Coletiva - Governo de SP anuncia R$ 50 milhões para infraestrutura na Baixada Santista 20200503

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Coletiva - Governo de SP anuncia R$ 50 milhões para infraestrutura na Baixada Santista

Local: Capital - Data: Março 05/03/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E, antes de novas informações, e também de atender as perguntas dos jornalistas, eu queria transmitir também minha solidariedade aos prefeitos que estão aqui ao meu lado, a Valter Sulman, prefeito do Guarujá, cidade mais afetada, mais vulnerabilizada pela intensidade das chuvas, pelos deslizamentos, pelas mortes, pelos desaparecidos e pelos desabrigados, portanto a minha irrestrita solidariedade, além dos gestos que nos cabem por obrigação contribuir e ajudar a sua cidade. Também o prefeito de São Vicente, o Pedro Gouvêa, também a você, chega um pouquinho para cá, pra ficar mais perto da mesa, se for possível, minha solidariedade também a você e a população de São Vicente, aos familiares de duas pessoas, que perderam a sua vida na sua cidade, nós temos um desaparecido, três desabrigados em São Vicente. Ao Paulo Alexandre Barbosa, Paulo Barbosa, aqui à direita, Paulo, minha solidariedade também a você, a população de Santos, e em especial as três vítimas, que perderam suas vidas, aos familiares das três vítimas que perderam suas vidas em Santos, nós temos três desaparecidos, e 150 desabrigados em Santos. Também o prefeito de Peruíbe, que não está aqui conosco, nós temos 102 desabrigados em Peruíbe, felizmente não há mortes, não há desaparecidos, mas também a nossa solidariedade ao prefeito de Peruíbe. Encontra-se aqui também, todos unidos em torno de uma causa e solidariedade, o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, Mourão que tem ajudado [ininteligível], ajudar as pessoas e contribuir com o que é possível para ignorar os efeitos desta [ininteligível]. Agradecer também a presença de dois deputados estaduais, o Caio França, que eu cumprimentei logo ao chegar. É, tá sentado logo aqui, aqui, obrigado. Filho do ex-governador Marcio França, Caio, obrigado por estar aqui conosco, Paulo Correia Júnior, também deputado estadual, que eu cumprimentei, também deve estar aqui, Paulo, obrigado por estar aqui ao nosso lado. E mencionando que aqui à mesa estão o Coronel Nyakas, que é o chefe da Casa Militar, tá aqui, perdão, e também é o nosso secretário e coordenador estadual da Defesa Civil, já está aqui há três dias e três noites, por orientação nossa, e aqui ficará até que todo esse processo seja concluído. A Celia Parnes, que tá aqui ao meu lado, secretária de Desenvolvimento Social. Coronel Max Mena, que é o comandante do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, queria, tá aqui, Max, queria aproveitar, Coronel Max, que tá aqui desde anteontem, ontem nós tivemos a reunião do conselho de segurança, o senhor não pode participar, exatamente porque estava aqui quase que trabalhando 20 horas, com a sua equipe, initerruptamente, praticamente, pra socorrer, em busca dos desaparecidos, queria agradecer muito ao Corpo de Bombeiros, e transmitir a minha solidariedade pelos dois cabos que perderam a sua vida aqui salvando vidas, meu sincero sentimento e minha solidariedade. Quero também registrar, Coronel Rogério, que é o comandante de policiamento do interior e aqui da Baixada Santista, muito obrigado pela presença, também quero cumprimentar a Polícia Militar do Estado de São Paulo, trabalho exemplar com a equipe de solo, com os águias, com a Dronepol, com a inteligência da polícia, não apenas para socorrer, atender, mas também proteger as pessoas e proteger o patrimônio das pessoas, sejam as afetadas diretamente pelas chuvas e pelos desabamentos, sejam aquelas que residem em centros, Guarujá, São Vicente, Peruíbe, nas demais cidades aqui da Baixada. Também da Polícia Civil, Manoel Gatto Neto, que é o diretor da Deinter, que está aqui conosco. Manoel, obrigado por estar aqui, obrigado também por todo apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo, de forma ininterrupta ao longo destes dias e pelo tempo que for necessário. Queria também fazer um agradecimento a Tecnogera, uma empresa privada, em nome da qual eu também quero agradecer inúmeras doações que foram recebidas aqui durante este período, que continuam chegando, a Tecnogera forneceu dez geradores portáteis para completar os outros 20 geradores disponibilizados pelo Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, agora nós temos 30 geradores de uso temporário e de uso fácil movimento, eles se movimentam com a facilidade de deslocamento para atender as necessidades na área de campo, onde estão trabalhando os bombeiros, socorristas, a Defesa Civil e também voluntários. E finalizo mencionando da mesma maneira a sensibilidade de centenas de pessoas que de forma solidária se organizaram e aceitaram a orientação da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros para, repito, de forma organizada, prestar assistência a amigos, colegas, vizinhos em diversas comunidades, nas três cidades mais afetadas, Guarujá, Santos e São Vicente, eu vi anteontem, quando estive aqui, hoje novamente, a solidariedade, filas e filas de pessoas ajudando a transportar pedras, a levar água, a dar conforto as pessoas que perderam seus entes queridos, também aos pastores, padres e outros representantes de religiões, que confortaram com as suas orações aqueles 28, as 28 famílias que perderam seus entes até o presente momento, uma corrente solidária em São Paulo, aqui na Baixada Santista, colocando todas as pessoas, a sociedade civil, e aqueles que representam os governos municipais e estaduais em torno de uma causa que é a defesa da vida, a proteção, a atenção e o