fizer uma semana de antecedência. Então nós estamos com os 45 mil postes com laudos e certificados que eles estão aterrados. Aonde foi localizado, ou que algum poste precisava ser trocado, ele já foi trocado. Então nós estamos fazendo um trabalho preventivo há mais de dois meses com relação a isso, para evitar qualquer tipo de problema. A gente não pode falar para as pessoas não encostar no poste, o poste não pode ter energia, porque não é norma técnica o poste ter energia, ele tem que estar aterrado, ele tem que estar em condições de segurança.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Modonezi. Obrigado, Penido. Obrigado, Leonardo. Vamos agora ao segundo tema da nossa coletiva, que é do Carnaval, Carnaval Mais Seguro, igualmente uma ação coordenada com a Prefeitura de São Paulo, mas também com outros municípios. Teremos manifestações de Carnaval robustas, com mais de 100 mil pessoas em Santos, São José do Rio Preto, São Bernardo, São Caetano, Santo André, Ribeirão Preto, Bauru, apenas para citar alguns municípios, mas o maior volume será em São Paulo, São Paulo capital, vai realizar o maior carnaval de rua do Brasil, a expectativa é 15 milhões de pessoas número período pré-Carnaval, durante o Carnaval, aliás, começa já neste final de semana, e no pós-Carnaval. Durante 11 dias a expectativa é 15 milhões de pessoas, entre habitantes da capital de São Paulo, habitantes de outras cidades, região metropolitana, interior do estado, de outros estados, e também do exterior. Nós temos mais 650 blocos que farão desfiles em carnaval de rua, além do sambódromo que terá três apresentações de escola de samba na região Norte aqui da capital de São Paulo. Só nos megablocos são mais de 40 mil integrantes, quero observar que na Operação Carnaval Mais Seguro, cuja apresentação será feita pelo secretário de Segurança Pública General Campos, nós estamos destinando 150 mil policiais da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiro e da Polícia Científica mobilizados, além daqueles que estarão em mobilização pela Guarda Civil Metropolitana, no caso da capital de São Paulo, sob o comando do Coronel José Roberto, que aqui está. Obviamente os 150 mil policiais em regime de rodízio, ao longo de dez dias isso se traduz em 15 mil policiais efetivos por dia, operando, mas nós estamos falando de uma operação praticamente de 24 horas por dia. É uma megaoperação policial preventiva. E vamos utilizar, inclusive, a identificação facial que nós laçamos há três semanas, menos de três semanas, aqui em São Paulo, e que será aplicado pela primeira vez no âmbito de mega movimentos, megaeventos, no Carnaval de São Paulo, isso vai contribuir também para melhorar a segurança dos que se dirigirão às ruas para se divertir durante o período do Carnaval, e também no sambódromo aqui na capital de São Paulo. Teremos 12 helicópteros, 50 drones, da DronePol do estado de São Paulo, haverá drones também do DronePol da polícia da Guarda Civil Metropolitana. Sete Delegacias da Mulher estarão funcionando 24 horas na capital de São Paulo, só a Polícia Civil terá um efetivo diário de 1.900 agentes, entre delegados, investidores, nas delegacias de São Paulo, e as mulheres que compõem as Delegacias da Mulher, as DDMs, aqui serão sete, repito, funcionando 24 horas por dia. Os demais detalhes serão apresentados a vocês pelo General Campos, compartilhadamente pelo Coronel José Roberto, secretário de Segurança Urbana do município de São Paulo. Com a palavra, o secretário de Segurança Pública, General João Campos.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA: Senhoras e senhores, boa tarde, senhor governador. O Carnaval no estado de São Paulo se transformou em um megaevento, e o sendo, exige de todos uma megaoperação, transcende a segurança pública, ou seja, é uma ligação matricial de secretarias, de municípios, de guardas municipais, para que esse megaevento seja conduzido e a população possa ter a sua diversão tendo a proteção que precisa, e a proteção que merece. No que tange à segurança pública, alguns dados já foram comentados pelo governador, serão 2.815 eventos no estado de São Paulo, ou seja, nós estaremos com isso utilizando sistemas de segurança pública, e contando com o apoio de 188 guardas municipais nos municípios, das quais destaco a participação da Guarda municipal de São Paulo, não é, José Roberto? Com mais de 1.820 guardar por dia. O senhor governador comentou que esperamos 15 milhões de pessoas em 650 blocos só na cidade. O ano passado tínhamos 16 megablocos, esse ano contamos com 39 megablocos, que são aqueles que tem mais de 40 mil pessoas. Aliás, amanhã já contamos com um megabloco na região de Guarulhos. E estaremos, portanto, o governador comentou, 15 mil policiais por dia, e teremos sim, vejam, 25% de policiais a mais policiais a mais do que foi no ano passado. Teremos 150 mil policiais do sistema de Segurança Pública do Estado de São Paulo, e mais os 18 mil guardas municipais da nossa prefeitura, só na nossa capital. Com isso, vamos à nossa Polícia Militar, que, além do policiamento ostensivo, contará com as tropas especializadas, e aqui estão os comandantes, aqui estão os comandantes da tropa de choque, do policiamento rodoviário, do policiamento ambiental, de trânsito, da aviação e do Corpo de Bombeiros. Nós estamos em plena Operação Verão, ou seja, a Secretaria de Segurança Pública está trabalhando em pleno, está trabalhando full. E nesse carnaval agora, os bombeiros já identificaram 26 balneários no interior que precisam ser também atendidos. Uma média dessa tropa especializada de 12 mil policiais por dia. Para isso, entramos com aquela diária especial, os policiais que estão no contraturno estão trabalhando. Aliás, para nós isso é normal, nas vigentes agora, policiais dobraram, porque a necessidade indicava isso. E também estamos reforçando a Secretaria de Transportes Metropolitanos, em convênio firmado nas 47 estações da CPTM. Utilizamos um recurso nas enchentes, que foi fantástico. Ele não substitui o helicóptero, mas ele complementa, que são os drones. Esses drones estarão sendo empregados no carnaval, como também o foram nas enchentes, além de que pelo menos 12 helicópteros estarão em alerta constante, 