Coletiva - Governo de São Paulo lança plataforma de laboratórios para diagnóstico de COVID-19 20200204

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Coletiva - Governo de São Paulo lança plataforma de laboratórios para diagnóstico de COVID-19

Local: Capital - Data: Abril 02/04/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Nós estamos aqui no Palácio dos Bandeirantes em São Paulo, para mais uma coletiva de imprensa sobre o Coronavírus, aqui ao meu lado o Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo. José Henrique Germann, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. E Dimas Covas, que é o diretor do Instituto Butantã. Tamb&eacu te;m aqui ao lado, participando, se necessário, Helena Sato, que é a nossa coordenadora do grupo de contingência do COVID-19, obrigado, Helena, também pela sua participação. Aos jornalistas, aos cientistas, aos fotógrafos, aos que estão aqui presentes, aos que estão remotamente também participando desta coletiva. Quero renovar em nome e no do Bruno Covas, os cumprimentos pelo trabalho sério, fundamentado, que os jornalistas vêm realizando, informando corretamente a população brasileira, principalmente aqueles que tem a responsabilidade na mídia, de apurar e informar corretamente. Nós estamos aqui em transmissão de televisão por várias emissoras. Agradecer também aos técnicos e aqueles que estão trabalhando dia e noite, para manterem no ar emissoras de rádio, televisão, jornais, revistas, sites, e informaç ões precisas, e eu volto a recomendar que as pessoas sigam sempre as informações de veículos de comunicação, evitem capitar informações sobre o Coronavírus fora das fontes dos meios de comunicação. Quero começar, como sempre faço nestas coletivas de imprensa, com algumas mensagens e informações, e na sequência os anúncios do governo de São Paulo, e da prefeitura da capital de São Paulo. Quero reafirmar aqui que eu não pauto as minhas ações por conveniência, mas por convicção, isso é parte da educação que eu recebi, e da minha formação como cidadão, como brasileiro e como ser humano, amigos, a morte não escolhe bolsonarista ou petista, e não esperem de mim que eu faça política em velórios, eu tenho a obrigação e o de ver, como governador do estado de São Paulo, de proteger vidas, de defender as pessoas, de agregar, de somar, de integrar e pedir a solidariedade, a hora não é de dividir, a hora não é de politizar, a hora não é de fazer ideologias, a hora não é de partidarizar, muito menos odiar. A hora é de somar, solidarizar, cuidar e salvar. Está é a índole que todas as pessoas devem ter neste momento, esqueçam partidarismos, esqueçam ideologia, esqueçam ódios, esqueçam brigas do passado, esqueçam conflitos do presente, do passado, mais ou menos remoto, concentrem as suas atenções, as suas forças, as suas orações no seu bom espírito, a sua palavra solidária para ajudar as pessoas, para salvar as pessoas. Isso vale para todos os brasileiros, e eu aqui quero me comportar como parte integrante deste grupo que qu er salvar, que quer proteger e que quer ajudar. Terminamos há pouco uma reunião do COSUD, o Consórcio Sul/Sudeste de governadores, sete governadores de estado participaram desta reunião realizada hoje pela manhã, remotamente, participaram os governadores Wilson Witzel, governador do estado do Rio de Janeiro; governador Romeu Zema, governador do estado de Minas Gerais; governador Renato Casa Grande, do estado do Espírito Santo; governador Eduardo Leite, do estado do Rio Grande do Sul; governador Ratinho Júnior, do estado do Paraná; governador Carlos Moisés, do estado de Santa Catarina; E eu como governador de São Paulo. Estes sete estados representam 71% da economia brasileira, esses sete estados tem mais de 70% de toda a população brasileira, esses sete estados são os que mais estão sofrendo com a COVID-19. Nestes sete estados estão majoritariamente os óbitos, infe lizmente, já realizados até o presente momento. Nestes sete estados estão o maior número de infectados com a COVID-19 até o presente momento. Nestes sete estados nós teremos infelizmente o crescimento de infectados e de pessoas que poderão vir a óbito. Portanto, é muito importante que o Governo Federal compreenda a necessidade de ter um olhar proporcional e correto aos estados do Sul e Sudeste, e também, obviamente, manter o seu olhar sobre todas as demais regiões do país, para proteger os brasileiros, indistintamente, mas é aqui no Sul e no Sudeste, onde nós temos os maiores problemas, a maior gravidade, e as maiores necessidades. E governar também é isso, o Bruno Covas sabe, é o olhar prioridades, definir prioridades, e ter a coragem de atender aonde a prioridade exige. O título desta carta dos governadores do Sul e Sudeste é: "Governado res do Sul e Sudeste solicitam ações urgentes do Governo Federal para evitar o colapso econômico destes estados". Elencamos aqui pontos básicos importantes neste encaminhamento que está sendo feito agora após o almoço, para o Presidente Jair Bolsonaro, e as autoridades econômicas, a começar do ministro da Fazenda, Paulo Guedes. "1) A recomposição de perdas de outras receitas, além do FPE, ou FPM, notadamente o ICMS, royalties e participações especiais da atividade de óleo e gás, queda da safra, entre outros fatores. 2) Inclusão do financiamento às empresas para os pagamentos de impostos entre as alternativas a serem oferecidas pela rede bancária, a exemplo dos pagamentos de funcionários. 