Coletiva - Governo de SP anuncia dose adicional contra COVID-19 para profissionais de saúde 20212909

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Coletiva - Governo de SP anuncia dose adicional contra COVID-19 para profissionais de saúde 20212909

Local: Capital – Data: Setembro 29/09/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Muito obrigado a presença de todos, colegas jornalistas, cinegrafistas. Nossos convidados especiais que aqui estão, parlamentares, membros do governo, Rodrigo Garcia, nosso vice-governador e secretário de governo, aqui ao meu lado. E aos que estão nos acompanhando ao vivo pela TV Cultura, pela Record News, pelo SBT News, pela Band News, também pelos sites do UOL, Jornal Estado de São Paulo, além de flashs e transmissão de outras emissoras de televisão, ao vivo aqui da sede do governo de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes, nesse exato momento. Temos aqui boas notícias no âmbito da saúde e da retomada econômica em São Paulo. Na saúde, estamos anunciando que teremos no próximo sábado, dia 2 de outubro, o dia V, o Dia da Vacina, o Dia da Vida, de mobilização para pessoas que ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19. O Dia V, repito, V de vacina, e V de vida, é uma grande oportunidade para quem está com a segunda dose da vacina atrasada, e agora terá a oportunidade de se vacinar. São mais de 5 mil postos de vacinação, em todo o estado de São Paulo, sendo que estarão abertos nesse sábado, das 7h da manhã até às 19h da noite. Portanto, no próximo sábado, todos os Postos de Saúde de vacinação, sábado, dia 2 de outubro, estarão abertos das 7h da manhã até às 19h da noite para a segunda dose, e assim avançarmos ainda mais na vacinação aqui em São Paulo, o estado que mais vacina em todo o Brasil. Todas as equipes municipais, estaduais, estarão integradas, e contribuindo para que o Dia Você seja um grande sucesso. Segunda boa informação, nós vamos iniciar a aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19, em São Paulo, aos trabalhadores da saúde, aos profissionais de saúde, médicos, enfermeiros, e aos que trabalham com a saúde aqui no estado de São Paulo. Isso começa na segunda-feira, dia 4 de outubro. Para reforçar ainda mais a imunidade de quem está na linha de frente no combate à pandemia, a dose de reforço será aplicada em 1 milhão de profissionais de saúde no estado de São Paulo, e para receber a nova dose o profissional deve ter completado ciclo vacinal, ou seja, deve ter recebido as duas doses da vacina, sendo que a última dose, há, pelo menos, seis meses. Sobre esse tema, da terceira dose da vacina, e também sobre o Dia V, o dia da Vacina, falará a nossa coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, aqui ao nosso lado, Regiane de Paula. Terceira informação, ainda de saúde, boa notícia, fora da Covid-19, o governo de São Paulo vai retomar o Corujão da Saúde, com a oferta de 335 mil exames, nessa primeira etapa, em hospitais públicos e privados, a partir de 1 de outubro. Com a queda de internações da Covid-19, e o avanço da vacinação em São Paulo, repito, o estado que mais vacina em todo o Brasil, será possível retomar o Corujão da Saúde, com os melhores hospitais públicos, e os melhores hospitais privados. Eu quero ressaltar aqui entre os hospitais privados, são 50 hospitais privados, eu destaco o Albert Einstein, do Sírio Libanês, e o hospital alemão, Osvaldo Cruz, que vão passar a receber para exames pessoas simples, de comunidades, pessoas vulneráveis, pessoas desempregadas, pessoas que em São Paulo recebem tratamento nos melhores hospitais públicos e privados, e principalmente nos privados iguais àquelas pessoas que tem e pagam planos de saúde. Os exames, portanto, na rede pública, começam no dia 1 de outubro, e na rede privada, no dia 11 de outubro, segunda-feira, isso em todo o estado de São Paulo. Vão ser oferecidos, conforme já mencionei, 335 mil exames, de 11 tipos diferentes de especialidades, como biópsias, tomografias computadorizadas, e ultrassonografias para agilizar o diagnóstico e o tratamento, principalmente de pessoas vítimas de câncer, aqui no estado de São Paulo. Quem falará sobre isso será Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Agora vamos virando a página, falando de economia, retomada de crescimento, boas notícias, retomada de empregos, desenvolvimento da indústria, do comércio e do setor de serviços, da economia criativa, dos setores de ciência e tecnologia em todo o estado de São Paulo. Nós estamos enviando para a Assembleia Legislativa amanhã, dia 30 de setembro, a nova proposta orçamentária do governo do estado de São Paulo, no valor de R$ 286,5 bilhões, repetindo, R$ 286,5 bilhões, o maior orçamento de toda a história do estado de São Paulo. Com a administração responsável dos recursos públicos, e o orçamento econômico bem superior à média nacional, teremos também o maior volume de investimentos da história do estado de São Paulo, R$ 50 bilhões, repito, são R$ 50 bilhões de investimentos, isso não é custeio da máquina pública, isso é investimento direto, em saúde, educação, habitação, infraestrutura, segurança pública, logística, proteção social, infraestrutura, e geração de empregos. Já temos assegurado, com esses investimentos, 8 mil obras, e serão mais, mas nesse momento já temos 8 mil obras, em processo de licitação, com início ainda este ano, e geração de 200 mil empregos diretos advindos destas obras, com investimento do governo do estado de São Paulo. É também o maior investimento já realizado na história de São Paulo, em qualquer tempo, repito, R$ 50 bilhões, 8 mil obras públicas sendo realizadas, 200 mil empregos diretos, de trabalhadores, e fornecedores que atuarão diretamente nessas obras em São Paulo. Também uma outra boa notícia, muito boa a notícia, aliás, o governo de São Paulo promove a redução de impostos, e antecipa desoneração fiscal, com a recuperação da capacidade do investimento no estado de São Paulo, uma gestão eficiente, uma gestão bem planejada, nós conseguimos atingir a nossa meta fiscal, e com isso vamos tornar possível a redução de impostos em São Paulo, e antecipar as desonerações fiscais para a economia de São Paulo, já a partir de 1 de 2022, isso justifica a presença de tantos líderes empresariais, que estão hoje aqui, como nossos convidados, obrigado por estarem aqui nos acompanhando. É a resposta do governo de São Paulo ao mercado produtivo, aqueles que produzem e geram empregos, e geram riqueza, de fato, a São Paulo, e ao Brasil, e agora recebem essa extraordinária boa notícia. Vamos reduzir impostos de setores geradores de emprego, como eletroeletrônicos, indústria de petróleo, indústria de gás natural, biodiesel, genética animal, sucos e bebidas naturais, veículos usados, veículos elétricos, medicamentos e saúde em geral, entre outros setores. Sobre essas boas notícias econômicas, elas serão apresentadas aqui em nome do governo de São Paulo, pelo vice-governador e secretário de governo, Rodrigo Garcia, pelo secretário da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles, e por Patricia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Vejam a quantidade de boas notícias, com a saúde pública em São Paulo em ordem, a vacinação crescente, a redução drástica de casas, óbitos e internações de Covid-19, e a aceleração da economia de São Paulo, e geração de empregos. Apenas no primeiro semestre desse ano os dados do CAGED indicam, atestam e comprovam que São Paulo gerou 497 mil novos empregos, e além disso, o crescimento econômico de São Paulo será substancialmente superior ao crescimento médio do Brasil, previsto para esse ano, e vocês terão essas informações na sequência. Vamos começar agora com Regiane de Paula, nossa coordenadora geral do PEI - Programa Estadual de Imunização, sobre os temas que cabem a vacinação, e a aceleração desse processo aqui em São Paulo, Regiane, salvando vidas, e muitas vidas. Com você.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde. Bom dia, vice-governador. Bom dia, todos e todas. Então dia 2 é uma data muito importante para o estado de São Paulo, dia 2 de outubro é o Dia V, onde nós abriremos todos os postos, os 645 abrirão seus postos, suas Unidades Básicas de Saúde. E é uma grande oportunidade de aumentarmos a cobertura vacinal no estado, e também intensificar a aplicação da segunda dose. Então sábado, um dia importante para o estado de São Paulo, e os 645 municípios. Todas as equipes municipais e estaduais, estarão integradas com o propósito de conscientizar a população sobre a importância de tomar as duas doses da vacina. Principalmente aqueles que estão faltosos, aqueles que não foram até à unidade, aproveitem o sábado, a oportunidade de mais de 5 mil postos de saúde abertos, para que vocês possam fazer essa vacinação. Além disso, a Secretaria de Saúde também está disponibilizando um recurso para os profissionais de saúde, dos municípios, para que todos possam ter as suas unidades, e suas equipes completas para atender a população. E as cidades também poderão utilizar esse dia, para que eles possam atualizar o sistema Vacivida. Então se por acaso algum represamento na atualização do sistema, essa é uma oportunidade grande de atualização do sistema Vacivida, e todas as vacinas estarem registradas no nosso sistema Vacivida. Então essa é uma excelente data, dia 2 de outubro, todos mobilizados, para que a gente possa então avançar ainda mais na vacinação completa no estado de São Paulo. E a outra excelente notícia, é a terceira dose para os trabalhadores de saúde a partir de segunda-feira, dia 4/10. Então os trabalhadores de saúde que já tomaram as suas vacinas entre fevereiro e março, nós estamos disponibilizando mais de 1 milhão de doses para que se inicie no dia 4 a campanha, então, da terceira dose para os trabalhadores de saúde. Então excelentes notícias. Quando nós olhamos no nosso vacinômetro, até o momento de hoje, 63.168.131 milhões de doses foram aplicadas no estado de São Paulo, em números absolutos somos aquele estado que mais vacina em todo o Brasil, sendo que da população adulta com 18 anos ou mais, com pelo menos, uma dose, nós já chegamos em 98,62%. E da população adulta de São Paulo, com esquema vacinal completo, também é muito importante, e vamos avançar 73,18%. Então contamos com a população, com todos os profissionais de saúde, com os municípios, para esse grande esforço do dia 2, o Dia V. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Boas notícias. Queria só mostrar mais uma vez aqui o vacinômetro, sugerir, se as câmeras pudessem aqui registrar, para que você aí na sua casa pudesse acompanhar o processo de vacinação aqui em São Paulo. E se você quiser acessar, é saopaulo.sp.gov.br, ou o #vacinaja, você acessa o vacinômetro, tanto da população adulta, com mais de 18 anos, 98,62%, e da população de São Paulo, do estado, com esquema vacinal completo, 56,15%, no total, 63.168.131 milhões de doses de vacinas aplicadas, como disse a doutora Regiane, é o estado que mais vacina no Brasil. E falando sobre saúde, eu vou pedir ao nosso secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, que possa reproduzir os dados do Corujão da Saúde, e também informar, Jean Gorinchteyn, com esse volume de vacinas aplicadas, mais de 63 milhões, São Paulo está à frente de quais países? Você como secretário da Saúde e infectologista, que acompanha dados diariamente, qual a posição de São Paulo no ranking mundial, não é o ranking Brasil, no Brasil nós temos já essa liderança, e desejando que os outros estados também possam avançar rapidamente as duas vacinações, mas a nível internacional.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, vice-governador Rodrigo Garcia. É uma honra fazer parte de um governo que se preocupa com a saúde e com a vida. E se o estado de São Paulo fosse um país, nós vacinamos, e estamos vacinando mais do que Estados Unidos, Canadá, França, Itália e Israel, entre outros países. Portanto, nós temos um grande contingente populacional protegido, fazendo com que dessa forma o impacto sobre à saúde, a proteção da nossa população esteja baseada nos números que nós temos, nós continuamos reduzindo o número de internações, nós estamos hoje na trigésima nona semana epidemiológica, do ano de 2021. E se nós compararmos a trigésima oitava com a trigésima sétima, nós continuamos a cair em 7,6% o número de internações. Isso significa 11 mil pacientes a menos internados do que o pico da primeira onda, no início de abril deste ano. Esse é o impacto da vacinação, esse é o impacto da obrigatoriedade da utilização das máscaras, por um decreto do próprio governador, e isso permite com que a saúde possa cuidar de outras doenças, que não só a Covid. Aquelas doenças que nós pedíamos pra todos ficarem em casa e todos acolheram, precisam ser agora repatriadas, recondicionadas, para que nós possamos tratar desses pacientes. E essa primeira fase é o Corujão da Saúde, na fase que cuida de uma área extremamente sensível, que é a oncologia, que cuida do câncer, que trouxe números que nos preocuparam sobremaneira. Por favor, próximo slide.

