Coletiva - Governo de SP confirma 30 milhões de doses extras e vacinação antecipada de adultos 20211107

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Coletiva - Governo de SP confirma 30 milhões de doses extras e vacinação antecipada de adultos 20211107

Local: Capital – Data: Julho 11/07/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Boa tarde. Muito obrigado pela presença dos jornalistas nessa tarde, aqui na sede do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Temos excepcionais notícias hoje para os paulistas, os brasileiros que moram em São Paulo, os estrangeiros que residem aqui também. Hoje, na nossa coletiva de imprensa, tenho certeza de que muitas pessoas ficarão felizes com as notícias que temos aqui. E quero registrar também a presença de dois convidados especiais, o Dr. Marco Aurélio Sáfadi, médico pediatra, diretor do Departamento de Pediatria, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Dr. Wanderson Oliveira, secretário de Serviços Integrados de Saúde do Supremo Tribunal Federal, ex-secretário do Ministério da Saúde, uma grande referência na saúde, no Brasil. São nossos dois convidados especiais hoje nesta tarde para estarem aqui ao lado daqueles que já representam a saúde, como a Jean Gorinchteyn, aqui ao meu lado, secretário de saúde do estado de São Paulo, João Gabbardo, nosso coordenador executivo do Centro Contingência do Covid-19, o Dra. Regiane de Paula, que é a coordenadora do todo o nosso programa estadual de imunização, Dimas Covas, médico e cientista, presidente do Instituto Butantan, e também conosco o secretário Educação do estado de São Paulo, Rossieli Soares, e Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. A primeira grande boa, na verdade, excepcional notícia. O governo do estado de São Paulo antecipa a vacinação de adultos com mais de 18 anos e fará a vacinação completa, a vacinação na primeira dose completando este universo de pessoas com mais de 18 anos até 20 de agosto. Isso significa 26 dias a menos do que o prazo interior, que era de 15 de setembro, uma excepcional notícia. A data final da imunização das pessoas com mais de 18 anos, com pelo menos uma dose, o que antecipa o nosso dia a dia da esperança. A antecipação é fruto da aquisição de doses extras da CoronaVac, realizadas pelo governo do estado de São Paulo, sob responsabilidade e custo do governo de São Paulo, junto ao laboratório Sinovac. Nós já havíamos anunciado aqui, aliás, há bastante tempo, que tínhamos adquirido 30 milhões de doses da vacina CoronaVac do laboratório Sinovac. Dois milhões e 700 mil dessas doses já chegaram, já estão no centro que fará a distribuição e a aplicação desta vacina aqui em São Paulo. O PEI já providenciou a distribuição tara todos os municípios aqui do estado de São Paulo. E temos mais 1 milhão e 300 mil doses que chegam até o dia 30 de julho. Com essas 4 milhões de vacinas prontas, eu repito, pronta não são insumos, não se trata de IFA e sim de vacinas prontas, vamos garantir a cumprimento deste novo cronograma de imunização em São Paulo. Daqui a 40 dias todos os dos últimos que vivem em São Paulo e que podem ser vacinados estarão com pelo menos uma dose da vacina no Brasil, isso é uma notícia excepcional para milhares de pessoas que ainda não receberam a sua primeira dose de vacina no Brasil. Mas não é só, temos uma outra excepcional notícia para adolescentes, pais de adolescentes, avós, parentes e amigos. São Paulo começa a vacinar adolescentes de 12 a 17 anos a partir do dia 23 de agosto. O novo calendário de vacinação também traz uma novidade importante, São Paulo vai vacinar todos os adolescentes de 12 a 17 anos a partir de 23 de agosto. Para que se tenha uma ideia da importância do significado disso, é um público de 3 milhões e 200 mil adolescentes em São Paulo. Repito, a partir de 23 de agosto começarão a ser vacinados. E na primeira etapa outra boa notícia, grávidas, gestantes e adolescentes que possuem algum tipo de comorbidade estarão sendo vacinados exatamente do período de 23 de agosto até 5 de setembro, repetindo, portanto, gestantes, grávidas e adolescentes que possuem algum tipo de deficiências ou comorbidade serão vacinados já a partir de 23 de agosto no período de 23 de agosto até 5 de setembro. E a partir de 6 de setembro iniciaremos a vacinação por faixa etária de 12 a 17 anos. Assim, vamos vacinar todos, todos com mais de 12 anos, os jovens, os adolescentes até 17 anos todos estão no vacinados no estado de São Paulo até o dia 30 de setembro. Amigas, amigos, os que estão aqui, meus colegas jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, colegas que estão aqui na bancada, alguns amigos que assistem aqui à coletiva, os que estão nas suas casas nos assistindo, hoje é um dia de alegria, é um dia de esperança porque não é fácil num país dominado pelo negacionismo, você trazer a vacina, antecipar a vacinação, concluir o processo vacinal, atender à demanda da população, fazer o que tem que ser feito. Um orgulho para o governo do estado de São Paulo, um orgulho para a Secretaria da Saúde, um orgulho para todos que são aqui indistintamente. O trabalho é coletivo, não é um trabalho individual, é um trabalho de todos, e ficamos felizes porque sabemos que isso vai estimular a vacinação em todo o Brasil, certamente Ministério da Saúde será impulsionado por essa decisão de São Paulo a trazer mais vacinas e disponibilizar no Programa Nacional de Imunização para que todos os outros brasileiros possam também receber a vacina no Brasil. Isso é bom, isso é positivo, é a vida e a saúde sendo preservadas. A nossa coordenadora do Plano Estadual de Imunização, Regiane de Paula, começa agora a detalhar este novo calendário de vacinação em São Paulo. E na sequência, vamos ouvir os dois convidados pessoais de hoje, o Dr. Marco Aurélio Sáfadi e o Dr. Wanderson Oliveira. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador. Boa tarde a todas e todos. Hoje é um dia de muita alegria para nós, do Plano Estadual de Imunização, do governo e deve ser também para cada morador do estado de São Paulo. Sabemos que mesmo aqueles, governador, que já foram vacinados, ficam felizes por ver outras pessoas receberem a dose tão esperada de esperança contra a Covid-19. É por isso que o governo do São Paulo trabalha incansavelmente e admitiu as 4 milhões de doses da CoronaVac. E mais um gesto do governador João Doria, que ratificam a responsabilidade e o respeito pela nossa população. Com essas vacinas extras, podemos avançar mais, incluir novos grupos e ainda avançar no calendário para levar proteção a todos o quanto anos antes. Estamos dando, governador, mais um passo importantíssimo, além da levar a vacina a todos os adultos antes do previsto anteriormente, vamos também concluir nossos adolescentes e jovens. Começando por quem mais precisa, a faixa etária que tem aqueles com comorbidades, deficientes e as gestantes. Também serão imunizados e o que reforça a segurança não apenas de cada um deles, mas também de suas famílias, escolas, grupos de amigos que tanto fortalecem o senso de identidade e pertencimento. Toda essa campanha, governador, que começamos em janeiro, tem acontecido com muita dedicação e organização, como se cada um de nós fôssemos um músico, um instrumento e o governo João Doria tem sido nosso maestro, regendo esse concerto que nos emociona e que queremos concluir o quanto antes, aplaudindo de pé todas essas estratégias. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Muito obrigado a você. Eu vou passar agora a palavra aos nossos dois convidados especiais desta tarde, começando pelo Dr. Marco Aurélio Sáfadi, que fará uso da palavra neste momento. Dr. Marco Aurélio.

