Coletiva - Governo confirma chegada de 2 milhões de doses da vacina do Butantan nesta sexta (18) 20201712

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Coletiva - Governo confirma chegada de 2 milhões de doses da vacina do Butantan nesta sexta (18) 20201712

Local: Capital - Data: Dezembro 17/12/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde, obrigado pela presença dos jornalistas que comparecem a essa coletiva de imprensa, coletiva de nº 153, desde março, tendo como prioridade o tema do combate ao Corona Vírus. E dentro do processo de transparência que o Governo do Estado de São Paulo adotou desde o início da pandemia. Quero registrar que aqui à frente temos hoje Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, secretário da Educação, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, e também Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, e João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19. E como convidada especial, a Dra. Luciana Becker, médica, infectopediatra do hospital Albert Einstein, e representa aqui a coordenação do programa Ciência na Escola. Na mensagem que antecede às duas informações que temos para os jornalistas e para as pessoas que, em suas casas, estão acompanhando esta coletiva ao vivo, pela TV Cultura e também por outras emissoras, registro que estamos, como todos sabem, a poucos dias do Natal, o Natal mais triste que o país já assistiu nos últimos 100 anos. Milhares de famílias passarão o Natal sem os seus entes queridos, alguns dos seus entes queridos, e certamente com a ausência de amigos que se foram, pela Covid-19. Um Natal de oração, um Natal de concentração e um Natal de reserva, lembrando que aglomerações, mesmo familiares, com número superior a 10 pessoas, não são recomendadas pelos médicos do Centro de Contingência do Covid-19. Não há nada que garanta que, entre familiares desprotegidos e sem a máscara, você não possa ser contaminado ou contaminar alguém da sua família, ou, circunstancialmente, funcionários daquela casa onde você se dirige para celebrar o Natal. É um momento de muita cautela, não só o Natal, mas também a passagem do ano. Cautela, cuidado, preservando a sua saúde, a saúde dos seus familiares e dos seus amigos. E a poucos dias do Natal, eu quero render aqui a minha homenagem aos familiares de mais de 183 mil vítimas, brasileiros que perderam suas vidas ao longo dos últimos 10 meses, a maior tragédia da história do nosso país, o maior número de pessoas mortas, sem contar aquelas que ainda estão sofrendo consequências da Covid-19, embora felizmente tenham sido salvas pelo sistema de saúde público ou privado. Só teremos a normalidade, como todos sabem, com as vacinas: a vacina do Butantan e as demais vacinas, que, devidamente autorizadas pela Anvisa, puderem contribuir na imunização dos brasileiros. A pressa pela vacina é a pressa pela vida, e todos os brasileiros de bem têm pressa pela vacina. São Paulo, reafirmo aqui, começará a vacinar no dia 25 de janeiro. E nós desejamos e estimamos que o Governo Federal possa, através do Ministério da Saúde, iniciar o mais breve possível o seu programa nacional de imunização. Volto a dizer que a corrida pela vida é uma corrida contra o tempo. Nós não podemos ignorar o senso de urgência diante de uma pandemia. É assim que estão agindo líderes de outros países do mundo, iniciando as suas vacinações, imunizando as suas populações e oferecendo esperança a todos. Não há razão para não fazermos o mesmo aqui no Brasil. Há poucos dias, o presidente Jair Bolsonaro veio a São Paulo para inaugurar um relógio, em cima de uma caixa d'água, no Ceagesp, em São Paulo. Eu não quero discutir o que move um presidente da República a vir a São Paulo para inaugurar um relógio em cima de uma caixa d'água, mas o Brasil espera que este relógio marque os ponteiros da velocidade do tempo em que o Governo Federal, sob a presidência de Jair Bolsonaro, possa salvar vidas. Ontem, assistimos a apresentação do plano nacional de imunização. É um avanço, reconhecemos. Mas a população e a opinião pública ainda esperam saber quando esse programa será iniciado. São Paulo apoiará o programa nacional de imunização, como sempre fez, ao longo de todas as décadas, e tendo o Instituto Butantan como principal fornecedor de vacinas, de todos os programas de imunização realizados no país, nos últimos 60 anos. Volto a dizer, na qualidade de governador do Estado de São Paulo, o estado com o maior número de habitantes, mais de 45 milhões de brasileiros vivem aqui: É preciso ter senso de urgência para que, rapidamente, possamos vacinar, oferecer esperança e retornarmos ao novo normal. O Brasil precisa de todas as doses de todas as vacinas. O bom senso precisa prevalecer para que as doses de todas as vacinas possam ser disponibilizadas a todos os brasileiros, mas também doses de agilidade, doses de responsabilidade, doses de humanidade, doses de solidariedade. Vamos agora às duas informações de hoje, que são duas boas informações. A primeira informação: O Governo do Estado de São Paulo recebe amanhã, sexta-feira, junto com o Instituto Butantan, mais dois milhões de doses da vacina contra a Covid-19, vacina produzida em parceria pelo Instituto Butantan com o laboratório privado Sinovac. É o maior carregamento de vacinas que chega no continente latino-americano, em uma só vez, dois milhões de doses da vacina. Amanhã pela manhã, estaremos recebendo as vacinas, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, como já fizemos nas duas vezes anteriores, com cargas menores do que esta, que é a maior carga já desembarcada no Brasil e no nosso continente. Com esse novo lote, São Paulo passará a ter, a partir de amanhã, 3.120.000 doses da vacina do Butantan. E ao longo das semanas subsequentes, continuaremos a receber os insumos, para que o Butantan continue a produzir mais vacinas para atender mais brasileiros. E renovo a informação de que estamos prontos para iniciar a imunização, tão logo possamos ter o sinal verde da Anvisa ou da National Medical Products Administration, a agência chinesa de regulação de medicamentos. É uma agência credenciada, assim como a agência europeia e a Food and Drug Administration, a FDA, nos Estados Unidos. O crescimento do número de casos que temos observado nas últimas semanas no Brasil, internações e, lamentavelmente, mortes aumenta a nossa responsabilidade, de todos nós, governadores, prefeitos e do presidente da República do Brasil, para agir com rapidez na aplicação das vacinas para imunizar todos os brasileiros. Mais doses das vacinas significam mais vidas salvas, menos leitos de UTI ocupados, menos pessoas infectadas, menos mortes, mais compaixão e, repito, mais esperança. A vacina simboliza exatamente isso, a perspectiva da chegada de um novo tempo, o retorno ao novo normal. Segunda boa informação de hoje, vinculada à educação, a educação dos nossos filhos, dos nossos netos, dos nossos irmãos. São Paulo mantém a volta às aulas presenciais para o ano letivo de 2021. Após análise criteriosa da Secretaria Estadual de Educação, sob liderança de Rossieli Soares, secretário da Educação do Estado de São Paulo e ex-ministro da Educação no governo Michel Temer, e também do Centro