24/7, para apoiar qualquer necessidade. Além disso, um agente novo, o 5º Batalhão de Choque entra pela primeira vez nesse baile, ou seja, os nossos cães, do 5º de Choque, estarão atuando... Essa aí deve ser a Dara saindo de uma viatura para cumprir a sua missão, e cumpre bem. A Polícia Civil, com 1.900 agentes diários, reforçando as 93 delegacias, com elementos especializados do Denarc, contra narcóticos, do DHPP, Homicídio e Proteção das Pessoas, Delegacias da Mulher, como bem disse o governador, 24 horas, do Departamento de Proteção à Pessoa e Cidadania, e Delegacia Móvel, nós estaremos com um ônibus na Praça do Patriarca e teremos também uma delegacia instalada no Anhembi. Isso, partimos agora, pela primeira vez, nós inauguramos o laboratório de biometria e temos condições de analisar imagens com banco de dados de mais de 32 milhões de dados. Esses 32 milhões, esperamos em pouco tempo estarmos conseguindo dobrar essa quantidade de base de dados, ou seja, teremos condições de analisar imagens e de captar algumas imagens, mas o importante é que isso vai facilitar muito o nosso processo de investigação. Também, operação Direção Mais Segura. Se beberem, não saiam, porque 135 pontos estarão buscando aqueles que passarem do ponto na alcoolemia. [ininteligível] uma foto da Polícia Rodoviária, está aqui o Coronel Lourival, e uma foto da Tropa de Trânsito, está aqui o Coronel Costa. Teremos dois centros de controle, um centro de controle específico, isso trabalhando operações interagências. Olha quantos órgãos estarão no Centro de Operações Integradas, lá na Jorge Miranda. As polícias, o metrô, a SPTrans, [ininteligível], Saúde, Samu, Turismo, Cultura, Sabesp e assim por diante, esse centro tratará do controle das operações no Estado de São Paulo. E também teremos um outro centro, que é específico para a cidade de São Paulo, contando com elementos da prefeitura, principalmente da Secretaria de Cultura, que trata do carnaval de rua, e a Secretaria de Turismo, que trata o carnaval no Anhembi, no Copom, ou seja, eles estão funcionando a partir de hoje, porque hoje já começa o carnaval de rua na cidade de Santos. Essa é a participação rápida da Secretaria de Segurança Pública. E agora eu passo ao meu amigo Baldy, para tratar... Aliás, o João Octaviano, para tratar de Logística e Transporte. Por favor, João.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos fazer um jogo rápido com o... Alguém pode... Pode entregar, pode entregar... Sobre transportes nas estradas e na região metropolitana, com Alexandre Baldy, e Saúde também. Vamos lá.

JOÃO OCTAVIANO MACHADO NETO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE LOGÍSTICA E TRANSPORTES: Governador, continuando aí, nós estamos mantendo a operação que já foi estruturada, com a Operação Verão. As ações se concentram nos principais pontos aqui do estado, juntamente com a ação do policiamento rodoviário, e fazendo aí um reforço, principalmente nas balsas. Vamos colocar agora em Santos-Guarujá uma lancha para passageiro, exclusivamente para passageiro, e outra lancha exclusivamente para passageiro em Bertioga também. De resto, é a manutenção da Operação Verão, com os pontos de controle em todas as rodovias, principalmente na SP-055. Nós vamos fazer aí esses pontos de reforço, trazendo aí também uma equipe adicional na chegada aqui da Raposo Tavares, que foi uma operação muito bem colocada aí junto com a Polícia Rodoviária e a prefeitura, fazendo com que a gente tenha então todo esse conjunto já funcionando a partir de agora. Nós vamos colocar também... Desculpe. Junto com o DER, os drones, e as operações integradas, como o General Campos colocou, o conceito de controle operacional do estado, ali na Jorge Miranda. Vamos usar todo o efetivo, câmeras, os [ininteligível], os contadores e as câmeras de OCR já colocadas em todo o estado. Com isso, como eu disse, é uma manutenção de tudo que já está sendo feito na Operação Verão. Baldy. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Octaviano. Alexandre Baldy, secretário de Transportes Metropolitanos.

ALEXANDRE BALDY, SECRETÁRIO ESTADUAL DE TRANSPORTES METROPOLITANOS: Governador, senhores e senhoras. Essa integração de todas as secretarias sob a orientação e comando da Segurança Pública, sobretudo com a Prefeitura de São Paulo, tem permitido que as mais de 37 reuniões que ocorreram, para a chegada até o dia de hoje, o planejamento seja muito bem realizado, permitindo que os transportes metropolitanos, seja o metrô, CPTM e a frota dos ônibus metropolitanos da EMTU, possam ser planejados de acordo com a demanda e de acordo com os eventos. Haverá o reforço, especialmente nos trens e no metrô das linhas 1, 2, 3 e também das operadoras, que participam, participaram e participarão conosco, ViaQuatro, ViaMobilidade e CPTM, para que, caso haja necessidade de fluxo, de acordo com eventual megabloco, de acordo com aquele momento, de acordo com aquele dia, possa ser disponibilizado imediatamente os trens para contribuir naquela demanda adicional. Também estão sendo feitos todos os gradios, todo o controle de fluxo externo das estações, para que possa assim organizar de modo também mais efetivo o acesso daquelas estações onde haverão os eventos também de maior envergadura, para que possa ser, de modo também mais seguro, aos cidadãos, ao acessarem, sejam as estações de metrô, sejam as estações da CPTM. Essa aliança, essa parceria com a prefeitura foi efetiva e muito produtiva, porque esses acessos e esses controles externos têm sido bem mais organizados e planejados do que os anos anteriores. Até os pontos de encontro que estão sendo programados, para as imediações das estações do metrô e da CPTM, são muito produtivos, para que possam ali, aqueles que são amigos, familiares, que vão para os eventos, os blocos e os megablocos, possam se encontrar onde eles estarão indo de volta às suas casas, que sejam as estações de metrô e CPTM. Portanto, haverá, sim, toda a participação metrô, CPTM, concessionárias e EMTU, dentro do [ininteligível], dentro do Centro Estadual de Gerenciamento, para que qualquer eventual necessidade possa ainda, inclusive sob discussão até de eventual necessidade de remoção de múltiplas vítimas, seja pelo sistema metroferroviário. Como ocorreu na Copa América e Copa do Mundo, General Campos, temos dialogado a respeito dessa possibilidade e caso nessa eventual necessidade o Corpo de Bombeiros e o [ininteligível], sob a supervisão da Segurança Pública, possa também realizar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Baldy. E encerrando, Saúde, com o secretário José Henrique Germann. Igualmente, no caso da prefeitura de São Paulo, especificamente, uma ação coordenada com a Secretaria de Saúde do município de São Paulo, secretário Edson Aparecido.