MARCO AURÉLIO SÁFADI, DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA, DA FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA SANTA CASA DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Boa tarde. Eu acho que as notícias são, de fato, auspiciosas. Eu acho que a gente tem destacado sobre como pediatra, que a despeito da doença, ela ter um impacto muito menor em crianças e adolescentes, não é negligenciável o número de hospitalizações, tão pouco o número de mortes que tem ocorrido, infelizmente, entre crianças e adolescentes aqui no nosso país. Além disso, a gente tem dados recentes mostrando que a Covid, mesmo naqueles em que ela ocorre sem deixar, vamos dizer, desfechos graves, elas podem se manifestar ainda com sintomas persistentes por muito tempo, trazendo prejuízos à qualidade de vida desses adolescentes. Então, eu acho que a possibilidade vaciná-los é extremamente desejável, extremamente importante, atendo como perfeitamente correto iniciar esse programa por aqueles adolescentes que são alvo da maior fragilidade, que são os que vivem com comorbidades, como, por exemplo, doenças pulmonares crônicas, diabetes melitos, doença no coração, doenças neurológicas, não menos importante, vacinar os adolescentes que têm deficiências, né, e principalmente problemas mentais, o que os fazem também de particular risco para a aquisição da vídeo 19. E, por último, que as adolescentes gestantes, que, infelizmente, no nosso país, também não são em número negligenciável, há muitas adolescentes gestantes. Então, acho que essa iniciativa, é, de fato, uma iniciativa muito positiva, correta e que traz seguramente, vamos dizer, muita tranquilidade para uma série de famílias, né, que têm nos seus adolescentes sempre um motivo de muita preocupação. Então, de fato, excelentes notícias, governador. Parabéns por essa iniciativa.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Marco Aurélio. Apenas para relembrar, Dr. Marco Aurélio é médico, infectologista, presidente do Departamento de Imunização da Sociedade Brasileira de Pediatria e uma referência nacional, uma referência constante também na consulta de veículos de comunicação durante este período da pandemia. Vamos agora ouvir o Dr. Wanderson Oliveira. Wanderson, muito obrigado por ter vindo também. Ele é epidemiologista, coordenador da Comissão Médica de Educação do estado de São Paulo, secretário nacional de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde no período de 2000... aqui não está claro. Enfim, do Ministério da Saúde no período do então ministro Luiz Henrique Mandetta, professor da escola Fiocruz do governo da Fundação Osvaldo Cruz e atualmente secretário de Serviços Integrados de Saúde do Supremo Tribunal Federal. E eu quero aqui dizer aos dois médicos que aqui estão, ao Marco Aurélio e ao Wanderson, que eu estou no grupo dos admiradores de vocês. Wanderson.

