Coletiva - Governo de SP apresenta proposta para criar Região Metropolitana de Jundiaí 20210608

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Coletiva - Governo de SP apresenta proposta para criar Região Metropolitana de Jundiaí 20210608

Local: Campinas – Data: Agosto 06/08/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nos jornalistas que fazem perguntas, o portal G1 e a TV TEM, que é a TV Globo aqui na região, o SBT de Sorocaba, a TVTEC, A Tribuna, de Jundiaí, e o jornal Folha de São Paulo. Qualquer dos que estão aqui à frente poderão responder também às perguntas de vocês. Vou apenas tomar a liberdade, pedir aos colegas que, por favor, dirijam apenas uma pergunta, porque assim todos terão a oportunidade de fazer as suas questões e nós poderemos liberá-los também e a todos os demais dentro do tempo. Então, começando com o Antônio Ferreira, do portal G1 e também da TV TEM, que é TV Globo, Antônio Ferreira. Obrigado pela sua presença. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

ANTÔNIO FERREIRA, REPÓRTER: Oi, governador. Muito boa tarde ao senhor. Boa tarde ao prefeito, aos demais componentes da mesa. Governador, eu queria que o senhor falasse da importância do estado dessa regionalização, transformar Jundiaí numa região metropolitana. A gente sabe que para sete cidades que compõem, né, essa nova região, isso é muito importante esse diálogo com o estado, mas em contrapartida o estado, como ele enxerga esse novo núcleo que está sendo formado, de forma que vocês pretendem agir aqui?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Antônio, vou tomar a liberdade dividir a resposta com o Luiz Fernando Machado, prefeito de Jundiaí, e que já comanda o aglomerado desta região e eu espero, embora seja uma decisão dos prefeitos, que possa liderar também a nova região metropolitana de Jundiaí. Com as sete cidades que já vão compor esta região, nós teremos uma oportunidade extraordinária de fortalecimento de políticas públicas, ordenando e planejando melhor políticas comuns na área de saúde, educação, habitação, segurança pública, cultura, desenvolvimento econômico e também a promoção social. O fato de termos também a região metropolitana de Jundiaí, isso fortalece também os investimentos do governo do estado de São Paulo e até mesmo do Governo Federal para a região como um todo, ou seja, mais recursos e mais bem aplicados. E, por fim, a possibilidade de gerar também financiamentos internacionais, do Banco Mundial, do BID, Banco Interamericano de Desenvolvimento e de outras fontes públicas ou privadas para financiar projetos comuns da região. É um ganho qualitativo de eficiência muito grande, sem contar a autoestima da população de sete cidades sob a liderança de Jundiaí, que agora passa, e muito em breve, após a aprovação na Assembleia Legislativa, isso ocorrerá ainda este ano, passa a ter também um motivo para ter mais orgulho das cidades e da região que já onde habitam e pela igual já têm um enorme orgulho. Eu queria também pedir um depoimento ao prefeito Luiz Fernando Machado.

LUIZ FERNANDO MACHADO, PREFEITO DE JUNDIAÍ: Antônio, bom dia. Dizer a você que o estado de São Paulo, com 645 municípios e 45 milhões de brasileiros, ele encontra o melhor cenário para investimentos regionalizados quando você distribui esses investimentos através de regiões administrativas. As políticas públicas de saneamento básico, de preservação dos rios, de preservação do meio ambiente, da segurança pública, todas essas políticas quando olhadas de maneira integrada pelas regiões, elas surtem um efeito muito mais racional. Então, entendo que a racionalidade de um bom planejamento do gestor público que é o João Doria nos permitiu ter essa visão, que entre Campinas e São Paulo há uma outra região metropolitana que tem o seu protagonismo individual, mas respeitando sobre esses investimentos, que cada vez mais serão regionalizados. Um exemplo é o marco regulatório do saneamento, onde você a política de estímulo ao investimento regionalizado. Então, eu entendo que o governo do estado de São Paulo novamente acerta quando cria esse modelo de centralizo descentralização das regiões administrativas do estado e fortalecem aquelas que estão quebradas e têm capacidade econômica e protagonismo próprio.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Luiz Fernando. Antônio, muito obrigado pelas perguntas. Agora, vamos ao Basílio Magno, do SBT de Sorocaba. O Basílio já com o microfone, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

