Coletiva - Governo de SP assina contrato de concessão da Usina São Paulo, no Rio Pinheiros 20201211

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Coletiva - Governo de SP assina contrato de concessão da Usina São Paulo, no Rio Pinheiros 20201211

Local: Capital - Data: Novembro 12/11/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Muito obrigado pela presença dos jornalistas, cientistas, fotógrafos, em mais uma coletiva de imprensa aqui na sede do governo de São Paulo. Obrigado também aos participantes que aqui estão, respectivamente Marcos Penido, secretário de Meio Ambiente e Infraestrutura; Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde; Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico; Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional; Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã; José Osmar Medina, coordenador do centro de contingência do COVID-19; João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência; Márcio Rea, presidente da EMAE; e também, como nosso convidado especial no dia de hoje, a presença do Rodrigo Bonadia, presidente do Consórcio Usina São Paulo. E daqui a pouquinho, estará aqui conosco, ao meu lado, o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas. Como todos sabem, o Bruno está terminando nesse momento mais um debate eleitoral, ao término ele estará aqui participando da coletiva ao nosso lado. Aos que estão nos assistindo ao vivo em todo o estado de São Paulo, pela TV Cultura, boa tarde, obrigado por estarem acompanhando também as informações do governo do estado de São Paulo, sobre a COVID-19, as medidas preventivas, e ações conjuntas que o estado de São Paulo, a prefeitura da capital de São Paulo, e os demais municípios estão adotando para proteger a vida dos brasileiros de São Paulo. Na mensagem de hoje eu quero registrar a minha solidariedade, os meus sentimentos a todos os familiares e amigos dos que perderam as suas vidas para a COVID-19, 163.456 brasileiros, dos quais, 40 mil em São Paulo, perderam a vida para a COVID-19. E toda vida importa. Faço uma menção especial aos familiares dos profissionais de saúde que faleceram em decorrência da COVID-19, esses profissionais ajudaram a salvar vidas, e infelizmente perderam as suas vidas. Lembro que em São Paulo conseguimos dar atendimento adequado a todos que procuraram serviços públicos de saúde em qualquer parte do nosso estado, e assim continuará. São Paulo não deixou, não deixa e não deixará ninguém para trás. Mas precisamos seguir, e aí eu queria fazer um alerta a você que está nos assistindo aqui ao vivo, e pedir o apoio dos jornalistas que aqui estão comparecendo, desde o início da pandemia no dia 26 de fevereiro deste ano. É muito importante que os meios de comunicação, que tem contribuído de forma decisiva para a orientação, o esclarecimento e a informação correta para a população, que nos ajudem a orientar esta mesma população a adotar as medidas de cautela neste período que se aproxima das festas de final de ano. Nós não podemos descuidar das medidas de cautela, sob risco de termos em São Paulo e no Brasil, uma nova onda da COVID-19, e é tudo que nós não queremos. Isso depende de nós, depende de você que está nos assistindo, depende dos jornalistas que estão ajudando a veicular uma mensagem correta, para que as pessoas continuem usando máscara, continuem fazendo distanciamento social, não façam aglomerações, em hipótese alguma. Usem álcool em gel, lavem as suas mãos, tenham os hábitos corretos, segundo orientação que todos já conhecem. Nós temos sim uma preocupação neste final de ano para evitar aglomerações, sejam em praias, parques, calçadões, centros de esportes, festividades, e até mesmo reuniões de família. E neste domingo temos eleições em todo o país, e obviamente nos 645 municípios aqui do estado de São Paulo. Por favor, você que vai votar, fazer o exercício da democracia, leve a sua máscara, leve o seu tubinho de álcool em gel, leve a sua caneta, você não vota com a sua caneta, mas assina o protocolo da sua votação na zona eleitoral onde você faz e digita o seu voto, mas você precisará assinar. Portanto, leve uma caneta com você, porque isso evita que uma outra caneta seja manipulada por mais de uma pessoa. Peço também aos pais, principalmente às mães, e às avós, que orientem seus filhos, seus maridos, seus irmãos, e seus amigos, para as medidas preventivas, no caso de São Paulo nós estamos vencendo a COVID-19, até aqui, senhor pretendemos continuar nessa trajetória vitoriosa. Mas para isso dependemos das pessoas, dependemos deste cuidado e desse zelo das pessoas para o uso da máscara, à não aglomeração, e a utilização de álcool em gel. Todos preservem as suas vidas, eu tenho certeza que independentemente da sua religião, todos são a favor da vida, ninguém comemora a morte, ninguém em sã consciência e sanidade celebrar a morte. Portanto, vamos comemorar a vida nos protegendo, usando máscara, não participando de aglomerações, e utilizando a higiene das nossas mãos constantemente. Temo duas informações muito importante para oferecer a todos no dia de hoje, aos jornalistas que aqui estão, aos que estão virtualmente nos acompanhando neste momento, a quem também agradeço, e a população que nos acompanha pelas imagens da TV Cultura em todo o estado de São Paulo. A primeira grande informação ela será detalhada aqui pelo prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, mas como nós, governo do estado e prefeitura, somos parceiros nessa iniciativa, eu tenho o orgulho de revelar, com o Bruno Covas, que estará dentro de poucos minutos aqui conosco, que a Fórmula 1 acaba de renovar o seu contrato para realização do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, até 2025. O Autódromo Internacional de Interlagos foi confirmado como sede do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, nos próximos cinco anos. O contrato será assinado pelo prefeito Bruno Covas, e a Liberty Media, detentora dos direitos mundiais da Fórmula 1. É uma grande vitória para a cidade de São Paulo, uma grande vitória para o estado de São Paulo, e uma grande vitória para o Brasil. Mas quero aqui, com satisfação e orgulho, dizer, uma grande vitória para São Paulo, a vitória do bom-senso, do equilíbrio, a vitória determinada por um trabalho competente, realizado pelo Bruno Covas e a sua equipe na Prefeitura de São Paulo, com o apoio do governo do estado. Os entendimentos que mantivemos desde o ano passado, com a Liberty Média, foram feitas com base em instrumentos corretos, na existência de um autódromo que é aprovado pelos pilotos, aproado pelas equipes, e que há mais de 30 anos é a sede do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. Não fizemos especulações, não fizemos projeções artificiais, não prometemos investimentos que não poderiam ser feitos, e agora a Liberty Média anunciou oficialmente que São Paulo continuará sendo a sede do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. Mas quem vai falar mais detalhadamente sobre essa vitória, com força, foco e fé, é o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, daqui a poucos minutos, quando chegar de um debate que ele está participando em uma emissora de televisão, não muito distante da normalidade estamos nesse momento, no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, em São Paulo. Segunda informação, igualmente importante, em outro campo, o governo de São Paulo assina o contrato de concessão da Usina São Paulo no Rio Pinheiros, o governo do estado e o consórcio denominado Usina São Paulo, assinaram ontem, aqui no Palácio dos Bandeirantes, o contrato que vai transformar um espaço degradado em uma das mais modernas áreas de lazer, esporte, cultura e gastronomia da cidade de São Paulo, em pleno Rio Pinheiros. Com o ágio de 1.900%, a Usina São Paulo foi concedida ao setor privado com a outorga de R$ 280 milhões. E o investimento privado previsto é, de no mínimo, R$ 300 milhões. Com isso, o governo do estado de São Paulo deixa de gastar R$ 12 milhões por ano, que despende com a manutenção da chamada Usina Traição, agora rebatizada de Usina São Paulo, e nesse espaço será construída uma instalação moderna, impactante, com cafés, bares, restaurantes, lojas, acadêmica, museu, e o maior cinema ao ar livre da América Latina. A concessão da Usina São Paulo é mais um passo no programa de despoluição do Rio Pinheiros, cujo o investimento do governo do estado, ao lado da Sabesp, beira R$ 4 bilhões. Com esses investimentos, as obras em curso reafirmam que o Rio Pinheiros será entregue limpo e despoluído até dezembro de 2022. Neste mesmo período, nós já estaremos inaugurando a Usina São Paulo, de acordo com características do projeto que vamos, na sequência, mostrar a você que nos acompanham pela TV Cultura neste momento, e aos jornalistas que estão aqui presencialmente no Palácio dos Bandeirantes. Passo a palavra agora ao nosso secretário Marcos Penido, secretário de Meio Ambiente e Infraestrutura, que foi o coordenador, juntamente com o Márcio Rea, que é o presidente da EMAE, desta iniciativa. E na sequência ouviremos também o empreendedor privado, que lidera o consórcio, que faz este investimento de R$ 300 milhões, além dos R$ 280 milhões que pagará pela outorga. Estamos falando, portanto, em um investimento de R$ 580 milhões pelo setor privado, e falará na sequência, o Rodrigo Bonadia, que é o presidente do consórcio. Neste momento fala Marcos Penido, secretário de Meio Ambiente e Infraestrutura do estado de São Paulo. Penido.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Em decorrência do grande trabalho de despoluição do Rio Pinheiros, que compreende ações de saneamento básico pela Sabesp, de limpeza e de cuidado das margens pela secretaria e pela EMAE, e de desassoreamento pelo DAEE, em um entendimento de que através do saneamento básico, da garantia do resgate de dignidade para toda a população que vive na bacia do Rio Pinheiros, teremos a despoluição. Hoje nós podemos celebrar um novo passo, calcado nesse trabalho sério de despoluição, de limpeza, nós passamos para a requalificação, e revitalização do nosso Rio Pinheiros, para fazê-lo mais bonito, mais atrativo, e que a população de São Paulo deixe de virar as costas para o rio, e tenha vontade de ir, frequentar e desfrutar do nosso rio. Hoje é uma comemoração de mais um grande passo no maior programa socioambiental do país, a despoluição do Rio Pinheiros. A Usina São Paulo é o primeiro marco da requalificação e da reconstrução desse rio para a cidade de São Paulo, para o nosso estado, mostrando que com o trabalho de saneamento, com o trabalho de base, nós podemos buscar também a melhoria da qualidade de vida de todos que vivem no nosso estado. Muito obrigado, governador. E parabéns aos empreendedores por aceitar esse desafio junto com o nosso governo, com a nossa gestão.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Penido. Vamos agora conhecer detalhes desse projeto, com o líder do consórcio empreendedor, que venceu a concorrência pública feita pelo governo de São Paulo, Rodrigo Bonadia.