WANDERSON OLIVEIRA, SECRETÁRIO DE SERVIÇOS INTEGRADOS DE SAÚDE DO STF: Primeiro cumprimentar a todos, governo, todos os secretários aqui presentes, os jornalistas. Eu fiquei muito emocionado, governador, com essa iniciativa e como membro junto com o Dr. Marco Aurélio, a Dra. Luciana, o Dra. Helena Sato, Dr. Medina, nós estamos na Comissão Médica da Educação, lutando há muitos meses para que a gente consiga retornar à atividade escolar com segurança e este é um passo importantíssimo para esta iniciativa. Eu sou pai, agora eu falo como pai de uma filha de três anos e meio com deficiência, tem paralisia cerebral e eu luto por estas crianças há muito tempo e vejo este movimento de uma forma muito significativa, porque a gente já está voltando às aulas com as crianças que não têm comorbidades, os professores vacinados e este grupo de crianças com deficiência e comorbidade seria o único grupo que ficaria de fora deste direito que é de aprender e principalmente, são crianças, necessitam, não só da escola como atividade de ensino, mas também de convivência social e de estimulação. É por este motivo que eu fico muito emocionado pela iniciativa. Eu acho que nós estamos num momento muito importante de mudar o jogo da pandemia. Nós estamos virando esse jogo com a vacina, iniciada aqui em São Paulo, com a CoronaVac, e, principalmente, conclamo, peço, apelo a todos os brasileiros que não escolham vacina, sabe? Porque nós precisamos garantir a vacina no braço e todas as vacinas, a da Fiocruz, a do Butantan, a da Pfizer, a Jansen e todas aquelas que entrarem são eficazes, seguras e protegem contra o coronavírus. E nós só teremos imunidade coletiva a partir do momento que todos os brasileiros estiverem tendo a oportunidade de receber a sua vacina. Muito obrigado e parabéns mais uma vez, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Wanderson. Mais uma vez, obrigado Dr. Marco Aurélio. Agora, voltamos com a Dra. Regiane, que vai apresentar de forma completa todo o novo calendário de vacinação no estado de São Paulo. Recomendo a você que está nos assistindo, ao vivo, pela TV Cultura e por outras emissoras que, gentilmente, transmitem essa coletiva direto e, ao vivo, aqui da sede do governo do São Paulo, para que você da sua casa, use o seu celular, fotografe o calendário de vacinação para que você ou alguém da sua família, ou algum amigo próximo possa ter a orientação correta deste calendário. Dra. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador. Então, o novo calendário de vacinação de São Paulo. Do dia 8/7 nós liamos a vacinação de 37 a 39 anos, que vai até dia 14/7. Do dia 15/7 ao dia 18/7, de 35 e 36 anos. Do dia 19/7 a 4/8, de 30 a 34 anos. De 5/8 a 12/8, de 25 a 29 anos. E com o dia 13/8 a 20/8, de 18 a 24 anos. E agora o nosso dia da esperança, é a dia 20 de agosto. Então, antecipamos o nosso calendário do primeiro calendário, como o governador já disse, 40 dias para levar a vacina no troço de todos do estado de São Paulo. Próximo, por favor. Aqui a gente traz essa dose extra de esperança, de alegria. Hoje um dia extremamente especial para todos nós. Então, a calendário de vacinação em São Paulo para os adolescentes. Do dia 23/8 ao dia 5/9 os adolescentes de 12 a 17 anos com deficiência, comorbidades e gestantes. E a partir do dia 6/9 ao dia 19/9, adolescentes de 15 a 17 anos, todos sem comorbidades. E do dia 20/9 a 30/9, todos aqueles de 12 a 14 anos. Então, no nosso último slide nós teremos o calendário completo de vacinação no estado de São Paulo. E aqui eu retomo, dia 20 o dia da esperança. Todos aqueles com 18 anos ou mais, já terão sido vacinados com a primeira dose de vacina no estado de São Paulo. E a partir daí, então, as crianças... desculpa, adolescentes, eu não posso chamá-los de crianças, de 12 a 17 anos, com deficiência, comorbidades e gestantes, e, em seguida, o grupo, então, desses adolescentes sem comorbidades e sem esses critérios especiais. Muita alegria, muito obrigado, governador. E é um dia que realmente a gente pode dizer: Viva a vacina, viva à vida. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem. Vacina à vacina, viva à vida. É isso o que nós fazemos aqui em São Paulo, proteger vidas vacinando, vacinando e vacinando a nossa população. Vamos apresentar agora o nosso Vacinômetro, Regiane. Já está em tela.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Vamos lá governador. Doses aplicadas. Lembrando que o Estado de São Paulo é aquele que primeiro, em números absolutos, vacina com a primeira dose, 21 milhões 412 mil e 400 primeiras doses foram feitas. De segunda dose, 6 milhões 496 mil 339 e de dose única nós já temos 738 mil 853 doses. Sendo que o Estado de São Paulo, nesse momento, com completo esquema vacinal está em 15,63%. Então, estamos tratando muito, governador, e vamos chegar a números anulada mais excepcionais a partir de agora. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Desde quinta-feira da semana passada o Estado de São Paulo, não só que já há tempos em doses aplicadas é o líder nacional, mas também percentualmente. Aliás, uma curiosidade, os três estados que lideram a vacinação percentualmente, os respectivos estados são: São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. E se tiverem a curiosidade, observem a qual partido pertencem os governadores desses três estados que mais vacinam no Brasil. Bem, dito isso, eu queria também um comentário do nosso secretário da saúde, médico infectologista Jean Gorinchteyn, e na sequência, um comentário do secretário de Educação, do estado de São Paulo, Rossieli Soares, pois este novo calendário de vacinação impacta, e impacta positivamente na volta às aulas. Mas antes, Jean Gorinchteyn, secretário da saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Bom dia, governador. Bom dia a todos. Esse é um momento que tanto como gestor, como médico infectologista e como pai eu agradeço a sua liderança. Toda a atenção que o senhor teve de escutar a ciência e de entender que esse era o único caminho paro que nós pudéssemos salvar vidas. E hoje a vacinação é o nosso alento, é a nossa proteção, é a nossa esperança de voltarmos, não àquele normal, mas a um novo normal que nos dá a permissão de abraçar aqueles que tanto amamos e que deixamos distantes. Esse é um momento que se salva muito mais vidas. Lembrando que quando eu previno sem casos novos, eu também protejo três pessoas que tendem a morrer em decorrência de Covid. E vacinar é o melhor momento, é a única forma que nós temos de proteção. Na primeira fase da nossa vacinação nós estávamos muito preocupados, especialmente com os idosos, aqueles portadores de doenças crônicas, que tinham a chance de evoluir de formas graves e aí sim, internamente e fatais, morriam. E nós tivemos com a vacinação uma redução no número de internações, uma redução no número de mortes pela vacina. Nessa segunda fase, nós estamos protegendo, governador, muito mais jovens, que são exatamente aqueles que circulam e transmitem o vírus, muitos deles que não se preocupam com as regras e ritos sanitários. E com essa forma, nós também impactaremos aí na diminuição do número de casos. Então, estaremos diminuindo casos, mortes e internação. É a vacina, é a vacina que salva, é a vacina que vai garantir a nossa esperança de voltarmos, como disse, ao nosso novo normal. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, secretário da saúde do estado de São Paulo. Agora, vamos ouvir o nosso secretário da educação, Rossieli Soares. A importância da antecipação, Rossieli, deste programa de vacinação no estado de São Paulo, e também o início da vacinação de adolescentes na faixa de 12 a 17 anos.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Bom, governador, boa tarde a todos. Eu acho que esse é um dia de emoção, de alegria. Não posso deixar de comentar a início dessa história do protagonismo do estado de São Paulo, da sua liderança, governador, quando estamos falando do primeiro estado a vacinar professores. Quando a gente falava da vacinação de profissionais a gente falava de uma injeção de esperança no braço do professor para, sim, proteger os profissionais da educação, mas também para as mães, para os pais, que sabem da importância da escola, que sabem da importância da educação. E começamos, fomos o primeiro estado a voltar às aulas, a voltar a atividades desde o ano passado, mas, governador, hoje a passo que a gente vai dar é para que algumas crianças que teriam muito mais dificuldade de ter uma vida normal, enquanto todos estão voltando, são especialmente as crianças com algum tipo de comorbidade. As crianças que têm algum tipo de deficiência, que não poderiam estar voltando. Nós temos dados de onde crianças, que tenham paralisia cerebral, governador, perderam até 60% do movimento por ter pouca interatividade, essas crianças não poderiam voltar a partir do segundo semestre se não tivessem essa proteção porque são, sim, crianças que precisam desta vacinação. Então, hoje, governador, para todos nós que somos pais, mães, vô, tio, tia, que um adolescente, né, em casa, é um passo de esperança. Não tem ninguém, não tem ninguém que não se preocupe com as crianças. E é um passo para a volta às aulas, sim, especialmente para esses jovens que precisam dessa proteção, especialmente em vulnerabilidade. Somos um país com muitos jovens, adolescentes grávidas que precisam dessa proteção. Somos um país com muitas comorbidades de 12 a 17 anos, somos um país com muitas pessoas com deficiência, que precisam desta proteção, que é a primeira, e depois para todos os jovens. Governador, hoje é um passo de esperança, de vida na educação, mas para toda a vida que essas crianças vão poder ver. Agradeço a todos os amigos, nas redes sociais, todos que discutiram, debateram, governador. Esse tema tem sido tratado pelo governo do estado há muito tempo, fomos os primeiros a falar sobre esse tema, inclusive, aqui numa coletiva fomos os primeiros a falar sobre isso, inclusive, com as empresas que fabricam as vacinas. Isso está no radar há muito tempo, mas acho que hoje esse anúncio estrutural, e eu espero muito que o Brasil reflita, porque esta é a decisão correta para todas as crianças do Brasil, não só os brasileiros de São Paulo, mas para todas as nossas crianças também. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. E assim será. Vamos agora ouvir os jornalistas que estão aqui já inscritos para as perguntas, começando pela TV Globo, Globo News. Na sequência, o jornal El País, e logo após, a rádio e TV Bandeirantes, e Band News, TV Cultura, rádio CBN e Rede TV. Começando, portanto, com a Gabriella Bridi, da TV Globo, Globo News. Gabriella, obrigado por estar aqui. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

