Coletiva - Governo de SP autoriza funcionamento de atividades comerciais aos fins de semana 20210302

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Coletiva - Governo de SP autoriza funcionamento de atividades comerciais aos fins de semana 20210302

Local: [[Capital] - Data: Fevereiro 03/02/2021

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COLETIVAJOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Boa tarde, mais uma vez, muito obrigado pela presença de todos, jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, os que estão aqui presencialmente, os que estão virtualmente nos acompanhando, sejam jornalistas, sejam telespectadores das emissoras que transmitem ao vivo essa coletiva de imprensa da sede do Governo de São Paulo, o Palácio dos Bandeirantes. Na coletiva de hoje, temos a participação do Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, Edson Aparecido, Secretário Municipal de Saúde de São Paulo, Regiane de Paula, coordenadora do centro de controle de vacinação do Estado de São Paulo, Wilson Mello, presidente da Investe São Paulo, a nossa convidada especial de hoje é Regina Esteves, presidente da Comunitas, Dr. Paulo Menezes, coordenador do centro de contingência do Covid-19. João Gabardo, coordenador executivo do centro de contingência do Covid-19 e os secretários de estado, de saúde, Jean Gorinchteyn, ciência, tecnologia e desenvolvimento econômico, Patrícia Ellen, e desenvolvimento regional, Marco Vinholi. Nas informações de hoje, boas notícias, primeira boa notícia, a vacina, chegam hoje a São Paulo mais oito milhões e 600 mil doses da vacina do Butantan, a carga com as vacinas desembarca esta noite no aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas, depois da fase de produção, controle de qualidade, envase pelo Instituto Butantan, as vacinas começam a ser distribuídas pra todo Brasil pelo Ministério da Saúde a partir do dia 23 de fevereiro, com a entrega de mais este lote de vacinas do Butantan contra a Covid-19, chegamos a 17 milhões e 300 mil doses da vacina do Butantan, a vacina do Brasil. Essa quantidade representa 90% do total de vacinas disponibilizadas no Brasil contra a Covid-19, ou seja, uma em cada dez vacinas contra Covid-19 são vacinas do Instituto Butantan de São Paulo para o Brasil. Quero mostrar, nove em cada dez vacinas distribuídas no Brasil para o combate à Covid-19 são do Instituto Butantan, repetindo, portanto, nove em cada dez vacinas contra Covid-19 no Brasil são do Instituto Butantan de São Paulo para o Brasil. Quero exibir agora imagens em tempo real da rota do avião da Latam, avião que está trazendo a vacina para o Brasil, vocês estão vendo agora em tela essa imagem real do avião da Latam, e vão ver também uma mensagem gravada pelo piloto da aeronave, momentos antes da partida de Pequim, na China, para o aeroporto de Viracopos, em Campinas. Vamos ver.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Olá, equipe do Butantan e todo povo brasileiro, em nome da Latam, aqui é o comandante [ininteligível], piloto do coo 9555, estamos embarcando agora mesmo de Pequim, na China, para São Paulo, com o lote com os insumos farmacêuticos ativos para proteção de oito milhões e 600 mil vacinas pelo Instituto Butantan, que serão distribuídas em todo nosso país. Esta é uma missão que muito nos honra e orgulha como brasileiros. Obrigado a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem, sobre este tema falará Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, e estamos muito felizes, porque chegaremos a 17 milhões e 300 mil doses da vacina contra Covid-19 aqui no Brasil, todas elas, vacinas do Instituto Butantan, repetindo, nove em cada dez vacinas no Brasil são do Butantan. Segunda boa notícia é a vacinação dos idosos na capital de São Paulo e no Estado de São Paulo, o Governo do Estado de São Paulo e a prefeitura da capital, com o Bruno Covas, iniciam a vacinação de idosos na capital paulista e montam cinco pontos de drive thru para vacinação dos idosos aqui na capital, sem que tenham que sair dos seus automóveis. O Governo de São Paulo e a prefeitura da capital de São Paulo, em trabalho conjunto, criaram cinco pontos de drive thru para garantir conforto, funcionalidade e segurança aos idosos com mais de 90 anos, que começam a ser vacinados a partir da próxima segunda-feira, oito de fevereiro. Esses mesmos postos de drive thru serão mantidos para vacinação dos idosos com mais de 85 anos, a partir do dia 15 de fevereiro. E, obviamente, aqueles idosos, nestas faixas etárias, que não puderem se deslocar de suas casas até os pontos de vacinação, receberão a vacina contra Covid-19 em suas casas. Os postos de vacinação serão localizados, estes de drive thru, a que me referi, serão localizados no estádio do Pacaembu, na Praça Charles Müller, portanto, em frente aos portões monumentais do Pacaembu, em frente a entrada principal da Arena Corinthians, no Autódromo de Interlagos, em frente aos seus portões principais, no Anhembi, no pavilhão de exposições do Anhembi, e na igreja Boas Novas, na Vila Prudente, na capital de São Paulo. Além destes postos de drive thru, a prefeitura de São Paulo vai garantir a vacinação de idosos em uma rede de 468 unidades básicas de saúde, espalhadas por todas regiões da capital paulista. E mais, também 400 escolas de saúde municipais também farão o atendimento aos idosos, totalizando, assim, 472 postos de vacinação para idosos na capital de São Paulo. O secretário municipal de saúde da capital paulista, Edson Aparecido, dará mais detalhes sobre o funcionamento desta etapa de vacinação dos idosos, que começa no próximo dia oito de fevereiro e, na sequência, a Dra. Regiane de Paula, coordenadora geral de vacinação no Estado de São Paulo, falará também sobre esta mesma vacinação nas demais cidades do Estado de São Paulo. Terceira boa notícia, em meio a tantas dificuldades, como bom ter boas notícias pra oferecer a população de São Paulo e do Brasil, a nova fábrica de vacinas do Instituto Butantan conseguiu alcançar a sua segunda meta de 160 milhões de reais para construção da nova fábrica do Butantan, na verdade até ultrapassamos esta meta, que era 160 milhões, nessa segunda etapa, tendo obtido 162 milhões de reais. O Governo do Estado de São Paulo conseguiu bater a meta de captação de recursos privados em doação, não há nenhuma contrapartida de nenhuma espécie, são doações humanitárias, solidárias, de 36 empresas, que fizeram suas doações ao Instituto Butantan, atendendo ao apelo do governador do Estado de São Paulo para contribuírem nessa nova fábrica de vacinas contra Covid-19. A nova fábrica já está construção desde o dia dois de novembro, e terá 11 mil metros quadrados, sua capacidade de produção anual será de 100 milhões de doses da vacina contra Covid-19, integralmente produzida no Brasil, será integralmente uma vacina brasileira, produzida com os insumos, inclusive, no Brasil, pelo Butantan. A obra desta nova fábrica deverá ficar pronta no dia 30 de setembro, e esta nova fábrica de vacinas começa a produção da primeira dose da vacina integralmente produzida no Brasil em dezembro deste ano, e a partir de janeiro de 2022, começa a produção industrial em escala para atendimento de todo o Brasil. Wilson Mello, presidente da Investe São Paulo, agência de fomento do Estado de São Paulo, designado por nós para coordenar toda captação de recursos do setor privado, falará a respeito, e também a nossa convidada de hoje, Regina Esteves, presidente da Comunitas, uma instituição do terceiro setor, que muito contribuiu para viabilizarmos esta meta também falará. E quero antecipar também que vamos pra terceira etapa de captação de recursos para os equipamentos desta fábrica, e esta nova etapa começa hoje, e nós vamos buscar no setor privado mais 20 milhões de reais para os equipamentos complementares a essa fábrica de vacina, e posso assegurar a todos vocês que ainda no mês de março nós teremos integralmente estes recursos, prometemos a meta de 160 milhões, ultrapassamos, fomos a 162 milhões, e agora um outro compromisso de chegarmos a meta de 180 milhões para a nova fábrica do Butantan e eu estou seguro de que atingiremos essa meta. E quero aproveitar aqui para renovar o agradecimento às 36 empresas brasileiras e multinacionais, daqui a pouco Wilson Melo e Regina vão apresentar o nome dessas empresas, pelo gesto generoso, solidário e humanitário com São Paulo e com o Brasil, no investimento feito na nova fábrica do Butantã. Não há dinheiro público, investimento é privado. Uma demonstração de solidariedade exemplar do setor privado no estado de São Paulo. Quarta boa medida, mais uma boa informação, revisão das medidas do plano São Paulo, tivemos, felizmente, queda no número de internações em todo o estado de São Paulo, tanto em leitos primários, quanto em leitos de Unidades de Terapia Intensiva, de UTI. O que nos permite suspender a decisão de fechamento de atividades econômicas já nesse final de semana em todo o estado de São Paulo. Tivemos uma diminuição de 11% no número de internação por COVID-19, nos leitos públicos e privados, e o governo do estado de São Paulo entende que através do seu centro de contingência do COVID-19 podemos permitir que as atividades de final de semana sejam retomadas em todo o estado de São Paulo. Isso, porém, não deve compreender falta de cuidado, de atenção, e de medidas de atenção para que as pessoas frequentadoras de comércio, de restaurantes, e de outras atividades econômicas estejam protegidas. assim como os funcionários desses estabelecimentos. A obrigatoriedade do uso de máscara, a obrigatoriedade do fornecimento e uso do álcool em gel, a obrigatoriedade do distanciamento físico, 1,5 metros entre as pessoas, são algumas das medidas que continuarão sendo obrigatórias. Com essa medida que anunciamos hoje, o funcionamento de restaurantes e similares, e comércio e outras