Coletiva - Governo de SP entrega 977 respiradores e leitos de UTI passam de 7 mil no estado 20200506

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Coletiva - Governo de SP entrega 977 respiradores e leitos de UTI passam de 7 mil no estado

Local: Capital - Data: Junho 05/06/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, obrigado pela presença dos jornalistas que aqui estão, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, emissoras de rádio, televisão, jornais, revistas, sites, obrigado também aos jornalistas que estão online e participarão desta coletiva, obrigado a você qu e está em casa, acompanhando pela TV Cultura, pela TV Band News, pela Rede Vida, Rede Brasil, TV Alesp, TV Jovem Pan, TV OUL e Rádio Capital ao vivo aqui do Palácio do Bandeirantes, hoje, dia cinco de junho, sexta-feira. Ao nosso lado, na coletiva de hoje, o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, a secretária de desenvolvimento econômico, Patrícia Ellen, secretário de segurança pública do Estado de São Paulo, General Campos. Secretário de saúde e membro do comitê de saúde, José Henrique Germann. Secretário de desenvolvimento regional, Marco Vinholi. Secretário executivo da educação, Haroldo Rocha. Secretário executivo da Polícia Militar de São Paulo, Coronel Álvaro Camilo. Coordenador do comitê de saúde, Dr. Carlos Carvalho. Coordenador executivo do comitê de saúde do Estado de São Paulo, Dr. João Gabardo. Todos estarão aqui à disposição para atender aos jornalistas durante a nossa coletiva. Nas mensagens de hoje. Esta semana, o Brasil, infelizmente, alcançou a triste marca do terceiro país do mundo em número de óbitos do Covid-19, a cada minuto, um brasileiro perde a guerra para o vírus, 34.021 pessoas até hoje perderam suas vidas nesta pandemia. Temos, hoje, 325 mil pessoas em tratamento e se recuperando da doença, e todas essas, a todas essas pessoas, o nosso desejo de plena recuperação. Nós já temos, no Brasil, 254.963 pessoas curadas da Covid-19, salvas pelo trabalho, dedicação e capacidade dos profissionais da saúde, médicos, enfermeiros e paramédicos, além de fisioterapeutas. Quero também, nas mensagens iniciais, reafirmar o apoio do Governo de São Paulo à propos ta do Governo Bolsonaro de prorrogar por mais dois meses o auxílio emergencial, tem sido crítico da carência de medidas do Governo Bolsonaro, diante da pandemia, mas sempre declarei e reafirmo aqui que apoiaremos todas as propostas que ajudem a diminuir as consequências econômicas e sociais desta crise, principalmente para os mais humildes e os mais pobres. O benefício de 600 reais, o chamado auxílio emergencial, ajuda fundamentalmente os mais pobres, os desvalidos e os desempregados, que precisam desta ajuda para sobreviverem no período mais crítico da pandemia. São Paulo não faz e nem fará o jogo do quanto pior, melhor. A radicalização política não vai resolver os problemas da saúde no Brasil e nem os problemas da pobreza e da miséria. Como governador, é meu dever reafirmar a recomendação da saúde e da ciência para se evitar aglomerações, da mesma maneira Bruno Covas e eu temos reafirmado que, neste momento, a única cura possível para se evitar, a única forma possível para se evitar a contaminação é o distanciamento social e o isolamento social, é ficar em casa, e se tiver que sair, use máscaras, lave as suas mãos, aumente a sua higiene para estar protegido. E todas as medidas que forem destinadas, como São Paulo vem fazendo, ao mobilizar recursos públicos e de doações privadas, para aquisição de quatro milhões de cestas do alimento solidário para a população de pessoas em estado de pobreza e extrema pobreza, e se o Governo Federal agir na mesma linha, no mesmo sentido, terá o nosso apoio. Em relação à manifestações, quero também reafirmar aqui a posição do Governo de S&atild e;o Paulo e que não somos contra manifestações, entendemos manifestações como uma forma democrática da população assumir a sua posição contra ou à favor, o que nós não apoiamos é agressão, são medidas que estabelecem diferença entre a manifestação e a agressão, a manifestação, dentro dos princípios democráticos, e dentro do respeito ao cidadão, ao seu sexo, a sua posição, a sua religião, a sua origem, a sua condição, merecerão o nosso apoio e consideração, medidas que proponham violência, discriminação ou ações ofensivas e agressivas a quem quer que seja, não serão toleradas e admitidas pelo Governo de São Paulo. Vale lembrar também que a orientação da saúde, seja em São Paulo, ou em qualquer outra parte do país, é pra que as pessoas fiquem em casa, aglomerações, mesmo com pessoas usando máscaras, não são recomendadas pela saúde. Sobre o tema das manifestações que poderão ocorrer neste final de semana, falará aqui, em nome do Governo de São Paulo, o General João Campos, secretário de segurança pública do Estado de São Paulo e coronel Álvaro Camilo, secretário executivo da secretaria de segurança pública do Estado de São Paulo. Informação: O governo já entregou, até ontem, quatro de junho, 977 novos respiradores para hospitais públicos do Estado de São Paulo, sejam hospitais municipais ou estaduais, os hospitais beneficiados estão na região metropolitana, capital de São Paulo, no interior e no litoral do estado . Outros 700 respiradores serão entregues até o final da próxima semana, somando mais de 1.600 respiradores para a rede pública de saúde. Cada respirador entregue significa um novo leito de UTI aberto, o Estado de São Paulo dobrou o número de leitos com UTI abertos desde o início da pandemia. Hoje já temos mais de 7.000 leitos de UTI no Estado de São Paulo, em ações integradas com as prefeituras, notadamente a prefeitura da capital de São Paulo. 