de Contingência do Covid-19, composto por 20 cientistas especialistas em epidemias e infectologia, o Governo de São Paulo acatou integralmente a orientação da Secretaria da Educação e do Centro de Contingência para manter o retorno gradual às aulas presenciais para o ano letivo de 2021. O decreto que autoriza a retomada das aulas em todas as fases do Plano São Paulo será assinado por mim hoje e publicado amanhã, no Diário Oficial do Estado de São Paulo. O retorno ocorrerá de forma regionalizada, conforme critérios de segurança estabelecidos pelo Centro de Contingência do Covid-19. A decisão para manter escolas abertas é embasada em experiências internacionais e nacionais, e tem por objetivo garantir a segurança dos alunos, dos professores e dos funcionários da rede pública e privada de ensino, em todo o Estado de São Paulo. E tem também por objetivo o desenvolvimento cognitivo e socioemocional de milhões de crianças e adolescentes no Estado de São Paulo. Feitas essas duas novas informações, vamos agora ao detalhamento das mesmas, começando com o tema da vacina, com Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador, boa tarde, senhoras e senhores. Essa semana, nós tivemos importantes avanços em relação à vacina do Butantan. A primeira delas o governador anuncia, a chegada de dois milhões de doses amanhã, que se incorporam já ao quantitativo de 1.120.000 disponível no Butantan, portanto 3.120.000 já disponíveis para o programa nacional. Chegarão ainda outros embarques até o final do ano, de forma que, no dia 9... Ou melhor, no dia 15 de janeiro, teremos prontas para uso nove milhões de doses, e no começo de fevereiro teremos prontas para uso 22 milhões de doses, e no início de março, 15 milhões de doses prontas para uso. Esse foi o cronograma que foi solicitado pelo Ministério da Saúde essa semana. Nós recebemos uma nova correspondência, reforçando o pedido que foi feito lá em setembro, e na sequência uma manifestação de que há o interesse do Ministério na aquisição dessas vacinas, desde que autorizadas pela Anvisa. E aqui tem uma pequena mudança: Antes, era registro, e agora autorizadas pela Anvisa. Isso significa que foi incorporada a possibilidade do uso emergencial dessa vacina. E isso é uma outra boa notícia, visto que a nossa Anvisa colocou prazo de 10 dias para se manifestar sobre pedidos de uso emergencial. Quer dizer, até então não havia essa definição. Ocorreu essa definição, que é importante. Isso mostra que realmente há um comprometimento da Anvisa na análise dos pedidos de uso, então, nós declaramos que havíamos, que iríamos fazer o pedido de registro, vamos fazer o pedido de registro na China e no Brasil, e vamos também dar entrada, né, no pedido de uso emergencial aqui no Brasil, se fizermos isso a semana que vem, como está programado, no dia 23, isso significa que na primeira semana de janeiro poderemos ter uma manifestação da Anvisa, ou seja, a partir de janeiro é possível que tenhamos a autorização pro uso da vacina. A partir do dia 15, portanto, teremos, né, nesse cronograma, nove milhões de doses para serem usadas nos brasileiros, e aí aquela questão, né, nesse momento a vacina não pode ficar na prateleira, a vacina tem que ir para o braço dos brasileiros, e nós esperamos que o programa nacional de imunização, além da vontade manifesta de incorporar a vacina Butantan, de fato, né, faça a formalização, quer dizer, assine os documentos que permitam que o Butantan entregue essas vacinas ao Ministério, é isso que nós aguardamos, né, isso se ocorrer, dentro do que foi manifestado pelas autoridades federais, isso pode ocorrer proximamente e, portanto, o cronograma de início de vacinação em janeiro poderá acontecer a partir de 15 de janeiro, pela disponibilidade das vacinas, elas estarão prontas para serem usadas. Acho que são essas as informações, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas, vamos agora a Jean Gorinchteyn, secretário da saúde do Estado de São Paulo, com as informações atualizadas sobre a saúde aqui no Estado de São Paulo, na sequência teremos Rossieli Soares, secretário da educação, com o tema da educação, e a Dra. Luciana Becker, também no mesmo tema da educação, e aí já abriremos as perguntas.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos, estamos na 51ª semana epidemiológica, sempre lembrando que estamos em quarentena, enquanto não tivermos as vacinas, não estaremos voltando naquele normal, estaremos, sim, e deveremos seguir todas as regras sanitárias, de evitar aglomeração, manter o distanciamento entre as pessoas, a utilização da máscara e a higienização das mãos com álcool gel ou com água e sabão. Só vacinas nos protegerão, precisamos de todas as vacinas pra que, dessa forma, possamos proteger a nossa população, brasileiros de todo Brasil, não podemos, porém, que ocorram situações em que haja um postergar da vacinação, precisamos que essa vacinação ocorra de forma abreviada, rápida, porque só assim evitaremos a perda de mais de 700 vidas diariamente no nosso país. Por isso, o programa estadual de imunização será mantido em 25 de janeiro do próximo ano, dispomos, aqui no Estado de São Paulo, de toda estratégia logística, insumos, agulhas e seringas e equipamentos de proteção, como luvas, caixas de descarte de agulhas, e assim como profissionais pra que, dessa forma, com apoio dos 645 municípios, possamos vacinar todos os brasileiros de São Paulo num primeiro momento, porém esperamos que haja uma oficialização do Governo Federal para aquisição da vacina do Butantan, pra que, dessa forma, conjuntamente com a identificação de uma data, que deve ser breve, possamos iniciar uma vacinação conjunta para todo o país. Por que iniciar em 25 de janeiro? Isso não é uma afronta, afronta é o que o vírus faz na nossa sociedade, ceifando vidas e matando, principalmente, aqueles vulneráveis, 77% da população mais vulnerável são os idosos, que fazem com que haja o aumento da estatística, não só de morte, mas também do incremento e da sobrecarga do sistema de saúde. É por isso que não podemos esperar e é dessa forma que, com responsabilidade e humanidade, nós assim o faremos. Com relação aos dados da saúde, as taxas de ocupação na data de hoje estiveram em 61,1% no estado e 66,5% na grande São Paulo, algumas regiões merecem e precisam atenção especial, principalmente a região de Presidente Prudente, com 76% da taxa de ocupação nas suas unidades de terapia intensiva, Registro, 69% e Sorocaba, 68%. Estamos ajudando a essas regiões, aumentando o número de leitos, ofertando recursos humanos e equipamentos, mas é muito importante que as suas municipalidades tenham a eficácia, a austeridade na cobrança da fiscalização, pra que estejamos diminuindo a circulação do vírus em cada uma dessas regiões. Mas uma boa notícia é que os esforços das restrições do Plano São Paulo já estão surtindo efeito, tivemos na última semana epidemiológica o comparativo com a última semana epidemiológica, uma queda de 3% no número de casos, um leve incremento do número de mortes em apenas 1%, e uma elevação de 5% de internações, algo que nós vínhamos tendo uma crescente de 13, oito e 5%, portanto, as medidas de restrição, conjuntamente com as medidas sanitárias é que