3) Aprovação de emenda constitucional com prorrogação do prazo final de quitação de precatórios , e suspensão do pagamento pecuniário dos estados por 12 meses. Aliás, essa é a posição de todos os estados brasileiros, não apenas dos sete estados do Sul e Sudeste. Portanto, com o adiantamento por 12 meses, com retorno progressivo dos pagamentos das dívidas dos estados, mantidos os pagamentos das requisições de pequeno valor. 4) Suspensão dos pagamentos da dívida com a União por 12 meses, ponto comum aos 27 estados brasileiros. Suspensão não é perdão, é adiar o pagamento da dívida para dar fôlego aos estados de sustentarem as suas operações em defesa da vida, em defesa das pessoas, em defesa mínima da economia para garantir a sobrevivência, e garantir o apoio dos estados também aos municípios que compõem cada estado brasileiro. 6) A junção pela união dos pagamentos ju nto a organismos internacionais, enquanto durar a calamidade financeira nacional, sendo tais montantes incorporados ao saldo da dívida dos estados com a União". Eu destaco aqui as dívidas com o Banco Mundial, e o Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID. 7) Suspensão dos pagamentos mensais do PASEP, ou sua quitação por meio do gasto local em ações de saúde e assistência social, sétimo ponto da carta dos governadores do Sul e do Sudeste, que estava sendo encaminhada hoje ao presidente da República, Jair Bolsonaro, ao ministro Paulo Guedes, e autoridades econômicas do Governo Federal. Aprovação pelo Congresso Nacional do PLT 149, o Plano Mansueto, na forma de substitutivo, apresentado pelo deputado Pedro Paulo, do Rio de Janeiro. Estamos também encaminhando uma carta específica aos líderes no Congresso Nacional, notadamente deputado Rodrigo Maia e o senador Davi Alcolumbre, respectivamente presidente da Câmara e do Senado Federal. Oitavo ponto da carta dos governadores, definida na reunião realizada hoje, entre sete governadores dos estados da região Sul e Sudeste. Aprovação de emenda constitucional consagrando o cômputo das despesas de inativos nas aplicações em educação e saúde, aliada a medida com a questão previdenciária nacional. Essa carta está sendo encaminhada, repito, após o horário do almoço de hoje, ao presidente Jair Bolsonaro, ao ministro Paulo Guedes, e outras autoridades econômicas da República, e é assinada pelos sete governadores dos estados do Sul e do Sudeste. Anúncios do Governo do Estado de São Paulo no dia de hoje. Crédito suplementar para o atendimento ao microcrédito, aos microempreendedores, nós já tínhamos definido e anunciado aqui, todos sabem, e o Bruno Covas esteve presente nesta oportunidade, no início da semana passada, destinamos meio bilhão de reais para créditos através do banco do povo do Estado de São Paulo e do Banco Desenvolve São Paulo, agora estamos adicionando mais 150 milhões de reais, no total 650 milhões de oferta de microcrédito durante a crise do coronavírus. O valor já estará disponível para quem precisar, desejar e aplicar o seu interesse em obter esse crédito, a partir da próxima segunda-feira. São mais 150 milhões disponíveis, banco do povo 100 milhões e 50 milhões agregados pelo Sebrae São Paulo, Sebrae tem sido um grande parceiro no Estado de São Paulo, através da sua unidade aqui em São Paulo, volto a agradecer ao Tifo Meirelles, presidente do conselho do Sebrae, também a Sebrae nacional, ao Carlos Nellis, e ao Wilson Poit, superintendente do Sebrae em São Paulo. Temos, portanto, 650 milhões de reais destinados ao crédito daqueles que mais precisam no âmbito do micro empreendedorismo. São, Bruno Covas, aqueles que representam a parte considerável da economia da cidade que você comanda, a cidade de São Paulo. Com isso, o prazo pra pagamento passou também de 24 para 36 meses, carência de 90 dias, nenhum pagamento nos primeiros três meses. Pedidos de concessão de crédito sem avalista passam de mil para três mil reais, até três mil reais não é preciso aval nenhum, e o crédito sai no mesmo dia. Solicitado pela manhã, à tarde ele é disponibilizado. E a prorrogação também do prazo de pagamento das parcelas vigentes passou de 30 para 60 dias, são medidas de ordem econômica para apoiar microempreendedores em todos os setores da nossa economia, serviços, comércio, indústria, tecnologia, educação e todos os outros que estão dentro deste patamar de microempresas. Segundo informe, nós aumentamos a capacidade de confecção de máscaras no sistema prisional de São Paulo, São Paulo foi o primeiro estado do país a definir, no seu sistema prisional, a confecção de máscaras, nós ampliamos agora para 50 mil máscaras por dia, e a produção vai chegar a quatro milhões de unidades. O sistema prisional de São Paulo já produz há muitos anos confecção, desde bolas esportivas, até roupas e uniformes, portanto não foi difícil orientar e virar a chave para a produção de máscaras. E também vale aqui o registro do trabalho daqueles que atuam no s istema prisional em São Paulo, aqueles que são agentes prisionais, o secretário do sistema prisional, que está aqui presente, Coronel Nivaldo, e também os que estão cumprindo sentença, pois cumprindo sentença e confeccionando máscaras, eles estão, a cada três dias de trabalho, reduzindo um dia na sua sentença, e estão ajudando a salvar vidas. É um dos maiores problemas, não só do Brasil, como