Coletiva - Governo de São Paulo anuncia estado de calamidade pública em território paulista 20202003

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Coletiva - Governo de São Paulo anuncia estado de calamidade pública em território paulista

Local: Capital - Data: Março 20/03/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde. Nós estamos aqui no Palácio dos Bandeirantes em São Paulo. Queria registrar a presença do prefeito Bruno Covas, mais uma vez aqui ao nosso lado, prefeito da capital de São Paulo, repito, todas as ações que temos feito a nível do estado, elas são compartilhadas com a prefeitura, e a prefeitura também compartilha as suas ações com o governo do estado de São Paulo, na área da sa&uacute ;de, na área do transporte, mobilidade, e outras medidas vinculadas à crise do Coronavírus. Também ao nosso lado, o secretário de Saúde do estado de São Paulo, José Henrique Germann, e o coordenador do centro de contingência COVID-19, doutor David Uip. Estão também presentes aqui ao lado, acompanhando, Rodrigo Garcia, vice-governador e secretário de governo do estado de São Paulo. Alexandre Baldy, secretário de Transportes Metropolitanos. João Octaviano, secretário de Logística e Transportes. General Campos, secretário de Secretaria de Segurança Pública. Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente. Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. Vinícius Lummertz, secretário de Turismo. Coronel Nivaldo, secretário de Administração Penitenciária. Patrícia Ellen secretária de Desenvolvimento Econômico. Cleber Mata, secretário de Comunicação. Dimas Covas, diretor do Instituto Butantã. E Rui Ferraz, delegado geral de polícia. O Bruno Covas também está acompanhado aqui de vários dos seus secretários, eu destaco o Edson Aparecido, secretário de Saúde do município de São Paulo. Queria abrir esta coletiva de imprensa mais uma vez agradecendo os profissionais de imprensa do Brasil, vocês têm feito um trabalho muito importante, eu repito, nós estamos em uma guerra, é o pior momento da história do país, desde a Segunda Guerra Mundial, essa é uma guerra contra um vírus e contra os efeitos que o Coronavírus vem tendo em toda a população do país, não há mais ou menos, embora o epicentro desta crise de saúde sanitária seja S&ati lde;o Paulo, mas ela atinge todo o país. Portanto, estamos em um processo de guerra, guerra contra o vírus, guerra para termos a manutenção mínima de empregos e a oportunidade de renda para milhões de brasileiros. E nós temos que fazer esse enfrentamento juntos, não há hipótese de fazer esse enfrentamento de maneira isolada, separada, ou utilizando mecanismos ideológicos, partidários ou sectários, temos que estar juntos para vencermos essa guerra. E a imprensa brasileira, particularmente aquela que tem acompanhado diariamente os informes, tem sido extremamente correta, eu queria cumprimentá-los, pois um dos fatores primordiais nessa guerra é a informação transparente, objetiva, bem analisada e bem apresentada à população. Quero também, e faço isso em nome do Bruno Covas, oferecer a nossa solidariedade aos profissionais de s aúde da capital de São Paulo, do estado de São Paulo, profissionais que atuam no setor público e no setor privado, o enorme sacrifício e o esforço desses profissionais, Bruno, secretário José Henrique Germann, e David Uip, tem sido exemplar, eu diria nos emocionado, inclusive, a forma com que esses profissionais tem atuado, superando horas de trabalho, dificuldades, cancelando suas férias, cancelando as suas licenças, e atuando não só com a sua habilitação, o seu conhecimento, mas também de forma humanitária para proteger vidas e salvar vidas. Portanto, a todos que estão no sistema de saúde público e privado no estado de São Paulo, muito, muito obrigado, sei que além de falar em nome do Bruno Covas, falo também em nome de 46 milhões de brasileiros de São Paulo, agradecendo a vocês pelo trabalho que est&a tilde;o realizando, e pelo trabalho que ainda vão realizar. Também tenho que fazer, e de novo, faço ao lado do Bruno Covas um agradecimento a todos os profissionais de segurança pública, primeiro aqueles do âmbito público, a guarda civil metropolitana do município de São Paulo, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiro, Polícia Científica, agentes do sistema prisional do estado de São Paulo, também muito obrigado a todos vocês, e eu tomo a liberdade de incluir aqui também os profissionais de segurança privada de empresas que atuam aqui em São Paulo, aos seus dirigentes, e aos seus profissionais que o nosso reconhecimento está sendo feito aqui mais uma vez a vocês, pelo trabalho, por também estarem se sacrificando, sacrificando a vida comum ao lado dos seus familiares para estarem a postos, mobilizados para defender vid as, proteger patrimônio e proteger a população aqui no estado de São Paulo, a todos vocês também, o nosso sincero agradecimento. Por fim, antes de apresentarmos as medidas, quero aqui fazer o meu gesto de solidariedade à China e ao povo chinês. A China foi o primeiro país a sofrer as consequências gravíssimas do Coronavírus, e o país se mobilizou para proteger, à medida do possível, os seus cidadãos, o seu povo, e nós somos absolutamente solidários à China e ao povo chinês. E eles têm demonstrado solidariedade a nós, e à outras populações, notadamente na Europa, oferecendo condições, informações e equipamentos para ajudar outras populações. Não é justo que ninguém, quem quer que seja, seja ele brasileiro ou não, possa fazer qualquer tipo de acusação à China ou ao povo chinês. Renovo aqui, e falo também em nome do Bruno Covas, a nossa solidariedade ao povo chinês, e à China. E também à Itália, Espanha, Portugal, países latinos, irmãos de brasileiros, muitos das nossas origens, é o meu caso e do Bruno, Bruno de origem espanhola, a minha origem é a origem italiana, a sensibilidade e a emoção que temos por circunstâncias tão trágicas e tão duras que esses países e essas populações estão vivendo. Não é diferente de outros países europeus, não é diferente de outros países na África, na América, na América Latina, mas em especial aos de origem latina, que são matrizes de vários milhões de brasileiros que aqui estão, a nossa solidariedade também. Medidas que s erão anunciadas hoje pelo governo do estado de São Paulo, e pela prefeitura da cidade de São Paulo. Primeira medida, o reconhecimento do estado de calamidade pública no estado de São Paulo, a partir de amanhã, sábado, dia 21 de março, com a publicação no Diário Oficial do estado. O estado de calamidade pública, decorrente das circunstâncias da epidemia do COVID-19. O objetivo desta medida não é gerar pânico, nem pavor, mas gerar facilidades de ações do governo e dos municípios, dos 645 municípios do estado de