fazem a diferença, é dessa maneira que, enquanto as vacinas não estiverem presentes, nós poderemos proteger a nossa população. Primeiro slide, por favor. Hoje temos contabilizados, no Estado de São Paulo, um milhão 361 mil 731 casos, considerando que nesse dado já estão aportados os dados que não ficaram ofertados ontem, por uma instabilidade do nosso sistema de computação, que já foi suprido pela TI da nossa secretaria. O número de óbitos, infelizmente, já atingem 44.681, e aqui também já foram aportados os números de óbitos que aconteceram na data de hoje. Próximo, por favor. A média diária de novos casos apresentou, como eu falei, queda em relação à semana epidemiológica anterior, próximo, assim como das internações, sendo que já são contabilizados 1.363 novas internações, comparativamente à semana anterior, tivemos 1.435, lembrando que essa semana epidemiológica ainda não se encerrou. Próximo, por favor. Número de óbitos tiveram uma estabilidade em relação à semana anterior e, basicamente, ainda é uma melhora muito gradual, muito lenta e por isso precisamos o apoio de todos, fique em casa se possível e, quando saírem, saiam com responsabilidade. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Agora, virando a chave da saúde para educação, mas vinculadamente ao tema da saúde de milhões de alunos da rede pública e privada no Estado de São Paulo, com a palavra Rossieli Soares, secretário da educação do Estado de São Paulo.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Quero começar agradecendo exatamente a área da saúde, governador, porque nós estamos anunciando aqui algo que foi muito discutido dentro do centro de contingência, com especialistas, pediatras, com infectologias e epidemiologistas, e essa é uma construção que tem sido feita no mundo inteiro, né, tá na hora da nossa sociedade, mais do que nunca, de verdade, priorizar a educação, pode passar, e, obviamente, a gente tá falando de priorizar a educação, mas protegendo vidas, né, isso é a essência, nós temos protocolos que precisam ser seguidos para que possamos proteger tanto os nossos profissionais, quanto estudantes, mas proteger também é ter a escola funcionando, o que a gente tem visto é que cada vez mais o ambiente da escola é seguro, estar na rua, estar na praia, estar no bar, estar em qualquer outro lugar tem sido fator de maior risco, inclusive pros nossos adolescentes, especialmente, pode passar. Importante lembrar, né, nós estamos com abertura no Estado de São Paulo, já priorizando a educação desde o dia oito de setembro, nós tivemos mais de 60% do nosso território com atividades presenciais, tem lugares onde o município, eventualmente, não autorizou, mas todos os demais nós já tivemos, inclusive recentemente, né, eu falei aqui, e repito, se tivermos oportunidade de ter um dia presencial, atividade pros nossos estudantes, nós faremos um dia, inclusive abrimos essa semana, em algumas cidades que foram autorizando. Então, a prioridade é termos as atividades presenciais, sim, pelo bem das nossas crianças e, obviamente, cumprindo os protocolos, né, o monitoramento e isolamento sempre garantiram a segurança, e isso trouxe um resultado muito importante, nós não tivemos nenhum caso, nenhum caso de infecção por conta da escola, ou seja, as pessoas pegaram em casa, foi identificado o caso, ficaram isoladas e nós não tivemos nenhuma transmissão localizada em nenhuma escola, isso é muito importante, nós temos quase duas mil escolas estaduais com atividades, e não temos registros de transmissão, isso é um sucesso, governador, importante e, mais uma vez, mostrando coisa que o mundo inteiro tem discutido, que não é [ininteligível] a escola, e também não é a criança, como os estudos científicos no mundo inteiro estão mostrando, que são as responsáveis pela transmissão, diferente de outros vírus. Pode passar. E, obviamente, que pra isso a gente tem preparado, sim, as nossas escolas, as escolas estaduais, por exemplo, somente para as escolas estaduais nós compramos 12 milhões de máscaras de tecido, 440 mil face shields, 367 mil litros de álcool gel, já estamos licitando pra ter mais para o próximo ano, termômetros em todas as escolas, enfim, todos os equipamentos de higiene pra que a gente pudesse ter, obviamente, a segurança. Pode passar. Nós também tivemos, com o programa dinheiro direto na escola, 700 milhões de reais, inclusive 50 milhões de reais exclusivamente para enfrentamento à Covid, mas todo restante do recurso foi priorizado para que pudéssemos estar prontos pra volta, então, desde a parte infraestrutural, que foi revista, pode passar, até, obviamente, outras preparações importantes, como formação. Só pra se ter uma ideia, nós tivemos mais de 4.600 escolas que reformaram os seus banheiros com o recurso do dinheiro direto na escola, de 5.038 escolas que nós temos, 4.600 tiveram, isso dá quase, governador dez mil banheiros, que foram reformados durante esta pandemia, sem falar na construção de novas pias, novos espaços, pode passar, e com isso termos, obviamente, as nossas escolas preparadas, sempre buscando cumprir o protocolo, pode passar e, obviamente, já tendo atividades, aqui temos algumas imagens importantes, como da nossa aplicação diagnóstica, que já começou, nós estamos, aliás, concluindo já nestes dias, a avaliação presencial, nas nossas escolas, com distanciamento, aproveitando os nossos laboratórios, tudo isso, atividades físicas com distanciamento é fundamental, nossas escolas já voltaram, mas ainda não para todos os alunos, isso é importante deixar claro, e há prejuízos outros que precisam ficar claros pros pais e pras mães, não ter a escola funcionando está trazendo prejuízos que são incomensuráveis e irrecuperáveis em muitos pontos, especialmente na primeira infância, especialmente pras crianças menores, e a gente vai continuar priorizando, sim, aqui a educação no Estado de São Paulo. Pode passar. Com isso, a gente tá olhando pro que o mundo tá fazendo, países que optaram por fechar outros segmentos, mas que estão mantendo, como o caso da França, a Irlanda, que foi o primeiro a falar de lockdown, mesmo neste momento de aumento de casos, mas mantendo as escolas abertas, se tivermos que optar, precisamos optar pela educação, isso tem que ser uma opção da nossa sociedade, a Alemanha fez somente uma mudança das férias, mas continua, sim, optando pelas escolas abertas, lembrando que, inclusive, a Europa tá mantendo isso no momento mais crítico do inverno europeu, que começa agora, essa prioridade é muito importante e a ciência tem sido a base pra esse tipo de tomada de decisão, como tem sido aqui também, no Estado de São Paulo, pode passar. E, com isso, quais são as diferenças que nós estamos adotando a partir de agora, primeiro há uma diferença entre educação básica e ensino superior, isso é muito importante, o ensino superior permanece com a mesma regra, só abre estando na amarela, ou seja, até 35%, abre a universidade, e agora regionalmente. Nós também não temos mais o olhar global do estado, tanto para educação básica quanto para ensino superior. Já a educação básica, nós estamos autorizando a abertura, mesmo na bandeira vermelha, mesmo na bandeira laranja, nós estamos autorizando, com até 35% o