Coletiva - Governo de SP apresenta programa de volta às aulas na rede estadual a 645 prefeitos 20211301

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Coletiva - Governo de SP apresenta programa de volta às aulas na rede estadual a 645 prefeitos 20211301

Local: Capital - Data: Janeiro 13/01/2021

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: O tema de hoje está ligado à educação, fundamental para todos nós, que somos pais, que temos filhos, filhos que há mais de 12 meses estão distantes das suas aulas, do ensino, dos seus professores, dos seus colegas, e que precisam, com critério, com segurança, com planejamento, retomarem as suas aulas. O Governo do Estado de São Paulo lança hoje aqui, diante todos que estão presentes e os que estão virtualmente nos acompanhando, o programa Conecta Educação, um investimento de R$ 1,5 bilhão, autorizado pelo nosso governo, num grande programa tecnológico para as escolas estaduais. São Paulo tem a maior rede pública da América Latina, uma das maiores redes públicas de ensino do mundo. São 5.100 escolas da rede pública de ensino, aqui no Estado de São Paulo. Nós autorizamos, com esse valor, a compra de 356 mil computadores. Repito, 356 mil computadores, entre notebooks e tablets, equipamentos para melhorar a conexão de internet nas escolas, para os professores e, evidentemente, com reflexo aos alunos da rede pública de ensino em São Paulo. É um grande passo que dá a educação de São Paulo, um sonho pessoal meu e do Rossieli Soares, que aqui está, de colocar a geração de alunos da rede pública de ensino, assim como seus professores, num mundo digital. E nesse sentido, a crise e a pandemia nos ajudaram a acelerar fortemente esse processo e antecipar etapas e colocar a conectividade no ensino em São Paulo. Também vamos distribuir, dentro deste mesmo investimento de R$ 1,5 bilhão, 750 mil chips de telefone celular, para alunos e professores navegarem gratuitamente na internet. Também dentro desse investimento, liberamos R$ 2.000 por professor para que cada professor possa adquirir o seu equipamento, o seu computador, o seu notebook, atingindo assim 161 mil notebooks, para que os professores possam estar integrados nesse programa do Conecta Educação, e se tornarem professores conectados. Tivemos inclusive o cuidado de negociar com fabricantes e com o próprio varejo, e o secretário Rossieli explicará isso, para assegurar que, com R$ 2.000, um professor da rede pública de ensino do Estado de São Paulo poderá comprar um notebook qualificado, para estar conectado. Educação do século XXI, tecnologia é fundamental, para crianças e jovens, e fundamental também para os professores estarem preparados, treinados e atualizados com a educação digital. Vencida essa pandemia, essa triste pandemia, que já levou a vida de 204 mil brasileiros, o país tem que fazer um mergulho profundo no apoio à educação das suas crianças e dos seus jovens, para formarmos uma geração poderosa de jovens capacitados a enfrentar os desafios de uma nova economia, a geração e ocupação de espaços na empregabilidade e no estímulo à atividade empreendedora. E assim faremos aqui em São Paulo. A segunda informação é que, nesta sexta-feira, depois de amanhã, o Governo do Estado de São Paulo anunciará uma nova reclassificação do Plano São Paulo, tomando como base, como referência, estudos que estão sendo finalizados pelo Centro de Contingência do Covid-19, que nós seguimos religiosamente, desde o dia 26 de fevereiro, quando tivemos o primeiro caso confirmado de uma pessoa que testou positivo para o Covid-19. Vamos agora ao tema da educação, com o ex-ministro da Educação e atual secretário da Educação do Governo do Estado de São Paulo, Rossieli Soares.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, boa tarde a todos. É um prazer muito grande estar aqui nesse momento tão importante, um anúncio tão importante para a educação. O Conecta Educação nasce com um dos maiores investimentos da história da educação em tecnologia, em suporte. Obviamente, acelerado pela pandemia, mas também olhando para o pós-pandemia. Pode passar. Primeiro que nós estamos aí há mais de 10 meses sem as aulas, com prejuízos que são incontáveis até o momento, especialmente do aspecto da educação. Já são perceptíveis inclusive em meio às famílias. E obviamente a rede tem buscado apresentar respostas mais ágeis para minimizar essas perdas. Então, a gente tem explorado primeiro o pilar das inovações tecnológicas para o ensino e aprendizagem, temos buscado novas possibilidades para os professores no uso de tecnologia e, obviamente, a melhoria da infraestrutura é importante. Se a gente avançou tanto nessa pandemia para o uso da tecnologia, na percepção da necessidade por parte da própria secretaria, dos profissionais, das escolas, não dá pra voltar pra escola e ela continuar sendo analógica. O passo precisa ser dado, importante, é esse investimento para que a escola seja transformada. Pode passar. E isso é muito importante, né? Em dezembro, como todos sabem, o governo publicou o decreto dando autorização para o retorno gradual seguro em todas as fases do Plano São Paulo, tornando a escola essencial, a educação essencial. Pode passar. E isso, é fundamental destacar, tendo limites de até 35% nas fases vermelha e laranja, de até 70% na fase amarela e de até 100% na fase verde. O 'até' é importante, porque pode ser, por exemplo, com um percentual menor, dependendo da condição da escola, da região e da decisão que o gestor, seja estadual, municipal ou da própria privada, tenha. Não pode ser superior a isto. Pode passar. Portanto, se a gente tem, obviamente, o desafio da pandemia, que já voltaremos em rodízio, especialmente no início das aulas, nós vamos funcionar independente da fase em até 35% dos nossos estudantes na rede estadual, nós temos, pelo outro lado, algo que é muito importante, que é a criação do nosso plano de inovação e tecnologia. Isso vem de uma política que eu tive oportunidade, governador, de estar lá no Ministério da Educação, criar a política de educação conectada, e um dos passos importantes é que cada um dos estados crie o seu plano de inovação, e São Paulo é o primeiro estado a ter criado seu plano de inovação, pensando num eixo que é a formação integral dos nossos estudantes, com a inclusão digital. Então, desde a base nacional até tudo que a gente faz com o estudante é importante. Lembrar que o Inova Educação, por exemplo, inclusive criou uma disciplina de tecnologia e inovação para todos os nossos alunos, desde o 6º ano. Um segundo eixo é promover a formação, não adianta ter tudo isso e não formarmos os nossos profissionais. O uso de recursos pedagógicos no eixo 3 é fundamental, ter o equilíbrio. Tem que ter a formação, tem que ter o recurso e, obviamente, o eixo 4 é prover equipamentos para as nossas redes. Não adianta ele ter a formação, ter o recurso, o aplicativo, e não ter o equipamento para utilizar a conectividade, a internet. E aqui como um quinto eixo que a gente está trazendo é, cada vez mais, olhar para a inovação, é dar possibilidade para esse aluno que está sonhando dentro da escola, nós estamos criando o centro de inovação da educação básica. Já criamos o primeiro, vamos criar mais 14 durante o ano de 2021, espalhando não só na capital, mas também levando para o interior. Pode passar. Então, em 2020, um investimento importante, desde o fim de 2019 até agora, o final de 2020, nós investimos R$ 700 milhões do PDDE de 2020, pago no final/início de 2020, e agora no final do ano nós pagamos para as escolas mais R$ 700 milhões. Esse dinheiro é o PDDE regular, é pra ele fazer a manutenção, as pequenas reformas. Nós já reformamos mais de 10 mil banheiros, por exemplo, com dinheiro do PDDE, já foram comprados outros materiais. O