Coletiva - Governo de SP chega a 4,2 milhões de doses da vacina do Butantan entregues na semana 20213007

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Governo de SP chega a 4,2 milhões de doses da vacina do Butantan entregues na semana 20213007'

Local: Capital – Data: Julho 30/07/2021

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Hoje o governo do estado de São Paulo e o Instituto Butantan entregam para o Ministério da Saúde, para o programa nacional de imunização, mais 1,2 milhão de doses da vacina do Butantan, a vacina da vida. Com isso, nós vamos a 62.850.000 doses da vacina do Butantan já entregues para o programa nacional de imunização. Repetindo: 62.850.000 doses da vacina do Butantan já entregues para o Ministério da Saúde. E vamos completar 100 milhões de doses até 30 de agosto. Portanto, 30 dias antes do prazo contratado, que era 30 de setembro. Dessa maneira, nós estamos ajudando a acelerar a vacinação em todo o Brasil. Aqui em São Paulo, estamos acelerando, e até o dia 16 de agosto toda a população adulta, com mais de 18 anos, já terá tomado pelo menos uma dose da vacina no braço. O estado de São Paulo é o estado que mais avança, que mais vacinou, que mais pessoas com a primeira dose, percentualmente, já vacinadas no Brasil, e acelerando de forma muito vigorosa a segunda dose também. No dia 18 de agosto, vamos iniciar a vacinação dos jovens na faixa etária de 17 a 12 anos. Com isso, também ampliando a imunização e a proteção a todos os jovens aqui no estado de São Paulo. Ao meu lado, estão a Regiane de Paula, coordenadora do programa estadual de imunização, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, e também Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Estarão, obviamente, à disposição de vocês para responder as perguntas. Nós aqui, pela ordem, vamos começar com a Vanessa Oliveira, da TV Cultura. Na sequência, o Marcos Vinicius, da TV Globo, GloboNews, o Vinicius Passarelli, da CBN, e a Manuela, da CNN. Então, começando com a Vanessa Oliveira, da TV Cultura, que é a primeira a fazer a pergunta. Cadê a Vanessa?

VANESSA LORENZINI, REPÓRTER: Governador, estou aqui. Bom dia.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Desculpa. Bom dia, Vanessa.

VANESSA LORENZINI, REPÓRTER: É Vanessa Lorenzini...

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Desculpa.

VANESSA LORENZINI, REPÓRTER: Imagina. Governador. Gostaria que o senhor comentasse sobre o incêndio na Cinemateca Brasileira. A gente está ainda... Demanda perícia, mas tem esse risco, mais de 1 milhão de documentos, 60 anos de história, inclusive imagens da fundação de São Paulo. Como é que está a vontade política no Brasil em relação a cuidar da nossa história? Estamos cuidando devidamente da nossa memória? E em segundo lugar, eu gostaria, ainda sobre esse assunto, que o senhor comentasse sobre um desejo ou uma solicitação que foi feita pela prefeitura de São Paulo, ainda sob o comando do Bruno Covas, e pelo governo de São Paulo, para que pudesse ser cuidado aqui da Cinemateca. Esse pedido não foi nem respondido pelo Governo Federal. Vocês pretendem fazer um novo pedido? São Paulo pretende cuidar da Cinemateca? Que agora, com certeza, vai demandar mais custos, mais investimentos e mais cuidado e trabalho também. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vanessa. Se São Paulo cuidar da Cinemateca, certamente cuidará melhor do que o Governo Federal. O Governo Federal, infelizmente não cuida bem da cultura, aliás, despreza a cultura no Brasil. E lamentavelmente o incêndio na Cinemateca de São Paulo é prova disso. O próprio Ministério Público Federal já havia recomendado que houvesse um cuidado e um zelo na proteção de todos os filmes, o arquivo cinematográfico da Cinemateca, que é maior e mais completo do Brasil. E uma parte considerável disso foi perdida, com esse incêndio. Falta de zelo, falta de cuidado, como aliás ocorreu também no Museu Nacional do Rio de Janeiro, e agora na Cinemateca, aqui em São Paulo. Quando prefeito da capital, ao lado do Bruno Covas, nós deliberamos a importância de poder transferir a Cinemateca para a prefeitura da cidade de São Paulo. O Bruno depois ratificou isso, já no governo Bolsonaro, e a resposta foi o silêncio. Não houve nenhuma manifestação do governo, positiva, em relação à transferência da Cinemateca para a gestão da prefeitura de São Paulo. Como governador e como ex-prefeito da capital, e como alguém que aprecia e respeita a cultura, lamento muitíssimo a falta de zelo, a falta de cuidado, o desprezo pela cultura brasileira e a perda irreparável de quilômetros de filmes, que foram perdidos neste incêndio, na Cinemateca. Se o governo tiver um pouco de apreço pela cultura, deveria transferir a Cinemateca, ainda que com o problema havido no incêndio, para a gestão da prefeitura de São Paulo. E, se assim for, o governo do estado vai apoiar e trabalharemos juntos, prefeitura e governo, na reconstituição da Cinemateca e na recuperação do que for possível do arquivo que, lamentavelmente, de filmes históricos, foram perdidos. Eram essas, Vanessa? Você tinha... Eram essas, né?