atividades econômicas, será liberado a partir do próximo final de semana. Isso, evidentemente, de acordo com a classificação de cada região do estado no plano São Paulo. Sobre esse tema, e com mais detalhes, falará o médico Paulo Meneses, coordenador do centro de contingência do COVID-19 do estado de São Paulo. Quinta boa notícia, cinco notícias boas hoje, para oferecer à população do estado de São Paulo, em meio à tantas tristezas e tantas perdas de vidas e de pessoas que estão sendo tratadas pela COVID-19, felizmente podemos oferecer aqui um pouco de alento e um pouco mais de esperança à população de São Paulo e do Brasil. Estamos anunciando hoje um apoio emergencial ao setor de turismo, eventos, comércio e gastronomia no estado de São Paulo. O governo lança um pacote de auxílio, um pacote adicional com R$ 125 milhões em crédito, pelo Banco do Povo, e pelo Banco Desenvolve São Paulo. Também a suspensão de dívidas e parcelamento de contas. Depois de um amplo diálogo com representantes do setor privado, e queremos agradecer aqui aqueles que do setor privado entendem que é pelo diálogo que nós construímos e obtemos bons resultados, não é por intimidação, não é por fake news, e muito menos por ameaças, o diálogo estabelece a linha e a ponte de entendimento, e o governo do estado de São Paulo respeita o diálogo e repugna intimidações e medidas ameaçadoras daqueles que preferem seguir a linha do extremismo. Nós preferimos seguir a linha do diálogo e do entendimento. Pois bem, com esse bom diálogo, com representantes do setor privado, incluindo bares, restaurantes e outros setores, o governo de São Paulo vai aportar R$ 125 milhões em crédito a juros baixos, através do Banco Desenvolve São Paulo, e o Banco do Povo. O Banco do Povo para valores menores, com velocidade na entrega do recurso a quem mais precisa, e também com velocidade sem burocracia para valores mais expressivos, pelo Banco Desenvolve São Paulo, cujo o presidente, Nelson de Sousa, está aqui ao lado, e também poderá responder perguntas. Será também suspenso o corte no fornecimento de gás e água, água aqui eu quero esclarecer, fornecida pela Sabesp, que tem o controle do governo do estado de São Paulo. Isso para todos estabelecimentos comerciais, que por circunstâncias não puderam honrar o pagamento das suas contas de gás e água. E isso está suspenso até o dia 30 de março desse ano. As contas pendentes poderão também serem parceladas sem juros e sem multas, por até 12 meses. Aqui está presente o nosso Marcos Penido, secretário de Meio Ambiente, Infraestrutura e Saneamento, que também poderá responder perguntas, se necessário. Outra boa notícia ainda nesse contexto dessa quinta informação, os protestos de débitos inscritos na dívida ativa pública do estado de São Paulo estão suspensos por 90 dias, a partir de agora, para que os empresários, micros e pequenos empresários tenham capacidade de adquirir financiamento e negociarem suas dívidas. PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, Ciência e Tecnologia, falará mais detalhes a esse respeito. Portanto, amigas e amigos, cinco boas notícias em meio à uma pandemia que já levou a vida de 226 mil brasileiros, e que afeta fortemente a saúde e a economia do país. Esperança, e a esperança começa com a vacina, e sobre esse tema, a primeira intervenção é do DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Boa tarde, as notícias hoje são muito positivas, quer dizer, a chegada desses 5.400 mil litros de matéria-prima, que permitirão a produção de 8,600 milhões de vacinas a partir do dia 23. E devemos lembrar que também na próxima semana, no dia 10, chegarão mais 5.600 mil litros, que darão também origem à 8,700 milhões de doses. Portanto, a partir de 23 de fevereiro nós estaremos liberando pelos próximos 30 dias 600 mil vacinas por dia, estaremos entregando ao ministério 600 mil vacinas por dia. Quer dizer, isso vai acontecer durante o mês de março. Quer dizer, 30 dias após o dia 23, já temos essa entrega planejada. Obviamente que chegarão mais matéria-prima, chegará mais matéria-prima da China, e na nossa expectativa não haverá mais interrupção dessa produção. Portanto, poderemos chegar aí muito rapidamente a cumprir a fase inicial de 46 milhões, e prosseguir com os 54 milhões que nesse momento estamos em fase de contratação pelo Ministério da Saúde. É isso, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dimas Covas, primeira, das cinco boas notícias de hoje. Segunda boa notícia será dada por Edson Aparecido e Regiane de Paula. O Edson Aparecido, Secretário Municipal de Saúde de São Paulo, que aqui representa também o prefeito Bruno Covas. Edson.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Nós vamos a partir então do dia 8, segunda-feira, iniciarmos a segunda fase de vacinação na cidade de São Paulo, junto com o estado, que é exatamente o público alvo de idosos acima de 90 anos. A estimativa nossa é vacinar 32.837 idosos, que estão localizados nas suas residências na cidade, de acordo com esse quadro que vocês estão vendo, idosos entre 90 e 94 anos, 25.118, entre 95 e 99, 6.504, e com 100 ou mais, 1.215, perfazendo então um total de 32.837 pessoas nas cinco regiões de saúde do município. As pessoas deverão se deslocar até às 468 Unidades Básicas de Saúde, através da nossa plataforma nós vamos informar os idosos, porque nós temos contatos com todos eles nessas unidades. Nós teremos ainda quatro centros/escolas da secretaria municipal, que serão referência para vacinação. Cinco drive-thru, como o governador aqui colocou. E também nós vamos fazer a vacinação nas residências para aqueles idosos acamados no programa de saúde da família. Nós já vacinamos 24.171 mil idosos que estão nos programas de instituições longa permanência de idosos, cerca de 14.371, e cerca de 9.800 idosos que estavam nos programas do município, que também estão acamados. Os horários de funcionamento são, nas UBSs, das 7h às 19h, e no drive-thru será das 8h até as 17h. Os cinco pontos de referência de drive-thru na cidade, o drive-thru nós introduzimos na vacinação do H1N1, o ano passado, bastante exitosa, nas unidades de saúde que comportavam exatamente a gente ter esse tipo de mecanismo, onde a pessoa não precisa descer do carro. Mas, evidentemente, nós vamos fazer todo o cadastramento, como temos feito o cadastramento, para poder alimentar a plataforma da Secretaria Estadual de Saúde, em relação às pessoas que já foram vacinadas. Então, a parte externa do Pacaembu, que nós já montamos toda a estrutura; o estádio Neo Química Arena, do Corinthians, deve ser, governador, na parte interna; no estacionamento coberto, o Autódromo de Interlagos, que é a entrada no portão EHN, também vai ser dentro do autódromo, com toda segurança; no Anhembi, nós, na entrada da Rua Olavo Fontoura, no portão 38; e na região Sudeste da cidade, que é uma região bastante numerosa, na Igreja Boas Novas, na Rua Marechal Malé 611, na Vila Prudente. Esses são os cinco pontos, que, depois, permanecerão também na vacinação, que nós vamos ter a partir de 15 de fevereiro, com os idosos acima de 85 anos. Então, a gente inicia essa nova etapa, com o estado, na vacinação dos idosos com mais de 90 anos, na cidade. A gente deve também, governador, na próxima semana, como nós devemos chegar à vacinação de praticamente 100% dos profissionais de saúde no município, iniciarmos a vacinação dos profissionais de saúde com mais de 60 anos, a partir de terça-feira, no município. Então é isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Edson Aparecido. No mesmo tema, a Dra. Regiane de Paula, coordenadora-geral do Programa Estadual de Vacinação, em São Paulo. Dra. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE VACINAÇÃO: Obrigada, governador. Boa tarde a todos e todas. Os 644 municípios também estão vendo estratégias para a vacinação, sejam elas estratégias drive thru, sejam estratégias casa a casa, principalmente para os pacientes que estão acamados. Então, cada município tem a capacidade de olhar para o seu território e de fazer a estratégia que melhor for para essa população. O que nós gostaríamos de ressaltar nesse momento e que é muito importante é o pré-cadastro no site www.vacinaja.sp.gov.br. Por que isso? Porque esse pré-cadastro, ele agiliza o atendimento e evita aglomerações, principalmente para essa população, é um pré-cadastro que ele leva um minuto para ser feito, esse agendamento, ele não é obrigatório, mas ele ajuda a diminuir o tempo de fila e de espera, principalmente para esse grupo etário mais idoso. Então, a gente evita aglomerações e garante agilidade na vacinação. Então, mais uma vez, eu gostaria de ressaltar a importância do pré-cadastro, que pode ser feito por qualquer pessoa da família, ou pelo próprio idoso. Hoje, eles trabalham também muito bem com a internet, redes sociais: www.vacinaja.sp.gov.br. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dra. Regiane de Paula. Assim, intensificando o programa de vacinação dos idosos, de forma segura, organizada e planejada em todo o Estado de São Paulo, especialmente na capital paulista. Vamos agora a mais um tema positivo, mais uma boa informação, que é a nova fábrica de vacinas do Butantan, fábrica esta que está em construção, em ritmo acelerado, será entregue pronta para receber os equipamentos em 30 de setembro, e, volto a lembrar, a partir de dezembro já estará produzindo as primeiras doses da vacina do Butantan contra a Covid-19 e, a partir de janeiro, em escala industrial, em alto volume. Antes de passar a palavra ao Wilson Mello, presidente da Investe SP, e na sequência a Regina Esteves, presidente da Comunitas, agradecer mais uma vez à TV Cultura, que está transmitindo ao vivo essa coletiva aqui do Palácio dos Bandeirantes, e também a TV Record News, que da mesma maneira transmite ao vivo aos seus telespectadores. Prestação de serviço é isso. Wilson Mello.