investimento, o valor médio de investimento para uma escola é de R$ 95 mil de custeio e R$ 39 mil de investimento. Isso dá R$ 1,4 bilhão já investidos em nossas escolas, com o PDDE regular. E o que a gente está falando aqui hoje é de mais recursos, com a tecnologia. Pode passar. Esses aqui são os investimentos nos principais itens. Notebooks, são os notebooks que a gente tem, 200 mil são uma espécie de notebook para sala de aula, onde o equipamento - vocês podem ver aqui à esquerda -, ele é mais resistente. Se o senhor me permitir, governador, até vou chegar próximo aqui para apontar rapidamente. Nós temos aqui um notebook que ele é mais próprio para uso da sala de aula propriamente dito, onde o equipamento é mais resistente, para quedas, por exemplo. Esse equipamento, são 200 mil: são 69 mil de equipamentos deste daqui, que vão servir, alguns para área administrativa e outros para área pedagógica, inclusive compondo uma parte do Novotec, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento; 87 mil desktops comprados para área administrativa e também área pedagógica; e mais os tablets para kit acessibilidade, onde todos os nossos alunos de baixa visão, por exemplo, terão acesso ao equipamento tecnológico para apoiar. Temos o kit robótica, nós temos a professora Débora [ininteligível] aqui, que é uma das grandes parceiras que nós temos na Secretaria, que é uma teacher [ininteligível], que trabalha com robótica a partir da sucata. Aqui tem inclusive alguns trabalhos do Willian, que foi aluno da Débora, que fez esse helicóptero. Estes materiais também são comprados, são R$ 26 milhões de investimento nisso. E aqui atrás nós temos a televisão, com pedestal, mais um kit, que é composto por câmera, microfone e outros itens, que terão em todas as nossas salas de aula, 100% das salas de aula do Estado de São Paulo serão aplicados, governador, com esse equipamento, trazendo algo que nós não temos no Estado de São Paulo e nem mesmo no Brasil. Pode passar. Além deste investimento aqui, que é de R$ 1,2 bilhão nos equipamentos, nós temos mais este investimento, que é para aumentar a conectividade. Eu queria cumprimentar aqui, agradecer a presença do presidente da Prodesp, o André, que tem sido parceiro em todas as aquisições e todos os processos, e um grande parceiro da Secretaria, que nós começamos, governador, com pouquíssimas escolas conectadas à fibra ótica. Hoje, nós temos mais de 4.300 escolas no estado conectadas à fibra ótica já, e vamos, a meta é chegarmos a todas as escolas até o final de 2021. Estamos naquelas agora que são as mais difíceis, por uma questão de territorialidade, mas com o nosso contrato avançando. Isso traz uma qualidade altíssima. Por isso que ali no equipamento nós temos 65 mil kits de wifi, para nossas escolas. Todas as nossas escolas terão um complemento ou o aumento do equipamento, porque muitas já têm, ou aquelas que não tem passarão a ter o wifi, com a internet, que está sendo melhorada. E além disso, o chip. São 500 mil chips para os alunos que mais precisam e 250 mil chips para os colaboradores da educação, que vão fazer trabalho de busca ativa, investimento pedagógico. É um investimento importante e não dá pra gente olhar pra trás, a gente precisa olhar pra frente, mesmo ao fim da pandemia, se deus quiser, em breve chegaremos a esse momento, nós teremos que ter, sim, o uso da tecnologia apoiando cada vez mais a educação. Pode passar. Aqui, só pra exemplificar, mostrei ali rapidamente, é o kit do Centro de Mídias. Esse kit estará em todas as salas de aula. O Centro de Mídias, para uso pedagógico, ele será mais uma opção de suporte ao professor, seja para ele projetar suas próprias aulas, seja para ele utilizar recursos da internet, mas é mais uma possibilidade que se abre para os nossos alunos. Uma parte disso será comprado, desse kit, com dinheiro do PDDE, que é além daquele recurso que anunciei. Ele está dentro do recurso de tecnologia, porque é um PDDE específico para apoio à tecnologia. Pode passar. As menores escolas vão ter computadores, dos notebooks, e as maiores escolas também, então tem uma proporcionalidade, uma razão entre o número de notebooks e o número de alunos, para que eles, obviamente, trabalhem. Nós vamos ter a melhor razão, proporção entre alunos e equipamentos. Isso é muito importante, é um dado muito forte, que nós passamos a ter um computador para cada 13 alunos. E quando você divide isso usando dentro dos turnos, todos os alunos poderão estar utilizando computadores durante a semana, no planejamento pedagógico da secretaria, dentro daquele kit, que é o carrinho, especialmente, que ele vai circulando a sala de aula, modernizando cada vez mais o conceito, não de laboratório fixo, mas de levar a tecnologia para dentro de todas as salas de aula. Pode passar. E aqui destacando a nossa parceria com o Novotec, como eu já comentei. São 3.000 notebooks básicos educacionais, exclusivamente para o Novotec, e mais 60 mil notebooks, que são aqueles que demonstrei à esquerda lá, que são para as áreas pedagógicas e uma parte para a área administrativa. Teremos notebooks, por exemplo, na sala dos professores, para apoiar os professores no uso do diário digital, no uso de tudo. Todas as salas de aula vão ter um notebook para suporte, para uso do equipamento, sem falar aqui num equipamento que ainda está financiado pelos professores do Professor Conectado. Pode passar. E aqui, concluindo, governador, o centro de mídias tem sido um grande transformador e eu queria dizer que todo nosso plano de inovação, a gente tem tido muito suporte de vários parceiros, em nome da Lucia [ininteligível], que está aqui hoje, e da Renilda Peres, que é a nossa chefe de gabinete, que coordena todas essas frentes pra gente na secretaria, a gente tem avançado muito olhando pra frente, não dá pra gente tirar o direito das nossas crianças crescerem conhecendo tecnologia, e o centro de mídias de São Paulo, que foi reconhecido pelo BID como uma das seis melhores iniciativas inovadoras em tempos de pandemia, neste ano, tem sido uma grande referência, e eu queria concluir agora, pode tirar a apresentação, e convidar pra rapidamente, a Bruna, que é a nossa coordenadora do centro de mídias na Secretaria de Educação, que está, nesse momento, no estúdio, nós estamos tendo aula para recuperação dos estudantes que mais precisam de apoio, durante todo mês de janeiro tem 150 mil alunos fazendo aula de recuperação e a Bruna tá lá com a professora Helen, no estúdio do centro de mídia e vai falar rapidamente sobre este investimento do centro de mídias e como tem funcionado. Bruna.

BRUNA, COORDENADORA DO CENTRO DE MÍDIAS DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador João Doria, boa tarde, secretário Rossieli, eu estou aqui, de um dos cinco estúdios do centro de mídias, como vocês podem ver, ele tá instalado aqui num auditório, pra garantir o distanciamento social, ao meu lado toda equipe técnica, que fica por trás das câmeras e, ali no fundo, tá acontecendo agora uma aula de matemática de recuperação. Essa aula, como o secretário já falou, ela é um apoio aos 150 mil estudantes que, desde o dia quatro de janeiro, estão presencialmente nas escolas pras atividades de recuperação. E aqui comigo, a professora Jenifer vai falar um pouquinho de como tem sido a experiência dela, atuando aqui no centro de mídias, e na expectativa da chegada dos equipamentos nas escolas.

JENIFER, PROFESSORA: Bruna, há oito anos eu trabalho na rede, na sala de aula, e no centro de mídias nós percebemos a necessidade, né, a importância da tecnologia na educação, pela primeira vez eu vejo chegar tantos equipamentos nas escolas, e isso é uma realização fundamental para o desenvolvimento e para o avanço do nosso processo de ensino, aprendizagem.