de outras nações do mundo, é a obtenção de EPI's, equipamentos de proteção individual, há uma falta de equipamentos no mundo, vocês têm lido e acompanhado que esse é um problema que afeta a Itália, a Espanha, a Inglaterra, a França, a Argentina, vários países do mundo, e o Brasil também neste contexto, então, acelerar a produção de EPI's, eq uipamentos de proteção individual, aqui no Brasil, onde for, na forma correta, é uma medida necessária. O sistema prisional começa a produzir já a partir de amanhã, nos três presídios de Tremembé, Tupi Paulista, Andradina, Araraquara e Itaí, este novo volume de máscaras para o atendimento ao sistema de saúde pública, é a prioridade, o próprio sistema prisional, obviamente, no plano sanitário e de proteção, e segurança pública. Quero também agradecer a faculdade, a universidade [ininteligível], que doou duas máquinas, com capacidade de produzir até três mil máscaras por hora, máquinas no valor de 250 mil reais cada uma das máquinas, quero agradecer ao reitor e aos controladores da [ininteligível] pelo gesto também solidário de disponibilizar esse equipamento pra produção imediata destas máscaras. Estes eram os dois informes do Governo do Estado de São Paulo, passo agora ao Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, e na sequência vamos às informações de saúde, que serão prestadas, Bruno, pelo secretário José Henrique Germann, secretário de saúde do Estado de São Paulo, e Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, prefeitura de São Paulo gostaria de informar que a partir de hoje 273 mil crianças, representadas em 220 mil famílias aqui da cidade de São Paulo, passam a receber esse cartão alimentação, parte delas começa a receber hoje, todas vão receber até o fim da semana que vem. O cartão vem com o crédito de 55 reais pra alunos do ensino fundamental, 63 reais pra alunos do ensino infantil e 101 reais pra aluno das creches municipais. A gente sabe que grande parte dos nossos 950 mil alunos estão em situação de alta vulnerabilidade, são exatamente esses que foram elencados, esses 273 mil elencados pela Secretaria Municipal d e Educação, pra continuar a receber alimentação, mesmo com as escolas fechadas, sabemos que essas pessoas, muitas vezes contam exclusivamente com a alimentação que é dada dentro das escolas e, por isso, a prefeitura, seguindo o que o estado já havia feito, resolveu fornecer esses cartões a todas essas famílias, volto a dizer, começa a ser distribuído no dia de hoje, e até o fim da semana que vem, todas as 273 mil crianças receberam esse cartão. As 320 mil crianças que recebem o leve leite vão continuar a receber também o leve leite, parte dessas crianças são alunos nossos e, portanto, isso já tá incluído nesse cartão alimentação, é por isso que o valor do aluno na creche é maior do que o valor do aluno no ensino infantil e no ensino fundamental, mas as crianças que não estão nas nossas creches vão continuar a receber pelos Correios, da mesma forma que já recebiam antes desta pandemia. A prefeitura de São Paulo tem um programa já de algum tempo, implementado ainda pelo prefeito João Dória, de preocupação com a primeira infância, pra prefeitura de São Paulo toda criança importa, é dessa forma que a gente resolveu destacar esses 23 milhões de reais por mês pra poder abastecer esses 273 mil cartões que passam a ser distribuídos no dia de hoje. No mês passado, mês de março, a prefeitura distribuiu 22 mil cestas básicas, é um número médio que a prefeitura costuma fazer independente de qualquer caso que aconteça. Pra esse mês de abril nós vamos chegar a 100 mil cestas básicas distribuídas em comunidades carentes aqui na cidade de São Paulo. Vam os inclusive, lançar esse programa na semana que vem, mas aproveitando aqui essa questão da alimentação das crianças, eu já queria lançar que a prefeitura pretende chegar pelo menos 100 mil cestas básicas distribuídas nesse mês de abril para ajudar a população em especial a população mais vulnerável que é a nossa preocupação nesse momento de pandemia e queria aqui reforçar mais uma vez o que tanto eu quanto o governador João Doria, a gente vem dizendo já algum tempo, para as pessoas permanecem em casa, nesse momento ficar em casa, não é um ato de higiene, é um ato humanitário, de respeito ao próximo, a gente sabe das dificuldades que as pessoas passam para poder ficar em casa mas a gente insiste que esse é o jeito da cidade de São Paulo, da população da cidade de S&atil de;o Paulo, da população paulista, colaborar para que essa crise passe o mais rápido possível e a gente tenha o menor número possível de pessoas atingidas e de óbitos aqui na cidade São Paulo, muito obrigado, bom dia a todos vocês.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo. Germann e Dimas antes de passar a palavra a vocês eu vou tomar a liberdade de pedir a intervenção da Patrícia Helen, a nossa secretária do Desenvolvimento Econômico dado o fato de que todos os programas de crédito que temos disponibilizado, Bruno, para o estado de São Paulo, são desenhados por um equipe econômica, um comitê o qual Henrique Meirelles o nosso secretário da Fazenda parte, ao lado da Patrícia Helen e transversalmente vários outros secretários, é o nosso esforço para minimizar os efeitos dessa crise e garantir créditos e condi ções de funcionamento, sobretudo para micro e pequenas empresas em São Paulo. Patrícia.

