Coletiva - Governo de SP anuncia vacinação contra COVID-19 para idosos de 65 a 67 anos em abril 20210704

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Coletiva - Governo de SP anuncia vacinação contra COVID-19 para idosos de 65 a 67 anos em abril 20210704

Local: Capital – Data: Abril 07/04/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, muito obrigado pela presença. Hoje também é um dia especial pra todos nós, nós, que somos jornalistas, e eu queria aqui homenagear os jornalistas que estão aqui, participando desta coletiva, que é a coletiva de número 200, 200 coletivas de imprensa desde o início da pandemia, em março do ano passado. Mas hoje também é o dia mundial da saúde, e nessa circunstância, a convergência entre a verdade da imprensa e a necessidade da saúde, uma mesma data com a mesma celebração, a celebração, repito, da verdade e da vida, e eu quero, como governador de São Paulo, agradecer os profissionais de imprensa, os que escrevem, os que falam, os que redigem, os que produzem, os que filmam, os que gravam, os que fazem a parte técnica, os que contribuem pra que o jornalismo, o verdadeiro jornalismo continue tendo vida, tendo existência e tendo resistência no Brasil. E os profissionais de saúde, que salvam vidas, e protegem as pessoas, a vocês a nossa homenagem. No dia de hoje, o Governo do Estado de São Paulo cria um novo programa social, denominado Bolsa do Povo, é o maior programa social da história de São Paulo, e por que Bolsa do Povo? Ao lado do enfrentamento da pandemia, da preservação da vida e obediência à ciência, nós estamos também acompanhando um crescimento acelerado da pobreza, da miséria, da vulnerabilidade, em São Paulo e no Brasil, e um Governo responsável segue dando atenção à saúde e à vida, mas também à saúde e à vida pelo alimento, pela proteção social. Por isso a criação do programa a Bolsa do Povo de São Paulo. Bolsa do Povo de São Paulo vai beneficiar até meio milhão de pessoas, direta e indiretamente, com repasses que chegam a 500 reais por pessoa, e, repito, o investimento de um bilhão de reais do Governo do Estado de São Paulo. Bolsa do Povo vai contratar 20 mil pais e mães de alunos, repito, vamos contratar 20 mil pais e mães de alunos de escolas públicas no Estado de São Paulo para trabalharem na rede pública de ensino, nas escolas onde estudam os seus filhos, e vamos ampliar também o número de beneficiados e os valores pagos nos programas sociais que já existem em São Paulo, todos os programas serão unificados neste programa, denominado Bolsa do Povo, do povo de São Paulo, e vamos enviar ainda hoje, hoje à tarde, o projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, pois uma iniciativa desta ordem precisa da aprovação legislativa, mas nós estamos convencidos de que a Assembleia Legislativa cumprirá o seu dever, a sua obrigação de aprovar um programa desta natureza para beneficiar a população do Estado de São Paulo. Nós teremos um cartão físico e um cartão digital, para o celular das pessoas que possuem celular, e um cartão físico também, o secretário de Governo e vice-governador do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia, dará mais detalhes sobre este programa, mas aqui está o cartão da Bolsa do Povo, isso aqui é uma reprodução do cartão, que num tamanho de um cartão de crédito, será entregue a todos os beneficiados, este meio milhão de pessoas, são meio milhão de famílias, se nós multiplicarmos por cinco, são dois milhões e meio de beneficiados. Vou deixar até com o Rodrigo, inclusive. Também outra boa notícia, novas etapas da vacinação em São Paulo, eu tenho visitado postos de vacinação toda semana, bem cedo pela manhã, logo na abertura desses postos, e cada vez fico mais sensibilizado, ao ver pessoas com mais idade sendo vacinadas, felizes, alegres, pessoas que querem viver devem ter direito à vida, e querem prolongar a sua existência, e estarem protegidas com a vacina, e fico muito feliz também de ver filhos, netos, maridos, esposas, vendo essas pessoas sendo vacinadas, recebendo a vacina no braço, a vacina do Butantan, pois a vacina do Butantan, para as pessoas de 67 anos, começa no dia 14 de abril, repito, pessoas com 67 anos já poderão ser vacinadas no Estado de São Paulo a partir do dia 14 de abril, e mais, pessoas de 65 e 66 anos poderão começar a serem vacinadas em São Paulo no dia 21 de abril, uma semana depois, repetindo, 67 anos começamos no dia 14 de abril, 65 e 66 anos no dia 21 de abril, com a nossa vacina, a vacina da vida, esperando que possamos ter mais vacinas, sejam as vacinas do Butantan, sejam as vacinas da Astrazeneca, ou outras vacinas, quanto mais, evidentemente, vacinas aprovadas tivermos, mais rapidamente vacinaremos e mais rapidamente poderemos voltar à normalidade. Sobre estas novas faixas etárias da vacinação, a Regiane de Paula, coordenadora do programa estadual de vacinação, vai dar mais detalhes a vocês. Hoje pela manhã, terceira informação, nós entregamos mais um milhão de doses da vacina do Butantan para o programa nacional de imunização, com esta entrega, agora, nós temos 38 milhões e 200 mil doses da vacina do Butantan para salvar 38 milhões e 200 mil pessoas no Brasil, é a contribuição de São Paulo, do Governo do Estado de São Paulo, do Butantan para o Brasil, e seguimos dentro da mesma proporção quase nove em cada dez brasileiros vacinados, estão sendo vacinados com a vacina do Butantan. Apenas com esses 38 milhões e 200 mil doses, que nós já fornecemos, nós estaríamos com a vacinação total de países como Alemanha, a Espanha e a Itália, e São Paulo está dividindo, compartilhando e ajudando a salvar brasileiros de todo país, e aqueles que, obviamente, vivem aqui em São Paulo também. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, falará a esse respeito e também dará previsão sobre novas entregas da vacina do Butantan até o final deste mês de abril. Quarta notícia, o Governo do Estado de São Paulo começou a distribuição de mil concentradores de oxigênio, uma informação importante, fruto do esforço e do investimento do Governo de São Paulo e também de doações privadas de recursos para aquisição desses concentradores. 624 equipamentos de um lote de mil concentradores, adquiridos pelo Governo de São Paulo, já começaram a ser distribuídos, os demais 376 chegam até sexta-feira, nove de abril, aos hospitais a que se destinam, são aparelhos, como sabem, utilizados no apoio para pacientes menos graves, o que permite que respiradores de UTI possam ficar destinados aos pacientes mais graves. Portanto, isso cria um alívio, melhora a condição hospitalar na rede pública aqui no Estado de São Paulo. A outra boa notícia também é que adquirimos dois mil cilindros de oxigênio, sendo que 540 desses dois mil já foram entregues em 34 cidades aqui do Estado de São Paulo. E todos os demais, todos serão distribuídos até o dia 30 de abril, semanalmente, secretária Patrícia Ellen, aqui ao meu lado, dará mais informações sobre estes equipamentos, disponibilizados na rede pública de saúde de São Paulo. Quinta informação, e também muito boa informação, nós, hoje, na reunião do comitê empresarial solidário, foi a 28ª reunião desse comitê, reúne mais de 400 dirigentes empresariais, iniciativa que completa dez meses de funcionamento e operação, apenas na manhã de hoje, repito, apenas na manhã de hoje conseguimos a doação do setor privado de meio milhão de cestas do alimento solidário. Repito, em duas horas de reunião com cerca de 406 empresas, conseguimos a doação de meio milhão de cestas básicas em duas horas de reunião, das oito às dez horas da manhã. Além dessas 500 mil cestas, o Governo do Estado de São Paulo já tinha autorizado a Secretaria de Desenvolvimento Social a adquirir 740 mil cestas do alimento solidário, cada cesta custa 70 reais, e ela sustenta uma família de até cinco pessoas por três semanas, dentro do padrão internacional de qualidade e de segurança alimentar, para uma família de até cinco pessoas. Apenas, repito, um Governo com credibilidade consegue uma doação deste tamanho, desta ordem, são 35 milhões de reais em uma manhã, em duas horas, em doações em dinheiro e em cestas do alimento solidário. Se você não tem credibilidade, você não consegue arrecadar 35 milhões de reais em cestas de alimentos, não é apenas ter