Coletiva - Governo de SP antecipa vacinação para profissionais da educação 20210904

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Coletiva - Governo de SP antecipa vacinação para profissionais da educação 20210904

Local: Capital – Data: Abril 09/04/2021

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RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, muito boa tarde a todas e a todos. Bem-vindos a mais uma coletiva de imprensa do Governo do Estado de São Paulo. Cumprimentar toda a imprensa aqui presente, toda a nossa equipe de trabalho também aqui presente. E dizer que hoje o Estado de São Paulo anuncia que nós, a partir de segunda-feira, avançamos para a fase vermelha do Plano São Paulo. Essa medida que foi tomada hoje pela manhã, através do diálogo com o Centro de Contingência, com a equipe de secretariado e com o governador João Doria, mostra claramente que a medida tomada na fase emergencial, o esforço feito pela população, pelo Governo de São Paulo nas últimas semanas, começa a dar resultados, e pra isso eu gostaria de fazer aqui uma apresentação muito objetiva, para que a imprensa e a população possam compreender exatamente o porquê deste avanço para a fase vermelha do Plano São Paulo. Nós tivemos, ao longo dessas últimas semanas, avanços importantes na contenção da pandemia aqui no Estado de São Paulo. É importante lembrar à população que a contenção da pandemia se dá através de algumas estratégias. A principal delas, a vacinação. É importante lembrar que, de cada 10 vacinas aplicadas no Brasil, 8 são produzidas aqui pelo Instituto Butantan, pelo Governo do Estado de São Paulo. A vacinação tem, portanto, um papel fundamental na contenção da pandemia. Além disso, o esforço do Governo do Estado, em parceria com as entidades filantrópicas, na abertura de leitos. Só nesses últimos três meses, ou seja, no ano de 2021, mais de 6.521 leitos foram abertos, leitos de UTI, representando um aumento na capacidade hospitalar de São Paulo de mais de 82%. E, complementarmente, as medidas de distanciamento e isolamento social, com o apoio da população, nós temos tido um resultado concreto nessas medidas de distanciamento. Sobre essas medidas, na próxima tela, nós vamos observar, em relação à vacinação, que São Paulo bate recordes sucessivos de vacinação da sua população. Praticamente esse número, ele era de ontem, no dia de hoje nós temos 93% das vacinas que estão disponíveis aqui no Estado de São Paulo, já foram aplicadas na população. Em São Paulo foram aplicadas mais de 7.360.000 doses. E o número que toda população brasileira conhece: de cada 10 vacinas, 8 vacinas são produzidas aqui pelo Instituto Butantan. Na próxima tela, nós temos o detalhamento da ampliação de leitos, também muito falada aqui nas coletivas de imprensa do Governo de São Paulo, um esforço enorme da rede pública, da rede privada, da rede filantrópica, que fez com que nós aumentássemos aí em mais de 82% os leitos de UTI no Estado de São Paulo. Pra efeito de comparação, nós ampliamos esses leitos, apenas no ano de 2021, equivalente a países de primeiro mundo, como por exemplo a França, que tem cerca de 6.000 leitos de UTI. Então, um esforço enorme de ampliação de leitos. Isso significa equipamentos, isso significa profissionais de saúde, um esforço que tem salvado vidas aqui em São Paulo. E no tocante também ao isolamento social, na próxima tela, nós temos, portanto, um efeito muito prático dessas estratégias, que fez com que, se nós compararmos as semanas epidemiológicas, os cinco dias dessa última semana, em relação à semana anterior, nós já tivemos uma queda de internação importante nessa rede hospitalar de São Paulo, da ordem aí de 17%. É a queda nas internações que nos afirma, no dia de hoje, a possibilidade de nós darmos passos adiante em relação ao controle da epidemia aqui no Estado de São Paulo. Nós aprendemos com a fase emergencial, e acho que é importante registrar isso. Por isso, nós vamos manter... Eu queria que passasse, por favor, a próxima tela. O aprendizado da fase emergencial, que mostra de maneira clara a causa e o efeito dessas medidas que nós tomamos. Se nós lembrarmos, no dia 7 de março nós tivemos o início da fase vermelha, em São Paulo, e 14 dias depois nós tivemos um efeito muito prático na queda de internações, aqui no Estado de São Paulo, o que nos permitiu, nessa última semana, desde a sexta-feira passada, pela primeira vez, nos últimos dois meses, uma queda de internação significativa. Mais pessoas tiveram alta do que foram internadas, e aquele número negativo representa justamente isso. Nós estamos tendo, portanto, uma queda de internação e uma desocupação na rede de UTI do nosso Estado de São Paulo. Portanto, o anúncio de hoje é que o Estado de São Paulo avança da fase emergencial para a fase vermelha, que vai vigorar de 12 a 18 de abril, portanto, a próxima semana. O que nós aprendemos e qual, basicamente, é a diferença entre uma fase e outra? Na fase vermelha, que são as regras que nós temos hoje vigentes, nós temos a restrição de atendimento presencial em todos os serviços não essenciais, e estamos incorporando neste período de fase vermelha o toque de recolher, das 20h às 5h da manhã, com reforço na fiscalização. Já falamos sobre as blitz feitas contra festas clandestinas, em todo o Estado de São Paulo. Também estamos fazendo a recomendação do escalonamento de entrada e saída dos mais diversos setores da economia paulista. É importante nós mantermos esse escalonamento, para diminuir o volume de pessoas ao mesmo tempo no transporte público. A continuidade do teletrabalho, que deu resultados, então o apelo para que nós