acolhimento as pessoas. Quero aqui agradecer também ao Fernando Marangoni, secretário executivo da Habitação, Marangoni acho que tá aqui, né, também na primeira fila aqui conosco, que é o nosso secretário executivo de Habitação, há uma razão concreta para sua presença, que eu vou explicar na sequência. E aqui aproveito para anunciar aos prefeitos, também a imprensa que aqui está e a população da Baixada, que autorizei, nesta manhã, a destinação de R$ 50 milhões para o atendimento em especial destas três cidades, principalmente as mais afetadas, pela ordem Guarujá, Santos e São Vicente, para um conjunto de ações que serão definidas pelos prefeitos, o comando desta operação é dos prefeitos, os prefeitos é que representam aqui o interesse da comunidade, eu fui prefeito, portanto eu sei o que é a responsabilidade do prefeito no atendimento a sua população e em respeito a essa responsabilidade e de um governo que é municipalista, municipalista nos seus programas de desenvolvimento econômico e social, e municipalista também no momento em que a solidariedade, ela precisa estar expressa pelo governo, mas pelas mãos e pelo comando dos prefeitos. Então, o vice-governador e secretário de governo já recebeu essa instrução, a partir de amanhã os prefeitos já podem fazer os seus encaminhamentos, haverá uma proporcionalidade, evidentemente, onde houver, onde houve a tragédia maior, a proporção de recursos será maior evidentemente, e nesta sequência, mas atendendo também as demais cidades da Baixada, que felizmente não produziram mortos, nem feridos, nem desaparecidos, mas produziram desabrigados. Também acrescentar e aí a presença da Celia e do Marangoni se faz muito importante, nós vamos disponibilizar no aluguel social, nós temos um total, nesse momento, de 485 desabrigados, até o presente momento esse é o número, 485 desabrigados, sendo 225 no Guarujá, 190 em Santos, 102 em Peruíbe e três em São Vicente. A estes 485 desabrigados, todos já cadastrados pelas prefeituras e é preciso respeitar o cadastro, porque é uma forma de identificar efetivamente aqueles que foram vitimados pelas chuvas e perderam as suas casas, as suas residências, então, os prefeitos, através das suas áreas de Defesa Civil e secretarias de desenvolvimento social, também já cadastraram estas famílias, são 485 pessoas. Cada família terá R$ 1 mil para reparação de danos, o governo de São Paulo paga esse recurso, via os prefeitos, repito, eles é que Comando esse processo, mas cada família terá R$ 1 mil como reparação dos danos sofridos, muitos perderam tudo, fogão, geladeira, colchão, roupa de cama, e outros utensílios. E nós teremos também um aluguel social de R$ 500 por família, por mês, no aluguel social, o governo do estado contribui com R$ 300 desses R$ 200 para cada família, e a prefeitura municipal, em cada caso específico, com R$ 200, totalizando R$ 500 de aluguel social, além dos R$ 1 mil para reparação de danos. Os R$ 1 mil a responsabilidade é integralmente do governo do estado de São Paulo. Isso será válido pelo período de até 12 meses, desejando que ao longo desse período já tenhamos soluções definitivas para a reparação à essas 485 famílias, nosso objetivo, e por isso está aqui o Marangoni, é priorizar a habitação popular em definitivo para essas 485 pessoas, que estamos falando em média de 100 famílias. Ou seja, são 100 habitações populares, de dois quartos, e que o nosso secretário Flávio Amary, juntamente com o Marangoni, que é o secretário executivo, ao lado dos prefeitos, estarão trabalhando a partir de agora nesse sentido. Enquanto isso o aluguel social assistirá essas pessoas e suas respectivas famílias. Também nas unidades do Bom Prato, em Santos, São Vicente, e no Guarujá, aqueles que forem cadastrados, estiverem identificados, nada pagarão. O valor do Bom Prato é muito pequeno, é R$ 1, mas todos aqueles que sofreram danos e perderam suas casas, e estão dentro dos 485, pelo período de 15 dias nada pagarão pela alimentação nas unidades do Bom Prato aqui na Baixada, especificamente Santos, São Vicente e Guarujá. Essas são as medidas iniciais, que nós estamos anunciando. Queria também complementar aos jornalistas que aqui estão, que até o presente momento nós temos 20 toneladas de ajuda humanitária composta de colchoes, travesseiros, cobertores, cestas básicas, roupas limpas e novas, água sanitária, kits de higiene pessoal, kits de limpeza, kits de higiene feminina, e água mineral. A coordenação disso está sendo feita pelo Fundo Social de Solidariedade do estado de São Paulo, ao lado da Defesa Civil de cada um dos municípios. Aproveito para fazer um apelo, fiz anteontem em Santos, e deu certo, o Paulo Barbosa, várias empresas, empresários, até pessoas físicas fizeram doações de colchoes, água mineral, kits de higiene íntima para as mulheres, kit de higiene pessoal para os demais, assim como cestas básicas, todas elas doadas por famílias e por empresas. Eu queria agradecer muito a solidariedade daqueles que de forma anônima ajudaram e continuam ajudando, não só queria registrar aos prefeitos, não só aqueles que sofreram as consequências, Valter, mas também ajudando e cooperando com o Corpo de Bombeiro, com a Polícia Militar, com a Defesa Civil, levando água, levando alimentos, levando frutas para as pessoas que para que não interrompessem o serviço de socorro, voluntários levando até eles, de forma segura, evidentemente, alimentos e água, e muitas vezes, também cobertores, toalhas, e até abrigando esses policiais para que pudessem ter um descanso mínimo de uma hora durante o período de resgate. Muito obrigado à solidariedade de todos os brasileiros da Baixada Santista que se mobilizaram nessa hora tão difícil. Eram essas as informações que eu tinha a prestar, nós já temos aqui