popularidade, pra isso você precisa ter credibilidade, e muito obrigado aos empresários, empresárias, dirigentes de corporações privadas brasileiras e multinacionais, que tem nos apoiado neste e em outros programas solidários, em São Paulo, um belíssimo exemplo humanitário que o Estado de São Paulo dá através da livre iniciativa, Célia Parnes, nossa secretária de desenvolvimento social, aqui ao nosso lado, dará mais informações a vocês sobre este programa, e a importância de termos o alimento solidário no momento em que aumenta a pobreza, a extrema pobreza e a fome no Brasil. E, finalizando, na sequência, teremos o secretário Jean Gorinchteyn, com os dados de saúde e da pandemia aqui no Estado de São Paulo. Vamos começar, então, com a boa notícia da Bolsa do Povo, com Rodrigo Garcia, nosso secretário de Governo e vice-governador de São Paulo. Rodrigo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, boa tarde, governador, boa tarde a todos, hoje, o Governo de São Paulo anuncia a unificação e a ampliação dos seus programas sociais, num momento de pandemia, num momento em que todos sofrem também do ponto de vista econômico, com as causas desse vírus, o Governo de São Paulo amplia os seus programas sociais, e unifica, através do Bolsa do Povo. Na próxima tela, de maneira bastante simples, nós estamos ampliando o valor hoje investido nos programas sociais para cerca de um bilhão de reais, já em 2021, pra isso nós precisaremos da abertura de um crédito suplementar na Assembleia Legislativa, através do projeto de lei que está sendo encaminhado hoje pelo governador João Doria. Então, investiremos, só nesse ano, um bilhão de reais na ampliação e em novos programas sociais. Na próxima tela, o Bolsa do Povo tem, então, portanto, a ideia de otimizar e unificar esses programas, o programa já existente, como o Renda Cidadã, o Ação Jovem, o Aluguel Social, né, e programas novos, como o que já foi anunciado aqui, pelo governador João Doria, como o Bolsa Trabalho. Nós temos, portanto, esses sete eixos de condicionalidades no Bolsa do Povo, o eixo emprego, o eixo educação, o eixo qualificação profissional, o eixo incentivo, o eixo habitação, o eixo saúde e o eixo assistência social, e dentro desses sete eixos, seja os programas existentes, sejam novos programas, que nós possamos anunciar até o final desse ano, todos eles vinculados ao Bolsa do Povo, que é o novo programa social, que incorpora os programas existentes, tudo isso vai nos permitir fazer a otimização de público alvo, e também fazer a otimização de condicionalidades, determinado público alvo, determinada condicionalidade, vinculado a um determinado programa, né? Como exemplo de ampliação de programas existentes, na próxima tela, nós temos, por exemplo, a área do Ação Jovem, que é um programa já conhecido de São Paulo, que prestigia alunos da rede pública, pra que eles possam continuar estudando, nós temos um valor histórico do Ação Jovem de oitenta reais por mês pra cada beneficiário e nós estamos passando pra cem reais por mês o programa Ação Jovem coordenado pela Secretaria de Assistência Social. Também na área de assistência social o Renda Cidadã, outro programa conhecido aqui dos paulistas, né, um dos pioneiros na transferência de renda que também tem um valor histórico de R$ 80,00 e agora passa pra cem reais. Então são dois exemplos de programas existentes que estão sendo ampliados pelo Bolsa do Povo. Na sequência um exemplo de um novo programa, né, que é justamente a contratação de cerca de 20 mil pais e mães de alunos para atuar nas escolas como colaboradores e com isso também tendo a qualificação. A ideia, portanto, é que após aprovado o projeto de lei na assembleia o secretário de educação Rossieli possa fazer a contratação de cerca de 20 mil pais e mães pra colaborar no retorno às aulas. Então fica aqui um exemplo, governador, de um novo programa social, né? Então o Bolsa do Povo vai permitir essa otimização, né, para que a gente possa alcançar o maior número de famílias possível neste momento de pandemia. A população tem urgência nesse momento e o que o Governo de São Paulo faz é justamente atender a quem mais precisa. É importante deixar claro que todos os beneficiários dos programas atuais mantêm os seus benefícios, alguns com ampliação e o objetivo é justamente aumentar o número de pessoas envolvidas. Nós temos a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Patrícia Ellen, a Secretaria de Desenvolvimento Social da Célia Parnes, a Secretaria de Educação do secretário Rossieli, a Secretaria da Saúde que virá com novos programas dentro do Bolsa do Povo, né, envolvidas nesse projeto também como a Secretaria da Habitação, todas elas continuam na execução deste projeto, e a Secretaria de Governo tem como objetivo a pedido do governador, a centralização e efetivamente o acompanhamento da efetividade dessa política pública. O que lá na ponta da linha com esse esforço do Governo de São Paulo tem resultado em melhoria da condição de vida ou em proteção social nesse momento de pandemia, governador. O projeto será encaminhado agora à tarde pra Assembleia Legislativa, vai ser analisado pelos deputados, esperamos em até 45 dias que o projeto possa ser deliberado, e a partir daí, final de maio, começo de junho, cadastramentos, lançamentos do cartão e com certeza uma luz, uma esperança pra população que nesse momento sofre muito com as restrições econômicas. Então fica aqui um recado muito claro para aqueles atuais beneficiários que estão mantidos e que terão seus benefícios ampliados e a expectativa de muitos milhares de novos beneficiários do programa Bolsa do Povo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Rodrigo Garcia. Boa notícia. Bolsa do Povo já em operação a partir deste mês de abril. Agora vamos a boas notícias pra você que tem pai, mãe, avô, avó, ou você que tem 65, 66 e 67 anos, a vacina está chegando no seu braço. Regiane de Paula.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA-GERAL DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde a todos e todas. Então de acordo com o cronograma do Programa Nacional de Imunização e da Fiocruz, nós poderemos então no dia 14 de abril abrir a faixa etária de 67 anos pra 350 mil pessoas. E no dia... e no dia 21 de abril, 65 e 66 anos pra 760 mil pessoas com a vacina da Fiocruz. Pra nós isso é muito importante, como disse o governador a vacina chegando ao braço de quem realmente precisa, dessa população mais vulnerável, que está mais vulnerável a doença, e nós então abrimos essas duas faixas etárias nesse momento. Eu queria mostrar a todos que o nosso vacinômetro já passou de 7 milhões, exatamente 7.028976 doses aplicadas, sendo que de primeira dose, 5.159.637, e de segunda dose que é o que nós estamos avançando bastante nesse momento, uma vez que nessa semana nós já estamos fazendo a segunda dose da população de 75 e 76 anos, 1.869.339 pessoas. Eu gostaria também de ressaltar, governador, a importante parceria inédita com o WhatsApp pra que a gente possa fazer o pré-cadastro da vacinação. O Vacina Já ele é muito importante, agora a gente conta com uma nova ferramenta que é o WhatsApp que a partir de hoje será possível fazer o pré-cadastro para a vacinação contra a Covid-19 em todo o Estado de São Paulo. a parceria é inédita no Brasil e vai permitir que as pessoas economizem o seu tempo em até 90% pra que possam fazer a sua vacina no momento de se vacinar. Pra isso basta ligar pro número 11 9 5220-2923 e preencher o pré-cadastro no WhatsApp. Eu quero agradecer ao diretor de políticas públicas do WhatsApp no Brasil, Dario Durigan, e ao presidente da Prodesp, André Arruda que tem trabalhado conosco durante todo esse tempo, por viabilizarem essa parceria tão importante que é a tecnologia da comunicação que está sendo usada em benefício da saúde pública e da vida no Estado de São Paulo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Regiane. Boas notícias. A vacinação avançando e avançando agora para as pessoas de 65, 66 e 67 anos, e vamos continuar impulsionando e acelerando o máximo possível com a vacina do Butantan e com outras vacinas que puderem ser adquiridas pelo Ministério da Saúde. E muito obrigado também ao WhatsApp, outro exemplo de cooperação entre o setor privado e o Governo do Estado de São