Coletiva - Governo de São Paulo prorroga quarentena até dia 10 de maio 20201704

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Coletiva - Governo de São Paulo prorroga quarentena até dia 10 de maio

Local: Capital - Data: Abril 17/04/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde. Hoje é 17 de abril, sexta-feira, aqui no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Essa é a 30ª coletiva de imprensa sobre o coronavírus, nós estamos aqui acompanhados do prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, de José Henrique Germann, secr etário da saúde do Estado de São Paulo. Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico e David Uip, coordenador do centro de contingência do Covid-19, que é o nosso comitê de saúde. Nos acompanham aqui também o secretário de saúde da capital de São Paulo, Edson Aparecido, igualmente os secretários Marco Vinholi, desenvolvimento regional, Cleber Mata, comunicação, Célia Parnes, desenvolvimento social, Flávio Amary, habitação, General João Campos, segurança pública, todos secretários estaduais, que nos acompanham aqui nesta coletiva. Queria começar agradecendo a presença dos jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos que aqui estão, a transmissão ao vivo, neste momento, da TV Globo, Globo News, Record TV, Record News, da TV Bandeirantes e Band News, da TV Cultura, da CNN, da Rede TV, da Rede Brasil, da TV Jovem Pan e da TV Alesp, todas transmitindo ao vivo aqui do Palácio dos Bandeirantes. Nesta oportunidade anunciamos no Estado de São Paulo, e também na capital de São Paulo a prorrogação da quarentena até o dia dez de maio, até o dia dez de maio, domingo, está prorrogada a quarentena em todo o Estado de São Paulo, valendo a determinação do Governo do Estado para os 645 municípios do Estado de São Paulo. A decisão foi amparada pelo grupo de contingência do Covid-19, o comitê médico, composto por 15 membros, são especialistas, eles é que nos indicam, eles é que orientam todas as decisões do Governo do Estado de São Paulo e também da prefeitura de São Paulo. Aqui nós não brigamos com a ciência, nós respeitamos a ciência, e a orienta&cced il;ão da ciência foi para prorrogarmos a quarentena até o dia dez de maio. Há um mês, aqui em São Paulo, tínhamos a primeira morte, hoje já são 853 mortes no Estado de São Paulo, infelizmente os casos estão em expansão, os médicos, que estão aqui, o Dr. David Uip, Dr. José Henrique Germann, falarão a esse respeito, as UTI's e enfermarias dos hospitais públicas e privados estão recebendo um número maior de pacientes a cada dia, e já temos alguns hospitais públicos à beira do seu limite. A atitude responsável do Governo do Estado de São Paulo é pela prorrogação desta quarentena, para evitar o colapso no atendimento da saúde pública e, na sequência, da saúde privada, no Estado de São Paulo. São Paulo acredita na ciência, quero voltar a reafirma r, São Paulo confia nos médicos que salvam vidas, e pelo amor à vida, pelo amor às pessoas, e por respeito à medicina, nós prorrogamos esta quarentena. Para reabrir o comércio e os serviços, precisamos controlar melhor a contaminação e ter o Sistema Público de Saúde também em condições de atendimento para salvar vidas, repito, aqui não tomamos medidas irresponsáveis, precipitadas ou fundamentadas no achismo, ou em ideologia, ou no que pensa o governador, ou o que pensa o prefeito, nós pensamos aquilo que a medicina pensa, e agimos de acordo com aquilo que a ciência determina. Índice de isolamento social na capital de São Paulo, e no interior, ontem, dia 16 de abril, 49%, caiu, portanto, nós estamos atentos e, mais uma vez, pedimos a você, que está em casa, você que mora no Estado de São Paulo, tomo a liberdade até de me dirigir aos que não moram, que eventualmente estejam aqui nos assistindo, nos ouvindo, por favor, fiquem em casa por amor às suas vidas. Neste feriado prolongado do 21 de abril, já que aqui em São Paulo nós decretamos o dia 20 como optativo, evidentemente excluindo todos os serviços essenciais, fique em casa, preserve a sua saúde e a saúde da sua família, o melhor gesto, a melhor atitude, recomendada pela ciência, pela medicina, é ficar em casa e obedecer o isolamento social. O isolamento social ajuda você a preservar a sua vida, a vida dos seus familiares, dos seus vizinhos, e das pessoas que você gosta, e da sua comunidade. Finalizo a minha intervenção, antes de passar ao prefeito Bruno Covas, transmitindo a minha solidariedade ao Congresso Nacional e aos seus parlamentares, em especial ao presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Ma ia, e a todos os parlamentares que, nessa semana, votaram favoravelmente aos recursos necessários aos 27 estados brasileiros a manterem seu custeio e as condições de atendimento de saúde, segurança pública, serviços sociais, e o funcionamento de todas as atividades públicas nos estados e municípios, e estendo também a solidariedade ao Senado Federal, e ao seu líder, o senador David Alcolumbre. E rechaçamos os ataques que têm sido desferidos contra o Congresso Nacional e muito especificamente contra o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia, quem agride a Câmara, agride a democracia, quem agride o Legislativo, não respeita o processo