Coletiva - Governo de SP atualiza informações sobre o combate ao coronavírus 20200209

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - Governo de SP atualiza informações sobre o combate ao coronavírus 20200209

Local: Capital - Data: Setembro 02/09/2020

Soundcloud

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Obrigado pela presença de todos, jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos que estão aqui presentes no Palácio dos Bandeirantes nessa coletiva de imprensa, quarta-feira, 2 de setembro. Obrigado também aos jornalistas que, remotamente, participam da coletiva e acompanham as informações q ue aqui estão sendo fornecidas nesta tarde. Participam da coletiva de hoje Rossieli Soares, secretário da Educação do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, e a participação também do José Medina, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, e João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19. Acompanham aqui ao nosso lado também Vinicius Lummertz, secretário do Turismo, e General João Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, e José Henrique Germann, nosso assessor especial de Saúde.

Na mensagem de hoje, nós abrimos falando sobre reforma administrativa. O Governo Federal deve apresentar amanhã ao Congresso Nacional a sua proposta de reforma administrativa. Essa, aliás, foi a promessa do presidente Jair Bolsonaro, feita ontem publicamente. Nós consideramos de fundamental importância que esse projeto seja efetivado, apresentado ao Congresso e debatido pelos parlamentares do Congresso Nacional, para poder avançar na agenda da reforma administrativa. O Brasil pós-pandemia precisa da reforma administrativa e também, na sequência, da reforma tributária. O Brasil precisa acelerar a agenda de desestatização. Ela não foi bem no ano p assado, no plano nacional, embora apresentada, mas ela não foi efetivada. Mas temos a convicção de que ela pode e deve avançar, de forma mais acelerada a partir de agora, e principalmente em 2021, com concessões, privatizações, PPPs e vendas de ativos do Governo Federal. Aliás, esta foi a promessa do Governo do Jair Bolsonaro, no início do seu governo, e foi plataforma da sua campanha. E sempre que o Governo Federal agir nessa direção, de desestatizar, terá o apoio do Governo de São Paulo.

Aqui, iniciamos a modernização da gestão em janeiro de 2019, um amplo programa de desestatização. Apenas para citar, fizemos a maior concessão rodoviária do país, 1.300 Km, com o maior ágio já pago em Bolsa até hoje, na história de concessões aqui no nosso país, e um ágio de R$ 1 bilhão, para o investimento de R$ 15 bilhões, de um fundo internacional, na modernização e ampliação dessa rodovia, a Pipa, Piracicaba-Panorama. Estamos retomando, como todos sabem, a maior obra de infraestrutura do país, que é a linha 6, laranja, do metrô de São Paulo, graças a uma parceria público-privada. São investimentos da iniciativa privada que melhoram a mobilidade e a logística em São Paulo. Rodovias, ferrovias, metrô, hidrovia e aeroportos, todos eles serão colocados em mãos privadas ao longo dos próximos meses. Vão gerar empregos, vão gerar renda e vão gerar benefícios concretos para os usuários desses serviços, aqui no Estado de São Paulo. Em paralelo, apresentamos à Assembleia Legislativa, no último mês de agosto, todos acompanharam e continuam acompanhando, o projeto de modernização administrativa do Estado de São Paulo. Confiamos na capacidade do diálogo, do entendimento, do debate e também da construção positiva desse programa de modernização, que neste momento está em discussão na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. E sta modernização administrativa vai garantir o reequilíbrio fiscal, a manutenção dos serviços públicos, a assistência aos mais pobres e, logicamente, a atratividade para investidores nacionais e especialmente internacionais. O Estado de São Paulo é o primeiro estado do país a propor uma reforma administrativa, que nos denominamos modernização administrativa, nesta atual etapa.

As reformas, ao nosso ver, representam a vacina que o Brasil precisa para sair da recessão. Todos viram os números do PIB do país, apresentados ontem, o pior PIB da história do Brasil. Mas isso não deve nos desanimar, isso deve nos planejar, fazer com que o Ministério da Economia, os estados, planejem adequadamente a retomada econômica, a geração de empregos e a nova trajetória da vida econômica do Brasil. Maus governos se contaminam com gastos indiscriminados, maus governos emitem moeda indiscriminadamente, maus governos aumentam a dívida pública, maus governos fazem pedaladas fiscais, maus governos aceitam e promovem a corrupção, maus governos promovem cabides de empregos. Sem a vacina das reformas, o Brasil estará sujeito a sofrer uma inflação crescente, ineficiência dos serviços públicos, baixo crescimento e altíssimo desemprego. Como governador de São Paulo, defendo que as medidas administrativas protejam os brasileiros de hoje e principalmente os brasileiros de amanhã. A vacina contra o populismo irresponsável é a reforma administrativa, e a vacina para a saúde dos brasileiros é aquela que temos no horizonte, para muito em breve ser oferecida, na imunização de todos os brasileiros, sejam os brasileiros de São Paulo, sejam todos os brasileiros do nosso país.