4.622 leitos foram ativados em menos de dois meses, exclusivamente para enfrentar a Covid-19, e teremos mais 1.600 leitos de UTI disponíveis até 30 de julho. A área da saúde também vai se pronunciar a este respeito durante esta coletiva. E para falar sobre respiradores e ação, sobretudo no âmbito da região metropolitana, a região da capital de São Paulo, interior e lito ral, convido agora o secretário Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito boa tarde a todos, primeiro dizer que a principal plataforma do governo, no que tange à saúde, ao trabalho dos profissionais da saúde, é deixar que nenhuma pessoa fique sem atendimento no nosso estado, ao longo de mais de dois meses, um trabalho crescente de novos leitos, possibilitou com que a gente chegasse a esse número anunciado hoje. Nós estamos agora com quase mil respiradores nas últimas semanas distribuídos aqui no Estado de São Paulo, prioritar iamente onde a taxa de ocupação era mais alta, onde esse respirador pode se tornar um leito funcional de forma mais ágil e, fundamentalmente, com um conceito regional, um conceito da subdivisão aqui da região metropolitana, a qual nós apresentamos na última quarta-feira a necessidade de aumento dessa capacidade hospitalar pra poder avançar pra próxima fase do Plano São Paulo, poder fazer a sua flexibilização, então, depois de duas semanas desse trabalho, essa semana de forma muito intensa, com quase 200 respiradores sendo distribuídos em todo o Estado de São Paulo, fundamentalmente na região metropolitana e na Baixada Santista, onde nós tínhamos uma taxa de ocupação mais alta, nós chegamos a esses níveis de hoje. Isso vai possibilitar com que a gente ultrapasse a marca que foi estabelecida na última quarta-feira, t&a acute; aqui, por exemplo, o prefeito de Rio Grande da Serra, o Gabriel Maranhão, que é o presidente do consórcio dos municípios do ABC, que recebeu ontem 40 respiradores somados aos próximos 30 que vai receber no início da semana, ultrapassando a meta e podendo ter aí uma redução da taxa de ocupação pra níveis inferiores a 80%, portanto, indo pra fase laranja se concretizado na próxima quarta-feira. Esse trabalho foi feito em toda região metropolitana de forma efetiva, São Paulo delimitou qual era a sua meta e tá junto com os prefeitos, cumprindo essa meta, dando segurança pra população nessa flexibilização. O governador colocou muito bem, a expectativa, o trabalho pra que a gente tenha, na próxima semana, um grande crescimento, né, nós vamos consolidar um crescimento de quase 70% do número de respirado res para a próxima semana, o que vai possibilitar passos importantes também pra todo Estado de São Paulo. Pode passar pro próximo slide. Com isso, já superamos a marca de 7.000 leitos no Estado de São Paulo, uma capacidade hospitalar fortalecida, chegando exatamente a 7.122 leitos de UTI no nosso estado, dando uma segurança em um momento de retomada consciente da economia e um momento também em que a capacidade hospitalar estabelecida se encontra em um nível dentro dos parâmetros estabelecidos pela ciência e pela saúde. Então, era isso, muito obrigado a todos, nós evoluímos muito pra chegar até aqui, e vamos evoluir muito mais ao longo das próximas semanas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional. Neste mesmo tema, vamos ouvir agora Carlos Carvalho, o nosso coordenador do comitê de saúde, e na sequência os números da saúde com o Dr. José Henrique Germann, secretário estadual de saúde. Dr. Carlos Carvalho.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, são muito importantes esses números de leitos que vêm sendo progressivamente acrescidos no sistema de saúde do nosso estado, principalmente da capital, que a grande São Paulo tem praticamente metade da população do estado e, com isso, foi necessário abrir um número maior de leitos. Como sempre tenho comentado aqui nas minhas intervenções, abrir leitos é fundamental, os grandes centros do mundo só conseguiram controlar a pandemia no mo mento que puderam oferecer uma assistência adequada de saúde, então, aquela história de diminuir o pico da curva, diluir esses pacientes, pra que o sistema de saúde absorvesse. Então, esses leitos estão sendo abertos, e como o governador anunciou, temos a possibilidade no estado de abrir novos 1.600 leitos à medida que forem chegando novas máquinas, novos equipamentos, novos ventiladores. Em paralelo, estamos trabalhando, que é fundamental, muito, muito importante, na capacitação e na disseminação do nosso protocolo de atendimento, que temos observado um sucesso na assistência dessa população extremamente grave. Então, essa junção de novos leitos com treinamento melhor das equipes pode propiciar que tenhamos um número menor de mortes no nosso estado. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Carlos Carvalho, coordenador do Comitê de Saúde. Ainda no mesmo tema e complementando com as informações de hoje da Saúde, José Henrique Germann, secretário de Saúde e integrante do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok, muito obrigado, governador, boa tarde a todos. Como o próprio governador colocou, no Brasil estamos com 614.941 casos confirmados e 34.021 óbitos decorrentes da pandemia. No Estado de São Paulo, nós estamos com 134.565, que, de ontem para hoje, cresceram 4%. O número de óbitos é 8.842, que, de ontem para hoje, cresceu 3%. As nossas taxas de ocupação de leitos em UTI para o interior do estado ou de todo o estado é de 71%, e na Grande São Paulo, 80,5% . Temos 11 mil, aproximadamente 12 mil pacientes em tratamento nas nossas unidades, sejam eles pacientes suspeitos ou confirmados. E já tivemos 24.616 altas hospitalares nessas unidades. Muito obrigado, obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Germann. Agora a intervenção da Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, e ela insere também sua manifestação dentro do contexto, obviamente, da saúde. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Hoje, temos um esforço muito importante, como estamos tomando todas as decisões baseadas na ciência, essas análises são baseadas em dados e evidências. Dados críticos que estamos utilizando são os dados de internações Covid e casos suspeitos, e a nossa fonte é o Censo Covid. Por isso hoje foi republicada pela Saúde uma resolução, que já havia sido publicada, que é muito importante. Hoje ela foi publicada com o número 79, a SS 79, com a data de hoje, e eu peço que todos tomem conhecimento dela. Nós tivemos reuniões muito construtivas com os prefeitos nos últimos dias, mas reuniões sobre consistência de dados. E o dado oficial que será utilizado é o dado que está no Censo Covid. Essa resolução republicada reforça a importância dos hospitais públicos e privados passarem suas informações em tempo real, com relação a todas as internações em leitos Covid. Todo o detalhe está na resolução, mas fica aqui o reforço. A Secretaria da Saúde, em parceria com a Secretaria de Governo, reforçará também a fiscalização e a auditoria, e também a aplicação de multas caso essas informações não sejam passada, mas mais imp ortante que isso é o nosso espírito de solidariedade. Quanto mais informações, quanto mais dados nós tivermos, mais poderemos fazer uma gestão efetiva desta pandemia. Então fica o reforço para que todos conheçam, publiquem, disseminem esse pedido da Resolução SS 79 para que todos possamos ter os dados corretos, em tempo real, para fazer a gestão da pandemia. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. E agora, da Saúde para a Educação, com o secretário executivo de Educação, Haroldo Rocha. Haroldo.