PATRÍCIA HELEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DESÃO PAULO: Obrigada, governador, obrigada prefeito, a Comissão Econômica foi criada especialmente para enfrentar os efeitos diversos do Coronavírus na geração de emprego e renda na nossa população no estado de São Paulo e ela é liderada pelo vice-governador Rodrigo Garcia, com o secretário Henrique Meirelles, minha participação, o presidente da Desenvolve São Paulo, Nelson de Souza, presidente da Inviste São Paulo, Wilson Melo e participam também secretários setores, Júlio Serson, Gustavo Junqueira, Vinicius Lummertz, Sérgio Sá Leitão e Célia Parnes, porque estamos monitorando diariamente os setores mais impactados pela crise gerada pela pandemia do Coronavírus. Com o anúncio de hoje nós chegamos a quase R$ 650 milhões na ajuda para aquecer a economia paulista, mas esse anúncio tem um significado muito importante porque ele é voltado ao microcrédito aos nossos microempreendedores nós temos 2.2 milhões de microempreendedores de mês no estado de São Paulo e lembrando que no ano passado o estado de São Paulo bateu recorde de abertura de empresas com 220 mil novas empresas, nós entregamos ano passado o crescimento econômico de quase 3% e essas empresas são as que geram mais da metade dos empregos do nosso estado e essa proposta de hoje, ela foi feita em colaboração com os setores mais afetados, comércio, turismo, economia criativa e também com as centrais sindicais, o nosso vice-governador, com a minha participação e outros secretários, se reuniu pessoalmente numa reunião virtual com as seis centrais sindicais, e com eles, nós estamos atendendo pedido específico que foi dar essa atenção emergencial para os microempreendedores, além disso, nós estamos lançando uma frente de trabalho para atuar na segurança dos trabalhadores em serviços essenciais, proteção do emprego, reconversão industrial e mutirões de emprego em serviços essenciais, com alta demanda em especial saúde e alimentos, o último ponto que eu gostaria de destacar, o governador já colocou claramente como que é a forma de obtenção, os tipos de linha, nós temos linhas de até R$ 50 mil, mas é muito importante vocês procurarem no canal correto, porque o nosso ponto aqui também é controlar a pandemia, nós temos as agências do Banco do Povo que continua operando aqui em São Paulo mas nós temos também dois novos formatos de atendimento, o online que vai ficar disponível a partir de segunda-feira e hoje nós estamos lançando o site do Banco do Povo para que todos tenham acesso a todas informações, bancodopovo.sp.gov.br, mas eu também gostaria de agradecer especialmente atuação do prefeito Bruno Covas com a secretária Aline porque nós criamos uma central de atendimento que não existia há dez dias atrás, uma central telefônica com a equipe da prefeitura da Adesampa, e que atende não somente o município de São Paulo, mas todos os municípios do estado, então esse é um ato de solidariedade num momento que mais precisamos a prefeitura de São Paulo, também atendendo os demais municípios que estiveram qu e interromper os serviços presenciais do Banco do Povo, então, muito obrigada, Bruno, obrigada Aline e queria agradecer e reforçar também o agradecimento ao Sebrae que porque com eles nós estamos adicionando R$ 50 milhões a mais e também R$ 15 milhões desses 50 são em juros zero e a taxa dos demais é 35 então nós entendemos a necessidade por isso que a menor taxa que existe no mercado mas fica também o pedido de um apoio também do setor privado, nós não temos como atender toda a demanda necessária que nós temos no estado de São Paulo, precisamos que o setor privado, o setor bancário também atue com taxas reduzidas e que a ajuda do Governo Federal chegue o mais rápido possível. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Helen, vamos agora às informações do setor de saúde, com José Henrique Germann, nosso secretário da saúde e na sequência, com o Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã. Muito obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIA DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Sr. Governador. Nós temos aqui para informar aos senhores, não está passando. Bom, eu vou falando, aqui, esse é o número de casos e óbitos então nós tivemos para o Brasil hoje, 6.839 casos acumulados com um total de 240 óbitos, o que dá aproximadamente um pouco abaixo de 5% de óbitos em relação ao número de casos, em São Paulo nós temos 2.981 com 165 óbitos, sendo que desses óbitos acima de 5% um pouco, cinco vírgula alguns por cento. Nesse sentido, eu gostaria de destacar essa questão, o número de casos que vocês viram, tanto em S&ati lde;o Paulo quanto do Brasil, a gente fez algumas, alguns acréscimos e são justamente aqueles que estavam na notificação anterior, e isso causou um aumento assim, súbito no número de casos e aí a curva volta para o seu comportamento que vinha tendo. Mas o efeito que isso acontece é trazer a mortalidade um pouco abaixo, é acabando como esperado até pela literatura a gente estar em 3 e 4% a mortalidade dessa epidemia que é isso que vem apresentando nos demais países na sua história mais recente agora, e em casos de UTI, nós temos hoje 337, ontem eram 256 casos e casos de enfermaria 384 ontem 359 então vem aumentando gradativamente o número de casos internados e que deve chegar então, somando os dois tipos de internação, cerca de 20% dos casos relacionados à epidemia como um todo. Então, acho que isso nos mostra a necessidade e a cer teza de que nós estamos indo no caminho certo que é justamente colocar as pessoas num distanciamento social, é o fique em casa, é extremamente importante a gente obedecer isso, num cuidado extremamente muito maior relacionado aos idosos, desses óbitos todos que nós temos aqui a grande maioria são de pessoas idosas, então nós temos que ser muito cuidadosos com os idosos nessa epidemia, então, os idosos devem ficar em casa obviamente e se precisar sair por uma providência não deve ser o idoso que vai, tem que ser uma outra pessoa, cuidem, sejam cuidadosos com os idosos, eles têm uma certa fragilidade nessa epidemia. O próximo slide diz respeito, desculpe, aí, pulou duas vezes. Aí. A respeito da rede de diagnósticos para os casos serem comprovados, eu gostaria que o Dimas Covas, por favor, fizesse essa apresentação, uma vez que a coordenaç&at ilde;o desse trabalho estará na suas mãos, muito obrigado por ser aceito e por favor.