Coletiva - Governo de SP apresenta plano de ação para coronavírus 20203101

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Coletiva - Governo de SP apresenta plano de ação para coronavírus

Local: Capital - Data: Janeiro 31/01/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia, boa tarde. São 12h4min, muito obrigado pela presença dos jornalistas que aqui estão, cientistas, fotógrafos também, muito grato pela presença de todos. Aqui presente nesta coletiva de imprensa Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo; Rodrigo Garcia, vice-governador e secretário de estado de governo; José Henrique Germann, secretário do estado da Saúde; Edson Aparecido, secretário de Saúde da cidade de São Paulo; Henrique Meirelles, secretário do estado da Fazenda e Planejamento; David Uip, infectologista e secretário da Saúde do estado de São Paulo; Wilson Polar, superintendente do Instituto de Assistência Médica do Servidor Público, o IAMPS, ex-secretário da Saúde do município de São Paulo; Doutora Elena Sato, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde; Paulo Menezes, coordenador de controle de doenças da Secretaria de Estado da Saúde. Todos aqui presentes à mesa. Quero destacar também que estão conosco o vereador Eduardo Tuma, que é o presidente da Câmara Municipal de São Paulo. Tuma, muito obrigado pela presença aqui conosco, estávamos na reunião de secretariado até agora pouco. João Octaviano, secretário de estado de Logística e Transportes; Dimas Covas, diretor do Instituto Butantã; Coronel Nivaldo Restivo, que é o secretário de estado de Administração Penitenciária, também aqui presente conosco. O tema hoje é um tema único, é o tema de saúde, então é sobre este tema que versará a coletiva de imprensa, se tivermos algum outro tema, este outro tema poderá ser tratado após a coletiva. Porém, temos uma informação dada a relevância e a importância, de ordem de zeladoria urbana, e uma ação conjunta do governo do estado de São Paulo com a prefeitura da capital de São Paulo, e dada a sua relevância, importância e investimento, nós vamos dar a informação a vocês hoje aqui, que é a duplicação da Avenida M'Boi Mirim, uma das maiores avenidas da capital paulista, um investimento de R$ 0,5 bilhão que o governo do estado faz junto com a Prefeitura de São Paulo, na duplicação desta importante avenida, cuja as obras serão iniciadas dentro dos próximos 90 dias. E cujo o tema também não será abordado na coletiva, mas se precisarem depois, o prefeito Bruno Covas estará à disposição, assim como o secretário João Octaviano, que é o nosso secretário de Transportes e Logística, e secretário também desta mesma pasta na Prefeitura de São Paulo, ele estará à disposição para atendê-los. O tema hoje é o tema obviamente de grande importância, eu queria até agradecer a participação expressiva dos jornalistas que aqui estão, são as ações do governo do estado de São Paulo, ao lado do maior município do país, que é a Prefeitura de São Paulo no combate à uma epidemia mundial, do coronavírus, o plano de contingência do governo do estado de São Paulo, ao lado de todos os municípios, quero registrar, não é apenas a capital, são 645 municípios, mas evidentemente a capital tem cerca de 13 milhões de habitantes, merece uma atenção especial. Esse plano de contingência no combate à epidemia do coronavírus será apresentado na sequência por três interlocutores, o secretário José Henrique Germann, que é o secretário de Saúde do estado de São Paulo. O secretário do município de saúde, o secretário de Saúde do município de São Paulo, Edson Aparecido. E o doutor David Uip, que vem na tripla condição, primeiro como membro do conselho gestor de saúde do estado de São Paulo, segundo, como ex-secretário da Saúde do estado de São Paulo, onde durante o seu período ele coordenou o enfrentamento de situações semelhantes, não o mesmo vírus, mas situações de contingência, e o fez de maneira muito competente. E o terceiro fator, é que é um dos maiores infectologistas do país, e reconhecimento também internacionalmente como um dos maiores especialistas nesta área a que ele se dedica como profissional da saúde. Então vamos começar com José Henrique Germann, secretário de Saúde do estado de São Paulo. Evidentemente que todos aqui estarão à disposição depois para responder perguntas, inclusive Bruno Covas e eu.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde. Eu vou fazer uma pequena apresentação, um resumo a respeito da nossa situação com relação ao coronavírus. Então ele é chamado de novo coronavírus, e o plano do estado de São Paulo... Então nesse sentido foi realizado um plano de contingência que envolve tanto o governo do estado como a Prefeitura de São Paulo, nós estamos atrelados também ao comitê nacional de vigilância, que é feito pelo Ministério da Saúde. E nesse sentido nós temos uma série de atividades que já foram feitas nesse sentido. Primeiro de tudo, uma pequena abordagem a respeito da situação desse surto que agora acho que já é considerado epidemia, é a respeito do coronavírus. Na China a situação do epicentro desta epidemia, temos hoje 7.736 casos confirmados, com 170 óbitos. E fora da China são 82 confirmados, em 18 países diferentes. Talvez pela própria aglomeração metropolitana, aonde ele apareceu, ele teve uma propagação dentro da china extremamente relevante, e o comportamento do vírus na China e fora da China, como vocês podem ver, é um pouco diferente, isso tem explicações, tem estudos nesse sentido. Mas nós temos que estar alertas, inclusive a própria Organização Mundial de Saúde fez o alerta global a partir de agora. Então como eu disse, temos um centro de operações de emergência, que é assim chamado, é o COI 2019, novo coronavírus/São Paulo. Os membros estão ali delineados, relacionados à secretaria de estado, à secretaria municipal, às coordenadorias das ambas secretarias, da ANVISA, do Governo Federal em São Paulo, que participa junto conosco. A Secretaria de Segurança Pública e o conselho dos secretários municipais de saúde, que como disse o governador, isso envolve todos os municípios do estado. Então nesse sentido foi estabelecido um plano de risco e resposta rápida, ele tem três eixos, o primeiro eixo é vigilância e saúde, o segundo é de assistência, o terceiro é de comunicação, em vigilância