Coletiva - Governo de São Paulo distribui mais 587,1 mil doses da vacina do Butantan 20210102

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Coletiva - Governo de São Paulo distribui mais 587,1 mil doses da vacina do Butantan 20210102

Local: [[Capital] - Data: Fevereiro 01/02/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Muito obrigado pela presença. Vamos dar início à coletiva de imprensa aqui direto do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Essa é a coletiva de imprensa de número 170, desde março de 2020, com o início da pandemia do Coronavírus no Brasil. Participam da coletiva de hoje Rossieli Soares, secretário da Educação do estado de São Paulo; Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde de São Paulo; Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan; Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; Marco Vinholi, secretário Desenvolvimento Regional; Aqui ao meu lado, secretário de governo e vice-governador do estado de São Paulo, Rodrigo Garcia; Paulo Meneses, coordenador do centro de contingência do COVID-19; João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19; E como nossa convidada especial, a doutora Luciana Becker, médica infectologista, pediatra, aqui em São Paulo. Muito obrigado, doutora Luciana, por estar aqui ao nosso lado nessa manhã. Antes das três informações que temos hoje, dois comentários, o primeiro sobre democracia, o Brasil está entrando em um momento crítico, extremamente crítico, mais do que aquele que já vive atualmente. Para superar esse momento crítico vamos precisar, mais do que nunca, de diálogo, responsabilidade, senso de urgência, respeito pela vida, e respeito pela democracia. Hoje a Câmara dos Deputados e o Senado Federal elegem seus Presidentes, espero que a independência do Poder Legislativo nas duas Casas, seja obedecido e seja preservado, isso é pilar da democracia e de qualquer nação democrática, poderes independentes. Vigilantes e atuantes. Mais autônomos e respeitáveis. Quero também destacar nesse sentido, o brilhante discurso do Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, feito essa manhã. O ministro Luiz Fux deu uma lição de democracia em defesa da liberdade, da saúde e da vida, e da Constituição brasileira. Vou destacar aqui alguns trechos do discurso feito pelo ministro Luiz Fux nessa manhã, discurso esse para ser registrado na história, disse o ministro Luiz Fux: "Não devemos dar ouvidos às vozes isoladas que abusam da liberdade de expressão para propagar o ódio, o desprezo às vidas, e o negacionismo científico". Disse também o ministro Fux: "Não tenho dúvidas de que a ciência, que agora conta com a tão almejada vacina, vencerá o vírus". E destaquei também do discurso brilhante do ministro Luiz Fux: "A racionalidade vencerá o obscurantismo". Como governador do estado de São Paulo, como democrata, como cidadão brasileiro, quero registrar os cumprimentos ao ministro Luiz Fux. Temos também nas mensagens iniciais uma boa notícia, nessa quarta-feira chega da China a remessa de 5.400 litros de insumos da vacina do Butantã, suficientes para fabricação de 8,600 milhões de doses da vacina contra COVID-19 pelo Instituto Butantã. São Paulo e a ciência seguem juntas pela saúde e pela vida. Nas informações de hoje, primeira informação, o governo do estado de São Paulo cria uma comissão médica da educação para orientar a volta às aulas presenciais no estado de São Paulo. Essa comissão é formada por especialistas com destaque nas áreas de pediatria, infectologia, epidemiologia. E essa comissão médica que vai assessorar a educação, contribuirá para garantir suporte técnico e científico. Para que a volta às aulas seja realizada de forma responsável e absolutamente segura, na rede estadual de educação. Ressalto que esse comitê de suporte técnico da ciência e da saúde, trabalhará integrado com o centro de contingência do COVID-19. Fazem parte dessa comissão de saúde da Secretaria de Educação do estado de São Paulo, alguns dos mais qualificados médicos do país, destaco três nomes, quatro nomes, doutora Luciana Becker, especialista em infectologia pediátrica, do Hospital Albert Einstein, que está aqui presente representando essa comissão; Doutor Marco Sáfadi, diretor do departamento de pediatria da faculdade de ciências médicas da Santa Casa de São Paulo; Doutor Wanderson Oliveira, epidemiologista pelo Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ex-secretário nacional da vigilância em saúde, do Ministério da Saúde; Doutor José Medina, nefrologista, diretor do Hospital do Rim, e professor titular da Unifesp, e integrante do centro de contingência do COVID-19 do estado de São Paulo; E a doutora Helena Sato, quinto nome, portanto, ao invés de quatro, são cinco os nomes, a doutora Helena Sato, aqui presente, médica pediatra, e coordenadora do Programa Estadual de Imunização da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo, e também integrante do centro de contingência COVID-19. O secretário de educação Rossieli Soares, dará mais detalhes sobre o trabalho dessa comissão médica, e os seus objetivos. Segunda informação de hoje, o governo do estado de São Paulo confirma que iniciará a vacinação de idosos com 587 mil doses da vacina do Butantã. E começa a vacinar no próximo dia 8 de fevereiro as pessoas de mais idade no estado de São Paulo. O envio dessas doses da vacina do Butantã vai ocorrer até quarta-feira dessa semana para todas as regiões do estado de São Paulo, nenhuma região do estado de São Paulo ficará sem vacina para vacinar os idosos dentro do Programa Estadual de Imunização. Esse lote de vacinas do Butantã será utilizado para vacinação inicialmente de idosos acima de 90 anos. E na sequência, idosos acima de 85 anos. E esperamos logo na sequência, atender também as pessoas de 80 a 84, e as pessoas com mais de 70 anos. Muito em breve anunciaremos essas duas novas etapas de vacinação em São Paulo. Com essa nova entrega de vacina, o estado de São Paulo totaliza 1,700 milhão de doses da vacina do Butantã para o seu Programa Estadual de Vacinação. Sobre esse programa e a vacinação dos idosos, falará Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde de São Paulo do estado de São Paulo. Terceira informação, na próxima quarta-feira o governo do estado de São Paulo vai anunciar mudanças nas medidas de restrição complementares do plano São Paulo. Com duas semanas consecutivas de retração do número de internações, e caso esse cenário se mantenha em queda, na próxima quarta-feira, 3 de fevereiro, vamos anunciar medidas de suspensão das restrições impostas pelo plano São Paulo, relativas aos horários de funcionamento do comércio, shoppings, bares e restaurantes, inclusive aos finais de semana. Mas é fundamental que a população, que os empresários, que os empreendedores, que a opinião pública, e a própria imprensa sigam a orientação e nos ajudem na vigilância para conquistarmos, sem colocar em risco a vida das pessoas no Estado de São Paulo. A secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia, Patrícia Ellen, falará a esse respeito, juntamente com os médicos Paulo Menezes e João Gabardo. Sendo estas as informações, nós vamos agora às intervenções, seguidas pelas perguntas. Começamos com Rossieli Soares, secretário de educação do Estado de São Paulo, falando sobre o primeiro tema aqui anunciado.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Todo o cuidado, tudo que é necessário pra que a retomada seja segura tá sendo feita, e hoje é um dia importante, né, muitas escolas no Estado de São Paulo já tiveram a retomada a partir de hoje, muitas escolas particulares, mas também escolas de redes municipais, como a de Jundiaí, que hoje estive com o prefeito Luiz Fernando, vendo crianças, que precisam muito da escola, felizes por estarem retornando. Então, hoje é um dia importante, e tenho certeza que todos os pais, mães, que estão levando seus filhos às escolas hoje, estão tendo um dia de muita esperança também. Mas, obviamente, que acompanhar pra que esse retorno seja seguro é fundamental. Pode passar. Nós, na rede estadual, estamos fazendo todo o acompanhamento, especialmente planejamento dos dias 29 de janeiro a cinco de fevereiro, essa é uma imagem, por exemplo, da Escola Marisa Cardoso, lá de Sales, que tem os seus professores fazendo planejamento, é uma imagem de sexta-feira, presencial, dos profissionais da rede, hoje estão recebendo famílias nas escolas, pra falar de como é este procedimento das mudanças que foram feitas nas escolas, como as escolas melhoraram nesse período, em que tiveram uma série de recursos para fazer as intervenções necessárias. Pode passar. A Secretaria, algo importante, que é algo que vale pra todas as escolas particulares do estado, da educação infantil ao ensino superior, para monitora tudo que acontece dentro da educação, para os particulares, pra rede estadual, e para os 400 municípios que estão vinculados ao sistema estadual de educação, que não tem, portanto, conselho próprio, é obrigatório o uso do sistema de monitoramento, o Simed, justamente pra entendermos o registro de sintomas, monitoramento de contatos, quem teve contato, se a pessoa teve Covid, com quem ela teve contato dentro da escola, pra que nós possamos monitorar, a indicação da UBS, pra qual aluno, pra onde o servidor, eventualmente, foi encaminhado, pra que a gente possa ter o diálogo com o próprio sistema de saúde e, obviamente, sempre com a segurança das informações, isso aqui é fundamental, porque monitorar é a melhor prática que o mundo encontrou para a volta às aulas, obviamente com todas os outros subsídios, com tudo aquilo que é necessário, mas monitoramento é fundamental. E a comissão médica estará trabalhando para, junto conosco, para acompanhar e tomas as decisões no âmbito da educação, mais uma vez aliando a saúde e a educação para os cuidados que nós temos. Pode passar. Então, nós vamos ter, dentro da comissão médica da educação do Estado de São Paulo, algumas atribuições, que são monitorar e orientar as ações, tanto de prevenção de vigilância e de controle referentes ao Covid-19, nas unidades do nosso sistema, que são, como disse, tanto as escolas particulares, quanto as próprias da rede estadual, quanto aquelas municipais, que não tem vínculo. E, obviamente, que todo município que tiver o seu conselho e também seguir, poderá contar com o apoio desta comissão. A composição é, obviamente, por médicos e médicas, ligados a área de infectologia, de epidemiologia e pediatria, né, conscientes da importância do retorno das aulas, mas sem abrir mão, sem negociar a segurança pra esse retorno, e essa comissão médica, ela atuará de forma muito integrada ao centro de contingência, ele não substitui nenhuma atividade que o centro de contingência tem, então, quem toma a decisão sobre todas as regras do estado é através do centro de contingência, a comissão de saúde da educação vai acompanhar as especificidades e, obviamente, vai auxiliar e subsidiar o centro de contingência que necessário. E, obviamente, os nomes que já foram apresentados, pode passar, pelo governador, Dra. Luciana Becker, que está aqui ao meu lado, que vai usar a palavra já, já, Dr. José Medina, que é do centro de contingência também, presidiu o centro de contingência, junto com a Dra. Helena Sato, que está aqui conosco também, vão fazer, inclusive, a interlocução entre a comissão da educação e o próprio centro de contingência e, obviamente, junto com a Secretaria de Saúde do Estado, com o Dr. Jean, temos ainda o Dr. Vanderson Oliveira, que foi secretário de serviços integrados, secretário nacional no Ministério de Saúde, e hoje, a partir de hoje, passa a ser secretário de serviços integrados do Supremo Tribunal Federal, por isso ele não pode estar hoje, desejamos muita sorte, agradecemos também por ele estar junto conosco, e o Dr. Marco Aurélio Sáfadi, que é um grande pediatra, infectologista, que tem também nos apoiado, nos dado orientação, este é o grupo de médicos que compõe a comissão médica neste momento. Eu gostaria de passar agora, aqui, um vídeo do Dr. Vanderson, e depois teremos a palavra da Dra. Luciana, então, Dr. Vanderson com vocês.

