Coletiva - Governo de São Paulo inaugura Deic em Bauru 20200810

De Infogov São Paulo
Revisão de 11h04min de 15 de outubro de 2020 por Fincatibianca (discussão | contribs) (Criou página com ''''Coletiva - Governo de São Paulo inaugura Deic em Bauru 20200810''' '''Local: Bauru - Data: [http://infogov.imprensaoficial.com.br/index.php/2020 Outubro 08/10/2020]''...')
(dif) ← Edição anterior | Revisão atual (dif) | Versão posterior → (dif)
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - Governo de São Paulo inaugura Deic em Bauru 20200810

Local: Bauru - Data: Outubro 08/10/2020

Soundcloud

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: ...os jornalistas aqui mesmo e vou pedir ao Ruy e ao Sérgio para ficarem aqui ao nosso lado, igualmente o nosso Vinholi. Vinholi, imagino que tenha uma lista de pessoas que já se inscreveram para a coletiva. Vocês terão um microfone para poderem fazer as suas perguntas, obviamente ficará mais fácil e nós utilizaremos esse microfone para responder a vocês. Nós estamos considerando quatro... são quatro veículos de comunicação. Vou começar pela Rádio Jovem Pan. Vou pedir Sempre o nome do jornalista ou da jornalista e o seu veículo e obviamente, a sua pergunta. Então, Rádio Jovem Pan, seu nome, por favor?

LEONARDO, RÁDIO JOVEM PAN: Governador, bom dia, Leonardo da Rádio Jovem Pan. O senhor citou sobre a questão da vacinação--

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Espera aí, um minutinho só. Pessoal, vamos fazer um pouquinho de silêncio, o pessoal que está ali atrás, senão os jornalistas não conseguem ouvir e estão fazendo o seu trabalho. Então, o pessoal que puder. Obrigado. Agora sim, vou pedir novamente para você reiniciar.

LEONARDO, RÁDIO JOVEM PAN: Bom dia governador, sou Leonardo da Rádio Jovem Pan de Bauru, a minha pergunta é em relação a vacinação. O senhor citou que enquanto a vacina não forma liberada, não forma [ininteligível] a pandemia continua. Como estão os avanços dos estudos e também dos testes da vacina contra o Coronavírus, governador? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Leonardo, a Coronavac é a vacina mais avançada hoje no Brasil. Nós temos quatro vacinas em testagem, na terceira fase de testes, terceira e última fase de testes no Brasil, a que está mais avançada é a Coronavac. Eu, pessoalmente, desejo que todas sejam aprovadas e que concluam bem essa terceira fase de testagem. Mas a Coronavac, a vacina do Butantan com a Sinovac, é a que está mais avançada. A terceira fase termina agora no dia 15 de outubro, com 13 mil voluntários, médicos, paramédicos, enfermeiros que testaram essa terceira fase, Leonardo, e a agora se conclui no dia 15. Depois disso, a Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, tem 60 dias para fazer a sua manifestação final, ou seja, até 15 de dezembro teremos a manifestação da Anvisa e, tudo indica, será positiva, já que nós não tivemos nenhuma intercorrência nesses 13 mil voluntários que se dispuseram a tomar a vacina e o placebo, dentro dos critérios internacionais de avaliação na terceira fase de testagem. Nós já autorizamos a compra, receberemos agora, neste mês de outubro, Leonardo, 5 milhões de doses da vacina. Este lote inicial será para vacinar os profissionais médicos de todo o estado de São Paulo, médicos, enfermeiros, paramédicos, assistentes, aqueles que trabalham em hospitais e unidades de saúde, na limpeza, na manutenção, na segurança, em serviços gerais, todos eles, a prioridade da imunização é para os profissionais de saúde. E na sequência, o programa de imunização. Leonardo, como segue o critério, ou seja, pessoas que atuam em grandes aglomerações públicas, pessoas com morbidades, pessoas com mais 60 anos e aí, dando sequência ao programa de imunização. Também já autorizamos a aquisição de um total de 60 milhões de vacinas, 5 milhões mais 55 milhões de doses da vacina Coronavac para os brasileiros de São Paulo. E solicitamos ao governo federal, o Ministério da Saúde, que fizesse essas aquisições pelo Sistema Único de Saúde para atender os brasileiros de São Paulo e mais 40 milhões de doses da vacina para vacinar outros brasileiros de outras regiões do país. Quando eu mencionei que nós precisamos de quatro vacinas, são quatro vacinas para atender 215 milhões de brasileiros simultaneamente. Brasileiros do Sul, do Sudeste, do Centro-Oeste, do Norte e do Nordeste. Nós temos que estabelecer a imunização de todos os num menor prazo possível. E isso é razoável, num período de 120 dias é possível fazer toda a imunização com três ou quatro vacinas. Quatro vacinas, é seguro que nós conseguiremos ter essa imunização no período de quatro meses de todos os brasileiros, começando com a Coronavac, a vacina do Butantan com o laboratório Sinovac. Então, atendida a pergunta do Leonardo da Jovem Pan. Queria só uma caneta, se alguém pudesse me emprestar. Obrigado. Próximo.