continuemos, principalmente nos serviços administrativos, a fazer o teletrabalho, e a proibição de celebrações religiosas, decisão tomada nesta semana pelo Supremo Tribunal Federal. E qual, na prática, será a mudança da fase emergencial para a fase vermelha, a partir agora desta segunda-feira? A permissão de eventos esportivos profissionais, sem público, e a partir das 20h, lembrando que esse foi fruto de um entendimento entre a Federação Paulista, por exemplo, de futebol, com o Ministério Público. Nós tínhamos a recomendação do Centro de Contingência em relação a partidas sem público, permitidas, com protocolos sanitários. O Ministério Público de São Paulo entendeu uma recomendação diferente. Amadureceu, ao longo dessas últimas semanas, e com novos protocolos e este horário de 20h, autoriza novamente a volta do esporte coletivo profissional, lembrando, sem torcida, apenas com a transmissão pelos veículos de comunicação. Uma outra mudança importante para comércio e alimentação é a permissão do que nós conhecemos como take away, a retirada de produtos e alimentos nas lojas e também nos restaurantes, e a liberação de lojas de comércio de materiais de construção civil, permitindo atendimento presencial nessas lojas. Então, basicamente essa última tela faz uma comparação clara dos aprendizados da fase emergencial, que nós estamos incorporando na fase vermelha, e as mudanças que nós teremos, objetivas, em relação à fase vermelha, que vigora a partir de segunda-feira. O segundo anúncio do dia de hoje é a antecipação da vacinação dos trabalhadores de saúde, portanto nós tínhamos aqui anunciado, pelo governador João Doria, a vacinação dos profissionais de saúde a partir de segunda-feira. Nós estamos, portanto, antecipando para este sábado, no dia 10 de abril. Sobre esse tema, nós vamos ouvir o nosso secretário, Rossieli Soares, que também vai dar detalhes sobre o início, a partir de segunda-feira, na fase vermelha, de novas atividades escolares, o esforço do Governo de São Paulo de priorizar e declarar, de maneira objetiva, a essencialidade da educação. Então, Rossieli vai apresentar de que forma nós faremos isso na rede pública e as sugestões para a rede privada. E o terceiro anúncio também é que nós vamos adiantar a vacinação de pessoas com mais de 67 anos, antes anunciada no dia 14 de abril, agora anunciada a partir de segunda-feira, também a Dra. Regiane, que é a presidente do nosso programa estadual de imunização, dará detalhes sobre isso. Teremos também a apresentação, pelo nosso secretário Marco Vinholi, do ranking dos municípios que mais vacinam em São Paulo. É fundamental a transparência nos dados, a transparência nos números, e o nosso secretário Vinholi fará essa apresentação. E também a atualização dos dados da pandemia aqui de São Paulo, pelo nosso secretário Jean Gorinchteyn. Portanto, eu passo a palavra, nesse momento, ao nosso secretário de Educação, Rossieli Soares, para falar sobre a continuidade da volta às aulas e a vacinação dos profissionais de educação.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Obrigado, Rodrigo Garcia, boa tarde a todos. Então, falando desse retorno à fase vermelha, mas antes falando rapidamente sobre vacinação. Nós temos uma antecipação. A vacinação prevista para os professores, para o dia 12, antecipada para amanhã. Então, nós já estamos iniciando a vacinação de professores, neste dia 10 de abril. Pode passar, por favor. Então, nós começamos, isso é um trabalho importante feito aí pela Secretaria de Saúde, pela equipe que cuida do plano de imunização, agradecendo muito aí ao Jean e à Regiane, à toda a equipe da saúde, o suporte. Nós já temos, neste momento, 465 mil cadastros da educação realizados. Lembrando que é um cadastro diferente, é um cadastro mais completo, com muito mais informações, para um processo de validação. Então, o nosso cadastro na primeira etapa, 465 mil, sendo que, destes, 279 mil são público-alvo deste momento, ou seja, mais de 47 anos, dentro da atividade, da função que está permitida a vacinação. Na etapa 2, ou seja, destes cadastros, eles precisam passar por uma validação. Então, o diretor da escola e o secretário da escola fazem uma validação, dizem: Realmente, esta pessoa trabalha na escola, ela não está afastada. E a partir desta validação é que nós enviamos a confirmação. Então, confirmados, já com esta validação, 153 mil, QR Codes já enviados e entregues às pessoas. E lembrando a todas as pessoas: Façam o seu cadastro, a todos, façam o seu cadastro, no vacinaja.sp.gov.br/educacao, é fundamental, escolas estaduais, municipais e privadas. Especialmente chamo a atenção, escolas municipais e privadas, para se atentarem ao processo de validação. Estamos tendo o trabalho sempre de estar junto com eles, tirando as dúvidas, sempre que possível. Pode passar. Esse aqui, só pra deixar claro, este é o documento que vai ter que ser apresentado, ele tem estes elementos: o nome da pessoa, o CPF, com a data de nascimento e um QR Code, que fica, na verdade, abaixo dessa informação, justamente este documento, junto com o documento com foto, deve ser levado no dia da vacinação para comprovação. Pode ser digital como pode ser impresso. Se não tiver recebido este documento, com QR Code, não poderá ser vacinado. Por isso, o processo de validação precisa ser feito pelos diretores das escolas, pelas equipes das escolas. Então, todos os diretores responsáveis precisam estar validando seus cadastros. Pode passar. Educação é essencial, a gente já tem um decreto, aqui do Governo do Estado, estamos falando sobre isso a todo tempo. Mesmo na fase emergencial agora nós não fechamos nossas escolas, atendemos