Coletiva - Governo de SP anuncia retomada das aulas presenciais para o dia 7 de outubro 20200708

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Coletiva - Governo de SP anuncia retomada das aulas presenciais para o dia 7 de outubro 20200708

Local: Capital - Data: Agosto 07/08/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: ... sexta-feira, 7 de agosto. Na data de hoje, temos informações importantes sobre o Plano São Paulo e também sobre educação. Aqui ao meu lado, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional do Esta do de São Paulo, Rossieli Soares, secretário de Educação do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Bruno Caetano, secretário municipal da Educação, Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde, João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19, José Osmar Medina, o novo coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, e como convidado especial, Dr. Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein, que nos honra muito aqui com a sua presença.

Nas mensagens de hoje, primeira mensagem é relativa ao Dia dos Pais. Neste domingo, teremos o Dia dos Pais. Quero começar enviando uma mensagem inicialmente aos filhos, aos filhos, que podem demonstrar todo o afeto pelos seus pais e devem fazê-lo, com um bilhete, uma carta, um vídeo, uma mensagem, um gesto de carinho. Abram seus corações para demonstrar aos seus pais o amor que sentem por eles, os que têm o seu pai em vida. Quero também me unir nas lembranças e orações àqueles que perderam os seus pais, neste período da Covid-19. Milhares de pais não estão mais aqui, porque nos últimos cinco meses perderam a vida na luta con tra o Coronavírus. Eu perdi meu pai há 20 anos, eu e meus irmãos, mas há 20 anos eu manifesto meu amor pelo meu pai e pelos ensinamentos que ele nos ofereceu, principalmente na defesa da justiça, na defesa da democracia, na coragem e no respeito, valores que eu pratico no meu dia a dia. Meu pai, como muitos sabem, foi perseguido e caçado pela Ditadura Militar em 1964. Eu vi o sofrimento do meu pai, no exílio, onde passei com ele dois anos, dos 10 anos que ele foi obrigado, por um ato de autoritarismo, a ficar longe do Brasil. Portanto, também aos filhos e netos, e até bisnetos daqueles que lutaram pelo Brasil, e foram perseguidos pela Ditadura, a minha homenagem. Mas com meu pai, aprendi também a não guardar ódios, olhar para frente, trabalhar e construir pelo futuro. Aprendi com ele a ter esperança, otimismo e determinação. Quero dizer que teremos um Dia dos Pais um pouc o melhor do que tivemos o Dia das Mães. Passo a passo, e de forma segura, estamos superando o período mais difícil do Coronavírus em São Paulo. E desejo que o mesmo aconteça em todo o Brasil.

A segunda mensagem é sobre a vacina. Quero, sim, cumprimentar o Governo Federal por ter criado a medida provisória assinada ontem, que autoriza o crédito de quase R$ 2 bilhões para aquisição da vacina de Oxford contra o Corona Vírus. Nós, aqui em São Paulo, não fazemos e não faremos nenhuma politização da vacina. A nossa luta é para que a vacina chegue para todos os brasileiros e atenda e preserve a vida dos brasileiros. Não se trata de uma competição para ver quem chega antes. A nossa competição é pela vida, pela existência, pela saúde dos brasileiros. Somos favoráveis, port anto, a todas as vacinas: a de Oxford, a vacina chinesa, a vacina russa e toda e qualquer vacina que, aprovada e comprovadamente, for imunizadora, ela será bem-vinda no Brasil, ela será bem-vinda na América Latina, ela será bem-vinda no mundo. Infelizmente, não era uma gripezinha, infelizmente, não era um resfriadozinho. Uma doença grave, uma pandemia em que até amanhã chegaremos a 3 milhões de brasileiros que foram infectados, 100 mil brasileiros perderam as suas vidas até agora. Repito: 100 mil brasileiros perderam a sua vida até agora. Não era uma gripezinha, não era um resfriadozinho e não era com a cloroquina que poderíamos ter salvo 100 mil vidas que se foram. Por isso, reforço a necessidade de mantermos as quarentenas, seja em São Paulo, seja em outros estados, cuidados para usar a máscara, fazer o afastamento, o distanciamento social, l avar as mãos. Os que puderem ficar em casa, continuem em casa, preservando as suas vidas. E ter a esperança na vacina, não importa qual a origem da vacina, qual o carimbo da vacina. O que importa é que, sendo uma vacina que possa imunizar, que ela seja adotada por todo o país.

O Instituto Butantan vem fazendo o seu esforço, com o apoio de muitas empresas privadas e muitas colaborações de pessoas que pensam o Brasil como eu penso, sem regionalizar, sem politizar, sem colocar ideologia, partidarismo ou qualquer tonalidade política. Num momento de pandemia, de preservar a saúde, tudo que nós não precisamos é politizar a saúde no Brasil, mais do que já foi. E a vacina tem que estar imune a este tipo de comportamento. Quero cumprimentar os 9.000 voluntários, médicos e paramédicos, que, neste momento, já receberam a CoronaVac, a vacina do Butantan, e estão contribuindo com o seu voluntarismo para os testes m édicos e para a ciência, para salvar milhões de brasileiros. Eu já disse e volto a repetir: quanto mais vacinas, melhor. São Paulo não politiza o vírus e São Paulo não politiza a vacina. Nossa corrida é a favor da vida. Eu encerro, dizendo que, em São Paulo, nós não queremos tocar a vida, nós queremos salvar vidas.

As informações de hoje: Hoje temos a 10ª reclassificação do Plano São Paulo, e nove regiões de saúde do interior, do Estado de São Paulo, progrediram de fase, uma ótima notícia. Estamos, passo a passo, com muito cuidado, com muita segurança, sem precipitação, sem politização, vencendo gradualmente o Corona Vírus no Estado de São Paulo. Hoje, nesta 10ª atualização do mapa do Plano São Paulo, e o anúncio do início de uma nova quarentena, que será de amanhã, dia 8 de agosto, até 23 de agosto, será a 9ª quarentena sucessiva em São Paulo , temos boas notícias. Nas últimas duas semanas, houve uma queda no número de óbitos, na quantidade de internações no interior de São Paulo, região que mais nos preocupava. A capital já vem apresentando um bom desempenho há praticamente seis semanas, mas o interior nos preocupava muito. Continua a preocupar, porém agora temos um horizonte e temos boas perspectivas e bons resultados. Este fato propiciou que nove regiões de saúde, localizadas no interior do Estado de São Paulo, tenham conseguido evoluir para a fase amarela do Plano São Paulo. A fase amarela é menos restritiva em relação às atividades econômicas e também à mobilidade social. Esta é uma ótima notícia para mais de 15 milhões de brasileiros, que vivem em São Paulo, nas regiões de Araçatuba, Bauru, Campinas, Mar&iacu te;lia, Piracicaba, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, Sorocaba e Taubaté. Com a evolução de todas essas regiões, temos, no Estado de São Paulo, 86% da população do estado em áreas que estão localizadas na fase amarela do Plano São Paulo. Repito, 86% da população do estado já está na fase amarela do Plano São Paulo. Superaram a fase vermelha, a fase laranja e agora na fase amarela.

Mas isto, obviamente, não deve significar nenhum relaxamento, nenhum relaxamento contra o Corona Vírus, nenhum relaxamento com as medidas restritivas e de cuidados pessoais. Qualquer descuido pode ser fatal. Os bons sinais que nos fortalecem aumentam a nossa responsabilidade. Nossa, do Governo do Estado de São Paulo, do Centro de Contingência do Covid-19, do Conselho Econômico, dos membros do secretariado de São Paulo, dos profissionais de saúde, dos meios de comunicação e dos habitantes do Estado de São Paulo. Vamos continuar evoluindo, esperamos, trabalhamos por isso, passo a passo, de forma segura, de forma precisa, o que tem transformado o Plano São Paulo numa referência para o Brasil e também uma referência com respeitabilidade internacional.

Segunda informação, muito importante: retomada das aulas no Estado de São Paulo. As aulas presenciais, em todo o Estado de São Paulo, incluindo a rede pública e privada, as aulas serão retomadas no dia 7 de outubro. A previsão inicial, como todos sabem, era para que as aulas pudessem ser retomadas no dia 8 de setembro. A data foi adiada para 7 de outubro, por recomendação do Centro de Contingência do Corona Vírus, para garantir uma margem de segurança ainda maior, para as crianças, adolescentes, professores, gestores e profissionais da rede pública e privada de ensino. E, obviamente, para os seus familiares. A partir do dia 8 de setembro , as escolas públicas e privadas terão opção de reabrir apenas para atividades de reforço escolar, recuperação e atividades opcionais, desde que localizadas em regiões que estejam há pelo menos 28 dias na fase amarela do Plano São Paulo. A escolha de reabertura para atividades opcionais e reforço, a partir de 8 de setembro, é uma decisão que cada escola deve tomar, através de um processo de consulta, que envolve a comunidade escolar, pais, estudantes e educadores. As escolas que optarem pela reabertura terão de respeitar o limite do número de alunos em sala de aula e rigorosamente os protocolos sanitários.

Esta volta gradual e responsável das atividades escolares é fundamental, principalmente para as crianças das camadas mais desfavorecidas da sociedade. O retorno escolar é importante, não somente pelo aspecto educacional, mas também pela questão social e da segurança alimentar. Uma pesquisa DataFolha, de abrangência nacional, demonstrou que 75% dos nossos alunos da rede pública estão emocionalmente abalados, com sintomas como ansiedade, tristeza, irritação. A ONU, Organização das Nações Unidas, afirmou que a paralisação das aulas presenciais gera uma catástrofe geracional, que pode minar dé cadas de progresso e acentuar desigualdades. A rede estadual de ensino de São Paulo está se preparando para que a retomada das aulas seja feita com segurança, com absoluta segurança. Pra isso, a Secretaria de Educação, com autorização do Governo do Estado de São Paulo, adquiriu uma série de insumos destinados aos estudantes, professores e servidores. São 12 milhões de máscaras em tecido, 300 mil face Shields, protetor facial de acrílico, mais de 10 mil termômetros a laser, 10 mil totens de álcool em gel, 221 mil litros de sabonete líquido, entre outros produtos de higiene e segurança pessoal.



JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daí os dois temas principais que estão sendo abordados nessa coletiva de imprensa, começaremos com a Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico do Estado de São Paulo para apresentação dessa nova etapa do Plano São Paulo. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Bom, como o governador colocou, hoje é um dia muito importante, né que traz aqui uma mudança sólida e fruto de todo o trabalho de todos aqui presentes, esse é um mapa vigente que já era um mapa que tinha grandes avanços, onde nós tínhamos avançados aqui na região metropolitana e já melhorado, estabilizado a pandemia mostrando sinais de estabilidade também no interior. Na próxima página nós temos os indicadores utilizados que reforçam a mensagem que o governador João Doria trouxe aqui. Nós temos o Estado de São Paulo pela primeira vez aqui com a ocupação média abaixo de 60%, mas mais importante, do lado aqui da evolução da pandemia, nós mantivemos o cenário de estabilidade e melhora apresentada nas últimas duas semanas. Secretário Jean trará detalhe dessa estabilidade, com a evolução semana a semana, através do acompanhamento das semanas epidemiológicas pelos dados da saúde, mas pelo Plano São Paulo nós confirmamos que no estado houve uma redução de internações de 7% na última semana e uma redução de óbitos de 4%. Isso é muito importante e principalmente porque houve uma estabilização e melhora significativa também no interior. E com isso, como já foi mencionado nove regiões avançam, melhoram de fase. E nós vamos destacar isso na próxima página. Com isso, essa é a nossa reclassificação, com 86% da população agora em regiões que estão na fase amarela. A destacar aqui as nove regiões que melhoraram de fase, a região de Araçatuba, Marília, Bauru, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, Piracicaba, Campinas, Sorocaba e Taubaté. Então, neste momento nós vemos que houve uma evolução muito importante e nós vamos ver novamente isso confirmado com os dados detalhados da saúde, mas novamente nosso compromisso para que essa evolução continue acontecendo é fundamental. Fiquei pessoalmente tocada com o fala do governador também sobre o Dia dos Pais. Nós temos aqui um compromisso em família d e aprendermos a voltar nos encontrar, respeitando esse modelo de distanciamento, sendo o exemplo para os nossos jovens, para nossa crianças, que durante essa fase para que essa contenção aconteça nós precisamos mostrar que a nossa melhor demonstração de amor, de afeto é estarmos próximos, mas seguindo o protocolos para que todos consigam juntos, de fato manter essa evolução para que a gente derrube esse patamar, esse platô aqui de óbitos e de internações, mantendo essa tendência de redução, né? Nós primeiro buscamos a estabilização. Agora, que nós estamos nessa estabilização, nós precisamos buscar juntos a redução e para que a redução aconteça esse compromisso precisa ser mantido. Esse retorno gradual não pode ser de uma forma que a gente baixe a guarda, mu ito pelo contrário. O uso da máscara ainda é mais importante, o respeito aos protocolos também. Essa utilização excepcionalmente passa a valer a partir de amanhã, sábado, tá? E também como governador colocou, em homenagem ao Dia dos Pais para que todos, respeitando os protocolos, possamos também ter essa chance de estarmos com os nossos entes mais próximos, mas, novamente, respeitando os protocolos vigentes e esse mapa é uma conquista de todos nós, também uma grande responsabilidade para todos. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia, vamos agora ao Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional do Estado de São Paulo. Houve uma grande alteração no Plano São Paulo, nessa atualização que favoreceu e muito a região interiorana do estado de São Paulo. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa aderido a todos. Um aumento muito importante para o interior do estado nesse momento, superando esses 86% do estado na fase amarela, o maior índice de todo a plano, com destaques muito importantes, né? Nessa vez o interior puxa essa redução algo muito importante. São quedas nos três indicadores, né, 10% em número de casos, 7% nas internações e 4% no número de óbitos. Nós estamos com duas regiões saindo da fase vermelha p ara a fase amarela. Eu queria destacar Ribeirão Preto que ao longo desse período saiu de 6,83 leitos de UTI por 100 mil habitantes, chegando em 22,8. Então, esse é a trabalho da saúde, esse é a trabalho dos gestores municipais e do governo do estado levando uma ocupação de 94% para 73% dos leitos de UTI. Foram dois meses de Ribeirão na fase vermelha e agora essa grande vitória podendo avançar da fase vermelha direto para a fase amarela, com essa grande construção na capacidade hospitalar da região. Em Piracicaba, da mesma forma, nós tivemos a fase vermelha na última atualização e agora voltando da vermelha para a fase amarela, né? 9,66 leitos de UTI por 100 mil habitantes, vindo para 15,4 leitos por 100 mil habitantes, uma ocupação de caiu da última atualização para esse de 85% para 70%. As regiões que vêm da fase laranja para a amarela tiveram uma construção ao longo de todo esse período. E elas vieram nessa atualização por conta da própria evolução da pandemia e também dessa capacidade hospitalar aumentada. Todas essas regiões Vale do Paraíba, que nós tivemos queda agora nas internações, e queda nos óbitos, nós saímos de 7,05 leitos por 100 mil habitantes, chegando em quase 20 agora. Então, um grande trabalho feito pelo governo do estado de São Paulo, colocando leitos em todo o Vale do Paraíba, na serra da Mantiqueira, o prefeito de Campos do Jordão está aqui acompanhando essa coletiva, lá também foram colocados novos leitos, que possibilitam agora, finalmente um avanço para o Vale do Paraíba de forma responsável. Eu não vou citar cada uma das regiões, mas passando aqui para essas que saem da fase laranja para o amarelo, cumprimentando a gestores que foram responsáveis, mantendo as regras do Plano São Paulo até agora para que a gente pudesse atingir esses resultados. Todas essas regiões no mínimo dobraram o número de leitos de UTI ao longo desse processo. Campinas, Sorocaba, Araçatuba, Marília, São João da Boa Vista e Bauru. As regiões que permanecem na fase laranja, essas também tiveram um bom trabalho. Barretos teve uma evolução ao longo desse processo, ainda não chegou, pôde aumentar substancialmente o número de leitos de UTI ao longo desse período também, e mais um esforço para que gente possa na próxima atualização seguir avançando e poder atingir os níveis da fase amarela. Prudente da mesma forma, nós tivemos a grande São Paulo Norte tamb&eacute ;m com redução no índices, mas a internação ainda manteve a região na fase laranja, mas em resumo, as regiões que permanecem na fase laranja também demonstraram um avanço ao longo desse período, ainda não chegaram, mas seguem um bom resumo. Nas regiões que seguem na fase vermelha, e já finalizando minha fala aqui, governador, a região de franca mostrou também uma reação muito forte na sua capacidade hospitalar ao longo dos últimos dias. Eu tive essa semana lá com o secretário Dr. Jean Gorinchteyn acompanhando a formação desses leitos, avançamos já, dobramos, saímos de 4,32 leitos por 100 mil habitantes, atingimos 9,2 e nós vamos ao longo dessa próxima quarentena, chegar no triplo de leitos do que era antes na região de Franca. São 45 novos leitos, 35 na região e dez na Santa Casa, que vão possibilitar a gente sair de 80 leitos hoje para 125 leitos ao final desse período. Portanto, um grande avanço também lá. O vale do Ribeira, que foi na semana passada para a fase vermelha, já restabeleceu sua capacidade hospitalar. Saiu nos 80% para 61%, já diminuiu o número de casos em 27%, de óbitos em 24%, mas ainda segue com uma internação, com um leve crescimento, nós observar ao longo desse período, mas já demonstrou uma reação também. São boas notícias que devem ser levadas com muita cautela e responsabilidade para os gestores municipais. Que a gente possa fazer essa fase amarela que foi conquistada com tanto trabalho, da sociedade civil, do governo do estado e dos prefeitos valer com responsabilidade nesse momento na implementação dessa diminuição das restrições.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi. Agora teremos três intervenções da saúde, são mais breves, do Jean Gorinchteyn, do José Osmar Medina e do João Gabbardo. Começando com você, Jean Gorinchteyn, secretário da saúde do estado de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde governador. Boa tarde, secretários. Boa tarde ao nosso ilustre convidado, Dr. Sidney Klajner, meu particular amigo e todos aqui presentes. Esta é a décima atualização do Plano São Paulo. Sem dúvida alguma é a melhor fase na estabilização da pandemia no nosso estado. Porém, estamos ainda no meio do caminho. Por três semanas temos índices de internação em UTI menores do que 60%. Só para se ter uma ideia, hoje nós temos 58% na g rande São Paulo e 59% no estado. Também diminuímos no período de três semanas o número de óbitos na nossa região. Continuamos a flexibilizar, porém, reforço, a Plano São Paulo tem como objetivo cada vez mais oferecer regras muito transparentes que garantam, tonto a estrutura da saúde, quanto ao mesmo tempo, as recomendações para retorno com segurança da população às suas atividades, sempre monitorando os índices epidemiológicos. Flexibilizar não impactou de forma alguma o controle da epidemia no estado. Um grande exemplo é o Ministério Público de São Paulo, que apesar das flexibilizações no local que foi sempre o epicentro da epidemia no nosso país, conseguiu fazer uma redução de número de internações, e de óbitos decorrente da atividade ali realizada, mesmo com a flexibilização em curso. Ao mesmo tempo que a flexibilização ocorre, damos a todos de forma absolutamente única, a oportunidade que a nossa sociedade possa retomar as suas vidas, foi assim que pactuamos. Nós dissemos fiquem em casa enquanto acertamos a saúde, acertamos os números de leitos. E na educação também não será diferente. Temos que proteger vidas, tanto de estudantes, tanto dos educadores e daqueles que também ficam em casa, os seus pais, os seus avós, os seus tios. O retorno da educação também levará e seguirá as condições do Plano São Paulo de uma forma pactuada, regionalizada, e, mais do que isso, opcional. Como será revelado pelo secretário Rossieli Soares. E isso vai permitir que não haja qualquer desigualdade ou prejuízo social, emocional e principalme nte para a saúde. Lembramos que estaremos tanto o centro de contingência, quanto a própria secretaria vigilante aos índices para que possamos continuar prosseguindo, e, caso contrário, como determina o próprio Plano São Paulo, retroagirmos para fases anteriores. Aproveito agradecer em nome do governador João Doria e meu pessoalmente, Sr. Eduardo Pazuello que prontamente nos atendeu à solicitação de 200 respiradores que foram distribuídos para o interior de São Paulo. Nós recebemos esses inspiradores ontem. Estamos acertando as unidades de terapia intensiva, cada vez mais ampliando o número de leitos, principalmente nas regiões na fase vermelha para que dessa forma possamos prosseguir nas