Coletiva - Governo de São Paulo faz apelo para que população não viaje na Páscoa 20200804

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Coletiva - Governo de São Paulo faz apelo para que população não viaje na Páscoa

Local: Capital - Data: Abril 08/04/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde. Muito obrigado mais uma vez a presença dos jornalistas que aqui estão, os veículos de comunicação, cientistas, fotógrafos, secretários e secretárias de governo que acompanham presencialmente e virtualmente. Aqui à frente à coletiva de ho je, quarta-feira, dia 8 de abril: José Henrique Germann, secretário da Saúde do estado de São Paulo; Rossieli Soares, secretário da Educação; Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico; Doutor David Uip, coordenador do centro de contingência do COVID-19, o nosso comitê de saúde; E Fernando Capez, diretor geral da Fundação Procon. Todos terão intervenções aqui nos anúncios que faremos hoje a vocês. Quero mais uma vez enaltecer o trabalho da imprensa, correta, objetiva e informando a população aquilo que representa o combate ao Coronavírus, à essa crise de saúde, e também à crise econômica. Sempre começamos aqui com as mensagens, a primeira mensagem de hoje é respeito à medicina, e respeito aos médicos. A nossa guerra é contra o Coronav&iacut e;rus, não é contra a medicina, não faz o menor sentido atacar o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, médico, competente, sério, dedicado, e que vem cumprindo muito bem a sua missão e a sua função como ministro da Saúde do Brasil. Como também não faz o menor sentido atacar o doutor David Uip, como foi atacado ontem à tarde pelas redes sociais, mais uma vez, sob orientação do dito gabinete do ódio em Brasília. Ou incluir nesses ataques o doutor Roberto Kalil, um dos maiores cardiologistas do país. Por favor, respeitem os médicos, respeitem a medicina, respeitem os enfermeiros, respeitem aqueles que estão doando o seu conhecimento, a sua experiência, a sua vida, o seu trabalho, a sua dedicação, a ausência das suas casas, a ausência dos seus familiares para ajudar as pessoas a manterem as suas vidas, a manterem as suas saúdes. Nós precisamos de paz e não de confronto. Que país é esse onde o confronto através das redes sociais é feito para destruir as pessoas? Destruir a reputação de pessoas. Seja quem for, e principalmente de médicos, que aprenderam ao longo das suas vidas a salvarem as pessoas, a orientarem as pessoas. E agora por uma milícia digital são acusados, são emparedados na tentativa de destruir a reputação e a vida destas pessoas? Eu me referi aqui a três especificamente, mas outros também estão sofrendo consequências disso. Como governador de São Paulo, o meu repúdio, e o meu apelo, precisamos de paz, entendimento, equilíbrio, harmonia e união para vencer a crise do Coronavírus, não é atacando, não é fazendo exércitos de miliciantes internautas e tentando destruir reputações que nós construiremos um ambiente de paz para vencer a crise. Atacar médicos não salva a vida de ninguém, contribui para destruir e aumentar ainda mais o número de pessoas que perdem as suas vidas no Brasil. Quero também ressaltar, e não estou preocupado com críticas também, dizer que não foram os médicos, não foi o ministro Luiz Henrique Mandetta, não foi o doutor David Uip, ano foi o doutor José Henrique Germann, não foi o doutor Roberto Kalil, não foi nenhum médico no Brasil que disse, afirmou por várias vezes, que a gravíssima epidemia do Coronavírus era uma gripezinha ou um resfriadozinho. Nenhum brasileiro ouviu isso de um médico. Portanto, respeito com os médicos do Brasil. Cloroquina, quero deixar clara a posição do governo do estado de São Paulo em relaçã o à Cloroquina, foi o médico infectologista David Uip, coordenador do comitê de saúde, do grupo de contingência do COVID-19, que sugeriu, que recomendou ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que distribuísse o medicamento na rede pública do país, e o doutor David Uip falará a esse respeito. Mas quero deixar claro que quem decide como, quando, onde e com quem aplicar a Cloroquina é o médico, não é o governador, o homem público que não cumpre o seu papel como secretário da Saúde, ou como ministro da Saúde, deve obedecer a ciência e respeitar a medicina, como temos feito aqui em São Paulo. Terceira e última mensagem antes das comunicações do governo de São Paulo no dia de hoje. Nós estamos na semana santa, temos um feriado prolongado a partir desta sexta-feira, se é que podemos falar em feriado em um período de uma crise tão densa e tão triste como essa. Mas eu aqui faço um apelo às famílias que estão nos ouvindo, que estão nos assistindo, que vão nos assistir, vão nos ouvir ou vão nos ler, por favor, não se dirijam especialmente ao litoral de São Paulo. É um apelo que faço como governador do estado. Se possível, fiquem em suas casas, permaneçam em casa durante o período da Páscoa. Logicamente que há situações, há exceções, e nós compreenderemos, mas se na regra a maioria puder atender a este apelo e ficar em suas casas, estarão mais seguros e mais protegidos nas suas residências, aonde estão, do que se dirigem principalmente ao litoral de São Paulo nesta semana santa. Não se desloquem, as praias estão fechadas, todas as praias, do litora l Norte, da Baixada Santista, e do litoral Sul. Nenhum acesso às praias do litoral de São Paulo está permitido, isso foi uma determinação do governo de São Paulo, e uma ordinária correta de prefeitos e prefeitas das cidades do litoral do estado de São Paulo. Alerto que apenas ontem tivemos 67 mortes, 67 mortos por Coronavírus, o maior índice, o maior número até hoje, desde o início desta epidemia. São Paulo tem 56% de todos os óbitos registrados até agora, e 41% de todos os casos