Nós temos uma obrigatoriedade de agilizar, não somente os diagnósticos desses pacientes que estão represados, bem como o início do tratamento deles. A importância de se reduzir essa fila de exames, diminuindo o tempo médio, é fundamental. Foram 335 mil exames que ficaram guardando fila, principalmente aqueles que foram cadastrados pelos municípios, pelo nosso sistema de regulação, até dia 31 de agosto desse mês. Nós temos ainda o próprio tratamento oncológico, um deles, além da quimioterapia, é a radioterapia, que vai beneficiar com quase 19 mil sessões de radioterapia, cerca de mil pacientes. Serão seis tipos de câncer nesse momento objetivados, principalmente aqueles do aparelho digestório, de tireoide, de próstata, cérebro, pulmão e também pele. Próximo, por favor.

Nós realizaremos tomografias computadorizadas, ressonâncias nucleares magnéticas, ultrassonografias, endoscopias, colonoscopia e retossigmoidoscopia, bem como a realização de biópsia. Próximo.

Nós temos já tanto serviços públicos, como privados, que farão parte desse Corujão. Lembrando que esse Corujão se iniciou lá na prefeitura, quando o governador João Doria ainda era prefeito, entendendo que os hospitais que deixam os seus horários, especialmente os horários noturnos, os finais de semana, com menor demanda, possam ser utilizados para fazermos essa fila realmente andar. Os hospitais públicos hoje, nós temos 100 unidades que farão parte dessa demanda, 55 hospitais e 45 ambulatórios médicos de especialidade. Para essas instituições públicas, nós já teremos início do atendimento agora, no dia 1 de outubro. E serviços privados, nós temos já 50 deles espalhados pelos 645 municípios, e nós temos ainda um chamamento público, que se esgota na próxima sexta-feira, que dará possibilidade de muitos outros ainda fazerem parte, enviando a sua documentação, e poderem acolher a nossa população. Para esses, o início do atendimento se dará no dia 11 de outubro. Próximo, por gentileza.

