Coletiva - Governo de SP anuncia abertura do período de matrículas para ano letivo de 2021 20200510

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - Governo de SP anuncia abertura do período de matrículas para ano letivo de 2021 20200510

Local: Capital - Data: Outubro 05/10/2020

Soundcloud

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE DE SÃO PAULO: Bem, boa tarde, muito obrigado pela presença de todos, jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos que comparecem a essa coletiva de imprensa, segunda-feira, 5 de outubro. Estamos aqui no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do estado de São Paulo. Participam da coletiva de hoje os secretários Alexandre Baldy, secretário de Transportes Metropolitanos, Marco Vignoli, secretário de Desenvolvimento Regional, Rossieli Soares, secretário da Educação, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde. Também, pela saúde, participam José Medina coordenador do centro de contingência do Covid-19, nosso comitê de saúde, João Gabbardo, coordenador-Executivo do centro de contingência do Covid-19 e Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Todos estarão aqui à disposição para responder. E aqui ao nosso lado, também Cleber Matos, secretário de Comunicação e Youssef Chain, secretário-executivo da Polícia Civil, obrigado pela presença de vocês também aqui nesta tarde. Dando início às informações de hoje, começamos com uma mensagem, a mensagem que indica que estamos iniciando mais uma semana epidemiológica. É a oportunidade de reconhecermos o esforço dos profissionais de saúde, dos trabalhadores da imprensa, dos empresários e da população que tem seguido os protocolos recomendados pelo Plano São Paulo. Salvar vidas e diminuir o contágio ao mesmo tempo em que retomamos as atividades econômicas, é a melhor confirmação do êxito do Plano São Paulo. Mesmo com todos os cuidados implantados, chegamos nesse final de semana ao triste número de mais de um milhão de pessoas infectadas em São Paulo. Como consequência, tivemos, infelizmente, a morte de 36 mil pessoas. A todos que perderam parentes, amigos, vizinhos, a nossa plena solidariedade, solidariedade não apenas àqueles que perderam as suas vidas aqui em São Paulo, mas também às 146 mil vítimas da Covid em todo o Brasil. Aos pais, parentes, irmãos, tios, amigos, cunhados, daqueles que perderam as suas vidas, nossa solidariedade. Aos que estão nesse momento enfrentando os sintomas da Covid, hospitalizados em casa, sobre atendimento médico, o nosso desejo de pronta recuperação. Mas vale mencionar que São Paulo contabilizou, até o dia de hoje, 110 mil pessoas internadas e que já receberam alta e estão em suas casas plenamente recuperados. E no total, ao longo de 8 meses, São Paulo salvou 873 mil vidas, ou seja, se não tivéssemos feito aqui as quarentenas e não tivéssemos um sistema de saúde público e privado preparado para o atendimento, estaríamos hoje contabilizando mais de 800 mil mortes em São Paulo, 873 mil pessoas foram salvas aqui no estado de São Paulo ao longo de oito meses. Adotamos e continuaremos a adotar a política de total transparência nas informações e também de apoio incondicional à ciência e a saúde. É sempre o centro de contingência do Covid-19 que orienta os nossos passos e as nossas decisões. Aqui não fugimos à responsabilidade que a saúde e a ciência determinam ao governo de São Paulo. Vale mencionar também que São Paulo é o estado que mais testa no país e, como região, testa mais do que várias regiões na Europa. E testagem foi uma vitória do Instituto Butantan e da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Para não retrocedermos temos que continuar usando as máscaras, por isso, que recomendamos sempre aqui o uso de máscaras. Eu, infelizmente, já fui contaminado pela Covid-19, eu e minha família. Eu não deixo de usar a máscara como um exemplo de respeito e orientação para que outras pessoas também façam o mesmo. Ao usar a máscara, você respeita a sua saúde, respeita a saúde da pessoa mais próxima que está com você, na sua casa, no seu trabalho, no transporte ou no seu convívio. Vamos continuar nesse esforço coletivo até a aprovação da vacina, da Coronavac e de outras vacinas também. Três informações muito importantes no dia de hoje. A primeira informação, infraestrutura. São Paulo dá início ao maior projeto de infraestrutura da América Latina. As obras da Linha 6 do Metrô recomeçam com o investimento de R$ 15 bilhões e nove mil novos empregos. Estamos retomando a partir de amanhã, terça-feira, dia 6 de outubro, as obras da Linha 6 do Metrô que estavam paralisadas desde 2016. Quatro anos de obras paralisadas e agora, as obras da Linha 6 do Metrô serão retomadas. A previsão de entrega completa para a população é de cinco anos a partir de amanhã. Os investimentos de R$ 15 bilhões e geração de nove mil empregos proveem do setor privado com o acompanhamento do governo do estado de São Paulo. A linha 6, Laranja, aos jornalistas que aqui estão, lembro que é o maior projeto de infraestrutura público-privado em desenvolvimento em toda a América Latina. São 15 estações ao longo de mais de 15 quilômetros de extensão nessa Linha 6, que vai ligar a Zona Norte ao Centro da capital de São Paulo. A Linha 6 vai passar, no seu percurso, por algumas das principais universidades que estão localizadas aqui na capital de São Paulo. A estimativa é que a Linha 6 possa transporta cerca de 630 mil passageiros por dia quando estiver concluída. Reduzindo o tempo de viagem, dando mais qualidade de vida para a população de São Paulo, principalmente de regiões mais carentes da capital de São Paulo. E ao lado disso, a geração de emprego e renda, lembrando que ainda estamos na pandemia e São Paulo dá uma demonstração de apoio às obras e iniciativas de infraestrutura para melhorar a qualidade de vida da sua população. A segunda informação, na área da educação. O governo de São Paulo mantem a volta opcional às aulas para o dia 7 de outubro. O plano da retomada opcional de aulas presenciais escalonadas está mantido para o dia 7 de outubro, quarta-feira desta semana, para alunos do Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos, o EJA, na rede estadual de ensino. O governo decidiu iniciar o retorno pelos alunos matriculados no Ensino Médio e na Educação de Jovens e Adultos, porque são os ciclos de ensino que podem ser mais afetados pela evasão escolar, prejudicando os estudantes mais vulneráveis, os mais pobres. A volta às aulas está condicionada, evidentemente, à autorização dos prefeitos de cada um dos 645 municípios de São Paulo. As prefeituras têm autonomia para decidir se vão ou não acompanhar o cronograma estadual. Para as escolas se prepararem para a volta gradual e responsável às aulas, o governo do estado de São Paulo já disponibilizou R$ 50 milhões do programa Dinheiro Direto na Escola, para a compra de equipamentos, para a compra de álcool gel, adaptação de banheiros, equipamento de proteção individual e outras medidas de proteção para proteger professores, servidores, alunos e pais dos alunos da rede estadual de ensino. Terceira e última informação de hoje, também na área da educação. A antecipação para as matrículas na volta às aulas em 2021. A partir desta terça-feira, dia 6 de outubro, estão abertas as matrículas antecipadas para o ano letivo de 2021 na rede estadual de ensino. Portanto, a partir de amanhã já estarão abertas as matrículas para o ano letivo de 2021 na rede estadual de ensino. O prazo para a matrícula, para os alunos que já fazem parte da rede, vai até o dia 16 de outubro, portanto, são 10 dias corridos. Para os alunos que ainda não fazem parte da rede estadual, o prazo da matrícula vai até o dia 30 de outubro. Os pais interessados podem procurar qualquer escola estadual do governo de São Paulo, a diretoria de ensino ou os postos do Poupatempo em todo o estado de São Paulo. Estas eram as três importantes informações que gostaríamos de oferecer a vocês e, sobre a Linha 6, a obra mais significativa, não apenas do Brasil, mas da América Latina, em volume de investimento, em mobilização de empregos, fala Alexandre Baldy, secretário de Transportes Metropolitanos.