um conjunto de veículos de comunicação. Vamos responder às perguntas dos jornalistas que aqui estão, vamos começar com o Guilherme Balza, da Globo News, o Guilherme está aqui desde anteontem, eu tenho acompanhado as intervenções do Guilherme. Guilherme, boa tarde, sua pergunta, por favor, e a quem você dirige a sua pergunta. GUILHERME BALZA, REPÓRTER: Governador, boa tarde. Boa tarde, a todos. Governador, a gente está aqui no Guarujá, uma cidade que tem um terço das pessoas que moram em assentamentos precários, 100 mil pessoas vivendo em favelas, palafitas, morros etc. As duas comunidades mais afetadas aqui, a Barreira do João Guarda, e o Morro do Macaco Molhado, tem esgoto a céu aberto, rua de terra, casas em situação muito precária, eu queria uma resposta do senhor e também dos prefeitos, por que essa situação perdura há tanto tempo? E o que vai ser feito? O senhor anunciou 100 unidades habitacionais, mas a gente está falando só no Guarujá de 100 mil pessoas morando em assentamentos precários. O que vai ser feito de efetivo daqui para frente? O aluguel social, a gente sabe que muitas vezes, as pessoas conseguem só moradia em outro local precário. Quais políticas públicas vão ser dirigidas aqui para a região por parte do governo e também das prefeituras? JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Guilherme, obrigado pela pergunta. Eu quero deixar bem claro que as funções que você se refere pertence às prefeituras municipais, o prefeito do Guarujá, que está aqui, o Valter Sulman, que tem sido muito dedicado, muito diligente, na conduta deste momento difícil aqui na sua cidade, com muito cuidado, com muito zero, ele, os seus secretários e secretárias, incluindo a sua esposa, tem sido diligentes no atendimento às necessidades mais emergentes da cidade. Assim como os prefeitos de Santos, São Vicente, Peruíbe, Praia Grande, Cubatão, que estão aqui presentes, e os que não puderam estar também. O governo do estado tem na sua função de ajudar e apoiar as políticas públicas que são emanadas e realizadas pelos prefeitos, e assim temos feito, na medida daquilo que é possível. Obviamente sanar temas de 70 anos de ocupação de encostas não é algo que um prefeito, por mais diligente, competente, esforçado, e com recursos, que não é o caso, não seria capaz de resolver um problema de quase um século. A nossa mobilização nesse momento é, primeiro evitar que tenhamos novas pessoas atingidas por deslizamentos, e que ponham em risco a sua vida, e a vida dos seus familiares. Segundo, acolher aquelas pessoas que perderam as suas casas, ou que terão que sair das suas casas por orientação da Defesa Civil e da Polícia Militar, para evitar riscos evidentemente às suas próprias vidas. Terceiro, atender à essas famílias desabrigadas prioritariamente com o aluguel social. Quarto, garantir à essas famílias que foram desabrigadas, que possam ter direito prioritário à sua casa no regime da habitação popular, com as condições adequadas para fazer isso no menor tempo possível. Além do acolhimento humanitário com roupas, utensílios, material de utilização dessas famílias, e garantindo também que os seus filhos que estudam na rede pública possam voltar no menor tempo possível à prática nas suas respectivas escolas. Mas eu divido essa resposta especificamente no tema do Guarujá, com o prefeito do Guarujá, o Valter Sulman, que está aqui ao meu lado. VALTER SULMAN, PREFEITO DO GUARUJÁ: Obrigado, governador João Doria. Por vez, que é oportunidade, saúdo a todos da imprensa aqui presente. Saúdo aos meus colegas Alberto Mourão, Paulo Alexandre, Pedro Gouveia, deputados Paulo Correia, Caio França, e todas as demais autoridades já citadas pelo governador. O Guarujá participa, tem implantado os planos municipais de redução de riscos, o plano municipal de contingência, o plano preventivo de Defesa Civil nesses três anos e quase quatro meses de mandado, nós estamos com uma intensa atividade somando as forças da nossa Defesa Civil, do município, força tarefa, Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, principalmente em vistorias preventivas diárias semanais, nas áreas de riscos. Temos uma ação em conjunto por Ministério Público do meio ambiente, para que nós vistoriemos essas casas e orientemos essas pessoas com relação aos sinais de alerta. Pari passu nós temos ação na atividade habitacional, recentemente finalizamos o programa juntamente o programa no Cantagalo, entregando 400 novos apartamentos, às famílias muito carentes que moravam em situação de risco também. Retomamos o Parque da Montanha, que há 12 anos vinha sendo depredado, enfim, o Parque da Montanha, e nos próximos dois meses estarão sendo entregues 184 novas moradias, e em parceria com modal ferroviário, as empresas MRS e Rumo, estaremos também dando continuidade a mais 600 novas moradias, à famílias que habitam zonas de riscos, onde a vulnerabilidade social e física expõe. Nós reconhecemos Guarujá, realmente tem um passivo social considerável na questão habitacional, nós não baixamos a nossa guarda em nenhum só instante, em monitoramento das pessoas, e ao mesmo tempo alertando e quando sim, necessário, orientando a questão da alocação social, e o devido encaminhamento dessas famílias que moram em situação de risco. São ações continuadas da nossa administração envolvendo todas as forças, e é óbvio que a participação do estado e da União, e da iniciativa privada sempre serão muito bem-vindas para que a gente supere essa demanda de cerca de 30 mil moradias, que é a nossa carência atual. JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito. Gostaria de aproveitar, antes da próxima pergunta, que é da Rosana, do grupo A Tribuna, dimensionar que nós temos nesse momento 181 Bombeiros atuando aqui na Baixada, 