Coletiva - Governo de SP entrega prêmio Policial Nota 10 a 29 homenageados 20201702

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Coletiva - Governo de SP entrega prêmio Policial Nota 10 a 29 homenageados

Local: Capital - Data: Fevereiro 17/02/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela presença de vocês. Nós vamos considerar aqui cinco perguntas, sobre o tema de segurança pública, que é o tema de hoje, do Policial Nota 10. Essa é a décima terceira edição do Policial Nota 10, onde o governo do estado de São Paulo, na figura do governador, acompanhado do secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, homenageiam os policiais, eles e elas, Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiro e Polícia Científica, que cumpriram bem a sua obrigação ao longo dos últimos 30 dias, e colocaram em risco as suas vidas para salvar vidas, e proteger os cidadãos de bem. Todos aqui homenageados, já foram indicados. Inclusive um fato que chamou muito atenção da mídia na última sexta-feira, do cabo Jean, que foi homenageado aqui, eu mesmo assisti pelas redes sociais, ele em um ônibus, em uma ação rápida, eficiente, de imobilização de bandidos que estavam ali para assaltar e também ferir, porque não matar as pessoas que estavam naquele ônibus. E ao lado de uma viatura da Polícia Militar, que também estava na área externa, conseguiram salvar as pessoas, preservar as vidas, e dois bandidos foram para o cemitério, porque reagiram e estavam armados. A orientação, quero voltar a dizer isso a vocês que estão aqui, a orientação do governador do estado de São Paulo para a Secretaria de Segurança é o cumprimento do protocolo, o protocolo que tem a segurança de São Paulo é dos mais rígidos do mundo. Mas bandido que reagir armado, a policial militar ou civil, ele vai perder, e tem grandes chances de ao perder, ir descansar no cemitério. Então esse é o ponto aqui do governo do estado de São Paulo. Que eu volto a reafirmar aqui, não tem espaço para bandidinho, para bandido ou bandidão, bandido que reagir, em São Paulo, perde. Agora vamos às cinco perguntas.

REPÓRTER: Governador, no fim de semana um policial civil acabou baleando cinco pessoas, durante uma tentativa de assalto em um bloco, entre essas pessoas, pessoas que estavam ali pulando carnaval, o senhor também considera essa ação legítima?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, a delegada Elisabeth vai discorrer a respeito, ela tem mais detalhes sobre isso do que eu tenho. Elisabeth.

ELISABETH, DELEGADA: O que ocorreu, na verdade, o policial estava indo visitar um conhecido, segundo o que foi registrado no Boletim de Ocorrência, ele observou um arrastão sendo realizado, razão pela qual ele interveio. Então pessoas foram baleadas, nenhuma com lesão grave, os dois autores do roubo foram presos, reconhecidos e o boletim registrado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Próxima.

REPÓRTER: Governador, foram 413 pessoas detidas no final de semana, dessas 413 pessoas, teve uma mulher que estava com 48 celulares, e teve também foragidos da justiça. Eu queria saber sobre esses foragidos da justiça, algum deles foi detido através do sistema de identificação facial, algo desse tipo?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela pergunta, vou pedir ao Coronel Sales, Comandante Geral do Policiamento da Polícia Militar do estado de São Paulo, que possa responder. Eu já cumprimentei o Coronel hoje pela manhã, pelo resultado deste primeiro final de semana do pré-Carnaval de São Paulo, o maior Carnaval do Brasil, teremos 15 milhões de pessoas ao término do período pós-Carnaval. Só neste final de semana, a estimativa da Prefeitura de São Paulo, é de cerca de 2,5 milhões que foram às ruas aqui na capital de São Paulo, fora a região metropolitana, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Santos, e outras localidades onde aconteceram desfiles de blocos, e também alguns desfiles de escola de samba. Coronel.

CORONEL SALLES, COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Berilo, respondendo à tua pergunta, um trabalho feito à várias mãos, da Polícia Militar, com o efetivo da Polícia Civil, com inteligência, reconhecimento facial, tecnologia, os drones, em consonância com o Olho de Águia, fazendo essa consciência situacional dos comandantes, conseguimos sim prender os infratores da lei. Inclusive uma quadrilha de um homem e três mulheres, que portavam 48 celulares. Então um trabalho feito à várias mãos, organizado com as várias estruturas do poder público. Há pouco o General Campos tinha dito, eu já tenho 36 anos de serviço, e vi nesse final de semana um trabalho feito à várias mãos dos vários segmentos. Então com o objetivo único de proporcionar a segurança pública que os brasileiros que escolheram São Paulo para ter o seu Carnaval merecem e requerem. Foi um trabalho muito bem-feito da Polícia Civil, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiro, e da Guarda Civil Metropolitana, foi muito bom.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Próximo.