GABRIELLA BRIDI, REPÓRTER: Boa tarde. Eu gostaria de saber se vocês já têm um estudo ou uma previsão, ou se há uma possibilidade da redução do intervalo da segunda decorrência da AstraZeneca, e, se do ponto de vista da proteção, da contenção do avanço da doença essa medida é estratégica? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabriella. Eu vou pedir à Dra. Regiane que responda à sua pergunta, com comentário do Dr. Marcos Aurélio Sáfadi.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, Gabriella, pela pergunta. Nesse momento nós temos levado para as reuniões do Plano Estadual de Imunização esse debate, e a estratégia que foi desenhada é essa estratégia de não antecipar a vacina da AstraZeneca porque os estudos demonstram que quanto mais tempo você tem, melhor é a imunidade. Então, nesse momento a nossa estratégia é vacinar com a primeira dose o maior quantitativo de pessoas, ou seja, aqueles que são sob risco. Tanto dos 18 anos mais, como os adolescentes, começando com comorbidades. Mas, eu vou deixar também para que o Dr. Marco Aurélio possa fazer as suas considerações porque a gente tem trabalhado no Plano Estadual de Imunização e nas nossas reuniões, todos juntos nessas estratégias. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Dr. Marco Aurélio.

MARCO AURÉLIO SÁFADI, DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA, DA FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA SANTA CASA DE SÃO PAULO: Pois não. Gabriella, esse é um ponto muito importante, né? E ele tem que ser compreendido sob o prisma de saúde pública. Então, o que motivou o Brasil a optar por esse intervalo de 12 semanas e não só o Brasil, mas diversos países europeus, o Canadá, com a vacina AstraZeneca, como a Dra. Regiane comentou, não só há benefícios após a segunda dose, quando você as diferencia por 12 semanas você constrói uma melhor resposta imune, ou seja, você utiliza a proteção após a segunda dose, e provavelmente deixa essa resposta mais longeva, mais duradoura, porque ela leva títulos mais altos de anticorpos. Mas o motivo principal da opção por essa estratégia e que se mostrou exitosa nos países europeus é que se você encurta o intervalo num cenário epidemiológico de alta transmissão e em que a população não tem possibilidade de ter acesso rapidamente à vacina, toda a população, você ao encurtar o intervalo, você faz com que aqueles indivíduos que tomaram dose alguma, permaneçam sem a opção de receber essa dose por mais tempo. Então, a opção de estender o intervalo, ela teve como o racional, o fato de que a estender o intervalo você antecipa a proteção dos indivíduos, ou seja, você oferece àquela pessoa a chance de receber a vacina com mais brevidade e isso num cenário de alta transmissão, significa prevenir vidas, prevenir complicações, prevenir hospitalizações. E mais importante que isso, os estudos de mundo real, quando olham e é preciso atenção, eu não estou me referindo a estudos em laboratório, mas os estudos de mundo real, são inequívocos em demonstrar que a proteção após a primeira dose, tanto da vacina Astra como da vacina Pfizer, ela é muito efetiva e robusta no que diz respeito à prevenção das formas graves da doença, hospitalizações e mortes, de novo, objetivo precípuo de um programa de saúde pública. Então, esta opção é uma opção de saúde pública no sentido de beneficiar, democratizar o acesso da vacina à nossa população, e, claro, assim que obtivermos o alcance de todos os grupos prioritários, o que graças a essas estratégias parece que vai antecipar de maneira substancial, aí passa a ser natural a opção por você, vamos dizer, antecipar a segunda dose, porque, claro, a segunda dose, ela é muito importante para otimizar a proteção da vacina.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Marco Aurélio Sáfadi. Obrigado, Gabriella, pelas perguntas. Nós vamos agora com o jornal El País, é online, com a Beatriz Jucá, mas quem fará a pergunta encaminhada Beatriz Jucá, repito, do El País, é a jornalista Letícia Bragaglia.

LETÍCIA BRAGAGLIA, REPÓRTER: Boa tarde. A pergunta do jornal El País é a seguinte. Há alguma previsão para a vacinação de crianças, tendo em vista o estudo chinês com a CoronaVac, que mostra segurança e eficácia para crianças acima de três anos e também as campanhas da sociedade civil para vacinação, pelo menos de crianças com comorbidades?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Beatriz, vou pedir também, da mesma maneira, duas respostas, ou melhor, duas pessoas respondendo à sua questão. Dr. Jean Gorinchteyn, médico infectologista, secretário de saúde do estado de São Paulo, e, mais uma vez, Dr. Marco Aurélio Sáfadi, já que essa é uma área onde ele é um dos maiores especialistas no Brasil. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Para que nós estejamos vacinando uma população pediátrica, em tenra idade, em muito importante que nós tenhamos trabalhos que deem sustentação de segurança e eficácia para que possamos fazer. Então, dessa forma, tanto o Programa Nacional de Imunização, como a programa estadual de imunização precisam estar respaldados com esses estudos para que dessa forma, em conjunto, com as deliberações e chancela da nossa Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, passamos, aí sim, deflagrar uma cobertura vacinal para faixas etárias pediátricas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem. Dr. Marco Aurélio.