RODRIGO BONADIA, PRESIDENTE DO CONSÓRCIO USINA SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Antes de agradecer eu queria parabenizar ao governador João Doria pelo projeto do novo Rio Pinheiros, eu sou paulista, muitos anos a gente vê essa luta, ela está acontecendo e vai acontecer. Meus parabéns. Parabéns também, e obrigado pelo projeto audacioso, que foi a Usina São Paulo, muito bem-feito pelas suas equipes. O nosso consórcio foi vencedor, e nosso projeto, a gente vai ver um vídeo dele, que foi baseado na integração da arte, da cultura, do lazer, dos esportes e do empreendedorismo. Como o Doria comentou, foi uma oferta de R$ 280 milhões em outorga fixa e investiremos mais R$ 300 milhões no complexo Usina São Paulo para trazer o que há de mais moderno em construção e respeito ambiental. Eu queria então, mais uma vez, agradecer o João, as equipes responsáveis. E parabenizar o governo por ter conseguido, de uma forma brilhante, mais uma vez, unir o setor privado ao setor público de uma maneira saudável e de uma maneira viável, isso é muito importante. Obrigado, João.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Indago se será você, Rodrigo, ou o Penido a apresentar o vídeo. Tenho aqui no meu roteiro que temos um vídeo para apresentar.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Apresentar o vídeo então.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: O Penido então.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos apresentar aqui a nossa proposta.

[exibição de vídeo]