centenas de milhares de pessoas, com alimentação, com uso de equipamento, com uso de espaços para quem precisa. Nós vamos continuar. E agora, obviamente, também avançando um pouco mais. Pode passar. Lembrando que tem um estudo importante, da Universidade de Zurique, especialmente sobre São Paulo, sobre a volta às aulas, às atividades, desde o ano passado. Esse estudo foi publicado há poucos dias atrás, falando que a reabertura das escolas não afetou o ritmo da pandemia aqui nas cidades paulistas. E, obviamente, tem um estudo fundamentalmente importante, porque a gente fala muito pouco dos prejuízos, que há um índice de aprendizagem, que pode retroceder até quatro anos, com a suspensão das aulas presenciais. Isso é fundamental que a gente destaque. Pai e mãe: a perda, para o seu filho, é gigantesca. Nós temos que ter, sim, prioridade. Estamos vacinando professores, estamos com as escolas preparadas, precisamos, sim, estar presencialmente com as nossas crianças. Pode passar. Especialmente as que mais precisam. Então, lembrando qual é a regra da fase vermelha: Não tem a obrigatoriedade da frequência presencial. Então, o pai e a mãe que ainda não se sentir seguro, não precisa ir levar o seu filho, obrigatoriamente. É até 35%, como era também na fase emergencial, permanecemos com o limite de até 35%. As escolas estaduais reabrem no dia 14 de abril, com... Na verdade, continuam abertas, mas vão trazer um outro público a partir do dia 14 de abril, com atendimento com aula, propriamente dito. Então nos dias 12 e 13 de abril devem ser aproveitados para a gente fazer uma orientação, comunicação, conversar com as famílias, orientar, reorganizar as nossas bolhas de atendimento. Lembrando que a gente tem uma organização por ciclo, cada semana vai nessa fase um grupo de alunos participando. E lembrando que na rede estadual nós vamos estar focados aqui em alunos com severa defasagem de aprendizagem do aprendizado. Alunos com dificuldade de acesso à tecnologia, como a gente manteve inclusive isso na fase emergencial. Alunos com necessidade de alimentação escolar, também mantido na fase emergencial, permanece aqui. Aliás, para todos os alunos que forem para a escola permanecerá, e alunos que tem necessidade de alimentação escolar poderão ir todos os dias à escola, como está autorizado também nesse momento. E alunos cujo os responsáveis trabalha em serviços essenciais, é importante que a gente dê suporte sim aos trabalhadores da área da saúde, os seus filhos também precisam, e eles, muitas vezes, não estão podendo estar lá para ajudar os seus filhos. E alunos com saúde mental sobre risco. Nós temos um mapeamento, crianças com alto grau de ansiedade, depressão, suicídio. E é importante que a gente tenha nesse mapeamento a prioridade de atendimento. Então a partir de segunda-feira as escolas já podem estar abertas, inclusive as estaduais que já estiverem organizadas e comunicadas com as famílias, poderão já ter essas atividades a partir de segunda-feira, e também recomendamos que as crianças menores sejam privilegiadas, digo da educação infantil e da alfabetização, porque as perdas são incomensuráveis. Educação é uma prioridade, tem que ser tratada como uma prioridade, e a sociedade aqui em São Paulo precisa ter clareza de que o que nós estamos perdendo não será recuperável, como as pessoas pensam, está na hora sim de as nossas crianças terem oportunidade de terem acesso à educação como direito maior. Muito obrigado, boa tarde, a todos.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Então a vacinação dos trabalhadores de educação já antecipada para esse sábado, e o retorno gradual aí às aulas a partir de segunda-feira. Lembrando que as escolas de São Paulo não fecharam nesse período emergencial, ficaram abertas para alimentação dos alunos, e principalmente para aqueles alunos que tinham déficit de aprendizagem em reforço escolar. Sobre a antecipação agora da vacinação para as pessoas de 67 anos e a situação da vacinação em São Paulo, doutora Regiane de Paula, coordenadora do nosso programa de imunização.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, vice-governador. Boa tarde, a todos e todas. Então como já foi dito, o cronograma dos profissionais da educação a partir de 47 anos, ele foi antecipado para o dia 10 de abril, que corresponde a 350 mil pessoas, e no dia 12 de abril nós também estamos já antecipando o que seria 67 anos, para o dia 14. Então do dia 14 de abril estamos antecipando para o dia 12 de abril, 350 mil pessoas. 65 e 66 anos, continua no dia 21 de abril, 760 mil. Estamos trabalhando durante essa semana com os profissionais da segurança pública, que iniciou no dia 5, e a vacinação continua em ritmo muito acelerado, provavelmente até segunda-feira, profissionais da segurança pública também devem encerrar a campanha de vacinação. Mais de 90% das grades recebidas já estão encaminhadas e estão sendo vacinadas à população alvo, tanto de D1 quanto de D2. Nós temos então essa segurança. O nosso vacinômetro nesse momento ele está em 7.393.483 milhões de doses aplicadas, sendo que de primeira dose 5.325.506 milhões, e de segunda dose, o que significa um esquema vacinal completo, 2.067.977 milhões de pessoas completaram o seu esquema vacinal nesse momento no Estado de São Paulo, de acordo com o nosso vacinômetro. Ele acabou de virar novamente, então ele é contínuo, um processo que tem avançado e que mais de 90% das doses enviadas estão aplicadas. Então isso é muito importante ressaltar. E fica aqui o nosso agradecimento, obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutora Regiane. Deixando claro, portanto, que São Paulo não tem vacina em prateleira, sai do Butantan, entra no caminhão, vai na distribuição e da enfermeira para o braço da população de São Paulo. 