confirmados no Brasil. Nós temos a obrigação aqui em São Paulo de compreender que o isolamento social é de fundamental importância para proteger a sua vida, a vida dos seus pais, a vida dos seus filhos, a vida dos seus parentes, dos seus familiares, dos seus amigos, dos seus colaboradores, de todos os brasileiros de São Paulo. Portanto, pe&cc edil;o aqui, se puderem, por favor, fiquem em suas casas durante a Páscoa. E aproveite esta oportunidade para uma oração ao lado dos seus familiares, seja qual for a sua profissão de fé. Oração fortalece, oração ajuda, oração eleva, oração conscientiza, oração pacifica. Vamos agora às comunicações de hoje do governo do estado de São Paulo. Merenda em Casa, nós autorizamos o pagamento da Merenda em Casa, e sobre isso falará o secretário da Educação do estado de São Paulo, Rossieli Soares, para neste programa do Merenda em Casa, atendermos 732 mil alunos da rede pública estadual de ensino. São 732 mil alunos que vão receber o pagamento da Merenda em Casa. E o pagamento começa hoje, são R$ 55 por mês para 732 mil alunos da rede pública estadual de ensino. S&a tilde;o aqueles estudantes que vivem em situação de extrema pobreza. Isso representa um investimento, neste mês de abril, de R$ 40 milhões e que será repetido no mês de maio com mais R$ 40 milhões, são R$ 80 milhões de investimentos para a distribuição da Merenda em Casa com o pagamento de R$ 55,00 nestes dois meses, em cada mês, no mês de abril e igualmente no mês de maio. E os repasses poderão ser estendidos enquanto as aulas seguirem suspensas nas escolas. Neste momento, a decisão é pra atender 60 dias, mas se necessário for, dado as circunstâncias e seguindo a orientação médica, nós podermos estender por um período ainda maior. O pagamento será feito por meio do aplicativo Pic Pay, basta fazer o download, o nosso secretário Rossieli vai explicar, em qualquer smartphone ou nas lojas virtuais para o acesso a este valor. E com isso, facilitando e permitindo, repito, a partir de hoje o acesso a esses R$ 55,00. E quero alertar também aos espertinhos, aos malandros, aqueles que querem num momento tão triste e tão duro da vida brasileira, querem também usurpar e fazer bandidagem com os recursos, sejam federais ou estaduais. Nós adotamos medidas de proteção neste aplicativo para que não haja nenhuma invasão e nenhum desvio de informação e muito menos dos recursos que estão destinados aqueles que vivem em situação de extrema pobreza. Essa é a forma mais fácil e eficaz de ter acesso ao benefício, e a mais segura também. E volto a dizer, o secretário Rossieli dará explicações detalhadas a respeito. O segundo informe de hoje, segundo e último informe de hoje. Defesa do consumidor. O Governo do Estado de São Paulo t em um compromisso com os 46 milhões de brasileiros que estão em São Paulo, em protegê-los e ampará-los, principalmente num momento como este. Já tínhamos falado sobre o assunto aqui. Determinamos na semana passada que o Procon, sob o comando do Fernando Capez pudesse agir para coibir multa, e se necessário prender empresas ou pessoas realizando a venda irregular de botijões de gás a preço superior a 70%. E foi feito. Da mesma maneira, orientamos o Procon para vigiar e acompanhar a venda do álcool gel em redes de farmácias, em farmácias, em redes de supermercados, mercados e supermercados independentemente do seu tamanho e da sua localização. A partir de amanhã nós estamos fortalecendo o papel do Procon e o papel de defesa do consumidor designando Fernando Capez como secretário especial de defesa do consumidor do estado de São Paulo por 12 0 dias, esta titularidade dará ainda mais força, capacidade deliberativa e de ação ao secretário Fernando Capez e a sua equipe do Procon. Não representará um único real adicional de orçamento ou de despesa para o estado, mas fortalecerá as posições do Governo de São Paulo para defender o interesse do consumidor e da consumidora na preservação daquilo que representa o seu direito. Não faz sentido que diante de uma crise como essa, algum empresário ou comerciante mais ambicioso e incapaz de reconhecer a crise e a dificuldade pela qual estamos passando, que queira usufruir dessa circunstância para fazer aumento abusivo de preços. Não apenas no gás, não apenas no álcool gel como em qualquer outro produto. E essa regra e a fiscalização do Procon vale para o pequeno, vale para o médio e vale para o gran de empresário. Todos terão o mesmo tratamento fiscalizatório e todos serão submetidos às regras e à lei. Feitas essas duas comunicações e as mensagens, eu passo agora a palavra ao secretário da educação do estado de São Paulo, Rossieli Soares para que possa expor e explicar detalhadamente o programa Merenda em Casa. Secretário.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Boa tarde a todos, a todos que estão aqui na banca, todos que nos assistem. Vou passar rapidamente. Pode passar o próximo slide. O programa Merenda em Casa, ele tá... a gente está olhando muito pras pessoas que mais precisam. E com um trabalho junto com a secretária Célia Parnes, Secretaria de Desenvolvimento Social, a gente foi olhar justamente pra esse público. Quem são? Então a gente escolheu trabalhar com todos aqueles que até o mê s de março estivessem com Bolsa Família, mas também jovens, famílias que não estão no Bolsa Família, mas que estão na extrema pobreza pelo CadÚnico. Nós temos um quinto hoje das famílias brasileiras, segundo o IBGE, que têm restrições alimentares, por exemplo. E a merenda escolar é sim uma das estratégias mais importantes que o Governo do Estado tem trabalhado. Então os indicadores têm mostrado isso com muita claridade. Alimentação escolar, vai ser trabalhado então no Merenda em Casa como uma transferência de renda para essas famílias em situação de