VANDERSON OLIVEIRA, SECRETÁRIO DE SERVIÇOS INTEGRADOS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: Com muita honra e satisfação que eu aceitei compor a comissão médica da educação de São Paulo, completamos um ano desde a declaração de emergência de saúde pública de importância internacional no último sábado agora, dia 30 de janeiro, desde março de 2020, o ensino foi a primeira atividade interrompida e em muitos lugares a última a retornar, lamentavelmente, o padrão atual da epidemia não igual ao do início, e hoje sabemos e temos melhores instrumentos para prevenir e cuidar, e podemos retomar algumas atividades, entre elas o ensino, com segurança, e também nenhuma atividade possui risco zero, mesmo antes da pandemia. Por esse motivo, e com base nas experiências nacionais e internacionais, nós podemos afirmar que é urgente, necessário e possível retomar as atividades presenciais do ensino com a máxima segurança, obviamente garantindo os insumos para a prevenção, como máscaras, o uso de álcool em gel, distanciamento físico, associado às estratégias de grupos menores, ensino híbrido, entre outras estratégias, não estamos falando da mesma escola antes da pandemia, uma escola adaptada a realidade atual da pandemia. Crianças são crianças e precisam interagir para aprender, no entanto, esse efeito é mais nocivo, principalmente aos mais pobres e em condições de vulnerabilidade, e esses efeitos, nós sabemos que podem perdurar por uma geração inteira, com as escolas fechadas, aprofundaremos ainda mais as condições de vulnerabilidade. Mas, felizmente, há esperança de um futuro melhor, e São Paulo tem dado exemplo pra isso, né, com as vacinas do Butantan, da Fiocruz, e com a sociedade fazendo a sua parte, as escolas estão sendo reformadas, muitos investimentos em tecnologia foram feitos, e eram impensáveis ser incorporados à educação antes da pandemia, por isso eu sou otimista e acredito que vamos superar juntos todo esse dilema, essa dificuldade. As escolas fazem parte da rede de proteção social, e será por meio delas que construiremos uma nova sociedade, não é só o novo normal, é uma sociedade mais justa, mais democrática e segura, e eu concluo parabenizado o esforço, o empenho pessoal de todos os meus amigos professores, eu também sou professor, pela sua dedicação, e também conclamo a todos para construirmos juntos o retorno com segurança o quanto antes, pois é possível.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Agora, governador, a Dra. Luciana Becker, também como representante, pra breves palavras aqui, seja bem-vinda, doutora.

