Coletiva - Governo dá início a testagem para coronavírus em alunos e profissionais da Educação 20201510

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Coletiva - Governo dá início a testagem para coronavírus em alunos e profissionais da Educação 20201510

Local: RMSP - Data: Outubro 15/10/2020

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[falas sobrepostas]

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: A ordem das perguntas...

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ah, tá bom.

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: [ininteligível] se quiser falar com alguém, tá?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tá bom. Pessoal, boa tarde, obrigado pela presença de todas e de todos, jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos. Obrigado também aos demais que aqui estão, secretários e representantes da prefeitura aqui de Taboão da Serra. Queria agradecer o Fernando Fernandes, que está aqui, que é o prefeito aqui de Taboão, grande prefeito, médico também, portanto fala com conhecimento sobre o programa que nós estamos implementando e apresentando hoje aqui ao lado do Rossieli Soares, nosso secretário da Educação, e ao lado do Jean Gorinchteyn, que é o nosso secretário da Saúde. Como todos sabem, nós viemos aqui especificamente a essa escola, para demonstrar a operação que anunciamos ontem, que é a testagem de 10 mil alunos, é uma amostragem de 10 mil alunos da rede pública de ensino e 9.300 professores, num programa coordenado pela Secretaria da Saúde, em harmonia, obviamente, com a Secretaria da Educação. Este é um programa que o secretário Jean Gorinchteyn vai explicar pra vocês como funciona essa amostragem, exatamente como vocês viram ali, no teste sorológico do Guilherme, o aluno dessa escola, que foi testado agora há pouco com a enfermeira que fez o seu teste. Isso é chamado um inquérito virológico, o nome correto é inquérito virológico, para, repito, 10 mil alunos, Fernando, e 9.300 professores em todo o Estado de São Paulo. A volta às aulas em São Paulo está sendo feita de forma segura, com a devida proteção a alunos e professores, e servidores, de forma correta, sempre levando em conta a saúde e a vida. Nenhuma iniciativa no âmbito da educação, como em qualquer outra área do Governo de São Paulo, está sendo adotada sem seguir os protocolos determinados pelo Comitê de Saúde, o nosso Centro de Contingência do Covid-19, com 20 médicos especialistas, epidemiologistas e infectologistas, grupo do qual faz parte o nosso secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, que é médico infectologista do Instituto Emílio Ribas, do Hospital das Clínicas. Mas São Paulo orientou, dado o fato de que, dentro dos 28 dias corridos, na fase amarela do Plano São Paulo, conforme tínhamos anunciado em agosto deste ano, poderíamos já ter a retomada das aulas na rede pública e na rede privada de ensino. Porém, respeitando constitucionalmente a decisão de prefeitos e prefeitas. Onde prefeitos e prefeitas entenderem que não deva começar, por razões de ordem médica e razões de amparo científico, eles têm a prerrogativa. Aonde prefeitos e prefeitas, como é o caso aqui de Taboão, com o prefeito Fernando Fernandes, que é médico, e portanto conhece o tema, adotam a decisão da retomada às aulas, tem obviamente o nosso apoio e a retomada é feita com todos esses cuidados que vocês já viram e que o Dr. Jean também vai comentar. E aí, antes das perguntas, eu vou, pela ordem, passo ao Jean Gorinchteyn, o nosso secretário da Saúde, de forma breve, para explicar quais são esses procedimentos, como é feito o teste virológico. Na sequência, ouvimos também, do ponto de vista da educação, o secretário Rossieli. Todos serão breves, e um prefeito, que é o prefeito exatamente da cidade onde nós estamos visitando uma escola pública estadual, Fernando Fernandes. Então, Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos aqui presentes. Nesse momento, nós iniciamos uma fase que, em conjunto com todas as medidas sanitárias que estão sendo tomadas, vão dar a segurança, a garantia, tanto para os profissionais da educação, educadores, bem como os seus alunos, de que eles estarão, dentro de um aparelho escolar, dentro de uma escola, de forma absolutamente segura. Todos os rituais sanitários, de distanciamento, uso