Coletiva - Governo de SP destina R$ 1,5 bilhão por ano para Santas Casas e Hospitais Filantrópicos 20213009

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Governo de SP destina R$ 1,5 bilhão por ano para Santas Casas e Hospitais Filantrópicos 20213009

Local: Capital – Data: Setembro 30/09/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bem, pessoal, desculpe a demora, vamos tentar ser rápidos aqui para ajudar vocês, nós aqui ao meu lado, o Edson Rogatti, o Edson é presidente da Federação das Santas Casas do Estado de São Paulo, fez um belíssimo discurso aqui, é uma pessoa capacitada também para responder nesse tema. E ao meu lado ele fará respostas aqui a vocês, no tema da saúde. Vamos começar com a Maju Leite, da Rádio Bandeirantes, Band News, TV Bandeirantes, TV Band News. Maju, boa tarde. Obrigado, pela sua presença, sua pergunta, por favor.

MAJU LEITE, REPÓRTER: Alô, boa tarde. Uma boa tarde, a todos. Governador, primeiro eu queria que o senhor repetisse da onde vem esse R$ 1 bilhão, e também saber se esses hospitais poderão gastar esse dinheiro da forma como quiserem, ali nas demandas que as unidades necessitam. E também aproveito para o Edson responder qual é o impacto desse dinheiro ali direto na população, que impacto isso vai ter? E mais uma para o governador, o governo de São Paulo vai monitorar de alguma forma onde esse dinheiro será gasto? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Maju. Começando pelo fim. Todo o recurso que o governo destina para programas públicos é monitorado, não tem a menor hipótese nós destinarmos recursos para a saúde, para obras, para a cultura, para turismo, para a infraestrutura que não tem um monitoramento feito junto às prefeituras, ou junto no caso aqui às Santas Casas, para saber onde e como estão sendo investidos os recursos, até porque, é nossa obrigação, porque se nós não fizermos o Tribunal de Contas fará, e o Ministério Público do Tribunal de Contas fiscalizará. Então nós temos que fazer esse monitoramento, e esse monitoramento é feito pela Secretaria de Saúde, aqui está já o doutor Jean Gorinchteyn, para que isso se processe na forma adequada, no melhor investimento, dentro do menor custo, mas com a melhor qualidade do investimento. Sobre o resultado e o impacto, ah, primeiro, sobre recursos, isso veio do orçamento do governo do estado de São Paulo, orçamento esse que foi viabilizado pela reforma administrativa que nós fizemos, já anunciamos R$ 50 bilhões de investimentos, sendo R$ 22 bilhões esse ano, R$ 28 bilhões no ano de 2022, Maju. E parte desses R$ 22 bilhões é da onde saem R$ 1,2 bilhão para esse investimento nas Santas Casas, investimento esse que começa agora já no dia 1 de outubro, e daí segue para os próximos 12 meses, até setembro do ano que vem. Portanto, esse é um investimento já assegurado e garantido, e mais recursos serão destinados também no novo orçamento. E quem pode falar melhor do que nós, é o Edson Rogatti, sobre o impacto que isso representa nas Santas Casas, no atendimento de saúde da população, e também na população, porque onde você melhora investimento em Santas Casas, mais empregos são gerados, são os trabalhadores da saúde, médicos, enfermeiros, assistentes, seguranças, pessoal de limpeza, de manutenção, fornecedores, a cadeia é muito grande. Edson Rogatti.