São Paulo. Repito, não é para criar nem pavor, nem pânico, nem agravar a situação, é para permitir uma atuação mais correta, mais precisa e mais rápida, dadas as características que o estado de calamidade pública permite ao poder público estadual , e aos poderes públicos municipais. O decreto já foi assinado, será publicado amanhã, e dispõe de medidas adicionais às demais medidas que nós já adotamos até o presente momento. E repito, o decreto simplifica o processo de compras e contratações de serviços essenciais, tira qualquer burocracia e protege os gestores públicos dessas medidas, dando mais agilidade e rapidez ao governo neste enfrentamento. Quero repetir o que temos dito ao longo de todos esses dias, na verdade, nós estamos fazendo encontros com a imprensa nos últimos 17 dias, que todo dia é um dia de agonia, é um dia de dificuldade, mas é um dia de enfrentamento e de decisões. Bruno Covas e eu não hesitaremos em tomar todas as medidas que forem necessárias para proteger vidas, vidas de brasileiros em São Paulo, vidas dos que não são brasileiros, mas que vivem em nosso estado, vidas de todos indistintamente, crianças, adultos, pessoas idosas, é o nosso dever, é a nossa obrigação protegê-los. E todas as medidas que tivemos que adotar, revisar, ampliar, e muitas vezes, endurecer, nós adotaremos aqui sem nenhuma hesitação, mas faremos isso baseado em dados, em fatos, em circunstâncias, não precipitaremos medidas, mas faremos que elas sejam amparadas por informações que vem da área da saúde, da área de segurança pública para proteger os brasileiros de São Paulo, e salvar vidas, que é a nossa prioridade absoluta. Segunda medida, suspensão das atividades de serviços públicos estaduais não essenciais a partir de segunda-feira, dia 23 de março, até 30 de abril de 2020. Quais são esses serviços públicos de ordem estadual? O Brun o Covas também fará uma intervenção e falará sobre as atividades no âmbito da Prefeitura de São Paulo logo na sequência. Portanto, a partir de segunda-feira, dia 23 de março, estarão fechados o zoológico, o zoo safari, e as 102 unidades de conservação de todos os parques estaduais do estado de São Paulo, sob gestão do governo do estado de São Paulo, isso inclui o parque ecológico do Tietê, o Vila Lobos, Horto Florestal, o Jardim Botânico, o Parque da Água Branca, e todos os demais parques florestais, inclusive o primeiro parque já concedido ao setor privado, que é o parque do Horto Florestal de Campos do Jordão, igualmente, será fechada a partir de segunda-feira, dia 23, até o dia 30 de abril de 2020. E todas as datas poderão ser revistas, se necessário, para diminuir ou serem ampliados e isso nós comunicaremos oportunamente. Também serão fechados na segunda-feira equipamentos esportivos como os complexos do Ibirapuera e o Babi Barioni, ambos aqui na capital de São Paulo. Poupa Tempo, Detran e Junta Comercial do estado de São Paulo também serão fechados na segunda-feira, porém o atendimento à população vai prosseguir, serão feitos através de serviços online, e-mail e telefone, inclusive com plantões. As pessoas não devem ficar preocupadas, o atendimento à população não será interrompido, apenas deixará de ser presencial. E teremos estrutura para o atendimento correto, sereno equilibrado e prestativo à população a partir de segunda-feira dia 23. Também recomendo, não há necessidade de corrida a esses três órgãos no dia de hoje, no dia de amanhã, pois o atendimento será normal, apenas deixará de ser presencial. Também outra medida na suspensão de atividades de serviços públicos no estado de São Paulo, o encerramento dos cursos presenciais de qualificação do Via Rápida e do Novotec até o dia 30 de abril. E por último, o fechamento dos 15 escritórios regionais da Secretaria de Desenvolvimento Regional, igualmente, até o dia 30 de abril. Finalizo com algumas informações complementares, mas também relevantes, antes de passar a palavra ao prefeito da capital de São Paulo Bruno Covas. Fizemos um entendimento com a Apas, a Associação Paulista de Supermercados, conforme já divulgamos ontem, para a partir de segunda-feira, dia 23, repito, a partir de segunda-feira dia 23 e peço que os veículos, por favor, destaquem isso para que não haja nenhuma incorre&ccedil ;ão na informação aos consumidores, nos supermercados em São Paulo o álcool gel será vendido a preço de custo, a partir da segunda-feira dia 23. E também, tendo feito o acordo com a Abrafarma, a Associação Brasileira de Farmácias, igualmente, o álcool gel será vendido nas redes de farmácias. Nós, aqui, não estamos aplicando essa medida a farmácias que não fazem parte das redes de farmácias. As redes de farmácias venderão o álcool gel igualmente a partir de segunda-feira dia 23 de março a preço de custo, ou seja, a embalagem na sua capacidade, na sua gramatura, o preço será igual no supermercado e também nas redes de farmácias, reduzindo o custo e oferecendo condições de acessibilidade à população. Porém, o limite máximo por pessoa, po r venda, será de frascos, com o objetivo de evitar o acumulo, evitar os excessos e, com isso, prejudicar outras pessoas que queiram fazer aquisição do álcool gel nessas condições. Isso foi fruto de uma negociação do governo do estado de São Paulo com as duas principais entidades que atuam na área supermercadista e também nas drogarias. O tema das farmácias e supermercado, isso é válido, Bruno Covas, para todo o estado de São Paulo, não apenas região metropolitana, mas para todo o estado de São Paulo. Outra medida, nós estamos, em conjunto com o Bruno Covas, liberando oficinas de manutenção de veículos para que funcionem e ajudem as pessoas, empresas, incluindo ambulâncias, viaturas de polícia, motocicletas que atendem entregas de delivery, para que tenham serviço de manutenção. Isso n&atild e;o se aplica, quero deixar claro, a revendedores ou revendedoras de automóveis, mas, sim, as oficinas, para que os veículos possam ser mantidos, de duas rodas, três rodas ou quatro rodas, sejam ambulâncias, veículos de polícia, veículos da Guarda Civil Metropolitana, de sistema de delivery ou de segurança privada e a medida é válida em todo o estado de São Paulo. Também determinando, já finalizando a nossa intervenção, segurança pública. Ontem nós tivemos a reunião do conselho de segurança pública do estado de São Paulo com a liderança do general Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, ao lado dos comandantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros, sistema prisional, atenção reforçada em todas essas áreas e também no policiamento de rua e, em especial, de supermercados, farmácias, postos e unidades de saúde em todo o estado de São Paulo. Inclusive com a utilização de helicópteros, drones e o sistema de inteligência da polícia. Por