Coletiva - Governo de SP autoriza futebol a retomar treinos em julho 20201706

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Coletiva - Governo de SP autoriza futebol a retomar treinos em julho

Local: Capital - Data: Junho 17/06/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, muito obrigado pela presença de todos, começando por agradecer os jornalistas que estão aqui no Palácio dos Bandeirantes, hoje, quarta-feira, 17 de junho, agradecer também os cinegrafistas, fotógrafos, equipes técnicas e profissionais de imprensa que aqui estão, os que est&atilde ;o também remotamente acompanhando a nossa coletiva, essa é a coletiva de número 72, participam da coletiva de hoje José Henrique Germann, secretário da saúde. General João Campos, secretário de segurança pública do Estado de São Paulo. Patrícia, secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia. Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional. Aildo Ferreira, secretário de esportes e lazer. Cláudia Couto, procuradora-geral do Estado de São Paulo, procuradora-geral executiva. Coronel Camilo, secretário executivo da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Como convidado especial, Eliseu Soares Lopes, ouvidor da polícia. Dr. Carlos Carvalho, coordenador do centro de contingência, o chamado comitê de saúde. E Dr. João Gabardo, coordenador executivo do cent ro de contingência do Covid-19, o comitê de saúde do Estado de São Paulo. Agradeço também a TV Cultura, que está em transmissão ao vivo pra todo o Estado de São Paulo e as demais emissoras de rádio e televisão, também os veículos de mídia impressa e digitais que estão aqui, neste momento, acompanhando a nossa coletiva. Duas breves mensagens antes das comunicações, antes dos informes. Ontem eu estive em Jundiaí, onde estão sendo montados 600 mil kits de produtos de higiene e limpeza, é o kit, a cesta de higiene e limpeza solidária, são 600 mil kits que estão em montagem. A distribuição desses kits já começou em todo o Estado de São Paulo, para as famílias de baixa renda e as famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. E o registro adicional que eu gos taria de fazer é de agradecimento ao exército brasileiro, lá estavam dois generais da região sudeste, um coronel e 100 soldados, soldados que estão contribuindo na montagem, numa força tarefa na montagem dessas 600 mil cestas, como já contribuíram também na montagem das cestas do alimento solidário, não há como fazer isso de forma automática, não há automação pra isso, é manual o trabalho, e um trabalho que engrandece a relação coletiva e a participação do exército, através da sua unidade do sudeste, do qual já foi comandante o General João Campos, que está aqui ao meu lado. Quero agradecer a estes soldados que, com o seu trabalho, estão ajudando a montar essas cestas e, com essas cestas, estamos ajudando as pessoas que mais precisam aqui no Estado de São Paulo. Segundo infor me é um apelo, um apelo ao presidente Jair Bolsonaro, e ao ministro Paulo Guedes, pra que avaliem a possibilidade de ampliar o crédito para micro, pequenas e médias empresas, absolutamente fundamental que estas micro, pequenas e médias empresas possam ter um crédito ampliado nos mecanismos que o governo definir como possíveis para que possam atravessar esse momento de dificuldade econômica. Nós temos acompanhado aqui, através do secretário Henrique Meirelles, através da Patrícia Ellen, secretária do desenvolvimento econômico, e do dirigente do Banco Desenvolve São Paulo, Nelson de Souza, as aflições daqueles que comandam micro, pequenos e médios negócios no Estado de São Paulo, e não deve ser diferente me outras regiões do país. Por isso o apelo, pra que o presidente Bolsonaro se sensibilize, assim como o ministro Paul o Guedes, e possam ampliar o crédito destinado a esses segmentos. Talvez utilizando o próprio BNDES como forma de atender essas demandas. Aqui em São Paulo já destinamos 650 milhões pelo Banco do Povo e pelo Banco Desenvolve São Paulo para esse segmento, com juros reduzidos e prazo de carência ampliado. Feitas essas mensagens, vamos às comunicações de hoje. Futebol, volta aos treinos para os times de futebol no Estado de São Paulo, o Governo do Estado de São Paulo, através do centro de contingência, o comitê de saúde, determinou e finalizou hoje pela manhã todos os protocolos para as equipes de futebol profissional da chamada série A1, pra que possam voltar a treinar a partir do dia primeiro de julho. As regras acordadas pelo comitê de saúde e dialogadas com a Federação Paulista de Futebol devem ser cobradas dos clubes, de todo s os clubes que integram a série A1, aonde estiverem, na capital, no litoral, no interior do Estado de São Paulo e região metropolitana. Entre as medidas que deverão ser adotadas estão testes regulares dos jogadores e comissão técnica, limitação de pessoas nos treinamentos, a não presença de torcida, o uso obrigatório de máscaras por todos aqueles que da comissão técnica estiverem presentes, assim como medição de temperatura obrigatória de todos, atletas e não atletas, daqueles que autorizados estarão em campo. Estes protocolos referem-se apenas ao retorno aos treinamentos, a retomada das partidas será avaliada em fases posteriores e sempre em conjunto com a Federação Paulista de Futebol e a Confederação Brasileira de Futebol. O comitê de saúde leva em conta também que existem v&aacu te;rias outras modalidades esportivas de prática profissional e amadora no Estado de São Paulo, que também estão sendo avaliadas neste momento pelo comitê, e no próximo dia 26 de junho, sexta-feira da próxima semana, o comitê de saúde vai se pronunciar sobre as demais atividades esportivas, sejam elas profissionais ou amadoras. Sabemos que vamos contar com a compreensão e a colaboração da Federação Paulista de Futebol e dos dirigentes das equipes profissionais de futebol do Estado de São Paulo. Tenho, como governador, a convicção de que nenhum dirigente esportivo em São Paulo deseja o mau e o risco aos seus atletas e aos seus profissionais técnicos, aqueles que atuam nas suas comissões técnicas. Segundo anúncio de hoje é o anúncio de classificação de fases do Plano São Paulo, Patrícia Ellen vai falar a esse respeito, mas quero dizer que passa a ser feita este anúncio de classificação sempre às sextas-feiras. Qual o objetivo? Garantir que as informações sejam ainda mais atualizadas e esta classificação do Plano São Paulo, sendo às sextas-feiras, consegue dados fechados toda a quinta-feira, lembrando que fazíamos isso todas as quartas-feiras e a partir de agora passaremos a fazer às sextas-feiras, são as revisões das fases, e serão a cada duas semanas. Mais detalhes serão informados na sequência pela secretária de desenvolvimento econômico Patrícia Ellen. Feitas essas comunicações, nós vamos dar a sequência, ouvindo a saúde e começando pelo coordenador do comitê de saúde, Dr. Carlos Carvalho. Carlos.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Obrigado, governador. Eu queria só voltar a esse comentário que o governador fez a respeito das liberações, desde o início, ou seja, há duas semanas atrás, da implantação dessa fase do Plano São Paulo, o comitê de saúde do centro de contingência vem recebendo uma série de solicitações de diferentes áreas e serviços do nosso estado, como eles deveriam se posicionar a partir de agora, a medida que consi gamos tomar conta melhor dessa pandemia, e que esse processo, ele deve vir a passar nas próximas semanas ou meses, então, são diferentes áreas, com diferentes características, então, recebendo essas solicitações, sempre levamos em conta um dos membros do nosso comitê, colocado como relator, pra ele estudar com mais profundidade como ocorreu a liberação dessa respectiva área em outras cidades de outros países, que estão a nossa frente em termos de tempo, em termos de epidemia, que eles já passaram pela fase que nós estamos passando, aí ele, esse relator, ele leva em conta o Plano São Paulo, leva em conta as solicitações que estão sendo feitas pelas diferentes áreas, então, ele traz pro centro de contingência as informações e é discutido, baseado nessas informações, e levamos ao governador o posicionamento da saúde em relação à solicitação que é feita por essas diferentes áreas. Então, a solicitação que veio primeiro, que veio mais bem formatada, foi a do futebol, então, por isso que a resposta primeira foi a Federação Paulista de Futebol pros clubes profissionais da série A1. Então, há necessidade desses clubes profissionais se adaptarem às solicitações que foram feitas pelo comitê de saúde do centro de contingência, que a testagem de todos os profissionais envolvidos, os cuidados com a higiene dos locais onde esses treinos vão ser feitos, pra essa adaptação, então, ela ocorrendo, tendo uma noção do que está acontecendo com todos os profissionais envolvidos, é possível, então, o retorno aos treinamentos, que isso, ent&atild e;o, ficou marcado pra se iniciar em primeiro de julho. No momento, áreas como salões de beleza, bares, restaurantes, outras atividades esportivas, clubes sociais, a área de feiras de eventos, tudo isso está sendo estudado nesse momento por relatores dentro do comitê de saúde, e isso vai ser levado pro governador na próxima semana, pra que, então, na sexta-feira as áreas onde isso já estiver sedimentado, onde isso já tiver consolidado, vão sendo apresentadas as normas que sugerimos que sejam respeitadas pra, no período que o retorno for possível, essas normas, então, sejam respeitadas. E outro ponto fundamental, como no Plano São Paulo existe uma diversificação pelos municípios, por exemplo, na semana que vem, na sexta-feira, quem estiver, o município que estiver no vermelho, como vai ser a última sexta-feira antes do dia primeiro de julho, se o município tiver, por exemplo, um clube de futebol profissional, esse clube, naquele município, se ele estiver vermelho, não vai poder praticar o treino naquele município, ele pode praticar num município que esteja laranja ou amarelo, ou de outra cor. Então, sempre respeitando o Plano São Paulo, essa é a nossa posição do comitê de saúde. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Carlos Carvalho. É muito importante, dada a presença aqui de vários jornalistas esportivos, que as decisões do Governo do Estado de São Paulo são fundamentadas nas decisões da saúde, aqui não há decisão de ordem política, de ordem pessoal ou de qualquer tipo de influência que não seja aquela determinada pela saúde, é a saúde que determina os passos que devemos dar e os que não devemos em todos os setores da econ omia, assim como das práticas esportivas e de lazer no Estado de São Paulo. Com a palavra agora, o coordenador executivo do centro de contingência do Covid-19, o nosso comitê de saúde, Dr. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO COMITÊ DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Acho que o Dr. Carlos já foi muito claro em relação ao funcionamento do centro de contingência, nós recebemos todos os subsídios relacionados a essas áreas da economia, foi definido pra cada um desses temas um relator, esse relator vai analisar toda a documentação, cruzar isso com o Plano São Paulo, e nós poderemos, nos próximos dias, então, já manifestar o posicionamento oficial do Comitê em rela&ccedi l;ão a todas essas áreas. Era isso, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Vamos agora, saindo do tema da saúde, no âmbito daquilo que já foi abordado pelo Dr. Carlos Carvalho e Dr. João Gabardo, mas ainda no tema da saúde com os respiradores, ouvir a Dra. Cláudia Polto, que é procuradora-geral adjunta do Estado de São Paulo. Dra. Cláudia.