flexibilizações, mas, sempre garantindo a vida e a proteção de cada um dos cidadãos. Próximo, por favor, slide. Nós temos hoje em S& atilde;o Paulo 608 mil casos, né, 608 mil 379, em óbitos de 24 mil 735. Guardem aqueles dados de ocupação de leitos de UTI, no estado 59,8%, na grande São Paulo 58,1%. Próximo. Nós temos hoje casos/dia 9 mil 709, já reduzindo aquela média 9 que nós temos nos últimos dias. Próximo. E, importante, por que a elevação de novos casos no estado de São Paulo? Isso é a política que vem sendo adotada no sentido de aumentarmos as testagens. Nós chegamos no final do mês de julho com cerca de 23 mil testes/dia, hoje estamos nos aproximando de 30 mil testes/dia. É muito? Não, ainda vamos acelerar, progredir evitando de alguma forma com que haja qualquer prejuízo à sociedade. Próximo, por favor. Da mesma forma, o número de internaç&oti lde;es tendeu a declínio, observem que nós estamos falando que temos mais casos, porque testamos mais, em uma fase muito mais precoce, impedindo que essas pessoas venham a adoecer. Próximo. E mais do que isso, virem a evoluir de uma forma insatisfatória, vindo a óbito. Próximo. Em termos de número de casos, observem que o município de São Paulo novamente mostra um recuo importante, na trigésima primeira semana epidemiológica houve uma elevação, isso se deve às políticas de testagens instituídas. Próximo. E também uma redução, tanto de internações, quanto também no número de óbitos. Mostrando que testar mais é a forma de nós identificarmos quem são aqueles indivíduos que estão adoecidos em uma fase muito mais leve, evitando que venham a disseminar para as outras pessoas , uma vez que conseguimos isolá-lo, bem como todos aqueles no seu entorno são igualmente pesquisados, evitando que venham a adoecer e necessitar tanto de internação quanto de Unidade de Terapia Intensiva. Próximo. A projeção de casos para agora, para essa primeira quinzena de agosto, mostra-se dentro daquilo que foi idealizado e quantificado, assim como também o número de óbitos. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo. Agora duas intervenções complementares, do José Medina, coordenador do centro e contingência do Estado de São Paulo, seguido pelo João Gabbardo.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. 86% da população na fase amarela, nós estamos ainda na metade da progressão do plano São Paulo, falta progredir para a fase verde, depois para a fase azul. E o isolamento ele vai gradativamente migrando para aquilo que nós chamamos de distanciamento consciente. Isso tem que ser feito, muitas vezes, mesmo dentro do domicílio, quando existem pessoas agrupadas, e que vem de origens diferentes da cidade. Então nós estamos progredindo bastante, temos que progredir para a fase ve rde, fase azul, e vamos em frente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem, João Gabbardo. Obrigado, Medina.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos que acompanham essa coletiva. Eu quero demonstrar a satisfação que todos nós temos na análise, na evolução desses indicadores regionais, essa epidemia, nós ainda temos muitos dúvidas em relação a ela, muitas incertezas, mas a gente também tem algumas incertezas, uma delas é que determinadas atividades, para se pensar no retorno, minimamente à normalidade, nós temos que estar com a epidemia sob controle. É impe nsável voltar algumas atividades sem que nós tenhamos convicção, certeza do controle sobre a epidemia. E esses dados que foram mostrados, uma avaliação, não é uma avaliação subjetiva, é uma avaliação em cima de indicadores que são públicos, que são transparentes, que estão nas base de dados do Ministério da Saúde, que estão nas bases de dados do governo do estado de São Paulo. Então com esse cenário que hoje foi mostrado, nós temos convicção de que podemos com segurança avançar no retorno de determinadas atividades que tem o impacto enorme para toda a sociedade. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Agora vamos para a educação, com relação evidentemente à saúde, e ao controle do Coronavírus. Mas nesse momento, com a palavra, Rossieli Soares, secretário da Educação do Estado de São Paulo. Na sequência, o Bruno Caetano. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Quero cumprimentar aqui, primeiramente meu colega Bruno Caetano, temos tido uma agenda intensa em favor da educação, assim como com a presidente da Undime, professora Márcia, debate importante, com associações de escolas particulares, como a ABEPAR, como outras instituições que são fundamentais, que tem nos apoiado, governador, nessa discussão. E eu queria destacar aqui, e agradecer muito de público aqui a ajuda do Albert Einstein, em nome do doutor Sidnei, que nesses últimos meses tem nos ajudado a revisar protocolos, revisar todas as condições, visitando inclusive escolas, um trabalho muito cuidadoso. E agradeço muito ao doutor Alexandre, à toda equipe que tem trabalhado com a gente, doutor Moacir, enfim, muito obrigado. Da mesma forma, doutor Vanderson, que é doutor em epidemiologia, e compôs o Ministério da Saúde na época do ministro Mandetta, e também tem contribuído diferente com essa discussão, assim como todo o centro, logicamente, centro de contingência aqui representado pelo doutor Medina, pelo Gabbardo, a todos e a todas, eu agradeço. E agradeço também ao nosso secretário de Saúde. Dito isso, acho que uma das coisas mais importantes que a gente tem dito, repetido, que a gente vai continuar repetindo, proteger vidas, cuidar das pessoas, cuidar dos nossos estudantes, cuidar dos nossos profissi onais é sim a coisa mais importante que nós precisamos fazer nesse tempo de pandemia. E creio que esta tem que ser a regra de ouro principal, a premissa fundamental que tem nos guiado, e vai continuar nos guiando. Então o plano de retorno sempre terá como centro isso. Portanto, o governador João Doria já anunciou o adiamento da data prevista do retorno das aulas para o dia 7 de outubro, dia 5 e 6, inclusive reservado para que a gente possa fazer planejamento, integração da equipe, treinamento, inclusive de protocolos. Lembrando que no dia 2 de outubro, por exemplo, nós temos a previsão do anúncio do mapa atualizado, teremos outros ainda durante o mês de setembro, e sempre estaremos todos os dias juntos, com as equipes da saúde do estado, e dos municípios, trabalhando para essa revisão. Lembrando que apesar de estamos chegando, já chegarmos nos 80%, ainda assim a dec isão foi de fazermos o adiamento para que a gente consiga retornar com ainda mais segurança que isso, como disse, não podemos abrir mão. Pode passar. Agora tem algumas coisas que são importantes de destacar, que também envolvem, acabam envolvendo inclusive o aspecto da saúde. Primeiro é que esses longos períodos trazem um grande prejuízo, do ponto de vista de aprendizagem socioemocional, do impacto direto. Por exemplo, quando tivemos os casos da H1N1, nós tivemos 4,5 pontos de perda no quinto ano na aprendizagem, e paramos apenas duas semanas. Então o desafio, logicamente, considerando todos os esforços, a gente tem avançado, o trabalho dos professores é incrível, que a gente tem visto nas redes estaduais e nas redes municipais. Mas a gente tem riscos na aprendizagem, e o risco do aumento no abandono. E é importante que a gente, desde já esteja cuidan do disso, especialmente para os mais vulneráveis. Pode passar. E por que vai ser importante retomar? Acho que essa é uma discussão fula que o mundo começa a discutir, em matéria aqui que cito [Ininteligível], uma catástrofe geracional, com mais de 1 bilhão de alunos fora da escola no mundo todo. O Antônio Gutierres, o secretário geral da ONU, fala que com a paralisação das aulas enfrentamos uma catástrofe geracional que pode desperdiçar um potencial humano incalculável, e décadas de processos, e acentuar desigualdades que já estão enraizadas. Nós não podemos durante todo esse debate perder de vista isso, proteger vidas, mas proteger vidas ao longo do tempo também é colocar a educação como um centro sempre do debate. Algo importante também são os riscos, logicamente, em relação &agrav e; proteção das próprias crianças e dos nossos jovens, ao mesmo tempo que queremos proteger vidas, as escolas fechadas em longos períodos podem gerar inclusive esse impacto na saúde mental, no bem-estar de crianças, nos nossos adolescentes. Estar fora da escola também aumenta o risco de gravidez na adolescência, risco de exploração sexual, de trabalho infantil, aliás, a gente já vê em alguns lugares, quando se caminha aqui na sociedade, crianças já na rua, que deveriam e tem que ter o apoio para a educação, mas já fazendo outras atividades que não deveriam. Nós precisamos olhar e discutir isso. Isso aqui são apontamentos mundiais, e que logicamente servem absolutamente também para o Brasil. E o confinamento, essa é uma pesquisa feita pelo Datafolha, que foi divulgada essa semana, ontem, na verdade, e hoje, que m ostra que o confinamento deixa 75% dos alunos ansiosos, irritados, tristes, com um caminho para a depressão. E esse é, certamente um fator de saúde que precisa ser discutido. Como que a gente está apoiando, o que está acontecendo na vida desses jovens, porque muitas vezes, a escola é o porto seguro desses jovens, é aonde ele vai buscar ajuda. E aqui falo como experiência pessoal, em relação ao meu filho, e enfim, tudo que a gente está passando, ele está me assistindo. Desculpa, governador. Mas a gente não pode ignorar esse tipo de coisa, a gente está falando aqui de saúde dos nossos jovens, que a educação tem um papel fundamental. Eu agradeço muito aos professores e professoras que fazem isso diariamente, heróis, que muitas vezes, não estão sendo reconhecidos naquilo que estão fazendo. A rede estadual está achando alt ernativas para combater essas desigualdades, ainda que 96% dos estudantes estejam participando, isso foi a pesquisa do Datafolha que apontou, existem estudantes que precisam de apoio complementar. Inclusive com situações onde o pai volta a trabalhar, o único aparelho celular da família, muitas vezes, não estará disponível para aquele jovem fazer, por exemplo, as tarefas ou acessar seus conteúdos. O desafio precisa ser como apoiar especialmente os jovens que mais precisam, não dá para deixar nenhum aluno para trás, esse é um mantra que precisa ser falado e defendido a todo momento. Pode passar. Esse aqui é o caso da professora Marcela, é uma professora da rede estadual, ela é professora lá de São Carlos, ela está há um mês dando aulas na calçada diante da casa dos estudantes que mais precisam, que não tem condiç&otilde ;es de acessar as aulas online, que não tem. É iniciativa dessa professora, é iniciativa de heroínas, de mulheres fortes, como essa daqui, que nos inspiram também a olhar para aqueles que mais precisam, podem olhar aquela imagem de um menino inclusive usando o uniforme da escola, e a professora indo até eles buscando dar esse carinho e esse conforto. O que significa para essa criança fazer isso, e o que significa termos heroínas aqui, como a professora Marcela, que nós temos diversas. E eu vou pedir licença, governador, rapidamente colocar um áudio agora da própria professora Marcela, explicando muito obrigado rapidamente que tipo de atividade ela tem feito.