último, quero deixar aqui um registro, na qualidade de governador do estado de São Paulo, para que as pessoas que estão nos ouvindo, nos assistindo neste momento, não há necessidade de corrida a supermercados nem a farmácias, nós estamos seguros de quem não haverá desabastecimento, nós montamos aqui, desde anteontem, um comitê executivo com os principais fornecedores de insumos na área de alimentos, na área de produto de higiene e limpeza e, assim como no setor do agronegócio, incluindo proteína animal, não há nenhuma perspectiva de desabasteci mento, portanto, não há necessidade da população fazer corrida a supermercados, farmácias ou outros centros de venda de produtos de consumo para um estoque desnecessário, comprem apenas aquilo que é necessário dentro do seu padrão e do seu bom-senso. As demais medidas que regularão estoque serão decididas pelo próprio setor privado de distribuição, seja em farmácias, seja em mercados. E finalizo com uma mensagem de carinho, conviva, a parir de agora, conviva mais com a sua família, com seus filhos, com seus pais, conviva com aqueles que fazem parte do núcleo mais importante da sua existência que são aqueles da sua família, a sua esposa, o seu marido, os seus filhos, os seus pais. Protejam as pessoas com mais de 60 anos, deem a elas o carinho, a proteção e não permitam, por favor, que pessoas com mais de 60 anos saiam das suas casas. Este é o segmento e essa é a orientação do Dr. David Uip, Dr. José Henrique Germann, Dr. Edson Aparecido e todos os profissionais de saúde pública e privada, é para protegermos as pessoas com mais de 60 anos. A prova de carinho, a prova de afeto é tê-los em casa ao seu lado, com os devidos cuidados para que possam conviver mais e extrairmos dessa grave crise uma lição de amor. Se praticarmos o amor, o afeto, o acolhimento e a solidariedade, isso nos tornará mais fortes para superar essa crise. E agora eu passo a palavra ao prefeito da capital de São Paulo Bruno Covas. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Obrigado governador, boa tarde a todos. Assim, aqui na linha de trabalho conjunto entre prefeitura de São Paulo e governo do estado de São Paulo, também, no Diário Oficial de amanhã nós teremos o decreto assinado por mim de reconhecimento de situação de calamidade pública na cidade de São Paulo. Isso também permite ao governo municipal uma série de agilidades para poder tomar as decisões e para poder efetivar as decisões tomadas pelo secretariado que tem se reunido diariamente para poder analisar os últimos dados e tomar as medidas cabíveis. Da mesma forma que o governo do estado, hoje também determinamos a partir de amanh&at ilde; o fechamento de todos os parques municipais na cidade de São Paulo. Imaginem o que é para um prefeito ter que determinar o fechamento do Parque Ibirapuera, cartão postal da cidade de São Paulo. Mas só que os parques, eles reúnem algo em torno de 200 mil pessoas por semana na cidade de São Paulo e a gente observou, ao longo dos últimos três dias um grande crescimento na frequência desses parques, a própria vigilância sanitária que, inicialmente era contrária ao fechamento dos parques por serem ao ar livre, por terem nenhuma possibilidade, ou possibilidade bem menor e mais remota de contágio, a própria vigilância sanitária resolveu recomendar isso à prefeitura de São Paulo, de forma que os 107 parques municipais, não apenas o Ibirapuera, o Parque da Aclimação, o Parque do Carmo, o Parque Trianon, todos os parques adm inistrados pela prefeitura também passam a estar fechados a partir de amanhã, da mesma forma que faz o governo do estado de São Paulo. Eu estava agora, governador, como mencionei no dia de ontem, lá em Parelheiros entregando as primeiras 20 UTIs que é o compromisso da prefeitura de São Paulo, serão, ao total, de mais 490 leitos de UTIs aqui na cidade de São Paulo, nós vamos dobrar o número de UTIs, eram 505, vamos acrescentar mais 490 leitos de UTI. E também anunciando as primeiras ações de transformação de alguns equipamentos em verdadeiros hospitais de campanha, leitos de menor complexidade. Serão 200 leitos lá no Pacaembu, então nós vamos adaptar o estádio do Pacaembu, isso já foi conversado junto com o novo concessionário, pra poder adaptar esses 200 leitos de observação, pra poder esvaziar e pra nã o ter nenhuma grande correria aos hospitais. Então, leitos de observação, 200, que devem ficar prontos em até duas semanas, lá no Pacaembu, e mais 1800 lá no Anhembi, então, será o total, mais 2000 leitos de baixa complexidade, que o município oferece, nesse trabalho conjunto prefeitura, estado e Ministério da Saúde, já preocupado com a terceira etapa desta doença, né, a gente passou pela etapa da informatização, levar informação pras pessoas, conscientização, estamos agora, né, na etapa da restrição de circulação, de evitar as aglomerações pra conter o número de casos aqui na cidade e no estado, e nós vamos chegar numa etapa, que é a etapa dos leitos a serem ocupados na rede pública de São Paulo, estado e município, então não apenas o município vai dispor com esses 400 novos leitos de UTI, que já estavam combinados, mas também 2000 leitos de baixa complexidade, reformando o Pacaembu e o Anhembi. Era isso, muito obrigado, boa tarde a todos vocês.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, nós permaneceremos aqui pras perguntas, mas, antes, duas informações, uma na área de transporte público e logística, transporte público, na capital de São Paulo, as áreas de atuação do Governo do Estado, metrô até ontem, dia 19/03, redução de 45% do movimento no metroviário em São Paulo. E MTU, são os ônibus intermunicipais, menos 40% até ontem, dia 19 de março. CPTM, os trens, menos 35% até ontem, dia 19 de março, lembrando que, gradualmente, considerando as medidas que a prefeitura da capital de S&at ilde;o Paulo, que o Governo do Estado, também as prefeituras da região metropolitana, e o encerramento completo de todas as aulas e demais medidas que se aplicam a partir de segunda-feira, dia 23, esses números serão reduzidos sensivelmente, o que determina a manutenção destas operações de forma seletiva, cuidadosa, com todo programa de higienização de ônibus e vagões de trem e do metrô, permitindo o acesso e a mobilidade das pessoas, na região metropolitana, especialmente na capital de São Paulo, obviamente que essa é uma decisão pra hoje, se tivermos que revisar, revisaremos e adotaremos outras medidas, neste momento a redução sensível de ocupação e os programas de higienização, que estão sendo feitos, estão atendendo a recomendação sanitária dos profissionais de saúde . E, antes de passar aos profissionais de saúde, quero apresentar a vocês, nesta tela aqui a nossa direita, e a esquerda de vocês, o novo comercial que vai ao ar, é a segunda etapa da nossa campanha, que vai ao ar a partir desta noite, nas redes de televisão, vai também nas emissoras de rádio, a versão em áudio, e igualmente nas redes sociais. Nós estamos há 16 dias com campanha no ar, vocês têm assistido, tem visto, os que estão em casa e os jornalistas que estão aqui, agora vamos pra uma segunda fase, lembrando, mais uma vez, numa guerra, o desafio da comunicação e da informação precisa e transparente, é uma contribuição importante para orientação à população. Portanto, vamos exibir agora, tem 30 segundos. Por favor.