EDSON ROGATTI, PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DAS SANTAS CASAS DO ESTADO DE SÃO PAULO: Esses recursos eles vão ser monitorados, nós temos 35 indicadores, não vai ser um recurso que é dado assim não, tem que ter indicadores de melhoria, de atenção, de atender o paciente humanizado. E esse recurso, que o governador João Doria está nos repassando, é um recurso que vem ajudar as Santas Casas, que hoje no estado de São Paulo são 408 Santas Casas, 333 que atende SUS, serão beneficiadas com esse auxílio financeiro. E é um auxílio que ele vem para as Santas Casas em uma hora primordial para que a gente possa a economia deslanchar agora, porque no COVID-19, quem atender o COVID-19 aqui no estado de São Paulo foi as Santas Casas e hospitais filantrópicos. E isso era um dever do Governo Federal, que não fez e ficou o estado bancando isso, e agora outra vez o estado vem novamente injetar recursos nas Santas Casas e hospitais filantrópicos para ajudar melhor o atendimento do SUS. Esse dinheiro é investido para quem atende o SUS, e o governo do estado de São Paulo percebendo essa necessidade desse avanço na economia aqui do estado, está investindo esse R$ 1,2 bilhão, e mais R$ 300 milhões na energia fotovoltaica também. Então eu queria aqui também parabenizar o governador João Doria por esse evento aqui.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Rogatti. Aliás, fazendo até a correção, é R$ 1,2 bilhão e mais R$ 300 milhões. Então, na verdade, R$ 1,5 bilhão, porque esses R$ 300 milhões nós adicionamos ontem, quando identificamos que o Governo Federal que tinha anunciado um programa de financiamento, a baixo juro, para o financiamento da energia fotovoltaica, simplesmente cortou o investimento e colocou no site ontem que não faria mais esse investimento. E essa medida quando nós identificamos ontem após o almoço, em poucas horas, juntamente com o secretário Henrique Meirelles, o nosso secretário de Orçamento, Nelson Baeta Neves, com o Rodrigo Garcia e eu, conseguimos equacionar e colocar R$ 300 milhões para esse programa de energia fotovoltaica. São Paulo é signatário do acordo de Paris, reafirmamos isso na COPE, em Madri, vamos reafirmar agora na COPE, em Glasgow/Escócia, São Paulo tem o compromisso com o [Ininteligível], e no ano 2050 nós não teremos mais emissão de carbono em São Paulo. E aqui já é um passo importante, aliás, servirá de exemplo também para hospitais privados implantarem a captação de energia fotovoltaica com emissão zero também, nas suas unidades hospitalares. Maju, muito obrigado pela pergunta. Vamos agora com a Indara Freitas, do Metrópoles. Indara, obrigado por você estar aqui mais uma vez, sempre presente. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

INDARA FREITAS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu queria fazer duas perguntas. Em janeiro houve um corte de 12% nas Santas Casas em São Paulo, agora vem um anúncio de maiores investimentos nas Santas Casas. Isso, na verdade, foi investimento ou foi uma recomposição desse corte? E o que mudou de lá para cá? Por que houve o corte no começo do ano, e agora não houve mais corte, houve, na verdade, um investimento maior? A segunda pergunta...

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Indara, vamos por partes, vou responder a primeira. Em tese seria uma pergunta só, mas tudo bem você fazer duas. Mas eu tenho uma correção a fazer, nós não fizemos o corte de 12%, não houve, eu sei que você Googlou aí, porque havia essa proposta, mas ela não foi executada. Portanto, não houve corte nenhum, não houve nenhum corte, nem de 12%, nem de 11%, nem de 10%, nem de 5%, nem de 2%, nem de 1%, nada. Isso foi aventado, mas não foi processado. Portanto, não houve corte nenhum. A sua segunda pergunta.

INDARA FREITAS, REPÓRTER: Mas por que foi aventado na época?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, foi avaliado, na época, mas isso foi antes da COVID-19, quando veio a crise da COVID-19, o governo do estado de São Paulo entendeu que não tinha que fazer nenhuma alteração. Portanto, não houve alteração. Então aqui de jornalista para jornalista, não tendo havido o fato, fato não é, então não é notícia.