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Boa tarde. Muito obrigado. Durante o carnaval, nós já estamos estabelecendo que os nossos plantões estejam absolutamente todos eles completos durante este período, e reforçando inclusive a necessidade de algum efetivo. Quanto a vocês estão vendo aí as viaturas do grau, que também faz parte desse nosso trabalho de resgate, junto com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiro. E em paralelo com a Prefeitura Municipal de São Paulo, com o SAMU. Então são dois resgates diferentes, um com atendimento local e outro mais atendimento e transporte do ponto de vista residencial. Nós temos para o estado de São Paulo, 100 hospitais, desses, são 20 mil leitos que estão à disposição da população, na capital, 34 hospitais, e na região metropolitana, 18. A gente inclui aí dentro desses 20 mil leitos, 7 mil leitos de UTI, em que ocasiões dessa natureza passam a ser então bastante utilizados, nos casos de algum problema mais sério com os pacientes em aglomerações. Quanto à uma atividade junto com a Prefeitura de São Paulo, com relação à DST - Doenças Sexualidade Transmissíveis e AIDS, a gente vai colocar exames na rua, vamos colocar também promoções do ponto de vista de proteção, em algumas estações do metrô, e também em escolas. Quanto à questão do Centro de Vigilância Sanitária, junto com a COVISA, da Prefeitura de São Paulo, que é a Vigilância Sanitária Municipal, nós estaremos então estabelecendo as blitz quanto à Lei antiálcool e antifumo em várias regiões no período de Carnaval, e para isso nós temos 40 agentes na capital, mais 160 no interior, mais o efetivo da prefeitura, no sentido de coibir dentro daquilo que a gente consegue, a questão de álcool e funcionalismo e principalmente com pessoas menores de idade. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Germann. Com isso, encerramos a nossa exposição, e vamos às perguntas. Evidentemente que nós fizemos aqui uma síntese do trabalho realizado pela Prefeitura de São Paulo, pelo governo do estado, mas agora com as perguntas poderemos complementar se assim for necessário. O primeiro veículo é a TV Globo, Luiza Vaz, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

LUIZA VAZ, TV GLOBO: Boa tarde, governador. Com esse efetivo de 150 mil policiais mobilizados durante o Carnaval, esse efetivo ele é para todo o estado? E a minha pergunta é, de onde vem tanta gente? Alguma área vai ficar descoberta? Há uma preocupação principalmente nas cidades onde não há festividades. Como isso está organizado?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela pergunta. Luiza, eu vou dividir com o secretário de Segurança Pública, a resposta, General Campos. É o maior efetivo já designado de policiais militares, civis e Corpo de Bombeiro e Polícia Científica na história, dado ao fato de que a capital de São Paulo receberá 15 milhões de pessoas, entre os que já habitam a capital, os que vivem na região metropolitana, litoral e interior, que se dirigirão à capital para o chamado Carnaval de rua, e também no sambódromo na zona Norte aqui de São Paulo. E os visitantes que vieram de outros estados, e até do exterior, que estão previstos para a capital de São Paulo, nesse período do carnaval. É o maior movimento já visto na história em São Paulo, 15 milhões é um número robusto, mesmo que se distribuindo ao longo de dez dias, e para isso uma megaoperação policial de segurança, envolvendo não apenas os agentes, os 150 mil distribuídos ao longo dos dez dias, como também helicópteros, drones e também o canil da Polícia Militar, uma mobilização preventiva de grande estruturação pelo governo do estado de São Paulo, para garantir segurança aqueles que vão se divertir nas ruas ou no sambódromo, seja na capital, seja nas cidades que promoverão desfiles de rua, e desfiles também de escolas de samba. Não haverá nenhum esvaziamento ou redução de segurança nos demais municípios, turísticos ou não turísticos, que exigem policiamento regular e normal, não houve substituição para que no aumento do efetivo designado para a capital de São Paulo, principalmente, para as cidades que promovem o carnaval, em prejuízo daquelas cidades que com tranquilidade cumprirão o período do carnaval sem festividades. General Campos.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA: Grato pela pergunta, Luiza. Esse efetivo é o efetivo empregado em todo o estado, não haverá prejuízo para nenhuma área, o estado de São Paulo é dividido em dez áreas no interior, mais a região metropolitana e mais a capital. Ou seja, como disse, são 15 mil por dia dedicados ao Carnaval. Como que chegamos nesses 150 mil? Logicamente aquele que está sendo empregado no dia 15, ele não será empregado no dia 16, mas certamente ele poderá ser empregado no dia 21, poderá ser empregado no dia 23, ou seja, há um dobramento de encargos. Por isso que nós estamos utilizando aquela diária especial para os policiais militares, e também uma diária diferente, que é a DEJEC, para a Polícia Civil. O importante é o seguinte, nós termos policiais na rua dedicados ao Carnaval, em uma relação numérica boa. Ou seja, nós precisamos de um policial para cada aí, dedicado à aquela especificamente aquela atividade do Carnaval. Lembrando que existe atividade corrente, da Polícia Civil, da Polícia Técnico Científica, que pouco falamos, mas também estará. Este ano nós estaremos com um quarto daquilo que nós empregamos ano passado na atividade. Grato pela pergunta.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Luiza, pela sua pergunta. Próximo, é Rádio CBN, Leandro Gouveia. Boa tarde, a quem você dirige a pergunta, e a pergunta.