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, o secretário ontem através de resolução, né, normatizou o funcionamento dessa plataforma de laboratórios para o Covid-19. Nós temos já dez instituições públicas participando ativamente, incluindo o Instituto Adolfo Lutz, cinco unidades, São Paulo e as regionais, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, da USP de Ribeirão Preto, do Hemocentro de Ribeirão Preto, do HC da Unicamp, do Hemocentro de Botucatu mais os laboratórios privados. Até o momento mais de dez laboratórios privados foram credenciados. O Butantan é o coordenador dessa plataforma, e aí nós estamos definindo alguns e ixos de ação. Primeiro, diagnosticar as amostras que estão aguardando, fazer um mutirão para que essas amostras sejam rapidamente analisadas e os casos lançados no sistema. Isso dentro de um fluxo, um fluxo que inclua, inclusive, a participação, né, dos municípios através das regionais e desses HCs do interior, isso é muito importante. Os municípios estão manifestando aí uma certa preocupação porque ainda não tem casos confirmados, mas na realidade os testes relacionados a isso ainda estão em fase de execução. Esperamos zerar essa fila de testes o mais rapidamente possível através desse mutirão. Quer dizer, nesse momento, né, todos estão mobilizados. A segunda é definir a estratégia de aquisição. E aqui é importante dizer, qual que é o maior gargalo hoje? S&atil de;o os insumos. Da mesma forma que nós temos dificuldade pra outros insumos, respiradores, existe uma falta de reagentes no mercado internacional. Quer dizer, a secretaria tem compras em andamentos, mas as companhias não conseguem entregar. Então ontem nós tomamos uma ação importantíssima junto ao governo da Coréia e hoje nós temos uma definição muito clara. Nós vamos adquirir do governo da Coreia, 1,3 milhão de testes de RTPCR pra identificar o vírus. E essas amostras, esse material poderá chegar já, agora, no final da primeira quinzena de abril. Com isso nós supriremos a rede desses laboratórios que precisam desses insumos pra funcionar. Outro ponto importante, nós temos nesse momento muitos insumos sendo oferecidos, e aqui no Brasil uma enxurrada dos chamados testes rápidos. E aqui nós temos um problema com a qualidade desses testes rápidos. O jornal de hoje aponta que muitos desses testes não têm sensibilidade suficiente pra ajudar. Então nós vamos avaliar isso com a rede de laboratórios oficiais e distinguir o que é e o que não é útil nesse momento. Isso é um ponto importantíssimo. Segundo, organizar as pesquisas em relação ao vírus. Quer dizer, existem muitas iniciativas descoordenadas, então nós precisamos reunir isso numa única base de dados e usar o recurso pra isso, pra otimizar essas investigações. Por fim, o credenciamento desses laboratórios. Quer dizer, existe uma certa demora aí nesse credenciamento, mas nós vamos resolver isso e definir em termos de prioridades. Quer dizer, quais são as prioridades nesse momento? Pacientes graves, pacientes internados, profissionais de saúde pra abreviar o tempo de afastamento e as demandas habituais como, por exemplo, os óbitos. É importante dizer que com esse quantitativo de testes não vai faltar teste para ninguém para o monitoramento dessa epidemia, isso eu posso garantir, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Vamos agora, às 13h02min, as perguntas. Nós temos oito veículos de comunicação aqui inscritos. Começamos hoje com a TV Cultura, Maria Manso. Depois vamos on-line e voltamos, intercalando com perguntas presenciais e perguntas on-line. Neste momento, Maria Manso, TV Cultura. Boa tarde, Maria. Sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde a todos. Os sites de notícias publicaram hoje uma discrepância aí entre a notificação, subnotificação de casos suspeitos. Inclusive um dos sites publica até um e-mail que teria sido enviado pela Secretaria Municipal de Saúde para os 38 postos administrados pela Acejan dizendo taxativamente que os casos leves, só com um quadro gripal que antes eram chamados de suspeitos não sejam mais notificados pra que as estatísticas fiquem baixas. A Secretaria Municipal através do Instagram do secretário desmentiu isso, disse que recebeu essa ordem da Secretaria Estadual, mas que não estava cumprindo e que então os postos estavam notificando. Afinal , casos gripais que antes eram suspeitos estão sendo notificados ou não? Qual é a ordem da Secretaria Estadual e do Ministério da Saúde? Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, pergunta importante pra poder esclarecer e evitar informações falsas, duvidosas e erradas. Portanto, a sua pergunta permite o esclarecimento. Vou passar ao secretário José Henrique Guermann para fazer esse esclarecimento. Guermann.

JOSÉ HENRIQUE GUERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Todo paciente que passa por uma avaliação médica ele acaba tendo uma, uma separação entre o quadro que ele tem, se está mais relacionado ao Covid ou se é um gripe, um estado gripal. É decisão do médico a notificação, então ele deve notificar porque com isso ele só nos ajuda. Conforme aumenta a notificação não tem importância que a gente aumente o número de exames porque os exames serão negativos para aqueles que, de fato, têm um quadro clínico de gripe. Então, nesse sentido, a gente precisa ter um diagnóstico correto da epidemia como um todo. Então não há nenhuma orientação por parte da Secretaria da Saúde para não notificar. Pelo contrário, quanto mais notificar dentro de um quadro clínico adequado melhor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Guermann. Obrigado, Maria Manso pela sua pergunta, permitiu o esclarecimento. Agora vamos para uma pergunta on-line do Vinícius Passarelli, da Rádio CBN. Creio que teremos aqui na tela, pelas informações que tenho aqui, o Vinícius Passarelli, da Rádio CBN, senão poderemos ler a pergunta do Vinícius. Temos o Vinícius aqui em tela, senão seguimos por causa do tempo até que possamos tê-lo aqui em tela. Nós vamos avançar quando tiver o Vinícius, da Rádio CBN, no ponto nos avise aqui e nós colocaremos a sua pergunta. Vamos agora a mais uma pergunta presencial, é do Evandro Cini, da CNN. Evandr o, boa tarde. Obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

EVANDRO CINI, REPÓRTER: Muito boa tarde a todos. Eu quero fazer a pergunta aí para o secretário estadual de saúde e também para o diretor do Instituto Butantan. Ontem havia informação de que sairiam os resultados de 200 exames, né, de pessoas que poderiam ter morrido por conta do novo Coronavírus. Você já tem parte deste resultado? E eu aproveito pra perguntar também qual é a expectativa de regularização pra que esses exames não permaneçam mais encalhados ou pra que haja, de fato, todas as análises a partir desse mutirão que vocês anunciaram neste momento. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Evandro. Dr. Guermann e depois Dr. Dimas.