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Atenção, como evitar o coronavírus.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Combater o coronavírus é um dever de todos nós, você já sabe como fazer a sua parte. Lavar muito bem as mãos sempre, usar álcool em gel, evitar multidões, pessoas com mais de 60 anos devem ficar em casa e não sair. Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca com o braço ou lenço descartável. E evitar o contato físico, nada de beijos, abraços ou apertos de mão. Nós também estamos trabalhando, já temos 100 hospitais preparados no estado, estamos criando mais de mil novos leitos de UTI na rede pública, vamos desafogar os postos de saúde e trazer a vacinação da gripe para as redes de farmácias. Boletins diário s para todos os prefeitos e prefeitas do estado. Vamos fazer o que for possível para evitar mortes no Estado de São Paulo. Todos contra o coronavírus.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Governo de São Paulo, estado de respeito.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Essa nova companha começa a ser veiculada, repito, hoje à noite, nas redes de televisão, nas redes sociais também, e a partir de amanhã nas redes de rádio em todo o Estado de São Paulo. Agora, vamos falar especificamente dos dados da saúde, as últimas informações, os últimos números disponíveis até o meio dia de hoje, com o Dr. José Henrique Germann, secretário da saúde do Estado de São Paulo, e na sequência a intervenção do Dr. David Uip, e as perguntas dos jornalistas. Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bom dia, muito boa tarde. Nós temos, para o dia de ontem pra hoje, 286 casos confirmados no estado, com cinco óbitos, isto passa também pela relação de suspeitos de 7669 suspeitos. Dos casos internados em terapia intensiva, casos graves, nós estaremos computando pra efeito de estatísticas e informação, aqueles que tiverem a confirmação diagnóstica do coronavírus. Então, hoje, nós temos 24 pacientes em UTI, confirmados, e todos em hospitais privados, nenhum em hospitais públicos. A partir de segunda-feira teremos o início da campanha de vacinação, muito importante, ela tem como foco a população de idosos, que chega a quase cinco milhões em toda grande São Paulo, e os profissionais de saúde, de 1.4 milhões, mais a força policial que esteja atrelada aos serviços de saúde também. Isso começa no dia 23. Uma outra informação é que a partir, também, do dia 23, o Instituto Butantan reforça pra nós, junto ao sistema de diagnóstico, e fará, terá capacidade de fazer até mil testes por dia. Então, agora, para o Estado de São Paulo, temos o Adolfo Lutz e o Instituto Butantan como entidades públicas que estariam fazendo o diagnóstico do coronavírus. Era o que eu tinha pra hoje, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Antes de passar pro Dr. David Uip, lembrando que o Dr. Dimas Covas, que aqui está, presidente do Instituto Butantan, estará a disposição dos jornalistas, se desejarem, para o atendimento, lembrando que nós estamos disponibilizando para o Ministério da Saúde, já foi feita a entrega, 75 milhões de vacinas, isso foi fruto do entendimento com o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião realizada aqui em São Paulo, a parte logística já foi feita, praticamente pra todo país, numa contribuição do Instituto Butantan ao sistema imunológico do Brasil, o Instituto Butantan é o maior produtor de vacinas da América Latina, um dos maiores produtores de vacina do mundo. Quero lembrar também, ao falar de vacina, que a partir da segunda-feira, dia 23, fruto igualmente de um acordo que o Governo do Estado de São Paulo com as redes de farmácia da Abrafarma, também haverá vacinação nas farmácias. Para haver esclarecimento, por favor, entrem no site da Abrafarma, para identificar quais são as redes e as demais informações para a correta utilização destes serviços. Dr. Germann, quer complementar?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Duas complementações só. A vacinação é feita pelo sistema da prefeitura municipal, nós damos todo apoio, apoio logístico e de recursos e a própria vacina, produzida no Instituto Butantan. A outra questão é que a vacinação, em farmácias, é para o mês de abril, a partir do dia 13 de abril.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perdão, corrigindo a informação, correta a informação do secretário, a partir do dia 13 de abril nas redes de farmácias, por isso, mais uma vez, entrem no site, os que estão nos assistindo, nos ouvindo, nos acompanhando, no site da abrafarma.com.br, que é a Associação Brasileira de Farmácias, e a partir do dia 13 de abril, o secretário, obrigado pela correção, Dr. David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito boa tarde, queria acrescentar ao que o secretário falou, que o Butantan, num segundo momento, ele vai conseguir fazer até dois mil exames por dia, e nós estamos criando uma grande rede de laboratórios no Estado de São Paulo. A Universidade de São Paulo já prontificou-se a ceder 17 laboratórios, ligados a universidade, que vão ser transformados em laboratórios pra atendimento de diagnóstico do coronavírus, isso é muito importante, por conta que a curto prazo, nós teremos uma demanda de indivíduos com o Coronavírus, especialmente os pacientes internados. Essa agilidade favorece a alta precoce dos não Coronavírus positivos, principalmente em ambiente de terapia intensiva. Então a gestão de leitos de terapia intensiva passa por um diagnóstico rápido e correto do Coronavírus. Inicialmente é isso, governador.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Dr. David Uip. Agora vamos as perguntas. Hoje nós, para ganharmos melhor dinâmica, fizemos, nós temos um total de nove perguntas. Eu vou pedir para termos e permanecermos dentro dos nove veículos de comunicação, uma pergunta por veículo, eu tenho certeza de que todos os jornalistas que aqui estão representando primeiro o bom jornalismo e depois bons veículos de comunicação, ao longo de nove perguntas abrangerão todos os temas importantes para a opinião pública do estado de São Paulo. Primeiro veículo é a TV Cultura, jornalista Vanessa Lorenzini. Vanessa, boa tarde! Sua pergunta, por favor.