atendimento à educação básica, para especialmente focarmos naqueles que mais precisam. Quando chegarmos na educação básica na bandeira amarela, é até 70%, e na verde inclusive 100%, aumentando na superior também [ininteligível]. Então, mudanças importantes, passamos a ter regionalização, um olhar prioritário para a educação básica, para as crianças menores. Isso pra gente é um compromisso importante com o processo de alfabetização, com o bem-estar socioemocional dessas crianças. Pode passar. Algo importante [ininteligível] esse movimento, obviamente, é acompanhamento, monitoramento. A coisa mais importante, mais eficaz no mundo inteiro é acompanharmos pessoa a pessoa, caso a caso, em toda a rede, e não só na rede pública, mas também na privada. Portanto, nós criamos um sistema de monitoramento, que foi desenvolvido pela secretaria, e obviamente nós estamos disponibilizando para as escolas municipais e também para as escolas privadas, para que a gente tenha o controle maior de casos. Então, a gente vai sempre ter o levantamento de sintomas e comorbidades de todos, profissionais e estudantes; o monitoramento de contatos, ou seja, se uma pessoa pegou, com quem ela esteve em contato em cada uma das escolas; a indicação, por exemplo, da unidade básica de saúde à qual o aluno e o servidor deve ser encaminhado para o atendimento ou para os exames; a segurança do armazenamento das informações, obviamente que é fundamental. E isso foi desenvolvido, todo esse sistema, e queria agradecer muito aqui ao nosso secretário de Saúde Jean, e à toda a equipe, porque isso foi desenvolvido, Jean, junto com toda a equipe da Secretaria de Saúde e outros especialistas que nos ajudaram fortemente para que chegássemos nisso. Essa ferramenta vai estar disponibilizada e será obrigada para os municípios que não têm conselho próprio, porque nós vamos regulamentar isso pelo Conselho Estadual de Educação. Nós temos aí mais de 400 municípios que são ligados ao Conselho Estadual e essa regulamentação passará por isso. Pode passar. A volta, início das aulas presenciais, na rede estadual, 1 de fevereiro de 2021. Durante o mês de janeiro, já teremos atividades presenciais de reforço escolar para aqueles alunos que mais precisam, e a quantidade de alunos por sala de aula, gente, quando a gente está falando, obviamente sempre vai observar a organização de acordo com a fase em que está, com o limite de quantidade de pessoas por sala de aula, respeitando o afastamento, o distanciamento. Pode passar. Governador, eu termino dizendo que, pra gente, é muito importante. Isso aqui é um trabalho feito numa escola, na Professor Galdino Moreira, no dia 14 de dezembro agora, onde as crianças iam dizer o quê eles sentem falta, o quê é importante pra eles. E todos estão falando sentir falta da sua professora, sentir falta dos seus colegas, sentir falta dessa convivência. O mal que nós estamos fazendo às nossas crianças por não estarmos juntos é fundamental. Guarujá autorizou a volta, no mesmo dia nós tivemos atividades presenciais, e me orgulha muito que as escolas, o trabalho que os professores estão fazendo... A gente tem muita coisa a melhorar e eu fico realmente emocionado quando falo da volta às aulas, porque... Pela certeza que nós temos que a sociedade precisa comprar isso, defender isso como uma verdadeira prioridade. Educação, para o Governo do Estado de São Paulo, é prioridade, e nós vamos voltar às aulas. Obrigado, governador. Fico também à disposição.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Muito sensível esse último slide que você exibiu aqui, com as próprias crianças fazendo as suas manifestações ali, conforme vocês observaram. Por um instante aqui lembrei, Patrícia, do meu tempo de escola pública aqui em São Paulo. Bom, vamos agora à Dra. Luciana Becker, médica infectopediatra do Hospital Albert Einstein, e que é uma das coordenadoras do programa Ciência na Escola. Luciana.

LUCIANA BECKER, COORDENADORA DO PROGRAMA CIÊNCIA NA ESCOLA: Obrigada, governador. É um prazer estar aqui com vocês hoje. Eu venho aqui... Pode passar o próximo. Eu vim aqui representar um grupo de pediatras empenhados na divulgação de informação de qualidade, baseada em ciência. Nós estudamos sobre o impacto da doença nas crianças, o papel da criança no controle da pandemia e a possibilidade de abertura segura para todos, para crianças, educadores e familiares, durante a pandemia, e a cada dia, todos os dias que valem. Esse nosso grupo está em diálogo com a sociedade civil, educadores e órgãos governamentais, e temos um manifesto, assinado por mais de mil pediatras, que trabalham em instituições privadas e públicas de todo o país. Pode passar. Apesar do que supôs no início da pandemia, as crianças não são super disseminadores da doença. Pelo contrário, as crianças infectam cerca de duas a cinco vezes menos do que os adultos e o risco é tanto menor quanto mais jovem a criança. Nós sabemos que é possível separar as crianças por faixas etárias, até seis anos de idade, entre seis a 11 e a partir dos 11 anos, onde em todas as faixas o risco de adoecer, uma vez exposto à doença, e transmitir, é menor conforme a idade. As complicações em todas as faixas etárias são raras, com desfechos desfavoráveis de 0,6%. É claro que temos algumas crianças que precisam de um pouco mais de atenção, mas os desfechos desfavoráveis são raros. A grande maioria das crianças é assintomática ou apresenta sintomas leves, principalmente os mais novos, e dessa forma transmitem ainda menos. Pode passar. Com as medidas de prevenção, que são medidas simples, como o distanciamento, lembrando que o distanciamento, ele não é obrigatório na educação infantil, já que as crianças precisam do contato humano, precisam estar próximas de seus pares e dos professores, para um bom desenvolvimento físico e emocional; a higiene das mãos, seja com álcool gel ou água e sabão; o uso de máscara, de novo, para as crianças maiores; ventilação do ambiente; e controle e afastamento de pessoas sintomáticas. Dessa forma, a escola pode ser segura para todos, alunos, professores, funcionários e familiares. Eu gostaria de lembrar de que não há previsão de vacinas para as crianças até o momento, tanto porque não tem estudos clínicos com crianças quanto porque elas, por adoecerem de forma mais leve, não são grupos prioritários para vacina. E por último, é preciso destacar que os impactos do isolamento social prolongado no desenvolvimento infantil, na saúde mental, na obesidade, transtorno de ansiedade, depressão, ideação suicida e distúrbios do sono são imensos e duradouros, e têm enchido e preocupado nós, pediatras, na nossa prática diária. Queria agradecer a todos, estamos à disposição.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dra. Luciana Becker. Agora, vamos às perguntas. Eu vou mencionar aqui a ordem dos veículos de comunicação que já se inscreveram para as perguntas nesta coletiva de imprensa, começando com o SBT, Rádio Capital, a Rádio Montecarlo, com o seu correspondente aqui no Brasil, o Portal IG, a CBN, o Portal Metrópoles, a TV Globo, GloboNews, e a CNN Brasil. Começando então com o SBT. Com você, José Luís Filho. Obrigado pela sua presença, pode ajustar o microfone. Isso.