JOSÉ HENRIQUE GUERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não. Com relação a esses exames que nós anunciamos ontem que seriam realizados ontem. Eles foram colocados para processamento, foram identificados em primeiro lugar, depois colocados pra processamento onde estão agora. Até hoje, até o final da tarde a gente vai soltar a nota. O que é que é importante que a gente tem que colocar pra vocês? Qual é o grau de positividade que esse número de exames, de 201 exames terá? Porque isso significa as pessoas que foram a óbitos em decorrência do Covid-19.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, eu posso complementar dizendo o seguinte, eu considero que a questão do kit, dos exames é um não problema. Nós temos que fazer o sistema funcionar, automatizar, esse é um aspecto importante por isso que estão sendo comprados equipamentos e reagentes. Quer dizer, o prazo máximo que se espera pra esses exames é de 24h a 48h no máximo. Quer dizer, nós não podemos ter exames represados porque eles refletem em tempo real a evolução da epidemia. Então essa é a meta, é automatização com saída direto dos resultados pro sistema. Quer dizer, não temos motivo pra ficar... ou seja, atrasando uma parte important&iacute ;ssima do combate à epidemia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas. Obrigado, Dr. Guermann. Evandro, obrigado pela pergunta. Agora sim, vamos on-line com o jornalista Vinícius PassarelLi da Rádio CBN. Nós já estamos vendo você aqui na tela. Vinícius, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

VINÍCIUS PASSARELLI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Todos me ouvem bem?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito.

VINÍCIUS PASSARELLI, REPÓRTER: Eu queria fazer uma pergunta para o prefeito Bruno Covas em relação à saída do controlador geral do município, Gustavo Úngaro. Gostaria que ele comentasse essa saída e se aquele dispositivo do projeto sancionado pelo prefeito que cria uma instância superior ao órgão de certa forma não esvazia as atribuições da Controladoria Geral do município? Essa é a minha pergunta.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Agradeço a pergunta. É importante estabelecer que se trata de um dispositivo que vale durante esse período de excepcionalidade. E por quê? Porque durante esse período de excepcionalidade que nós temos decretado situação de calamidade pública, ficam suspensas várias exigências da legislação, uma delas é ter que licitar para poder responder rapidamente uma questão, como por exemplo, compra de EPIs, são feitos contratos emergenciais, da mesma forma que a Secretaria de Educação fez para adquirir esses cartões que eu mencionei no dia de hoje. E a gente sabe que todos os órgãos de controle tem um certo p&e acute; atrás com contratos emergenciais, tanto é verdade que esse cartão que foi adquirido pela Secretaria de Educação, foi feito com previamente uma conversa com o Tribunal de Contas do município, e com a Câmara Municipal, que são órgãos de controle externos ao Poder Executivo. A emenda cria, na verdade, uma instância recursal para que durante esse período em que vários contratos emergenciais são feitos, os gestores possam explicar as razões pelas quais escolheram fazer contratação por contrato emergencial, e não seguir as regras da nº 8.666, que é a lei de licitações. O controlador foi contra esse dispositivo, pediu a sua exoneração, discordando do posicionamento e da ação conjunta que nós tivemos com a Câmara Municipal. Então não vejo nenhuma forma de diminuiç&ati lde;o da controladoria, vejo apenas uma forma de dar mais tranquilidade aos gestores nesse momento, imagina a Secretaria de Saúde com restrições para poder tomar as ações administrativas que estão sendo tomadas nesse instante, para poder responder com velocidade em relação ao Coronavírus. E, pelo menos, na minha gestão não tem essa de o prefeito ter um entendimento e ter uma ação, e os secretários terem outro, a gente não tem nenhum tipo de discussão pública, e é por isso que tem apenas um entendimento, e apenas uma voz dentro da Prefeitura de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Obrigado, Vinícius Passareli, da Rádio CBN. Vamos agora à uma pergunta presencial, da Rede TV, a jornalista Carolina Riguengo. Muito obrigado pela sua presença. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

CAROLINA RIGUENGO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Dezenas de profissionais da saúde foram afastados, eu queria saber como é que está essa situação na nossa rede pública. E também quais medidas serão adotadas com essas baixas, como repor essa mão-de-obra? Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Carolina. Doutor Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE: Nós iremos criar uma espécie de rodízio, vamos chamar assim, no sentido de repor as pessoas que saem temporariamente do trabalho. O tempo de afastamento em geral é em torno de 14 dias. Tem os casos mais graves que acabam indo para um tratamento de maior duração. E por isso que nós estamos tentando diagnosticar isso como citou o Dimas, na sua hierarquia de exames que tem que ser feito, profissionais de saúde é um dos primeiros. Então é nesse sentido que a gente está tentando fazer com que isso seja reposto de uma forma mais ágil e mais planejada do ponto de vista de afastamento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado. O Bruno Covas vai complementar, Carolina, a resposta à sua pergunta.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Só lembrar que na Prefeitura de São Paulo nós chamamos de volta todos os profissionais da área da saúde que estavam emprestados para o Tribunal de Contas do município, para a Câmara Municipal, para outras prefeituras municipais, estamos mantendo esse afastamento desde que o funcionário emprestado à outra prefeitura também esteja trabalhando na área da saúde. Se ele está trabalhando na saúde, tudo bem, não vamos desfalcar aquele município, mas se ele está afastado por uma outra área, nós estamos chamando ele de volta para poder atender essa demanda que nós temos agora. E queria aqui fazer um apelo a aqueles que estão afastados para o sindicato, que é uma obrigação legal da prefeitura de afastar para o sindicato, que também possam voltar à linha de frente e colaborar com a prefeitura no enfrentamento ao Coronavírus.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Agora vamos à uma pergunta online, da Rádio Bandeirantes, jornalista Maju Arruda Leite. Você já está aqui em tela, passo a palavra a você, Maju. Boa tarde, obrigado por estar participando, sua pergunta, por favor. Nós estamos lhe ouvindo, mas estamos sem áudio. Vou te pedir só um minutinho, nós estamos com você em tela, mas sem áudio, vou pedir ajuda de alguém da parte técnica aqui, para colocar o áudio da jornalista Maju Arruda Leite, da Rádio Bandeirantes, ela está em tela, apenas o áudio dela que não está. O seu áudio está ligado aí na sua t ela? Está. Para não avançarmos no tempo, Maju, já voltamos com você, vamos checar o que houve com o áudio e já voltamos a você, provavelmente alguém vai estar telefonando também para você. Depois temos Ariane Rocha, também da Rádio Tribuna, que está nos acompanhando, estou vendo ela aqui em tela. Vamos à uma nova pergunta presencial, da Rádio Jovem Pan, com a jornalista Beatriz Manfredini. Boa tarde. Obrigado pela presença, sua pergunta, por favor.