WILSON MELO, PRESIDENTE DA INVESTE SP: Boa tarde, governador, boa tarde a todos e a todas. Hoje, governador, é dia de celebrar e de agradecer. Nós iniciamos esse projeto da nova fábrica do Butantan em outubro do ano passado, sabendo que nós precisaríamos de uma fábrica nova para produzir integralmente aqui em São Paulo, no Instituto Butantan, a vacina do Butantan, a vacina que atende hoje todos os brasileiros. Esse processo começou em outubro, com o chamamento ao setor privado, com o objetivo de, num primeiro momento, buscarmos R$ 130 milhões, que era aquele valor que nos permitiria dar início à construção da fábrica. Tínhamos uma segunda meta, governador, de R$ 160 milhões, e é essa meta que foi integralmente atingida dentro do nosso prazo, que era o dia 31 de janeiro. Nós temos aqui na tela, governador, a lista de todas as empresas que, em esforço comum e entendendo o propósito dessa causa, se juntaram à Comunitas, a quem mais uma vez eu agradeço, Regina, nesse projeto, que é o grande projeto, é esse legado que ficará para o Butantan, para os brasileiros de uma forma geral. No próximo slide, é a mesma informação, mas aqui com as marcas das empresas, para aqueles que quiserem visualizar. Agradecendo, governador, os 162, mas dizendo que, como o próprio governador mencionou, nós estamos agora buscando uma captação adicional, aí não mais para a fábrica especificamente, mas para melhorias que nós podemos fazer nessa fábrica, para que ela se torne ainda mais moderna do que ela já é. Então aqui, governador, eu encerro mais uma vez agradecendo ao setor privado, que viabilizou algo que seria impossível se nós fôssemos usar recursos públicos, governador: construir uma fábrica em 42 semanas. Isso só será possível porque nós tivemos aqui o apoio incondicional do setor produtivo, do setor privado do Brasil. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dimas Covas. Antes de passar a palavra à Regina Esteves, que representa o setor privado aqui nesta reunião, a quem renovo o agradecimento, quero mencionar que fazer uma fábrica de vacinas, que vai produzir 100 milhões de vacinas por ano, em 42 semanas, é um padrão chinês de construção e operacionalização, o que muito nos orgulha, e àqueles trabalhadores, engenheiros e profissionais que já estão, desde o dia 2 de novembro, trabalhando intensamente nas instalações dentro do Instituto Butantan, para entrega desta obra até 30 de setembro, um recorde histórico no Brasil. Com a palavra agora, Regina Esteves, presidente da Comunitas.

REGINA ESTEVES, PRESIDENTE DA COMUNITAS: Obrigada, governador. Boa tarde a todos. Eu acho que o que nós estamos vendo aqui hoje é o maior exemplo de parceria público-privada de impacto social. O setor privado, muito mais do que atuar com responsabilidade social, está participando de uma governança nesse projeto da construção da fábrica. Isso foi possível pelo planejamento do Estado, juntamente com o Instituto Butantan, e porque nós temos empresas que respondem por esse papel social. Mas eu acho que esse é um exemplo que fica como legado, não só para São Paulo, mas para o Brasil. Nós podemos, sim, ter mais eficiência na administração pública, tendo parceiras público-privadas de impacto social, investimento social, e que deixam legado. E é o que está sendo feito agora durante esse período. Então, reconhecimento muito especial a essas empresas, outras que vão se agregar, e que nós possamos também espalhar esse tipo de exemplo em outros projetos, inclusive para o Instituto Butantan. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Regina Esteves, presidente da Comunitas, e mais uma vez, obrigado às 36 empresas que aceitaram nosso convite e estão fazendo doações expressivas, R$ 162 milhões a fundo perdido, sem nenhum tipo de contrapartida, nenhum incentivo, nenhuma vinculação de nenhuma natureza, exceto o ato humanitário e solidário com os brasileiros. Parabéns a todas essas empresas, seus dirigentes e os profissionais que atuam nessas companhias, que aceitaram e confiaram no nosso convite para integralizar este valor para o Instituto Butantan, na sua nova fábrica de vacinas. E Regina, mais uma vez, muito obrigado a você também.