democrático. Também transmito solidariedade ao poder judiciário, em especial ao Supremo Tribunal Federal e aos seus membros, também injustamente atacados, quem ataca o judiciário, não r espeita a democracia, o Governo de São Paulo transmite ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional a sua irrestrita solidariedade, viva a democracia, vamos defende-la. Passo agora a palavra ao prefeito Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, a prefeitura continua trabalhando sem parar, baseada na ciência e em critérios técnicos, e por isso também insistimos, fiquem em casa, nesse feriado não viaje, não amplie as chances do vírus se espalhar por aí, por enquanto o isolamento social é a melhor vacina que nós temos contra o coronavírus, por isso a prefeitura apoia a decisão do Governo do Estado de prorrogar as restrições de circulação da população. Temos que continuar firmes e permanecer em casa, é muito importante diminuir ainda mais a circulação de pessoas aqui na cidade de São Paulo, o vírus está se espalhando, já temos vítimas em todos os bairros e regiões da capital. Estamos abrindo novos leitos quase todos os dias, ontem mais 561 leitos foram entregues no hospital de campanha do Anhembi, mas, mesmo assim, os nossos hospitais estão ficando lotados, apesar de todo esforço que a prefeitura está fazendo pra criação de novas vagas. Nada vai adiantar se a população não seguir as medidas recomendadas. Agora tem que ser todo mundo em casa pelo bem de todo mundo, logo vamos passar essa fase e a vida vai retomar o seu rumo, temos que confiar na ciência, ter esperança e fé, que vamos encontrar breve uma cura e um tratamento. Mas até lá, precisamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para diminuir a disseminação do vírus. Estamos todos juntos, cada um na sua casa, distantes, mas, ao mesmo tempo, unidos como nunca. Por favor, fiquem em casa, poupar vidas é o nosso melhor investimento. Muito obrigado, boa tarde a todos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Vamos agora à Medicina, à ciência, com os números de hoje, com o Dr. José Henrique Germann, secretário de Saúde do Estado de São Paulo. E, na sequência, Dr. David Uip. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito boa tarde a todos. Antes de apresentar os números, só enfatizar o 'fique em casa'. Cuide de seus idosos, dos seus entes queridos idosos, para que eles possam, junto com vocês, enfrentar esta pandemia. Nos dados de hoje, temos... O número de casos do Brasil é de 30.425, com 1.924 óbitos. Em São Paulo, nós temos 11.568 casos, ou seja, 5% acima do dia anterior. Houve um crescimento de 5%. Óbitos, 853, e tivemos um crescimento do número de óbito s de 10%. Casos internados em UTI, 1.125, e em enfermaria, 1.259, muito parecido com os dados de ontem também. Eu queria mostrar esse gráfico pra vocês, ele fala a respeito da incidência de casos em todo o mundo. Então, como ele trabalha? Na vertical, você tem o número de casos e é uma curva, uma escala exponencial, tanto que as distâncias mudam de valor até o ápice. E na horizontal, você tem as datas, de hoje, de ontem, de amanhã, e os dias de casos após o centésimo caso, que se deu no dia 15 de março. Então, aí vem dia 1, 2, 3, 4, assim por diante. Então, nós podemos verificar... Ah, tem três linhas, quatro linhas ali pontilhadas. Essas linhas representam aqueles que trafegam nessas linhas, se for da esquerda, dobram o número de casos a cada dia. Depois, a cada dois dias, a cada quatro dias, e uma vez por semana, ou a cada sema na dobram o número de casos. Nós estamos aqui com 11.568 como eu mostrei. Vocês veem que a curva, ela apresenta um ou outro degrau pra cima e volta a ser flat, e a curva do Brasil, mais ou menos, dentro da mesma semelhança. Isso significa que nós estamos trabalhando para que ela seja cada vez mais desse jeito, porque assim nós teremos um número menos crescente de casos e, consequentemente, de óbitos. Pra cima, no verde, tem a curva da Itália, com 165 mil casos, e mais acima a curva dos Estados Unidos, com 635 mil casos. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. José Henrique Germann, secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Passo a palavra neste momento ao Dr. David Uip, que é o coordenador do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo, o Centro de Contingência do Covid-19. Dr. David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado. Bom dia, governador, bom dia a todos. Primeiro, um agradecimento, em meu nome e do grupo que eu coordeno. Hoje nós tivemos uma reunião durante toda a manhã e a decisão, uma decisão unânime do grupo, de sugerir ao secretário e ao senhor de manutenção de todas as medidas. Foi uma discussão muito interessante, absolutamente científica, onde foram apresentados dados intensos. Nós hoje conseguimos trabalhar, do ponto de vista científico e epidemioló gico, com situações, não mais situações aventadas ou projetadas, situações reais. Então, essas situações reais nos fizeram a indicação que o senhor recebeu na sequência, de manutenção do esquema de distanciamento social até o próximo dia 10. Eu quero dizer aos senhores que esta manutenção é absolutamente fundamental, tanto do ponto de vista da área de São Paulo, área metropolitana de São