Na informação de hoje, a nossa coletiva hoje é focada na educação, com o secretário Rossieli Soares, que na sequência fará a apresentação de um novo programa, o programa Psicólogos da Educação. Este programa já promoveu a contratação de mil psicólogos para atuar no ambiente escolar, tanto para alunos quanto professores. É o maior número de psicólogos contratados por um governo estadual ou federal em qualquer tempo. Uma licitação foi feita e conduzida pela Secretaria da Educação para a contratação desses mil psicólogos, para atender 3,5 milhõ es de estudantes e 250 mil professores e servidores no Estado de São Paulo. Já a partir de novembro estes psicólogos estarão trabalhando na rede pública de ensino. Os atendimentos serão feitos inicialmente por videoconferência, remotamente, como determina a orientação do Centro de Contingência do Covid-19, através de uma plataforma digital, beneficiando mais de 5.000 escolas da rede pública estadual de ensino. O suporte de psicólogos já era uma demanda histórica, mas se tornou ainda mais necessária diante da pandemia. E finalizo lembrando que pesquisas de opinião demonstram que 75% dos alunos e 50% dos professores tiveram alterações emocionais causadas pela pandemia. E pra falar deste tema, que é o tema principal da coletiva de hoje, passo a palavra ao secretário de Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soar es. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, bom dia a todos. É um grande prazer estar de volta, com esse tema importante. Já estive aqui falando algumas vezes sobre a importância dos cuidados das pessoas, e logicamente trazer esses passos que estamos dando agora na Secretaria e do que já estamos fazendo, na verdade, desde 2019. Pode passar então. O Psicólogos da Educação, logicamente, está olhando pra esse histórico, lembrando que nós estamos no setembro amarelo, que fala desse combate ao suicídio, que é a segunda maior causa de mortes entre jovens de 15 a 29 anos, seja entre meninas e meninos. Logicamente, isso é importante que a gente discuta. Pode passar. Nós temos aqui, desde a pré-pandemia, desde o período anterior à pandemia, a ansiedade como um dos fatores que mais afeta os educadores, e 28% deles está afirmando sofrer ou ter sofrido algum tipo de depressão. Essa pesquisa também é recente, quase 50% dos professores agora indicam que estão preocupados com a sua saúde mental, especialmente nesse período de pandemia, e 55% declararam que gostariam de um suporte emocional e psicológico. Isso é uma pesquisa feita pelo Instituto Península, que é bem recente. Pode passar. Efeitos psicológicos ainda dentro da pandemia, lembrando que nós tivemos o confinamento, deixando 75% dos jovens mais ansiosos, irritados ou tristes, no caminho de uma depressão. Essa pesquisa também foi muito importante durante esse período de pandemia, e logicamente isso traz, afeta inclusive a aprendizagem. Pode passar. 80% dos jovens, o [ininteligível] trouxe isso numa pesquisa bem importante, 80% dos jovens hoje estão dizendo: O lado emocional tem me atrapalhado nos estudos, tem sido o principal fator. É uma pesquisa feita aí pelo Conselho Nacional de Juventude, junto com a Fundação Roberto Marinho. E esse aumento da ocorrência desses transtornos, como a depressão, portanto, o efeito também atinge os docentes e outros servidores, logicamente acaba afetando o próprio cognitivo, a aprendizagem em todos os seus aspectos. Então, nós precisamos cada vez mais olhar para a política de apoio à saúde mental, não só durante a pandemia mas também pós-pandemia. Então, n&oac ute;s não estamos falando aqui de uma política que vá funcionar somente durante a pandemia. Nós estamos falando de uma política que vem pra ficar, e que será implantada pela Secretaria de Educação. Pode passar. Lembrando que esse aqui é o nosso mapa do planejamento estratégico, eu marquei em amarelo ali embaixo, à esquerda, que um dos fundamentos que nós temos pra podermos alcançar a nossa missão, que é garantir a todos os nossos estudantes aprendizagem de excelência, um dos nossos pilares é cuidar das pessoas, sejam eles os nossos colaboradores, sejam eles os nossos estudantes. E isso é fundamental. Com isso, nós lançamos no ano passado o Conviva. Pode passar. Que atua em todas as escolas, que estabelece aqui estratégias de apoio, acompanhamento às equipes e, seja docentes, seja as equipes de apoio da escola, aos dirigentes , contribui para o clima escolar, contribui para a melhoria dos indicadores de permanência de aproveitamento escolar, ainda articula com a participação mais ativa da família, isso é fundamental. Nós precisamos cada vez mais envolver a família no processo educacional, e isso é algo importante, que nós não podemos perder pós-pandemia, isso está muito evidente no envolvimento nesta pandemia, precisamos aproveitar isso e cada vez mais aprofundar essa relação. Articular e fortalecer a rede de proteção social também, que é muito importante. A educação não resolverá todos os problemas na convivência, então articular com todo o sistema é fundamental, seja com municípios ou com a própria rede estadual protetiva também. Pode passar. E aí, o Psicólogos da Educação, el e entra dentro deste contexto, como mais uma frente de trabalho, justamente pensando qual é o papel que esses psicólogos vão exercer. Um deles, que é um dos mais importantes, é apoiar os docentes no desenvolvimento das habilidades socioemocionais dos alunos. Essa é uma frente muito importante, que está na Base Nacional Comum Curricular, que é, sim, um dos grandes objetivos do nosso currículo estadual, tanto do ensino fundamental e da educação infantil, que foi aprovado já no ano passado, quanto do novo ensino médio, que já foi aprovado neste ano, para auxiliar em informações, orientações aos profissionais, alunos, a própria comunidade escolar em si, apoiar a resolução de conflitos, a própria promoção da justiça restaurativa, que é tão importante no contexto da escola, ajudar a orientar os nossos profissionais sobre sinais de traumas, de abusos, de ansiedade, de depressão, de bullying, e como que nós trabalhamos com isso, isso é fundamental. Hoje, nós estamos falando de bullying, por exemplo, esse é um dos temas mais importantes e que cada vez mais nós precisamos aprofundar esse debate dentro da educação. Pode passar. Apoiar ainda o desenvolvimento, logicamente, do plano de melhoria do Conviva. Cada escola tem que desenhar o seu plano, então eles vão ter, então, agora, o apoio de um profissional, de um psicólogo, registrado, obviamente, para a construção desse plano. Apoiar a equipe gestora e os profissionais na relação com a própria comunidade, com os responsáveis e também conduzir, se for necessário testes, ferramentas psicológicas conforme o planejamento da escola. E lógico, poderá, inclusive, fazer até atendimento clínico, até o diagnóstico para poder fazer encaminhamento, se for o caso, a rede protetiva. É lógico que não é objetivo que se faça atendimento clínico ad eternum, nem de um profissional, nem de um estudante, mas se for necessário para um caso específico para startar isso e para fazer um melhor encaminhamento, poderá também ser utilizado. Pode passar. Algumas premissas importantes, né, a gente está usando a tecnologia no Psicólogos da Educação, então apoio de profissionais somente profissionais registrados