Coletiva - Governo de SP entrega 10 mil cestas básicas em aldeias indígenas e comunidades carentes 20201105

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Coletiva - Governo de SP entrega 10 mil cestas básicas em aldeias indígenas e comunidades carentes

Local: Capital - Data: Maio 11/05/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Hoje, segunda-feira, dia 11 de maio, mais uma entrevista coletiva aqui no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, agradecendo a transmissão direta a partir de agora da TV Cultura, da Rede Brasil, do UOL, da TV UOL, da TV e Rádio Jovem Pan e da TV Alesp. E também as transmissões em fla shs da Globo News, TV Globo, TV Bandeirantes, Band News, Rádio Bandeirantes, TV Record, Record News, Rádio Jovem Pan, CNN, SBT, Rede TV e TV Gazeta. Quero agradecer a presença dos jornalistas e cinegrafistas, fotógrafos que puderam estar aqui, obrigado por estarem participando, e os que estão online também, e farão perguntas na tarde de hoje. Nas nossas mensagens, mas, antes disso, mencionar as presenças que estão aqui ao nosso lado, perdão, José Henrique Germann, secretário da saúde do Estado de São Paulo, integrante do comitê de saúde do Covid-19. Henrique Meirelles, secretário da Fazenda. Patrícia Ellen, secretária do desenvolvimento econômico. Célia Parnes, secretária de desenvolvimento social. Flávio Amary, secretário da habitação. Gustavo Junqueira, secretário da agricultura e abasteci mento. Dimas Covas, coordenador do comitê de saúde e presidente do Instituto Butantan. E a economista Ana Carla Abraão. Todos estão aqui, participarão diretamente da coletiva, e poderão responder perguntas formuladas pelos jornalistas. Nas mensagens, exatamente há dois meses a Organização Mundial de Saúde decretou a pandemia, em apenas dois meses a doença já é a principal causa de óbitos no mundo e no Brasil. O coronavírus já mata mais do que qualquer outra doença, do que qualquer outro problema de saúde, como infarto, AVC, câncer, mata mais do que a violência e os acidentes de trânsito. Isto, no Brasil, ou em qualquer outra parte do mundo, nos 212 outros países onde a pandemia está sendo enfrentada. Salvar vidas é prioridade absoluta em São Paulo, e vamos nos manter firmes nesta decisão e nesta posi ção de priorizar vidas. É certo, e absolutamente certo que as medidas de saúde sejam prioritárias no nosso governo, assim como em vários outros governos estaduais. Mas quero deixar claro que não deixamos e não deixaremos de ser atentos a medidas econômicas que preservem empregos e a economia, mas a ordem prioritária é salvar vidas, em primeiro lugar, dar proteção social aos mais pobres, aos mais humildes e, na sequência, a economia. Quanto mais próximos e atuantes em sobreposição isto for possível, nós faremos. As medidas que foram divulgadas e apresentadas aqui em São Paulo, nesta nova quarentena, que vai até o dia 31 de maio, preservam 74% da economia de São Paulo, aliás, os mesmos 74% das duas quarentenas anteriores e, hoje, teremos oportunidade de detalhar, mais uma vez, para os que estão nos assistindo, nos ouvindo, nos acompanhando e estarão nos lendo muito em breve. Um exemplo disso, a construção civil, setor responsável por mais de 300 mil empregos diretos aqui no Estado de São Paulo, nunca fechou, nunca houve restrição proibitiva para o funcionamento da construção civil no Estado de São Paulo, houve, sim, um entendimento, desde a primeira quarentena, pra que o setor de construção civil, público ou privado, obedecesse regras mais rigorosas de controle da pandemia e, evidentemente, de preservação de saúde dos seus funcionários, dos seus colaboradores e dos seus fornecedores, e eu quero registrar que a construção civil vem obedecendo rigorosamente a esses critérios, e até mesmo evoluiu, ampliando ainda mais as medidas protetivas, estendendo, por exemplo, aos familiares dos funcionários, oferecendo máscaras adicionais e álcool gel, pra que funcionários da construção civil pudessem levar aos seus familiares. Portanto, a construção civil, que o presidente da República anunciou que iria incluir num decreto federal, na semana passada, em São Paulo, nunca parou, e não pretendemos que pare, se os critérios forem seguidos, e as condições permitirem. Também estamos adotando medidas certas na hora certa, aqui em São Paulo nós não estamos precipitando medidas e nem utilizando achismo, populismo, pressões e nem determinações que não sejam da ciência e da saúde, ela que baliza os nossos passos e as nossas ações em São Paulo, aqui nós respeitamos a saúde e continuaremos a respeita-la fazendo as atitudes e estabelecendo os momentos corretos com serenidade, com equilíbrio, com cooperação e com uni& atilde;o. Nós aqui continuaremos a dizer não aos patrocinadores da morte e aos saudosistas da corrupção e do desemprego, São Paulo continuará a dizer sim para medidas que salvam vidas e protegem pessoas e empregos. O vírus não mudou e não vai mudar os nossos valores mais profundos, alguns desses valores estão sendo colocados a prova agora, diante desta pandemia, valores de solidariedade, respeito à vida, respeito às pessoas, proteção à população mais humilde, mais carente do nosso estado, nós vamos manter as nossas posições e as nossas decisões de forma serena e equilibrada, mesmo diante de todas as pressões que possamos sofrer, inclusive de ameaças, as posições do Estado de São Paulo serão aquelas determinadas, volto a repetir, pela saúde e pela ciência. O inimigo da economia , eu quero deixar bem claro, não é a quarentena, é o vírus, é o coronavírus, é a pandemia que é inimiga da economia, não é a quarentena, isto tanto no Brasil, quanto nos demais países que adotaram medidas de quarentena e que, publicamente, todos tomam conhecimento ao assistirem, ouvirem, lerem e acompanharem o noticiário internacional sobre a pandemia. Informações de hoje, segunda-feira, 11 de maio. Decisões do governo. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, sob liderança da Patrícia Ellen, ao lado da Secretaria da Fazenda, sob liderança de Henrique Meirelles, vão fazer uma apresentação, na sequência, para demonstrar quais os setores da economia de São Paulo estão funcionando desde o início da primeira quarentena. E as medidas que estão sendo tomadas por outros setores e pré-requi sitos sanitários e médicos para alcançarmos bons resultados sem aumentarmos o risco de ampliar a pandemia nas infecções e muito menos nos óbitos. O segundo informe, na sequência vou convidar a Patrícia Ellen e o secretário Meirelles pra esta apresentação, que teve também a cooperação do comitê econômico e do seu conselho, coordenado pela economista Ana Carla Abraão, aqui presente. A segunda informação, o Governo de São Paulo vai entregar dez mil cestas básicas, produzidas por produtores da agricultura familiar, sobretudo no cinturão em torno da região da grande São Paulo, da região metropolitana de São Paulo, e estas cestas básicas serão destinadas para aldeias indígenas e comunidades carentes. A cestas geram renda pra esses pequenos produtores, inclusive muitos deles vinculados a pequenas cooperativas, num momento tão difícil e, ao mesmo tempo, fornece alimentos para os que mais precisam. O terceiro informe de hoje, nós estamos destinando oito mil botijões de gás para moradores do Jardim Pantanal, aqui na capital do Estado de São Paulo, e isso será feito através da Ultragás, uma empresa privada que aceitou o convite, a solicitação do Governo de São Paulo, para a destinação desses 8.000 botijões aos moradores de comunidades carentes, na região do Pantanal, Zona Leste da capital de São Paulo. Essa medida beneficia diretamente 32 mil pessoas destas comunidades. Além disso, a mesma Ultragás está doando 40.000 quilos de gás todos os meses para os hospitais de campanha montados aqui na capital de São Paulo, os hospitais do Ibirapuera, Anhembi e Pacaembu. É mais um exemplo de solidariedade do set or privado, num momento tão difícil da vida do país. Eu agora passo a palavra à Patrícia Ellen, que, em conjunto com o