MARCO AURÉLIO SÁFADI, DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA DA FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA SANTA CASA DE SÃO PAULO: É Beatriz, né? Então, Beatriz, é muito importante a gente compreender que quando se licencia uma vacina é natural que os estudos caminhem, né, de adultos para adolescentes e de adolescentes para crianças, e, claro, desde que demonstrem segurança, capacidade de desenvolver uma boa resposta imune, e, será possível, até mesmo eficácia. Só me permitir uma correção, uma o estudo com a CoronaVac é um estudo que incluiu aproximadamente 600 crianças e adolescentes entre três e 17 anos, feito na China, e que não foi um estudo de eficácia, foi um estudo de segurança e de resposta imune, ou seja, o que eles fizeram nesse estudo foi dosar o nível de anticorpos que duas doses da CoronaVac ofereceram a essas crianças e adolescentes e a boa notícia é que a vacina foi, não só segura, mas também induziu uma resposta de anticorpos que foi, inclusive, superior à resposta de anticorpos observadas em adultos, onde aí sim, os estudos de eficácia foram realizados. Isso, portanto, antecipa, né, que essa é uma vacina, que na minha opinião, e esta é a minha opinião, oferece uma perspectiva muito interessante, eu diria até sedutora para ser utilizada em crianças, porque ela é segura, né, à luz das evidências atuais e tem um perfil de resposta imune nessa crianças muito positivo. Então, eu acho que nós devemos, sim, caminhar, né, em relação a esse objetivo, que é expandir a vacinação com vacinas com esta plataforma da CoronaVac, ou seja, de vírus inativado para crianças também que porque isso representaria, do ponto de vista de acesso dessa população à vacina, algo também extremamente positivo, né? Oferecendo mais uma vacina aí nesse cenário de adolescentes, e, quiçá, de crianças.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Marco Aurélio. Beatriz Jucá, que está online, do jornal El País, obrigado pela sua pergunta. Vamos agora preferencialmente com a Maira Di Giaimo, que é da rádio e TV Bandeirantes, Band News TV, Band News rádio. Maira, boa tarde. Bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

MAIRA DI GIAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Antes, só para reforçar a pergunta da minha colega, eu queria saber do Dr. Dimas e o Butantan pretende apresentar esse estudo que foi feito na China, que aprovou ali o uso emergencial para crianças acima de três anos aqui no Brasil também na Anvisa, ou se não dá porque não está completo, como o Dr. Sáfadi falou. E eu queria repercutir uma declaração feita pelo governo do São Paulo na segunda-feira, na coletiva lá em Ribeirão Preto, do início dos testes oficialmente da Butanvac. Foi dito que todos os brasileiros precisarão se vacinar novamente a partir de janeiro, né, imagino, se referindo a uma dose de reforço. Quem se vacinou em janeiro desse ano se vacinaria em janeiro do ano que vem, possivelmente com a Butanvac. Então, eu queria entender, enfim, o Dr. Jean se realmente há essa intenção do governo do São Paulo de aplicar doses de reforço a partir de janeiro e qual é o embasamento que a gente já tem sempre isso. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. O Dr. Dimas Covas poderá responder às duas perguntas, e na segunda, com comentário a Jean Gorinchteyn. Muito importante você ter feito, especialmente a segunda pergunta, para um esclarecimento que é significativo. O entendimento não é esse do enunciado da sua pergunta, mas nada como questionar para a resposta equacionar e serenar essa questão, não é exatamente como você colocou, mas, obrigado por você ter feito a pergunta. Então, vamos ao Dimas Covas com as duas perguntas, e, na sequência, Jean Gorinchteyn. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Maira, sim, os estudos de segurança em crianças a partir dos três anos já está de posse da Anvisa, esperamos que seja incorporado essa utilização no uso, na autorização de uso emergencial quem a necessidade de estudos adicionais feitos aqui no Brasil. No segundo ponto de vista, o Butantan trabalha nessa perspectiva de ter uma vacinação de reforço anual nesse momento, enquanto não estivermos circulação viral, e uma vacinação que seja com as novas cepas circulantes. Então, no Brasil nós temos uma situação diferente, né, de outros países, que foi a introdução, ou, na realidade, o desenvolvimento dessa cepa chamada gama, ou P1. Nós estamos trabalhando o desenvolvimento da vacina gama, tanto na Butanvac, como da CoronaVac, e, no nosso planejamento estarão disponíveis essas duas vacinas com a variante P1 a partir do próximo ano para a utilização como dose de reforço, 'buster', né? Da mesma forma que é feito, por exemplo, com a vacina da gripe. Anualmente a gente dá uma vacina da gripo, a gripe é um pouquinho diferente porque os vírus mudam com uma frequência muito maior. Mas isso está no planejamento, sim, Butantan trabalha com essa hipótese, inclusive, no desenvolvimento de uma vacina conjunta gripe e Covid. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Então, agora, Maira, vamos com o Dr. Jean Gorinchteyn, especificamente em relação à sua segunda pega. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: A exemplo do vírus da gripe, o H1N1 que veio em 2009, ele veio para ficar, o coronavírus não será diferente. Então, dessa forma entende-se, por se tratar de um vírus respiratório, o correto, o ideal será fazer uma nova vacinação de forma anual, assim como é feito para H1N1 e para outros vírus da própria gripe, vírus esses também vírus respiratório. Dessa maneira, nós estaremos simplesmente fazendo um reforço vacinal, o que aquilo que tecnicamente chamamos de 'buster vacinal', estimulando a manutenção de respostas de defesa do organismo contra o coronavírus.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Então, Maira, ficou claro? É uma nova vacinação, um novo ciclo de vacinação, não é reforço da vacinação deste ano. É um novo ciclo, nós começamos a vacinar no dia 17 de janeiro aqui em São Paulo, primeira dose da vacina foi dada numa enfermeira negra do Hospital das Clínicas, Mônica Calazans. Portanto, a partir de janeiro do ano que vem, o Brasil, através do Ministério da Saúde, do Programa Nacional de Imunização, deverá iniciar um novo ciclo de vacinação de 2022. O de 2021 estará encerrado e eu espero que o Ministério da Saúde cumpra o seu dever, e eu estou otimista nesse sentido de que todos os brasileiros que precisam ser vacinados sejam vacinados, como aqui em São Paulo nós já estamos anunciando e estamos executando. Maira, muito obrigado. Vamos agora com Maria Manso, da TV Cultura. Maria, dia feliz hoje, né? Bom dia.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Bom dia. Bom dia a todos. Apesar de todos os esclarecimentos, as pessoas continuam tentando escolher a vacina nos postos de saúde, o que preocupa e atrapalha a campanha de todos. E esses que escolhem normalmente querem tomar a vacina da Pfizer que agora vai ser usada para os adolescentes, porque é a única aprovada para eles. Algumas cidades do estado já até publicaram diretos mandado essas pessoas para o fim da fila, como é que o senhor vê essa situação, governador? E o estado pensa em tomar alguma atitude que contemple todo o estado para definitivamente organizar essa situação?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Maria, as pessoas não devem escolher vacina, as pessoas devem tomar vacina. Todas as vacinas que estão sendo aplicadas no Brasil são boas vacinas, foram aprovadas pela Anvisa, devem ser aplicadas e as pessoas não devem fazer escolha, devem tomar vacina. A escolha correta, Maria, é a escolha da vida e a escolha da vida determina vacina no braço. Não importa qual vacina, todas que são sendo aplicadas no Brasil são boas vacinas. Mas sobre isso, eu vou pedir a uma dupla que nós vimos durante muitos meses na televisão falando sobre vacinas, o Dr. Wanderson e depois o Dr. Gabbardo, o dois são juntos novamente aqui. Eu vou pedir a dois especialistas que possam falar sobre isso. Mas não quero deixar de mencionar também, a decisão sobre colocar no final da fila aqueles que insistem em serem sommeliers de vacina, escolherem, sobretudo, alguns, que de forma inadequada pressionam e são hostis com enfermeiros e enfermeiras dos postos de vacinação. Se a decisão dos prefeitos for convidar essas pessoas para irem para o fim da fala, eu estou de acordo. Vamos, então, com o Dr. Wanderson e o Dr. Gabbardo.