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Rodrigo, muito obrigado. Marcos Penido também. Vamos agora as atualizações da saúde com o secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Estamos na quadragésima sexta semana epidemiológica. A CoronaVac tem se mostrado como a vacina mais avançada e segura dos estudos clínicos vigentes, e foi exatamente essa segurança que fez com que o Comitê Independente Internacional, assim como a Comissão Nacional de Ética e Pesquisa e a própria Anvisa comprovassem e promovessem a liberação, a retomada rápida dos estudos clínicos que até então tiveram sido interrompidos. O Instituto Butantan com cento e vinte anos de história se consagra por ser um dos maiores centros de pesquisa e produção de vacina do mundo, e assim o é há décadas com competência e conhecimento suficiente para redigir, além de tudo, laudos, pareceres técnicos e notificações para os órgãos regulatórios. Isso sempre o fez e seguramente, governador, não seria diferente neste momento. Com relação aos dados da pandemia do nosso estado, tivemos notificados 295 óbitos, os quais representam um acumulado dos últimos cinco dias, quando tivemos problemas e dificuldades no acesso do Sivep-Gripe do Ministério da Saúde. Dessa forma, não pudemos e não conseguimos extrair dados atualizados que estão sendo inseridos de forma gradual pelos municípios. As prefeituras também tiveram essas dificuldades de inserção de óbitos no sistema e, frente à sua normalidade, nos próximos dias esses dados estarão muito mais reais e muito mais informativos. Esses dados, portanto, continuam sendo aportados pelos municípios. Com relação aos dados de internação, eles encontram-se atualizados e estabilizados e significam um retrato fiel do controle da pandemia no nosso estado. Esses dados de hoje, que eu vou mostrar logo mais na tela, representa a segunda melhor semana na série histórica da média diária de internações. Quero aproveitar, governador, nós estaremos encerrando amanhã, com possibilidades inclusive de termos de estender, a campanha de vacinação, tanto da Polio quanto multivacinações. Nós falamos de vacina, falamos de adesão às vacinas e nós observamos que infelizmente para a campanha da Polio nós tivemos apenas 48% de adesão daquelas crianças de 1 a 5 anos e apenas 50% de outras doses de vacinas, são mais de 20 doenças que poderão ser protegidas para crianças de 0 a 14 anos, e também tiveram a sua taxa de adesão baixa. Quando, na verdade, a nossa meta era 95%. Nós temos que vacinar. Um país que vacina é um país desenvolvido. É ele, sim, que vai garantir que criança, adultos e idosos deixem de morrer. [Então o primeiro slide, por favor.] Tivemos em São Paulo 1.156.652 casos e 40.202 óbitos registrados, tendo uma taxa de ocupação em UTI no estado de 41,2%, na Grande São Paulo 45%. [Próximo.] Como disse, eu quero que vocês observem e façam um comparativo da semana 44 e 46, nós tivemos um descenso. Claro que o descenso foi acentuado na semana 45, mas se consideravam aqueles números mais baixos em decorrência do feriado. Portanto, continuamos em decréscimo também do número de internações. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Ainda aguardando aqui a chegada do nosso Bruno Covas. Eu queria pedir a intervenção do Dr. José Medina, que é o coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, e na sequência, o Dr. João Gabbardo, coordenador executivo deste mesmo Centro de Contingência, sobre as cautelas necessárias para as pessoas que irão votar neste domingo em todo o estado de São Paulo e também as cautelas para as festas que se aproximam neste final de ano, Natal e Ano-Novo. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Então a organização do sistema do dia da votação está muito bem estruturada, todos os cuidados foram absolutamente cuidados, todas as providências em relação a proteção, tanto dos mesários como das pessoas que vão votar, estão muito bem estabelecidos pelo tribunal responsável por este setor. E o que é a recomendação nossa é para que as pessoas não se aglomerem no momento de ir para a votação e depois quando termina também ou nos momentos de comemoração, porque o resultado no Brasil sai em poucas horas. Tem algumas cidades do interior que uma hora depois e terminada a votação o resultado já sai e pode sair algumas aglomerações no momento de comemorar. Então esse tipo de comemoração, esse tipo de vitória, esse momento é o momento que as pessoas descuidam um pouco dos cuidados, descuidam do distanciamento, do uso de máscaras e pode gerar algum tipo de transmissão ou de contágio. Então essa é a recomendação específica para esse dia. Em relação as festividades, as confraternizações que vão acontecer ou atividades de comércio que vão acontecer durante o mês de dezembro, a recomendação é muito parecida. A recomendação é a mesma. E nós estamos elaborando um guia de recomendamos, que nós devemos publicar na próxima semana ou daqui dez dias, recomendando quais são os cuidados que devem ser tomados durante o verão. Então as pessoas estão muito preocupadas aqui no Brasil se aqui no Brasil vai ter o mesmo aumento do número de casos como está acontecendo agora na Europa. Na Europa tem uma peculiaridade, que essa segunda onda ou esse aumento do número de casos está bastante relacionado as estações de outono e inverno, onde cai bastante a temperatura e as pessoas não conseguem ficar fora de casa, não conseguem ficar fora de ambientes fechados, e a possibilidade de transmissão da doença, elas cresce, e por isso que o número cresce bastante, como cresce lá. Além disso, tem outras condições, condições de comportamento do vírus que não dá para ficar detalhando aqui, que também aumenta a possibilidade de infecção, como acontece todos os anos no outono e inverno aqui no Brasil e outono e inverno no hemisfério norte. Então essas são questões que normalmente acontecem e que aqui no Brasil, agora, nós não temos essa variável ou esse fator. Então nesse momento depende bastante dos nossos cuidados, higiene das mãos, uso das máscaras, evitar aglomeração, manter o distanciamento social, embora, nesse momento, vai ter festividade, vai ter alguma forma de aglomeração dentro da família, mas isso tem que ser gerenciado, para evitar que isso gere algum aumento no número de casos, que está muito bem contido. Nós temos nas últimas semanas, doze semanas, uma diminuição gradativa do número de casos, número de internações e número de óbitos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Vamos ouvir o João Gabbardo, que foi, repito, a maioria sabe, mas é sempre bom lembrar, foi secretário-executivo do Ministério da Saúde na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta, portanto, com profundo conhecimento dos efeitos da pandemia. E ele ao lado do ministro Mandetta e outros colaboradores do Ministério da Saúde ajudaram muito no início da pandemia com procedimentos corretos e adequados e na orientação à população sobre as medidas de cautela e de higiene pessoal e proteção para evitar o contágio da Covid-19. Vamos ouvir então João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos que acompanham a coletiva. Eu quero reforçar as recomendações dadas pelo Dr. Medina. Primeiro, os números de São Paulo não estão piorando, como muitos estão dizendo. Nós temos acompanhado. Essas informações que estão circulando de aumento de internação, elas não se confirmam nos indicadores que nós acompanhamos. Então variações de um dia para o outro são comuns, acontecem. Agora, quando a gente faz a análise de períodos maiores, média móvel de sete dias, não confirmam esses dados. Isso é definitivo? Não, continuaremos observando, continuaremos monitorando. Em relação a essas festividades de final de ano em período eleitoral, eu quero só lembrar para vocês quando a gente tem uma ação, uma atividade que gera aglomeração, como é o caso das praias, como é o caso dos parques, como é o caso de outras situações como essas, a gente tem um número proporcionalmente, em relação a população, pequeno. Nós temos lá 1%, 2% da população que faz algum tipo de atividade que pode gerar um aumento na transmissibilidade. Agora, quando nós falamos de um evento em que 80% da população vai fazer, é o caso das eleições, 90% da população vai fazer atividades nas suas residências para comemorar Natal e Ano-Novo. Então nós estamos falando de uma mobilização de pessoas que é percentualmente extremamente relevante, e esse é o risco, e nós vamos fazer com que todas as pessoas ou quase todas as pessoas façam, tenham relacionamentos mais próximos com outros, com os familiares ou quando se fala de votação, todos vão votar, ou se espera que todos aqueles que possam votar, então, esses cuidados que foram recomendados pro dia da eleição, devem ser redobrados, nós estamos acompanhando movimentos que ocorrem nos Estados Unidos, movimentos que ocorrem na Europa, é bastante preocupante, e nós não podemos deixar de ter atenção a essas recomendações que foram dadas. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Gabbardo, muito obrigado, obrigado mais uma vez também a você, Medina. E agora sim vamos ouvir o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, falando, inicialmente, sobre a Fórmula 1, a conquista dessa renovação do contrato, depois o Bruno também complementará a informação sobre a saúde do município de São Paulo. Bem-vindo, Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Como eu já havia antecipado pro governador, eu chegaria atrasado, esperto estar liberado da taxa do atraso. Começar hoje sobre a notícia em relação à Fórmula 1, a prefeitura e o Governo do Estado finalizaram as tratativas para a manutenção do grande prêmio aqui na cidade de São Paulo, aliás, uma das mudanças que nós teremos é que agora nós teremos o GP São Paulo, ele passa a ter o nome São Paulo, será o Grande Prêmio São Paulo, exatamente pela ação que foi realizada em conjunto da prefeitura com o governo, que foi fundamental pra manutenção do grande prêmio aqui na cidade de São Paulo, o contrato está sendo finalizado e deve ser assinado já nos próximos dias, no ano que vem, portanto, dia 14 de novembro, nós teremos a realização do GP São Paulo, aqui em Interlagos. É um contrato de cinco anos, valendo até 2025, podendo ser prorrogado por mais cinco anos, podendo, portanto, ir até 2030. Nós conseguimos também a obtenção de pacotes de promoção turística da cidade e do estado, que levam o mesmo nome, com vídeos de transmissão global e placas de publicidade com São Paulo. São Paulo é um grande polo de atração de turistas do mundo inteiro, é importante, numa no que a gente fala da necessidade de geração de emprego e renda e oportunidades, essa notícia na manutenção do grande prêmio que, segundo os números, no ano passado, trouxeram para a cidade de São Paulo um impacto de 670 milhões de reais, só de tributos que foram recolhidos por conta desse impacto gerado, nós estamos falando de um ganho direto de 111 milhões de reais, só o grande prêmio, também de forma direta, criou 8.500 empregos em 2019, então, é uma notícia importante, uma cidade, um estado vocacionados ao turismo, a manutenção de um evento como esse na cidade de São Paulo é algo a ser comemorado e agora pelo prazo mínimo de cinco anos, um contrato que pode ser estendido por mais cinco, chegando ao total de dez anos de contrato com a Fórmula 1. Então, uma grande conquista, que só foi possível graças ao esforço conjunto da prefeitura com o Governo do Estado, que viabilizaram essas tratativas e, volto a repetir, agora, nos próximos dias, entre final de novembro e começo de dezembro, a gente deve ter a assinatura do contrato final, que está sendo discutido entre o jurídico da organização do evento e o jurídico da prefeitura de São Paulo. Bom, eu queria aqui entrar, então, em alguns dados relacionados à cidade de São Paulo, a gente tem visto a preocupação mundial com o segundo pico da doença, essa também é a preocupação da prefeitura de São Paulo, razão pela qual a gente continua a monitorar, a gente continua numa ação de conscientização na cidade de São Paulo. Então, aqui, alguns dados da cidade, já são 551 mil altas, 551 mil pessoas recuperadas, um milhão e 400 mil testes realizados, sendo 750 mil RT PCR e 500 mil testes rápidos, e quase 160 mil por sorologia. Nós temos 522 mil pessoas monitoradas, em especial nos bairros de maior incidência de coronavírus, a gente faz um acompanhamento, uma busca ativa na família daquelas pessoas que apresentam o sintoma, ou que testam positivo para o coronavírus, exatamente pra não deixar a situação se alastrar, e a gente faz esse trabalho preventivo, com essa busca ativa. Já são dois milhões e 500 mil pessoas abordadas pelas equipes da estratégia da saúde da família, só por conta dessa ação do coronavírus. Na área da educação, nós estamos também com equipe visitando os distritos de maior vulnerabilidade social da cidade, são 16 mil visitas que já aconteceram, de um total de 9.448 crianças, que estão sendo monitoradas. Na área da assistência, já passamos de dois milhões de cestas básicas distribuídas, mais de um milhão e 100 mil kits de higiene, um milhão e 400 mil refeições, todas essas cestas, kits distribuídos, doações de pessoas físicas, jurídicas, recursos da prefeitura, e repasses feitos pelo Governo do Estado à prefeitura de São Paulo. Próximo. Lembrando que agora, no dia 19, nós teremos mais uma apresentação de uma outra etapa do censo sorológico, que nós estamos realizando com 779 mil professores e alunos da rede municipal. Próximo. Como eu disse, na última vez que eu estive aqui em coletiva, nós reforçamos a comunicação em todas as UBSs da cidade de São Paulo, reforçamos com todos os profissionais a importância dos nossos protocolos de testagem, de monitoramento, pra poder continuar a tratar desse tema aqui na cidade de São Paulo. Próximo. Já estamos no boletim diário número 230, então, diariamente, a prefeitura continua a apresentar os dados relacionados à cidade de São Paulo. Próximo. A gente continua numa tendência de queda, em relação a quantidade de casos confirmados, próximo. A taxa de ocupação de leitos de UTI continua também em queda na cidade, lembrando que aqui a gente já teve vários leitos, em especial os leitos privados, que deixaram de ser referenciados Covid, então, aqui, quando a gente fala de 32%, ainda é sobre uma base bem menor do que nós tínhamos no início, quando a gente falava em taxa de ocupação de 70, 80, 90%, então, mesmo com diminuição da quantidade de leitos referenciados, a gente tem uma taxa de ocupação de 32% dos leitos Covid na cidade de São Paulo. Próximo. Também em relação ao número de óbitos, 24ª semana consecutiva de redução do número de óbitos na cidade de São Paulo. Próximo. Também a última vez que eu estive aqui presente, eu disse que estávamos solicitando a liberação de um novo aporte de recurso, por conta do empréstimo do BIDE, ele já caiu na conta da prefeitura, mais 118 milhões de reais estão indo pra construção do CCI Menino Jesus, na zona leste, região de Ermelino Matarazzo, pra UPA Maria Antonieta, e pra UPA Vergueiro. Próximo. Aí era sobre a Fórmula 1, que eu já mencionei. Próximo. E, lembrando, que a cidade de São Paulo continua em quarentena, a gente continua a fiscalizar estabelecimentos comerciais, a gente continua a averiguar pra não deixar um segundo pico acontecer na cidade de São Paulo. Muito obrigado. Boa tarde a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Ótimas notícias, tanto no plano de um evento da importância que é a Fórmula 1 pra São Paulo, e para o Brasil, como, principalmente, no controle, na conduta e no procedimento da prefeitura de São Paulo para salvar vidas. Quero aproveitar, Bruno, pra agradecer e cumprimentar dois dos seus secretários que estão aqui, o Rubens Rizek e Edson Aparecido, respectivamente secretários da Casa Civil e da saúde, e cumprimentando os dois, cumprimentar toda a sua equipe pelo brilhante trabalho que vem realizando e a ação conjunta com o Governo de São Paulo na proteção à vida e à saúde dos brasileiros na capital de São Paulo. Bem, nós temos os jornalistas já inscritos, eu vou mencionar aqui a ordem, começamos com a Rede TV, presencialmente, virtualmente a Agência Reuters, de novo presencialmente, CNN, Rádio Bandeirantes e Band News e a Rádio Band News, Rádio Jovem Pan, SBT, Jornal O Globo e TV Globo, Globo News. Vamos começar, então, com você, Carolina Riguengo, da Rede TV. Carolina, muito obrigado por estar aqui mais uma vez, boa tarde, sua pergunta, por favor.