BASÍLIO MAGNO, REPÓRTER: do SBT de Sorocaba Boa tarde, governador. Boa tarde, prefeito Luiz Fernando e a todos. Governador, quero saber como é que está aquela situação do envio das vacinas por parte do Ministério da Saúde que o estado falou que é tarde, né? O senhor acredita que vai atrasar mesmo a vacinação do público adolescente? E queria que o senhor com uma outra pergunta aqui, bem rápido, governador, o que senhor achou com a declaração do presidente Jair Bolsonaro que falou em usar armas, né, em resposta a STF, que abriu um inquérito, o TSE, no caso, abriu um inquérito para investigar ele sobre os ataques às eleições?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Basílio, vou só tomar a liberdade responder olhando para sua câmera, até para facilitar a sua edição, é cacoete de quem veio da televisão.

BASÍLIO MAGNO, REPÓRTER: Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Em relação às vacinas, nós já dialogamos novamente com o Ministério da Saúde, hoje neste exato momento o secretário da Saúde do estado de São Paulo, Jean Goldstein, está em Brasília para uma reunião com o Ministério da Saúde, Marcelo Queiroga, com o objetivo de restabelecer o equilíbrio e o proporcionalidade na distribuição de vacinas para São Paulo, sobretudo, a vacina da Pfizer, há uma déficit de 220 mil doses dessa vacina que deverão ser incorporados na proporcionalidade para o uso na vacinação aqui em São Paulo, porém, isto não altera o calendário de vacinação e nem, tão pouco, o calendário de vacinação de adolescentes, que continua programado para o próximo dia 18 de agosto. Dia 18 de agosto começaremos a vacinar em todo a estado de São Paulo jovens na faixa de 17 e 16 anos. Faremos por etapas e por faixas etárias até para evitar aglomerações e facilitar também a ordenação da própria popular aço e planejamento vacinal. Todos a municípios, todos os profissionais de saúde e dos familiares e dos próprios jovens. Em relação a mais um flerte com o presidente Jair Bolsonaro com regime autoritário, com ditadura, com armas e com a ameaças, eu quero, como governador do estado de São Paulo dizer que deplorável um presidente que mais uma vez ameaça a Suprema Corte do país e ameaça o país, com procedimentos antidemocráticos, com frases inadequadas e com esse flerte com o autoritarismo. Mas quero também dizer a este presidente que prefere flertar com armas, com botas, e com a ditadura, que o povo brasileiro não permitirá, aqui é uma democracia, aqui a democracia será preservada e será defendida pela população nas ruas, na existência, e na lei. Obrigado, Basílio. Agora vamos ao Rafael do Santos, da TVTEC. Boa tarde, Rafael.

RAFAEL DO SANTOS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, prefeito Luiz Fernando. Aos demais prefeitos e a todos que estão aqui presentes. Eu tenha uma pergunta voltada aqui à cidade de junto ou. Hoje a gente fala muito sobre a questão da saúde, que é o carro-chefe aí em todos os setores, né? Jundiaí hoje tem o hospital São Vicente de Paulo, que entende praticamente toda a região de Jundiaí, não só ao município, mas também às cidades que fazem parte do aglomerado urbano. Com a criação da região metropolitana de Jundiaí, quais os benefícios que a cidade terá com relação a isso? Como será esse investimento voltado à questão da saúde aqui no município. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Interessante a sua pergunta, Rafael. Obrigado. Vou dirigi-la ao prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado.