REPÓRTER: Agora ficou bom.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bom. Obrigado, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos e a todas. Hoje, o Governo Federal, o presidente Jair Bolsonaro, assinou a MP destinando R$ 20 bilhões para compra de vacinas. Ontem, o Ministério da Saúde anunciou a intenção de comprar 45 milhões de doses na Coronavac, assim que houver autorização de uso pela Anvisa. Aí eu gostaria de saber se há uma previsão para a assinatura do contrato definitivo de compra, se já houve essa conversa. Como será feita então a entrega, a partir do momento que houver a assinatura do contrato? Se de uma vez ou escalonada. E se o plano nacional de imunização começar a vacinação antes de 25 de janeiro, o Governo de São Paulo vai manter a vacinação com o plano estadual? E se mantiver, o Butantan terá quantidade suficiente de vacina para entregar ao Ministério da Saúde, para o PNI, e também para o plano estadual do Governo de São Paulo?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: José Luís, com muito carinho, mas fez aí uma bateria de perguntas. Nós vamos deixar combinado... Vamos responder, mas vou pedir aos demais jornalistas que, por favor, se atenham a uma pergunta por veículo de comunicação, como um entendimento nosso aqui, em respeito a todos os veículos e também ao tempo das pessoas que estão em casa nos assistindo. Eu começo a responder, na sequência Dimas Covas e Jean Gorinchteyn. Vamos tentar fazer isso da forma mais breve possível. Nós não recebemos ainda nenhuma comunicação formal, oficial, irretratável, irreversível sobre a compra das vacinas. Ontem o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, me telefonou. Ele é sempre gentil, eu quero registrar isso mais uma vez aqui, no tratamento comigo ao telefone ou por Whatsapp. Ainda não estivemos pessoalmente juntos, mas sempre muito atencioso, muito gentil. Ele prometeu fazer o encaminhamento até amanhã, sexta-feira, deste documento, que propõe a aquisição de 45 milhões de doses da vacina do Butantan, em caráter permanente, irreversível e irretratável. Por que irreversível, irretratável? Porque já havíamos feito este documento, apresentado pelo próprio ministro, no dia 20 de outubro, numa reunião com 24 governadores de estado, inclusive eu, líderes no Congresso Nacional e a imprensa, e o ministro fez esta apresentação, corretamente, diga-se. E no dia seguinte pela manhã o presidente da República desautorizou o seu ministro da Saúde e disse o que vocês todos já sabem, que não compraria a vacina do Butantan e os demais impropérios, que eu prefiro não repetir aqui. Então, nós precisamos ter um documento firme, definitivo, irretratável e irrevogável, do Ministério da Saúde, para aquisição das vacinas do Butantan. Aliás, o mesmo documento que o mesmo Ministério da Saúde já fez e encaminhou a dois laboratórios multinacionais: a Pfizer e a Astrazenica. Mas ainda não encaminhou a um laboratório nacional, que é o Butantan. Dimas Covas, e depois Jean Gorinchteyn.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, José Luís, nós recebemos de fato uma solicitação na segunda-feira à noite, do Ministério da Saúde, que apresentasse novamente a proposta que havia sido apresentada em setembro, com detalhes. Isso foi feito, quer dizer, nós apresentamos o detalhe inclusive de cronograma de entrega. E hoje o ministro, pela manhã, anunciou a disponibilização do total de doses de vacina, incluindo as vacinas do Butantan, no escalonamento que nós apresentamos. Então, no escalonamento, nós apresentamos entrega de nove milhões de doses em janeiro, 22 milhões de doses em fevereiro e 15 milhões em março. Então, isso foi apresentado e o ministro incorporou essas doses nos quantitativos que ele apresentou hoje. Portanto, eu entendo que há o plano já anunciado, de incorporação dessas vacinas, e estamos aguardando a formalização, quer dizer, a documentação foi encaminhada. Esses contratos são contratos padrões, o Butantan faz isso a todo momento, e aguardamos que isso seja, de fato, formalizado nos próximos dias.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: É muito importante que a gente comece a vacinar logo, e esse é o objetivo. Quanto mais breve, melhor, é isso que vai impedir com que mais de 700 pessoas morram diariamente no nosso país, e que tenhamos uma sobrecarga em todo o país, em todos os estados, do sistema de saúde. Por isso, temos que nos prevenir, especialmente na população mais vulnerável, que são os idosos, que correspondem a 77% das mortes por Corona Vírus. Se tivermos um programa nacional de imunização que aconteça breve, muito que bem, estaremos juntos. Caso ele se postergue, como as datas inicialmente mostradas, para março, nós faremos o programa estadual de imunização de São Paulo ocorrer em 25 de janeiro.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas, obrigado, Jean Gorinchteyn. José Luís Filho, obrigado pelas perguntas. Depois, na saída, passa, registra e pague a sua multa. Agora vamos, pedindo perdão também, uma pequena alteração, a pedido da TV Globo e da GloboNews, e com o consentimento dos demais jornalistas, a Daniela Gemniani pede para fazer uso neste momento para sua pergunta, porque ela entra no ar daqui a pouquinho. Todos concordaram, Daniela, boa tarde, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Obrigada, governador, boa tarde a todos. Eu gostaria de entender um pouco melhor a possibilidade da mudança do início da vacinação para 25 de janeiro, agora que a Coronavac está inclusa e há intenção do Governo Federal em comprar. O quanto o Governo do Estado estaria disposto a alterar essa data? Quanto tempo estaria disposto a segurar? E também perguntar um pouco melhor sobre a vacinação dos professores, agora que já, mesmo em qualquer fase que o Plano São Paulo esteja, as aulas presenciais voltam no início do ano que vem? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, obrigado. Duas em uma... 25 de janeiro é a data prevista para o início da imunização aqui em São Paulo. Se, pelas circunstâncias, pudermos, todos nós, São Paulo e o Brasil, iniciar a vacinação antes, ótimo, é o que nós mais desejamos. Nós estabelecemos este prazo... As vacinas estão aqui. Estabelecemos esse prazo para não atropelar o rito da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Mas se houver um rito mais rápido, e eu diria aqui que estima-se que isso aconteça, dado ao fato de que estamos numa pandemia e perdendo mais de 700 vidas por dia, quanto mais rápido, melhor, nós estaremos preparados para fazer a imunização em São Paulo, e desejando também que o país, como um todo, sob a liderança do Ministério da Saúde, o faça. Em relação aos professores, ou Jean Gorinchteyn ou o Gabardo. Jean? Por favor.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Bom, a questão em relação à vacinação, nós temos que lembrar muito bem que nós estamos numa crise sanitária. Quanto antes começarmos a vacinar, mais protegeremos vidas. Nesse primeiro momento, seguiremos o primeiro plano, a primeira fase, que é contemplar exatamente os idosos, que, como disse, correspondem a 77% daqueles que morrem em decorrência do Covid, profissionais da área da saúde, técnicos, enfermeiros, motoristas de ambulância, porque eles estão na linha de frente e correm um risco maior de estarem expostos ao vírus, e nós não podemos perder vidas, mas também não podemos deixar à margem os nossos profissionais, principalmente num momento como esse, que tivemos incremento da pandemia. E por outro lado, na segunda fase, daremos uma proteção, além daqueles que têm comorbidades, que nós chamamos, outras doenças de base, doenças no coração, no pulmão, diabetes, algumas categorias que nós estamos discutindo em câmaras técnicas. Os professores estão inseridos nessas discussões e brevemente nós traremos essa informação, tanto de professores quanto de outras categorias que também serão inseridas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. E Daniela, para complementar, o nosso Rossieli Soares acrescentará mais algumas informações a você.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Daniela, essa pergunta é muito importante. Obviamente, professores e outros profissionais, que são fundamentais para a nossa sociedade, precisam ser prioridade. Mas eu queria primeiro deixar duas coisas claras: nós não podemos esperar a volta às aulas só quando tivermos a vacinação completa. Nós precisamos voltar agora. Se a gente for esperar a vacinação completa, não tem para crianças, no ano de 2021, previsão. Obviamente, o Dr. Jean explicou muito bem, mas eu queria destacar uma coisa, quando nós paramos as escolas no Brasil, o grande objetivo era: como protegemos os mais idosos? Era esse o grande objetivo lá, no dia 13 de março e naqueles momentos subsequentes, porque as crianças que poderiam levar o vírus aos mais idosos. Então, obviamente nós temos uma hierarquia que é de prioridade. Toda criança, todos nós, temos um pai, uma mãe, ou um avô, uma avó que está na idade de risco e tem muito mais chance de morrer. Nós precisamos proteger, sim, primeiro, essas pessoas. Eu tenho meu pai com enfisema pulmonar, com grande comprometimento, e eu espero que a vacina verdadeiramente chegue para pessoas como ele primeiro, e ele tem mais de 70 anos ainda. Então, obviamente, nós temos que olhar isso. Agora, professores estão, sim, inclusive, no plano nacional, no nosso, como o Dr. Jean esclareceu. Mas nós não podemos vincular a uma vacinação a volta às aulas. Nós temos que seguir monitorando, cumprindo os protocolos e voltar à educação. Se precisar fechar o resto, que se feche, educação tem que ser prioridade no nosso país.