Vamos agora à quarta e boa notícia de hoje: a revisão das medidas do Plano São Paulo. E pra isso, passo a palavra ao Dr. Paulo Menezes, médico e responsável, como coordenador geral do Centro de Contingência do Covid-19, no Estado de São Paulo. Dr. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador, boa tarde a todos. É com bastante satisfação e alívio que o centro de contingência vem observando e acompanhando a estabilização e redução lenta, mas progressiva, nos indicadores da evolução da pandemia no estado de São Paulo, especialmente o indicador de novas internações, que se mostra com uma redução progressiva nas últimas três semanas, conforme foi colocado pelo governador. A nossa projeção há 15 dias atrás era extremamente preocupante, e por isso o governo tomou além das medidas do plano São Paulo, também essa complementar do estado inteiro, em vermelho, nos finais de semana que passou, e o próximo final de semana. As regiões que hoje estão em laranja, especialmente a região metropolitana de São Paulo, e Baixada Santista, são as regiões que tem mostrado maior tendência de queda, e são as regiões que tem classificação laranja nesse momento, de forma que as atividades permitidas na classificação da fase laranja vão poder ocorrer no final de semana. Mas eu queria chamar atenção para ainda a gravidade da situação, nós estamos, felizmente, nesse momento de estabilização, início de redução da transmissão, mas em um patamar ainda muito alto, semelhante a aquele que nós tínhamos em julho, agosto do ano passado. As regiões de saúde do interior têm mostrado maior transmissão, com consequente reflexo nos indicadores. E não é à toa que muitas dessas regiões estão classificadas em vermelho. Acho que houve um grande avanço na questão do acesso aos serviços de saúde, especialmente para pacientes graves. Hoje, com cerca de 8.500 leitos disponíveis no estado de São Paulo, nós temos em torno de 2.500 leitos disponíveis sem pacientes para aqueles que precisam. Então essa é uma segurança que nós temos, sendo 1.800, aproximadamente, leitos para pacientes para o SUS. Então nós continuamos acompanhando a cada dia esses indicadores. Esperamos que se mantenha essa tendência de redução progressiva de transmissão e consequentemente de casos, internações e óbitos, mas para isso é preciso que nós continuemos com todas as medidas que estão colocadas para cada uma das fases, e especialmente as medidas de proteção, uso de máscaras, distanciamento social, e evitar a circulação se não for necessário. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutor Paulo Meneses. Agora vamos para a quinta boa informação, hoje, repito, é um dia de boas notícias, em meio à tantas dificuldades nessa tragédia que é o vírus do COVID-19, na pandemia que se abateu sobre o Brasil e o mundo. Mas temos boas notícias, e quando temos boas notícias temos que celebrar essas boas notícias. E agora, a quinta boa notícia de hoje são as informações que a PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, Ciência e Tecnologia, dará aos representantes do setor privado, que sofreram consequências agudas desta crise econômica provocada por uma circunstância da pandemia, mas que tiveram a compreensão de manter aberto o diálogo com o governo de São Paulo, o entendimento, em busca de caminhos, caminhos que protejam a vida, mas garantam também o funcionamento ainda que em etapas, ainda que limitações, mas funcionando da economia de São Paulo. A esses representantes, cujos os nomes a Patrícia Ellen vai se referir, como governador de São Paulo, quero transmitir os meus sinceros agradecimentos, e estão aqui acompanhando presencialmente essa coletiva. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Muito obrigada, governador. Bom, não tem como não se emocionar vendo o piloto aqui da Latam, falando do transporte dos insumos que vão virar vacinas, e mais importante, virar vacinação. Nós temos a esperança da vacinação e também o resultado positivo da responsabilidade e esforço de toda a sociedade, respeitando as medidas do plano São Paulo, e os protocolos de distanciamento, e de proteção. Com isso eu queria esclarecer que a conquista que todos os setores poderão funcionar nesse final de semana, nas regiões que estão em fase laranja. Então comércio, restaurantes, que tinham a restrição de não funcionarem, não puderam funcionar no final de semana passado, nesse final de semana poderão funcionar, respeitando as regras da fase laranja, nas regiões da grande São Paulo, Araçatuba, Araraquara, Baixada Santista, Campinas, Piracicaba, Presidente Prudente, Registro, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto e Sorocaba. Mas como o governador colocou também, para além disso, nós intensificamos nessas últimas semanas um trabalho de diálogo com os setores mais impactados pela pandemia, e acolhimento dos desafios e dificuldades desses setores, para que pudéssemos ter um conjunto de ações emergenciais em uma força tarefa com seis secretários de estado, para entregarmos aqui um pacote emergencial a toque de caixa, como o governador nos pediu. Eu queria agradecer em especial os setores de bares, restaurantes, turismo, pequeno comércio, que estão aqui representados e trabalharam arduamente conosco em mais de 15 reuniões de trabalho, com mais de 200 representantes participando conosco nessas sessões de trabalho. Em especial no setor de comércio, agradecer as associações, a ABRACE, ao Shopping, ao Nabil Saion que não pode estar aqui conosco, está fora de São Paulo, mas está aqui representado pelo Vando Jordano da ABRACE, que tenha participado ativamente conosco. Queria agradecer também o Ricardo Roman, que está aqui conosco, presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira do estado de São Paulo. O Edson Pinto, que não pode estar aqui, que é representante de relações governamentais, da FHORESP - Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares em todo o estado. E em nome deles agradecer os mais de 200 representantes que participaram conosco nesse diálogo. Então hoje nós estamos trazendo em linhas gerais, as principais ações, mas traremos todo o detalhamento até sexta-feira. Achamos muito importante já divulgar hoje, para que todos saibam o auxílio que receberão. Mas escutamos os pleitos em diversas áreas. Na área emergencial de crédito estamos trazendo exatamente R$ 125 milhões adicionais de crédito, através da Desenvolve SP, e do Banco do Povo, e todas as condições especiais à essas linhas também serão apresentadas na sexta-feira. Mas eu gostaria de relembrar, no caso do Banco do Povo, por exemplo, são as menores taxas do mercado, nós estamos operando com juros de 0,35%, 0,7% nesse momento emergencial, e inclusive em juros zero, em parceria com o Sebrae, para os casos mais críticos de empreendedores que estão precisando desse auxílio nesse momento. E através da Desenvolve São Paulo, com o Nelson de Sousa, que está aqui conosco, também estamos detalhando toda a oferta de crédito para esses segmentos que foram mencionados. Além disso, um pleito que foi trazido pelo setor, e a boa notícia dele é que ele vai ser expandido para todos os segmentos, que a Procuradoria Geral do estado suspenderá por 90 dias o protesto de débitos inscritos na dívida ativa em todo o estado de São Paulo. A medida vem para dar fôlego às empresas de todos os segmentos, para que possam sanar suas necessidades mais urgentes, de capital de giro. E essa suspensão de protesto passa a vigorar já a partir do dia 4 de fevereiro. E por último, mas talvez o mais urgente de todos, é aliviar os gastos de todos esses empreendedores. Então tivemos aqui uma articulação liderada pelo secretário Penido, de Infraestrutura e Meio Ambiente, atuando com as principais concessionárias para que pudéssemos ter, e aqui o acolhimento da manutenção dos serviços de gás e água. Então com isso não haverá suspensão dos serviços de saneamento e gás canalizado nas áreas de concessão da Sabesp, Comgas, Naturgy e GasBrasiliano Distribuidora. Não haverá negativação dos débitos nessas mesmas concessionárias. E os débitos existentes poderão ser renegociados com prazo de parcelamento de 12 meses, com os detalhes que nós traremos também na sexta-feira. São medidas muito importantes, para reduzir os gastos dos empreendedores nesse momento, para auxiliar com capital de giro, através do microcrédito, com orientação também na gestão dessa crise. Todo o detalhe virá na sexta, mas já fica aqui esse acolhimento e esse alívio, pra que todos possam continuar batalhando e fazendo a sua parte nesse momento tão desafiador que nós estamos vivendo, temos esperança, mas precisamos continuar protegendo as vidas e atuar juntos pra proteger também os empregos e o empreendedorismo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Patrícia Ellen. Antes de seguirmos às perguntas, volto aqui a enaltecer a capacidade de diálogo de todas as entidades que foram aqui mencionadas pela Patrícia, exatamente porque são entidades que não tem nenhum vínculo político, partidário, ou ideológico, e sim vínculo com as suas atividades, com os empresários, com os funcionários, com aqueles que representam efetivamente a atividade privada, e no melhor sentimento, de verter pra aquilo que é possível fazer no bom entendimento, nas boas relações, sem vínculo político. Então, quero exaltar estas entidades, e não é preciso nem sequer gastar dinheiro em anúncios, em publicidade, sempre bem-vindo, porque ajudam os veículos de comunicação, evidentemente, a melhorarem os seus resultados, mas é muito mais fácil pegar o telefone, agendar uma reunião aqui no Palácio dos Bandeirantes, dialogar, conversar e chegar a bons resultados, esse é um governo que gosta e preza e respeita o diálogo. Nós teremos nas perguntas a TV Record, Correio Braziliense, o Jornal Perfil, da Argentina, de Buenos Aires, ah, não, desculpa, eu estou só elencando, ainda não vou passar, tem razão, Jean, desculpa, mas agora eu complemento aqui, a CNN, TV Cultura, Rádio TV Bandeirantes, TV Globo e Globo News, e UOL. E nós temos as informações, obrigado, Jean, por você ter me alertado, as informações da saúde, e dois alertas importantes, queria chamar atenção dos jornalistas que estão aqui e os que estão virtualmente nesses dois alertas iniciais que serão feitos pelo Dr. Jean Gorinchteyn. Falamos de cinco boas notícias, agora começam as más notícias.