CLÁUDIA POLTO, PROCURADORA-GERAL ADJUNTA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador, boa tarde. Esclarecimentos sobre a questão do contrato de aquisição dos respiradores do fabricante chinês. Esse contrato, ele foi firmado... Perdão. Esse contrato, ele foi firmado em abril, naquela ocasião não havia oportunidade de adquirir esses equipamentos em âmbito nacional, então foi necessária uma contratação de âmbito internacional, regida por uma legislação específica de contratação durante o p eríodo de pandemia. Na oportunidade, foi feita uma ampla pesquisa das empresas importadoras, que se apresentaram aí com a disponibilidade de fornecimento desses equipamentos, e se optou, e a aferição da vantajosidade para a administração levou em conta tanto o valor quanto o cronograma de entrega, que era, de fato, e continua sendo um ponto crítico para a aquisição desses equipamentos. Essa empresa, uma 'trade', uma importadora americana, a [ininteligível], ofereceu esses equipamentos dentro de um cronograma de entrega de 21 dias, fracionado, e com valor compatível de mercado e compatível com esse cronograma. No curso da execução do contrato, a empresa alegou e comprovou dificuldades logísticas de entrega desses equipamentos. Nessa oportunidade, o estado então notificou a empresa, porque isso configurava, independente da dificuldade ocorrida, configurava um descumprimento contratual, então o estado notificou a empresa. A empresa então propôs uma repactuação, com novo cronograma, aderente a essas dificuldades logísticas, e o estado aceitou essa repactuação, com uma redução de quantitativos, porque já que o cronograma seria diferido, não havia mais interesse do quantitativo pra ser entregue no momento subsequente. Então, foi feita uma repactuação. Eram 3.000 equipamentos, isso foi reduzido pra 1.280 equipamentos, com uma entrega também fracionada, mas até o dia 15 de junho. Nessa repactuação, inclusive, foi explicitado que, em havendo algum descumprimento, a empresa estaria sujeita a uma multa, de 10%, e obviamente a devolução de preço. E se seguiu aí a execução, no bojo dessa repactuação. Ocorre que agora, em 8 de maio, a empresa nos encaminho u uma correspondência pedindo uma nova repactuação, com estabelecimento de um cronograma pra entrega final até 30 de julho. À vista dessa correspondência, nós ouvimos aí a área técnica da Secretaria da Saúde pra verificar se esse cronograma, considerando as necessidades da Secretaria da Saúde e o cenário atual, que é diferente daquele que havia no início, em abril, inclusive com novos respiradores recebidos da União e recebidos também de outras... E adquiridos também em outros contratos, se esse cronograma atenderia ao interesse público. A resposta da Secretaria da Fazenda... Perdão, da Secretaria da Saúde, é que esse cronograma não atende mais às necessidades da pasta, porque é óbvio que, com todas essas repactuações, a pasta foi tomando as providências para adquirir novos resp iradores e houve também o fornecimento no âmbito do Ministério da Saúde. Então, a decisão da Secretaria da Saúde aí, sob orientação da Procuradoria, é de rescindir o contrato. E agora a gente segue, governador, com um procedimento que é um procedimento administrativo, de rescisão contratual. Nesse procedimento, a empresa é notificada e notificada para devolver o saldo do preço dos equipamentos que não foram entregues, pagar a multa sobre o valor desse... Sobre o montante inadimplido, e seguimos também pra apurar eventualmente alguma responsabilidade de outra ordem da empresa, se na verdade tudo isso aconteceu por fatores exógenos, que não estavam sob a governabilidade da empresa, ou se houve culpa da empresa, pra aplicação de outras sanções administrativas. Tudo isso, certamente, tem que ser feito por contradit&oacute ;rio, ampla defesa, é um procedimento que vai seguir agora e estamos nessa fase agora, governador, de instaurar o procedimento administrativo de rescisão contratual, recebimento desses valores e eventual penalização da empresa, se comprovada alguma conduta culposa.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Cláudia. Apenas acrescentaria, tudo isso com o acompanhamento do Ministério Público Estadual e também do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Nós pedimos e eles estão fazendo o acompanhamento, como devem fazer. São órgãos fiscalizadores do estado, de todos os procedimentos, sejam esses ou outros de aquisição de bens, produtos e serviços para a área da Saúde do Estado de São Paulo. Dra. Cláudia, muito obrigado. Vamos agora para um outro tema, que é o tema de Segurança Pública, dadas as circunstâncias e ocorrências havidas aqui no Estado de São Paulo neste último final de semana. Antes de passar a palavra ao secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, quero voltar a reafirmar a todos que aqui me acompanham, aos que estão assistindo em casa, ouvindo e os que estão aqui presentes, que o Governo do Estado de São Paulo não será complacente com nenhum tipo de violência policial, de nenhuma ordem, sob qualquer justificativa. São Paulo tem a melhor polícia do Brasil e já faz tempo que tem uma polícia bem treinada, seja Militar, seja Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros. Não justifica que poucos comprometam a atuação d e muitos. Por esta razão, pedi aqui a presença do General Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, do Coronel Camilo, Álvaro Camilo, que é o secretário executivo da Secretaria da Segurança, e também fiz o convite ao Dr. Eliseu Soares, ouvidor da polícia, que tem total independência, como todos sabem, e pedi que ele pudesse estar aqui hoje para se manifestar. Então, começamos com o doutor... Perdão, começamos com o General Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sr. Governador, muito obrigado, senhoras e senhores, boa tarde. Eu reitero uma afirmação que eu fiz aqui na segunda-feira: nós não temos nenhum compromisso com o erro. E a missão para a segurança pública é o farol, e a nossa missão é proteger pessoas, aplicar a lei e combater o crime. Vejam que, nas visitas que fazem ao Copom, já comentei sobre isso, as pessoas se surpreendem, Sr. Governador, da quantidade de chamadas que acontecem por dia, no 190. E aí Eliseu disse que, quando alguém tem necessidade, se lembram de Deus e do 190. Mais de 80 mil ligações, sendo que 25 mil viaturas são despachadas para ajudar, apoiar e proteger. Nesses primeiros meses do ano, nós já prendemos 35 mil criminosos. Com relação às ocorrências últimas, os inquéritos policiais estão instaurados, policiais foram afastados, alguns policiais já tiveram a sua prisão preventiva decretada e os inquéritos, alguns serão brevemente concluídos, é o que nós queremos. Isso tudo feito em respeito, Sr. Governador, aos familiares das vítimas e principalmente e também, tanto quanto aos familiares das vítimas, a atenção, como o senhor disse, à grande massa, à grande maioria dos policiais, dos bons policiais que nós temos no Estado de São Paulo [inintelig& iacute;vel] melhor polícia do Brasil. Repito: não há compromisso com o erro. Eu gostaria que o senhor me autorizasse que o Coronel Camilo fizesse algum comentário. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Coronel Camilo. Obrigado, General.