CAROLINA RIGUENGO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. A minha primeira pergunta vai para o Dr. Medina, sobre saúde, queria saber sobre os testes na semana, essa semana, a gente teve toda aquela repercussão sobre o caso da coronavac e os cientistas mencionaram uma preocupação em relação à possibilidade de alguns voluntários desistirem, queria saber se já houve desistência ou não, mas independentemente disso, médicos, geralmente são médicos que lidam com o pessoal da Covid, sabendo que são infectados, eles estão paramentados, será que seria possível abrir pra outras categorias, pra outros essenciais, que também tem contatos com pessoas infectadas e, muitas vezes, não tem nem como saber, como nós jornalistas, por exemplo, se a gente quiser ser voluntário pra vocês, poderíamos? E a minha segunda pergunta é para o Dr. Jean. Doutor, alguns cientistas britânicos estão estudando a possibilidade do coronavírus causar problemas psíquicos. Queria saber a opinião do senhor em relação a isso, se esses problemas são por causa do vírus ou é pelo estresse, por causa da doença, com mais o isolamento e todo esse contexto, que podem gerar esses problemas. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carolina, obrigado pelas perguntas. Atendendo a sua solicitação, pela ordem, José Medina, na sequência, Jean Gorinchteyn. Medina.

JOSÉ OSMAR MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Eu vou começar a responder, depois eu passo pro Dr. Dimas, mas é interessante que essa pesquisa, ela não foi feita na China, porque na China tem um número muito pequeno de casos no momento, então, ela foi destinada a alguns países, onde o número de casos era bem grande, pra que você pudesse ter o número de casos grande, tanto no grupo de controle, como no grupo vacinado, pra poder estabelecer uma diferença. Que, nessa circunstância, as pessoas, ou o grupo que tá mais exposto, e com maior chance de ser infectado, é o grupo de pessoas que trabalham diretamente com pacientes e que tem mais chance, mais chance, tem mais risco, não mais chance, mais risco de adquirir a doença, de ser infectado. Por outro lado, quem participa em projetos de pesquisa, conhecem a liturgia e os rituais do projeto de pesquisa, que são bastante complexos, são pessoas que tomam mais cuidado, em geral são pessoas que acompanham mais o ritual, as recomendações pra evitar o contágio. Então, muitas vezes, quando essas pessoas participam de projetos de pesquisa, como elas são pessoas que seguem os rituais de cuidado, vão seguir os rituais da pesquisa, e aí a chance, o risco dela ser, adquirir a infecção é menor. Agora, não existe nenhuma possibilidade de você pegar um grupo de pessoas que deliberadamente são expostas ao vírus, que aí você conseguiria num tempo mais curto estabelecer uma diferença, mas do ponto de vista ético, isso não é aceito. A participação de outros grupos, que não sejam só daqueles vinculados à saúde, depende bastante da exposição dele ao risco, então, hoje, as pessoas mais jovens que circulam bastante, pode ser que elas tenham risco maior de adquirir a doença, do que os profissionais da saúde que, em geral, estão sempre muito bem protegidos e, no decorrer da pandemia, aprenderam a se proteger cada vez mais. Então, pode ser que hoje tenham grupos que, comparados ao grupo de saúde, tenham maior risco de adquirir a doença, mas o desenho dos estudos que foi feito no passado, eles sempre consideraram o uso de pessoas que estão trabalhando na área de saúde, como eu disse, pelo seu maior risco, pelo menos naquele momento. Mas o Dr. Dimas pode falar isso melhor do que...

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dimas, então vamos com você. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Carolina, não teve impacto na inclusão de voluntários porque na verdade ficou parado o estudo um dia e meio, os centros não pararam, não interromperam as suas atividades, o acompanhamento dos que já estavam vacinados continuou e já tem lista de pessoas inscritas para serem vacinadas, então, nós estamos cumprindo esse cronograma. Quer dizer, não creio que haverá impacto nesse grupo em especial, você mesmo mencionou, pelo fato de serem profissionais de saúde e terem um grau de informação bem diferente da população geral em relação a vacina. Com relação aos estudos, quer dizer, nesse momento os profissionais de saúde e nós estamos para iniciar mais três grupos: um grupo de idosos, um grupo de grávidas e puérperas e um grupo de crianças. Então, essa é a sequência dos estudos que deverão durar 12 meses. Então, progressivamente esses grupos serão incluídos. Nesse momento a preocupação maior é com os resultados de eficácia, por isso que o grupo de pessoas que trabalham na saúde com o Covid foi o grupo escolhido, que é o grupo mais exposto e ainda tem uma exposição grande apesar de ter o uso de máscaras, EPIs e assim por diante, mas é um grupo, nesse momento ainda, mais exposto, daí a necessidade de completar esse grupo com os 13 mil voluntários.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dimas. Jean Gorenstein, a segunda pergunta formulada pela Carolina Riguengo da Rede TV.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olá Carolina, é sempre importante nós lembrarmos que quando nós falamos em comprometimento neurológico do Coronavírus, ele é bem estabelecido, o que nós já não sabemos é o quanto isso trará de impacto para cada um dos pacientes. O estudo britânico, ele mostrou que um a cada cinco pacientes apresentam três a quatro semanas após terem tido um quadro expressivo pulmonar, severo, necessitando inclusive internação hospitalar muitas vezes em Unidade de Terapia Intensiva, faziam com que eles apresentassem quadro de depressão ou outros transtornos psíquicos. Estão ainda estudando quanto isso é ação direta do vírus trazendo esses transtornos, que isso não tem como ser afastado nesse momento, mas também existe uma outra questão em conjunto que é fato dessas pessoas permanecerem por períodos prolongados em Unidades de Terapia Intensiva, acordarem num ambiente em que elas se olham e perderam peso, tudo isso cria uma dramaticidade muito grande para questão desses pacientes, especialmente para os pacientes graves. Sem dizer naqueles que quando acordam são 'estubados', sabem que perderam as suas companheiras ou companheiros. Então, tudo isso está sendo muito bem analisado, muito possivelmente tem uma associação também do vírus presente. Com relação aos casos moderados e leves, o que se percebeu é que toda a dinâmica da pandemia que já vinha acontecendo, o fato dessas pessoas se exporem ao vírus e terem ainda maior restrição, aí sim, sendo muitas vezes isoladas num cômodo, sem a circulação com outras pessoas, acaba levando, despolarizando manifestações depressivas que muitas vezes chegam a ser até graves. Mas isso é uma atenção especial para aqueles que recebem alta do pós Covid, a questão psiquiátrica, psicológica, ela é fundamentalmente acompanhada e ela o é também por nós da Secretaria de Estado da Saúde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado Jean Gorenstein. Carolina, muito obrigado pelas perguntas. Vamos agora, online, para o correspondente da Agência Internacional Reuters, Eduardo Simões. Vamos colocá-lo aqui em tela, já em tela. Eduardo, boa tarde mais uma vez, obrigado por participar da coletiva, sua pergunta, por favor.