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Rossieli. Daniela, obrigado pela sua participação, pelas perguntas. Vamos agora à Rádio Capital, com a jornalista Carla Mota. Carla, obrigado por estar aqui uma vez mais, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Eu gostaria de saber, governador, se existe alguma garantia que o Governo Federal pudesse dar ao Governo do Estado para que o plano estadual de vacinação não fosse colocado em prática, para que São Paulo também seguisse o cronograma nacional. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carla. Vou mais uma vez recorrer ao nosso secretário da Saúde, médico infectologista, Dr. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Nós estamos falando de uma situação totalmente inusitada, nós estamos falando de uma crise sanitária e que, para tal, a única forma de podermos fazer alguma questão, alguma ação no bloqueio da disseminação dessa pandemia e do número de mortes que temos enfrentado, é através da vacinação. Vacinação essa que estará sendo procedida por todo o programa nacional de imunização, com a inserção da Coronavac. Porém, se nós tivermos adiamento, frente a uma emergência de saúde pública, em que temos a disponibilidade e a disposição, aqui no Estado de São Paulo, de uma vacina que já está se mostrando absolutamente segura, que terá seus dados de eficácia revelados na próxima semana, não tem o porquê nós não podermos vacinar, principalmente essa possibilidade de vacinar aquela população mais vulnerável. É só assim que nós poderemos evitar essa morte. Então, é uma questão de responsabilidade, é uma questão de compaixão. Temos que agir com brevidade e temos a certeza que o Governo Federal também o fará dessa maneira.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn, Carla Mota, da Rádio Capital, obrigado, Carla, mais uma vez. Agora temos um correspondente estrangeiro, que veio pessoalmente. Ele já participou virtualmente, mas vejo que ele está aqui conosco, o Carlo [ininteligível], que também é o presidente da Associação dos Correspondentes Estrangeiros no Brasil, e aqui ele representa e é o correspondente da Rádio Montecarlo. Carlo, muito obrigado pela sua presença. Ajustando o microfone. Bem-vindo, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Obrigado, governador. Obrigado, bom dia, bom dia a todos. Governador, o STF está julgando essa semana sobre a obrigatoriedade da vacina. O senhor também falou nessa sede sobre a possibilidade de que aqui em São Paulo a vacina se torne obrigatória, no caso a Coronavac. Mas a Coronavac, seja aqui no Brasil, mas também na Europa, nos Estados Unidos, não recebeu nenhum tipo de registro na Europa e nos Estados Unidos, porque não foi nem apresentado, sequer. Então eu lhe pergunto: Aqui em São Paulo é possível que os brasileiros de São Paulo sejam obrigados a se vacinar com uma vacina que não tem registro lá fora e, quem sabe, aqui na Anvisa? E eu vou pagar multa, juro, mas prometo que [ininteligível] fazer essa pergunta para o Dr. Dimas Covas também. Eu queria perguntar: Por que o Estado de São Paulo, que é um estado de um país diferente, fica a 15 mil quilômetros das fábricas da Coronavac, tem que solicitar, tem que incentivar a solicitação do pedido lá na China? Por que os chineses, por que a Sinovac não foi registrada de forma independente, de forma autônoma por lá? Por que São Paulo tem que incentivar isso? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carlo [ininteligível]. Obrigado pelas perguntas. São duas em uma, elas são convergentes. Eu começo aqui, e elas serão respondidas respectivamente pelo João Gabardo, que é o nosso coordenador executivo do Centro de Contingência, e também pelo professor Dr. Dimas Covas. Mas eu começo a responder a você que, em São Paulo, nós, Carlo, não fazemos avaliação de vacinas por origem, nós não aqui olhamos qual a origem, se é inglesa, francesa, chinesa, portuguesa. Isso pra nós não importa, importa é a eficácia, é a segurança da vacina. Aliás, para o mundo da ciência, isso eu já aprendi, é isto que importa, não é a origem da vacina. Apenas aqueles - não é o seu caso - que são extremistas, ideologistas e cultivam esta visão de que o que vem da China não é bom, o que é bom vem do mundo ocidental, ou outras circunstâncias dessa natureza... Não é a nossa visão. A visão do Governo do Estado de São Paulo é rigorosamente a visão da ciência, da medicina, da saúde e da vida. Eficácia e segurança da vacina, seja ela de qual for a sua origem. Sobre o fato de registro ou não, em outros países, o Dimas Covas responderá também, mas na segunda parte da sua pergunta, no que tange à obrigatoriedade, João Gabardo, que, como vocês sabem, foi secretário executivo do Ministério da Saúde, na gestão do ministro Luís Henrique Mandetta, e foi também secretário da Saúde do seu estado natal, Rio Grande do Sul, tem larga experiência em programas de imunização. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. A questão da obrigatoriedade da vacina, acho que, nesse momento, não é mais relevante. Nós temos que ver a disponibilidade das vacinas e nós temos que analisar que essa vacina, ela vai terminar sendo obrigatória para que as pessoas possam fazer determinadas atividades, como por exemplo viajar. É muito provável e é quase certo que os países vão colocar como uma exigência para entrada nesses locais que a pessoa tenha o comprovante da vacina. É possível que, quando a gente começar a vida normal, em que aglomerações, espetáculos, jogos de futebol sejam disponibilizados, é muito provável que a compra do ingresso, ela fique condicionada ao comprovante da vacina. Então, as pessoas que não se vacinarem, primeiro, elas estarão se colocando numa posição de risco; segundo, elas estarão prejudicando as demais pessoas, porque é fundamental que nós tenhamos o máximo de pessoas vacinadas, com imunidade, para que nós possamos interromper o ciclo da pandemia; e terceiro, ela ficará imensamente restrita em algumas atividades, como essas que eu dei como exemplo, de viajar, de ir em determinados locais. Eu lembro que a situação de Fernando de Noronha hoje... Só entra em Fernando de Noronha quem comprova que tem imunidade, imunidade natural. O que vai acontecer quando nós tivermos a vacina? Obviamente que só entrará em Fernando de Noronha quem tiver o comprovante da vacina, isso estamos falando dentro do país, e com certeza isso também será estendido a outros países. Portanto, a questão da necessidade da vacina, nós temos que considerar que tem grupos que não deverão ser vacinados num primeiro momento, porque nós não temos ainda comprovação da fase 3, que demonstre segurança e que demonstre eficácia da vacina para as crianças, para as gestantes, e isso poderá ocorrer mais adiante. E o restante da população, quanto mais pessoas se vacinarem, melhor, do ponto de vista individual, mas principalmente do ponto de vista coletivo, do ponto de vista da sociedade. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabardo. Agora Dimas Covas, no tema do registro da vacina em outros países.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Carlo, agradeço a sua pergunta, que ela me permite ressaltar a importância do Butantan nesse momento. O Butantan fez uma associação com a empresa Sinovac para o desenvolvimento de uma vacina. Isso é diferente de qualquer outro acordo que foi firmado aqui no Brasil. Esse acordo prevê que o estudo clínico para essa vacina, que é uma vacina mundial, foi conduzido pelo Butantan. Então, todos os dados de registro dessa vacina, seja na China, seja na Indonésia, seja no Chile, seja em outros países, que estão já na iminência de incorporar essa vacina, usarão os dados que foram gerados aqui no Estado de São Paulo e no Brasil. Ou seja, a vacina é uma vacina mundial e a nossa contribuição, a contribuição do Butantan, contribuição do Estado de São Paulo para esse desenvolvimento é fundamental.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. E Carlo, apenas para complementar, antes de convidar Eduarda Esteves, do Portal IG... Aliás, se você puder, Eduarda, já vem aqui para o microfone, por favor. Lembrar que o Instituto Butantan completa agora no mês de fevereiro 120 anos de existência e é o maior produtor de vacinas do Hemisfério Sul do planeta. Portanto, além de experiência centenária, reconhecimento internacional, é o maior produtor de vacinas do Hemisfério Sul do nosso planeta. Carlo, muito obrigado pela sua participação. Vamos agora pra você, Eduarda Esteves, do Portal IG.