de máscaras, oferta de álcool gel, aferição de temperatura, estão fazendo parte, bem como uma redução da circulação de pessoas, que, dessa maneira, garantirão este ambiente seguro. Mas, além de tudo isso, medidas também estão sendo tomadas. As medidas que já foram travadas e traçadas pelas municipalidades, no sentido de fazer inquéritos sorológicos... A sorologia, ela avalia o que aconteceu naquela região pregressamente, que são os inquéritos que a maioria dos municípios já vem fazendo. Por outro lado, nós orientamos que aquelas pessoas que tenham sintomas mínimos, sejam dor de garganta, nariz entupido, uma febre baixa, quer dizer, sintomas muito leves, sequer venham às escolas, sejam funcionários, sejam os alunos, e são testadas nas unidades básicas de saúde. Todas aquelas pessoas do seu entorno, aquelas pessoas que tiveram contato, seja no ambiente escolar, seja no ambiente familiar, seja no ambiente social, são testadas. Então, nós fazemos um rastreio das pessoas no entorno. Então, a isso nós fazemos o rastreio do PCR de sintomáticos. Essas medidas que são sendo traçadas hoje são complementações. O que elas fazem? Elas fazem um rastreio, um acompanhamento para identificação de vírus em pessoas sem sintomas. Isso vai ajudar muito nós avaliarmos, na progressão das próximas semanas, o quanto tem de circulação do vírus numa determinada região, assim como, se nós tivermos, identificarmos um número de casos que nos exija fechar aquela escola, assim será feito. Então, isso é uma prerrogativa para que nós estejamos, de uma forma bem embasada, deixar a comunidade tranquila, seus pais e familiares, que tudo que acontece dentro da escola está sendo monitorado. Então, esse é um projeto que está se iniciando, como disse muito bem o governador, nos 20 municípios, vão ser 10 mil alunos que serão avaliados, 9.673 funcionários, que, dessa forma, estarão sendo avaliados de forma amostral. A forma amostral é uma forma que permite nós entendermos o que vai acontecer em cada uma das localidades. Por isso, eu não preciso fazer em toda a população, mas essa pequena amostra me sinaliza, me oferta dados para que eu possa promover alguma abordagem, como disse, de manutenção da funcionalidade, ou não. Muito obrigado, fico aberto depois a perguntas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Governador, muito breve. Primeiro que é muito bom estar numa escola, uma escola que está tendo atividades, e eu queria aqui saudar e agradecer muito ao prefeito Fernando por ter nos autorizado. É uma questão de dar oportunidade para os estudantes, para as escolas que apresentam o projeto de forma opcional, esta escola, [ininteligível] diretor Pedro, conjunto de professores, têm ofertado, especialmente aos alunos do 3º ano do ensino médio. Professor Reinaldo, nosso dirigente, tem ofertado então aulas já presenciais, reforço, recuperação, atividades para esses estudantes. Por isso estamos aqui hoje. E essa escola tem passado por uma transformação, governador. Só para se entender, no ano, nos anos anteriores, ela recebia de dinheiro na escola em torno de R$ 5 mil, esta escola recebeu R$ 250 mil para fazer as melhorias. Isso faz uma diferença muito grande. Temos muitos desafios, temos muita coisa a resolver, mas são passos nessa direção. Este recurso, mais o recurso que inclusive está chegando agora, especialmente para reforçar ainda mais ações para o Covid, tem dado possibilidade para que as escolas, de forma opcional, construam gradativamente. Nós confiamos muito que esta parceria com a saúde, ela é fundamental para que a gente dê passos seguros nesse retorno gradual e opcional que estamos fazendo nesse momento, seja aqui a amostra, seja inclusive a parceria com a prefeitura. Sempre que precisamos fazer testagens, por exemplo, estamos tendo apoio daqui da prefeitura de Taboão ou de outras prefeituras, e é muito importante registrar isso. Voltar às atividades, gradativamente, é fundamental para o bem das nossas crianças, seja pela aprendizagem, pela saúde mental. E estou muito feliz em estar aqui hoje, governador, com esse momento histórico e importante também para a educação, agradecendo muito também a parceria com a Secretaria de Saúde.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. E agora, pra encerrar, o prefeito de Taboão e médico, Fernando Fernandes.

