Coletiva - Governo de SP amplia programa Vivaleite para 21 mil idosos em vulnerabilidade 20200104

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Coletiva - Governo de SP amplia programa Vivaleite para 21 mil idosos em vulnerabilidade

Local: Capital - Data: Abril 01/04/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Queria agradecer a presença dos jornalistas nessa coletiva de imprensa, hoje, dia 1 de abril. Agradecer também aos cientistas, fotógrafos, aqueles que estão aqui. Os companheiros que estão aqui à frente para responder às perguntas. José Henrique Germann, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Helena Sato, coordenadora do nosso centro de contingência do COVID-19. Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social. E também Fernando Capes, que é o diretor geral executivo do Procon em São Paulo. Nesta tarde algumas mensagens iniciais antes do anúncio que temos a fazer hoje, acabei de acompanhar pela televisão a mensagem de que o Governo Federal através do Presidente da República assinou o decreto referente à transferência de renda, R$ 600 para ajuda àquelas pessoas que mais precisam em São Paulo e em todo o Brasil, uma medida acertada, nós temos só aqui em São Paulo 1,5 milhão de pessoas que vivem com menos de R$ 250, e muitas com valores até inferiores a isso, portanto, essa era uma medida emergente, e eu espero que agora com o decreto assinado pelo Presidente da República os recursos sejam rapidamente transferidos a quem precisa, seja em São Paulo, seja em outras partes do país, onde a população que não tem emprego, que precisa disto para comprar comida e viver possa ter acesso o mais rápido possível a esses recursos. Quero destacar também a importância do Governo Federal, destinar os recursos prometidos para o microcrédito aos microempreendedores, também um segmento da população brasileira que está sofrendo bastante, já que o microempreendedor ele normalmente uma ou duas pessoas, e da mesma família, se ele não tiver acesso a um volume maior de microcrédito ele estará em uma situação equivalente aos desvalidos, aos desempregados, e àquelas pessoas que precisam de recursos para sobreviver. E finalmente o crédito, às pequenas empresas também prometido pelo Governo Federal, tenho certeza de que o governo vai cumprir o seu compromisso, assim como aos microempreendedores, e poderá anunciar rapidamente a destinação destes recu rsos a quem mais precisa. Também quero fazer aqui um comentário em nome de outros governadores, nós trocamos mensagens diariamente, nos comunicamos diariamente, eu ontem como cidadão, como brasileiro e como governador, fiquei feliz de assistir um Presidente da República mais moderado, e com bom-senso, colocando uma mensagem equilibrada à população brasileira. Mas amanheci preocupado vendo o mesmo Presidente da República em uma postagem agredindo os governadores. Em qual Presidente da República nós devemos confiar, aquele que ontem fez uma mensagem ponderada no seu pronunciamento, e que em menos de 12 horas depois faz uma agressão de postagem aos governadores? É preciso coerência, Presidente, seja moderado, equilibrado, faça aquilo que o senhor fez ontem à noite em rede nacional, mas não caia na tentação de seguir a orientação daque les que do seu gabinete do ódio propõe o confronto, o combate, briga, dissidência, com governadores, com parlamentares, com o Judiciário, com jornalistas, com meios de comunicação, ou contra qualquer outro que se oponha, ou que formule críticas ao senhor. Por enquanto prefiro levar em consideração a sua manifestação de ontem e desconsiderar a sua manifestação de hoje pela manhã. Quero também dizer que o vírus, o Coronavírus não escolhe rico ou pobre, não escolhe atleta ou sedentário, militar ou civil, e muito menos petista, bolsonarista ou quem quer que seja que tenha a posição política ou ideológica, a pandemia ela infelizmente atinge a todos, e nós precisamos estar unidos, não é uma questão política, não é uma questão eleitoral, não é uma q uestão partidária, é uma questão humanitária. E finalmente, antes do nosso anúncio de hoje a você que está nos assistindo, você que está nos ouvindo, você que está nos acompanhando, tenha esperança, faça suas orações, a oração ajuda a elevar a alma, o espírito, a dar mais tranquilidade às pessoas, e melhorar o sentimento de esperança. E seja solidário, solidário neste momento é fundamental, todos nós temos que ser solidários, primeiro com a vida, com a nossa vida, com a vida dos nossos familiares, com a vida dos nossos amigos, dos nossos colaboradores, daqueles que trabalham na sua empresa, daqueles que ajudam você naquilo que você faz, naquilo que você realiza, seus vizinhos, e os desvalidos, e, sobretudo, as pessoas com mais de 60 anos. E, por favor, repito a mensagem que est&aac ute; aqui, fique em casa, siga a orientação da medicina, a orientação científica, fique em casa. No anúncio de hoje, hoje nós estamos concentradamente no anúncio voltado para a área social, e na sequência vou passar a palavra à Célia Parnes, que é a nossa secretária de Desenvolvimento Social aqui presente, e depois vamos aos números e às informações da saúde, com o doutor José Henrique Germann, doutora Helena Sato, e também uma manifestação que será feita aqui pelo diretor geral do Procon em São Paulo, Fernando Capes, dado ao fato de que temos recebido muitas denúncias na comercialização, sobretudo, de gás em botijão no estado de São Paulo, de que estariam havendo abusos nos preços de venda destes