LEANDRO GOUVEIA, RÁDIO CBN: Boa tarde. Primeiro eu queria saber sobre a expectativa de público, são 15 milhões em 11 dias, mas acredito que esse público seja concentrado no feriado, no feriadão. Para esse pré-Carnaval agora, esse fim de semana, tem uma expectativa de público específica? O senhor tinha falado sobre o tema anterior, e restou uma dúvida sobre o pedido de recursos para o Governo Federal, o senhor citou a fundo perdido. Eu queria saber que condições são essas?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos dividir as duas respostas, as duas perguntas. Obrigado, Leandro. No primeiro tema eu vou pedir ao Mauro Ricardo e ou o Modonezi, ou um, com comentário do outro secretário, para expor um pouco a distribuição deste fluxo, mas sim, 15 milhões ao longo dos 11 dias do Carnaval. O pré-Carnaval, o Carnaval e o pós-Carnaval. Aliás, o pós-Carnaval foi uma vitória de São Paulo, quando eu ainda era prefeito, nós planejamos uma ação pós-Carnaval, com a certeza de que muitos estariam se divertindo, usufruindo do Carnaval mesmo em outros estados, ao retornarem à São Paulo, gostariam de participar do pós-Carnaval de São Paulo, e essa operação deu certo. Mauro Ricardo.

MAURO RICARDO, SECRETÁRIO DO GOVERNO MUNICIPAL: Bom, primeiramente eu acho que é importante esclarecer que nós estamos fazendo aqui em São Paulo o maior Carnaval da sua história, o Carnaval de rua, o maior Carnaval de rua do Brasil, nós estamos falando de 678 desfiles que estarão ocorrendo de blocos, em todas as regiões das cidades, não é só no centro da cidade, mas em todas as regiões da cidade estão recebendo, tendo a oportunidade de ter desfiles de blocos de Carnaval. São 15 milhões de pessoas, somente nesse final semana serão 2 milhões de pessoas que estarão brincando em aproximadamente 100 blocos do pré-Carnaval. O restante, logicamente será no Carnaval e no pós-Carnaval. E para isso tudo pudesse acontecer, foi extremamente importante a parceria com o governo do estado, se nós não tratássemos da questão da segurança, da saúde das pessoas que vão lá brincar o Carnaval. Então a estrutura que foi montada pela prefeitura, com apoio do governo do estado, foi uma estrutura jamais vista aqui na cidade, nós estamos falando de quase 3 mil banheiros químicos que estarão alocados na cidade por dia, não é 3 mil durante os 11 dias, são quase 3 mil banheiros químicos instalados em cada dia na cidade. Nós estamos falando de 11 mil gradis que serão colocados, de tal forma que dê mais segurança às pessoas que estarão brincando no Carnaval, estamos falando de trânsito, de quase 500 viaturas da SPTrans, mais de 600 homens da SPTrans que estarão trabalhando nessa área. E estamos aí implantando tendas na área de saúde, de acolhimento de pessoas, serão 20 nessas áreas onde há maior concentração, só na área de saúde estarão lá dez profissionais contratados, o pessoal da área de assistência social, a OAB está nos ajudando, o Ministério Público, Secretaria de Segurança Pública, de tal forma que a gente possa trabalhar conjunto nessas tendas de atendimento e de acolhimento às pessoas, de tal forma que a gente possa inibir abuso sexual, qualquer tipo de discriminação em relação às pessoas que vão participar desses eventos. Nós teremos 100 ambulâncias em cada dia, desses 11 dias de eventos, de tal forma que a gente possa também estar atendendo às pessoas que eventualmente forem acometidas por algum mal de saúde. Na área de limpeza pública, nós estamos com 9 mil agentes que foram contratados especificamente para o Carnaval, fora os 11 mil que já trabalham rotineiramente, nós contratamos mais 3 mil agentes para estar trabalhando exclusivamente no Carnaval, com 320 mil caminhões para recolher lixo, com contêiner, com distribuição de cestas de lixo para que as pessoas evitem de colocar lixos em locais inadequados, ou jogar mesmo no chão, teremos nos 250 pontos de coleta voluntário de lixo reciclável, de tal forma que a gente possa aproveitar esse material reciclável gerando renda e emprego para determinada camada da população que trabalha nisso. Estaremos distribuindo pulseiras de identificação para os pais colocarem nas crianças que eventualmente estiverem participando as brincadeiras dos blocos infantis. Estaremos distribuindo preservativos também, para a população que quiser usufruir. E além disso, estamos também trabalhando na área de instituição turísticas, teremos 400 de informações turísticas ali na República, no Aeroporto de Congonhas, no Terminal Tietê, na Paulista, de tal forma que a gente possa estar também orientando o turista de que forma ele deve proceder aqui na cidade de São Paulo. E uma coisa bem interessante, governador, que nós lançamos um aplicativo chamado "Acontece São Paulo", eu recomendo que todos possam baixar este aplicativo, que dá toda a programação do Carnaval que vai ocorrer aqui durante esses 11 dias, vai também mostrar todos os pontos turísticos, toda a atividade cultural aqui da cidade, é um aplicativo muito interessante, e recomendo a todos meios de comunicação também divulgue a possibilidade da pessoa baixar esse aplicativo, "Acontece em São Paulo", que tem toda a programação, horário, os blocos que sairão, e diversas informações relativas à atividade cultural e turística aqui na cidade de São Paulo. Além do que preparamos também o manual do folião, que também pode ser baixado, que também dá orientações interessantes de telefones, e dicas para os foliões que estarão aqui na cidade de São Paulo. E na área de segurança, além dos quatro drones que ajudarão também, e todos os outros drones que estão sendo disponibilizados pela Secretaria de Segurança para acompanhar o que está ocorrendo na cidade de um ângulo mais adequado, a Secretaria de Segurança Urbana está disponibilizando aí 1.800 agentes que estarão se somando aí aos 15 mil por dia que estarão alocados aqui à cidade, e na região metropolitana, de tal forma que a gente mantenha a cidade segura, e que as 15 milhões de pessoas que aqui vem para brincar, tenham segurança em relação à sua condição física, que possam brincar adequadamente com a segurança, com saúde, com assistência social, e com todas as atividades integradas entre governo do estado e prefeitura. Esse maior Carnaval de São Paulo só foi possível fazer por conta da parceria com o governo do estado, jamais traríamos para cá 15 milhões de pessoas, se não tivéssemos, por exemplo, as ações de segurança pública aqui colocada, a parceria com a saúde, a parceria com as diversas outras secretarias. Essa parceria é extremamente importante para o cidadão paulistano, e para a atração de investimentos e turismo para a cidade.