EDUARDO SIMÕES, JORNALISTA DA AGÊNCIA REUTERS: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Eu gostaria de saber, depois desse episódio da interrupção dos testes da Coronavac pela Anvisa, como fica, na avaliação do governador, do Dr. Dimas e do Dr. Jean, a relação com a Anvisa? Os senhores já disseram algumas vezes no passado, manifestaram confiança no trabalho técnico da agência, gostaria de saber se essa confiança no trabalho técnico se mantém após esse episódio ou se ela foi estremecida, já que na avaliação dos senhores a interrupção foi uma decisão injusta da agência? Queria perguntar também se o Butantan e o governo estadual planejam intensificar e ampliar ainda mais os canais de comunicação com a Anvisa, já que ainda tem muitas etapas da Coronavac até o seu registro e a sua produção que terão que passar pela agência reguladora? Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós que agradecemos, Eduardo. Eu vou pedir ao presidente do Instituto Butantan que é a instituição que se relaciona com a Anvisa. A Anvisa não se relaciona com o governo de São Paulo e sim com o Instituto Butantan. E o Dimas Covas responderá a primeira e a segunda pergunta formulada por você, Eduardo. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Eduardo, com relação a primeira pergunta, se houve algum estremecimento, de forma alguma, não houve nenhum estremecimento. Nós entendemos que a Anvisa é uma agência do estado, ela não é uma agência de governo, é uma agência do estado brasileiro, na sua constituição está previsto independência, contratação de técnicos com relativa estabilidade no emprego, portanto, aptos a atuar em favor da população brasileira. É o que nós esperamos da Anvisa e assim tem sido sempre, quer dizer, se existe um ponto ou dois pontos fora da curva, eu não quero acreditar que isso seja a norma. Eu acho que o relacionamento do Butantan com a Anvisa, apesar desse episódio foi mantido em bom nível. Nós tivemos ainda, na própria terça-feira, no final da noite, uma reunião técnica que até durou por mais de duas horas exatamente para esclarecer todas as dúvidas que a Anvisa poderia ter. E tenho a impressão que foi fruto dessa reunião a autorização para a continuidade dos estudos. Temos ainda muitos processos em andamento na Anvisa e esse relacionamento tem que ser estreitado sim. Nós não podemos nos comunicar com a Anvisa através de comunicados da imprensa. É isso que nós esperamos, que haja uma transparência absoluta de ambas as partes, tanto da parte do Butantan como da parte da Anvisa.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dimas, Eduardo, perdão, continue aqui acompanhando a nossa coletiva. O Eduardo Simões que é o correspondente da Agência Internacional Reuters no Brasil. Agora vamos a CNN Brasil com a Tainá Falcão. Tainá, prazer reencontrar você aqui, boa tarde, a sua pergunta por favor.

TAINÁ FALCÃO, JORNALISTA DA CNN: Tudo bem? Bom, vou direcionar também com o Dr. Dimas a minha pergunta, queria um esclarecimento melhor sobre o que disse ontem um dos gerentes da Anvisa se posicionando em relação ao que aconteceu, ele chegou a dizer que esse caso ainda não está encerrado, que ainda falta uma série de documentos e que, enfim, liberou a [ininteligível] por conta também do compromisso necessário que foram apontados, firmados por parte do Butantan. Então, eu queria entender que compromissos [ininteligível] são esses a que ele se refere? O senhor chegou a discutir isso com ele também? E se o senhor acredita de que, enfim, pode haver algum tipo de novo questionamento diante da fala do gerente da Anvisa, de que ainda faltam documentos para encerrar o caso?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Tainá, é importante dizer que quem controla a segurança do estudo são os centros que realizam o estudo e o patrocinador que no caso é o Butantan. Então, cabem a essas duas instâncias diante de um efeito adverso ou de uma reação adversa, tomar as medidas imediatas e assim foi nesse caso. Nesse caso, foram tomadas as medidas imediatas e submetidas à comissão de ética tanto do centro como a comissão nacional de pesquisa e ética médica. Essas duas instâncias não viram problema na continuidade do estudo. Então, a Anvisa foi comunicada dentro do prazo regulamentar de sete dias, ela foi comunicada um dia antes, no dia seis, e por algum problema ela não recebeu lá no seu sistema interno essa comunicação. Isso postergou a análise da Anvisa para o dia nove. Mas na notificação remetida à Anvisa estava dito, claramente, que era um evento adverso, não uma reação adversa, um evento adverso grave não relacionado à vacina. Essa foi a conclusão de todo o processo anterior. Então, a intervenção da Anvisa sem perguntar, se ela tinha dúvidas, ok, dúvidas são normais, mas ela podia muito bem ter esclarecido as suas dúvidas antes de suspender o estudo e também eu questiono um pouco a forma como foi feito. Quer dizer, nós tomamos conhecimento da suspensão pela mídia, pela televisão. Acho que nós precisamos ter uma proximidade maior, um diálogo maior de ambas as partes. Eu acho que o estudo, ele é totalmente aberto à Anvisa, ela pode solicitar qualquer informação a qualquer momento, que essas informações serão fornecidas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dimas Covas. Tainá, muito obrigado pela pergunta. Vamos agora a Rádio Bandeirantes e Rádio Bandnews com a Maira. Maira, mais uma vez obrigado, boa tarde, sua pergunta por favor.

MAIRA, JORNALISTA DA RÁDIO BANDEIRANTES E RÁDIO BANDNEWS: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Eu queria saber em relação a vacinação dos voluntários, qual que é a previsão de término para completar essa vacinação de [ininteligível] mil voluntários? O Dr. Dimas comentou que a situação do Brasil é um pouquinho mais confortável, um risco um pouco menor se a gente comparar com a Europa porque a gente vai entrar no verão e lá eles no inverno. Mas eu queria saber que o verão traz outros riscos, né, por exemplo, o uso de máscara tem que [ininteligível] com mais cuidado, as pessoas se aglomeram mais nas praias, isso não pode complicar para a gente [ininteligível] e há esse risco aí de aumento dos casos? E um pouquinho sobre a Fórmula 1, o Rio de Janeiro tentou pegar, né, a Fórmula 1 para fazer lá, e aí eu queria saber por que é que não aconteceu isso, como é que o governo de São Paulo conseguiu manter a Fórmula 1 aqui? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Maria veio com toda a velocidade aqui à nossa coletiva, Bruno Covas, ela acelerou no Autódromo de Interlagos. Vamos primeiro ao Dimas Covas no tema da vacinação, depois o Medina, depois responde o Bruno Covas. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Maira, nós esperamos terminar os dois mil e poucos voluntários que ainda faltam ser incluídos nessa fase o mais rapidamente possível. Então, nós ainda dependemos de voluntários e é importante a sua pergunta para eu reforçar aqui, essa é uma vacina segura, a mais segura de todos que estão em testes até esse momento, e essa segurança foi atestada pela Anvisa agora que fez uma revisão e viu que o estudo deve prosseguir. E é importante lembrar, nós estamos no meio de uma pandemia, nesse momento existe a urgência, nós precisamos correr com esse estudo para obter os resultados de eficácia o mais rapidamente possível, porque logo, logo nós vamos estar com a vacina aí. No dia 20, agora, já chega a primeira partida. Então, nós temos que ter esses resultados para poder completar o registro da vacina e aí começar a vacinação. Então, eu digo às pessoas, é a vacina mais segura que tem nesse momento e nós precisamos sim, que os voluntários continuem se apresentando para terminarmos os 13 mil o mais rapidamente possível.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Primeira pergunta respondida. A segunda é com você, José Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado pela pergunta. A diferença fundamental em relação ao verão e ao inverno é em relação ao uso do ambiente externo, o uso de ambiente arejado ou atividades fora de ambiente fechado que no inverno é muito difícil, principalmente no inverno acentuado como tem no hemisfério norte, no extremo do hemisfério norte. E fica muito difícil para as pessoas ficarem fora do ambiente fechado e a possibilidade de contágio fica maior. Além disso, existe um comportamento tanto do vírus que é mais viável durante o inverno, durante temperatura baixa e as defesas do organismo humano também [ininteligível] de outro qualquer organismo animal, ele é menor durante o inverno em função da mobilidade, da capacidade de defesa das células epiteliais que ocupam as vias aéreas superiores e os sinos que também tem uma capacidade de defesa menor. Então, isso é uma série de aspectos, primeiro que você vive mais em ambiente fechado, depois a capacidade de infecção do vírus é maior e a sua defesa é menor também. Ainda assim, nós estamos fazendo uma série de recomendações para evitar não o pico como está acontecendo na Europa ou no hemisfério norte, mas evitar um crescimento do número de casos que aí não depende da temperatura, mas depende do nosso comportamento. Então, no verão também nós vamos organizar, como eu disse, um boletim ou um tipo de cartilha, uma série de recomendações, para evitar que essa possibilidade ocorra e que possibilite, através do comportamento e não relacionado à temperatura, um aumento do número de casos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Medina, obrigado. E a sua terceira e última pergunta, Maira, será respondida pelo prefeito Bruno Covas, sobre a Fórmula 1 em São Paulo, por mais cinco anos. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Maíra, eu acho que até depois, no dia da assinatura do contrato, a organização do evento pode responder melhor por que escolheu um projeto e não o outro, e comparar melhor esses dois projetos. Mas acredito eu que isso deva ter sido dado pela consistência e robustez da proposta de São Paulo. Primeiro que aqui a gente já tem um autódromo, não é um projeto, um sonho, é uma realidade. Segundo, aqui nós temos uma infraestrutura para poder atender à população, com hotéis, restaurantes. Terceiro, a gente ter feito um trabalho de segurança nesses eventos. O evento de 2019 foi exemplar, foi superelogiado pela organização do evento, pelos pilotos, pelas equipes, então não houve nenhum tipo de problema na realização do evento. E quarto, esse trabalho conjunto entre a prefeitura e o Governo do Estado, atuando em parceria, dando mais tranquilidade para que a organização do evento possa assinar o contrato aqui com São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Eu vou complementar, Maira. Você sabe, como prefeito de São Paulo, e sempre com o Bruno ao meu lado, como vice-prefeito, organizamos dois prêmios de Fórmula 1, nos anos de 2017 e 2018, também com muito êxito. E agora essa boa notícia que o Bruno destacou, eu queria voltar a enfatizar que, a partir do próximo Grande Prêmio, em novembro de 2021, passa a se chamar Grande Prêmio São Paulo de Fórmula 1. É a imagem e o nome de São Paulo que vão para o mundo. Isso é uma mudança significativa também, conceitualmente, e vale o destaque do ponto de vista do [ininteligível] da matéria. E os pilotos da Fórmula 1, através da Associação dos Pilotos, eles já haviam se manifestado, e eu mencionei isso aqui num passado recente, que eram absolutamente favoráveis à manutenção do Grande Prêmio em São Paulo, no Autódromo de Interlagos. E houve manifestação inclusive individual de vários pilotos em atuação, que não viam nenhuma razão da mudança da sede da Fórmula 1 de São Paulo para qualquer outra cidade brasileira, sem com isso, da minha parte e com certeza também dos pilotos, menosprezar qualquer outra sede, qualquer outra cidade brasileira. A questão não é ser em outra cidade, e sim manter no Autódromo de Interlagos, que é conhecido, que tem um circuito referendado pelos maiores pilotos do mundo, os de hoje e os de ontem, e aí eu lembro a figura de Ayrton Senna da Silva, que foi um dos maiores campeões de Fórmula 1 de todos os tempos, e que colocava o Autódromo de Interlagos entre os três melhores autódromos do mundo. Aliás, outros pilotos já falaram a mesma coisa, inclusive os que estão neste momento atuando na Fórmula 1. Soma-se a isso todos os fatores que o Bruno Covas mencionou. Portanto, razões em um elenco de situações, que favorecem a manutenção da Fórmula 1 em São Paulo, e foi exatamente isso que a Liberty acaba de anunciar. Obrigado então, Maira. Vamos agora a [ininteligível], da Rádio Jovem Pan. Nani, obrigado por estar aqui conosco, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu queria saber do Dimas Covas se essa paralisação por dois dias influenciou em alguma coisa nos testes. Queria saber do prefeito também se tem alguma ação específica da prefeitura para domingo agora de votação, e também para Bonadia ou do Vinholi se vai ter algum tipo de pagamento para entrada, algum tipo de taxa de manutenção, enfim, que as pessoas que vão frequentar esse local vão ter que pagar. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Nani. Nani também acelerou, Bruno, entrou aqui no ritmo de grande prêmio de Fórmula 1 e já mandou três perguntas. Então, começando com Dimas Covas, na sequência com o Bruno e o Penido, e pode dividir, talvez o Marcos Penido e o Bonadia.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Nani, dois dias não vão interferir no andamento da vacinação. Agora é importante, quer dizer, esse episódio chamou a atenção para a vacina, então as pessoas estão muito conscientes do que nós temos. Isso acho que é importante, quer dizer, a segurança da vacina, agora avaliada pela Anvisa, o estudo clínico prossegue, enfim. A notícia, no fundo, no fundo, é boa. E a Anvisa tem um papel importante nisso, a Anvisa deu celeridade a esse processo. Porque ela poderia estar ainda paralisada, o estudo ainda poderia estar paralisado. O fato de ela ter respondido muito rapidamente é positivo. Então acho que agora nós estamos num momento de realmente acelerar esse estudo para obter os resultados o mais rapidamente possível e poder salvar vidas lá no ano que vem.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: A realização das eleições é responsabilidade da Justiça Eleitoral. Você imagine o que sairia de interpretação se a prefeitura resolvesse estabelecer regra, como é que vai ser a votação, como não vai ser a votação. Seria entendido, claro, como uma orientação para poder beneficiar o candidato governista, no caso eu. Então, a prefeitura está à disposição da Justiça Eleitoral para que, em qualquer questão e qualquer necessidade, havendo necessidade de efetivo ou qualquer outro tipo de apoio, a gente pode apoiar a Justiça Eleitoral, mas é responsabilidade da Justiça Eleitoral a realização das eleições e a atenção aos protocolos sanitários.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Marcos Penido e, na sequência, o Rodrigo Bonadia.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE DE SÃO PAULO: Com relação ao questionamento, não há nenhuma cobrança de taxas, é um acesso livre, ele é um parque para a cidade de São Paulo, para que as pessoas frequentem e vão... O consumo, obviamente, cada um irá pagar por aquilo que consumir, mas a frequência é aberta. E com relação à manutenção, o Bonadia também poderia falar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, vamos então ao Rodrigo Bonadia, que é o presidente do consórcio que venceu a concessão da Usina São Paulo.