Vamos agora ao Marcos Vinicius, da TV Globo, GloboNews. Ah, está aqui. Desculpa. Bom dia, de novo, Marcos.

MARCOS VINICIUS, REPÓRTER: Bom dia, governador, bom dia a todos. Bom, eu tenho duas perguntas para o senhor, também se algum outro participante quiser responder. Uma, em relação a uma declaração feita ontem pelo presidente Joe Biden, nos Estados Unidos, que já admite preocupação com a reabertura da economia, e inclusive a possibilidade de um novo pico da pandemia do novo Corona Vírus. Queria saber então se a reabertura, as medidas de flexibilização também preocupam o senhor, se existe uma preocupação em torno de um novo pico. E também questioná-lo a respeito da variante delta, se temos atualização, temos um novo número de casos... Como é que está?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Marcos, obrigado. São duas perguntas conectadas. Eu começo a responder e, na sequência, o Dr. Jean Gorinchteyn complementará, evidentemente, se o Dimas Covas desejar, e também a Regiane, poderão fazer uso da palavra, obviamente. Em São Paulo, nós estamos acompanhando com cuidado, com atenção, a variante delta, mas estamos seguros da evolução que adotamos, graças à vacinação e a vacinação em volume crescente no estado de São Paulo. É o estado que mais vacina, percentualmente o que mais vacinou na primeira dose, e acelerando fortemente a D2, a segunda dose da vacina. E já até o próximo dia 16 de agosto, já teremos completado toda a vacinação de adultos aqui em São Paulo, iniciando a vacinação dos mais jovens. A vacina salva também contra a variante delta. Portanto, a melhor solução para a variante delta é ampliar a vacinação, e é o que nós estamos fazendo aqui em São Paulo. E à medida em que temos uma redução sensível em número de casos, internações e óbitos, nós podemos e estamos fazendo uma flexibilização gradual e segura da economia, para resgatar empregos, resgatar a geração de renda, melhorar a qualidade de vida e trazer esperança aos que vivem em São Paulo. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: O estado de São Paulo é o estado que mais vacina, nós estamos com 75% da nossa população-alvo, que tenha recebido pelo menos a primeira dose da vacina, estaremos tendo o nosso dia D agora, no dia 16 de agosto, para poder efetivar essa extensão de proteção a todos os adultos do estado de São Paulo, e também estaremos progredindo para os adolescentes a partir do dia 18, iniciando com aqueles portadores de comorbidades, gestantes, e deficiências, e a partir de então todos aqueles entre 12 e 17 anos e 11 meses que não tenham comorbidade nenhuma. Portanto, vacinamos muito. Isso impactou nos nossos registros de internação, casos e óbitos. Estamos com 67% a menos de internação em relação ao pico da segunda onda, 60% do total de mortes que nós tínhamos na segunda onda, e também, se nós analisarmos hoje o percentual de ocupação nos nossos leitos de UTI, 52% no estado e 48% na grande São Paulo. Na Baixada Santista, estamos com 35%, isso é respeito, isso é fruto da nossa vacinação célere, responsável. Fizemos aquisição, o governo do estado de São Paulo, sob a liderança do governador João Doria e vice-governador Rodrigo Garcia, comprou 4 milhões de doses adicionais. Então, estamos acelerando. Quando fazemos o comparativo com aquilo que acontece nos Estados Unidos, eles não atingiram 50% da sua população vacinada, a vacina está disponível, a população não vai ao encontro da vacinação, diferente do que nós temos no estado de São Paulo, e isso, associado às medidas sanitárias, que nós respeitamos. Existe um decreto do governador com obrigatoriedade do uso da máscara, algo que também não é factível nos Estados Unidos. Então, somos responsáveis, temos atenção e, com isso, os números é que nos guiam e sempre nos guiaram, no Plano São Paulo, para todas as estratégias que são tomadas, em termos de expansão de horários e serviços. Com relação à variante delta, é uma variante de atenção, sempre o estado de São Paulo se antecipou nas pesquisas, e foi exatamente essas pesquisas aleatórias que pegavam aqueles pacientes que eram positivos, sem sequer terem viajado ou entrado em contato com alguém que viajou, e essas amostras trouxeram oficialmente 15 casos no estado de São Paulo, 13 no município e dois casos em duas cidades do Vale do Paraíba. Lembrando que o município de São Paulo ainda tem outros sete casos em análise, mas não reportou à Secretaria de Saúde, então nós oficialmente consideramos apenas 15 casos no nosso estado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Marcos Vinícius, obrigado pelas perguntas. Vamos agora ao Vinícius Passareli, da Rádio CBN. Vinícius, bom dia, mais uma vez, sua pergunta, por favor.