ALEXANDRE BALDY, SECRETÁRIO ESTADUAL DE TRANSPORTES METROPOLITANOS DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, boa tarde governador, boa tarde a todos senhores e senhoras. A linha 6, Laranja, como disse o governador João Doria, é o maior projeto de infraestrutura que estará em execução no Brasil. A maior PPP que estará em execução em todo o mundo. Portanto, ela é fundamental, sobretudo em um momento que passamos, seja na cidade de São Paulo, no estado de São Paulo e no Brasil, a sua retomada. Quais são as vantagens do que nós estamos realizando neste momento? As obras estarão sendo retomadas a partir do dia de amanhã, conforme prevê a obrigação contratual, e que serão entregues até 2025, conforme também, a previsão contratual. Em outro caso, todas as relicitações, todos os andamentos dos processos jurídicos que estavam em curso, a arbitragem, nós teríamos uma previsão conservadora para essa obra estar sendo entregue à população da cidade de São Paulo pelo menos em 2028. Portanto, nós estaremos com uma vantagem ao povo, à cidade, à população de São Paulo pelo prazo de entrega, pelo volume de obra que está sendo realizado neste momento e não um prazo adicional para o trâmite burocrático. Portanto, a obra de toda a Linha 6, Laranja, ela contará com mais de 15 quilômetros de túneis, com 22 trens em operações quando da sua entrega. A nossa perspectiva é que pode ser que se entregue uma parcialidade dessa operação, não é uma obrigação, mas pode ser entregue entre Brasilândia e a estação Água Branca, é uma possibilidade já em 2024. É também uma real retomada, porque todo canteiro de obras aonde o governador João Doria estará presente amanhã, os equipamentos como os famosos, popularmente conhecidos como tatuzões, estão nos canteiros, estarão sendo acionados já com o devido prazo, com as manutenções que foram avaliadas e que estão rigorosamente atualizadas. A vala, que é onde esses equipamentos irão adentrar, também já está devidamente construída, portanto, há um ganho de prazo muito importante sobre a obra. E o que é a expectativa daqueles que moram na Vila Brasilândia, daqueles que moram na Freguesia do Ó, daqueles que moram ao longo de aonde estará sendo executada a obra que vai gerar, governador, 9 mil empregos diretos na sua execução e também, complementando com os indiretos e os subcontratados que estarão sendo, todos eles, absorvidos na etapa de construção. E com mil empregos, aproximadamente, durante a sua operação quando da sua Linha 6, Laranja, ela estiver entregue. Estando conectada com as Linhas 7 e 8, estando conectadas com a Linha 4, Amarela, a Linha 1, Azul e possivelmente, podendo ser também, ela estendida já em um futuro, quando forma dialogado. Portanto, é uma obra do ponto de vista da malha metro ferroviária da cidade de São Paulo fundamental, é o metrô chegando a Zona Norte da cidade, como assim é o sonho dos cidadãos que moram naquela região. Como bem disse o governador, são quase R$ 15 bilhões em investimento, as desapropriações já foram todas elas realizadas, portanto, não existem impedimentos do ponto de vista construtivo e Acciona que é o grupo espanhol que faz a aquisição do consórcio Move São Paulo neste momento, realizou todas as condições precedentes para que pudéssemos, o estado de São Paulo, através do governo de São Paulo, sobre a coordenação da Procuradoria Geral do Estado, realizar a transferência da concessão da Move São Paulo para a Acciona. E a Move São Paulo, que é outro ganho também excepcional para o governo do estado, para o estado de São Paulo, desiste de todas as ações judiciais, desistem das arbitragens e o que gera uma potencial economia para o estado da ordem de R$ 1,3 bilhão, ao qual o estado poderia ser obrigado a ter que custear pelas LEDs judiciais existentes. Portanto, ganhamos em termos de prazo, ganhamos em termos dessas desistências que já foram realizadas na data de hoje, e ainda o estado recebeu já na sexta-feira o valor aplicado da multa, de aproximadamente R$ 51 milhões. Portanto, é uma grande notícia para a cidade de São Paulo, para o estado de São Paulo, para o Brasil, e o momento em qual vivemos. Mas, sobretudo, pela tão ansiosa obra, e a tão ansiosa Linha 6-Laranja, pela população da cidade de São Paulo, e obviamente, de toda a região metropolitana. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Alexandre Baldy. No anúncio dessa obra, o maior projeto de infraestrutura do país e da América Latina. Vamos agora para a educação com o secretário Rossieli Soares.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Vou passar rapidamente aqui a apresentação. Lembrando que nós começamos atividades presenciais nas nossas escolas no dia 8 de setembro, de forma opcional, a partir da liberação das prefeituras, e obviamente do desejo da comunidade, do estudante e do próprio professor. E a partir do dia 7 de outubro então estão autorizadas as aulas opcionais, especialmente voltadas para o ensino médio, educação de jovens e adultos, e logicamente também as atividades extracurriculares já iniciadas no dia 8 de setembro, de acordo com a liberação local. Pode passar. Lembrando que nós não estamos falando de uma volta ao que era exatamente antes da pandemia, nós não estamos falando de voltar 30, 35 alunos por sala de aula, aqui são alguns exemplos claro de escolas que já tem atividades extracurriculares, sempre com distanciamento, com os cuidados, porque sem isso nós também não abrimos mão. Obviamente as atividades de reforço e recuperação vão acompanhar as aulas, também transmitidas pelo centro de mídias de São Paulo, e também temos foco em algumas habilidades essenciais, que nós já identificamos como as mais necessárias para o momento que as nossas crianças e jovens estão vivendo. Pode passar. Falar rapidamente sobre matrícula. Pode passar. Nós temos um período de manifestação de interesse para a rede pública, para a rede estadual, que vai do dia 6, portanto, amanhã, até o dia 16 de outubro, para aqueles alunos que são da rede estadual, ou das redes municipais. Alunos de fora da rede pública, portanto, da rede privada ou que nunca estudaram, poderão fazer a sua manifestação do dia 6, amanhã, até o dia 30 de outubro. Essa manifestação poderá ser feita pelo aplicativo "Minha escola SP", ou no site da secretaria escolar digital, no site da Secretaria de Educação. Preferencialmente sempre de forma digital, isso já era algo que trabalhamos no ano passado, e que estamos obviamente aumentando. Durante esse ano ainda estamos trabalhando para fazer a buscativa dos estudantes, é importante que todas as nossas escolas permaneçam mobilizadas para isso, nós temos alunos que não entregaram atividades, e para isso é importante salientar que eles precisam ter atividades entregues para comprovar a presença e cumprir o que a legislação tem determinado. E na matrícula ainda temos algo importante, que é as opções a mais que os nossos estudantes podem ter no momento da escolha, e eu vou falar sobre elas rapidamente. Pode passar, por favor. Que são quatro aqui que estamos destacando, uma, as escolas em tempo integral, então o estudante que desejar, a família que desejar que seu filho estude em uma escola de tempo integral, poderão já fazer na manifestação, isso é muito importante, Novotec, que é uma parceria muito importante com o Centro Paula Souza, com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, justamente para dar a oportunidade para os nossos alunos que são concluintes do nono ano terem educação técnica, terem uma oportunidade já olhando inclusive