RODRIGO BONADIA, PRESIDENTE DO CONSÓRCIO USINA SÃO PAULO: Exatamente como o Marcos Penido comentou, não vai haver taxa de cobrança nenhuma para a população usufruir da Usina. Eu não sei se o Doria vai ficar bravo comigo ou não, mas o telão gratuito foi uma ideia do João Doria, ele, João Doria, que bolou aquilo pra gente, ou seja, qualquer cidadão vai poder entrar no aplicativo da Usina, reservar para assistir um cinema, um filme, que é o mesmo filme que está passando lá na Cidade Jardim ou no JK, mas sem custo. E obviamente, o que for consumido de Coca-Cola ou pipoca, mas a gente já tem um projeto, patrocinado por algumas empresas, que, por exemplo, a Coca-Cola e a pipoca vão custar o que custam no supermercado, não aquela Coca-Cola de R$ 15 de um cinema. Então, vai ser gratuito para a população, e o empreendedorismo do projeto é justamente esse, a população estar num lugar que tem um prédio triple A [ininteligível] e sonhando como é que chega lá, para chegar lá é como o Doria citou o Ayrton Senna, o nosso maior exemplo de garra, determinação e foco, é só treinar que você chega lá.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo. Nani, muito obrigado pelas perguntas, vamos agora ao SBT, com José Luís Filho. José Luís, prazer em reencontrá-lo, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. A gente vê... Eu vou fazer uma pergunta pra o João Gabardo ou o José Medina, também para Dimas e Jean Gorinchteyn, e também para o secretário do Meio Ambiente. A gente vê uma preocupação com uma possível segunda onda aqui no Brasil. Se não há uma preocupação, há pelo menos referência a uma segunda onda que vem ocorrendo na Europa e no Hemisfério Norte. Com essa preocupação aqui, [ininteligível] divulgação de uma cartilha de prevenção, de boas maneiras para as famílias, e também para as pessoas que devem passar pelo verão agora. A pergunta que eu faço para o João Gabardo ou para o José Medina é se pode haver pelo menos sugestão às prefeituras das praias, das regiões litorâneas, de alguma medida de restrição ao acesso à praia, caso haja aumento ou para evitar a aglomeração desses locais, com restrição de entrada, número de pessoas nas praias. Para o Dimas Covas, o senhor falou em acelerar os estudos. Como acelerar os estudos se, até agora, ele vinha num ritmo, digamos, até menor do que o esperado? Pro Jean, se vai haver uma prorrogação na campanha de vacinação, já que não foram atingidos os índices esperados de até 95%? E para o secretário de Meio Ambiente, como é que está o cronograma de despoluição do Rio Pinheiros? Para se ter um projeto como Usina São Paulo, precisa o rio estar despoluído. O rio estará despoluído quando? É isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Se as meninas aceleraram, o José Luís então turbinou, fez quatro perguntas. Mas vamos lá, começando com o Gabbardo, depois Dimas, depois o Jean e finalmente o Penido. Gabbardo ou Medina, um dos dois. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bem, em relação à possibilidade de segunda onda, não dá pra falar em segunda onda no Brasil, porque nós não terminamos ainda com a nossa pandemia, nós não controlamos a pandemia ainda. Os números ainda são elevados, então é muito cedo pra falar nisso. O que a gente pode, pode ocorrer é, dentro desse processo que nós estamos convivendo, ocorrer alguns picos, com aumento de casos, aumento da transmissão da doença. As doenças respiratórias, e o Covid está incluído aí, ela tem um período de sazonalidade. Se nós analisarmos os últimos dez anos, sempre houve aumento do número de casos de doença respiratória entre a semana 27 e 30. Isso é um padrão no Brasil, é o nosso inverno. Então, a expectativa que a gente tem, e o cuidado que nós devemos ter é com o nosso próximo inverno. Quanto a recomendações em relação ao período que nós estamos ainda enfrentando, nós vamos continuar com o Plano São Paulo. O Plano São Paulo está muito bem organizado para estabelecer as restrições, conforme os indicadores apontarem. Então nós não vamos nos afastar daquilo que a gente vem trabalhando com sucesso nesses últimos meses, vamos continuar acompanhando os indicadores e, caso haja necessidade, as recomendações, aumento das restrições, distanciamento social, eles vão ser estabelecidos de acordo com o que já está previsto no plano, não vamos inventar nada diferente, vamos continuar seguindo o nosso plano.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado então, Gabbardo. Vamos agora, Dimas Covas, sobre os estudos.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: José Luís, os estudos vêm andando muito bem, quer dizer, em três meses nós tivemos mais de 18 mil vacinações, nós vacinamos mais de 6.000 ao mês. Então isso é o maior estudo em andamento no Brasil, e o que eu disse como acelerar é após essa interrupção, quer dizer, nós paramos dois dias, agora nós precisamos voltar a acelerar para ganhar de novo velocidade. Exatamente isso que a minha palavra 'acelerar' significava.