DAIANE, JORNALISTA DA 94 FM: Bom dia governador, é a Daiane aqui da 94 FM.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daiane?

DAIANE, JORNALISTA DA 94 FM: Da 94 FM. Eu queria perguntar sobre as aulas presenciais no estado, ele pode questionar judicialmente o município sobre essa liberação parcial das aulas? Porque a dirigente regional do estado disse que as escolas estão preparadas para esse retorno e o município diz que não tem estrutura. Como que o estado enxerga isso?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daiane, a questão das escolas, o estado respeita a decisão das prefeituras municipais, até por ser uma medida de ordem constitucional. Nós já estamos com as escolas abertas ou a possibilidade de abrir desde de ontem, isso já foi anunciado pelo secretário de Ed do estado de São Paulo, o Rossieli Soares, há segurança do ponto de vista do Plano São Paulo, ou seja, mais de 28 dias na faixa amarela, destinamos R$ 50 milhões a todas as escolas públicas do estaduais para o sistema preventivo, com fornecimento de máscaras e face shields também, mas e face shields para professores e servidores, máscaras para os alunos, álcool em gel, os tapetes desinfectantes, o distanciamento social das carteiras dos alunos e a utilização do sistema parcial, 35% num dia, 35% de alunos num outro dia, 30% no terceiro dia e assim, sucessivamente, para garantir o distanciamento social. O governo do estado de São Paulo defende firmemente a volta às aulas e a retomada do convívio social na escola com a devida proteção. E também defende que alunos da rede pública de ensino tenham acesso novamente a cinco refeições diárias que nós oferecemos nas escolas públicas estaduais, o que não é diferente das escolas públicas municipais. Mas respeitamos as decisões dos prefeitos em abrir ou não abrir. A orientação do governo do estado de São Paulo, didaticamente, do ponto de vista sociológico, do ponto de vista psicológico e do ponto de vista nutricional, é para que as escolas possam reabrir com esses cuidados e permitir que as crianças voltem ao convívio, voltem a estudar e voltem a ter uma alimentação correta. O que nós não vamos aceita, eu quero registrar isso de forma muito clara, é que hajam escolas privadas autorizadas a abrir no mesmo local onde as escolas públicas não abrirão. Isto, se houver alguma decisão de alguma prefeitura nesse sentido, por determinação do governador do estado de São Paulo, nós entraremos no Ministério Público e, se necessário, no Tribunal de Justiça. Em São Paulo nós não teremos alunos de primeira classe, privilegiados na rede privada, em detrimento de alunos de segunda classe, da rede pública. Todos são iguais e merecem ter acesso à educação. Ou abre para todos ou não abre para ninguém. Obrigado, Daiane. Próximo.