secretário Henrique Meirelles, apresentará os setores que estão funcionando aqui no Estado de São Paulo. E é muito importante que você, que está nos assistindo agora na transmissão ao vivo, ou você que vai assistir trechos, e na sequência, e os jornalistas que aqui estão, que reproduzam isso com muito cuidado, pois percebemos que ainda há desinformação nesse sentido. E a desinformação, neste caso, prejudica setores, prejudica a economia e prejudica empregos. E obviamente o Governo do Estado de São Paulo estará à disposição, respondendo, através dos seus sites, todas as dúvidas que possam haver, por parte de setores da economia, sobretudo na liderança dos seus sindicatos patronais e também de trabalhadores. Não falta ao Governo de São Paulo a capacidade de dialogar e de reconhecer a importância desse diálogo, com setores produtivos em todos os níveis e também com as esferas de governo municipais. Criamos e constituímos, na semana passada, e hoje é o primeiro dia de reunião e funcionamento do Conselho Municipalista, composto por prefeitos dos 16 núcleos metropolitanos de São Paulo, e a primeira reunião será realizada hoje aqui no Palácio dos Bandeirantes. Vamos então à apresentação da secretária Patrícia Ellen. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Hoje nós vamos dividir a apresentação aqui com o secretário Henrique Meirelles, também com o secretário Flavio Amary, Gustavo Junqueira, porque houve um esforço em equipe para dialogar com os setores e também para manutenção do funcionamento da economia nos serviços essenciais e nas áreas onde nós conseguimos, através da implementação de protocolos bastante rígidos, garanti r essa operação. Então, em primeiro lugar, no nosso modelo de quarentena atual, nós temos 80 atividades em funcionamento. E nós temos aqui alguns dos exemplos, das principais atividades que estão em funcionamento hoje. A cadeia de abastecimento, desde a produção agrícola até a ponta da produção dos produtos e distribuição, continua em perfeito funcionamento, com protocolos de distanciamento e higiene bastante rígidos sendo utilizados. Alimentação continua funcionando, através do modelo de delivery e drive-thru. Comunicação social e toda a parte de produção de conteúdo continua em operação. Construção civil, hotéis, manutenção e oficinas, petróleo e gás, produção agropecuária, indústria, toda a indústria continua em opera ção, saúde, segurança privada, serviços domésticos, energia, transporte e logística. O que nós aprendemos nesse processo é que nós estamos focados aqui na luta contra o Corona Vírus, e talvez tenhamos comunicado menos o que está em operação, e por isso que nós estamos fazendo esse esforço hoje, para que todos entendam o que está em operação, para que a gente evite também o maior colapso da economia, por uma quarentena comportamental ou por uma falta de comunicação. Então, esse trabalho aqui é muito importante, com os jornalistas que estão nos acompanhando, que essa informação chegue para as pessoas. E também um reconhecimento dos protocolos rígidos que já estão sendo implementados nos serviços que estão em operação. Diariamente, n&oac ute;s recebemos aqui pedidos de secretários e secretárias de outros estados, com exemplos dos protocolos que estão sendo trabalhados, seja para operação da indústria, da construção, de todos os serviços que estão em operação. E por isso, o esforço que nós estamos fazendo hoje não é somente para que a gente implemente protocolos para os serviços que vão voltar a operar, quando a Saúde assim o determinar. Nós também vamos divulgar os protocolos dos serviços que estão em operação, para que isso também ajude outros estados e até outras regiões fora do Brasil. Pra que a gente aprenda, nessa convivência com o Covid-19, a manter a operação do que dá para operar, com regras de controle, que vocês verão aqui que estão já em implementa&cce dil;ão em São Paulo em algumas semanas. Com isso, eu vou passar a palavra para o secretário Henrique Meirelles. Hoje, nós vamos dividir um pouco a apresentação e, na sequência, para o secretário Gustavo Junqueira. Eu vou voltar, desculpa, falar um pouquinho da análise econômica, e passar para o Gustavo Junqueira. Por favor, Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO ESTADUAL DA FAZENDA E PLANEJAMENTO DE SÃO PAULO: Primeiro lugar, eu gostaria de mencionar que este dado, 74% das instituições, das empresas de São Paulo não têm restrições, é confirmado pelas inscrições estaduais ativas, na Secretaria da Fazenda. Isto é, 74% das empresas, e portanto das inscrições estaduais ativas, não têm nenhuma restrição, estão abertas. Funcionando com restrições são 76%, Então isto é um dado que n&oac ute;s devemos ter em mente. Eu vou comentar um pouco sobre isso em seguida. A diferença de arrecadação, agora passando para a atividade econômica como um todo, ela cai de abril, no ICMS, em relação ao ICMS de 2019, de 19%. No entanto, se nós olharmos à frente, o próximo slide, por favor, nós vamos ver que os efeitos vistos nos setores que não possuem nenhuma restrição, portanto, são sistêmicos, isto é, 73% da perda do PIB corresponde aos efeitos apenas da pandemia. Por quê? Se nós olharmos o PIB como um todo e a queda, que é generalizada, ele mostra, nós podemos verificar claramente que 73% da perda não tem efeito da pandemia. No entanto, 27% do PIB é afetado pela quarentena, sim, mas as avaliações mostram que, mesmo que não tivesse a quarentena, esses setores seriam afetados, estão afetados, melhor dizendo, pela pandemia. Por exemplo, diversos setores que não estão afetados pela quarentena estão, sim, sofrendo grande queda de atividade. Isto é uma prova concreta de que os 27% de queda do PIB na realidade não se devem ao efeito da pandemia apenas. Alguma coisa é quarentena, mas a quarentena é apenas uma pequena parte da queda de 27% do PIB. Então, se nós formos estimar isso, nós vamos facilmente chegar à conclusão que, com 73%, não tem nenhum efeito de quarentena, e nos 27% que teve o efeito de quarentena, boa parte tem efeito da pandemia, independentemente de quarentena, nós já concluímos com facilidade que esta queda realmente é resultado fundamentalmente da pandemia. Isto é, um percentual muito maior do que 73% de queda do PIB é resultado da pandemia. Agora, evidentemente que estamos fazendo estudos mais aprofundados, num certo momento , naqueles setores afetados pela quarentena, o que cairia de qualquer maneira com a pandemia. Portanto, nós podemos ver que o PIB cai fundamentalmente como efeito da pandemia. Mencionando um pouco mais de detalhe sobre a questão da arrecadação, como eu mencionei, existe uma queda pronunciada em abril em relação ao que é o orçamento, isto é, aquilo que está aprovado pela Assembleia Legislativa, etc., e que era o normal ter ocorrido agora em abril de 2020. No entanto, nós tivemos uma queda pronunciada de cerca de 19% na arrecadação, o que significa que há uma queda da atividade econômica, que pode ser próxima dessa, certamente é próxima dessa. Uma pequena parte disso é aumento da inadimplência. Portanto, esse é um dado da maior importância. E a perda dos demais impostos, o IPVA etc. é similar ou pouco maior do que a perda do ICMS. Portanto, se nós projetarmos a frente, nós já estamos vendo, inclusive, uma queda maior em maio e junho, nós já temos aí, uma queda substancial da arrecadação e uma queda proporcional do PIB. Então, o que nós já temos visto é que a arrecadação, ela funciona como uma previsão muito precisa daquela atividade econômica, porquê? Porque o ICMS, principalmente, é um resultado direto das vendas das empresas. O ICMS é um percentual de vendas, então, particularmente o ICMS é um resultado direto da queda da atividade econômica. Portanto, nós temos aí uma visão clara da queda da arrecadação, da queda da atividade econômica e do fato de que isso é devido, fundamentalmente, a pandemia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Henrique Meirelles, secretário da Fazenda. Voltemos a Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico.