WANDERSON OLIVEIRA, SECRETÁRIO DE SERVIÇOS INTEGRADOS DE SAÚDE DO STF: Primeiro, obrigado pela questão. Esse é um ponto que está sendo debatido no Brasil inteiro, é natural que as pessoas tenham dúvidas e não compreendam muito bem. Nós estamos no maior desafio da saúde pública brasileira, quiçá, mundial. Nós nunca enfrentamos uma pandemia, eu trabalho há muitos anos com epidemiologia, vigilância em saúde. Nós nunca tivemos uma situação com tantas vacinas diferentes, com tecnologias diferentes, e debatendo isto diariamente na imprensa. Então, é natural que as pessoas tenham dúvida, por isso que é tão importante campanhas de comunicação, esclarecimento, e informação para as pessoas, como aqui em São Paulo vem sendo feito. Quando uma pessoa chega na sua hora de tomar vacina, vai para um posto de saúde e quer escolher qual a vacina, ela atrapalha o fluxo natural do planejamento que o município fez, colocando em risco outras pessoas, inclusive, ela própria. Então, é fundamental que as pessoas que, na hora que chegarem o seu momento, tomem a vacina. Nós nunca fizemos em nenhum momento da nossa vida questionamento com qual vacina estamos tomando, isso historicamente, né, na caderneta de vacinação. Então, é muito importante que as pessoas tomem a vacina, porque a proteção da vacina é coletiva. Quanto mais pessoas tomarem, quanto mais rápido for a vacinação, maior a proteção coletiva. Então, eu conclamo mais uma vez que as pessoas, independente se seja AstraZeneca, se seja Jansen, se seja CoronaVac, que Sputnik, ou a Pfizer, que elas adotem. E no caso dos adolescentes, é um volume muito pequeno para este grupo. Esse grupo não impacta tanto assim na proporção da vacinação. Então, é fundamental que a gente se atente a isso e tenhamos respeito os profissionais de saúde que estão lá na ponta e com as pessoas que estão atrás daquela pessoa que está recebendo, esperando receber a vacina. Dr. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COMBATE AO COVID?19: Boa tarde. Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Primeiro a minha enorme satisfação de ter o secretário Wanderson aqui ao meu lado novamente depois de tantas oportunidades que a gente vivenciou no Ministério da Saúde, podermos estar aqui hoje com o governador João Doria nessa coletiva. Isso que está acontecendo com essa escolha de vacinas é uma coisa inédita, porque Ministério da Saúde, quando faz aquisição de vacinas exige sempre que a vacinas sejam registradas, quando são adquiridas através da Organização Mundial de Saúde, que elas sejam devidamente habilitadas pela Organização Mundial de Saúde, e várias vacinas que são ofertadas no calendário de vacinas são de fornecedores diferentes. E vocês nunca viram alguém ir na unidade sanitária fazer vacina e perguntar se aquela vacina é do fornecedor A, B ou C. Ninguém sabe quem é o fornecedor da vacina, sabe que tem uma vacina que é eficaz, que é segura, que foi aprovada e que pode ser utilizada com segurança pelas pessoas. É a primeira vez que a gente vivencia uma situação como essa. Fruto, obviamente, né, de situações em que pessoas passaram a tentar fazer... criar um descrédito em relação a determinada vacina e aí vira uma guerra, um Fla-Flu, alguém defendendo uma vacina, outro tentando tirar o mérito de uma outra vacina, criando essa situação das pessoas, de acordo com as suas posições, muitas vezes até posições políticas, prefiram uma ou outra vacina, o que é equívoco muito grave, atrapalha demais a vacinação, atrapalha toda a logística e o planejamento que é realizado, mas eu acho que o mais importante de tudo isso, atrasa, tira a oportunidade de alguém tomar vacina. Então, toda vez que 50, cem pessoas fazem isso em uma determinada unidade, ela deixou de naquele dia vacinar 50 ou 100 pessoas naquela unidade, aí vocês somem isso ao conjunto de unidades de saúde, e vejam como isso pode atrapalhar, atrasar o processo de vacinas. Então é uma coisa que não tem o menor sentido, e as pessoas devem deixar de lado essa tentativa de fazer escolhas da vacina. Deve tomar a vacina que for disponibilizada na unidade sanitária.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Wanderson. Obrigado, Gabbardo. Essa dupla que provocou admiração de muitos brasileiros, estou muito feliz de ter essa dupla de volta aqui juntos nessa tarde histórica aqui em São Paulo. Maria Manso, muito obrigado pelas perguntas, vamos agora à Vitória Abel, da Rádio CBN. Vitória, bem-vinda mais uma vez. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