FERNANDO FERNANDES, PREFEITO DE TABOÃO DA SERRA: Bom dia a todos, bom dia, governador, bom dia, secretários. Aqui em Taboão, governador, nós sempre priorizamos a testagem. Desde o início, através da comunidade científica, entendendo a comunidade científica, e o senhor conduziu toda essa pandemia com a ciência. Eu quero aqui deixar claro pra todo mundo que o senhor foi de uma responsabilidade muito importante. Por isso que São Paulo, o maior estado do Brasil, não teve problemas em relação a leitos de UTI, atendimento, nenhum paciente, em lugar nenhum em São Paulo, ficou sem ser atendido. Isso, graças à sua responsabilidade. Aqui no Taboão, nós já realizamos mais de 43 mil testagens, mais de 13 mil RT-PCRs e mais os exames, a testagem rápida. Então, nossa preocupação é essa. Então, essa testagem vem reforçar aquilo que a gente tem feito muito fortemente no nosso município. E deixar claro que é muito importante essa ação, Rossieli, porque essa volta ao ensino, aqui do ensino médio, ela não é só uma volta pedagógica, mas ela é uma volta social, porque esses jovens estão nas ruas. Num período em que eles deveriam estar na escola, eles estão nas ruas. Então, essa volta tem um significado social muito grande, por isso, mais uma vez, parabéns, Rossieli, parabéns, governador, pela responsabilidade que vocês têm conduzido a pandemia no Estado de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fernando, obrigado, prefeito. Bem, vamos agora às perguntas. Eu tinha aqui a relação... Está aí com você? Eu me lembro que o primeiro era o Willian. Ah, tá aqui.

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Não, não é isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não... Ela já cortou você, Will.

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Mas o primeiro é o Willian Kury.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Primeira providência foi cortar o...

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Mas está na... Está aqui, olha, está aqui na sequência. Não é essa.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu não tenho a relação aqui.