LUIZ FERNANDO MACHADO, PREFEITO DE JUNDIAÍ: A medida, ela é extremamente positiva quando ela entende que a região Jundiaí faz parte de um mesmo sistema. A nossa autonomia dá exemplo claro, após a consolidação da região metropolitana de Jundiaí, nós vamos buscar a sede de uma farmácia de alto custo, para que não tenha que se remeter a Campinas a medicação e que essa medicação volte a Jundiaí. Isso é um aspecto exclusivo da região metropolitana. Então, esse é um desejo nosso. Eu quero aqui ressaltar que este ano, o governador João Doria e o vice-governador Rodrigo Garcia já autorizaram recursos para o Hospital São Vicente, que são suplementares. Então, além dos recursos comumente repassados nós recebemos mais 20 milhões de reais para o auxílio do custeio desse sistema. Eu entendo claramente, Rafael, que o grande ativo que tem a nossa região metropolitana na área de saúde é perceber que é possível se fazer através de um sistema de saúde a integração com a baixa, média e alta complexidade. Então, esse fortalecimento já existe, o exemplo da farmácia de alto custo é o único entre muitos outros. Então, não tenho dúvida que é um grande, mas é um grande ativo para nossa região nos transformarmos em região metropolitana de Jundiaí.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Bem respondido. Obrigado, prefeito. Emerson, muito obrigado. Agora, vamos à última... perdão, Rafael, muito obrigado. Perdão. Agora, sim, ao Emerson Leite, da A Tribuna, de Jundiaí, é a penúltima intervenção de hoje. Emerson, boa tarde.

EMERSON, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Tudo bem.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tudo ótimo.

EMERSON, REPÓRTER: Boa tarde, prefeito, primeira-dama e a todos da mesa. Sempre foi a sonho do jundiaiense, que quem mora em Jundiaí, se desvincular de Campinas, e nada contra o município, mas é a questão administrativa, né? A gente viu isso de perto em relação ao Plano São Paulo contra o coronavírus. No governo do senhor isso vai ser efetividade pelo que a gente ouviu aqui, senhor deu certeza disso em relação à Alesp. De forma prática, o que isso muda na vida da população da região metropolitana de Jundiaí? As passamos, um exemplo, as passagens do transporte intermunicipal, elas podem ser reduzidas? Quais são os exemplos práticos que o senhor pode dar? Eu sei que o senhor pediu para fazer uma pergunta só, mas, até aproveitando o gancho do vice-prefeito Gustavo Marinelli, na questão de Itatiba e a presença do prefeito também, o Tomás. Cabe mais Itatiba aí nessa região metropolitana, governador? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Emerson. Eu vou evidentemente dividir a resposta com o prefeito Luiz Fernando Machado e com o Gustavo Martinelli, mas eu vou só introduzir. Sim, a região metropolitana de Jundiaí representa um ganho, não apenas emocional, afetivo da população que reside nesta região, na sete cidades que neste momento vão compor a região metropolitana de Jundiaí, mas também a efetividade no financiamento público, estadual e federal para programas de habitação, de proteção ambiental, de saneamento, de saúde, programas também de educação, de segurança pública, de cultura, de lazer, de esportes, programa de recuperação urbana e recuperação rural, implementação de rodovias ou a recuperação de rodovias, sejam vicinais, sejam as SPs, traz um ganho qualitativo extraordinário e uma melhor ordenação do investimento público. O investimento, você consegue economizar e potencializar, ou seja, dar mais eficiência ao investimento público estadual ou federal. E, por outro lado, a lembrança que já fiz aqui que nós temos a possibilidade de ter financiamentos internacionais do Banco Mundial, do BID, Banco Interamericano de Desenvolvimento e até de outros organismos internacionais, através do consórcio, mas fundamentado na região metropolitana de Jundiaí. Luiz Fernando.

LUIZ FERNANDO MACHADO, PREFEITO DE JUNDIAÍ: Boa a sua pergunta. Acho que o primeiro aspecto é a autonomia com relação às demais regiões administrativas, especialmente São Paulo e Campinas. E no segundo ponto, há de perceber que toda política moderna que seja de financiamento internacional ou até mesmo do governo do estado de São Paulo, ela tem focado no aspecto da regionalização. Quando se faz a despoluição de um rio, ele necessariamente não está exclusivamente na dinâmica geográfica de um município, ele está em diversos municípios. Então, quando as cidades passam a ser olhada de maneira conjunta você estrutura um investimento público melhor, na área de mobilidade, da área de transporte, na área de segurança, na área que eu já me referi de meio ambiente. E com relação a um exemplo prático, além da farmácia de alto custo, à medida que a região metropolitana se consolida, a possibilidade de a cidade poder ter, como disse aqui o nosso deputado, delegado Olim, um Deinter, um departamento do interior da Polícia Civil, ou até um comando de batalhão, que seja, local da Polícia Militar, assim como ações da divisão regimental de saúde que podem também ser descredenciadas para a nossa região administrativa. E com relação ao prefeito de Itatiba, a cidade de Itatiba, eu concordo absolutamente que se o estado, através com os estudos do Marco Campagnolli, entender que é possível desvincular Itatiba da região metropolitana de Campinas e trazê-la até pela proximidade geográfica, para a região metropolitana de Jundiaí, que se um ganho enorme. Mas naturalmente, esse não é uma discussão de natureza política, é de natureza técnica e administrativa, que ficará sob a responsabilidade do Marco Campagnolli poder consolidar ou não a medida.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gustavo Martinelli.