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Estamos na quinta semana epidemiológica e hoje começo a minha fala com um alerta, o Brasil, ele só será um país democrático se garantir com que todos os brasileiros tenham a mesma assistência à saúde em todas as suas regiões, em todos os rincões desse país, este é o preceito do sistema único democrático de saúde, precisamos leitos habilitados pelo Ministério da Saúde, leitos habilitados, significam leitos financiados pra custeio dos nossos recursos e, com isso, pagarmos tanto médicos, enfermeiros, materiais como equipamentos de proteção individual e medicamentos, pra que dessa forma possamos continuar assistindo os nossos pacientes. Nós tínhamos, até o ano passado, quase cinco mil leitos na rede pública, esses cinco leitos estavam, sim, habilitados, hoje, com o início do ano, de forma abrupta, nós temos apenas 11% desse número, ou seja, um total de 564 leitos habilitados, custeados pelo Ministério da Saúde, a pandemia não acabou, precisamos de recurso e o Governo Federal tem que cumprir a sua parte na tripartite Federal, Estadual, Municipal, não podemos desassistir a nossa população. Outro aspecto que o Brasil, não é São Paulo, o Brasil aguarda 15 milhões de insumos pras vacinações, seringas e agulhas que foram prometidas pra serem distribuídas pra todos os estados, desde o dia 26 de janeiro, temos de forma repetida mandado ofícios para o Ministério da Saúde, no sentido de que nos envie três milhões e 400 mil vacinas, desculpa, seringas e agulhas para o nosso programa de imunização de São Paulo e não obtivemos sequer uma resposta, precisamos não só com que São Paulo, mas com que todos os estados sejam vistos com dignidade, o Brasil não tem só Covid, o Brasil tem outras doenças e precisamos continuar dando assistência a elas, pra que elas também não morram por outras doenças, que não apenas o Covid. Esperamos, sim, que o Governo Federal não vire as costas para os brasileiros de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Jean, me permita aqui, eu queria acrescentar, aproveitando a presença dos jornalistas que aqui estão, e igualmente a transmissão de televisão pra, mais uma vez, dizer que São Paulo vai cobrar aquilo que é direito de São Paulo, nós temos quase 46 milhões de brasileiros residindo aqui, nós não vamos admitir, em nenhuma hipótese, ações discriminatórias em relação a São Paulo, seja com o licenciamento de leitos, credenciamento de leitos no Estado de São Paulo, seja com agulhas e seringas, é obrigação do Governo Federal atender as demandas de São Paulo, dos brasileiros de São Paulo, como é a sua obrigação também atender as mesmas demandas dos outros estados brasileiros e do Distrito Federal. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, seguimos agora com os índices da saúde, seguimos esses índices, que garantem a preservação de vidas e a continuidade da assistência e suporte à vida daqueles que assim o precisam, se não tivéssemos estabelecido, há 15 dias, medidas mais restritivas, através do Plano São Paulo, seguramente o sistema de saúde do estado teria colapsado, e foi isso que nós conseguimos modificar de uma preventiva, com apoio da população, com apoio dos empresários, que deram, realmente, o seu papel fundamental pra que isso pudesse ter sido revertido. Hoje a taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva estão em 67,8% no Estado de São Paulo, 67% na grande São Paulo, lembrem-se que nós tínhamos índices superiores a 70% nas últimas semanas, tivemos uma queda do número de internações em 9% em relação a média diária da semana epidemiológica anterior, e se compararmos as duas últimas semanas epidemiológicas, esse total vai pra 15% de queda do número de novas internações. Hoje temos no Estado de São Paulo 1.807.009 casos e, infelizmente, 53.704 pessoas perderam as suas vidas. Próximo. Tivemos novos casos em queda, nós temos que estar atentos a esse número, porque nós estamos no meio da semana epidemiológica, ela não se encerrou, temos um olhar atento, mas de toda sorte, nós ainda temos nesse valor, um valor muito menor do que aquele que nós tivemos no início de agosto, na 32ª semana epidemiológica, que nós tínhamos 10.828, chegamos a ter, na primeira semana, 11.300 casos, mostrando, realmente, uma queda importante. Próximo. Número de internações, observem a queda do número de internações e o dado, nós tivemos, se comparado a 20ª semana de julho, que tivemos o maior número de internações, 1.962, tivemos agora quase 500 internações a menos, e se comparado na primeira semana, quase 340 internações novas por dia a menos, quer dizer, isso é muito importante, porque internação reflete a dinâmica da pandemia, o quanto o vírus circula naquela população. Próximo. E número de óbitos também é um dado que nós olhamos com cautela, festejamos essa queda, mas volto a dizer, estamos no meio da semana epidemiológica, alguns dados podem, eventualmente, estarem sendo represados e, com isso, nos causa cautela e atenção, mas nem por isso um contentamento visto esses casos em queda significativa. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO do Estado de São Paulo. Agora sim, vamos às perguntas, pela mesma ordem que eu já anunciei, então, começamos com você, Daniela Salerno, da TV Record, bem-vinda, aliás, há tempos que não lhe via aqui, bem-vinda, boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, TV RECORD: Obrigada, governador, boa tarde a todos. A gente tem um cenário hoje de queda em alguns índices, estabilização em outros, mas, mesmo assim, o cenário ainda é preocupante, em decorrência, principalmente, daquela época de Ano Novo, que muita gente já acabou se aglomerando, saindo. Então, minha pergunta é a seguinte, a gente tá chegando próximo do Carnaval, a gente sabe que não é mais ponto facultativo, que alguns vão trabalhar normalmente, outros talvez não, então, a minha pergunta é: Vai haver alguma medida ou a possibilidade de haver alguma medida de fechamento de comércio, de restrição, algo pontual pros dias do Carnaval? Como, por exemplo, aos finais de semana, que virou fase vermelha, algo desse tipo, pensando, justamente, em precaver, em fazer com que as pessoas não se aglomerem? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Nós vamos ter duas pessoas respondendo à sua pergunta, vou pedir ao doutor João Gabbardo, médico e coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19, o centro de contingência tem debatido esse tema com atenção e com cuidado, e também com o nosso secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, que aqui está. Então começando com você, João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Sim, é possível, o centro de contingência está avaliando, haverá uma reclassificação das regiões para a próxima semana, e é possível que mesmo com essa reclassificação seja acrescida alguma recomendação adicional ao período de Carnaval. Não temos condições de antecipar, porque isso ainda está sendo discutido no centro de contingência.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem. Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Boa tarde. Primeiro é fundamental dizer que esses anúncios de hoje, devido a melhora dos indicadores, significam um caminho correto, um caminho em que as prefeituras colaboram ao governo do estado, mas também uma responsabilidade para elas seguirem dessa forma. Nós temos pela frente um feriado em que o governo do estado de São Paulo não vai dar o ponto facultativo, de que às 15h e 16h, e recomenda que as prefeituras façam da mesma forma. Portanto, não haverá feriado aqui no estado de São Paulo, as prefeituras têm se mobilizado nesse sentido, estamos acompanhando a maioria delas seguirem essa recomendação. E também que elas possam fiscalizar para que não haja aglomerações nesses dias. Estamos todos articulando com os prefeitos, teremos uma reunião do conselho municipalista no início da semana que vem, para a gente chegar muito bem articulado, sobretudo, na nossa faixa litorânea, os prefeitos da Baixada já estão mobilizados, do litoral Norte da mesma forma, para que a gente não tenha aglomerações que impactem esses indicadores que vêm melhorando aqui no estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Marco Vinholi. Daniela Salermo, muito obrigado pela pergunta. Vamos agora ao Correio Braziliense, online, presença virtual da Bruna Lima, jornalista do Correio Braziliense. Bruna, você já está em tela, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