Paulo para ajudar a salvar vidas e a proteger pessoas em situação de vulnerabilidade aqui em São Paulo. Regiane, mais uma vez muito obrigado. E agora, falando de vacinas também, mais um milhão de doses da vacina do Butantan, totalizando 38,2 milhões de doses entregues para vacinação em todo o Brasil, com Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador. De fato, nós integralizamos 38,2 milhões de doses, já temos produzidas 41,4 milhões de doses, e aguardamos a chegada de mais matéria-prima da China nos próximos dias para iniciar aí a fase final desse contrato de 46 e já iniciar o contrato de 54 milhões, né? Estamos aguardando a chegada de 6 mil litros que originarão 10 milhões de doses de vacinas. É importante mencionar que essa chegada estava prevista pra essa semana, houve um atraso e nós aguardamos pra próxima semana. Estamos fazendo aí todo um movimento junto a Sinovac, e o governador ontem fez um movimento junto ao embaixador da China no Brasil e teve total apoio. Então acho que isso é importante, é importante mencionar que nós estamos trabalhando a todo vapor pra que esse cronograma seja mantido e até adiantado. Quer dizer, no nosso pedido em relação à Sinovac e a China é que haja um aumento do volume de matéria-prima pra que nós possamos adiantar a produção, e aí quem sabe adiantar até a entrega dos cem milhões que está previsto. Estava previsto inicialmente pra setembro, adiantamos pra agosto e existe aí se ocorrer a chegada de mais matéria-prima, de maior volume de matéria-prima adiantar isso para o final de julho. Esperamos que isso possa acontecer. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. De fato, ontem liguei para o embaixador da China em Brasília, Yang Wanming, atenciosíssimo como sempre foi conosco e comigo em especial, e ele garantiu que falaria hoje com a chancelaria em Pequim, mas que ele não via nenhuma perspectiva de atraso por determinação governamental, seja qual for a razão. Me disse também que 50% de toda produção de vacinas pelos laboratórios chineses estão sendo destinados a países no exterior prioritariamente o Brasil através da Coronavac. Antes de convidar a Patrícia Ellen pra falar desse próximo programa, e a entrega dos concentradores de oxigênio e dos cilindros de oxigênio, eu queria pedir a Dra. Regiane que possa dar uma rápida explicação pra que as pessoas que estão nos assistindo aqui ao vivo pela Band News, pela Record News e pela TV Cultura e outras emissoras, outros canais, inclusive, a TV UOL, possam compreender qual o percentual de vacinas que fica em São Paulo no Programa Nacional de Imunização. Recebi aqui algumas mensagens no WhatsApp de pessoas indagando quanto disso fica em São Paulo. São Paulo providencia hoje quase 90% de todas as vacinas do país, e as pessoas de São Paulo preocupadas qual o percentual de vacinas que fica no Estado de São Paulo para a vacinação da população do nosso Estado. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA-GERAL DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. De toda a entrega que é feita, seja pelo Instituto Butantan seja feita pela Fiocruz, 22,6% das vacinas ficam no Estado de São Paulo. Então, hoje, de um milhão de doses nós recebemos 246 mil doses que é o quantitativo que ficou conosco hoje do Instituto Butantan. Lembrando que nós estamos fazendo então também a segunda dose das vacinas até 28 dias, e que esse é o percentual estimado que fica para o Estado de São Paulo, e os outros Estados têm os seus percentuais calculados de acordo com a sua população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. E antes também de passar a palavra pra Patrícia Ellen, na sequência teremos a Célia Parnes, quero voltar a reafirmar aqui aos meus colegas jornalistas que aqui estão e vocês que nos assistem em casa, terminada essa entrega de cem milhões de doses de vacina contratados pelo Governo Federal, pelo Ministério da Saúde depois de muito custo e muita colocação... muitas colocações feitas pelo Governo de São Paulo, a vacina que Jair Bolsonaro dizia que não queria, nós vamos cumprir o contrato e vamos entregar cem milhões de doses da vacina do Butantan até o dia 30 de agosto. Depois, a partir de setembro nós já compramos 30 milhões de doses da vacina do Butantan para atender exclusivamente os moradores do Estado de São Paulo. Serão mais 30 milhões de doses para o braço dos brasileiros que vivem em São Paulo. A contribuição de São Paulo, do Butantan para o país estará completa com cem milhões de doses da vacina do Butantan, a mesma vacina que hoje é aplicada no braço de quase 90% de todos os brasileiros que são vacinados no nosso país. Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Bom, essa força-tarefa de mobilização pra oxigênio, concentradores, tem sido muito bem-sucedido e muito inspiradora de ver tantas empresas e tantas pessoas dedicadas a esse momento pra garantir que não falte ar pros nossos pacientes que estão precisando de atendimento. Nós tivemos um crescimento recorde de leitos, eu até ouvi essa informação, queria parabenizar o secretário Jean, governador, que esse crescimento somente desse último mês foi o correspondente a um Estado inteiro de porte grande como, por exemplo, o Estado de Minas Gerais, foi esse o crescimento de leitos que nós tivemos em um único mês no Estado de São Paulo. Com isso houve uma demanda muito grande de oxigênio e lidar com ela pra garantir que não falte oxigênio nas UPAs e nos hospitais de pequeno porte tem sido um grande desafio. O governador João Doria pessoalmente iniciou a mobilização dessa força-tarefa e agora o resultado concreto dela. Nós distribuímos 540 cilindros, inclusive queria agradecer as empresas parceiras: Ultragaz, Copagaz, Ambev e a Associação Abiquim que mobilizou a todos. Porque eles rodaram 10.500 quilômetros, inclusive no domingo de Páscoa pra garantir que todos esses cilindros chegassem aos municípios que precisam desse apoio. Outros 400 cilindros serão entregues essa semana e o restante pra alcançar os 2 mil, até o final do mês. Nós temos também 624 concentradores agora nos aguardando em Guarulhos, chegaram, estão sendo desembaraçados neste momento, o secretário Jean, Marco Vinholi e eu pessoalmente, vamos receber esses concentradores pra iniciar a distribuição de acordo com a necessidade dos municípios que está sendo levantada e coordenada através do Cosems, o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde com a liderança do secretário Geraldo [ininteligível]. Então é uma força-tarefa aqui que é resultado da mobilização de muitos. Aproveito pra relembrar, governador, que eu fui testemunha do seu ponto sobre credibilidade, hoje pela manhã no comitê empresarial solidário, de fato, eu nunca imaginei que fosse possível arrecadar 500 mil cestas em duas horas. E as mensagens de todos os empresários foi exatamente nessa direção, te agradecer pela sua resiliência, por sua coragem, e também uma confiança muito grande no Estado que nos dá uma esperança, né? A sociedade civil doar cestas para o Poder Público confiando que elas vão chegar pras pessoas que mais precisam. Pra finalizar, agradecer também o trabalho com o Bolsa do Povo, essa unificação de programas, ela é histórica, e vem no momento mais relevante, que a população mais precisa. O Bolsa Trabalho está ali dentro, nós vamos ter mais 20 mil bolsas, ainda dentro desse processo, e a professora Laura pediu para relembrar que as Etecs e Fatecs também vão aderir ao mesmo modelo que o secretário Rossieli está tocando na Educação, e já vão iniciar também, assim que nós tivermos a lei aprovada, a contratação de 2.000 mães e pais, que possam ajudar e acompanhar a retomada das aulas também nas Etecs e Fatecs. Então, muito obrigada. Foi realmente muito inspirador ver o que aconteceu nessas últimas horas no Governo, e um agradecimento especial à toda a sociedade civil, que está nos ajudando a combater a fome e garantir a vacina. Como você disse, a vacina no braço e comida no prato. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Patrícia. E Patrícia, você tem toda razão: Há os que se mobilizam pelo alimento no prato e pela vacina no braço, e há os que se mobilizam para ter cloroquina em depósitos. Essa é a diferença entre os que acreditam na vida e na ciência e os que são contra a ciência e contra a vida.