REPÓRTER: Sim, como?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Dimas. Vamos agora, Jean Gorinchteyn, sobre o tema da vacinação, não contra Covid, a outra vacinação que você se referiu.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: O que nós faremos, nós teremos ainda até amanhã a campanha instalada, nós atualizaremos esses dados e, em base dos dados, tanto para campanha de Polio como para a campanha de multidoses, de multivacinação, nós avaliaremos a necessidade de prorrogação. Nós lembramos que a nossa meta é atingirmos 95% das crianças de 0 a 14 anos. Nós não podemos conceber que isso seja menor, essas taxas, elas já vêm sendo baixas há dois, há três anos, e esse ano se mostraram ainda piores. Então taxas de 48% pra Polio é uma ameaça para as nossas crianças, é ameaça de morte e é ameaça de paralisia infantil. Então, nós temos a obrigação de atuarmos [ininteligível]. Uma como pais, responsáveis, que levem seus filhos, e nós, como poder público, de realmente prolongarmos, prorrogarmos e cobrarmos, mais do que isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Agora, Marcos Penido.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE DE SÃO PAULO: José Luís, estamos, sim, no cronograma. Quando comemoramos hoje a assinatura da Usina, na parte de requalificação, estamos totalmente cientes de que ela só existe se houver a despoluição. E para isso, todos os 16 contratos de execução dos coletores, que levarão 533 mil economias, mil ligações de esgoto para tratamento, as cinco unidades de recuperação de qualidade de água, são as nossas miniestações de esgoto, o nosso tratamento de limpeza, seja das margens, seja da limpeza superficial e desassoreamento, estão em curso. Hoje temos 47 mil ligações realizadas, 8,8% do contrato, seguindo todo o planejamento, estamos já, só nesse mês de novembro recolhendo 4,8% do contrato seguindo todo o planejamento. Estamos, já, só nesse mês de novembro recolhendo mais de 1.600 toneladas de lixo flutuante do rio e já desassoreariamos o rio em mais de 224 mil metros cúbicos. As etapas estão sendo cumpridas, todos os contratos feitos e estamos rigorosamente dentro do cronograma.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Penido. Zé Luis também. Cadê o Zé Luis? Está aqui. Já que você emendou quatro perguntas encaminho aqui uma quinta resposta. Também evoluindo rapidamente na nova ciclovia do novo rio Pinheiros que será, já é e será ainda mais um grande parque linear para o lazer dos paulistanos, os brasileiros de São Paulo. Sobre a capital de São Paulo, dos visitantes. Não apenas os que gostam de bike, de bicicleta, mas também os que gostam de caminhar, usufruir da natureza, conviver e desfrutar uma nova paisagem que não está no hábito dos brasileiros de São Paulo que é apreciar um rio limpo e despoluído. Agora, os avisos, eu vou ter que pedir a próxima pessoa que nós estamos já, são 14h01. Peço perdão. Vamos a Silvia Amorim do O Globo, depois ainda temos a Daniela Salerno da TV Record e a Daniella, duas Danielas, Gemignani da TV Globo News para concluir. Silvia, prazer em reencontrar você. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERMO, JORNALISTA: Boa tarde a todos. Vou insistir num tema que é [ininteligível] da discussão, temos ou não uma segunda onda de Covid, mas [ininteligível], enfim, nessa discussão. Alguns hospitais particulares divulgaram que sim, estão registrando aumento de casos de internação de Covid. Eu posso relatar aqui os dados passados ontem pelo Hospital Sírio-Libanês que disse que atingiu agora [ininteligível] um pico de internações no mesmo patamar que estava no inicio da pandemia em abril. Ou seja, nós estamos falando de, existem dados que parecem que sinalizam algo desse tipo. Como inicialmente a pandemia começou exatamente pela rede particular, a minha pergunta é objetiva. Esses dados que estão sendo registrados pelos hospitais particulares [ininteligível] já entraram no radar do comitê da secretaria de saúde? E eles, de fato, é o motivo de monitoramento, ou seja, de preocupação para o que possa estar acontecendo? [ininteligível] sobre, o doutor Dimas disse [ininteligível] de voluntários e a gente tem isso agora [ininteligível] três grupos, certo? [ininteligível] e tenho dúvida, [ininteligível] selecionado ou se estamos [ininteligível].

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, Silvia, obrigado pelas perguntas. Na primeira eu vou pedir a intervenção do Jean Gorenstein, secretário de saúde do estado de São Paulo e da Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, científico e de tecnologia e se desejar, o Edson Aparecido que está aqui, que é o nosso secretario de saúde do município de São Paulo. E a segunda pergunta, evidentemente, ao Dimas Covas para responder. Você dirigiu a pergunta para ele. Então, Jean, Patrícia e Edson Aparecido. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Todas as internações que acontecem no estado de São Paulo, seja em um ambiente publico, seja no ambiente privado, elas são notificadas para os nossos órgãos reguladores dentro da secretaria de estado da saúde. Isso vai acontecer em todos os 645 municípios. Nenhum município realiza de outra forma, seja internações que aconteçam nas enfermarias, sejam as internações que aconteçam nas unidades de terapia intensiva. Então, nós trabalhamos com números oficiais. Estes números oficiais, eles não revelam o que foi exposto pela mídia. Dessa forma nós também temos contato com gestores de alguns hospitais, alguns deles reduziram o seu numero de leitos e por isso também tiveram algum impacto. Outros, porém, mesmo não tendo feito redução ou voltando para outras doenças, de toda sorte ainda continuam mostrando um número de leitos vagos para o Covid. Então, dessa maneira, nós não temos essa informação como vem sido atribuída por alguns órgãos de imprensa. Nós temos que considerar um outro aspecto. As pessoas devem se conscientizar que o cansaço não pode vencer o medo. As pessoas tem que ter medo, medo é respeito. O mesmo medo e respeito que nós tinhamos no passado e que eu estou dizendo, no início da pandemia, quando realmente as pessoas respeitavam mais. Nós temos que ter o respeito das regras sanitárias. Esses encontros em que as pessoas se abraçam, que fazem fotografias próximas, inclusive sem máscaras, acaba sendo um cenário preocupante, um cenário de risco.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Patrícia Ellen, depois o Edson Aparecido.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIENTÍFICO E DE TECNOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pode ser mais curtinho, um pouquinho? Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIENTÍFICO E DE TECNOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, brevemente para complementar, olhando para os dados que nós temos hoje, nas ultimas 4 semanas a gente tem uma taxa de internação baixa com relação ao que nós tínhamos. Queremos sempre continuar diminuindo, nós chegamos a patamares de internação acima de 40 internações a 100 mil habitantes, que é sempre o limite que nós temos para endurecer as medidas restritivas do plano São Paulo. Hoje nós estamos em 28.8 a cada 100 mil habitantes e com uma ocupação de leitos de UTI de 41.2%. Lembrando que tem o plano de ocupação de leitos para outros tipos de doenças que precisam ser tratadas nesse processo, mas ainda assim, fazendo análise também separadas hospitais estadual separados de municipais, hospitais sem fim lucrativo e hospitais privados. Em todos os casos nós temos registrado nessa ultima semana a segunda melhor semana desde o inicio da pandemia no que diz respeito a média móvel de área da ultima semana de internações. Então, esses são os dados. Não vamos baixar a guarda, seguimos monitorando. O plano São Paulo continua ativo, estamos monitorando aqui e no mundo também e criando alguns planos de emergência caso qualquer coisa mude na situação atual.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. E agora vou convidar, obrigado Patrícia, o Edson Aparecido que já está com o microfone, para complementar a resposta a pergunta da jornalista Silvia Amorim do jornal O Globo. Edson.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, o controle e o acompanhamento de dados pela prefeitura mostra que no pico da pandemia em junho nós tínhamos na rede privada 1.745 leitos de UTI. Tivemos, temos agora no dia 10/11 976 leitos de UTI na rede privada especificamente para Covid. Então, portanto, 50% do que nós tínhamos no auge da pandemia e a ocupação desses leitos em 10/11 era de 65% da rede privada. No caso dos leitos de UTI da rede publica nós temos 1.100 leitos ainda, uma taxa de ocupação de 32%. E outra questão importante é exatamente isso que a Patrícia falou, é a media móvel. No pico da pandemia, em 10/06 nós tínhamos uma media móvel de 7 dias, 2.698 casos. Tivemos agora em 29/10 653 casos. Então, portanto, há total controle tanto no numero de casos como no numero de óbitos da cidade. O prefeito colocou aqui 24 semanas em queda, como também na ocupação dos leitos de UTI. Os hospitais também registram uma quantidade expressiva de pessoas internadas que não são do estado de São Paulo e da cidade de São Paulo. São de outros estados. É importante também salientar esse aspecto.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Edson. Queria enfatizar antes de passar para o Dimas, a você, Silvia, que os grandes hospitais de São Paulo, e eu destaco aqui o Albert Einstein, Sírio-Libanês, o Vila Nova Star, o São Luiz aqui ao lado, Beneficência Portuguesa e o hospital alemão Oswaldo Cruz vem recebendo semanalmente dezenas de pacientes de outros estados do país. É importante destacar isso para não incluir na conta de São Paulo pacientes que vem de outros estados e que são atendidos também por hospitais públicos. As portas dos hospitais do estado são abertas. Ninguém impede uma pessoa que precisa de atendimento por não residir aqui na capital de São Paulo, no estado de São Paulo, de ser atendido, então, isso serve alerta não apesar a você como também aos jornalistas de forma geral diante dessas informações desses hospitais. Chequem com eles quantos são os pacientes que estão vindos de outros estados do país. Dimas covas.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: Silvia, os estudos clínicos são feitos em etapas exatamente para você responder algumas questões. Então, na fase 1 e na fase 2 são os aspectos relacionados a segurança e a resposta imunológica. Na fase 3 são os aspectos relacionados a eficácia e dentro da fase 3 existem grupos específicos. Como eu mencionei, nós vamos iniciar o grupo de idosos. Por quê? Porque a resposta vacinal em idosos, ela pode ser diferente da resposta vacinal em adultos e crianças. Da mesma forma em mulheres, em grávidas e em crianças. Então, terminando essa fase de inclusão da eficácia desses 13 mil voluntários, na sequência virão os idosos exatamente para estudar a resposta imunológica. Quer dizer, uma dose, duas doses, três doses, concentrações diferentes de antígenos nas doses. Tudo isso para conhecer bem como os idosos vão responder a vacina. Esse estudo está muito próximo de iniciar e vamos ter a necessidade de idosos que não serão profissionais da saúde, idosos de uma forma geral, acima de 60 anos. E na sequência as grávidas e lá no final as crianças. Nesse momento é importante terminar essa fase de eficácia e eu mencionei que ainda há a necessidade de voluntários. Sim, nós precisamos ainda um pouco mais de 2 mil voluntários para completar os 13 mil.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Silvia, obrigado pelas perguntas. Vamos agora a penúltima intervenção de hoje que é da jornalista Daniela Salerno da TV Record. Daniela, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, JORNALISTA: Boa tarde a todos. [Ininteligível] investimento [ininteligível] quando a população vai ter acesso. Em segundo ponto, aproveitando a presença do prefeito. Prefeito, a gente viu aqui na apresentação do senhor e também do secretário Aparecido com os números [ininteligível] redução do numero de casos, de óbitos e [ininteligível] ocupação. Estamos a mais de um mês na fase verde. Então, a minha pergunta é qual a chance de em dezembro, o ultimo mês do ano letivo, ser ampliada a séries que podem voltar a escola, talvez o ensino fundamental, por exemplo, as crianças que são um pouquinho mais velhas, não as menorzinhas. O que falta para [ininteligível] realmente vai ter aula? Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Vamos, então, a primeira pergunta que será respondida pelo Marcos Penedo e pelo Rodrigo Bonadia referente a usina São Paulo com o novo rio pinheiros. Medina, Penido.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Com relação aos investimentos, nós teremos de acordo com a proposta, investimento de 300 milhões de reais, além da outorga fixa de 280 milhões. E conforme o edital nós teremos 4 etapas de entregas que o Rodrigo poderá detalhar para a gente.