REPÓRTER: Governador, sobre esse assunto, diante dos momentos que a gente tem durante o final de semana, vai ter alguma mudança na operação do Carnaval? Teve um alto índice de furtos ainda durante esse pré-Carnaval. E ainda sobre essa questão do policial que acabou atirando no bloco. Esse policial de alguma forma vai ser afastado, vai ser investigado de alguma forma? E como que vocês avaliam esse tipo de conduta que estava de folga, e acabou utilizando a arma ali?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, vou dividir a resposta com o General Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo. Todo policial é policial, esteja ele de folga ou não, nós tivemos aqui hoje uma homenagem ao cabo Jean, que estava de folga, dentro de um ônibus, e salvou vidas, salvou várias pessoas que estavam dentro deste ônibus, porque ele teve discernimento de agir como foi orientado a agir. Um policial não é só policial quando está fardado, ele é policial por opção, por determinação e por treinamento. Então ele está em ação. Quero registrar que neste fato ocorrido aqui, não houve nenhuma morte, nenhum ferimento grave, e os bandidos foram presos. Ou seja, o policial agiu como deveria ter agido, para proteger as pessoas. As circunstâncias e detalhes já foram aqui explanados pela delegada Elisabeth Sato. Quero fazer um registro também, não houve aumento no furto de celulares ou de qualquer outro furto, houve diminuição, os dados da polícia indicam redução em relação ao ano passado. Mas quero lembrar também que tivemos 2,5 milhões de pessoas nas ruas, 2,500 milhões de brasileiros foram às ruas aqui na capital de São Paulo, e na região metropolitana para desfrutar o Carnaval. Mesmo com todo o efetivo da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiro, Polícia de Drone, os Águias, e mais as guardas metropolitanas, seja de São Paulo, seja de Guarulhos, apenas para citar um outro exemplo, São Bernardo e Santo André, alguns furtos ainda acabaram ocorrendo, mas muito menos do que no passado, e essa é a ação da polícia para garantir um Carnaval tranquilo, às pessoas que forem desfrutar. E a recomendação para que não exibam os seus celulares, não coloquem os seus celulares em condições de fácil acesso para qualquer bandido ou qualquer meliante, é preciso ter um pouco mais de cuidado neste sentido também. Mas houve redução de furto nesse período do primeiro final de semana do pré-Carnaval em relação ao ano passado. General.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO: Vamos ao fato dos celulares, essa pergunta, aliás, já me foi feita na coletiva. Eu fiquei muito satisfeito em ver que a própria mídia tenha alertado as pessoas para que cuidem dos seus bens, e eu tenho visto isso. Esse é um fato altamente positivo. Então cada um cuida do seu bem, isso já nos ajuda bastante. E nós estamos com milhares de policiais na rua, você tem o número aqui, sábado e domingo foram mais de 44 mil policiais militares trabalhando pela proteção das pessoas que estão em São Paulo nesse evento carnavalesco. Só na cidade de São Paulo foram 210 blocos, sendo 12 menores. Ou seja, foi uma verdadeira multidão que veio aproveitar o Carnaval de São Paulo, porque ele é o mais seguro, e ele é o mais seguro do Brasil. Então vamos continuar assim, polícia na rua, e as pessoas cuidando do seus bens, isso nos ajuda tremendamente. Com relação ao policial, logicamente o inquérito está instaurado, o caso está bem claro, o policial foi assaltado por um grupo, ele não estava dentro do bloco, tinha estacionado o seu carro, estava se deslocando, armado sim, nós cedemos a arma ao policial, quem faz isso é o estado, para que o policial possa proteger a população, e ele se defendeu. Há um ponto da conveniência da oportunidade, que ele passa a correr risco, ele põe tudo a perder. Agora, há um inquérito em curso, a corregedoria assumiu o inquérito, está acompanhando o inquérito, e vamos dar tempo para que esse inquérito termine.

REPÓRTER: Os criminosos estavam armados, secretário?

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO: Deixa o inquérito levantar isso daí qualquer coisa que eu fale agora seria o que eu acho, o General não acha nada, ele acredita. Então vamos deixar o inquérito trabalhar isso daí.

REPÓRTER: Mas ele estava no interior do carro do veículo dele?

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO: Não, ele parou o carro e estava se deslocando.

REPÓRTER: Mas houve troca de tiros, secretário?

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO: Deixa o inquérito levantar isso daqui.

REPÓRTER: Mas é que a própria Secretaria de Segurança Pública já nos informou pela manhã, que houve troca de tiros, que não está muito claro pela resposta do senhor.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO: Eu estou afirmando a você que o inquérito tratará disso, e a corregedoria está acompanhando.

REPÓRTER: Governador, só um minutinho.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não, eu tinha prometido para você.

REPÓRTER: Vai haver alguma mudança no esquema de policiamento para os próximos blocos de Carnaval?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, nós tivemos 44 mil policiais militares, fora os policiais civis participando, além da prontidão do Corpo de Bombeiro, e Guarda Civil Metropolitana. Todo o esquema do Carnaval foi planejado nos últimos 60 dias, para o período pré-Carnaval, durante o Carnaval e pós-Carnaval. E todo o planejamento está mantido, exatamente como foi desenhado pela Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo, em conjunto com as guardas metropolitanas das cidades onde existirão Carnaval. Não há razão neste momento para nenhuma mudança, vai ser mantido. Foi um Carnaval seguro, essa foi a única ocorrência, volto a lembrar aos que estão nos assistindo, nos ouvindo ou que vão ler, 2,5 milhões brasileiros estiveram só na capital de São Paulo nas ruas, isso é mais do que a população de uma boa parte das capitais brasileiras, não é um número pequeno. Dada a circunstância, essa foi a única ocorrência, felizmente sem nenhuma vítima. Portanto, o esquema de segurança vai ser mantido, operacionalizado, conforme previsto. Obrigado, pessoal, um bom dia, para vocês. Obrigado.