botijões de gás, e sobre isso falará o diretor geral do Procon, Fernando Capes. O governo do estado de São Paulo anuncia hoje a ampliação do seu programa do Viva Leite, nós vamos fazer a partir da próxima segunda-feira, no dia 6 de abril, até 6 de junho, durante 60 dias, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, vamos distribuir leite gratuitamente para 21 mil idosos que estão em abrigos e residências socioassistenciais, nós vamos ampliar um programa que já é um programa social do governo do estado de São Paulo, de grande sucesso, não foi iniciado no nosso governo, ele vem já há muito tempo, é um programa correto, e que foi preservado pelo nosso governo, mas agora vamos atender também às pessoas com mais de 60 anos, que estão em abrigos, e que tem necessidade de acolhimento, de assistência, e de atendimento especial. Essas pessoas, esses 21 mil idosos vão receber 15 litros de leite enriquecido, com ferro, e vitaminas por mês, e além disso vão receber também uma suplementação alimentar, proteica, para pessoas com mais de 60 anos, através de uma doação que nós solicitamos, e a Nestlé do Brasil nos atendeu com 77 mil latas de Nutrem, um produto voltado exatamente para pessoas com mais de 60 anos. E 51 mil idosos serão beneficiados, cada um vai receber quatro latas de suplemento por mês, por até 60 dias, na fase inicial, e se necessário, nós estenderemos por outros 60 dias. No momento, por 60 dias, exatamente conforme já mencionei, do dia 6 de abril até o dia 6 de junho, por 60 dias. Peço então neste momento que a secretária Célia Parnes possa fazer uso da palavra, já que ela tem uma responsabilidade compartilhada aqui em São Paulo, com outros setores do governo do e stado de São Paulo, para dar atenção e prioridade aos mais humildes, aos mais pobres, aos desempregados, aos desvalidos, e também em especial às pessoas com mais de 60 anos, com necessidades e que vivem à margem da sociedade. Célia.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não. Bom dia, a todos. Reiterando aqui o anúncio que o governador acaba de fazer, um grande programa de suplementação proteica para os idosos mais fragilizados do estado. Portanto, idosos que hoje vivem em nossos residenciais em abrigos, dos municípios, normalmente idosos com quebra de vínculos com a família, muitos abandonados pela família também, idosos vítima de violência, esses que abrigam, que vivem em nossos abrigos e residenciais pelo estado. Portanto, os idosos que mais precisam de nós agora recebendo suplementação proteica tanto do leite, do Programa Viva Leite, o maior programa de distribui ção de leite da América Latina, gratuito, leite in natura, vitaminado. E também com suplementação em pó, da Nestlé, nesse momento que já se propôs a doar a quantidade para 60 dias para esses idosos, uma suplementação especial, feita para céleres. Com isso, nós buscamos fortalecer as pessoas, dar energia, dar, realmente, robustez para que eles possam enfrentar essa epidemia de coronavírus com saúde e com muita... Com muito boa nutrição. Lembrando também a todos que hoje se inicia os jantares nos restaurantes Bom Prato, também uma outra medida de nutrição, de alimentação, de fornecimento de alimentação bem balanceada por nossos nutricionistas dos restaurantes Bom Prato, todos os restaurantes pelo estado, os 59 restaurantes passam a oferecer jantares diariamente a um real, além disso as tr&eci rc;s refeições durante os finais de semana e feriados também pelos próximos 60 dias. Com isso, nós iremos oferecer mais um milhão e 200 mil refeições por mês nos restaurantes Bom Prato, um milhão e 200 mil refeições a mais por mês nos nossos restaurantes Bom Prato, que já ofereciam dois milhões de refeições por mês. Portanto, com essas duas iniciativas, na nossa área de segurança alimentar da Secretaria de Desenvolvimento Social, estamos buscando atender a demanda prioritária, hoje, que é a demanda de alimentação, de nutrição e de apoio a essas famílias e a esses idosos, que precisam estar fortes frente a essa pandemia que estamos vivendo agora. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Célia Parnes. Vamos agora à saúde, ao Dr. José Henrique Germann, secretário da saúde do Estado de São Paulo, a Dra. Helena Sato, ambos integram o centro de contingência do Covid-19, que foi implantado no dia 26 de fevereiro, que tem 15 membros, e que se reúne diariamente, virtualmente e que, ao longo dessas últimas semanas, tem orientado cientificamente todas as ações do Governo do Estado de São Paulo. Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Boa tarde. Nós tivemos, então, pela estatística apresentada diariamente, no Brasil, casos confirmados 5.717, no Estado de São Paulo 2.339. Um acréscimo de 50% aproximadamente. Os óbitos, no Brasil são 201, em São Paulo 136, acumulado. Os pacientes em UTI, nesta data, 256, e os pacientes internados em enfermaria são 281 pacientes, em toda rede pública e privada do nosso estado. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. José Henrique Germann. Dra. Helena Sato que, neste momento, é nossa coordenadora-geral do centro de contingência do Covid-19, até a plena recuperação do Dr. David Uip, que está em casa, está bem, eu tenho falado com ele duas vezes por dia, pelo menos, está se recuperando, em breve estará aqui entre nós, e a Dra. Helena, obviamente, continuará sempre conosco, e ela tem sido de fundamental importância e muito obrigado, mais uma vez, Dra. Helena, pelo esforço, pelo sacrifício e pela sua liderança. Por favor.