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Mauro Ricardo. O Mauro Ricardo já lançou a sua plataforma para prefeito de São Paulo aqui, aproveitou essa coletiva. Vamos completar a pergunta do Leandro sobre recursos federais. O Bruno que se cuide.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A ideia, Leandro, é que na terça-feira o governador tem uma agenda intensa em Brasília, que possa levar os projetos executivos prontos de cinco piscinões, que nós queremos contratar aqui na cidade de São Paulo, dois na região metropolitana. E que esses recursos possam vir do Orçamento Geral da União, do OGU, e não necessariamente financiamento, a gente agradece o financiamento pelo FINIS do piscinão de Jaboticabal, mas gostaríamos de ver o Orçamento Geral da União apoiando São Paulo nesse esforço de melhor cuidado da drenagem urbana aqui.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo. Leandro, muito obrigado pela sua pergunta. Vamos à última neste tema do Carnaval, depois temos um terceiro tema que encerra a nossa coletiva, com o Gabriel Prado, da Globo News. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

GABRIEL PRADO, GLOBO NEWS: Tudo bem, governador? Boa tarde. Só pegando o rabicho da pergunta do Leandro sobre enchente. A que pé que está a construção do piscinão Jaboticabal? Está aguardando verba Federal para dar início, a previsão era começar agora em 2020, não ficou tão claro. Sobre Carnaval, um dos piores problemas, ou pelo menos, a maior reclamação dos foliões é fruto e roubo de celular dentro dos blocos. Como é que a polícia vai tentar combater isso na prática? Infiltrando agente dentro dos blocos? E não ficou claro como é que vai funcionar o equipamento de reconhecimento facial, ele vale também para pontos específicos não só no sambódromo? E reconhece na hora do suspeito, a polícia já vai atrás? E os drones podem colaborar de quem maneira de que maneira com isso, também?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gabriel, obrigado, perguntas que ajudam a esclarecer a opinião pública. Sobre o piscinão eu vou pedir ao Rodrigo Garcia, ou o Penido, o Penido já está até com o microfone, ele pode responder, é importante, é o maior piscinão do Brasil, esse que está sendo feito na região metropolitana aqui de São Paulo. Penido, por favor, a resposta ao jornalista Gabriel Prado, da Globo News, que está ali atrás.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE: Gabriel, com relação à licitação, ela foi aberta no ano passado, já fizemos a primeira fase de habilitação comercial, já abrimos também à habilitação técnica, e está na fase de julgamento de habilitação técnica. Junto com a Secretaria de Fazenda, já está na Caixa Econômica Federal o contrato de convênio, para que a gente possa receber os R$ 300 milhões de financiamento. Então encerrando a fase comercial poderemos publicar o vencedor, obter o recurso para efetivarmos a desapropriação e o início das obras nesse exercício.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Penido. O conjunto sobre as perguntas de segurança, do Gabriel Prado, eu vou pedir ao General Campos que possa responder. General.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA: O furto de celulares vem sendo uma preocupação nossa em todas as avaliações de índices, no Carnaval especificamente essa preocupação aumenta, claro que aumenta. Nós sabemos que as pessoas estarão preocupadas em preservar os seus bens, isso já nos ajuda. O que nós estamos fazendo? Colocando a polícia na rua, nós temos praticamente um policial para 100 habitantes, para 100 foliões. A média da ONU é de um policial para 273 habitantes. Ou seja, a polícia estará presente, a Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Técnico Científica. Então esperamos que esse conjunto presença policial, a ostensividade, e a preocupação do cidadão com aquele bem que ele tem, que ele carrega, isso nos ajuda. Certamente estaremos atentos, houve uma apreensão agora de mil celulares há poucos dias. Ou seja, a Polícia Civil, a Polícia Militar, estão focadas nesse aspecto, e ele nos traz muita atenção. Com relação à biometria, nós teremos câmeras sim em condições de captar imagem instantâneas, mas nós temos uma base de dados sim em muito boas condições de analisar as imagens que cheguem ao laboratório de biometria. Esses dados mais técnicos, seria interessante que nós conversássemos depois com os técnicos. Na verdade, é o seguinte, é a tecnologia contribuindo com a segurança pública.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:C ontrole de drogas, ele também fez uma pergunta dos narcóticos da Polícia Civil.

GABRIEL PRADO, GLOBO NEWS: Sobre o drone, esses equipamentos de reconhecimento facial que está espalhado na cidade?

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA: Sim, os drones eles são aplicados conjuntamente, em ocasiões, e as imagens dos drones são em tempo real, e essa análise interessa também aos investigadores para que eles levem essas imagens exatamente ao laboratório de biometria.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Importante a sua pergunta, Gabriel, primeiro agradecendo mais uma vez, é o Carnaval com a maior vigilância eletrônica da história, e os drones serão os grandes agentes propulsores dessa fiscalização eletrônica. Os drones de alta tecnologia, tanto da prefeitura, quando prefeito lancei a DronePol, foi a primeira polícia de drones do país, e agora repetimos com o governo do estado, eles têm tecnologia e capacidade de até mil metros de altitude, não será o caso aqui, porque eles sobrevoarão á uma altitude em torno de 300 a 400 metros, eles têm a capacidade de fazer a identificação facial, remetendo isso ao centro de identificação facial da Polícia Civil, e em menos de cinco segundos a identificação é feita. Então a vigilância eletrônica será um ponto importante no Carnaval de São Paulo, o que serve de sobreaviso aqueles que imaginam que poderão ir ao Carnaval com o objetivo de furtar ou realizar algum tipo de ilicitude, eles terão grande chance de serem pegos e presos. O Mauro Ricardo quer fazer uma pequena complementação, e aí encerramos esse tema.