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, na próxima página nós temos uma descrição da análise da vulnerabilidade econômica de cada setor. Como a economista Carla colocou na última sexta-feira, essa análise foi feita num estudo coordenado pela Fipe, o professor Eduardo Haddad também é um dos coordenadores do nosso conselho econômico e aqui nós estamos compartilhando com toda a transparência as análises que estamos recebendo exatamente para fazer esses diálogos setoriais. Um ponto importante é que o trabalho está sendo feito com um olhar de vulnerabilidade econômica tendo quarentena ou não. Há setores que foram extremamente impactados como os serviços domésticos, que não estão em quarentena, mas há uma preocupação muito grande das pessoas e, por isso, houve uma interrupção de muitos serviços em escala que hoje, obviamente, está prejudicando as pessoas que mais precisam. Um outro exemplo disso e aí sim, impactado pela quarentena é toda a área de economia criativa. E eu queria fazer um comentário específico sobre o setor de eventos. Eu, o secretário Sérgio Sá Leitão, recebemos muitos pedidos de ajuda do setor nesse fim de semana através das redes sociais, através de telefonemas, nós entendemos, o governador Jo ão Doria já nos passou essa missão para intensificar o diálogo com vocês para que, juntos, a gente possa buscar uma solução, mas lembrando que esse setor não foi liberado em nenhum lugar do mundo, então, nós reconhecemos o desafio, mas a nossa maior prioridade agora é proteger vidas. Então, nós estamos a serviço para buscar as soluções com vocês, lembrando do desafio que temos nesse caso, na mesa, que é proteger vidas no momento mais delicado da pandemia. Então, vamos intensificar o diálogo, buscar soluções sim, mas lembrando que aqui nós temos concreto que proteger a vida das pessoas. Essa análise mostra alguns outros setores, eu vou pedir para o secretário Gustavo Junqueira, para o secretário Flávio Amary, complementarem com alguns exemplos específicos da construção e da cadeia de abastecimento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Patrícia, antes de passarmos ao Gustavo, eu queria só fazer uma observação importante que o tema, se puder voltar no slide anterior, o tema relativo as atividades artísticas, criativas, eventos, espetáculos, a chamada economia criativa, passa também por uma política do governo federal, não é apenas o estado de São Paulo e os outros 26 estados que devem ter políticas para esta área, cabe ao governo federal também ter políticas claras e contribuir no financiamento, na ajuda e no diálogo com esses setores. Aqui em São Paulo fizemos isso. Até estabelecemos programas online de atividades de 'lives' na área de música, no setor de dança, no setor de teatro, estimulando também atividades inovadoras como o drive-in, não apenas para o cinema, mas também para as atividades teatrais, de dança, apresentações musicais que é uma alternativa segura, viável, inovadora e que algumas empresas privadas já se dispuseram a fazer, assim como iniciaram no Rio de Janeiro. Isso é uma forma positiva de enfrentamento da crise, mas o diálogo com o setor da economia criativa deve ser também, liderado pelo governo federal. Não estou aqui fazendo nenhuma colocação insidiosa, ou desafiadora, apenas lembrando que não é tarefa apenas dos estados, é tarefa também do gove rno federal. E agora vamos ao Gustavo Junqueira, aqui deste lado, secretário de Agricultura e Abastecimento. Gustavo.

GUSTAVO JUNQUEIRA, SECRETÁRIO DA AGRICULTURA E ABASTECIMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado governador, boa tarde a todos. Primeiro, acho que o que fica claro nessa crise é que nós temos uma crise de higiene e de comportamento. O governador, desde o primeiro momento ouviu a sua assessoria no que mostrou de que o Agro, como um setor essencial para a economia, não poderia parar. O que vocês observaram ao longo desses 40 dias e que, primeiro, todos os setores do agronegócio que vai desde a produção de insumos, sementes, passando pela produção dentr o das propriedades rurais, abastecimento nos supermercados, não teve nenhuma ruptura, ou seja, é um sinal claro de que esses setores observaram muito os protocolos, que é onde nós estamos caminhando para fazer uma abertura segura e uma abertura consistente. O que aconteceu no caso do agronegócio de maneira geral é que nós tínhamos uma produção, nós estávamos produzindo com alta eficiência, alta performance e uma parte importante desse conglomerado do agronegócio é o 'foodservice', ou seja, a comida fora do lar. Esse, sem dúvida alguma, teve um efeito por conta do que eu disse no início, por conta de nós ainda não termos claro qual será o protocolo de funcionamento dos restaurantes a partir do momento que a abertura começa. O que é que isso acontece? Isso acontece no Agro que aquela... toda aquela massa de produ&ccedi l;ão destinada aos restaurantes e ao 'foodservice', ele, então, precisa achar um outro caminho de venda. A venda de comidas em casa é uma cesta de produtos diferente daquela que as pessoas comem nos restaurantes. Então, isso tudo está sendo adaptado. O canal de distribuição também é diferente, ou seja, o efeito que nós temos aqui no agronegócio são dois que valem a pena destacar, um, que eles foram muito ágeis e aí, em conjunto com os supermercados e os sistemas de distribuição em manter a população abastecida, outro, que o nível de incidência de casos de Covid na produção agropecuária, ele tem sido muito baixo. Ou seja, mostra mais uma vez que essas empresas têm adotado protocolos rígidos, muitas delas, governador, tem uma... tem as suas operações na China, na Itália e nos Es tados Unidos e essa experiência tem sido trazida para o Brasil. Então, todos esses protocolos foram coletados, aí tem um trabalho direto dos secretários aqui do governo do estado em conjunto com as consultorias, a Deloitte tem feito um trabalho de consolidar todos esses protocolos e esses protocolos, esses setores serão o farol para a abertura dos próximos setores. Então, acho que essa, sem dúvida alguma, mostra que esses setores que já estão operando podem, sem dúvida alguma, continuar operando e apoiar os próximos setores à medida que a abertura vai acontecendo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado secretário Gustavo Junqueira, secretário da Agricultura e Abastecimento. Vamos ouvir agora o Flávio Amary que é o secretário da Habitação que fala sobre o prisma do setor da construção civil. Flávio.