Vamos agora, falando em vida e falando em Alimento Solidário, ouvir a Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo. Célia.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL: Obrigada, governador. É com muita alegria que eu trago essa notícia, justamente dessa reunião que fizemos hoje de manhã com o Comitê Empresarial Solidário, sob a sua mobilização, de mais de 406 empresas e empresários solidários, que têm sido constantemente mobilizados, mês a mês, pelo senhor, desde o início dessa pandemia, e chegamos à marca de R$ 1.929.251.000 captados, entre insumos para a saúde e insumos também para a proteção social. Então, um número muito, muito impressionante de mobilização, isso sem dúvida é uma prova de credibilidade e de confiabilidade e de transparência nos critérios adotados, tanto na elegibilidade das cestas de alimentos, quanto de todos os programas sociais, que são 100% destinados a famílias na pobreza e na extrema pobreza. E nessa reunião hoje de manhã, tivemos então a marca altíssima de captação de 500 mil caixas de alimentos, são caixas de alimentos com todos os itens nutricionais, para garantir a proteção alimentar dessas famílias em extrema vulnerabilidade, e com mais a garantia do Governo do Estado, a aquisição, por parte do Governo do Estado, de 740 mil caixas de alimentos, chegamos então a 1.240.000 cestas básicas, caixas de alimentos, que serão entregues até julho agora.