MAURO RICARDO, SECRETÁRIO DO GOVERNO MUNICIPAL: Bom, eu só queria complementar, porque além dos drones e da presença física do agente de segurança, nós temos também 3 mil imagens de câmeras também, de todos os logradouros da cidade, que também estão sendo disponibilizados no sistema de segurança pública, de tal forma que a gente possa mostrar mais de perto o que efetivamente está acontecendo, e dessa forma é promover ações rápidas para eventual contenção de algum delito que tenha ocorrido.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Mauro. Esse é o programa City Câmeras, que vem funcionando muito bem, que eu também tive o privilégio de lançar quando prefeito, e o Bruno vem mantendo e expandindo sob o comando do Coronel José Roberto que aqui está. Bem, vamos ao terceiro e último tema, são 13h18min, que é o tema de ordem econômica, o balanço breve, mas muito importante da missão empresarial que realizamos nos Emirados Árabes Unidos, de onde chegamos ontem, missão essa que abriu o escritório comercial de São Paulo em Dubai, é o segundo escritório comercial, o primeiro foi em Xangai na China, em agosto, o segundo agora em fevereiro, em Dubai, nos Emirados Árabes. A implantação desses escritórios é feito com suporte privado, não só na sua implantação, como também na sua operacionalização, apenas o diretor do escritório, no caso da China, e diretora, no caso de Dubai, é que tem vínculo direto com o estado, e representa o investimento público. O restante é financiado pelo setor privado. O escritório já está operando, iniciou a sua operação na última quarta-feira. Dos encontros que lá fizemos, bons resultados, sobretudo, com os dois fundos soberanos, o Adia e o Mubadala, são dois fundos seciados em Abu Dhabi. A soma desses dois fundos é de US$ 5 trilhões, é mais do que o Produto Interno Bruto brasileiro, que é estimado em torno de US$ 3 trilhões. Eles estão entre os cinco mais importantes fundos do mundo, eles já estão aqui no Brasil, já realizam investimentos, e tem participações em vários negócios, porém, mostraram com muita clareza um grande apetite no programa de desestatização do governo do estado de São Paulo, com rodovias, ferrovias, o metroviário, hidrovias, os aeroportos regionais, e também a área de saneamento, com a Sabesp em especial, e também com parques, há um interesse também no campo dos parques. E houve um interesse também manifestado, já comuniquei isso ao prefeito Bruno Covas, em relação ao programa de concessão do autódromo de Interlagos, e em relação à Fórmula 1 também. Não há problema em mencionar isso, é fato, nós tratamos desse assunto também com os fundos, especificamente com o Mubadala. Há uma expectativa de que R$ 30 bilhões possam ser investidos por esses dois fundos, no apoio à programas de desestatização em São Paulo, ao longo dos próximos três anos. Lembro apenas como referência, que a PIPA, o leilão que nós fizemos agora no início do ano, em janeiro, pela Bolsa de Valores, somente a PIPA representou R$ 15 bilhões de investimento privado nesta rodovia Piracicaba/Panorama, sob a liderança de um fundo soberano de Singapura, com um investimento, um aporte substitutivo desses R$ 15 bilhões. Além de R$ 1,100 bilhão de outorga para os cofres públicos do estado de São Paulo. Apenas para vocês terem um grau de comparação, um projeto representou R$ 15 bilhões, a nossa expectativa no conjunto dos 21 programas de desestatização, entre os quais os que eu destaquei, a nossa expectativa é ter destes fundos, R$ 30 bilhões. E para finalizar, R$ 14 bilhões de negócios viabilizados pelo setor privado, para os próximos três anos, em programas de exportação, principalmente, não exclusivamente, mas principalmente, para açúcar, álcool, etanol, suco de laranja, ovos, calçados, construção civil, produtos biomédicos e serviços. Portanto, do privado para o privado, R$ 14 bilhões, além dos R$ 30 bilhões de potencial investimento em programas de desestatização, e abertura do escritório que já começou a operar, um resultado de grande valia para os brasileiros de São Paulo. Antes da intervenção que será feita de forma breve pelo Júlio Serson e a Patrícia, desculpe ter alongado um pouquinho nessa introdução, quero registrar que o governo do estado de São Paulo tem como meta e como objetivo para redução das desigualdades, é geração de emprego, nós acreditamos firmemente que a melhor forma de reduzir a desigualdade social é produzir empregos e prosperidade econômica. Júlio e Patrícia fazem a apresentação agora, e na sequência as perguntas.