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: É uma pequenininha. Tudo bem.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não está aqui, mas vamos... Começando com o Willian Kury. Você voltou à cena agora, Will. Desculpa, boa tarde, Will. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Estamos falando da importância da volta presencial, mesmo no meio de uma pandemia, pra saúde mental também, tanto dos professores quanto alunos. Mas a gente sabe que a normalidade, só depois que tivermos com a vacina, eu queria falar sobre a vacina, ontem teve a reunião do secretário com os secretários estaduais e representantes do Ministério da Saúde, e o resultado, pelo menos pro Estado de São Paulo foi meio decepcionante em relação ao que foi apresentado pelo Governo Federal em relação à coronavac, o governo apresentando o calendário previsto da vacinação contra a Covid-19, prevendo para abril com outras vacinas e não com a vacina que está sendo conduzida pelo Instituto Butantan. Eu queria saber, se não houver mesmo o apoio do Governo Federal, se esgotarem todas as possibilidades, o que o Estado de São Paulo vai fazer?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, você tem microfone aqui ou precisa desse seu? Então, eu vou responder junto com o Jean Gorinchteyn, essa importante pergunta, formulada pelo William Cury, da TV Globo, Globo News. Will, nós temos uma reunião no próximo dia 22, perdão, 21, né, 21, temos uma reunião no próximo dia 21 de outubro, quarta-feira, em Brasília, com o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, e os secretários de saúde do Ministério da Saúde, e também, no mesmo dia, com o Almirante Antônio Barra, que é o presidente da Anvisa. Nós vamos, acompanhados por parlamentares, do Senado e da Câmara, das comissões destacas nas duas casas do Congresso Nacional, para o tema da vacina, e a nossa posição é não politizar a vacina, como não politizamos a Covid-19 em São Paulo, nós damos aqui o tratamento da ciência e da saúde, não há tratamento político, nem ideológico, nem partidário e nem eleitoral, e entendemos que a vacina não pode estar contaminada por nenhum processo de ordem eleitoral, ideológico, partidário ou eleitoral, a vacina é para salvar vidas, nós não estamos numa corrida pela vacina, nós estamos numa corrida pela vida, a vacina do Butantan com a Sinovac é a mais avançada das vacinas neste momento, em última etapa de testagem, aqui no Brasil, ela termina esta semana, neste final de semana e na segunda-feira os resultados já serão encaminhados integralmente para a Anvisa pelo Instituto Butantan, será objeto, inclusive, da coletiva de imprensa da próxima segunda-feira, com o Dr. Dimas Covas, que é cientista, e é o presidente do Instituto Butantan. A visão do Governo do Estado de São Paulo, Will, é no sentido de que tendo a vacina, vacinar, não há razão para vacilar, nós estamos perdendo 500 vidas por dia, em média, no Brasil, ora, vamos deixar de vacinar por uma vacina que não é aquela desejada por A ou por B, não, a vacina tem que ser eficaz, não importa se ela é chinesa, francesa, inglesa ou portuguesa, ela tem que ser eficaz, é isso que manda a ciência, a ciência não se pauta pela política, e nem por calendário eleitoral, e muito menos por conduta ideológica, a ciência se pauta para salvar e preservar vidas, e este é o sentido do Governo do Estado de São Paulo, portanto, vamos em missão de paz no dia 21, mas com a certeza de que nós desejamos ter a vacina, para os brasileiros de São Paulo e para os brasileiros do Brasil, a posição do Governo do Estado de São Paulo é que o Instituto Butantan possa fornecer vacinas para todo o Brasil, condições pra isso o Butantan tem, aliás, apenas pra lembrar, entre abril e junho deste ano, você, que é médico, Fernando, sabe disso, toda a imunização com a vacina contra a gripe foi providenciada pelo Instituto Butantan, o Butantan forneceu todas as vacinas, 80 milhões de doses da vacina para o Ministério da Saúde, que depois fez o programa, através do SUS, o programa de imunização nacional, portanto, a defesa da vacina é a defesa da vida, dos brasileiros de São Paulo e dos brasileiros do país. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sempre é importante ressaltar que a relação que existe do Instituto Butantan com o Ministério da Saúde é uma relação que já vem de várias décadas, como bem disse o governador João Doria, 80% do sistema de fomento de vacinas para o programa nacional de imunização vem de São Paulo, e 100% das vacinas de gripe vem do Butantan, portanto, essa parceria técnica, científica e comercial, ela já existe, e não seria diferente num momento como esse, nós temos as tratativas que já vem acontecendo, pelo menos a cada 15 dias, presencialmente, Dimas Covas, eu e o secretário [ininteligível] temos visitas cordiais e pessoais com o ministro Pazuello, que nos atende de uma forma muito elegante, e assim como o governador João Doria, o ministro tem a ampla ciência que o Brasil precisa de vacinas, não é uma vacina, uma vacina não dará conta de nós imunizarmos os brasileiros, portanto, quanto mais vacinas de qualidade, técnicas, científica, nós poderemos voltar aí sim ao nosso normal, impedindo perda de tantas vidas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean, e apenas pra complementar, a vacina do Butantan termina nesse final de semana a sua terceira e última fase de testagem, foram 13 mil médicos e enfermeiros, em sete estados brasileiros, seguindo os protocolos internacionais e toda testagem feita com acompanhamento de um comitê científico independente e também o acompanhamento da própria Anvisa, não há razões nenhuma, aliás, pra duvidar sobre a eficiência da testagem, a transparência da testagem e a quem estamos testando, médicos e enfermeiros exclusivamente, portanto, não se coloca dúvidas sobre a questão científica da vacina, assim como nós não colocamos dúvida sobre a questão científica de outras vacinas, seja a vacina de Oxford, seja a vacina Jensen, seja a vacina Modern, seja outra vacina, como disse o secretário Jean Gorinchteyn, até por ser especialista nisso, como médico infectologista, nós precisaremos de mais de uma vacina, precisaremos de vacinas, quanto mais vacinas tivermos testadas e aprovadas e submetidas à Anvisa e rapidamente aprovadas pela Anvisa, mais brasileiros e mais rapidamente estarão a salvo da Covid, e nós estaremos preservando vidas, este é o sentido do que faz o Governo de São Paulo com o Instituto Butantan, e a vacina contra a Covid-19. Vamos agora a próxima, a Marcela Lorenzeto, da Rádio CBN, Marcela, prazer em revê-la.