INDARA FREITAS, REPÓRTER: Ok. A segunda pergunta é para o secretário, aproveitando a presença dele aqui, eu queria perguntar sobre o ofício da ANVISA, em relação à Prevent Sênior, que ontem a ANVISA mandou um ofício para a secretaria municipal e para a secretaria estadual perguntando quais as medidas foram tomadas pela vigilância em relação à Prevent Sênior. Esse ofício já foi respondido?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Todos os ofícios que foram recebidos estão sendo respondidos pela equipe técnica, eu quero aproveitar a oportunidade de trazer, que a Secretaria de Saúde de São Paulo representando o governo do estado de São Paulo tem a maior lisura ética, moral e cívica, e dessa forma seguindo todos esses preceitos oficiou os nosso conselhos, tanto os conselhos de medicina, Conselho de Farmácia, e Conselho de Enfermagem, para que todos os ilícitos na prática desses profissionais sejam avaliados, desde alteração de prontuários, alterações do Código Internacional de Doença, seja em prontuários ou na declaração de óbito, seja na utilização de uma medicação que já foi claramente respaldada pela ciência e pela Organização Mundial de Saúde, como a Cloroquina, que não deveria estar sendo continuada na assistência dos pacientes, em qualquer fase. E dessa maneira, nós, baseado nas ações dos conselhos, em ações das nossas coordenadorias, especialmente da Vigilância Sanitária, estaremos nos pronunciando nos próximos dias.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Indara, apenas para complementar, nós apoiamos a instalação da CPI na Assembleia Legislativa do estado de São Paulo, para investigar a Prevent Sênior, nós orientamos a nossa bancada através da nossa líder deputada Analice Fernandes, que apoiasse a medida, e assinasse o termo para a instalação da CPI da Prevent Sênior. É preciso que as explicações sejam bem dadas, e que a transparência prevaleça, sobretudo, em um tema de saúde, e diante de fatos tão graves que foram denunciados na CPI do Senado Federal. Indara, superobrigado. Agora, Nadedja Calado, obrigado pela sua presença aqui. Boa tarde.

NADEDJA CALADO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Peço licença para também perguntar sobre a Prevent Sênior, foi noticiado hoje que no início do ano foram realizadas inspeções em hospitais da Prevent Sênior em São Paulo, e que a Secretaria de Saúde produziu um ofício dizendo que não haveria necessidade de intervenção, não seria o caso, e também pontuando que não haviam os problemas que foram relatados em uma outra inspeção feita pela Secretaria Municipal de Saúde. Queria saber se o governo entende que houve algum tipo de erro naquele momento, se algo nesse sentido vai ser averiguado, já que agora vieram à tona aqueles fatos da CPI da COVID-19 no Senado, e também a Prevent Sênior investigada localmente, como disse o governador na CPI da ALESP, e agora também na Câmara de Vereadores, que foi aprovada ainda há pouco, MP e Polícia Civil de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Nadedja, eu vou fazer uma correção a você, essa inspeção que foi feita de fora colaborativa entre município e estado, se fez em março do ano passado, 2020, por ocasião à Secretaria de Saúde se fazendo de todas as suas obrigações, que era exatamente avaliar tanto no âmbito de Vigilância Sanitária, avaliação das notificações com relação ao COVID-19, foi em loco, junto com a COVISA do município, fazer uma inspeção sanitária das instalações de várias unidades da Rede Prevent Sênior. Naquele momento nenhuma infringência de legalidade sanitária foi identificada, portanto, não havia qualquer motivo para que nós instaurássemos algum inquérito ou fizéssemos a solicitação de descontinuidade dos nossos atendimentos, ou dos atendimentos daquelas instituições. Nesse momento todas as ilicitudes elas estão restritas a ato médico, ato de profissionais da área de enfermagem, e ato relacionado à profissionais da área da farmácia. Por isso a secretaria continua se colocando dessa maneira. Lembrando ainda que se trata de e um hospital privado, diferente se fosse um hospital público em que nós teríamos também a possibilidade de afastar os seus diretores e CEOs, para que as investigações acontecessem de uma forma muito mais plena e isenta.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Nadedja, obrigado pela pergunta. Queria agradecer a vocês por estarem aqui. Queria agradecer também ao SBT, que está transmitindo pelo SBT News ao vivo, essa nossa coletiva. Agradecer também à TV Cultura, que transmitiu flashs aqui ao vivo. Ao site Metrópoles, à TV Bandeirantes, à Rádio Bandeirantes, à TV Band News, à Rádio Band News, e também a CBN. Amanhã tem mais. Obrigado, fiquem bem, fiquem protegidos. Uma boa tarde, para vocês. Obrigado.