JÚLIO SERSON, SECRETÁRIO ESTADUAL DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS: Bem, rapidinho. Até porque, o governador, as informações mais importantes ele já às colocou. Então eu vou fazer uma breve complementação, e depois a secretária Patrícia Ellen também poderá se pronunciar. A viagem foi basicamente um sucesso, ela é o coroamento da sequência de missões internacionais que nós temos feito, fizemos o ano passado, no primeiro ano de gestão do governador, o governador quando também na Prefeitura de São Paulo construiu todo um ambiente favorável para investimentos na cidade, e consequentemente agora no estado, e eu diria que esse é um aprendizado constante, a cada missão internacional nós agregamos valor, nós agregamos conhecimento, e acima de tudo, geramos oportunidades para o estado de São Paulo. Como disse o governador, nós tivemos reuniões com o Abu Dhabi Investment Authority, que é o ADIA, e o Fundo Mubadala, estão entre os cinco maiores fundos de investimento do mundo. Isso gera um potencial de investimento, e o termo é esse, potencial de investimento, de R$ 30 bilhões nos programas coordenados pela Secretaria de Governo, liderada pelo vice-governador Rodrigo Garcia. Nós tivemos encontros com empresários locais, no First Abu Dhabi Bank, um dos bancos mais importantes do Oriente como um todo, banco esse que está entre os 30 maiores bancos do mundo. Tivemos reuniões, apenas para citar alguns grupos privados, o AL Ghurair, a DP World, que tem interesse no Porto de São Sebastião, coordenando o processo o secretário João Octaviano. Tivemos no AKS. Estivemos no ICD. E estivemos também na Emirates Airlines, onde o governador propôs ao presidente da Emirates, que é o irmão da autoridade máxima de Dubai, e é responsável inclusive por outras áreas, como gás e óleo naquele Emirado, a concretização de um segundo voo diário para São Paulo. Isso é muito importante, isso gera um fluxo de duas mãos. Estivemos com 47 empresas paulistas, que foram lideradas pela InvestSP, e pelo secretário Henrique Meirelles, isso gera também R$ 14 bilhões, como disse o governador, de investimento privado nos próximos dois anos. Aqui apenas, devido ao adiantado da hora, eu não vou parar nisso, apenas a participação do governador no Sugar Event, o maior evento de açúcar do mundo, onde o governador foi um [Ininteligível]. Reunião com o ministro da Economia dos Emirados. Sempre esse lado econômico, geração de empregos e oportunidades. Reunião com a Câmara de Comércio de Dubai. Enfim, visita técnica à Expo Dubai 2020, onde o governador pretende uma participação ativa do estado de São Paulo. Visita técnica à Arena Coca-Cola, depois se o governador quiser especificar um pouquinho mais, que serve de modelo para o ginásio do Ibirapuera, vejam que projeto belíssimo, já em pleno funcionamento. Essa é a nossa ideia, trazer algo parecido ou semelhante para o estado de São Paulo. Abertura do primeiro escritório de um estado nos Emirados Árabes, com o presidente da DP World, que comanda os portos daquela região. Enfim, esse é o resultado básico da nossa missão, eu peço depois que os demais se aprofundem um pouquinho, muito obrigado.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Rapidamente para complementar, governador. Nós fizemos algumas visitas técnicas também, o que ficou claro dos sete Emirados, a gente focou em dois, que é Abu Dhabi e Dubai, o escritório é em Dubai, mas muito do nosso relacionamento direto também será em Abu Dhabi, e Dubai e Abu Dhabi, como São Paulo, estão investindo muito no conceito de polos de desenvolvimento, então eles têm uma série de zonas industriais e de serviços. E destacando toda a parte de saúde, segurança alimentar, a parte de agricultura, turismo, a parte financeira e economia criativa. O que de concreto nós discutimos com eles já no primeiro dia de trabalho em Abu Dhabi, no combinado ali com o Abu Dhabi Global Market, em parceria com o [Ininteligível], e o Abu Dhabi Invest Office, nós fechamos uma parceria para dessa Startups paulistas brasileiras, inclusive podemos ter de outros estados, sejam encubadas nesse [Ininteligível], o hub 71, ainda este ano. Então o acordo será assinado até abril, para que as Startups estejam lá até o final deste ano. Todo o tema de Startups e tecnologia inclusive foi muito incentivado por eles para que a gente fizesse uma parceria direta, e destacando também a parceria que nós estamos desenhando com o ministro da economia diretamente, para que possamos fazer um acordo para aceleração da exportação de produtos de empreendedores paulistas. Então a ideia é fazer [Ininteligível], a gente fazer fluxos acelerados de exportação de produtos, e também vinda de serviços dos Emirados para cá. Nas visitas técnicas eu destaco [Ininteligível], que é a cidade referência em sustentabilidade, que até 2030 irá receber 100 mil pessoas. O Science Park em Dubai, que é o mais próximo ao nosso CITI, então nós estamos fechando uma parceria, que é uma área de 1 milhão de metros quadrados onde eles fizeram um desenho muito similar ao CITI. E a Dubai [Ininteligível] Fundation, onde ele também tem o centro da quarta revolução industrial. Lembrando que o governador lançou em janeiro desse ano em Davos o nosso centro da quarta revolução industrial, que ficará na região do CITI no IPT, e há um ano atrás os Emirados lançavam o mesmo centro em Dubai. Então quando falamos que oito centros estarão conectados, o nosso é o oitavo, o sétimo foi exatamente em Dubai, e estamos fazendo também essa parceria de governança digital. Na Expo 2020, também estamos trabalhando em segurança alimentar, ciência, tecnologia e turismo. Lembrando que o secretário Gustavo Junqueira e o Wilson Mello ficaram para participar do maior evento de segurança alimentar e agricultura, se reuniram com a ministra responsável ontem, para fecharmos parcerias nessa área também.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Obrigado, Júlio. Vamos agora, temos dois veículos inscritos, o Portal G1, mais uma vez, com a jornalista Lorena Barros. Boa tarde, a quem você dirige a sua pergunta, e a sua pergunta, por favor.

LORENA BARROS, PORTAL G1: Boa tarde. Então, eu tenho uma pergunta sobre escritório comercial, eu queria saber se agora depois de Dubai, qual a próxima cidade que vocês visam. E se o senhor me permitir outra pergunta sobre chuva rapidinho. O colega da Jovem Pan falou da CEAGESP, eu recebi essa semana uma corrente no Whatsapp falando que os alimentos da CEAGESP eles estão muito danificados, e que as chuvas acabaram com tudo, e metade foi jogado fora, mas o resto vai ser reaproveitado. Então ninguém come nada da CEAGESP porque está tudo sujo, não pode comer, está tudo horrível. Eu queria saber como é que funciona essa fiscalização dos alimentos da CEAGESP depois da chuva, se existe algo no plano de fiscalização, o que aconteceu, se foi realmente jogado tudo fora? E é isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Lorena. Bem, a próxima missão nossa é nos Estados Unidos, não é uma missão com a dimensão do tamanho dessa que fizemos aos Emirados, é uma viagem aonde nós vamos estar com o Banco Mundial, e também com o BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento, e é aonde eu serei palestrante no seminário internacional em Harvard, em Boston nos Estados Unidos. É uma viagem mais curta, uma viagem de três dias, mas os dois parceiros, o BID e o Banco Mundial são dois financiadores de vários programas em São Paulo, notoriamente na área de saneamento, não sei se o professor Braga está aqui, Benedito Braga, e também para a infraestrutura. Então daremos mais informações muito em breve, antes da nossa viagem que será em março, a Washington e a Boston nos Estados Unidos. Em relação à CEAGESP, Lorena, só reforça, evidentemente a CEAGESP é Federal, não é do governo estadual, eu não posso responder sobre aquilo que compete ao Governo Federal, o que estragou, deixou de estragar, enfim, compete sim à prefeitura, e ela está fazendo isso, à vigilância sanitária, para que nenhuma irregularidade seja cometida ali. E a prefeitura colocou a vigilância sanitária já no dia seguinte ao dia 9, no dia 10 de fevereiro, e continua lá acompanhando para que não haja nenhum risco de alimento, tendo sido atingido pelas águas do Rio Tietê, que possam ser reaproveitados para venda. Então isso a prefeitura eventualmente o Modonezi pode fazer uma observação como secretário das subprefeituras. E reforça muito, Lorena, a nossa decisão como governo, de retirar o CEASA da onde está, distribuindo em quatro outros entrepostos, para melhorar a sua eficiência, a agilidade, o atendimento à população, e também ao mercado de consumo, não só na capital, como no plano nacional, e evitando riscos também em uma área de grande adensamento residencial, e também o adensamento de caminhões nas marginais Tietê e Pinheiros. Você quer fazer alguma observação, Modonezi?