VANESSA LORENZINI, TV CULTURA: Boa tarde a todos! Segunda-feira então começa a campanha de vacinação contra a gripe, pra evitar aglomerações nos postos de saúde nessas primeiras semanas, já que nas farmácias é só a partir do dia 13 de abril. Teremos novas medidas então, vacinação ao ar livre, distribuição de senhas, enfim?

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou dividir a pergunta com os dois integrantes do nosso comitê de Coronavírus, do Cosud 19, Dr. José Henrique Germann e Dr. David Uip, lembrando que a prefeitura de São Paulo é solidária e participa, evidentemente, da campanha de vacinação no município de São Paulo. Dr. Germann.

DOUTOR GERMANN: Exatamente. Estava vendo se o Dr. Edson estava por aqui para ele esclarecer melhor. Mas a campanha é realizada pela prefeitura de São Paulo e em todos os seus postos e escolas. Está previsto que a gente utilize as escolas também. Então com isso dá uma quantidade de pontos de vacinação bastante grande, procurando evitar e diluir aglomeração dos primeiros dias. Porque com essa situação que nós estamos vivemos hoje espera-se que nos primeiros dias tenha uma quantidade de pessoas buscando vacinação bastante grande. É isso aí.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. David Uip, embora não tenha sido objeto da pergunta, mas para esclarecer os que estão nos assistindo, os que estão nos ouvindo e os que vão nos ler ou assistir mais tarde: há prioridade para as pessoas com mais de 60 anos? Por favor.

DOUTOR DAVID UIP: Exatamente isso. Nesse primeiro momento serão vacinados principalmente as pessoas com mais de 60 anos. O objetivo é justamente evitar as filas. Então além desta medida de alguns postos da capital... Terão tendas abertas, é isso? Bom, mas de qualquer forma nós teremos uma hierarquização das prioridades na vacinação. Então nos primeiros momentos os idosos, grávidas, e na sequência profissionais da área de saúde e todos. Isso justamente objetiva que nós não tenhamos filas e que isto seja adequado segundo a demanda. Uma informação adicional que acaba de chegar, que alguns postos da capital terão tendas abertas, justamente para evitar a e ntrada em locais fechados.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Muito obrigado. Vanessa, muito obrigado. Outras informações serão evidentemente complementadas pela prefeitura de São Paulo através do site da Secretaria de Saúde Municipal, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, para que as pessoas possam acessar e buscar informações precisas. O horário de funcionamento, locais de vacinação, condições e a prioridade para as pessoas com mais de 60 anos. Agora temos duas perguntas online, são perguntas equivalentes, portanto elas foram sintetizadas em uma única pergunta. Da TV Globo e da Record News, Ana Letícia Leão da TV Globo e Gustavo Toledo da Reco rd News, e a Jornalista Bruna Fazano fará a leitura da pergunta que, repito, ela foi colocada numa única porque elas se assemelham. Bruna.

BRUNA FAZANDO, JORNALISTA: Para aumentar os leitos o governo trabalha para estatizar hospitais privados como fez a Espanha? Usar hotéis ou outras estruturas como hospitais de campanha. Sobre a situação dos 1.400 novos leitos pedidos para atender pacientes graves, eles já estão prontos? Eles virão equipados com respiradores?

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir ao Dr. Germann que responda. Lembrando que parte dessa pergunta, não a sua totalidade, obviamente, foi respondida pelo prefeito Bruno Covas, mas vamos ao Dr. Germann podendo ter comentários ou complementações do Dr. David Uip e do próprio Bruno, se ele desejar. Por favor.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: [ininteligível] número de leitos de UTI acrescidos a rede, então como o próprio Bruno, prefeito, nos, senhor prefeito nos informou, são 500 leitos da prefeitura. Os nossos são mais mil leitos, totalizando 1.500 leitos. Ainda há possibilidade de poder aumentar mais. Desses mil leitos que nós estamos preparando, quinhentos leitos já estão prontos para, havendo a necessidade, a gente já abrir em uma semana. Hoje utilizamos a própria rede, hoje, no dia de hoje utilizamos a própria rede, mas a partir da semana que vem já podemos utilizar a rede de leitos acrescidos. Quando a pergunta a respeito do respirador, sim, o leito de UTI ele se compõe do leito propriamente dito, do monitor e do aparelho respirador para ventilação mecânica dos pacientes.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Davi.

DOUTOR DAVID UIP: Leito de UTI é igual a leito de UTI para insuficiência respiratória. O agravamento da doença se faz pelos pulmões, então todos os leitos de UTI terão os aparelhos, os respiradores. Completando a resposta, o estado de São Paulo tem ainda um acabouso de leitos que poderão ser disponibilizados que a minha opinião não precisará fazer hospitais e campanha ou adicionais, nós temos hospitais, secretário pode depois complementar, que poderão ser ativados a qualquer momento. Hospitais que estão prontos, nós temos hospital em Caraguatatuba, hospital espetacular que está pronto. Nós temos o hospital em Bauru, que está pronto. Nós temos hospital em São Bernardo, que está pronto. Então basta, havendo necessidade, o secretário poderá ativar vários hospitais que estão disponibilizados e faltam, eventualmente, a complementação do ponto de vista de suporte de aparelhos e contratação de recursos humanos.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Davi Uip. Obrigado Dr. Germann. Lembrando que o secretário municipal de saúde, Edson Aparecido, está aqui também presente, está aqui na lateral à disposição também, após a coletiva, para esclarecimento de qualquer dúvida. Obrigada, Ana Letícia e Gustavo, que estão nos assistindo remotamente. Agora vamos a uma pergunta presencial da Folha de São Paulo, jornalista Arthur Rodrigues. Arthur, boa tarde! Sua pergunta, por favor.

ARTHUR RODRIGUES, JORNALISTA: Boa tarde, governador. O presidente Jair Bolsonaro, ele falou hoje que tem certos governadores que estão tomando medidas que não compete a eles, citou inclusive shopping centers e outros estabelecimentos. Queria saber o que o senhor diz a respeito dessa fala. E se a polícia aqui de São Paulo pode fiscalizar esses locais fechados, como está acontecendo em outros países.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Começo pela segunda parte da sua pergunta. Sim, o sistema de segurança pública do estado de São Paulo poderá acionado, se necessário for, para a complementação da fiscalização. Mas eu quero esclarecer que o setor privado tem se comportado muito bem e seguido as recomendações, tanto do município de São Paulo tanto do governo do estado de São Paulo, de maneira exemplar. Todos os setor, inclusive, igrejas, templos, cuja as informações já foram passadas aqui a vocês, ontem a solidariedade tem sido plena e absoluta e esperamos que continue assim. É o bom sentimento, solidário de que a boa prática não é apenas do governo, é também do setor privado e de cada cidadão. Em relação ao comentário do presidente Bolsonaro, nós estamos fazendo aquilo que ele não faz, é liderar o processo, liderar a luta contra o Coronavírus, estabelecer informações claras, não minimizar processos, compreender a importância de respaldo da informação cientifica da área da medicina, estabelecer o diálogo e o entendimento como fizemos aqui em São Paulo com o prefeito Bruno Covas, com os demais prefeitos e prefeitas de 644 municípios e também os governadores têm trocado opiniões e feito suas avaliações diariamente. E até quero anunciar que na próxima segunda-feira, dia 23, teremos uma reunião online, uma reunião em teleconferência dos sete governadores do Cosud, o co nsórcio sul e sudeste, todos os governadores estarão reunidos durante uma hora e meia e o tema é o Coronavírus. Eu lamento ter que dar esta informação de que nós estamos fazendo aquilo que deveria caber ao líder do país, que é o presidente Jair Bolsonaro, e que lamentavelmente ele não faz, e quando faz, faz errado. Vamos agora. Pois não, Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Só queria aproveitar a pergunta do Artur, e dizer que a partir de hoje começou a valer o decreto que restringe lojas de vendas, mercadorias, de bens, na cidade de São Paulo, e a ação de fiscalização feita pela prefeitura começou à 1h da manhã com bloqueio de algumas ruas, em especial na região de comércio popular no centro de São Paulo, e essa ação foi feita em parceria com a Polícia Militar. Então a Polícia Militar já tem colaborado aqui com o município em ações, e desde que o decreto foi editado a polícia já ligou e se colocou à disposição. Então a gente tem aproveitado sim, a Polícia Militar tem sido parceira nossa nessa fiscalização. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito, Bruno Covas. Artur, obrigado pela pergunta. Próximo veículo online, jornalista Leila Sousa Lima, do Jornal Valor Econômico. E a sua pergunta, Leila, será feita pela jornalista Bruna Fasano. Bruna.