BRUNA, COORDENADORA DO CENTRO DE MÍDIAS DE SÃO PAULO: Obrigada, Jenifer. Obrigada, secretário, voltamos aí com vocês.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruna, obrigado, Jenifer. Governador, pra encerrar, apenas registrar que, realmente, não houve nenhum governo que tenha feito tanto investimento em tecnologia na Secretaria de Educação, voltada pra educação básica que, obviamente, é um grande avanço, parabéns, fico à disposição.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bom. Muito bem, bem apresentado, e muito interessante o link feito aqui com o centro de mídias da Secretaria da Educação, centro de mídias que está operando desde meados de abril deste ano, diante da pandemia, e que se tornou, como disse o Rossieli, uma referência no país e até internacionalmente pela inovação e sustentação do programa de educação no Estado de São Paulo durante os períodos de quarentena. Rossieli, parabéns, um orgulho ter você como secretário de educação do Estado de São Paulo. Vamos agora, voltando ao tema da saúde, com Jean Gorinchteyn, secretário da saúde do Estado de São Paulo e com a atualização também dos números. Com você, Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos, estamos na segunda semana epidemiológica do ano de 2021, continuamos em quarentena, tivemos, nas últimas horas, 15.227 novos casos, 323 óbitos, a média móvel de casos nos últimos cinco dias está acima de dez mil casos e de mortes acima de 200. Nós estamos com a média de internações superiores a 1.600 internações diárias, esses números, eles são semelhantes àqueles que nós tivemos no mês de agosto, quando ainda estávamos no pico da pandemia. Com relação a taxa de ocupação de leitos das unidades de terapia intensiva, hoje, no Estado de São Paulo, temos ocupação de 66,3% dos leitos e a grande São Paulo 67,7%, lembremos que no final de novembro tínhamos por volta de 40% da ocupação nos dois cenários. O Plano São Paulo, ele tem como prerrogativa intervenções com ações, tanto no que tange à incorporação de novos leitos de assistência às unidades de terapia intensiva, assim como as regressões das fases com reclassificações, todo esse mecanismo visa garantir assistência da população em cada uma das regiões de saúde do nosso estado, preservando assistência e, acima de tudo, a vida. Temos que proteger, dessa maneira, a nossa população, assim, atuações em horários, serviços, fazem com que as pessoas circulem menos e, assim, com elas, a circulação reduzida do vírus, o que vai impactar cada vez menos, principalmente naquela população vulnerável, os idosos, os portadores de doenças crônicas, que podem desenvolver formas graves e fatais. Estamos, portanto, atentos a todos os índices da saúde, continuamos alertando a todas as regiões que medidas sanitárias não apenas sejam seguidas, como intensificadas, afim que possamos garantir que todos possam estar livres do Covid no nosso meio. Próximo slide, por favor. Temos, hoje, no Estado de São Paulo, 1.577.119 casos, infelizmente 48.985 pessoas perderam as suas vidas. Próximo. Tivemos, como a taxa de casos, eu lembro que esse número de regressão, ele é um número ainda muito precoce, uma vez que nós estamos ainda na quarta-feira, nós ainda temos três dias de acomodação do número de dados, portanto, é capaz que até o final da semana tenhamos um incremento bastante significativo, como aquilo que foi dito no início da minha explanação. Próximo, por favor. O número de internações, um leve incremento, de 3,3% em relação ao mesmo período da semana anterior. Próximo. E os novos óbitos mostrando uma queda em relação a semana anterior. Nós temos que lembrar que na semana anterior nós tínhamos acabado um feriado bastante prolongado e isso pode ter aportado maior número de casos naquela ocasião, portanto, a despeito de quedas, nós estamos tendo revelações que número maiores estarão presentes, nós precisamos que toda a população esteja atenta e seguindo todos os rituais e normas sanitárias. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, os números atualizados, vou pedir agora o comentário, ainda neste tema, antes de abrir as perguntas, para o coordenador executivo, perdão, para o coordenador geral do centro de contingência, Dr. Paulo Menezes, que está aqui ao nosso lado, Dr. Paulo coordena reuniões praticamente diárias, são virtuais, com o centro de contingência do Covid-19, e este centro que nos atualiza e nos orienta também praticamente todos os dias. Por favor, Dr. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador, boa tarde a todos. Primeiro lugar, eu gostaria de agradecer ao governador pela sensibilidade e determinação de seguir, como sempre tem sido, as recomendações do centro de contingência desde o início da pandemia, e aqui, mais uma vez, nós ficamos muito satisfeitos de poder contribuir com o enfrentamento da pandemia, a situação é uma situação que nós já sabíamos que era preocupante, semana passada trabalhamos intensamente nos ajustes dos indicadores do Plano São Paulo pra classificação das diferentes regiões do estado, foi apresentado na sexta-feira, e já vínhamos trabalhando com aquela perspectiva, desde novembro nós assistimos a um crescimento progressivo de casos, internações e óbitos praticamente em todo o estado, tínhamos uma grande preocupação com o final do ano, com os feriados, com as aglomerações e agora, nesses últimos dias, como o governador falou, o centro de contingência acompanha diariamente a evolução dos indicadores e, nos últimos dias, nós observamos que continuamos com essa tendência e seria necessário antecipar aquela reclassificação que havia sido anunciada na sexta-feira para algumas regiões do estado, então, nós temos hoje uma situação que ainda não está definida, os números, a cada dias, eles contribuem pra saber como que as regiões vão estar na sexta-feira, e é necessário que todos contribuam pra que nós possamos seguir em frente nessa situação, acho que a semana passada e ontem o centro de contingência, assim como a comunidade científica e a maioria dos brasileiros ficaram muito felizes, satisfeitos de ver os resultados de eficácia da vacina do Butantan, que em breve vai estar disponível pra população, mas nós temos um longo trabalho pela frente ainda no enfrentamento da pandemia, por isso que na sexta-feira, uma das principais mensagens do centro de contingência foi de que cada um deve continuar fazendo o máximo pra se proteger e proteger os outros, foi nesse sentido que nós colocamos a recomendação do limite de horário, especialmente à noite, pra que as pessoas circulem, quando na fase amarela o limite de dez horas da noite, quando na fase laranja o limite de oito horas da noite, é fundamental que todos contribuam nesse sentido, e também durante o dia, só circulando quando for necessário, porque, dessa forma, inclusive, nós vamos contribuir pra que as nossas crianças e os nossos jovens possam ter um retorno seguro pras atividades nas escolas, essas crianças e jovens que já foram tão prejudicados pela pandemia. Então, é nesse sentido que o centro de contingência continua trabalhando e até sexta-feira teremos a situação mais clara, com os novos números, como o secretário Jean colocou, pra que possamos ter a situação definida na sexta-feira próxima. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Paulo Menezes, queria renovar o agradecimento a você e a todos os outros 19 membros do centro de contingência, todos são voluntários, ninguém recebe, todos se sacrificam, adicionando ao tempo que dedicam à academia, ou o tempo acadêmico, academia, que eu me refiro aqui, é na educação, nas universidades onde são professores, e também nos hospitais e nos seus consultórios, nas suas clínicas, para dedicarem conhecimento para salvar vidas de brasileiros em São Paulo, a você, Paulo Menezes, e aos membros do comitê que nos assistem aqui, neste momento, ou que terão a informação, mais uma vez, o nosso reconhecimento e o nosso muito obrigado. Vamos agora às perguntas, pela ordem vou dizer aqui os veículos que perguntarão hoje, CNN Brasil, Rede TV, TV Globo, Globo News, UOL, TV Cultura, o Portal IG, o SBT e temos um correspondente internacional, o Tiago Gabriel, da CGTV América, que concluirá as perguntas. Então, começamos com você, Tainá Falcão, boa tarde, obrigado pela sua presença, mais uma vez, sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Boa tarde, secretário Rossieli, minha pergunta é pro senhor, a respeito do posicionamento dos prefeitos do ABC paulista, do consórcio, eles já avisaram que não vão seguir a determinação estadual, a secretaria estadual soltou uma nota ontem informando, avaliando que não havia ainda um embasamento pra essa decisão dos prefeitos e falando, inclusive, numa possibilidade de acionar a justiça, aí eu queria entender se o senhor já abriu o diálogo com esses prefeitos e, eventualmente, outros prefeitos pra seguirem a determinação estadual, e se ainda acionar a justiça em que situação isso seria necessário?