HELENA SATO, COORDENADORA-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigada. Obrigada, governador, mas eu vou compartilhar esse agradecimento pra toda a nossa equipe, né, mas o que eu queria só reforçar, em cima do que o secretário colocou, o que nós estamos observando, que a gente ainda tá... Nós estamos tendo aí acréscimos de casos, né, e o que eu queria ressaltar, em relação aos óbitos, a maioria dos óbitos está se concentrando em quem? Nas pessoas com 60 anos ou mais, né, e eu aproveito essa fala pra estender, né, falando sempre, temos que ficar em casa, mas uma atenção redobrada pra quem? Aqueles grupos que a gente fala sempre, que são os gru pos da campanha do vírus Influenza, ou seja, os grupos de risco pra coronavírus, os grupos de risco, uma vez infectado pelo vírus Influenza, pra evoluir com complicações, são os mesmos, são extremamente semelhantes, então, quero, mais uma vez, reforçar, deixando claro que pessoas com 60 anos ou mais, redobrar o nosso cuidado, né, sabemos que, muitas vezes, pessoas com 60 anos ou mais ficam em casa, né, muitas vezes tem pessoas com 60 anos ou mais que estão indo sozinhos a sua casa, às vezes não tem como abastecer seu suprimento de alimentação, ou de compra de remédios. Então, eu quero reforçar essa questão, né, pessoas com 60, fiquem todos em casa, mas uma especial atenção a pessoas com 60 anos ou mais, a gente, enquanto sociedade, deve sempre lembrar dessa população, pra que a gente possa assisti-los d a melhor forma possível.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Helena Sato. Antes de passar a palavra ao Fernando Capez, diretor-geral do Procon de São Paulo, mencionar que todas as refeições fornecidas pelo Bom Prato nos seus 59 restaurantes aqui no Estado de São Paulo, café da manhã a 50 centavos, almoço a um real, jantar a um real, são feitos em embalagens portáveis, pra que as pessoas não se alimentem no local, isso não pode, isso está proibido por determinação do Governo do Estado de São Paulo, tanto para restaurantes, bares, cafés, como, evidentemente, também, para os Bom Prato. No entanto, as embalagens das quentinhas já elaboradas pelas equipes do Bom Prato, disponibilizam talheres plásticos, até que termine, evidentemente, este período, e evidentemente todo o cuidado não só nutricional, como o cuidado de saúde na elaboração das quentinhas e das embalagens que são oferecidas com os talheres, garfo, faca e colher, e também o copo plástico, com o suco, ou com a água, e, obviamente, o guardanapo. Vamos agora a palavra, manifestação de Fernando Capez, diretor-geral do Procon, em especial, Capez, no tema das denúncias que foram encaminhadas ao Procon e ao próprio Governo do Estado de São Paulo, principalmente em relação ao gás de botijão.