1.830 homens no total, Defesa Civil, Corpo de Bombeiro e Polícia Militar, e 212 veículos da Defesa Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros que estarão aqui pelo tempo que for necessário. Rosana, do Jornal A Tribuna, e não sei se TV A Tribuna também? Jornal? Vocês estão juntas também? ADRIANA, REPÓRTER: Eu precisava só fazer uma pergunta, governador, porque eu cheguei agora. Posso fazer para o senhor? JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Se a Rosana autorizar? Vocês são do mesmo grupo, TV Tribuna? ADRIANA, REPÓRTER: Na verdade, eu cheguei antes, é que não... JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tá bom. É Adriana, né? ADRIANA, REPÓRTER: Isso. JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pode. ROSANA, REPÓRTER: E eu faço a minha na sequência, governador. JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito, Adriana. ADRIANA, REPÓRTER: Governador, aproveitando que o senhor está fazendo esse balanço do total de Bombeiros que estão trabalhando, a gente recebeu muitas informações lá na nossa redação de pessoas mesmo, a população pedindo ajuda do Exército. E a gente gostaria de saber do governo do estado se é necessário, se é possível o Exército, se o governo pode solicitar esse reforço? Porque as pessoas estão desesperadas, o tempo está passando, a gente está vendo os Bombeiros trabalhando, mas com muita dificuldade. E se esse reforço é possível? JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Adriana, primeiro, é possível, mas até o presente momento o Corpo de Bombeiro não fez essa solicitação, não há nenhum problema em solicitar, todo apoio será bem-vindo, desde que necessário, não havendo necessidade, o Corpo de Bombeiro cumpre a sua função. O Coronel Marques está aqui, que é o Comandante do Corpo de Bombeiros. Quero lembrar que o nosso secretário de Secretaria de Segurança Pública, o General Campos, foi Comandante do Sudeste, o antigo segundo Exército, portanto, uma pessoa com o trato direto com o General Amaro, que é o Comandante da região Sudeste, com quem falei até hoje pela manhã. O Exército está à disposição, mas até o presente momento não houve esta necessidade. Havendo, eles serão mobilizados sim, não há nenhum problema, nós aqui não temos nenhuma dificuldade de acessar, solicitar, e com certeza se solicitado for, o Exército vai atender. Mas até o presente momento, o Corpo de Bombeiro com a Defesa Civil estão atuando de forma adequada. Eu quero lembrar que até ontem todo serviço é no serviço manual, e não era por falta de equipamentos, aliás, houve um entendimento equivocado de algumas pessoas que se manifestaram nas redes sociais, e diziam que faltava equipamentos, não faltavam equipamentos, é que nesta etapa o uso de máquinas não era recomendável, silêncio e o uso manual é a recomendação, é o protocolo internacional para circunstâncias como essa. A partir de hoje, Adriana, máquinas já podem ser utilizadas dentro desse protocolo. E eu lamento informar que dificilmente aqueles que foram desaparecidos, que estão desaparecidos, dada a circunstância do deslizamento, e dada a circunstância de passada 72 horas, dificilmente serão encontrados com vida. É triste fazer essa menção, mas essa é a realidade. Mas agora entram equipamentos, nós temos várias máquinas e equipamentos aqui adequados que foram disponibilizados pelas prefeituras das três cidades, e mais os equipamentos e máquinas também da Polícia Militar, e da Defesa Civil do estado de São Paulo. Ok? Agora vamos à sua colega Rosana. Por favor. ROSANA, REPÓRTER: Governador, o senhor falou em liberação de R$ 1 mil para as famílias. Eu gostaria de saber como esses recursos chegarão à essas famílias, e quais famílias serão atendidas, se são só as desabrigadas ou as pessoas que perderam tudo e estão em casa de parentes? Outra coisa, eu queria tirar uma dúvida sobre número de desabrigados, hoje de manhã eu estive no Colégio Dierci Valéria, e me falaram em 228 pessoas que já estavam até às 2h da manhã registradas, e mais 100 pessoas que chegaram de manhã, por volta das 10h. Então esse número não bate com o que foi passado. JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, os números são atualizados a cada hora, evidente que podem existir mais. Está havendo um cuidado muito, eu diria, preciso, da Defesa Civil dos municípios, os três municípios mais fortemente afetados, volto a repetir, Guarujá, Santos e São Vicente, mas também Peruíbe, Peruíbe teve desabrigados também, felizmente nenhuma vítima, mas está havendo esse processo de cadastramento feito pela Defesa Civil. No registro que nós temos, neste momento, até às 15h da tarde eram 485 desabrigados. Esse número pode aumentar circunstancialmente, mas é preciso ter cuidado, Rosana, porque lamentavelmente também diante dessas circunstâncias, há aqueles que não são vítimas desta situação de deslizamentos e desabamentos, e que se candidatam também nessa circunstância, a terem algum tipo de apoio e de assistência. O que não é neste momento a prioridade. Eu não quero entrar nesse tema porque é um tema delicado, mas a Defesa Civil sabe como fazer essa triagem, e identificar aqueles que, de fato, foram vítimas e estão desabrigados porque perderam as suas casas, e aqueles que podem até estar desabrigados, mas não foram vítimas dos acidentes dos desabamentos, dos deslizamentos que ocorreram nas áreas aqui do Guarujá de Santos e de São Vicente. Mas isso será revisto hora a hora. Quanto ao recurso, ele será administrado pelos prefeitos, pela Defesa Civil, em uma forma que já há uma nomenclatura para isso também, os cadastrados serão procurados pela Defesa Civil. Todos eles têm um nível de contato, hoje, felizmente, o acesso ao celular a algum familiar é possível, coisa que no passado, há 