Paulo, como também a área da Baixada Santista e o interior. Hoje nos foram mostrados dados do pessoal de Botucatu, Ribeirão Preto, Campinas, que isso tudo vai culminar numa norma técnica, que nós vamos dar para o senhor, que justifica exatamente isso: a falsa impressão de que a doença se limita até esse momento à região metropolitana de São Paulo. E es ses dados demonstraram como o vírus está entrando em todo o interior, obviamente ainda, felizmente, com menor número de casos, e também na área do litoral do Estado de São Paulo. Um outro fato, governador, que é muito importante, e nós vimos isso na febre amarela, é a pressão dos estados que fazem fronteira com São Paulo. Então, essa é uma pressão interessante, porque os outros estados, muitas vezes, eles vêm aos municípios de São Paulo para atendimento. Então, nós também estamos vigiando essa migração para atendimento de outros estados que fazem fronteira com São Paulo. Então, do ponto de vista técnico-científico, essa decisão, que teve a participação de todos os nossos especialistas, ela foi unânime. Não houve uma declaração menos intensa dessa que nós estamos passando para o senhor. Nós estamos absolutamente convencidos que São Paulo, desde o primeiro momento, adota as melhores decisões possíveis.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip, coordenador do nosso Comitê de Saúde, integrado por 15 membros especialistas, professores da Universidade de São Paulo, especialistas em epidemias e infectologia. Vamos agora às perguntas. Nós temos oito jornalistas, oito veículos de comunicação aqui inscritos e vamos, como sempre, intercalar presencialmente e online. E começamos com o jornalista William Cury, da TV Globo, GloboNews. Will, boa tarde, obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. Minha pergunta é uma só hoje, para o governador e para o prefeito. Uma só, de verdade. A gente tem falado sobre a pressão nos hospitais públicos. Alguns, tanto... No município já tem hospitais lotados, no estado tem hospitais quase atingindo a saturação. Enquanto isso, nós temos algumas vagas nos hospitais particulares, a situação na rede particular está um pouco melhor do que na rede pública. Ontem o prefeito anunciou que vai pedir sempre esclarecimentos para a rede privada, para saber qual &eacut e; a situação. Eu queria saber, tanto no estado como na prefeitura: há objetivo de fazer um acordo, como está sendo feito em outros países, para aproveitar leitos ociosos em hospitais particulares, para a rede pública? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, William Cury, da TV Globo, GloboNews. Bruno, eu tomo a liberdade aqui de começar e, na sequência, passar a você. William, nós aqui obedecemos a orientação da medicina, não é uma decisão de governo, é uma decisão de ciência. Então, eu, antes da intervenção do Bruno, que poderá compartilhar com o seu secretário Edson Aparecido, o seu secretário de Saúde que aqui está, vou passar a palavra ao Dr. José Henrique Ger mann, para que ele possa responder em nome da medicina e da ciência a sua pergunta.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: William, todos, existe, sim, uma intenção por parte do governo de fazer mais uma parceria com os hospitais privados do Estado de São Paulo. Desde o início do governo já tivemos vários programas e este alinhamento entre o poder público e os hospitais privados e as redes privadas é bastante evidente, desde então. Nós estamos conversando, através das associações que representam os hospitais, e não necessariamente hospital por hospital. Isso está sendo feito e devemos estar finalizando isso muito em breve. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. Germann, Dr. David Uip, quer fazer algum comentário? Agora sim, prefeito Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, na parte da prefeitura, sim, existe essa intenção, tanto que a primeira ideia é exatamente a gente saber o número. Sem o número, fica difícil saber que decisão tomar, mas a ideia é, a partir dos números conhecidos, tanto pela prefeitura quanto pela população, se for o caso a gente fazer algum tipo de chamamento pra poder remunerar esses hospitais e utilizar leitos ociosos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. William Cury, obrigado pela pergunta. Vamos agora online com a jornalista Fernanda Zanetti, da EPTV Campinas, afiliada da Rede Globo de Televisão. Fernanda, você já está em tela. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Durante as coletivas do governo, tem se falado muito sobre a situação do estado, mas o que a gente nota é que a situação mais grave é na capital e região metropolitana, onde está a maior concentração dos casos. Diante disso existe uma pressão no interior do estado sobre a reabertura dos comércios e a fim. O governo estuda alguma medida específica no interior, ter uma flexibilidade maior, como permitir a reabertura de outros comércios? E claro, respeitando as medidas d e segurança. E assim, estuda também fechar o acesso, capital interior, nesse sentido para evitar que espalha ainda mais os casos?