MARCELA LORENZETO, REPÓRTER: Prazer. Bom, ainda no âmbito da vacina, eu queria saber também do secretário a respeito da reunião de ontem, se houve outros secretários que se incomodaram com a ausência da coronavac neste calendário de vacinação, e também o senhor já chegou a dizer que as doses, as primeiras doses da vacina podem sair ainda em dezembro, pra vacinar os grupos prioritários, de risco, mas a gente teve uma, a Organização Mundial da Saúde fez um alerta dizendo que os jovens só poderão ser vacinados em 2022, por causa de questão logística, produção da vacina, apesar dos avanços com as várias candidatas por aqui. Queria saber do senhor como é que fica essa previsão, já que as pessoas ficam ansiosas pra saber do imunizante.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: É. Vou, de novo, dividir a resposta, Marcela, com o nosso secretário da saúde, que conhece isso, até porque a sua experiência de vida, como médico, infectologista, está muito vinculada à vacinas e processos de imunização, mas quero dizer que nós fizemos uma pré encomenda à Sinovac, parceira do Instituto Butantan, pra 100 milhões de doses da vacina, portanto, é uma quantidade robusta, mas vamos precisar de mais vacinas, é importante ressaltar que nós, em São Paulo, não olhamos a origem da vacina, nós olhamos a eficácia da vacina, se ela é eficaz e segue os protocolos, e tem aprovação da Anvisa, ela deve ser aplicada para imunização dos brasileiros, e é nesse sentido que nós estamos dialogando com o Ministério da Saúde, o que não vamos admitir é politização da vacina, não há hipótese do Governo de São Paulo, e eu, como governador, aceitar qualquer colocação postergatória, seja do Ministério da Saúde, seja da Anvisa, para não iniciar a vacinação o mais rapidamente possível, volto a repetir, 500 brasileiros perdem a vida todos os dias, vítimas da Covid-19, não é justo que 500 pessoas percam a vida a cada dia por postergação na decisão de aplicação da vacina, se ela tem as condições para ser qualificada, classificada como uma vacina eficaz, nós estamos falando de uma corrida para salvar vidas, e para salvar vidas, São Paulo utilizará todos os recursos necessários, primeiro no entendimento, no diálogo republicano com o Ministério da Saúde e com a Anvisa, tecnicamente, mas se isto não ocorrer, saberemos como utilizar mecanismos outros para fazer valer a vacina para os brasileiros, pelo menos os que vivem em São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: A reunião que foi estabelecida ontem, entre os secretários da saúde, em presença com os secretários do Ministério da Saúde, trouxe algumas estimativas de vacinas que estariam disponíveis, e é claro que nós temos o entendimento conjunto, quanto secretários e quanto médicos que somos, que ter todas as vacinas disponíveis, merecedoras da mesma atenção, é o preconizado, volto a dizer que nós estamos recebendo uma atenção muito intensa por parte do ministro e o fato de nós não termos identificado ontem a vacina da coronavac como do pleito, causou constrangimento pra todos, a ponto de hoje ter sido encaminhado pelo conselho, formado pelos secretários da saúde, ao ministro, a solicitação que isso viesse a acontecer, nós não temos dúvida que o Ministério tem essa prerrogativa, essa preocupação de vacinas, e com isso nós estaremos inserindo, assim como as outras vacinas, mais a vacina do Butantan no programa nacional de imunização, o qual será distribuído, através do Sistema Único de Saúde, pra todo Brasil, de forma gratuita, nós lembramos que, naturalmente, assim como acontece com a vacinação da gripe, são eleitos, são elegíveis grupos prioritários, são aqueles grupos que têm o risco de evoluir de forma grave de doença, ou aqueles grupos prioritários por se tratarem de pessoas que estão muito mais expostas, portanto, em risco de adquirirem em maior intensidade a exposição ao vírus. Dessa maneira, rituais estão sendo tomados, e análises pelas câmaras técnicas, tanto da secretaria, quanto do próprio Ministério, pra saber quais serão esses grupos, muito possivelmente seguindo as considerações que vem acontecendo para a vacina da gripe, como profissionais da saúde, em conjunto com Polícia Militar e Forças Armadas, pessoas, professores, na parte educacional, e portadores de doenças crônicas. E, a partir de então, ampliando-se pra outras categorias.