Isso tudo compõe uma grande frente de proteção alimentar do Governo do Estado. O governador João Doria, desde o início dessa pandemia, vem ampliando as refeições nos restaurantes Bom Prato, um programa que tem 20 anos, tão conhecido da população, que agora passa a oferecer jantares e três refeições aos finais de semana e feriados. Portanto, os restaurantes Bom Prato não têm fechado, eles têm ficado permanentemente abertos, de segunda a segunda, inclusive garantindo refeições gratuitas para pessoas em situação de rua. O programa Viva Leite, mais uma frente musculosa de proteção alimentar, o maior programa de distribuição de leite da América Latina, mais de cinco milhões de litros distribuídos para famílias na extrema pobreza, com crianças até 5 anos e 11 meses, e que também foi ampliado agora durante a pandemia, incluindo idosos em residenciais, em instituições de longa permanência. O programa da Secretaria da Educação, secretário Rossieli lidera essa frente, que se chama Merenda em Casa, que é um programa de transferência de renda para as mães fazerem aquisição de alimentos. É importantíssimo, especialmente quando as crianças estão com alguma dificuldade de acesso à merenda nas escolas. E finalmente, o programa Vacina Contra a Fome, lançado pelo governador João Doria, uma semana atrás, que já conta com a adesão de 436 municípios, que tem mobilizado a sociedade civil a levar, voluntariamente, 1 Kg de alimentos não perecíveis para apoiar as famílias em alta insegurança alimentar, em realmente déficit nutricional.