e saúde, a vigilância epidemiológica, ou seja, o comportamento de identificação do vírus no Brasil, especialmente aqui conosco em São Paulo, quer dizer, este gerenciamento da incidência desse vírus aqui conosco, por aqui no nosso ambiente. A sua forma de transmissão, ela tem se mostrado ser através de... Existem duas grandes categorias de transmissão, ela está colocada na categoria de gotículas, e não de aerossol, o aerossol transmite muito mais rápido. Tanto que nesse sentido a transmissibilidade que ainda não é conhecida, mas ela está sendo colocada em um ponto diferente do que acontece em outros tipos de virose. Então o sarampo, por exemplo, é um para 20, uma pessoa transmite para 20, esse vírus deve estar transmitindo de um para dois. E assim é a situação de transmissibilidade provável, ela ainda não é estabelecida definitivamente. A definição de casos suspeitos, suspeito é todo aquele que tem sintoma, se não houver sintoma não é suspeito. E aí nesse sentido também houve uma mudança pela própria Organização Mundial de Saúde, do denominador desta equação. Ou seja, era das pessoas provenientes das duas províncias, [Ininteligível] e província vizinha, e hoje é quem passou pela China. Então aumentou essa área de observação a respeito da origem das pessoas. Então no sentido de ser uma emergência de nível mundial, se faz desta maneira. Os fluxos de informações da epidemiologia a respeito disso são drenados para o Ministério da Saúde, todos os dias às 16h sai o boletim do Ministério da Saúde a respeito do número de casos, nós não temos nenhum caso confirmado do vírus em São Paulo e no Brasil, existem suspeitos no estado de São Paulo, que são três, e estão aguardando o resultado dos exames, e pelo último boletim, nove no Brasil. Alguns já saíram e entraram nesta conta, vamos dizer assim, existe por parte da ANVISA todo um aparato de aeroportos, e Porto de Santos, no sentido de identificar pessoas que estejam, como eu disse, para ser suspeito, com sintoma. Essa é a situação. A confirmação é laboratorial, nós temos aqui o Instituto Adolfo Lutz, preparado para atuar nesse sentido. E a prevenção ela tem todo um protocolo de prevenção, principalmente para os profissionais de saúde inclusive, e que a gente pode detalhar à medida da entrevista. Na questão da assistência, nós podemos dizer que o estado de São Paulo tem 100 mil leitos, desses 100 mil leitos, 60 mil leitos são SUS, desses leitos SUS, 20 mil leitos são próprios da secretaria do estado divididos em 100 hospitais, então nós temos capacidade hoje de atendimento daqueles que necessitarem hospitalização que não é esses três casos, por exemplo, que estão suspeitos no estado de São Paulo, estão em isolamento domiciliar, não houve necessidade de colocação em hospitais, então o forte não é essa questão, mas sim para os casos graves que necessitam UTI e para isso nós temos os serviços de referência, onde o Emílio Ribas, o HC, que são os mais importantes dessa área. No eixo de comunicação, uma comunicação com a sociedade como essa aqui que nós estamos fazendo agora temos um site, estabelecido que é o site específico dentro do site da secretaria relacionado ao Corona, Corona Vírus, boletins diários que são esses que eu disse a respeito do Ministérios às 16h que a gente campanha e trabalhos nas redes sociais, quanto aos profissionais de saúde, existe capacitação a próxima prefeitura vai fazer nessa próxima semana um mutirão de capacitação, ela é muito simples porque nós estamos tratando de uma patologia muito relacionada às gripes de um modo geral, então, nesse sentido fica mais fácil, as coordenadorias das pastas, a federação dos hospitais também trabalha conosco principalmente na questão da rede privada, e a comunicação entre os membros do comitê é feito 24 horas por dia a todo momento, assim que necessário. Poucos materiais necessários para serem comprados, mais material de consumo, não existe necessidade de investimento nesse caso, acho que é o que eu queria inicialmente mostrar para vocês, muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário José Henrique Germann. Vamos ouvir agora o secretário da saúde do município de São Paulo, Edson Aparecido.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO: Bom, primeiramente dizer que a Secretaria de Saúde na cidade atua em conjunto e sobre a direção da secretaria de estado e do Ministério da Saúde todas ações e todas as orientações e todas as decisões são, acontecem conjuntamente, destacar, já fizemos uma série de, implementamos uma série de questões em relação a isso, mas eu gostaria de destacar quatro delas, a primeira que é que no dia 10 de janeiro nós já disponibilizamos no site da secretaria e também da Covisa, todas orientações para os nossos profissionais e para a população, para que todos pudessem ter a informação mais precisa possível a respeito do episódio. Também já fizemos um processo de capacitação dos diretores de vigilância da cidade de São Paulo, são 27 ao todo para que eles pudessem nas suas áreas de vigilâncias, também orientar num primeiro momento todos os nossos profissionais, elaboramos um plano de contingência do Corona vírus, contendo os seguintes itens, fluxo de vigilância, fluxos da assistência na atenção básica na urgência e emergência, na regulação, na definição dos casos suspeitos, nos insumos, na assistência farmacêutica e laboratorial, nós, todas nossas unidades dispõe da máscara N5 para os profissionais e também para a população nas nossas unidades. A prefeitura tem 986 equipamentos de saúde, e 18 hospitais e finalmente na próxima terça-feira nós vamos fazer uma capacitação dos nossos profissionais, serão mil pessoas na parte da manhã os profissionais da rede hospitalar, na parte da tarde os profissionais da atenção básica para que essas mil pessoas, esses mil profissionais possam em seguida fazer a capacitação dos 84 mil funcionários da secretaria municipal de saúde para que todos estejam preparados para identificação do Corona Vírus, então essas são ações principais e volto a dizer, todas elas em conjunto com o comitê estabelecido pela Secretaria Estadual de Saúde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado secretário Edson Aparecido, vamos finalmente à intervenção do infectologista e ex secretário da saúde da cidade de São Paulo, Dr. Davi Uip.

