Coletiva - Governo de SP defende Pacto Federativo em reunião com Governadores do Sul e Sudeste 20202902

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Coletiva - Governo de SP defende Pacto Federativo em reunião com Governadores do Sul e Sudeste

Local: Capital - Data: Fevereiro 29/02/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: ... as farmácias ou mesmo a busca de postos de saúde--

[Falas sobrepostas]

REPÓRTER: Sobre essa questão...

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Por isso eu peço o depoimento do Dr. José Henrique Germann, que, além de médico e gestor, administrou o maior hospital brasileiro, o Hospital Albert Einstein, durante mais de 30 anos, e pode dar mais informações sobre as medidas que estão se adotando em São Paulo, junto com o Governo Federal, com o ministro Luiz Henrique Mandetta, para combater o vírus do Corona Vírus e atender adequadamente as demandas de saúde da população. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: O Corona Vírus, ele funciona como uma gripe, então nós temos que tomar os cuidados como sempre tomamos, com relação a essas gripes. Não existe necessidade de andar de máscara, por exemplo. O que nós precisamos ter são cuidados de higiene pessoal, lavar as mãos várias vezes ao dia, a cada evento diferente devem ser lavadas as mãos, com água e sabão. Na ausência da água e sabão, pode-se usar o álcool gel. Se for espirrar, se for tossir, por favor, use um lenço de papel. Se não tiver o lenço de papel, use o cotovelo, que é mais fácil, mais simples, e com isso você vai ter uma sequência de paradas, de barreiras, para que o vírus não progrida dentro da população. Hoje, nós temos um caso de positivo para Corona Vírus, que está em São Paulo, em casa. Então aí tem outro capítulo, este capítulo é o capítulo do isolamento. O isolamento, não há necessidade de se colocar a pessoa no hospital, ela pode ficar em casa. O que determina a ida dela para um atendimento hospitalar é a condição clínica. Se não houver nenhum risco clínico para esta pessoa, só a presença de ser um soropositivo para o Corona Vírus não justifica dele ficar permanentemente internado. O tempo que ele fica em casa, aí sim em isolamento, junto do seu quarto, quietinho e tal, é até os sintomas desaparecerem. Os sintomas desaparecendo, ele está liberado para a vida normal.

REPÓRTER: Secretário, outros secretários estaduais, inclusive do Paraná, conversando comigo ontem, já disse que a epidemia vai chegar ao Brasil, não tem como evitar. E aí, como é que fica? Se vier mesmo uma epidemia, a gente está chegando próximo ao inverno, que é o problema mais crítico, aí como é que vai se fazer com tanta gente doente?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Então, esse 'gap' entre o inverno do Norte e o inverno do Sul, que nós temos aqui, deve ser suficiente para trazer o vírus num outro patamar de estatística, entendeu? Nós não sabemos como vai acontecer. Pode ser que ele tenha toda a razão, mas pode ser que a gente tenha uma epidemia mais branda, por que? Porque primeiro que ele tem uma capacidade de transmissão de uma para duas pessoas, ou para três pessoas. Sarampo, por exemplo, é de uma para 20 pessoas. Então, a capacidade de transmissão desse vírus é menor. Outro é a capacidade que ele tem de matar, a letalidade. Então, isto fica em volta de 2% na China e 1,8%, 1,7% nos demais países. Então, ele tem comportamentos diferentes de acordo com os serviços de saúde, com as aglomerações, enfim. A China é um país ultrapopuloso, então que... Mais o inverno, eles ficam mais agregados, e isso favoreceu que a epidemia se espalhasse. A outra questão é não criar nichos fechados, por exemplo, o navio do Japão. Ele tinha um caso positivo e ficaram todos confinados, acabou o período do confinamento, eles tinham 700 casos positivos. Então, vamos pra casa, quem tiver necessidade de alguma assistência hospitalar vai para o hospital, mas não acredito que a gente vai ter... Ele é epidêmico, ele é pandêmico, vamos chamar assim, é uma pandemia que nós estamos sofrendo, porque atingiu cinco continentes, então é uma epidemia? É uma epidemia, o Brasil tem um caso só mas é uma epidemia mundial.

REPÓRTER: [ininteligível] embate com o presidente Bolsonaro. De ontem pra hoje ele aprovou a [ininteligível] de março, não é? Ele teve uma... Refletiu muito se estenderia ou não. Queria que o senhor comentasse, por gentileza.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Foi um recuo positivo, aliás é prova de sabedoria. Recuar não é prova de fraqueza, é prova de sabedoria. Não faria o menor sentido retirar as forças militares de um estado que está sendo vítima de insubordinação, ou seja, a população, os brasileiros do Estado do Ceará, precisam receber um tratamento adequado do Governo Federal, independentemente de posições partidárias, ideológicas ou políticas. Portanto, o recuo foi uma medida positiva, institucionalmente e operacionalmente recomendável. Ainda bem que o presidente recuou e aceitou prolongar, até que se resolva a situação de insubordinação da Polícia Militar no Estado do Ceará.

REPÓRTER: Outra situação, o senhor tem cobrado uma posição mais firme do ministro Sério Moro em relação às críticas aos policiais militares. O senhor poderia comentar também essa postura dele até o momento?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Posso. Eu quero reafirmar que tenho muito respeito e pessoalmente admiração pelo ministro Sério Moro, por aquilo que fez como juiz e aquilo que faz como ministro, mas entendo que, como o Governo Federal, tem que ter posições firmes e claras, em qualquer circunstância, seja num estado administrado pelo PT ou num estado administrado por outro partido. A decisão tomada ontem pelo Governo Federal, repito, acertado de estender a presença de tropas federais no Estado do Ceará, é aquela que já deveria ter sido adotada antes. Mesmo assim, eu cumprimento o presidente Bolsonaro por ter recuado e atendido a demanda do governador Camilo Santana, para estender a presença das tropas federais no Estado do Ceará. Obrigado, pessoal.

REPÓRTER: [ininteligível] Corona Vírus aí indica que essa integração entre governadores é muito importante, e o Cosud, ele permite essa discussão, esse diálogo?

REPÓRTER: E aproveitando, da economia também.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem colocado, sim. Eu posso falar sobre os dois. Sim, a resposta é sim, não só do Cosud, mas nacionalmente também. Os governadores estão muito unidos, e eu quero até reafirmar aqui a vocês, mais unidos do que nunca. Não se tem notícia, nas últimas décadas, de uma união tão forte entre governadores, na defesa do pacto federativo, na defesa das questões de segurança, na defesa das questões de saúde, dadas as ameaças do Corona Vírus, nas postulações econômicas também, ações conjuntas para o desenvolvimento econômico, sobretudo na atração de investimentos internacionais para a geração de empregos e prosperidade econômica. É por isso que o Cosud vai à China na busca de novos investidores, agora no próximo mês de junho. Mantida essa decisão, ela será reavaliada ainda nesta manhã, para falar com os grandes investidores, bancos e empresas investidoras chinesas, que têm um enorme interesse na América Latina, e particularmente no Brasil. Obrigado, pessoal.