REPÓRTER: Oi, boa tarde, governador. Com a sinalização de que a Coronavac vai ser incorporada no Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, o Butantan ainda segue os acordos de exportação da vacina para outros países? Gostaria de saber quantas doses já estão sendo negociadas, se já há uma data de entrega e como é que vai ser essa prioridade. E uma outra pergunta, ainda dentro do tema, é se o Butantan vai continuar negociando com outros estados e municípios do Brasil ou se, com essa sinalização do Governo Federal, essa responsabilidade fica a cargo do Governo Federal. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduarda. Todas as perguntas são correlatas, né? Vocês estão aproveitando bem essa história de: já que estamos no tema, vamos para duas, três, todos embalaram aí no Luiz Filho SBT, que abriu dessa maneira. Mas, Eduarda, obviamente vamos responder às duas perguntas. Vou pedir ao Doutor Dimas Covas para responder. Lembrando que nós temos apenas isso, porque isso é o processo de gestão do governo de São Paulo, sob à liderança do Butantã. A gestão para as vacinas do Butantã, para os brasileiros, portanto, para o nosso país, e outra gestão para a exportação de vacinas do Butantã para outros países. Isso não vai interferir em absolutamente nada na programação das vacinas para os brasileiros. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bom, exatamente isso, Eduarda, só fazendo uma pequena observação, a vacina que será disponibilizada para Brasil e para América Latina, é a vacina Butantan, não é vacina Coronavac. A Coronavac é a marca da vacina que é distribuída pela China para os demais países. Aqui para o Brasil e para América Latina, nesse acordo que nós fizemos, a vacina que será distribuída é a vacina Butantan contra o COVID-19. E aí nós temos acordos tanto para o Brasil, com para América Latina. Quer dizer, nós fizemos uma previsão de até 100 milhões de doses para o Brasil, e isso a partir de entrega no começo do ano, até o primeiro semestre, 100 milhões no total, e 40 milhões de vacinas disponibilizadas para os demais países da América Latina. Que já tem negociação em curso, quer dizer, a Argentina já fez uma solicitação, Peru já fez, Uruguai já fez, Bolívia já fez, a própria Organização Pan-americana de Saúde abriu uma espécie de concorrência internacional, aonde serão apresentadas também a oferta de vacinas. Então esse é o cenário, vamos atender seguramente as necessidades do Brasil, que manifestou interesse em 45 milhões, pode chegar a 100 milhões, e vamos atender países vizinhos que também já estão interessados.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Dimas. Eduarda, muito obrigado, mais uma vez. Vamos agora para online, Guilherme Muniz, da Rádio CBN, Guilherme, obrigado por estar participando aqui conosco, você já está em tela. Sua pergunta, por favor.

GUILHERME MUNIZ, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu gostaria de confirmar quais são as negociações, se já há negociações, conversas entre o governo do estado e prefeituras de cidades litorâneas que estão preocupadas ali, os gestores municipais preocupados com possíveis aglomerações, especialmente na faixa de areia. Então eu gostaria agora nas festas de final de ano. Então eu gostaria de saber se já há conversas do governo do estado com esses municípios? Quais municípios já solicitaram algum tipo de ajuda? E de que forma o governo do estado pode auxiliar para que caso haja, por exemplo, um bloqueio da faixa de areia no dia 31 de dezembro, por exemplo, medida que é estudada por algumas cidades, de que forma o governo do estado pode auxiliar a garantia à essa situação, para evitar maiores contaminações nas festas de fim de ano. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Guilherme. Vou dividir em duas partes, eu começo a responder, e peço que o Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional conclua. Os prefeitos tem a autonomia nas decisões relativas aos seus municípios, primeiro por um direito constitucional, depois porque faz sentido, são aqueles que estão administrando localmente a pandemia, e as circunstâncias de proteção à sua população, e as medidas restritivas. E dada a circunstância também deste posicionamento constitucional, os prefeitos podem serem mais rigorosos do que o governo do estado, eles podem ir além nas medidas restritivas, eles não podem serem mais facilitadores. Ou seja, eles não podem regredir, mas podem avançar nas suas medidas, sempre de acordo com a orientação dos seus próprios comitês de saúde localmente. E aí complementa Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde, Guilherme. Nós tivemos reuniões tanto dos municípios do litoral Norte, através do seu consórcio de prefeitos, e também com os prefeitos da Baixada Santista, através do CONDESB, o Consórcio de prefeitos lá da Baixada Santista. No litoral Norte, impedido pelo efetivo da Polícia Militar, uma articulação com a nossa secretaria de Logística, através do DER, uma operação para que a gente possa ter no fim de ano uma situação controlada dentro do litoral Norte. Na Baixada Santista, os prefeitos pediram esse contingente da Polícia Militar, da segurança pública, também nos nossos agentes de trânsito, eles farão, como disse o governador João Doria, e é uma prerrogativa dos prefeitos essas ações, barreiras sanitárias na entrada das cidades, e também apresentaram uma demanda para que a gente possa apoiar as ações sobre à orla no dia 31, governo do estado de São Paulo vai apoiar as ações das prefeituras municipais. É importante ressaltar que todas elas cancelaram as festas do dia 31, e para aquele que acompanha a coletiva, saiba dessa situação de controle de muita atenção em todo o litoral de São Paulo, o governo vai apoiar as ações dos prefeitos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Guilherme Muniz, muito obrigado pela sua participação. Obrigado, Marco Vinholi. Vamos agora à penúltima pergunta de hoje, é do Portal Metrópoles, Graciele Castro, e na sequência a Tainá Falcão. Graciele, boa tarde, obrigado pela sua participação. Sua pergunta, por favor.