FERNANDO CAPEZ, DIRETOR-GERAL DO PROCON DE SÃO PAULO: Muito boa tarde a todos, o governador determinou ao Procon um combate implacável e incessante a especulação, o direito ao lucro, que é inerente a atividade empresarial, nesse momento, não pode ser confundido com o abuso desse direito, o mercado está orientado por circunstâncias absolutamente anormais, existe uma pandemia, que afetou todos os contratos, de maneira que aumentar o preço em relação ao valor praticado no mês anterior significa agir abusivamente. Em primeiro lugar, importante informar, o governo já informou, vamos reafirmar, não existe risco de desabastecimento de gás, de botijão de gás, não há nenhuma justificativa para as pessoas se aglomerarem em pontos de venda e pagarem mais caro, o preço que vinha sendo praticado, de acordo com a MP, é no máximo de 68 reais um botijão de 13 quilos, não há justificativa alguma, nós temos informação do sindicato dos distribuidores de gás, que não houve qualquer alteração nos custos pra que houvesse uma elevação acima de 70 reais. Estão cobrando 95 reais botijão de 13 quilos, quando o valor correto é 70, 120, 130 reais, evidentemente, sem botijão, a pessoa não consegue cozinhar o alimento. Então, governador, nós estamos atuando em parceria com o DOPE, que é um departamento criado nessa administração, o DOPE é o Departamento de Operações de Polícia Estratégica, justamente pra que haja uma estratégia de atuação . Procon e DOPE vão atuar conjuntamente, ordem do governador, as viaturas do DOPE estão circulando, fazendo policiamento normal, se identificarem pontos de aglomeração, abordarão o fornecedor, se esse preço estiver acima de 70 reais e, principalmente, acima de 90 reais, nós temos equipes de plantão, que estão nas ruas, fiscalizando, que serão deslocadas imediatamente para esse local, afim de que se proceda a aplicação da multa, da penalidade e a condução do fornecedor, sendo preço abusivo, pra delegacia de polícia, pra responder por crime contra economia popular, previsto no artigo terceiro, inciso sexto. Governador, são essas as providências.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Capez. Eu tomo a liberdade aqui de fazer uma recomendação, ao vivo, e a frente de todos, o preço no limite, 70 reais, não é nem 71, nem 72, nem 80, nem 90, numa situação como essa, dez reais fazem muita falta a essa população de baixa renda. O Procon está autorizado a agir de acordo com a lei para proteger o interesse público, principalmente da população de baixa renda. Vamos agora às perguntas, como sempre, William Curi, da TV Globo, Globo News. Will, você sempre abrindo aqui as nossas coletivas. Boa tarde, obrigado pela presença. Sua pergunta, por favor.