BEATRIZ MANFREDINI, REPÓRTER: Obrigada. A minha pergunta vai para o prefeito Bruno Cooperativas. Prefeito, eu queria saber, eu vi algumas imagens, passei ali na frente, a Cracolândia tem muita gente acumulada ali, compartilhando pertences, enfim, uma aglomeração. Queria saber se há alguma ação nesse sentido para diminuir o número de pessoas ali? Obrigada.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Uma ação que já estava planejada, a gente deve inaugurar o segundo equipamento, que é o equipamento híbrido assistência e saúde, para poder receber essa população. E a gente espera em breve poder levá-los a esse equipamento, para que eles não fiquem aglomerados ali na região da Luz. Então esse é um trabalho que já vinha sendo desenvolvido, e que nesse momento tem também esse fator positivo, que é evitar aglomeração no momento do Coronavírus.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Beatriz, obrigado pela sua pergunta. Eu vou inverter, Maju, eu vou para a Ariane Rocha, que está na tela também, já volto com você, aparentemente o problema do áudio é na sua tela, mas vamos tentar agora com a Rádio Tribuna, a jornalista Ariane Rocha. Estamos vendo você aqui em tela, no Palácio dos Bandeirantes, espero que o áudio possa funcionar bem. Boa tarde, a sua pergunta, por favor. Sem áudio também. O problema é aqui, então, e não lá. Vamos tentar mais uma vez, senão nós vamos para mais uma presencial, em última instância, pergunta por escrito para nã o haver a perda da participação da Rádio Bandeirantes e a Rádio Tribuna, de Santos, aqui. Nós vamos agora à presencial, enquanto isso alguém da nossa equipe técnica vai ligar para você, Ariane, para você, Maju, também, de qualquer maneira, peço também que o nosso pessoal de imprensa capture a pergunta, e em última instância ela será lida aqui, vocês não ficarão sem a formulação da pergunta na coletiva de hoje. Vamos agora ao jornalista Fábio Diamante, do SBT. Fábio, mais uma vez, boa tarde. Obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Obrigado, governador. Boa tarde. Boa tarde, a todos. Governador, a Polícia Militar hoje informou que a PM está com 438 policiais afastados, ou por suspeita de contaminação pelo Novo Coronavírus ou com diagnóstico confirmado. Se a gente levar em consideração que o batalhão vai de 500 a 800 policiais, o senhor tem aí, na pior das hipóteses, meio batalhão a menos. Eu queria saber se o senhor tem algum planejamento em relação a isso, se o senhor cogita antecipar formatura de policiais ainda que estão em curso, de oficiais, enfim? E se o prefeito puder responder também, ele tem o mesmo problema na GCM, com 130 guardas afastados, o senhor deu posse em dezembro a 124, é um número expressivo para a cidade de São Paulo. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio. Eu então peço ao Bruno Covas que comece a responder, na sequência complemento a resposta.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Todas as restrições impostas, por exemplo, a servidores com mais de 60 anos, ou qualquer tipo de outra imunodeficiência não vale para os servidores da área da saúde e da área da segurança pública. Entretanto, muitos acabam pedindo afastamento neste momento, tanto o secretário da Saúde, quanto o secretário da Segurança Urbana estão tentando reorganizar o efetivo, liberando o pessoal que está no administrativo para ir para a linha de frente, e colocando pessoal no administrativo. Não dá para nesse momento a gente abrir concurso, equipar, treinar, capacitar, e dizer que vamos colocar mais 100 ou 200 GCMs na rua. Então o qu e nós estamos fazendo é uma reorganização interna para levar o pessoal do administrativo para o fronte, para poder de alguma forma responder à essa baixa de 130 GCMs.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Fábio, em relação à Polícia Militar, nós, nem todos os 438 são suspeitos ou foram diagnosticados, há outros afastamentos por outras razões de saúde também. isso é normal em uma corporação com 88 mil polícias militares, eles e elas que compõem a maior Polícia Militar do país que é a Polícia Militar de São Paulo. E dentro daqueles que estão diagnosticados ou com suspeita, também estão dentro da média prevista, a Polícia Militar tem o seu programa d e contingenciamento para manter todo o policiamento no Estado de São Paulo, de forma regular, normal, nenhum risco em relação aos programas de segurança, que sejam na capital, região metropolitana ou interior do Estado de São Paulo, posso reafirmar aqui, as pessoas podem ficar seguras, a Polícia Militar, assim como a Polícia Civil, Polícia Científica, Instituto Médico Legal, Corpo de Bombeiros em funcionamento regular. Há um percentual de reposição normal em qualquer período, e já no plano de contingência também o que está previsto no Covid-19. Temos um número considerável de policiais militares em treinamento, essa é uma das alternativas que poderão ser convocados para atuação, mas ainda não é o caso, nós estamos dentro do nível perfeitamente suportável e de regularida de. Nós vamos a pergunta feita pela jornalista Leticia [ininteligível], você pergunta fará a pergunta da Maju Arruda Leite, da Rádio Bandeirantes, vocês vão nos ouvir, nos assistir, mas a pergunta será feita aqui presencialmente pela Leticia. Leticia.