nos conselhos regionais de psicologia, logicamente, portanto, no Conselho Federal de Psicologia. A plataforma eletrônica segura, específica para dar toda as condições, hoje nós já temos muitos utilizando isso, tem já regulamentação pra medicina, pra psicolo gia e pras demais. Lógico que nós vamos ter profissional dentro da secretaria pra nos ajudar a fazer esta coordenação, a conexão entre os profissionais que estarão e a própria unidade escolar, a própria rede estadual. A privacidade e a segurança dos dados são fundamentais, tanto dos profissionais quanto dos estudantes. Então isso é fundamental que precisa estar garantido conforme a própria lei geral de proteção de dados pessoais. Pode passar. Quais são os resultados que a gente espera, né? Primeiro, um desenvolvimento das habilidades socioemocionais e cognitivas dos alunos, um suporte a saúde mental de alunos e de profissionais da educação e uma melhoria do clima escolar, da convivência e do acolhimento durante e pós-pandemia que é fundamental. Pode passar. Só pra dar uma dimensão, como o atendimento ser á on-line, logicamente a gente vai ter uma distribuição de carga horária disponível pra cada escola, mil psicólogos para educação, trabalharão 40 mil horas de atendimento durante a semana que chegarão a 160 mil horas de atendimento por mês, e 2,1 milhões de horas de atendimento em cada ano para nossos alunos e nossos servidores. Logicamente, sempre com o objetivo educacional como uma primazia. E, governador, quero só aproveitar, concluindo, falar rapidamente sobre... Pode passar. Falar rapidamente sobre a volta segura da educação. Algumas atualizações que saíram, apenas pra falar rapidamente de dois ou três pontos. Pode passar. Lembrando que a partir do dia 8 de setembro, para as regiões que estiverem por 28 dias consecutivos no amarelo, de forma opcional pra escola, pra família, mediante autorização municipal consider ando as condições locais, poderão... poderemos ter atividades de reforço escolar como já foi explicado. Nós regulamentamos com uma resolução algumas coisas especialmente para a rede estadual durante essa semana, primeiro com o processo de participação da comunidade escolar, com pais e responsáveis, estudantes e profissionais da educação participando, apenas participam os estudantes que tiverem anuência dos pais, ou seja, para o estudante participar, logicamente se ele for maior de idade ele não precisará, mas aqueles que não forem precisarão da anuência dos pais para que possam participar da atividade de reforço, aqui estou falando da rede estadual, isso são regras da rede estadual. O limite diário da rede estadual será de 20% obrigatoriamente. Isso é um limite abaixo, inclusive, do próprio decreto, &eacu te; uma decisão da secretaria, inclusive, como forma de organização. Lembrando que a rede privada, ou a rede municipal poderão adotar aqueles limites previstos no decreto se for o caso. Então cada escola poderá optar pela reabertura considerada essas condições. Pode passar. Lembrando que ainda a secretaria já tem uma política de trabalhar com professores em reforço escolar desde o ano passado, e nós estaremos continuando com a possibilidade agora do retorno presencial opcional, então nós estamos ativando a resolução que já vem desde o ano passado falando do reforço escolar na rede estadual. Então os professores que tiverem interesse em aumentar a sua carga horária para fazer atendimentos exclusivamente presenciais para algumas dessas atividades aqui citadas como reforço, orientação de estudos, enfim, de acordo com o planejamento da escola. Esses são algumas... essas são algumas das atualizações, governador, que nós tivemos em relação à volta às aulas. E logicamente, a volta às aulas em outubro, aí sim sobre o calendário dependerá logicamente das condicionalidades, de tudo o que vai acontecer durante o mês de setembro, e nós vamos acompanhando ainda junto com o centro de contingência, com a área da saúde, com o Dr. Jean, todos os acontecimentos do mês de setembro pra que a gente possa continuar com o nosso calendário e, se Deus quiser, melhorando cada vez mais a saída dessa pandemia. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Vamos agora a atualização na saúde com Gorinchteyn, secretário da saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN CARLO GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Estamos na trigésima semana epidemiológica. Importante dado a pandemia dá sinais de queda no nosso estado. Porém, não é hora de abandonar as regras sanitárias, uso das máscaras, o distanciamento social e também a utilização do álcool gel. Todos devem ser mantidos. Contamos desde o início com o apoio da população e continuaremos trabalhando pra proteger. O estado de São Paulo ele registrou uma queda de 1 4,8% no número de mortes em agosto em relação a julho. Foram 7.017 óbitos contra 8.324 no mês de julho. É o primeiro mês de registro de queda desde o início da pandemia. Os dados de hoje mantêm essa tendência com taxas de ocupação em unidade de terapia intensiva estáveis, mantendo cifras todas elas inferiores a 54%, tanto no estado como também no próprio município. Fechamos o mês de agosto com índices abaixo das projeções, tanto de número de casos e próximo, de forma bastante próxima ao mínimo esperado em relação aos óbitos. Aproveitando, governador, lembro que nesse próximo final de semana prolongado, nós intensificaremos as vigilâncias principalmente nas estâncias turísticas no próprio litoral fazendo então com que aproximadamente 200 fiscais est arão dando suporte aos municípios no sentido tanto de orientar e auxiliar a população como os estabelecimentos comerciais. Por favor, primeiro slide. Nós temos em São Paulo 826.331 casos, 30.673 óbitos, tivemos como disse uma taxa de ocupação no estado em 54%, na grande São Paulo, 51,6%, e tivemos pacientes recuperados, aproximadamente 666.857 pacientes com altas hospitalares em 91.605 pacientes. Próximo, por favor. Tivemos o total de casos de hoje, 11.956, 62% desses casos tidos diagnósticos através do RT PCR. Próximo. As projeções da primeira quinzena de setembro em termos de número de casos no estado se aproximam como disse também, próximo da linha inferior e... próximo, por favor. Quando falamos sobre número de óbitos, isso está dentro das nossas expectativas. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Vamos agora ouvir... Obrigado, Jean. Ouvir o secretário de desenvolvimento regional, Marco Vinholi. E o Vinholi vai falar sobre este tema que foi observado no início dessa manifestação do Jean Gorinchteyn, o movimento desse final de semana prolongado, 7 de setembro não é um feriado local, feriado nacional, ele ocorrerá na segunda-feira, mas eu quero deixar muito claro que é absolutamente imprudente que as pessoas utilizem esse feriado para fazerem aglomerações, seja nas praias, na beira d as praias, em praças, em parques, em casas, em clubes, ou em qualquer local. Não é um ato de responsabilidade com a sua vida e com a sua saúde atender aglomerações. E principalmente, não utilizar máscaras. Deixo aqui um apelo, em especial, aos jovens, aos pais dos jovens, aos avós dos jovens, e aos amigos dos jovens para que os orientem. A seguir, esta orientação, não façam aglomerações em praias, em calçadões, em praças, em parques, em clubes, condomínios ou residências privadas. E a responsabilidade de fiscalização em cada município é do prefeito local. O Governo do estado de São Paulo vai apoiar, o que é o nosso dever e obrigação, mas a responsabilidade neste controle cabe a cada prefeito. E eu tenho a convicção de que os prefeitos saberão fazer isso em defesa e a proteção da vida dos seus munícipes. Eu passo agora a palavra a você, Marco Vinholi para seguir neste tema. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Boa tarde a todos. É momento de responsabilidade. Se nós conseguimos trazer aqui índices de melhora implementadas pelo Plano São Paulo, pelo Governo do Estado, pela sociedade civil e pelas prefeituras, o momento atual pede justamente isso. Se a prerrogativa de fazer essa fiscalização, essa mobilização em cada uma das cidades do estado de São Paulo, mas, sobretudo, nas estâncias turísticas, né, nós temos 70 estâncias turísticas, são das prefeituras, nós trabalhamos ao longo dessa semana mobilizando essas prefeituras, primeiro com o Conselho de Prefeitos da Baixada Santista, secretário João Octaviano em reunião. Hoje pela manhã, eu e o secretário Vinicius Lummertz mobilizando os prefeitos das 70 estâncias turísticas pra que possam de forma contundente e rígida fazer essa mobilização da sociedade, fazer essa fiscalização pra que a gente siga no feriado respeitando os preceitos do Plano São Paulo. Preceitos de utilização de máscara e fundamentalmente de não permitir que hajam aglomerações nos seus territórios. Então essa mobilização vem sendo feita, aqui eu registro esse apelo aos prefeitos do estado de São Paulo, o Governo do estado de São Paulo vai apoiar essas iniciativas, né, seja através da nossa vi gilância, o Dr. Jean Gorinchteyn colocou aqui os 200 funcionários da vigilância do estado estarão trabalhando no feriado focado nessas estâncias turísticas. A nossa segurança pública do general Campos que segue aqui com a gente, com um efetivo máximo, mas a responsabilidade das prefeituras deve ser tomada e nós recomendamos que o façam de maneira rígida e responsável ao longo desse feriado assim como tem feito em sua imensa maioria ao longo da implementação do Plano São Paulo. Mobilizamos os gestores públicos e a sociedade pra que a gente possa seguir melhorando no estado de São Paulo. Com isso eu também registro aqui o aumento de leitos que nós fizemos ao longo dessa última semana nas regiões que estão na fase laranja do estado de São Paulo. De forma muito rápida, 52 novos leitos na região de Franc a, totalizando 13 leitos por cem mil habitantes, antes eram 4,32. Em Rio Preto, mais 18 leitos, sendo dez da iniciativa privada e oito da iniciativa pública, enviando mais seis respiradores, totalizando então 24 novos leitos, saindo de 12 pra 26 leitos por cem mil habitantes. Em Presidente Prudente, de cinco pra dez leitos por cem mil habitantes. Em Registro, de sete pra 14 leitos por cem mil habitantes. Em Marília, de 9,66 para 15, demonstrando o avanço da implementação de leitos também nessas regiões pelo Governo do estado de São Paulo. Por fim, registro aqui novamente a necessidade dessa mobilização, contamos com os prefeitos e a sociedade aqui do estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Marco Vinholi. Vamos agora às perguntas. Pela ordem, TV Record, Rádio Capital, TV Cultura, Jornal Vale, aqui do Vale do Paraíba, CNN, o portal IG, TV Globo, Globo News. Começando então com a TV Record com Daniela Salerno. Daniela, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde a todos Minha pergunta vai pro secretário de educação. Boa tarde, secretário. Eu queria saber do senhor, o inquérito sorológico na rede estadual começou, se não me engano, ontem, essa semana ainda, e deve ser divulgado daqui 15 dias. A gente sabe que isso vai balizar a decisão da prefeitura de retomar ou não as aulas. Então minha pergunta é: Esse resultado pode mudar em algo a diretriz aqui do Governo do Estado em relação à educação? E pra saúde, nesse mesmo sentido, a gente viu aqui os impactos, impactos que o Rossieli trouxe, o secretário Rossieli trouxe sobre a saúde mental. Gostaria de entender da área da saúde quais os impactos que vocês imaginam que possa ter não só nesses cinco meses de pandemia, mas se isso se prolongar, se realmente algumas prefeituras como já vêm sinalizando não retomarem as aulas ainda nesse ano, o que é que a gente pode esperar desses alunos? Por fim, só pra completar, secretário, em relação ao projeto que o senhor apresentou aqui, gostaria de entender na prática como vai funcionar, por exemplo, o pai sentir alguma mudança de comportamento, deve procurar a escola, um psicólogo só por aluno, ou, enfim, na prática como que o atendimento, principalmente dos alunos, vai funcionar? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DPO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Daniela. Então, começamos com Rossieli, depois com Jean Gorinchteyn. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, obrigado, Daniela, pelas perguntas, vamos lá, nós já falamos sobre a questão do inquérito sorológico, a gente entende que é uma ferramenta importante, mas não pode ser a única para tomada de decisão, logicamente a área da saúde vai nos dar suporte, a gente tem falado sobre isso, é muito importante, eu vou sempre defender a volta às aulas, mas sempre no momento que a saúde disser, realmente, é apropriado, estamos avan&cc edil;ando, e conseguimos, com este protocolo, continuar avançando, então, durante, como eu disse, durante o mês de setembro vamos ter a discussão, estaremos sentando e conversando, sim, com a prefeitura de São Paulo, assim como com as outras regiões, seja a Secretaria de Educação, seja a Secretaria de Saúde, ou a de desenvolvimento regional, pra que esse debate seja contínuo. Eu entendo que a cada semana, a gente tem que estar avaliando os dados, essa pandemia precisa ser avaliada dia a dia, semana a semana, pra gente continuar avançando, não dá pra baixar a guarda, mas também temos que olhar pra frente, e eu entendo que esse é o cenário principal. Em relação à forma prática de atendimento, o desenho, ele é um número X de horas pra cada escola, e a escola faz o planejamento do uso daquele tempo do psicólogo, que ele v ai ter, com o uso digital, tem uma parte do tempo que poderá ser presencial, de acordo com a necessidade que a secretaria apontar, se uma escola tiver uma necessidade específica, por alguma causa específica, como pode acontecer eventualmente, mas, em geral, parte do próprio planejamento, o método de melhoria da convivência, o Conviva, por exemplo, ele parte sempre de um planejamento da escola, então, uma escola pequena, que vai ter cinco horas semanais, por exemplo, de atendimento com psicólogo, ele poderá ser usado para orientação, para formação, para melhoria do próprio plano, ah, para um caso pontual, se identificou alguma coisa de determinado abuso, o psicólogo pode estar ajudando naquele momento para fazer algum encaminhamento à rede protetiva, aí a própria escola dirá, e se o pai sentir necessidade, logicamente ele já procura a esco la, independente de ter o psicólogo, este canal sempre existiu e precisará existir, agora começando cada vez mais a contar com um profissional para apoiar os nossos profissionais e, logicamente, a comunidade escolar.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. E a segunda pergunta da Daniela Salerno será respondida pelo Jean Gorinchteyn. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, Daniela, obrigado pela pergunta. A primeira questão é que o retorno das aulas vai se basear nos índices do Plano São Paulo de segurança, são índices que a ciência traz pra garantir se uma ou outra região voltam ou não para terem a liberação dos seus aparelhos escolares, mas nós temos que lembrar que, por um outro aspecto, os impactos que isso pode trazer na perpetuação ao não retorno das aulas, nós temos uma condição so cial muito diferente dentro do nosso país, nós temos 84% da nossa população em classe C, D e E, que dependem da escola, tanto pra se alimentar, não tem uma condição social e econômica pra ficarem em casa, e com isso acabam sofrendo abuso sexual, violência infantil, trabalho infantil e mais, a própria marginalidade que eles acabam, especialmente nas comunidades, acabam, então, ficando fora das suas casas. Então, sem dúvida, o impacto emocional, social, acaba sendo muito grande, e essa é uma das atenções que nós temos, tanto pra saúde, quanto relacionado a esses aspectos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Obrigado, Daniela Salerno. Vamos agora à Rádio Capital, na sequência TV Cultura, pela Rádio Capital, Carla Mota. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

CARLA MOTA, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Na área da educação, eu gostaria de perguntar ao secretário de essas medidas anunciadas aqui hoje elas também têm como objetivo aí combater a evasão escolar no pós pandemia, e aí eu também engato, secretário, se agora, no retorno às aulas presenciais, caso algum aluno ou professor teste positivo pra Covid, como vai ser o procedimento de vocês? Eu quero perguntar também, governador, sobre essa questão aí da ajuda do Governo do Estado aí às cidades, à Baixada S antista nesse feriado prolongado, eu queria saber qual que é o papel da Polícia Militar nessa fiscalização, nessa ajuda. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carla. Vamos, então, Rossieli Soares.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DO ESTADO DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carla, pela pergunta. Bom, logicamente que todos os aspectos que estamos trabalhando na secretaria, no final das contas, precisam ajudar, sim, a combater a evasão, quando você se preocupa com o emocional do jovem, da criança, com o apoio ao professor, isso reflete lá na aprendizagem, ao refletir na aprendizagem, você tá refletindo também na permanência do estudante. Então, sim, o Conviva, um dos pilares dele é como que a gente busca o jovem pra permanecer na escola, e esta pa ndemia está sendo um grande desafio, seja agora no momento digital, que a gente tem muito estudante que vai desanimando, vai sofrendo, né, as pesquisas têm mostrado isso e, logicamente, o apoio pra saúde mental dele é muito importante, sim. Então, vai ter, sim, uma conexão com o combate ao abandono, com o desânimo, inclusive, a própria aprendizagem, isso tudo estará conectado, Carla. Em relação a teste positivo, vamos lá, só pra lembrar o protocolo da secretaria, né, a medida que ele for entrar na escola, vai ser verificada a temperatura do jovem, se ele tiver com 37.5, já é orientação, inclusive, pra ele ficar em casa, então, antes de, inclusive, testar positivo, o que vai se fazer, teve sinais, mesmo sem o teste, já não é pra ir pra escola, a orientação já é fique em casa, certo? Ah, ele t á com estado febril, mas não tem confirmação, porque pode ser outro tipo de gripe, outra coisa, enfim, já fica em casa, tem o sintoma, já fica em casa, isso serve pra estudante. Lógico que, em havendo teste, se afasta e vai se olhar, observar todo o entorno com quem se teve contato, rastreamento. Mas é muito importante, em todos os sistemas educacionais, a coisa que mais funciona não é nem em si o teste, é esse acompanhamento, esse monitoramento de todos os passos de quem circulou, de quem esteve, com quem, justamente este acompanhamento é o mais eficaz dentro dos modelos da educação. Então, obviamente, nós estaremos fazendo isso antes, com os sintomas e, logicamente, se tiver teste, afasta e faz o rastreamento com quem esteve pra também fazer o mesmo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. E a segunda pergunta da Carla Mota, da Rádio Capital, será respondida pelo nosso secretário Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, Carla, quero registrar aqui sobre a responsabilidade dos municípios de fazer essa fiscalização, a responsabilidade de fiscalizar a utilização de máscaras, as aglomerações e também a autonomia de regular esses espaços, né, de poder ter dentro desse regramento estabelecidas as normas pra que a gente possa ter os preceitos da saúde respeitados. A Polícia Militar, assim como fez ao longo de todos os feriados nessa pandemia, vai ter o seu efetivo máximo t rabalhando, secretário General Campos está aqui, acompanhando muito de perto todas as ações nesse sentido, as blitz nas rodovias, todo apoio às iniciativas das prefeituras de fiscalização pela segurança pública do estado, mas eu registro aqui mais uma vez, essa responsabilidade fiscalizatória é das prefeituras municipais.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Carla Mota, mais uma vez, muito obrigado pela presença. Vamos agora à TV Cultura, na sequência o Jornal O Vale, pela TV Cultura faz a pergunta Maria Manso. Maria, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Como a gente viu, antes da pandemia, os problemas emocionais dos estudantes já eram registrados, eu queria saber se o Conviva, secretário Rossieli, tem um levantamento, registros do número de suicídios e de automutilação dentro das escolas estaduais.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Maria Manso. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, obrigado pela pergunta. Nós temos, sim, diversos levantamentos, nós não divulgamos, porque essa é a política no mundo inteiro, de não divulgar esse tipo de informação e, aliás, pedimos à imprensa, inclusive, pra não incentivar, isso é um pacto que existe, inclusive, à cerca desse tema, mas nós monitoramos todos os casos, tanto dentro da escola, quanto fora da escola. Por isso que nós acompanhamos tudo aquilo que vai acontecendo, que pode aca bar se tornando um caso mais extremo como esse. Nós precisamos chegar na causa, por isso trazer psicólogos, o programa psicólogos da educação é fundamental, o Conviva desde o ano passado tem ajudado, desde o levantamento de dados, a atuação, a um planejamento, a um olhar a partir da própria comunidade pras respostas locais, isso é fundamental, não será uma resposta da secretaria aos problemas locais, eles vão surgir sempre soluções ouvidas lá dentro, mas nós temos, sim, essas informações, pra que as escolas, inclusive, possam fazer atuações a respeito e a própria secretaria.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Maria Manso, obrigado. Vamos agora ao Jornal O Vale, na sequência CNN, Xandô Alves, do Jornal O Vale, Xandô, sempre um prazer ter você aqui, de volta, especialmente, e não posso deixar de destacar o símbolo do Santos Futebol Clube aí atrás de você, sei que ao lado do seu outro time do coração, que é o Corinthians, mas fico feliz de ter conquistado também o seu entusiasmo pelo peixe. É com você, Xandô.