Então, são cinco grandes programas, bastante robustos, de proteção e de combate à fome. E parabéns, governador, por mais essa espetacular captação de hoje, junto ao Comitê Empresarial Solidário, junto a essa grande força do Governo na aquisição de cestas de alimentos, que serão distribuídas aqui até julho. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Célia Parnes. Acabei de receber aqui a informação, nós já subimos de R$ 1.926.000 para R$ 1.929.000. Mais R$ 3 milhões em doações feitas agora, nos últimos 15 minutos, lembrando que todas as doações são auditadas pela Pricewaterhouse, desde março do ano passado. A Price tem uma equipe de 15 pessoas, coordenada por um diretor e sócio, que acompanha todas as doações que chegam e as que saem também, sejam em recursos, dinheiro, sejam em equipamentos ou serviços. Tudo com a auditagem da equipe da Pricewaterhouse, também pro bono, ou seja, a Pricewaterhouse doa o tempo do trabalho dos seus auditores, para garantir a transparência de todo o processo de doação que o Governo do Estado de São Paulo iniciou em março do ano passado e que, provavelmente, até o final dessa semana, deverá estar ultrapassando, Célia e Patrícia, R$ 2 bilhões. E nós, na próxima semana, daremos essa informação a vocês.

Agora, a última etapa das apresentações são os dados atualizados da pandemia, com Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. São Paulo contabiliza 2.576.362 casos de Covid-19. Infelizmente, 79.447 pessoas perderam as suas vidas. Nós temos, porém, apesar de tudo que nós temos visto, nós já estamos colhendo frutos daquilo que foi feito na fase vermelha, na fase emergencial, e temos hoje, depois de 21 dias em que estávamos com taxas de ocupação superiores a 90%, estamos hoje no Estado com 89,8%, a Grande São Paulo, 89%. Lembrando que, na semana passada, nós ainda tínhamos uma taxa de ocupação extremamente elevada, que beirava 92,5%. Os internados também têm um simbolismo muito importante: estamos com 12.941, tínhamos mais de 13.500 pessoas internadas na semana passada, mostrando claramente a redução do número daqueles que internam. E a gente sempre reforça o quanto o dado de internação mostra o momento atual da pandemia, a circulação bastante aumentada do vírus na população. Portanto, estamos reduzindo. Mesmo os órgãos reguladores estão gerenciando menor número de casos em relação àquilo que nós víamos nas últimas quatro semanas.

Estamos hoje com o índice de isolamento com 43%, sendo que, na data de ontem, 42%. Muito importante frisar que todas essas estratégias foram tomadas, tanto pelas medidas que foram restritivas, em relação ao Plano São Paulo, mas também, sob a liderança do governador João Doria, ampliação do número de leitos nas unidades de terapia intensiva. Chegamos, só no mês de março, a ter 1.200 novos leitos abertos de UTI, para atendimento de Covid. A preocupação, toda a estratégia, que já foi dita pela secretária Patrícia Ellen, com relação a oxigênio, cilindros de oxigênio, concentradores, para que ninguém tivesse nenhuma desassistência, que nós não víssemos aqui no Estado o que se viu em outras regiões do país. E também lembrando da importância da vacinação. São Paulo entregou para o Programa Nacional de Imunização, só no mês de março, 22 milhões de doses de vacina da Coronavac, a vacina do Butantan, para todo o Brasil. Próximo, por favor.

Quando nós olhamos o comparativo entre as semanas epidemiológicas, nós estamos agora na 14ª, mas o comparativo da 13ª em relação à 12ª, nós tivemos uma redução de 2,4% no número de casos. As internações tiveram uma queda de 5,4%, e eu quero ressaltar que hoje, comparativamente, entre os quatro dias que nós temos, de domingo até a data de hoje, comparativamente com domingo e a última quarta-feira, nós tivemos em queda de internações quase 21%, deu 20,9% de queda nas internações, e uma queda de 10,4%. É claro que é muito precoce, porque a semana ainda está em curso, mas isso também nos reforça a lembrar que essas medidas restritivas tiveram significado muito importante. Só o comparativo entre a 13ª e 12ª semana, nós tivemos aí uma elevação de 15,5%, lembrando que, comparando a 12ª com a 11ª, nós tivemos um incremento muito maior de mortes, de 25%.

A gente sabe que essas mortes vão diminuir mais tardiamente. Primeiro, nós vamos diminuir internação e casos, e tardiamente, que são essas pessoas que estão internadas de forma grave nos leitos de unidade de terapia intensiva, que acabam impactando nessas estatísticas. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Vamos agora às perguntas. Eu vou elencar aqui os veículos de comunicação e, na sequência, as perguntas que virão: TV Globo, GloboNews, com a Daniela Gemniani, a revista China Hoje, China Now, com Alfredo Nastari, seu correspondente no Brasil, o Portal UOL, com Leonardo Martins, Rádio CBN, com Guilherme Muniz, o Portal IG, com Eduarda Esteves, e a Rádio Jovem Pan, com a Nanny Cox. Começando então com a TV Globo, GloboNews, com você, Daniela Gemniani. Muito obrigado pela presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIELA GEMNIANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu gostaria de perguntar sobre a variante que surgiu em Sorocaba. Se então temos esse avanço, que de fato é uma nova variante, uma mistura, com características da P1 e da África do Sul, se a gente já sabe se ela é mais transmissível, se ela é mais grave, se de fato foi só um caso ou se já tem outros casos no radar. Queria mais detalhes sobre essa variante. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Responde Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Daniela, a publicação correspondente à descrição da variante foi depositada nos medical archives, e ela, filogeneticamente, quer dizer, ela é um parente muito próximo da variante lá da África do Sul. Quer dizer, o interessante é que essa variante, lá em Sorocaba, na pessoa que apresentou essa variante, não apresentava vínculo epidemiológico identificado com viagem ou com pessoas vindas da África do Sul. Então, isso desperta uma preocupação, porque pode ser que essa transmissão tenha ocorrido de outras pessoas e, portanto, possa caracterizar ali uma transmissão comunitária. Então, é uma variante que preocupa. Ela, de todas as variantes, é a que apresenta maior resistência à neutralização pelos anticorpos induzidos pelas vacinas. Quer dizer, todas as vacinas que estão sendo usadas, essas principais, apresentaram redução em termos de neutralização com relação a essa variante. Então, preocupa muito, é um momento de nós estendermos essa genotipagem, não só pra região de Sorocaba, mas para o Estado inteiro, e monitorizar muito de perto se ela vai, de fato, se estabelecer ou não. Essa é uma pergunta que precisa ser respondida nas próximas semanas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, obrigado, Jean Gorinchteyn. Dani, obrigado pela sua pergunta. Agora, vamos para o Alfredo Nastari, da revista China Hoje. Eu falei China Now, é China Today, desculpe, Alfredo. E passando a palavra a você neste momento. Eu também queria ter a informação: É 'Nástari', ou 'Nastári'? Como devo pronunciar corretamente?

ALFREDO NASTARI, REPÓRTER: É 'Nastári'.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: 'Nastári', muito bem. Então, Alfredo Nastari, você já está em tela, sua pergunta, por favor.