ÁLVARO CAMILO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SECRETARIA ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO: Governador, General, todos os secretários, senhoras e senhores, eu só destacaria mais um ponto aí, acrescendo ao nosso General, a transparência. Não existe nenhum momento outra vontade na polícia, da Segurança Pública, em dar transparência total ao que é feito. A própria polícia vem a público falar dos seus problemas e apresentar as ações que estão tomando contra aqueles que se desviaram . Falo com muita propriedade, comandei a Polícia de São Paulo, que é regida por três princípios: direitos humanos, respeitar as pessoas, a individualidade das pessoas; segundo, as melhores práticas. Fomos aí, o ano passado, esse ano não, por causa da pandemia, o ano passado mais de 300 policiais fora, buscar treinamento e aperfeiçoar, para usar as melhores práticas; e terceiro, trabalhar com polícia comunitária, ao lado do cidadão, protegendo o cidadão. E a transparência é total. Além disso, convidamos, até por determinação do governador, que todos os órgãos, inclusive da OAB, Defensoria, Ouvidoria, Ministério Público, que acompanhem, do próprio Centro de Operações da Polícia, as ações policiais aos manifestantes. E mais ainda, garantimos o direito de manifestaç&a tilde;o, inclusive manifestação contra a própria polícia, que aconteceu ontem, de uma maneira pacífica, até o início da noite, aí sim, quando alguns vândalos provocaram problemas na Zona Sul de São Paulo. Então, destaco a transparência, sempre foi assim e será feito assim, e essa é a determinação do nosso comandante, General Campos, e do governador do estado, João Doria. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Coronel Camilo. Antes de passar a palavra ao Dr. Eliseu Soares, que é ouvidor da Polícia, quero enfatizar a menção feita, tanto pelo General Campos quanto pelo Coronel Camilo, transparência absoluta em todos os procedimentos, não apenas da Secretaria de Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica, como de todo o Governo de São Paulo. Esse é um compromisso nosso quando assumimos o governo, no dia 2 de janeiro de 2019, é de dar transparência a todos os atos, todas as iniciativas do governo, em qualquer circunstância e sob qualquer apelo. Portanto, quero agradecer aqui o fato do ouvidor da Polícia ter aceito o nosso convite para estar presente hoje aqui nesta coletiva, e passo a palavra ao Dr. Eliseu Soares. Eliseu.

ELISEU SOARES, OUVIDOR DA POLÍCIA: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Dizer que a Ouvidoria, desde que assumi a Ouvidoria, em fevereiro desse ano, um dos lemas nosso é que a Ouvidoria teria que funcionar como mediadora da sociedade em relação ao sistema de Segurança Pública no Estado de São Paulo. Nesse sentido, com o agravamento de parcelas de violência, por parte de algumas pessoas que compõem o sistema de Segurança Pública, nós procuramos o secretário de Segurança, o próprio governador, pra que nós poss amos ter uma interlocução maior da sociedade com a Secretaria de Segurança Pública. E nós tivemos duas ações importantes. A primeira, logo após as manifestações, reunimos com a OAB, Comissão de Direitos Humanos, Justiça e Paz, na sede da Ouvidoria, para dialogarmos sobre a atividade da Polícia nas manifestações. Tivemos sucesso, a última manifestação foi excelente, com a participação nossa no Copom, acompanhando em tempo real. O presidente da Ordem, o ouvidor da Polícia e outros membros da Ordem dos Advogados. E a mesma coisa fizemos agora, sexta-feira próxima, iremos fazer uma reunião com o secretário de Segurança Pública e entidades de Direitos Humanos, entidades que tratam da temática da atividade policial, pra exatamente dar um recado bem claro pra sociedade: Nós não pode mos compactuar com o desvio, não podemos compactuar com o abuso, qualquer que seja. A legalidade tem que prevalecer. O bom policial é o policial que respeita a lei, e respeitar a lei é respeitar o direito das pessoas. Muito obrigado,