FLÁVIO AMAURY, SECRETÁRIO ESTADUAL DE HABITAÇÃO DE SÃO PAULO: Boa tarde governador, o cronômetro ligado aqui, obedecendo as regras aqui na minha frente, governador. Boa tarde a todos. É importante ressaltar sim que a indústria da construção continua trabalhando. A indústria da construção, tanto na área pública quanto na área privada. Na área pública nós temos quase 40 mil unidades em construção dentro da estrutura da Secretaria da Habitação e também da CDHU, onde as construções continuaram, até porque muitas pessoas esperam também pela realização do sonho da casa própria. E na atividade privada a mesma coisa, com protocolos rígidos, com atenção, com baixíssimo nível de contaminação com muita segurança e com muita responsabilidade. Dentro do trabalho todo de um grupo forte de secretariado, do secretariado, a mobilização da equipe toda na interlocução com o setor produtivo, nós tivemos diálogos com mais de 150 entidades e vários secretários trabalharam com esse mesmo objetivo, nesses últimos dez dias, construindo e customizando protocolos específicos setoriais, para que a gente possa, através de um protocolo padrão do Governo de São Paulo, entender a particularidade e construir junto com o setor produtivo esses protocolos específi cos. Foram centenas de encontros, todos virtuais, que aconteceram, por uma equipe grande, todos os secretários mobilizados nesse trabalho. Então, reforçando aqui o nosso trabalho e mostrando que a indústria da construção continua ativa, como também, ligada à área da construção, governador, o setor hoteleiro, que embora teve, sim, uma queda, mas a queda é decorrente da pandemia e não da quarentena imposta pelo governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário de Habitação, Flavio Amary. Apenas para relembrar a vocês, aos jornalistas que aqui estão e aos que de casa estão nos assistindo e ouvindo: não houve restrição, ou seja, não houve proibição ao funcionamento do setor de hotelaria e seus congêneres. Houve apenas a orientação à obediência aos códigos sanitários relativos ao Corona Vírus. Não houve fechamento determinado de nenhum hotel, pousada ou qualq uer outro congênere que atue para hospedagem temporária, por dia por hora, por quinzena, por mês ou por semestre. Voltamos agora à Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento, para a conclusão da apresentação.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Então, para finalizar, o lembrete de ontem, que é bem importante: os pré-requisitos para diminuição das medidas de isolamento e restrição atuais são determinados pela Saúde, assim como o acompanhamento desses dados: a taxa de isolamento acima de 55% é um critério muito importante, que hoje, infelizmente, não estamos alcançando; a redução sustentada do número de novos casos por 14 dias pelo menos; combinada c om a taxa de ocupação de leitos de UTI sob controle, com número inferior a 60%. Esses critérios têm sido adotados por diversos países do mundo, Estados Unidos, Alemanha, Áustria, Nova Zelândia, China, Singapura, são alguns dos exemplos que estão trabalhando com esse tipo de metodologia. E com base nisso o que nós estamos fazendo é exatamente a outra etapa, descrita na tela a seguir, que é como nós estamos fazendo o faseamento desse retorno dessas atividades também. Então, tudo que foi dito até agora, nós temos protocolos, daqueles 80 serviços, 74% da economia, que está em atividade, e vamos divulgar esse manual de protocolos ainda essa semana, com regras claras de distanciamento e higiene. Mas também estamos preparando os protocolos dos serviços e atividades que vão voltar a operar quando assim a saúde determina r. Para esses, a gente também está fazendo um manual de protocolos e, fazendo esse cronograma de faseamento de retorno, com fases aqui divididas pelo menos em quatro etapas, olhando atividades setoriais e também as que nós consideramos transversais, que é o aumento aqui da presença de transportes, lembrando que transportes também não foram interrompidos, secretário Baldy e João Octaviano têm sempre lembrado isso. E educação, como é que seria esse retorno gradual, obviamente trabalhando nesses protocolos com intensidades diferentes, de acordo com as recomendações da Saúde. Por último, na próxima página a gente descreve e relembra que, independente do que está ocorrendo com relação ao funcionamento das atividades, nós estamos com um olhar com relação à vulnerabilidade econômica dos setores. O Estado de São Paulo já anunciou um total de R$ 650 milhões em crédito para micro e pequenas empresas, e aqui eu gostaria de relembrar que o trabalho de oferta desse crédito está sendo feito exatamente priorizando setores mais afetados. Economia criativa, cultura e eventos foi o primeiro setor priorizado, turismo e hotelaria foi o segundo setor priorizado, comércio foi o terceiro setor priorizado. Mas aqui, relembrando o ponto que o governador mencionou, nós temos um limite do que o Estado pode fazer. O secretário Henrique Meirelles também sempre menciona que o Estado não tem aqui a liberdade de emissão de dívida, então precisamos aqui desse apoio, dessa parceria com o Governo Federal, e também com o setor privado. Complementando a isso, nós temos feito trabalhos para reduç&ati lde;o de custos das classes mais afetadas, suspensão de protesto de dívidas, repasses municipais, medidas para beneficiar classes mais afetadas, como caminhoneiros, liberação de emendas parlamentares para ações voltadas ao combate ao Corona Vírus, e lembrar uma operação que está no ar agora. Nós temos R$ 30 milhões de recursos, através da Fapesp, liberados para startups, empresas com menos de 250 funcionários, que tenham inovações voltadas ao enfrentamento desta pandemia. Junto com as startups, nós também temos uma linha, R$ 20 milhões é voltado a startups, R$ 10 milhões é voltado a pesquisadores que tenham ideias inovadoras, mesmo que em seus projetos hoje não estejam dedicados ao enfrentamento à pandemia, mas tenham ideias relacionadas a isso, nós temos essa linha com a liberação, a apro vação mais ágil. As duas no ar agora estão disponíveis no site da Fapesp. Muito obrigada, governador, com isso eu concluo aqui a nossa fala.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Eu vou pedir um comentário da Ana Carla Abrão, que coordena o Conselho de Economistas, que está assessorando o Governo de São Paulo, composto e coordenado por ela, mais os economistas Pérsio Arida, Eduardo Haddad e Alexandre Schwartsman, já que nós temos tido o cuidado o zelo de planejar, organizar, ouvir e discernir sobre todas as atividades do Governo de São Paulo. Não há individualismo nesse governo, nem há achismo. Há ciência e obedi&eci rc;ncia ao bom trato dos temas, e principalmente ao diálogo com todos os setores. Peço uma breve intervenção, mas importante, da Ana Carla Abrão, economista e coordenadora do Conselho Econômico. Ana.