VITÓRIA ABEL, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Primeiro eu queria um esclarecimento quanto ao cronograma de entrega, de recebimento das doses, se a gente olhar o vacinômetro, cerca de 16 milhões de paulistas ainda não receberam a primeira dose. São Paulo vai receber esses 4 milhões de doses da Sinovac, o que possibilita esse adiantamento, mas ainda assim, se a gente contar que esses 4 milhões são para duas doses, são 2 milhões de pessoas, ainda faltariam 14 milhões. Qual o cronograma de recebimento então para esses 14 milhões de pessoas que ainda vão precisar receber a segunda dose. Eu queria saber se vocês podem detalhar isso, se o Ministério da Saúde também adiantou essa entrega, e por isso o governo de São Paulo pode também adiantar o calendário? Uma outra pergunta para o doutor Dimas, é confirmar uma informação de que o Butantan pretende comprar além das 30 milhões já negociadas aqui para São Paulo, de doses da Coronavac, se o Butantan pretende comprar outro lote de 30 milhões também da Coronavac, para negociar com estados e outros países também? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Vitória. Então pela ordem, doutor Regiane de Paula, depois doutor Dimas Covas. Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada. Obrigada, Vitória, pela sua pergunta. Veja, o Ministério da Saúde tem o compromisso de entregar não só ao estado de São Paulo, mas a todo o Brasil, as doses de vacinas que estão comprometidas. Os 4 milhões nos dão a possibilidade de antecipar o calendário. E sim, vamos trabalhar com essa antecipação. Lembrando que o Instituto Butantan também está fazendo a entrega, começa dia 14, não é mesmo, governador? Dimas? Começa dia 14, e eles podem confirmar a entrega das vacinas do Butantan, que também são as mesmas vacinas que nós compramos diretamente com a Sinovac. Então veja, o Ministério da Saúde tem o compromisso nesse momento, e o estado de São Paulo, através da compra dos 4 milhões de doses antecipa o seu calendário, mas é necessário que o ministério cumpra aquilo que está no site dele, e mantenha a vacinação para todos os estados, incluindo o estado de São Paulo. Então estamos trabalhando nessas perspectivas, e por isso podemos dizer que o dia da esperança é o dia 20 de agosto. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutora Regiane. Vamos agora, doutor Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Bem, o Butantan está, como já inclusive foi anunciado, adiantando o cronograma com o Ministério da Saúde, para entregar 100 milhões até o final de agosto. Adicionalmente à essas 100 milhões, existem em curso 60 milhões de doses, 30 milhões para o estado de São Paulo, e 30 milhões para serem fornecidas a outros estados, e se for feita, obviamente, a encomenda por esses estados, e por outros países também. O Butantan tem o compromisso junto à Sinovac, de atender aqui os países da América Latina, que começarão a ser atendidos, uma vez definida e atendida as necessidades nacionais, Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Dimas. Obrigado, Regiane. Vitória Abel, obrigado pelas perguntas também. Vamos agora para a última pergunta da nossa coletiva de hoje, que é da Carolina Riquengo, da Rede TV. Há tempos que eu não via você aqui, Carolina, bem-vinda. Ela vai ajustar o seu microfone. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

CAROLINA RIQUENGO, REPÓRTER: Tudo bom? Boa tarde, a todos. Queria perguntar sobre a vacina da Pfizer, uma vez que a ANVISA autorizou até agora por hora, somente a vacina da Pfizer para crianças, se o governo do estado pretende segurar, daqui a algum tempo, ou a partir da semana que vem as vacinas da Pfizer para esse grupo Minha segunda pergunta vai para o senhor, governador. O senhor vai passar por uma cirurgia no mês que vem, queria saber agora no momento de pandemia quais são os seus planos, como é que vai funcionar? Quanto tempo o senhor vai ficar afastado? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado pelas perguntas, Carolina. A primeira será respondida pela doutora Regiane de Paula.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carolina, obrigada pela pergunta. E é muito importante a gente deixar aqui essa informação, nós não guardamos estoque, nós mantemos aquilo que o Ministério da Saúde coloca, e nesse momento a recomendação do Programa Nacional de Imunizações é que as doses que vem chegando a todos os estados, não só ao estado de São Paulo, mas a todos os estados, é que se guarde a vacina da AstraZeneca, porque ela já vem para a segunda dose. Então nós já estamos trabalhando nessa perspectiva. Toda a vacina que chegar da Pfizer ela será utilizada para esse público que nós estamos trabalhando até 18 anos, porque nesse mês de julho a gente tem uma previsão de entrega da Pfizer, e em agosto já foi sinalizado que essa compra será maior e mais vacinas chegarão da Pfizer. Por isso que nós com o calendário do Ministério da Saúde, Programa Nacional de Imunizações, podemos avançar. Temos trabalhado, conversado, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde também tem nos atualizado todos os dias sobre o posicionamento em relação à compra de vacinas, e dessa forma o estado de São Paulo pode realmente antecipar o seu calendário. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutora Regiane. Carolina, com toda transparência, eu, de fato, terei que me submeter à uma cirurgia. Tive que programar para o dia 6 de agosto, embora a recomendação médica fosse para que a cirurgia fosse feita de imediato, mas eu ponderei aos médicos, a cirurgia é de Hérnia, os que já tiveram essa intervenção, sabem como a dor incomoda, e incomoda principalmente como está incomodando agora, quando isso fica de pé, e um longo período de pé incomoda. Você tem que tomar analgésicos para isso, tem vários médicos aqui ao meu lado, conhecem bem melhor isso do que eu. Mas eu depois de um período de dores, eu fiz os exames recomendados pelo doutor Moisés Cohen, e fruto desses exames foi constatada essa Hérnia, e aí foi examinado pelo doutor Sidnei Craginer, que além de um especialista neste tema, nessa área, é também presidente do Hospital Albert Einstein, ele me perguntou qual o prazo mais curto que eu poderia fazer a cirurgia, e disse: "Olha, apenas no dia 6 de agosto, que eu estou com a minha agenda tomada até lá". Ele disse: "Mas você não vai aguentar a dor". Eu disse: "Eu vou aguentar a dor, eu estou acostumado com a dor, desde que você possa me receitar um analgésico que me permita suavizar a dor, não tem problema nenhum". A dor também quando você tem mente que comanda e corpo que obedece, você também disciplina a dor, Eugênio, isso eu aprendi com meu pai. Então mesmo sentindo, como eu estou agora, não tem problema, eu vou seguir o calendário, e no dia 6 faço a cirurgia aqui no Albert Einstein, aqui ao lado do Palácio dos Bandeirantes. Queria até, eu estava vendo aqui no meu celular, uma notícia que saiu pouco antes da sua pergunta, dizendo que eu me afastaria do governo. Eu não vou me afastar do governo, eu continuarei à frente do governo, eu apenas faço a cirurgia, uma cirurgia em Laparoscopia, não é uma cirurgia complexa, e repouso sábado e domingo, e segunda-feira... Repouso em termos, porque vou ficar ligado no celular. E na segunda-feira já estarei normalmente trabalhando fisicamente aqui no Palácio dos Bandeirantes. Mas muito obrigado pela oportunidade de você ter feito essa pergunta, para esclarecer a todos, transparência absoluta, dado ao cargo que ocupo, e também esclarecer que eu não vou ter que me afastar do governo para fazer essa intervenção cirúrgica. Eu quero mais uma vez agradecer muito aos dois médicos que são nossos convidados especiais, doutor Marco Aurélio Safadi. Marco Aurélio, muito obrigado, você interrompeu o seu descanso no domingo, o convívio com a família para estar aqui ao nosso lado, muito obrigado, se você quiser fazer uso da palavra, por favor.