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Eliseu Soares, ouvidor da Polícia. Todos estarão aqui à disposição para perguntas dos jornalistas, na sequência. Obrigado, Dr. Eliseu. Vamos agora aos números de hoje, da Saúde, com o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, boa tarde a todos. No Brasil, desde ontem, 923.189 casos confirmados, com 45.241 óbitos. Pro Estado de São Paulo, dados de hoje, 191.517 casos e 11.521 óbitos. Nossas taxas de ocupação em UTI, leitos de UTI, aqui no estado temos 70,6% e na Grande São Paulo, 77,1%. Internados nas nossas unidades, em regime de UTI, 5.257 pacientes. Em enfermaria, 8.423 pacientes. Aqui estão casos já confirmados e casos ainda a confirmar. Tivemos nesse período 34.59 9 altas hospitalares, de pacientes internados. Quanto à questão dos números de São Paulo, de 191 mil e 11 mil, quero esclarecer que houve um problema no SUS, que é o sistema que levanta os casos mais leves, e por isso foi muito pequena a mudança. E amanhã então, ele entrando novamente em operação, nós teremos um aporte que significa de ontem e de hoje. No caso de óbitos não, ele vem por outro sistema, e o número aqui está de acordo. E tivemos dentro daquilo que nós esperamos do ponto de vista dos números, e gostaria que a Patrícia Ellen, por favor, mostrasse o gráfico correspondente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, José Henrique Germann, secretário da saúde, a última intervenção antes das perguntas é exatamente da Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Eu vou mostrar uma página agora retomando o cenário que o doutor Carlos carvalho apresentou de casos e óbitos, e com detalhamento para óbitos, essa é a nossa expectativa até o final do mês, de termos aqui o intervalo entre 15 mil e 18 mil óbitos acumulados. O número que nós temos hoje está dentro do cenário em um limite inferior, toda a vida conta, e é muito difícil, sempre trazemos aqui os nossos n& uacute;meros de óbitos. Mas a boa notícia é que a nossa taxa de letalidade está caminhando para uma estabilização, porque o nosso número de óbitos está aqui no intervalo inferior das nossas projeções que já foram revisadas para baixo, como o doutor Carlos mencionou na última interação sobre esse tema. O cenário original tinha um número maior, foi revisado pelos especialistas, que a gente está acompanhando esse cenário desde o início de junho, ele foi revisado para baixo e a gente está no intervalo inferior, e exatamente por garantir atendimento a todos os habitantes, para que a gente consiga reduzir essa taxa da melhor forma possível. Então é isso que nós temos aqui, o número de casos de hoje, como teve essa questão com o SUS, a gente traz novamente com relação à ader& ecirc;ncia do cenário, amanhã, mas nós temos um ponto aqui muito importante, que está sendo destacado, no cenário de óbitos a gente está em um limite inferior. No de casos a gente está no limite superior, um pouco acima até, pela iniciativa de testagem, e em especial com testes sorológicos, e a Secretaria de Saúde, em parceria aqui com o sistema de monitoramento inteligente, na secretaria de governo, está trabalhando no esforço para a gente separar em tempo real esses números. Nós mostramos esses dados para vocês na semana passada, e a ideia é que a gente comece a acompanhar diariamente com essa separação para termos uma visão real da nossa situação, porque os casos testados através de PCR são os que impactam, no que diz respeito aqui à capacidade de atendimento, e a todo o nosso monitoramento do tratame nto. Já foi explicado também, que o modelo sorológico ele está sempre olhando para trás, para quem teve contato com o vírus, e não necessariamente quem está com sintomas, ou que está com o vírus presente naquele momento. Um outro ponto que o governador me pediu para esclarecer, esses dados vocês estão vendo como eles são importantes para a nossa tomada de decisões, e é exatamente por isso que a gente vai usar sempre o dado mais atualizado, para passar a atualização da regionalização da classificação de cada região nas fases do plano São Paulo. A ideia é que a classificação seja feita a cada duas semanas, como já foi anunciado, estamos honrando esse compromisso, e sempre passará a valer a próxima classificação na segunda-feira seguinte, após o anúnci o. E o anúncio será feito às sextas-feiras, para que nós tenhamos os números mais atualizados, a situação mais real para essa classificação, que será a classificação vigente nas duas semanas seguintes. Então a gente fecha a avaliação na quinta-feira e anuncia na sexta-feira. Para finalizar, antes de nos perguntarem, como é que será a atualização em regiões que precisam de uma atenção especial. Nós estamos monitorando isso diariamente, e o governador João Doria já reforçou que não hesitaremos em tomar medidas de restrição, se for necessário a qualquer momento nesse período de duas semanas. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Agora sim, vamos iniciar as perguntas, são 13h20min. Começando com a TV Globo, Globo News, jornalista Gabriel Prado. Obrigado pela sua presença aqui. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

GABRIEL PRADO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos os presentes na coletiva. Minha pergunta é sobre os respiradores da China, pode ser respondido pelo governador ou pela doutra Cláudia. O governo do estado vai tentar adquirir novos respiradores com outra empresa, ou não? Se a resposta for sim, qual é o prazo? Se a resposta for não, por que não? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabriel. Nós vamos dividir a resposta com a doutora Cláudia e com o doutor Carlos Carvalho, que é o coordenador do nosso comitê de saúde, há um tema de ordem administrativa legal, e outro de ordem técnica funcional. Então a parte legal responde a doutora Cláudia Pouto, procuradora geral adjunta do estado de São Paulo. E na sequência, o doutor Carlos Carvalho, se necessário, com o comentário do doutor Germann.