LETICIA: A pergunta da Rádio Bandeirantes é a seguinte: Fontes da secretaria de segurança pública disseram a Rádio Bandeirantes que o IML vai alugar cerca de 15 contêineres para armazenar provisoriamente corpos de vítimas para o caso de haver um crescimento muito expressivo do número de mortos por coronavírus. Já existe uma data para colocação desses contêineres? E qual o critério será usado para definir os locais?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maju, eu tenho que ser absolutamente sincero, eu não detenho esta informação, terei que checar com o secretário de segurança pública do Estado de São Paulo, General Campos, nós temos uma reunião hoje do Conselho de Segurança Pública do Estado de São Paulo, essa reunião é regular, todas as quintas-feiras ela acontece às 18 horas, aqui no Palácio dos Bandeirantes, não tenho notícias a esse respeito, portanto, não posso aqui dar nenhuma informação, vou falar com o secretário e, na sequência, nós, pra que os ouvintes da Rádio Bandeirantes não seja m prejudicados, para dar a informação o mais breve possível, ainda hoje. Vamos agora a última intervenção da jornalista Ariane Rocha, da Rádio Tribuna, também Leticia [ininteligível] fará, vou pedir até a nossa equipe que, ao término da coletiva, possa fazer o contato com o General Campos para esclarecer o tema, relativo a pergunta feita pela jornalista Maju Leite. Agora, vamos a Ariane Rocha, da Rádio Tribuna, nós estamos vendo você aqui na tela, e a sua pergunta será formulada agora, Ariane. Por favor.

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Na semana passada, o representante do Condesb, o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, anunciou que medidas seriam tomadas junto ao transporte intermunicipal, ônibus e VLT para linhas exclusivas aos funcionários da saúde, além de limitar o número de passageiros por veículos, medida que, segundo ele, seria alinhada com o governo, eu gostaria que o senhor comentasse isso, a pedido da jornalista.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: O prefeito Paulo Barbosa tem feito, tem realizado um programa de alinhamento muito preciso conosco, e diariamente tem feito reuniões não presenciais online com o nosso secretário de desenvolvimento regional, Marco Vinholi, e também com o secretário de transportes e logística, João Octaviano. Até onde sei, hoje mesmo, pela manhã, falei com o secretário João Octaviano, a situação é de regularidade em Santos, na Baixada Santista, de forma geral, todos os municípios, com o funcionamento, tanto trilhos, quanto pneus, ou seja, tanto trens e sistemas correlatos, quanto de ônibus, sem nenhuma interrupção, sem redução de oferta, e operando normalmente, mas também podemos fazer uma nova checagem com os dois secretários, tanto desenvolvimento regional, quanto com o secretário de transportes e logística. Mas, repito, até ontem as informações eram precisas e muito tranquilizadoras em relação ao transporte público na Baixada Santista, Ariane. De qualquer maneira, vamos também complementar, checando com os dois secretários. Com isso, nós concluímos, são 13 horas e 23 minutos, nós temos um compromisso com as emissoras de televisão sempre de tentar concluir a coletiva de imprensa até as 13 horas e 30 minutos, antes de concluir, antes de encerrar, e ao agradecer a presença do Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, informar que amanhã nós estaremos aqui mais uma vez meio dia e 30, agradecer a Patricia Helen, secre tária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia, agradecer o Dr. José Henrique Germann, nosso secretário da saúde, a você, Dimas Covas, presidente do Butantan. Amanhã temos novos informes, que serão feitos aqui às 12:30, provavelmente o Bruno Covas também tendo novas comunicações, o Bruno estará aqui. A você, que está em casa nos acompanhando, nos ouvindo, nos assistindo, e que vai nos ler também nos informes eletrônicas, nas páginas eletrônicas dos veículos de comunicação, ou nas páginas impressas de amanhã, fique em casa, essa é a orientação do Governo do Estado de São Paulo, essa é a orientação da prefeitura de São Paulo, essa é a orientação da Secretaria de Saúde do Estado e do Município, é a mesma o rientação do Ministério da Saúde do Brasil, fique em casa, orientação também da Organização Mundial da Saúde, por favor, não dê atenção a qualquer outro tipo de informação, solicitação, postagem, que seja feita no sentido de estimular que você saia da sua casa. Não sai, exceto por razões emergenciais, circunstanciais, ou se você já está dentro dos grupos de trabalho essencial, trabalhando em supermercados, hipermercados, oficinas, no sistema de saúde pública, no sistema de governo, que presta atendimento às pessoas mais necessitadas, desvalidas, e que precisam de proteção social, fora disso, fique em casa. Respeite a sua saúde, respeite a sua vida, a vida dos seus familiares, e repito aquilo que foi dito aqui pelo prefeito Bruno Covas, e também pelas autoridades de saúde que nos acompanham aqui, que corresponde a mesma opinião da Patricia Helen, obedeça as orientações para proteger a vida e, por favor, dê uma atenção especial às pessoas com mais de 60 anos, que estão no seu convívio familiar, ou no seu convívio de vizinhança, ou no seu convívio corporativo, da empresa, da indústria, do comércio, do setor de serviços, onde você estava atuando, telefone, converse, dialogue com essas pessoas para que elas fiquem em casa, as pessoas com mais de 60 anos representam o maior grupo de risco para o Covid-19. As pessoas com comorbidades também, pessoas com deficiência devem ficar em casa. Se todos ajudarem, se todos cooperarem, se todos compreenderem as orientações corretas da área de saúde, área sanitária, nós garantiremos vida, e a prioridade do Governo de S&a tilde;o Paulo e da prefeitura de São Paulo, neste momento, é proteger vidas. Muito obrigado, boa tarde, até amanhã.