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Tainá. Vou pedir ao Rossieli Soares, nosso secretário da educação, que possa proceder a resposta. Obrigado, Tainá, apesar de uma ampla pergunta, ter se atido a uma pergunta, mas essa é a combinação, portanto, nenhum aparte em relação a sua pergunta e a elaboração dela ao secretário Rossieli Soares. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, Tainá, obrigado pela pergunta, ou pelas perguntas, primeiro, a gente tem mantido, sim, diálogo constante, nossas diretorias de ensino inclusive têm falado semanalmente, quase que diariamente com as secretarias municipais de educação, não só na região do ABC, como em todo o estado. Hoje mesmo eu, o governador e o secretário Vinholi estivemos com os prefeitos e secretários municipais de educação, em reunião pela manhã, tratando de um dos temas, a retomada das aulas. Então sim, estamos abertos, estou participando de várias reuniões pessoalmente com os consórcios, estado afora, para fazer a discussão. Então aberta à discussão nós estamos, agora, defendendo a posição muito clara de que a educação precisa ser prioridade. Quando o decreto estabelece, ele precisa, para eu ter inclusive algo para ser fechada a escola em qualquer lugar, precisa ter o decreto da autoridade municipal dizendo que vai fechar, o silêncio, ou simplesmente o falar um vídeo na internet, não fecha. Segundo, precisa ter a justificativa, e epidemiológica, dizer que vai esperar a vacinação, isso não é uma justificativa epidemiológica, porque senão nós teremos que fechar todos os demais setores que estão funcionando, e que são essenciais estarem abertos à sociedade. Segundo lugar, obviamente nós estamos fazendo a construção de eventualmente questionar na justiça, após uma eventual negativa, em um estudo que deve ser publicado do porquê está fechando. Então estamos sim abertos, e se for necessário, como disse, vamos judicializar. Não há motivo para eles autorizarem primeiro a iniciativa privada. Por que eles autorizaram, por exemplo, a iniciativa privada, e não as públicas na mesma data? Qual é a justificativa epidemiológica? Se vai esperar a vacina para um, vai esperar para o outro? Me parece muito mais de que talvez não estejam tão prontos assim, enquanto nós estamos prontos para o retorno.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Rossieli. Vou pedir também a intervenção, Tainá, do secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, no mesmo tema.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE: É importante registrar a volta às aulas, a prioridade com a educação. E hoje essa reunião mobilizatória com os prefeitos pela manhã, uma presença maciça dos prefeitos e seus secretários de Educação, com a presença do governador João Doria, justamente sobre esse tema. Eu já procurei o consórcio do ABC, nós vamos dialogar sobre a importância do retorno às aulas. E confiamos nesse convencimento para poder fazer a educação como uma prioridade também no ABC Paulista.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Tainá Falcão, da CNN Brasil, muito obrigado pela sua pergunta. Vamos agora à Rede TV, com a jornalista Carolina Riguengo. Carol, boa tarde, mais uma vez, obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

CAROLINA RIGUENGO, REPÓRTER: Olá, boa tarde, a todos. A minha pergunta vai para o doutor João Gabbardo. Doutor João, com a sua experiência no Governo Federal, no Ministério da Saúde, eu gostaria de saber se o senhor acredita que a ANVISA vai aprovar a Coronavac no domingo? Por favor. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, Carolina, demais pessoas que estão acompanhando a coletiva. Eu acredito, Carolina, que a ANVISA deva analisar tecnicamente o pedido de uso emergencial do Butantã, analisando fundamentalmente três aspectos, o primeiro aspecto seria o da segurança, a vacina está apresentando dados bastante sólidos, quanto à sua segurança. O segundo aspecto que deve ser analisado é a questão da eficácia da vacina, quanto à eficácia da vacina é importante nós, já que estamos sendo comparados com outras vacinas, é entender que as vacinas gênicas, Pfizer, Biotec, que são as que estão apresentando um percentual maior, elas foram suficientemente rápidas e efetivas em 95% dos casos, para que as pessoas tão longo entrem em contato com o vírus, possam reagir contra o vírus, e impedir a invasão do organismo por esses vírus. A vacina do Butantã ela foi suficientemente rápida e efetiva para que 50% das pessoas impeçam a invasão pelo vírus. Mas é importante salientar que as outras 50% das pessoas tiveram também uma resposta imunológica importantíssima, que impediu o aumento da destruição celular, e impediu o avanço dessa doença para as fases mais graves, para as situações em que poderia exigir atendimento médico em hospitais, em UTI, e inclusive em óbito. Então do ponto de vista de eficácia, ela mostra uma capacidade importante para reduzir os casos graves. E aí nós ficamos na questão da transmissibilidade, que é o terceiro ponto que eu imagino que a ANVISA vai analisar. Bom, mas uma vacina que tem uma eficácia de 50% poderia ter uma transmissibilidade mais baixa. Esse é um ponto que eu gostaria de destacar, as pessoas que mais transmitem, tem a maior capacidade de transmissão, são àquelas pessoas que tem os casos graves. E não é por outra razão que o pessoal da área da saúde tenha uma taxa tão elevada de contaminação. Quando nós impedirmos essas pessoas de chegarem nessa fase mais elevada, mais grave da doença, a vacina mesmo para aqueles 50% em que houve a evasão, mas que não houve a progressão da doença, nós vamos impedir a transmissibilidade desses casos. Eu ainda quero falar sobre a transmissibilidade mesmo nos casos leves. Os casos leves geralmente tem uma carga viral baixa, e carga viral baixa significa uma menor capacidade de transmissão da doença. Então mesmo naqueles pacientes que vacinados, que ainda tiveram sintomas leves, que tiveram a detecção, a presença do vírus nas suas secreções através do exame de RTPCR, eles podem, e isso deve ser avaliado e comprovado pelos pesquisadores, uma baixa capacidade de transmissibilidade. Portanto, eu acredito que ela também vai ser muito significativa, muito importante na redução da transmissibilidade. E aí por último fica faltando a análise da ANVISA, da questão da efetividade da vacina, que é muito mais do que a eficácia, é a capacidade que essa vacina tem de chegar nas pessoas. E isso entra em consideração a questão do custo, entra em relação a questão da logística, entra a questão da possibilidade da distribuição dessa vacina para todos os recantos do Brasil, e isso é muito importante. Tão importante, que se nós considerarmos o Reino Unido, o Reino Unido está vacinando há mais de 30 dias, quase 40 dias, o Reino Unido tem 50%, a população do Reino Unido é 50% maior do que a de São Paulo. Vacinou até ontem 2,400 milhões de pessoas, pela logística, pela dificuldade com a vacina que estão utilizando, 2,400 milhões São Paulo vai vacinar em quatro dias, contra 40 dias de vacinação no Reino Unido. E sabe por que nós podemos vacinar em quatro dias? Porque essa vacina nós conhecemos, essa vacina nós temos capacidade de distribuir rapidamente para todos os recantos do Brasil, essa vacina todo profissional da área da saúde sabe como utilizar, sabe como funciona, faz isso anualmente com as vacinas da Influenza. Então eu te respondo, eu não tenho nenhuma dúvida que a ANVISA vai autorizar o registro da vacina da Sinovac. Mas não vai ser só o Brasil, o mundo vai aprovar e o mundo vai registrar essa vacina, porque ela é segura, ela é eficaz, ela tem eficácia, ela tem efetividade, e vai ser muito importante também na redução da transmissibilidade da doença. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo. Vou tomar a liberdade, Carol, de pedir um breve comentário do doutor Dimas Covas, o presidente do Instituto Butantã, o homem que tem sido juntamente com a sua equipe, um defensor e um guerreiro, entorno da vacina do Butantan. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador. Ontem o assunto da eficácia dominou as mídias, da mesma forma que hoje aparece nas capas, na primeira página de praticamente todos os principais jornais do Brasil, jornais impressos. Eu acho que ainda não houve uma compreensão exata em relação à essa eficácia. Primeiro ponto, eficácia entre estudos diferentes não são comparáveis. Para compararmos nós teríamos que ter o mesmo desenho, a mesma população, esse é um ponto importante. Quando comparamos estudos assemelhados, a eficácia dessa vacina não é diferente de nenhuma outra vacina que já teve os seus resultados apresentados, então o doutor João fala da Pfizer, 94% de eficácia na população geral. Vacina Sinovac, na população geral na Turquia, 91% de eficácia. Não tem diferença estatisticamente entre 94% e 91%, populações assemelhadas, aí sim, comparáveis. Quando se fala que na população do nosso estudo foram utilizados profissionais de saúde, isso não foi feito por nenhuma outra vacina, e, portanto, essa eficácia não é comparável com nenhuma outra vacina. E mesmo a nossa população, quer dizer, extrapolar esses dados para a população brasileira não é correto, para eles serem extrapolados nós teríamos que admitir que todos os brasileiros trabalhassem na área da saúde, quer dizer, não é a verdade. Então veja, essa eficácia é a eficácia obtida na situação mais dramática de teste de uma vacina. Na população geral será muito superior à eficácia geral, será assemelhada a que foi feito lá na Turquia, será assemelhada ao que está sendo feito na Indonésia, inclusive a Indonésia autorizou hoje o uso emergencial. Então é preciso muita clareza para entender esse significado da eficácia, e essas comparações, que no meu modo de entender, são feitas, ok, as pessoas querem ter um número, mas elas não são corretas do ponto de vista da ciência. A interpretação é essa que eu estou dando, quer dizer, a vacina Sinovac é uma das melhores vacinas nesse momento, disponíveis no mundo, não é no Brasil não, no Brasil é a única. Portanto, só isso já colocaria aí a ANVISA na necessidade de aprovação rápida disso. Não tem motivo para não aprovar, a vacina está na prateleira, e nesse momento dói a mim, ver as vacinas na prateleira, nós precisamos tirar a vacina da prateleira e colocar as vacinas nos postos de vacinação e iniciar, de fato, a vacinação, é isso que nós precisamos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Mais uma vez, obrigado, João Gabbardo. Obrigado, Carolina Riguengo. Antes de passar à Adriana Perroni, da TV Globo, Globo News, que já pode se posicionar para a sua pergunta, eu queria aqui transmitir pessoalmente à família do ex-governador, ex-parlamentar, ex-prefeito eleito, reeleito de Goiânia, Maguito Vilela, os sinceros votos de pesar. Eu acompanhei o tratamento, longo tratamento de Maguito Vilela aqui no hospital em São Paulo, e fiquei muito triste essa manhã quando recebi a notícia do seu falecimento. Portanto, aos seus familiares a nossa solidariedade. E agora vamos à pergunta da TV Globo, Globo News, com você, Adriana Perroni, boa tarde. Obrigado pela presença. Sua pergunta, por favor.

ADRIANA PERRONI, REPÓRTER: Olá, boa tarde, a todos. A minha pergunta é para o secretário Rossieli. O senhor já abordou brevemente o que eu vou perguntar, na resposta para a minha colega, mas é muito mais no sentido de esclarecimento mesmo para quem está em casa. Se já existe um consenso entre os especialistas da área da saúde, de que as crianças não são os principais vetores do Coronavírus, e também existe aí um consenso entre os especialistas de educação, que o impacto é muito grave na aprendizagem, né? Com essas aulas remotas, e a gente sabe que nem todas as crianças conseguem inclusive participar dessas aulas remotas, gostaria que o senhor explicasse o porquê o governo do estado não determina a todos esses municípios o retorno às aulas presenciais. E o que de fato está sendo feito, que o senhor pontuasse o que está sendo feito, no sentido de convencimento mesmo, de convencer os prefeitos a retornarem com as aulas presenciais. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Adriana. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador. Obrigado, Adriana, pela pergunta. Primeiro, realmente há consenso de que as crianças, especialmente de zero a dez, especialmente da educação infantil, não são vetores de transmissão, isso no mundo inteiro. Por isso a OMS, UNICEF, ONU, todas estão recomendando a prioridade à volta às aulas. O centro de controle de doenças da Europa publicou essa semana lá, um outro estudo dizendo que a coisa menos eficaz no combate ao COVID-19 é fechar escola, muito antes é fechar bar, fechar tudo, a última coisa, se necessário, e isso são estudos do que já foi feito. Então, há consenso também sobre os prejuízos emocionais, e tudo isso. E há consenso da segurança. Nós mesmos aqui, desde o dia 8 de setembro, voltamos, não temos um caso de transmissão dentro das nossas escolas, pra não ficar falando de outros lugares. Temos buscado diálogo constantemente, desde o próprio diálogo com o nosso Centro de Contingência, com a área da saúde. Essa discussão não é feita isoladamente pela educação. Eu defendo, porque a área de educação precisa ser essencial sempre, em todos os momentos, mas isso tudo passou pelos nossos especialistas, com o Centro de Contingência, com os nossos médicos, que têm nos dado suporte na Secretaria, como o Dr. Vanderson, conjunto de pediatras, outros especialistas que têm trabalhado junto com a gente. Temos feito reuniões diuturnas, seja nós, da Secretaria, sejam as nossas equipes junto às secretarias municipais de Educação, promovido reuniões bilaterais com municípios ou reuniões diversas. Eu tenho ido ao interior, inclusive, para dialogar, tanto com a minha rede quanto, pessoalmente, com os prefeitos. Conversamos com os ex-prefeitos e agora estamos conversando com os novos prefeitos, foi o menor prazo de transição, isso dificultou bastante o diálogo, porque obviamente os prefeitos tinham muita coisa pra cuidar. E estamos, obviamente, explicando algumas coisas, como foi hoje na reunião dos prefeitos. Por exemplo: a rede municipal pode ter um calendário diferente do nosso. O começo de 1 de fevereiro é da rede estadual. É natural que a prefeitura tenha um outro calendário, seja porque assumiu agora e a prefeitura não tinha preparado tudo que precisa... Nós não defendemos a abertura de qualquer jeito. Se a escola não estiver preparada, ela não pode abrir. Mas isso não pode impedir que as demais abram, sejam as estaduais, sejam as públicas ou sejam as próprias municipais. Se não está preparada, que se prepare, priorizar isso, resolver aquilo que se precisa. Então, estamos explicando todos os fatores. O município pode começar dia 15 de fevereiro, 18 de fevereiro, não tem problema, isso é natural. Eles não têm 30 dias de férias, durante o ano letivo, no meio do ano, nós temos um break em abril, 15 dias em junho e mais um break em outubro. Então, obviamente, os calendários poderão ser distintos. E tudo isso está sendo tratado, dialogado, inclusive o secretário Vinholi tem me ajudado muito nessa missão, em conversas com os nossos prefeitos, especialmente com as secretarias municipais de Educação, e teremos outros tantos passos. Faremos [ininteligível] com os secretários municipais de Educação, para esclarecer dúvidas, e continuaremos com o apoio da área da saúde, como temos tido.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Rossieli. Adriana Perroni, da TV Globo, GloboNews, obrigado pela sua pergunta. Vamos agora ao Portal UOL, com Leonardo Martins. Leonardo, bem-vindo mais uma vez, boa tarde, a sua pergunta, por favor. Pode ajustar o microfone, se você quiser.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Há um consenso no Centro de Contingência de que o cenário da pandemia vai piorar nos próximos dias. A gente assiste os leitos enchendo cada vez mais e, ao mesmo tempo, a Secretaria fala na volta às aulas. Eu queria, a minha pergunta é se o governo vai garantir testes recorrentes e se haverá alguma mudança no programa de vacina, para os professores, que vão dar aula nas escolas. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Leonardo. Vamos dividir, Leonardo, a resposta à sua pergunta com o secretário Rossieli Soares e com o Dr. Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigado, Leonardo, pela pergunta. Primeiro, o plano foi pensado justamente para, mesmo na pior situação, mesmo se chegarmos à bandeira vermelha, que esperamos que não se chegue, seja regionalizada a decisão, não mais o estado como um todo. A educação trabalhou o ano de 2020 como sempre a totalidade do estado, agora a gente está olhando para cada uma das DRSs da área da saúde, e, se tiver na pior bandeira, a escola permanece aberta, especialmente para aqueles que mais precisam, como a gente tem funcionado desde 8 de setembro, com muito sucesso, onde quase 2 milhões de alunos passaram pelas nossas escolas, em mais de 2.000 escolas. Então, é sim... Agora, sempre atento, a todo instante estamos conversando com a área da saúde, para que todos os cuidados, todos os protocolos sejam, obviamente, cuidados, e isso vai ser importante. Em relação à vacina, obviamente a gente defende, sim, que a vacina para os professores seja uma prioridade. Agora, primeiro que o Governo Federal não providenciou aquilo que deveria, se não fosse o Governo do Estado nós não teríamos nem realmente o início de uma vacinação efetiva para o nosso país. Acho que precisa deixar claro isso. E isso acaba prejudicando. Se eu tenho menos vacina, eu preciso começar com aqueles que são mais atingidos. Nós paramos as escolas por que em março? Porque levaria risco às pessoas com mais de 60 anos. E são essas as pessoas que têm mais de 80%, 87%, posso estar errando aqui o percentual, mas é algo próximo disso, que estão falecendo. Ou seja, é elas que precisam receber, e os professores são prioridades para, logo após esses grupos, que são de maior risco, também serem contemplados, assim como outras funções são essenciais. Eu pergunto: Se você tiver alguém na sua família com mais de 60 anos e alguém de 23 anos, quem você vai vacinar primeiro? Certamente, e isso serve para todos nós, vamos começar vacinando por aquele que tem mais risco, ou seja, o meu pai, o seu pai, o seu avô, sua avó, e é para isso que a gente precisa olhar primeiro. É assim que a gente tem trabalhado em conjunto com a saúde e, assim que tivermos condição, sim, haverá prioridade para os professores também.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Leonardo, agora o Jean Gorinchteyn, e eu acabei de pedir aqui também pelo meu celular um comentário do Dr. Paulo Menezes, que é o coordenador do Centro de Contingência do Covid-19. Começando com Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Ao longo de todo o segundo semestre do ano passado, professores e alunos que frequentaram as escolas, eles eram acompanhados de forma aleatória nas testagens. Qualquer indivíduo, seja professor, seja algum trabalhador da área da educação, bem como qualquer aluno que tivesse qualquer sintoma, mesmo que sintomas brandos, leves, nariz entupido, dor de garganta, era encorajado a não estar se deslocando para as escolas e assim como fazer a testagem numa unidade de saúde. Dessa maneira, garantimos não somente a testagem, que é o que continuamos no trabalho desse ano, assim como criamos espaços de segurança dentro das escolas, com equipamentos, não apenas disponibilidade de face shield, não apenas máscaras, mas o álcool gel, a disponibilização de muito mais máscaras, inclusive, para os servidores e alunos, criando ali uma condição de absoluta segurança. O que nós não podemos é deixar com que essas crianças não estejam indo para as escolas, estejam indo para as ruas, se acomodando na casa de vizinhos, junto com outras crianças, porque aí sim existe uma prerrogativa de risco de contaminação, principalmente daqueles que passam a ser os mais vulneráveis, que são os avós, os tios, que acabam se responsabilizando por essas crianças. No que tange a questão relacionada à vacina, todos os critérios que estão sendo colocados, especialmente nesse primeiro momento como critério de faixa etária, vai incluir também grande parte desses profissionais da área da educação, inclusive os próprios professores, dando a segurança que eles estarão imunizados e não havendo o risco de desenvolverem formas graves e a morte. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Paulo Menezes, por favor.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Só queria acrescentar que, do ponto de vista da saúde, das evidências de saúde, desde o final do ano o Centro de Contingência avalia que a volta presencial controlada nas escolas é segura para as crianças e para todos que trabalham nas escolas. Nós apoiamos isso e eu queria reforçar que, além da questão da menor transmissibilidade das crianças até 10 anos, hoje nós temos todo um protocolo nas escolas, muito bem definido. O secretário Rossieli tem apresentado regularmente todas as ações, hoje tivemos mais uma, no sentido de que a escola seja um ambiente muito seguro para todos. Não é mais possível nós continuarmos a prejudicar nossas crianças. E eu vou reforçar aqui o recado para todos: Nós precisamos contribuir para que as crianças e jovens possam voltar a atividades presenciais, de acordo com o que está estabelecido no plano, se nós seguirmos as recomendações, seguirmos as recomendações de uso de máscara sempre que sairmos, de só sairmos quando há necessidade e, quando acabam as atividades para todos os setores, evitarmos de circular. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Menezes. O Rossieli, Leonardo, quer só complementar rapidamente a primeira parte da resposta que ele deu a você.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Na verdade até uma pergunta lá da Adriana, quando ela pergunta por que a gente não foi mais pra cima, por que o município pode ou não pode. Isso é uma decisão do STF, Adriana, que diz que os municípios podem ser mais restritivos, desde que, obviamente, justificados. Então o Governo do Estado transformou a educação em essencial, a partir do dia 17 de dezembro, com a publicação daquele decreto, e obviamente com todos os cuidados. Então agora... Mas o silencia do prefeito não pode fechar escolas, ele terá que publicar e dizer o porquê. E obviamente a gente vai estar observando as justificativas, porque não faz sentido você ter bar, você ter todas as aglomerações que acontecem e a escola, que é um ambiente seguro, no mundo inteiro, estar funcionando. Por que a escola particular pode e a pública não pode, se a gente está preparado, no caso das estaduais? Então é por isso que precisa ter uma justificativa, inclusive para que a gente possa dialogar, questionar e, em última instância, ir à Justiça.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Leonardo Martins, do Portal UOL, mais uma vez, obrigado. Vamos agora com a TV Cultura, com você, Adriana [ininteligível]. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. A minha pergunta é para o secretário Rossieli também. Foi falado aqui sobre esse retorno gradual das aulas presenciais, condicionado ao Plano São Paulo. Nós temos quatro regiões na fase laranja, com uma perspectiva aí de regressão, talvez, na próxima sexta-feira, e portanto mais regiões em que as aulas só vão poder ser retomadas presencialmente com 35% dos alunos, o que faz com que sobre um contingente grande de alunos, que vão ficar alguns dias sem ir pra escola. Minha pergunta é a seguinte: o que fica pra esses alunos, que vão continuar em casa? Nos dias em que eles vão continuar em casa, o que vai ser oferecido pra eles? Porque, dos equipamentos que eu vi aqui que vocês mostraram, só os chips de celular que vão poder ser, de fato, levados pra casa. Existe aí uma possibilidade de se estudar oferecer computadores para aqueles que não têm? Porque até os chips, às vezes, não são suficientes, tem mais de uma criança na casa e só tem um celular. Eu queria saber então o que vai ser oferecido para o aluno em casa.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Adriana. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigado, Adriana. Bom, primeiro, uma correção, Adriana: O retorno é de até, a frequência do aluno de até 35% no dia na escola, mas são 100% dos alunos retornando, em rodízio. Então, isso é muito importante, seja quando é o até 35% ou até 70%, ou qualquer outro percentual que a rede ou o município trabalhe, é para voltar todos os estudantes. Então, o aluno vai uma ou duas vezes, por exemplo, no caso mais restrito, ele vai uma ou duas vezes na escola, faz um acompanhamento, entrega materiais, recebe materiais, para que ele faça as atividades complementares ao que a gente está oferecendo na TV Cultura, junto com a TV Educação, no Centro de Mídias, que continuam, como a gente demonstrou aqui, e todos os materiais impressos, que serão entregues para o início do ano letivo. Nas duas primeiras semanas de fevereiro, nós já definimos que mesmo aquela que estiver no amarelo, no verde ou qualquer outra cor, nós vamos retornar no máximo com um terço dos alunos. Por quê? Porque a gente vai focar primeiro no acolhimento, na formação dos nossos estudantes, para que eles aprendam o comportamento e a própria escola vá continuar aprofundando nessa preparação. Nas últimas duas semanas de fevereiro, aí sim a gente vai para os percentuais diferenciados por região, de acordo com a classificação das cores. Nós vamos começar mais lentamente, justamente para preparar cada vez mais os nossos estudantes. Lembrando que a gente já tem 2 milhões de estudantes que já passaram, já conheceram muitos dos nossos protocolos, e tem funcionado nas nossas escolas. O que a gente vai ofertar não é o equipamento indo pra casa, porque o notebook, se ele não tiver uma wifi, não vai funcionar, porque ele não é preparado para o chip, ele é para outros formatos de funcionamento. E a escola estará aberta para ele usar esse equipamento. Uma das coisas que nós mais fizemos é: o aluno que não tinha condições ir para a escola, desde setembro, e assistir, e fazer toda a recuperação dentro da escola, num laboratório, por exemplo. Então, nós temos toda a capacidade do laboratório e mais todo esse investimento que está chegando nas nossas escolas para também atender dentro das escolas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli Soares, obrigado, Adriana [ininteligível]. Vamos agora ao Portal IG, com a jornalista Natália Fonseca. Natália, pode vir aqui ao microfone. Isso. Natália, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos, tudo bem? [ininteligível]

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pode ajustar, pode ajustar, depois ela pulveriza--

REPÓRTER: Agora foi. No fim de semana, o Dr. Dimas Covas, ele comentou numa entrevista que os efeitos mais expressivos da vacina na população, eles vão ser sentidos em maio, junho, mais pra frente. Eu entendo que essa é uma estimativa, mas minha dúvida é se o governo já pensa em ações específicas para esse período, em que uma parte da população pode achar que a pandemia acabou e que o distanciamento social é tão necessário quanto. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Natália. Vou pedir ao Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, pra responder, com comentários do Dr. Jean Gorinchteyn, que é médico infectologista e secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Natália, na verdade essa minha menção foi fruto de um estudo que nós já fizemos, comparando a disponibilidade de doses previstas para o Brasil, o ritmo da vacinação em função dos dados que já foram apresentados pelo PMI e há o impacto disso, né, na população em risco e, de fato, quer dizer, nós só vamos, começando agora em janeiro a vacinação, uma vacinação que tem ser muito rápida e abranger aí uma boa parcela, principalmente dos idosos com mais de 70 anos, e progressivamente incorporando as demais faixas, esse efeito só será, de fato, sentido, né, pela população, pelos índices, pelos números de óbitos, de internações, né, a partir de abril. Então, até abril, nós temos uma luta muito intensa contra a epidemia, nós temos que usar todas as armas que estão disponíveis, né, e aguardar esse efeito e, mais importante, pra que esse efeito seja perceptível a partir de abril, nós precisamos iniciar a vacinação em janeiro, o quanto antes, o quanto antes esse efeito será perceptível.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Agora, sim, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós temos que entender que a vacina que temos hoje disponível no Brasil, a do Butantan, ela tem um grande efeito de diminuir o impacto nas doenças na sua apresentação moderada e grave e também diminuindo o comprometimento do sistema de saúde, a ocupação dos leitos de UTI e das mortes, dessa maneira, nós entendemos que especialmente aquela população de idosos que correspondem a 77% daqueles que morrem em decorrência ao Covid, correspondem a somente 12% da nossa população, qual vai ser o resultado disso? O resultado é que daqui a três meses, se nós conseguirmos, sim, vacinar todo esse grupo, por isso precisamos que o Brasil tenha vacinas, o maior número de vacinas pra logo podermos imunizar este grupo, aí sim o primeiro impacto que nós identificaremos será na redução das formas graves, das internações hospitalares em UTI e seguidamente, ou sequencialmente teremos e começaremos a vacinar outras populações, outros grupos, especialmente aqueles com doenças crônicas e assim vai. Dessa maneira, nós vamos ter um impacto na transmissão de uma forma ainda muito tardia, muito possivelmente começando a ver a redução da contaminação das pessoas, da transmissão das pessoas possivelmente no final do ano. Então, nós temos hoje como medida cabal é impedir que as pessoas continuem morrendo, por isso a vacina e a vacinação, ela deve ser iniciada o mais rápido possível, e por outro lado continuamos e continuando todos com todas as medidas preventivas, fazendo com que as regras e ritos sanitários sejam atendidos, continuaremos seguindo todos esses rituais até o próximo ano, e todos devem ser encorajados a continuar nessa árdua e dura viagem que vamos completar um ano. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas, obrigado, Jean, obrigado, Natália. Vamos agora a penúltima pergunta de hoje, que é do SBT, com a jornalista Flávia Travassos, já ao microfone, Flávia, boa tarde, sua pergunta, por favor.

FLÁVIA TRAVASSOS, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos, hoje de manhã a gente estava escutando várias entrevistas de médicos infectologistas repercutindo o índice de eficácia divulgado ontem, todos que eu ouvi concordaram com o que o Dr. Jean falou ontem, de que a hora é trocar a vacina pela vacinação, é hora de se começar a vacinação, mas eles demonstraram uma preocupação muito grande aí exatamente com o que acabou de ser dito nessa demora pra diminuir o número de casos, isso deve acontecer daqui a meses, Dr. Jean falou agora no final do ano, e por quê? Porque, principalmente, quem está transmitindo o vírus, hoje, são os jovens, minha pergunta, governador, é se, com essa constatação, existe alguma possibilidade de se mudar essa prioridade, né, antecipar a vacinação dos jovens pra que se possa controlar um pouco mais essa transmissão, já que é esse grupo que tá transmitindo principalmente hoje?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Flávia, obrigado pela pergunta, eu vou começar a resposta, até como pai que sou de três adolescentes, mas vou compartilhar com o Dr. Dimas e com o Dr. Jean, se o Paulo Menezes desejar também com a sua intervenção. Nós temos que seguir o plano nacional de imunização, mas evidentemente, dado a circunstância e, sobretudo, à forma com que você ampara, isso pode ser revisto, isto é um fato real, e o nosso ponto de preocupação hoje, aqui no Governo de São Paulo, de acordo com o centro de contingência, aliás, Dr. Paulo Menezes tem falado isso sistematicamente, é prioritariamente com os jovens, pois eles estão, lamentavelmente, desobedecendo a orientação dada pela saúde, estão se reunindo, estão se aglomerando, muitos não usam máscara e estão se contagiando e levando o contágio pra suas casas, contagiando seus pais, seus avós e outros parentes, é uma situação diferenciada em relação a outras epidemias, todo sistema nacional de imunização, isso eu aprendi ao longo dos últimos três meses aqui com a equipe do Plano Estadual de Imunização de São Paulo, sempre funcionou muito bem, mas você tem razão mais uma vez, sempre funcionou muito bem diante de epidemias, hoje nós estamos diante de uma pandemia, que não víamos a mais de 100 anos, desde a gripe espanhola, não quero evidentemente aqui ocupar o espaço que cabe à ciência, mas, como pai que sou de adolescentes, eu tenho também esta mesma preocupação que você expressou aqui. Então, vamos agora ao Dimas, Jean e vou pedir ao Paulo também, Menezes, pra falar.