ALFREDO NASTARI, REPÓRTER: Ok, muito obrigado, governador. Bom, a minha dúvida é a seguinte: O acordo com a Sinovac para produção da Coronavac previa transferência de tecnologia e produção do IFA, o Ingrediente Farmacêutico Ativo, aqui no Butantan, até o final desse ano, depois do contrato das 100 milhões de doses que foram envasadas com o IFA importado. Aí, recentemente, houve o anúncio do desenvolvimento da Butanvac. Minha pergunta é se a Butanvac implica no fim do acordo e da produção da Coronavac pelo Butantan, ou se ambas serão mantidas simultaneamente. E nesse caso, qual é a expectativa de produção de doses pelo Butantan até o final do ano? Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Alfredo, muito importante a sua pergunta, porque permite um esclarecimento. Há algumas dúvidas sobre isso e você foi preciso nessa questão, e a reposta será dada por Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, Alfredo.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado. Alfredo, a parceria com a Sinovac é uma parceria sólida, nós vamos progredir, não só em relação à Coronavac, mas com outras vacinas também. É uma parceria que nós temos toda a intenção de manter e ampliar e, portanto, a produção da Coronavac será feita no Brasil, a partir do ano que vem, numa fábrica dedicada a essa produção. Então, não há dúvida em relação a isso. A Butanvac é uma vacina em desenvolvimento, é o que eu tenho denominado de versão 2.0 das vacinas para o Covid, quer dizer, é uma vacina aperfeiçoada, e que pode se transformar numa nova alternativa para o enfrentamento da epidemia no mundo. É uma vacina fruto de um consórcio internacional, o Butantan nesse momento é o maior produtor desse consórcio, envolve universidades, universidades americanas [ininteligível], Universidade do Texas, outros grupos de pesquisas da Europa. Então, é uma vacina em desenvolvimento. Qual seria o papel da Butanvac? Bom, a Butanvac, ela é produzida na plataforma que nós usamos para a produção da vacina da gripe. A vacina da gripe é uma das mais utilizadas no mundo, então essa plataforma, ela existe em muitos países, que produz anualmente a vacina da gripe, e normalmente fica um período ociosa, porque a gripe, ela é sazonal. Então, essa vacina, sendo uma vacina... Se nós conseguirmos demonstrar a sua eficácia, a sua eficiência, ela será uma vacina de baixo custo e que poderá ser rapidamente disseminada para todas as plantas de produção que existem no mundo, ou seja, uma alternativa viável e barata nessas condições atuais. Muitos países poderão utilizar as suas fábricas de vacina para a vacina da Influenza ou para produzir essa vacina. Então, é uma grande esperança, sem dúvida nenhuma, mas ainda exige o desenvolvimento, nesse momento, o desenvolvimento clínico. A capacidade de produção, nós temos, e ela será produzida, uma vez aprovada, numa fábrica que é separada, independente da fábrica que produzirá a Coronavac.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito obrigado, Dimas Covas. Alfredo Nastari, muito obrigado pela sua participação. Vamos agora aqui, presencialmente, com o Portal UOL, com o Leonardo Martins. Leonardo, prazer em revê-lo, boa tarde, sua pergunta, por favor.

LEONARDO MARTINS, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, a gente chega na sexta-feira esperando um novo anúncio do futuro do Plano São Paulo aqui no Estado de São Paulo, também nas outras regiões. Há uma desaceleração em alguns índices, mas os números ainda são preocupantes, como o secretário ressaltou. Gostaria de saber, ainda mais pelas últimas entrevistas que o João Gabbardo deu na imprensa, falando sobre a importância de manter essas restrições: O senhor estaria disposto a aceitar se o comitê propusesse ao senhor esticar por mais tempo a fase emergencial? Ou há o estudo já pronto para a gente ir para a fase vermelha e reduzir um pouco as restrições? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Leonardo, não me cabe aqui fazer avaliação sobre decisão da ciência. Eu obedeço à ciência. Então, eu não interpreto a ciência. É como o Direito, a justiça, você obedece, você não interpreta. E a ciência também. Então, a resposta à sua pergunta será feita exatamente pelo nosso coordenador do Centro de Contingência, Paulo Menezes. E se houver o desejo, complementarmente, do João Gabbardo. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador, boa tarde, Leonardo. O Centro de Contingência está discutindo a situação. De fato, nós, felizmente, conseguimos uma desaceleração, já há esses indicadores de melhora pequena, mas é uma melhora, e que deve prosseguir nas próximas semanas. E estamos discutindo a necessidade de extensão ou não da fase emergencial. Isso vai ser feito até sexta-feira, sexta-feira nós vamos passar a recomendação para o Governo, que vai decidir como encaminhar essa recomendação. É bem provável que nós continuemos com os níveis de restrição que nós temos hoje por mais algum tempo, mas vamos aguardar os próximos dias.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado então, Paulo Menezes. Gabbardo já se sente representado ali. Léo, obrigado pela pergunta. Vamos agora para o Guilherme Muniz, da Rádio CBN. Guilherme, bem-vindo também, ajustando aí seu microfone. Vamos colocar a imagem do Guilherme aqui na tela, vocês colocaram a do Léo... Agora sim. Olha como você está bonito lá, põe ele lá. Pronto. Guilherme, boa tarde, sua pergunta, por favor.