VINÍCIUS PASSARELI, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, secretário, doutor Dimas, doutora Regiane. Bom dia, a todos. Queria repercutir um pouco essa notícia de que o Uruguai também confirmou a aplicação de uma terceira dose para quem tomou a Coronavac lá, vai tomar uma terceira dose da Pfizer. Outros países também estão anunciando essa terceira dose, e aqui no Brasil o Ministério da Saúde também anunciou um estudo sobre a possibilidade de terceira dose para quem tomou Coronavac. Queria entender um pouco o entendimento aqui do estado de São Paulo, do Instituto Butantan em relação à essas notícias que vão surgindo de outros países, e até mesmo o Ministério da Saúde, sobre essa possibilidade. Uma segunda pergunta, em relação aos hospitais de campanha no estado, queria confirmar a informação de que amanhã, no sábado, o hospital de Heliópolis vai fechar, vai deixar de funcionar, o hospital de campanha. E também se possível um balanço de todos os horários de campanha que o estado abriu, principalmente depois da segunda onda, quantos continuam em operação, quantos já foram fechados, e quais são as previsões para que todos parem de funcionar? Se é que há essa previsão. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinícius. O Vinícius só faltou pedir quantas injeções foram aplicadas nos hospitais de campanha, mas tudo bem, está valendo. Nós vamos pedir, Vinícius, para o doutor Dimas começar a responder, porque aí depois o doutor Jean Gorinchteyn responde as duas perguntas também para você. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Vinícius, na realidade, o que se discute hoje não é uma terceira dose, a terceira dose significa que você tomou duas doses de uma vacina e vai tomar a terceira dose da mesma vacina. O que se discute hoje é o reforço vacinal, chamado booster vacinal. E as possibilidades que estão sendo pesquisadas envolvem todas as vacinas, não é a vacina da Coronavac, a vacina da Janssen já está sendo testada, da Pfizer está sendo testada, da AstraZeneca está sendo testada. Isso é um pouco diferente do que foi anunciado aqui pelo Ministério da Saúde, o Ministério da Saúde anunciou ainda de uma forma extra oficial, porque não tem documentação em relação a isso, que será feito um estudo, financiado pelo Ministério da Saúde, nós não temos nem ainda o valor, mas sabemos que vai ser financiado, especificamente com a Coronavac. Isso chamou atenção sim. E na apresentação do ministro, junto com uma pesquisadora, foi ali dito que a Coronavac seria testada em relação à terceira dose, porque tem uma queda de anticorpo. Informações absolutamente erradas, a pesquisadora que estava ali infelizmente se enganou profundamente nas suas declarações. Então ainda estou analisando a situação, porque não é oficial, isso foi dito durante uma coletiva de imprensa. Espero que haja transparência do ministério, que mostre exatamente o que vai ser essa pesquisa, e que registre essa pesquisa, porque se é pesquisa precisa ser registrada e precisa de conhecimento público. Estranhei muito o Butantan não ter sido, pelo menos, gentilmente, ou educadamente comunicado de que estaria sendo planejado aí um estudo, e isso me leva a ficar pensando que possa ter outra motivação aí por trás dessa decisão. De fato, é uma situação que precisa ser esclarecida, e acho que vocês estão aí em uma posição de solicitar esclarecimentos ao ministério, porque nós não temos esses esclarecimentos de forma oficial.