93% das vacinas disponíveis foram já aplicadas no nosso Estado. Para uma iniciativa importante também na área da vacinação eu peço a palavra do nosso secretário Marco Vinholi, que apresenta o ranking de vacinação dos municípios do Estado de São Paulo. Por favor, Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Boa tarde, a todos. São Paulo vem superando desafios ao longo da pandemia, assim com a produção da vacina, que faz oito em cada dez vacinas aplicadas no Brasil aqui no Butantan. O governador João Doria tem visitado Postos de Saúde, mobilizando para essa vacinação. São 93% das vacinas recebidas aplicadas aqui no Estado de São Paulo. O Estado que mais vacina no Brasil em números absolutos. E um grande desafio em parceria com os municípios. Portanto, hoje nós temos 587 municípios do Estado de São Paulo que já aplicaram mais de 80% das vacinas recebidas. Portanto, o ranking apresentado aqui, que pode ser verificado através do site vacinaja.sp.gov.br, em uma atualização em tempo real, diariamente nós vamos ter a evolução desses dados, e apresenta dentro disso os dez municípios que mais aplicaram no Estado de São Paulo, Santa Cruz da Conceição, Flora Rica, Pedrinhas Paulista, Ribeirão dos Índios, Mesópolis, Piquerobi, Ouro Oeste, Cruzália, Ribeirão Bonito e Duartina. E também a gente consegue verificar aqueles que tem uma maior dificuldade, são os municípios de Piquete, Orlândia, Sagres, Piedade, Votorantim, Vargem, Ibiúna, Cotia, Batatais e Jardinópolis. Nós estamos diariamente mobilizando esses municípios, eles têm feito uma atuação importantíssima, a imensa maioria tem conseguido através desse processo de vacinação imunizar rapidamente a sua população. E nós vamos passando aqui com transparência essa evolução ao longo dos dias. É fundamental que a gente possa seguir mobilizados, prefeitos, Governo do Estado, equipes de saúde, para poder o mais rápido possível imunizar a população do Estado de São Paulo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Eu peço à equipe que volte naquela tela inicial, que eu também fiquei com uma dúvida, e a doutora Regiane aqui nos esclarecesse. A primeira tela apresentada pelo secretário Vinholi. Aí. Nós vemos que o primeiro município, 111,38%, ou seja, mais aplicação do que doses destinadas oficialmente, e a doutora Regiane me explicava que muito dos frascos, e nós já falamos com esse tema aqui com os Dimas Covas, tem lá dez doses, e muitas das enfermeiras, dos aplicadores de vacina conseguem extrair mais do que dez doses do mesmo frasco. Então não existe erro no número, e sim eventualmente uma otimização nessa questão das aplicações. Então é um esclarecimento que a doutora Regiane faz, se tiver mais algum esclarecimento, depois a imprensa pode fazer questionamentos. Mas é uma iniciativa importante do Estado, para que a gente tenha uma saudável corrida para a vacinação, para que a gente tenha o controle social, a população nos ajude a fazer o controle das doses distribuídas, das doses vacinadas, porque todos tem pressa em se vacinar. E para a última apresentação de hoje eu quero passar a palavra ao nosso secretário Jean Gorinchteyn, que vai justamente atualizar os números da pandemia aqui no Estado de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Boa tarde, vice-governador. Boa tarde, a todos. Vamos hoje estar trazendo os dados do dia, por favor, a primeira tela. Tivemos só um probleminha técnico, mas de toda forma, nós estamos na décima quarta semana epidemiológica do ano de 2021, estamos sequencialmente, todos os últimos dias apresentando queda nas taxas de internação. Tivemos nessa última semana uma queda de 17,7% nas taxas de internação como um todo, seja de enfermaria de UTI, e de 0,5% diariamente para as internações nas Unidades de Terapia Intensiva. Fruto direto das medidas que foram tomadas tanto da fase vermelha, quanto também do faseamento emergencial, fazendo com que a restrição de pessoas e serviços também diminuísse e impactasse a circulação do vírus. Hoje São Paulo já contabiliza 2,618 milhões de casos, infelizmente, 81 mil pessoas, 81.750 mil pessoas perderam as suas vidas. As taxas de ocupação nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva no Estado de São Paulo estiveram em 88,3%, e na grande São Paulo, 87,2%. Atentem que na quinta-feira da semana passada nós tínhamos 13.500 mil pessoas internadas nas Unidades de Terapia Intensiva, com uma taxa de ocupação que chegava próximo a 93%. Hoje o número de internados nas Unidades de Terapia Intensiva está 12.681 mil pessoas. E o índice de isolamento mantendo-se na faixa entre 42% e 44%, agora na quarta-feira, fazendo com que isso tenha uma repercussão bastante positiva para o nosso plano. Quero só ressaltar que além de todos os procedimentos de ampliação de número de leitos que foram ocasionados nos últimos 90 dias, mas especialmente agora no mês de março, nós continuamos sob à liderança do governador João Doria, ampliando o número de leitos. Estaremos amanhã fazendo a inauguração do Hospital Santa Cecília, o tão esperado hospital de campanha, em uma unidade estruturada de um antigo hospital, que está sendo iniciada as suas instalações, e a partir do domingo estará também recebendo pacientes de COVID-19, tanto nas unidades de enfermaria, como também nas Unidades de Terapia Intensiva. Muito obrigado, governador.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Jean. Vamos agora às perguntas dos jornalistas já previamente inscritos, o primeiro a fazer a pergunta é a Maira, da Rádio e TV Bandeirantes.