WILLIAM CURI, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. A prefeitura, Secretaria Municipal da Saúde pediu a intervenção em três unidades do Hospital Santa Majore aqui em São Paulo, que registrou um elevado número de óbitos, boa parte, aliás, dos mortos aqui no estado de São Paulo, nas unidades do Santa Majore. Eu queria saber como esse processo vai ocorrer, e qual a primeira avaliação da Secretaria Estadual da Saúde? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: William, obrigado pela pergunta. Eu vou, obviamente, transferir ao doutor José Henrique Germann, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: A Secretaria de estado da Saúde fez duas visitas em conjunto com a Prefeitura Municipal, COVISA, e a COVISA teve mais uma visita em separado. Nós estamos conversando todos os momentos a respeito deste caso. Agora, por exemplo, as duas vigilâncias, a estadual e a municipal, estão no hospital ou acabaram de sair, passaram a manhã lá trabalhando. E a ideia que nós precisamos fazer é que iremos quantas vezes for necessário. O intuito é que a gente possa ajudar e ajustar o hospital à medida das necessidades, ao invés de tirar os pacientes de lá. Com isso a gente pode ajudar o hospital, ajudar os pacientes, e fazer com que a gente possa ter ao longo deste período um atendimento que seja de qualidade e eficiente. Então a interferência é a secretaria com a sua vigilância, e a Secretaria Municipal com a COVISA, no sentido de dar melhores condições para o hospital trabalhar.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Apenas para lembrar, doutor José Henrique Germann foi superintendente do Hospital Albert Einstein, e durante cinco anos, do Hospital Sírio Libanês, duas referências hospitalares no setor privado, ele conhece gestão hospitalar. Will, obrigado pela pergunta. Agora vamos à uma pergunta não presencial, do jornalista Vinícius Passareli, da Rádio CBN, que está não acompanhando, nos assistindo no momento. A pergunta, Vinícius, será feita pela jornalista Flávia Soares. Flávia.

VINÍCIUS PASSARELI, REPÓRTER: Na segunda-feira o secretário Germann disse que haviam 12 mil testes para COVID-19 na fila. Qual é esse número hoje? Quanto tempo em média esses exames estão demorando para sair?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Eu vou aproveitar para fazer um pequeno apanhado aqui desta situação. O número de exames hoje que estão represados são em torno de 16 mil exames, destes, 201 são óbitos que já ocorreram. O Adolfo Lutz no seu laboratório central tem uma capacidade de 1.200 amostras por dia, nós tivemos nas duas últimas semanas uma questão/problema relacionado a insumos para o processamento dos exames, tanto que acabamos por alterar de um processamento que era feito dentro de uma forma manual, e agora estamos dentro de uma forma automatizada, justamente para que a gente possa dar vazão, e não só isso, mas melhorar o processo. Então com relação a esses óbitos, esses exames serão processados no dia de hoje, amanhã eles estarão já determinados. Então isso faz parte de uma força tarefa incluindo as unidades do interior de São Paulo, do hospital do laboratório Adolfo Lutz, que inclui Santo André, Sorocaba, Ribeirão, Bauru e São José do Rio Preto. Essas unidades passam de hoje até segunda-feira, a trazer mais 500 exames para o sistema. Nós conseguimos os insumos necessários importando dos Estados Unidos e para este final de semana 20 mil kits, de processamento de exames, e mais 40 que chegarão ao cabo dos próximos 10, 15 dias. Isso dá ao Lutz e aos seus laboratórios regionais, e também ao Instituto Butantã que faz exames, uma condição melhor de matéria-prima. A secretaria passa tamb&e acute;m a processar a partir de hoje no seu centro estadual de análises clínicas, que faz exames para diagnóstico clínico, laboratorial, passar a fazer também para o COVID-19. Então este laboratório a partir de hoje fará hoje 200, e a partir de segunda-feira, 720 exames mais por dia. Fizemos uma contratação com um laboratório particular privado, são mais de 720 exames. Estamos conversando com mais dois fornecedores nesse sentido, laboratórios privados, para que a gente possa fazer então um número maior ainda. então ao cabo da próxima semana teremos 4.140 exames novos, e por volta do dia 10 atingiremos 8 mil exames por dia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Germann. Vinícius Passareli, da Rádio CBN, obrigado pela pergunta. Vamos agora à Maria Manso, da TV Cultura, que está presente aqui. Boa tarde, a sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Governador, a quarentena no estado de São Paulo prevista a terminar dia 7 de abril vai ser prorrogada?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, ainda não temos essa informação, tenho sido muito indagado por pessoas jornalistas também, ao longo do dia. Nós daremos essa informação no próximo dia 6, na véspera, no dia 6, nós teremos essa informação, ao longo desses dias o centro de contingência do COVID trabalha com os dados, com as informações que são recolhidas em todo o estado de São Paulo, compartilha posições e decisões com o Ministério da Saúde, e nós como fazemos desde o início, avaliamos dia a dia. Então em relação à continuidade ou não da quarentena, apenas no dia 6 é que nós daremos essa informação, por enquanto tudo mantido conforme está previsto até dia 7, nós temos a quarentena e volto a reafirmar a você que está nos assistindo, nos acompanhando aqui agora, fique em casa e siga rigorosamente a orientação da área de saúde do governo do estado de São Paulo, que não é diferente da orientação do Ministério da Saúde do Brasil. Obrigado, Maria Manso. Agora vamos à mais uma pergunta virtual, vem do Jornal O Vale, de São José dos Campos, jornalista Xandu Alves. Xandu, a sua pergunta será feita pela Flávia Soares, também jornalista, aqui presente. Flávia.