LUCIANA BECKER, MÉDICA: Obrigada, boa tarde a todos, gostaria de começar cumprimentando o governador João Doria, secretário de educação, de saúde, todos os outros secretários. Em março de 2020, com as informações disponíveis sobre o novo coronavírus, o pouco entendimento da gravidade da doença para as crianças, do seu papel da cadeia de transmissão, do papel das escolas no controle da pandemia, foi importante fechar as escolas, hoje, quase um ano após, o cenário é muito diferente, sabemos que as crianças são, em sua maioria, pouco acometidas pela doença, tem papel limitado na cadeia de transmissão e as escolas, com protocolos de segurança, são seguras para alunos, educadores e seus familiares. Por outro lado, vemos crianças sofrendo com expressivo de casos de ansiedade, depressão, atraso do desenvolvimento, obesidade, acidentes domésticos e aumento da vulnerabilidade social. Nesse cenário, a abertura das escolas com medidas de segurança se faz urgente, deve ser estruturada para garantir a mitigação do risco de todos os envolvidos. Riscos direto da doença pela COVID-19, e dos efeitos indiretos na saúde das crianças. A estruturação de um plano que coloca a escola como atividade essencial, mostra o compromisso com a educação. O acompanhamento da situação epidemiológica de forma constante baliza as medidas de controle necessárias para as atividades em cada momento da pandemia. Por isso a formação de uma comissão médica da educação do estado de São Paulo, para a discussão científica, levando para o centro da tomada de decisão, apoia com as melhores práticas disponíveis. Fico grata pela oportunidade de trabalhar ao lado de colegas renomados, como doutora Helena Sato, doutor José Medina, doutor Wanderson Oliveira, e doutor Marco Aurélio Sáfadi. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutora Luciana Becker. Assim como aos demais médicos que integram essa comissão de saúde para assessorar a Secretaria de Educação, juntamente com o centro de contingência do COVID-19. Total segurança a alunos, professores, servidores e aos pais dos alunos e familiares de professores em São Paulo, no retorno às aulas. Quero aqui antes de darmos sequência com o doutor Jean Gorinchteyn, dar uma notícia muito importante, então quero chamar atenção dos jornalistas que estão aqui cobrindo, e também de você que está nos assistindo pela TV Cultura em todo o estado de São Paulo. Acabamos de receber, e eu recebi aqui no meu celular, a informação de que o governo da China acaba de liberar a exportação de mais 5.600 mil litros dos insumos da vacina do Butantã. Portanto, com isso, teremos mais 8,700 milhões de vacinas em São Paulo, com a chegada prevista até o dia 10 de fevereiro. Volto a repetir, acabo de receber a informação do governo da China, que o governo chinês liberou a exportação de 5.600 mil litros da vacina do Butantã, juntamente com o Laboratório Sinovac. O que perfaz 8,700 milhões de novas vacinas para os brasileiros, e a previsão de chegada dessas vacinas será até o dia 10 de fevereiro. Portanto, uma notícia de impacto, e ao vivo, para os que estão ao vivo transmitindo daqui, portanto, informando correta e rapidamente seus telespectadores, e também os jornalistas que nos acompanham, e aos jornalistas, aos demais que aqui estão, também uma informação relevante. E agora ainda no tema da saúde, por óbvio, o secretário Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Estamos na quinta semana epidemiológica do ano de 2021, continuamos em quarentena. As medidas instituídas no plano São Paulo, com apoio tanto da população, quanto dos comerciantes, permitiram com que conseguíssemos controlar a evolução da pandemia no nosso estado. Conseguimos regredir pela segunda semana consecutiva as taxas de ocupação inicialmente em 4% na terceira semana, e 8% na quarta semana. Isso nitidamente mostra a redução do vírus em cada uma das regiões do estado. Essa é o que nós chamamos de dinâmica da epidemia. Também reduzimos a ocupação nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva, 68,5% no estado, 67,9% na grande São Paulo. Lembrando que nas semanas anteriores nós tínhamos taxas de ocupação superiores a 70%, próximos a 71%, tanto no estado, quanto na grande São Paulo. E dessa maneira também pudemos impactar na quantidade de leitos ocupados. Na terceira semana nós tínhamos mais de 6.800 mil pacientes internados nas UTIs. E hoje temos 5.872 mil. São mil leitos a menos sendo ocupados frente ao controle, como disse, da pandemia no nosso estado. Conseguimos também estabilizar o número de óbitos, em relação à semana epidemiológica anterior, mas lembrando que nós já tínhamos reduzido esse número de óbitos em 3% na terceira semana epidemiológica. Mostrando claramente que medidas restritivas fazem e trazem impacto na preservação de vidas. Se nós não tivéssemos agido da maneira que foi feita, o sistema de saúde do estado teria, infelizmente, colapsado. Esses índices, se caso se mantenham dessa forma, de forma a trazer um alento, todas àquelas medidas adicionais ao plano São Paulo poderão ser revistas na próxima quarta-feira. E a vacinação continua. O vacinômetro, até agora, 12h30min, já tinha 417.495 mil pessoas vacinas. E hoje, como disse o governador João Doria, já iniciamos a distribuição de 587 mil doses da vacina, que até quarta-feira estarão disponíveis em todas as municipalidades. Esse quantitativo tem como objetivo completar todo aquele público alvo da primeira fase, incluindo aqui trabalhadores da área da saúde. E com esse adicional de doses nós teremos 1,945 milhão de doses de vacinas distribuídas no estado de São Paulo. Na próxima segunda-feira, dia 8/2, iniciaremos vacinação dos idosos com idade igual e superior a 90 anos, e em 15/2 seguiremos com a vacinação dos idosos na faixa etária entre 85 e 90 anos. Hoje o estado de São Paulo computa 1.779.722 milhão de casos, com 53.090 mil pessoas, infelizmente, que perderam as suas vidas. Próximo, por favor. Aqui nós observamos um incremento de 5% no número de casos, isso faz com que nós tenhamos então essa vigilância, essa austeridade no registro e segmento desses dados. Próximo. Assim como as internações tiveram a sua redução em 8%. Próximo. E mantiveram-se os novos óbitos estabilizados, como disse, em relação à semana epidemiológica anterior, mas com descenso de 3% em relação à nossa segunda semana epidemiológica. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn. E agora vamos ouvir o presidente do Instituto Butantã, Dimas Covas. Que agora tem duas boas notícias para confirmar a todos, os dois novos lotes de insumos da vacina do Butantã com a Sinovac, que chegam nesta quarta-feira, e o próximo lote, que deverá chegar até quarta-feira da outra semana, 10 de fevereiro. Duas boas notícias, professor Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Na quarta-feira então teremos a chegada de 5.400 mil litros, chegarão na parte da noite, pelo aeroporto de Viracopos. Que permitirão a produção de 8,600 milhões de doses, e começarão a ser entregues ao ministério a partir do dia 25 de fevereiro. Essa notícia se complementa exatamente com essa autorização na manhã de hoje, para o embarque de mais 5.600 mil litros, que deverão chegar na próxima semana, que também darão a origem a 8,700 milhões de doses. Isso nos permite então prover a partir do dia 25 de fevereiro, e na sequência, liberando entorno de 600 mil doses por dia, até atingir aí o total de 17, 300 milhões de doses em março. E também é importante mencionar que já temos um outro pedido em andamento, de 8 mil litros de matéria-prima adicionais a esse que foi autorizado hoje. Então, a produção com esse quantitativo de matéria-prima prosseguirá muito rapidamente até a integralização dos 46 milhões e, na sequência, vamos tratar aí dos 54 milhões que devemos já ter um cronograma nessa semana ainda, assim que consigamos assinar o contrato com o Ministérios da Saúde. E isso vai nos permitir chegar a um total de 100 milhões de dose e a nossa programação é que possamos entregar essas doses até julho, começo de agosto desse ano. Então, as notícias são muito boas, estamos trabalhando a todo vapor para que rapidamente essas doses sejam produzidas assim que a matéria-prima chegar agora a partir da quarta-feira. São essas as informações, governador, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Dimas, muito obrigado. Eu vou pedir para esclarecer ainda mais aos que estão nos assistindo aqui ao vivo pela TV Cultura e também pelo SBT e os demais jornalistas que aqui estão, o total, considerando insumos e vacinas dessa quarta-feira que chegam da China e mais o que chegarão até 10 de fevereiro, nós perfazemos um total de quantas vacinas, quantas novas vacinas em território brasileiro?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Chegaremos a um total, em termos de doses, 17milhões e 300 mil doses e isso será disponibilizado em março, a partir de 25 de fevereiro até a primeira quinzena de março, essa é a nossa programação, 17 milhões e 300 mil doses.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: De novas vacinas? Confere?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Exatamente, de novas vacinas produzidas no Butantan.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Ótimo, E assim o s jornalistas têm o lide correto e a informação precisa. Obrigado Dr. Dimas. Agora, sobre a reclassificação do Plano São Paulo, a perspectiva da reclassificação a partir da próxima quarta-feira, é uma mensagem positiva, mas também é uma mensagem de alerta e de atenção a prefeituras, prefeitos e prefeitas, ao comércio de maneira geral, tanto o comércio de rua quanto o comércio em shoppings centers, bares, restaurantes e similares. Boas perspectivas, mas exigindo atenção, cuidado e respeito as orientações da saúde em São Paulo. Patrícia.

PATRICIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada governador. Bom, a notícia é boa porque houve o esforço de muitos e nós temos registrado esse cenário de estabilidade de casos e óbitos, mas principalmente de redução de internações que é o nosso principal indicador. Na última semana, como o secretário Jean colocou, houve uma queda de 8% acumulada com a queda da semana anterior que foi de 4%. Então, isso mostra que as medidas estão funcionando e estão dando resultado e nós tínhamos nos comprometido também, se a estabilidade se mantivesse nós iríamos revisar as medidas complementares ao Plano São Paulo. O que são as medidas complementares? Nós anunciamos na semana passada que operaríamos em fase vermelha durante os fins de semana em todo o estado, então, no fim de semana passado e no próximo fim de semana, além de todos os dias após as 20 horas. Então, com essa estabilidade se mantendo até quarta-feira o que nós teremos é a suspensão das medidas complementares ao Plano São Paulo. Ou seja, o esforço de todos continua sendo muito importante. Essa conquista vai ter um resultado positivo pela ciência, pelos dados e pelo esforço sim, agora, a irresponsabilidade de alguns continua custando caro para algumas regiões. Eu queria lembrar, especificamente, que nesse cenário que nós temos para quarta-feira nós devemos ter uma classificação muito positiva também na sexta-feira. Hoje, na prévia que nós tivemos, das 17 regiões do nosso estado nós tivemos a maior parte delas, então, 13 regiões que se mantiveram na mesma situação com uma leve melhora, tivemos três regiões que melhoraram muito, a Grande São Paulo, a Baixada Santista e Barretos estão com cenário com tendência de melhora. É importante reconhecer o esforço da população nessas regiões, agora, nós temos um caso muito triste que é a região de Bauru. A gente vê o custo da irresponsabilidade dos gestores públicos quando eles não seguem a ciência, quando eles não trabalham para proteger a vida da população. Esse não é um momento de política ou politicagem, é um momento de focar em proteger a vida das pessoas e a população precisa exigir isso. A região de Bauru agora está com uma ocupação de leitos de quase 89%, nós precisamos da colaboração da população nessa região. Ao mesmo tempo, um agradecimento a todos os setores que colaboraram durante esses dias e em especial na melhor que tivemos nas regiões que eu mencionei que é aonde a gente concentra também grande parte da população. E com isso se mantendo até quarta-feira nós teremos essa melhoria com a suspensão das medidas complementares para o próximo fim de semana. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado Patrícia Ellen e eu queria pedir ao Marco Vignoli, nosso secretário de Desenvolvimento Regional, também uma mensagem nesse sentido, cumprimentando prefeitas e prefeitos que têm seguido corretamente a orientação do centro de contingência do Covid-19 do governo do estado de São Paulo, portanto, obedecendo a ciência e a saúde para proteger vidas. E aos poucos, mas infelizmente, existem poucos como a prefeita de Bauru que de forma negacionista ainda faz vassalagem para o Presidente Jair Bolsonaro visitando-o no Palácio do Planalto, ao invés de proteger a população de Bauru e defender a vida e a saúde dos seus habitantes. Vignoli.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Bom, seguindo essa linha é fundamental dizer que aqueles prefeitos que seguiram o Plano São Paulo, seguiram as medidas sanitárias, mesmo em um mês onde nós atingimos o recorde de casos de Coronavírus no estado de São Paulo, conseguiram melhora nos seus indicadores. O governo federal retira metade dos leitos habilitados de UTI no estado de São Paulo e nós, dentro desse mês, colocamos mais 250 leitos abastecendo toda a rede hospitalar. Mas todos nós sabemos também, uma parcela considerável das pessoas que tem o Coronavírus vem a óbito e é isso que está ocorrendo nas cidades, nas regiões onde nós temos prefeitos que não cumprem com a sua responsabilidade. Portanto, o exemplo de Bauru aonde tem, nesse momento, o recorde de casos de Coronavírus, gerando também número de mortes impactantes na cidade e o negacionismo a todo momento, é para nós um momento de muita preocupação com a região. Por outro lado, prefeitos que seguem e que fazem do Plano São Paulo, das regras sanitárias uma premissa fundamental, têm melhorado os seus índices. A região de Barretos veio na semana passada para a fase vermelha e agora já conseguiu implementar novos leitos e arrefecer a pandemia. Da mesma forma a região de Taubaté, de São José dos Campos, já demonstra uma melhora, assim como nas regiões aqui do estado de São Paulo da Grande São Paulo e da Baixada Santista. Portanto, é um momento de responsabilidade de todos, nós estamos agindo com contundência, o Ministério Público tem agido em cada uma das cidades para que eles possam cumprir o Plano São Paulo e superar esse momento mais agudo da pandemia de São Paulo. A onde tem se respeitado a ciência e a saúde, os índices têm melhorado, aonde tem se implementado o negacionismo os índices têm piorado e mortes têm acontecido. É um momento de responsabilidade de todos e nós vamos seguir cobrando isso dos prefeitos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado Vignoli. Vamos ouvir duas intervenções da ciência que tem nos orientado desde de março deste ano quando criamos o centro de contingência do Covid-19 e passamos a ser uma referência para outros estados que de maneira acertada também criaram os seus comitês científicos para a proteção aos seus cidadãos. Vamos ouvir o Dr. Paulo Menezes e, na sequência, o Dr. João Gabbardo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado governador, boa tarde a todos. O centro de contingência tem a enorme e difícil responsabilidade de monitorar a evolução da pandemia através dos seus indicadores, olhar para as previsões a partir desses dados e recomendar ao governo do estado de São Paulo medidas que possam ajudar a controlar a situação. Nós já vínhamos observando desde o final do ano passado um crescimento constante nos indicadores, número de casos novos, internações, óbitos, progressivo. Vieram as festas de fim de ano, as aglomerações de fins de ano que foram mais um motivo de preocupação, de forma que isso impactou nos indicadores e no meio de janeiro já estava claro uma situação onde os indicadores mostraram aumento de transmissão importante, com novos casos e novas internações em todas as regiões do Estado de São Paulo. Essa situação foi a situação que levou o centro de contingência a discutir e, no final, no dia 20 de janeiro, nós recomendamos medidas mais restritivas pra todo Estado de São Paulo, o centro de contingência, ele não faz essas recomendações com tranquilidade de forma alguma, sabe muito bem o impacto que isso tem pra todo a sociedade, em especial para determinados setores e pra população mais vulnerável, mas, naquele momento, era imprescindível, só pra citar alguns números, em 14 de janeiro, nós tínhamos 280 casos novos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, no dia 22 esse número estava em 348, um aumento significativo. Em relação às internações no estado como um todo, também os números subiram 50 por 100 mil, pra 54 por 100 mil. Em relação a óbitos, passamos de 5.6 pra sete óbitos por 100 mil habitantes a cada 14 dias. Então, era uma situação extremamente difícil, de alta transição e que requeria medidas de distanciamento social mais enérgicas, como foi feito. Felizmente, nós estamos observando, desde então, uma situação de estabilização e alguma melhora, essa é a perspectiva, hoje nós temos, no dia 31, 340 casos novos por 100 mil habitantes, comparado com os 348 do dia 22, 50 internações por 100 mil, comparadas com 54, e o número de óbitos estava em sete por 100 mil, isso no estado como um todo, porém a diferença regional agora, ela fica bem mais evidente, hoje nós temos, no município de São Paulo e na grande São Paulo, uma situação já de uma redução evidente, enquanto que no interior, especialmente no interior do estado, e não no litoral, na baixada, nós ainda continuamos com, em algumas regiões, até um crescimento de transmissão. Essa possibilidade de levantamento das medidas complementares vai depender do andamento desses indicadores nos próximos dias, e ela traz de volta aquela forma do Plano São Paulo de trabalhar regionalmente, as regiões do interior que estão com maior transmissão, provavelmente, dependendo dos indicadores, vão continuar com maiores restrições, como nós já temos hoje várias delas classificadas como vermelho. Então, o centro de contingência continua acompanhando e colaborando com o governo, pra que tome as melhores decisões pro enfrentamento desse momento. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Paulo Menezes. Dr. João Gabardo, seu comentário.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu quero falar um pouquinho do que aconteceu nessas últimas duas semanas, pegando como exemplo a capital, cidade de São Paulo, há duas semanas atrás, nós estávamos convivendo com um número elevadíssimo de novos casos, de internação hospitalar, de óbitos, que nos deixou a todos bastante preocupados, eu lembro que nesse período a capital de São Paulo apresentava um percentual de 73% de ocupação dos leitos, o nosso limite de segurança no Plano São Paulo era de 80%, decidimos apertar esse indicador pra termos mais segurança, pois estávamos vendo um crescimento, estávamos assistindo o que estava acontecendo em Manaus, em outras cidades, reduzimos o nosso limite de segurança de 80 para 75, e o que dissemos aqui na última apresentação do Plano São Paulo? Estamos com 73% na capital, região metropolitana chegando próximo desse número, se nós não melhorarmos, vamos atingir rapidamente os 75, e a capital e a região metropolitana deverá entrar na fase vermelha, onde só funcionariam os serviços essenciais, fizemos a ressalva que se houvesse uma colaboração de todos, tanto dos setores econômicos, como da população em geral, nós poderíamos reverter esses números, e hoje traz muita satisfação pra todos nós pode dizer que a cidade de São Paulo apresenta 66% de ocupação de leitos, ou seja, baixou os limites de segurança que nós tínhamos, isso possibilita que nos próximos dias, conforme tínhamos nos comprometido quando anunciamos as medidas mais restritivas, que nesse período de duas semanas seria extremamente importante o comportamento das pessoas, o comportamento da população, se nós conseguíssemos reduzir, poderíamos levantar essa medidas mais restritivas, e acho que estamos muito próximos disso. Então, queria parabenizar a todos os setores econômicos que nos ajudaram nessa medida, a população de São Paulo, geralmente a gente apresenta, sempre é confrontado com um grupo de desordeiros, um grupo de pessoas que não obedecem as restrições, as recomendações, como um exemplo, isso não é um exemplo, isso é uma minoria, quando a gente busca 100% de obediência às recomendações, a gente sabe que isso não vai ser possível, mas o sucesso não vai ocorre quando nós tivemos somente 100% de obediência, se nós conseguirmos 90, 95, o resultado será concreto, e a gente tem conseguido isso em São Paulo. Pra concluir, governador, eu gostaria de reforçar, de renovar um pedido que já fiz aqui em outras oportunidades, que tenho feito em todas as oportunidades que eu tenho, que o Ministério da Saúde libere o mais rápido possível as vacinas que estão reservadas pra segunda dose, e que a gente possa acelerar a vacinação dos idosos, nós temos que vacinar o mais rápido possível todas as pessoas com mais de 60 anos, nós não podemos ficar querendo colocar imediatamente setores econômicos, profissões antes dos idosos, eu perguntaria a um professor de 28 anos de idade, se ele gostaria de ser vacinado antes dos seus pais com 50, seus avós com 70, eu gostaria de perguntar para um militar de 23 anos de idade, se ele gostaria, se ele se sentiria confortável em ser vacinado enquanto seus pais e seus avós ainda não tem, não estão vacinados, e o motivo, a justificativa que havia até o momento de que poderíamos correr um risco, ao liberar todas as doses que nós temos hoje, pra vacinar o máximo de pessoas, o risco de nós não termos depois pra fazer a segunda dose, pois então, essas informações que o Dr. Dimas está apresentando hoje, nos dão toda segurança pra que com o mínimo de inteligência possa ser liberada todas as doses e, com essas remessas que estão sendo entregues no momento, e com os insumos que já estão chegando em São Paulo, nós podemos fazer uma programação em que se acelera a vacinação dos idosos com o que nós temos hoje, sem nenhum risco de não ter vacina pra segunda dose, quando for necessária, eu acho que essa atitude deve ser tomada o mais rápido possível, os idosos, as pessoas estão ansiosas aguardando essa vacina, e nós precisamos acelerar esse processo, isso vai significar mudança nos nossos indicadores, mudança nas internações hospitalares e mudança no óbito, por isso essa solicitação que eu reforço ao Ministério da Saúde. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bom o depoimento, João Gabardo, muito obrigado, obrigado também ao Dr. Paulo Menezes, vamos agora às perguntas presenciais e também aquelas virtuais, dos jornalistas que estão nos acompanhando pelas imagens da TV Cultura, seja em São Paulo, e imagens também de outras emissoras de televisão veiculadas em outras partes do país. Começamos com a CNN, vou pedir a Bruna Macedo pra já se posicionar, na sequência o Jornal La Nacion, Rádio e TV Bandeirantes, TV Cultura, CBN, Jovem Pan, o Portal UOL e TV Globo, Globo News. Bruna, boa tarde, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