GRACIELE CASTRO, REPÓRTER: Eu queria saber se caso o governo Federal amanhã envie a carta confirmando a compra de 46 milhões de doses em caráter irrevogável, mas para iniciar a vacinação em fevereiro, como fica o calendário de São Paulo? Além disso, só mais uma pergunta aqui indo na mesma dos meus colegas. A ALESP aprovou ontem um projeto que coloca as igrejas entre serviços essenciais. Eu gostaria de saber se o projeto será sancionado. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Começo pela segunda das suas perguntas, Graciele. Nós aqui obedecemos a ciência, nós temos enorme respeito pela Assembleia Legislativa do estado de São Paulo, é um poder independente, pelos parlamentares que compõem a Assembleia Legislativa, porém, no tema da saúde quem determina o que fazer e o que não fazer são médicos e cientistas. Não é da política, não é do mundo econômico, não é do mundo empresarial, não é da vizinhança, de amigos, ou de parentes, é a ciência que determina e é a ciência que nós obedecemos. Em relação à carta do governo Federal, vamos aguardar que chegue, efetivamente lembrando que nós estamos na quinta-feira, ontem pela segunda vez o ministro voltou a afirmar que faria o encaminhamento desta correspondência, em caráter irretratável, irrevogável para a aquisição de 45 milhões de doses da vacina do Butantã. E eu espero que assim se cumpra. Foi a segunda fez que falamos com o ministro neste sentido, além de outras manifestações feitas pelo ministério à própria imprensa, e à Secretaria de Saúde do estado de São Paulo. Em relação à data de vacinação, Graciele, São Paulo não vê nenhuma razão para fazer em fevereiro o que podemos fazer em janeiro, cada dia que passa conta, cada dia que passa são cerca de 700 brasileiros que perdem a vida, são 700 brasileiros que morrem. Ora, por que esperar, aguardar e adiar, se podemos abreviar, vacinar e salvar? Vamos agora à Tainá Falcão. Aliás, quer fazer algum comentário, Jean Gorinchteyn? Por favor, desculpe. Então incorporei aqui um pouco o espírito de medicina. Já vou passar para você, desculpa, eu não tinha anunciado. Não, por favor, Tainá. Vamos agora à última pergunta, eu só queria agradecer mais uma vez a Graciele Castro, do Portal Metrópoles. E agora sim, com você, Tainá Falcão.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Tá bom, então eu vou pedir a palavra para o secretário Jean Gorinchteyn, eu vou continuar nesse tema, vou insistir mais um pouco, para a gente deixar tudo às claras aqui, secretário. Então, a nova projeção do Governo Federal é começar a vacinação em fevereiro, já foram três datas, a última foi fevereiro. O governo de São Paulo diante disso, então não abre mão de começar a vacinar em 25 de janeiro? Começaria paralelamente ou até antes um plano estadual de imunização? Separado do Governo Federal? Para a gente entender. E nessas tratativas, nesses diálogos recentes com o ministro da Saúde, a data, o cronograma de vacinação chegou a ser pautado? O governo de São Paulo chegou a sugerir 25 de janeiro como data para iniciação da vacinação em âmbito nacional?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Está animada a Tainá, ficou por último, mas veio aqui turbinada. Com você, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: O Programa Estadual de Imunização já foi revelado há cerca de dez dias, portanto, nós determinamos através das nossas coletivas, por orientação do nosso governador João Doria, que iniciássemos esse programa de vacinação o mais rápido possível. E baseado nisso, dependendo de todos os trâmites de liberação, de registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, colocamos dia 25 de janeiro como uma dada ideal para o início dessa vacinação. Caso tenhamos a possibilidade de iniciar antes esse programa, antes faremos, em conjunto de um programa nacional de imunização. Mas nós não podemos postergar, até porque, em fevereiro pode ser 28 de fevereiro, pode ser já 1 de março. Nós não podemos esperar que vidas sejam destruídas por esse vírus. Nós não podemos esperar que o nosso sistema de saúde colapse pelo número de pessoas, especialmente desse grupo etário, idosos, que ali procuram com formas graves e fatais. Então dessa forma não é uma escolha política, é uma escolha humanitária, como médicos e gestores que compõem o centro de contingência, que compõem a Secretaria de estado da Saúde, nós não podemos aceitar. Essa é uma das maiores crises sanitárias que esse mundo viveu, e o país vive hoje. Se nós temos a possibilidade de ter vacinas e fazer um bloqueio dessa história tão triste e tão trágica, devemos fazer mais rápido possível.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, apenas para complementar. O México, país da América Latina, começou a vacinar na semana passada, ontem o Chile anuncia ainda o início da vacinação em dezembro. O Equador anuncia o início da sua vacinação em janeiro, e por que o Brasil, que tem a vacina em solo brasileiro, o maior número de doses da vacina de todo continente Latino-americano está aqui, em São Paulo, no Instituto Butantã, maior produtor de vacinas do Hemisfério Sul, do planeta, fornecedor de vacinas para vários países de outras vacinas ao longo das últimas seis décadas, por que não iniciar a imunização dos brasileiros em janeiro? Vamos fazer um esforço coletivo, o governo de São Paulo com o Governo Federal, Ministério da Saúde, com o Instituto Butantã, para iniciar a vacinação em janeiro. E reafirmo, em São Paulo iniciaremos a vacinação no dia 25 de janeiro. Quero agradecer a todos mais uma vez, informar que na próxima segunda-feira voltaremos a nos reencontrar, estamos já caminhando para o final do ano. Segunda-feira será a última coletiva de imprensa deste ano, espero poder reencontrar os jornalistas que aqui estão, e outros que não puderam estar, na próxima coletiva. E antes de desejar boas festas, um Natal de paz e oração, ainda teremos a oportunidade de fazer isso na próxima segunda-feira, recomendar que você que está na sua casa nos acompanhando, nos assistindo e nos ouvindo, por favor, não saia da sua casa, não saia do seu ambiente de trabalho sem estar usando corretamente a sua máscara. Por favor, use álcool em gel, lave as suas mãos, proteja-se e proteja também as pessoas que você gosta. E não participe de aglomerações. E se puder, como mãe, como avó, como pai, como avô, oriente seus filhos e netos a não participarem de festas, aglomerações e encontros, mesmo que sejam ao ar livre. Agora não é hora. A vacina está chegando, com a chegada da vacina, a imunização dos brasileiros, poderemos voltar a nos abraçar, a nos beijar, a fazer festa, a participar de eventos, a celebrar a cultura, a arte, e principalmente o convívio entre as pessoas. Mas até lá, cautela, prudência e máscara. Muito obrigado, boa tarde.