CLÁUDIA POUTO, PROCURADORA GERAL ADJUNTA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Especificamente em relação a esse contrato que está sendo rescindido nesse momento, não haverá entregas adicionais, as entregas foram 483, se eu não me engano, respiradores entregues, então com a rescisão não haverá entregas adicionais, e talvez aí o próprio doutor Germann possa esclarecer em relação a outras aquisições. Houve uma recepção de respiradores do Ministério da Saúde, e outros respiradores que fo ram adquiridos também, mas no bojo de outro contrato, não se trata aí de respiradores no âmbito desse contrato administrativo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Antes de passar a palavra à saúde, a importância da pergunta do Gabriel nessa segunda parte da pergunta, é que seria crítico se nós não tivéssemos substituído essa demanda que fizemos e que não foi atendida na plenitude por outros respiradores. Felizmente nós conseguimos, ou seja, sem nenhum prejuízo à população e ao sistema de saúde pública do estado de São Paulo. Por isso a importância da pergunta, e da resposta com o doutor Carlos Carvalho.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO NOSSO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Como o governador adiantou, foram tomadas medidas que depois o doutor José Henrique Germann vai explicitar melhor para todos, foram tomadas medidas ao longo do tempo, e nós viemos todo esse período monitorando o número de leitos e a expansão dos casos graves respiratórios, nos diversos municípios do estado. E à medida que ocorreu a demanda foram aumentados esses números de leitos com o fornecimento de respiradores, com o fornecimento de outros equipamentos que um leito de terapia i ntensiva necessita, e com o treinamento das equipes que viriam a utilizar esses equipamentos, e administrar esses leitos. Então isso foi possível porque ao longo desses três meses, progressivamente, se vocês repararem, quem tem os números sequenciais, que o número de leitos de UTI ocupados foi progressivamente crescendo. Chegou um momento que passou de 80%, chegou em 85%, então foi reforçado o número de ventiladores distribuídos, e novos leitos de UTI abertos, e hoje o estado tem cerca de 70% dos leitos de UTI ocupado, porque é a zona mais crítica, e a grande São Paulo está com 77%. Nesses últimos dez dias, 15 dias, nenhuma vez passou de novo de 80% de ocupação na grande São Paulo. Então isso foi bastante bem controlado, e o doutor José Henrique vai fazer comentário a respeito dos números, que ele tem esses dados com mais cer teza.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Durante o período todo da epidemia nós fomos monitorando dia a dia essa necessidade de respiradores, e da necessidade de leitos, aumentar o número de leitos para atender os pacientes. Isso foi feito gradativamente, e nós temos 2.779 respiradores recebidos, são respiradores que vieram de outras empresas por aquisição da própria secretaria, e também de uma mobilização por parte da sociedade no seguinte de nós recebermos uma série importa nte de doações. Então com isso nós chegamos a esse número de 2.779, e agora para este final de semana, segundo a companhia aérea, teremos o recebimento de uma das nossas grandes doações, que vem do Itaú Unibanco, de 350 respiradores. Então nesse sentido, mais as outras, nós vamos chegar a 3.241 respiradores. Ou seja, nós vamos ultrapassar aquela meta que a gente tinha colocado no começo da epidemia, no cálculo da necessidade de leitos e respiradores.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor José Henrique Germann. Obrigado, doutor Carlos Carvalho. Obrigado, Gabriel Prado. Apenas para esclarecer também, por dever de justiça e de transparência, que nesse total de 2.779 respiradores, estão 600 respiradores que foram doados pelo Ministério da Saúde, na gestão do atual ministro interino Eduardo Pazuello. Vamos agora à segunda pergunta, é da Daniela Salerno, da TV Record. Daniela, boa tarde. Mais uma vez, muito obrigado pela sua presença. Sua pergunt a, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. O doutor Carlos Carvalho falou agora na abertura dessa coletiva que o comitê vem recebendo uma série de solicitações de diversos setores, mas que a solicitação mais bem formatada veio por parte do futebol. Eu queria entender como que estão as solicitações por parte de academias. E também entender qual a diferença, ou se há a diferença do ponto de vista de saúde de um treino de futebol para uma atividade dentro de uma academia, mesmo que seja individual e com todas as regras de higiene e distanciamento. Imagino que seja um pleito bastante importante, inclusive por parte econômica. Então eu gostaria de entender essa diferença. E também se há possibilidade de reabertura de parques, uma vez que os parques continuam fechados, não tem previsão, e a atividade física faz também bem para a saúde com determinadas regras nesse momento. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, obrigado. Eu vou tomar a liberdade de sugerir uma resposta compartilhada pelo doutor Carlos Carvalho e pela Patrícia Ellen. Doutor Carlos.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO NOSSO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom, com relação ao que eu quis dizer da formatação da proposta, é que ocorreram algumas conversas anteriores, então a forma que foi apresentada e o protocolo de cuidado já estava mais bem delineado pelos profissionais do futebol, pelas equipes médicas que enviaram isso para a Federação Paulista de Futebol, e a forma como chegou para o comitê de saúde já tinha vários tópicos que estavam discutidos. Como seria feito o treinamento em termos de área de distribuição em área, se teriam quantos atletas treinando ao mesmo tempo, quantos estariam treinando na academia, qual seria o cuidado de limpeza dos equipamentos que aquele atleta treinasse até chegar um outro atleta. O tempo, o distanciamento entre eles. Todo esse regramento, o regramento de testes, não só no atleta, mas nos profissionais que trabalhassem com os atletas. A tentativa de disponibilizar equipamentos suficientes, EPIs para os profissionais que estivessem junto trabalhando com os atletas, quem precisaria usar máscara, quem não precisaria. Isso tudo teve que ser muito bem detalhado, e das propostas que chegaram, a que estava melhor detalhada, ou seja, mais bem formatada dentro dos critérios da saúde, foi essa proposta dos clubes profissionais de futebol. As outras áreas que enviaram, enviaram ainda com uma série de dúvidas, que deixavam em dúvida par a nós, do comitê de saúde, se as respectivas áreas que estavam solicitando, estavam prontas para tomar as medidas necessárias, tanto de distanciamento, quanto de proteção do profissional que trabalhar nessa região, quanto do indivíduo que for fazer esse treinamento, ou que for fazer essa academia, e assim por diante. Nessa parte mais específica da área econômica, e dessa distribuição, eu vou pedir então que a Patrícia complemente.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, doutor Carlos. Todos os setores tem trabalhado conosco nos últimos três meses, quase, em elaboração de protocolos muito detalhados, todos estão trabalhando com profissionais da área técnica setorial, e de saúde também. E nós temos secretários envolvidos também, imersos, dedicados a diversos setores. O que teve de diferente nesse caso, que também foi uma inovação no processo, o centro de contingência atribuiu um relator que acompanhou em mais detalhes esse caso, pode se aprofundar no estudo, até uma sugestão aqui que o secretário Vinícius Lummertz tinha feito para a gente fazer um teste, e poder garantir que há alguém dedicado, se aprofundando. Porque é um estudo de meses de cada setor, e a gente tem aqui muitos pleitos. Para dar a devida atenção a cada pleito, o centro de contingência ali com esse trabalho voluntário começa a ficar muito sobrecarregado. Então o doutor Carlos aqui foi também o protagonista desse processo de fazer esse piloto e para os outros pleitos nós estamos estruturando exatamente esse modelo de relatoria, que além dos líderes do setor e dos secretários envolvidos nós vamos ter relatores do centro de contingência para cada um dos pleitos para acompanhar em mais detalhe e poder trazer para o centro ter melhores con dições de tomar a decisão. E no caso dos clubes, é uma questão de prontidão, quando o Dr. Carlos coloca, né, a preparação do trabalho, é um momento, estava no momento da abertura desse setor. E a gente está estudando os outros e reconhecendo o esforço muito grande que os setores estão fazendo, estão todos desenhando novos modelos de operação, né? Dada a nossa condição, como é que a gente reinventa a nossa forma de trabalhar no comércio, em salões de beleza, em eventos, em academias. E eles estão apresentando esses protocolos também com esse novo modelo. Então nós estamos muito otimistas aqui de começar a trabalhar recebendo esses novos modelos e com esse formato de relatoria no centro de contingência.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. E Daniela, apenas para complementar. Algo que me chamou atenção positivamente foi o trabalho de assistência médica, de médicos especialistas da Federação Paulista de Futebol, uma medida elogiável. Se outros setores de esportes, principalmente esporte profissional, puderem recorrer também a profissionais médicos para ajudarem nos seus protocolos isso é contributivo. Então um fator que nós ressalvamos como positivo. Daniela, muito obrigado. O brigado, Patrícia. Dr. Carlos Carvalho. Vamos agora ao SBT com o Fábio Diamante. Fazendo uma brincadeira com você, o Fábio Diamante chega aqui as 8h da manhã pega a senha, que não tem uma coletiva que ele não esteja aí fazendo perguntas. Fábio, brincadeiras a parte, boa tarde! Obrigado pela tua presença.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER SBT: Obrigado, governador. Boa tarde a todos! Governador, a minha primeira pergunta é em relação as imagens que nós estamos vendo desde que o comércio, principalmente na capital paulista, ele voltou a funcionar. As ruas estão cheias, as pessoas estão se aglomerando no comércio, especialmente no centro de São Paulo. Os shoppings mais populares, eles não mantém distanciamento que é pregado pelo governo e também pela prefeitura. O transporte público segue funcionando cheio. Trabalhador vai para o seu emprego preocupado com o distanciamento social, mas ele já foi exposto a uma aglomeração muito grande no transporte público. Eu queria saber, Dr. Gabardo sempre fala que os números de hoje não refletem o que acontece hoje. Eu queria saber qual é o grau de preocupação do governo em relação ao que está acontecendo nas ruas com as imagens, se é que os senhores têm a mesma preocupação que nós temos todos os dias quando a gente está nas ruas. Uma segunda pergunta, se o senhor me permite, para o secretário da segurança. Secretário, um caso que viralizou muito e tem circulado muito nas redes sociais são dos rapazes que foram detidos na Avenida Paulista vestindo roupa com símbolos nazistas. As imagens não deixam dúvida, para que eles fossem levados para a delegacia por um policial militar, isso aconte ceu depois de uma certa insistência das pessoas. Na delegacia de polícia, segundo a sua pasta, esses jovens foram liberados porque não eram símbolos nazistas, e de uma banda de rock. Quem assistiu essas imagens entende que essa solução é quase um desafio a nossa inteligência. Eu queria saber o que houve. Muito obrigado.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fábio, obrigado pelas perguntas. Vamos começar pela primeira com o João Gabbardo, coordenador executivo do nosso comitê de saúde.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO COMITÊ DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Fábio, claro que essa aglomeração nos preocupa e muito. As orientações têm sido dadas, têm sido muito claras, quem deve, quem pode, quem não deve sair. Agora nós podemos trabalhar vendo qual é a repercussão através dos nossos indicadores, então nós trabalhamos com os nossos indicadores. Esses indicadores que vão apontar se essa exposição maior tem sido suficiente para aumentar a velocidade da transmissibilidade do vírus. E mais adiante é que nós vamos verificar se isso está tencionando o sistema de saúde. Nós olhamos com atenção todos os dias, todos os dados de todas as regiões do estado de São Paulo. Na sexta-feira vamos apresentar os dados colhidos até o encerramento de hoje, quarta-feira, amanhã os dados serão trabalhados e sexta-feira nós vamos apontar. Os indicadores servem exatamente pra isso, pra verificar se as medidas que estão sendo tomadas têm alguma repercussão na questão da transmissibilidade e logo adiante no que diz respeito a assistência. A atenção e a preocupação sua também é a nossa preocupação. E as pessoas que não precisam, que não tem a sua atividade ainda retomada e que pode e deve aguardar em casa, essa recomendação continua presente, válida e com bastante insistência.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabardo. Antes de passar ao General Campos com comentários Dr. Eliseu Soares. Fábio Diamante, eu diria até eu acrescentaria, a nossa preocupação é maior porque é o nosso dever e a nossa obrigação, como representantes públicos, zelar pela saúde da população. General Campos, agora no outro tema de segurança com comentários do ouvidor Dr. Eliseu. General.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, grato pela pergunta. Eu comentei aqui que em manifestações ocorrem palavras de ordem, ocorrem símbolos e ocorrem gestos. Talvez o mais difícil de se identificar no calor da manifestação são os símbolos, alguns são novos. Outro dia comentou-se sobre um símbolo que na verdade ele é o núcleo de uma bandeira histórica de um país. Uma bandeira histórica. Esse mesmo símbolo está na bandeira do país. No caso que você colocou desses uniformes, dessas roupas que foram colocadas, eles foram levados ao 78, há um inquérito instaurado e as roupas estão conosco. Então entra agora no processo de análise pra verificar qual é o contexto daquilo, pode até ser de uma banda de rock.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. Eliseu.