DAVI UIP, INFECTOLOGISTA: Muito bom dia, muito obrigado, primeiro comemorar a boa cobertura de imprensa, por conta que a informação, ela está sendo muito adequada e muito atualizada e com muito critério, entendendo que essa informação é absolutamente vital na intermediação entre o gestor público, especialista e a sociedade. Então, essa informação que eu tenho acompanhado diariamente ela está da melhor e mais atualizada qualidade. Segundo fato é o entendimento do pacto federativo ao que cabe a cada poder, então, cabe ao Governo Federal, no caso Ministério da Saúde, a política pública e o principal financiamento, o estado, a governança e as prefeituras a atuação no que é absolutamente fundamental nessa situação, o paciente o cidadão, ele vai procurar, ele deve procurar primeiramente atenção primária, a porta de entrada do sistema que se faz pelos programas de saúde, pelas UPAs, Unidades de Pronto atendimento e pelos postos de saúde, atenção secundária é ambulatorial e a atenção terciária que cabe ao estado que são os hospitais de grande complexidade, o estado de São Paulo, como secretário falou, tem uma rede hospitalar ampla planejada e extremamente competente e que já vivenciou essa situação diversas vezes. Estava falando para o governador que no que tange uma disseminação de um processo dessa monta é preciso ter primeiro experiência, o estado de São Paulo, o município de São Paulo e os municípios têm, segundo, é primeiro ter conhecimento, o conhecimento vai se adquirindo dia a dia, em contato com os novos fatos, então, nenhum de nós, ainda tem domínio total a respeito de como vai funcionar esse Corona Vírus. E o terceiro, a boa informação, o que é a boa informação? Uma informação técnica, atual, mas de extremo bom senso e consonância com aquilo que eu acho que é fundamental que é não gerar pânico, hoje o problema está na China e nós estamos avaliando como vai ser comportar o mundo a respeito dessa disseminação entendendo que ainda falta alguns conhecimentos, por exemplo, a transmissibilidade, quanto que esse vírus vai ter competência de transmissão e depois, a morte, a bi mortalidade o quanto que ele vai causar de doença e o quanto que ele vai causar de letalidade então sumariamente eu acho que essas são informações iniciais e a sociedade tem que ter confiança, então, um Governo Federal, estadual e municipal com muita competência.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Davi Uip, vamos agora à intervenção do prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, apenas ressaltar aqui mais uma ação conjunta governo do estado e prefeitura, para que a gente possa disseminar conhecimento secretário Edson Aparecido está aqui mencionando, a prefeitura vem trabalhando com o tema desde 10 de janeiro, vai capacitar pelo menos um profissional nessa próxima terça-feira para cada um dos mil equipamentos que a prefeitura tem, porque a prefeitura tem exatamente a capilaridade, como mencionou o Dr. Davi Uip, a atuação e o contato com a população, ela é feita pelas prefeituras, orientado com a governança pelo estado de São Paulo, é exatamente dessa forma que a gente tem agido, essa capacitação é importante para que todos profissionais possam saber de todas informações que já estão hoje disponíveis, orientar a população, não há nenhuma necessidade de alarde, não há nenhuma necessidade de mudar o dia a dia das pessoas, o estado e a prefeitura estão preparados para poder enfrentar, para poder reagir, então, não há importante mostrar à população esse trabalho conjunto para que não haja qualquer tipo de sentimento que aqui no estado de São Paulo, não é um trabalho preventivo para poder verificar, para poder orientar, para poder qualificar, porque as pessoas terem as mesmas preocupações que elas têm que ter para qualquer tipo de gripe, lavar as mãos, evitar tossir em cima das outras pessoas, que são as mesmas preocupações e orientações básicas que o nosso programa de saúde da família já faz com a população aqui na cidade de São Paulo, enfim, a gente continua a trabalhar e a orientar a população e por isso a gente agradece muito o trabalho de vocês porque exatamente essa cataridade de informação levar para toda a população da cidade do estado de São Paulo, quanto que nós estamos preparados para enfrentar o Corona Vírus. Agradecer mais uma vez o governador João Doria por ter chamado a prefeitura aqui para essa coletiva, mostrando esse trabalho conjunto entre governo do estado e prefeitura. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado prefeito Bruno Covas, quero enfatizar também o que foi mencionado pelo Dr. Davi Uip e reforçado pelo Bruno, o bom trabalho da imprensa aqui de São Paulo, em especial, mas também da imprensa nacional, em tratar o assunto sem alarde, mas com a qualidade da informação, não há motivo de pânico, é um motivo de difusão de informação correta e orientação precisa para a população. E obviamente uma integração do governo do estado de São Paulo, com o Ministério da Saúde, o Ministro Mandetta, que tem alimentado e conduzido bem essa relação, e no âmbito da Organização Mundial de Saúde que também elabora e distribuiu boletins diários sobre o vírus o que serve também como orientador do plano global do comportamento do Brasil dentro desse contexto. Vamos agora abrir às perguntas, nós já temos hoje excepcionalmente mais do que cinco, abrimos para oito veículos, dada a importância e o significado do tema da saúde. Peço apenas que todas as perguntas sejam dirigidas ao tema da saúde, se houver algum outro tema será atendido após a coletiva de imprensa. Nós começamos com o William Curi, da Globo News, agora de casa nova, boa sorte e sucesso no Globo News. Sua pergunta, por favor.