BRUNA MACEDO, CNN: Boa tarde, governador, boa tarde a todos, eu queria saber se já foi pensada essa possibilidade, se já existe algum, que pude pensar bem, ontem, nesse respeito, de negociação de laboratórios particulares na compra da Coronavac. E do doutor Dimas eu também gostaria de saber se houve algum avanço com relação aos tratos na assinatura do contrato das 54 milhões de doses adicionais, além daquela sinalização que a gente teve na semana passada. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruna. Sobre vacina as duas perguntas serão respondidas pelo doutor Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Bruna, com relação ao contrato, o ministério solicitou as informações para a elaboração do contrato, essas informações foram remetidas nessa manhã, e agora nós vamos aguardar a minuta, para que nós possamos aí nos debruçar e trazer esse contrato para análise aqui do governo do estado. Com relação à compra de vacinas pelo setor privado, quer dizer, esse é um assunto que foi muito discutido na semana passada, e aparentemente não há mais, pelo menos, o que eu tenho visto na imprensa, essa possibilidade nesse momento. E isso, mais ou menos está em linha com o que está acontecendo no mundo inteiro, quer dizer, as grandes companhias declararam que as vacinas são um bem do mundo, um bem mundial, e que a prioridade é atender o público antes de atender o privado. Então eu acho que essa é a interpretação, a interpretação respaldada pela Organização Mundial de Saúde. E todas as companhias, as grandes companhias, fizeram um acordo com a iniciativa Covax, da Organização Mundial de Saúde, exatamente para fornecer essas vacinas, principalmente para os países pobres do mundo. Então eu não vejo que há aí grande perspectiva de aquisição de volumes consideráveis de vacina pelo setor privado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, então, Dimas Covas. Obrigado, Bruna. Vamos agora para Marcelo Souza, que é o correspondente do grande jornal argentino, La Nacion. Marcelo, vamos colocá-lo aqui em tela, ele está virtual, já agora em tela. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARCELO SOUZA, LA NACION: Boa tarde, governador. Na semana passada o senhor recebeu no Palácio dos Bandeirantes o embaixador da Argentina, Daniel Scioli, e eu queria saber se o senhor pretende visitar Buenos Aires, ou algum outro ponto da Argentina proximamente? E quais são as oportunidades que enxerga hoje. O governo do estado na relação com esse país, e que no caso iria procurar lá? E uma segunda pergunta, semana passada o Dimas Covas tinha dito que se o Governo Federal não se decidir, pela compra do segundo lote de 54 milhões de doses da Coronavac, essas poderiam ser exportadas para países da região, e mencionou também a Argentina. Houve depois dessa fala do Dimas Covas, conversas com países que manifestaram interesse, como a Argentina, e talvez o próprio embaixador Scioli. E como ficam agora as possibilidades de exportar essas doses, sendo que o governo já confirmou que vai comprar esse lote.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Marcelo, vamos por partes, respondendo a primeira, e a segunda pergunta será respondida pelo Dimas Covas. Na primeira, o embaixador Daniel Scioli, esteve pela segunda vez comigo aqui no Palácio dos Bandeirantes, é fato, e ele fez um convite oficial para uma visita Argentina, uma visita ao Presidente da Argentina, o Presidente Fernandez, em um encontro no Palácio da Casa Rosada, sede do governo da Argentina, em Buenos Aires. Eu aceitei o convite, a data será comunicada pelo embaixador Scioli nos próximos dias, e tão logo possível farei a visita atendendo o convite do Presidente da Argentina, encaminhado pelo seu embaixador no Brasil, Dainel Scioli. Registro que senhor nossas relações com a Argentina são as melhores possíveis. A Argentina é um grande parceiro econômico do estado de São Paulo, tanto no setor industrial, tanto nos serviços, quanto de comércio, e agroindústria. E nós queremos fortalecer essa relação. E também agora na área da saúde, dado o entendimento feito com o Instituto Butantã, e sobre esse entendimento, para vacinas, fala Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Marcelo, esse assunto foi bem esclarecido na semana passada, quer dizer, houve uma certa interpretação de que poderia haver um fornecimento de vacinas para os países da América Latina, em detrimento ao Brasil. Isso em absoluto. Quer dizer, nós nesse momento temos já essa obrigação de oferta de 100 milhões de doses para o Brasil, e isso está acontecendo, com já mencionamos por ocasião da primeira resposta. A Sinovac tem um acordo sim de fornecimento de vacinas para os países da América Latina, e isso por intermédio do Butantã. Mas isso não interfere na programação de liberação de vacinas para o Brasil, isso são volumes à parte disso, e são volumes que poderão vir diretamente da China para esses países. Então não há, em absoluto, nenhuma interferência, são assuntos completamente diferentes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Dimas Covas. Marcelo, muito obrigado, continue acompanhando a nossa coletiva. Obrigado por estar aqui participando conosco, nosso respeito pelo seu país, e pelo jornal que você representa como correspondente aqui no Brasil. Agora vamos para a Rádio Bandeirantes, e Band News, com a Maira Di Giaimo. Ainda vou pronunciar correto. Pronunciei correto hoje, Maira?