para o novo ensino médio, já olhando especialmente para esse momento. E quarto ano opcional, como já falamos aqui, para aqueles estudantes que hoje estão no terceiro ano, que desejarem continuar estudando. Além do mais eu destaco o Centro de Estudos de Línguas, que é ofertado aos estudantes a partir do sétimo ano do ensino fundamental, que é uma política muito importante trabalharmos com bilinguismo, ou mais, multilinguismo com os nossos jovens e crianças. Pode passar. Esse aqui é só um cronograma importante, começamos amanhã o início da manifestação. Informando que as escolas estaduais que não são do tempo integral, elas têm até dia 15 de outubro para informar se desejam se tornar escolas de tempo integral, para que a secretaria ainda faça estudos a respeito disso. No dia 16 termina o prazo de manifestação de interesse para aqueles que são de rede pública. E a divulgação do resultado da matrícula já sai até o dia 30 de novembro para estes grupos todos. A confirmação do interesse no quarto ano do ensino médio, será feita de 1 a 4 de dezembro. Certo? Justamente porque a gente atende primeiro os estudantes que estarão cursando o terceiro ano, para ai então atendermos os alunos do quarto ano. E até 30 de dezembro, os resultados da aprovação do ano de 2020, ou seja, se o aluno progride na série ou não progride dentro das regras estabelecidas pela secretaria. Pode passar. Só destacar rapidamente, programa de escolas em tempo integral, vocês podem ver um número em laranja de 4,9%, esse seria o IDEB, se todas as escolas fossem de tempo integral. Esse é o IDEB, calculado para as escolas de tempo integral existentes hoje na rede estadual de São Paulo. Nós tivemos um crescimento de um ano para o outro de 32%, muito maior do que o crescimento de escolas regulares que também cresceram. Lembrando que o estado de São Paulo alcançou o seu maior crescimento na história, e nós temos ainda a intenção de aumentar o número de escolas de tempo integral, discutindo com as nossas comunidades. Pode passar. Nós tivemos 247 novas escolas de tempo integral no estado de São Paulo no ano de 2020. Isso é um número maior da história de São Paulo, em um ano mesmo, apenas de transformação. Para você ter uma ideia, nós temos hoje 660 com essas 247 escolas. Então mais escolas podem aderir ainda em 2020, dentro daquele prazo até 15 de outubro, ouvindo a comunidade, discutindo com professores, com pais se desejam ou não passar pelo processo de transformação. Lembrando que escola em tempo integral a gente está falando em desenvolvimento cognitivo, mas também socioemocional. As escolas podem ter de sete ou nove horas, inclusive ter dois turnos no tempo integral agora. Protagonismo juvenil é o foco principal dessas escolas, e as famílias sempre podem optar pela matrícula do tempo integral. Pode passar, por favor. Lembrando também que fizemos uma pesquisa importante, onde professores e estudantes perguntando se eles recomendariam, e todos recomendariam fortemente a participação estar em escolas de tempo integral. Tanto que no momento da decisão da comunidade em virar ou não escolas em tempo integral, são professores e alunos que dão esse tenho. Pode passar. Novotec integrada, essa é uma parceria muito importante com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e com o Paula Souza. Obviamente a Secretaria de Educação tem buscado cada vez mais ofertar outras opções aos nossos jovens, isso é um perfil que a gente escuta muito. E nós temos uma das instituições mais especializadas do Brasil, de maior qualidade, que é a Paula Souza, que tem sido a grande parceira, ela executa esses cursos do Novotec, em parceria, com suporte e apoio da secretaria dentro de nossas escolas. Então nós queremos dar mais oportunidades. Os cursos são sempre alinhados aos interesses dos jovens, aqui tem algumas das turmas, a gente vai nos próximos dias trazendo mais informações. Mas é importante dizer que a gente está falando de uma matriz integrada no turno do aluno. Então o aluno poderá fazer o ensino técnico no estado de São Paulo dentro de um turno só, isso é o único estado que hoje está oferecendo na quantidade que nós estamos oferecendo de vagas, e já começamos há alguns anos com essa inovação com o Paula Souza. Não tem prova de seleção, o aluno manifesta interesse se ele estiver próximo da escola, ele terá a vaga obviamente, priorizando sempre aqueles que mais precisam. Certificado de conclusão do ensino médio com habilitação técnica. É muito importante dar a oportunidade para os jovens, especialmente nesse pós-pandemia, será muito importante. Pode passar. Nós temos mais de 400 escolas que vão ofertar turmas do Novotec este ano. Então vocês podem olhar no novotec.sp.gov.br quais são essas escolas, onde é que está essa distribuição. Elas estão em todo o estado, Daniel Barros que está aqui tem trabalhado muito próximo para garantir que mais lugares possam receber esses estudantes. Começa no primeiro ano do ensino médio. Então, portanto, os alunos que estão no nono ano da rede pública e privada que queiram fazer o Novotec em uma das nossas escolas, poderão fazer, como disse, essa inscrição. E o certificado de conclusão chega no final, ao final do terceiro ano. Pode passar. E aqui uma mensagem importante, governador, é que os alunos, os estudantes procurem, é uma grande oportunidade na rematrícula agora, já manifestar o seu interesse também, escolhendo a turma do Novotec integrado, que é um dos grandes passos que nós estamos dando. Lembre-se de olhar o novotec.sp.gov.br. Pode passar. E por último, um tema muito importante, relacionado à pandemia, que tem trazido grandes prejuízos à aprendizagem. E aqui deixo alerta aos pais, não interessa se é da rede pública ou da rede privada, não achem que a aprendizagem do seu filho está da mesma forma que seria se fosse a educação presencial, nada substitui a escola, o papel do professor e do aluno dentro da escola. Mas podemos e devemos trazer mais oportunidades para garantir esse aprendizado dos jovens para o próximo ano. E o terceiro ano é um dos anos mais difíceis, porque ele estaria saindo. Portanto, agora o opcional, vamos dar algumas condições para que os estudantes continuem tendo aprendizado. Pode passar. Os estudantes então do terceiro ano do ensino médio de 2020 poderão manifestar lá de 1 a 4 de dezembro a sua intenção de continuar estudando fazendo este quarto ano. Essa opção será feita então a partir também de 6 de outubro, e a confirmação em dezembro. Então agora no dia 6 o estudante vai lá dizer: "Eu quero". No dia 1 a 4 de dezembro a gente confirma, especialmente a conclusão e o anúncio das matrículas. O estudante escolhe, poderá escolher, isso é importante, uma informação nova aqui, ele poderá escolher de três disciplinas até as 13 disciplinas ofertadas. Ele poderá fazer um combo entre a área do conhecimento, e se ele quiser somente fazer português, matemática e geografia ou história, filosofia, ele poderá fazer, porque justamente é uma oferta a mais para o que ele deseja dentro do seu projeto de vida. E serão oferecidas aulas de reforço em janeiro, para os alunos também, isso é importante, que optarem desde já fazerem, e vão estar fazendo o vestibular, em breve nós taremos mais informações sobre isso. Pode passar. Lembrando então que o quarto ano opcional, ele começa, vai ter um certificado das disciplinas cursadas durante o ano de 2021. O aluno conclui o ensino médio no ano de 2020, e poderá continuar estudando. O objetivo obviamente é apoiar os nossos estudantes, especialmente focados no ensino superior. Nós teremos dois modos de funcionamento. Quando a escola tiver espaço, e tiver turma fechada poderá ter um atendimento específico àquela turma com uma característica específica para o quarto ano, para aquelas cidades menores, que às vezes, vai ter um ou dois alunos apenas desejando, eles vão trabalhar as disciplinas junto com o terceiro ano. Pode passar. E eu término dizendo que nada vai voltar a ser como antes, mas tudo poderá ser melhor como nunca foi. Esse é um trabalho feito por estudantes nosso de uma escola de São Carlos, é muito significativo para a gente, governador. Agradeço ficando à disposição de todos. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Rossieli, parabéns a você, Aroldo e toda a equipe da Secretaria de Educação. São Paulo reassumiu a liderança no IDEB, compromisso para o nosso governo em janeiro de 2019, que aumenta muito a nossa responsabilidade em expandir e consolidar essa liderança do IDEB no ensino de todo o Brasil. Não há hipótese de termos desenvolvimento efetivo e prolongado no país sem um bom programa de educação, sem que crianças e jovens recebam educação de qualidade. Agora assim vamos ao tema saúde com Jean Gorinchteyn, e os dados atualizados de hoje. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Estamos na quadragésima primeira semana epidemiológica, tivemos redução nos números da saúde no nosso estado, com queda de 17% do número de casos, 6% no número de óbitos. E as taxas de ocupação em Unidades de Terapia Intensiva continuam em queda. No estado, 43,3%, e na grande São Paulo, 41,9% de ocupação. Foram mais de 880 mil pacientes recuperados. Estamos, porém, no meio do caminho. Esse amarelo no mapa ele significa atenção, não podemos de forma alguma nos cansar, ainda estamos em quarentena. Temos que estar atentos e vigilantes às normas sanitárias. Lembro que hoje se dá o início da campanha de vacinação da Polio, e paralisia infantil, e de outras vacinas que devem ser atualizadas, são aproximadamente 13 vacinas, 14 com a portfólio, garantindo a proteção contra 20 doenças em crianças de 0 a 14 anos. Essa campanha vai se iniciar hoje, e se estenderá até 30 de outubro. As unidades de vacinação estão todas adaptadas e equipadas com todas as regras sanitárias para receber a população de uma forma segura, sem aglomerações o qualquer risco. Lembrando que a vacina é a única forma segura de proteger as nossas crianças. Vamos aos dados de hoje, por favor, o primeiro e único slide. São Paulo contabiliza 1 milhão 4579 casos, 36220 óbitos. Próximo, por favor. Nas projeções de número de casos da primeira quinzena ainda estamos no limite inferior, atingindo a marca, como disse de 1 milhão 4579. Próximo, e no caso de óbitos, também no limite inferior das projeções instituídas para esse mesmo período. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Jean Gorinchteyn. Vamos agora já às perguntas. Dimas Covas, João Gabbardo, Medina e Vinholi estarão também à disposição para responder às perguntas. Temos, pela ordem, para facilitar a compreensão dos jornalistas e também você que está nos assistindo em casa, pela TV Cultura, TV Record, rádio Jovem Pan, CNN, depois um correspondente estrangeiro, da rádio Monte Carlo, o Carlo Cauti, TV Bandeirantes... perdão, Rádio Bandeirantes, Rede TV, SBT, TV Globo, Globo News. Então, pela ordem, começamos com você, Daniela Salerno, da TV Record. Bem?vinda mais uma vez à nossa coletiva. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. São duas perguntas, na verdade, a primeira sobre educação, direcionado principalmente para a área de saúde. Eu gostaria de saber a [...] que vocês fazem da decisão do município de testar os profissionais e alunos antes da retomada. Eles inclusive, [...] em torno de 20% sendo que aquelas pessoas que já têm anticorpos comprovadamente no inquérito sorológico. Qual seria a avaliação vocês a respeito dessa decisão, e isso realmente faz sentido, por que faz sendo? E essa há alguma possibilidade da rede estadual seguir o mesmo caminho e, inclusive, uma recomendação para a rede privada fazer antes da retomada também essa [...] com os professores. Uma segunda pergunta, a gente sabe que os dados ainda não estão consolidados, mas a gente está na última semana, da atualização do mês, né? Semana que vem, vêm aí uma atualização, eu gostaria saber se a gente já tem alguns municípios mostrando que vão avançar de mas ou [...] no estado de São Paulo numa estabilidade dos casos. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Na primeira pergunta sobre educação e saúde responderão Rossieli Soares, nosso secretário de Educação e João Gabbardo, coordenador executivo do Comitê de Saúde. Na segunda pergunta sobre saúde, responderão José Medina, coordenador do Centro de Contingência do Covid?19 e Jean Gorinchteyn.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO-EXECUTIVO NO COMBATE AO COVID-19: Bom, rapidamente só comentando, em relação à avaliação de teste, nosso protocolo hoje, ele é voltado para o teste especialmente em caso de identificação. Nós temos um protocolo em processo de testagem que vai ser feita pela Secretaria de Saúde, em parceria com a secretaria de Educação e que aí o nosso secretário Jean Gorinchteyn pode comentar. Nós estendemos que toda a informação possível pode ajudar num processo de decisão, não sendo a única informação para tomada de decisão de volta às aulas ou não, já me manifestei diversas vezes. É uma informação, sim, importante, mas, não pode ser considerada a única.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, o Gabbardo passou a bola aqui para o Jean, para o Jean tocar a bala para frente. Então, Jean sobre o tema da avaliação do início das aulas de estágio em saúde.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós temos do estado de São Paulo muitos municípios que já estão fazendo a sorologia. Então, não haveria a necessidade do estado estar recompondo esse tipo de testagem. Então, nós optamos por fazer ao invés da sorologia, que avalia o passado, que avalia o quanto houve previamente a circulação do vírus, nós fazermos nesse momento um outro tipo de inquérito, vocês vão conhecer melhor o modelo na próxima quarta-feira, em que nós avaliaremos a incidência, ou seja, o quanto nós temos de casos novos nessa população. E isso é feito através do RTPCR, ele vai dizer o quanto hoje nós temos o vírus e com isso, poderemos também estar realizando tanto numa amostra de pacientes, ou melhor, de alunos e educadores sem sintomas, bem como naqueles sintomáticos para despolarizar todos os planos de isolamento e de quarentena. Na quarta-feira nós vamos trazer exatamente esse modelo como vai acontecer e, em conjunto, os modelos prévios realizados pelos municípios, mas sorológicos e atuais realizados pelo PCR, vão dar a indicação com o quanto aquelas escolas poderão continuar abertas, quanto elas fecharão e mais, essa é a parte importante, o sequenciamento a cada período para nós avaliarmos o impacto que houve, a presença, dessa crianças na escola na circulação do vírus.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Então, a perceba pergunta já respondida. A segunda sobre a saúde, com atualização dos dados do Plano São Paulo. Vamos ao Medina, José Medina, nosso coordenador do Centro de Contingência do Covid?19, e, se necessário, com algum comentário ou do Jean ou do Gabbardo. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID 19: Daniela, muito obrigado pela pergunta. Na análise dos indicadores de reclassificação que nós fazemos diariamente ou semanalmente existe uma estabilidade do estado na fase amarela e existe alguma variação, que é pequena ainda, que é uma variação consolidada. Nós estamos analisando, na sexta?feira nós vamos anunciar o resultado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, Jean, Gabbardo, algum comentário? Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: É importante lembrarmos que a semana epidemiológica, ela não se encerrou, e, dessa maneira, todos os dados da saúde, tanto o número de óbitos, quanto o número de internações serão considerados para que a gente possa fazer essa avaliação de forma absolutamente segura para cada uma das regiões.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Daniela Salerno, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à rádio Jovem Pan, com Caterina Achutti eu estou pronunciando corretamente seu sobrenome? Caterina Achutti. Achutti. Então, Caterina Achutti, da rádio Jovem Pan, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