MARCELA, PROFESSORA: "Eu sou a professora Marcela, da cidade de São Carlos, interior de São Paulo. Minha turminha é um segundo ano da Escola Estadual Professor Archimedes Aristeu Mendes de Carvalho", no bairro do Stella Faga. Tomei a iniciativa de estar atendendo os alunos que não tem acesso às aulas online, eu levo o material para eles na casa deles. E aí já que eu levo, eu já passo a explicação, sento com eles, assistem uma aula na calçada. Está sendo bem desafiador, por conta de todo o processo que estamos passando, com essa pandemia. Mas est&aac ute; sendo gratificante. É muito bom, estar passando esse momento com eles. Eu faço isso, essas aulas toda segunda-feira, eu levo o conteúdo para ele, passo a explicação, e durante a semana eles realizam as atividades. E dessa forma, eles passam a acompanhar o mesmo conteúdo que eu passo para os alunos que tem acesso".

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, e agradecer muito a professora Marcela por compartilhar uma história tão inspiradora, e nós temos milhares de heroínas como ela nas redes estaduais, nas redes municipais. E aqui fazer, junto com o Bruno Caetano, uma saudação especial à essas pessoas que são grandes heroínas e heróis da educação brasileira. E olha para essa experiência, governador, não dá para fechar a porta da possibilidade de ajudarmos quem mais precisa. Ainda que adiemos , especialmente para termos mais segurança, experiências como essa, apoios como esse, podem ter sim, a partir do olhar da comunidade, a partir daquilo que a necessidade que a própria escola enxerga, que a gente faça um reforço, a recuperação, que possamos ter, com toda a segurança, escolhido pela comunidade escolar atividades presenciais. Por isso, aqui é uma atualização no plano, na parte da educação. [Pode passar, por favor]. Para que a partir do dia 8 de setembro, para as regiões que permaneçam por 28 dias a partir de agora, na fase amarela, regionalmente, possam fazer atividades de reforço, recuperação, desenhadas pela comunidade escolar, onde cada escola ouvindo os seus professores, ouvindo seus pais, seus jovens, seus estudantes, a gestão da escola, possam fazer o seu projeto limitado, logicamente, e observando sempre as regras. Ent&atilde ;o, elas poderão a partir de 8, sejam públicas, sejam as privadas, obedecendo claramente essas regras. [Pode passar, por favor]. Portanto, as escolas, as regiões permanecendo 28 dias consecutivos na fase amarela, poderão realizar atividades presenciais, com processo de escuta, com a participação de estudantes e cada escola optando pela reabertura regionalizada ou não, desde que continuemos atendendo de outras formas que as escolas estão a todo tempo, assim como a professora Marcela, buscando soluções. [Pode passar]. Isso é fundamental, esta etapa tem limites também. Poderão fazer essas atividades presenciais até 35% na Educação Infantil e até 35% no Ensino Fundamental, desejando, poderá ser menos? Pode, a escola, nunca mais, a escola fará a programação junto com a sua comunidade, se vai ser somente um aluno por vez, como a profess ora Marcela ou se serão cinco alunos, cada comunidade que tem buscado achar essas soluções poderá trabalhar. E logicamente, aqui, a Educação Infantil e o ensino dos anos iniciais têm uma atenção maior ainda, porque são menos autônomos e precisam, cada vez mais, da presença dos nossos professores. Também é importante os ensinos finais, o Ensino Médio, onde o apoio aos nossos jovens, é muito difícil o que estão passando também, e não precisa ser para uma aula de reforço, pode ser para uma roda de conversa, um acolhimento, entender o que o jovem está passando, como que nós como sociedade podemos também apoiar esses jovens. Observado todas as condições, nós precisamos também dar esse apoio emocional para os estudantes, assim como precisamos também apoiar os nossos professores que t êm, sim, uma carga muito pesada. [Pode passar]. Por isso, esse reforço, essa recuperação, governador, atividades presenciais poderão ser realizadas olhando para o reforço, recuperação, tutoria que temos grandes casos, o acolhimento, o atendimento individualizado, uma conversa, muitas vezes, salva vidas, certo? Nós já discutimos antes de pandemia, depressão, suicídio em jovens e esse é um desafio que nós temos dentro das nossas escolas, não dá para a gente fechar o olho, temos que, sim, olhar para isso cada vez mais. Plantão de dúvidas, atividades esportivas, observando o protocolo, o distanciamento. Mas os nossos jovens precisam ter esse espaço, se for desejo lá daquela comunidade escola. [Pode passar, por favor]. Lembrando que isso serve para a escola pública, serve para a escola privada. Importante também, governador, lemb rar que a gente está trabalhando muito, tanto nós quanto a prefeitura de São Paulo e as prefeituras dos municípios de São Paulo, trabalhando muito para que o reforço, recuperação e atividades presenciais sejam cada vez mais focadas nas habilidades essenciais. Então, nós estamos, por exemplo, com novos materiais que começaremos a entregar agora no mês de agosto, iremos até o mês de setembro, esse é um material extremamente especial. Além deste material, temos as apostilas regulares, esse material é desenhado cuidadosamente, especificamente para a recuperação, para o suporte aos nossos estudantes. Materiais adicionais de língua portuguesa e matemática especialmente, assim como os materiais regulares, já estão sendo entregues, continuamos entregando durante toda a pandemia, mas esse é um material ainda mais especia l já pensando em todo o processo de recuperação até o final de 2021 e quiçá, até 2022. [Pode passar]. E até a volta das atividades presenciais da rede estadual nós teremos formações de planejamento para o retorno opcional. Nós vamos dar todas as ferramentas, orientações, a secretaria vai regulamentar isso, vai auxiliar as escolas que terão lá, junto com seus professores, especialmente e pais, a possibilidade de fazer o planejamento e tomar essa decisão conjunta. Teremos, governador, algo muito importante e aqui um recado aos nossos professores, nós estamos organizando o calendário, nós teremos uma semana para desplugar, do dia 24 ao dia 28 de agosto, a rede estadual não terá aulas, nem para professores e nem para atividade para professores. É preciso cuidar também do mental, do socioemocional desses profission ais. E nós vamos desplugar nessa semana sem nenhum tipo de atividade incentivando que cada um cuide e descanse nesse período. E vamos ainda entregar um material específico de orientações impressa à família, pais e toda a comunidade escolar. [Pode passar]. Governador, me permitir aqui, rapidamente, eu vou quebrar o protocolo, queria mostrar... que é importante. A gente está falando de uma volta segura, governador, e não dá para ser uma volta sem a proteção aos nossos profissionais. Então, nós tomamos a opção de ter o 'face shield', de ter kits, por exemplo, não só para escola, de sabonete líquido, de álcool gel, inclusive com esse tipo de material que estará em todas as escolas, proporcionalmente ao tamanho da escola, governador, mas inclusive para os alunos mais vulneráveis, com suporte de doaçõ es que estamos conseguindo capitaneadas pelo nosso governador, também ajudar os alunos mais vulneráveis que possam levar um kit para casa que envolve desde sabonete, cremes dentais e tudo mais. E por fim, governador, o último ponto. [Pode passar]. Ensino Superior, algo que também fomos procurados, nós estamos fazendo uma atualização em relação aos cursos da saúde, medicina, farmácia, enfermagem, fisioterapia e odontologia, que são cursos fundamentais, não somente para a pandemia, mas para a sociedade ao longo dos próximos, eternamente, anos, mas é fundamental que não tenhamos um hiato de formação nessas áreas, até porque elas ajudam o Sistema Único de Saúde, ajudam fundamentalmente, inclusive nesse processo de pandemia e fomos procurados por muitas regiões. Portanto, a partir de hoje, me qualquer fase, esses cinco cu rsos poderão voltar com as atividades de laboratório, de atividades de estágio supervisionado, de internato, para que a gente possa garantir a formação médica. E já nas fases laranja, amarela e verde, com o percentual, inclusive de aulas presenciais ainda que teóricas. Esses cursos são da área de saúde e sabem o que precisa ser feito para a segurança também dos seus profissionais e dos seus estudantes. É fundamental que a gente, nesse momento, continue apoiando a área da saúde que tem capitaneado. Muito obrigado e boa tarde, fico à disposição, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Rossieli. Era uma explicação longa, mas necessária dada a dimensão e a importância e a responsabilidade desta atitude do governo do estado de São Paulo em relação a educação. E agora vamos ouvir o maior núcleo de educação metropolitana da América Latina que é São Paulo, a capital de São Paulo com o Bruno Caetano, secretário municipal de Educação que aqui fala também em nome do prefeito Bruno Covas.