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: Flávia, a sua pergunta oferece oportunidade de mais um esclarecimento, todas as vacinas que estão em uso nesse momento, nenhuma delas, né, tem efetividade contra transmissão do vírus, contra a infecção, quer dizer, isso ainda nós não temos essa demonstração, nós não sabemos em que valor isso pode acontecer, só vamos saber isso a hora que um grande número de pessoas estiverem vacinadas, e a gente possa acompanhar a evolução da curva epidemiológica, então, essa sensação que as pessoas têm de que tomar a vacina vai impedir a infecção, não é correta, quer dizer, as pessoas tomam a vacina pra se prevenir contra a doença, não contra a infecção, assim acontece com outras vacinas, a vacina da gripe é da mesma maneira, quer dizer, a pessoa pega o vírus da gripe, só que ela não fica doente, essa é a função da vacina, então, veja, nesse momento, por que o seu raciocínio estaria correto se nós tivéssemos uma vacina contra a infecção, né, quer dizer, vacinar aqueles que transmitem mais, portanto, eles não pegam o vírus, portanto, quebra a cadeia de transmissão, não, não é possível. Então, nós temos que olhar para a população que mais desenvolve doença grave e que mais risco de ir a óbito, de morrer, que são os idosos, né, os idosos e as pessoas com comorbidade, por isso essas pessoas são as primeiras da lista, da população geral, a ser submetida a vacinação, perfeito?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, vamos ouvir também agora o infectologista e secretário da saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, e na sequência Paulo Menezes.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: A eficácia que essa vacina trouxe para formas moderadas e graves e mortalidade chegou a 100%, a população mais vulnerável, a mais vulnerável, a que interna mais, 80% das internações são idosos nas unidades de terapia intensiva, 77% daqueles que morrem são pessoas acima de 60 anos, portanto, essa vacina é dirigida para essa população que mais desenvolve forma grave e que, infelizmente, mais morre, nós temos que proteger essa população, com relação aos jovens, e é o motivo pelo qual os jovens, simplesmente, se sentem menos intimidados, é porque a forma é leve, branda, como uma gripe, podendo comprometer talvez um pouquinho mais de dor no corpo, mas, de forma geral, tende a ser mais branda, isso faz com que essas pessoas saiam das suas casas de forma irresponsável, imaginando não tem problema se eu pegar, mas o grande problema é que elas voltam pras suas casas, elas entram em contato com os seus tios, avós, pessoas que têm problema na sua saúde e que, dessa forma...graves. Então, nós pedimos que as pessoas tenham essa responsabilidade, e principalmente os idosos, de eventualmente terem que usar máscara dentro das suas casas, para se proteger dos seus filhos. Eu ouvi há algumas semanas uma colocação perfeita de um colega meu, que dizia o seguinte: Antes, eu tinha medo de me contaminar lá fora, e aí eu me protegia. Hoje, com os meus filhos, eu tenho medo de me contaminar dentro da minha casa. Essa é a grande realidade, então muita atenção. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. E vamos, Flávia, agora, com Dr. Paulo Menezes. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Eu primeiro queria fazer um comentário sobre a questão dos jovens. Quando a gente fala que os jovens são os grandes transmissores, nós estamos falando principalmente dos adultos jovens. Vamos separar adultos jovens das crianças e dos adolescentes, que não contribuem para essa transmissão como essa outra faixa etária, que a gente tem visto que promove aglomerações, vão em festas. Também é uma contribuição importante dos adultos que circulam, porque têm que trabalhar, sair de casa todos os dias. Então, esse é um ponto. O outro é que a vacina, na medida em que a vacina, ela, focada nos grupos prioritários, ela tem um impacto de reduzir casos graves e internações e óbitos, ela vai ter um impacto importante nos indicadores utilizados no Plano São Paulo, de forma que as regiões vão progressivamente podendo avançar, do vermelho até o amarelo e, eventualmente, até o verde, mas sempre numa situação que eu vou chamar quarentena, no sentido de que teremos os protocolos, teremos as limitações, limitações de ocupação. Ou seja, essa população de jovens e adultos precisa continuar contribuindo com todas as medidas de proteção que a gente tem aqui reforçado insistentemente ao longo dos próximos meses, com certeza.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Menezes. Muito obrigado então, Flávia Travassos, do SBT. Estava tentando te localizar, agora já achei onde você está. Desculpe. E agora vamos para a última pergunta, que é online, é do Tiago Gabriel, correspondente no Brasil da China Global Television Network. Tiago, você já está em tela. Boa tarde, obrigado por estar participando mais uma vez da coletiva. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, a minha pergunta vai para o senhor, para saber como o senhor encarou pessoalmente os resultados apresentados ontem pela coletiva do Butantan, tendo em vista que foram menores do que os primeiros números. Como o senhor encarou pessoalmente? E também se o senhor acredita que isso pode dificultar de alguma forma, tornar mais desafiador a mobilização da população para buscar a vacina e, consequentemente, esse controle da pandemia, inclusive tendo em vista o que a gente tem visto de autoridades, desencorajando a vacinação e por aí vai. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tiago, vou dividir a resposta com o Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Não mudei minha posição, ao contrário, fortaleci a minha decisão em torno da vacina do Butantan e do apoio a todas as vacinas, seja a vacina do Butantan, seja Astrazenica, a Moderna, a Pfizer, todas elas que, evidentemente, aprovadas aqui no Brasil, possam ser aplicadas aos brasileiros. Todas as vacinas consideradas eficazes de acordo com os cientistas, que fazem depoimentos e que estudam o tema, são vacinas que atendem 50% ou mais da taxa de eficácia. Portanto, a vacina do Butantan atende plenamente, e atendendo plenamente ela deve ser colocada imediatamente após a aprovação da Anvisa para a vacinação dos brasileiros. E aproveito, Tiago, para dizer aqui, antes de passar a palavra ao Dr. Dimas Covas, para desejar, esperar que a Anvisa cumpra o seu dever científico, mas cumpra também o seu dever humanitário no próximo domingo, e libere as duas vacinas: a vacina da Astrazenica e a vacina do Butantan. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Governador, obrigado. A pergunta me dá a oportunidade de externar a minha opinião. Eu sou um cientista com mais de 30 anos de carreira, acredito que tenha até o respeito da comunidade científica nacional, internacional. Ontem, nós apresentamos um resultado excepcional, excepcional. Do ponto de vista da ciência, foi excepcional. E aí eu lembro aqui, por isso que eu mencionei a minha carreira de cientista, eu me recuso, me recuso a ser afetado por um mal que eu reputo fatal, que é a chamada síndrome do cientista tupiniquim envergonhado. Eu não sou, não quero ser e não me permito ser. Então a pesquisa que foi apresentada ontem, é preciso que as pessoas entendam a sua dimensão. É a melhor pesquisa de vacina para o Corona Vírus já apresentada até este momento. É a melhor pesquisa. Porque ela tem a melhor qualidade, o melhor planejamento, o maior desafio para uma vacina, o estudo mais econômico que foi feito, com menor número de voluntários e que deu uma resposta excepcional, excepcional. Volto a dizer: Essa vacina é uma das vacinas melhores que estão disponíveis no mundo, exatamente por essas características que eu disse aqui. Um desafio que nenhuma outra vacina enfrentou, nenhuma. Uma transparência que foi demonstrada ontem que nenhuma outra vacina apresentou. Então, governador, eu não sou um cientista tupiniquim envergonhado. Tenho enorme orgulho do trabalho que nós estamos fazendo no Butantan, tenho enorme orgulho das pessoas, dos centros de pesquisa, que se dedicaram a essa pesquisa, e volto a dizer: Uma das melhores vacinas disponíveis no mundo nesse momento é esta vacina, Sinovac-Butantan. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Dimas Covas. Tiago Gabriel, muito obrigado pela sua participação mais uma vez aqui conosco. Quero renovar o agradecimento aos jornalistas que aqui estão, aos cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, aos jornalistas que nos acompanham aqui online, em todo o Brasil, aos jornalistas também que fazem o acompanhamento via portal do Governo de São Paulo em outros países, obrigado por estarem nos acompanhando. Recomendo a todos que, por favor, continuem usando máscara, não participem de aglomerações, usem álcool em gel, sigam as orientações dos médicos e dos cientistas para se protegerem. Na próxima sexta-feira, no mesmo horário, às 12h45, teremos uma nova coletiva de imprensa, com transmissão de televisão e com a reclassificação do Plano São Paulo. Fiquem bem, fiquem protegidos, fiquem com Deus. Boa tarde.