WILLIAM CURI, RERPÓRTER: Obrigado, boa tarde, a todos. Bom, são duas perguntas, a primeira é sobre o investimento de R$ 200 mil. Eu queria saber exatamente o que são esses kits diagnósticos, e qual a diferença que eles têm para um kit de identificação de gripe, por exemplo, ou outra doença do tipo? E por que é necessário comprá-los, e quantos kits é possível comprar com R$ 200 mil? Segunda pergunta é em relação aos aeroportos, eu vi no release que a responsabilidade é da ANVISA, mas tem a atuação integrada com a Secretaria de Saúde de São Paulo. Como que é feita a abordagem dos passageiros que vem da China nos aeroportos, tem equipes abordando pessoa a pessoa? Porque tem gente que relata que não recebe orientação no desembarque aqui em Guarulhos. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will, pelas duas perguntas. Vou pedir ao secretário Germann que responda as duas, se houver alguém mais na mesa que queira intervir para complementar, é só fazer o pedido do uso da palavra, Germann, por favor.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: William, o diagnóstico do coronavírus é feito por meio laboratorial com uma metodologia específica para ele, não assim, do ponto de vista geral de uma grite, não é assim. Então por isso existem os kits especiais, ou os kits relacionados ao diagnóstico do coronavírus, e aí por isso que ele precisa ir para um laboratório, tipo do, por exemplo, do Hospital Adolfo Lutz. Quanto à questão do trabalho da ANVISA nos aeroportos, ele está estruturado da seguinte forma, eles recebem mensagens dentro do avião, via cabine do avião, em inglês, espanhol e mandarim, as pessoas que estiverem com sintoma devem ao desembarcar, procurar o serviço sanitário do aeroporto. Isso tem acontecido, um dos casos nossos passou por esse fluxo, e inclusive sendo descartado, que depois não havia, os sintomas não eram relacionados da forma do protocolo, vamos dizer assim. Então o trabalho da ANVISA é nesse sentido, de detectar pessoas que estejam com sintomas provenientes de voos que passaram pela China. No porto é um procedimento um pouco mais complexo, é feito com o navio, é feita uma declaração de saúde, ele ainda não atracou, essa declaração lá pergunta se existe algum tripulante que possa estar com sintomas. Existindo, a ANVISA vai ao navio, faz o exame desta pessoa, o exame clínico desta pessoa, e se ele for então considerado com suspeita clinicamente, ele vai para o hospital para fazer o exame. Então o navio só atraca depois dessa questão da declaração de saúde e o papel da ANVISA no porto.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. Will, obrigado pela pergunta. O secretário ainda complementou que não são apenas os aeroportos, mas também os portos que estão sob esse controle. Próximo veículo de comunicação, Jornal Estado de São Paulo, Agência Estado, jornalista Paula Felix. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