LEILA SOUSA, REPÓRTER: Um especialista em saúde afirma que a curva de crescimento de infectados no Brasil se assemelha a da França, que em dez dias saltou de 50 casos para mil. O plano de enfrentamento está prevendo um salto como este?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir a resposta, Leila, ao doutor David Uip, coordenador do centro de contingência do COVID-19, do governo do estado de São Paulo.

DAVID UIP, INFECTOLOGISTA E COORDENADOR RESPONSÁVEL PELO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Nós estamos fazendo isso desde o primeiro caso da China, quando teve o primeiro caso na China nós começamos a nos preparar, e nós trabalhamos com diversos cenário, o cenário de ficção 1%, 5%, 10%, até 20%, isso dentro das curvas. No grupo que eu coordeno nós temos excepcionais epidemiologistas, que trabalham justamente em prever as curvas. Então isso está previsto, está considerado, e essas ações na área de saúde que o secretário está tomando é subsidiada por conta deste empenho, desses epidemiologistas de prever. Óbvio que nós estamos além de prevendo, nós estamos vendo o que aconteceu nos países que estão na nossa frente nas epidemias, então China em primeiro lugar, depois os países da Ásia, na sequência os países da Europa, Itália, França, e é óbvio que nós em cima desses dados, entendimento a realidade a cultura brasileira, nós estamos planejando. Um outro dado muito interessante, governador, que nós queremos saber se o comportamento do vírus, se esse vírus ia em um país tropical de clima quente nesse momento, ser diferente do que nos países de clima frio, pelo visto o vírus está se comportando da mesma forma, a despeito do clima quente. Tanto é verdade que nós temos de ontem para hoje um aumento de suspeito de quase 7 mil pessoas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor David Uip. Leila Sousa Lima do Valor Econômico, que está nos acompanhando online, obrigado pela sua pergunta. A próxima é de um veículo que está aqui presencialmente, é a CNN, com Marcela Rahal. Obrigado pela sua presença, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MARCELA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. A gente está ao vivo pela CNN Brasil. Eu queria falar sobre isso que vocês estavam comentando, já existe então uma previsão do pico da doença no estado de São Paulo? E se já existe alguma previsão de adotar alguma medida mais drástica, como toque de recolher, ou mesmo isolamento do estado? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Marcela, eu divido a resposta à sua pergunta com o doutor David Uip, e com comentários do doutor Germann, se ele desejar. Nós temos vários cenários, e o governo do estado de São Paulo trabalha com vários desses cenários, de maneira previsível, mas ele só pratica o efeito quando tem as informações precisas da área da saúde. Nós não vamos precipitar medidas, vamos adotá-las na forma correta, e no momento correto, sempre amparado em informações científicas, cuidadosamente avaliadas por esse grupo de trabalho, que é comandado pelo doutor David, e a ele eu passo agora a palavra par a complementar a resposta à jornalista Marcela Rahal, da CNN. Doutor David.

DAVID UIP, INFECTOLOGISTA E COORDENADOR RESPONSÁVEL PELO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Nós entendemos que a previsão de ter um pico é entre abril e maio, provavelmente mais para o final de abril, meio de abril e maio, isso é previsão. Então você prevê e você atesta fatos no dia a dia. O que nós estamos fazendo? Tentando retardar a curva e abaixar essa curva. Como é que você faz isso? Através desta política de restrição de caminhos de pessoas. Então a ideia da restrição fundamentalmente é diminuir o número de infectados, e em segundo lugar achatar a curva. Eu entendo que com as medidas tomadas pelo prefeito, pelo governador, isso vai ser conseguido . Nós temos hoje uma restrição de idas e vindas de aproximadamente 60% conforme informações da vigilância sanitária do município. Isso é muito importante, porque você conseguindo retardar o pico você não sobrecarrega o sistema de saúde. Então isso é uma estratégia que foi adotada em outros países, e nós estamos adotando aqui no estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Doutor Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Só para complementar, a forma mais eficiente, aliás, eficaz, que você teria para prever aquilo que vai acontecer, porque eu entendi que da sua pergunta você quer saber quanto vai ser o pico de pessoas doentes, isso só vamos conseguir mais um certo tempo, porque ainda é muito cedo em termos de número de casos que nós temos, para estabelecer qualquer efeito matemático nesse sentido. Então infelizmente ainda não é o momento de a gente fazer, pela história recente da doença, essas previsões solicitadas por você.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Germann. Marcela, muito obrigado pela pergunta. Vamos agora à uma pergunta online, é do SBT, de Santos, da jornalista Rafaela Ferreira, que deve estar nos assistindo nesse momento. Rafaela, a sua pergunta será formulada pela jornalista Bruna Fasano. Bruna.