GUILHERME MUNIZ, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu gostaria de uma análise do Governo do Estado, a respeito de debates que têm sido feitos em alguns municípios, especialmente aqui, a capital de São Paulo, falando a respeito de um possível plano municipal de imunização, especificamente falando da inclusão de novos grupos prioritários nessa vacinação. Existe a discussão de se incluir algumas categorias profissionais, não só... Mais categorias profissionais, não só com o corte de idade. Gostaria de saber qual é a análise, se é o momento de se avaliar isso ou se o recorte por idade deveria ser mantido por enquanto. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Guilherme, obrigado. Vou pedir ao Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, para responder à sua pergunta, e, se necessário, com comentário, ou do Gabbardo, ou do Paulo Menezes. Então, com você, Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Boa tarde. Bom, a orientação a todos os municípios é que possam seguir a grade do Governo do Estado de São Paulo, do nosso plano estadual de imunização. Ao longo desse período, eles têm feito com competência, nós temos acompanhado a mobilização da Secretaria de Saúde do Estado, diariamente, avançando com as cidades de todo o Estado de São Paulo. Portanto, a orientação é seguir os públicos e também as faixas etárias estabelecidas pelo plano estadual de imunização.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Quer fazer algum comentário? Não? Então está respondida a pergunta do nosso Guilherme. Guilherme, obrigado, obrigado a você também, Marco Vinholi. Agora vamos para o Portal IG, Eduarda Esteves. Eduarda, bem-vinda mais uma vez. Boa tarde, sua pergunta. Vamos colocar a imagem da Eduarda ali. Isso, agora sim. Sua pergunta, por favor.

EDUARDA ESTEVES, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. A Câmara dos Deputados aprovou ontem o texto base de um projeto que autoriza a compra por empresas privadas de vacinas contra a Covid-19, para imunizar seus próprios funcionários. Queria um comentário do governador e da equipe de saúde, se essa medida, caso seja aprovada pela Câmara, seria boa para São Paulo ou poderia, de alguma forma, atrapalhar a imunização aqui no Estado. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir ao João Gabbardo, Eduarda. O Gabbardo, como vocês sabem, médico, ex-secretário de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, foi também secretário executivo do Ministério da Saúde, na gestão do Luís Henrique Mandetta, e é um profundo conhecedor de programas de imunização, tanto a nível nacional quanto a nível regional. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, CORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Bom, nós entendemos que, enquanto nós não vacinarmos toda a população considerada como prioritária, envolvendo os idosos, envolvendo as pessoas acima de 18 anos, que apresentam comorbidades, e também as atividades profissionais que se expõem mais ao risco, enquanto essas pessoas não estiverem vacinadas, nós entendemos que todas as vacinas, sendo adquiridas pelo setor privado ou pelo sistema governamental, sejam disponibilizadas através do programa nacional de imunizações. Nós acreditamos que é mais justo que nós não tenhamos uma fila em que, de um lado, nós teremos pessoas com prioridade, aguardando uma vacina, e de outro lado uma população jovem, sadia, sem doença, sem comorbidades, recebendo a vacina antes dos prioritários. Depois que nós tivermos, esperamos que até o final do primeiro semestre, essa população prioritária vacinada, ok, que as empresas possam então fazer aquisição de vacina, que façam, de acordo com a legislação, uma doação de parte das vacinas para o programa nacional de imunizações, e possam então ampliar a vacinação da população em geral, porque aí nós teremos igualdade. As pessoas que dependem do Sistema Único de Saúde ou as pessoas que recebem a vacina do Ministério da Saúde ou das secretarias estaduais e municipais de saúde, já estarão sendo contempladas e não terão prejuízo, nós não teremos uma população sendo atendida na frente dos demais.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Essa é a posição. Eduarda, muito obrigado pela sua pergunta. E agora, finalizando, Nanny Cox, da Rádio Jovem Pan. Obrigado pela sua presença, Nanny. Ela vai ajustar seu microfone, vamos pôr a imagem da Nanny também ali na tela. Agora sim, Nanny, boa tarde mais uma vez, sua pergunta, por favor.

NANNY COX, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Minha pergunta pode ser até para o Dr. Dimas, eu queria só entender qual é a natureza desse problema para esse atraso da chegada dos insumos. O que o Governo chinês falou? Se foi algum problema assim, e se a gente pode esperar algum outro tipo de atraso no futuro. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Nanny. E será exatamente Dimas Covas que vai responder a você. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Nanny, em princípio, por um atraso burocrático. A produção do IFA está pronta e estamos aguardando o desembaraço aí de documentação. Então, não temos nenhum outro motivo para pensar diferente disso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gosto do Dimas porque, com ele, é assim: pá, pum. Não tem... a terceira frase não existe, é a primeira, a segunda, já mata o jogo de forma rápida e objetiva. Obrigado, Dimas. Nanny Cox, muito obrigado também pela presença. Nós estamos aqui encerrando a nossa coletiva, repito, é a coletiva de nº 200. Quero de novo agradecer os jornalistas que aqui estão, elas e eles, fotógrafos, cinegrafistas, técnicos, que estão hoje presentes, os que não puderam estar e já estiveram aqui conosco, ao longo desses últimos 12 meses, e cumprimentar também os que virtualmente nos acompanham à distância, mas sempre procurando oferecer aos seus leitores, telespectadores, internautas e ouvintes a informação correta e precisa. Eu qualifico o trabalho de imprensa no Brasil, como jornalista que sou, de fundamental importância diante de um enfrentamento tão grave, tão difícil, tão dramático como esse, do Corona Vírus. Portanto, muito obrigado por procurarem difundir informações corretas, precisas e qualificadas para os que acompanham vocês, no dia a dia, e hora a hora, nos seus respectivos veículos de comunicação.

E a você que está em casa, continue usando máscara, não faça aglomerações. Se puder, fique em casa, trabalhe remotamente e siga as orientações da saúde e da medicina. Não leia notícias falsas, e não aceite recomendações, observações ou exaltações daqueles que são notoriamente negacionistas, aqueles que acham que nós estamos enfrentando uma gripezinha ou um resfriadozinho. Nós estamos enfrentando a mais grave crise de saúde do mundo, de toda a história. Fiquem protegidos, fiquem com Deus, fiquem bem. Até breve, obrigado.