CATERINA ACHUTTI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Bom, [...] mantém a volta opcional nos alunos do Ensino Médio e do EJA para voltar no dia 7 de outubro, essa retomada que é opcional. Queria que o senhor falasse como que a gestão se prepara para lidar com eventuais conflitos, com a categoria que representa professores e profissionais da educação, já que em muitos momentos muitos sindicatos se posicionaram contra essa retomada, né? E se isso existe já por parte da gestão algum posicionamento com relação à testagem desses alunos, profissionais que estarão de forma preferencial nas escolas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Caterina. Responde Rossieli Soares e Jean Gorinchteyn, um pouco da extensão, aliás, da pergunta feita pela Daniela Salerno. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador. É... Caterina, vamos lá. Primeiro, nós temos tido reuniões sindicatos, entendemos as posições contrária, mas nós estamos falando primeiro de um retorno opcional, construído com a comunidade. Não há que se falar de greve quando voto tem a posição de fazer ou não construída pela comunidade, não faria sentido. Segundo, todas as ações judiciais movidas para o impedimento de qualquer um dos retornos foram perdidas na justiça. Então, também estamos calcados pelo Poder Judiciário neste caso pelas decisões já tomadas. Terceiro, nós não faremos nada que não seja... terceiro que na verdade, é o primeiro, né? Não faremos nada que não seja calcada pelas orientações da área da saúde. Portanto, nosso... nossa condução continuará sendo de ter diálogos, especialmente lá na escola, na comunidade, porque nós temos mais de 5 mil escolas em realidades distintas, em situações distintas e que faz sentido sempre ter a opinião de cada uma delas, incluindo, os pais, respeitando aqueles que querem, aqueles que não querem voltar, fazendo uma construção. Em relação à testagem, obviamente que à medida que as escolas começam a ter atividades, nós temos um acompanhamento, monitoramento. Dr. Jean vai falar melhor sobre a testagem, mas sempre que necessário haverá, sim, a testagem. Algo importante que o mundo inteiro não educação trabalha, Caterina, é monitoramento, mais importante do que testar é monitorar cada passo, quem esteve, quem são as contrastantes, para que aí, inclusive, a próprio teste surta efeito para a partir do monitoramento temos a segurança e tomarmos as decisões caso o caso, escola a escola, município a município.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Jean, complementando a pergunta da Caterina Achutti.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Caterina, a posição do governo do estado de São Paulo, em nome do governador João Doria, é dar segurança para os trabalhadores e para os estudantes, bem como seus pais que estão nas suas resistências. Todas as unidades escolares estão sendo muito bem aparelhadas para dar garantia de que todas as regras sanitárias sejam seguidas, assim como a realização de testes, como disse, que nós traremos na próxima reunião, que nos trará a possibilidade de nós avaliarmos o quanto teremos da circulação do vírus naquele momento. Quando nós falamos de sorologia, nós falamos no momento prévio, pregresso e dessa maneira, a realização do PCR vai o momento atual. Amostras serão tomadas, tanto de educadores, profissionais da educação, bem como dos alunos, de forma a amostral, mesmo que sintomáticos e todos aqueles que tiverem pequenos sintomas serão também escolhidos, não só serão orientados para não estarem presente nas unidades escolares, mas serão testados deixando todas aquelas pessoas que tiveram contato, também de forma a ter a quarentena até que estejamos obtendo os resultados.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Caterina, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à terceira intervenção dos jornalistas, é da CNN com Tainá Falcão. Tainá. Mais uma vez, boa tarde. Sua pergunta, por favor. Maravilho.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Boa tarde. Eu vou direcionar a primeira pergunta ao secretário Rossieli, se há [...] quantos municípios retomarão, de quantas escolas, quantos alunos a gente já tem um balanço sobre essas cidades. E também a sua opinião, de repente haverá uma referência do município no sentido de que das mais de 40 mil escolas dos municípios, através [...] decidiu retomar quantidade [ininteligível] se para a sua opinião isso pode atrapalhar de alguma forma o planejamento e as estratégias do governo. Eu tenho uma pergunta para o secretário Baldy também. Eu sei, secretário, que o senhor retomo ou na semana passada a sua agenda pública, mas quando o senhor saiu de licença, o senhor falou sobre repensar a salva vida, o que o fez mudar de ideia?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Tainá. Então vamos com Rossieli Soares a primeira pergunta, e a segunda, obviamente com o Baldy.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Tainá. Vamos lá. Primeiro, nós estamos avançando dia após dia, lembrando que a autorização começa nessa data, mas a escola pode voltar no dia 8, no dia 9, no dia 15, enfim, no dia 15, não porque é dia do professor, mas nos demais dias ela pode fazer uma programação. Inclusive, ter tipos de atendimento, ainda mais se for atividade extracurricular. Então, para gente, a gente está avançando bastante com números a cada dia, gente vai buscando utilizar. Logicamente que a volta do dia 7, ela é importante, em outros municípios que já também começam a retornar e nós vamos atualizar o número do próprio dia 7, mas hoje a gente deve estar girando já em próximo de 40 escolas já com atividades e esse número crescerá ainda mais durante essa semana. Lembrando que nós não nos importamos se são um, ou se são 3 mil, é um processo construído com a comunidade para a priorizar os alunos que mais precisam nesse momento e a gente não abre mão da segurança para esse retorno. Sobre o município ter mais ou menos escolas retornando, de novo, é um processo de escolha. Se eu tiver uma na capital ou tiver cem na capital, estaremos satisfeitos porque estamos dando opção para aqueles que precisam, para as escolas que desejam, para os profissionais que também desejam e para os estudantes que desejam. Então, nós estamos falando de uma volta participativa, que é diferente de muitos lugares que têm imposto, nós não impondo, estamos construindo isso com cada uma das comunidades.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli, vamos agora à resposta à segunda pergunta da Tainá Falcão, com Alexandre Baldy.