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fernanda, vou dividir a resposta com o doutor David Uip, nosso coordenador do comitê de saúde. Fechar estradas, rodovias, não, não há nenhum plano do governo do estado de São Paulo nesse sentido, respeitamos apenas as decisões locais de prefeituras, de cidades turísticas em relação a limitar o acesso neste período de feriados prolongados, ou finais de semana, apenas aos residentes ou proprietários de casas nestes municípios. Essa é uma decisão lo cal, e que o governo do estado de São Paulo respeita. Agora, fechamento de rodovias, estradas, não, nós temos por óbvio que respeitar o abastecimento de todo o estado de São Paulo, e o abastecimento que o estado de São Paulo faz a outros estados brasileiros. O doutor David Uip já expôs aqui logo na sua primeira intervenção, que não há relaxamento, e nem há a diminuição do índice de contaminação no interior e no litoral, estamos falando aqui fora da região metropolitana de São Paulo, ele vai voltar a falar sobre isso, Fernanda, e nós, na próxima etapa, não nesta, nesta quarentena, a decisão amparada na ciência foi manter a quarentena exatamente como ela está, para a etapa posterior, se tivermos uma boa resposta da população, sobretudo, da população do interior e do litora l, mas eu também incluo aqui a população que reside na capital e na região metropolitana, sim, poderemos reavaliar. E como já mencionamos aqui, Bruno Covas e eu, nós não temos nenhum prazer em ampliar o período da quarentena, mas temos sim a obrigação de respeitar a ciência e proteger vidas. Mas vai passar, nós temos também essa convicção de que este é um período, e é um período que será superado com a solidariedade de todos, a participação e a consciência coletiva, sem pressões, mas com um bom coração em torno da defesa da vida. E vai passar, e depois disso nós saberemos agir para recuperar a economia, ajudar a recuperar empregos, como já aconteceu no ano passado aqui em São Paulo. Em 2019, São Paulo foi o estado que teve o maior crescimento econômico em todo o pa ís, 2,8% foi o índice de crescimento do estado de São Paulo, seu Produto Interno Bruno, crescemos quase três vezes o que cresceu o Brasil, foi 0,9%. Os dados não são do governo do estado de São Paulo, são do Banco Central do Brasil, e geramos aqui 341 mil novos empregos no ano passado. A mesma equipe, o mesmo esforço, o mesmo bom trabalho que fizemos no ano de 2019, faremos ao término desta pandemia, para recuperar empregos e recuperar a economia de São Paulo. E agora peço complementação na medicina e na ciência, do doutor David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Nós estudamos todos os cenários todos os dias, desde o primeiro dia, e nós conhecemos essa, entre aspas, heterogeneidade do estado de São Paulo. o vírus ele é invisível, as pessoas têm falsa impressão que ele não acontece na sua cidade, não é assim que funciona. Me permita, governador, dar dois exemplos, um da Lombardia, a Lombardia começou na Itália, aumenta o número de casos, fechou a Lombardia. O que aconteceu? Aumentaram os casos do [Inintelig&iacut e;vel]. Existem fotos mostrando os trens indo com muitas pessoas de um lugar para outro, olha o que está acontecendo nos Estados Unidos, nós não estamos inventando nada, nós estamos tendo a oportunidade de aprender também com a experiência de quem nos antecedeu na pandemia. Quer dizer, eu fico surpreso que as pessoas não consigam entender o que já aconteceu, olha o que aconteceu na Itália, olha o que aconteceu nos Estados Unidos, olha o que aconteceu na Turquia. Nós estamos, eu insisto isso, a oportunidade de nos antecipar, nós, Brasil, nós, estado de São Paulo, em medidas. Primeiro, de compreensão, através do isolamento social, e depois, de preparação do sistema público e privado na assistência a esses pacientes. Então não tem novidade, está acontecendo, e felizmente pelo o que o secretário mostrou, uma curva de ascen são menor, isso é graças às medidas que foram tomadas precocemente no estado de São Paulo, e que nós esperamos que nós consigamos achatar cada vez a curta. Governador, preciso falar mais alguma coisa, que as pessoas não estão entendendo, eles falam o seguinte: "Bom, mas vocês falaram que o pico ia ser em abril, vocês agora falam que o pico é em maio". Isso é boa notícia, isso reflete que as medidas tomadas foram efetivas, desde o primeiro momento todos nós falamos que o objetivo era achatar a curva e tentar evitar um pico de ascensão muito grande. E estamos conseguindo. Se nós não tivermos as medidas de contenção, essa medida de confinamento, e se nós ampliarmos, melhores os resultados. Cinquenta por cento é um bom número, bom número, mas o nosso objetivo é aumentar a cada dia. Quarenta e nove p or cento, sinal amarelo, traz preocupação. Então, de novo, o apelo, que as pessoas não precisam acreditar, é só olhar no que aconteceu e o que está acontecendo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor David Uip. E, Fernanda, apenas para acrescentar, a curva foi apresentada aqui agora há pouco pelo doutor José Henrique Germann, a curva de São Paulo é inferior à curva do Brasil. Portanto, estamos aqui sim conseguindo bons resultados, e desejamos que outros estados também possam encontrar essa curva mais baixa, e assim vamos prosseguir protegendo e defendendo vidas. Vamos agora à TV Record, jornalista Emerson Ramos. Boa tarde, obrigado pela sua presença aqui. Sua pergunta, por favor.