PAULA FELIX, REPÓRTER: Boa tarde. Obrigada. Eu gostaria de saber em relação ao kit diagnóstico, então quanto tempo sai o resultado? E o Will tinha perguntado quantos kits consegue comprar com esses 200 mil, eu gostaria de saber também. Em relação aos casos suspeitos que estão sendo atendidos em casa, como é que vai ser feito o monitoramento, se vai ter alguma tecnologia para conversar com essas pessoas, já que elas precisam ficar em isolamento? E por fim, a gente ouviu aqui as ações dos equipamentos de saúde, eu queria saber se já tem um plano para os locais de grande aglomeração, para as escolas, transporte público e demais locais? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paula. Eu vou pedir ao doutor Paulo Menezes, que é o coordenador do controle de doença da Secretaria de Estado da Saúde, para responder às três perguntas formuladas pela Paula Felix, do Estadão. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CONTROLE DE DOENÇA DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE: Obrigado. Em relação à primeira pergunta, a aquisição pela Secretaria de Estado da Saúde, ela permite no mínimo 200 testes, não é possível dizer exatamente a quantidade de testes, porque isso depende de condições que acontecem dentro do laboratório com a qualidade das amostras, ter mais de um exame para fazer, e aproveitar o mesmo kit, por exemplo. Mas ela é pelo menos, 200, nesse momento. Também receberemos segunda-feira, um quantitativo que nós ainda não temos a informação clara de quanto será, do Ministério da Saúde, para complementar essa aquisição que está sendo feita pelo estado de São Paulo. O que eu posso dizer em relação a isso, é que hoje, dada a dimensão da necessidade de confirmação diagnóstica de casos suspeitos, nós estamos tranquilos de poder cobrir toda a demanda não só do estado de São Paulo, como dos estados do Centro-Oeste, e Roraima, que o nosso laboratório de saúde pública é referência para eles também. Em relação à questão do isolamento, aqui o papel de vocês é fundamental, o isolamento necessário é o mesmo que se preconiza para infecções respiratórias por vírus da Influenza, por exemplo. Então não há necessidade de um ambiente especial para o paciente, o paciente tem que ficar isolado em um ambiente, que pode ser no hospital, ou pode ser até em casa, domiciliar, desde que as pessoas tenham contato limitado com ele. E quando tiver em contato com ele, elas estejam equipadas com os equipamentos de proteção, máscara, óculos, avental e luvas. Então é importante diminuir a preocupação com a questão do isolamento. Por isso inclusive que esse isolamento ele pode ser feito em qualquer unidade de saúde, qualquer hospital geral, por exemplo, sem necessidade de leitos específicos para doenças transmissíveis, basta que o paciente tenha um quarto aonde ele fique sozinho. A terceira pergunta? Eu peço desculpas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Grandes aglutinações de pessoas.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CONTROLE DE DOENÇA DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE: Neste momento, como nós não identificamos a presença do vírus no Brasil, não há maiores preocupações em relação à grandes aglutinações. E como a transmissão conhecida até o momento é por contato direto, hoje a preocupação é identificar casos suspeitos imediatamente, e promover o isolamento desses casos. Então nesse momento nós não temos nenhuma recomendação em relação às aglutinações, porém como as coisas são muito dinâmicas, as coisas mudam de um dia para o outro, pode ser que a gente reveja essa questão conforme as coisas caminham.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo. Davi Uip, por favor.

DAVID UIP, INFECTOLOGISTA: Só para diminuir um pouquinho a expectativa, o teste de diagnóstico ele serve para você acompanhar o trajeto do vírus, se nós tivermos um número muito elevado de casos, não haverá nem kit, nem laboratório que suporte o diagnóstico de identificação no Brasil, nem em São Paulo, nem no Brasil, e nem no mundo. E também não é necessário. Daqui a pouco nós vamos ter uma nova situação, começa a chegar o vírus Influenza, e os quadros clínicos vão se misturar. Então não haverá esta possibilidade de identificação laboratorial através de aquilo que se dispor. Então o que vale? São essas medidas que estão sendo tomadas pelo estado e pelos municípios de contingenciamento e de ações práticas. A outra situação, [Ininteligível] um pouco a efetividade do controle em termos de você ficar tirando a temperatura de quem chega, de quem sai, porque esta doença é de transmissão, inclusive no período de incubação, onde o indivíduo não tem sintomas. Parece que ela vai se manifestar um pouco diferente de outros quadros virais, parece que ela é mais seca, que ela não tem fenômenos catarrais, tipo conjuntivite, aquela tosse produtiva, parece que é mais dor o trato respiratório alto, febre alta e indisposição, e o sinal de gravidade é insuficiência respiratória. Então abaixar um pouco a expectativa de identificação mundial do vírus, que isso não vai ocorrer.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor David Uip. Vamos agora ao SBT, Juliana Coleta. Está aqui, Juliana, onde você está, boa tarde, sua pergunta, por favor.

JULIANA, REPÓRTER: Boa tarde, governador só pedir para que o senhor responder bem rapidinho que nós estamos terminando o jornal e a gente está ao vivo lá na Baixada Santista, a respeito da Economia, lá nós temos agora a temporada de cruzeiros, como isso vai funcionar? Como esse controle vai ser feito? Que a gente sabe que inevitavelmente isso pode atingir esse setor também, né?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, a priori, não há nenhum motivo como vocês já observaram, para pânico ou decisões que desmotivem aglutinação ou viagem exceto aquelas para a China ou que sejam provinientes da China fora isso a recomendação da Anvisa, do Ministério da Saúde, e também corroborado pela secretaria da saúde do estado ao lado da secretaria municipais, manter essa tranquilidade e o campo de observação, nesse momento não há nenhum risco, nem para embarque nos cruzeiros marítimos em Santos na Baixada Santista e nem para o desembarque, nós não temos transatlânticos provenientes da China até o presente momento, então, não há nenhum risco nesse sentido, pelo menos no cenário de curto prazo. Ok? Você tinha mais alguma pergunta?

FALA1: Em relação à Campinas, também só aproveitar.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não.