vulnerabilidade dentro desse perfil pra eles poderem adquirir, por exemplo, alimentos para os seus alunos e pra própria família, logicamente. Temporário e emergencial. Aquilo que o governador já explicou, enquanto perdurar a suspens& atilde;o das aulas nós vamos estar auxiliando, neste momento, previsto para o mês de abril e para o mês de maio. À medida que a área da saúde for definindo quais serão os tempos para o retorno ou não, nós vamos também acompanhando com o programa e retornaremos para informar mais. O público-alvo, como eu disse, são estudantes da rede estadual em extrema pobreza dentro do CadÚnico, nós estamos olhando para aquelas pessoas que estão cadastradas lá no CadÚnico, na extrema pobreza ou que sejam beneficiários do Bolsa Família. Pode passar. Investimento o governador já falou, do Governo do Estado, em azul, são R$ 40 milhões para 732 mil alunos, isso representa 21% dos nossos alunos na extrema pobreza ou no Bolsa Família. Mas tem algo muito importante que é a modelagem que a gente fez permitiu, o governador tem capitanea do a busca junto com a equipe de recursos, junto com muitas pessoas, e uma das instituições que tem nos ajudado muito é o Comunitas que é uma instituição que trabalha especialmente buscando a inovação na gestão pública, tem nos ajudado a arrecadar com diversas, diversos empresários, pra citar alguns que estão doendo aqui: a XP, a ABS, a família Bracher, por exemplo. Entre outros doadores de pessoa física que vão doar R$ 6 milhões por mês. E para aqueles jovens que não estão recebendo Bolsa Família, mas são da extrema pobreza, receberão um reforço dobrado com recursos da iniciativa privada que também começará a pagar hoje também. Então serão mais R$ 55,00 para 113 mil alunos. Destacando, esses 113 mil alunos são aqueles que não têm o Bolsa Família. Qu al foi o conceito deste recorte? Usar o recurso privado em conjunto com a Comunitas para reforçar para aqueles que mais estão precisando. Ou seja, então cada aluno desses 113 mil receberá um benefício de R$ 110,00. Todos os demais que já estão no Bolsa Família, no mínimo R$ 55,00 e mais os R$ 55,00 também para a extrema pobreza. Pode passar, por favor. Qual foi a forma de trabalho que nós adotamos? Então, primeiro a pessoa tem que verificar se ela tem direito ou não. Nós estamos trabalhando com o aluno matriculado na rede estadual, o cadastro único no CadÚnico e o beneficiário do Bolsa Família. O aplicativo Pic Pay, a pessoa vai baixar, não precisa ir a lugar nenhum, ela pode baixar e fazer todo... justamente pra buscar não ter aglomeração, governador, de nenhum tipo que nós buscamos uma solução tecnol& oacute;gica. Baixando o aplicativo, criando uma conta no nome do responsável no CadÚnico, isso é muito importante, tem que estar com o mesmo nome e CPF lá do CadÚnico. Valida os documentos todos de forma on--line e o recurso cai em até quatro horas. Que é só o tempo do processamento. Confirmou, validou, segurança de que aquela é a pessoa que tem direito a receber. Em até quatro horas cai. E a gente já começou esse procedimento. Possibilidade de uso desse recurso. Nós temos mais de 2 milhões de pontos de estabelecimentos credenciados já pra uso do Pic Pay em todo o estado, pode ser utilizado com o aplicativo mesmo, com o QR Code, pode ser pago nas maquininhas de cartão, por exemplo, onde tem Cielo e Getnet, em qualquer instituição, e pode ser transferido para a conta. Uma coisa importante que nós colocamos no chamamento público &ea cute; que nós não permitiremos a cobrança de nenhum tipo de taxa dessas pessoas. Então a própria Pic Pay, governador, vai garantir o pagamento de todas as taxas. Se a pessoa decidir transferir para a sua conta, a taxa bancária será bancada pela Pic Pay. Se ele receber sacar no Banco 24h, a taxa que será cobrada pelo banco será paga também pela empresa Pic Pay. Isso foi uma condição colocada para que o dinheiro público e o dinheiro dos parceiros seja utilizado integralmente pelas pessoas, pode passar, por favor. Aqui é apenas uma exemplificação de passos, é muito simples, você baixa o aplicativo ali na primeira imagem, tanto na loja da Google, quanto da Apple, você cria a conta no nome do usuário, manda uma selfie, isso é importante, manda uma selfie, confirma o documento, uma foto do CPF, e o benefício é creditado em a té quatro horas na própria conta do PicPay, pode passar, por favor. Dúvidas, passo a passo, você pode acessar o site, que a gente vai mostrar aqui no final, do Merenda em Casa, que nós criamos, e tem acesso a todas as informações sobre esse passo a passo, temos o 0800 025 8000, que é o próprio 0800 da PicPay, que estará respondendo todas as perguntas, inclusive pra saber se tem direito ou não, enfim, e os nossos diretores, que vão estar dando orientações, inclusive de forma ativa, já estão ligando pras famílias, os diretores conhecem, sabem quem são, então, a própria equipe da escola vai estar falando, sempre por telefone, nós não precisamos ter atendimento presencial. Quando houver exceção de necessidade, a própria escola definirá, eventualmente, como fará o apoio pra aqueles que mais prec isarem. Pode passar, por favor, concluindo, governador, o informe da rede foi feito, fizemos manuais, documentos como esses aqui, que já são distribuídos pra todas nossas escolas, mostrando o passo a passo de como fazer o atendimento, fiz hoje, inclusive, uma videoconferência com todos os diretores de escola, com todas as nossas equipes, com mais de seis mil pessoas conectadas pra explicar, com a lista de benefícios que já a escola tem acesso, então também a escola já estará proativamente trabalhando, informando as famílias, pode passar, por favor, contato pelas escolas, então, diretores vão localizar e o contato direto, a Secretaria tá enviando SMS, e-mail, dentro do