BRUNO CAETANO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde governador, boa tarde secretário Rossieli e em nome dele cumprimentar todos aqui presentes. Quero também, Rossieli, agradecer por toda a parceria, por todo o alinhamento, todo o trabalho conjunto, prefeitura e governo do estado, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Estadual de Educação juntas, planejando conjuntamente as ações para que tenhamos segurança nesse retorno. Trago também uma palavra do nosso prefeito Bruno Covas, dizer que assim com a na Secretar ia Estadual de Saúde, no governo do estado, a prefeitura de São Paulo tem subordinado o retorno às aulas à saúde, nós só abriremos escolas quando a saúde entender ser seguro. Seguimos então, absolutamente alinhados e subordinados à saúde pública. Quero dizer também, governador, que esse é um momento de planejamento, esse é um momento de preparação. E queria aqui destacar alguns aspectos, algumas iniciativas do prefeito Bruno Covas. A primeira questão importante, quando pudermos voltas às aulas presenciais, relevante que não tenhamos problemas de vagas nas escolas públicas municipais, então, até o mês de setembro vamos entregar, na cidade de São Paulo, 26 novas escolas para que não falte vagas para ninguém. Outra questão importante nesse quesito de vagas, o prefeito Bruno Covas aprovo u nessa semana e um agradecimento também à Câmara Municipal de São Paulo, a possibilidade de aquisição de vagas junto a rede privada de ensino, caso isso seja necessário no momento de retorno às aulas presenciais. Segunda questão importante nesse planejamento, novo educadores. A prefeitura de São Paulo segue repondo os seus quadros. Sabemos que temos mais de 5 mil educadores na rede pública municipal com mais de 60 anos ou com algum tipo de doença associada. Esses não poderão retornar as atividades presenciais e precisamos ter essa força de trabalho recomposta quando as aulas presenciais puderem ser realizadas. Outro ponto importante nesse planejamento, os protocolos sanitários discutidos com o Plano São Paulo e com a Secretaria Municipal de Saúde. E aqui eu vou dar alguns exemplos. Estamos adquirindo dois milhões e quatrocentas mil másca ras em tecido para serem distribuídas aos nossos estudantes e aos nossos educadores. E também, no retorno às aulas presenciais, cada aluno da rede pública municipal vai receber um kit, um kit, portanto, individual contendo além das máscaras que aqui eu mencionei, sabonete, álcool gel e também um copo, uma caneca, para que esses equipamentos não sejam compartilhados na escola. Terceiro ponto fundamental do planejamento, a questão pedagógica, as aprendizagens. A prefeitura de São Paulo vai entregar, aliás, já estamos entregando a partir dessa última semana, desde a última quarta-feira, meio milhão de novos livros para os nossos alunos, produzidos a partir da coordenadoria pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, com os conteúdos do currículo da cidade, com mais de dois a três meses de atividades remotas para as n ossas crianças. Esses livros começaram a chegar nas escolas na última quarta-feira e as escolas, a partir desta data, fazem contato com as famílias para que, após o contato, para mantermos o distanciamento e não termos aglomeração nas escolas, para que os nossos estudantes e os nossos pais e responsáveis possam fazer a retirada desse material nas escolas. E também deveremos fazer, governador, assim que as aulas forem retomadas, depois da questão do acolhimento para cuidarmos da saúde mental e do apoio socioemocional aos nossos professores, educadores e as crianças, devemos fazer uma grande avaliação diagnóstica, uma prova, para sabermos quais são as lacunas de aprendizagem para que possamos calibrar um grande programa também de reforço, recuperação das nossas crianças. Por fim, governador, fazer um agradecimento muito espec ial e afetuoso aos nossos educadores, não estão medindo esforços para garantir a aprendizagem das nossas crianças estudantes. Fazer um agradecimento também muito especial ao pais, aos pais e mães e responsáveis pelos nossos estudantes, muitos aí tendo que dividir as suas atividades laborais com a supervisão da educação e da aprendizagem dos seus filhos, então, um agradecimento e um abraço muito afetuoso nosso e do prefeito Bruno Covas ao esforço das famílias nessa aprendizagem. E também um cumprimento muito especial aos estudantes que não estão medindo esforços para continuarem aprendendo mesmo nessa situação bastante difícil. Então, muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Bruno Caetano. O Bruno eu agradeço e em nome dele agradeço também a presença aqui do Edson Aparecido, secretário Municipal de Saúde que nos honra muito com a presença. Vai estar aqui também à disposição para responder perguntas e compartilhando com o Bruno a representação do prefeito Bruno Covas que está, neste momento, nos acompanhando ao vivo aqui pela TV Cultura. E para finalizar, um depoimento importante como foi mencionado pelo secretário Rossieli Soa res, do Sidney Klajner, que é médico, cientista e presidente do Hospital Albert Einstein. O hospital tem sido um grande parceiro do governo do estado de São Paulo, do centro de contingência do Covid-19, ao lado de outras instituições, mas eu preciso aqui destacar o apoio, a cooperação em vários setores, nos últimos cinco meses da pandemia, do Hospital Albert Einstein. Passo a palavra, nesse momento, ao Sidney Klajner que é o seu presidente. Sidney.

SIDNEY KLAJNER, PRESIDENTE DO HOSPITAL ALBERT EINSTEIN: Muito obrigado governador e eu cumprimento o meu amigo governador João Doria e aos secretários e pela questão do assunto hoje, em nome do Rossieli, cumprimento aos demais secretários e lideranças e é uma honra estar aqui hoje ao lado de pessoas tão dedicadas e comprometidas no enfrentamento dessa pandemia em todos os aspectos nas diferentes fases. E eu, em no do Hospital Albert Einstein, me sinto privilegiado e orgulhoso e agradecido por permitir exercer aqui a missão do nosso hospital, o DNA do Hospital Albert Einstein, que foi fu ndado com base em entregar vidas mais saudáveis à sociedade maior, à população do nosso país. E isso nos é permitido através dessas parcerias, através da oportunidade de contribuir ainda mais em qualquer aspecto desta pandemia, que é uma questão de saúde, que tem as suas várias implicações, como nós estamos conversando hoje, a respeito do retorno às atividades de ensino aqui no nosso estado. E com base nas conversas que temos tido, já há algumas semanas, o secretário Rossieli e eu, nós pudemos constituir, no Hospital Albert Einstein, um grupo dedicado, voltado à instalação de protocolos de segurança, que permitam que essa retomada e retorno às atividades estudantis seja realizada na maior segurança possível. Este grupo, alguns... Lideranças desse grupo estão aqui, os d outores Alexandre [ininteligível], Moacir Silva Junior, nosso diretor de Ensino, Felipe Spineli, e que, com um grupo de especialistas, muito pelas experiências que nós temos também com nossos ambientes de ensino, seja ele faculdade de enfermagem, faculdade de medicina, nosso ensino médio, e as experiências com as creches dos nossos colaboradores e com as escolas modificadas, que têm ficado com os filhos dos nossos colaboradores durante o período de trabalho, para que eles tenham um momento de trabalho um pouco mais tranquilo, sabendo que seus filhos estão em ambiente seguro e bem-cuidado. Essa foi a iniciativa do Hospital Albert Einstein. E com base naquilo que existe de evidência científica, naquilo que existe de opiniões de especialistas, de casos que aconteceram em outros países do mundo e em nosso próprio país, é que nós definimos, junto à Secretaria da Educação Estadual, a forma de retomada desse ensino, obviamente, como já foi falado pelo secretário Rossieli, respeitando a zona epidemiológica de segurança controlada, e que já foi demonstrado aqui em diversas apresentações, e recomendando as iniciativas de distanciamento, de barreiras físicas, de educação de alunos, professores e comunidade, bem como a higiene, o reforço à higiene, e a testagem sistemática, principalmente das crianças, colaboradores e funcionários que estejam sintomáticos. Esse é o papel da nossa organização. A gente entende que os benefícios desta retomada são muito maiores do que os riscos, desde que sejam feitos de forma segura. E esses esforços coordenados entre o Poder Público, entidades que se propõem a contribuir, como a nossa, as escolas e a própria comunidade , serão essenciais para que seja possível manter o combate responsável a essa pandemia, ao mesmo tempo em que as crianças, adolescentes, sejam reintroduzidos à vida escolar. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Sidney, presidente do Hospital Albert Einstein. Grato mais uma vez pelo apoio, pela cooperação e por suportar todos esses meses as ações do Governo do Estado de São Paulo na área da Saúde e, particularmente, nos últimos 90 dias, o Plano São Paulo. Agora, vamos às perguntas. Vamos inicialmente com as perguntas presenciais, começando com a Sílvia Amorim, do jornal O Globo, e na sequência vamos com você, Peterson Gobetti. Aqui eu fiz uma deferência às mulher es, Gobetti, por isso que eu inverti a ordem, sempre as mulheres têm preferência. Sílvia.

REPÓRTER: Obrigada, governador. Boa tarde a todos. Já que é pra começar, então eu vou querer tirar uma dúvida, secretário Rossieli, e acho que também mereceria um comentário do pessoal da Saúde. Pelos dados apresentados, a gente viu que, pela regra estabelecida para retorno das aulas, foi atingido o primeiro critério, que seria o de 80% da população com 28 dias na fase amarela. A minha pergunta, eu gostaria que fosse explicado exatamente quais foram os critérios, as condições que vocês consideraram para ter maior prudên cia. Acho que o Gabbardo chegou a falar em maior prudência, em mais segurança, e tal. Então assim, o que a Saúde avaliou que não seria adequado ou prudente neste momento, a gente manter a previsão de 8 de setembro? Deu pra entender?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Desculpa. É que nós estávamos aqui fazendo a colocação da Educação, e na sequência da Saúde. Então responde Rossieli Soares, e depois o Medina, o nosso coordenador do Centro de Contingência, e se preciso com comentário do Gabbardo. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, vamos lá. Nós estamos falando de milhões de jovens, entre rede estadual, redes municipais e redes privadas, escolas privadas. A gente tem segurança para afirmar que 28 dias no amarelo, a gente pode começar a ter as atividades, isso é importante, com todos os cuidados que o protocolo requer. Mas também é importante que a gente destaque que começar, o que a gente enxerga hoje, que começar lentamente, tendo casos de funcionamento de algumas escolas, ir gradualmente, tamb& eacute;m será importante, até para que a gente possa aprender e voltarmos a ter cada vez mais a visão do atendimento a quem mais precisa, e um aprendizado ao longo da reabertura opcional. A própria prefeitura tem creches abertas durante todo o período da pandemia, que têm nos servido, por exemplo... Aliás, de forma muito bonita, os servidores da educação ajudando os servidores da saúde, que se dedicam para o atendimento, assim como o próprio Einstein também tem, e outras instituições, que foram autorizadas para atender a área da saúde. Mas nós precisamos ter uma curva de aprendizado, e por isso também a volta opcional é importante nesse aspecto. E logicamente, o que a gente está falando aqui é de começar olhando para aqueles que mais precisam nesse momento, inclusive por outros aspectos de saúde, que estão send o tão importantes.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Sim. O que acontece é... Hoje, na reclassificação de hoje é que foi alcançado 80% na fase amarela. Então, nós precisamos aguardar as próximas quatro semanas para garantir que o retorno das escolas pode ser sustentado, uma vez que, no primeiro estágio de fase amarela, pode ocorrer uma regressão para a fase laranja, e ter que suspender as aulas. Depois de 28 dias consecutivos, essa possibilidade é muito menor, por isso que nós optamos por essa garantia.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado, Medina, obrigado, Rossieli, obrigado, Silva Amorim, do jornal O Globo. Agora sim, Peterson Gobeti, desculpe ter feito a inversão, foi por uma boa causa. O Peterson Gobeti é da VTV, que é uma emissora filiada do SBT, para a região da Baixada Santista e também do Vale... Da região metropolitana de Campinas. Gobeti.