MARCELA LORENZETO, REPÓRTER: Mas tem prazo? Algum prazo já delimitado?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Por enquanto, ainda não, mas vamos desenhar, eu acho que nas próximas semanas, à medida que nós tivermos esse desenho logístico dos grupos que serão eleitos, a partir de então a gente pode fazer novas considerações.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Mas, Marcela, só pra concluir a resposta a você, nós teremos a vacina já em dezembro, isso é fato, isso é real, já temos um lote de seis milhões de vacinas que chegam agora, até o final deste mês, receberemos mais 41 milhões de vacinas no mês de dezembro, e o Governo de São Paulo já garantiu 60 milhões de vacinas, o que nós desejamos é que isso seja ampliado, e que seja colocado dentro do Sistema Nacional de Imunização, que é o correto, sempre foi feito assim, nas últimas quatro décadas no Brasil, nunca houve discussão sobre origem de vacina, nunca se colocou fator ou vetor político em vacina, isso nunca aconteceu no Brasil. Nos últimos 40 anos, isso não aconteceu, é a primeira vez que está sendo colocada em questão a origem da vacina. Isto não existe, a ciência não estabelece valor de vacina pela sua origem, por onde ela é feita, e sim pela eficácia da vacina. E é isso que nós defendemos, ou seja, ter a ciência como parâmetro e não a política. Próxima pergunta é da Ane Barbosa, da CNN. Ane, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador e a todos. O senhor deu uma entrevista à rádio hoje de manhã, foi bastante esclarecedor, sobre a Coronavac [ininteligível] assunto do dia, vou voltar mais um pouquinho. Se existe essa confiança realmente do retorno positivo do Ministério da Saúde ou isso ainda é uma dúvida, pelo retorno de ontem, o constrangimento. E volto ao inquérito sorológico, sobre as aulas. A cidade de São Paulo já realiza esse inquérito e justamente tendo ele como base não retornou ainda às aulas. Se os testes forem positivos na maioria dos estudantes, existe a possibilidade de as aulas serem suspensas novamente no estado?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então são duas perguntas. Eu começo respondendo a primeira, a segunda nós vamos dividir, com o Jean Gorinchteyn e o secretário da Educação, Rossieli Soares. Eu, de fato, fiz uma entrevista hoje pela manhã, na CNN Rádio, com a Thaís Erédia e o Sidney Rezende. Afirmei isso que estou falando aqui a vocês e volto a reafirmar: A nossa expectativa e o nosso desejo é a visão técnica, científica e republicana do Ministério da Saúde e da Anvisa, é nisso que eu confio, por isso agendamos duas reuniões em Brasília, no mesmo dia, dia 21 de outubro. Com o ministro da Saúde e com o presidente da... E o presidente da Anvisa. E iremos acompanhados do Dr. Jean Gorinchteyn, do Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, e também de parlamentares da comissão mista do Congresso Nacional, deputados e senadores, que estão cuidando da vacina. São de vários partidos, de vários estados aqui, também a visão do Congresso Nacional não é visão nem partidária, nem política, e muito menos ideológica. Seguindo o rito da ciência e seguindo o rito da urgência, porque nós estamos diante de uma pandemia, nós seremos parceiros e estaremos ao lado do Governo Federal, tanto do Ministério da Saúde como da agência independente que regula as atividades de saúde, as atividades sanitárias no Brasil, que é a Anvisa. E é assim que nós desejamos. E volto a repetir: Se houver uma posição de ordem política, eleitoral ou ideológica, São Paulo vai reagir. Mas nós esperamos que isso não seja necessário, porque nós estamos falando de vida, e eu considero no mínimo constrangedor que algum representante público federal possa desqualificar uma vacina que está próxima de ser aprovada, para imunizar e salvar vidas, em nome de posições ideológicas, partidárias ou políticas. Jean e Rossieli.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: O que tem sido feito agora, ele não é o mesmo tipo de análise que foi feita pelas prefeituras. As análises, elas são sorológicas, o teste rápido, aquele do dedinho, que vai mostrar se aquelas pessoas tiveram, em algum momento, a doença. Quando nós fazemos esse teste, que é o do cotonete, que não é, então, portanto, o do dedinho, é um outro teste. Por isso ele é virológico, ele identifica a presença do vírus e com isso identifica, nesse momento, em tempo real, a circulação do vírus, o Corona Vírus, naquela região, naquele momento. Então, ele é um dado a mais que dá suporte, aí sim, para estabelecer até medidas epidemiológicas e sanitárias de incluir o fechamento das escolas, se isso for necessário.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: É, exatamente o que o Dr. Jean explicou, Ane. Nós hoje utilizamos todo e qualquer estudo, toda a qualquer pesquisa que seja realizada, diariamente, nós temos equipes que estão olhando pra isso. Todos os dias, temos novidades, todos os dias teremos. Então, continuaremos fazendo isso. Obviamente que esta testagem vai nos dar... Ela é justamente para nos dar mais um ponto para que a gente vá escolhendo os nossos caminhos. Obviamente, a nossa intenção não é fechar escola, mas sempre a prioridade será a saúde. Obviamente, vamos trabalhar, continuar trabalhando com orientação da Secretaria de Saúde, do Centro de Contingência, que tem nos orientado. Inclusive, participei da reunião essa semana, discutimos esse tema, junto com o secretário Jean, junto com todos os médicos que lá compõem o Centro de Contingência, mas estamos muito seguros dos passos que estamos dando em relação à educação, e mais este passo importante aqui da testagem via PCR.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Obrigado, Ane, pelas perguntas. Agora a última é da Maira, da Rádio BandNews e TV Bandeirantes. Maira.