ALEXANDRE, BALDY, SECRETÁRIO DOS TRANSPORTES METROPOLITANOS DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, naquele momento eu realmente repensei em pensar na vida pública. Depois, eu que sou empresário, que sou industrial, não vivo da vida pública, eu desejei voltar realmente à vida pública, às minhas funções públicas, enfrentar o desafio de poder de modo que a vida pública nos instituto nos entusiasma a levar realizações, não a milhões de pessoas como são aqueles que trabalham comigo nas minhas empresas, mas as milhares de pessoas seja em São Paulo, seja em todo o Brasil, com o fruto do resultado do nosso trabalho. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Alexandre Baldy. Tainá, obrigado pelas perguntas. Vamos agora para o correspondente internacional, na verdade, ele é presidente do Associação dos Correspondentes estrangeiros no Brasil e correspondente também da revista italiana Limes e da Rádio Montecarlo, de Mônaco. Vamos falar com Carlo Cauti, que já está aqui conosco em tela. Carlo, boa tarde, obrigado pela sua participação mais uma vez e sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, é sempre um prazer poder voltar. Governador, eu vou fugir um pouco do tema, mas nem muito, assim. Eu vou perguntar como está o desenvolvimento da vacina e, no caso das escolas, da educação no Estado de São Paulo, quando ela, caso ela seja desenvolvida, os professores serão entre os primeiros a serem vacinados, pela distribuição nas escolas? Lá na Europa se fala já em fazer isso, professores, assim como outros profissionais seriam os primeiros a serem vacinados. Aqui no Estado de São Paulo tem essa mesma visão da coisa? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carlo, obrigado. Nós vamos ter a sua resposta feita pelo Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, e pelo secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn. Mas posso lhe antecipar que, por decisão da área da saúde, os primeiros a serem vacinados em São Paulo, e esperamos que, tudo correndo bem, já em dezembro, na segunda quinzena, nós vamos começar com os profissionais da saúde. Médicos, enfermeiros, paramédicos e aqueles que atuam em hospitais e unidades públicas e privadas de saúde. E na sequência, aí sobre isso falará o Jean Gorinchteyn, que é infectologista e especialista neste tema. Mas antes, vamos ouvir o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, Carlo.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador. Carlo, a vacina Butantan-Sinovac, nesse momento, é a vacina que está mais desenvolvida no mundo, não é no Brasil, é no mundo. Por vários motivos. Primeiro, é uma vacina que está pronta e entra em produção aqui no Butantan em outubro. Estamos aguardando a chegada da matéria prima vinda da China para iniciarmos esse processo e, no final do ano, teremos 46 milhões de doses disponíveis. Outras vacinas que estavam em consideração pelo Ministério já sofreram atraso no cronograma de entrega. Portanto, já, além dessa vacina, não teremos outra nesse ano. Então, esse é um ponto importante. Segundo, essa vacina, em relação às demais, é a que apresenta o melhor perfil de segurança e o melhor perfil de indução de resposta imunológica, isso é importantíssimo porque é exatamente a segurança e a capacidade de induzir produção de anticorpos nas pessoas vacinas é que determina, no final, o seu processo de registro. Então, essa vacina tem essa característica, por isso que nós estamos trabalhando, desde o começo, fortemente no seu desenvolvimento. E terceiro, um ponto importantíssimo: Essa vacina está adaptada às condições brasileiras, às condições de distribuição do nosso Programa Nacional de Imunização, quer dizer, ela é uma vacina que foi desenvolvida para ser transportada em temperatura de geladeira, de 2 a 8 graus centígrados, e portanto igual às demais vacinas que são usadas aqui no Brasil. Ela poderá atingir a todos os municípios, sem grandes dificuldades, diferente de outras vacinas, que precisam ser transportadas em temperaturas negativas, temperaturas a -20 graus centígrados, em freezers, e isso é uma logística que o país não dispõe nesse momento. Então veja, por essas três características, o processo de desenvolvimento dessa vacina é extremamente promissor e com certeza isso nos coloca aí entre os primeiros países do mundo a ter o uso em massa dessa vacina. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Dimas. Vamos então, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carlo, o que nós temos como rito, já definido, é a vacinação primeiro, como o governador comentou, dos profissionais da área da saúde, uma vez que eles estão muito dentro dos ambientes nos quais a circulação do vírus é extremamente elevada. A partir de então, nós entendemos que educadores deverão ser a segunda, o segundo grupo a ser vacinado, até porque o número, por exemplo, de funcionários do estado, nós temos 250 mil funcionários, mas, de toda forma, isso já faria com que nós estivéssemos protegendo esses profissionais. Lógico que os municipais também serão acolhidos, bem como das redes privadas, e a seguir para portadores de doenças crônicas. Nós precisamos ter o maior número possível de doses para que possamos vacinar com rapidez o maior número de pessoas, para que, dessa maneira, nós estejamos protegendo cada um desses brasileiros, em toda a sua dimensão, esteja aonde estiverem, distribuídos através do Programa Nacional de Imunização, pelo Sistema Único de Saúde. É claro que a definição técnica sairá pelas câmaras técnicas também do Ministério da Saúde. Existe esta proposta, que deverá ser acatada ou não pelos técnicos do Ministério da Saúde, chancelada por eles.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, Carlo Cauti, presidente da Associação dos Correspondentes Estrangeiros, também correspondente da revista italiana Limes e da Rádio Montecarlo. [pronunciamento em outro idioma] Vamos agora a Bruna Barbosa, da Rádio Bandeirantes, na sequência Carolina Riguengo, da Rede TV, José Luís Filho, do SBT, e William Kury, da TV Globo, GloboNews. Bruna, mais uma vez, obrigado pela sua presença, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. As minhas duas perguntas são para o secretário Alexandre Baldy sobre a questão das desapropriações da linha 6, secretário. O senhor disse que todas já foram feitas, mas eu queria saber como é que fica a situação da Vai-Vai, da sede da Vai-Vai, que na época isso era um problema. E essa obra, secretário, corre o risco de parar em algum momento? A gente vê tantos problemas com o monotrilho, tinha um entrave judicial gigantesco, uma obra que vai e volta há tanto tempo. Corre o risco disso acontecer com essa linha? E para o senhor, governador, na sexta-feira, há uma expectativa de reclassificação de todo o estado, a capital deve ir para a fase verde do plano de flexibilização. Eu queria saber se essa confirmação está mantida e se, junto com a capital, devem avançar também para a próxima etapa outras cidades da Grande São Paulo. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruna. Vamos então à primeira pergunta, com Alexandre Baldy.