cadastro, nós refizemos todo nosso cadastro, o que é muito importante, e proativamente a Secretaria também está, a partir de agora, enviando SMS, e-mail, pras famílias, dizendo: Vo cê tem direito, baixe o aplicativo, e também enviando por outros formatos. Pode passar, por favor. Aqui é só pra demonstrar, que o governador anunciou essa medida no dia 25 de março, e hoje, dia oito de abril, o dinheiro já está disponível pras famílias, basta baixar o aplicativo, foram muitos passos, chamamento público, seleção de parceiros, muitas reuniões, com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Social, destaco, governador. E, por fim, gostaria de mostrar, pode passar, o endereço do site do merendaemcasa.educacao.sp.gov.br e agradecer, mais uma vez, a iniciativa privada, governador, que tem feito um grande trabalhando, ajudando a reforçar, e termino só pedindo pra passar um vídeo de 30 segundos, com o testemunho da Fernanda, que ocorreu já hoje, já recebeu, pode passar, por favor, e eu agradeço desde já.< /span>

FERNANDA ZACARIAS: Oi, meu nome é Fernanda Zacarias, sou mãe do aluno Cauã Zacarias, estuda no [ininteligível] aqui na zona leste, onde estou tendo a oportunidade de participar do programa merenda escolar, informada pela diretora, onde eu baixei um aplicativo, que em quatro horas o saldo já estava na minha conta, paga pela Secretaria da Educação, e tá me ajudando muito, é um benefício que vai ser bom pra mim e pra você, pra todos nós.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Obrigado, secretário Rossieli Soares, secretário da educação, ao apresentar o programa do Merenda em Casa. Agora, vamos ouvir Fernando Capez, nomeado hoje secretário extraordinário de defesa do consumidor, pelo prazo de 120 dias, com objetivo de melhorar o controle e o acompanhamento de preços, sobretudo de produtos básicos para a população, especialmente a população de baixa renda do Estado de São Paulo. Capez.

FERNANDO CAPEZ, SECRETÁRIO EXTRAORDINÁRIO DE DEFESA DO CONSUMIDOR DE SÃO PAULO: Muito boa tarde a todos, por determinação do governador do Estado de São Paulo, o Procon, desde o início do período de calamidade pública, em virtude do coronavírus, Procon fiscalizou 1.049 estabelecimentos em todo estado, foram autuados 818 estabelecimentos, recebemos 10.539 denúncias, e estamos atuando permanentemente. Sentimos a necessidade de uma aliança operacional com a Secretaria da Segurança Pública, por determinação direta d o governador, e temos realizado, juntamente com a Polícia Judiciária, operações de campana, investigação e prisão em flagrante por crime contra economia popular e venda irregular de derivados do petróleo. Com essa medida haverá mais agilidade, maior intensidade nas parcerias, e cumprimento eficaz da determinação do governador, que é proteção total ao consumidor nesse período difícil que estamos passando do coronavírus.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Fernando Capez, agora vamos a saúde, antes de iniciarmos as perguntas, e eu começo com o secretário da saúde do Estado de São Paulo, José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde, boa tarde, governador, boa tarde, secretários. Os números para hoje são o seguinte, os casos confirmados para o Brasil são 13.717, com 667 óbitos. Em São Paulo temos 5.682 casos confirmados, com índice de óbito de 371 óbitos, a taxa de crescimento dos casos foi de 17%, e a taxa de crescimento de óbitos foi de 21% de ontem para hoje. Temos internado nas UTI's 861 pacientes, e nas enfermarias, que são de menor gravidade, baixa complex idade, 815 pacientes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Vamos agora a palavra do nosso coordenador do comitê de saúde, do centro de contingência do Covid-19, Dr. David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito bom dia, muito obrigado, gostaria de iniciar lamentando que, enquanto a maioria dos brasileiros foi e é solidário a minha saúde e minha vida, alguns poucos estão preocupados com a minha, meu tratamento pessoal, que não tem nenhum valor. Segundo, governador, eu quero afirmar que, na reunião de quinta-feira passada, com o Ministro Mandetta, eu sugeri ao ministro, eu era o único infectologista, que ampliasse o uso da Cloroquina para todos os pacientes internados, em duas condições, de sde que o médico receitasse, e o paciente autorizasse, da mesma forma que a Cloroquina continuasse sendo usada com as pesquisas que estão em andamento. Outro fato que a Cloroquina não é um remédio inócuo, ele tem efeitos adversos, cardíacos, hepáticos e visuais, então, é um medicamento que tem que ser usado com critério e com cuidado, sempre sob a observação do médico que prescreveu. Quero falar também uma coisa que... Pro Sr. Presidente, Presidente, eu respeitei o seu direito de não revelar o seu diagnóstico, respeite o meu direito de não revelar o meu tratamento, eu nunca revelei tratamento dos meus pacientes, eu nunca revelei doenças dos meus pacientes, sem ser autorizado, então, Presidente, por favor, me respeite e respeite o meu direito de privacidade, a minha privacidade foi invadida, a privacidade da minha clínica, que &eac ute; uma clínica que lida com doentes sob sigilo absoluto, foi invadido, tomarei as providências legais, adequadas para essa invasão da minha privacidade e dos meus pacientes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Vamos agora as perguntas, são 12 horas e 57 minutos, perguntas presenciais e online, vamos começar com a TV Cultura, jornalista Maria Amanso, Maria, muito obrigado, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA AMANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Secretário Rossieli, eu queria saber como é que se chegou a esse valor de 55 reais, há um cálculo, o que dá pra comprar com esses 55, serão suficientes?