THIAGO, JORNALISTA DO JORNAL DA CIDADE: Governo, Thiago do Jornal da Cidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Thiago.

THIAGO, JORNALISTA DO JORNAL DA CIDADE: Na verdade, o senhor falou já da questão dos Hospital das Clínicas, que será mantido após o período da pandemia, é exatamente quantos leitos vai ter? O senhor falou de 20 leitos de UTI, mas o total? E também uma questão que foi colocada aqui em Bauru, o hospital [ininteligível] vir para a prefeitura e o estado assumir o pronto-socorro central junto com o Hospital de Base que já é gerido pelo estado, que isso está sendo tratado já com a prefeitura.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Thiago, está com foco na saúde, eu vou pedir aqui a intervenção também do nosso secretário de desenvolvimento Regional. Sobre o Hospital das Clínicas, o que eu posso afirmar que nós teremos 20 leitos de UTI, de Unidades de Terapia Intensiva, com respiradores novos e monitores também, que nós já enviamos e estão aqui e aqui permanecerão, mas eu preciso saber o número de leitos que eu não sei o número total de leitos que ficarão à disposição no hospital de forma geral. Então, vou precisar da ajuda do Vignoli para confirmar. E também o tema do Hospital Manoel de Abreu, em relação a transferência ou não para o município. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Estava aqui trocando uma ideia com o Dr. Rubens, que além de ser daqui de Pederneiras, ele é médico e acompanha muito de perto também essas questões. São 172 leitos para o Hospital das Clínicas, né? Mas lembrando que nós ainda estamos em pandemia, com a pandemia até o mês de outubro, nós já ampliamos até o mês de dezembro e, se necessário, se houver a necessidade hospitalar, nós vamos seguir com o atendimento ao Covid até quando forma necessário. Então, 172 leitos no HC, ainda existem adaptações importantes, equipamentos que estão sendo [ininteligível] um trabalho para ser feito ao longo do ano que vem no Hospital das Clínicas. No Manoel de Abreu, você tem 27 leitos, como colocou o governador, é um hospital de retaguarda, né? E a parceria com a prefeitura é sempre bem-vinda para a gente poder fazer melhor para o município.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Thiago, obrigado pelas perguntas. Temos agora...

RICARDO, JORNALISTA DA [ININTELIGÍVEL] FM: Bom dia governador, Ricardo [ininteligível] FM.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Ricardo.

RICARDO, JORNALISTA DA [ININTELIGÍVEL] FM: Sobre a fase verde ser liberada aqui nos municípios do interior. Primeiro, existe alguma previsão para essa liberação? E se o senhor acha prudente essa liberação contra os números que ainda as cidades do interior têm apresentado?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ricardo, não é o governador que acha prudente ou imprudente, é o centro de contingência do Covid-19. Desde o dia 26 de fevereiro, quando nós tivemos o primeiro caso de Covid em São Paulo, naquele mesmo dia, pela manhã, tivemos o primeiro caso, às 10h15 da manhã o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, divulgou um boletim informando que o primeiro brasileiro positivo, testando positivo para a Covid estava hospitalizado no Hospital Albert Einstein. Naquele mesmo dia, às 17 horas, já tínhamos o centro de contingência do Covid-19, naquele momento sob a direção do Dr. David Uip que continua integrando esse comitê até hoje. Então, quem toma as decisões é o centro de contingência do Covid-19, não é o governador, não há decisão política, nem pressão de nenhuma espécie. E é por isso que o Plano São Paulo das quarentenas tem funcionado bem e se tornou uma referência em todo o Brasil e me permita dizer, até internacionalmente. Porque segue a ciência, segue a medicina, não tem viés político, viés ideológico, não é negacionista, não recomenda cloroquina, não oferece cloroquina para [ininteligível], não diz que é gripezinha, ne resfriadozinho, segue a ciência. Por seguir a ciência, nós estamos acertando e diminuindo, semana a semana, o número de pessoas infectadas e felizmente também, de óbitos. E criamos um Plano São Paulo que é uma referência nacional e volto a mencionar, também elogiado internacionalmente, com as faixas de cores: vermelho, laranja, amarelo, verde e azul, até chegarmos na chamada fase branca, a bandeira branca que após a vacina. Então, não há uma decisão ainda, o comitê se reúne amanhã ao final da tarde e na sexta-feira, perdão, se reúne hoje ao final da tarde e amanhã, às 12h45, será feito o anúncio público em coletiva de imprensa que é transmitido pela TV Cultura e também por outros canais de televisão. Então, essa decisão só será apresentada ao governo hoje ao final da tarde, pelo centro de contingência do Covid-19. Eles é que tomam a decisão, nós seguimos rigorosamente o que eles decidirem. E amanhã, às 12h45, a informação estará sendo colocada publicamente, Ricardo. Mais algum?