REPÓRTER: Obrigado, governador, boa tarde a todos. Governador, gostaria, se possível, que o senhor comentasse as declarações feitas ontem pelo presidente Bolsonaro, não só na frase "tocar a vida", que o senhor já mencionou no início da coletiva, mas ele voltou a atacar alguns governadores que, segundo ele, estariam colocando em dúvida números relacionados às mortes por Covid-19. Segundo ele, ele já fez essa declaração no passado e ele voltou a citar, que alguns governadores, inclusive o senhor, pedem que mortes suspeitas sejam enquadra das automaticamente como mortes por Covid-19. E também, se possível, que o senhor comentasse, analisasse algumas condutas, como a do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, amplamente divulgado por toda a imprensa. Voltou a ser flagrado lá nas praias de Santos, caminhando sem máscara, novamente ofendendo os guardas municipais e contrariando não só um decreto que é municipal, mas sim estadual, que é justamente o do uso das máscaras. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gobeti. Começo pela segunda, em relação ao desembargador, que mais uma vez, ele é reincidente no mesmo tema, pela terceira vez, sem contar os outros flagrantes de autoritarismo e de excessos que cometeu ao longo de sua carreira como desembargador. É um péssimo exemplo. E eu tenho certeza que os desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que são homens corretos, estão envergonhados com a atitude desse desembargador, que vive na cidade de Santos, e com esse tipo de comportamento autori tário da chamada carteirada, um péssimo exemplo para a Justiça Brasileira. E também um péssimo exemplo do presidente Jair Bolsonaro. São Paulo não manuseia números, e eu tenho a convicção também de que os outros estados brasileiros não fazem, através das suas secretarias da Saúde, nenhum tipo de manuseio dos números. O presidente tem uma suposição equivocada, dolosa e nociva também. Eu gostaria de convidar o presidente Jair Bolsonaro a visitar um hospital de campanha, coisa que ele não fez até agora, e que ele tivesse uma postura melhor em relação ao tema do Corona Vírus, não fosse negativista e fosse uma pessoa que liderasse o país no combate à pandemia. Aí, sim, ele estaria fazendo jus à sua condição de presidente da República. Na pandemia, eu tenho que dizer e afirmar: o presidente está sendo um fracasso. Tomara que ele se recupere, tomara que ele compreenda que aquilo que já o afetou, como vítima do Corona Vírus que foi, a sua esposa e outros oito ministros, possa servir de exemplo a ele, para ter uma conduta menos partidária, menos politizada e menos antagonista. Que ele seja, de fato, um líder que, até agora, não foi.

As duas respostas estão dadas. Vamos agora à Renata Cafardo (F), do jornal O Estado de São Paulo. A Renata está online. Renata, nós vamos colocá-la agora em tela. Prazer em revê-la, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde, secretários. Eu queria primeiro perguntar para o secretário Rossieli, que ele explicasse um pouquinho melhor essa questão do dia 8 de setembro. Ele falou muito em acolhimento, em reforço, e é o que a gente espera, né? Que as escolas façam logo no princípio. Acho que ninguém vai começar com matéria nova no primeiro dia. Então, o que eu queria entender é o que não pode fazer no 8 de setembro, as que optarem por abrir. Não pode o quê? Não pode dar novos conteúdos? N&atild e;o pode dar prova? O que não configura volta às aulas nesse dia? Porque eu tenho a tendência a entender que é uma volta às aulas, e não só uma volta presencial de atividades. E aproveitar perguntando pra ele também se ele considera que as escolas estaduais estarão preparadas, algumas que voltarem dia 8 de setembro. E pedir licença para perguntar também para o secretário João Caetano, se na capital as escolas da rede municipal e particulares que quiserem, poderão voltar também no dia 8 de setembro, poderão começar a reabrir, nesses moldes do Governo do Estado. Ou seja, a prefeitura vai autorizar as escolas da capital, já que a capital já está há tanto tempo na fase amarela, mais de 30 dias, possa voltar?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Renata. Vamos ao Rossieli, na sequência o Bruno Caetano. Apenas uma pequena correção, que você, sem querer, falou em 8 de setembro. É 8 de outubro a data, é 7 de outubro a data de reinício. A anterior é que era 8 de setembro. Apenas para esclarecer, dado o fato de que nós estamos em transmissão de televisão aqui, ao vivo, para vários milhares, ou milhões de telespectadores aqui. Então, nós estamos falando em 7 de outubro a retomada das aulas. Então, vamos ao Rossieli, na se quência ao Bruno Caetano.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, Renata, boa tarde. Em relação ao retorno opcional, para o mês de setembro, vamos lá. O que pode, o que não pode. A ideia primeiro é que a gente priorize o atendimento aos estudantes que mais precisam. A desigualdade social, aliás, já fui perguntado inclusive aqui, em outras coletivas. Tem aluno que não tem equipamento, tem aluno que tem outras dificuldades, ou tem aluno que tem os equipamentos mas não se adapta, por exemplo, facilmente, a uma metodologia como esta. Ent& atilde;o, a gente vê casos como o da professora Marcela e outras centenas, milhares de casos de professores buscando encontrar a solução. O que a gente está dizendo é: as aulas continuam remotas, as aulas continuam pelo, no caso do estado, pelo Centro de Mídias, a aula regular continuará com estas atividades. Mas quando a escola entender que determinadas atividades são importantes, seja pela saúde mental, seja pela motivação dos alunos... É importante falar sobre isso nesse momento. Uma coisa é o começo, agora a gente precisa manter. Não é uma corrida curta, é uma corrida longa, então como que a gente mantém. E logicamente então as atividades são voltadas para o reforço. Aquele aluno que não consegue, por exemplo, acompanhar, por falta do equipamento, pela desigualdade social, por não se adaptar. Muitas vezes a penas uma roda de conversa de acolhimento, por exemplo, que neste momento é fundamental, seja para nossos professores, seja para os estudantes. E estes planos serão elaborados pela comunidade escolar. Então, basicamente, as aulas continuam pelo Centro de Mídias, no caso do estado, pelas atividades que as escolas estão fazendo, mas eles poderão agregar outras soluções, utilizando os espaços para atividades presenciais. Não é aula curricular nessa atividade, a partir do 8 de setembro, mas são atividades para apoiar a atividade curricular. Se aquele aluno não está conseguindo acompanhar o conteúdo, ele poderá ter oportunidade, se a escola e o professor, e a própria família, entenderem que é uma boa forma, com segurança. Você perguntou se as escolas estarão preparadas. Eu mostrei aqui, por exemplo, coisas que já est&atild e;o compradas, estão sendo entregues, outras estamos na fase final. Nós estaremos, sim, preparados. Lembrando que o próprio Plano estabelece um comitê em cada escola, a escuta da comunidade escolar, para dizer. Nós não temos condições de receber 50 alunos, porque não tem a pessoa pra limpar, número de proporção, ou porque tá faltando alguma coisa, não abrirá, isso serve pra privada, serve pra estadual, tem que estar preparado, mesmo na opcional, ou lá na obrigatória e, logicamente, nós, na rede estadual, estaremos, sim, preparados, temos ouvido muito e vamos continuar fazendo sempre proporcionalmente, a prioridade é a vida e seguir os protocolos estabelecidos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Bruno Caetano.

BRUNO CAETANO, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Renata, então, nesse momento, a gente segue orientado pelo Plano São Paulo, da mesma forma que aconteceu nos outros setores, o Governo do Estado, o Plano São Paulo estabelece as regras gerais e a partir desse momento os municípios estabelecem as suas regras específicas. Então, no caso da cidade de São Paulo, o secretário Edson também tá aqui presente, pode complementar a resposta, nas próximas semanas, nos próximos dias, a vigilância sanitária vai fazer uma análise dos dados da cidade de São Paulo, e vai anunciar a possibilidade ou não desse retorno, né? Quero dizer também que a cidade de São Paulo nesse momento se prepara, realizando um grande inquérito sorológico com as crianças, então, são sendo testados aí em quatro ondas, seis mil crianças, alunas da rede pública municipal, pra que a gente possa ter muita segurança nos dados, pra termos aí a melhor decisão possível. Então, a regra geral tá estabelecida, a partir das próximas semanas a prefeitura de São Paulo avalia as regras específicas da cidade de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Bruno Caetano. Renata Kafar, muito obrigado pela sua participação, continue aqui conosco. Vamos agora a mais uma pergunta presencial, é do UOL, com o jornalista Felipe Pereira, na sequência teremos a Carla Motta, da Rádio Capital. Felipe.

FELIPE PEREIRA, REPÓRTER: Bom dia a todos. Eu queria esclarecer uma coisa, secretário Rossieli, por favor, a cidade tem autorização pra voltar essa atividade de reforço em setembro, no dia oito, mas caberá ao município determinar também pra rede estadual, municipal e privada? Tipo, é o município que vai... E eu queria fazer outra questão pro senhor também, que eu creio que foi no dia 23 de março que as aulas foram interrompidas, quanto tempo vai pra conseguir recuperar esse gap que ficou de aprendizado pros alunos?