É importante lembrar que essa é uma primeira fase do Corujão, como disse, voltada para uma área muito sensível, que é da oncologia. E nas próximas semanas, faremos uma ampliação desse programa, com novos anúncios, tanto relacionados a especialidades como também o Corujão Cirúrgico. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito obrigado, Jean Gorinchteyn, boas notícias na área da saúde, na vacinação, no Corujão da Saúde. É São Paulo tratando com respeito a sua população.

Antes de seguirmos, agora para a área econômica, e teremos pela ordem as intervenções do Rodrigo Garcia, do Henrique Meirelles, da Patricia Ellen, quero aqui registrar a presença de inúmeros dirigentes empresariais que estão aqui, representando o setor produtivo: Paulo Fraccaro, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Dispositivos Médicos; o Bruno Boldrin, presidente da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para a Saúde; o Nelson Mussolini, presidente da Sindusfarma; também o Zé Velloso, presidente da Abimaq, Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos; o Idílio dos Santos, que é presidente da Fenauto, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores; o Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, Federação Nacional de Distribuidores de Veículos Automotores; também o César Moura, que é o presidente da Assobrav, Associação Brasileira dos Distribuidores Volkswagen; a Ana Helena Andrade, diretora-geral da AGCO, tratores Valtra e Massey Ferguson; o CEO da [ininteligível], o Roger Carvalho; o CEO da Natural One, Ricardo Ermírio de Morais, entre outros que nos honram muito aqui com a presença. Obrigado por confiarem no governo do Estado de São Paulo, obrigado por confiarem no Brasil.

Com a palavra, Rodrigo Garcia.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia, governador, bom dia a todos. Hoje, uma semana de boas notícias, governador. Essa semana, onde os governos estaduais fecham sua peça orçamentária, portanto têm clareza e previsibilidade do que vai acontecer no ano de 2022. Temos passado aqui a madrugada e o final de semana fechando esses números, com a equipe do secretário Meirelles, do secretário Baêta, que proporcionaram nós, ao mesmo tempo em que anunciamos o maior investimento da história de São Paulo, nos proporcionaram também antecipação da desoneração fiscal, para estimular a economia paulista. Portanto, amanhã o governador assina a Lei Orçamentária, encaminha ela à Assembleia Legislativa - eu peço a primeira página, por favor -, de uma lei de previsão de R$ 286,5 bilhões para o ano de 2022. Adotamos aí um crescimento econômico de 1,5% e uma inflação em torno de 5%. Lembrando que nós começamos esse ano de 2021 com uma projeção de arrecadação de R$ 244 bilhões, essa foi a lei aprovada no ano passado, e fizemos a revisão agora com a equipe do Meirelles, para R$ 269,2 bilhões. Esse é o retrato do que está acontecendo esse ano de 2021 e do que acontecerá no ano de 2022. Próximo, por favor.

E a luta, desde o primeiro dia do nosso governo, foi justamente procurar diminuir as despesas correntes do estado e aumentar a participação dos investimentos no nosso orçamento, tendo em vista que ele é finito e a carga tributária é preestabelecida, né? E aí, um pouco o histórico dos investimentos recentes, governador. São valores já corrigidos pela inflação e, portanto, valores reais, de como nós tínhamos, no mandato anterior, como nós estamos nesse mandato. Quando nós assumimos aqui, uma queda brutal de investimentos, um gasto corrente muito alto do Governo de São Paulo, e nós herdamos, portanto, em 2019, um orçamento com um espaço fiscal aí de R$ 11,8 bilhões. Fizemos muitas mudanças, muito enxugamento de máquina pública, foram mais de dez estruturas, de estatais e fundações fechadas. Lembro que, durante um ano, um ano e meio, você paga o custo do fechamento dessas empresas. Então, nós passamos o ano de 2020 praticamente pagando a conta do encerramento e do enxugamento da máquina pública feita em 2019. Então, portanto, o orçamento de 2020 cresceu um pouco, mas não era aquilo que nós desejávamos. Mas proporcionou agora, em 2021 e 2022, um valor total aí de R$ 50 bilhões. Nós tínhamos, há três semanas atrás, uma expectativa de termos, no ano que vem, R$ 25 bilhões de investimentos. Os últimos ajustes fizeram com que a gente pudesse ampliar ainda mais a participação dos investimentos, chegando aí a R$ 27,5 bilhões, e proporcionado também, nesses minutos finais, mas desonerações do setor produtivo, que é o que, por exemplo, aconteceu ontem à noite em relação ao setor de saúde.

No próximo, por favor, um pouco a escalada aí de investimento da nossa receita corrente líquida. Além da receita estar maior, nós temos grande parte dela oriunda da inflação, mas nós temos também uma proporcionalidade de investimentos na nossa receita, histórica, praticamente dobrando o que nós herdamos do governo anterior. Então, aí está a proporção de investimentos, em 2018, 7,25% da receita corrente líquida destinada a investimentos, e chegando agora a 13,31% para o ano de 2022, governador. Esse salto, João, é o maior salto proporcional nesse curto espaço de tempo. Nós praticamente fizemos aí 90% a mais, num mandato de quatro anos, do que nós recebemos, em termos de receita corrente líquida. Quem conhece gestão pública sabe que as despesas obrigatórias, elas sempre amarram muito o orçamento, e a capacidade de manobra do governo, ela é sempre muito pequena. Mas, graças à coragem do governador e do nosso governo de encaminhar projetos estruturantes para a Assembleia Legislativa, nós estamos alcançando aí esse salto importante no investimento aqui no Estado de São Paulo.

A última página, portanto, mostra o nosso Pró-SP, que é um programa de investimentos, desse ano e do ano que vem, de R$ 50 bilhões. Nós temos aí 8.000 obras programadas, em andamento ou em contratação, isso deve ser corrigido pra cima, com esses últimos valores agregados ao orçamento, e no mínimo 200 mil empregos diretos que serão gerados. Hoje mesmo, o governador anunciou pela manhã R$ 1 bilhão adicional na área da Habitação, que gera muito emprego, é alta empregadora, no momento da obra, e realiza o sonho aí da casa própria. Então, boas notícias, mesmo com investimento recorde nós conseguimos ainda buscar, dentro do espaço orçamentário, da responsabilidade fiscal, desonerações que vão ser aqui detalhadas pelo Meirelles e pela Patrícia. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo. Vamos então a Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, ex-presidente do Banco Central e hoje secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo. Rodrigo, mais uma vez, obrigado. Meirelles, com a palavra.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO ESTADUAL DA FAZENDA E PLANEJAMENTO: Obrigado, governador. Vamos primeiro, conforme já referido, inclusive, pelo vice-governador, à questão do crescimento econômico e o impacto disso, evidentemente, na receita, além da inflação. Mas vamos olhar aqui o crescimento do Estado de São Paulo, comparado com o Brasil, nos últimos três anos. Nós vimos que, em 2019, São Paulo já cresceu mais do que o Brasil, substancialmente, mas em 2020, é importante mencionar que o Brasil caiu 4,1%, o mundo, média, caiu 3,5%, e São Paulo cresceu 0,3%. Isso é muito relevante, por quê? Porque agora, nós estamos vendo aqui que o crescimento de São Paulo no ano de 2021 será aí ao redor de 7,5%, podendo chegar a 7,8% inclusive. Pois bem. Esse número, no entanto, é importante mencionar, ele é um crescimento acima de uma base sólida que foi um ano de 2020, em que a economia de São Paulo cresceu um pouco. Se nós compararmos com o Brasil, por exemplo, o Brasil cresce 5,3%, mas quase a totalidade disso é uma reposição do que caiu em 2020, portanto o Brasil chega a uma posição praticamente equivalente a onde estava no pré-pandemia. E São Paulo não, tem um crescimento superior, como eu vou mostrar, e um patamar substancialmente superior ao pré-pandemia. Próximo.