ANA CARLA ABRÃO, ECONOMISTA: Pois não, governador. Muito obrigada, uma boa tarde a todos. Eu acho que aqui o importante, em primeiro lugar, até esclarecer um pouco ou reafirmar o papel do Conselho Econômico, formado pelo governador João Doria, e tem aqui como líderes desse processo os secretários Henrique Meirelles e Patrícia Ellen. Então, nós somos um grupo de economistas que se juntou aqui, justamente para trazer ideias, trazer a nossa experiência e o nosso conhecimento em favor da construção do Plano São Paulo e, portanto, d a reabertura da economia, no momento em que a Saúde nos permitir fazer isso com segurança. A ideia do conselho é justamente compatibilizar as questões econômicas, em particular a criticidade setorial, como forma de organizar essa reabertura, como forma de garantir efetividade a essa abertura. Como a secretária Patrícia Ellen colocou, os fatores priorizados aqui em todo esse processo, por parte do Conselho, são justamente a criticidade, ou seja, o impacto que esses setores sofreram, conforme inclusive já foi colocado aqui, em função da pandemia, e não em função da quarentena. Eu acho que esse é um ponto muito relevante e isso ficou muito claro nas discussões do Conselho, à medida em que, quando a gente olha a própria cadeia produtiva desses setores, fica muito claro que o impacto, inclusive comportamental, o receio que as pessoas corretamente têm de sair das suas casas, de se locomover, vem fazendo com que esse processo seja muito mais generalizado do que simplesmente as restrições legais, que também foram colocadas de forma muito correta, como a gente vê no mundo todo. Então, o que a gente faz aqui é justamente garantir que, em primeiro lugar, a criticidade desses setores está sendo levada em conta, no momento de formulação do plano e abertura, e em segundo lugar que fatores como emprego e informalidade, que nós sabemos que também são fundamentais num processo de retomada da economia, também sejam fatores priorizados nessa análise. Por isso, a gente distribui esses setores, com base nesses fatores, para garantir que, no momento em que o plano de abertura possa ser lançado e a gente possa, gradualmente, retomar alguma normalidade, isso seja feito com efetividade e com responsabilidade e, claro, com eficácia, do ponto de vista dessa retomada, para evitar gargalos nesse sistema e para garantir que essa retomada seja organizada e seja a mais rápida possível, dentro, claro, das restrições de saúde, que são a nossa grande prioridade. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Ana Carla Abrão. Agora vamos, também de forma breve, são 11h11... perdão, são 13h11. Nossa coletiva hoje vai até aproximadamente as 13h e 50 minutos, dado aos temas. Vou pedir a intervenção da Célia Parnes, também se possível de forma breve, sobre as 10.000 cestas básicas produzidas pelo setor de Agricultura Familiar, em conjunto com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, para o atendimento às comunidades carentes e, em especial, aldeias indígenas aq ui no Estado de São Paulo. Célia Parnes.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Justiça e Cidadania, nosso secretário Paulo Dimas aqui presente, na primeira fila, e a Fundação Itesp, Instituto de Terras de São Paulo, entregará 10.000 cestas verdes para comunidades indígenas e comunidades tradicionais. Os primeiros lotes já foram entregues no começo deste mês, em aldeias na Grande São Paulo e em São Bernardo do Campo. Os alimentos sã ;o adquiridos de cooperativas e associações de comunidades de quilombos do Vale do Ribeira e assentamentos rurais paulistas, colaborando assim com o desenvolvimento socioeconômico sobretudo durante esse período de quarentena, para contermos o avanço do Corona Vírus. O recurso é proveniente do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza, por meio da Secretaria de Justiça e Cidadania, e também o Itesp, na pessoa do seu presidente, Claudemir Peres. Ao todo, serão distribuídas, governador, 200 toneladas de alimentos nessas próximas semanas. Além de itens de primeira necessidade a cesta conta com frutas e legumes, a conhecida cesta verde, para garantir a alimentação saudável dessas famílias com tantas fragilidades. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária de Desenvolvimento Social, Célia Parnes. Vamos passar agora à Saúde, respectivamente ao secretário José Henrique Germann e depois Dimas Covas, como coordenador do Comitê. Apenas dando a vocês o índice de isolamento social de ontem, domingo, dia 10 de maio, foi igual. Região metropolitana, 53%, interior, litoral, 53%. Este é um índice próximo do índice médio desejado, que é de 55%. Peço sempre que todos, todos, rigorosamente to dos, possam fazer um esforço para manterem o isolamento. Se mantivermos a média de 55%, portanto dois pontos acima da média de ontem, nós poderemos flexibilizar a partir do término dessa quarentena, no dia 31 de maio. Portanto, flexibilização dependerá da adesão e participação do maior número possível de pessoas. Secretário da Saúde, José Henrique Germann, e os números de ontem da Covid-19.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador, boa tarde a todos. Nós tivemos os números para o Brasil, são 162.699 casos, com 11.123 óbitos. No Estado de São Paulo são 46 mil casos e número de óbitos de 3.743. Nossos pacientes internados estão em 3.871 em UTI e 5.877 em enfermarias, tanto para casos confirmados como para casos suspeitos. Aproveitando, na nossa unidade de hospital de campanha no Ibirapuera, temos 129 pacientes internados. A taxa de ocupação em UTI, para o estado todo, está em 68,2%, e na Grande São Paulo, 89,6%. A taxa de ocupação de enfermaria, no estado está em 46% e na Grande São Paulo, 66,6% de internações regulares. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. José Henrique Germann, secretário de Saúde do Estado de São Paulo. Vamos agora, e finalizando, antes das perguntas, com o Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan e coordenador do Comitê de Saúde Covid-19 do Estado de São Paulo. Dimas.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE DO COVID-19: Boa tarde, obrigado, governador. Eu tenho um anúncio importante. Nós iniciamos a fase de testagem rápida já na semana passada, e o primeiro grande contingente a ser testado é a Polícia Militar. Então, foi desenvolvido todo um sistema, toda uma logística, para testar, nesse primeiro momento, 35 mil servidores da Polícia Militar. Numa segunda fase, os seus familiares e também os integrantes das outras forças, Polícia Civil, Bombeiros e assim por diante. Então, isso está em curso. Isso é que vai dar uma fotografia muito precisa da epidemia, e com essa fotografia é que nós poderemos projetar as ações futuras.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan e coordenador do Comitê de Saúde Covid-19, do Governo do Estado de São Paulo. Vamos agora às perguntas, começando sempre presencialmente, e a primeira pergunta será feita pelo jornalista Guilherme [ininteligível], da TV Globo e GloboNews. Guilherme, boa tarde. Obrigado pela sua presença aqui, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, hoje caminhoneiros estão fazendo protestos em vários pontos do estado, inclusive bloquearam a Rodovia Castello Branco. A Polícia Militar não agiu para dispersar nem para liberar a via. Essa é a orientação dada à Polícia Militar, para que não aja contra esses manifestantes? E a outra questão: Na sexta-feira, o Conselho Nacional de Justiça autorizou o Governo a utilizar hospitais privados, leitos de UTI de hospitais privados, mesmo que os hospitais não queiram comp artilhar esses leitos. Acho que até o secretário pode responder também essa pergunta. Isso muda alguma coisa para o Governo, no compartilhamento de leitos?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Guilherme, pelas duas perguntas. A segunda será efetivamente respondida pela Saúde, pelo Dr. Germann e, se necessário, com comentários do Dr. Dimas. No primeiro tema, dos caminhoneiros, nosso secretário de Segurança Pública, General Campos, está aqui presente, aliás, ele está presente em todas as nossas reuniões. A orientação é não permitir o fechamento de nenhuma rodovia, nenhuma via, nenhuma avenida, em qualquer localidade, no Estado de São Paulo. Nós já recomendamos atenção redobrada à Polícia Rodoviária Estadual, à Polícia Militar, ao Sistema Águia dos helicópteros, e também do Dronepol, a Polícia de Drones, para identificar qualquer outro movimento e impedir o fechamento de qualquer rodovia do Estado de São Paulo. Nós não vamos impedir manifestações, mas vamos impedir, sim, fechamento e bloqueio de qualquer rodovia no Estado de São Paulo, assim como de qualquer via, avenida, rua, alameda. Não poderá ser fechada em hipótese alguma. Admitimos e respeitamos manifestações, mas prejudicar o direito de ir e vir e principalmente o abastecimento e o atendimento daquelas pessoas que, atuando na área de Segurança Pública e também na área de Saúde, precisam chegar aos seus destinos, assim como os produtos b&aacu te;sicos, o Governo tomará as medidas necessárias, e que isso já sirva de alerta para promotores de manifestações. Repito: não somos contra, respeitamos, mas desde que não bloqueiem nenhuma via no Estado de São Paulo. Vamos agora à pergunta da Saúde, do Guilherme [ininteligível], para ser respondido pelo secretário José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Guilherme, senhores. Nós, desde o início do nosso mandato, já temos um relacionamento com a iniciativa privada, vários projetos foram já realizados, e agora, neste momento, nós estamos já em conversações com a iniciativa privada. Vamos separar iniciativa privada de filantrópicos, que são privados e lucrativos. Nós temos que seguir uma sequência obrigatória, por lei, que são os hospitais próprios, depois o s hospitais filantrópicos, e depois os hospitais lucrativos. Essa sequência é obrigatória. E nós estamos fazendo o chamamento, onde nós colocamos preço e condições de trabalho, para quê nós precisamos, a finalidade e os objetivos que nós temos. Isso... Já vencemos esta fase e estamos agora entre os filantrópicos que não estão conosco ainda, e depois os lucrativos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário, obrigado, Guilherme [ininteligível], pelas duas perguntas. Vamos agora à próxima, é também presencial, é da TV Record. A jornalista Cleisla Garcia. Cleisla, muito obrigado pela sua presença. Pronunciei corretamente o seu nome?