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Felipe, desculpa, governador, posso? Desculpa. Obrigado, Felipe, duas perguntas importantes. Em relação ao gap, Felipe, nós vamos levar um longo período para fazer a recuperação, cada momento conta, cada minuto, cada hora, seja com a educação à distância, mediada por tecnologia, com cada um dos formatos que cada um está trabalhando, vai ter que ser um esforço de sociedade, e nós vamos levar bastante tempo, eu tenho falado que esta recuperaç&atild e;o tem que começar assim que possível, com segurança, com a saúde, e logicamente avançar, provavelmente até final de 2021, início de 2022, com certeza continuaremos trabalhando. Sobre a liberação, é a mesma regra do Plano São Paulo, logicamente nós estamos falando aqui no âmbito do Governo do Estado, e cada município ainda, logicamente, poderá ser mais restritivo se assim desejar, de acordo com aquilo que a saúde vai determinando. Então, é a mesma regra pra outras situações, que a educação também segue, uma exceção, que não é para a educação, mas é para todas, que nem o estado pode proibir ou não escolas municipais e nem os municípios podem proibir ou não escolas estaduais, sempre valerá para sua própria rede e para a privada. Por que disso? Tanto que o nosso decreto fala de recomendação aos municípios e trabalhamos diretamente com isso, a decisão do STF fala que não pode se ter uma intervenção em atividades diretas, administradas diretamente por outro ente federado, portanto, poderiam os municípios tomar, inclusive, outras decisões em relação, lógico que tem que justificar, sobre as suas escolas, eles não podem proibir necessariamente as escolas estaduais, mas sempre, sempre a prioridade é que a gente trabalhe em conjunto, estado e municípios, mas a regra, Felipe, é essa.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Felipe, muito obrigado pela pergunta. Vamos agora a uma nova pergunta online, é da jornalista, não, desculpe, eu tinha anunciado, pode vir Carla, obrigado. Eu tinha chamado você e, na sequência, Vitória Bel da CBN. Então, Rádio Capital, com você, Carla Motta, boa tarde, sua pergunta, por favor.

CARLA MOTTA, REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. São dois rápidos questionamentos aí na área da saúde, secretário, porque eu tenho conversado com muitos professores da rede estadual, e eles ainda falam que a participação dos alunos nessas aulas online ainda é muito baixa, tem professor, por exemplo, que abre a aula com seis, sete, oito alunos, eu queria saber o que a secretaria pode fazer pra estimular a participação desses alunos aí, levando em consideração que agora nós vamos ter aí mais dois meses de aula online, e qu e também houve uma migração muito grande dos alunos da rede particular pra rede pública. Aproveito também pra perguntar, e foram pais de alunos do nono ano que me pediram pra perguntar, como é que fica aí o ingresso nas ETC's, agora, em 2021, se ainda vai ser feito através da análise do histórico escolar. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carla, obrigado pelas perguntas, a primeira vai ser respondida pelo secretário da educação, Rossieli Soares, e a segunda, já que ETC's e FATEC's, o Centro Paula Souza está sob responsabilidade da Patrícia Ellen, ela responderá a segunda pergunta. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, obrigado, Carla, pelas perguntas. Primeiro, nós hoje temos, segundo o Data Folha, 94% dos alunos em atividade educacional, isso não quer dizer que ele acompanhe todas as aulas, entregue todas as atividades, mas eles estão ativos e participando. Nós temos, sim, alguns aspectos que falei, inclusive, aqui na apresentação, desmotivação, por exemplo, isso é importante, inclusive pelo comportamento socioemocional, que precisa ser discutido, por isso anunciamos aqui uma pausa, tanto pro prof essor, quanto pro estudante, falamos aqui do cuidado, do acolhimento, do socioemocional que precisa ser feito, isso impacta diretamente na resiliência, na participação, no autocontrole, na autogestão, que são competências socioemocionais, para poder continuar tendo participação em sistemas educacionais. Só que tem uma coisa, nós trabalhamos como multiplataforma, isso é muito importante, nós temos as aulas do centro de mídias, mas nós temos aquele grupo de alunos grande, que assiste, hoje, via redes sociais, porque eles estão acostumados, adaptados a isso, temos aqueles que entram nas nossas próprias plataformas, temos aqueles, aquelas atividades que os professores estão fazendo, assim como a gente viu a professora Marcela, então, os alunos não são iguais, a professora Marcela mesmo disse, ela tem alunos que conseguem acompanhar as atividad es de um jeito, e aqueles que ela não consegue, ela está indo na frente da casa, na calçada, pra trabalhar. Este conjunto é cada vez mais pra apoiar, por isso a decisão da abertura opcional pra que uma professora Marcela, ao invés de atender na calçada, nós possamos dar, caso seja desejo dela, ou desejo da comunidade escolar, daquelas crianças e das famílias, possamos dar, com apoio, com a estrutura necessária, o atendimento também a essas crianças. Obviamente, inclusive, só pra complementar, governador, mesmo com o retorno lá em oito de outubro, a tecnologia e outras formas continuarão, porque quando chegar em oito de outubro ainda é uma volta com rodízio de estudantes, né, com uma atenção muito especial a isso também, mesmo em oito de outubro, não voltam todos, nós vamos fazer um faseamento, mas é mui to importante que a escola vá identificando, cada vez mais os desafios e vá buscando encontrar a solução, logicamente com apoio da Secretaria de Educação, e destaco aqui o trabalho brilhante, incrível, de busca ativa, de envolvimento que os professores estão buscando fazer.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Patrícia Ellen, sobre ETC's e FATEC's.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada pela pergunta. Esse modelo com histórico escolar tá sendo um piloto que a gente fez na pandemia, inclusive estimulados e inspirados aqui pelo próprio secretário Rossieli, que tem trazido esse ponto, né, a gente viu na pesquisa que foi feita com os jovens do ensino médio, que essa conexão com o mundo do trabalho é uma das grandes prioridades pra que eles se sintam estimulados a estar na escola, e pra que a evasão reduza. Então, a gente tá trabalhando em duas frentes aqui, levar o ensino técnico pra dentro das escolas estaduais, pra que todos tenham acesso, mas também testar novos modelos, pra que alunos tenham acesso às ETC's e que não seja uma barreira pra eles não ter, muitos alunos acabavam estudando em outras escolas, faziam vestibular e passavam, né, então, foi um pedido que a gente, aqui inspirados pelas dificuldades que estávamos passando na pandemia, estamos fazendo agora, e com base nos resultados, nós vamos tomar a decisão até o fim do ano, se vai ser esse o modelo que vai ser replicado em escala pra todo Centro Paula Souza a partir do ano que vem, ou se a gente vai ter os dois modelos em paralelo, o vestibular, o vestibulinho, né, e o modelo de histórico escolar. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Carla Motta, mais uma vez, muito obrigado. Agora, sim, vamos à Vitória Bel, da Rádio CBN, que está online, vamos colocar você aqui em tela, Vitória, prazer em revê-la, boa tarde, sua pergunta, por favor. Ligar o seu microfone, Vitória. Tá sem, continua sem áudio, vamos tentar mais uma vez, senão a gente tem a sua pergunta aqui. Vamos tentar mais uma vez. Tá. Conectando. Continuamos sem áudio, mas nós temos aqui, fique tranquila, continue em tela, n&oa cute;s temos aqui a sua pergunta e a Letícia Bragalha fará a leitura da sua pergunta aqui, Vitória. Letícia.

LETÍCIA BRAGALHA: Boa tarde, a pergunta da repórter Vitória Bel, da CBN, é a seguinte, na possibilidade de regionalizar a volta às aulas, como o Estado de São Paulo pretende garantir a uniformização do aprendizado lá na frente?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela pergunta, Vitória. Uma pergunta importante, e por isso que a gente está falando especialmente, neste primeiro momento, de reforço escolar, é justamente para garantir isso, Vitória, que a gente precisa dar mais opções às nossas escolas, às comunidades escolares, porque a gente achar que do modelo que está, está sendo totalmente igual, não está, nós precisamos, cada vez mais, dar robustez, suporte, tanto aos professores, quanto aos alunos, o f ato de termos as aulas com tecnologia, com materiais que prefeitura e estado enviam, não quer dizer que o aprendizado esteja acontecendo efetivamente, tanto que na volta teremos avaliações diagnósticas, tanto estado, quanto prefeitura, mas é importante que aqueles alunos que estão tendo mais dificuldade de aprendizado, seja na escola pública, seja na escola privada, porque isso também acontece com a escola privada, é importante inclusive pra que a gente busque não a uniformização, mas que os alunos tenham adquiridas as competências e as habilidades previstas no currículo, ainda que ele preparado e pensado pra este ano, este período opcional é justamente uma opção a mais pra que a gente possa avançar, a volta regionalizada não vai aumentar a diferença, o objetivo dela é justamente que a gente diminua a desigualdade social e a desigualdade de aprendizado cada vez mais, esse momento de recuperação, quando voltarmos às aulas presenciais, isso continuará, aquele aluno que tiver com déficit de aprendizagem, vai continuar tendo atividades em mais tempo integral, em mais tempo com a escola, mais tempo com o professor, porque é justamente pra combater essa desigualdade que nós temos que ter ações como essa.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Rossieli. Obrigado, Vitória Bel da Rádio CBN. Nós vamos agora a uma nova pergunta online, desta feita da jornalista Taís Leite, vamos colocar a Taís em tela, Jornal O Vale, do Vale do Paraíba, São José dos Campos. Taís, você já está online, sua pergunta, por favor.