10, 15 anos atrás não era possível, hoje já é possível. Serão contatados, e receberão o recurso via Defesa Civil das prefeituras municipais. O governo do estado de São Paulo vai concentrar todo o apoio às prefeituras, que é a forma correta de proceder em situações como esta. ROSANA, REPÓRTER: Tanto os desabrigados, como pessoas que estão em casa de famílias? JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Quem está em casa de família está desabrigado, ele pode estar desabrigado sem nenhuma família que os acolheu, como pode estar desabrigado e na casa de um amigo, que não é nem necessariamente um familiar, desde que ele tenha sido vítima efetiva dos desabamentos, dos deslizamentos e tenha perdido a sua casa nessas circunstâncias. Essa é a prioridade. Vamos agora ao terceiro veículo, é o Marco Pajet, do SBT. Boa tarde, sua pergunta, por favor. MARCO, REPÓRTER: Boa tarde. Governador, essa é possivelmente uma das maiores tragédias aí que o estado de São Paulo já viveu. Houve algum contato do Presidente Jair Bolsonaro mostrando solidariedade ao povo paulista? JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Marco, infelizmente eu tenho que falar a verdade, não, o Presidente Jair Bolsonaro não me telefonou, não me mandou Whatsapp, não se manifestou, do ponto de vista ao governador, que seria uma situação normal, como essa, que tivesse havido uma manifestação do Presidente Jair Bolsonaro. Eu pessoalmente telefonei hoje pela manhã para o ministro Rogério Marinho, o ministro do Desenvolvimento Regional, que já havia falado ontem com os prefeitos que aqui estão, e eu tomei a iniciativa de ligar. Ele também não me telefonou, eu é que liguei para o ministro Rogério Marinho, para que pudesse além dos R$ 50 milhões do governo do estado, o Governo Federal pudesse destinar recursos para a assistência, o atendimento, sobretudo, para recuperação em obras nessas três cidades, porque nós temos que lembrar que além de casas de habitação popular, também ruas, avenidas, córregos, área de saneamento, tudo isso vai exigir investimentos das prefeituras, e esses investimentos não estão programados orçamentariamente. O ministro foi sensível, eu pedi a ele que pudesse confirmar um valor, ele disse que não poderia falar sobre valor, mas que o Coronel Lucas, que é o secretário nacional da Defesa Civil, esteve aqui, na verdade, acho que até ontem à noite, se eu não me engano, até hoje pela manhã, ele conversou inclusive com o Coronel Nyakas, ele está sendo portador, inclusive, das necessidades aqui da Baixada para o ministro. E na mesma medida em que o ministro se comunicou com os três prefeitos que aqui estão, eu tenho certeza que ele falou com o Paulo Barbosa e com o prefeito do Guarujá, não sei se falou com o prefeito de São Vicente, falou também. Então eu tenho certeza de que ele responderá positivamente às demandas que serão encaminhadas pelos prefeitos diretamente ao Ministério de Desenvolvimento Regional. Mas o Presidente Jair Bolsonaro não se manifestou. E eu lamento, queria registrar isso, acho que um gesto humanitário de um Presidente da República em situações tão difíceis e tão graves como essa, que você mesmo se referiu como gravíssima, seria minimamente aceitável que ele manifestasse a sua solidariedade, não o fez até agora. Próximo veículo, e o jornalista é a Marcela Lorenzeto, da Rádio CBN, Marcela, boa tarde, sua pergunta, por favor. MARCELA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Na verdade, eu queria só esclarecer também antes da pergunta, esse valor de R$ 50 milhões o senhor falou que cada família terá R$ 1 mil para reparação de danos, e esse valor vai sair dos R$ 50 milhões? JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sim. MARCELA, REPÓRTER: E como esse dinheiro vai ser distribuído por cada cidade, a questão de gravidade? JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sim, a gravidade, número de vítimas, desabrigados, desaparecidos, faz parte de um conjunto de proporcionalidade, os recursos serão proporcionais ao tamanho das perdas humanas, ao flagelo dos que estão desabrigados. E essa é a ordem, o fator humano será o fator determinante para destinação dos 50 milhões de reais. Mas também, aquelas obras pequenas e mais emergenciais de reparação para permitir que essas regiões e comunidades afetadas possam recuperar a sua dinâmica do dia a dia. Os recursos mais substantivos, nós pedimos ao ministro Rogério Marinho que pudesse destiná-los. O Ministério do Desenvolvimento Regional tem um bilhão de reais nesta legenda, nessa ele rubrica, para essa finalidade, mais de um bilhão de reais. Então, eu tenho certeza que os prefeitos saber os seus encaminhamentos ao ministro Rogério Marinho, e terá sensibilidade para não só analisar, como espero, atender essas demandas, Marcelo. Vamos ao próximo. REPÓRTER: Só complementar, desculpa governador, completar a pergunta. Alguns locais mais atingidos na baixada, já estavam mapeados pela Defesa Civil como de alto risco, como por exemplo, em Santos o morro São Bento, o Fontana, a casa que desabou, principal casa, já estava mapeada como auto risco. Queria saber, porque as pessoas não foram removidas antes de toda essa tragédia? JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Infelizmente, eu tenho dirigir essa pergunta ao Paulo Barbosa, prefeito de Santos, eu não fujo de responsabilidade Marcela, mas neste caso especificamente, cada prefeito, responde, eu sei, com muita dificuldade, mas responde, pela sua propriedade cidade, Paulo Barbosa. PAULO BARBOSA, PREFEITO DE SANTOS: Em relação ao trabalho da Defesa Civil, nós temos um planejamento, o mapeamento de áreas de risco, inclusive, com remoções que foram feitas e são feitas periodicamente, em Santos, nós não tínhamos registro de