BRUNA LIMA, CORREIO BRAZILIENSE: Boa tarde. Todos me escutam bem?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Perfeitamente, estamos vendo e ouvindo bem.

BRUNA LIMA, CORREIO BRAZILIENSE: Boa tarde, a todos. Então, a minha pergunta é em relação ao acordo com o Butantã e o Ministério da Saúde, para firmar esse contrato de mais 54 milhões de doses da Coronavac. A pasta da saúde Federal demandou uma previsão de entrega e também o encaminhamento do pedido de registro junto à ANVISA. Eu queria saber se essas respostas elas já estão sanadas para que aconteça a assinatura, de fato? E quais seriam essas respostas?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruna. Vou pedir, evidentemente, ao Dimas Covas, Presidente do Instituto Butantan, para responder à sua pergunta. Dimas, a pergunta da jornalista Bruna Lima, do Correio Braziliense.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bruna, as solicitações foram atendidas no dia de ontem, foi ofertado ao ministério o cronograma de entrega de vacinas desses 54 milhões, que devem começar em abril e se estender até setembro deste ano. Da mesma forma que também foi apresentado a eles a possibilidade de que o registro definitivo, que deve ser solicitado pela Sinovac, lá na China, e ao mesmo tempo aqui no Brasil, aconteça muito brevemente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem. Bruna, muito obrigado pela sua participação, continue acompanhando aqui a coletiva. Obrigado, Dimas Covas. Agora temos uma outra pergunta online, da jornalista Eleonora Gosman, do Jornal Perfil, da Argentina. Eleonora, boa tarde. Há tempos que não lhe via. Obrigado por estar participando aqui da nossa coletiva, sua pergunta, por favor.

ELEONORA GOSMAN, JORNAL PERFIL: Boa tarde, a todos. O que eu tinha a perguntar é o seguinte, no mundo todo tem problema para vacinar pessoas, isso está seguindo na Europa. Bom, na América Latina nem fala, nos Estados Unidos etc. Então o problema que eu pergunto, é que até agora vamos colocar por acaso, o estado de São Paulo, até agora o estado de São Paulo vacinou, ou vai vacinar até os 90 anos ou mais, logo depois começará com 80 a mais. A pergunta é, o que acontece com a faixa de 60 até 85? E quando o estado pensa, o governo do estado pensa que vai ter uma vacinação de todos os setores, as populações vulneráveis de São Paulo? Era isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Leonora, muito obrigado. Vou pedir à doutora Regiane de Paula, coordenadora geral do Programa Estadual de Vacinação em São Paulo, para responder à sua pergunta. Doutora Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE VACINAÇÃO: Obrigada, governador. Leonora, boa tarde. Nós enviamos essa semana 587 mil doses de vacina para que a gente possa completar a fase um da vacinação, ou seja, trabalhadores de saúde, indígenas, quilombolas, pessoas institucionalizadas com mais de 60 anos, e também os deficientes institucionalizados. Nós iremos começar agora então com também esse quantitativo, 90 anos ou mais, 85 anos ou mais, nós começaremos no dia 15. Quanto mais vacina chegarmos, e a boa notícia já foi dada, tanto pelo nosso governador, como pelo doutor Dimas Covas, imediatamente nós, estado, repassaremos vacinas aos municípios que estão prontos a iniciar a campanha de vacinação na estratificação da população em seguida. Então estamos prontos, recebendo vacina iniciaremos essa vacinação 80 anos e mais, 75 anos e mais, e assim sucessivamente. Nós só vamos aguardar mais vacinas. Mas toda a nossa logística, distribuição, seringas e agulhas, tudo está pronto junto aos municípios do estado de São Paulo. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigada, doutora Regiane. Leonora, o médico doutor João Gabbardo, deseja também intervir e complementar a resposta à sua pergunta. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, Leonora. A sua pergunta é extremamente importante, a vacinação dos idosos é fundamental. E eu quero aproveitar a oportunidade da sua pergunta para relatar o que está acontecendo hoje em Israel, Israel conseguiu até ontem vacinar mais de 50% da sua população, e conseguiu o fato extraordinário, caíram 60% das internações de pessoas com mais de 60 anos. Antes de começar a vacinação o número de internações para casos moderados e graves em Israel, entre pessoas com mais de 60 anos, era mais ou menos o mesmo número de internações de pessoas com 40 a 60 anos, quando essa faixa tem o dobro da população. Com a vacinação o que ocorre em Israel é que estão predominando as internações de pessoas na faixa etária entre 40 e 60 anos, exatamente porque nós conseguimos uma queda extremamente rápida das internações, e por consequência, dos óbitos de pessoas com mais de 60 anos. E aí eu aproveito para insistir, e eu vou insistir em todas as oportunidades que eu tiver, nós temos que acelerar o processo de vacinação dos nossos idosos. O nosso Ministério da Saúde já tem as informações sobre recebimento de novos lotes, 17 milhões de vacinas serão encaminhadas pelo Butantã no mês de fevereiro, início de março. Nós temos inteligência suficiente para utilizar todas as vacinas que estão disponíveis nesse momento, e vacinar o máximo de pessoas. E aguardar para fazer a segunda dose com as vacinas que nós receberemos. Eu acho que isso vale para o Brasil, vale para a Argentina, vale para todos os países que estão utilizando e vendo a necessidade desta vacinação nesse grupo prioritário, que são as pessoas acima de 60 anos. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutor João Gabbardo. Leonora, mais uma vez, muito obrigado. Obrigado por participar, sempre um prazer reencontrar você, mesmo que virtualmente. Vamos agora à Tainá Falcão, da CNN. Boa tarde. Há tempos que eu não via você aqui também. Mas você e Daniela sumiram aqui das nossas coletivas. Vejo vocês no vídeo, mas aqui é sempre bem-vinda.

TAINÁ FALCÃO, CNN: Secretário Jean, queria um pouquinho mais de informação sobre o que o senhor pontuou a respeito dessa necessidade de um apoio maior do Ministério da Saúde, o senhor prevê algum prejuízo na oferta de leitos então aqui em São Paulo, caso o Ministério da Saúde não responda essa demanda dos leitos habilitados? E também na vacinação por conta da necessidade de entrega dos insumos prometidos?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Tainá, muito bem, nós, felizmente, temos uma estrutura que São Paulo contempla, inclusive com recursos. E dessa maneira nós continuamos financiando, o estado de São Paulo continua financiando esses leitos, quando na verdade, isso era prerrogativa do Ministério da Saúde. E isso pode não acontecer em outros estados, que talvez não tenham essa flexibilidade inclusive relacionada a recursos, e dessa maneira podem sim desassistir os seus pacientes. Isso não acontecerá aqui. Nós temos os leitos, os leitos continuam funcionantes, e custeados pelo estado de São Paulo. Quando você diz a questão de insumos impactando a questão de vacinação do nosso planejamento de vacinação, nós antecipamos uma utilização de 21 milhões de seringas e agulhas, fizemos através de vários pregões a aquisição de mais 50 milhões de agulhas e seringas que estarão sendo gradualmente fornecidas ao estado, até julho próximo. Dessa maneira nós ainda temos esse fôlego, mas novamente, isso é responsabilidade, obrigação do Ministério da Saúde para com os estados, não só o estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Obrigado, Tainá, pela pergunta. Obrigado, Jean Gorinchteyn. E é isso, não é um tema só de São Paulo, é um tema de todo o Brasil, participo aqui virtualmente todos os dias de comunicação com os governadores do Brasil, os governadores do Brasil não receberam seringas e agulhas, estão trabalhando com os seus próprios estoques de seringas e agulhas. Os governadores, portanto, os estados brasileiros e o Distrito Federal precisam de mais leitos de UTI para o atendimento a aqueles que necessitam de atendimento intensivo nos hospitais públicos nos estados. É competência e obrigação do Ministério da Saúde atender as demandas dos governos estaduais. Vamos agora à TV Cultura, com Maria Manso, e na sequência, com a Maira, com a Rádio e TV Bandeirantes. Maria, você também tinha nos abandonado, mas eu sei que você estava de férias, eu imagino, porque não vi você não ar também. Bem-vinda, portanto.