JULIANA, REPÓRTER: Campinas nós temos o Aeroporto de Viracopos, não existe ali um voo direto da China, mas tem a questão das conexões, inclusive, foi dito que não existe um certo controle de saber de onde, onde o passageiro embarcou mas ele pode ter feito outras conexões e ter vindo da China, como é que isso vai haver uma mudança nisso, um controle maior nessas conexões?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou pedir ao secretário José Henrique Germann, e se precisar algum comentário do Dr. Davi Uip, nesse sentido, mas há controle sim eu queria mencionar que a Anac, também emitiu um boletim para as companhias áreas e isso já foi feito antes de ontem na quarta-feira para que se possa identificar claramente a proveniência de todos passageiros à bordo dos voos e isso também foi através da IATA, que é Associação Internacional das Transformadoras Aéreas também houve um boletim, ponto é mundial não é só uma decisão nacional para que todos os voos com conexão tenham identificação se há passageiros provenientes da China.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok, só para, Juliana, nesse sentido é o seguinte, o processo é identificar aquele, aquela pessoa, não vou chamar nem de paciente, mas aquela pessoa que está com sintoma, se não houver sintoma não existe a ser feito, então, comunicação que existe no voo é nesse sentido, se você estiver com esses sintomas, dor de garganta, febre, dificuldade, coisas do gênero, relacionado como uma gripo, então você tem que procurar o serviço de saúde, você quer complementar?

DAVI UIP, INFECTOLOGISTA: Eu acho que já foi dito, nós temos que ter cuidado com essa exigência de controle, porque é relativo mesmo porque muitos não vão ter sintomas e vão continuar transmitindo por um período que podem ir até 14 dias.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Obrigado Juliana pela pergunta. O próximo veículo de comunicação é Rádio Jovem Pan com Beatriz Manfredini. Beatriz, onde você está? Aqui de pé. Boa tarde.

BEATRIZ MANFREDINI, REPÓRTER RÁDIO JOVEM PAN: Boa tarde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado por ter vindo, sua pergunta.

BEATRIZ MANFREDINI, REPÓRTER RÁDIO JOVEM PAN: Obrigada. Eu queria entender para tentar esclarecer mais para os nossos ouvintes o momento certo de eu procurar esse atendimento, pode ser só com os primeiros sintomas de gripe comum, febre, tudo mais, corisa ou é necessário só esperar eu ter alguma dificuldade alguma coisa mais profunda. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou tomar liberdade e vou pedir ao Paulo para responder e comentário do Dr. Davi Uip, Paulo.

PAULO: O momento de procurar uma atenção é o momento em que as pessoas começam a sentir algum desconforto, elas vão procurar atenção para qualquer situação de saúde, agora especificamente para o corona, os critérios utilizados para se ter um caso suspeito requer ou febre, febre é necessária na maioria das situações, então se não houver febre não vai ser um caso suspeito, nós tivemos já algumas situações assim, tosse, corisa, falta de ar, não precisa ter os três, basta ter um, mas febre e ter hoje ter estado na China nos últimos 14 dias, se não estiver, não passou pela China não é um caso suspeito de acordo com os critérios usados hoje, esses critérios mudam porque depende de uma definição que se chama transmissão local, hoje até ontem só tínhamos transmissão local na China, a notícia que a gente tem hoje é de que foi identificado uma transmissão local nos Estados Unidos, então pode ser que nas próximos horas, de hoje pra amanhã esse critério de região de procedência mude.

DAVI UIP, INFECTOLOGISTA: Essa informação é fundamental porque se todo mundo que tiver febre procurar o serviço de saúde o serviço de saúde entra em pane, já aconteceu conosco na febre amarela você viveu bem o dia a dia, então, qual é o momento de alerta para o cidadão? Tossiu, espirrou, teve febre, não melhorou em 24 horas, a febre voltou ou ele apresenta sinais de desconforto respiratório, insuficiência respiratória, lábios roxos, ponta de orelha e nariz ele procura um serviço de saúde, ou quando ele se ele sentir desconfortável ou inseguro, mas calma em senão amanhã porque todo mundo, nós vamos entrar num período que isso vai acontecer, vai procurar unidades, um outro dado que eu acho fundamental, local de entrada do serviço de saúde não é Pronto Socorro de grande hospital, Pronto Socorro de grande hospital é para urgência levando em conta, secretário confirma isso, 81% de quem estava em Prontos Socorros de município do estado de São Paulo deveriam estar em outros locais, em ambulatórios e atenção primária, então, essa informação é fundamental para nós não termos uma corrida em busca de atendimento e isso não é bom para o serviço e nem para a população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: É importante, Beatriz, até a propósito dos ouvintes, internautas da Jovem Pan e os demais telespectadores, ouvintes, internautas, e leitores dos veículos de comunicação, quero ressaltar é muito importante uma comunicação precisa eu sou jornalista também, ajuda muito a melhorar a qualidade da informação a correta percepção e evitar o pânico numa situação como essa. O próximo veículo de comunicação o Jornal O Globo, jornalista Sílvia Amorim, sua pergunta por favor.