MARCO AURÉLIO SAFADI, MÉDICO: Só agradecer, e mais uma vez parabenizar pela iniciativa. Como pediatra, a gente fica muito feliz com essa...

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado. E nós, felizes com as considerações que você fez, e pelos esclarecimentos que pode proporcionar aos jornalistas aqui presentes, e aos que nos acompanham pela TV Cultura, e pelas demais emissoras que estão transmitindo aqui. E Wanderson Oliveira, a quem eu reafirmo aqui a minha admiração, eu vi essa dupla, Wanderson e Gabbardo, parecia uma dupla Pelé e Coutinho durante tantos meses no Ministério da Saúde dando entrevistas diariamente, esclarecendo, defendendo a vacina, defendendo a vida. Muito obrigado por você ter aceito o convite também por estar conosco nessa coletiva de imprensa, Wanderson. Por favor.

WANDERSON OLIVEIRA, SECRETÁRIO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE: Governador, é uma honra estar aqui com o senhor nesse momento de alegria, de boas notícias. Quero parabenizá-lo, e em seu nome todos os membros do governo, todos os trabalhadores da rede pública de saúde do estado. Cumprimentar o secretário Jean, que eu tenho admiração, acompanho o trabalho. Secretário Rossieli, que tem me permitido discutir e aprofundar o conhecimento sobre educação. Doutora Regiane, minha amiga de longa data, está fazendo um trabalho belíssimo, parabéns. Doutor Dimas, eu quero cumprimentá-lo também, que sempre me deu apoio durante minha gestão. O senhor lembra que eu era responsável pelo programa de imunização, estava sob minha responsabilidade, conseguimos fazer grandes campanhas de prevenção contra a Influenza. E meu amigo querido doutor Gabbardo, com quem trabalhamos juntos desde janeiro de 2019 até abril de 2020. E continuamos debatendo, discutindo, e contribuindo com os gestores do Brasil inteiro. Muito obrigado, governador. Parabéns mais uma vez. E principalmente parabéns para o povo de São Paulo, por ter essa oportunidade. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Wanderson Oliveira. Obrigado por esse lindo depoimento. Obrigado por ter aceito o convite para estar conosco hoje aqui. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: O me permite, já que nós éramos uma dupla, Pelé e Coutinho, eu era o Coutinho. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Mas dois craques, um e outro ajudaram a fazer o melhor ataque da história do futebol mundial, não só do futebol brasileiro, mas do futebol mundial. Perdão, com a minha condição de torcedor do Santos Futebol Clube, em exaltar a dupla mais famosa de ataque do mundo. Vocês formam uma dupla excepcional. Pelé e Coutinho, e Coutinho e Pelé, depois a gente discute quem é o Pelé e quem é o Coutinho.

WANDERSON OLIVEIRA, SECRETÁRIO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE: Está certíssimo o Gabbardo, três corações.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: E eu quero ao final, nesses minutos finais, agora são 13h57min, Regiane, Jean, Dimas, agradecer a vocês, o time da saúde, primeiro os que conduzem a Secretaria de Saúde sob seu comando, Jean Gorinchteyn, os que no PEI - Programa Estadual de Imunização, sob seu comando, Regiane, lideram o programa que fez de São Paulo o estado líder na vacinação, líder na proporcionalidade de vacinação, e o primeiro estado a concluir a vacinação no Brasil, é o estado de São Paulo, é sob o seu comando, sob sua orientação, ao lado de inúmeros, são centenas de secretários e secretárias de saúde, Jean Gorinchteyn, dos 645 municípios do estado de São Paulo, a quem eu também transmito o agradecimento, porque sem o apoio dessas secretarias de saúde das prefeituras, nós não conseguiríamos estar na liderança da vacinação, e não conseguiríamos anunciar e confirmar que São Paulo terá todo o seu universo de pessoas adultas com mais de 18 anos, que podem ser vacinados, vacinados até o dia 20 de agosto. E logo na sequência iniciar a vacinação de adolescentes e gestantes, com comorbidade. E aí concluir o processo vacinal de todos, incluindo os jovens de 12 a 17 anos. É uma vitória da vida, vitória da vacina, da perseverança e de um trabalho coletivo. E a você, Dimas Covas, cientista, médico, profissional que com muita serenidade e enorme perseverança, liderou o Butantan na vacina, agora com duas vacinas, a vacina do Butantan, a Coronavac, e agora também os estudos iniciados da Butanvac. Me perdoem por fazer essa menção, mas um governo que respeita as pessoas, que respeita a ciência, que respeita a medicina, que respeita o trabalho coletivo, pode apresentar um resultado tão bom, e fazer de hoje, já, este domingo, um dia de esperança. Muito obrigado. Uma boa tarde, a todos. Fiquem bem, fiquem felizes, fiquem protegidos. Usem suas máscaras. Boa tarde.