RAFAELA FERREIRA, REPÓRTER: O governo pretende adotar medidas para fechar o sistema Anchieta/Imigrantes?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Essa eu mesmo respondo. A resposta é não, neste momento, não, não há nenhuma medida que determine o fechamento do sistema Anchieta/Imigrantes. Portanto, a resposta é negativa. Vamos agora à próxima pergunta, é do jornalista Júnior Berilo, da Super Rádio. Obrigado pela presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

JÚNIOR BERILO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Governador, a minha pergunta ela é em relação à uma das medidas que foram anunciadas ontem, que é a questão das missas, dos cultos que foram restritos, a orientação é que a restrição aconteça aqui na capital e na região metropolitana. Eu gostaria de saber por que não estender essa medida para o interior, tendo em vista que no interior nós temos grandes movimentos religiosos, Aparecida, por exemplo. Aparecida, a questão é que lá tem uma ordem judicial que impediu a realização de missas desde o último sábado, mas não impediu o turismo religioso. E hoje pela manhã eu fiz contato com duas empresas que operam o transporte terrestre de passageiros, e eu tive informação que pessoas idosas na faixa dos 60 aos 80 anos tem procurado o guichê dessas duas empresas na rodoviária do Tietê, pedindo passagens gratuitas para esse local, já que eles têm direito. Eu gostaria que o senhor reforçasse a orientação para os idosos, que o momento não é de férias, não é de turismo religioso, é para ficar em casa para resguardar a segurança, não só deles, mas de todas as pessoas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Júnior, agradeço duplamente pela pergunta, e pela observação. E aqui começo pela observação, pessoas com mais de 60 anos devem ficar em casa, sejam residentes na capital, residentes na região metropolitana, no litoral, ou no interior, e ouso dizer em qualquer parte do país. Repito, pessoas com mais de 60 anos não devem sair de casa. Por favor, se você tem um pai, um avô, um amigo, um vizinho com mais de 60 anos, ajude a conscientizá-lo a não sair de casa, em hipótese alguma, só em caso extremo. Não é hora de fazer turismo, não é hora de fazer compras, não é hora de fazer caminhada, não é hora de sair de casa, é hora de ficar em casa. E este trabalho de conscientização cada pessoa tem que ter consciência de que a sua vida pode estar em risco, você tem a obrigação de defender a sua vida e a sua existência. E se você é parente, é filho, é irmão, é pai, é vizinho, é amigo, oriente também pessoas com mais de 60 anos a não sair de casa. Com exceção daqueles que são profissionais de saúde, aqueles que estão em missão específica e objetiva na área de segurança pública, ou como eu, que tenho 62 anos e sou governador do estado de São Paulo, e obviamente não vou governar da minha casa, eu governo aqui com todos os cuidados devidos, e as orientações do doutor Germann, doutor David Uip, mas faço conscientemente, e com as proteções devidas a alguém que tem 62 anos. Nenhuma outra pessoa, excluindo aquelas que tem missão específica, deve sair, fiquem em casa. E em relação às igrejas e templos, nossa orientação foi para todas as igrejas e todos os templos, não foi apenas para a região metropolitana, foi para todos, todos tem essa consciência, seja nas igrejas evangélicas, igrejas católicas, ortodoxas, anglicanas, as igrejas de matrizes africanas, ou todas as outras manifestações. Portanto, eu agradeço, Júnior, para enfatizar, mais uma vez, para que todos evitem cultos. E dar uma informação complementar, até 20 pessoas no máximo, e no limite, em uma igreja e no templo é aceitável, nós não estamos determinando, nem Bruno Covas na pref eitura de São Paulo, nem nós, a nível de estado, o fechamento de templos e igrejas, mas a não realização de cerimônias, de celebrações, de missas e de cultos, pra que isso fique bem claro, a partir de já e, especialmente, a partir de segunda-feira, como nós comunicamos, pra que haja tempo também das igrejas, das entidades, daqueles que representam a sua fé, comunicarem a todos, a toda sua rede, e exercitarem a fé através da versão eletrônica, da televisão ou através da internet, e presencialmente, o limite 20 pessoas e isoladamente, separadamente, já que algumas igrejas, alguns templos não fecharão. Se tivermos necessidade, mais adiante, Bruno Covas e eu, adotaremos medidas mais restritivas, mas nós estamos sempre confiando na capacidade daqueles que são dirigentes de igrejas, católicas, evangélica s ou de qualquer natureza, de terem consciência cidadã, de terem capacidade humanitária e solidária também, primeiro com as suas próprias igrejas, o maior exemplo tem que ser dado pela própria igreja, independentemente de orientação governamental, o governo já orientou e, se necessário, adotará medidas mais rígidas. Esperamos que não seja necessário avançarmos neste ponto, e eu divido aqui também a minha palavra com o prefeito Bruno Covas, já que os maiores, com exceção de Aparecida, todos, a Basílica de Aparecida, todos os grandes templos, das principais igrejas, estão centrados, estão localizados aqui na capital de São Paulo, Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Eu queria, sem parecer repetitivo, mas insistir nessa tecla, o isolamento social não é férias, não é um momento de viagem, não é um momento de andar no parque, não é momento de confraternização, é um momento de isolamento social, o quanto mais as pessoas puderem ficar em casa, não é mais apenas um ato de higiene, é um ato humanitário, de respeito ao próximo, de respeito à família, aos amigos, aos conhecidos, né, é importante insistir nessa tecla, com isso nós vamos passar melhor por essa pandemia, então, insisto nessa tecla, de que isolamento não é motivo pra festejar, & eacute; motivo pra ficar dentro de casa, aguardar passar por esse momento. Nós também, da mesma forma o governador avisou ontem, nós também estamos conversando com todos os líderes religiosos aqui da cidade de São Paulo, insistindo na importância da diminuição de pessoas nos cultos, insistindo na importância dos cultos online, seja através de rádio, TV, enfim, estamos acompanhando isso, e se for o caso, como ele mesmo mencionou, mais na frente, a gente toma outras medidas mais drásticas, mas a gente tem certeza que as igrejas também terão compreensão, né, por respeito aos seus fiéis, por respeito à vida, de que não é o momento de aglomerações. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito, Bruno Covas. Júlia Berilo, muito obrigado, mais uma vez, apenas pra enfatizar uma informação, pra que não haja dúvida, e aí eu me penitencio, de forma que os parques, tanto municipais, quanto municipais da capital de São Paulo, quanto estaduais, fecham amanhã, a partir de amanhã todos os parques já estarão fechados, não é a partir de segunda-feira, é a partir de amanhã, pra que todos possam já, sobretudo os meios de via eletrônica, reproduzirem essa informação aos habitantes aqui da capital de São Paulo e do Estado de São Paulo, que, no caso dos parques, repito, s&ati lde;o todos os parques estaduais, onde estiverem localizados, no Estado de São Paulo, incluindo o primeiro parque já concessionado, que é o parque do Horto Florestal de Campos do Jordão, ele fecha suas portas amanhã, pelo prazo que já foi aqui comunicado, e o mesmo em relação aos parques municipais. Vamos a penúltima pergunta, é também presencial, é do SBT, aqui da sua matriz, do jornalista Fabio Diamante. Fabio, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

FABIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, a minha pergunta é em relação ao sistema penitenciário, existe já, de fato, uma atenção muito grande no funcionalismo público, das famílias dos presos, que as visitas estão mantidas, em princípio, e o relato é de que os prefeitos das regiões, dos presídios, inclusive, estão limitando a hospedagem de familiares de presos pras visitas desse final de semana, o que tem criado uma tensão, inclusive com a notícia de que já existiriam casos suspeitos entre os funcionários. E a sua opinião nessa mesma questão sobre as orientações jurídicas, inclusive d o Supremo, de alguns ministros, de que presos envolvidos em crimes não violentos, deveriam soltos, caso a caso, pra evitar o contato, eventual contato com o vírus. Ministro Sergio Moro se posicionou contra, eu queria saber a sua opinião sobre isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Começo pela segunda questão, sem desmerecer o ministro Sergio Moro, mas manifestações e medidas do Supremo são normalmente feitas para serem obedecidas e, neste caso, se houver esta determinação, nós vamos avaliar a determinação formal, não apenas uma opinião, nós vamos avaliar a possibilidade, neste atendimento, do ponto de vista de garantir a segurança pública no Estado de São Paulo, dado ao fato de que o maior sistema prisional do país é aqui em São Paulo, tem 200, nós temos 230 mil pessoas em regime penitenciário. Em relação a primeira parte da sua pergunta, eu prefiro que isso seja respondido pelo secretário da administração penitenciária, Coronel Nivaldo, pois ele tá fazendo este acompanhamento, hora a hora, com todo o sistema penitenciário, eu vou pedir a ele que possa conversar, ele tá aqui? Ah, então, pode vir aqui, por favor, eu não tinha lhe visto, eu tava olhando aqui para o jornalista Fabio Diamante, facilitando não só a informação aos telespectadores da sua emissora, como também aos demais que aqui estão, por favor, Coronel. Pode ligar, isso, pode usar esse. Coronel Nivaldo é o secretário do sistema penitenciário do Estado de São Paulo.

CORONEL NIVALDO, SECRETÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO: De que maneira podemos ajuda-los?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ah, desculpa, o jornalista Fabio Diamante, do SBT, Fabio, se você puder repetir a primeira parte da sua pergunta. Por favor.

FABIO DIAMANTE, REPÓRTER: A tensão que a gente já percebe entre o funcionalismo público e as famílias dos presos, sobre as visitas, que, em princípio, estão mantidas, prefeitos do interior tem impedido familiares de presos de se hospedarem em hotéis e pensões na região, pra visita, inclusive, desse final de semana. Eu queria saber qual que é a posição da secretaria, as visitas estão mantidas, e se houve alguma confirmação de um caso dentro do sistema do funcionalismo público.

CORONEL NIVALDO, SECRETÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Na verdade, não há nenhum caso, nem interno e nem de servidor, com o resultado positivo para a enfermidade. Temos alguns presos que têm sintomas de gripe e, por esse motivo, estão em isolamento, separado da população carcerária, que é o protocolo determinado para essa situação. Em relação as visitas, ontem nós publicamos uma resolução aplicando algumas restrições, não é a manutenção do que já tínhamos com a visita liberada, também não é a proibição total das visitas, é um meio ter mo, entendemos que essa é uma solução progressiva, que pode ser reavaliada a qualquer tempo, em função do cenário que encontrarmos aqui fora. Não podemos discutir ação de prefeitos, porque isso não nos compete, mas em relação a Secretaria da Administração Penitenciária, a resolução define uma restrição parcial da visitação. Não entendi. A restrição é que cada preso terá direito a um visitante, esse visitante não pode ser pessoa do grupo de risco, não pode ser menor de idade, e nós faremos a triagem, em todas as unidades prisionais, com servidores da saúde, ou servidores do sistema penitenciário, pra verificar se o visitante apresenta algum sintoma de qualquer enfermidade, além de fazer a medição da temperatura corporal. A pessoa que se enqua drar nessas circunstâncias, terá proibida a sua entrada no sistema.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Coronel Nivaldo, pode levar o microfone consigo. Obrigado, jornalista Fabio Diamante. A última pergunta nessa coletiva de imprensa, aqui, nesta sexta-feira, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, é da Globo News, jornalista William Cury. William, sua pergunta, por favor. Boa tarde.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde, tudo bem? Bom, a unidade do Paraíso, do Hospital Sancta Maggiore é alvo de uma auditoria da COVISA hoje e de fiscalização das vigilâncias municipal e estadual. O secretário municipal esteve lá e disse, inclusive, que, de fato, o hospital não comunicou às autoridades, no caso a prefeitura e o governo, dos casos suspeitos e até os confirmados do novo coronavírus. Eu queria ouvir dos dois, do prefeito e do governador, uma avaliação sobre isso, e se, de fato, o hospital infringiu essa recomendação da Secretaria da Saúde, que seria de comunicar às autoridades, e se isso contribuiu pra ter esse número de mortes, até agora, nesse hospital. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DO ESTADO DE SÃO PAULO: William Cury, jornalista da Globo News, eu vou pedir ao próprio secretário, Edson Aparecido, Edson, se você quiser ficar aqui entre o prefeito, pra proceder a resposta ao jornalista William Cury da Globo News. Secretário Edson Aparecido, secretário de saúde do município de São Paulo. Secretário.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO: Nós fizemos duas investigações.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ligar o microfone, desculpe, ligar o microfone do secretário. Ok.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO: Nós fizemos duas investigações, uma da COVISA da Secretaria Municipal de Saúde, anteontem.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Desculpa, secretário. Esse não tem o botão. Eu vou ceder o meu microfone, depois vocês me dão outro microfone, não deveria fazer, esse aqui tá higienizado. Pronto.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO: Pronto. Nós, em função daquilo que já havia sido noticiado, o hospital, a Prevent Senior, o Sancta Maggiore, não notificaram nem a suspeição, nem tão pouco a confirmação dos casos de coronavírus dentro do hospital, nós fizemos, anteontem, por parte de COVISA, da vigilância de saúde do município, uma investigação sob o ponto de vista epidemiológico e, ontem, as equipes de saúde do estado, da secretaria estadual, junto com as equipes da secretaria municipal, até o final da noite de ontem, até tarde da noite, fizeram a investigação de ordem sanit&aac ute;ria. As equipes estão reunidas nesse momento, os técnicos estão reunidos nesse momento, pra averiguação final, então, daquilo que deve ser o laudo investigatório das duas visitas que foram feitas e, em seguida, adoção de medidas, em função daquilo que foi encontrado. Mas, até o final do dia, a gente tem um posicionamento final daquilo que os técnicos encontraram, sob o ponto de vista sanitário e epidemiológico dentro do hospital Sancta Maggiore.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Edson Aparecido. Will, muito obrigado também pela sua pergunta. Nós estamos, agora, encerrando a coletiva de imprensa de hoje, sexta-feira, aqui no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, na próxima segunda-feira estaremos aqui mais uma vez, meio dia e trinta, muito obrigado, um bom final de semana a todos.