ALEXANDRE MODONEZI, SECRETÁRIO MUNICIPAL DAS SUBPREFEITURAS DA CAPITAL DE SÃO PAULO: A prefeitura remanejou o abastecimento das feiras livres e mercados municipais para o pátio do Pari, aonde a gente também já tem um entreposto de abastecimento, e foi feito esse remanejamento. Como é perecível o produto que está no CEAGESP, para alguém conseguir lavar, mexer e reaproveitar aquele produto, ele já estragou, porque no mesmo dia ele tem que sair. Foi feito um intensivo de limpeza muito grande, os produtos todos foram jogados fora, volume descartado que a prefeitura recolheu ali na parte externa foi enorme, feito a lavagem, e é um processo que o próprio CEAGESP faz muito sério, de controle até dos seus permissionários que estão lá, as empresas precisam lavar toda aquela estrutura, a vigilância sanitária passa a fazer uma fiscalização e aí autoriza. O cheiro da água e tal, é impossível você reaproveitar aquele produto, não tem como você reaproveitar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Modonezi. Lorena, muito obrigado pelas suas perguntas. Fazendo só uma brincadeira aqui, cadê o Cleber? Ainda está. Cleber, entre você e a Lorena, eu acho que a sua audiência fica para baixo, e a da Lorena vai para cima. Nós vamos agora à última pergunta, do Júnior, da Super Rádio. Obrigado pela sua presença, boa tarde. A quem você dirige a pergunta, e a sua pergunta, por favor.

JUNIOR, SUPER RÁDIO: Boa tarde, governador. A minha pergunta o senhor, ou à Patrícia, ou o Júlio podem responder. Eu gostaria de saber sobre o evento que aconteceu lá do açúcar, lá em Dubai, havia ali a ideia de que esse evento era para trocar experiências, São Paulo e Dubai, no caso. Eu queria que o senhor falasse um pouco sobre o açúcar, o nosso açúcar já é exportado para lá, vai passar a ser exportado, eles vão investir, os fundos de investimentos vão investir nas usinas de açúcar aqui no interior de São Paulo, como que é essa questão do açúcar, do etanol?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pergunta interessante, Júnior, obrigado. Sim, primeiro a Sugar Conference de Dubai, é a maior do mundo, surpreendentemente, eu pensei que fosse a de Nova York, onde já participei o ano passado e fui conferencista, eu tinha a nítida impressão de que era a maior, não era, a maior é exatamente esse, que é realizado em Dubai. Foi o décimo quinto ano dessa Sugar Conference. Estavam compradores do mundo inteiro, tinham 680 bayers, compradores do mundo de açúcar, e açúcar é um negócio poderoso dentro do mercado de trading internacional, porque açúcar, álcool e o etanol de várias procedências, você tem o etanol do milho, você tem o etanol da cana-de-açúcar, que é o etanol brasileiro, e outras formas também. Sim, essa conferência foi acompanhada pelo presidente da Única, que estava lá, que é a central que organiza todo o sistema cooperativado das grandes indústrias, as grandes usinas de São Paulo, é bastante poderoso. E ele fez ali contatos que vão expandir, eu até me referi em açúcar, álcool e etanol, quando falei dos R$ 14 bilhões do privado para o privado, deve aumentar sim, devem aumentar as vendas de açúcar, álcool e etanol para o Oriente Médio e Norte da África, e parte da Ásia, essa é a grande função de Dubai, especificamente, como hub para essa região. E o tratamento que o senhor Jamal, me foge o sobrenome dele, ele é até da família [Ininteligível], que são do Sheik Mohamed, que é o primeiro ministro de Dubai, uma pessoa muito experiente, muito vivida, e um grande trader de açúcar, ele tem muito entusiasmo nas relações comerciais com o Brasil, ele nos ajudou bastante, eu fiquei muito sensibilizado, porque ele foi muito objetivo, muito firme na decisão da própria empresa que ele comanda, e é o acionista majoritário, de aumentar a encomenda de açúcar, álcool e etanol. Sugiro a você, pela sua boa pergunta, o Evandro, que é o presidente da Única, retorna ao Brasil acho que na terça-feira, está também nesse evento da indústria alimentícia em Dubai. Vale a pena, pelo seu interesse, uma entrevista com ele, para mostrar a força e a importância desse movimento no açúcar, no álcool, no etanol, do qual, aliás, São Paulo é líder mundial, ninguém produz mais açúcar, álcool e etanol no mundo do que o estado de São Paulo. Obrigado, portanto, Júnior, pela sua pergunta. Obrigado a todos pela presença. Cleber, desculpe a brincadeira que eu fiz aqui bem-humoradamente com a Lorena, sua colega, que está aí na sua frente, leve sempre pelo bom humor. Muito obrigado, nós nos veremos na próxima sexta-feira aqui no próximo briefing. Muito obrigado, bom dia, e um bom fim de semana.