XANDÔ ALVES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Governador, o Vale do Paraíba tem menos casos positivos e mortes de Covid nessa última semana, na comparação com o período anterior, porém o número de internações tem oscilado mais, com dias de crescimento mais forte. Percentualmente, os casos aumentam mais nas sub-regiões de Guaratinguetá e de Cruzeiro, justamente no Vale Histórico e no Vale da Serra, há um aumento de mortes nessa última semana também no litoral norte, nesse contexto, eu pergunto, a situa&ccedi l;ão do Vale está dentro do esperado? Há alguma sub-região aqui que preocupe mais o estado? Algumas cidades já estão planejando a retomada das aulas presenciais, isso é correto? É isso, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Xandô. A sua pergunta será respondida pelo Marco Vinholi e complementada pelo secretário Rossieli Soares. Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional, respondendo a pergunta do jornalista Xandô Alves, de O Vale.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, Xandô. O Vale do Paraíba teve uma melhora ao longo do último período, né, com os números de hoje segue na fase amarela, dentro dos seus índices, nós tivemos um aumento e um grande esforço feito pela Secretaria da Saúde, também pelos municípios, de sete leitos por 100 mil habitantes, pra 20 leitos por 100 mil habitantes, quase triplicando esses leitos no Vale do Paraíba, e essa melhora de indicadores tem acontecido de forma constante, pelo menos ao long o dos últimos 30 dias. É fundamental nós registrarmos, sim, que o Vale Histórico já há algum tempo tem um número maior de casos, né, e que a autonomia dos municípios, quando dentro desse território enxergam que tem uma situação mais aguda, é de aumentar as restrições, assim como foi feito em uma série deles ao longo desse período, e assim nós recomendamos que possa seguir sendo feito, mas a capacidade hospitalar tem sido bem trabalhada, nós estamos com 59% de ocupação de leitos hoje no Vale do Paraíba, portanto, uma situação mais controlada, no que tange essa capacidade. Nós, de fato, pelo regramento da educação, o secretário Rossieli vai falar na sequência, mas eles estando na fase amarela, durante o período delimitado, poderão, sim, fazer a volta às aula s, eu já deixo aqui pro secretário Rossieli seguir com os temas da educação, perdão.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Xandô, nós estamos trabalhando, negociando, conversando com todas as prefeituras de todo estado, temos realidades distintas, mas todas elas têm que cumprir a condicionalidade de estar 28 dias no amarelo, senão nem pode abrir para o reforço nesse momento. Obviamente, também estamos negociando situações diferenciadas, tem municípios que estão, por exemplo, mesmo aí na região, dizendo: Nós não vamos abrir a rede municipal, mas estamos autori zando que o estado e a rede privada façam atividades de reforço, por uma questão de atendimento da educação infantil, que eles acham que tem outras condições locais, de saúde, sem problema, é uma decisão, inclusive, da própria rede, então, nós estamos indo caso a caso, nós teremos, nós já temos no estado mais de 100 municípios que já nos autorizaram a ter atividades, nós estamos negociando, conversando com cada um deles, lembrando que é opcional, a família, a escola, e inclusive somente mediante autorização de cada um dos municípios.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Rossieli. Obrigado, Vinholi. Obrigado, Xandô, continue aqui acompanhando a nossa coletiva, um abraço pra você e pra todos aí no Vale do Paraíba. Vamos agora à Tainá Falcão, da CNN, em seguida o Portal IG. Tainá, boa tarde, sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Oi, tudo bem?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Quer ajustar o microfone? Ajusta um pouquinho, isso. Fica melhor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Eu vou começar com o secretário Rossieli, secretário, por favor, pro senhor detalhar um pouco melhor o plano, como é que vai ser feita essa peneira do aluno que precisa desse apoio psicológico, tem a participação do professor, da família, vai ser um atendimento individual, virtual, por favor, todos esses detalhes. Governador, eu queria saber a respeito da demanda dos bares e restaurantes pra ampliar o horário de funcionamento, foi enviado um documento aqui pela Abrasel, se o senhor já refletiu a respeito, e também uma opi nião sua, governador, a respeito desse próximo feriado, se a situação no litoral paulista preocupa, porque pode interferir, é lógico, no plano e retomada de São Paulo, no Plano São Paulo de reabertura.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Tainá. Vamos então com Rossieli Soares.