ELISEU SOARES, OUVIDOR DA POLÍCIA: Só pra completar, governador. Nós pedimos, depois da manifestação, no 78 DP, nós solicitamos que fizesse novas diligências, foi inclusive a pedido da ouvidoria essa solicitação, delegado requereu apreensão das roupas, inclusive nós sugerimos que fosse levado para o instituto de criminalística e também consultado especialistas, né, consulado da Alemanha, a sociedade israelita aqui do estado de São Paulo. Então foi um pedido nosso da ouvidoria, e foi muito importante, importante e ssa colocação porque nós não podemos compactuar com o crime, sobretudo crime de ódio. É inadmissível! No século XXI nós termos apologia a uma das catástrofes da humanidade que foi o nazismo. Nós não podemos compactuar com isso e, pode ter certeza, a ouvidoria vai acompanhar pra que se investigue e se tenha... Se tiver que puder nós estaremos ali para assegurar que isso ocorra. Muito obrigado.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Eliseu. E Fábio, último comentário é meu, pessoal. Absolutamente condenável e de profundo mau gosto que uma banda de rock queira utilizar uma suástica como símbolo, como elemento de qualquer natureza, de qualquer ordem. Eu, como cidadão, e um cidadão que combate qualquer tipo de discriminação e principalmente de apologia, como lembrou o Dr. Eliseu, aquilo que vitimou seis milhões de judeus é algo condenável.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER SBT: Se o senhor só me permite, secretário?

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER SBT: O senhor viu a imagem?

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, eu vi a fotografia dos abrigos numa imagem [ininteligível]. Deixa o delegado fazer o trabalho dele. O delegado é soberano quando conduz inquérito.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Fábio, muito obrigado mais uma vez. Vamos agora pra Eduarda Estevez, jornalista do IG. Eduarda, boa tarde! Obrigada por estar aqui conosco. Pode ajustar o microfone. Sua pergunta, por favor.

EDUARDA ESTEVEZ, JORNALISTA DO IG: Boa tarde a todos! Governador, em abril São Paulo atingiu o patamar recordes de mortes em confronto com a polícia. Eu queria saber, em comparação com o ano passado esse índice subiu cerca de 52%. Queria saber, governador e pessoal da segurança, a que vocês atribuem essa alta nos números e também como vocês avaliam o trabalho da polícia durante esse período. Obrigada.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduarda. Eu vou dividir a resposta com o General Campos, secretário de segurança pública, e com o Coronel Camilo, secretário executivo da secretaria de segurança. Mas não vou deixar de responder a segunda parte. A avaliação do governo do estado de São Paulo e minha, como governador, é de que temos uma grande polícia, uma polícia eficiente, uma polícia competente, a mais bem treinada e preparada do Brasil, o que não confere o direito a esta pol&iacut e;cia, ainda que por poucos, de cometerem equívocos, de cometerem agressões ou de transgredirem. Aqueles que transgredirem a orientação do governo do estado e minha, como governador, é muito clara, que sejam afastados, que sejam julgados, e se culpados forem que sejam penalizados, inclusive com a expulsão da polícia. General Campos.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Exatamente. Esses dados, eles constam no portal da Secretaria de Segurança Pública. Nós somos os maiores interessados, juntamente com toda a sociedade, de exatamente obtê-los e estudá-los, tá? Então nós estamos aqui com acréscimo de morte decorrente de intervenção policial, chama [ininteligível], policiais em serviço ou fora de serviço, policiais civis em serviço e fora de serviço. Isso serve para nós estuda rmos. Comentei na primeira inter coletiva que eu fiz aqui na gestão que o ideal seria a [ininteligível] zero. Mas infelizmente o crime continua. E nós estamos... Frutos desses próprios trabalhos estatísticos, colocando os policiais nas manchas criminais. E eles vão, como eu digo, vão de encontro ao crime e ao encontro a soluções. Gostaríamos muito que não houvessem os confrontos, que chegando que aqueles meliantes colocassem as suas armas no chão, isso não ocorre. Então assim, trabalhamos com isso. Cada morte em decorrência de intervenção militar, vou pedir que o Coronel Camilo explique, ela demanda um procedimento extremamente pré-estabelecido, ou seja, vai um cidadão, acompanha, há um inquérito, há outro inquérito na Polícia Civil para que os criminosos... São dados que são estudados, acompanhad os e trazidos a nossa realidade para que nós possamos buscar soluções. Nesse período da pandemia ocorre algo curioso. Com a facilidade de mobilidade os policiais estão chegando nos locais ainda quando o evento tem ocorrido, está ocorrendo. Então isso pode até explicar, mas nós aprofundamos sempre e buscamos sempre diminuir esses índices.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, general. Vamos ouvir o breve do depoimento do Coronel Camilo, Eduarda, que já foi comandante do policiamento do estado de São Paulo e foi também parlamentar. Coronel Camilo.

CORONEL CAMILO, EX COMANDANTE DO POLICIAMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Governador, só faria uma diferença, até pra não ficar na cabeça das pessoas o que aconteceu em relação a policiais que se desviaram uma coisa. E a letalidade que está aumentando é contra o criminoso, mesmo assim é uma vida e a secretaria faz todo um acompanhamento, até por uma resolução do secretário de acompanhamento da Corregedoria, ao Ministério Público, então faria só mais essa ressalva, né? Trabalhamos, &eacute ; uma preocupação a letalidade, mas a pronta resposta que inclusive é uma orientação de governo desde o ano passado, ela está muito, muito sendo utilizada pelos policiais e tiveram a oportunidade de ver recentemente nesse assalto a banco na Lapa, em que os policiais chegaram rapidamente, um policial foi ferido, e na sequência chegou o reforço, inclusive com viaturas da Rota. Então a pronta resposta está muito rápida, isso também, infelizmente, leva o confronto que é sempre uma opção do criminoso. Lembrando também que esse momento, ele é um risco para o policial. Nenhum policial quer esse risco também do confronto. Muito obrigado, governador.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Coronel Camilo. Eliseu, quer fazer um comentário?