VINÍCIUS PASSARELI, REPÓRTER: [Ininteligível]?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Nós sabemos pela imprensa, pelo vídeo que foi divulgado, e depois pela repercussão que teve na própria imprensa.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Baseado nos números da saúde, de internações, de casos e óbitos, o estado de São Paulo tem a responsabilidade, nesse momento, de acolher todas as doenças que foram represadas, doença, cirurgias, exames. E dessa forma, com muita responsabilidade nós estamos fazendo então a desmobilização de alguns leitos de Unidades de Terapia Intensiva, teremos hoje o período ainda da manhã, uma reunião para definir quais serão os hospitais que terão uma desmobilização ainda maior, que voltarão as suas atividades assistenciais nativas, por exemplo, uma maternidade vai voltar como maternidade, ginecologia e obstetrícia, atendimento da mulher. E por outro lado, algumas outras vão precisar ser mantidas a ponto de garantir ainda que nós tenhamos essa assistência são pacientes COVID-19. Dessa maneira se enquadram também os hospitais de campanha, entre eles o próprio Heliópolis, que fez aproximadamente 1.400 mil atendimentos ali, houve uma redução bastante significativa, portanto, não existe nesse momento da pandemia a necessidade desses hospitais serem mantidos. Lembrando que alguns municípios do estado ainda o mantém, frente ainda uma demanda um pouquinho maior, até porque, eles estão sendo utilizados como retaguarda dos hospitais que já também começam a sua retomada assistencial, e dessa maneira assim o faremos. É a responsabilidade do governo do estado de São Paulo em entender que nós não temos só COVID-19, mas temos COVID-19 ainda, mas também temos outras doenças, e o nosso objetivo aqui é a preservação da vida da nossa população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Obrigado, Dimas. Vinícius, obrigado pelas perguntas. Vamos à última intervenção, que é da Manuella Niclewicz, da CNN. Manuella, bom dia, mais uma vez. Bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