Nós vamos comparar aqui São Paulo, o produto, comparado com os principais países do mundo. Nós vamos ver que a média mundial, ali em laranja, é 6%. Olhando pra esquerda, aqueles que mais crescem, os Estados Unidos, com pacote lá de trilhões de dólares, etc., etc., de incentivo, está crescendo 7%, São Paulo crescendo 7,5%. E é importante notar, portanto, que apenas a China, de fato, tem um crescimento levemente superior a São Paulo, considerando-se que a Índia, que está crescendo 9,5%, ela está compensando uma queda ao redor de 9% o ano passado. Portanto, São Paulo está aqui tendo um nível de crescimento superior à média mundial, superior aos Estados Unidos e próximo da China. Próximo.

Como eu mencionei, em relação ao nível pré-pandemia, a economia de São Paulo já está 7% acima daquilo que tinha quando entrou na pandemia. Destaque: serviço de tecnologia, informação, construção civil e indústria de transformação. Portanto, São Paulo crescendo substancialmente, chamando a atenção para o fato de que, no segundo trimestre, por exemplo, enquanto o Brasil caiu um pouquinho, São Paulo cresceu em cima de um crescimento forte já, no primeiro trimestre, o que consolida as nossas previsões de um crescimento de mais de 7% para São Paulo, durante este ano de 2021. Finalmente falando sobre a questão fiscal, e os incentivos etc., e tudo aquilo que nós estamos adotando de procedimentos para impulsionar a economia de São Paulo ainda mais, nós estamos anunciando agora pela primeira vez, primeiro um anúncio já claro, permitindo às companhias previsibilidade, anunciando o valor total de liberação de créditos acumulados para o ano de 2022. Então nós temos no Programa Pró-Veículos, já existente, Pró-Ferramentarias, já existente, e o novo Pró-Ativo, que é um programa que nós estamos lançando agora, um total de R$ 1 bilhão adicionais. É importante notar que o Pró-Veículos de o Pró-Ferramentaria, que já existe, no entanto, nós estamos adicionando duas coisas importantes, primeiro um valor maior, dentro desse valor aí de R$ 1 bilhão, e previsibilidade às companhias, as companhias sabem agora que existem recursos que serão liberados para os créditos acumulados, e, portanto, aquilo que a companhia tem direito ela já pode receber e colocar inclusive já no seu balanço, como é principalmente a prática internacional. Estamos lançando um novo programa, que é o Pró-Ativo, que é um programa muito importante, porque ao contrário do Pró Veículo, e Pró-Ferramentaria, que liberam crédito acumulado para as empresas que se comprometem, ou estão fazendo novos investimentos, o Pró-Ativo leva em conta investimentos já feitos pelas companhias. Então esse é um programa novo, muito importante, e que vai também dar um impulso adicional à economia de São Paulo. Soma-se tudo isso, as liberações já dos programas implantados, onde as companhias então já estão usando, já tem direito a isso, no valor de por exemplo, apenas em 2021, R$ 2 bilhões. É isso, governador, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Henrique Meirelles. E agora concluindo ainda nesse bom tema, da recuperação econômica de São Paulo, geração de empregos, produção de riqueza, Patricia Ellen.

PATRICIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Muito obrigada, governador. Muito feliz de estar aqui hoje, com esse conjunto de ações tão importantes para impulsionar a retomada econômica, o governador se comprometeu aqui com vacina no braço, comida no prato, empregos para todos, e hoje a gente está mostrando de uma forma muito concreta que São Paulo cresce, São Paulo investe e está empregando a população. E nesse momento também acolhendo todos os pedidos e pleitos dos setores mais impactos pela pandemia, já foram todos nomeados, mas queria agradecer, foram dezenas, na verdade, centenas de reuniões nesse último um ano e meio, todos aqui representados, fazem parte desse esforço de retomada que permitiu, governador, que com o ajuste fiscal de 2020, e essa retomada econômica tão acelerada do estado de São Paulo, hoje nós estamos podendo antecipar as desonerações fiscais, de 2023 para 2022. E também reduzir impostos dos setores mais impactados pela pandemia, investindo também, como o nosso secretário Meirelles mencionou, em liberação de crédito acumulado. Essas ações consolidadas representa o investimento de mais de R$ 3 bilhões no impulsionamento desta retomada econômica nos setores aqui representados. Na próxima página alguns exemplos dos setores onde houve redução de impostos para além do pacote de desoneração também, o setor de medicamentos, nós sabemos como a saúde tem sido a grande prioridade de todos nós. Como o governador se comprometeu em proteger, salvar vidas da nossa população, nós estamos isentando o ICMS dos medicamentos de todos os setores. Então muito bem representados aqui, pelo Bruno, Bodrim, Paulo Fracaro, Nelson Mussolini, Sindusfarma, BRAID, ABIMO, ABIMAC também tem impacto direto com o Veloso. E principalmente a população em geral, com a retomada econômica, e também essa atenção para o setor tão impactado. Veículos usados, um outro setor muito importante, nós estamos reduzindo imposto para 1,8%, referência de 2021 para 2022, já válido a partir de janeiro de 2022. Veículos elétricos mostrando e reforçando o compromisso de São Paulo, com o meio ambiente, com modelo novo, desenvolvimento econômico sustentável, há uma equiparação agora com veículos em geral, com a redução para 14,5%. Sucos e bebidas naturais, representados aqui também pelo setor, com o CEO da [Ininteligível] Ricardo Moraes, nós estamos reduzindo para 3% o ICMS desse setor, que antes era de 13,3%. Equipamentos de petróleo e gás, de 12%, passa a ser agora isento. Na próxima página, muitos outros setores beneficiados com redução de impostos, alguns aqui muito importantes, alimentos e bebidas, passam para 3,2%, genética animal passa a ser isento. Setor de artes, isento até 5%, impulsionando a SPArte, para que os nossos empreendedores da cultura e da arte possam ter esse apoio. Embarcações e Transportes metropolitanos passam a ser isentos. Exemplos concretos desse impacto imediato, na próxima página nós temos aqui a alegria de compartilhar o anúncio da CAVAC, que está aqui representada por seu CEO Roger Carvalho, a CAVAC é a maior empresa de veículos seminovos do mundo, e com o nosso crescimento econômico e esse impacto de ICMS, também está anunciando investimento de R$ 2,5 bilhões até 2022, e o mais importante, 16 mil empregos diretos e indiretos gerados no nosso estado. A CAVAC já conta com o centro de recondicionamento inaugurado em Barueri, e também está inaugurando novos centros em Campinas e Sorocaba. Então duas grandes notícias, empregos e novos investimentos no nosso estado, e investimentos também em todo o estado, levando também essa pujança para o interior do nosso estado. Na próxima página, a AGCO, também mostrando compromisso com esse novo momento, anuncia aqui, representada pela Ana Helena Andrade, diretora da AGCO, um investimento de R$ 500 milhões ainda em 2021, e 1.250 mil empregos diretos e indiretos gerados imediatamente nesse investimento. O setor de sucos, eu queria lembrar, representado pelo Ricardo, da [Ininteligível], também se comprometeu com investimento de R$ 1,5 bilhões, e que juntos, todas as empresas do setor que investem no nosso estado, gerarão 5 mil empregos diretos também, agora no curto e médio prazo nos próximos dois anos. Então excelentes notícias, nós investimos de imediato nesse pacote, mais de R$ 3 bilhões, e já temos grandes investimentos com empregos diretos e indiretos sendo gerados imediatamente no nosso estado. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patricia Ellen. Vamos agora às perguntas, mas antes eu queria registrar que estão aqui à frente também o Gustavo Junqueira, presidente da Invest SP, Itamar Borges, secretário de Agricultura e Abastecimento. Doutor Paulo Meneses, coordenador do nosso comitê de saúde. João Gabbardo, coordenador executivo do comitê de saúde. E Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, que poderão também responder às perguntas. E sobre as perguntas, vamos começar com a Rádio Band News, Rádio Bandeirantes, TV Bandeirantes e Band News, com a Maira Djaimo. Maira, boa tarde. Bem-vinda mais uma vez, sua pergunta, por favor.