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Posso, governador? Desculpa. Maria, obrigado pela pergunta, os 55 reais, a gente já falou na outra, ele é possível se comprar uma cesta básica e, logicamente, aqui a gente tá fazendo um cálculo por valor, por aluno, de investimento, que a gente faz pra este período, reforçado, isso é mais do que a gente investe na compra da merenda, por quê? Porque quando a gente faz a compra geral, a gente consegue ter um grande escala, tem uma série de observaç&oti lde;es a serem feitas, mas o valor é possível comprar uma boa cesta básica para auxiliar a família, especialmente na alimentação desse jovem, lembrando que isto é por estudante, então, famílias que tenham três estudantes dentro da mesma condição, receberão três vezes esse valor, certo? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Rossieli. Maria Amanso, da TV Cultura, obrigado pela sua pergunta. Vamos agora online, pela Rádio CBN, a jornalista Natasha Mazzaro, Natasha, boa tarde, sua pergunta, por favor.

NATASHA MAZZARO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Ainda retomando a questão do uso da Cloroquina, o doutor Roberto Kalil Filho admitiu hoje que tomou a Cloroquina para se recuperar da COVID-19, e defendeu o uso da droga em pacientes internados. Gostaria da avaliação de vocês a respeito da declaração do doutor Kalil. E também gostaria de perguntar sobre o uso da Cloroquina no tratamento de pacientes com COVID-19 em hospitais estaduais, a substância está sendo us ada no tratamento em pacientes internados em hospitais do estado? Se sim, quantos pacientes estão fazendo o uso da substância? E como que está a recuperação deles?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Natasha, obrigado pela pergunta. Vou compartilhar com o doutor David Uip, e na sequência com o doutor Germann, secretário de Saúde do estado de São Paulo. Peço ao doutor David Uip a resposta à pergunta da jornalista Natasha Masaro, da Rádio CBN.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Doutor Roberto Kalil, meu amigo e meu paciente, ele declarou que tomou o Cloroquina, e é seu direito, então é uma coisa absolutamente dentro do contexto do que se faz na ética médica, ele tem o direito de revelar, e assim ele o fez. Nessa decisão do ministro de quinta-feira passada, que ele divulgou e publicou na sexta-feira, inclui a distribuição da Cloroquina a todos os hospitais estaduais do Brasil, para uso em pacientes públicos e privados. A indicação do uso é do m&ea cute;dico, desde que haja o consentimento formal do paciente. Então todos os paulistas, tanto da rede pública e privada, têm acesso hoje à Cloroquina, por conta que o Ministério da Saúde já enviou doses suficientes para aqueles que tem indicação e aceitam tomar o remédio.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Doutor José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, o uso da Cloroquina está sendo feita desde o início da internação do paciente, conforme explicou o doutor David Uip. Como é feito isso? É feito através de um consentimento informado do paciente de que ele aceita as condições de risco que ele pode estar correndo, frente à esta prescrição. Esse consentimento é assinado pelo médico e pelo próprio paciente, ou um familiar que esteja mais apto para fazer essa assinat ura. Nós já recebemos por parte do Ministério da Saúde quase 200 mil comprimidos, e já distribuímos pela rede pública estadual. Portanto, ele deve ser iniciado logo no início do tratamento. Acho que era o que eu tinha a dizer. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DESÃO PAULO: Obrigado, doutor David Uip. Obrigado, doutor José Henrique Germann. Vamos a mais uma pergunta presencial, será feita pela CNN, jornalista Marcela Rahal. Boa tarde, e sua pergunta, por favor.