MARIA MANSO, TV CULTURA: Muito obrigada, governador. Saudade. Boa tarde, a todos. Eu queria voltar à essa questão da vacinação dos idosos, até porque, muitos telespectadores têm nos procurado para tentar entender. Os idosos com mais de 60 anos, eles podem já receber da parte de vocês um pré-cronograma de quando eles vão poder procurar os postos de saúde, até para conseguir organizar a própria vida? Eu já tô vendo que não. Eu imagino então que a gente não tenha ainda vacinas suficientes para isso. Então eu já parto para a complementação da minha pergunta, que é, o estado de São Paulo sabe qual é o tamanho desse público dos idosos com mais de 60 anos? E como faltam vacinas para todos, o governo estuda a possibilidade além de produzir a Coronavac também de importar outras vacinas, como a Sputnik e a vacina de Oxford para atender a esse grupo aqui prioritário do estado, governador?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Maria, vou pedir à doutora Regiane, o doutor Jean faz uma intervenção, e o Edson Aparecido, se desejar, poderá complementar, evidentemente. Mas eu quero aproveitar a sua pergunta boa indagação, Maria, e mais uma vez repetir o que eu tenho dito aqui já há três semanas, o Brasil precisa de mais vacinas. Vou repetir, o Brasil precisa de mais vacinas. Nove de cada dez vacinas que estão no Brasil, nesse momento, incluindo as que estão chegando hoje à noite da China, são do Butantã. Onde estão as outras vacinas? Nós precisamos, São Paulo precisa, todos os estados brasileiros precisam, para vacinar os profissionais de saúde, os indígenas, os quilombolas, as pessoas idosas, as pessoas com morbidade, os professores, aqueles que atuam em estações de trem, ônibus, aeroportos, barcas e outros tipos de transporte, onde estão as outras vacinas? E me perdoem aqui meus colegas jornalistas, cobrem isso também do Ministério da Saúde. Não é possível que só São Paulo responda pelas vacinas do Brasil! E o Ministério da Saúde? Aliás, uma boa pergunta, onde está o ministro da Saúde? Onde está Wally? Nós estamos diante de uma gravíssima pandemia, e onde está o ministro da saúde? Onde estão as posições e as respostas que são necessárias para o Brasil, para os brasileiros? Nós estamos perdendo mais de 1.200 vidas por dia, mais de 1.200 brasileiros morrem todos os dias. Não há coletivas no Ministério da Saúde, não há informações do Ministério da Saúde, não há seringas no Ministério da Saúde, não há agulhas no Ministério da Saúde, não há a homologação de leitos no Ministério da Saúde. E não há vacinas no Ministério da Saúde, esse é o fato. Então nós todos aqui, governadores, meus colegas governadores, prefeitas, prefeitos, parlamentares, jornalistas, tem que cobrar o Ministério da Saúde. Não é possível imaginar que essa ausência passe desapercebida diante de uma pandemia que já levou a vida de 226 mil brasileiros, e passe em branco? Nós aqui, toda segunda, quarta e sexta respondendo, oferendo informações, dando transparência, dialogando, fazendo enfrentamento, estabelecendo medidas, buscando vacinas, o Ministério da Saúde em silêncio. Não é uma questão política, é uma questão de saúde, de ciência, de vida. E me perdoem, cabe sim, aos meus colegas jornalistas, aos veículos de comunicação, cobrarem isso, os profissionais de saúde, e os profissionais de imprensa são hoje linha de frente na defesa da vida e da ciência no Brasil. Por favor, façam isso. Doutora Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE VACINAÇÃO: Quando nós estipulamos 90 anos ou mais, 85 anos ou mais, é a população que nós podemos vacinar nesse momento, com quantitativo de idosos que nós temos, uma vez que essa população é àquela que quando contrai a doença, 37% delas vão a óbito. Nós sabemos sim qual é o quantitativo da população que precisa ser vacinada, com 60 anos ou mais, e essa população é entorno de 7,5 milhões de pessoas. Então nós precisamos sim, como o próprio governador diz, de mais vacinas, precisamos ter acesso à essas vacinas, para que possamos colocar as vacinas para os municípios fazerem a vacinação. Então somente com quantitativo, que nós estamos tendo do Butantã, e que é hoje, como o governador já disse também, nosso secretário, próprio doutor Dimas Covas, de cada dez vacinas, nove são do Instituto Butantã, nós precisaremos de mais vacinas para que nós consigamos vacinar essa população. E chegando, nós estamos prontos, o doutor Edson Aparecido acho que pode deixar claro que tanto o estado, quanto os municípios têm toda uma preparação para iniciar rapidamente essa campanha de vacinação nas diferentes faixas etárias. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutora Regiane. Eu fiz uma consulta aqui rápida, ao doutor Edson Aparecido, ao doutor Jean, se eles viam a necessidade de intervir, ambos abriram mão, muito obrigado. E o doutor Dimas pediu o uso da palavra para falar sobre as vacinas ainda na sua pergunta, Maria Manso. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador. Para que vocês tenham muita clareza em relação a volumes, quer dizer, a população do Brasil acima de 75 anos, mais profissionais de saúde que já estão incluídos, mais os quilombolas, mais os indígenas, totalizam entorno de 14 milhões de pessoas. Quer dizer, nós ainda não iniciamos a vacinação total dessa população, 14 milhões para vaciná-las nós precisaríamos de 28 milhões de doses, então a hora que completar 28 milhões de doses, essa população de 75 anos acima poderá ser incluída. De 60 a 74, são mais 21 milhões de pessoas. Ou seja, teremos a necessidade de 42 milhões de doses adicionais para vacinar essa população. Grosso modo, quer dizer, acima de 60 anos, já com os grupos incluídos, profissionais de saúde, índios, quilombolas, e, portanto, nós vamos necessitar de 80 milhões de doses. Então nós ainda estamos um pouco longe desse quantitativo. E é possível que isso acontece até o meio do ano? Sim, é possível, mas tem que ser feito um grande esforço para poder cobrir essa população acima de 60 anos de idade. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Agora informações completas para você, Maria Manso, e dando as boas-vindas ao seu retorno das suas merecidas férias. Vamos agora à Maira, da Rádio e TV Bandeirantes. Obrigado por estar aqui conosco. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

MAIRA DI GIAIMO, RÁDIO E TV BANDEIRANTES: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. a gente está ao vivo agora no Band News TV. E eu sei que é só uma pergunta, mas a minha pergunta e alguns esclarecimentos bem pontuais que ficaram aqui um pouquinho confusos. A