ALEXANDRE BALDY, SECRETÁRIO ESTADUAL DE TRANSPORTES METROPOLITANOS DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, Bruna, obrigado pela pergunta, e ela vai diretamente no que representa a vantajosidade do aspecto dessa tratativa, celebrada entre o grupo espanhol Acciona, que provou ter todas as condições de financiabilidade para continuar o projeto, através dessa transferência que foi anuída pelo Estado. Pelo fato de quê? De que essas obras, que serão realizadas integralmente pelo grupo privado, que já demonstrou essa capacidade financeira, já demonstrou que há a capacidade operacional, do ponto de vista da construção civil em si, avaliou os equipamentos que já constam dentro da obra em si, para que as obras possam ser tocadas, seja com o recurso, que é uma PPP, por parte do privado, sejam aqueles que já estão garantidos pelo Estado. O Estado hoje já detém mais de R$ 1,7 bilhão para que essa obra seja retomada, e então para que, obviamente, dentro de todo o seu percurso, dentro de toda a sua trajetória, ela possa estar sendo realizada com a tranquilidade. Quanto às desapropriações, aquela que é objeto da Vai-Vai, ela foi descartada, numa tratativa que foi realizada entre o próprio grupo Acciona neste momento com o Governo do Estado, para que não haja este empecilho. Portanto, as desapropriações estão já absolutamente realizadas, todos os problemas nesse aspecto foram sanados para que, quando dessa retomada das obras, a partir de amanhã, nós tenhamos a tranquilidade de continuar, sem que haja estes imprevistos. Agora, uma obra metroviária com mais de 15 Km de túneis, rochas, enfim, todos os seus aspectos técnicos podem ocorrer. Mas nesse aspecto de judicialização, esta tratativa, ela poderá e deverá evitar, como você bem citou o caso da linha 17, ouro, para que a gente retome agora e possa entregar o quanto antes, mais de três anos antes, aos cidadãos aqui de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Baldy. A segunda pergunta, Bruna, eu responderei junto com o Marco Vinholi. Nós temos, sim, na sexta-feira, a apresentação de uma nova classificação, dentro de um novo período da quarentena do Plano São Paulo. Quero lembrar que as quarentenas perdurarão em São Paulo até termos a total imunização dos brasileiros do Estado de São Paulo. Até lá, teremos quantas quarentenas forem necessárias, até obtermos a imunização total, que será, aí sim, a bandeira branca. Nós estamos na classificação do Plano São Paulo, nas cores vermelha, laranja, amarela, verde e azul, e na sequência a bandeira branca, ou seja, a bandeira com a vacina imunizando todos os brasileiros de São Paulo e, esperamos, todos os brasileiros do país. E sobre sexta-feira, dia 10, reclassificação ou não, responderá o nosso Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, os índices têm melhorado de forma constante aqui no Estado de São Paulo. Hoje, nós registramos 43.4% em índice de ocupação de leitos de UTI, o menor da série histórica, e isso vem atualização por atualização melhorando. O município de São Paulo tem 44.9%, também é um índice muito bom. Os índices de casos, internações e óbitos, na média do estado, têm tido essa melhora, e na próxima sexta-feira o Centro de Contingência faz essa análise e traz aqui a melhor estratégia para que a gente possa seguir avançando com esses indicadores. Portanto, sua resposta, só na sexta-feira, de maneira mais conclusa. O Estado de São Paulo vem melhorando, através do Plano São Paulo, os indicadores, tanto de ocupação, casos, internações e óbitos, têm tido essa constância. Nós vamos seguir perseguindo isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Bruna, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à Rede TV, com a jornalista Carolina Riguengo. Carolina, mais uma vez, obrigado pela sua presença aqui na coletiva, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. A minha primeira pergunta vai para o governador João Doria, se, diante de um cenário de altos impostos de medicamentos, se existe algum planejamento para mudar o cálculo de substituição tributária que é feito hoje no estado. Para o secretário Rossieli, eu queria saber se já tem um protocolo definido de rotina de testagem, verificação da temperatura ou outros cuidados para o dia a dia desses alunos que retomarem. E por fim, para o Dr. Dimas, eu queria saber qual é a diferença no transporte da vacina chinesa para as outras e quais seriam essas outras vacinas, Dr. Dimas, que o senhor se refere e se referiu também na sexta-feira. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carolina já vai pedir gol, já na segunda-feira, para o domingo, com três perguntas. A segunda será respondida pelo Rossieli, a terceira, evidentemente, pelo Dimas Covas. A primeira eu respondo. Nós não faremos aumento de imposto em São Paulo. Não fizemos, não estamos fazendo e não faremos. O PL, o Projeto de Lei nº 529, que nesse momento está em debate na Assembleia Legislativa de São Paulo, não vai interferir na cesta básica de alimentos e nem na cesta básica de medicamentos. Volto a repetir, não haverá nenhuma alteração das alíquotas de isenção nos produtos que compõem a cesta de alimentos, a cesta básica de alimentos, e a cesta básica de medicamentos no Estado de São Paulo. E a redução de alguns benefícios tributários, sem nenhum aumento de imposto, será feito por critério e apenas pelo prazo de 24 meses, ou seja, de 1 de janeiro de 2021 a 31 de dezembro de 2022. É um processo necessário, como você sabe, os que nos assistem também, para recompormos o equilíbrio fiscal do Estado de São Paulo. A reforma administrativa, modernização administrativa, vai enxugar o tamanho do estado, diminuir o tamanho do estado, como é uma proposta de um governo liberal como o nosso, para garantir o equilíbrio fiscal no Estado de São Paulo, e novos investimentos em saúde, educação, segurança pública e proteção social. Vamos agora à segunda das suas perguntas, com Rossieli Soares.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Bom, Carolina, nós já temos protocolos definidos, está no site do saopaulo.sp.gov.br/planos, onde você fala desde a verificação da temperatura antes de sair de casa, se for possível, pela família, chegando na escola verificação de temperatura, a que tipo de isolamento, a que tipo de acompanhamento. Absolutamente todos os nossos protocolos estão definidos. Em relação à testagem, nós estamos seguindo todas as orientações da saúde, inclusive realizando testes quando necessário, quando há alguma suspeita de caso, como já fizemos durante esse dias, e não tivemos nenhum caso de professor, por exemplo, ou aluno, que tenha tido contato dentro da escola, que tenha tido caso, por exemplo, confirmado. Mas nós estamos fazendo a testagem à medida que ela é necessária para o acompanhamento e monitoramento. Até porque nós temos que isolar a pessoa caso esteja, né, obviamente, tem a suspeita de qualquer sintoma já vai pra isolamento. Mesmo se a criança não tiver suspeita de sintoma e alguém da família com quem ela teve contato tiver, já vai pra isolamento. E assim serve para todo e qualquer profissional ou estudante nosso. Portanto, já estamos avançando e trabalhando com os protocolos estabelecidos e com as regras que a Secretaria de Saúde tem nos apoiado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. E finalizando com o Dimas Covas a questão relativa a diferenças circunstanciais à vacina Coronavac, a vacina de Oxford e outras vacinas.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: Governador, eu vou agrupar a resposta, o tipo de vacina. Eu não gostaria de mencionar exatamente a marca da vacina. Então nós temos vacinas que são baseadas em adenovírus. No Brasil, nós temos duas vacinas nesse momento em andamento com base em adenovírus. Adenovírus são organismos vivos e, portanto, eles precisam ser transportados para manter a viabilidade a menos 20 graus centígrados. Então, isso é uma informação importante. Temos ainda outras vacinas que são baseadas no material genético, num RNA ou num DNA. Algumas iniciativas nem... nenhuma ainda em fase final de desenvolvimento aqui no Brasil, mas em outros países, sim. Esse material é extremamente [ininteligível], ele só pode ser transportado de forma a manter a sua eficiência a menos 80 graus centígrados, menos 80 graus centígrados. Acho que isso dá uma ideia muito clara do panorama de vacinas. A vacina com base em vírus morto inativado, como a vacina Butantan Sinovac, a Coronavac, ela é transportada a temperatura de dois a oito graus e mantém a sua viabilidade por até 72h em temperatura ambiente. Então, se estivermos lá no interior, né, do Amazonas, do Pará, né, com temperaturas em torno aí de 38, 39, 40 graus, essa vacina persistirá, mesmo fora da geladeira por 72h.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Dimas, então as três perguntas respondidas. Carolina, obrigado. Lembre de pedir a sua música depois. Vamos agora ao José Luiz Filho, do SBT. José Luiz, boa tarde. Bem-vindo. Tá com alguma dificuldade ali no microfone, mas já resolveu. Se quiser pode ajustar um pouquinho. Não tem problema que ele será desinfectado depois. Sua pergunta, por favor, José Luiz.