MAIRA, REPÓRTER: Bom, boa tarde, a todos. Minha pergunta é em nome dos comerciantes, eu recebi muitas mensagens esses dias, porque, afinal de contas, é um período longo que eles estão de portas fechadas, sem atendimento presencial. E agora a gente sai da fase emergencial, mas continua na fase vermelha, onde a maior parte do comércio e dos serviços continua fechado para o atendimento presencial. Então eu queria perguntar quais as perspectivas, as expectativas, as projeções do Governo de São Paulo, para dar uma previsibilidade para eles, para quanto tempo eles vão precisar segurar as pontas mais, enfim, quanto que a gente deve ter a reabertura aí desses setores. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR: Obrigado, Maira. Eu vou passar justamente aqui para a equipe de médicos falar um pouco sobre projeção, pedir para o doutor Paulo Menezes, que é presidente do centro de contingência, fala a esse respeito.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, vice-governador. Boa tarde, Maira. Nós prevemos que esse progresso que nós teremos infelizmente assistido, especialmente nas últimas duas semanas, vá prosseguir, inclusive porque como você mencionou, agora nós temos uma fase vermelha, mas que traz junto àquelas medidas da fase emergencial que nós vimos que contribuíram para melhorar o isolamento social. Isso aí persistir. E nós temos uma projeção de que possivelmente no final do mês na transição entre abril e maio nós consigamos ter indicadores que permitam, pelo menos, algumas regiões avançar para uma situação de fase laranja. Então a depender aí da evolução. Mas essa é a projeção que a gente tem hoje a partir do que nós estamos observando.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maira, eu vou complementar, nós temos três pilares aí no controle da pandemia, a vacinação, as medidas restritivas, né? E ao lado disso a retaguarda no número de leitos. É importante destacar o que está sendo feito hoje, a saída da fase emergencial para a fase vermelha libera lojas de material de construção civil, e libera algo que tem sido fundamental e foi um aprendizado nessa pandemia, que é o chamado [Ininteligível], nós temos o drive-thru, nós temos as entregas, e as retiradas como uma forma de conseguindo controlar o isolamento social, você ter atividade comercial funcionando. Então na fase vermelha o [Ininteligível] volta a ser permitido em todo o comércio, e isso vai de alguma maneira já preparando a volta das atividades comerciais. O que o Governo do Estado de São Paulo não quer é avançar e ter que retroceder. Portanto, toda segurança com dados, com número, com a ciência, para que a gente tenha uma retomada cuidadosa para a volta das atividades comerciais. E lembrando que pessoas mortas não consomem, Maira. Então a preservação de vidas é sim o melhor caminho para preservar a economia no Brasil e no mundo. Vamos à próxima pergunta, também essa online, peço que coloque então a Beatriz Jucá, do El Pais, em tela. Pois não, Beatriz, a sua pergunta.

BEATRIZ JUCÁ, REPÓRTER: Boa tarde, vice-governador. Boa tarde, a todos. O Governo decidiu relaxar as medidas restritivas, mas a taxa de ocupação ainda é muito alta, de quase de mais de 88%. Apesar do ritmo de internação começar a cair. Essa redução ela está consolidada o suficiente para que aconteça um novo repique em algumas semanas? Como é que vocês têm avaliado isso?

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, Beatriz, eu vou pedir para o doutor Gabbardo fazer um comentário à resposta, mas discordar um pouco de você. Nós não estamos entendendo isso como um relaxamento, nós estamos entendendo isso como um avanço em relação às medidas emergenciais que nós tínhamos na fase emergencial. As medidas elas são tomadas com base nos dados, na ciência, mas principalmente nas projeções. Se vocês observarem quando nós tomamos as medidas da fase vermelha, e depois da fase emergencial, nós já antevíamos o crescimento que estava por vir, e essas medidas tem o objetivo de diminuir esse crescimento. Agora, ao mesmo tempo em que a gente anuncia o retorno muito gradual de algumas atividades, nós já também estamos olhando algumas semanas à frente, a diminuição. Então eu não chamaria isso claramente de um relaxamento, mas quero ouvir o comentário técnico do doutor Gabbardo, nosso médico do centro de contingência.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, vice-governador. Boa tarde, a todos. Então, eu quero retomar esse ponto em que nós saímos da fase emergencial para a fase vermelha, mas incorporamos na fase vermelha várias recomendações que estavam na fase emergencial, por entender que elas são importantes nessa transição que nós estamos passando nesse momento. A transição que a gente tem hoje é nós já teremos redução do número de casos, temos redução do número de internações, mas infelizmente ainda temos, e isso realmente sabíamos que ia acontecer, a nossa previsão é que a redução do número de óbitos só deva acontecer após na segunda quinzena do mês de abril, após o dia 15. Não entendemos que sair da fase emergencial para a fase vermelha coloque em risco todo o trabalho feito até o momento, absolutamente, nós vamos continuar na fase vermelha, vamos continuar com as medidas de