MAIRA DI GIAIMO, RÁDIO E TV BANDEIRANTES: A data de entrega das doses para o Ministério da Saúde desses insumos que vão chegar é 23 ou 25 de fevereiro? Fiquei em dúvida nisso. Se a suspensão das medidas vale para o fim de semana e vale também para os dias de semana das 8 horas da noite até às 6 da manhã? E eu queria conformar uma coisa que foi dita na outra coletiva sobre o uso da segunda dose. Se o Ministério da Saúde não autorizar, São Paulo vai usar as doses guardadas de qualquer maneira? É uma confirmação também da última coletiva. E finalmente a minha pergunta é sobre a Sinovac ter pedido o registro hoje, né, para uso público. O que é que isso significa e isso já é uma sinalização de que a gente pode ter um pedido de registro em breve aqui? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Maira, vai pedir gol depois na Band, né, três em uma. Mas vamos responder, evidentemente. Dr. Dimas responde, mas eu quero só antecipar aqui porque compartilhei da informação, as doses da vacina começam a ser entregues a partir do dia 23, dia 23 de fevereiro, 23, 24, 25. Evidentemente, nesse volume de vacinas você não consegue fazer toda a entrega em um único dia. A medida em que o processo vai se concluindo, o Dr. Dimas vai mencionar, imediatamente os pacotes da vacina serão entregues ao Ministério da Saúde. Mas quem vai falar sobre isso e também sobre a Sinovac é o Dr. Dimas Covas e a segunda pergunta o Dr. Jean Gorenstein responderá. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado governador. A partir do dia 23 de fevereiro nós começamos a entrega de 600 mil doses por dia e aí vai na sequência. Esperamos não interromper esse processo. Com relação a Sinovac, quer dizer, a Sinovac está numa fase final de submissão do registro na agência chinesa. Quando isso acontecer, deve acontecer brevemente, imediatamente, a mesma documentação dá entrada aqui na nossa Anvisa, então será simultâneo. Isso deve acontecer muito brevemente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem. Vamos agora ao Dr. Jean Gorenstein, obrigado Dimas.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Na verdade nós temos duas perguntas da Maira, a primeira com relação a suspensão desse faseamento adicional vermelho que foi implementado no estado. Lembrando que nós não estamos modificando o Plano São Paulo, nós fizemos um adicional de medidas mais restritivas e isso foi extremamente importante e impactou no número de internações, de óbitos e também, como nós vimos, de casos. Dessa maneira nos permite que a partir do fim de semana agora, nós estejamos suspendendo a medida que estaria sendo celebrada até o domingo. Essas medidas complementares, elas teriam vigor por completo até domingo. A partir de segunda volta a ser instituído o Plano São Paulo de forma habitual, seguindo o regramento das fases em que cada uma das regiões aí estiver estabelecida. Com relação a utilização do uso da segunda dose, nós precisamos, nesse momento, ter a segurança de que quem recebeu a primeira dose estará recebendo a sua segunda dose. Essa foi uma grande preocupação do governo do estado para que as pessoas possam receber essa segunda dose no prazo estabelecido. Caso nós tenhamos uma velocidade maior de oferta dessas doses aqui no estado, mas também no país, mas especialmente aqui no estado, aí poderemos avaliar uma celeridade maior. Nós temos que dar também uma tranquilidade de quem recebeu essa primeira dose esteja absolutamente protegido e imunizado no recebimento dessa segunda dose de imunizante no período estabelecido.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado Dr. Jean Gorenstein. Maira, obrigado pelas perguntas. Vamos agora a penúltima intervenção de hoje que é da TV Globo/GloboNews seguida do Portal UOL. E TV Globo/GloboNews com o seu repórter Guilherme Balza. Guilherme, boa tarde, a sua pergunta por favor.

GUILHERME BALZA, TV GLOBO: Governador, boa tarde, boa tarde a todos. Primeiro não ficou claro com relação ao período noturno, se as medidas a partir de segunda-feira não valem mais, a proibição da abertura do comércio, e eu queria entender melhor isso doutor, não ficou claro. E a outra questão, se já foi abordado eu peço desculpas que eu estava fazendo os links ali, mas é sobre a segunda dose, quando vai começar a ser aplicada a segunda dose naquele pessoal, naqueles profissionais de saúde que começaram a tomar a vacina a duas semanas atrás? É isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: A Patrícia Ellen responde a sua primeira pergunta e o Dra. Rejane de Paula, que é a coordenadora geral do programa estadual de imunização, responderá a segunda pergunta sobre a segunda dose da vacina. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Nós não fizemos nenhuma alteração no Plano São Paulo vigente, nós havíamos adicionado medidas complementares que faziam com que operássemos como fase vermelha nos fins de semana e depois das 20 horas durante a semana. A retirada dessas medidas tem um maior impacto no fim de semana, porque todo estado está em fase laranja ou vermelha. E na fase laranja a operação é até às 20 horas de qualquer forma, então, depois das 20 não haverá mudança durante essa semana. Haverá uma grande mudança nesse fim de semana, porque nesse fim de semana grande parte das regiões estão na fase laranja e o comércio, restaurantes todos, escritórios, não poderiam funcionar nesse fim de semana e agora podem, respeitando as regras de sua região. Então, na região laranja eles podem funcionar até as 20 horas com 40% de ocupação em até 8 horas por dia, todos os setores, com exceção da função bar. Um bar que opere como restaurante também pode funcionar nesse fim de semana, mas a função bar sozinha não. Todo o resto pode funcionar. Outras mudanças, nessa sexta-feira nós teremos a reclassificação do Plano São Paulo, então, nós vamos ver cada região, quem apresentou melhoras e pode ser reclassificado para outras fases terá a reclassificação anunciada nessa sexta-feira e a vigência a partir da segunda-feira da semana que vem. Está claro? Tá bom. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Patrícia. Dra. Rejane.

REJANE DE PAULO, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Claro governador. A vacina no estado de São Paulo começou no dia 17 de janeiro, portanto, 28 dias depois, ou seja, no dia 14 de fevereiro, a segunda dose já será... será distribuída a semana que vem e no dia 14/2 todos os municípios iniciarão então, a segunda dose da vacina, de acordo com esse cronograma, a partir do dia 17/1, iniciando a segunda dose dia 14 de fevereiro e sucessivamente, de acordo com os seus cronogramas de vacinação, levando em dias, da primeira e entre a segunda dose 28 dias. Obrigada governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Dra. Rejane, obrigado Guilherme Balza pelas perguntas. Vamos agora a última intervenção de hoje, é de Lucas Teixeira do Portal UOL. Lucas, boa tarde, sua pergunta por favor.

LUCAS TEIXEIRA, PORTAL UOL: Tudo bem, boa tarde governador, secretários. É o seguinte, duas perguntas, as duas sobre vacina. Sobre a celeridade do governo federal do senhor ter cobrado e pelo o que ficou claro aqui, não dá para estabelecer datas porque precisa de vacina e não se multiplica por milagre. Isso posto, o senhor pretende ter um plano B, que sabe a Sputnik, quem sabe, para acelerar, porque o estado tem muita gente, o país tem muita gente, o senhor tem conversado com outros governadores, de repente fazer um consórcio e a margem do governo federal? O segundo ponto é sobre a Sinovac, esse registro público, Dr. Dimas, conseguindo lá daí vocês pedem aqui e já seria o registro definitivo da vacina o que poderia colocar a Coronavac como ser a primeira a pedir esse registro definitivo? É isso, Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Lucas. Respondo a primeira parte, a segunda responderá Dimas Covas. São Paulo espera primeiro e rapidamente uma resposta do Ministério da Saúde. Aliás, São Paulo, os outros 25 estados e o Distrito Federal, ou seja, os brasileiros. Onde estão as vacinas? O governo federal prometeu 340 milhões de vacinas. As únicas vacinas que estão em território brasileiro ou 90% das vacinas que estão em território brasileiro são as vacinas do Butantan, viabilizadas pelo governo de São Paulo. Isso depois de todas as circunstâncias que eu nem vou me referir novamente aqui, porque vocês jornalistas sabem disso e a opinião pública que nos assiste aqui ao vivo pela televisão sabe também. Mas onde estão as vacinas? Agora eu quero dizer o seguinte, se não houver medidas claras, objetivas e confirmatórias do governo federal para disponibilizar mais vacinas para São Paulo e para outros estados, os governadores vão agir, o que representará mais uma vergonha para o Ministério da Saúde se governadores de estado tiverem que se consorciar para fazer aquisição de vacinas da Sputnik, da Moderna, da Pfizer ou outros produtores de vacinas a anuência da Anvisa. Mas se necessário, além das vacinas do Butantan, nós vamos fazer. Dr. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, obrigado governador. Lucas, sim, quer dizer, o pedido de registro feito lá, dado a entrada lá na China, ele entra aqui também na Anvisa e é disso que se trata, né? Quer dizer, o que nós chamamos de pedido de registro definitivo, nessa fase, quando autorizado, será um registro provisório, porque todas essas vacinas ainda precisam ser acompanhadas por um bom tempo, por pelo menos 12 a 24 meses para, de fato, aí receberem o certificado definitivo. Mas, sim.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem, Dimas Covas. Lucas, então, obrigado pelas perguntas. Com isso nós concluímos a coletiva de hoje. Essa foi a coletiva de número 171. Na próxima sexta-feira estaremos aqui no mesmo horário, as 12h45. A você que está nos acompanhando ainda pela TV Cultura obrigado pela sua audiência, obrigado pela sua compreensão, por favor use máscara e recomende a utilização de máscara, faça o distanciamento social e proteja a você e a sua família. Uma boa tarde a todos.