MAIRA DJAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Bom, primeiro eu queria esclarecer sobre a questão dessa redução de impostos, qual que é o impacto na população geral? Tem essa questão da geração de empregos, mas eu queria entender se a gente vai ter uma redução de preços, por exemplo, no preço da gasolina, que é o que tem chamado bastante atenção nesse momento. E queria perguntar para o doutor Dimas Covas, como é que o Instituto Butantan vê uma possível não renovação do contrato entre o Ministério da Saúde e o Butantan, da Coronavac? Isso já vem sendo mencionado. E o que seria feito nesse caso com a fábrica que foi feita justamente para esse fim, para a produção da Coronavac aqui no Brasil? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. Nós vamos atender às duas perguntas, mas vou pedir aos meus colegas, nas próximas intervenções, uma pergunta para cada jornalista. Vamos começar na primeira, que é de ordem econômica, com a Patrícia Ellen, e depois no tema do Butantan, com o Dimas Covas. Patricia.

PATRICIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Maira, essa pergunta é muito importante, porque tudo que o estado de São Paulo pode fazer está fazendo, o governador nos pediu para gerar empregos, reduzir custos diretos e indiretos dos investidores, o Rodrigo Garcia anunciou pacote de investimentos que gera diretamente empregos para a população. Entretanto, tem uma coisa que não é responsabilidade dos governadores que está impactando a vida de todos nós, que é a ausência de uma política nacional para controlar a inflação. Sem o controle da inflação tudo que nós estamos fazendo aqui vai ter um impacto positivo, mas não será suficiente. O nosso impacto é traduzido aqui na ponta, com representantes, que estão comprometidos com investimentos. E obviamente o que reduzir proporcionalmente no custo através do ICMS, nós esperamos exatamente esse repasse para os consumidores, nós temos o Procon fazendo esse controle, e isso será repassado. Mas de novo, o impacto da inflação é muito grande, é desproporcional, a situação é gravíssima, continuaremos fazendo a nossa parte, mas esse impacto precisa ser solucionado em âmbito nacional, o Meirelles queria complementar sobre isso, governador. Obrigada.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO ESTADUAL DA FAZENDA E PLANEJAMENTO: Eu quero apenas adicionar uma coisa rápida, você mencionou de passagem a questão do ICMS ou impostos sobre combustíveis, eu queria apenas deixar muito claro de que quem sobe o preço dos combustíveis, ou DS é a Petrobras, os estados cobram um percentual fixo de ICMS que não mudou nada, quer dizer, quando a Petrobras sobe o preço da gasolina ou sobe o preço do óleo diesel, esse é o repasse que vai para a bomba, o resto é desvio de assunto. Inclusive porque tem um outro aspecto que não se fala, que são todos os impostos federais também incidentes sobre os combustíveis, que também não se alteraram, tal qual o ICMS. Então é importante mencionar, varia o preço do petróleo internacional, a Petrobras quer manter a margem de lucro, ela sobe o preço, ponto final. Então nós precisamos separar o que é realidade do que é desvio de assunto. Basicamente é isso, muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patricia. Obrigado, Meirelles. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador, vice-governador. Maira, o Butantan firmou dois contratos com o Ministério da Saúde, um em 7 de janeiro desse ano, de R$ 46 milhões, e outro em 18 de fevereiro, de R$ 54 milhões. Esses dois contratos foram cumpridos integralmente já a partir desse mês de setembro. Adicionalmente, quando nós fizemos o segundo contrato, veio um ofício do ministério dizendo que haveria a possibilidade de uma extensão nesse segundo contrato, de 30 milhões de doses. Agora, nunca houve tratativas para dar materialidade a esse ofício, o Butantan não negociou em nenhum momento com o ministério o fornecimento de doses adicionais. Portanto, a obrigação do Butantan foi o primeiro a ser contratado e distribuir as vacinas, são as vacinas que iniciaram o Programa Nacional de Imunizações, e também foi o primeiro a cumprir integralmente a entrega de 100 milhões de doses ao ministério. A partir de agora o Butantan já tem outros clientes, já têm contratos com os estados, em andamento, já com a entrega de doses, e também com tratativas com países, aqui da América do Sul, e também países da África. Ainda hoje, na manhã de hoje, eu tive uma reunião executiva com o vice-presidente da Sinovac, exatamente reforçando o compromisso do Butantan e da Sinovac, ajudarem o mundo no combate dessa pandemia. A Sinovac é o maior produtor mundial de vacinas para o Covid-19, atingiu já a marca histórica de 2 bilhões de vacinas, a vacina mais utilizada no mundo, e agora nós estamos partindo para a fase já internacional do fornecimento dessas vacinas. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Dimas Covas. Obrigado, mais uma vez, Henrique Meirelles, Patricia Ellen, e a Maira. Vamos agora online, com o Marcelo Sousa. Marcelo é correspondente do grande jornal argentino Lá Nacion. Marcelo, você já está em tela, boa tarde. Obrigado, por estar participando da nossa coletiva, sua pergunta, por favor. Falta apertar o seu botãozinho, Marcelo, temos a sua imagem, mas sem o seu áudio, se você conseguir apertar o seu botãozinho, senão nós voltamos a você na sequência. Vamos tentar mais uma vez. Se você puder falar um pouquinho. Então vamos fazer o seguinte, vamos dar sequência aqui, a equipe técnica fala com você, ajustamos e voltamos com você na sequência. Ok? Vamos agora com a Bruna Macedo, da CNN Brasil, e na sequência voltaremos com o Marcelo, do Jornal Lá Nacion. Bruna, boa tarde. Obrigado, por você estar aqui conosco. Sua pergunta, por favor.