MARCELA RAHAL, REPÓRTER: Oi. Boa tarde. Boa tarde, a todos. Eu gostaria de saber como estão sendo notificados os casos de Coronavírus aqui no estado de São Paulo, se todos os casos entram na conta, os mais leves, ou apenas os mais graves. E por quê? Como que os senhores estão monitorando isso? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Marcela. Vou pedir ao nosso secretário da Saúde, José Henrique Germann, a resposta.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, a inclusão do exame, inclusive a questão da notificação, não é nos mais graves, são aqueles pacientes que necessitam de tratamento hospitalar, mesmo aqueles em baixa complexidade. Uma vez internado, é obrigatório a existência do exame. Aqueles pacientes que estão em casa, que não farão exames, acabam gerando uma subnotificação em todo o sistema, que ocorreu no mundo inteiro, pelas próprias caracterí sticas da doença, o COVID-19, onde 80% dos pacientes não se faz nada com eles, não existe tratamento, não é feito nenhum tratamento e nenhuma investigação. Pode passar o médico, faz uma consulta e fica por isso mesmo. Então não tem essa notificação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Germann. Marcela, obrigado pela pergunta. Vamos agora ao online, do SBT de Sorocaba, a jornalista Jaqueline França. Você já está em tela, boa tarde, e sua pergunta, por favor.

JAQUELINE FRANÇA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. A gente está ao vivo mostrando todos os dias a coletiva de imprensa, inclusive agora a gente está ao vivo no nosso jornal para toda a região aqui de Sorocaba, Jundiaí, Itapetininga. Eu estou falando de casa, porque eu estou grávida e essa foi a decisão da empresa para que eu ficasse de quarentena fazendo home office. A minha pergunta é a respeito de aglomeração. Aqui a gente teve relatos no final de semana de jogo de futebol, até mesmo baile funk. A impressão que passa é que o pessoal do interior acha que o Coronavírus está só na capital, que os casos mais graves, que tudo acontece mais na capital. Mas já existe uma pesquisa da UNESP que apontou 13 polos do interior aí como possíveis pontos para propagação da doença. E Sorocaba é uma delas. E eu queria que o senhor falasse a respeito da ação da Polícia Militar, guardas civis, se existe a possibilidade de cobrança de multa das pessoas? Ou alguma ação mais dura, mais severa para quem insistir em aglomerações?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Jaqueline, obrigado pela pergunta. Parabéns pelo filhote ou filhota que vem pela frente, a você e ao seu marido. Nós estamos aqui ao lado com a presença do secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, General Campos. A orientação é muito clara e válida para todo o estado de São Paulo, e a jornalista Jaqueline França tem toda a razão, não é compreensível que algumas pessoas imaginem que o tema, ou problema do Corona vírus esteja apenas na capital de São Paulo, ou na região metropolitana, atinge todo o estado de São Paulo. Portanto, não faz o menor sentido que pessoas promovam jogos de futebol, encontros, bailes, ou qualquer outra atividade que signifique agrupamento de pessoas, isso está proibido. Quero voltar a dizer, isso está proibido, a Secretaria de Segurança Pública está orientada, juntamente com prefeitos e prefeitas das cidades do interior, a agirem. Primeiro na orientação, na sequência, na advertência, depois da advertência a multa, e depois da multa, a prisão. E isso pode ser feito na sequência, é de acordo com o que estabelece a lei. Portanto, você que está no interior e alertado por essa informação da jornalista Jaqueline França, não se reúna, não promova encontros em rua, praças, campos de fut ebol, ou de qualquer outra ordem, pois a determinação, a Polícia Militar do estado de São Paulo é impedir que isso aconteça. Na sequência, emitir multas, e as multas são pesadas, e na sequência, encaminhar à prisão aqueles que tiverem resistência à essa orientação. É hora de as pessoas ficarem em casa, compreenderem que ficar em casa significa salvar a sua própria vida, salvar a vida dos seus familiares, preservar a vida dos seus amigos, e preservar o conjunto daquelas pessoas que vivem em uma comunidade. Preserve a sua vida, fique em casa. Vamos à próxima pergunta, que é presencial, é da jornalista Isabel Mega, da TV Bandeirantes. Isabel, obrigado pela sua presença aqui entre nós. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

ISABEL MEGA, REPÓRTER: Oi, governador. Boa tarde. Boa tarde, a todos. Estamos ao vivo também no Band News TV. Bom, o uso da Cloroquina gera uma expectativa enorme em todo mundo, isso desde a fala do ministro Mandetta se acentuou, e agora com a revelação do secretário David Uip, também gera ainda mais expectativa nas pessoas. Vocês falaram da compra de 200 mil comprimidos, se não me engano, foi esse o dado. Mas se falando mais ainda sobre a Cloroquina, e também com os incentivos que o próprio Presidente da República dá sobre o uso desse medi camento, apesar de ainda não haver um protocolo estabelecido, se espera um aumento ainda maior da procura por esse medicamento. Então eu queria saber qual que é o planejamento do estado em relação a adquirir outros medicamentos do tipo? E vou aproveitar a oportunidade de estar aqui presencialmente também, para fazer uma segunda pergunta, com a licença do senhor. Nessa semana a gente teve o Dia do Fico, do ministro Luiz Henrique Mandetta, mas a gente sabe que pode ser uma situação temporária. O senhor avalia um eventual convite dele para vir compor a equipe do governo do estado de São Paulo? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Isabel, começo pela segunda pergunta. O ministro Luiz Henrique Mandetta é fundamental para o combate ao Coronavírus, e é fundamental que ele exerça essa função como ministro de estado da Saúde, exatamente onde está. Quero até cumprimentar outros ministros do gabinete da Presidência da República, que tomaram a sensata decisão, e convenceram, pelo menos, neste momento, o Presidente da República, a manter o ministério onde ele deve estar, ele vem cu mprindo bem o seu papel como ministro da Saúde, e orientando adequadamente secretários de Saúde de todo o país, e orientando também secretários municipais de saúde. Não houve nenhum convite do governo do estado de São Paulo, nem nenhuma expectativa nesse sentido, porque nós desejamos que ele continue ocupando a função que vem desempenhando muito bem como ministro da Saúde do Brasil. E agora eu vou pedir ao doutor David Uip, que responda a sua primeira pergunta sobre a Cloroquina. O que me parece de substancial importância, Dr. David Uip, dado o fato de que pessoas que não são da Medicina, não são médicos, não têm formação, não têm instrução, não têm capacidade e ficam promovendo o consumo da cloroquina como se isso fosse um elixir da vida. Eu queria ouvir o senhor, como homem da ciência, mais de 45 anos dedicado à ciência, como médico infectologista, como professor que é. De que maneira as pessoas podem compreender corretamente o que é a cloroquina e quando ela pode ser consumida, sempre sob orientação médica?