REPÓRTER: É, bom, queria reforçar... Queria que o senhor reforçasse pra gente então o que acontece [ininteligível] profissional ou um aluno testa positivo, como é que é o procedimento? Quantos casos confirmados são precisos para que a escola seja fechada, se existe esse limite, e sobre as fiscalizações. Vai ter fiscalizações frequentes? Se uma nova escola quiser abrir, se existe esse processo também de fiscalização. E a gente recebeu alguns relatos na Rádio Bandeirantes de escolas em São Mateus, Guarulhos, que não tenham ainda os EPIs, não tenham a preparação para conseguir abrir. Até informaram pais, alunos. Então, queria saber como é que funciona nesses casos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, Maira, eu vou pedir ao secretário de Educação, Rossieli Soares, para responder, mas antes mesmo da resposta dele eu posso lhe assegurar: não há nenhuma escola pública estadual sem os equipamentos de proteção individual e sem os protocolos. Nenhuma. Todas as escolas foram revisadas, rechecadas pela equipe do secretário Rossieli Soares, todas, checadas e rechecadas. Então, escola estadual, com certeza, não foi, porque nós fizemos um protocolo rigorosíssimo para a checagem de limpeza, manutenção, os protocolos sanitários, fornecimento e uso de máscara, dos aventais, de luvas, de álcool em gel e também o correto funcionamento dos banheiros nas escolas públicas estaduais. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Bom, vamos lá, são muitas perguntas. Primeiro, em relação ao protocolo de fechamento, de afastamento de estudantes, é sempre olhando o caso real de como é que vai ser feito. Se a gente tem um caso apenas na escola, nós não fechamos a escola, nós acompanhamos. E coisa mais importante do que ter o teste de todos é acompanhar quem são os contactantes, é você saber quem são as pessoas com quem ela teve contato. Nós estamos falando de escola que tem rodízio de entrada, rodízio de horário de saída, rodízio do horário da merenda. Então, não são todos os alunos que vêm para uma atividade que se encontram. A primeira coisa então é conseguirmos acompanhar, assim, todos os passos, com quem tem. E aí, observamos e testamos todas as pessoas que foram contactantes. Se mais de uma pessoa tiver, for contactante, por exemplo, dentro da turma, podemos tomar uma decisão em relação àquela turma efetivamente. Se tivermos mais pessoas na escola, teremos uma outra decisão em relação à escola, que poderá, sim, chegar até o fato de aquela escola, eventualmente, ser fechada. Mas lembrando, o vírus, o comportamento do vírus, ele não é a escola, ele é a comunidade de forma geral onde ela está inserida. Ela está inserida numa comunidade. Então, o procedimento vai neste sentido, é o que o protocolo está estabelecido. Quanto a EPIs, algo muito importante: Nós estamos fazendo, inclusive o diretor e o nosso dirigente que estão aqui sabem disso, os EPIs, todos os equipamentos são entregues sempre por demanda, de acordo com a escola vai apresentando. Primeiro lugar, não é obrigatório o retorno, então a escola precisa dizer: eu quero voltar. Para isso, eu vou ter esse tipo de atendimento, vou atender número xis de alunos, xis professores querem voltar e todos os EPIs estão, sim, à disposição da escola, sempre a escola e a Diretoria de Ensino estão fazendo essa ponte com a nossa equipe e todas estão. Se a escola não tiver condições, por exemplo, e um caso que a própria Rádio Bandeirantes tem falado sobre isso, é uma escola que está em reforma. Ela não tem condições, porque ela está em reforma, e ela, em reforma, não poderá receber alunos. Não é por conta da epidemia, é porque estamos fazendo uma reforma. Aliás, nós estamos priorizando uma série de reformas, em muitas escolas. E nem estou falando do dinheiro, do programa do Dinheiro Direto na Escola, que a própria escola faz também as suas reformas, as suas melhorias, como é o caso dessa escola, mas temos também reformas sendo feitas, e aí temos que observar a realidade local específica da escola. Desafio qualquer escola. Quer abrir? Não tem problema, é só fazer. Guarulhos [ininteligível] não vai abrir por causa disso, é porque ela não tem autorização, inclusive da prefeitura. Então, não pode nem ser verdade sobre isso, porque nós não entregamos EPI lá porque não tem autorização da prefeitura pra abrir. Se o prefeito quiser autorizar, aliás, fica o meu pedido, ele autoriza, a gente abre, estarão lá todos os EPIs e com todo o cuidado e a comunidade poderá ficar tranquila quanto a isso. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E Maira, para finalizar, eu pedi a palavra do prefeito, especificamente, que é médico, aqui do Taboão, para explicar um pouco o procedimento nessas circunstâncias. Se houver um caso, por exemplo, de um aluno, que tenha sido testado positivo.