EMERSON, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Doutor David Uip acabou de falar do aprendizado com a experiência em outros países. Eu queria saber, governador, se o senhor tem outros contatos previstos com outros autoridades, Itália, Estados Unidos, eventualmente outros países? E queria saber se existe uma medida, uma ação do quanto foi efetiva até agora a quarentena, existe um número, por exemplo, de mortes que tenha sido evitadas com essa estratégia?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Emerson, eu vou pedir ao doutor David Uip que responda a segunda parte da sua pergunta, e depois eu volto para responder a primeira das suas duas perguntas.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: O objetivo é começar a trazer dados que sustentem tudo que deu certo com números objetivos. Nós estamos aproveitando a entrevista coletiva da tarde, que foi uma decisão do governador, para ampliar a discussão e apresentar mais dados, aqui o tempo é curto e dividido. Então nas entrevistas à tarde nós estamos levando todos esses cenários e projeções, e o que se conseguiu com as medidas que foram tomadas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Emerson, sim, temos tido contato, na semana passada fiz uma videoconferência com o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, de quem falou amigo, eu quando fui prefeito antecedendo o Bruno Covas, mantive uma relação muito cordial com o Giuseppe Sala. São Paulo é uma cidade irmã de Milão, isso antes, evidentemente, do Coronavírus, e essa videoconferência nos permitiu avaliar medidas acertadas e equivocadas que Milão e a Lombardia realizaram. Lembrando que a Europa foi afeta da pela crise do Coronavírus antes do Brasil, e as informações inclusive naquela mesma data foram passadas ao Bruno Covas sobre as experiências do prefeito de Milão, que ele jugou adequadas, e que produziram um bom resultado, assim como aquelas que fracassaram, sendo que ele confessou, aliás, fez isso publicamente, que a pior delas foi ter aceito a pressão do setor privado de Milão, para aquela fatídica campanha "Milano não se fecha", e aquilo produziu 6 mil mortes em Milão. E hoje eu terei, às 18h30min da tarde, uma videoconferência com o governador de Nova York, Andrew Cuomo, para exatamente obter dele as experiências de Nova York, do estado de Nova York, aquelas positivas, o governador, como ao meu ver, tem adotado medidas corretas, amparadas também na ciência e na medicina. E nós vamos colher dele algumas dessas experiências, e também circunstancialmente aquelas que não funcionaram no estado de Nova York. Muito obrigado, Emerson. Vamos agora à uma pergunta online, doutor David Uip, exatamente do litoral, do Jornal A Tribuna de Santos, jornalista Júnior Batista, já em tela. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

JUNIOR BATISTA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Governador, aqui na Baixada Santista nós temos algumas cidades que estão flexibilizando a questão da reabertura do comércio. Eu posso citar Guarujá e Cubatão, são algumas delas. Além disso, Santos é uma cidade que tem um índice de muitos idosos. O senhor pretende tomar alguma medida específica para o caso aqui da nossa cidade?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou dividir a resposta com a medicina, Junior, com o Dr. David Uip e o Dr. José Henrique Germann. Nós temos conversado com os prefeitos do litoral de São Paulo, diretamente e através do nosso secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. O prefeito de Santos está fazendo um esforço bastante elogiável para melhorar esse índice, para subir a 50% ou mais, subindo dois ou três pontos, com a ajuda dos habitantes de Santos, do seu jornal, o jornal que você representa, a Tribuna de Sant os, também as emissoras de rádio e televisão, que estão todos defendendo o isolamento social e a proteção à vida. E nós aqui também temos a boa participação de prefeitos das outras cidades da Baixada Santista, assim como do Litoral Norte e do Litoral Sul do Estado de São Paulo, todos com o mesmo objetivo de proteger vidas. Eu agora passo ao Dr. Germann para comentar e o Dr. David Uip, especificamente no tema da Baixada Santista.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Especificamente com o anúncio de prolongar a quarentena, absolutamente necessária nesse momento, junto, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Regional, nós faremos hoje um encontro virtual com os prefeitos do interior e do litoral. E esse encontro, Dr. David comigo, junto com o secretário, é no sentido de explicar e estimular e mostrar os caminhos que nós temos que seguir nesse momento, para que a gente possa enfrentar essa crise do Corona 19. E aí a questão do iso lamento é importante, é isso que nós vamos conversar e estimular com eles essa tarde.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Essa semana eu conversei com dois prefeitos da baixada, o prefeito Mourão, de Praia Grande, e o prefeito Paulo Barbosa. E eles estão muito empenhados em aumentar a adesão, e também preocupados. Então, primeiro o agradecimento à população, inclusive da Baixada Santista, porque ela está aderindo, 50% é um número bom, mas precisamos de mais. Então, essa reflexão e o empenho de todos os prefeitos, nós estamos vendo isso no dia a dia, de conseguirmos aumentar o n& uacute;mero de adesão da população.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Nós temos ainda quatro perguntas na coletiva de hoje e vamos terminar dentro do horário estabelecido, ou seja, às 13h30. Mas vou passar a palavra à Patrícia Ellen, a nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, para que ela possa, Junior Batista, informar quais são as cidades que estão performando bem e que estão com índices acima de 50%, num esforço coletivo da prefeitura, dos prefeitos e prefeitas e também da sociedade, que, atendendo à r ecomendação médica, tem atendido ao isolamento. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Hoje, a nossa taxa de isolamento social que foi reportada de ontem, nós sempre divulgamos e recebemos no dia posterior, foi de 49%. Nós temos aqui 20 municípios que estão com uma taxa muito boa, que deve ser celebrada, estou falando dos municípios acima de 70 mil habitantes com taxas acima de 50%. Vou começar do melhor índice, pro menor. São Sebastião, inclusive está com índice de 67%, Ubatuba, Lorena, Cruzeiro, Ri beirão Pires, Itanhaém, Caraguatatuba, São Vicente, Mairiporã, Ibiúna, Caçapava, Cajamar, Itapecerica da Serra, Poá, Pindamonhangaba, Bebedouro, Itaquaquecetuba, Caieiras, Campo Limpo Paulista e Guarujá. Esses são os 20 municípios com mais de 70 mil habitantes e com taxa de isolamento acima de 50%.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia Ellen. Junior Batista, portanto duas cidades do litoral, da Baixada, com índices bastante elogiáveis, acima de 60%. Vamos agora à presencial. TV BandNews, com a jornalista Paula Valdez. Paula, boa tarde, obrigado pela sua presença, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Estamos transmitindo inclusive a coletiva de imprensa diariamente, ao vivo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Posso pedir um favorzinho? Se você consegue se aproximar um pouquinho do microfone...