BRUNA MACEDO, REPÓRTER: Obrigado, governador. Boa tarde. Uma pergunta só? Só? Tá bom. Que pena. Mas então, como a gente já falou de gasolina, eu vou dirigir a minha pergunta para a saúde. É uma dúvida um pouco mais técnica, né? Essa semana, a gente teve uma inspeção numa unidade da Prevent Senior, na Casa do Ator. E o que ficou constatado? Que tinha um alvará de funcionamento, mas era um alvará para hospital de campanha. Eu queria entender o critério pra esses alvarás. Para um hospital desse porte, está tudo bem ter um alvará de hospital de campanha pra funcionamento? E queria também, ainda nesse assunto, saber se os conselhos já responderam os ofícios, foram três ofícios enviados pela Secretaria Estadual de Saúde, pedindo aí uma inspeção nas unidades da Prevent Senior aqui em São Paulo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruna. Bruna, eu vou passar para o Dr. Jean Gorinchteyn, para responder, secretário estadual de Saúde, mas apenas para lembrar que a autorização e a habilitação é feita pela prefeitura da cidade de São Paulo. Vale depois um contato seu com o Edson Aparecido, secretário de Saúde da capital de São Paulo. Mas no que puder estar dentro do nosso campo de atuação, Jean Gorinchteyn responde pra você agora. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Todos os alvarás são expedidos pelas secretarias municipais de Saúde, que fazem, sim, as suas inspeções locais, as suas inquisições e questionamentos para tudo aquilo que for necessário para aquela unidade estar ou não funcionando. Com relação à questão da própria Prevent Senior, é importante lembrar quais são os quesitos de responsabilidade do estado, da Secretaria de Estado da Saúde. São tanto aspectos voltados a fiscalizações sanitárias, ao seguimento das normativas de biossegurança e também de todos os fluxos e notificações voltados à própria Covid. Lembro que, em março de 2020, quando fomos questionados com relação ao número de pacientes que evoluíram a óbito nesta rede em questão, imediatamente foram enviados, tanto membros da nossa Coordenadoria de Vigilância Sanitária do estado, bem como do próprio município, então foi uma inspeção colaborativa. Essa avaliação teve como objetivo avaliar todos os protocolos, todas as normativas de biossegurança instituídas, e em nenhum momento se identificou qualquer alteração, qualquer inconformidade na questão da legislação sanitária. Porém, neste momento, quando nós recebemos informações, através da própria mídia, de indícios de ilicitude ética no ato profissional de médicos, de enfermeiros, de farmacêuticos, ficou muito clara a necessidade de nós oficiarmos esses conselhos regionais, esses conselhos, como disse, do próprio estado, para que estivessem adotando medidas cabíveis, tanto no âmbito de análises locais, de aferições, de avaliações dos próprios prontuários médicos, tendo como fruto avaliar o quanto esses profissionais realmente transgrediram as normas. Então, a partir do momento que nós recebemos as informações, alterações do Código Internacionais de Doenças, que recebemos alterações de diagnóstico na própria declaração de óbito e a utilização de medicações que deveriam ser proscritas para o tratamento da Covid, como a própria cloroquina, que já mostraram que não existem evidências científicas, assim nós esperamos e aguardamos esses pareceres desses conselhos, para que outras posições e posturas da Secretaria possam ser tomadas. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. E muito obrigado, Bruna, também, pela sua intervenção. Agora sim, vamos de novo conectar o correspondente do jornal La Nación aqui no Brasil, Marcelo Souza. Vamos ver se o áudio agora opera-se direitinho. Você já está em tela, vamos tentar o áudio, Marcelo? Continuamos sem o seu áudio. Mas vamos fazer o seguinte, nós já temos... você foi cuidadoso, você... Eu acabei de receber aqui o Whatsapp que você mandou a sua pergunta por escrito, por Whatsapp. Vou pedir à Letícia Bragaglia que aqui está para ler a sua pergunta, e você continua aqui em tela acompanhando a resposta. Letícia, por favor.

LETÍCIA BRAGAGLIA, ASSESSORA DE IMPRENSA: A pergunta do Marcelo Souza, do La Nación, é a seguinte: Eu gostaria de saber se a vacina Coronavac pode ser exportada para outros países, caso o Ministério da Saúde não compre novas doses além do contrato inicial que foi firmado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok, Marcelo. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, faz a resposta.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Marcelo, sim. Nós estamos nesse momento tratando do envio de vacinas para outros países. Como eu mencionei na primeira questão, para os países da América do Sul e inclusive para países da África. Sim, esse é o plano. E também aqui para os estados brasileiros, como eu também já mencionei, já firmaram contrato com o Instituto Butantan. Então, o contrato com o Ministério foi encerrado. Nós estamos agora atendendo outros parceiros em termos de estados e de países.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Jean Gorinchteyn. Marcelo, obrigado pela sua pergunta. Continue acompanhando aqui, se puder, a coletiva. Agora, vamos para o UOL, Portal UOL, com Lucas Teixeira. Lucas, prazer em reencontrar você. Passou no barbeiro, cortou o cabelo e veio pra coletiva.

LUCAS TEIXEIRA, REPÓRTER: Você viu? Gostou, governador? Vamos lá. Eu queria tirar uma dúvida de saúde, falando desse dia V, da aplicação dos atrasados da segunda dose. Queria saber quantos são, o total no estado, a estimativa, e se tem um perfil neles. Antes falavam que eram idosos, que não podiam ir, porque estavam acamados... hoje, qual é esse perfil? E aproveitar, governador, se me permite, agora... Nem olhe, que o povo vai brigar comigo, mas olha, se me permite, vai ter esse almoço, esse encontro agora do presidente FHC com o senador Tasso e o governador Eduardo Leite. Ele brincou ontem que é certeza que FHC torceria para o Leite, FHC que já declarou apoio. Queria saber como o senhor vê a situação, se poderia comentar. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Lucas. Depois, paga multa na saída, viu? Você deu uma driblada aí na Bruna e mandou duas perguntas, era uma só. Vou começar com a segunda, e a Bruna fica com crédito de uma pergunta, viu? E depois a Regiane responde a primeira pergunta que você fez. Na verdade, não é um almoço, é um encontro, às 15h de hoje. E é natural, e é normal isso. O presidente Fernando Henrique não só já se pronunciou como fez esse pronunciamento duas vezes, gravou dois vídeos. Nos vídeos, ele manifestou o seu apoio ao nosso nome. Ele é o presidente nacional do PSDB, uma das figuras mais ilustres da vida política brasileira em todos os tempos. Tem o nosso respeito e a palavra de um presidente da República vale. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador, obrigada, Lucas, pela oportunidade de conversar um pouco mais sobre o dia V, o dia 2 de outubro agora. Então, nós temos a oportunidade de trabalhar com aquelas pessoas que não voltaram às unidades para tomar a sua segunda dose. Qual é esse público? Ele é muito variado, hoje. Exatamente porque nós temos que lembrar que nós fizemos uma antecipação da vacina da Pfizer, de 12 semanas pra 8 semanas. Então, as pessoas ainda estão se acostumando a esse ritmo, elas têm que olhar a sua carteira vacinal. Nós antecipamos em 30 dias, nós já estamos enviando pelo Vacivida, pelo Vacina Já, SMS, estamos enviando também e-mails para a população, para que elas possam retornar. Então, o público hoje ele está um pouco misto. Ele tem aquelas pessoas que estão há mais tempo sem tomar vacina, e os motivos são os mais diversos. A gente já fez vários levantamentos, eles alegam que tiveram algum efeito da sua primeira dose, o que diminui muito na segunda dose. Que efeito colateral seria esse, ou que evento adverso pós-vacinal seria esse? Geralmente febre, uma dor local, e que isso é muito amenizado na segunda dose. Mas então, a gente aproveita o dia V, dia 2, para que a gente possa, com os municípios, sensibilizar essas pessoas, e vocês também nos ajudarem, para sensibilizar as pessoas a completarem o seu esquema vacinal. E a gente solicita que as pessoas que têm o esquema vacinal tomar a primeira dose da Pfizer e vão tomar a sua segunda dose de Pfizer, olhem e vejam que nós antecipamos de 12 semanas pra 8 semanas. E se estiver nesse momento, procure a unidade básica e faça a sua vacinação. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Obrigado então, Lucas. Vamos agora para o jornal Valor Econômico, é uma pergunta online do seu jornalista, Fernando Lopes. Vamos colocar aqui o Fernando na tela. Agora, sim. Fernando, boa tarde, você já está em tela. Obrigado por participar aqui da nossa coletiva. Sua pergunta, por favor. Vamos ver se a gente consegue ter seu áudio. Ainda estamos sem o seu áudio, Fernando. Seu botãozinho está ligado? Temos o áudio dele aqui? Vamos ver se a técnica resgata, senão nós voltamos pra você na sequência. Temos já, não? Pra não deixar você esperando e os nossos telespectadores também, Fernando, nós vamos para a próxima pergunta e voltamos com você na sequência. Enquanto isso, se você puder, prepare de qualquer maneira a sua pergunta por Whatsapp. Em última instância, ela será lida aqui, com você, evidentemente, acompanhando.