REPÓRTER: Como raramente acontece, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela presença. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Obrigada. Boa tarde a todos. A gente observa hoje esse esforço coletivo de vocês, né, para manutenção da vida e também para a tentativa de flexibilização da economia, mas o que a gente observa é que os números, até exigidos internacionalmente, apontam o contrário, que o distanciamento social de 50% num sábado, ainda menos na sexta-feira... É possível que, antes que possamos pensar em flexibilização, a gente tenha, na cidade de São Paulo, o 'lockdown'? Essa é uma possibilidade real?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Cleisla, vou responder, mesmo na ausência do prefeito Bruno Covas, que estará aqui conosco na próxima quarta-feira. A resposta é sim. Se houver necessidade, nós não descartamos essa alternativa. Ela não está no protocolo imediato, ou seja, não há 'lockdown' previsto neste momento. Mas ele não está excluído. Quem nos orienta nesse sentido é a Saúde, é a Medicina. Se houver essa necessidade, ou seja, de um endurecimento de medidas, nós n&at ilde;o hesitaremos em adotar, mas só faremos isso sob recomendação expressa da área de Saúde, da área de Medicina, que temos respeitado em todas as nossas iniciativas. Mas repito, neste momento, não há esta decisão, nem na capital de São Paulo nem no Estado de São Paulo, e aí, considerando os outros 644 municípios do nosso estado. E vamos avaliando dia a dia. Portanto, a pergunta é pertinente, ela foi feita na última sexta-feira. Você está certa em voltar ao tema agora, jornalisticamente falando, é uma informação que interessa muito, evidentemente, às pessoas, e nós gradualmente faremos essa avaliação, diariamente, como aliás continuamos a fazer. Queria agradecer. Pois não.

REPÓRTER: Governador, para que isso seja feito, assim como nós temos orientações internacionais, para o 'lockdown' também a gente segue uma regra de protocolos e números? Por exemplo, de ocupação de UTI, ou novos casos, que nos exijam isso?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Correta a sua colocação, Cleisla. Correta sua colocação. Não é apenas o índice de isolamento social, é também a disponibilidade de leitos, o percentual de disponibilidade de leitos na rede pública e na rede privada, e quando eu falo leitos, principalmente os leitos de Unidade de Terapia Intensiva, e também o comportamento da pandemia, em São Paulo. Na capital, na região metropolitana, litoral e interior. São quatro visões, em quatro áreas, até p orque nós poderemos ter circunstâncias localizadas. Ou seja, se houver a necessidade de um 'lockdown', quero ressaltar, se houver a necessidade, ele será local, e sempre levará em conta características do local e não de forma generalizada. Embora também, quero esclarecer que isso também não está excluído. Nós temos que ter todas as hipóteses disponibilizadas, mas jamais precipitadas.

REPÓRTER: Ok, muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela... Amanhã, nós temos a coletiva, Guilherme [ininteligível]... O Guilherme fez a pergunta, quais são os critérios? Amanhã, temos a coletiva aqui às 12h30, apenas com a área da Saúde. Recomendo que vocês, amanhã, possam formular a pergunta para a área da Saúde, com o Dr. Germann, Dr. Dimas, e nós teremos outros integrantes também do Comitê de Saúde participando desta reunião. Cleisla, mais uma vez obrigado pelas suas perguntas. Agora vamos a uma pergunta online, do Jornal O Estado de São Paulo, jornalista Túlio Kruse. Túlio, você já está em tela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador e os demais. Os leitos de UTI disponíveis no Estado de São Paulo vêm sendo ocupados rapidamente, enquanto o Governo tem tentado entregar novos desses leitos de UTI. Minha pergunta é a seguinte: o ritmo de entrega de novas UTIs vai ser suficiente para suprir a necessidade? Existe algum risco de colapso dos leitos? E o Governo Estadual tem uma estimativa de quanto tempo falta para que todas as UTIs disponíveis atualmente se esgotem?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Túlio, evidentemente eu vou encaminhar sua pergunta para o Dr. José Henrique Germann, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, com comentários do Dr. Dimas Covas. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: O nosso trabalho é justamente esse, de prover recursos e leitos para, principalmente, leitos de UTI para os pacientes que necessitam de tratamento nesta epidemia. Até o momento, não. Nós temos conseguido colocar os leitos à disposição dos hospitais, com todos os recursos que estão inerentes a esse kit do leito de UTI, para que eles possam trabalhar então também com leitos de UTI para pacientes graves. Essa é uma patologia que tem como característi ca principal ser relacionada a uma insuficiência grave. Então o respirador aí, tem o ventilador aí, tem uma importância fundamental. Então, até o momento, nós temos conseguido e quantos outros mais recursos a gente adiciona ao sistema, mais leitos a gente consegue abrir. Por enquanto, não pensamos que estamos perto de 'agora acabou'. Entendeu? Então, não é esta nossa situação.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Germann. Comentário do Dr. Dimas Covas à pergunta do jornalista Túlio Kruse, do Jornal Estado de São Paulo.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE COVID-19: Bem, Túlio, nós estamos observando uma corrida de velocidade. De um lado, a velocidade da epidemia e de outro a velocidade de preparo do sistema de saúde, quer dizer, a variável que nós podemos controlar mais facilmente é a velocidade de evolução, a rapidez da epidemia. Se as medidas de afastamento, isolamento social, forem efetivas, essa velocidade diminui e aí nós vamos ter tempo suficiente para colocar todos os leitos em funcionamento. Essa é a questão.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas. Túlio, muito obrigado pelas perguntas. Vamos agora a uma nova pergunta presencial. É da TV Bandeirantes e TV BandNews, da jornalista Fabiana Panachão. Fabiana, obrigado pela sua presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Governador, boa tarde, boa tarde à toda a equipe, obrigada pela oportunidade. A gente vem observando o aumento dos números, infelizmente, não só no Estado de São Paulo mas em todo o Brasil. E ainda debatemos a questão do isolamento e da importância, e as taxas de confinamento não são ainda as ideais. Existem populações que já vivem isoladas, por exemplo, os idosos em asilos e detentos em penitenciárias. O que a gente observa é um aumento no número de mortes e contaminações destas popula&cc edil;ões específicas. No caso dos idosos, mais de 20 morreram no interior de São Paulo, especificamente 11 em Piracicaba. Chegaram a ser transferidos para hotéis, numa medida de contenção, para ajudar essas pessoas. No caso das penitenciárias, 35% delas têm casos, entre detentos e também funcionários. Sete mortes de detentos e seis de funcionários. Quais são os planos, se existem planos no papel, ou para sair dele, ou já em funcionamento, específico para essas duas comunidades, de pessoas que já estão em isolamento? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fabiana. Vou compartilhar com a Saúde, com o Dr. José Henrique Germann. Sim, há planos, mas já antecipo que há, tanto pela Secretaria de Promoção Social, de Desenvolvimento Social, cuja titular está aqui ao nosso lado, que é a Célia Parnes, como a Secretaria do Sistema Penitenciário, com o Coronel Nivaldo Restivo. Mas ambos, evidentemente, passam pelas iniciativas e pelo apoio da Saúde. Então, peço ao Dr. Germann para complementar a resposta à jorna lista Fabiana Panachão, da TV Bandeirantes e BandNews.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Os nossos entendimentos com a Secretaria do Coronel Nivaldo, nesse sentido, tem sido de que a gente possa oferecer condições de saúde para o atendimento dos detentos e daqueles que estão confinados, tanto sejam funcionários quanto detentos. Nós temos um novo cenário a respeito disso. Eles estão diminuindo esta taxa e, a partir de um dado momento, nós entendemos que entra-se num equilíbrio dentro de uma área confinada, que pode ser com grande númer o de casos ou com pequeno número de casos. E aí, as outras pessoas começam a ser imunizadas pela própria epidemia. É isso que a gente espera, pra cidade, pro estado e para o país como um todo, né?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Queria agradecer... Concluído?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Sim, acho que a Célia podia falar... O que nós estamos fazendo...

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Do ponto de vista da Saúde, basicamente.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Ah, ok.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Queria agradecer a Fabiana Panachão, da TV Bandeirantes, BandNews, pela pergunta. Se necessário for, o Coronel Restivo estará à disposição para responder mais especificamente sobre a questão penitenciária, e a própria secretária Célia Parnes, do Desenvolvimento Social, logo após o término da coletiva. Sinta-se à vontade se você precisar de complementação. Vamos agora a uma pergunta online, é do Jornal O Globo, jornalista Sérgio Ross o. Sérgio, boa tarde, você já está em tela, obrigado pela sua participação, sua pergunta, por favor.

SÉRGIO ROSSO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Obrigado. Um estudo que foi, do grupo da USP, dedicado a analisar o comportamento do coronavírus no Brasil, né, esse estudo concluiu que o Estado de São Paulo deve ter o pico da doença agora no final do mês de maio, no fim do mês de maio, e tem uma estimativa aí, um cálculo, né, que é feito ali por um estatístico, dentro desse estudo, o estatístico Carlos Alberto Bragança Pereira, que estima que o total de mortes no estado pode chegar a seis mil e o n&uacu te;mero de casos até 160 mil, eu gostaria de saber se o Governo do Estado analisou esses números, esse estudo, se concorda, se corrobora essas informações que eles estão trazendo nesse estudo. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sérgio, obrigado pela pergunta, vou pedir ao doutor, eu conheço o estudo do professor Carlos Alberto Bragança Pereira, mas o comentário deve ser da saúde, Dr. José Henrique Germann e o Dr. Dimas Covas. Germann, na sequência Dimas Covas.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Esse estudo vem de um consórcio de várias faculdades da USP, que é a faculdade de saúde pública, a faculdade de economia e administração e a faculdade de matemática e estatística, onde, então, o estatístico citado coordenou todo este trabalho neste sentido. A conclusão do trabalho, pelo que nós vimos, é o seguinte, se nós não voltarmos a ter uma taxa de isolamento acima de 55, perto de 60%, nós teremos uma possi bilidade bastante grande de ter 400 mil casos até o dia cinco de junho, e um número de óbitos dobrando neste período. O que eu gostaria de comentar nisso, que é um cenário, que foi estabelecido dentro de determinadas condições, isso, todos os cenários são feitos desta maneira, o cenário, ele não tem a capacidade de fazer uma previsão, ele faz uma projeção de uma série de condicionantes para cada tipo de estudo feito. Então, este estudo, pela sua origem, é espetacular, mas nós precisamos entender que outros cenários podem estar adicionados a esse estudo. Na condição que ele colocou, ele espera de um cenário, uma projeção desta natureza.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Essa projeção, ela, de uma certa forma, corrobora a projeção que nós apresentamos na sexta-feira, onde, pro dia 31, né, com pelo menos 55% de isolamento social, nós teríamos de nove a dez mil mortes, e até 100 mil casos. Então, isso tá dentro da projeção feita pelo centro de contingência, e os modelos utilizados são muito parecidos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas. Muito obrigado, Sérgio Rosso, Jornal O Globo. Vamos desconectar você nesse momento, e vamos a uma nova pergunta presencial, desta feita, é a antepenúltima de hoje, do jornalista Júnior Berillo, da Super Rádio, Júnior, obrigado pela sua presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

JÚNIOR BERILLO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. A minha pergunta é pra área da saúde, na semana passada vários portais, várias revistas especializadas em saúde trouxeram artigos falando sobre mutação, que o vírus passou por várias mutações, desde a primeira, desde dezembro até agora, ele passou por várias mutações, e que hoje o infectado, ele tá transmitindo pra mais pessoas o vírus, ele não tá mais transmitindo pra três, aumentou o númer o. Hoje, qual que é a taxa de transmissão aqui no Estado de São Paulo? E isso, isso posto, essa questão da mutação, ele reforça essa necessidade do distanciamento e também do isolamento, mais precisamente do distanciamento, porque as pessoas acham que o fato de estarem usando máscara, não precisam mais estar distantes e fazer a higienização.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Júnior Berillo, muito boa a sua pergunta, embora ela tenha sido comentada aqui, mas o reforço a essa questão é bastante importante, e a resposta será dada por Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, e coordenador do comitê de saúde do Covid-19. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Primeiro, a questão da mutação do vírus, quer dizer, os vírus sofrem mutações, isso é próprio da evolução do vírus, e isso só tem importância quando ele muda as características da resposta imunológica, nós não estamos observando isso com o coronavírus. Segundo ponto, qual que é a velocidade que se observa aqui no Estado de São Paulo, quer dizer, antes das medidas, essa velocidade, o que nós chamamos número de reprodu&c cedil;ão, era 2.9, um indivíduo infectado transmitia pra três indivíduos. Depois das medidas, aí no primeiro momento das medidas, quando o isolamento social foi maior, essa taxa caiu, caiu acentuadamente pra 1.29. Então, esse é o número com o qual nós trabalhamos hoje, se as medidas de isolamento piorarem, vamos dizer assim, esse valor sobe, se melhorarem, esse valor desce e, portanto, isso tem implicação direta na dinâmica da epidemia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Obrigado, Júnior Berillo, pela pergunta. Vamos a penúltima pergunta de hoje, vem da Rádio Jovem Pan, da jornalista Nicole Fusco. Nicole, boa tarde, obrigado pela presença, sua pergunta, por favor.