restrição, que são bastante rígidas, e ainda estamos incorporando medidas adicionais que estavam contempladas na fase emergencial. Portanto, essa expectativa ou essa possibilidade de que com essa progressão para a fase vermelha, possa colocar em risco que nós tivemos de benefício até o momento, não acredito, pelo contrário, nós vamos continuar nessa escalda de redução de casos, e possivelmente nos próximos dias a gente possa sair, pelo menos, em alguma das regiões, da fase vermelha. Essa é a nossa expectativa. Quando isso vai acontecer? Essa pergunta de quando é que a gente pode ter a volta de determinados setores econômicos funcionando, tudo vai depender dos indicadores, tem um indicador fundamental que é a questão da nossa capacidade de atendimento aos pacientes, a ocupação de leitos de UTI, ela está caindo, estávamos com mais de 92%, hoje estamos com 87%. Essa redução na nossa capacidade de ocupação de leitos será fundamental para a tomada de decisão. Então o centro de contingência continuará analisando os dados, esses indicadores, e achamos que todo o trabalho feito até o momento está dando resultado, e nós esperamos ter continuidade nesses números, nesses avanços que nós estamos tendo. Obrigado, governador.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. vou pedir também um comentário do doutor Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Importante lembrar que o fato de nós termos a fase vermelha é uma fase vermelha mais rígida do que a fase vermelha que nós tínhamos ou estávamos habituados a tê-la. Isso mostra a importância, a segurança do Governo do Estado de São Paulo de atender todos os modelos e regras sanitárias, além de todas as fiscalizações que vem acontecendo de forma bastante austera, para garantir que nós possamos manter o nosso sistema de saúde protegido, e dessa forma proteger a saúde da nossa população.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Acho que para resumir, né, Beatriz? Ir para a fase vermelha não significa que nós estamos saindo de um momento da emergência da pandemia, a população não pode baixar a guarda, e nós contamos com isso, com a colaboração de todos. Vamos para a terceira pergunta, que é do André Rernan, que é o Globo Esporte.

ANDRÉ RERNAN, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, a todos. Minha pergunta é específica sobre o Campeonato Paulista, com toda essa liberação, com toda a segurança que os setores citaram aqui agora, essa liberação ela já vale para o final de semana, a gente já pode ter jogos do Campeonato Paulista nesse final de semana? Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, como o doutor Medina não está aqui, vou pedir para a minha colega torcedora do Santos, a Patrícia, poder responder, porque Corintiano aqui não fala hoje, ok? Brincando. Mas a Patrícia, junto com o doutor Medina pela manhã, e com a equipe médica, dialogou com o Ministério Público, a Federação Paulista de Futebol, e tem detalhes para você, André.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, vice-governador. Eu queria inclusive aproveitar para reforçar um ponto que é muito importante, a fase vermelha não é uma fase de flexibilização, da forma que a gente está falando tá parecendo que a gente está fazendo um grande avanço, e é importante não confundir a população nesse momento. Nós ainda estamos em um patamar muito elevado de internações, de casos. Tivemos uma grande conquista, fruto do esforço da população, mas estamos em fase vermelha. Com relação a esportes, além de ser torcedora do Santos, com muito amor aqui, a gente teve uma discussão muito grande, e eu queria lembrar também que como foi feita a restrição de esportes, foi, na verdade, uma recomendação do Ministério Público, então houve um trabalho com o Ministério Público, novamente, a Federação Paulista de Futebol, várias outras federações de esportes profissionais, para que se fosse estabelecido um padrão de protocolos muito mais rígidos. Destacando especial protocolos de testagem. E um outro ponto de distribuição muito importante entre eles, foi também o horário em que os campeonatos profissionais podem ser realizados depois das 20h, exatamente porque o toque de recolher é nesse horário, para evitar aglomerações, são campeonatos profissionais sem torcida. E isso já pode ser realizado a partir de amanhã.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: É isso, André, nós não estamos dando nenhum jeitinho aqui em relação às partidas de futebol, nós tivemos mesmo na fase emergencial, mesmo na fase vermelha, uma recomendação do Ministério Público, que nós acatamos, e essa recomendação deixou de existir a partir do dia de ontem, diante de um novo protocolo da Federação Paulista de Futebol. Então pode a partir de amanhã, a partir de hoje ter jogos, nesse horário, justamente que a Patrícia colocou, que foi uma observação também do centro de contingência, para evitar aí o acúmulo de aglomerações. Nós não vamos rasgar o plano São Paulo, o plano São Paulo é a nossa bússola, é ele que nos trouxe até aqui, e é através dele que nós pretendemos ter uma saída segunda da pandemia aqui o Estado de São Paulo. Obrigado, André. Vamos à quarta pergunta de hoje, que é da Bruna Macedo, que é da CNN. Bruna, sua pergunta, por favor.