HAROLDO ROCHA, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Boa tarde a todos, especialmente aos jornalistas. O primeiro ponto que eu quero trazer aqui nessa tarde é que a Secretaria de Educação, juntamente com a Secretaria de Desenvolvimento, nós conduzimos, dentro do Plano São Paulo, o planejamento do retorno às aulas presenciais. Quero, desde já, dizer que não tem decisão ainda sobre a data da volta, porque como é orientação do governo, isso depende da evolução da pandemia e da orientação científica da área da Saúde. Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é que, embora os prédios escolares não estejam funcionando, a escola está funcionando, remotamente. Tanto as escolas públicas estaduais quanto as escolas públicas municipais, quanto as particulares, remotamente. Nós estamos, inclusive nesta semana fizemos a semana inteira, governador e jornalistas, um esforço, com os nossos educadores, essa semana, desde segunda-feira, estão em formação, aprimorando a habilidade de lidar com todas as tecnologias, para que eles possam, a partir de segunda-feira, quando nós começamos o segundo bimestre, usarem com mais eficiência a tecnologia. Nós estamos transmitindo as aulas pelo Centro de Mídias. Queria dizer pra vocês que o Centro de Mídias é uma construção qu e envolve o aluno e o professor a acessar, por um aplicativo, as aulas, com internet patrocinada. E o Centro de Mídias não é uma ferramenta dessa época de pandemia, é uma ferramenta que nasceu agora, mas que vai ser muito importante para a educação daqui pra frente, sobretudo na retomada das aulas. E aqui eu já quero adiantar pra vocês um ponto que é muito importante: a retomada das aulas, nós vamos trabalhar com o ensino híbrido, ou seja, as crianças vão ter um tempo presencial na escola e vão ter também oportunidade de ampliar, vão ter o apoio do sistema chamado Centro de Mídias, nas suas casas, para poderem avançar no conhecimento. Então, além dos professores, do treinamento, nós fizemos vários aprimoramentos tecnológicos, pra facilitar o acesso, pra facilitar o uso, pra haver mais interação. E ntão, tem uma evolução extraordinária aí, que nós estamos muito convencidos de que a gente vai ter uma ferramenta muito importante, inclusive para depois dessa fase remota, quando as aulas voltarem a ser presenciais. Posso adiantar pra vocês também, dentro do planejamento, que já é uma coisa pactuada com as redes municipais, com as redes privadas, a ideia que nós vamos voltar em fases, fases combinadas com as fases do Plano São Paulo. Então, a ideia é que a gente volte com 20% dos alunos, num primeiro momento. Num segundo momento, 50% dos alunos e, na fase final, com 100% dos alunos. Isso já é também uma decisão. Nós estamos agora exatamente, juntamente com as redes e com a Secretaria de Saúde, detalhando os protocolos. E aí eu queria fazer uma observação adicional aqui: a educação é muito parecid a com a saúde, é uma atividade que é gente com gente, né? É o médico, enfermeiro com o paciente, e é o professor com as crianças. Então, é um desafio grande cada etapa dessa. Imaginem as crianças terem que cumprir o protocolo. Então, tudo isso está sendo minuciosamente trabalhado, planejado, para que a gente possa ter sucesso, para que a gente possa voltar e voltar com segurança sanitária, e voltar com as crianças... Está na nossa agenda, uma grande preocupação, governador, com o que nós chamamos de acolhimento, acolhimento emocional das crianças, dos professores, nesse retorno, porque eles não estão em férias, mas a gente sabe que, quando tem férias, o retorno da escola tem todo um trabalho. Agora, nós vamos ter também todo esse trabalho de acolhimento emocional, para que tudo possa funci onar bem. É óbvio que nós dependemos da saúde liberar a retomada das aulas, nós já sabemos que vai ser em fases, e nós temos também o diálogo aqui pela frente, muito especial, com a área de transporte, porque o Estado de São Paulo tem 13 milhões de estudantes, de todas as redes. É praticamente um terço da população, não é? Então, qualquer retorno às aulas impacta também o sistema de transportes, aglomerações, etc., etc. Então, são esses os pontos que estão no nosso planejamento e que, nas próximas semanas, possivelmente na próxima sexta-feira, a gente vai trazer pra vocês mais detalhes do que está sendo feito. E uma última coisa que eu queria comunicar aqui, governador. Ontem nós a nunciamos uma nova tecnologia para atender as famílias que, eventualmente, tinham seus filhos na escola privada e que queiram migrar para a escola pública. Nós anunciamos ontem um sistema novo, em que as famílias podem fazer a matrícula, enviar os documentos dos seus filhos para a escola pública, totalmente pela internet, e as crianças já vão ganhar um código para entrar no Centro de Mídias e fazer sua educação. Isso é muito importante, porque a gente sabe que sempre há migração, mas num momento como esse a gente tem, nós já vimos os dados, anunciamos ontem, há sempre uma demanda crescente. E para atender essas famílias que precisam da escola pública nesse momento, nós fizemos isso. É isso, governador, muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Haroldo Rocha, secretário executivo de Educação. Haroldo foi secretário de Educação do Estado do Espírito Santo, um dos responsáveis por elevar a condição do Estado do Espírito Santo, aqui na região Sudeste, à liderança do Ideb. O secretário de Educação Rossieli Soares, como todos já sabem, está em quarentena, ele está com Covid. Voltará na próxima semana, se Deus quiser, e ele est&aacut e; se curando, e está se recuperando. E na sexta-feira, ele, estando bem, participará da coletiva e dará mais informações, conforme já antecipou Haroldo Rocha, sobre a volta do calendário escolar. Portanto, na próxima sexta-feira, dia 12 de junho, esta informação será dada de forma completa, pelo secretário Rossieli Soares. Mais uma vez, Haroldo, muito obrigado. Antes de passar a palavra ao General Campos, queria lembrar que hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente, eu já fiz uma postagem logo cedo. Aos que não se lembram, Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, foi secretário estadual de Meio Ambiente, e ontem nós tivemos os dados públicos oferecidos pela Secretaria de Meio Ambiente, onde São Paulo não tem desmatamento, desmatamento zero no Estado de São Paulo, o que nos rendeu um elogio que muito nos orgulha, da organ ização não governamental SOS Mata Atlântica, pela postura que o Governo do Estado de São Paulo tem no tratamento da questão ambiental. Feito isso então, agora vamos para o tema de Segurança Pública, com o seu secretário de Segurança, General João Campos. General.

JOÃO CAMILO PIRES DE CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO: Sr. Governador, Sr. Prefeito, senhoras e senhores, boa tarde. A segurança pública, já disse aqui várias vezes, tem a missão clássica de proteger as pessoas e preservar o patrimônio. E, ao mesmo tempo, garantir o direito de reunião e a liberdade de expressão. Com relação às manifestações previstas para o próximo final de semana, nós fizemos várias reuniões com o sistema de pol&iacute ;cia, particularmente da Polícia Militar, com o Ministério Público. E nessas manifestações nós usaremos as informações que temos no nosso planejamento, para identificar e agir contra pessoas ou grupos que tentem impedir o uso desse direito constitucional. Nós sempre utilizamos e utilizaremos tecnologia, 'bodycams', câmeras fixas, drones, helicópteros, para filmar tudo em tempo real, para que nós tenhamos uma consciência situacional plena. A polícia de São Paulo tem forte capacitação no controle de multidões e tem vasta experiência. Garantir e proteger manifestações forma parte do nosso cotidiano. Para ter uma ideia, no mês de maio nós atuamos em 146 manifestações. Tomamos algumas providências com relação a esse final de semana, como limpeza da área pública, com apoi o da subprefeitura, e faremos, sim, revistas criteriosas, para impedir que pessoas levem ao local da manifestação objetos que possam causar dano em outras pessoas. Tudo será acompanhado em tempo real, pelos comandantes no asfalto, pelo comandante geral, por mim pessoalmente, e pelo secretário executivo da Polícia Militar no COPOM, estaremos o tempo todo ali. Tudo foi planejado e será executado em conversas com os atores envolvidos, também com a secretaria de Transportes Metropolitanos, subprefeitura, transporte do município, GCM7 e outros órgãos que tem interesse e que tem envolvimento com esse tipo de operação. Buscamos sempre o diálogo, e estaremos com o dispositivo pronto para atuar no sábado e no domingo, exatamente buscando que os grupos que são antagônicos, um grupo prós-governo Bolsonaro, um grupo contra o governo Bolsonaro atuem em dias separados, tud o isso visando a segurança das pessoas, que é a nossa missão clássica. Nosso compromisso é sempre, senhor governador, com o acerto, o que não poderia deixar de ser, e hoje fizemos uma reunião pela manhã às 10h, no 2º Batalhão de Choque, com a presença da OAB, da Defensoria Pública, e do Ministério Público e da imprensa, que estava lá fortemente e bem representado. E como sempre fazemos após cada evento, nós realizamos uma análise pós-ação para que exatamente a gente possa colher as lições aprendidas. Nessa reunião de hoje foi uma boa reunião, mas ela recomenda que façamos uma reunião ainda hoje à tarde, e também com a presença desses órgãos controladores. Então marcamos para as 15h30 uma reunião hoje ainda, para que possamos buscar que cada grupo atue em dias separados, logicamente quem atuar no sábado neste final de semana atuará no domingo do outro, e assim por diante, evitando sempre o conflito e preservando as pessoas. A busca é do consenso e o eixo está no diálogo, o sistema de segurança pública estará pronto para atuar no sábado e no domingo. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, General Campos. E agora complementando, Coronel Álvaro Camilo, secretário executivo de Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo, e que já foi comandante da Polícia Militar no nosso estado. Coronel Camilo.