GUSTAVO MARTINELLI, VICE-PREFEITO DE JUNDIAÍ: Bom dia, imprensa. Eu passo aqui, governador, a bola para o prefeito de Itatiba, para ver se ele aceita o convite.

THOMAS CAPELLETO, PREFEITO DE ITATIBA: Obrigado, governador, Marco Vinholi, prefeito Luiz Fernando, para Itatiba é uma satisfação fazer parte desse centro metropolitano. Nós estamos a 17 quilômetros de Jundiaí, praticamente a gente divide as cidades, e, obviamente, se for possível, para nós isso vai ser de grande satisfação estar junto aqui com essa região, uma vez que nós estamos muito próximos e nós vivemos muito em Jundiaí, e Jundiaí muito próximo de nós também. Em rodovia duplicada, a distância é curta. Acho que vai ser de muito bom grado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Emerson, três para responder a sua pergunta, quarto, aliás. Então, parabéns. Uma pergunta mais bem respondida e direto da fonte também, essa é a outra vantagem para um bom jornalista é ouvir direto da fonte ou das fontes, né? Especialmente o Thomás que é o prefeito de Itatiba. Bem, nós vamos agora para a última pergunta do Fábio Pescarini, da Folha de São Paulo. Fábio, boa tarde. Bem-vindo. Sua pergunta, por favor.

FÁBIO PESCARINI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Eu ia perguntar sobre o impasse das vacinas da Pfizer para os adolescentes, mas o senhor confirma, então, o calendário está mantido com o início do dia 18. Então, aproveito, já que o senhor respondeu essa pergunta, fazer mais uma, o senhor disse na relação do presidente, máscaras que nos chamou de maricas. Recentemente o senhor disse que o presidente não pagou as multas pelo não uso de máscaras em eventos aqui em São Paulo e que o senhor iria colocá-lo na dívida ativa do estado. Eu queria saber se o presidente está com o nome sujo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: O presidente está com o nome sujo faz tempo, pergunte os 561 mil mortos... às famílias de 561 mil mortos o que eles acham do presidente negacionista Jair Messias 'da morte' Bolsonaro. Agora, aqui ele recebeu duas multas, as duas vão para a dívida ativa, tem um procedimento do tempo para recurso, na primeira ele não recorreu, portanto, já perdeu e vai para a dívida ativa e a segunda também. Só que a segunda multa, isso é um detalhe que pouca a gente observou, não será multa de 520 reais, será multa de 190 mil reais, porque ele não só participou como promoveu e criou aglomerações de pessoas sem a recomendação da obediência ao código sanitário do estado de São Paulo, que era do uso de máscara. Então, errou duas vezes. Pode recorrer, ele tem esse direito, se não recorrer ele já também vai para a dívida ativa e nós teremos um presidente, pela primeira vez na história, com ficha suja no Serasa. Então, isso é mais uma contribuição de São Paulo a um presidente que se sente onipresente e acima da lei e da ordem. Em São Paulo a lei é feita para todos. Muito bem. Fábio, muito obrigado. Queria agradecer ao Fábio, Emerson, Rafael, Basílio e Antônio, e aos demais jornalistas, meus colegas que também aqui estiveram. Bom almoço para vocês. Bom final de semana. Meus colegas também cinegrafistas, e fotógrafos, muitíssimo obrigado e aos amigos que estão aqui à mesa também, muito grato. Pessoal de apoio também, pessoal da técnica, pessoal do som, vídeo, muito obrigado. E todo o time aqui desse maravilhoso teatro que nos recebeu nesta manhã e início de tarde também. Viva Jundiaí. Tchau, pessoal. Obrigado.