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: O procurador [ininteligível], o senhor está aqui com o Ruy, manda um abraço. Pergunta sobre segurança pública.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu só não ouvi o seu nome.

ALEXANDRE CORIM(F), JORNALISTA [ININTELIGÍVEL]: Alexandre Corim(F), repórter da [ininteligível].

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado.

ALEXANDRE CORIM(F), JORNALISTA [ININTELIGÍVEL]: Pergunta, evidentemente, a respeito do prédio em questão sendo inaugurado agora. A gente já viu, a unidade está funcionando bem desde 1º de agosto, a gente já viu passarem por aqui criminosos ligados ao crime organizado mais tradicional que agem [ininteligível] como costumamos ver, com frequência. Já vimos também criminosos ligados a política local, enfim, fruto de legislações que foram inclusive, originadas aqui ou que colaboraram com outras [ininteligível]. [Ininteligível] e aí a gente tem a estrutura dessa, os policiais [ininteligível] posicionados nos seus respectivos setores, mas há uma dinâmica de [ininteligível] que melhora sempre. E aí, a minha pergunta para o governador e [ininteligível], há uma previsão de potencializar a estrutura, mais recursos, mais inteligência, mais investigadores, mais delegados para que o Deic, aí sim, possa, já está mostrando, mas que possa melhor a atuação de polícias [ininteligível]?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Alexandre, eu começo a responder e na sequência o Dr. Ruy... Tem outro microfone?

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: [pronunciamento fora do microfone]

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ah, tudo bem. Sim, passo a passo, evidentemente. Nós temos, nesse momento, restrições para contratações. Aliás, não são restrições do estado de São Paulo, restrição federal, isso por decreto federal, até o final do ano que vem, nenhum estado brasileiro pode fazer contratações. Mas treinamento, aperfeiçoamento, equipamentos, isso sim pode ser feito e será feito. Então, isso está dentro do planejamento da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Civil de São Paulo. E o restante responde o Ruy Ferraz. Ruy.

RUY FERRAZ PONTES, DELEGADO GERAL DE POLÍCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, no que diz respeito ao pessoal, assim que a legislação [ininteligível] contratação [ininteligível], nós contrataremos pelo menos, imediatamente, [ininteligível]. E daremos também o andamento aos concursos que foram abertos e foram suspensos porque, no momento, é inadequado a gente aglomerar pessoas até para o concurso. Então, a Polícia Civil, apoiada, obviamente, pelo governo João Doria, preparou e mantem prepara do toda a sistemática para responder imediatamente [ininteligível] da questão dos recursos humanos. O que eu posso adiantar é que os [ininteligível] receberão delegados de polícia no fim do ano e início do ano que vem, porque eles já estão na Academia se formando.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Ruy. Obrigado, Alexandre. Acho que com isso concluímos, né? Bom, pessoal, muito obrigado mais uma vez, eu sei que eu ainda tenho visitas a alguns veículos de comunicação aqui em Bauru. Talvez eu reencontre vocês, mas muito grato pela presença de todos, aos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos também. Bom dia para vocês, se protejam, estejam bem, desde já um bom final de semana a todos também. Obrigado.