morte, há décadas. O trabalho preventivo é importante, e inclusive, com referência para outros municípios. O fato, é que esse local que se refere, não estava enquadrado na área de auto risco, essa informação não é procedente, e não é correta. Nós sim, fizemos remoções no final de ano de famílias em área e auto risco, pela defesa civil, as remoções foram efetivadas, inclusive, o que evitou uma tragédia de maiores proporções do que aconteceu. Além disso, nós entregamos, ano passado, um conjunto no morro da Nova Cintra, Santos R, 128 unidades habitacionais, que foram exclusivamente, para famílias em área de risco, para 128 famílias, foram retiradas de área de auto risco, e aí sim estão no conjunto. O conjunto continua em obras, etapa dois, para mais 198 unidades. E essas unidades, a primeira etapa e a segunda são exclusivas para as famílias em área de risco nos morros na cidade de santos, inclusive, esse conjunto conta com apoio, é realizado pela, CDHU e governo de São Paulo, uma parceria prefeitura e governo estado. E estamos construindo, também, 1120 unidades habitacionais, o maior conjunto habitacional da história de Santos, não foi feito um conjunto desse tamanho, exatamente, para também abrigar famílias que estão em área de risco. Eu acho que a solução, de fato, do problema, é com esses recursos. Importante que nós tenhamos essa questão, do ponto de vista prático, solidariedade, com as famílias é fundamental, importante, todo acolhimento, todo apoio, mas as prefeituras precisam de recursos para resolver os problemas. Essa ação do governo é importante, são 50 milhões que serão importante para retomar. É importante também, apresentamos os pleitos ao coronel Lucas, do Governo Federal, para que a gente possa ter garantia de recursos e efetivar os projetos que são necessários, porque todos nós sabemos, que os municípios não tem capacidade financeira, para executar o projeto de grande proporção, tendo em vista o comprometimento dos orçamentos locais. É preciso parcerias como essas que estamos estabelecendo aqui hoje. JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Prefeito Paulo Barbosa, muito obrigado, prefeito do Guarujá quer completar? VALTER SULMAN, PREFEITO DE GUARUJÁ: Sim, todas as ações também têm sido desenvolvidas em nosso município. Nós poderíamos ter tido uma tragédia maior, senão fosse essa ação, preventiva, diária de monitoramento e fiscalização. Ação da força tarefa, polícia militar, Defesa Civil e social. Juntamente, com o Ministério Público, inclusive, no intuito de monitorar, cobrir, ocupação em áreas de colocam as pessoas em vulnerabilidade física e social. É importante deixar salientado que o que aconteceu na ilha de Santo Amaro, na Baixada Santista, foi uma verdadeira catástrofe ambiental. Aonde houve uma precipitação de 405 milímetros de chuva, em 72 horas. Com certeza, isso não teria como passar sem danos. Nós decretamos a calamidade pública, o luto oficial, e todas as medidas do gabinete de crise, boletins diários e toda ação de força humanitária, que nesse momento é fundamental. A cidade de Guarujá demonstrou todo a amor, todo acolhimento às pessoas desabrigadas e famílias. A nossa gratidão aqui ao número de 185 bombeiros que estão em campo, dois dos quais tiveram suas vidas ceifadas, lamentavelmente com 23 óbitos de nossa cidade. Cerca de 90 famílias e 228 pessoas estão abrigadas, sendo alimentadas, vestidas e calçadas. Devidamente assistidas por psicólogos, médicos, enfermagem e assistentes sociais. Nós estamos oferecendo diariamente cerca de 950 refeições por dia às pessoas abrigadas. E todo o pessoal efetivo que está em campo, de todas as secretarias e força irmanadas nesse enfrentamento, nessa catástrofe ambiental, em torno de 1830 pessoas que tem sido, tem utilizado cerca de 204 veículos e estando sob a coordenação de 22 pessoas, nos quais, muitas estão aqui. As ações são constantes, continuadas. E óbvio, os recursos são fundamentais, a parceria com o Estado e com a União. JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado prefeito Sulman. Eu queria aproveitar antes da última, nós temos duas perguntas ainda. Ainda. O Artur Ubiratan, do jornal Itapeva, o Lucas da rádio bandeirantes. Antes de passar a você Ubiratam, do jornal Itapema, com M de Maria, perdão. Antes de passar a você, Artur, indagado pelo prefeito de São Vicente, Pedro Golveia, o Governo do Estado de São Paulo, vai apoiar auxílio funeral, que as prefeituras destinam às pessoas que teriam que realizar o funeral dos seus entes, que se foram. Então, conte conosco, nós ajudar e contribuir, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, da secretária Célia Parnes. É um ponto importante, obrigado prefeito, por ter observado. Vamos agora Artur Ubiratam, do jornal Itapema. REPÓRTER: Bem-vindo à nossa cidade, em Vicente de Carvalho, muita gente perdeu, com a enchente, foi muita chuva. Perdeu móveis, geladeira, colchões. O que o governador pode fazer por essas famílias, de Vicente de Carvalho? Não só do morro, que estão precisando mais, mas Vicente de Carvalho foi muito atingida, milhares de pessoas estão sem nada em casa. E outra coisa, governador, o senhor falou da campanha, que o senhor ia fazer um piscinão aqui no Guarujá. O senhor vai fazer esse piscinão no Guarujá ainda, ou não? JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Artur, agradeço pela pergunta, estava aqui compartilhando com o prefeito Valter Sulman, essa é uma ação basicamente do município, não é do estado. O estado, já destinou aqui 20 toneladas de produtos e continuará ajudando. Não encerramos com essas 20 toneladas, continuaremos ajudando e apoiando. Eu mesmo fiz à menção de quais são os produtos nós vamos ter dar sequência Artur. Com colchões, travesseiros, cobertores, cestas, roupas