BRUNA MACEDO, REPÓRTER: Boa tarde, vice-governador. Boa tarde, a todos. Eu vou voltar à questão do comércio, porque algumas questões não ficaram claras para mim, eu acho que precisa ficar muito claro para quem está vendo a gente em casa. No slide que foi apresentado, inclusive estava escrito que essas medidas valiam para todo o comércio, para o setor de alimentação e para o comércio em um geral. O que significa esse take-away, por exemplo, nas lojas? Estava escrito também a palavra shopping. O take-away no shopping vai funcionar, isso significa que as lojas vão reabrir nos shoppings, para que as pessoas irão, enfim, buscar os seus produtos? Como é que fica essa questão? Acho que ficou muito por cima. Eu não entendi, existe chance de quem está ouvindo a gente também não ter entendido. Eu queria um pouco mais de clareza nesse sentido, obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruna. A gente só traz aqui as mudanças, e, às vezes, não repete o que já está e vigor. Eu vou pedir para a Patrícia Ellen fazer esses esclarecimentos a você.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: É um ótimo ponto, e é importantíssimo ficar claro. Na fase vermelha o grande objetivo é evitar a circulação de pessoas, aglomerações em espaços de risco e ambientes fechados. Então o cliente ele não pode ir até a loja provar roupas, por exemplo, ficar dentro do espaço. Mas nós nunca determinamos o fechamento das lojas durante a fase vermelha, muito pelo contrário, porque as pessoas precisam faturar e vender seus produtos, eles mantivéramos funcionários trabalhando, grande parte do comércio, com três modalidades durante essa fase, um modelo de entrega, o delivery, então eles têm o sistema de entregas para os seus clientes, o modelo do drive-thru, onde você pode chegar de carro, moto ou na porta a pé para a retirada, e exatamente esse é o modelo da retirada que é permitido também. E ir até o local, retirar sem ficar dentro do local, no ambiente que é aí que a contaminação acontece. Isso vale para lojas, vale para bares e restaurantes, vale para padarias, para todos os serviços que envolvem fluxo de mercadorias, de comida. Esse era exatamente o regimento da fase vermelha anteriormente, ele permanece como era, ressaltando esse ponto de que ter a loja funcionando, para que os produtos sejam entregues, há sim a proibição de circulação de pessoas dentro desses estabelecimentos... Acho que a Bruna tem uma dúvida ali ainda para esclarecer.

BRUNA MACEDO, REPÓRTER: O shopping, como é que fica essa questão nos shoppings? Não pode ficar dentro do shopping, mas pode ir até o shopping retirar a sua roupa, o seu sapato?

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Isso. Muitos shoppings eles estruturaram o seu modelo de retirada, cada um fez de uma forma, alguns fizeram o espaço para drive-thru, outros estão operando somente com drive-thru e delivery. Então eles organizam dessa forma, para que as lojas possam fazer a entrega dos seus produtos com os seus clientes. Mas entrar na loja para consumir, dentro de um shopping, está proibido.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, Bruna, take-away é take-away, retirara é retirada, as lojas elas operam, mas elas não estão com as portas abertas. Em regra, na questão dos shoppings, eles fazem basicamente nos seus estacionamentos, enfim, esquemas de entregas. Nós já tivemos essa experiência no passado, isso não é novo. E nós esperamos que continue assim, vamos fiscalizar, vamos acompanhar como que vai o andamento do take-away. Vamos para a próxima pergunta, que é do Lucas Teixeira, do UOL, por favor, Lucas, sua pergunta.

LUCAS TEIXEIRA, REPÓRTER: Boa tarde. Olhando agora esse anúncio, e pelo o que o Governo indicou, a gente está conseguindo a desaceleração que era esperada com essas fases mais restritivas, né? Eu queria entender quais são os dados que vocês consideram mais positivos, que falam: "Olha, a gente está focando isso aqui". Para quem é leigo, porque quando a gente fala com a população, e quando você olha, teve agora, teve de novo, recorde de morte, e as pessoas falam: "Mas como está melhorando se está tendo recorde de morte?". Então eu queria que falasse que dados estão olhando para falar: "Olha, a gente precisa prestar atenção nisso aqui", porque mortes tem toda a história do represamento, enfim. E até quando, e quando vocês acham que, de fato, vai ter a curva para baixo? Quando vai ser, caso as coisas continuem como estão? Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou pedir, Lucas, para o nosso Paulo Menezes, coordenador do centro, falar, para que a ciência responda essa sua pergunta, e pedir também para que o pessoal fique atento aí se o Paulo precisa apresentar alguma tela que foi apresentada aqui de dados e números. Pois não, Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, vice-governador. Talvez aquele gráfico de internações por semana epidemiológica ajude a gente a entender melhor essa situação. Se for possível. Não, não tem mais, tá ok. Muito bem. Então nós trabalhamos com os indicadores do plano São Paulo, que é internações por 100 mil habitantes, o número de casos novos por 100 mil habitantes, óbitos por 100 mil habitantes, taxas de ocupação, e também os números médios desses três indicadores, por semana epidemiológica, que tem sido aqui mostrada em todas as coletivas. O número de internações, casos novos, é o que mais representa o que está acontecendo no momento, porque ele não tem atraso entre a informação chegar, o atraso é de um a dois dias, a informação chegar. O número de casos novos tem um atraso um pouco maior, por conta do tempo entre o atendimento do paciente, a notificação entrar no sistema para estar disponível nos bancos de dados. Aqui está o gráfico de novas internações. Então esse gráfico mostra claramente que a partir da semana 12, nós começamos a ter já uma redução progressiva de novas internações, ela é mais intensa nas internações de enfermarias, mas também já estamos observando uma redução a cada dia no número de pacientes internados em UTI. Então esse é um indicador forte. Também vimos já nessa semana, uma redução no número de casos confirmados, o que indica que... Porque as internações são decorrentes da infecção. Então, primeiro nós temos os casos confirmados, depois temos as internações. Mas como o sistema de informação, eles são distintos, nós olhamos muito para as internações. Além disso, também olhamos para os óbitos. Nós estamos vendo ainda, sim, um aumento progressivo de óbitos, infelizmente, porque o óbito é o desfecho mais trágico e mais tardio de alguém que foi infectado pelo vírus. Nós ainda esperamos continuar com um número alto de óbitos, mas já começamos a observar o impacto da vacinação particularmente dos grupos etários mais idosos, que proporcionalmente já começa a representar menos do que representava no início. Então, isso vai prosseguir, de forma que, nas próximas, eu acredito que nas próximas duas semanas, nós vamos, para óbitos, também começar a ver uma melhora desses indicadores.