JOSÉ LUIZ FILHO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. [ininteligível] Rossieli. Se a volta às aulas está condicionada a uma decisão dos prefeitos como a colega da CNN já perguntou, eu queria que o senhor salientasse, o prefeito poderá proibir a volta à aula, volta às aulas em uma escola estadual que está instalada na cidade dele? Voltando às aulas agora, o ano letivo de 2020, será incluído quando? E também se está mantido esse... é uma informação que foi mantida, se está mantida a avaliação que se pensou em fazer pra verificar o avanço que o aluno aprendeu durante a quarentena nas aulas on-line? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, José Luiz. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos lá. Os prefeitos podem apenas por motivo vinculado à saúde, a Vigilância Sanitária. Não podem invadir a competência do Estado no âmbito da educação ou de outras tomadas de decisão. Assim como nós também não podemos invadir a competência do município em relação à educação. Então, portanto, se a Vigilância Sanitária Municipal justificadamente tiver razões para não autorizar a volta às aulas nesse momento, é possível, e isso depende muito de cada local, de cada região. E a gente tem buscado dialogar com os municípios. Em relação a 2020, o ano letivo termina no dia 30 de dezembro como estava planejado, nós vamos seguir o ano letivo programado, ainda que as aulas presenciais estejam voltando lentamente, mas a gente vai manter o calendário. Teremos férias no mês de janeiro para os nossos profissionais e para os nossos estudantes, mas ofertaremos outras opções como disse já durante a coletiva, como atividades de reforço escolar especialmente para os alunos do terceiro ano no mês de janeiro, e a volta às aulas do ano de 2021, em breve, divulgaremos o calendário já do próximo ano. Entendemos que seria importante seguir o calendário desse ano ainda que não seja da forma ideal que seria o presencial, mas é importante também termos os espaços, os breaks, aquilo que tínhamos planejado. Em relação à avaliação diagnóstica, a avaliação... isso é necessário não só agora na volta, estamos aplicando as avaliações de várias maneiras, né, a própria escola, o próprio professor vai identificando as dificuldades, aquele que deseja retornar já vai incentivando os alunos que mais precisam, especialmente do ponto de vista pedagógico. E essa avaliação ela será constante até o final de 2022 nós teremos internamente na nossa rede avaliações que ocorrerão a cada 15, 30 dias, portanto, mensal, semestral, bimestral, nós teremos diversas avaliações diagnósticas não só agora, mas durante todos os próximos anos nós teremos um perfil de muita observação de onde está cada um dos estudantes pra que a gente possa também ajudá-lo a partir da sua necessidade individual.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. José Luiz, obrigado pela sua pergunta. Vamos à última intervenção de hoje, como sempre William Cury, TV Globo, Globo News. Mais conhecido como Will. Boa tarde, Will. Sua pergunta, por favor.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Tudo bem? Lá pras bandas de [ininteligível] Zona Leste, é assim que me conhecem.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: William é só quando é pra tomar bronca da sua mãe, né? Fora disso é Will.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: É. Mas eu não tenho hábito de levar broncas em casa.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Confio. Will, desculpe a brincadeira. Mais uma vez, sua pergunta, por favor.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Só pra descontrair, sou o último, né, as perguntas já ficam meio escassas. Mas eu ainda tenho duas. Eu não vou pedir três porque meu gosto peculiar pra música [ininteligível]. Primeiro sobre as internações, né, o Governo anunciou por dez semanas a queda de internações. Nós temos também há alguns dias já, a última semana, [ininteligível] de casos e também de óbitos. Porém, internações registradas com pequeno aumento nos números absolutos, 3%. Então eu queria saber se isso é motivo pra preocupação do governo e por que é que isso aconteceu tendo uma diminuição também de casos, [ininteligível] de casos. Foi algum fato específico que o Governo tem conhecimento pra ter aumentado essas intervenções? E a outra pergunta em relação à volta às aulas, mas é mais uma orientação da saúde em relação à volta às aulas. Tendo em vista que é opção para os pais mandarem os filhos pras escolas novamente, né, não é uma obrigação, é opção. Queria saber pros pais que têm condições de não mandar os filhos, porque tem gente que precisa mandar, tem gente que não tem estrutura em casa pra uma aula a distância, mas tem gente que consegue se adaptar ao ensino on-line e não precisa mandar agora pra escola. Eu queria saber se fosse, né, por exemplo, secretário, o senhor mandaria seu filho, tendo condições de não mandar, qual seria a opção, mandaria ou não mandaria? Acho que é importante [ininteligível] os pais que estão nessa dúvida [ininteligível]. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will. Vamos então à primeira pergunta sobre internações, a queda da média móvel e as observações feitas por você, com Jean Gorinchteyn. A segunda será respondida pelo Rossieli, se necessário com comentários do Jean ou do Gabbardo. Jean.

JEAN CARLO GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: William, o que nós temos observado, realmente um número de queda do número de casos, queda do número de óbitos e tivemos um discreto incremento hoje do número de internações em 3%. Isso ainda não traz realmente às claras o que pode ter acontecido. Vamos aguardar nos próximos dias, ver se isso passa a ter impactos maiores, tanto nas internações nos próximos dias e de outros índices. Lembrando que esse é um dado isolado, como você mesmo falou já vinha apresentando um decréscimo progressivo por várias semanas, mostrando a estabilidade, o controle da pandemia no nosso meio. Mas os próximos dias, ainda nessa semana epidemiológica serão avaliados, inclusive, pra que a gente possa ter uma compreensão muito mais ampla.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean. Rossieli.

Rossieli Soares, secretário estadual de educação DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, Will, vamos lá. Primeiro, eu acho que se ter condição ou não ter condição de acesso à tecnologia, não pode ser o único fator para dizer que o filho não deve... deve ou não voltar à escola. Nós temos muitos fatores que a gente está vendo hoje na sociedade onde jovens, crianças, estão entrando num nível de depressão elevadíssimo justamente por não ter outros espaços de socialização. Inclusive, porque o ambiente principal de bullying, isso pesquisa feita antes da pandemia já era a internet. Inclusive divulgamos aqui em determinada coletiva de imprensa há alguns meses atrás. Então, sempre que eu puder e se tiver segurança, tiver as condições, obviamente, tem que estar cumprido o protocolo, sim. Retornar é fundamental e eu acho que isso é importante as famílias entenderem. Por mais que ele tenha equipamento, tenha tudo dentro de casa, ele não vai ter todas as condições que ele precisa ter que é o ambiente escolar, desde a socialização, à busca pela saúde socioemocional, não é só estar em casa, temos aspectos comprovados hoje disso, aliás, o mundo inteiro. A Unicef, OMS, todo mundo falando a respeito disso, né, dessa possibilidade da pandemia da depressão hoje no mundo, especialmente por conta do parar das aulas. Então, sim, eu sempre responderia sim. Se for possível, invista os filhos à escola com segurança, obedecendo os protocolos e obedecendo aquilo que a área da saúde responde. Seja escola pública, seja privada, acho que esse é o caminho.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Will, como você direcionou a pergunta também ao Jean Gorinchteyn, ele fará um breve comentário.

JEAN CARLO GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Will, meus filhos estão me assistindo agora, eles sabem muito bem que eu estou muito mais preocupado com eles passeando nas ruas, por exemplo, indo pra casa de amigos e não respeitando as normas sanitárias do que se eles estivessem indo pra escola ou faculdade. Porque eu tenho certeza que todas as normas sanitárias lá vão ser seguidas, eles estarão devidamente protegidos. É isso o que vai acontecer numa escola municipal, numa escola estadual ou numa faculdade ou numa escola privada. Então eu digo, a minha preocupação não é com a entidade educacional, mas sim com a falta de cuidados que eles podem ter fora disso. Portanto, a rua acaba sendo um risco muito maior.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn. Obrigado também Rossieli Soares. Will, muito obrigado pelas perguntas. Quero agradecer a todos por terem comparecido a esta coletiva de imprensa, os que nos acompanham remotamente pela TV Cultura, muito obrigado. Inclusive, os jornalistas que acompanham todas as segundas, quartas e sextas a coletiva a distância, remotamente. Muito obrigado aos técnicos, cinegrafistas e fotógrafos, aos secretários e dirigentes que estão aqui, voltaremos na próxima quarta-feira, às 12h45 com mais informações sobre a pandemia e as medidas do estado de São Paulo. Por favor, você que está nos acompanhando pela TV Cultura, use máscara sempre que sair da sua casa, ou sair do seu ambiente de trabalho e estiver circulando pela cidade, ou pelo campo, lembre do distanciamento social de 1,5 metro entre você e outras pessoas. E use álcool em gel constantemente. Se proteja e proteja também as pessoas que você gosta. Boa tarde e até quarta-feira.