REPÓRTER: Só estou com medo de tocar. Agora está melhor?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ela pode tocar? Todos os microfones aqui são higienizados na sequência. Por favor.

REPÓRTER: Tá bom, obrigada. Bom, eu gostaria de perguntar primeiro a respeito desse índice, inclusive, que vocês estavam falando, de isolamento. A quarentena foi prorrogada até dia 10 de maio, só que o índice de isolamento, na maioria das cidades, ainda está abaixo. Vocês falaram aqui da capital, em 49%, abaixo de 50%. A gente vai ter alguma mudança nessa quarentena, que vai agora até o dia 10 de maio? Alguma exceção ou alguma regra mais rígida para que esse isolamento aumente? E uma outra pergunta que eu tenho: vocês fal aram também a respeito do número de óbitos, que passa de 800. Ontem, na coluna da Folha de São Paulo, da Mônica Bergamo, que é colunista também do BandNews TV, ela falou em uma morte a cada 30 minutos no Estado de São Paulo, por conta do Corona Vírus. A gente sabe também dos problemas de subnotificação. Gostaria de saber como estão os testes que o Estado de São Paulo recebeu e quando esses testes serão zerados, tanto os testes de pessoas que têm, que estão com os sintomas nos hospitais, e que ainda não fizeram o teste para saber se estão com o Corona Vírus ou não, quanto também quando serão zerados os testes de óbitos, que também não foram notificados ainda, com o Corona Vírus ou não. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paula. Paula fez um três em um aqui. Veio para uma pergunta, lançou três. Mas nós vamos responder. Primeiro, em relação ao índice de isolamento, depois eu passo para a ciência, medicina. O índice de isolamento e mudanças na quarentena, que foi a sua primeira pergunta. Não, nós, neste momento... Isso não significa que não possamos fazer mais adiante. Nesse momento não, vamos manter a quarentena exatamente como ela está, como foi cumprida at&eacut e; aqui pela população de São Paulo. Pelo menos 50% da população cumpriu bem, nós precisamos subir um pouco mais. A medicina, a ciência nos indica que entre 50% e 60% é um bom número, e o ideal acima de 60% é um ótimo número. Então, nós vamos seguir nessa busca e vamos confiar que as pessoas terão consciência e poderão nos ajudar a subir esse índice, obedecendo àquilo que a quarentena determina, e essa extensão da quarentena até o dia 10 de maio. O isolamento seguirá, portanto, dentro dos mesmos princípios que foram estabelecidos até o presente momento. Vamos agora, sobre... Você questionou também de subnotificação, óbitos e testes. E aí eu divido com o Dr. Germann e o Dr. David Uip.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Eu fui passar a vocês aqui o último boletim que eu tenho a respeito dos testes. Nos últimos três dias, foram realizados 5.500 testes, exames, e existem ainda outros 4.500 em processamento de laudos. O estoque que havia, de 17.000 exames, hoje está em 9.500 exames, 9.400 exames, uma queda de 44%. A nossa expectativa é que isso aumente a cada dia, essa realização de exames, em toda a rede dos laboratórios que estão realizando os exames, e na próxima semana o u na outra, do dia 24, então aí a gente deve estar zero a zero com os existentes.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Um dado que eu gostaria de acrescentar é que São Paulo não parou. Os serviços essenciais estão funcionando, a indústria está funcionando. Então, esse distanciamento social, ele tem uma marca, por isso que nós falamos que 50% é um bom número, entendendo que São Paulo não está fechado em suas atividades. Se nós levarmos em conta quem está trabalhando, porque precisa trabalhar, e isso faz parte do decreto do governador, 50% é um bom n&uacute ;mero. É claro que nós objetivamos, cada vez mais, e contamos com o apoio da população pra isso. Este grupo que eu coordeno também entende, e deu conta disso para o secretário e ao governador, que as medidas atuais, elas são efetivas, elas estão adequadas para este momento. Claro que, a cada dia, nós renovamos os nossos conhecimentos e, a cada dia, a despeito do que nós estamos vendo, nós poderemos sugerir novas medidas ao governo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, obrigado à Paula Valdez da TV Band News. Vamos agora a CNN, com a jornalista Marcela Rahal. Marcela, boa tarde, mais uma vez, estando aqui conosco. Sua pergunta, por favor.