XANDU ALVES, REPÓRTER: Nos lugares em que começaram a fazer muitos testes para diagnóstico do Coronavírus, como Nova York, houve salto exponencial dos casos positivos. São Paulo prevê fazer 8 mil exames por dia a partir de 10 de abril. Há previsão de quando acontecerá este salto no estado?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Xandu, parcialmente a sua pergunta já foi respondida, mas vou passar ao secretário José Henrique Germann, para abordar novamente esse assunto, que já havia sido abordado pelo jornalista Vinícius Passareli. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pode ocorrer, mas não devido ao número de exames que estão represados somente. Este dá um índice de positividade, principalmente para aqueles que estão em enfermaria ou em alguns ambulatórios aguardando o recurso, um índice de positividade bem menor. Então o salto que seria só se fosse os confirmados, aliás, os notificados igual ao número de confirmados. O que não ocorre dessa maneira. Então não é como aconteceu em Nova York. Não sei se expliquei, mas...

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. O Xandu está nos vendo, nos assistindo e nos ouvindo aqui à distância, ele está em São José dos Campos, na sede do Jornal O Vale, ou na sua residência, não sei se ele está trabalhando remoto. Vamos agora à mais uma pergunta presencial da Rádio CBN, desta feita, com a jornalista Beatriz Manfredini. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

BEATRIZ MANFREDINI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. A gente tem alguns relatos de pessoas que morreram e não fizeram o teste de Coronavírus, então no laudo saiu suspeita de COVID-19, mas não está confirmado. Eu queria saber, aproveitando que a gente está ao vivo na Jovem Pan também, se existe um número de quantas pessoas morreram por suspeita de COVID-19? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Beatriz, obrigado pela pergunta. Vou pedir a Dra. Helena Sato que é a nossa coordenadora do Centro de Contingência do Covid-19 que possa responder e se necessário com comentários do Dr. José Henrique Guermann. Dra. Helena Sato.

HELENA SATO, DIRETOR DO CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DE SÃO PAULO: Então vamos lá. Então, neste momento, né, nós temos, só reafirmando os números, nós temos então confirmados no estado dos 2.339 casos, né, de infecção pelo Coronavírus, e temos infelizmente 136 óbitos, né? Então, dentre esses 136 óbitos são confirmados pelo Coronavírus. Aí o secretário...

JOSÉ HENRIQUE GUERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, o número que eu dei na fala anterior foi de que nós temos 201 para exame, né, não que sejam todos positivos, obviamente. Então desse contingente aquilo que for positivo é acrescido ao balanço do número de óbitos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou tomar liberdade, Dra. Helena, de enfatizar um pouco na condição de jornalista que sou também, a pergunta da jornalista da Rádio Jovem Pan. Ela se refere ao fato de que a suspeita de pessoas que teriam morrido, teriam morrido de Coronavírus e aparentemente isso, talvez, não tenha sito registrado. Então acho que vale uma resposta ou do Dr. Guermann em relação a esse fato especificamente.

JOSÉ HENRIQUE GUERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Exatamente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Guermann.

JOSÉ HENRIQUE GUERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Exatamente isso o que aconteceu, uma parcela desses 201 óbitos acumulados vai dar positivo. Então são pessoas que estavam com Covid-19 e que não foram confirmados na época do óbito, vai ser agora. É, né? É isso. Ok?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok.