FERNANDO FERNANDES, PREFEITO DE TABOÃO DA SERRA: Então, Maira, a saúde é municipalizada. À medida que se faz o diagnóstico aqui, se tem um RT-PCR positivo, isso será informado à saúde pública do município. E todo o histórico e todo o inventário desse aluno será feito pela Secretaria Municipal de Saúde do município. E também vale a pena dizer aqui, o nosso secretário da Saúde pode confirmar, que você pode ter um PCR positivo, mas aquele PCR não ser recente, ele ser um lixo genético ainda que aquele aluno apresenta, mas não é um PCR... Por isso que tem que ser feito todo um inventário e todo um histórico, inclusive pra saber se aquele caso é um caso recente. Mas toda família será investigada, desse aluno, e todos os contactantes dele serão investigados. Isso vai ser uma responsabilidade do município.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, queria agradecer a todos. Nós vamos encerrar aqui a coletiva. Amanhã, temos uma nova coletiva, lá no Palácio dos Bandeirantes, às 12h45, informações novas e importantes. Agradecer a todos pela presença, também aos cinegrafistas, fotógrafos, e pedir desculpas também pelo horário. Um pouco inconveniente, porque pegou o horário do almoço, então queria transmitir as desculpas a vocês, por estar utilizando um pouco o horário que vocês têm todo o direito de estarem se alimentando. Desejo uma boa tarde, por favor, se protejam, e amanhã estaremos juntos lá no Bandeirantes. Obrigado, pessoal. Tchau.

[Falas sobrepostas]