MANUELLA NICLEWICZ, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia, a todos. Eu queria perguntar se vocês já podem divulgar para a gente o cronograma de entregas dos próximos carregamentos que vão para os municípios aqui no estado de São Paulo? E a gente sabe que aqui na cidade, por exemplo, a gestão tem condicionado a chegada dessas vacinas para anunciar aí as próximas datas do calendário. E também qual que é a posição do governo do estado sobre antecipação da segunda dose, aquele prazo de 90 dias, quando a gente fala das outras vacinas, vacina da Pfizer, vacina da AstraZeneca, isso é uma possibilidade por aqui? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Manuella, boas perguntas. Eu vou pedir à doutora Regiane de Paula para responder, que é a nossa coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, ontem nós fizemos uma nova reunião, como fazemos todas as quintas-feiras, do nosso PEI - Programa Estadual de Imunização, são cerca de 40 pessoas que participam, fazemos rigorosamente todas as quintas-feiras, e ali temos o retrato, o espelho de todo o processo de vacinação, e também de chegada de vacinas. Expectativas, chegadas de vacinas e as ações que nós podemos empreender. Isso é que dá muita segurança às ações de vacinação em São Paulo, porque temos os dados com precisão, fazemos a reunião com integrantes do centro de contingência, também do COVID-19, e os representantes dos municípios, as lideranças da Secretaria de Saúde dos municípios. Então eu vou pedir à doutora Regiane para que possa responder.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia, governador. Bom dia, a todos e todas. Manuella, o programa de imunização do estado de São Paulo ele tem sido rigoroso nas suas entregas de vacinas. Então hoje, para você ter uma ideia, a gente está colocando na rede a vacina que o estado, com a liderança do governador João Doria, do vice-governador Rodrigo Garcia, foram compradas pela Secretaria de Saúde, 4 milhões de doses, nós já colocamos 2,700 milhões na rede, e hoje 1,300 milhão. Além dessa entrega do Butantan, vai ser toda dimensionada para os 645 municípios. Então o nosso planejamento, as nossas estratégias de logística elas são muito, muito coordenadas no sentido de que chegou a dose, seja do Ministério da Saúde, seja do Instituto Butantan, a gente coloque na rede em 24 horas para os 645 municípios. A questão da segunda dose é uma questão que a gente vem discutindo nas últimas três reuniões do PEI - Programa Estadual de Imunização, a prioridade do governo do estado de São Paulo, da missão que nos foi colocada pelo governador, é que nós façamos o quanto antes a população adulta com a primeira dose da vacina. Então temos uma agilidade, temos trabalhado fortemente para cumprir a meta do dia 16 de agosto, e em seguida dia 18 trabalhar com os adolescentes. Mas também temos por parte do governador, que precisamos também antecipar a D2, para isso a gente precisa de algo que não depende só do governo do estado de São Paulo, mas que depende também do Ministério da Saúde. Portanto, se nós podemos antecipar a D2, precisamos que o ministério nos envie a segunda dose da vacina, tanto da Fiocruz, quanto da Pfizer, para que a gente possa fazer esse processo, acelerar o processo. Então temos trabalhado, temos essa condição, mas vamos sim esperar que o ministério nos mande mais vacina. E vamos comunicar vocês assim que essa estratégia puder ser feita. Tá bom? Muito obrigada. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Nós vamos, antes de encerrar, vou pedir ao Dimas Covas, Manuella, você pediu também, a previsão, mas para ficar ainda mais claro aquilo que já foi bem apresentado pela doutora Regiane, a resposta é sim, tendo mais vacinas AstraZeneca, e tendo mais vacinas da Pfizer, São Paulo vai reduzir o prazo entre a primeira e a segunda, para que mais pessoas que tomaram a primeira dose de Astra Zenica e de Pfizer possam mais rapidamente, receber a segunda dose desta vacina. Dimas.

DIMAS COVAS, DIRETOR INSTITUTO BUTANTAN: Governador, é bom lembrar, né, que o Butantan começou o programa de imunização dia 17 de janeiro, e o Butantan vai ser o primeiro a terminar o contrato com o Ministério. Cem milhões de doses serão entregues até final de agosto. Hoje nós iniciamos já a programação para as próximas entregas, nós temos 19,5 milhões de doses aqui no Butantan em produção, na próxima quarta-feira iniciamos a entrega de dois milhões de doses, e aí vamos até completar esses 19,5 milhões, e até o dia 5 agora deste mês, vamos receber mais 6 mil litros de matéria prima da China, exatamente para permitir que este contrato seja encerrado. Então o Butantan está cumprindo rigorosamente os seus compromissos, adiantando a entrega ao Ministério, e lembrar que as duas doses, da Butantan, são de intervalos de 28 dias. Então boa parte das pessoas que já completaram seu esquema vacinal, foram completadas com a vacina do Butantan, estão protegidas, porque é uma excelente vacina, excelente qualidade, excelente segurança, está mostrando aí o seu efeito na diminuição dos casos, na diminuição das infecções, das internações e óbitos.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado Dimas. E Manuela, eu sou o exemplo disto, aliás, um exemplo vivo disto. Eu fui reinfectado pela Covid-19, um caso raro, mais fui reinfectado, e passei assintomaticamente os 14 dias da quarentena. E por quê? Porque eu tomei no braço as duas doses, e a vacina foi a CoronaVac, a vacina do Butantan. E foi isso que me protegeu, aliás, as palavras do doutor Jean Gorinchteyn e também da [ininteligível] que se eu não tivesse tomado a vacina, eu não tivesse imunizado, certamente teria sido internado, poderia até chegar a uma UTI. Não fui internado, não fui a UTI, e passei assintomaticamente essas duas semanas de quarentena, trabalhando, bem, e já de volta desde a última quarta-feira, as minhas atividades presenciais. Você queria fazer mais alguma pergunta? Por favor.