HELENA SATO, DIRETOR DO CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DE SÃO PAULO: Perfeito. É isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Perfeito. Beatriz, obrigado pela pergunta. Nós vamos agora a uma pergunta não presencial da Record News, jornalista Rafael Algarte que está nos acompanhando aqui ao vivo do Palácio dos Bandeirantes. Rafael, sua pergunta será formulada pela jornalista Flávia Soares. Flávia.

FLÁVIA SOARES, REPÓRTER: Logo no começo do dia o presidente Jair Bolsonaro postou um vídeo alegando desabastecimento de alimentos. Ele ainda cita alguns governadores dizendo que não se trata de um desentendimento entre eles e a Presidência, e sim a realidade. O estado de São Paulo tem hoje algum serviço desabastecido?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rafael, nenhum desabastecimento em São Paulo e nenhuma perspectiva de desabastecimento, todos os mercados estão funcionando regularmente, o Ceagesp funciona regularmente. Evidente que o movimento é menor, a demanda decresceu, mas nenhuma perspectiva de desabastecimento. Nem em mercados como o Ceagesp, nem em outros mercados, nem nas feiras livres, e tampouco em supermercados ou hipermercados em São Paulo. Nem no abastecimento de alimentos, nem nos produtos de higiene, limpeza ou de qualquer outra natureza. Nós temos um grupo econômico que acompanha um outro comitê, além do comitê de saúde, que acompanha isso diariamente com a participação da s centrais de distribuição, dos produtores agrícolas e também da Apas - Associação Paulista de Supermercados, e do Sindicato das Farmácias, das empresas que distribuem produtos nas farmácias e também das farmácias. Então não há desabastecimento em nenhuma área aqui no estado de São Paulo. E volto a repetir, Rafael, nenhuma perspectiva neste sentido. Vamos agora a uma pergunta presencial, é do jornalista Júnior Berilo da Super Rádio. Júnior, boa tarde. Obrigado pela presença. Sua pergunta, por favor.

JÚNIOR BERILO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Governador, o senhor iniciou a coletiva hoje falando sobre as medidas econômicas lá do Governo Federal. A minha pergunta está relacionada às medidas econômicas aqui do Governo Estadual. Do dia 13 de março, a quase 20 dias, o Governo do Estado liberou R$ 225 milhões, esse valor depois ele foi multiplicado, chegou a R$ 500 milhões, eu quero saber se o senhor tem alguma informação, hoje, qual a porcentagem desses recursos ainda estão disponíveis? Esses recursos eles foram disponibilizados pelo Banco do Povo e pela Investe SP. O Banco do Povo as pessoas procuravam o Poupatempo pra fazer o crédito pra solicitar esse recurso. Hoje el as têm alguma outra forma de buscar esses recursos pela internet? Como que tá essa situação aqui no estado?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Júnior, pela presença. Antecipo que amanhã nós... amanhã é quinta-feira, nesta mesma coletiva de imprensa o nosso tema será este, será exatamente o econômico com a presença do presidente da Desenvolve, do banco Desenvolve São Paulo. A Patrícia Ellen que é a nossa secretária de desenvolvimento econômico, do Henrique Meirelles, nosso secretário da fazenda e também dos responsáveis pelo Banco do Povo. Hoje nós temos meio bilhão de reais que nós colocamos à disposição desde o início da semana passada. Houve uma demanda muito grande, maior at&eac ute; do que a nossa capacidade de atendimento nesse momento. E amanhã nós vamos anunciar uma suplementação de recursos para atendimento a população no estado de São Paulo. E também volto a repetir aqui, é muito importante que o Governo Federal suplemente recursos não apenas pra São Paulo, mas para outros estados nesse mesmo sentido de atender o microempreendedor. Quero aproveitar também, Júnior, fazer um agradecimento muito especial ao Sebrae, ao Sebrae Nacional, ao Sebrae São Paulo. No Sebrae Nacional a menção ao Carlos Melles que é o seu presidente. Em São Paulo, ao Tirso Meirelles, presidente do conselho, e ao Wilson Poit que também estão fazendo um esforço muito grande e uma suplementação de recursos de microcrédito que nós também anunciaremos amanhã aqui às 12h30. Vamos agora a última pergunta que é uma pergunta presencial da TV Record, jornalista Claudia Reis. Claudia, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