MARCELA RAHAL, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos, hoje o ministro, o novo ministro da saúde, Nelson Teich, tomou posse e afirmou que pretende trabalhar em parceria com estados e municípios, bom, eu gostaria de saber se o senhor já está em contato com o novo ministro, se já tem alguma perspectiva de como vai ser esse trabalho e também gostaria de saber sobre a saída do ministro Mandetta, como que o senhor encarou isso. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marcela. Vou começar pelo final, em relação ao ministro Mandetta, eu ontem já postei um tweet, onde lamentei muito a perda do ministro, não tê-lo à frente do Ministério da Saúde, agradeci o apoio que ele nos ofereceu ao longo desses últimos 40 dias, foi correto, foi republicano e obedeceu a ciência, e desejei ao novo ministro, Nelson Teich, sucesso e êxito na sua missão, e de que ele também siga tecnicamente a orientação daquilo qu e ele é formado, a medicina e a ciência e a orientação do Conselho Mundial de Saúde. Mas toda relação com o ministério não é feita por meu intermédio, nem deveria, é feita através da Secretaria da Saúde e do Comitê de Saúde, portanto, eu peço agora o depoimento do Dr. José Henrique Germann, secretário da saúde, e do Dr. David Uip, o nosso coordenador do comitê de saúde, para saber se houve ou não algum contato já do novo ministro da saúde do Brasil.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: A posse do novo ministro se deu agora há uma hora atrás, acredito que ele está com uma série de afazeres aí de entendimento, de montar equipe, assim por diante, assim que for possível nós estaremos em Brasília, conversando com ele e a nova equipe, assim que ele abrir uma agenda, nós já deixamos nosso pedido lá. Assim que abrir esta agenda, nós estaremos lá pra entender, conversar, sentir como que será o nosso relacionamento com ele. A nossa intenção é sempre de integrar, é sempre de colaborar com o Ministério da Saúde e com a Organização Mundial da Saúde também. Muito obrigado.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Existe uma formalidade nesse relacionamento, que é a tripartite, então, deste complexo, que envolve os municípios e os seus representantes, os estados, através dos seus secretários, e o Ministério da Saúde, isto é constitucional e sempre ocorre. A nossa relação com o Ministério, tanto o secretário, como a minha, sempre foi a melhor possível, é uma relação, a minha técnica científica, e o secretário tem outros envolvime ntos pelo cargo que ele ocupa. E continuará sendo assim, nós vamos assessorar o que o ministro necessitar, tenho absoluta convicção, pelo seu perfil técnico científico, que ele vai ter uma atitude semelhante em troca de informações, colaboração, o que importa aqui, nós só temos um inimigo, que é o vírus, e uma defesa, que é a sociedade, tenho absoluta convicção que o ministro vai lidar com isso desta forma.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Vamos a penúltima pergunta de hoje, que é da Rádio Jovem Pan, jornalista Vitor Moraes. Vitor, obrigado pela sua presença, mais uma vez aqui entre nós, boa tarde, sua pergunta, por favor.

VITOR MORAES, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Primeira pergunta, governador, queria saber se o governo pensa em rever a medida de isolamento caso haja, nos próximos dias, uma forte queda no número de casos e no número de mortes por coronavírus aqui. E a minha segunda pergunta, com relação a demanda, a forte demanda dos hospitais públicos, em atender os pacientes com Covid-19, queria saber como é que tá o fluxo de entrada de outras doenças, e também casos de emergência. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vitor. Vou dividir com o Dr. José Henrique Germann as duas questões. Na primeira, sim, se houver um índice crescente e permanente, e que melhore o achatamento dessa curva, sim, nós poderemos rever, mas temos que ter sempre bom senso, e isso amparado na ciência e na medicina, que trabalha com dados, com números, com histórico, mas também com bom senso e equilíbrio, e se eles nos recomendarem, assim faremos. Dr. José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Evidentemente, houve uma redução da incidência das outras atividades que a secretaria realiza, tanto clínico, quanto cirúrgicas, né, os casos graves, os casos de mais urgência estão sendo tratados normalmente, mas as cirurgias eletivas, por exemplo, estão suspensas por enquanto. Os ambulatórios foram suspensos. Então, isto cria, de fato, uma situação que não é o ideal pra nós, mas o perigo da epidemia é muito maio r, então é aí que nós estamos centrando os nossos esforços, os nossos leitos, no sentido que a gente possa ter uma efetiva atuação junto ao enfrentamento da Covid-19.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Governador, um comentário só.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não, claro.