CORONEL ÁLVARO CAMILO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DE SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Boa tarde, a todos. Queria só complementar as falas do nosso comandante, e dizer que a polícia está preparada, a polícia tem uma forte capacitação, foi buscar isso nos organismos internacionais, a melhor forma de controlar multidões. Cada uma dessas 146 manifestações que nós tivemos no mês de maio a polícia esteve presente, e está buscando inclusive inovar, a polícia já usa e vai usar muito neste final de semana, já usou no anterior, a figura dos mediadores, são policiais que no terreno lá na operação, na prática, vai convidar as pessoas a dialogar, para que a ordem não seja quebrada em nenhum momento. Então é dessa forma que a polícia vai agir. E só para terminar a minha fala, a polícia não tem lado, a polícia não tem ideologia, a polícia só tem um lado, que é o lado da lei. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Coronel Camilo, secretário executivo de Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo. E agora encerrando a apresentação, antes das perguntas, o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Dois breves recados por parte da prefeitura. O primeiro deles é reforçar o que a gente vem dizendo já há algum tempo, embora o município tenha sido classificado na fase dois do plano de retomada do governo do estado, e inclusive ontem assinamos os protocolos com os dois primeiros setores que voltaram a funcionar hoje na cidade de São Paulo, o setor de concessionárias, e vendas de veículos, e o setor de escritórios. A quarentena continua aqui na cidade. O plano inclusive prevê que se a gente não conseguir manter os índices na cidade de São Paulo, a cidade retrocede à fase um. É importante as pessoas permanecerem utilizando máscara, evitando deslocamento desnecessário, a participação e o envolvimento das pessoas, junto com todas as ações que o poder público está desenvolvendo, como a ampliação do número de leitos de UTI, que vai fazer com que o município passe depois para a fase três, quatro e cinco. Então é importante relembrar isso, a cidade continua em quarentena, e as pessoas precisam continuar a evitar aglomeração, evitar a circulação desnecessária, continuar a utilizar máscara, continuar a ter todos os cuidados de higiene que nós aprendemos a ter por conta desta pandemia. E segunda questão, como lembrou aqui o governador João Doria, hoje dia 5 de jun ho, é Dia Mundial e o Meio Ambiente, data estabelecida pela convenção de Estocolmo feito pela ONU em 1972, eu queria aproveitar essa oportunidade, dizer que o município de São Paulo vai criar um memorial para todas as vítimas de Coronavírus na cidade de São Paulo, lá no Parque do Carmo, plantando uma árvore para cada vida perdida aqui na cidade de São Paulo. Enquanto alguns governos comemoram o desmatamento, e passam a mão na cabeça daqueles que promovem desmatamento, a cidade de São Paulo faz aqui a sua lembrança em relação à todas as pessoas que estão perdendo a vida por conta desta pandemia, e plantando ainda mais árvores contribuindo não para o desmatamento, mas para o reflorestamento do estado de São Paulo. Muito obrigado. Bom dia, a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. 13h6min, agora sim vamos às perguntas dos jornalistas que tiveram a gentileza de comparecer aqui ao Palácio dos Bandeirantes. Vamos começar pela TV Record, a jornalista Daniela Salerno. Boa tarde, e sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, RERPORTER: Boa tarde, a todos. Depois de a gente ter notícia de que a Unifesp vai liderar o projeto de testagem de uma vacina desenvolvida por Oxford, aqui em São Paulo, agora a gente tem notícia de que o Brasil pode inclusive negociar a produção dessa vacina, e ser responsável inclusive pela distribuição em toda a América Latina. Então eu queria saber da equipe de saúde principalmente, como que eles veem essa notícia? Se é algo que dá para entender como realmente promissor. E se o comitê vai ajudar inc lusive nas tratativas para avançar nesse sentido? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ótima pergunta. Obrigado, Daniela. Eu vou pedir que o doutor João Gabbardo possa responder, com comentários ou do doutor Germann, ou do doutor Carlos Carvalho. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COMBATE AO CORONAVÍRUS: Bem, todos nós estamos muito ansiosos com relação à essa questão da vacina, porque isso é o que vai determinar a velocidade que nós poderemos ter para o enfrentamento e a conclusão desta epidemia. Agora, especificamente sobre esse projeto eu não tenho acompanhado, vou deixar para o doutor Carlos fazer os comentários referentes ao processo que está sendo desenvolvido aqui em São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok, Carlos Carvalho, nosso coordenador do comitê de saúde. Por favor.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE: Obrigado. Como foi dito, sem dúvida nenhuma, esse é talvez o ponto mais importante na perspectiva de podermos em um futuro ter uma forma mais efetiva de resolver a infecção por esse vírus. Então esses dois fatos estão diretamente relacionados a esse processo, primeiro a produção de uma vacina ela é bastante lenta, porque ela tem múltiplas fases. Então vencida a fase que ela se mostrou segura, então vem uma fase mais clínica, que é esse início que esta mos agora. Então tem várias vacinas sendo testadas no mundo, uma delas é coordenada por esse centro de Oxford, e alguns centros brasileiros, como da Universidade Federal de São Paulo, foram convidados e estão se preparando para poder participar desse estudo. E em paralelo o Instituto Butantã está se preparando para ser um dos locais, uma vez essa vacina vencendo essas fases, e além de se mostrar segura, mostrar que ela vai ser eficaz na prevenção das infecções por esse Coronavírus, então o Instituto Butantã teria condições de fazer a produção dessa vacina, mas após essas fases todas serem completas. Então obviamente existe um interesse muito grande que isso se resolva rapidamente, mas na prática é um processo que ainda deve durar semanas ou meses para podermos ter alguns resultados mais positivos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Carlos. Na semana que vem, Daniela, estará aqui de volta o doutor Dimas Covas, e cabe a retomada dessa questão a ele, como presidente do Instituto Butantã, e o desenvolvimento deste acordo que está sendo formulado pelo Instituto Butantã, que será histórico, do ponto de vista da vacina. Então guarde uma complementação dessa pergunta para a semana que vem. Doutor Carlos, muito obrigado. Vamos agora ao SBT, jornalista Fábio Diamante. Boa tarde. Obrigado mais uma vez pela sua presença.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Governador, a minha pergunta para o senhor é sobre a compra dos respiradores, a Folha de São Paulo traz uma notícia hoje, de que pelo menos, um dos fabricantes comunicou ao governo que já pretende atrasar essa entrega para setembro. Eu queria saber se esses respiradores são esses que o senhor se referiu no início, que a entrega ocorreria em junho, se isso é verdade? Como que o governo pretende agir? E se isso, de fato, coloca um problema muito grave para o governo, já que o respirador ele é essencial na abertura dos leitos. E se o senhor me permite uma segunda pergunta para o prefeito. Prefeito, o senhor pode comentar sobre a visita ou invasão dos deputados ao hospital de campanha do Anhembi? Eles fizeram acusações de que o hospital está parado, não tem colchão em cama. Queria saber como o senhor vê, como o senhor responde. E se o senhor entende se isso faz parte dessa briguinha política entre apoiadores do Presidente Jair Bolsonaro e os demais. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio. Vou começar pela primeira. Felizmente, não, os números que apresentamos aqui dos novos respiradores não dependem desses respiradores na China, e nem desta aquisição que foi feita. E quero lembrar que a manifestação publicada nessa nota da Folha de São Paulo, pela Trading, pela empresa que está fazendo a importação, não significa a posição do governo de São Paulo, se os respiradores não estiverem aqui entregu es no Porto de Santos, ou no Aeroporto de Guarulhos até o dia 30 de julho, a compra será cancelada, e os recursos deverão ser devolvidos, seja pelo fabricante, seja pela Trading, responsável pela importação. A nós não interessa receber respiradores depois de 30 de julho. Então para ficar bem claro, e agradeço inclusive a sua pergunta, porque permite esse esclarecimento. E volto a reafirmar que a chegada dos novos respiradores, na quantidade de mil, e temos até 30 de julho, não depende desta entrega de respiradores chineses. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Eu classifico o que aconteceu ontem como sensacionalismo barato. É lamentar que alguns parlamentares utilizem a sua prerrogativa constitucional de fiscalização para exploração política. Aqueles que acreditam que a Terra é plana, que fazem pouco caso da democracia, que querem a volta do AI-5, utilizam o que muitas pessoas lutaram durante muitos anos para conquistar, que é um parlamento livre, independente e com poder de fiscalização. Toda imprensa foi convidada a verificar e a visitar os hospitais muni cipais de campanha, eu quero inclusive aproveitar a oportunidade, reforçar o convite para todas as redes que ainda não estiveram lá, e refazer o convite para todas que já estiveram, para que voltem a fazer matéria sobre a situação do Anhembi ou do Pacaembu. Os leitos pagos pela Prefeitura de São Paulo são os leitos disponibilizados. A estrutura lá é uma estrutura para 1.800 leitos, dos quais a prefeitura utiliza 900, aliás, para ser mais exato, 887. É por esses 887 que a prefeitura paga à organização social que foi contratada para poder cuidar das pessoas que lá estão. Nesse espaço já passaram 3.700 pessoas, das quais, 2.800 já foram curadas. Foi com o hospital de campanha que nós passamos a atender a população com sintoma leve, que no início da pandemia nós dizíamos para voltar pra casa, e só voltar a procurar a rede pública se os sintomas se agravassem. Só que, de sintoma leve pra sintoma grave, poucos dias se passam, e muitas vezes isso dificultava o tratamento da população. Essa pandemia só será enfrentada se a gente respeitar a área da saúde, o que foi completamente desrespeitado por aqueles parlamentares. Nós não vamos atravessar essa pandemia com a produção de vídeos para Whatsapp e a produção de fake news. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno, obrigado, Fábio Diamante. Vamos à próxima pergunta, da CNN, jornalista Marcela Rahal. Marcela, obrigado pela sua presença mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Obrigada, boa tarde. Bom, eu gostaria de saber qual o nível que a gente está da evolução da Covid-19 aqui no Estado de São Paulo. Se existe alguma previsão, falando em meses, de volta à normalidade, por exemplo, a fase azul do Plano São Paulo. E é isso. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marcela. Vamos dividir com a Patrícia Ellen, nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, e com a saúde, e aí ou o Dr. Germann, ou o Gabardo, ou Carlos Carvalho. Então, Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Muito obrigada pela pergunta. Eu tenho dito que a gente está trocando aqui datas por dados. A gestão aqui é baseada em dados e evidências, nós estamos falando de vidas de pessoas. Então, a gente não pode se comprometer com uma data, porque ela depende do comportamento da população, do nível de isolamento, do sucesso da implementação dos protocolos e da colaboração de todos com o fornecimento dos dados que nós estamo s pedindo, sobre internações. E segunda nós vamos falar também sobre a importância dos dados de testes e diagnósticos. Então, nós estamos trabalhando aqui nesse momento de garantir que temos as melhores informações e as melhores condições para evoluirmos nas etapas de retomada. Mas eu gostaria de reforçar a mensagem que o prefeito Bruno Covas colocou aqui muito bem: 90% do nosso estado hoje está em fase de alerta ou controle. Em ambos os casos, a recomendação para a população é ficar em casa. Nós não voltamos à normalidade, e quanto mais nós contribuirmos nesse momento, mais rápido as fases verdes e azuis vão chegar em todas as regiões do estado. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. E complementando, João Gabardo, secretário... Perdão, coordenador executivo do Comitê de Saúde, Marcela.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO COMITÊ DE SAÚDE: Todos estão preocupados com essa coincidência do lançamento do Plano São Paulo e, infelizmente, quase todos os dias as informações mostram um aumento no número de casos e um aumento no número de óbitos, a nível nacional. Nós temos que entender que esse aumento do número de casos, ele não é consequência do aumento do número de casos nos locais onde a epidemia já ocorreu e está ocorrendo com maior intensidade. Não s&atil de;o os casos de Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, São Paulo. É um fenômeno esperado, que nesses locais haja uma redução na velocidade da transmissão da doença, mas outras regiões do interior desses estados começam a ser os seus casos de aumento da velocidade, como acontece aqui em São Paulo, onde nós temos nitidamente uma redução na velocidade na região metropolitana e, gradativamente, nós temos um aumento no interior. Sempre dissemos que, para o enfrentamento da epidemia, nós tínhamos que ganhar tempo e estarmos organizados, com equipamentos de proteção individual, capacidade de atendimento com enfrentamento da pandemia. Isso foi feito. Bem, nós agora temos três caminhos para escolher: Temos o caminho daqueles que dizem e defendem que nós devíamos liberar a população, ficar somente com as pessoas doentes em casa, os mais velhos em casa, e vida normal. Esse é um caminho de extremidade. Temos um outro caminho, que nós deveríamos manter um isolamento constante e absoluto até que a curva do Brasil pudesse estar em declínio. Nós não sabemos quando é que essa curva do Brasil vai estar em declínio, porque ela vai depender do comportamento da epidemia nas várias regiões do país. São Paulo escolheu um caminho intermediário, o caminho de usar a inteligência para tratar cenários epidemiológicos diferentes, com recomendações diferentes, com segurança, mantendo as recomendações naturais de quem puder ficar em casa, fique em casa, quando sair por alguma motivação, ou porque a sua atividade econômica já está funcionando, sair com proteção, com máscara, cuidados com a higiene, procurar manter o máximo de distanciamento e monitorar, a cada momento será avaliado, se necessário podem ser aprofundadas as medidas de restrição, e quando possível pode ser flexibilizado, com liberação gradativa das demais atividades. Este foi o caminho escolhido pelo Estado de São Paulo: procurar ser um meio de campo, não utilizar nenhuma das posições radicais, mas usar um sistema com segurança e com inteligência.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabardo, resposta absolutamente completa. Marcela Rahal, muito obrigado pela sua pergunta. Vamos agora à Carolina [ininteligível], da Rede TV. Carolina, obrigado por estar aqui mais uma vez, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador e a todos. Eu gostaria de esclarecer, que até foi uma munícipe que me procurou, para a apresentação dos planos de saúde e cuidado nos estabelecimentos. Até mesmo pessoas que trabalham em lugares pequenos, como brechós, por exemplo, às vezes é uma proprietária e mais um funcionário, ou uma pessoa só, ela também precisa se dirigir à prefeitura, apresentando seu protocolo de cuidados, ou não? E uma segunda: eu já perguntei aqui uma vez sobre como está o andamento com os cuidados a moradores de rua, ampliação também de albergues. Gostaria de saber em que situação está. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carolina. Bom, ambas as perguntas dirigidas ao prefeito Bruno Covas. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Não há necessidade de cada empresário individualmente apresentar uma proposta. Nenhum problema se ele quiser apresentar a sua proposta, mas os setores, as entidades representativas é que vão assinar essa proposta, com a prefeitura, da mesma forma que foi feito no dia de ontem, e depois a prefeitura libera para todas as pessoas que trabalham naquele setor voltarem a atender, voltarem a produzir, de acordo com as regras que foram apresentadas. Então, hoje está no Diário Oficial, por exemplo, o acordo que foi assinado com algumas entidades representativas, tanto do setor escritório quanto das concessionárias. E mesmo aqueles que não são filiados a estas entidades estão permitidos, está permitida a reabertura, observadas aquelas regras. Então, não há necessidade para que cada um, individualmente, apresente isso. Isso não vai ser assinado individualmente com cada empresário, cada empresária. Em relação à segunda pergunta, nós já ampliamos em oito novos abrigos aqui na cidade de São Paulo, para moradores em situação de rua. Já iniciamos inclusive campanha de distribuição de cobertores, por conta das baixas temperaturas. Já iniciamos a ação que é feita das pessoas poderem solicitar abrigamento, através do 156, para qualquer morador em situação de rua. Nós estamos distribuindo todo dia centenas de refeições, nós tivemos que acrescentar, porque várias entidades que faziam esse trabalho, em especial no centro de São Paulo, deixaram de fazer por conta da pandemia. Então, nós ampliamos o atendimento feito pela Prefeitura de São Paulo, ampliamos a distribuição de alimentos, colocamos banheiros à disposição da população em situação de rua, pias para a população em situação de rua, e nós temos vagas hoje nos abrigos da prefeitura. Ou seja, para todos aqueles que desejam abrigamento, que aceitam abrigamento, nós temos espaço nos abrigos da prefeitura de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno, obrigado, Carolina. Vamos agora à pergunta online do Xandu Alves, do Jornal O Vale. Xandu, antes de você fazer a sua pergunta, quero dizer o seguinte: a caneca do Santos Futebol Clube já foi pra você, deve estar chegando aí até amanhã. Semana que vem, ao lado desta caneca gloriosa do Corinthians, por favor coloque também a gloriosa caneca do Santos Futebol Clube. Passo a palavra a você.

REPÓRTER: Boa tarde, governador. Desculpa. Compromisso, chegando a caneca, eu coloco lá. Governador, o Vale do Paraíba bateu ontem novo recorde de casos e mortes diárias por Covid, com 159 novos casos e 11 mortes. É a terceira vez que esse recorde é batido nessa semana. Para os quatro primeiros dias de junho, para o senhor ter ideia, o Vale atestou 496 novos casos, contra 530 em todo o mês de abril, e isso é quase um terço do mês de maio. Isso pode revelar, governador, que a queda no isolamento que foi verificada a partir de 20 de maio esteja culminando e m mais casos agora. E considerando que a OMS disse que o Brasil ainda não atingiu o pico, e vemos São Paulo também bater recordes negativos, eu pergunto para o senhor: a reabertura, que tem levado cada vez mais gente às ruas, pode elevar os casos e mortes no Vale, nas próximas semanas? E se isso acontecer, o sistema de saúde regional suportará? É isso, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Xandu. A resposta será feita em duas etapas. Uma, pelo secretário Marco Vinholi, e outra pelo coordenador executivo do Comitê de Saúde, João Gabardo. Então, começando com Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Muito bem, Xandu. Mais uma vez, eu destaco o profissionalismo do plano de Retomada Consciente, que identifica especificamente, no que tange à evolução da epidemia, a taxa de casos, a taxa de internações e a taxa de óbitos. É comparada a média dessa semana com a da semana anterior. Especificamente sobre a questão do Vale do Paraíba, nós tivemos uma evolução ao longo da última semana, indicamos isso, a melhora da fase laranja para a fase amarela, na última quarta-feira, muito por conta da melhora nos índices de internações. Quando a gente verifica o crescimento de número de casos, muito se dá pelo aumento da testagem realizada também na região. Então, a tendência apontada na última semana, levando em conta a baixa do número de internações, é, na verdade, de melhora dos números no Vale do Paraíba, o que vai se consolidar ou não na análise que faremos na próxima terça-feira, e divulgada na quarta-feira. Então, o Plano São Paulo verifica exatamente essa comparação de aceleração ou desaceleração, e aponta pra gente se a gente deve endurecer em caso de necessidade ou se é possível flexibilizar em caso de possibilidade também, com melhora nas taxas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi, vamos agora a João Gabardo. E, se desejar, com algum comentário ou do Carlos ou do nosso secretário Germann. Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO COMITÊ DE SAÚDE: É, eu acredito que a resposta que eu falei, dei anteriormente, ela tem todo o sentido para responder a esse questionamento do jornalista. A região vai ser analisada de acordo com seus indicadores, com segurança. E esse processo, ele é dinâmico, ele pode sofrer, de uma semana pra outra, alteração nas recomendações, dependendo dos indicadores que nós estivermos tendo como resultado. Sempre observando que o critério da segurança é o mais importante. Qualquer um dos grupos de indicadores, seja pelo aumento da velocidade na transmissão da doença, como no indicador de que a gente corre risco com o oferecimento e com a capacidade instalada de leitos de UTI, pode levar para uma situação de redução da flexibilidade, medidas mais drásticas para reduzir mobilidade social, aumentando o isolamento. Então, esse processo, ele vai ter que ser analisado região por região, sempre com bastante segurança, e a população tem que estar já preparada, porque pode haver modificações nesse cenário. Nós podemos, numa semana, estar vivendo uma realidade e, na semana seguinte, por alguma razão, ter flexibilização neste processo ou mesmo aumento nas orientações de distanciamento social. O secretário José Henrique acho que pode falar mais especificamente sobre a região, como secret ário estadual da Saúde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabardo. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Acho que a pergunta está respondida, mas eu gostaria só de acrescentar que nós trabalhamos em rede. E todas essas situações onde nós temos a necessidade de chegar ao paciente ou às comunidades, nós utilizamos sempre a nossa atuação em rede. Então, existe a possibilidade, e nem é possível que seja feito, que você tenha todos os requisitos e todos os... Em cada uma das cidades, para o atendimento à pandemia. Então, por iss o nós temos que contar com essa situação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann, obrigado, Dr. Gabardo. Muito obrigado pela sua pergunta, voltaremos a nos rever provavelmente na segunda-feira da semana que vem, e já com a caneca do glorioso Santos Futebol Clube também na sua prateleira. Obrigado, [ininteligível]. Vamos agora a TV Cultura, jornalista Maria Manso. Maria, obrigado pela sua presença aqui conosco mais uma vez, lembrando que a nossa coletiva, hoje, vai até às 13 horas e 45 minutos. Sua pergunta, Maria, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Como o número de casos está aumentando no interior, eu queria saber se tem algum planejamento emergencial pra abertura de hospitais de campanha em alguma região, se for necessário, e em relação a retomada das aulas, o levantamento do Tribunal de Contas mostrou que a maioria das escolas, tanto municipais, quanto estaduais, não tem nem sabonete, e nem toalhas descartáveis nos banheiros, que vão ser essenciais pra higiene das crianças, se isso já está sendo providenciado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, obrigado pelas perguntas, vamos começar por educação com o secretário executivo da educação, Haroldo Rocha, e na sequência com José Henrique Germann, secretário da saúde. Haroldo.