NICOLE FUSCO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, eu queria saber se há alguma novidade em relação aqueles 500 respiradores que deveriam ter chegado na semana passada e também na última semana também foi falado aqui pelo pneumologista Carlos Carvalho que até sexta-feira havia uma previsão, ele deixou claro que era uma expectativa, né, de que chegariam os protótipos daqueles capacetes de respiração. Eu queria saber se eles já chegaram e como é que tá essa situação. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Nicole Fusco. Vou pedir a resposta ao Dr. Dimas Covas, com comentários do nosso secretário da saúde, José Henrique Germann. São duas questões, a do Dr. Carlos Carvalho, em relação aos protótipos aqui da Universidade de São Paulo, e dos respiradores também. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bom, os respiradores que estão em desenvolvimento, um deles, especificamente, já foi feito a primeira fase de estudos clínicos, no próprio HC, ele foi aprovado e agora se segue pras fases seguintes, né, primeira fase é a produção disso, as informações iniciais é que haveria uma capacidade inicial de fornecimento de até 400 respiradores. Então, isso seria importante pro enfrentamento dessa fase agora, que nós vivemos, da epidemia, mas isso precisa ser aí produzido, precisa ter a manifestação, no caso dos órgãos de pesquisa do Brasil, pra autorizar o uso desse respirador e, posteriormente, da própria Anvisa, para autorizar a produção.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Vou pedir agora a complementação do secretário da saúde, José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Um único comentário a respeito, seria o seguinte, entre nós produzirmos, ou adquirirmos, ou colocarmos no sistema um ventilador, um invasivo e um não invasivo, pra este tipo, pras características desta patologia, é preferível que a gente conecte um ventilador invasivo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Germann. Nicole, amanhã nós temos uma coletiva aqui, como você sabe, totalmente dedicada ao tema da saúde, terças e quintas as coletivas são integralmente dedicadas ao tema da saúde, e aos correlatos, se desejar voltar a algum dos temas da sua pergunta, fique à vontade pra fazer isso amanhã novamente. E vamos a última pergunta, às 13 horas e 40 minutos, da jornalista Eduarda Esteves, do Portal IG. Eduarda, boa tarde, obrigado pela sua presen&cced il;a, sua pergunta, por favor.

EDUARDA ESTEVES, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Boa tarde, governador. Na última semana, uma queda de energia no Hospital do Rio de Janeiro causou a morte de pacientes com Covid-19, porque os respiradores ficaram sem bateria e os geradores demoraram a ligar, com isso, eu gostaria de saber quais as medidas de segurança para o abastecimento de energia aqui em São Paulo. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduarda. A pergunta é bastante procedente, nós lamentamos muito o que aconteceu no Rio de Janeiro, e aqui nós precisamos ter ações preventivas, vou pedir a resposta do secretário da saúde do Estado de São Paulo, e estenderia a validade dessa pergunta também para os hospitais de campanha, do Anhembi, do Pacaembu e do Ibirapuera. Anhembi e Pacaembu são operadores pela prefeitura do município de São Paulo, Ibirapuera operado pelo Governo do Estado de Sã ;o Paulo. Também ali nós temos que ter os devidos de cuidados de reserva de energia com os geradores e também acrescentaria até um outro aspecto, Eduarda, embora não indagado por você, são as medidas preventivas de combate à incêndio, pra evitar que qualquer circunstância como essa possa provocar transtornos e, obviamente, vítimas. Então, eu passo ao Dr. José Henrique Germann, da mesma maneira, Eduarda, amanhã nós temos a coletiva integralmente dedicada a saúde, se algo precisar ser complementado ainda, amanhã isso será feito. Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Desde o ano passado, que nós estamos fazendo um investimento, nós estamos fazendo um investimento, toda a rede hospitalar própria do estado, no sentido de melhorar as condições de infraestrutura, dentro disso está também a questão da geração de energia e das necessidades de complementação, como gerador pra área de emergência. Temos, na maioria já dos hospitais do estado, geradores para situações de emergência.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. E amanhã isso pode ser complementado, eu até gostaria, Dr. Germann, sobre as medidas também preventivas de combate à incêndio nos hospitais de campanha e também nos hospitais estaduais, poderemos obter a informação também dos hospitais municipais. Eduarda Esteves, muito obrigado pela sua presença, pela sua pergunta. Nós vamos para o encerramento desta coletiva, ela se alongou um pouquinho, obrigado pela paciência dos que estão nos assistindo, e obrig ado pela paciência também dos jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos, mas sempre pela transparência e a qualidade das informações e, obviamente, respeito às perguntas dos jornalistas. Hoje, uma segunda-feira, o início de uma nova etapa da quarentena em São Paulo, eu aproveito para pedir uma vez mais, principalmente às mães, que ontem celebraram o dia das mães, que continuem propagando, pelas redes sociais, nos seus telefonemas, para que as pessoas fiquem em casa, primeiro os seus familiares mais próximos, depois os seus vizinhos, as suas amigas, as mulheres são as maiores aliadas do isolamento social em São Paulo. Mais de 75% das mulheres consultadas por pesquisa, respondem sim, somos a favor do isolamento social, e promovem e divulgam o isolamento para a proteção da vida. Então, vamos seguir a sabedoria e o instinto protetivo das mulheres, das m&atild e;es, das avós, pra que possamos melhorar o isolamento social, e melhorar os índices também, se chegarmos à média de 55%, o Governo do Estado de São Paulo, mantido o controle sobre a oferta de leitos de UTI na rede pública e privada, e havendo controle também na expansão da Covid-19, nós poderemos, sim, pensar e atuar na flexibilização, ainda é cedo pra falar disso, temos ainda 20 dias pela frente, até o dia 31, mas a colaboração na preservação da vida, ela é mais importante do que o atingimento dos índices, mas os índices também são importantes para uma etapa subsequente de avaliação econômica. Então, as mulheres que têm dado essa resposta, o nosso muito obrigado. Parabéns às mães, que ontem celebraram seu dia, ainda que de forma comedida, e peço que todos tenham compreensão para a importância da sua proteção, protejam a sua vida, respeitem as regras do isolamento, só saiam em caso de extrema necessidade, ou de atividades essenciais, ou atividades autorizadas, sempre vestindo, portando máscara, o que é obrigatório, é lei e há multa aos que não estiverem usando máscara, inclusive mais especificamente para estabelecimentos que, eventualmente, aceitarem pessoas que estejam sem a máscara, mas eu tenho certeza, até por aquilo que temos assistido e visto pela televisão, a maioria expressiva das pessoas está usando máscaras no transporte público, nos seus deslocamentos, e também ao chegarem aos seus ambientes de trabalho. Usem álcool gel, lavem as suas mãos e, principalmente, tenham o seu coração elevado, agora não é hora de agressão, agora é hora de compreensão. Uma boa tarde a todos e até amanhã.