novas, água sanitária, kits de higiene pessoal, kits higiene feminino e limpeza, água potável para o fundo social e a Defesa Civil. Mas ação básica é feita pelo município. Não sei se, o Valter Sulman quer fazer alguma intervenção a propósito da pergunta do Artur. Quer completar? VALTER SULMAN, PREFEITO DE GUARUJÁ: A Secretaria de Assistência Social, defesa social, e o fundo social de solidariedade tem trabalhado incansavelmente. É óbvio, que esses recursos, que nesse primeiro momento para socorrer essas famílias na questão habitacional, dar o devido encaminhamento, uma vez que estão abrigadas numa escola municipal, essas necessidades todas como foi citada, nós estaremos compartilhando com toda a sociedade civil, que tem se mostrado muito solidária no sentido, de ponto a ponto, caso a caso, possa dar o devido encaminhamento e acolhimento necessário. Dentro do que for conversado, dialogado, à necessidade de cada, para poder suprir necessidade emergenciais. JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado prefeito, obrigado pela pergunta. Nós vamos última delas, que é Lucas Jozino... ORADOR NÃO IDENTIFICADO: [Fala fora do microfone] JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Os piscinões são obras municipais. O Governo Estado pode apoiar, sempre que solicitado, avalia cada piscinão, mas a obra é municipal. Fui prefeito de São Paulo, como você sabe. Todos os piscinões que estão sendo feito em São Paulo, são de iniciativa da Prefeitura de São Paulo. Alguns com apoio do governo do estado, com apoio do Governo do Estado. Então, eu volto de novo, para o prefeito Valter Sulman. VALTER SULMAN, PREFEITO DE GUARUJÁ: Guarujá é uma cidade ficha azul, uma cidade que tem honrado compromissos, tem crédito moral e financeiro. E nós conseguimos recentemente somatória de 124 milhões reais, principalmente para pavimentação e recapeamento de mais de cem ruas e avenidas. E 77 milhões de reais para macrodrenagem da bacia do Rio Santo Amaro e rio do meio, que estão em processo de licitatório. O drama das enchentes muito grande em nosso município, que tem sido aliviado. Aliás a vazão das águas de chuvas foram muito mais rápida em decorrência da intensa ação da zeladoria através da Secretaria de Operações Urbanas, no constante desassoreamento dos canais que não eram feito a acerca de 2, 3 décadas a limpeza boca de lobo, facilitou. É óbvio, que ações mais definitivas passam necessariamente pela macrodrenagem de rios importantes como Santo Amaro, Rio do Meio, que já estão em processo licitatório, e isso em decorrência do município, ter todas as certidões necessárias para busca desses recursos junto ao FINISA. JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado prefeito, Artur muito obrigado, queria aproveitar e lembrar ao prefeito do Guarujá, que o Ministério de Desenvolvimento Regional tem uma rubrica específica para obras estruturantes de piscinões. Talvez possa ser uma forma do ministro Rogério Marinho, contribuir e ajudar. Vamos a última pergunta do jornalista Lucas Jozino, da rádio bandeirantes e Band News, boa tarde, sua pergunta. REPÓRTER: Governador boa tarde, boa tarde a todos. Governador o senhor e os prefeitos e do Guarujá e também de Santos falaram sobre unidades habitacionais que estão sendo construídas que e pretendem ser construídas. Queria saber se existe um prazo concreto que essas unidades fiquem prontas? Como as famílias poderão acessar essas unidades? E eu queria reforçar também, a questão do Guilherme, sobre as pessoas que estão em áreas de risco, como aqui no Guarujá, no morro do macaco molhado, morro da barreira. Essas pessoas vão sair da área de risco? Porque pode chover, vai chover, pode haver tragédias. A gente foi a esses locais e vocês sabem disso, e viu que pessoas estão em áreas complicadas para morar. Eu queria saber se pessoas vão sair de lá? E para onde vão? JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Lucas, vamos dividir duas perguntas. Eu tenho compartilhar com os prefeitos, mais especificamente do Guarujá e Santos, e também, com o Marangoni, que é nosso secretário executivo, que está aqui da habitação. Nas áreas de risco, a recomendação do governo do estado de São Paulo, foi para retirada das pessoas da área de risco. Aliás, eu falei isso, anteontem na coletiva de imprensa, na prefeitura de Santos. Eu sobrevoei de forma cuidadosa essa região. E vi claramente, independente de análise IPT, temos engenheiros IPT, Instituto de Pesquisas Tecnológicas, e geólogos da universidade de São Paulo, convidados pelo governo do estado de São Paulo, fazendo análise do ponto de vista de engenharia, especificamente. Mas, no olhar, você já percebe o risco existe para muitas dessas unidades. A nossa recomendação é que tendo o laudo e a produção do laudo é rápido, não é demorado, que as pessoas, sejam convidadas a deixarem as suas casas imediatamente. Elas serão acolhidas, no acolhimento vão para o aluguel social, porque suas casas sob risco evidentemente colocam em risco à vida dessas pessoas. Mas quem válida isso, é a Defesa Civil, de cada município, juntamente quando necessário laudos do IPT. Quando você percebe áreas que já estão sob risco, é preciso laudo nenhum. Você percebe claramente que está na eminência de desabar. Então, a nossa recomendação que elas sejam convidadas a deixarem as suas casas, para salvarem as suas vidas. Em relação à habitação, unidades habitacionais, eu vou pedir intervenção do Marangoni, já está ali com microfone e, depois eu franqueio aos prefeitos, se quiserem, sobretudo Santos e Guarujá, uma incidência maior de encostas, se desejarem se manifestar, evidentemente também o Pedro Golveia, se quiser fazer o uso da palavra. Então, Marangoni por favor, sobre as unidades habitacionais. FERNANDO