MAIRA DI GIAIMO, RÁDIO BANDEIRANTES: Quase isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Quase. Tô chegado lá. Boa tarde, sua pergunta, por favor, Maira.

MAIRA DI GIAIMO, RÁDIO BANDEIRANTES: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Bom, com essa nova informação da liberação do lote, com a chegada das novas doses a partir do dia 25 de fevereiro, eu queria saber se já há uma previsão de quando os idosos com menos de 85 anos vão poder ser vacinados? E o que mudaria em relação a tempo, se e gente pudesse usar todas as doses disponíveis já na primeira aplicação? Quanto tempo a gente ganharia com isso? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Maira, bastante interessante sua pergunta, e merece um esclarecimento completo. Eu pedi à doutora Regiane, que aqui está, Regiane de Paula. Pode vir até um pouquinho mais para cá, fica mais fácil para as câmeras, bem aqui do nosso lado. Doutora Regiane de Paula é a coordenadora de todo o programa de imunização do sistema estadual de imunização, e também do Programa Nacional de Imunizações no estado de São Paulo. Doutora Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Obrigada, pela pergunta. Em primeiro lugar, nós queremos avançar o quanto antes, realmente, na vacinação dos idosos, mas para isso nós precisamos de um aceno do Programa Nacional de Imunização, uma vez que é com ele que nós trabalhamos. Então o Plano Estadual de Imunização depende dessa liberação, que inclusive já foi feita, já foi solicitada, e nós não obtivemos até esse momento nenhuma resposta. Se isso não acontecer, nós continuaremos com o nosso cronograma, e com mais dose chegando nós poderemos em fevereiro, provavelmente, governador, e o secretário Jean aqui ao meu lado, avançar para começar a vacinação da população de 80 anos e mais, no finalzinho de fevereiro. Mas a gente tem que acompanhar o Programa Nacional de Imunizações, para que eles possam nos dar esse ok de liberação da segunda dose, uma vez que no dia 14 de fevereiro começamos a vacinar aqueles que iniciaram a vacina no dia 27, contando 28 dias.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Doutora Regiane, muito obrigado. Mas, Maira, queria aproveitar para complementar, caso o Governo Federal, no seu Programa Nacional de Imunizações, não confirme essa posição para proteger as pessoas de idade, seja em São Paulo, seja no Brasil, São Paulo vai vacinar no Programa Estadual de Imunização. Já fizemos isso com os quilombolas, que de forma injusta e cruel o Governo Federal retirou do Programa Nacional de Imunizações, nós mantivemos e já iniciamos, aliás, praticamente estamos completados, já terminamos a imunização de quilombolas aqui no estado de São Paulo. Faremos o mesmo em relação à população de mais idade, caso não tenhamos até o final dessa semana a confirmação do Programa Nacional de Imunizações. São Paulo não deixará de vacinar as pessoas com mais de 70 anos. Quero complementar alguma coisa?