VITÓRIA, REPÓRTER: Desculpa quebrar o protocolo, eu só queria esclarecer uma coisa que o Marcos falou. Bom dia a todos.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bom dia!

VITÓRIA, REPÓRTER: O secretário Jean falou, um pouco dos Estados Unidos, os Estados Unidos têm hoje 49% da população vacinada com a segunda dose, e hoje a gente tem em torno de 20% da população vacinada com a segunda dose. É, ontem dados da CDC falaram que a variante Delta pode ser devastadora com pessoas apenas com a primeira dose, e por isso eles recuaram em algumas medidas de uso de máscara. Então eu queria entender, um pouco mais, porque flexibilizar no dia logo após ao término, término não né, a conclusão da vacinação da primeira dose, e não esperar, por exemplo, o término da segunda dose, ou pelo menos o período necessário para segunda dose das vacinas que demoram mais tempo? Sendo que essa variante pode ser tão preocupante para as pessoas, e sendo mais transmissível.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Vitória, começo a responder depois o doutor Jean Gorinchteyn, médico infectologista, do Hospital Emílio Ribas, portanto, além de Secretário da Saúde, um especialista neste tema. Mas eu então quero começar, esclarecer que a flexibilização não é a abertura geral, é uma flexibilização segura e gradual. É muito importante registrar isso, para não ficar a impressão que a partir do dia 17 de agosto, abre-se tudo, pode-se tudo, face tudo, não! Nós estamos fazendo isso em etapas de forma segura, e seguindo também orientação do Centro de Contingência do Covid-19. É uma etapa de flexibilização, nós vamos seguir assim acompanhando, monitorando com extremo cuidado, e fazendo a flexibilização na medida que isso for possível e seguro a população. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Reforço que todas essas flexibilizações que vieram acontecendo, a partir dos últimos meses, que nós tivemos muita responsabilidade de fazer, inclusive, uma fase de transição estendida frente aos números, nós nunca, em tempo algum, orientamos as pessoas a se desfazerem do uso das máscaras, a não seguirem os protocolos. Portanto, existe uma adjuvancia entre vacinação e progressão da vacinação. E ao mesmo tempo as regras sanitárias com utilização das máscaras, evitando-se as aglomerações, higienização das mãos com álcool em gel, e assim que temos feito. E a despeito dessas aberturas, nós ainda continuamos reduzindo o número de ocupações de leitos, de UTI e enfermaria, casos e mortes. Só para se ter uma ideia, hoje nós temos a somatória do número de casos em UTI e de enfermaria elas são inferiores 1000 paciente a menos do que o pico de internações que nós tivemos no dia 1º de abril, que foram 13.120 pacientes, estamos com 12.200 pacientes. Então desta forma estamos flexibilizando com responsabilidade, e temos o apoio da população, e temos o apoio dos comércios, e dos serviços que querem e precisam voltar, mas todos sabem da sua responsabilidade.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado! E Vitória, temos para complementar, o público adulto com mais de 18 anos, na segunda dose nós já temos 28% de vacinados aqui em São Paulo, público adulto com mais de 18 anos. Com mais de 18 anos, por isso é que eu faço essa ressalva, nos demais você tem praticamente 21% desse público vacinado. E vamos acelerar com a vacina que temos neste momento, nós temos a vacina do Butantan com a quantidade, dentro do prazo, e rigorosamente sendo cumprido como disse o Doutor Dimas Covas. É o único laboratório que está entregando vacinas no prazo, aliás, está entregando antes do prazo, 30 dias, um mês antes do prazo como prometido. O que infelizmente não é o caso nem da Astra Zenica e tampouco da Pfizer. O governo já reviu por oito vezes, repito, oito vezes prometeu volumes e datas e não cumpriu. Nem volumes e nem datas! E isso, evidentemente, atrapalha e reduz a velocidade da vacinação, não apenas em São Paulo, mas em todo o Brasil. Até deixamos aqui um apelo para que o Ministério da Saúde, possa ao anunciar volumes e datas, cumpra os volumes e as datas que prometem. Então Vitória, muito obrigado! Obrigado a todos, bom dia! Se protejam, bom final de semana a todos. Obrigado! Semana que vem tem mais.