ELISEU SOARES, OUVIDOR DA POLÍCIA: Só queria, governador, me permite dizer o seguinte: Que esses números precisam ser analisados caso a caso, né? Nós mesmos na Ouvidoria estamos estudando até para aprofundar e saber qual é a natureza desses episódios, para não sermos injustos. Portanto a fala do general é muito importante nesse sentido. Nós fizemos, nós estamos dialogando com a sociedade. Sexta-feira nós vamos fazer uma reunião com o secretário de segurança pública, comando da Polícia Militar, com entidades que atuam nessa esfera pra ouvi-los, né, e apontar caminhos. Porque o que nós precisamos além de diagnosticar, além dos números, é construir uma cultura de paz no nosso estado, sobretudo no momento que nós estamos vivendo. Então por isso que é importante estudar, diagnosticar para apontar caminhos que vai em direção a construção de uma cultura de paz na sociedade do estado de São Paulo. É isso.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Eliseu. Eduarda, mais uma vez muito obrigada. Vamos agora a TV Globo, Marco Aurélio de Souza. Marco Aurélio, prazer em revê-lo. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde para todo mundo que está nessa coletiva. Peço permissão para voltar para coisa do esporte. É, o torcedor governador, óbvio que ao saber no que dia primeiro de julho, os times de São Paulo vão poder retomar os treinos, ele já fica automaticamente pensando, mas e o paulistão volta quando? Até porque, por incrível que pareçam, pasmem o campeonato carioca vai voltar amanhã. Se os treinos voltassem hoje, tem time em São Paulo que não poderia treinar, porque está na fase vermelha. Primeiro, os times eles vão poder mudar de cidade? Vocês chegaram a tocar nesse assunto na reunião para conseguir treinar junto com os outros, né? Para ficar com a mesma equiparação? E segundo se existe uma previsão, mesmo que seja cedo ainda para uma possível retomada do campeonato Paulista? Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado Marco Aurélio, de esporte você é um dos que mais entende. Eu como acompanho esporte sou seu admirador também. Evidentemente, a pergunta será respondida pelo Dr. Carlos Carvalho, se necessário com comentários do Dr. João Gabbardo. Eu quero fazer um comentário pessoal, como alguém que gosta de futebol, e pratica o futebol, e que é torcedor do Santos futebol clube, e que vai aos jogos ta mbém, não a todos, mas há vários jogos. Em relação, ao campeonato carioca, eu fiquei surpreso por verificar que dois times profissionais não vão atender a recomendação, e não vão jogar, e entraram inclusive, com medida judicial, nesse sentido respeitando a saúde dos seus profissionais, sejam jogadores, sejam técnicos, ou seja equipe técnica de apoio. E eu quero cumprimentar esses clubes, que tiveram atitude de grandeza na proteção da saúde, em primeiro lugar. E agora sobre o campeonato paulista, e treinos, eventualmente, mudança de cidade como você indagou, eu passo ao Dr. Carlos Carvalho.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO NOSSO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Com relação, aos treinamentos, então, eles são fundamentais para o preparo do atleta, para ele poder voltar a exercer o esporte em alto nível. O esporte em alto rendimento. Então, você vai precisar de um período, pelo menos aí, quatro semanas para fazer o preparo físico desses atletas. Então, se formos começar agora, iniciando os treinos em primeiro de julho, só para agosto pode se pensar discutir, começar a discutir a volta dos jogos. Com relação, aos municípios, como a liberação é a partir de 1 de julho, nós temos ainda essa semana, semana seguinte que vai consolidar mais duas semanas desse período de quarentena. E aí, nós vamos ver os municípios que vão estar laranja, vermelha, amarelo, até verde, e aí, a orientação para os clubes vai ficar mais evidente, se ele vai poder treinar nas próprias dependências ou se eventualmente por um problema da cidade, se a cidade não estiver permitindo esse tipo de atividade, ele vai poder fazer os treinamento desde que tome os devidos cuidados para fazer o transporte, de toda a sua equipe, ou, ou ele pode treinar numa outra cidade sem problema nenhum, pode ficar num hotel, pode ficar tomando os cuidados. A nossa preocupação é com a saúde dos atletas , com a saúde de todos os profissionais e de toda as pessoas, que trabalham nessa área específica.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. Carlos Carvalho, Marco Aurélio de Souza obrigado pela sua presença, pela pergunta também. Vamos agora para TV Band, jornalista Yara Fantoni, muito obrigada por sua presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos, a gente está ao vivo no programas os donos da bola debatendo essa situação do futebol. E esse protocolo que foi aceito, foi aceito na integra, tudo que foi proposto e entregue... O Bruno Covas, na última, quinta-feira, teve alguma adequação a ser feita? Existe alguma adequação específica a ser feita sem ser do município, a questão do município, de analisar as cores? Por isso essa data do dia primeiro de julho também?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Yara, obrigada pela pergunta, apesar da velocidade que você a fez, mas eu passo ao Dr. Carlos Carvalho para responder. E se tiver necessidade com comentário de algum outro colega. Obrigada Yara.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO NOSSO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Inicialmente, como o governador comentou, vários clubes têm seu departamento médico. E esse departamento médico, esses médicos vieram ao longo do tempo conversando com membros do comitê de saúde do centro de contingência e eles vieram preparando esses protocolos de segurança para nos apresentar. Por isso, quando ele chegou esse protocolo, ele já estava mais adequado, já estava mais bem formatado, para um aceite. Na discussão do relator com o todo o centro de contingências foram feitos novos ajustes, foram apresentados, e esses, com esses ajustes, esse protocolo que apresentamos hoje aqui, está sendo levado à federação paulista de futebol, que vai passar aos clubes. E eles vão ter esse período, de pelo menos duas semanas a mais para poder realizar esse ajuste, que são ajustes de segurança, e para poder realizar os testes em todo o pessoal envolvido para nós sabermos a real condição dessas pessoas, para participarem dessa volta aos treinos, e eventualmente, saber se alguém tem algum processo inflamatório e infeccioso que aí vai tomar devidas proteções de isolamento, e durante os treinos, toda as medidas de segurança, já está definida nesse protocolo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. Carlos Carvalho. Yara Fantoni, obrigado pela sua pergunta, e sua presença aqui hoje. Vamos a penúltima pergunta da coletiva, ela é virtual do jornalista Luiz Felipe Leite, da rádio Brasil Campinas. Luiz Felipe obrigado pela paciência, você já está em tê-la. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Minha pergunta é o seguinte, a prefeitura de Campinas divulgou ontem dados recordes de novos casos confirmados de mortes por covid-19, e também de ocupação de leitos de UTI. Considerando que a reabertura dos setores permitidos na etapa laranja, começou aqui na segunda-feira da semana passada, como o Governo do Estado avalia a evolução da pandemia aqui. E é possível antecipar a reclassificação da região de C ampinas, prevista para ser feita na semana que vem, se a situação piorar mais, ou de outras regiões? E gostaria que a Secretária Patrícia Ellen, se possível, detalhasse sobre a mudança da data de anúncio da reclassificação. Ao invés da quarta-feira da semana que vem, vai ser feita na sexta-feira da semana que vem, é isso? Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Luiz Felipe, vamos as respostas, começando pelo Dr. Carlos Carvalho, passando pela Patrícia Ellen, e o Marco Vinholi, vamos tentar fazer isso de forma rápida e objetiva, Dr. Carlos Carvalho?