E antes da Daniela Gemniani, eu vou ser justo. Bruno, você ainda tem a sua pergunta ou ela foi atendida? Então, depois você dá um cascudo no Lucas Teixeira que está aí atrás de você, mas sendo justo eu não posso ter atendido o Lucas e não atender você. Então, sua segunda pergunta.

REPÓRTER: Deveria, sei lá, caçar um barbeiro da próxima vez, como o Lucas fez. Da próxima vez eu faço isso. A questão do... Vamos falar da gasolina então, porque eu estava com essa dúvida. Eu ainda continuo com a minha dúvida da saúde, mas vamos falar da gasolina. Porque o Arthur Lira, presidente da Câmara, deu uma declaração culpando o preço da gasolina, a alta do preço da gasolina, disse que a culpa desse preço é do ICMS dos estados. E disse que também vai ali... anunciou que o Congresso vai discutir um projeto para fixar esse valor. Queria saber qual é a opinião do Estado de São Paulo a respeito disso, se essa pode ser uma alternativa pra gente não ter uma gasolina custando R$ 7 o litro. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bruna, vou dividir a resposta com o ex-ministro da Fazenda do Brasil, Henrique Meirelles, que esse conhece economia, esse conhece política fazendária. Ele não é um chutador. E ademais, quem fixa o preço do combustível no Brasil não são os estados, nem os governadores, nem mesmo o ICMS, é a Petrobras. E a Petrobras, neste momento, pertence ao Governo Federal. Quem tem o controle sobre a Petrobras é o Governo Federal. Portanto, a quem compete estabelecer preço de combustível? À Petrobras. A quem pertence a Petrobras? Ao Governo Federal. Recomendo ao deputado Arthur Lira que indague à Petrobras por que dos aumentos constantes de combustíveis no Brasil. Não só o combustível nos postos de gasolina, os postos de combustíveis, como também o preço do gás, tanto o gás para o consumidor quanto o gás para uso industrial. Mas vamos pedir aqui a palavra de quem conhece esse assunto, tendo sido ministro da Fazenda, presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO ESTADUAL DA FAZENDA E PLANEJAMENTO: Obrigado, governador. Bom, então já ficou claro nesse ponto, quer dizer, a Petrobras fixa o preço. O ICMS é um percentual fixo, que não tem mudado através dos anos, que acompanha o preço da gasolina e do diesel, fixado pela Petrobras. Não se está falando, mas deve ser mencionado, que é a mesma coisa no que se refere aos impostos federais, que incidem, tal qual o ICMS, nos combustíveis. Então, da mesma maneira que quem sobe ou desce o preço dos combustíveis é a Petrobras, e não é o ICMS, também não é o imposto federal. No entanto, é importante mencionar que exatamente da mesma maneira que incide o ICMS, incidem os impostos federais. Esse é o ponto mais importante. Uma proposta de tentar desviar o assunto, como foi apresentado no Congresso, visando fixar preço do ICMS em termos fixos, etc., primeiro, tem várias falhas. Primeiro, desvia o assunto do problema principal, que é a flutuação de preços da Petrobras, isto é, a Petrobras sobe o preço visando manter as suas margens de lucro, sendo que a Petrobras já está com um balanço com um lucro extraordinário, em que ela distribui não só para o acionista União, o Governo Federal, mas também distribui para acionistas privados, não é? Então, para atender interesse de uma série de pessoas, inclusive empresas e indivíduos e pessoas físicas, que são acionistas da Petrobras, além do Governo Federal que é o grande acionista, nós temos aí então uma tentativa de punir os estados. Primeiro, desviaram o assunto. Segundo, tentando agora com esse projeto diminuir a arrecadação dos estados que são aqueles que estão na linha de frente do serviço à população: educação, saúde. Tudo aquilo que nós falamos aqui de vacinação, isso aí são recursos dos governos estaduais, não federal. Muito pelo contrário, a segurança, tudo isso é propiciado pelos governos estaduais. Portanto, é importante mencionar que se nós queremos controlar o preço da gasolina quando sobe muito o do óleo diesel há algo para que esse preço fique estabilizado é muito simples. Diminuir a margem de lucro da Petrobras que já está com um lucro extraordinário, né, e que vai continuar tendo lucro sobre o combustível. É só baixar um pouco isso, diminuir um pouquinho a remuneração do Governo Federal e dos acionistas privados que estão recebendo livremente o fluxo de dividendos. E numa tentativa que me parece óbvia de, simplesmente, desviar o assunto e fazer com que as populações dos estados paguem a conta, que é em última análise toda a população brasileira. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Meirelles. Bruna, obrigado. Quitei minha dívida com você. Agora, vamos ao Fernando Lopes. Fernando, vamos colocar você aqui em tela pra que você possa acompanhar aqui a sua intervenção, mas a sua pergunta será lida pela Letícia Bragaglia, você encaminhou gentilmente por WhatsApp, então peço que você continue aqui em tela, nós estamos vendo você, mas não conseguimos ter o link de voz, mas peço a Patricia... perdão, peço a Letícia que atenda a pergunta e informe qual a questão do Fernando Lopes do jornal O Valor Econômico.

LETÍCIA BRAGAGLIA, REPÓRTER: A pergunta é a seguinte: Quais as perspectivas do Governo para novos investimentos na cadeia produtiva de sucos no estado a partir da redução do ICMS? Além do suco de laranja já muito forte em São Paulo, quais outras frutas podem ser estimuladas com a medida?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem interessante a pergunta, Fernando. Vou pedir a Patricia Ellen e com comentário do Itamar Borges, nosso secretário de agricultura. Patricia, secretária de desenvolvimento econômico, começa a responder, por favor.

PATRICIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Vou aproveitar também complementar a pergunta anterior sobre o setor automotivo porque o que estava no nosso alcance foi feito, todos os ajustes de ICMS foram feitos, e um outro pleito de setor era sobre o Renave, a implementação da solução digital. E nosso vice-governador colocou aqui toda a nossa equipe de tecnologia pra desenhar uma solução que será implantada a partir de 2022. Precisamos aqui do sistema digital próprio, mas é outra coisa que estava ao alcance do estado e que está sendo entregue aqui a pedido do setor pra facilitar a vida dos cidadãos pra reduzir os custos em tudo que está ao nosso alcance. Com relação a sucos, Fernando, a gente... Esse setor, eu queria lembrar, é um setor muito pujante na economia paulista. Nós temos sucos, bebidas naturais, não é só laranja, então envolve aqui limão, tangerina, goiaba, manga, pêssego, uva, maçã. E é um setor que hoje é responsável por R$ 7,5 bilhões das exportações anuais do nosso estado. O setor sozinho é responsável por R$ 7,5 bilhões de exportação. Com esse investimento nós estamos além do impacto direto do ICMS, nós temos o polo do setor de alimento e bebidas onde nós estamos investindo em planejamento regional e setorial pra desenvolver os empreendedores do campo. Fizemos uma parceria com o secretário Itamar pra parte de microcrédito pra fortalecer a cadeia produtiva também. Estamos com programa de fomento à exportação, Exporta São Paulo, nele nós temos duas empresas de sucos agora incubadas pra que aumente a sua exportação. E na Expo Dubai liderada pelo Gustavo Junqueira também nós temos aqui uma presença muito grande deste setor e será agora no final do mês de outubro, são alguns dos exemplos concretos que nós estamos atuando pra impulsionar esse setor aumentando exportações, aumentando a empregabilidade e fortalecendo a cadeia produtiva. Eu dei um número anteriormente que eu vou repetir agora, esse setor se comprometeu com esse impacto agora do ICMS também de investir R$ 1,5 bilhão adicionais e gerar 5 mil empregos diretos adicionais somente nesta iniciativa integrada, um setor que é muito unido, muito colaborativo. Então a gente tem trabalhado juntos aqui pra fomentar o desenvolvimento econômico, agricultura, Investe São Paulo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patricia Ellen. Vamos agora ao Itamar Borges. A voz foi a sua, Fernando?

FERNANDO LOPES, REPÓRTER: Foi a minha, governador. Boa tarde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Agora sim. Aleluia. Conseguimos agora ouvir você. Não só ver você. E vamos agora a complementação da sua pergunta, Fernando, com Itamar Borges. Itamar.

ITAMAR BORGES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO: Governador, a secretária Patricia já adiantou, o investimento, por exemplo, no setor de suco de laranja e os empregos... perspectivas de novos empregos, e o que é importante destacar é que as ações do governo de São Paulo, tanto no suco de laranja como na genética, como no biodiesel, todas elas impactam em geração de emprego, novos investimentos e crescimento de planta existente e novas plantas, mas tem dois focos que faz a diferença, é o investimento em saudabilidade e investimento em sustentabilidade. Porque quando você estimula, por exemplo, a genética, você está estimulando um animal com crescimento e com uma saída mais rápida, encurtando esse tempo de alimentação entre outras coisas. Quando você estimula o pomar, você está retirando gases da atmosfera e assim sucessivamente. Portanto, as ações do governo de São Paulo têm esse foco de saudabilidade e de sustentabilidade por quê? O suco terá também uma redução de custo para a população e dará acesso a população a essa bebida que também estimula a saudabilidade. É um pouco disso, governador. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Fernando, obrigado pela sua presença. Conseguimos ouvir você e atender a sua pergunta integralmente. Obrigado. Continue aqui conosco. Nós já estamos caminhando pro final da nossa coletiva de hoje e vamos ouvir a Daniela Gemignani, da TV Globo, Globo News. Dani, muito obrigado. Dani tá elegante hoje. Tem festa hoje, Dani?

DANIELA GEMIGNANI, REPÓRTER: Não, é Palmeiras. Tô na comemoração.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ah, Palmeiras. Tá certo. Tá bom. Merece, merece. Parabéns. Grande vitória do Palmeiras, vai pra final da Libertadores mais uma vez. Enquanto isso, nosso Santos Futebol Clube, né, Rodrigo, afundando. Mas vamos fazer o quê? Dani, parabéns. Sua pergunta, por favor.

DANIELA GEMIGNANI, REPÓRTER: Governador, vou aproveitar na leva de duas perguntas, duas perguntas pra área da saúde, a primeira falando do número de casos, porque nos últimos cinco dias, com base, a gente acompanha, é claro, o boletim diário da Secretaria Estadual de Saúde, nos últimos cinco dias com a estabilização do sistema o Estado ficou com uma médica de 2,5 casos pra cada internação e dez casos pra cada morte. Só que no começo desse mês essa média antes, né, do problema do sistema, a média era de 8,6 casos pra cada internação e 36 casos pra cada morte. Como em tese são poucos os infectados que terminam no hospital, que terminam internados, está tendo algum tipo de problema de subnotificação de casos no estado de São Paulo? E aí, minha segunda pergunta também pro Dr. Jean, perguntando sobre o depoimento na CPI se tem alguma atualização, se tem dado, em que pé que isso tá. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dani. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Todos os dados ainda continuam instáveis. Isso faz com que nós tenhamos um incremento significativo, foi o que aconteceu semana passada com mais de 130% de elevação do número de casos. Essa semana nós tivemos uma queda de quase 80%, estamos com uma cifra de 79% de queda desse número de casos, e mesmo com as testagens bastante volumosas. Ou seja, essa instabilidade faz com que nós não tenhamos o dado real de caso. Porém, nós temos um dado que não depende disso, que é exatamente os dados de internação. São as internações que mostram o momento real, o momento atual da pandemia pra que nós estejamos entendendo se essa dinâmica tem ou não incremento principalmente em número de internações. Nós temos que lembrar que as internações não obrigatoriamente signifiquem casos graves, mas também casos leves e moderados que acabam sendo recolhidos nas nossas unidades hospitalares. Com relação a sua segunda pergunta, é um dever cívico de um gestor público trazer e levar todas as informações, principalmente naquelas que foram tomadas no enfrentamento da pandemia do Covid-19 no nosso estado. São Paulo não tem nada a temer, não tem nada a esconder, portanto, estamos absolutamente à disposição. Por enquanto, não recebemos nenhum convite ou formulação de data ou horário pra fazer.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn. Dani, muito obrigado pelas suas perguntas também. Quero agradecer aos jornalistas que aqui nos atenderam pessoalmente, aos que participaram virtualmente dessa coletiva de imprensa. Agradecer aos cinegrafistas, fotógrafos, a equipe técnica aqui presente a transmissão ao vivo da TV Cultura, da Record News, da Band News e também dos portais do estado de São Paulo, Portal UOL, Cidade One que também transmitiram ao vivo essa coletiva. Obrigado aos meus colegas aqui de governo aqui à frente, aos empresários, dirigentes empresariais que aqui vieram, obrigado pela confiança de vocês. O crédito que estão oferecendo como sempre fizeram ao governo do estado de São Paulo, nós estamos aqui produzindo riqueza com vocês. É o setor privado que mais emprega, que mais gera riqueza, que mais distribui riqueza no Brasil e especialmente aqui em São Paulo. Esse é um governo liberal que respeita a livre iniciativa. A todos que nos acompanham em suas casas, fiquem bem, fiquem protegidos, por favor, usem as suas máscaras sempre que saírem de suas casas ou de saírem de seus ambientes de trabalho. Estejam protegidos também. Uma boa tarde a todos. Muito obrigado.