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, e os indígenas também já estão todos vacinados.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: E os indígenas também, aproveitando para informar, totalmente vacinados na primeira dose, a população indígena total do estado de São Paulo, a população total de quilombolas também, todos já receberam a primeira dose da vacina do Butantã. Maira, muito obrigado. Adriana Simino, TV Cultura. E na sequência, Vitória Abel, da CBN. Adriana, boa tarde.

ADRIANA SIMINO, TV CULTURA: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. A minha pergunta também é referente à essa confirmação da liberação desse segundo lote de insumos que chega aqui no dia 10 de fevereiro. Não é o meu forte, mas eu fiz aqui uma conta rápida, e com a chegada desses 11 mil litros, somando o que já foi entregue pelo Instituto Butantã, acredito que a gente alcance aí as 40 milhões de doses? Os 40 milhões de doses, doutor Dimas? Se o senhor poder esclarecer se esse volume também... De 8 milhões, eu esqueci de mencionar, né? O senhor falou de oito mil litros que já estão sendo negociados, né, se esses oito mil litros, eles complementam já os 46 milhões de doses que estão em contrato com o Ministério da Saúde, ou se ainda vai ficar faltando envio de mais insumos, e se ainda não foi enviado por uma questão de fabricação mesmo desse insumo ou se, enfim, tem algum outro entrave.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Adriana. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, não completa, quer dizer, vamos completar em março somando as que já foram entregues, as que serão produzidas, né, vamos chegar a 27 milhões de doses, então ainda falta muitas doses pra chegar nos 46 milhões.

ADRIANA SIMINO, TV CULTURA: Eu esqueci só de mencionar os oito mil litros, que o senhor falou que já estão sendo negociados, eles completam esses 46 milhões?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Não, ainda também não, não vai ser suficiente, quer dizer, nós vamos ter que ter mais dois embarques, né, pra poder completar os 46, e também já receber os embarques relativos aos 54, quer dizer, isso que nós estamos tratando nesse momento, pra que possamos não nos limitar ao quantitativo de 46, mas já incluir os de 54, de forma que nós podemos ter um cronograma de entrega diferente do que havia sido planejado até semana passada. Então, nós estamos tratando, exatamente, nesse momento, desse cronograma, e brevemente anunciaremos o total de doses por mês, porque isso vai ser objeto, né, do contrato que deve ser assinado pelo ministério essa semana.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bem, Dr. Dimas Covas. Adriana, muito obrigado. Vamos agora para Rádio CBN, com a jornalista Vitória Bel, Vitória, boa tarde, vamos ajustar o microfone aí pra você, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

VICTORIA ABEL, CBN: Governador, boa tarde, boa tarde a todos. Primeiro, eu queria uma confirmação com relação a um dado que o Dr. Dimas passou, a meta é a liberação de 600 mil doses por dia, eu só não entendi a partir de quando, né, quando que começa essa meta, que seria a liberação de 600 mil doses por dia, eu queria que o senhor confirmasse esse número por favor. E queria que o Dr. Jean ou a Dra. Regiane, novamente, tirasse essa dúvida com relação a vacinação de idosas, a senhora disse que com essas novas doses, até o final de fevereiro, idosos acima de 80 anos já poderiam começar a ser vacinados, mas eu queria saber se o governo já faz uma conta com esses novos lotes que vão ser produzidos, então vão chegar mais lotes no dia dez de fevereiro, vão produzir mais oito milhões de doses, a partir daí o governo já não consegue ter um calendário mais, mais pra frente de quais idosos vão ser vacinados a partir do final de fevereiro? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Vitória. Começamos, então, com Dimas Covas, e depois a Dra. Regiane aqui ao meu lado responderá. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Vitória, 600 mil a partir de 25 de fevereiro, e aí, né, ininterruptamente, até atingir um total de 17 milhões e 300 mil doses, isso também pode ser acrescentado dos novos lotes que, por ventura, sejam anunciados, né, então, nesse momento, a partir do dia 25 de fevereiro, 600 mil doses por dia.

REGIANE DE PAULA, DIRETORA DO CENTRO DE CONTROLE DE DOENÇAS INFECCIOSAS DA SECRETARIA DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Nós acabamos de receber a informação desse novo envio de lotes, então claro que nós poderemos avançar, sim, para a vacinação de idosos, precisamos sentar, olhar essa conta, ver a grade, lembrando que, em média, 20% daquilo que é enviado ao programa nacional de imunização fica no Estado de São Paulo e, em função disso, poderemos, sim, avançar e essa é a nossa grande meta, avançar pra esse público que precisa muito, que são os idosos, o quanto antes, então, a boa notícia se estende também ao programa estadual de imunização pra Covid-19, já vamos trabalhar, eu já tenho uma equipe, inclusive, trabalhando na possibilidade dessas grades, e assim que a gente tiver isso, nós informamos, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dra. Regiane. Vitória, muito obrigado, oportuna, porque a informação, nós recebemos agora do governo da China, e a partir de agora vamos processar dentro do programa estadual de imunização. Obrigado, Vitória, vamos agora pra Rádio Jovem Pan, com Nanny Cox. Nanny, boa tarde, sua pergunta, por favor.

NANNY COX, JOVEM PAN: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, minha pergunta é pro senhor, no início aqui, na abertura aqui da coletiva, o senhor falou muito sobre democracia, lembrando as eleições do Congresso, tudo tem apontado pra uma vitória de Lira, pela quantidade de deputados que têm saído aí do apoio do Baleia Rossi, eu queria saber se o senhor vê algum problema pra São Paulo, já que tá saindo aí Rodrigo Maia, que foi um aliado do senhor, se o senhor vê algum problema pra São Paulo com o Lira na presidência da Câmara, obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Nanny. Eu não antecipo prognósticos, aliás, não é do meu feitio, vamos esperar a eleição, que começa hoje à tarde, e se estenderá até à noite, para a partir de amanhã, e na nossa coletiva de quarta-feira, fazermos os comentários, o que eu defendo é democracia plena e independência absoluta dos poderes. Vamos agora com o Leonardo Martins, do Portal UOL, obrigado, Nanny, Leo, obrigado pela sua presença, vamos ajustar o microfone aí, pode subir um pouquinho. Sua pergunta, por favor.