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Primeiro, a cloroquina não foi comprada pelo Estado de São Paulo. Ela foi distribuída pelo Ministério da Saúde para todos os estados, inclusive o de São Paulo. O segundo dado: nada mudou. A cloroquina, desde a semana passada, está indicada para pacientes internados, desde que prescrita por médicos, com aceite formal, no papel, assinado pelo paciente. Nós temos uma enorme experiência com cloroquina, nós, que trabalhamos com medicina infecciosa e medicina tropical. Nós usamos a cloroquina há muitos anos no tratamento da malária. Eu trabalho em Angola desde 2003, então eu tenho uma enorme experiência em cloroquina e posso afirmar que é uma droga importante, com efeitos colaterais não desprezíveis. Já citei vários deles. Então, este é um medicamento que deve ser utilizado sob prescrição e observação médica. As indicações, eu insisto, a partir de sexta-feira passada, foram ampliadas para todos os pacientes internados. Não há um trabalho científico até agora que concluiu a eficácia e a eficiência deste medicamento. Nós aguardamos os resultados, agora, do ponto de vista off label e do ponto de vista compassionado, é uma droga autorizada ao seu funcionamento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Isabel [ininteligível], obrigado pela sua pergunta. Obrigado também pela Band News estar transmitindo todas as nossas coletivas de imprensa aqui, integralmente, aos seus assinantes em todo o Brasil. Quero agradecer também à Jaqueline França, a Jaqueline continua nos assistindo lá de Sorocaba. O SBT Interior também transmitindo ao vivo, integralmente, as nossas coletivas. Vamos agora a mais uma pergunta online, é do jornal Estado de São Paulo. Jornalista Paloma Cortes. Paloma, boa tarde. Você já está aqui em tela. Passo a palavra a você. Muito obrigado por estar participando. Boa tarde.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Queria reforçar uma pergunta. O senhor falou no começo, dado esse feriado de Páscoa, é muito provável que muita gente queira viajar, mesmo durante a quarentena. O governo vai tomar alguma medida mais rigorosa de restrição de circulação das pessoas, inclusive com alguma restrição nas rodovias? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Paloma, muito obrigado pela pergunta. Ela ajuda a complementar a informação que dei logo no início desta coletiva. Não, nós não estaremos estabelecendo medidas de restrição, ou seja, de proibição, mas sim de recomendação. A recomendação às pessoas que, neste momento, estão pensando em viajar, por favor, deixem de pensar e fiquem em suas casas, em São Paulo, ou aonde você estiver. Viagem, neste momento, não será contributivo p ara preservar a sua saúde e a saúde dos seus familiares, exceto em casos extremos ou em caso de real necessidade. Fora disso, fique em casa e não se desloque. Há um pedido também, Paloma, dos prefeitos das cidades do litoral de São Paulo, todos eles, prefeitos e prefeitas, para que as pessoas não se dirijam às cidades do Litoral Norte, da Baixada Santista e do Litoral Sul. O temor se faz primeiro pela preservação da vida e da saúde dessas pessoas. Depois, porque o sistema de saúde das cidades que compõem Litoral Norte, a Baixada Santista e o Litoral Sul não está preparado para um aumento súbito de demanda, se isto ocorrer. Eles estão preocupados, sintonizados no atendimento à população residente nestas cidades. Portanto, mais uma vez a nossa recomendação expressa, e a recomendação vem da área méd ica, é, por favor, faça a sua Páscoa na sua casa. Não viaje, exceto em caso de extrema necessidade. Fora disso, compreenda a situação que todos nós estamos passando. Isto vai passar, quero voltar a dizer, mas neste momento é preciso que você tenha cidadania e respeito com a sua saúde, a saúde dos seus familiares, a saúde dos seus amigos, dos seus colaboradores e também das demais pessoas. Vamos agora à penúltima pergunta, e mais uma vez obrigado, Paloma. A penúltima pergunta é presencial, é da jornalista Carolina Riguengo, da Rede TV. Carolina, boa tarde mais uma vez. Bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador e a todos. Ainda sobre aglomerações. A CPTM tem observado um aumento na quantidade de usuários nesses últimos dias, justamente agora que tem esse crescimento do pico da infecção. Queria saber se vocês, além das campanhas que estão fazendo, as orientações que são dadas nas caixinhas da CPTM, eu mesma muitas vezes utilizo, escuto a recomendação, pra que as pessoas não frequentem. Mas o fato é que está aumentando. Existe alguma medida, vocês estão estudando alguma estratégia pra tentar frear essa quantidade de pessoas que está utilizando os trens? Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carolina. É a mesma recomendação em relação às viagens, ainda na fase recomendatória, ou seja: procurem utilizar o transporte público apenas em caso de necessidade explícita, aqueles que estão trabalhando em áreas de abastecimento, em áreas de saúde, em áreas de segurança e que precisam utilizar o transporte para esta necessidade. Fora disso, não use, fique em casa, e mesmo que você, atuando na Saúde, atuando em áreas de a bastecimento, que estão autorizadas pelo Governo, ou na Segurança Pública, mantenha o distanciamento de dois metros em relação a outras pessoas, nas estações e nos trens da CPTM, assim como do metrô. Isso já vem ocorrendo, nós mantivemos toda a estrutura operacional, não houve redução de oferta, exatamente para permitir o distanciamento físico das pessoas, mas o que não faz sentido nenhum nesse momento é que pessoas, sem necessidade, utilizem o transporte público. Fiquem em casa. Sigam a orientação dos profissionais de saúde, dos médicos, dos especialistas. Não saiam de suas casas. Volto a dizer: informações veiculadas por redes sociais, veiculadas na palavra de pessoas que não são da Medicina, pessoas que estão em confronto com a orientação correta, que é ficar em casa , não ouça estas orientações, daqueles que pregam que você saia de casa, que você abra o seu comércio. Essas orientações são erradas e eu ouso dizer que são criminosas, porque elas colocam essas pessoas em alto risco, sem necessidade alguma. Fique em casa. Esta é a orientação das autoridades de saúde do Brasil, é a orientação do Ministério da Saúde, é a orientação do Governo do Estado de São Paulo. Carolina, obrigado mais uma vez. Vamos agora à última pergunta de hoje. São 13h18, estamos cumprindo aqui o nosso compromisso com as emissoras de televisão de encerrar as nossas coletivas até as 13h30. Vamos à última pergunta, que é do jornalista William Cury, da TV Globo, GloboNews. Will, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Bom, foi criada... Está dando pra ouvir? Foi criada a Secretaria Especial de Defesa do Consumidor, pra verificar a cobrança abusiva de alguns produtos, sobretudo esses que estão sendo mais demandados nesse período. Mas eu queria saber como é que está a situação da falta de oferta nos hospitais públicos aqui de São Paulo. Nós temos informações que tem unidades que estão com problemas de EPI, por exemplo, falta avental, máscara já começa a faltar também. Como é que está a situação no estado? O Governo ia comprar, fazer essa compra no mercado internacional. Conseguiu fazer essa compra ou já está faltando em alguns hospitais? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Willian Cury. Vou dividir a resposta com o secretário da Saúde, Dr. José Henrique Germann, mas quero voltar a reafirmar que os EPIs estão sendo adquiridos, já foram adquiridos, estamos adquirindo mais. EPI significa Equipamentos de Proteção Individual, são as máscaras, são os óculos ou a proteção frontal para médicos e enfermeiros, e são os aventais descartáveis também. E o Governo Federal também se comprometeu a compartilhar co m os estados proporcionalmente equipamentos de EPI que foram adquiridos pelo Ministério da Saúde. E aqui, com o investimento do Governo do Estado de São Paulo, mas também com o apoio do setor privado, aliás em larguíssima escala. Quero aproveitar, William Cury, para agradecer empresas, instituições, organizações e pessoas também, que, de ordem pessoal, contribuíram financeiramente para a aquisição destes equipamentos no setor privado, tanto no Brasil quanto no exterior, e compartilho agora, conforme mencionado, a resposta com o secretário José Henrique Germann. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Will, com relação aos hospitais estaduais, nós não temos este problema. Os estoques estão pra um mês e estamos comprando regularmente. É óbvio que em algum ou outro momento existe uma dificuldade de um determinado item. Então isto passa então para um outro nível de aquisição. Agora, os estoques que nós distribuímos para os hospitais, temos um mês de trabalho pela frente com os estoques cheios.< /span>

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário, obrigado, Will. Amanhã nós teremos uma nova coletiva de imprensa aqui, às 12h30, com a presença do prefeito Bruno Covas. O prefeito hoje está fazendo parte do seu tratamento contra o câncer no Hospital Sírio Libanês, está em ótimas condições, falei com ele há pouco, antes do início da coletiva. Ele estará aqui amanhã, compartilhando novas informações também da Prefeitura de São Paulo. Ontem foi o a niversário do prefeito Bruno Covas e amanhã nós estaremos juntos dando mais informações para a população do estado e da capital de São Paulo. E quero finalizar transmitindo uma mensagem ao presidente da República Jair Bolsonaro: Presidente, quando o senhor precisou salvar a sua vida, quando o senhor precisou de atendimento médico, o senhor veio aqui pra São Paulo, pro hospital Albert Einstein, aqui ao lado do Palácio dos Bandeirantes. O senhor foi atendido pelos mesmos médicos que fazem parte da equipe onde o Dr. David Uip já participou e participa até hoje. Foram estes médicos que salvaram a sua vida. O senhor agradeceu, naquele momento, a estes médicos do hospital Albert Einstein, e também do hospital de Juiz de Fora, que lhe ajudaram e salvaram a sua vida, presidente. E são esses médicos que estão ajudando a salvar a vida de ou tros milhões de brasileiros. Respeite a Medicina, presidente, respeite os médicos. O senhor pode precisar deles outra vez. Muito obrigado e boa tarde.