RODRIGO BONADIA, PRESIDENTE DO CONSÓRCIO USINA SÃO PAULO: Como o companheiro disse, são 4 anos e 4 etapas de entrega. Cada um nos módulo como visto no vídeo. Você tem o modulo da usina onde vão ter o mirante com os restaurantes, é o primeiro módulo com a expectativa para 2022 já e depois tem os outros módulos. O prédio Green Building obviamente é um prédio muito mais complexo, um imóvel muito mais complexo que vai demorar até 4 anos para ele ser inaugurado e o deck do mirante que seria o primeiro empreendimento onde o rio é utilizado com um deck, com restaurantes para 2023. Isso tudo, obviamente, depende não só da gente e do consórcio, mas depende de vários órgãos que fazem as interações e as licenças. Mas nossa meta é começar a entregar em 2022 que é o que está no edital publico que a gente fez. Desculpa, não que a gente fez, que a gente concorreu e ganhou. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bonadia, obrigado. Vamos agora a outra questão que é o tema da saúde, que a Daniela Salerno indagou com o Bruno Covas. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Nós teremos dia 19 uma coletiva na prefeitura para tratar do tema educação na cidade de São Paulo a partir de dezembro. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Obrigado, Penido, Bonadi e Daniela, obrigado também pelas perguntas. Finalmente vamos a você, Daniella Gemignani. Muito obrigado pela paciência. Daniella da TV Globo News e a ultima intervenção de hoje aqui na nossa coletiva. Daniella.

DANIELLA GEMIGNANI, JORNALISTA: Boa tarde a todos. [Ininteligível] vacina e das internações dos hospitais particulares, eu queria entender se isso pode ser, apesar dos números não serem oficiais, uma tendência [ininteligível] mais jovens e as pessoas de classe média, classe média alta [ininteligível] -- abrange [ininteligível] em hospitais públicos e privados ou se é especificamente dos hospitais públicos. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, então vamos ao Medina. Se necessário, com intervenções complementares do Jean e também do Gabbardo, Daniela.

JOSÉ OSMAR MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Então muito obrigado pela pergunta. E quando nós falamos em hospital privado, nós nos referimos a um número grande de hospitais privados. Então, nas últimas quatro semanas, o número de internações no estado de São Paulo, em hospitais privados, foi: 233, 233, 243, 214 e 228. Então, nas últimas cinco semanas, não houve aumento. Dois meses atrás, era 311, 301 e 332. Então, nesses dois últimos meses, houve uma diminuição no número de internações nos hospitais privados, somados todos eles. E, nas últimas cinco semanas, o número está estável, entre 220 e 240 internações.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, então vamos ao Jean Gorinchteyn. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós temos que entender que nós temos dados, esses dados têm uma credibilidade, e são baseados nele que nós vamos Fazer o Plano São Paulo. Todo o Plano São Paulo, ele tem a égide que são os dados da saúde: internação, número de óbitos e os números de casos. São eles que vão gerenciar as atitudes que o governo do estado de São Paulo institui, através do Plano São Paulo, para todos os municípios, dando segurança para todos. Portanto, os dados, eles não mentem, eles são dados que estão aí e que fazem parte do nosso cenário de ação. Portanto, qualquer outra estratégia, ou plataforma, nós temos na imprensa algumas plataformas revelando um aumento em 50% do número de casos de agosto a novembro. Nós não temos essa informação. Essa informação é discordante de tudo aquilo que nós temos. Mas nós temos que considerar uma outra questão, nós temos ainda a circulação do vírus no nosso meio, por isso nós precisamos manter as medidas e as estratégias sanitárias de preservação. É claro que as pessoas, à medida que estão se expondo sem os devidos cuidados, incorre ao risco de circularem junto com elas o próprio vírus. Então estamos atentos, estamos vigilantes, e continuaremos, como sempre, nos baseando nesses dados, que são fiéis e merecem serem respeitados.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn. Obrigado, Daniela, pelas suas perguntas. Nós vamos encerrar agora a coletiva de imprensa de hoje. Eu quero aproveitar para recomendar, mais uma vez, aos que estão nos assistindo aqui direto e ao vivo pela TV Cultura, que, por favor, continuem usando máscara ao sair da sua casa, ou segue no seu ambiente de trabalho, mesmo que você for ao parque, à praia, ao calçadão, à praça, use máscara. Não vá a aglomerações de nenhuma espécie, em nenhum lugar, isto é risco para você, para a sua saúde e para os seus familiares também. Lave as mãos, use álcool em gel e obedeça às orientações que estão sendo dadas pelas autoridades de saúde, médicos e cientistas para proteger a sua vida. Antecipo a todos os votos de um bom final de semana, voltaremos aqui numa próxima coletiva, na segunda-feira, às 12h45. Obrigado aos jornalistas, aos cinegrafistas técnicos, fotógrafos, a você que da sua casa ou do seu escritório nos acompanhou nesta coletiva. Fiquem com Deus, fiquem protegidos, sempre com cuidado, com zelo e com prudência. Obrigado.