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Tainá, vamos lá. Nós temos várias dimensões, Tainá, dentro do programa Psicólogos da Educação. Algumas delas são de trabalho coletivo, por exemplo, orientação geral aos professores de como eles atuam em determinado caso, formação de como que ele identifica um abuso, por exemplo, quais são os sinais que a criança vai emitindo, ok. E depois que você descobre qual é o tipo de encaminhamento, como é que deve ser o comportamento do professor diante... Que não é simples esse tipo de ação. Qual é o comportamento dele diante disso, como que a gente encaminha para o sistema, pode chegar a ter um atendimento, o professor, por exemplo, poderá solicitar à escola, a partir da escola, fazer o planejamento e dizer: dentro daquele tempo que a escola tem o profissional disponibilizado, a escola, como coletivo, entendeu: é importante que se faça até um atendimento individual àquele estudante, nessa semana e na outra, pra fazer um encaminhamento. E poderá ter, por exemplo, atendimento coletivo, para a justiça restaurativa, por exemplo, onde você senta... Se há um conflito entre jovens, por exemplo, tem um mediador, que permanecerá existindo, nós temos a função do professor mediador, que permanece, ele será uma ponte fundamental, inclusive nesse processo da justiça restaurativa, mas ele contará também, se necessário, com a formação ou até a participação direta do profissional, mas todo o uso do tempo, ele será capitaneado, decidido pelo coletivo da escola, a partir do seu plano, que pode ser para atendimento individual, seja do estudante ou até do profissional, mas muito para o atendimento coletivo, dentro das demandas que a escola prevê. Eu não posso daqui, da Secretaria, dizer que nós vamos definir o que cada escola precisa, o que cada atuação. Logicamente que nós temos uma linha de atuação, nós temos o Conviva, temos um currículo, temos uma série de coisas, mas os acontecimentos locais são muito importantes para serem considerados e, logicamente, o planejamento vem das escolas. Esse é um tema fundamental para se olhar a partir do olhar local da comunidade esco lar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Tainá, sobre bares e restaurantes, vou dividir a resposta com o Medina, o Dr. José Medina, que é o coordenador do Centro de Contingência do Covid-19. Mas antecipo que todas as decisões do Governo do Estado, todas, absolutamente todas, em qualquer área da economia, passam necessariamente pela aprovação do Centro de Contingência do Covid-19. O diálogo com a Abrasel, assim como todas as demais entidades, seja da economia criativa ou de outros setores econômicos do estado, segue sempre aberto, nós ouvimos e a nossa obrigação é saber ouvir, mas a prioridade continua sendo preservar vidas e a saúde dos brasileiros de São Paulo. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, Tainá, obrigado pela pergunta. Nós temos sempre que aprender com os países que já tiveram a doença e que estão na nossa frente. A Espanha é um exemplo, então a Espanha teve um pico de casos em abril desse ano, 8.000 casos por dia. Agora, depois que a Espanha flexibilizou as atividades no período noturno, tanto de discoteca como de bares, ou como as atividades de lazer noturno, uma das razões para que tenha esse aumento, essa retomada do número de casos, semelhantes ao que teve no mês de abril, hoje tem 8.000 casos por dia de Covid na Espanha. Então a resposta do Comitê, nesse momento, é que não vai estender o prazo de 22h para 23h.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. A terceira pergunta, sobre o feriado, sim, Tainá, preocupa. Nós temos uma preocupação, eu já externei isso logo na abertura da coletiva de imprensa e volto a fazê-lo aqui: É muito preocupante a circunstância do que vimos no último final de semana, que não era um feriado prolongado, onde mais de 200 mil veículos se dirigiram para o litoral, aqui em São Paulo, e vimos as praias lotadas de pessoas, sem a utilização de máscara, sem obediência ao distanciamento social e ainda aglomerações em torno de bares e outras formas de aglomeração, de pessoas sem máscara. Aglomeração com máscara também não é recomendável, e sem máscara então, é condenável. Nós fazemos aqui um apelo a prefeitos e prefeitas de cidades do litoral, e também cidades que são destinos turísticos aqui no Estado de São Paulo, para que adotem providências restritivas e contem com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo, desde que sejamos solicitados. Além da utilização dos serviços da Vigilância Sanitária e dos serviços de fiscalização das guardas municipais. Mas é preocupante, sim. Nós estamos com um zelo e um cuidado no Plano São Paulo que tem nos permitido a redução do número de infectados e a red ução do número de óbitos no Estado de São Paulo, e assim como o de ocupação de leitos de UTI. Tudo que nós não queremos é reverter estes bons índices que temos obtido até aqui. Então, peço que todos que nos acompanham aqui pelas imagens da TV Cultura e outras emissoras, os que acompanham emissoras de rádio e os que lerão e assistirão isto por outros veículos de comunicação, por favor, tenham cuidado, tenham zelo, nada de aglomeração. Nós ainda estamos em quarentena, estamos na pandemia, estamos com pessoas infeccionadas, infectadas, e estamos com muitos óbitos ainda. Não é hora de celebrar, não é hora de comemorar, não é hora de aglutinar. Nós só teremos condições plenas de fazer isso, Tainá, depois da imunização da vaci na. Enquanto não tivermos, cada cidadão, cada pessoa deve ter consciência na proteção à sua vida e à vida dos seus familiares, amigos e vizinhos.