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eu fui lembrado agora pelo secretário Edson Aparecido, e é importante esse fato, nós aqui estamos notificando os casos graves, internados em ambiente de enfermaria e os casos de UTI e as mortes, mas ele lembrou muito bem, e eu também quero fazer esse testemunho, tem muitas pessoas sendo curadas, inclusive pessoas que internaram com gravidade, em ambiente de UTI, que tiveram alta, com idades diferentes, inclusive pacientes com mais de 80 e 90 anos, e com comorbidades, isso prova que o sistema é um sistema adequado, protocolado, com profissionais da área de saúde em primeiríssima, primeiríssimo nível, e estrutura de atendimento adequada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Obrigado, secretário José Henrique Germann. Obrigado, Vitor Moraes, da Rádio Jovem Pan, e da TV Jovem Pan também. Vamos agora a última pergunta de hoje, que é da TV Cultura, jornalista Maria Manso, Maria, boa tarde, mais uma vez obrigada pela sua presença, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu queria saber, pelas projeções de vocês, quando é que os hospitais públicos vão chegar a 100% de ocupação nas UTI's, já que, na média, nós estamos chegando muito perto disso aos 80%, depois do decreto de ontem, prefeito Bruno Covas, de que as pessoas usem máscaras sempre que precisarem sair de casa, eu queria saber se vai haver algum tipo de advertência pras pessoas na rua, que estiverem sem máscaras e, por último, eu gostaria que vocês comentassem o que o novo ministro da saúde falou hoje ao tomar posse, de que ele acredita que a população está com medo por falta de informação, vocês concordam com isso? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria também inovou, três em uma, mas nós vamos responder as três perguntas, vou pedir ao Bruno Covas que comece pela pergunta das máscaras, e depois as duas próximas perguntas serão respondidas também.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: O decreto é uma recomendação, da mesma forma que a Organização Mundial de Saúde recomenda, o Ministério da Saúde recomenda, prefeitura também passa a recomendar, os fiscais estão orientados a sempre informar, nenhuma advertência, nenhuma multa, nenhuma penalização pra quem não tiver utilizando máscara, foi apenas uma recomendação e a espera que a população possa utilizar pra, mais uma vez, ajudar a conter a disseminação do v&i acute;rus aqui na cidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sobre hospitais públicos, vou pedir ao Dr. José Henrique Germann que possa responder, se o Dr. David Uip desejar algum comentário, poderá fazê-lo, obviamente, Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Desde o início, onde foram feitos os cálculos a respeito da necessidade de leitos, levando em conta, principalmente, o tempo médio de permanência dos pacientes em UTI, então, o cálculo para UTI, que nós chegamos, levou a uma necessidade de aproximadamente 1.500 leitos. Hoje nós temos, no Estado de São Paulo, cerca de 1.800 leitos de UTI, fora os leitos de enfermaria, esses leitos vão ser acrescidos à medida da necessidade de outro tanto para que, de acor do com a necessidade, a gente possa internar doentes em terapia intensiva. Esses primeiros estão em funcionamento, os próximos entrarão a medida da necessidade.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: O ministro está correto em querer ter mais informações e dados científicos, é o que nós fazemos, todos os dias, em busca de novos dados científicos, que geram a melhor informação e com mais transparência. A nossa posição aqui, e isso é posição do governador, é claríssima, é ter a melhor informação e transformar essa informação ao conhecimento da população com total e absoluta transpar& ecirc;ncia, o sentimento da população é uma outra discussão, mas a nossa definição, como estado, é trabalhar com maior e melhor dado, o mais qualificado, o mais exato, pra gerar a melhor linha de informação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, em relação à sua última pergunta, da manifestação do novo ministro da saúde, Nelson Teich, eu não quero fazer, evidentemente, discorrer sobre a manifestação do ministro, respeitando o fato de que ele está chegando ao ministério e, repetindo, espero que ele tenha êxito, que ele siga aquilo que aprendeu, ou seja, respeitar a medicina, respeitar a ciência, mas eu quero também fazer aqui um destaque à imprensa brasileira. A imprensa bras ileira, de forma quase que absoluta, tem comunicado corretamente os temas referentes ao coronavírus, os cuidados, os riscos, as determinações, as orientações dos estados, dos municípios, da Organização Mundial de Saúde, tem feito debates bastante produtivos com cientistas, especialistas, médicos, colocado o contraditório também, o trabalho da comunicação, nestes 40 dias, tem sido, a meu ver, bastante exemplar, do ponto de vista de orientação correta à população. E tem sido o contraponto também às fake news e às notícias produzidas de maneira irresponsável através das redes sociais. Então, creio que o próprio ministro terá oportunidade de avaliar isso, sensata e equilibradamente, aliás, ele passará a ser um porta-voz da saúde a partir do momento em que ele agora é ministro da saúde do Brasil. Mas eu faço essa observação, e aproveitando pra cumprimentar, mais uma vez, a imprensa brasileira em todos os níveis, seja local, regional, nacional, em qualquer tipo de comunicação, eletrônica, digital ou impressa. Quero ainda, antes do encerramento, mencionar que não teremos coletiva até a quarta-feira, dia 22, no dia 22, quarta-feira, voltaremos aqui, às 12 horas e 30 minutos, como temos feito regularmente. E registrar que nós só temos um inimigo, isso foi até mencionado aqui, é o coronavírus, e temos um grande objetivo, salvar vidas. Eu desejo a todos um bom feriado prolongado, fiquem em casa, protejam os seus familiares, protejam-se, façam as suas orações, tenham paciência e compreensão, vai passar, mas enquanto isso, fiquem em casa. Obrigado.