SILVA AMORIM, JORNAL O GLOBO: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Eu queria perguntar à prefeitura, primeiro se haverá algum esquema de horário especial de funcionamento das unidades se isso está previsto se há necessidade disso, para tentar exatamente, talvez atender enfim, as pessoas que possam se deslocar até elas com alguma suspeita e governador, especificamente sobre o estado, o governo abriu recentemente um escritório em Xangai e eu queria entender se diante dessa situação mundial e especificamente ali na China se existe alguma mudança de funcionamento, que orientação se tem para aquelas pessoas se o escritório será fechado temporariamente, enfim o que vai ser feito com esse escritório?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Sílvia pelas duas perguntas. Começo pela segunda e na sequência o secretário Edson Aparecido, Xangai, nós tratamos esse assunto ontem pela manhã, com o presidente da Investe São Paulo, Wilson Melo, com o nosso diretor do escritório em Xangai e a nossa decisão foi manter e preservar duas orientações, primeiro a orientação sanitária do governo de Xangai, Xangai não é um foco central do problema do coronavírus, ele está distante, está dentro de uma faixa ainda segura e a orientação das autoridades sanitárias em Xangai é manter a operação normal das suas atividades econômicas e de trabalho regularmente e a orientação também da Embaixada do Brasil que tem mantido comunicação com todos os setores operantes na China, empresas, instituições, organizações, além da Embaixada e do Consulado dentro da orientação da própria Anvisa e em comum acordo entre as autoridades chinesas, então, o escritório segue operando normal evidentemente com atenção conforme declarou Dr. Paulo a cada boletim quando ele for emitido, mas até o presente momento funcionamento normal. Vamos agora Edson Aparecido.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO: Funcionamento das unidades do município continuam funcionando normalmente, os únicos que funcionam 24 horas são as Amas 24 horas e as UPAs essas continuam funcionando 24 horas e UBS, no seu horário normal, então não tem mudança nenhuma.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado secretário, obrigado Silva, o próximo veículo é o jornal Folha de São Paulo, jornalista Mateus Moreira, Mateus, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MATEUS MOREIRA, REPÓRTER JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO: Boa tarde governador, boa tarde presentes. Gostaria de perguntar se existe algum plano dentro do eixo de comunicação para lidar com a possibilidade de discriminação racial com orientais e especificamente os chineses no estado e também nos municípios, a gente recebeu alguns relatos de pessoas com dificuldade para usar serviço de Uber ou táxi e também pessoas que receberam comunicados dos seus condomínios pedindo para que se isolassem dentro dos apartamentos caso tivessem voltado recentemente da China ou algum país asiático, essa é a minha pergunta, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Mateus. Eu vou dividir com o secretário José Henrique Germann, esse assunto foi debatido até há pouco na nossa reunião de secretariado com comentário Dr. Davi Uip. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não existe essa possibilidade de se discriminar as pessoas que vieram, passaram pela China, ou têm origem asiática pensar de modo geral, não existe isso, não tem nenhum respaldo do ponto de vista nem científico e nem social, obviamente que esses casos vão acontecer, o que depende de nós e a colaboração de vocês é extremamente importante, é no sentido de esclarecer de que isso não é desta maneira que vai ter que acontecer. Isso não pode propagar de uma forma errada, nós mesmo temos que ir corrigindo essas questões ao longo do tempo.

DAVID UIP, INFECTOLOGISTA: Até ondem no alerta mundial da ONU, há um quesito muito importante, que a OMIS vai ser referência para medidas exageradas. Então a OMIS vai controlar, e fizeram isso com uma técnica muito apurada, isso que você falou está acontecendo mesmo, e é um absurdo exagero. Então não tem nenhuma providência em relação. E quero reforçar um ponto, que neste momento o coronavírus é um problema da China, os outros países tem casos isolados e o Brasil nenhum. Então cada coisa é o seu tempo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Obrigado pela pergunta, Mateus. Obrigado pelas respostas. Vamos à penúltima intervenção de hoje, o jornalista Leandro Gouveia, da Rádio CBN. Leandro, boa tarde, sua pergunta, por favor.

LEANDRO GOUVEIA, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Boa tarde, governador. Eu perdi o comecinho da coletiva, que eu estava no ar, então peço desculpa se a pergunta já tiver sido respondida. Mas esse comitê estratégico ele vai funcionar em um local físico com pessoas trabalhando diariamente, vai ocorrer reuniões eventuais? Eu queria saber como é que vai funcionar. E se há preocupação com relação ao carnaval que está chegando, se há precedentes de infecção, de possibilidade de surto de outro tipo de doença em algum momento da história nessa época do ano? E o que foi feito nessa ocasião? Inclusive para o Influenza, que é uma doença que mata também, né?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Leandro, obrigado pelas perguntas, são pertinentes. Vou pedir ao secretário Germann e Edson Aparecido, com o comentário, mais uma vez, do David Uip. Eu quero esclarecer inclusive a importância de trazermos David Uip para este comitê, primeiro porque ele faz parte do conselho da Secretaria de Saúde do Estado, depois pela experiência tendo sido secretário de estado nesta área, em outras epidemias que já aconteceram aqui, que foram bem gerenciadas pela Secretaria de Saúde do estado, sob o comando do infectologista David Uip. E ademais, pela própria experiência também, como médico especialista nesta área. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: O início da comissão foi feito aqui no Palácio, nós fizemos a primeira reunião aqui no Palácio do governo. Todas as demais reuniões estão sendo feitas na Secretaria do Estado da Saúde. Para lá, as pessoas que não são da própria secretaria, têm se dirigido como a ANVISA, por exemplo, que pertence ao Governo Federal, à COFISA que pertence ao municipal, e todos os demais elementos que a gente tem utilizado para dar apoio a este comitê. É um comitê de emergência, como foi colocado, e ele também tem esse caráter como você colocou, de estratégias que nós vamos gradativamente junto com o Governo Federal, atacar um provável surto que possa estar acontecendo. Edson.