CLAUDIA REIS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Queria voltar só na questão da rede de hospitais Sancta Maggiore, o senhor falou no início, doutor, eu queria que o senhor me explicasse exatamente, houve algum indício grave de subnotificação das mortes por Coronavírus na rede? E o que está sendo feito, né, nesse plano todo, nessa força-tarefa para que esses hospitais não fechem as portas tendo visto a importância desse público-alvo nesse momento tão especial?

JOSÉ HENRIQUE GUERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nas primeiras visitas que foram realizadas, algumas modificações tiveram que ser feitas e ajustes, nada que justificasse o fechamento do hospital. Nas outras visitas a mesma coisa, sempre com melhorias crescentes, vamos chamar dessa maneira. E nesta de hoje existe, por parte da Prefeitura Municipal um pedido de verificação se há necessidade ou não do fechamento... da intervenção no hospital. Então eles estão lá, estão avaliando junto com a Prefeitura e o Estado pra que a gente possa ter uma avaliação global do hospital, mas nas visitas anteriores isso não ocorreu. Eles têm pacientes graves e todos os pacientes que morreram tiveram uma notificação. No começo eles tiveram uma certa dificuldade de notificar, mas isso foi regularizado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. Eu queria agradecer, Claudia Reis. Obrigado pela sua pergunta. Antes de encerrarmos, hoje a nossa coletiva um pouco mais curta, informar que amanhã teremos nova coletiva e na sexta-feira também, sempre às 12h30min. Amanhã a nossa temática principal, conforme já anunciei aqui, será o tema econômico, suporte para as micro e pequenas empresas. E também no plano social conforme já fizemos hoje, medidas que atendam a população que não tem renda fixa em São Paulo. Esperando que a decisão hoje assinada pelo presidente Jair Bolsonaro da destinação dos R$ 600,00 possa ser colocada em p rática o mais rapidamente possível, não apenas para o estado de São Paulo, mas para todos os estados do país, resguardada a proporcionalidade, obviamente. Nós vamos acompanhar isso de perto e estaremos comunicando os jornalistas em São Paulo se este recurso, de fato, chegou aonde deve chegar, na população que mais precisa para poder comprar alimentos e sobreviver a esse período da crise assim como os créditos do Governo Federal para o microempreendedor e as pequenas empresas também. Quero ainda mencionar, antes do encerramento da nossa coletiva, que como governador do estado de São Paulo eu desejo e espero que o presidente da República, Jair Bolsonaro mantenha a sua linha com serenidade, com equilíbrio, sem conflagrações, sem divisões, sem brigas, sem agressões a quem quer que seja, especialmente os governadores do país, todos eles fazen do um esforço enorme para garantir tranquilidade, eficiência no serviço público de saúde nos seus estados, assim como fazemos aqui em São Paulo. O mesmo em relação a prefeitos, aos milhares de prefeitos e prefeitas de cidades no interior do país, e o mesmo em relação à imprensa. Se nós não estivermos juntos, não formos solidários para o enfrentamento desta gravíssima crise de saúde e gravíssima crise econômica, tudo será muito mais difícil de ser superado. Eu acho que será um bom exemplo do presidente da República ter um gesto de recuo, um gesto de paz, de compreensão e também um olhar solidário as pessoas que precisam estar resguardada nas suas casas, ficar em casa para protegerem as suas vidas, as vidas dos seus familiares, dos seus amigos, dos seus vizinhos e da população da sua cidade. Em paz, com harmonia, com integração, com solidariedade, deixando de lado questões políticas, eleitorais, partidárias ou ideológicas, nós superaremos essa crise. E finalizo e concluo com a mensagem de esperança, essa crise tem prazo determinado, ela vai terminar e nós temos que estar preparados para o período do pós-crise, tanto no plano social quanto no plano econômico. Mas antes disso nós temos que salvar vidas, e para salvar vidas, por favor, fiquem em casa. Muito obrigado. Uma boa tarde. Até amanhã.