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO NOSSO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Com relação, a esse problema específico da região de Campinas, ele está sendo avaliado, e diariamente, nós temos os dados e temos acompanhado. Então, acredito que depois, a Patrícia, ou o Vinholi, o secretário Vinholi tenham os números, eles podem comentar com mais detalhes isso. Mas na Secretaria da Saúde o secretário José Henrique Germann, ontem teve uma reunião com os c olegas da Unicamp, e com os colegas de Campinas, e planos estão sendo determinados, para apoio as cidades sem problemas nenhum. O secretário José Henrique quer fazer um comentário adicional.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Por favor.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós temos conversado sempre com o secretário de saúde dessas cidades, e todos aqueles que exigem algum tipo de problema. Conversando com Dr. Carmino, que é o secretário municipal de saúde de Campinas, ontem e hoje. Eles têm um plano de um aumento de cem leitos até o final de semana. E que são leitos municipais. E além disso, estaremos aumentando também o número de leitos n a AME, que é estadual, e que é um ambulatório, que foi transformado aí, no hospital, vamos dizer de campanha. Como também, o HC, nós estamos dando todo apoio, nós estamos sempre, nesse sentido, apoiando as cidades. Agora, nós temos, nós trabalhamos em rede. Nós temos 17 regionais do estado de São Paulo. E todas as regionais estão com leitos suficientes para o atendimento da população. Lógico, que algum ou outro evento, pode ultrapassar algum nível de ocupação dos leitos. Então, nesse sentido que a gente atua e nesse sentido que a rede funciona.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário José Henrique Germann, obrigado, Dr. Carlos Carvalho. Vamos agora à complementação com Patrícia Ellen e o Marco Vinholi.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Então, Bruno, quando a gente anunciava na quarta, o resultado era fechado na terça-feira, pra uma classificação que só seria vigente na segunda-feira seguinte. Então, quase seis dias aí entre o fechamento e o início, e os prefeitos nos passaram essa sugestão de melhoria, pra trabalhar com dados mais atualizados. E também pra fixar, porque houve uma dúvida se era a cada duas semanas ou a cada 15 dias. Então, pra evitar qualquer tipo de confusão, respeitando o compromisso e o que está no decreto, vai ser a cada duas semanas, sempre valendo a classificação a partir de segunda-feira, e o anúncio na sexta-feira, com os dados atualizados até quinta-feira, pra que tenhamos aí a informação mais atualizada possível para iniciarmos a classificação, que será vigente por duas semanas.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Fazer uma análise da região de Campinas, Bruno, a gente verifica que, ao longo das últimas semanas, a evolução da pandemia não teve uma aceleração, ela vem crescendo de forma constante, uma leve aceleração, mantendo nos parâmetros aqui do Plano São Paulo. Não haveria, dentro disso, uma regressão. Mas o que vem sendo pressionado é justamente a capacidade hospitalar. Esse crescimento constante se dá com uma ocupaç&atil de;o de 70,6% hoje, ontem era 73%, na semana passada 65%, e isso vem crescendo ao longo desse período. O que o Governo do Estado fez? O secretário José Henrique Germann colocou de forma muito clara: nós vamos atingir, na segunda-feira, a meta de respiradores aqui no Estado de São Paulo, e vamos superar essa meta. Então, de forma muito objetiva, na região de Campinas, se não houvesse uma grande intervenção do estado, que colocou mais de 100 respiradores ao longo das últimas semanas, levou de 551 leitos para 700 leitos de UTI, junto com os gestores municipais nesse momento, e que vai atingir mais de mil leitos na região, dobrando o número de leitos na capacidade hospitalar da região de Campinas, já teríamos colapsado. Essa vai ser uma construção que nós vamos avançar ainda mais, ao longo dessas semanas, o Dr. José Henrique Germann c olocou aqui a questão do AME, do Mário Gatti, de outros equipamentos de saúde no município de Campinas, e em toda a região.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi, obrigado, Patrícia Ellen. Muito obrigado, Luís Felipe--

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Patrícia, pois não.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Só um ponto, desculpa, que eu não queria dar mal-entendido. O que eu mencionei dos 15 dias, Bruno, é que segunda foi dia 15, e houve uma dúvida se seria por quinzena ou a cada duas semanas. É a cada duas semanas, como está no decreto, valendo sempre a classificação a partir de segunda-feira, e o anúncio é às sextas. Então, só quis esclarecer, porque talvez possa ter gerado mal-entendido. E, atendendo a pedidos, com a informa&cce dil;ão mais atualizada possível.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Luís Felipe Leite, muito obrigado, continue aqui conosco. Vamos agora à última pergunta, que é da jornalista Maria Manso, da TV Cultura. Maria também chegou cedinho hoje, junto com o Fábio Diamante, pegou a senha e faz a pergunta. Maria.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Desculpa, mas eu tenho duas engatilhadas. Com relação à volta dos treinos, como a gente falou muito pouco dos protocolos em si, eu queria só saber dos testes, com que frequência eles vão ter que ser feitos, nos atletas e nas equipes, e se esses testes também vão ser feitos nas famílias dos atletas. Aí, com uma preocupação, claro, para que, caso aconteça um caso lá dentro, uma contaminação, isso não se espalhe para a população. E pra equipe de Seguran&ccedil ;a Pública, a Polícia Civil acabou de divulgar, agora há pouco, que teria identificado um sargento, não vou dizer o nome dele aqui, mas ele é do Batalhão de Ações Especiais de São Bernardo do Campo, ele e um outro policial teriam sido identificados nas imagens como os sequestradores e executores do garoto Guilherme Silva Guedes, de 15 anos, aquele caso que tem provocado protestos em Americanópolis. O sargento, ele estaria à paisana, sem a farda, mas armado, porque ele é proprietário de uma empresa de segurança, que estaria prestando segurança ali naquele local, no momento do suposto crime. Eu queria que vocês comentassem esse caso, por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria. Vamos então primeiro ao tema do futebol, com o Dr. Carlos Carvalho, e depois o tema de Segurança Pública, com o Coronal Camilo. Carlos.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Com relação à frequência da testagem, vai ser feita uma testagem... A orientação foi, a sugestão nossa foi: uma testagem no tempo zero de todo mundo, e com essa testagem, vai ser feito o PCR, que é a pesquisa se existe um vírus no organismo do indivíduo, e a testagem da sorologia, pra saber quem dessas pessoas já teve contato com o vírus e já tem uma proteção. Vão ser observados de maneira diferente. O indivíduo que não tem pr oteção ainda, ele vai ser testado de cinco a sete dias, dependendo da condição de saúde dele, dos sintomas que tiver. Pelo menos um teste semanal, esse indivíduo, que não tem ainda anticorpos neutralizantes do vírus, ele vai ter que ser testado. Bom, detectado um indivíduo com PCR positivo, ele é isolado, assim como todos os seus contactantes. Eles vão ser avaliados, eles vão fazer um novo teste em três dias, para saber se eles adquiriram o vírus ou não. Então, tem todo um protocolo de sequência que está sendo utilizado, não só para o futebol, como é o protocolo que é orientado pela Secretaria da Saúde, para ser feito com os profissionais de Saúde, que eventualmente se expõem ao vírus, e assim por diante. Então, é um teste no tempo zero e depois ele é acompanhado, resumindo, po r um teste semanal. E o isolamento, caso venha positivo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Queria só pedir ao Dr. Carlos a complementação em relação à família dos atletas, se há no protocolo essa previsão.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Então, vindo positivo, os familiares vão ser isolados dessa pessoa e vão ser testados também. Eles têm que ser acompanhados. Você monta, você tenta restringir aquele núcleo, para que não tenha um espalhamento do vírus a partir daquela família, daquele grupo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Carlos. Agora vamos à Segurança Pública, com General Campos e/ou o nosso Coronel Camilo. General.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO: Grato, Maria. Aquilo que consta a você, como também me consta, é que há um suspeito identificado, ou seja, o inquérito não foi concluído. O encarregado do inquérito, na Polícia Civil, o encarregado dos IPMs na Polícia Militar, são soberanos, mas eu imagino que ainda tenha alguns passos a serem dados: representação, mandato de busca e apreensão, direito do contraditório e ampla defesa, ou seja, vamos dar tempo a que esse in quérito seja concluído, e esperamos que seja rápido. Agora, com relação, se isso confirmado, criminoso é. Cometeu crime, criminoso é. Se tem uma empresa em nome dele, pra qualquer outro serviço, também é irregular. Vamos deixar o inquérito concluir isso daí. Eles vão fundo nesse aspecto.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, General Campos. Algum comentário? Ok. Maria Manso, muito obrigado pelas perguntas. São 14h03, hoje avançamos um pouco mais no tempo. Queria agradecer mais uma vez a presença e a participação de todos. Amanhã, teremos a coletiva, sempre às 12h45, pontualmente. Amanhã o tema é saúde, com a equipe da Saúde, do Comitê de Saúde, e voltar a recomendar aos que estão nos assistindo, ouvindo e acompanhando: por favor, fiquem em casa, sobretudo se você t em mais de 60 anos, se você tem comorbidades. Fique em casa e, ao sair, por favor não esqueça a sua máscara. Boa tarde a todos e até amanhã.