SECRETÁRIO DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, EDSON APARECIDO: Em relação ao carnaval, para você ter uma ideia, nós temos um plano estratégico de saúde para os oito dias de festividades do carnaval, portanto, a população vai ter acompanhamento em todos esses eventos, nós teremos tendas, profissionais, médicos, enfermeiros. Serão cerca de 100 pontos em toda a cidade. Para você ter uma ideia, o município estará disponibilizando só em termos de ambulância, 100 ambulâncias para estarem no carnaval. Então, portanto, a estrutura de saúde que nós teremos para esse grande evento está muito preparada para atender a população nesses oito dias.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Edson Aparecido. Doutor David Uip.

DAVID UIP, INFECTOLOGISTA: Nós temos experiência, 2002 nós vivemos o [Ininteligível], em 2012 H1N1, e eu quero lembrar que a partir de 1982 uma pandemia mundial, que no carnaval é muito perigosa, que é a AIDS, e a maior notícia é que nada mudou, as pessoas continuam se expondo e continuam se contaminando. E ainda adicionalmente uma epidemia mundial de sífilis. Então eu entendo que nós todos aqui desta mesa já passamos por tudo isso, que é bom, porque cria, não bom no sentido de ter tido, mas cria experiência, em uma hora dessas é uma resposta imediata como o estado de São Paulo e o município está fazendo. E quero lembrar também que há dois anos atrás, exatamente nessa data, nós tivemos um enorme problema com a Febre Amarela, e o estado se portou muito bem.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor David Uip. Antes da última pergunta, convidar o prefeito Bruno Covas, e os dois secretários, o secretário Germann, o secretário Edson Aparecido, e o doutor David Uip, nós vamos na sala externa ou interna, fazer a gravação para as redes sociais logo após a coletiva de imprensa. Vamos à última pergunta, do jornalista Giba Bergamim, da Rede Globo de televisão. Giba, obrigado pela presença, sua pergunta, por favor.

GIBA BERGAMIM, REPÓRTER: Obrigado, governador. Obrigado, a todos. Eu vou fazer uma pergunta em relação a esses casos suspeitos, eu vi aqui em um trecho do release que a investigação é feita pelas secretarias municipais com apoio do estado, tudo vai lá para o Instituto Adolfo Lutz. Qual que é o tempo agora para descartar ou não esses casos suspeitos? Porque eu estou vendo aqui que é uma análise que detecta o genoma do vírus por meio do PCR, o exame. Isso demora quanto tempo? Até quando a gente vai saber que esses casos suspeitos, que hoje são só três, vão ser descartados ou não? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Giba. Eu vou pedir a resposta ao doutor José Henrique Germann, secretário da Saúde, com o comentário do doutor Paulo Menezes.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: O exame é feito no laboratório do Emílio Ribas hoje, ele é um laboratório de saúde pública, como disse o doutor David, o que é necessário nessa questão do diagnóstico é saber qual é o caminho do vírus. E a questão de tratamento está muito relacionada à sintomatologia. O sistema que vai ser usado chama-se PCR, e ele dá uma resposta depois de iniciado o processo de coleta, chama-se SOAB, que nasal de orofaringe, de 72 horas. Aí você tem o diagnóstico.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CONTROLE DE DOENÇA DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE: Eu vou complementar dizendo que o nosso laboratório de saúde pública, como eu já comentei, é referência para toda região Centro-Oeste, e Rondônia, além do estado de São Paulo. Então a nossa resposta em termos de tempo é uma preocupação para toda essa região do país. Essa resposta depende de dois aspectos, o primeiro é a logística da amostra chegar no laboratório, essa logística já está completamente afinada com orientação do Ministério da Saúde, para que o transporte, a coleta do material e o transporte da amostra sejam feitos da forma mais rápida possível, tem uma empresa que vai fazer o transporte da amostra no máximo em 24 horas, a partir da coleta da amostra. Chegando no laboratório, o laboratório então ter que preparar essa amostra para o exame, e ele tem capacidade hoje de dar o resultado, aí sim, em até 72 horas, a partir da chegada da amostra no laboratório.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Paulo. Ao final dessa coletiva, mais uma vez o agradecimento da presença dos jornalistas aqui, cientistas e fotógrafos. Agradecer pelo bom desempenho, nós avaliamos isso na reunião que fizemos agora pouco à imprensa de São Paulo, que está mais próxima aqui, pela qualidade da notícia, e a informação ponderada, equilibrada e correta, sobretudo, no âmbito das mídias eletrônicas e de maior difusão. Isso é muito importante, uma informação com algum equívoco, pode gerar pânico, e gerando pânico, a demanda que foi observada pelo doutor Germann e pelo doutor David Uip, não há suporte no sistema público de saúde, nem municipal, nem estadual, a ponto de atender demandas que não necessitam desse tipo de atendimento na rede pública de saúde. Portanto, trabalho dos jornalistas em uma situação como essa é de fundamental importância, até aqui um excelente comportamento na qualidade da informação. Eu queria agradecer, como governador do estado de São Paulo. E aqui, há qualquer momento, sempre que necessário, nós emitiremos comunicados pela Secretaria de Saúde do estado de São Paulo, em conjunto ou não com a Secretaria Municipal de Saúde, normalmente elas serão feitas em conjunto, mas transparência, eficiência e rapidez nas informações. Muito obrigado, uma boa tarde, e um bom final de semana a todos. Aos que vão participar das redes sociais, saímos aqui pela porta ao lado. Obrigado.