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo. Quero também ouvir o comentário do Dr. Jean, nosso secretário de Saúde.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Foi muito bem colocado pelo Dr. Paulo Menezes o fato do nosso índice maior ser a internação. Ele mostra a dinâmica da epidemia naquele momento, o quanto as pessoas estão ficando doentes e estão internando, frente à doença. Quando nós olhamos o número de óbitos, que salta aos olhos, esses óbitos, infelizmente, são absolutamente verdadeiros, mas o numerário, ele não reflete a data daquele momento. Por exemplo, no sábado, nós tivemos um aporte de 200 notificações, lembrando que nós tivemos aí o feriado da sexta-feira da semana anterior. E gradualmente esses números de mortes, que não haviam sido considerados, eles foram aportados ao longo dos dias, por isso números que realmente saltam ainda mais aos olhos, e elevam a média móvel de mortes daquela semana, mas não refletem a realidade. Estamos melhorando, estamos mantendo uma fase emergencial, já para uma fase vermelha, mais dura, estamos mantendo ainda a nossa ótica, o nosso olhar de absoluta segurança nos índices da saúde.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: São vários dados, né, Lucas? Nós tivemos esses 17% na última semana, isso significa 60 leitos a menos por dia sendo ocupados, entre entradas e saídas. Há duas semanas atrás, nós estávamos com o aumento de 200 leitos por dia, entre entrada e saída. Então, nós estamos tendo uma diminuição na última semana, muito segura, na ocupação desses leitos. Olhamos o nosso sistema de referência, o CROSS, que também diminuiu a pressão nas últimas semanas. Então, são todos esses dados que a ciência usa para tomar decisões, no momento adequado. Vamos à última pergunta, que é da Daniela Gemniani, que é da TV Globo, GloboNews. Pois não, Daniela, sua pergunta.

DANIELA GEMNIANI, REPÓRTER: Boa tarde, vice-governador, boa tarde a todos. Eu gostaria que o Dr. Jean comentasse o protocolo, o documento que foi divulgado hoje pela Associação Médica Brasileira, sobre a triagem dos pacientes para irem para a UTI. E queria só esclarecer um dado, rapidamente, do Dr. Gabbardo, do Twitter, do último sábado, falando que foram registradas 818 novas entradas de pacientes em UTI e 851 saídas. Desses casos que saíram da UTI, eles saíram porque tiveram alta, saíram porque acabaram falecendo? Só para esclarecer esse número pra gente. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Pois não. Dr. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Daniela, não fui apresentado a esse protocolo, mas todas as vezes que nós indicamos a internação nas unidades de terapia intensiva, essa indicação é absolutamente clínica, são critérios de gravidade, onde nós vamos avaliar exatamente quem são aqueles pacientes que precisam uma unidade mais complexa, seja porque associada à necessidade de intubação orotraqueal esteja, ou seja, a ventilação mecânica, o aparelho, necessitem drogas, que nós chamamos drogas vasoativas, necessitem hemodiálise... Então, todos esses dados sempre vão prevalecer para a indicação de uma unidade de terapia intensiva. Nós sempre reforçamos que todos os pacientes que, mesmo que estejam no aguardo de uma regulação do nosso sistema CROSS, que é o nosso sistema de regulação, eles já recebem a atenção, já nas unidades, as unidades de pronto-atendimento e especialmente nas unidades básicas de saúde, ou aqueles que estejam de forma crítica, nessas unidades básicas, são imediatamente transferidos para uma unidade com uma assistência ainda maior. E com isso nós podemos e pudemos, através de todas as medidas que foram instituídas no planejamento, no enfrentamento da pandemia, e especialmente nessa segunda fase, o aumento do número de leitos, a preocupação não só com distribuição do oxigênio, a logística de cilindros, a preocupação com medicamentos, principalmente de kits intubação, garantindo assim a assistência à saúde, a assistência à vida.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Também uma observação do Dr. Gabbardo, sobre essa pergunta, Daniela.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Sobre essa questão da alta das UTIs, a alta da UTI pode ocorrer em três situações: a mais comum é o paciente que melhora, ele sai da UTI, vai para a enfermaria, para depois ir para sua residência, ter alta hospitalar; a segunda possibilidade, o paciente está na UTI, ele tem uma melhora tão substancial, que permite que ele possa sair diretamente da UTI para sua residência, não é comum isso acontecer; a terceira possibilidade é o paciente que tem alta por óbito. Então, são as três possibilidades existentes, para quando a gente diz, quando a gente fala em saída da UTI ou alta da UTI.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Também um comentário do Dr. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Só para acrescentar que hoje nós temos uma letalidade de UTI no Estado de São Paulo de cerca, de menos de 30%, então, pelo menos, daquele número que você perguntou, a gente pode dizer que pelo menos 70% desse número foram altas que as pessoas melhoraram.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Com essa última resposta, eu quero agradecer a presença de toda imprensa, de toda a equipe aqui presente, e dizer, portanto, que a partir de segunda-feira, dia 12 de abril, São Paulo avança para a fase vermelha do Plano São Paulo, medida essa que vale até a próxima sexta-feira. Muito obrigado, um bom final de semana a todos.