HAROLDO ROCHA, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sim, Maria, como eu disse, nós estamos, a partir dos protocolos que a Secretaria de Saúde já estabeleceu, nós estamos construindo protocolos específicos pras escolas, juntamente com as redes públicas municipais e privadas, isso tá em fase de discussão, e obviamente as escolas vão ser adaptadas em toda sua infraestrutura, em todo seu movimento de chegada, de recepção dos alunos, e a movimentação dos alunos durante o período que eles permanecerem na escola. O desafio nosso é que, geralmente, a gente pensa que o bar é concentração de pessoas, né, o shopping, escola também, escola é uma grande concentração de pessoas, por isso a gente vai começar faseado, mas com todos os cuidados, com todo o protocolo cumprido, inclusive esse da lavagem das mãos, as escolas vão ter sabonete, vão ter pias adequadas, isso tudo está dentro do nosso planejamento. Só quando estiver bem definido é que a gente toma a decisão, junto com a saúde, de voltar as aulas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Haroldo Rocha. Agora, sim, com a saúde complementando a pergunta feita pela jornalista Maria Manso. José Henrique Germann, por favor.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Maria e demais, nós monitoramos o estado inteiro, desde a capital até o interior, e todas as nossas regionais estão diuturnamente fazendo esse trabalho conosco, e neste momento não existe nenhuma intenção de se ter um novo hospital de campanha, mas, obviamente, havendo a necessidade, rapidamente a gente teria condições de fazer um hospital de campanha, ou no estilo do Ibirapuera, ou no estilo do Heliópolis.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Só reforçando também, se nós estamos, nesse momento, no Estado de São Paulo, fazendo essa retomada consciente, é porque nós nos preparamos pra isso, foram investidos 310 milhões de reais nas prefeituras do Estado de São Paulo no último dia 30 de março, no início desse processo as prefeituras tinham dificuldade até em ter EPI's básicos pro enfrentamento da epidemia, e agora todos os municípios com um preparo, em parceria com o Governo do Estado, pra esse enfrentamento. O ABC, por exemplo, que teve a sua capacidade hospitalar instalada, agora já tem índices na sua capacidade hospitalar de fase laranja, por conta desse preparo e apoio com o Governo do Estado de São Paulo, é o que a gente tem feito, ontem mesmo a região de Votuporanga chegou em 100% de ocupação e, de imediato, o Governo do Estado atuou, abrindo novos leitos, pra que a taxa de ocupação fosse reduzida. Então, estamos alertas, fizemos investimentos, e nós vamos manter essa atenção, o sistema nos alerta sempre que essa taxa de ocupação chega em níveis preocupantes, e o Estado de São Paulo age imediatamente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi. Obrigado, Maria Manso. Agora, vamos a penúltima pergunta de hoje, que é da TV Gazeta, jornalista Marcelo [ininteligível], Marcelo, boa tarde, mais uma vez, sua pergunta, por favor.

MARCELO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Ontem, na coletiva, o Dr. Fernando Kawai alertou pra importância de haver centros de isolamento pra que pacientes diagnosticados com a Covid-19 pudessem se isolar, a gente sabe que aqui em São Paulo, principalmente nas periferias, há muitas pessoas morando nas mesmas casas, e nem sempre essas pessoas diagnosticadas com coronavírus, elas conseguem se isolar, ter um banheiro exclusivo pra elas, enfim, eu gostaria de saber como o governo trabalha com esse centro de isolamento, se há uma expectativa de ampliação desses centros, a medi da que novos casos vem sendo registrados. E outra questão é em relação a essa reabertura gradual, em outros países, principalmente na Europa, com a reabertura gradual, a retomada do futebol, por exemplo, também aconteceu, com as suas especificidades, eu gostaria de saber se o governo vem mantendo contato com esses clubes de futebol, que vem frequentemente se reunindo também com a Federação Paulista pra encontrar alguma maneira de retomar as atividades, seja ela em relação a partidas, ao reinício do campeonato paulista, ou ao menos o reinício dos treinamentos. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marcelo. Vou dividir a resposta com o Dr. Carlos Carvalho, coordenador do nosso comitê de saúde, mas começo pela segunda pergunta, sobre futebol, e incluiria aí esportes de maneira geral, não apenas o futebol, como o basquete, vôlei, todas as demais práticas esportivas estão sendo objeto de análise pelo comitê de saúde de forma dedicada, e também recebendo sugestões e protocolos, seja da Federação Paulista de Futebol, da Confederaç ão Brasileira de Futebol, assim como das federações de outras práticas esportivas. Todas as medidas do Governo de São Paulo, Marcelo, são feitas de maneira precisa, amparadas na saúde, mas com muito diálogo também com os setores diretamente envolvidos. Ainda não há uma posição definida sobre o prazo para o retorno do futebol e dos demais esportes, tal logo tenhamos essa informação, logicamente saberemos colocar aqui pra vocês. Então, vamos agora ao Dr. Carlos Carvalho, tomando como referência a observação feita ontem pelo Dr. Fernando Kawai, médico brasileiro que reside nos Estados Unidos, e que esteve ontem aqui participando conosco desta coletiva. Dr. Carlos.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Bom, com relação a esse isolamento das pessoas, isso demonstra mais uma situação de que as informações que vão chegando, as demandas que vão tendo, vão propiciando mudanças na nossa forma de atender esses indivíduos. Num primeiro momento, como o prefeito Bruno Covas comentou, os pacientes só mais graves ficavam nos hospitais, ficavam nos centros médicos, com o evoluir, se percebeu que os pacientes menos graves, se eles fossem isolados, eles poderiam pr imeiro se beneficiar disso, porque numa eventual piora eles já seriam prontamente diagnosticados e atendidos, e de uma outra forma, eles seriam afastados do seu ambiente, então diminuiria a transmissão. A criação de um número grande de leitos, principalmente nesses hospitais de campanha, conseguiu absorver grande parte essa população e isso é um outro fator que contribuiu com a estabilização do número de casos no município de São Paulo na minha visão. Então, essa é uma demanda que existe, ela é uma necessidade, mas o sistema tá próprio ainda pra receber uma população que venha a necessitar disso e tem uma capacidade inclusive preparada para ampliar um número de leitos que poderiam receber essa população. Com relação ao outro ponto, relacionado aos esportes, temos trabalhado em duas frentes : primeiro, temos um grupo estudando a forma como o vírus se espalha, ou ele pode ser disseminado numa corrida, numa atividade de bicicleta, num jogo de futebol ou de basquete, ou num jogo de tênis. Então, pretendemos levar nessas próximas duas semanas, isso para discussão do comitê de crise, para embasar uma sugestão de uma eventual abertura desse tipo de atividade, se isso for seguro, se isso