MARANGONI, SECRETÁRIO EXECUTIVO DE HABITAÇÃO DE SP: Boa tarde governador, em nome eu cumprimento as autoridades e jornalistas. Com relação, a condição habitacional na área da baixada, nós temos três principais programas, nós temos o programa Serra do Mar, que está atendendo mais de 7 mil e 900 famílias com obras de urbanização. É importante deixar claro que a política habitacional, não é composta só da produção de novas unidades. A política habitacional além da produção de unidades, contempla a regularização das áreas que não correm risco. E urbanização de assentamento precários. Até pegando um gancho na pergunta anterior, acho pelo Celso, não é um problema só do Guarujá ou do estado de São Paulo, nós temos mais de 30% da América latina vivendo em assentamento precário governador. O estado de São Paulo é referência na produção habitacional nesses três âmbitos. E especial na baixada santista, inclusive, já está sendo desenhado uma PPP, junto com os prefeitos, PPP das palafitas, que visa justamente a remoção das famílias, e uma remoção total das famílias em área de risco, isso está sendo feito junto com os municípios, para gente dar uma solução definitiva a esse problema específico de área de risco. Junto a isso, como solução provisória de áreas de risco, nós temos o módulo habitacional evolutivo, que devem ser feitos primeiros testes dentro deste ano, já que são estruturas em que quando não há risco geológico, essas estruturas serão implantadas módulo em torno de 40, 50 moradias, para dar uma solução no local, com segurança, evitando esse tipo de tragédia que aconteceu. JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Marangoni, sobre o tema, as desocupações, vou pedir aquele mesmo microfone. Passa aqui pela frente é mais fácil. O prefeito Paulo Barbosa, vai completar a resposta ao Lucas Jozino, que está ali. PAULO BARBOSA, PREFEITO DE SANTOS: Perguntou em relação a produção habitacional, prazos, conclusão. Como eu coloquei aqui nesse momento na cidade nós temos Santos R, construído com o conjunto nova Cintra, no próprio morro para as famílias dos morros, 198 unidades que vão ser entregues até o fim do ano, 128 já entregues, temos 1120 unidades habitacionais sendo produzidas, no conjunto Tancredo Neves três, e temos, aquisição de um terreno foi feito com recurso do estado CDHU, no estradão um conjunto que está em projeto, mas com terreno adquirido para mais mil unidades habitacionais. Essas famílias serão priorizadas dentro da ocupação desses imóveis. É importante, deixar absolutamente claro, dentro do trabalho que é feito pelas defesas, pela Defesa Civil dos municípios, do estado, com o suporte muitas vezes do próprio IPT, que válida os planos de prevenção. Todos os planos de prevenção não são feitos na cabeça dos prefeitos, dos funcionários, mas por técnicos da Defesa Civil e validação dos próprios técnicos do IPT. Existem várias classificações, feito uma pergunta, era para ser removido. As famílias tinham que sair. O IPT, esse plano é feito, validado, e algumas residências são apontadas com risco. E qual é recomendação? De observação de sinais, conforme o solo, conforme as chuvas, os imóveis vão dando sinais. Aí sim, se parte uma medida extrema de recomendação, que é o risco iminente. O risco iminente, aí sim, é remoção imediata. Esse seria, o último estágio. Essas casas, no tocante a Santos, em que houve infelizmente essa tragédia, nenhuma tinha recomendação de risco eminente e remoção, imediata. Isso importante seja deixado absolutamente claro. E obviamente, que essas parcerias, esses investimentos são fundamentais para que gente possa suprir essa demanda, lembrando sempre que os fenômenos climáticos, não chove como choveu, de tempos em tempos, de ano em ano. Aqui na região, a chuva de fevereiro, foi o acumulado, porque o solo fica encharcado, foi a maior chuva dos últimos 81 anos. Vocês sabem disso, o que contribuiu para encharcar o solo, e obviamente o solo ficar suscetível a deslizamento. A gente pede, e aproveita a audiência da imprensa para dizer, a gente ouve algumas pessoas. Agora o sol, tivemos dois dias de sol, mas o solo está encharcado. Então, chuva, mesmo que menos intensas elas podem colocar em risco. O trabalho tem sido, da Defesa Civil, dos municípios, do estado, de convencer as pessoas a sair da suas casas, abandonar as suas residências em área de risco, para que a gente possa preservar maior patrimônio que nós temos que são vidas, que devem ser preservadas a partir da desocupação. JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado prefeito Paulo Barbosa, Lucas Jozino, obrigado pela pergunta. Estamos encerrando coletiva de imprensa. Eu quero dizer que o Governo do Estado de São Paulo segue imobilizado com áreas mais diretamente envolvidas, no atendimento, no socorro, no abrigamento das pessoas que sofreram as consequências das intensas chuvas, como disse o prefeito de Santos. Mais intensas das últimas cinco décadas aqui na região. Os prefeitos contem com o suporte do Governo do Estado de São Paulo. E eu espero sinceramente que o Governo Federal haja na boa conduta e na solidariedade aos brasileiros que vivem em São Paulo, e especificamente os brasileiros que estão aqui na Baixada Santista. Obrigado aos prefeitos. Queria mais uma vez, cumprimentar os policiais militares, a Defesa Civil, corpo de bombeiro, e polícia científica, polícia civil, os voluntários, principalmente aqueles que no momento difícil, como esse, tem gestos solidários. Ao lado daquele que não merecem nem comentários aqui, a maioria da população tem demonstrado muita solidariedade, e apoio, eu tenho ouvido, assistido, e lido, gestos de solidariedade, que emocionam, cativam e dão força para continuar lutando. Muito obrigado e bom dia todos.