LEONARDO MARTINS, PORTAL UOL: Boa tarde a todos. Secretário Dr. Jean, o índice de isolamento social nesse final de semana de fase vermelha se manteve estável, sempre abaixo dos 50%, a pergunta é de que maneira essa estratégia de deixar a fase vermelha nos finais de semana foi eficaz, de que forma isso foi eficaz pra conter a disseminação do vírus? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Ok, claro, e depois a Patrícia Ellen complementará, por favor, Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito bem. Leonardo, nós simplesmente fizemos um adicional às medidas que já eram tomadas pelo Plano São Paulo, no sentido de conter ainda mais a circulação de pessoas, isso incluía o faseamento vermelho, principalmente a partir das 20 horas, de segunda à sexta-feira, e aos sábados e domingos, durante todo dia, isso trouxe e impactou nessa circulação de pessoas, e no monitoramento das pessoas, fazendo com que não houvessem as aglomerações que aconteceriam se nós tivéssemos, simplesmente, deixado as atividades, serviços e horários estendidos, isso impactou nos números, nós tivemos, como você viu, uma redução do número de internações e também tivemos um impacto na queda do número de óbitos nos últimos dias. A nossa importância maior, o significado maior é você avaliar o número de internações, ele faz uma aferição imediata do que aconteceu, o dado atualizadíssimo até hoje de manhã, então, isso mostra a dinâmica da pandemia, mostrando o quanto ela conseguiu fazer, em alguns, algumas regiões do estado, a sua diminuição. Infelizmente, outras, por não seguirem essas normas de isolamento, distanciamento e uso de máscaras, trouxeram as aglomerações e, com elas, teremos, sim, os impactos que já são vistos hoje, mas nas próximas semanas, podendo, inclusive, concorrer com piora das restrições naquelas regiões.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Só complementando, com relação à taxa de isolamento, nós tínhamos uma tendência de queda da taxa de isolamento bastante grande nas últimas três semanas, e nesse fim de semana nós tivemos uma estabilização e uma melhoria, também é importante destacar a diferença entre diferentes regiões e cidades, nós tivemos 55% das cidades, ou seja, mais da metade, felizmente, que tiveram uma variação positiva, com uma melhoria de isolamento entre um e sete pontos percentuais, infelizmente, tivemos alguns municípios que tiveram uma variação negativa, são a minoria, mas teve 19% dos municípios que tiveram uma piora da taxa de isolamento nesse fim de semana, ou seja, a maior parte da população está colaborando, mas tanto na minha fala inicial, quanto a do secretário do Vinholi, do governador, algumas regiões, infelizmente, estão adotando um comportamento negacionista, que impacta a população em geral, ao custo, infelizmente, de vidas, então, fica aqui o pedido, o retorno, a taxa na média mostra que ela parou de cair, com inclusive um leve aumento, um comportamento parecido com semanas de agosto, quase, mais de 13 pontos percentuais acima do período pré-pandemia, é um percentual importante da população que tá fazendo seu esforço, e mostrou que mais da metade dos municípios tiveram aumento, os outros se mantiveram, né, e teve, infelizmente, essa minoria, que teve uma redução significativa e que tá custando vidas da população que não merece isso neste momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia, obrigado, Jean. Leonardo, muito obrigado pela sua intervenção, vamos agora a última pergunta, é da TV Globo, Globo News, com o repórter Guilherme Balza. Guilherme, obrigado pela sua presença aqui mais uma vez, boa tarde e sua pergunta, por favor.

GUILHERME BALZA, TV GLOBO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Primeiro, eu queria tirar uma dúvida com o Dr. Dimas, que o senhor falou que esse acordo com os outros países, é à parte do que já vai ser disponibilizado pro Ministério do Saúde, eu queria entender o que é esse à parte, é quando não houver mais demanda de vacinação aqui no Brasil, aí sim essas doses vão ser negociadas com os outros países? Não ficou muito claro pra mim esse ponto. E outra questão é a atualização do Plano São Paulo estava prevista pra acontecer na sexta-feira, aí foi antecipada pra quarta-feira, no entanto já há uma sinalização de que as medidas vão ser flexibilizadas, essas medidas complementares, a gente tá completando uma semana agora, desde que essas medidas mais restritivas começaram a vigorar, a fase vermelha à noite, aos finais de semana, isso não dá uma sinalização confusa pras pessoas? Primeiro restringe, depois antecipa uma flexibilização, por que antecipar tanto essa flexibilização? Eu queria entender isso. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Eu vou começar pela segunda, Guilherme Balza, ao contrário, dá a capacidade de compreensão e atenção ao movimento do coronavírus, o pior dos mundos é a burocracia, é fixar prazos e seguir prazos, diante de uma circunstância que pode melhorar ou piorar, governo competente, sério e responsável, age imediatamente, e nós agimos imediatamente, os números apontam de forma positiva, e nós estamos acompanhando isso, não há porque penalizar qualquer setor, seja comércio, restaurantes, bares, similares, setor de cultura, de entretenimento e lazer, se não há necessidade pra isso, faremos tantas quantas vezes for necessário, medidas para endurecer ou flexibilizar, de acordo com as circunstâncias da saúde e orientação do centro de contingência do Covid-19, é isso que nos baliza, os dados, a saúde e a orientação do centro de contingência do Covid. A Patrícia vai complementar e, na sequência, voltamos com o Dimas Covas. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Isso, só um esclarecimento também, a reclassificação oficial será na sexta-feira, como já havia sido planejado, nessa quarta-feira, mantendo a situação que nós vimos agora, por esse período de mais de dez dias até quarta-feira, haverá uma suspensão das medidas complementares ao Plano São Paulo, e foi o nosso compromisso quando nós anunciamos essa medidas há dez dias atrás, nós dissemos que monitoraríamos dia a dia, que se o resultado fosse positivo, nós revisaríamos, mas se fosse negativo, nós também endureceríamos, eu acho que esse é o benefício do Plano São Paulo, que está sendo também implementado no resto do Brasil, em outros lugares do mundo, que é esse modelo regionalizado e de acompanhamento diário pra uma gestão e convivência com a pandemia de acordo com a circulação do vírus e do comportamento da população e dos setores econômicos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. E aí, no primeiro tema, Guilherme, a resposta do Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Guilherme, essa vacina, da associação Butantan com Sinovac, é uma vacina mundial, e o Butantan, junto com a Sinovac, além do compromisso com o Brasil, o Butantan e a Sinovac tem compromisso com os demais países, né, e o Butantan é o responsável pela introdução dessa vacina na América Latina, com exceção do Chile e do Uruguai, nesse momento, então, a Sinovac tem o seu planejamento, ela já destinou 40 milhões de doses especificamente pra esses países, isso não tem relação com as necessidades do Brasil, que serão atendidas integralmente, ok?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas. Obrigado, Guilherme. Quero chamar atenção de você que estão nos assistindo em casa, a mudança da mensagem aqui nos nossos púlpitos, agora é Vacina Pra Todos, e é esse o esforço que o Governo do Estado de São Paulo, através do Instituto Butantan, vem fazendo com a vacina do Butantan, mais vacinas para atender mais brasileiros, para salvar mais brasileiros em São Paulo e no Brasil. Você, que está na sua casa, nos acompanhando, nos assistindo nesse momento, por favor, não saia sem máscara pra lugar algum, seja ao trabalho, seja ao lazer, seja pra ir às suas compras, use máscaras, e oriente também os seus familiares a utilizarem máscaras, e ao mesmo tempo evite aglomerações, não participe de aglomerações, nem festas, em nenhuma parte, nem festas pequenas, nem médias, nem grandes, álcool em gel e lavar as mãos constantemente ajuda você também a ficar distante da Covid-19. Muito obrigado a todos, boa tarde, até a próxima quarta-feira, obrigado.