for possível. A outra frente, temos tido contato com as devidas federações, e estamos aguardando que elas apresentem os protocolos dos clubes, para podermos colocar isso em discussão mais detalhada, se vai ser possível voltarmos os campeonatos ou o que foi interrompido. Como um adversário no campo de futebol do nosso governador, eu tenho que a volta do Campeonato Paulista não é muito interessante para o Corinthians, mas eu não terei nenhum conflito de interesse se o programa q ue for apresentado pela Federação Paulista de Futebol, de correr o risco de mudar de série. Mas eu tenho certeza que as duas situações serão bem-vindas: o primeiro é o Corinthians indo pra final mais uma vez, e talvez tetracampeão paulista, e como... E termos um estudo para basear essa liberação da volta das atividades esportivas, em dados científicos, em dados de segurança para os atletas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Secretário Carlos Carvalho, Marcelo, ele... Ainda bem que tem esperança e capacidade na ciência. No futebol, é melhor mudar de time, secretário, é mais fácil. As portas do Santos Futebol Clube estarão abertas para novos torcedores. Brincadeiras à parte, Marcelo, obrigado pela sua pergunta. Carlos Carvalho, obrigado pela resposta também. Vamos agora à última pergunta de hoje, é da jorna lista Bete Pacheco, da TV Globo e Globo News. Bete, boa tarde. Obrigado pela paciência, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos, obrigada. Minha pergunta é pra o secretário executivo, Haroldo Campos? Não, perdão, Haroldo Rocha. Me perdoe, secretário. A gente tinha uma posição de que a abertura das escolas ia começar a ser feita principalmente pelo ensino infantil, pelas creches, até porque seria uma possibilidade dos pais saírem para trabalhar, em razão da flexibilização, e terem as crianças. Isso, eu sei que o senhor não está aqui para apresentar esse plano, mas isso ainda é uma linha? Come&cced il;ar de maneira gradual, pelo ensino infantil, pelas crianças? E aproveitando a pergunta do prefeito, queria saber se, nesses protocolos que ele vem recebendo dos setores, a educação está sendo contemplada, o cuidado com essas crianças, com esses setores que estão voltando, e de que maneira. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bete. Então vamos ao Haroldo Rocha, secretário executivo de Educação, e na sequência prefeito Bruno Covas.

HAROLDO ROCHA, SECRETÁRIO EXECUTIVO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bete, isso de fato é uma ideia importante, que o retorno da Educação seja coordenado com o retorno das atividades econômicas. Isso está em discussão com os municípios, porque quem provê a oferta de educação infantil são os municípios, e em creches particulares, né? Isso é uma possibilidade. Como eu disse, no geral, não está decidido, isso está em debate. Queria acrescentar aqui um tema que pra nós &eac ute; um desafio, nós da Educação, que é o seguinte: os professores, que são adultos, nós temos professores do grupo de risco. Então, isso tem que ser levado em consideração, mas, de qualquer forma, também para a creche vai valer a ideia de fases, começando com 20% e gradativamente ampliando, à medida que a gente vai tendo segurança de que a pandemia, de fato, caminha seguramente com a tendência de queda crescente, até a paralisação da quantidade de casos. É óbvio que a grande preocupação, quando a gente discute com a saúde, é que foi bem disseminada a ideia de que a criança, ela não corre grande risco, a criança não corre grande risco, mas ela contrai o vírus e ela propaga. Então, a criança vai para a escola, volta pra casa. Então, tudo isso está sendo lev ado em consideração. Nós vamos fazer com a maior segurança possível, porque, como eu disse e queria repetir, para a educação, a gente, nesses já quase 90 dias, nós trabalhamos forte para botar de pé um outro jeito de escola, que é a escola remota. Nos municípios, escolas particulares, a rede estadual. E isso tem sido um grande desafio, mas também vai ser uma grande conquista, essa nova forma de trabalho. E como o secretário Rossieli já falou aqui pra vocês: nós não vamos deixar nenhuma criança pra trás, embora que a educação remota é uma coisa nova, é um desafio para a criança, é um desafio para os professores, é um desafio para as famílias, porque a criança está em casa, mas a gente tem tido progressos crescentes, e nós estamos muito confiantes que, a partir da próxima semana, na nossa rede, com a retomada da educação remota... Porque essa semana os professores ficaram em planejamento e as crianças ficaram fazendo revisão, a partir das aula digitais. A partir da semana que vem, nós voltamos com mais força, com mais, com os professores mais qualificados e vamos fazer um trabalho intenso de... Que nós denominamos busca ativa, para que todos que não estão regularmente acompanhando, passem a acompanhar. Inclusive contando com o apoio de uma figura que tem nas escolas, e toda escola pública estadual, nós temos, que é o representante de turma. Então, esse representante de turma vai ajudar os professores a buscar cada aluno e a fazer todo um trabalho de motivação a eles, para que eles fiquem conectados e aprendam já nessa fase remota. Então, é isso, muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Só pra esclarecer, sua pergunta é se nós recebemos alguma proposta de protocolo de entidades que representam as escolas, ou se os protocolos apresentados apresentam alguma questão relacionada, por exemplo, à mulher trabalhadora, que não... Sim, inclusive o próprio decreto municipal já estabelece a obrigação de que todo protocolo precisa tratar deste tema. Então, ontem, por exemplo, com os que nós assinamos, ele p revê a possibilidade de que a mulher trabalhadora, que seja mãe e esteja nessa situação, ela deve ser a última a ser chamada para voltar ao trabalho presencial, ela prevê a possibilidade de se, em algum momento, for liberada a reabertura de creches privadas, mas ainda não das creches públicas, que o estabelecimento deve pagar a vaga na creche privada, ou ele também traz a possibilidade de entrar na medida provisória, que traz a possibilidade de suspensão do contrato de trabalho, com parte da remuneração sendo paga pelo Governo Federal, sem que essa mulher seja mandada embora. Então, ela traz algumas possibilidades que devem ser utilizadas por esses setores, que foram reabertos, para evitar uma maior desigualdade entre tratamento de homens e mulheres, porque normalmente recai sobre a mãe a obrigação de cuidar dos filhos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Bete Pacheco, da TV Globo, GloboNews, obrigado pelas perguntas. 13h46, um minuto de atraso. A nossa recomendação final está escrita aqui, por favor, fiquem em casa neste final de semana. Curta seus filhos, seus familiares, o livro que você gosta, o programa de televisão que você tem prazer em assistir. Saiam apenas em caso de extrema necessidade e, se saírem, usem máscaras e lembrem de higienizar suas mãos. Façam também as suas oraç&oti lde;es e bom final de semana a todos. Muito obrigado.