TAÍS LEITE, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. É pergunta sobre a classificação, né, a [ininteligível] é uma região com diferentes realidades, enquanto em São José dos Campos, por exemplo, a prefeitura defenda uma maior flexibilização, em Guaratinguetá e em outras cidades aqui da região, medidas de maior isolamento foram decretadas pelos prefeitos. Por conta própria, Bananal e [ininteligível], por exemplo, foram pra fase vermelha. Diante disso, tratando-se de uma região... [ininteligível] est&a acute; pronta pra fase amarela, região está no platô, já ultrapassou o platô? Qual que é a situação? Por favor, governador. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Taís. Eu vou pedir ao Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional, Taís, que comece a responder e, na sequência, o Jean Gorinchteyn, secretário da saúde.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, Taís. Bom, primeiro dizer que o Plano São Paulo faz a sua análise em índices muito objetivos da evolução da pandemia e da capacidade hospitalar e, nesse momento, esses índices levaram a região do Vale do Paraíba à fase amarela. Nós temos quatro sub-regiões no Vale do Paraíba, né, o chamado Alto Paraíba, região de José dos Campos, o Vale da Fé, Taubaté, e o litoral norte, evidentemente, cada um com as suas cara cterísticas frente a pandemia. Mas também o Plano São Paulo prevê a autonomia dos municípios pra tomarem medidas mais restritivas, [ininteligível], por exemplo, teve um número alto de casos essa semana, 40 casos, e Bananal 37, então, eles estão corretos em adotar medidas mais restritivas, e assim devem fazer os municípios que identificarem uma evolução mais aguda dentro do seu território, mas os números da região, que levaram à fase amarela nesse momento, são positivos, caímos de 69% de ocupação na semana passada pra 64%, 15.6 leitos de UTI por 100 mil habitantes pra 19.1 agora, queda de 4% nas internações e queda bem aguda, de 25%, no número de óbitos. Essa lógica é dada pelo próprio sistema de saúde, fluxo contra fluxo e uma capacidade hospitalar posta na região que possa ga rantir a segurança de todos os municípios, mas [ininteligível] e Bananal estão de parabéns, por agirem com responsabilidade e assim nós motivamos e esperamos que todos façam.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Jean Gorinchteyn, pra complementar a resposta à pergunta da jornalista Thaís Leite.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Thaís, muito obrigado pela pergunta. Como o secretário Vinholi comentou, todos os índices que nós temos e que são avaliados antes de usarmos alguma fase nessa flexibilização, ela se baseia em número de leitos, número de óbitos, e também no número de casos. É claro que avaliar esses números em uma macrorregião tende a tomarmos medidas de orientação. Isso é uma orientação que as fases possam ser progredidas. Porém, lo calmente os seus agentes de Saúde, seus agentes sanitários, as Secretarias Municipais de Saúde estarão vendo isso de uma forma muito mais rápida. Nós tivemos um exemplo muito clássico na semana passada, em que na região do Vale do Ribeira, e principalmente na região de Registro, nós tivemos uma elevação abrupta em 72h de número de casos e de leitos. Isso fez com que prontamente, tanto eu, da Secretaria Estadual da Saúde, quanto o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Marco Vinholi, descêssemos até lá, ampliamos a oferta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva e fizemos estratégias locais no sentido de identificação de casos muito mais leves, para evitar a progressão de doença. Então, essas são medidas estratégicas que muitas vezes acabam inflexibilizando uma ou ou tra região, mas medidas locais devem, sim, ser tomadas pelos agentes públicos, garantindo, dessa maneira, a proteção, a saúde de cada um dos seus munícipes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Jean, muito obrigado. Obrigado também ao Vinholi. Thaís Leite, do jornal O Vale, muito obrigado pela sua participação. Vamos agora à penúltima questão, é presencial, é do jornalista Daniel Lian, da Rádio Jovem Pan. E depois a última será do Willian Kury, TV Globo, GloboNews. Daniel Lian, boa tarde. Sempre um prazer ter você aqui conosco. Sua pergunta, por favor.

DANIEL LIAN, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Prazer também estar aqui. A primeira pergunta ao secretário. Secretário, sobre o rodízio, como é que será a escolha desses alunos. Por que muitas famílias não se sentirão confortáveis em colocar os alunos nas escolas, em um primeiro instante. E ao Sr. Governador, se o senhor me permite, é uma pergunta fora desse contexto, o país hoje está às voltas de um aumento novamente de carga tributária, inclusive com um imposto sendo discutido nos moldes da antiga CPMF. Como é que São Pa ulo vê um aumento de uma carga tributária?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Obrigado, Daniel Lian. Começando com o tema da Educação, sobre o rodízio, com Rossieli Soares.

ROSSIELI SOARES DA SILVA, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tá ok. Vamos lá. Obrigado pela pergunta, Daniel. O plano, primeiro, já prevê, desde o início, que a volta na primeira etapa é opcional, sempre para a família poder... mesmo lá, então, portanto, em 8 de outubro, a família que eventualmente não se sentir desejosa que seu filho participe das aulas presenciais poderá continuar, sim, na mediação tecnológica, no formato, desde que sempre se comprometa com a continuidade dos estudos dos seus filho s, logicamente. Então, já era, e continuará sendo na primeira etapa. E logicamente, nesta de reforço, em setembro, é extremamente opcional, tanto para a própria escola, é uma construção coletiva local que se dará para diminuir as desigualdades, e atender especialmente aos alunos que mais precisam, seja do ponto de desigualdade econômica, social que nós temos, ou seja do ponto da desigualdade de aprendizado pelo sistema, pela modelagem que nós estamos atuando hoje.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniel Lian, no que... no primeiro... A primeira resposta em relação ao tema de aumento da carga tributária, nós somos contra. E eu, pessoalmente, absolutamente contra. Não vejo razão para aumento de carga tributária, apesar de toda a circunstância da pandemia e do enfraquecimento da economia brasileira. E obviamente, na redução de arrecadação de impostos dos municípios, dos estados e evidentemente do Governo Federal. Mas isso não justifica aumento de carga tributár ia. Que é importante fazer, isto sim, é a modernização administrativa, reduzir despesas, fechar empresas, autarquias, estimular o programa de desestatização para diminuir o custo direto na administração de empresas, autarquias, e também ampliar as outorgas através de concessões de ferrovias, rodovias, portos, aeroportos e outros programas de desestatização. Isto, sim, é um programa liberal, isto é um programa pró-mercado e isto não onera o setor produtivo. Portanto, repito, São Paulo e o seu governador são contra qualquer aumento de carga tributária com qualquer tipo de nomenclatura.

Feita essa resposta. Obrigado Daniel Lian. Vamos agora a última questão, que é o jornalista Willian Kury. Will, obrigado pela paciência. Hoje a entrevista foi um pouquinho mais longa. Willian Kury fala em nome da TV Globo e também da GloboNews. Lembrando que aqui estava também a Sabina Simonato, que já fez duas intervenções aqui ao vivo. Will.

WILLIAN KURY, REPÓRTER: Boa tarde. Sabemos que a paralisação das aulas presenciais por causa da pandemia trouxe muitos prejuízos, sobretudo para a rede pública, para os alunos que não tinham algumas condições de ter um computador em casa, de ter uma conexão de internet em casa, também, para ter essas aulas. Mas algumas escolas particulares, não muitas, conseguiram se adaptar muito bem ao sistema de ensino on-line. Queria saber por que não ter a opção para as escolas particulares que quiseram manter ainda até o fim desse ano o ensino &agra ve; distância, invés de retornar com o ensino presencial nas salas de aula, ou se tem essa opção dentro desse projeto da Educação de São Paulo. E só mais... a última pergunta, também fora do tema da coletiva, eu gostaria de um comentário do governador sobre a prisão do secretário Baldy. Obrigado.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos lá. Obrigado, Willian. Primeiro, apesar de termos escolas particulares e públicas adaptadas com o uso de tecnologia, esta adaptação nunca, absolutamente nunca, nunca, nunca vai substituir o professor na sala de aula com os estudantes. Nós queremos voltar, sim, logo que for possível, com segurança para os nossos profissionais, para os nossos estudantes, mas nada substitui o papel do professor, o papel da escola. Tudo aquilo que cerca de aprendizagem. Não adianta dizer que mesmo aquele que te m tecnologia, que está com o filho encerrado dentro do quarto, assistindo às aulas, por exemplo, que todo o processo educacional, como é o ideal, está acontecendo. Então, nós poderemos ter, sim, nas primeiras etapas. Mas no momento adequado, com a liberação da Saúde e com a segurança adequada, Willian, nós temos que voltar, seja na pública, seja na privada, por tudo o que cerca a importância de uma escola para uma sociedade.

Então, absolutamente nada substitui. Sobre especificamente quando isso vai ser obrigatório, quando não vai, nós vamos estar regulando. Obviamente a primeira etapa e a segunda etapa nós teremos sempre, primeiro, na primeira etapa, lá do retorno obrigatório, né, estou falando lá de 7 de outubro, a primeira etapa, logicamente, a família poderá dizer que não. Na segunda etapa, ainda vamos avaliar com o tempo qual será o melhor caminho. E teremos que ter uma resolução do Conselho Estadual e dos Conselhos Municipais que tenham conselho, como é o caso da Prefeitura, para falar sobre as horas. A legislação brasileira , a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, já prevê que nós podemos fazer exceções em temos de exceção, como é o que nós estamos vivendo com esta pandemia. Mas nós precisamos, assim como vamos avaliando a cada semana a situação de saúde, nós também avaliaremos quais são as condições no processo de retorno junto com os nossos conselhos e com os especialistas que nos apoiam nesse debate.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Em relação a segunda questão, Willian Kury, sobre Alexandre Baldy, lamento o ocorrido, me solidarizo com ele e com a sua família, mas quero lembrar que nenhum fato vinculado ao governo do estado de São Paulo. A sua gestão aqui como secretário de Transportes Metropolitanos, ao longo desses dezenove meses, foi proba, foi correta, foi dinâmica, e foi dentro das expectativas do governo do estado de São Paulo. Ele saberá fazer a sua defesa e apresentar os seus documentos. E com certeza , o fará e muito bem. E nós confiamos na justiça.

Dito isso, encerramos agora, conforme previsto, a nossa coletiva de hoje. Agradecendo à atenção de todos, sobretudo os que estão em casa. Hoje a coletiva foi mais longa. Também peço a compreensão dos jornalistas que aqui estão. O tema da Educação era um tema que exigência mais cuidado e maior detalhamento, obviamente, isso envolve milhões de alunos, tanto da escola pública quanto privada no estado de São Paulo. E de certa maneira, São Paulo lidera o processo. A decisão de São Paulo, certamente, influenciará uma avaliação de outros estados brasileiros no tema da Educação. Antecipo os votos de um bom final de semana. E que domingo seja um dia de paz, de harmonia, de amor entre pais e filhos. Por favor, usem máscara sempre que sair e se puderem fiquem em casa. Deus no coração. Bom final de semana a todos.