Obrigado, Tainá, vamos agora à penúltima pergunta de hoje, que é do Portal IG, da jornalista Eduarda Esteves, e depois GloboNews, TV Globo. Eduarda, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. Presídio para policiais militares no estado continua com visitas presenciais, mesmo em meio à pandemia, enquanto os presos comuns tiveram o direito suspenso desde março. Na última sexta, muitos familiares vieram em torno do Palácio para protestar sobre o retorno das visitas presenciais, e também aproveitaram para criticar as videoconferências que, segundo eles, dura cinco minutos, e muitas pessoas não conseguem realizar o cadastro no site. Gostaria de saber por que só esse presídio permanece com visitas e se há previsão de melhorias nessa visita virtual. Uma outra pergunta, sobre as recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro, sobre a não obrigatoriedade da vacina, o Governo já pensa em criar alguma campanha de estímulo para conscientizar as pessoas sobre a importância da vacina, principalmente nesse momento de crise sanitária? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduarda. Eu mesmo responderei às perguntas. Em relação aos presídios, os encontros virtuais podem e devem ser aperfeiçoados, no Sistema Penitenciário do Estado de São Paulo. Isso nunca foi feito, isso iniciou recentemente, dado o efeito e as causas da pandemia, mas é uma evolução bastante rápida e bastante positiva. Recebemos também muitos elogios de familiares que tiveram o acesso, até com mais frequência do que teriam se o fizessem presencialmente. Mas isto não nos de sobriga de aperfeiçoar e melhorar, não só o acesso como também o tempo dedicado a este convívio familiar. Lembrando que todos os presídios de São Paulo possuem já estrutura de teleconferência para essas visitas virtuais. Em breve, nós teremos aqui o Coronel Nivaldo, que poderá dar mais detalhes sobre a evolução e o formato também dessas visitas virtuais. Em relação à manifestação feita ontem pelo presidente Jair Bolsonaro, em relação à não obrigatoriedade da vacina, quero respeitosamente discordar desta posição. A meu ver, a vacina deveria ser, sim, obrigatória, para todos os brasileiros. Eu não consigo imaginar, como cristão que sou, que alguém renegue a possibilidade de continuar vivendo, que alguém faça a sua opção pela morte. Então, a vac ina tem que ser uma decisão pessoal de cada um, mas uma obrigação, uma determinação do Estado para fornecer a vacina, fornecer gratuitamente a vacina, para todos os brasileiros, seja em São Paulo ou fora do Estado de São Paulo, nos limites do país. Portanto, entendo que essa manifestação do presidente Jair Bolsonaro possa ser revista. Ele tem tido, no âmbito do Ministério da Saúde, com o ministro Eduardo Pazuello, posições muito corretas, muito assertivas, e eu tenho mencionado isso aqui em alguns momentos, e penso que a posição da Saúde deva ser aquela que prevaleça sobre decisões de ordem ideológica, ou que se afastem do dever de proteger a saúde e a vida.

Vamos agora... Eduarda, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à última intervenção, que é do jornalista Willian Kury, da TV Globo, GloboNews. Will, boa tarde, obrigado pela sua presença, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu tenho duas perguntas, a primeira é ainda abordando a situação do litoral, com o secretário Marco Vinholi. O senhor disse na resposta à colega que os prefeitos têm que tomar a frente das ações também, para evitar as cenas que nós vimos no último fim de semana. Mas eles pediram ajuda do Governo? Eu queria saber se o Governo vai enviar mais policiamento, policiamento de trânsito, e se vai também ajudar na instalação de barreiras físicas para entrada de turistas nessas cidades, que era o que estava sendo discutido também. A outra pergunta é em relação ao Plano São Paulo, que vai ter um ajuste nas regras para o avanço de fase, para reclassificação da quarentena, aqui em São Paulo. Eu queria saber que ajustes que serão feitos. Na sexta a gente vai ter mais uma reclassificação do Estado de São Paulo, segundo o Plano São Paulo, eu queria saber por que também que esses ajustes vão ser feitos, que critérios que eles vão levar em conta. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will, pelas duas perguntas. Antes de passar ao Marco Vinholi, que foi a primeira das duas que você fez, queria voltar a enfatizar, em relação à minha resposta à pergunta da jornalista Eduarda Esteves, que sim, a vacina é compulsória, ela é obrigatória, e que as pessoas devem atender à decisão da obrigatoriedade de tomarem a vacina, mas também por uma decisão própria. Repito: como cristão que sou, não imagino que alguém queira correr o risco de vida, ou sej a, de perder a sua vida para o vírus, renegando a oportunidade da sua imunização com a vacina. Vamos agora, sobre o tema do litoral, com o Marco Antônio Vinholi. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Will, a preocupação do Governo do Estado é, sim, com a Baixada Santista, mas se estende a 70 estâncias turísticas do nosso estado, tendo em vista que são os destinos com maior fluxo de pessoas, tradicionalmente, e também é o que deve acontecer ao longo desse feriado. Portanto, no diálogo com a Associação das Estâncias Turísticas do Estado de São Paulo, nós demos o prazo pra hoje para que os prefeitos oficiem o Estado de São Paulo com a necessidade que eles têm desse apoio. A Polícia Militar, a Segurança Pública trabalha com o seu efetivo máximo, ao longo de todos os feriados da pandemia foi feito dessa forma, dando apoio aos prefeitos, e eles vão notificar o Estado com barreiras sanitárias, enfim, com as ações que eles farão e com o pedido de apoio. Dentro disso, o prazo para que eles façam isso é hoje.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. E no tema do Plano São Paulo, responde Patrícia Ellen. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador, obrigada pela pergunta, Will. Bom, o Plano São Paulo, nós estamos numa nova fase, com o platô, e muitos lugares já apresentando a redução do platô. Como era antes a calibragem? O aumento no número de internações e óbitos para a região ser classificada para a fase anterior era automático. O que nós vimos, na fase amarela e agora na fase verde, nós estamos também acompanhando os indicadores absolutos , então pra passar da amarela para a verde, todas as regiões estão trabalhando também, além da redução da taxa de internações e de óbitos, também precisam alcançar um patamar de internações, de 40 internações por 100 mil habitantes, e também de cinco óbitos por 100 mil habitantes, que isso já sinaliza um outro momento da pandemia. O que nós estamos fazendo agora, as regiões que alcançaram esse patamar, elas não ficam susceptíveis a pequenas variações, que implicariam em retorno para a fase anterior. Então essa é a principal mudança, na fase amarela esse indicador, uma vez alcançado, de 40 internações a cada 100 mil habitantes, e 5 óbitos a cada 100 mil habitantes, ele vale mais do que as variações, as pequenas variações de internações e óbitos, passando desse valor a gente volta a monitorar os dois também.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Patrícia Ellen, muito obrigado, Will, pelas perguntas. Obrigado aos jornalistas que aqui hoje compareceram, aos técnicos, cinegrafistas, fotógrafos, aos que nos acompanham de suas casas. Voltaremos a nos encontrar aqui na coletiva, na próxima sexta-feira. Por favor, lembrem, usem máscara, levem a sua máscara no seu bolso, na sua bolsa, ao sair da sua casa ou do seu trabalho. Obedeça o distanciamento social de 1,5 metro para outra ou outras pessoas, lave as suas mãos sempre que possível, com água e sabão, e sempre que isso não for possível, com álcool em gel. Uma boa tarde a todos, muito obrigado.